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Deputado · Câmara

Tiago Mitraud

NOVO · MG

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Nome civil: Tiago Lima Mitraud de Castro Leite · 40 anos

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738 discursos na tribuna · de 14/02/2019 a 09/01/2023.

  • 21/12/2022

    Encaminhamento da votação do requerimento de retirada de pauta do Projeto de Lei nº 2.440, de 2022, sobre a fixação do subsídio do Defensor Público-Geral Federal; o estabelecimento do percentual de escalonamento para os membros da Defensoria Pública da União; e a revogação de dispositivos e anexos da Lei nº 13.412, de 2016.

    Palavras-chave oficiais: Encaminhamento de votação,Requerimento de retirada de proposição da Ordem do Dia,Projeto de lei ordinária,favorável

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TIAGO MITRAUD (NOVO - MG. Sem revisão do orador.) - Presidente, segundo dados do Banco Mundial, o prêmio salarial dos servidores públicos federais em relação ao trabalhador brasileiro que tem a mesma escolaridade, o mesmo tempo de serviço e a mesma experiência é de 100%. Isso significa que, na média, os servidores públicos federais têm um salário que é o dobro do que recebe o trabalhador brasileiro comum com a mesma escolaridade e o mesmo tempo de serviço. Isso faz com que Brasília, uma cidade que praticamente nada produz, que não tem grandes indústrias, que não tem grandes atividades primárias, que quase não gera renda aqui, mas que consome a renda gerada pelos trabalhadores e pelos cidadãos brasileiros no País inteiro, seja a Unidade da Federação com o maior PIB per capita do Brasil. Faz sentido que uma cidade dominada pela máquina pública seja a Unidade Federativa com a maior renda per capita do País? Eu acho que não faz sentido, Presidente. Os Estados que deveriam ter a maior renda per capita são aqueles que mais produzem, e não os que mais consomem da produtividade alheia. O que nós estamos fazendo aqui hoje com esta votação é aumentar ainda mais esta disparidade. Nós estamos falando para todos os trabalhadores brasileiros que trabalham mais de 5 meses por ano apenas para pagar impostos que eles vão ter que trabalhar ainda mais, que eles vão ter que produzir ainda mais. Digo isso porque quem já recebe muito está agora recebendo grandes aumentos, como o caso dos Deputados Federais, cujos salários vão passar de quase 34 mil para quase 50 mil reais, para mais de 46 mil reais. Nós não estamos fazendo isso somente com os salários dos Deputados Federais, dos Senadores e do Presidente da República. Estamos fazendo a mesma coisa também com os salários das categorias de elite do funcionalismo público — aquelas que já recebem cerca de 40 mil reais estão tendo aumento de salário. Pergunto para aqueles que se dizem defensores da classe trabalhadora, defensores dos pobres: são esses os pobres que vocês gostam de dizer que defendem, aqueles que recebem 35 mil, 40 mil reais? É essa população que está passando dificuldades no dia de hoje? São esses que não conseguem fechar as contas no fim do mês? Parece-me que não. Esses me parecem que já estão muito bem de vida, não tem por que votarmos esses aumentos. Por isso, pedimos a retirada de pauta do projeto.
  • 21/12/2022

    Encaminhamento da votação do requerimento de votação nominal do requerimento de retirada de pauta do Projeto de Lei nº 2.440, de 2022, sobre a fixação do subsídio do Defensor Público-Geral Federal; o estabelecimento do percentual de escalonamento para os membros da Defensoria Pública da União; e a revogação de dispositivos e anexos da Lei nº 13.412, de 2016.

    Palavras-chave oficiais: Encaminhamento de votação,Requerimento de votação nominal,Requerimento de retirada de proposição da Ordem do Dia,Projeto de lei ordinária,favorável Crítica,Câmara dos Deputados,Partido político,Aprovação,Proposição legislativa,aumento,Remuneração,Servidor público,Partido Novo (NOVO),Voto contrário,Requerimento de urgência,Projeto de lei ordinária,Defensoria Pública da União (DPU)

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TIAGO MITRAUD (NOVO - MG. Sem revisão do orador.) - Bom dia, Presidente e nobres colegas. Iniciamos o dia de hoje com esses aumentos absurdos aprovados de afogadilho, sem anúncio prévio para a sociedade brasileira, sem que tramitassem nas Comissões, sem que aquele que vai pagar as contas, o cidadão brasileiro pagador de impostos, fosse ouvido. Ontem eu vi, nestas galerias, inúmeros representantes de sindicatos que serão beneficiados com esses aumentos, mas não vi nenhum representante dos empreendedores. Não vi representantes dos trabalhadores na ponta, que não têm acesso à Câmara dos Deputados, aqui em Brasília, e que não conseguem fazer pressão no Congresso Nacional para terem seus salários aumentados para 40 mil reais. Só faz lobby aqui em Brasília essa minoria barulhenta, que busca interesses próprios, que busca beneficiar somente os poucos que têm acesso aos corredores da Câmara dos Deputados. Os trabalhadores e os empreendedores brasileiros, no entanto, que financiam esta máquina não foram chamados para a mesa. Afinal de contas, não estava nem mesmo na pauta da sessão que esses aumentos ocorreriam. Foi em cima da hora que essas urgências foram aprovadas. Não fosse a atuação do NOVO neste plenário, nós nem saberíamos quais Deputados são contra ou a favor desse aumento, porque nós fomos o único partido que pediu a votação nominal dessas urgências. Depois, nós poderíamos ter pedido votação nominal, no mérito, do aumento dos salários dos próprios Deputados — talvez o aumento mais absurdo do dia de ontem —, mas, infelizmente, não tivemos 31 Parlamentares dispostos a apoiar este pedido de votação nominal. Enquanto o brasileiro está preocupado em fechar as contas do mês, a banda vai tocando aqui, e vão sendo aprovados, um após o outro, os aumentos de salários das pessoas que, obviamente, têm seus méritos, têm qualificação, estão em posições relevantes para a sociedade, mas que não podem estar tão descoladas da realidade em que se encontra o brasileiro. A renda média do brasileiro caiu nos últimos 10 anos. Por que aqueles que são sustentados por esse brasileiro que perdeu a renda têm que receber aumento de salário? "Ah, não, isso é recomposição salarial, é um reajuste." Se o reajuste é para cima, isso é aumento! Ou nós estamos reajustando o salário de alguém para baixo aqui? Quando houver deflação, nós vamos reajustar para baixo os salários destes que estão tendo os salários aumentados, ou não? Imagino que não! Assim, por que é preciso fazer este ajuste a toda hora em que há inflação? Nós precisamos equiparar os salários dos servidores e dos políticos à realidade brasileira, e a realidade brasileira não permite aumentos como estes. Sem nenhum demérito ao aumento de salário da categoria específica que está sendo votado agora, que nem categoria é, a do defensor público, mas nós não podemos aceitar esse tipo de coisa. Por isso, o NOVO pede a retirada de pauta.
  • 20/12/2022

    Orientação de bancada na votação do requerimento de destaque para votação em separado do caput do art. 76 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias - ADCT, na redação dada pelo art. 2º do substitutivo oferecido pelo Relator da Comissão Especial à Proposta de Emenda à Constituição nº 32, de 2022, sobre a alteração do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, com vista à implementação do Programa Bolsa Família e à definição das regras de transição da Presidência da República aplicáveis à Lei Orçamentária de 2023. (Requerimento de destaque apresentado à PEC 24, de 2019).

    Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de destaque de votação em separado,Dispositivo legal,Substitutivo,Proposta de Emenda à Constituição,Partido Novo (NOVO),Voto favorável Proposta de Emenda à Constituição,Despesa não financeira,Instituição federal de ensino,Apensação

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TIAGO MITRAUD (NOVO - MG. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, o NOVO sempre foi a favor da desvinculação orçamentária. Não é o fato de que teremos um novo Governo a partir do ano que vem que vai nos fazer mudar de posição. Então, reconhecemos que esse, na verdade, é um dos poucos pontos positivos dessa PEC. Por isso, vamos votar "sim", acompanhando o texto e prorrogando a DRU.
  • 20/12/2022

    Orientação de bancada na votação do requerimento de encerramento da discussão da Proposta de Emenda à Constituição nº 24, de 2019, sobre a inserção do inciso V ao § 6º do art. 107 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, com vista à exclusão de gastos de instituições federais de ensino, nos termos especificados, da base de cálculo e dos limites individualizados para as despesas primárias.

    Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de encerramento de discussão,Proposta de Emenda à Constituição,Partido Novo (NOVO),Voto contrário

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TIAGO MITRAUD (NOVO - MG. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, o Partido Novo orienta "não" a esse requerimento de encerramento da discussão. Ainda há muitos Deputados inscritos para falar contra essa PEC e vários inscritos para falar a favor também, o que mostra que é um assunto que precisa ser discutido. No nosso entendimento, ela deveria, inclusive, ser discutida mais adiante, porque nós estamos praticamente na última sessão do ano. Tivemos acesso, pouco tempo antes do início da votação, a esse novo relatório. Não tivemos condições de apresentar emendas a essa PEC, já que, no nosso entendimento, o rito foi quebrado, ao apensá-la a uma PEC já em estágio mais avançado de tramitação. Então, o mínimo que nós podemos requerer é que a PEC seja discutida mais tempo, para que se dê poder de voz a todos os Parlamentares que estão presentes, inclusive, em grande peso, a esta sessão, hoje, presencialmente; para que todos possam falar e expressar como querem votar. O NOVO orienta "não".
  • 20/12/2022

    Discussão da Proposta de Emenda à Constituição nº 24, de 2019, sobre a inserção do inciso V ao § 6º do art. 107 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, com vista à exclusão de gastos de instituições federais de ensino, nos termos especificados, da base de cálculo e dos limites individualizados para as despesas primárias.

    Palavras-chave oficiais: Discussão,Proposta de Emenda à Constituição,Despesa não financeira,Instituição federal de ensino,Bolsa Família,contrário

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TIAGO MITRAUD (NOVO - MG. Sem revisão do orador.) - Presidente, nós temos ouvido aqui da Esquerda, que é favorável a esta PEC, e por parte da Direita, que incrivelmente está a favor de dar tanto dinheiro assim para o Lula, a argumentação bonitinha que sempre trazem: "Ah, não, estamos aqui garantindo dinheiro para o Bolsa Família". Na verdade, Presidente, os números mostram isso. Esta não é uma PEC para dar dinheiro para o Bolsa Família, esta é uma PEC para dar um cheque em branco para o Lula. É essa a razão desta PEC, senão não seria necessário retirar todo o recurso do Bolsa Família e do Auxílio Brasil, chamem como quiser, do teto de gastos, bastaria tirar a diferença. Além disso, a liminar monocrática de domingo à noite de Gilmar Mendes, à qual fomos contrários, como somos contra todas essas liminares, essas decisões monocráticas absurdas de temas que deveriam ser deste Parlamento, mas, apesar de sermos contrários, ela está em vigor, essa liminar já disse que retirar do teto de gastos o recurso extra para completar o valor do Bolsa Família é válido, não seria inconstitucional, poderia ser admitido a partir de uma medida provisória, por exemplo. Então, duplamente a PEC não é necessária para o Bolsa Família. Essa PEC, Presidente, está sendo orquestrada aqui para beneficiar, dando cheque em branco, o futuro Presidente Lula e para beneficiar também aqueles que se beneficiaram do orçamento secreto, porque aqueles que se beneficiaram do orçamento secreto precisam de espaço fiscal, e agora estão reconfigurando o orçamento secreto, colocando metade nas mãos das emendas impositivas, com peso maior para os Senadores. É importante isso ser dito aqui, porque os Deputados Federais que gostam das emendas impositivas e que sempre tiveram emendas no valor das emendas dos Senadores, agora estão aceitando, sem falar nada a respeito, terem ali um valor muito inferior ao valor dos Senadores. Mas, além desses quase 10 bilhões de reais que vão para emendas impositivas, estão sendo colocados no art. 8º dessa PEC quase 10 bilhões de reais — 9,8 bilhões de reais, para ser mais exato — com uma redação muito nebulosa, que nem é explicada pelo Relator. O Relator, em seu relatório, por algum motivo, pula a explicação do art. 8º, vai explicando cada um dos artigos, explica o art. 7º e não dá explicação para o art. 8º. Inclusive, se o Relator puder vir aqui explicar qual é a sua leitura do art. 8º, eu agradeço, para poder tirar essa dúvida dos Parlamentares. Mas esse art. 8º diz que o Relator do Orçamento terá 9,8 bilhões de reais para disponibilização de recursos voltados para políticas públicas. Seria esse art. 8º apenas outro nome para as emendas de Relator? Qual vai ser esse critério? Como é que o Relator do Orçamento vai destinar? Isso vai ser votado de forma específica na CMO, na votação do Orçamento, e depois na sessão do Congresso Nacional ou não? Ou o Relator terá novamente 10 bilhões de reais para destinar como ele quiser? Porque, se for isso, esse é apenas um novo nome para emendas de Relator, na pior das hipóteses. Agora, na melhor das hipóteses, são 10 bilhões de reais para negociata entre o Executivo e o Congresso Nacional naquele velho estilo que todos nós aqui conhecemos. Então, além de um cheque em branco enorme que está sendo dado para o Governo Lula, ainda há esse cheque em branco para o Relator do Orçamento de quase 10 bilhões de reais, que não tem nada a ver com o Bolsa Família, não tem nada a ver com o Auxílio Brasil. Nós precisamos aqui desmontar essa narrativa mentirosa — inclusive replicada por muito veículos de imprensa, que estão chamando essa proposta de PEC do Bolsa Família —, porque essa PEC não está sendo votada esta noite para atender Bolsa Família coisa alguma. Digo novamente: o Bolsa Família poderia ser atendido, de acordo com as promessas de Lula, com um valor muito menor do que aquele que está sendo votado nesta noite, de 145 bilhões de reais... (Desligamento automático do microfone.)
  • 20/12/2022

    Encaminhamento da votação do requerimento de adiamento, por cinco sessões, da discussão da Proposta de Emenda à Constituição nº 24, de 2019, sobre a inserção do inciso V ao § 6º do art. 107 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, com vista à exclusão de gastos de instituições federais de ensino, nos termos especificados, da base de cálculo e dos limites individualizados para as despesas primárias.

    Palavras-chave oficiais: Encaminhamento de votação,Requerimento de adiamento da discussão,Proposta de Emenda à Constituição,favorável

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TIAGO MITRAUD (NOVO - MG. Sem revisão do orador.) - Presidente, no nosso requerimento de retirada de pauta, nós tivemos 315 Deputados votando contra a retirada de pauta, ou seja, querendo que esse projeto fosse votado hoje. Uma PEC precisa de 308 votos para ser aprovada em dois turnos. Está claro que a margem de aprovação para esta PEC hoje à noite é muito estreita. Nós tivemos poucos minutos atrás, há 20 minutos, há 30 minutos, uma declaração do Deputado Marcos Pereira, Presidente do Republicanos, um partido expressivo nesta Casa, confirmando que — além do NOVO, da parte do PL que já declarou ser contrária à PEC e de outros Deputados — o Republicanos também votará, em conjunto, de forma contrária à PEC. Esta PEC está em risco. A chance de ela ser derrubada nesta noite é muito alta. Foram apenas sete votos a mais do que aqueles favoráveis à PEC precisariam para que ela fosse aprovada, com quórum alto, de 470 Deputados, se eu não me engano, ou um pouco mais do que isso. Então, está muito claro, Presidente, que colocar esta PEC em votação, na última data de sessão prevista do ano, com o relatório apresentado com várias modificações, feitas minutos antes da entrada desta PEC para votação, não é o que este Plenário quer na noite de hoje, pelo menos uma parte expressiva de Deputados — quase 200 Deputados se somarmos aqueles que se abstiveram na votação da retirada de pauta. Aqueles que dizem que a votação desta PEC é necessária para o pagamento dos 600 reais do Bolsa Família devem ter se esquecido da decisão monocrática de Gilmar Mendes na noite de domingo. É fato, considero absurda tal decisão, por ela ter sido tomada por apenas um Ministro do STF, mas é o que está em vigor e o que torna desnecessária a aprovação dessa PEC para que ofereçamos os 600 reais do Bolsa Família a partir do ano que vem. Presidente, está claro, a meu ver, que, independentemente da opinião em relação ao teto de gastos e independentemente da opinião em relação aos 600 reais do Bolsa Família, é muito arriscado, inclusive para aqueles que são favoráveis à PEC, votá-la hoje à noite. Vamos, então, Presidente, votar o adiamento da discussão, para que o País tenha mais tempo para debater com calma o furo absurdo no teto de gastos que está sendo proposto. Por isso, peço o adiamento da discussão.
  • 20/12/2022

    Encaminhamento da votação do requerimento de retirada de pauta da Proposta de Emenda à Constituição nº 24, de 2019, relativa à inserção do inciso V ao § 6º do art. 107 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, com vista à exclusão de gastos de instituições federais de ensino, nos termos especificados, da base de cálculo e dos limites individualizados para as despesas primárias.

    Palavras-chave oficiais: Encaminhamento de votação,Requerimento de retirada de proposição da Ordem do Dia,Proposta de Emenda à Constituição,favorável

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TIAGO MITRAUD (NOVO - MG. Sem revisão do orador.) - Presidente, assim como no caso de outros Parlamentares que falaram aqui hoje, esta sessão também é a minha última na Câmara. Eu não imaginava que teria de subir tantas vezes a esta tribuna para tentar retirar da pauta inúmeros projetos que vão contra o interesse da população brasileira, a meu ver. Além dos aumentos absurdos que já aprovamos, várias urgências, projetos de lei, estamos agora iniciando a discussão de uma PEC que joga pelo ralo o atual regime fiscal brasileiro, o regime do teto de gastos, que já vinha sofrendo inúmeros furos, é verdade, ao longo dos últimos anos, aos quais fomos contrários. Fomos contrários à PEC dos Precatórios, que abriu um rombo no teto de gastos, fomos contrários à PEC kamikaze, que abriu outro rombo no teto de gastos, agora somos contrários a esta PEC, a PEC do estouro, ou a PEC da gastança, a PEC da Argentina, a PEC do Lula, a PEC da Transição. Podem chamá-la como quiserem. A razão da nossa contrariedade é muito simples, Presidente. O Estado brasileiro não cabe no bolso da população, há muito tempo. A lógica do Congresso Nacional, não só nesta legislatura mas também em tantas outras aqui, tem sido, ano após ano, legislatura após legislatura, somente a de aumentar o tamanho do Estado, que pesa nas costas do brasileiro. Isso, obviamente, gera inflação. Isso desestabiliza os indicadores econômicos do País, gerando desemprego. Isso leva a um aumento da população que vive em situação de miserabilidade. Qual é a solução trazida agora para essa população? Dar continuidade a esse ciclo vicioso, dar continuidade a essa recorrência do Parlamento em simplesmente aumentar gastos, em vez de cortar na carne. Cortar na carne, como vimos agora, com os aumentos, não tem feito parte do vocabulário do Congresso Nacional nem deste Governo, muito menos do próximo. Por isso, Presidente, é preciso entender e respeitar o atual regime, que diz que, caso queiramos aumentar alguma despesa, precisamos compensar com o corte de outra. Isso é simples, é um tema básico. Mas o Parlamento tem insistido, ano após ano, em simplesmente aumentar o tamanho do rombo fiscal que o País vive. Em essência, é isso o que essa PEC faz, ainda com as alterações de hoje, que diminuíram o prejuízo. Ainda assim, ela traz um prejuízo muito grande à população brasileira. Por isso, pedimos que seja retirada da pauta.
  • 20/12/2022

    Encaminhamento da votação do requerimento de apreciação em regime de urgência do Projeto de Lei nº 2.441, de 2022, sobre a alteração da Lei nº 11.416, de 2016, com vista ao reajuste da remuneração das carreiras dos servidores dos quadros de pessoal do Poder Judiciário da União.

    Palavras-chave oficiais: Encaminhamento de votação,Requerimento de urgência,Projeto de lei ordinária,contrário Defesa,Votação,Proposta de Emenda à Constituição,Reforma Administrativa (2020) Defesa,Reforma administrativa,Câmara dos Deputados Defesa,Votação nominal,Requerimento de urgência

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TIAGO MITRAUD (NOVO - MG. Sem revisão do orador.) - Perfeito, Presidente. Até para não ser injusto com as demais carreiras, porque nós aqui, como V.Exa. muito bem reconheceu, bravamente temos lutado contra esses aumentos, aqui fica também o registro do Partido Novo contrário a esses aumentos dos servidores do Judiciário. Eu repito o que disse outras vezes. O que nós deveríamos estar votando aqui é a PEC 32, não essa de 2022, mas a de 2020, que acaba com inúmeros privilégios hoje presentes na elite do funcionalismo público do Brasil, entre eles as férias de mais de 30 dias de inúmeras carreiras, como as do Judiciário, que, além de terem os 30 dias de férias, ainda usufruem de largos recessos do Poder Judiciário. Entre o que também deveríamos votar aqui, Presidente, está uma reforma administrativa da Câmara dos Deputados, mas, infelizmente, esse assunto não caminhou nos últimos anos. O que deveríamos aprovar aqui é como nós vamos fazer para o Estado brasileiro caber dentro do bolso do cidadão brasileiro, Mas o que acontece é que o cidadão brasileiro tem que trabalhar por mais de 5 anos para que nós tenhamos somente o custo do Estado sendo coberto. E o que sobra para cada cidadão é muito pouco. E agora o que nós votamos diz respeito a mais uma categoria, a mais um grupo de servidores que já são muito bem remunerados, que já estão naquele grupo de brasileiros que não está sujeito à perda de renda, que não está sujeito às intempéries econômicas que o País vive. Para eles estamos votando agora, ao menos, a urgência de um aumento salarial em um blocão de mais de dez projetos em que inúmeras categorias são beneficiadas. A única categoria que não está sendo beneficiada hoje é a do cidadão brasileiro pagador de impostos. Por isso, Presidente, nós encaminhamos contrariamente a essa urgência e iremos encaminhar contrariamente a esse mérito, como ao dos demais projetos, todos, para que nós possamos respeitar aquilo que nos elegeu, aquilo que nos trouxe naquela votação de 2018, Refiro-me à indignação do brasileiro com o tamanho do custo do Estado e com o excesso de privilégios de algumas poucas categorias, seja de servidores, seja de políticos, seja de Ministros — estão cada vez mais políticos os Ministros do STF —, ou quem quer que seja. Então, aqui fica registrado o nosso voto contrário a essa urgência, o pedido de que esta votação seja nominal, assim como das demais urgências votadas aqui hoje, e o pedido para que os pares possam nos acompanhar. Muito obrigado.
  • 20/12/2022

    Defesa de aprovação do requerimento de destaque para votação em separado do § 1º, art. 1º, do substitutivo oferecido ao Projeto de Decreto Legislativo nº 471, de 2022, sobre a fixação dos subsídios dos membros do Congresso Nacional, do Presidente e do Vice-Presidente da República e dos Ministros de Estado; e a revogação dos Decretos Legislativos de nºs 276 e 277, de 2014.

    Palavras-chave oficiais: Defesa,Aprovação,Requerimento de destaque de votação em separado,Substitutivo,Projeto de decreto legislativo,Subsídio (remuneração),Membro,Congresso Nacional,extinção,Auxílio-mudança,Deputado federal

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TIAGO MITRAUD (NOVO - MG. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, novamente, chamo a atenção dos Parlamentares, daqueles que nos assistem agora, faltando 10 minutos para as 19 horas. Esse destaque busca acabar com o auxílio-mudança. Não me parece que quem ganha 34 mil reais e vai passar a ganhar quase 50 mil reais precise de auxílio. Eu me recusei a receber esse auxílio quando me tornei Deputado. Agora, estou me mudando de volta para Belo Horizonte e vou levar minha própria mala, não preciso nem contratar caminhão de mudança, como fez o Presidente Jair Bolsonaro. Dá para ser muito mais racional. E o auxílio-mudança, com esse texto que está sendo aprovado por quase todos os partidos, vai ser pago, inclusive, aos Deputados reeleitos. Essa é uma das maiores imoralidades deste Parlamento.
  • 20/12/2022

    Encaminhamento da votação do requerimento de destaque para votação em separado do § 1º, art. 1º, do substitutivo oferecido ao Projeto de Decreto Legislativo nº 471, de 2022, sobre a fixação dos subsídios dos membros do Congresso Nacional, do Presidente e do Vice-Presidente da República, bem como dos Ministros de Estado; e a revogação dos Decretos Legislativos de nºs 276 e 277, de 2014.

    Palavras-chave oficiais: Encaminhamento de votação,Requerimento de destaque de votação em separado,Dispositivo legal,Substitutivo,Projeto de decreto legislativo,contrário Crítica,Auxílio-mudança,Deputado federal,Câmara dos Deputados,Reeleição

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TIAGO MITRAUD (NOVO - MG. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, a votação neste destaque, como falei anteriormente, é ainda mais absurda. Além de se aprovar aumento de salário de Deputados para 46 mil, 366 reais e 19 centavos, esse projeto de decreto legislativo também traz que é devida aos membros do Congresso Nacional, no início e no final do mandato, ajuda de custo equivalente ao valor do subsídio. Esse é o chamado auxílio-mudança. Reparem que não há distinção entre os Parlamentares que estão vindo pela primeira vez a Brasília — eu seria contra, mas talvez se pudesse justificar algum auxílio-mudança — em relação àqueles que já moram em Brasília e vão receber dobrado. Os Deputados reeleitos vão receber dobrado o auxílio-mudança, um, no último mês do mandato que finaliza, e outro, no primeiro mês do mandato que se inicia. Nesse caso, nem o Deputado Marcelo Ramos vai conseguir fazer a defesa. Em que sã consciência se consegue justificar que um Deputado reeleito receba quase 100 mil reais nos valores de auxílio-mudança que serão pagos daqui a 4 anos para não se mudar? Prestem muito atenção aqueles que estavam cheios de demagogia, falando da inflação, que quem joga futebol ganha muito, que não sei quem ganha demais. Qual é a justificativa moral que algum partido e algum Parlamentar vai ter para se pagar quase 100 mil reais de auxílio-mudança a Deputados reeleitos que obviamente não irão se mudar? Não existe justificativa. Não há inflação que faça isso daqui ser motivo de votação. Não há moralidade em nenhum Parlamentar reeleito continuar recebendo auxílio-mudança. A meu ver, não existe moralidade nem com um salário desses, do primeiro auxílio-mudança, o que dirá para Deputados reeleitos. Se querem aumentar o salário, pelo menos abram mão de alguma coisa. Se querem fazer com que Deputados Federais passem a receber quase 50 mil reais por mês, independentemente dos resultados que trazem para o Brasil, que tenham, no mínimo, a honra de ser contra esse auxílio-mudança absurdo, que tenham, no mínimo, vergonha de acabar com esse privilégio injustificável dos Parlamentares do País. Votamos "não" ao texto.
  • 20/12/2022

    Encaminhamento da votação do Projeto de Decreto Legislativo nº 471, de 2022, sobre a fixação dos subsídios dos membros do Congresso Nacional, do Presidente e do Vice-Presidente da República, bem como dos Ministros de Estado; e a revogação dos Decretos Legislativos de nºs 276 e 277, de 2014.

    Palavras-chave oficiais: Encaminhamento de votação,Projeto de decreto legislativo,contrário

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TIAGO MITRAUD (NOVO - MG. Sem revisão do orador.) - Senhoras e senhores, novamente, digo que esse é o aumento dos próprios salários, esse é o aumento do salário do Lula — que, se for aprovado, também vai passar a receber mais —, esse é o aumento em torno daqueles que fizeram com que o País estivesse nas condições atuais. Se nós não fossemos mais um país pobre, se nós tivéssemos vencido a inflação, se nós não tivéssemos um sistema tributário absurdo, talvez, sim, este Parlamento merecesse um aumento. Mas, não, este Parlamento foi omisso às reformas necessárias para o Brasil avançar, não votou a reforma administrativa, não decretou o fim dos supersalários. Ao contrário, está aumentando os supersalários. O atual subsídio de um Ministro do STF de 39 mil reais já é considerado supersalário, e agora vai aumentar mais ainda. O que vai ser? Como vai ser chamado? Maxissalário? Mas está lá, na gaveta da CCJ do Senado. Não só não votamos o que deveríamos, como votamos projetos ruins. Inúmeros furos ao teto de gastos e inúmeras pressões inflacionárias foram causados por votações neste Congresso. Qual é o merecimento de um Congresso que não fez o que deveria fazer? Qual é o merecimento de um Congresso corresponsável pelo aumento da inflação no Brasil? Como se justifica para qualquer cidadão brasileiro que Deputados e Senadores merecem agora ganhar mais de 46 mil reais? Isso é injustificável, isso é imoral. Se não bastasse isso, esse projeto de decreto legislativo também reforça a prática horrível que existe hoje do auxílio-mudança, inclusive para Deputados reeleitos. Se já é imoral tudo isso que está sendo feito hoje, nem se discute o tamanho da imoralidade de que Deputados e Senadores reeleitos ganhem, no mês de janeiro de 2023, quase 34 mil reais e ganhem de novo, em fevereiro de 2023, agora na tabela escalonada, cerca de 35 mil reais, somando aí quase 70 mil reais em menos de 2 meses como auxílio-mudança, mesmo sem precisar fazer mudança. Então, conclamo este Parlamento a barrar esse absurdo, a votar "não" ao aumento dos próprios salários.
  • 20/12/2022

    Defesa de aprovação do requerimento de votação nominal do Projeto de Decreto Legislativo nº 471, de 2022, sobre a fixação dos subsídios dos membros do Congresso Nacional, do Presidente e do Vice-Presidente da República, bem como dos Ministros de Estado; e a revogação dos Decretos Legislativos de nºs 276 e 277, de 2014.

    Palavras-chave oficiais: Defesa,Aprovação,Requerimento de votação nominal,Projeto de decreto legislativo,fixação,Subsídio (remuneração),Deputado federal,Senador,Membro,Congresso Nacional,Presidente da República,Vice-presidente da República,Ministro de Estado

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    O SR. TIAGO MITRAUD (NOVO - MG. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, nós apresentamos um requerimento na mesma linha, porque, se os Deputados julgam que são merecedores desse aumento para mais de 46 mil reais, e ainda que nós Congressistas sejamos corresponsáveis pela situação em que o País se encontra, que ao menos a população brasileira saiba quem é quem: quem são aqueles que acham que o salário dos Deputados deveria passar de quase 34 mil reais para mais de 46 mil reais e quem são aqueles que são contra. E já está muito claro que nós do NOVO somos contra isso, mas há Parlamentares de outros partidos que gostariam de se manifestar. Por isso, achamos essencial aprovar o requerimento de votação nominal, para que toda a sociedade brasileira saiba quem acha que os políticos estão ganhando pouco e merecem ganhar quase 50 mil, e quem são aqueles que, como eu, acham que eles já ganham demais.
  • 20/12/2022

    Discussão do Projeto de Decreto Legislativo nº 471, de 2022, sobre a fixação dos subsídios dos membros do Congresso Nacional, do Presidente e do Vice-Presidente da República, bem como dos Ministros de Estado; e a revogação dos Decretos Legislativos de nºs 276 e 277, de 2014.

    Palavras-chave oficiais: Discussão,Projeto de decreto legislativo,contrário

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    O SR. TIAGO MITRAUD (NOVO - MG. Sem revisão do orador.) - Presidente, este é o projeto de decreto legislativo que, para mim, é o mais incoerente desta noite. Muitos aqui estavam falando o seguinte: "Justifica-se o aumento para essas carreiras, porque fizeram concurso público, são muito qualificados, então merecem ganhar bem mesmo, merecem ganhar mais". Outros falaram: "Não, mas já faz tantos anos que o salário de tal carreira está defasado. Não tem nada a ver com a situação política do País, com a situação econômica do País". Contudo, esse Projeto de Decreto Legislativo nº 471, de 2022, aumenta em muito mais do que 20% os salários daqueles que são responsáveis pela situação política e econômica que este País vive. Afinal de contas, este é o projeto de decreto legislativo que fixa o subsídio dos membros do Congresso Nacional, ou seja, dos Deputados Federais e Senadores, do Presidente e do Vice-Presidente da República, dos Ministros de Estado. Hoje, um salário de um Deputado Federal é de quase 34 mil reais. Isso já nos coloca — nós Deputados Federais — na elite da população brasileira. Estamos entre o 1% da população de maior renda neste País. E, apesar das péssimas decisões que este Congresso tomou nos últimos anos, das péssimas decisões que a Presidência da República tomou nos últimos anos, nós estamos oferecendo uma recompensa por termos trazido a situação política do País a esta situação atual. Nós aprovamos neste ano, descaradamente, medidas eleitoreiras, que foram responsáveis pela instabilidade econômica do País e pelo aumento da inflação. Nós sabíamos, nós colocamos, às vésperas da eleição, um decreto de calamidade, que só foi criado para justificar aumento de benefício com fim eleitoreiro e populista. Isso gera instabilidade econômica, isso gera instabilidade política, isso gera inflação. Agora, aqueles que tomaram essas decisões estão sendo recompensados por isso. Os Deputados e Senadores e o Presidente da República, responsáveis por trazerem inflação de volta ao Brasil, vão passar a ganhar, ao fim de 4 anos, R$46.366,19. É esse o prêmio por trazerem de volta a inflação ao Brasil? É esse o prêmio por não terem aprovado as reformas necessárias para trazer estabilidade econômica? Isto aqui é um completo absurdo, Presidente! Temos que dizer "não" a esta proposta.
  • 20/12/2022

    Contrariedade à aprovação do Projeto de Lei nº 2.930, de 2022, sobre a alteração da Lei nº 12.300, de 2010, para reajuste das Tabelas de Vencimentos Básicos dos Servidores Ocupantes de Cargo Efetivo do Quadro de Pessoal do Senado Federal.

    Palavras-chave oficiais: Partido Novo (NOVO),contrário,Agenda legislativa,Pauta (processo legislativo),Projeto de lei ordinária,Proposição legislativa,aumento,Subsídio (remuneração),Servidor público,Agente político,Senado Federal

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    O SR. TIAGO MITRAUD (NOVO - MG. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, esse projeto de lei é o segundo dos onze que serão votados esta noite para dar aumentos mínimos de 18%. Digo mínimo porque alguns deles dão mais ainda. Este, na verdade, concede 19% e alguma coisa. Mas haverá outro projeto de lei, daqui a pouco, que vai dar aumento de mais de 40% para o salário dos Deputados, aumento em um salário de quase 34 mil reais, que vai passar, ao longo de 4 anos, para 46 mil reais. É esse tipo de coisa que está sendo votada esta noite, Sr. Presidente. E, infelizmente, o NOVO é o único partido, com o apoio de alguns Parlamentares espalhados em outros partidos, que está buscando chamar a atenção para isso. Novamente, não se trata aqui de uma crítica a uma carreira específica, a servidores específicos, não, de forma alguma. Trata-se, sim, de uma crítica veemente ao processo que está sendo tomado e à imoralidade desses aumentos.
  • 20/12/2022

    Discussão do Projeto de Lei nº 2.930, de 2022, sobre a alteração da Lei nº 12.300, de 2010, para reajuste das Tabelas de Vencimentos Básicos dos Servidores Ocupantes de Cargo Efetivo do Quadro de Pessoal do Senado Federal.

    Palavras-chave oficiais: Discussão,Projeto de lei ordinária,contrário Crítica,Câmara dos Deputados,Senado Federal,atraso,Votação,Projeto de lei ordinária,regulamentação,Teto salarial,Administração pública

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    O SR. TIAGO MITRAUD (NOVO - MG. Sem revisão do orador.) - Presidente, venho novamente aqui a esta tribuna, e não vão ser poucas as vezes que irei retornar, porque faço questão. Agora são 6h16min da tarde. A maior parte dos cidadãos brasileiros estava trabalhando, quando esses projetos foram colocados, de afogadilho, em votação na Câmara. São aqueles cidadãos que já trabalham quase 6 meses por ano para pagar os seus impostos. São mais de 100 dias de trabalho dos brasileiros que se vão para sustentar essa máquina gigantesca que é o Estado brasileiro. Muitos deles ainda não estavam conectados, ainda não estavam sabendo — afinal de contas, esta pauta não foi publicada com antecedência —, não estavam sabendo que no dia de hoje seriam votados 11 projetos de lei de aumentos para a elite do funcionalismo público brasileiro e para políticos, Ministros e juízes. Então, é importante agora, já passando um pouco mais das 18 horas, quando muitos brasileiros estão voltando para casa, na fila do ônibus, estão enfrentando as dificuldades — talvez muitos agora estejam correndo para algum shopping, para algum centro comercial, para ver se sobrou dinheiro no fim do mês para comprar um presente de Natal para a sua família —, é importante que esses brasileiros saibam que, enquanto eles estão fazendo um esforço para escolher em que vão utilizar o 13º que hoje receberam, se para pagar dívida ou para comprar um presente para a família, é importante que esse cidadão brasileiro, que está agora na fila do metrô ou do ônibus, saiba que a prioridade para o Congresso Nacional, para a Câmara dos Deputados, no último dia de votações previstas no ano, é aumentar os próprios salários, é aumentar os salários daqueles que já ganham 40 mil reais por mês. Enquanto isso, o projeto do fim dos supersalários, que ficou 4 anos aqui na Câmara para ser votado, finalmente aprovado por nós na Câmara, no meio do ano passado, encontra-se agora na gaveta da CCJ do Senado. Aquele projeto, não, aquele projeto do fim dos supersalários não é prioridade para o Congresso Nacional brasileiro. Aquele projeto que traria uma economia de 2 bilhões de reais para o bolso do pagador de impostos continua lá, engavetado na CCJ do Senado. Por outro lado, projetos que representam bilhões de reais de aumento para o cidadão brasileiro, que, como eu falei, está agora pensando se usa o 13º para pagar dívida ou comprar uma lembrancinha de Natal para sua família, vão ser aprovados. A população brasileira precisa saber disso. Avisaremos até o fim da noite.
  • 20/12/2022

    Orientação de bancada na votação do requerimento de votação nominal do Projeto de Lei nº 3.029, de 2022, sobre a alteração da Lei nº 12.777, de 2012, para reajuste da remuneração dos servidores do Quadro de Pessoal da Câmara dos Deputados.

    Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de votação nominal,Projeto de lei ordinária,Partido Novo (NOVO),Voto favorável

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    O SR. TIAGO MITRAUD (NOVO - MG. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Perfeito, Sr. Presidente. O NOVO vota "sim" ao requerimento de votação nominal. É o mínimo que se espera. Nós temos agora um sistema de votação eletrônica. Os Deputados estão votando do Brasil inteiro, aliás, do mundo inteiro, já que há alguns que ainda devem estar voltando do Catar, alguns que estão passeando nos Estados Unidos e coisa assim. Então, do mundo inteiro, os Deputados podem votar. Há, inclusive, um ótimo sistema de votação pelo celular, desenvolvido pelos servidores da Casa. Não precisa mais haver aquela correria para vir ao plenário para votar. Pode-se fazer isso de casa. Deve haver uns Deputados fazendo isso. Estão lá (expressão retirada por determinação da Presidência), já aproveitando o recesso. Então, por que não se vota nominalmente? Qual é o prejuízo que se tem aqui, ao pedir para cada Deputado colocar a sua digital nesses aumentos imorais de salário? Não vejo prejuízo nenhum. O mínimo que nós podemos fazer é votar isso nominalmente. (Desligamento automático do microfone.)
  • 20/12/2022

    Encaminhamento da votação do requerimento de votação nominal do Projeto de Lei nº 3.029, de 2022, sobre a alteração da Lei nº 12.777, de 2012, para reajuste da remuneração dos servidores do Quadro de Pessoal da Câmara dos Deputados.

    Palavras-chave oficiais: Encaminhamento de votação,Requerimento de votação nominal,Projeto de lei ordinária,favorável

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    O SR. TIAGO MITRAUD (NOVO - MG. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, se a Câmara, pelo que nós vimos no resultado das urgências aprovadas aqui, insiste em — mesmo nesse período de calamidade financeira em que o País ainda vive, mesmo com essa insensibilidade em relação aos brasileiros que passam fome, mesmo com essa incoerência em relação a tantas outras medidas que são aprovadas aqui, com discursos de responsabilidade fiscal e por aí vai —, a Câmara ainda escolhe votar esses projetos de aumento para a elite da elite do funcionalismo público brasileiro, o mínimo que nós esperamos que seja feito é que haja uma votação nominal, para que então cada brasileiro ou cada eleitor possa saber quais foram os partidos e Deputados que foram a favor de dar aumento para quem ganha muito e aqueles que preferiram estar do lado dos mais pobres, votando contra esses aumentos, que vão levar alguns salários até mais de 46 mil reais. Aqueles que estão sendo a favor desses aumentos podem aqui trazer a justificativa que for, podem falar que a Shakira ganha muito, podem dizer que jogador de futebol ganha muito. Nada justifica o que está sendo feito hoje. Nada justifica que Deputados, Ministros do STF, Presidente da República, que tomam decisões em um país pobre, em um país de renda média baixa, tomem péssimas decisões. Nada justifica que decisões desses indivíduos façam com que nós continuemos sendo um país de renda média baixa. Nada justifica que, num país pobre, quem ganha muito ganhe ainda mais. Esta é a razão do requerimento de votação nominal do Partido Novo, para que possamos no mínimo conhecer aqueles Deputados que são a favor desses aumentos imorais. Os partidos que são a favor nós já sabemos. O único partido que foi contra todos os requerimentos aqui colocados foi o Partido Novo. Os outros partidos, nós já sabemos que estes, quando a pressão vem de um sindicato, da sua base ou do STF, que está ali segurando algum processo de algum Parlamentar amigo, acabam cedendo e votam a favor desses absurdos. Mas, além de saber quais são os partidos favoráveis a esses absurdos, nós queremos saber também quem são os Deputados favoráveis a esses absurdos. Por isso, requeremos a votação nominal.
  • 20/12/2022

    Orientação de bancada na votação do requerimento de apreciação em regime de urgência do Projeto de Lei nº 2.930, de 2022, sobre a alteração da Lei nº 12.300, de 2010, para reajuste das Tabelas de Vencimentos Básicos dos Servidores Ocupantes de Cargo Efetivo do Quadro de Pessoal do Senado Federal.

    Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de urgência,Projeto de lei ordinária,Partido Novo (NOVO),Voto contrário

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    O SR. TIAGO MITRAUD (NOVO - MG. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, novamente aqui, mantendo nossa coerência, nossa defesa da população mais pobre, como sempre fazemos, votamos "não" a este aumento de 20% praticamente para quem já ganha muito. Novamente, nós queremos rediscutir o salário de algumas carreiras? Ótimo! Mas vamos aprovar primeiro uma reforma administrativa para que os aumentos não sejam como este mais lineares. No setor privado, nós temos aquelas chamadas carreiras em "X", carreiras em "Y". No serviço público, nós temos a carreira em "T", em que está todo mundo no topo. Eu nunca vi isso! Todo mundo é supercompetente. Todo mundo é o melhor profissional possível da carreira. Todo mundo recebe o topo da carreira. Que lógica é esta que todo mundo recebe o máximo da carreira? Então, nós vamos rediscutir, sim, os tetos das carreiras, colocando limite no número de servidores que podem atingir esse teto. Aí nós topamos discutir. Mas não dessa forma açodada e com aumento para todo mundo.
  • 20/12/2022

    Encaminhamento da votação do requerimento de apreciação em regime de urgência do Projeto de Lei nº 2.930, de 2022, sobre a alteração da Lei nº 12.300, de 2010, para reajuste das Tabelas de Vencimentos Básicos dos Servidores Ocupantes de Cargo Efetivo do Quadro de Pessoal do Senado Federal.

    Palavras-chave oficiais: Encaminhamento de votação,Requerimento de urgência,Projeto de lei ordinária,contrário

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    O SR. TIAGO MITRAUD (NOVO - MG. Sem revisão do orador.) - Presidente, gostei de ver que pelo menos 40 Deputados que foram a favor do aumento das categorias votaram contra o próprio aumento. Mas, infelizmente, vimos que 300 Deputados agiram em causa própria, para aumentar o próprio salário, para aumentar o salário dos Senadores, para aumentar o salário do futuro Presidente Lula. Inclusive, Deputados bolsonaristas agora vão dar mais dinheiro para o Lula, que já vai viver 4 anos de mamata, como os petistas sempre gostam de viver. Lamento, Presidente, que, apesar desses poucos mais de 100 votos contra o aumento dos salários dos Deputados, tenhamos que ouvir argumentos como "Não, esse dinheiro vai aumentar, mas o orçamento do Congresso é sempre o mesmo!" Ora, o Congresso está imprimindo dinheiro também para que seja dado direto para o aumento dos salários dos Deputados? Não! O orçamento sempre vem de algum lugar. E esse dinheiro, quando vem para o Congresso Nacional e não é gasto, volta para o Tesouro Nacional e vai diminuir o tamanho do rombo da dívida pública, seja diminuindo o déficit do ano corrente, que foi o que aconteceu na grande maioria dos últimos 10 anos, seja diminuindo a dívida pública, porque, quando temos superávit, esse dinheiro vai para pagar a dívida pública. Então, não existe isso de que o dinheiro já está lá e é só gastar, que podemos aprovar aumentos a rodo porque o dinheiro já está reservado para o Congresso Nacional! Não! Todo dinheiro que não é usado, todo dinheiro que é economizado volta para o Tesouro Nacional, em benefício da população brasileira. Não existe dinheiro sobrando ou flutuando por aí, apenas esperando um aumento de salário para ir para aqueles servidores e políticos que já ganham muito. Novamente nós temos um caso de aumento para quem já tem muito. Nós não estamos falando aqui que, eventualmente, algumas das pessoas não mereçam, mas é preciso este aumento para todos? Este conceito é meio socialista: "Não, todo mundo vai ganhar agora mais 18%". Ora, se nós queremos implementar mérito aqui dentro, se nós queremos que, além do concurso público, recebam mais aqueles que entregam mais resultados, por que a reforma administrativa da Câmara está parada há tanto tempo? Ela existe, está pronta. Eu me lembro do ex-Diretor-Geral me apresentando isso, como apresentou para outros Líderes há mais de 2 anos. Ia ser feita ali uma reforma para que aqueles servidores que entregam mais resultados passassem a receber mais. É justo isso, nós não estamos questionando. Agora, por que os aumentos sempre vêm aqui em bloco não só para todo mundo dentro da mesma carreira, mas também para todas as carreiras possíveis? Não há como ser a favor disso!
  • 20/12/2022

    Orientação de bancada na votação do requerimento de apreciação em regime de urgência do Projeto de Lei nº 3.029, de 2022, sobre a alteração da Lei nº 12.777, de 2012, com vista ao reajuste da remuneração dos servidores do Quadro de Pessoal da Câmara dos Deputados.

    Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de urgência,Projeto de lei ordinária,Partido Novo (NOVO),Voto contrário

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TIAGO MITRAUD (NOVO - MG. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, eu acho curioso ouvir alguns argumentos aqui a favor desse projeto. Os salários dos servidores estão defasados. Defasados em 40 mil reais. Olha só o quão defasado é o salário de 40 mil reais! É esse o valor que recebem, além, é claro, de extras. Novamente não se trata dessa categoria em votação agora, ou de uma categoria específica. Trata-se de toda a elite do funcionalismo público brasileiro, que são os servidores públicos federais, sejam os da Câmara, sejam os do TCU, da Defensoria Pública, do Executivo, do Judiciário e de onde for. Convido as pessoas a andarem nas ruas e a visitarem uma favela no Brasil. Cheguem para alguém que está no sinal, pedindo dinheiro, e digam: "Meu salário está defasado. Eu só ganho 40 mil reais há 4 anos". Alguém tem coragem de dizer isso em público? Não tem! Se não tem coragem de dizer isso em público, não deveria botar o dedo aqui para votar a favor desse absurdo! Ouçam os argumentos que estão sendo colocados aqui. Convido os que estão recebendo aumento de salário hoje a gravarem um vídeo para explicar para a população: "Olha, caros trabalhadores, vocês têm que entender que meu salário não aumenta nos últimos 4 anos. Eu sei que eu já ganho 40 mil, mas como o aumento não está acontecendo a cada ano, estou passando dificuldade aqui, ganhando 40 mil reais por mês". Duvido! Convido algum presidente do sindicato dos servidores da Câmara, do TCU, do Judiciário, do Executivo, de onde for, a fazer um vídeo dizendo que está passando dificuldade, porque só ganha 40 mil reais. Estamos aprovando aqui o aumento para essa turma, para a elite da elite da elite, que não tem coragem de ir a público defender isso, que não tem coragem de fazer um projeto desse tramitar pelas Comissões, que não tem coragem de anunciar a pauta antecipadamente para que a sociedade brasileira saiba que isso vai ser votado hoje. E escolhem, faltando meia hora para o início da sessão, avisar que vai ter uma enxurrada de projetos de aumento. Vêm justificar aqui falando que o salário de alguém que ganha 40 mil reais está defasado. Façam-me o favor! Tenham vergonha na cara! O NOVO tem vergonha na cara. Por isso, vota "não".

Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 17/12/2019 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.