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Detector de Bananada
Foto de Zeca Dirceu

Deputado · Câmara

Zeca Dirceu

PT · PR

Esquerdapor que esse rótulo?● Em exercício

Nome civil: José Carlos Becker de Oliveira e Silva · 48 anos

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Bananômetro

Bananômetro: 76 de 100, Tá no Caminho0406080100

76/100

Tá no Caminho

Trabalha bem, com espaço para melhorar.

Nota maior que a de 47% dos deputados · média do partido: 80

Por que essa nota?
  • Presença em sessõespeso 40% · 92%

    Aparece para trabalhar?

  • Participação em votaçõespeso 35% · 80%

    Vota quando precisa? (votações com registro de nome)

  • Iniciativas que avançarampeso 15% · 28%

    Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)

  • Atividade na tribunapeso 10% · 72%

    discursos na tribuna (percentil)

A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?

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Como vota · Mandato atual (2023–2027)

Vota com o governo 97%das 706 votações em que o líder do Governo pediu Sim ou Não e ele votou

Vota com o próprio partido 98%das 705 votações em que o partido (ou a federação) pediu Sim ou Não e ele votou

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E-mail
dep.zecadirceu@camara.leg.br
Telefone
(61) 3215-5613
Gabinete
Gabinete 613, Anexo IV, 6º andar – Câmara dos Deputados, Brasília-DF

Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.

Números de Mandato atual (2023–2027)

Presença nas sessões

92%

Esteve em 359 de 391 sessões

Melhor que 34% dos deputadosMédia do partido: 95%

Votou nas votações

80%

Registrou voto em 900 de 1.128 votações nominais

Melhor que 44% dos deputadosMédia do partido: 83%

Iniciativas que viraram lei

0

de 9 projetos apresentados (0%)

1 avançaram · 7 em andamento · 1 arquivados ou rejeitados

Alinhamento com o governo

97%

Em 706 votações em que o Governo orientou

Mais governista que 90% dos deputadosMédia do partido: 98%

A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.

196 discursos na tribuna · de 05/02/2019 a 03/12/2025.

  • 07/10/2021Breves Comunicações

    Regozijo com a aprovação pela Casa da Proposta de Emenda à Constituição nº 391, de 2017, relativa ao disciplinamento da distribuição, pela União, de recursos ao Fundo de Participação dos Municípios - FPM. Congratulações aos Prefeitos e Prefeitas Municipais, aos Vereadores e lideranças municipalistas pela aprovação da propositura.

    Palavras-chave oficiais: PEC 391/2017, PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO, DISCIPLINAMENTO, RECURSOS, FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS (FPM), APROVAÇÃO, ELOGIO.

    Ler a transcrição oficial
    O SR. ZECA DIRCEU (PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sra. Presidente, quero fazer uma saudação a todos que estão no plenário, a todos que estão no modo virtual e, principalmente, a quem nos assiste pela TV Câmara e nos ouve pela Rádio Câmara. Eu sempre digo aqui, no Paraná, aos meus companheiros e companheiras de caminhada... (Falha na transmissão.) A SRA. PRESIDENTE (Rosangela Gomes. REPUBLICANOS - RJ) - Deputado, está travando o seu áudio e o vídeo também. Não está boa a sua conexão. A sua fala não está inteligível nem audível. O SR. ZECA DIRCEU (PT - PR) - V.Exa. me ouve agora, Presidente? Eu dizia do orgulho e da honra de ter sido eleito e reeleito Prefeito da minha cidade, Cruzeiro do Oeste, em 2004 e 2008. Continuo com o sangue de Prefeito nas veias. Ontem, aprovamos uma PEC importante que vai aumentar os repasses do Fundo de Participação dos Municípios. Lembro-me bem das inúmeras marchas de Prefeitos a Brasília que acompanhei como Prefeito, momentos em que tivemos também vitórias importantes, com aumento de repasses e com mudanças nas legislações. Ter votado a favor da PEC ontem e ter contribuído para esse aumento, que, já no primeiro ano, traz 1 bilhão e 600 milhões de reais aos Municípios e vai trazer, ao longo dos próximos 4 anos, mais de 4 bilhões de reais aos Municípios, é algo que me deixa muito confiante. Tenho certeza de que, lá na ponta, diferente do que acontece hoje no Governo Federal, o dinheiro vai ser aplicado naquilo que muda e melhora a vida das pessoas. A grande maioria dos Prefeitos e Prefeitas - e convivo com muitos aqui, no Paraná - tem clareza da importância, por exemplo, da educação, dos investimentos na saúde, dos investimentos no apoio à agricultura para gerar emprego e gerar renda, dos investimentos na qualificação e formação profissional, para poder melhorar as condições de trabalho do nosso povo e da nossa gente. É no Município que o povo vive, é no Município que as coisas acontecem. Espero que o Congresso, a partir da aprovação da PEC ontem, mobilize-se cada vez mais para partilhar o Orçamento federal, que está batendo recordes, inclusive de arrecadação de impostos, com os Municípios, com os Estados. Talvez essa seja uma solução importante para esse momento de tanto desgoverno em Brasília, de tanto desgoverno no ambiente federal. Fica aqui, então, o meu abraço aos Prefeitos e Prefeitas, o meu abraço a Vereadores, lideranças municipalistas que se empenharam, telefonaram-me, fizeram seus pedidos e ontem nos ajudaram a aprovar essa importante PEC, essa importante proposta de emenda à Constituição, que garante de forma justa mais recursos aos Municípios. E que esses recursos possam melhorar a vida das pessoas. Obrigado, Presidente, pela compreensão e pela tolerância em relação ao meu sinal de conexão. Um abraço.
  • 05/10/2021Comissão Geral

    Debate da fome, mazela social agravada pela crise socioeconômica decorrente da Covid-19. Responsabilidade do Presidente Jair Bolsonaro pelo quadro de fome reinante no Brasil. Escalada do desemprego e reajuste nos preços de combustíveis, de alimentos do gás de cozinha e das tarifas de água e energia elétrica no País. Implantação de políticas públicas permanentes em prol do povo brasileiro. Defesa de afastamento do Presidente Jair Bolsonaro.

    Palavras-chave oficiais: COMISSÃO GERAL, DEBATE, FOME, CRISE SOCIAL, CRISE ECONÔMICA, PANDEMIA, CORONAVIRUS. INCLUSÃO, POLÍTICA PÚBLICA, POLÍTICA SOCIAL, LEI ORÇAMENTÁRIA, RECURSOS ORÇAMENTÁRIOS, CONGRESSO NACIONAL, DEFESA. FOME, DESEMPREGO, AUMENTO, PREÇO, COMBUSTÍVEL, ALIMENTO, TARIFA DE ÁGUA, TARIFA DE ENERGIA ELÉTRICA, RESPONSABILIDADE, JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, IMPEACHMENT, DEFESA.

    Ler a transcrição oficial
    O SR. ZECA DIRCEU (PT - PR) - Bom dia, Presidente. Quero saudar a ex-Ministra Tereza Campello, o nosso ex-Ministro e companheiro de bancada Deputado Patrus Ananias, que, junto com tantos outros do PT e dos partidos que nos ajudaram a governar o Brasil, erradicaram a fome no nosso País no período dos nossos Governos. Esta Comissão Geral tem grande importância, até porque a fome não é um problema qualquer; a fome é um problema cruel, é um problema desumano. Ela traz um fato que jamais nós deveríamos permitir que acontecesse na vida de qualquer ser humano. E hoje, infelizmente, graças a Bolsonaro, a sua insanidade, a sua incompetência, a sua irresponsabilidade, nós temos mais de 20 milhões de pessoas passando fome. Mais da metade da população brasileira teve que se adaptar, mudar o cardápio. Isso não é fruto do acaso. Isso não é a história recente do País. O Brasil, por um longo período, em especial quando o ex-Presidente Lula governou o País, tratou o fim da fome como prioridade. O Brasil, durante um longo período, e Lula tem grande responsabilidade nisso, gerou emprego, gerou renda, distribuiu renda, criou programas sociais verdadeiros, e não programa social eleitoreiro, como Bolsonaro quer fazer durante alguns meses do ano que vem. O Brasil proporcionou segurança alimentar. O Brasil apostou no pequeno e no médio produtor rural, que produz alimentos, que coloca alimentos a preços acessíveis na mesa de cada brasileiro e brasileira. O Brasil hoje passa fome. O Brasil hoje tem uma imagem negativa mundo afora. Nós temos que fazer uma Comissão Geral na Câmara, porque a economia está sendo mal conduzida. Desculpem-me, não acho que é algo em razão só da pandemia. Os dados, os números - basta pesquisar - mostram que em 2019 a fome já tinha chegado. Em 2019, o desemprego já era recorde. Em 2019, antes da pandemia, os preços já estavam disparando. O combustível, o gás de cozinha, a água e a luz, administradas pelo Governo, já tinham os seus valores elevados em 2019. Que nós possamos, neste debate de hoje, somar forças e entender, cada vez mais, que com Bolsonaro não há jeito, com Bolsonaro não há solução. Que nós possamos, num debate como este, entender a grandeza, a riqueza do Brasil e colocar o Orçamento a favor do povo, colocar o povo dentro do Orçamento, com políticas públicas verdadeiras, como foi o Bolsa... (Desligamento automático do microfone.) O SR. PRESIDENTE (Roberto de Lucena. PODE - SP) - V.Exa. está sem áudio, Deputado Zeca. Peço que conclua. V.Exa. precisa liberar o áudio. O SR. ZECA DIRCEU (PT - PR) - Vou concluir, Presidente. Eu dizia que nós precisamos ter o povo dentro do Orçamento. O Brasil precisa voltar a ter políticas públicas permanentes na questão social, na questão econômica, na questão da produção de alimentos saudáveis. Isso tem que passar por decisão do Congresso, quando o Congresso aprova o Orçamento, como vamos fazer neste ano. É claro que isso vai passar pelo movimento que as ruas estão fazendo, pelo "Fora, Bolsonaro!", como vimos no último dia 2, sábado, em todo o Brasil. E essa mudança, essa decisão, vai passar pelas eleições de 2022. O Presidente Lula está aqui em Brasília hoje. Tive a oportunidade de estar ao lado dele, e quero dividir aqui com todos os que nos assistem a convicção de que com ele, sim, o Brasil tem solução; com Lula, sim, a fome tem solução. Isso não é só uma expectativa minha de futuro, não é só uma torcida. Falo isso baseado nos fatos que nós vivemos naqueles 8 anos em que Lula governou o Brasil. Obrigado pela tolerância, Presidente. Um abraço a todos os que estão neste debate!
  • 29/09/2021Breves Comunicações

    Anúncio de novo reajuste nos preços do óleo diesel. Impacto da elevação dos preços de combustíveis no custo de vida do povo brasileiro. Vinculação entre os sucessivos reajustes nos preços de combustíveis e a política de dolarização da empresa Petróleo Brasileiro S/A - PETROBRAS, comandada pelo Presidente Jair Bolsonaro.

    Palavras-chave oficiais: ÓLEO DIESEL, REAJUSTE, COMBUSTÍVEL, PREÇO, AUMENTO, PETRÓLEO BRASILEIRO (PETROBRAS), IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES RELATIVAS À CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SOBRE PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE INTERESTADUAL E INTERMUNICIPAL E DE COMUNICAÇÃO (ICMS), JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, GESTÃO, CRÍTICA.

    Ler a transcrição oficial
    O SR. ZECA DIRCEU (PT - PR. Sem revisão do orador.) - Presidente, faço uma saudação a todas as Deputadas e a todos os Deputados. Eu quero dividir aqui a indignação que não é só minha, é da grande maioria dos brasileiros e brasileiras. A PETROBRAS anuncia, inacreditavelmente, mais um aumento no preço dos combustíveis, desta vez no preço do diesel, diesel que tanto impacta os caminhoneiros, o transporte em todo o Brasil, o custo do transporte, que tanto impacta os produtos de um modo geral. A inflação não está descontrolada, disparada, por acaso. O custo de vida de cada brasileiro e brasileira não está cada vez maior por acaso. Há um desgoverno. Há decisões equivocadas por parte da PETROBRAS, que é uma empresa pública, que tem o seu Presidente escolhido pelo Presidente da República. E o pior de tudo isso é Bolsonaro continuar mentindo, é Bolsonaro continuar brincando com a cara dos caminhoneiros, é Bolsonaro continuar brincando com a cara de quem está pagando produtos cada vez mais caros no supermercado, porque o custo do transporte é cada vez mais alto. Bolsonaro não tem vergonha na cara de voltar com essa conversa do ICMS. Todos nós sabemos que o ICMS é um imposto que impacta os combustíveis, mas não é de hoje, sempre foi assim, no ano passado, há 5 anos, há 10 anos, há 20 anos. O ICMS é o imposto dos combustíveis, que não teve alteração relevante, significativa. O que teve alteração relevante e significativa e que impactou e está impactando cada vez mais não só o preço dos combustíveis, mas também o preço dos produtos, quando chegam ao consumidor final, é a maneira como a PETROBRAS funciona, é a maneira como a economia do Brasil funciona. Se o dólar disparou, a culpa não é do brasileiro ou da brasileira, não é do Congresso Nacional, não é de partido A ou B, a culpa é do Bolsonaro, é do Paulo Guedes, que conduzem o País a um desastre econômico. Se a PETROBRAS decidiu atrelar o preço do combustível no País ao preço do barril internacional, isso não é uma responsabilidade nossa, é exclusiva do Bolsonaro, é exclusiva de quem ele colocou na PETROBRAS. O Brasil produz, tem petróleo, não precisa atrelar os seus custos, os seus preços ao dólar ou ao preço do barril internacional. Vamos parar de conversa fiada, de mentira, vamos governar o País, Bolsonaro, parar de aumentar o preço do combustível, parar de deixar a inflação... (Desligamento automático do microfone.)
  • 22/09/2021Breves Comunicações

    Interesses subjacentes da Medida Provisória nº 1.069, de 2021, relativa à comercialização de combustíveis por revendedor varejista. Defesa de rejeição da emenda apresentada à propositura, para a instalação de bombas self-service nos postos de combustíveis, tendo em vista à inevitável extinção da profissão de frentista.

    Palavras-chave oficiais: MPV 1069/2021, MEDIDA PROVISORIA, REGULAMENTAÇÃO, COMERCIALIZAÇÃO, COMBUSTÍVEL, POSTO DE GASOLINA, BOMBA DE ABASTECIMENTO DE COMBUSTÍVEL, PREJUIZO, FRENTISTA, CRITICA.

    Ler a transcrição oficial
    O SR. ZECA DIRCEU (PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, quero fazer minha saudação a todas e todos que assistem e ouvem a TV Câmara e a Rádio Câmara. Quero dar voz a todos os frentistas do Brasil e do Paraná. Tramita na Casa uma medida provisória. Já começam a aparecer as notícias de uma série de jabutis que vão sendo incluídos numa medida provisória que diziam que era para reduzir os preços dos combustíveis. Mas, pelo que vemos, pelas emendas e pelos jabutis, por trás dessa medida provisória há outros interesses. Mais uma vez querem sangrar o bolso do trabalhador e da trabalhadora. Mais uma vez querem atender ao interesse de poucos. Uma das emendas trata da autorização escancarada do uso de bombas de self-service nos postos de gasolina, ou seja, mais de meio milhão de trabalhadores frentistas, dos mais diferentes postos de combustíveis do Brasil, seriam descartados, como se não fossem seres humanos, como se não fossem cidadãos, como se não fossem trabalhadores. Trabalharemos aqui na Casa contra essa emenda à medida provisória, que não só coloca em risco o trabalhador, a trabalhadora, os frentistas do nosso Brasil, num período em que o País já amarga 14 milhões de desempregados, mas também coloca em risco o usuário dos postos de combustíveis. Nós não podemos mais aceitar a precarização do trabalho; nós não podemos mais aceitar a destruição dos direitos trabalhistas; e nós não podemos mais aceitar que a Câmara aprove leis que, em vez de ampliarem o número de empregos no País, reduzem o número de empregos no País. Essa emenda apresentada à medida provisória, que hoje cria uma revolta em todos os frentistas, é um exemplo clássico de equívoco no sentido de geração de emprego e desenvolvimento do País. Queria agradecer a oportunidade, Presidente, e deixar um abraço a todos e a todas. Boa tarde!
  • 21/09/2021Breves Comunicações

    Natureza vexaminosa da presença do Presidente Jair Bolsonaro na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas - ONU, diante de sua recusa à imunização contra a Covid-19. Deterioração da imagem do Presidente da República no exterior. Caráter falacioso do discurso proferido pelo Chefe da Nação da Assembleia-Geral da ONU. Prática de crimes ambientais e contra saúde pública pelo mandatário do País. Defesa de abertura e aprovação, pela Casa, de processo de impeachment contra o Presidente Jair Bolsonaro.

    Palavras-chave oficiais: JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, PRONUNCIAMENTO, ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU), CONTRA, VACINA, CORONAVÍRUS, CRÍTICA, IMPEACHMENT, DEFESA. LUÍS INÁCIO LULA DA SILVA, EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, ATUAÇÃO, ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU), DEFESA.

    Ler a transcrição oficial
    O SR. ZECA DIRCEU (PT - PR. Sem revisão do orador.) - Presidente, faço uma saudação fraterna a todos e todas que nos ouvem e nos assistem pela Rádio Câmara e pela TV Câmara. Cumprimento Deputados e Deputadas que estão no plenário virtual e também no plenário presencial. Como eu queria poder vir aqui hoje e falar de algo positivo. Mas, infelizmente, a realidade dura que vive o nosso povo não me permite. Infelizmente, o desgoverno ao qual nós estamos submetidos não me permite. Vexame, vergonha - difícil achar um adjetivo que qualifique melhor a presença de Bolsonaro na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, nos Estados Unidos. Ele é o único líder do G-20 não vacinado! Quem vê as manifestações do Prefeito de Nova York percebe facilmente que Bolsonaro não é bem-vindo. Ele não é bem-vindo não apenas em Nova York. Quem olha a agenda de Bolsonaro, nota que ele está lá muito mais a passeio, torrando dinheiro público, sem encontros expressivos, sem reuniões relevantes. Percebe-se ainda que Bolsonaro não é bem-visto no mundo todo. Bolsonaro é recebido nas ruas de Nova York como criminoso ambiental. Ele mente descaradamente no seu discurso, dizendo que está reduzindo o desmatamento e as queimadas, quando nós e o mundo sabemos que a realidade é outra: nunca se desmatou tanto, nunca se queimou tanto no Brasil. Está aí a crise hídrica. Em muitas cidades hoje falta água, na área urbana e na área rural. A conta de luz explode porque o Brasil não cuida do meio ambiente. Bolsonaro mente quando fala da nossa economia. Bolsonaro mente quando preconiza tratamento precoce com ivermectina e com hidróxido de cloroquina na Assembleia-Geral da ONU! Eu fico imaginando o que pensa um investidor ao ouvir uma pessoa do naipe desqualificado do Bolsonaro fazer um discurso como esse na ONU, que nem pode ser chamado de discurso. Não tem como o Brasil dar certo! Não tem como ninguém acreditar no País! Não tem como retomarmos os investimentos, o emprego, a renda com um Presidente sendo recebido não só como criminoso ambiental nos Estados Unidos, mas como um genocida da pandemia, aquele que vai a uma Assembleia da ONU para propagar mentiras sobre o vírus, sobre o que aconteceu e está acontecendo no Brasil! Como eu disse, infelizmente, nós não temos motivos para comemorar. A única boa lembrança que nós podemos ter é a dos estadistas que já representaram o Brasil na ONU. Por exemplo, a lembrança dos discursos que fez o ex-Presidente Lula quando lá esteve na abertura como estadista, falando de questões relativas e importantes para o mundo, trazendo investimentos para o Brasil, ampliando os nossos parceiros comerciais. O SR. PRESIDENTE (Eduardo Bismarck. PDT - CE) - Para concluir, Deputado, por gentileza. O SR. ZECA DIRCEU (PT - PR) - Concluo, Presidente, manifestando a minha indignação e o meu repúdio, mas deixando sempre acesa a chama da esperança. A Câmara dos Deputados e o Congresso Nacional tinham que cumprir o seu papel com o impeachment. Mas, se não o fizer, o povo o fará e tirará Bolsonaro definitivamente da história deste País e do cargo que ele vergonhosamente ocupa hoje.
  • 09/09/2021Breves Comunicações

    Responsabilidade do Presidente Jair Bolsonaro pelo caos reinante no País. Disseminação de fake news, estímulo ao ódio e à geração de conflitos pelo Presidente da República. Despreparo de Jair Bolsonaro para o exercício da Presidência da República. Envolvimento do Chefe da Nação e seus filhos com milícias e no esquema criminoso das chamadas rachadinhas, apropriação de parte dos salários de funcionários de gabinetes parlamentares. Escalada da fome, da miséria e do desemprego no País. Imediata abertura pela Casa de processo de impeachment contra o mandatário da Nação.

    Palavras-chave oficiais: RESPONSABILIZAÇÃO, JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, AUMENTO, INFLAÇÃO, ALIMENTO, COMBUSTÍVEL, FOME, DESEMPREGO, NOTÍCIA FALSA (FAKE NEWS), INCENTIVO, CONFLITO, COMPROMETIMENTO, FILHOS, MILÍCIA, CORRUPÇÃO, IMPEACHMENT, DEFESA.

    Ler a transcrição oficial
    O SR. ZECA DIRCEU (PT - PR. Sem revisão do orador.) - Infelizmente, o caos é cada vez maior em nosso País, e Bolsonaro é o grande responsável por isso. Bolsonaro intensificou nos últimos dias, no Sete de Setembro, aquilo que já fazia desde o início do seu mandato. Ele propaga mentiras, fake news, estimula o ódio e aposta o tempo todo, e numa escala cada vez maior, no conflito. É impossível um país dar certo assim. É óbvio que essa postura, que vem desde 2019, só vai aumentar o desemprego, a inflação, o custo cada vez mais alto dos alimentos, da água, da luz, dos combustíveis, do gás de cozinha. A atitude de Bolsonaro é a atitude de um insano, de um irresponsável, de um despreparado, de alguém que não tem a mínima condição de governar o País e acaba indo buscar nessas atitudes a sua sobrevivência política. Nós sabemos que Bolsonaro não faz isso só por sobrevivência política. Ele sabe o que o espera na Justiça. Ele, seus filhos, sua família têm a vida marcada pelo envolvimento com as milícias. Há contra eles provas e mais provas de desvio de dinheiro público, rachadinha, corrupção, ocultação de patrimônio, enriquecimento ilícito. Quando Bolsonaro estimula o caos, é óbvio que ele não está pensando no Brasil. Quando Bolsonaro estimula o caos, é óbvio que ele não está respeitando seus próprios apoiadores, seus próprios seguidores, que são enganados por acreditarem que estão em defesa do Brasil. Toda ação é para salvar o próprio Bolsonaro. Todo caos instalado no País é para salvar a sua família. Todo prejuízo que está trazendo para a vida das pessoas, com a volta da fome, com a miséria, com o desemprego, todo esse caos tem uma razão óbvia e evidente. Cabe a nós, cabe à Câmara dos Deputados, cabe ao Congresso Nacional dizer basta! O impeachment tem que tramitar! Nós temos que parar esse genocida, esse inconsequente, e voltar a cuidar do Brasil, cuidar da educação, cuidar da saúde, cuidar do emprego, cuidar do nosso povo e da nossa gente.
  • 02/09/2021Breves Comunicações

    Canalização, pelo Presidente Jair Bolsonaro, das forças do seu governo para conflitos e atos autoritários no Dia da Independência do Brasil, em detrimento da implementação de ações de combate ao desemprego, à fome, à inflação e à carestia, e para o avanço no processo de vacinação contra a Covid-19. Protesto contra a tentativa do Presidente da República de utilização da Bandeira do Brasil para fins político-partidários. Apoio à abertura e aprovação de processo de impeachment contra o Chefe da Nação.

    Palavras-chave oficiais: DESEMPREGO, FOME, MORTALIDADE, PANDEMIA, CORONAVÍRUS, CRISE SANITÁRIA, SAÚDE PÚBLICA, VACINAÇÃO, CRÍTICA, JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, MANIFESTAÇÃO PÚBLICA, MOVIMENTO DE PROTESTO, DIA DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL, CONFLITO, BANDEIRA NACIONAL, ELEIÇÕES, IMPEACHMENT, PESQUISA DE OPINIÃO, REJEIÇÃO, GOVERNO FEDERAL.

    Ler a transcrição oficial
    O SR. ZECA DIRCEU (PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sra. Presidente, é surreal o que está acontecendo com o Brasil neste momento: temos 15 milhões de desempregados, mais de 20 milhões de pessoas passando fome, milhares de mortos por causa da COVID, um processo de vacinação que, por mais que tenha melhorado, não avança dentro do patamar que o Brasil é capaz de ter - só 30% da população está vacinada com as duas doses -, um custo de vida cada vez mais alto e tantos outros problemas que afligem a educação, a saúde, a economia, a vida do povo brasileiro. E o que faz aquele que deveria ser o Presidente da República? O que faz aquele que tem o maior número de ferramentas, de condições de alterar esta realidade tão triste do País? Não faz nada. Bolsonaro ocupa todo o seu tempo, canaliza a energia de todo o seu Governo, canaliza a Força Nacional para uma tentativa autoritária de conflito no dia 7 de setembro. É inacreditável, é vergonhoso, é revoltante o País ter um Presidente que não se ocupa com os temas que mexem com a vida do povo: o desemprego, o salário, a inflação, o custo de vida, a dificuldade de acessar o crédito, a morte de pessoas em decorrência da pandemia. O Presidente não se ocupa com isso. Ele ocupa todo o seu tempo e sua energia, canalizando a força enorme que tem o Governo, com um conflito no dia 7 de setembro. Bolsonaro quer roubar os símbolos da Pátria, quer se apoderar, para fazer uso político-eleitoral, da bandeira do Brasil. Bolsonaro quer se apoderar, fazer uso político-partidário do Sete de Setembro. Obviamente nós não vamos permitir isso. A bandeira é do Brasil, não é de nenhum partido político, de nenhuma figura política. O Sete de Setembro é do Brasil, não é de nenhum partido político, não é de nenhuma figura política. Reagiremos sempre às tentativas autoritárias, insanas, inconsequentes desse imbecil que hoje ocupa, infelizmente, a cadeira de Presidente da República do nosso País. Todos sabem que, se dependesse de nós, os processos de impeachment, diante de tantos crimes que Bolsonaro cometeu, dos quais temos provas robustas, que se acumularam agora na CPI, já teriam tramitado. Nós não teríamos mais um genocida, um assassino, um imbecil, que tenta se apoderar, tenta roubar os símbolos da Pátria, ocupando a cadeira de Presidente do Brasil. É um dia triste, infelizmente, aquele para o qual caminha para ser este Sete de Setembro. Mas a população está atenta. Esta semana, duas pesquisas, mais uma vez, mostraram que só aumenta a rejeição de Bolsonaro. E o desespero dele é grande. Por isso, ele provoca atos autoritários, como tenta fazer no dia 7 de setembro. Nada vai nos calar, nada vai nos colocar medo, nada vai nos fazer recuar da necessidade de mudar o rumo do Brasil. O Brasil precisa voltar a ser feliz de novo, gerar emprego, gerar renda. Nós sabemos... (Desligamento automático do microfone.)
  • 31/08/2021Breves Comunicações

    Insatisfação e repúdio da sociedade brasileira ao Presidente Jair Bolsonaro. Fracasso da política econômica adotada por Bolsonaro/Paulo Guedes. Defesa da aprovação de pedido de impeachment contra o Presidente da República.

    Palavras-chave oficiais: REPÚDIO, JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, DISCURSO DE ÓDIO, NOTÍCIA FALSA (FAKE NEWS), AUTORITARISMO, CRISE ECONÔMICA, AGRONEGÓCIO, BANCO, POLÍTICA ECONÔMICA, INFLAÇÃO, FOME, DESEMPREGO, MORTALIDADE, PANDEMIA, CORONAVÍRUS, CRISE SANITÁRIA, SAÚDE PÚBLICA, IMPEACHMENT. ELEIÇÃO, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, PESQUISA ELEITORAL.

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    O SR. ZECA DIRCEU (PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, uma saudação a todos os que nos assistem pela TV Câmara e nos ouvem pela Rádio Câmara. Ninguém aguenta mais Bolsonaro! O clima de ódio que Bolsonaro constrói no dia a dia e propaga pelo País, o conflito, a aposta permanente na confusão, na mentira, nas fake news, no autoritarismo, nas ameaças contra as instituições estão corroendo qualquer realidade econômica e social que o Brasil ainda tinha. Até os aliados de última hora de Bolsonaro começam a manifestar a sua insatisfação, o seu repúdio e a sua impaciência. Setores do agronegócio já produzem notas, deixando claro que não vão tolerar mais as atitudes autoritárias, insanas e inconsequentes de Bolsonaro. Uma parte dos bancos e dos banqueiros já organiza documentos para deixar claro que, da forma como está o Brasil, não dá mais. O País não vai suportar. A população - o trabalhador e a trabalhadora - sente na pele, dia a dia, os equívocos da política econômica de Bolsonaro e Paulo Guedes. O custo de vida está cada vez mais alto. O preço do supermercado, da conta de água, da conta de luz, do combustível é insuportável! É insustentável um Governo que só aposta no ódio e no conflito, um Governo que tem um Presidente que abre mão de governar, que não cuida dos temas que mexem com a vida das pessoas, que não trata de juros, não trata de inflação, não trata de desemprego. Bolsonaro não se preocupa nem com os 19 milhões de brasileiros que hoje, infelizmente, passam fome, do mesmo jeito que não se preocupou com aqueles que morriam - e morrem até hoje - pelos equívocos de Bolsonaro na condução da pandemia. Não dá mais! Por isso que estão se acumulando, cada vez mais, centenas de pedidos de impeachment de Bolsonaro. Não dá mais! Por isso que todos os institutos de pesquisa, até aqueles ligados à Direita, até aqueles ligados aos banqueiros, mostram que o povo não só rejeita cada vez mais Bolsonaro, como também já escolheu, já tem clareza de quem pode tirar o Brasil desse atoleiro: Luiz Inácio Lula da Silva. É ao lado dele que nós vamos construir um Brasil feliz de novo. Obrigado, Presidente.
  • 25/08/2021Breves Comunicações

    Transcurso do 69° aniversário de emancipação político-administrativa do Município de Cruzeiro do Oeste, Estado do Paraná. Reafirmação do compromisso de luta do orador em prol da municipalidade.

    Palavras-chave oficiais: CRUZEIRO DO OESTE (PR), ANIVERSÁRIO DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA, HOMENAGEM, ZECA DIRCEU, DEPUTADO FEDERAL, ATUAÇÃO, BENEFÍCIO, POPULAÇÃO.

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    O SR. ZECA DIRCEU (PT - PR. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente. Minha saudação às Deputadas e aos Deputados que estão aqui no plenário e aos que participam da sessão de forma virtual e, é claro, meus cumprimentos a quem nos ouve e nos assiste pela Rádio Câmara e pela TV Câmara. O Município de Cruzeiro do Oeste completa, no dia 26 de agosto, 69 anos. A cidade que me viu nascer, que me viu crescer, da qual tive a oportunidade de ser Prefeito, de governar por dois mandatos, já é uma bela coroa, com 69 anos. Trago aqui uma fala de reconhecimento ao esforço de todos os pioneiros e pioneiras, trago aqui uma palavra de homenagem aos nossos comerciantes, empresários, agricultores, agricultoras e, em especial, aos trabalhadores e trabalhadoras de Cruzeiro do Oeste que construíram essa bonita história de 69 anos, que se confunde bastante com a dos meus 43 anos de vida. É lá em Cruzeiro do Oeste que eu tenho a minha residência, é lá que eu vivo até hoje. É a cidade que nas últimas 6 eleições consecutivas me deu ampla maioria dos votos. Estou aqui em Brasília representando o Paraná, estou aqui em Brasília representando Umuarama e a região noroeste, represento o Brasil e o meu partido com muito orgulho, o Partido dos Trabalhadores, mas represento também o meu Município, o qual quero homenagear nesta sessão da Câmara dos Deputados. É claro, quero aproveitar o transcurso dos 69 anos de Cruzeiro do Oeste, no dia 26 de agosto, para reafirmar o meu compromisso de luta. Nós vamos, sim, cada vez mais articular obras, programas, projetos, investimentos que possam continuar mudando para melhor a vida do povo maravilhoso de Cruzeiro do Oeste. Também faremos tudo o que for necessário para apoiar a região noroeste, as cidades vizinhas a Cruzeiro do Oeste, com serviços importantes na área da educação e da saúde, que são utilizados pelo povo de Cruzeiro do Oeste, para que essa região possa crescer e se desenvolver cada vez mais e propiciar melhorias para a vida da sua população. Meus parabéns, minha homenagem e, principalmente, a minha gratidão ao nosso povo, a nossa gente. Muito obrigado, Presidente.
  • 24/08/2021

    Discussão do Projeto de Lei nº 2.228, de 2020, a respeito do levantamento e divulgação da demanda por vagas na educação infantil de crianças de zero a três anos de idade.

    Palavras-chave oficiais: DISCUSSÃO, PL 2228/2020, PROJETO DE LEI ORDINARIA, FAVORÁVEL. ZECA DIRCEU, EX-PREFEITO, CRUZEIRO DO OESTE (PR), INVESTIMENTO, RECURSOS PÚBLICOS, EDUCAÇÃO INFANTIL.

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    O SR. ZECA DIRCEU (PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, recebe todo o nosso apoio essa importante iniciativa. Quero parabenizar o Deputado Pedro Cunha Lima e, em especial, minha companheira de bancada, do nosso núcleo de educação, a Deputada Professora Rosa Neide, pelo importante relatório. O Brasil, desde 2016, não constrói mais creches. As creches que foram construídas e inauguradas ao longo dos últimos 4 ou 5 anos foram projetadas ainda com recursos viabilizados no nosso Governo, no Governo do PT, no Governo da Presidenta Dilma Rousseff. Pude presenciar, no Paraná, a inauguração, por muitos meses, de dezenas, de centenas de creches, de centros de educação infantil, todos ao mesmo tempo. Por isso, a importância do projeto. A população brasileira, em cada Município, em cada Estado, precisa ter, sim, clareza da disponibilidade de vagas nas creches, mas também de quantas vagas faltam e onde há necessidade de investimento forte, que hoje não acontece mais, na educação brasileira e, em especial, na educação infantil. Eu tive oportunidade de ser Prefeito, por duas vezes, do meu Município, Cruzeiro do Oeste, e lá investimos pesado na educação infantil, na construção de novos centros de educação infantil, assim como na ampliação dos já existentes, quando pudemos, com a contratação de mais profissionais de educação, professores, professoras, aumentar o número de vagas. Espero que o Plenário não só aprove essa medida, como também nós possamos dar atenção maior aos investimentos na educação infantil e na construção de creches, que, por parte do Governo Federal, não estão congelados, o que já seria uma tragédia. Os dados provam que, mês a mês, ano a ano, em especial agora, com Bolsonaro, que escolheu a educação como inimiga, os recursos e os investimentos só recuaram, só foram reduzidos. É muito raro se ver - e eu rodo o meu Estado todo, o Paraná - uma nova creche sendo construída. Os dados científicos de pesquisadores provam há muito tempo que as séries iniciais, o momento em que a criança está na educação infantil, são decisivas para o futuro dela como criança, como jovem, como estudante e como cidadão que vai ter sucesso na vida. Todo o apoio a essa iniciativa, Sr. Presidente. Obrigado pela oportunidade.
  • 24/08/2021Breves Comunicações

    Diferença entre as agendas do Presidente Jair Bolsonaro e do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Palavras-chave oficiais: CRÍTICA, JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, MANIFESTAÇÃO PÚBLICA, DESPESA PÚBLICA, NOTÍCIA FALSA (FAKE NEWS), DISCURSO DE ÓDIO, AUTORITARISMO. ELOGIO, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM_TERRA (MST), DOAÇÃO, ALIMENTO, ESCOLA, GOVERNO ESTADUAL, PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT), MINORIAS, DIÁLOGO POLÍTICO, ELEIÇÕES.

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    O SR. ZECA DIRCEU (PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, todos que nos acompanham pela TV Câmara ou pela Rádio Câmara, nunca foi tão fácil comparar e escolher, nunca foi tão fácil na história da política brasileira perceber as diferenças. Eu trago um pequeno exemplo, mas que tem valor muito grande: a agenda que tem cumprido o ex-Presidente Lula nos últimos dias e a agenda que cumpre Bolsonaro. Enquanto Bolsonaro anda de motocicleta, faz campanha ilegal, antecipada, gastando em cada viagem 1 milhão de reais, o Presidente Lula está ao lado do MST, doando 15, 20, 30, 50, 100 toneladas de alimentos para quem precisa. Enquanto Bolsonaro propaga fake news, também cometendo crime, usando recurso público, estimulando o ódio e o conflito no País, o Presidente Lula está visitando e inaugurando escolas nos nossos Governos Estaduais; o ex-Presidente Lula está visitando, como fez no Piauí, o Centro de Reabilitação para quem ficou com sequelas de COVID. Enquanto Bolsonaro faz e recebe uma representante nazista da Alemanha, o Presidente Lula está se encontrando com as minorias deste País - negros, indígenas, mulheres. Digo "minorias" entre aspas, porque são a maioria, mas ainda povos discriminados pela sociedade brasileira. Enquanto Bolsonaro desfila, estimula o que não deve ser estimulado e usa de ameaça autoritária, com tanques de guerra aqui por Brasília, o Presidente Lula prega o diálogo, o entendimento, uma grande frente ampla progressista nacional, para que o Brasil volte a dar certo, para que o Brasil seja aquilo que foi nos 8 anos do Governo Lula, um país que gera empregos, distribui renda, inclui as pessoas, dá oportunidade a todos. Enquanto Bolsonaro fica naquele cercadinho propagando mentiras, falando sobre questões que nada têm a ver com a vida do povo brasileiro, o Presidente Lula recebe a imprensa, dá entrevista coletiva, fala com as rádios do interior deste País, debate e mostra a verdade. O Brasil tem jeito, continua sendo um país muito rico, um país que está inclusive batendo recordes de arrecadação de impostos e pode, sim, ser um país que coloque de novo como grande prioridade da Nação a educação pública de qualidade, gratuita, com pesquisa, tecnologia e inovação, para que o nosso povo tenha, de fato, oportunidade de viver bem. Nunca foi tão fácil fazer essa comparação. É por isso que o povo já diz com clareza, por meio de todos os institutos de pesquisa, que Lula vai ganhar a eleição. E, se Bolsonaro continuar com essas atitudes insanas, autoritárias, vamos ganhar a eleição no primeiro turno.
  • 17/08/2021Breves Comunicações

    Atribuição ao Governo Jair Bolsonaro da responsabilidade pelo aumento do custo de vida, do desemprego e da fome no País, bem como pela queda da qualidade dos serviços públicos de saúde e educação. Liderança do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em pesquisas de intenção de voto à sucessão presidencial.

    Palavras-chave oficiais: JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLIA, AUTORITARISMO, INFLAÇÃO, CUSTO DE VIDA, DESEMPREGO, CRISE ECONÔMICA, SAÚDE, EDUCAÇÃO, DEMOCRACIA, PREJUÍZO, GOVERNO FEDERAL, RESPONSABILIDADE. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, ELEIÇÕES, PRESIDENCIA DA REPÚBLICA, CANDIDATO A CARGO ELETIVO, FAVORÁVEL, PESQUISA ELEITORAL.

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    O SR. ZECA DIRCEU (PT - PR. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente. Minha saudação a todos os que nos acompanham e nos ouvem pela TV Câmara e pela Rádio Câmara. É impossível o Brasil dar certo com Bolsonaro. O Governo Bolsonaro é marcado pelas atitudes de ódio, de mentira e de violência manifestadas pelo Presidente e pelos poucos que o seguem. Nação nenhuma do mundo daria certo diante deste contexto. Ninguém tem sucesso na vida quando trabalha com a mentira e com o ódio, quando estimula a violência, o autoritarismo, o rompimento da normalidade democrática, como, infelizmente, Bolsonaro faz. Aliás, ele tem crescido em escala por causa de suas atitudes insanas, fascistas e antidemocráticas. Nós sabemos quem paga a conta de tudo isso. Quem paga a conta é o povo. O custo de vida está cada vez mais alto, e o Governo não faz nada. O salário, cada vez com poder de compra menor, e o Governo não faz nada. O desemprego está cada vez maior, e o Governo não faz nada. A fome não apenas voltou, mas também tem atingido cada vez mais e mais pessoas, e o Governo não faz nada. A população sente, dia a dia, piora na qualidade de vida. Os serviços na área da educação e da saúde vão sendo destruídos, e Bolsonaro se ocupa com o quê? Ele se ocupa com sua família, se ocupa em fugir, se ocupa em proibir as investigações em relação às milícias, às rachadinhas, ao enriquecimento ilícito, à ocultação de patrimônio. E os casos de corrupção, não só na vacinação, mas também em tantas outras áreas proliferam no dia a dia do Governo Federal. Mas a resposta está vindo. Pesquisa feita hoje - uma pesquisa feita por banqueiros, pela XP Investimentos - mostra o crescimento do Presidente Lula em 2,4% na intenção de votos: 40% para Lula, ante 24% de Bolsonaro. Nós vamos lutar muito! O Presidente Lula está em caravana Brasil afora, pelo Nordeste, para que o País seja feliz de novo. Muito obrigado, Sr. Presidente.
  • 12/08/2021Breves Comunicações

    Inoportunidade do debate sobre a retomada do voto impresso nas eleições brasileiras. Contrariedade à adoção do sistema de voto denominado distritão e à retomada das coligações partidárias nas eleições proporcionais. Inadmissibilidade de desvio de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o Fundo Partidário.

    Palavras-chave oficiais: CRÍTICA, CONGRESSO NACIONAL, AGENDA LEGISLATIVA, PEC 125/2011, PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO, REFORMA POLÍTICA, DISTRITÃO, SISTEMA ELEITORAL MAJORITÁRIO, COLIGAÇÃO PARTIDÁRIA, CORRUPÇÃO, PARTIDO POLÍTICO, FUNDO PARTIDÁRIO. CRÍTICA, PAUTA (PROCESSO LEGISLATIVO), PEC 135/2019, PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO, VOTO IMPRESSO, ELEIÇÕES, AUDITORIA.

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    O SR. ZECA DIRCEU (PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sra. Presidente, quero cumprimentar todas e todos que assistem à sessão pela TV Câmara e nos ouvem pela Rádio Câmara. Quero saudar os Deputados e as Deputadas que estão no ambiente virtual, como eu estou, e também os que estão aí no plenário da Câmara. A população brasileira se pergunta todos os dias: quando é que, no Congresso Nacional, a maioria dos Deputados, das Deputadas, dos Senadores e das Senadoras vai se ocupar prioritariamente de temas que mexem com a vida das pessoas? Voto impresso? Isso é uma vergonha, um absurdo! O País se ocupou disso durante 15 dias, estimulado por um Presidente imbecil, um Presidente insano. Mais absurdo ainda é o Congresso se dispor a tratar desse assunto, decidi-lo e votá-lo. Que bom que arquivou um absurdo como esse! Mas foi tempo perdido. O mesmo tempo foi perdido ao longo desta semana, ontem à noite e talvez hoje com a picaretagem dessa reforma política. O distritão é o pior modelo que existe, tanto é que não há precedente em quase nenhum lugar do mundo. É a destruição da democracia, dos partidos, do mínimo de civilidade política que poderia acontecer no País. Que bom que foi arquivado ontem! Uma hora ou outra tentam ressuscitar esse tema, que inclusive já derrotamos várias vezes ao longo dos últimos 10 anos. Agora, eu me deparo com essa ideia também equivocada e muito ruim da volta das coligações. As coligações só servem para a prosperação dos partidos de aluguel. As coligações só servem para o "toma lá, dá cá" e para a corrupção na relação entre os partidos, com utilização inclusive de dinheiro público do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral. Os partidos precisam ser fortes. Os partidos precisam ter autonomia. O Brasil não pode continuar tendo 30, 40, 50 partidos. A democracia nunca vai funcionar de forma decente dessa maneira. Para isso, nós temos que manter, sim, seja hoje, seja na semana que vem, o que já foi decidido há 3 anos, 4 anos. Não às coligações! Não ao mercado de partidos! Não à corrupção no uso do Fundo Partidário!
  • 10/08/2021Comissão Geral

    Debate da situação da saúde no Brasil.

    Palavras-chave oficiais: COMISSÃO GERAL, DEBATE, SAÚDE PÚBLICA. CRISE SANITÁRIA, PANDEMA, CORONAVÍRUS, CONGRESSO NACIONAL, ATUAÇÃO, AUMENTO, INVESTIMENTO, SISTEMA UNICO DE SAUDE (SUS). PL 907/2021, PROJETO DE LEI ORDINÁRIA, SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS), REABILITAÇÃO, ACESSO, MEDICAMENTO, PESSOA, SEQUELA, CORONAVÍRUS, DEFESA, APROVAÇÃO. JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, DESFILE, FORÇAS ARMADAS, ESPLANADA DOS MINISTÉRIOS, DEFESA, VOTO IMPRESSO, CRÍTICA, COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO (CPI), PANDEMIA, CORONAVÍRUS, SENADO FEDERAL, INVESTIGAÇÃO.

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    O SR. ZECA DIRCEU (PT - PR) - Sr. Presidente e todos que nos assistem e que nos ouvem pela TV Câmara e pela Rádio Câmara, é importantíssima esta Comissão Geral. A situação da saúde no nosso País é gravíssima. A pandemia do coronavírus só veio agravar um quadro já deteriorado de retirada de recursos do orçamento do SUS, de falta de avanços e de investimentos consistentes para a saúde do ponto de vista da atenção hospitalar, do ponto de vista da atenção da alta e da média complexidade, como também do ponto de vista da atenção básica. Tenho rodado o Estado do Paraná e tenho visto situações muito difíceis ao longo desses últimos anos. Nós precisamos ter uma decisão forte do Congresso para que se ampliem os investimentos em relação à saúde. Quero pedir aqui a todos os Deputados e a todas as Deputadas o apoio ao meu projeto de lei que visa obrigar o Ministério da Saúde a fazer a sua obrigação. A que ponto chegamos! O meu projeto de lei trata dos doentes que ficaram com sequelas do coronavírus. Temos milhares de casos pelo Brasil afora de pessoas que estão com sequelas há mais de 1 ano, e até hoje não há uma política pública nacional nova e diferenciada do SUS e do Ministério da Saúde para atender quem ficou com sequelas. Por último, quero repudiar essa ameaça, essa atitude autoritária, insana e inconsequente de Bolsonaro de colocar na rua tanques de guerra, no momento em que o Congresso debate a pandemia, no momento em que avançam as investigações e as provas dos crimes que Bolsonaro cometeu, através da CPI da COVID-19, e no momento, é claro, em que estamos muito próximos de sepultar, de derrotar essa bobagem, essa balela, essa cortina de fumaça, essa distração que Bolsonaro criou com a história do voto impresso, da volta do voto de cabresto, da volta das eleições fraudadas nas contagens que aconteciam madrugadas afora por todo o Brasil. A democracia vai vencer. A liberdade vai vencer. Nós, ao lado de Lula, estaremos firmes, não só por esses princípios, mas para dar novamente ao SUS, para dar novamente à Saúde do nosso País condições de funcionamento, para que possa de fato preservar vidas, para que possa de fato viabilizar ações de prevenção, para que possa de fato fortalecer o Sistema Único de Saúde, que hoje Bolsonaro e o Ministério da Saúde fazem de conta que não existe. Não há planejamento, não há diagnóstico e não há coordenação nacional. Fora as ameaças totalitárias! E viva o SUS! Um abraço a todos que estão no plenário e que nos acompanham no modo virtual!
  • 04/08/2021Breves Comunicações

    Congratulações aos atletas brasileiros participantes nos recentes Jogos Olímpicos realizados em Tóquio, Japão. Não apoiamento do Governo Jair Bolsonaro ao esporte nacional. Importância do Programa Bolsa-Atleta criado pelo governo petista.

    Palavras-chave oficiais: CONGRATULAÇÃO, ATLETA OLÍMPICO, JOGOS OLÍMPICOS (2021, TÓQUIO). GOVERNO FEDERAL, AUSÊNCIA, INCENTIVO, POLÍTICA PÚBLICA, ESPORTE. BOLSA-ATLETA, GOVERNO, PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT), INCENTIVO, ESPORTE, ATLETA OLÍMPICO, AVALIAÇÃO POSITIVA.

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    O SR. ZECA DIRCEU (PT - PR. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Sr. Presidente. Dirijo a minha saudação a todos que nos assistem e nos ouvem, pela TV Câmara e pela Rádio Câmara, a todos que estão no plenário e no nosso ambiente virtual. Eu quero dedicar este precioso tempo para parabenizar os atletas que estão representando o Brasil nos Jogos Olímpicos. Nosso País já acumula 15 medalhas. Quero trazer o meu gesto de reconhecimento a todos aqueles que estão disputando. E quero fazer, é claro, a comemoração junto com aqueles que obtiveram vitórias importantes, medalhas de ouro, prata ou bronze. Sabemos quanto o esporte é importante para a vida, quanto o esporte é importante para a saúde das pessoas, quanto o esporte é uma ferramenta muito eficiente para, por exemplo, afastar os jovens das drogas, da violência e da marginalidade. E sabemos também que temos hoje um Governo que em nada apoia o esporte no País. O Ministério do Esporte foi destruído, praticamente. Não há políticas públicas que permitam à nossa população, sejam os jovens, sejam os adultos, sejam os idosos também - por que não? -, aos que praticam esportes, ter um ambiente cada vez mais favorável à prática esportiva. Deixa-me muito contente e me traz esperança ler nos jornais, nos depoimentos de grande parte dos que estão lá em Tóquio, disputando as Olimpíadas pelo Brasil, que 70% a 80% são oriundos do Programa Bolsa Atleta, programa criado pelo nosso Presidente Lula, o que prova, mais uma vez, quanto Lula foi o melhor Presidente da história deste País, sim, e quanto é justa a vontade do povo brasileiro, mais uma vez manifestada em pesquisas, nesta semana: a de que Lula volte a ser o nosso Presidente da República. Tenho certeza de que Lula continua carregando essa visão estratégica de quanto o esporte é importante para a vida das pessoas e de quanto aqueles programas - não foi só o Bolsa Atleta, foram dezenas de programas implantados nas suas duas gestões - podem, sim, voltar a ser uma realidade no Brasil, para que possamos ter momentos como os que temos tido nos últimos dias, momentos de alegria nas madrugadas, comemorando vitórias como algo corriqueiro na história olímpica e na história do esporte do nosso País. Deixo aqui o meu gesto de reconhecimento a todos os nossos atletas, aos que estão e aos que não estão em Tóquio, aos que fazem do esporte a sua razão de vida. Obrigado a todos!
  • 13/07/2021Breves Comunicações

    Indignação do orador com os repetidos casos de agressão e violência doméstica contra as mulheres no País. Não atuação das autoridades policiais e do Poder Judiciário, ao rigor da lei, contra ricos e famosos acusados de agressão à mulher. Desrespeito do Presidente Jair Bolsonaro para com as mulheres.

    Palavras-chave oficiais: REPÚDIO, DISCRIMINAÇÃO DE GÊNERO, VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, LEI MARIA DA PENHA, CRÍTICA, JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, PODER JUDICIÁRIO, POLÍCIA.

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    O SR. ZECA DIRCEU (PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, todos que nos assistem e nos ouvem pela TV Câmara e pela Rádio Câmara, quero trazer aqui a indignação, que toma conta cada vez mais do Brasil, em relação a esses casos de agressão e de violência contra as mulheres, que vão se repetindo. Nós, em muitos momentos da história recente, através do Parlamento, temos aperfeiçoado a legislação. Temos um marco, que é a Lei Maria da Penha. Mas há muito a ser feito ainda no nosso País. Nós temos que continuar denunciando e nos indignando em relação a qualquer tipo de preconceito, a qualquer tipo de violência, a qualquer tipo de agressão contra as mulheres ou contra qualquer outro segmento da nossa sociedade objeto de qualquer tipo de discriminação. As cenas recentes protagonizadas por um personagem famoso da música, do entretenimento do nosso País são não só revoltantes. Mais revoltante ainda é a maneira como, muitas vezes, o poder policial e o Poder Judiciário não agem dentro do rigor da lei quanto àqueles que se imaginam acima do bem e do mal, talvez por serem muito famosos, ou por serem muito ricos, ou por serem muito poderosos. O respeito à mulher deveria começar nos lares, em relação às nossas mães. O respeito às mulheres deveria vir de quem ocupa as posições mais importantes do País. Mas o que pensar de um País em que o próprio Presidente da República já declarou, de uma maneira inaceitável, de uma maneira absurda, que cometeu uma fraquejada quando, em um dos seus relacionamentos, teve uma filha mulher? Nós estamos vivendo tempos muito estranhos neste País. A nossa sociedade precisa refletir, evoluir. Mas cabe, sim, a nós que temos funções públicas políticas dar o bom exemplo. Denunciar e se indignar é uma forma de dar bom exemplo. E respeitar sempre o valor, o papel e a importância das mulheres, com certeza, constitui exemplo bastante relevante no dia a dia da sociedade.
  • 08/07/2021Breves Comunicações

    Posicionamento do orador contrário à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição nº 32, de 2020, sobre a reforma administrativa. Solidariedade aos servidores públicos.

    Palavras-chave oficiais: PEC 32/2020, PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO, REFORMA ADMINISTRATIVA (2020), ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, PODER EXECUTIVO, PODER LEGISLATIVO, PODER JUDICIÁRIO, UNIÃO, ESTADO (ENTE FEDERADO), DISTRITO FEDERAL (BRASIL), MUNICÍPIO, SERVIDOR PÚBLICO, EMPREGADO PÚBLICO, APROVAÇÃO, CONTRÁRIO.

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    O SR. ZECA DIRCEU (PT - PR. Sem revisão do orador.) - Bom dia, Presidente. O SR. PRESIDENTE (Cássio Andrade. PSB - PA) - Bom dia. O SR. ZECA DIRCEU (PT - PR) - Bom dia, demais Deputados e Deputadas e quem está nos assistindo e nos ouvindo pela TV Câmara e pela Rádio Câmara. Quero dialogar com V.Exas., Deputados, mas quero dialogar hoje principalmente com todos os servidores públicos do nosso País, que estão mobilizados contra a PEC da reforma administrativa, que não é uma reforma, é o desejo de destruir o princípio do serviço público que está na nossa Constituição brasileira, é o desejo de destruir qualquer tipo de possibilidade de o cidadão brasileiro ter no futuro acesso gratuito à saúde, à educação, à segurança pública e a tantos outros serviços públicos importantes. A cada semana, eu tenho recebido milhares de mensagens dos mais diferentes segmentos de servidores públicos. Por curiosidade, comecei a dialogar com alguns desses servidores públicos, para entender um pouco a realidade deles - acho que isso é uma obrigação de todos nós antes de votarmos a reforma administrativa. E para mim ficou evidente algo que eu já sabia: esses servidores públicos ganham 1.500 ou 2.500 reais. É uma falácia, é uma mentira, é uma fake new essa história de que servidor público é marajá, de que servidor público ganha muito. É claro que isso pode acontecer em uma ou outra categoria, mas, para a imensa maioria dos servidores públicos, o salário já é muito baixo, se comparado com o pago na iniciativa privada, o salário não é suficiente nem sequer para a sobrevivência do servidor público. E agora nós estamos diante de uma reforma que tem como objetivo destruir direitos, tirar o papel do servidor público, terceirizar grande parte do serviço público no nosso País. Minha solidariedade aos servidores, que estão mobilizados. Assinei inúmeras emendas nos últimos dias. Estou comprometido a seguir nesse diálogo, nessa luta, que não é, claro, em defesa só dos servidores públicos, é em defesa também, e principalmente, de quem precisa de saúde gratuita, de quem precisa de educação gratuita, de quem necessita de que os serviços públicos funcionem adequadamente no nosso País; é uma luta em defesa de uma Nação que não pode abrir mão do seu papel. Essa reforma administrativa destrói o princípio do papel cidadão da Constituição em relação à necessidade das pessoas. Obrigado, Presidente.
  • 06/07/2021Breves Comunicações

    Contrariedade à aprovação pela Casa do Projeto de Lei nº 591, de 2021, sobre a organização e manutenção do Sistema Nacional de Serviços Postais (privatização dos Correios).

    Palavras-chave oficiais: PL 591/2021, PROJETO DE LEI ORDINARIA, PRIVATIZAÇÃO, EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS (ECT), CONTRARIO.

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    O SR. ZECA DIRCEU (PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente e todos que nos assistem e nos ouvem pela TV Câmara e pela Rádio Câmara, quero mais uma vez manifestar a minha preocupação e a minha contrariedade quanto a esse projeto de lei que tenta criar condições para a privatização dos Correios. Os Correios são uma empresa pública centenária, dão lucro, não dão prejuízo. Em cerca de 20 anos, se houve 1 ou 2 anos em que os Correios deram prejuízo, foi muito, ou seja, é uma empresa lucrativa ao longo de décadas. Os Correios são também uma empresa estratégica, que presta serviços os mais variados, alguns, aliás, que parcela da população desconhece. Nós sabemos que o Brasil é um país continental, que as empresas privadas jamais darão a cobertura que os Correios dão hoje a Municípios pequenos, a regiões distantes, ribeirinhas, a comunidades rurais. O aspecto geográfico e a dimensão continental do Brasil fazem, sim, com que o País necessite de uma empresa pública com as características que têm os Correios. Outros países que tentaram privatizar serviços como este voltaram atrás. Eu lia havia pouco notícia da Argentina, onde um processo de estatização já está em curso novamente, porque a empresa privada quebrou. Até os países mais capitalistas do mundo, que só pensam em lucro, em dinheiro, mantêm empresas públicas semelhantes ao que os Correios representam no Brasil. Nós não podemos permitir que este projeto avance na Câmara dos Deputados. Caso ele avance, nós vamos, sim, num futuro breve, reverter qualquer decisão que venha a ser tomada. Cabe aqui - falo com tranquilidade e serenidade - um alerta àqueles que pensam em lucrar com este contexto, àqueles que pensam em sucatear os serviços e ter muito lucro a partir de uma empresa privada. Isso dificilmente vai acontecer e, se acontecer, vai durar muito pouco. Eu tenho certeza de que em 2022 a população brasileira, no voto, vai mudar os rumos deste País, e decisões criminosas que forem tomadas agora serão revertidas em 2023. Um abraço a todos os que estão acompanhando a sessão. Muito obrigado, Presidente.
  • 29/06/2021Breves Comunicações

    Prática de corrupção pelo Governo Jair Bolsonaro. Envolvimento do clã Bolsonaro com milicianos e com as chamadas rachadinhas, apropriação de parte dos salários de funcionários. Vinculação entre a recusa do Presidente da República à aquisição de vacinas, e a morte de milhares de brasileiros em decorrência da Covid-19.

    Palavras-chave oficiais: CORRUPÇÃO, JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, GOVERNO FEDERAL, COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO (CPI), SENADO FEDERAL, PANDEMIA, CORONAVÍRUS, SAÚDE PÚBLICA, CRISE SANITÁRIA, DEPOIMENTO, DEPUTADO FEDERAL, BASE DE APOIO POLÍTICO, SERVIDOR PÚBLICO, MINISTÉRIO DA SAÚDE, VACINAÇÃO, MORTALIDADE, CARTA, ÍNDIA, GOVERNO, REFORMA PREVIDENCIÁRIA (2019), RACHADINHA (CRIME), COMPRA, VACINA, MORTALIDADE.

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    O SR. ZECA DIRCEU (PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, todos que nos assistem e nos ouvem pela TV Câmara ou pela Rádio Câmara, a corrupção no Governo Bolsonaro nunca foi tão evidente como agora. E ela não está provada apenas pelas declarações de um Deputado que é da base governista feitas na CPI da COVID. A corrupção no Governo Bolsonaro não está provada apenas pelo testemunho de um servidor de carreira do Ministério da Saúde. Há provas, documentos e atitudes do próprio Presidente da República, em que ele assina, por exemplo, uma carta ao Governo da Índia. Essa corrupção, nós sabemos, está custando, todos os dias, milhares de vidas pela falta da vacinação em massa, rápida, que o Brasil, com o SUS, poderia ter feito muito acima e muito melhor do que qualquer outro país do mundo. A corrupção no Governo Bolsonaro não começou agora, mas em janeiro, fevereiro de 2019. E nós nunca nos calamos! Nós já denunciávamos e mostrávamos a corrupção. Ou alguém se esqueceu de como foi aprovada a reforma da Previdência, que hoje impede que qualquer brasileiro tenha uma aposentadoria digna; das negociatas, dos milhões para a compra de votos denunciada ainda em abril, maio, junho de 2019, primeiro ano do Governo Bolsonaro? A corrupção para Bolsonaro e sua família não é algo que tem relação com o início do Governo, em 2019. A vida, os 28 anos como Deputado, o enriquecimento ilícito, as rachadinhas, a relação da família de Bolsonaro com os milicianos, com o crime, tudo isso antecede o Governo. Quem votou em 2018 já deveria saber disso, porque nós mostramos também de quem se tratava aquele que aparecia e se declarava mito a todo o País. Infelizmente, nós não estamos apenas diante de um Governo corrupto. Nós estamos diante de um Governo assassino, que adiou a compra de vacinas, que não permitiu a compra de vacinas, porque, por trás, operava negociatas para uma meia dúzia ganhar dinheiro. É Governo assassino, sim, porque essa atitude, a postura do Governo diante da pandemia, a postura do Governo nessa maracutaia das vacinas, tirou, no mínimo, 300 mil, 400 mil vidas, que poderiam ter sido poupadas, como foram poupadas em outros países com tamanho populacional igual ao do Brasil.
  • 17/06/2021Breves Comunicações

    Contrariedade à pretendida implantação do ensino domiciliar, homeschooling, no País.

    Palavras-chave oficiais: EDUCAÇÃO DOMICILIAR, CONTRÁRIO.. PRIVATIZAÇÃO, EDUCAÇÃO PÚBLICA, CONTRÁRIO.

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    O SR. ZECA DIRCEU (PT - PR. Sem revisão do orador.) - Muito obrigado. Queria saudar todos os que nos assistem pela TV Câmara ou nos ouvem pela Rádio Câmara e chamar a atenção para o debate sobre homeschooling. Primeiro, para mim, não existe homeschooling, existe educação domiciliar, educação em casa. O apontamento que eu trago, a denúncia que eu faço é sobre o que está por trás dessa tentativa. Para mim está evidente que mais uma vez se manifesta o desejo de privatizar o direito, de privatizar o acesso à educação pública de qualidade e gratuita. Querem tirar essa responsabilidade do Estado, do País, da Nação e, evidentemente, colocar essa responsabilidade nas costas das famílias, nas costas dos pais, nas costas, talvez, até de alguns ingênuos e desavisados. Nós temos no País, por exemplo, bons Prefeitos e maus Prefeitos. Eu fico imaginando o mau Prefeito que se apodera de uma lei como essa, que pretende implantar a educação em casa, a educação domiciliar. O mau Prefeito não vai, obviamente, querer gastar por ano 3 mil, 4 mil ou 5 mil reais para manter uma criança numa escola pública de qualidade. Para o mau Prefeito, é muito mais fácil pagar 100 reais ou 200 reais por mês para que a família crie condições de, entre aspas, "educar" o próprio filho em casa do que investir pesadamente em educação, que deveria ser a prioridade de qualquer Município, de qualquer Estado e de qualquer nação. Nós não podemos abrir brechas. Isso significa destruir o conceito de escola, a importância da escola, da convivência da criança com outros, com os diferentes. Nós sabemos que o homeschooling em muitos outros países acabou servindo como esconderijo para o abuso sexual de crianças, para a violência contra as crianças, que frequentemente não têm como sair de casa sequer para denunciar seu agressor, que, muitas vezes, infelizmente, é um pai, é uma mãe. Nós não podemos aceitar o lobby das empresas que querem vender material didático, não podemos aceitar o lobby das empresas que querem prestar serviços para as famílias fazerem em casa a educação das suas crianças. A nossa defesa sempre será de investimento amplo em educação pública, será sempre do papel da escola, pela importância do papel do professor, dos profissionais de educação, pela importância de a criança não só aprender a ler e escrever, mas saber conviver em grupo, saber conviver em sociedade, saber conviver com os diferentes. Fica aqui um alerta e o meu posicionamento muito claro, muito decidido sobre o avanço desse debate no Congresso.

Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 14/12/2011 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.