
Nome civil: Antonio Tadeu Veneri · 73 anos
Bananômetro
85/100
Aparece, vota e trabalha.
Nota maior que a de 79% dos deputados · média do partido: 80
Por que essa nota?
- Presença em sessõespeso 40% · 98%
Aparece para trabalhar?
- Participação em votaçõespeso 35% · 84%
Vota quando precisa? (votações com registro de nome)
- Iniciativas que avançarampeso 15% · 45%
Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)
- Atividade na tribunapeso 10% · 94%
discursos na tribuna (percentil)
A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?
Personalizar pesosComo vota · Mandato atual (2023–2027)
Vota com o governo 97%das 749 votações em que o líder do Governo pediu Sim ou Não e ele votou
Vota com o próprio partido 98%das 776 votações em que o partido (ou a federação) pediu Sim ou Não e ele votou
Fale com Tadeu Veneri
Este é o canal oficial para você cobrar seu representante.
- dep.tadeuveneri@camara.leg.br
- Telefone
- (61) 3215-5952
- Gabinete
- Gabinete 952, Anexo IV, 9º andar – Câmara dos Deputados, Brasília-DF
Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.
Números de Mandato atual (2023–2027)
Presença nas sessões
98%
Esteve em 385 de 391 sessões
Votou nas votações
84%
Registrou voto em 944 de 1.128 votações nominais
Iniciativas que viraram lei
0
de 17 projetos apresentados (0%)
Alinhamento com o governo
97%
Em 749 votações em que o Governo orientou
A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.
293 discursos na tribuna · de 08/02/2023 a 13/10/2026.
- 26/05/2025
O Deputado orientou a bancada a votação do requerimento de retirada de pauta do Projeto de Lei n° 1.708, de 2025, que autoriza o Banco do Nordeste do Brasil S.A. a constituir subsidiárias integrais ou controladas.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de retirada de proposição da Ordem do Dia,Projeto de lei ordinária,Voto contrário,Maioria parlamentar
Ler a transcrição oficial
O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - A Maioria, Sr. Presidente, vota "não" à retirada. É preciso que passemos alguns dados, Sr. Presidente. Eu venho do Banco do Brasil. O Banco do Brasil, se fosse da forma como alguns querem aqui, seria só um banco em Brasília e em meia dúzia de capitais. Na verdade, nós sabemos o que é o Banco do Brasil e o que ele significa. Agora, os outros Estados, os outros territórios, têm esse espaço. E o Banco do Nordeste desenvolve um trabalho extremamente importante para uma região que nós sabemos que, normalmente, tinha sido sempre vista como de segunda classe. Quero só passar um dado, Sr. Presidente, para os Deputados que estão orientando para a manutenção. O Crediamigo é o maior programa de microcrédito produtivo orientado da América do Sul, com valores e atuação fundamentais nas diretrizes do microcrédito produtivo. Ora, se alguém é contra isso, então que diga. Agora, não faça um discurso lá na sua região, lá na sua cidade, e, depois, venha aqui votar contra o Nordeste. Obrigado, Sr. Presidente. - 26/05/2025
O Deputado encaminhou a votação da expressão "Dia Marielle Franco", constante do artigo 1º do substitutivo para fins de sua supressão, apresentado ao Projeto de Lei nº 6.366, de 2019, que institui o Dia Nacional das Defensoras e Defensores de Direitos Humanos. Destacou que homenagear Marielle representaria todas as mulheres e defensores da justiça social, e repudiou tentativas de revisionismo ao citar, ironicamente, a possibilidade de homenagear torturadores como Carlos Brilhante Ustra.
Palavras-chave oficiais: Encaminhamento de votação,Expressão textual,Dispositivo legal,Substitutivo,Projeto de lei ordinária Tortura,Direitos humanos
Ler a transcrição oficial
O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, entendemos que essa é uma homenagem extremamente justa e necessária. Nós precisamos ter referência de quem, de fato, faz a luta pelos direitos humanos. Quem faz a luta pelos direitos humanos, luta em todos os momentos e em todas as situações. Eu quero fazer uma correção. Algumas pessoas falam, quando policiais morrem em serviço, que não há nenhum tipo de referência. Isso é mentira, Sr. Presidente. Fui Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Paraná, e todas as vezes que o Bope ou qualquer outro grupamento tinha policiais mortos em serviço, eu não só ia ao funeral e à missa de sétimo dia, mas também acompanhava a família. Às vezes, falam por falar, porque isso dá likes, dá não sei o quê, dá isso e aquilo. Nós sempre defendemos as pessoas que fazem a defesa do justo não só no seu trabalho, mas também na sua vida. E nada é mais justo do que ter uma pessoa como Marielle Franco homenageada nesse projeto, que nós já tentamos votar com a Deputada Benedita. Ficamos até muito tarde, mas não foi possível. Hoje será, porque o Brasil precisa reconhecer quem, de fato, faz na sociedade a defesa, em todos os momentos, de todas as pessoas. Marielle Franco era uma dessas pessoas. Certamente há outros, e Chico Mendes era uma delas. Há outras e outros. Nós não podemos esquecer o que essas pessoas fizeram e deixar passar em branco. Até parece, Sr. Presidente, que as pessoas gostariam que se criasse o dia nacional do defensor de direitos humanos Carlos Brilhante Ustra, aquele que matava, que torturava e que ficou impune. Não será este. Será, de fato, Marielle Franco, pela sua história, pela sua luta, pela sua referência, e por todas as mulheres aqui deste plenário, do nosso País e do mundo todo. Obrigado, Sr. Presidente. Obviamente, o voto é pela não retirada. - 26/05/2025
O Deputado orientou a bancada na votação do requerimento de retirada de pauta do Projeto de Lei nº 6.366, de 2019, que institui o Dia Marielle Franco (Dia Nacional das Defensoras e Defensores de Direitos Humanos). Aproveitou para ressaltar o legado da ex-Vereadora Marielle Franco na defesa dos direitos humanos.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de retirada de proposição da Ordem do Dia,Projeto de lei ordinária,Governo,Base de apoio político,Voto contrário Ex-vereadora,Direitos humanos
Ler a transcrição oficial
O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - O Governo orienta "não", Sr. Presidente, e entende que Marielle é uma referência para nós. Assim como tantas outras pessoas também são referências, é preciso que nós reconheçamos o trabalho de uma mulher negra, favelada, que teve a sua morte vinculada inclusive a um trabalho que fazia. Por isso mesmo, nós entendemos que nada mais justo do que, no que diz respeito ao projeto, ele tenha o nome de uma pessoa que sempre fez a luta por direitos humanos. Eu não entendo aqueles que defendem que nós devamos retirar o projeto de pauta e, aliás, votaram contra o projeto, quando na realidade foram à Comissão de Direitos Humanos muitas vezes falar que direitos humanos são para bandidos. Inclusive, nós criamos uma Comissão Especial para ir à Papuda e à Colmeia, para visitar um presídio onde estão pessoas que são muito próximas desses que falam que direitos humanos são para bandidos. Eu não acredito que lá só tenha bandidos. E mesmo aqueles que estão condenados têm direitos. Por isso, é preciso que nós reconheçamos Marielle Franco nesse dia. A nossa orientação é "não", Sr. Presidente. - 21/05/2025
O Deputado orientou a bancada na votação do requerimento de retirada da Ordem do Dia do Projeto de lei nº 1.466, de 2025, que cria a Carreira de Desenvolvimento Socioeconômico, a Carreira de Desenvolvimento das Políticas de Justiça e Defesa e a Carreira de Fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários, altera a remuneração de servidores e empregados públicos do Poder Executivo federal, altera a remuneração de cargos em comissão, de funções de confiança e de gratificações do Poder Executivo federal, reestrutura cargos efetivos, planos de cargos e carreiras, padroniza e unifica regras de incorporação de gratificações de desempenho, altera as regras do Sistema de Desenvolvimento na Carreira, transforma cargos efetivos vagos em outros cargos efetivos, em cargos em comissão e em funções de confiança, altera a regra de designação dos membros dos conselhos deliberativos e fiscais das entidades fechadas de previdência complementar e dá outras providências.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de retirada de proposição da Ordem do Dia,Base de apoio político,Governo,Voto contrário
Ler a transcrição oficial
O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, é importante esclarecermos aqueles que nos assistem de que o PL 1.466 cria a Carreira de Desenvolvimento Socioeconômico, a Carreira de Desenvolvimento das Políticas de Justiça e Defesa e a Carreira de Fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários CVM. Ora, todo mundo aqui reclama, e obviamente a sociedade também, que é preciso que haja fiscalização, e a Comissão de Valores Mobiliários faz exatamente isso, no Brasil inteiro. O que me surpreende, Presidente, é que, quando estamos buscando melhorar a carreira, torná-la mais atrativa, mudar uma série de procedimentos, para permitir, inclusive, que haja mais contratações necessárias, aqueles que sempre dizem isso acabam dizendo que são contra. São, como sempre, incoerentes. Sr. Presidente, nós orientamos "não" à retirada. Queremos aprovar este projeto. Vamos votá-lo hoje, inclusive para que ele não tranque a pauta. O voto é "não", Sr. Presidente. - 21/05/2025
O Deputado orientou a bancada na votação do requerimento de retirada de pauta do Projeto de Lei nº 1.466, de 2025, que cria a Carreira de Desenvolvimento Socioeconômico, a Carreira de Desenvolvimento das Políticas de Justiça e Defesa e a Carreira de Fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários, altera a remuneração de servidores e empregados públicos do Poder Executivo federal, altera a remuneração de cargos em comissão, de funções de confiança e de gratificações do Poder Executivo federal, reestrutura cargos efetivos, planos de cargos e carreiras, padroniza e unifica regras de incorporação de gratificações de desempenho, altera as regras do Sistema de Desenvolvimento na Carreira, transforma cargos efetivos vagos em outros cargos efetivos, em cargos em comissão e em funções de confiança, altera a regra de designação dos membros dos conselhos deliberativos e fiscais das entidades fechadas de previdência complementar e dá outras providências.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de retirada de proposição da Ordem do Dia,Projeto de lei ordinária,Partido dos Trabalhadores (PT),Voto contrário
Ler a transcrição oficial
O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, nós votamos pela manutenção, contra a retirada, porque sabemos que o projeto, inclusive, tranca a pauta. E obviamente ninguém quer que a pauta seja trancada por isso. O projeto é importante. O projeto diz respeito a uma série de ações do Governo Federal que beneficia inclusive servidores públicos. Nós somos contra a retirada do projeto da pauta. - 21/05/2025Breves Comunicações
O Deputado condenou a tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023, destacando o depoimento do ex-chefe da Força Aérea Brasileira (FAB), Brigadeiro Baptista Júnior, ao Supremo Tribunal Federal (STF), que confirmou reunião golpista envolvendo militares. Ressaltou que o General Freire Gomes informou ao então Presidente Jair Bolsonaro que teria de prendê-lo caso ele avançasse com o golpe contra a eleição do Presidente Lula. Além disso, acrescentou que a minuta do golpe, tornada pública, previa o plano Punhal Verde e Amarelo, com o assassinato do Presidente, de seu Vice e do Presidente do STF. Por fim, afirmou que o ex-Presidente Bolsonaro será preso e associou o desfecho da crise brasileira à resolução do conflito em Gaza, prevendo a libertação da Palestina.
Palavras-chave oficiais: Tentativa (crime),Golpe de Estado (crime),Ato antidemocrático,Processo penal,Depoimento,Ex-,Chefe,Força Aérea Brasileira (FAB),Reunião,planejamento,General de exército,Prisão,Ex-presidente da República,Partido Liberal (PL),minuta,Homicídio,Presidente da República,Vice-presidente da República,Presidente do Supremo Tribunal Federal Israel,Genocídio,Faixa de Gaza,Palestina,Guerra
Ler a transcrição oficial
O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, ao mesmo tempo em que vemos a tragédia em Gaza, em que 14 mil crianças estão morrendo de fome, o que já foi anunciado pelo mundo todo, vemos uma tragédia brasileira. Não tem a mesma proporção, mas é também uma tragédia. Eu me refiro à tentativa de golpe no dia 8 de janeiro de 2023, antecipada pela tal minuta do golpe. Hoje o ex-chefe da Força Aérea Brasileira reafirmou ao Supremo Tribunal Federal a ocorrência de reunião golpista. O Brigadeiro Baptista Junior, ex-chefe da FAB, prestou nesta quarta-feira depoimento ao STF sobre a trama golpista. Disse ele ao Supremo Tribunal Federal que o General Freire Gomes, em 2022, comunicou ao então Presidente Jair Bolsonaro que teria que prendê-lo caso avançasse com planos golpistas contra a eleição de Lula. Fez uma série de afirmações, mas o mais importante, Sr. Presidente, é que, na versão de Baptista Junior, os relatos dos dois ex-chefes militares não são contraditórios. Ele disse que não houve ameaça ou voz de prisão, e sim um comunicado sobre os impactos jurídicos. O Brigadeiro havia sido escolhido para comandar a Aeronáutica após uma crise militar. Por sua participação nas redes sociais, Baptista Júnior acabou sendo conhecido como o mais bolsonarista dos Comandantes das Forças. Entretanto, além de Freire Gomes, foi uma das bases da denúncia sobre a chamada minuta do golpe. Agora, Sr. Presidente, fica evidente que não há mais o que esconder, Deputado Braga. Não há mais o que esconder. Bolsonaro será preso. Bolsonaro será preso. Até os militares que foram convidados para participar do golpe segundo esse Brigadeiro, quando ele ofereceu o envelope, ele saiu da sala , até eles, que, como dizia Bolsonaro, seriam o seu exército, não o Exército Brasileiro, e sim o seu exército, as suas forças armadas, hoje reconhecem que houve minuta do golpe, para impedir que Lula fosse Presidente, após já ter sido diplomado. A minuta dizia, entre outras coisas, que haveria o plano Punhal Verde e Amarelo, segundo o qual seria morto Lula, seria morto o seu Vice e seria enforcado o Presidente do STF. Esse é Jair Bolsonaro, que hoje está lá com os Prefeitos, alguns que ainda acreditam que ele pode ser alguma coisa além de preso. Não será. Assim como vamos ver Bolsonaro preso, vamos ver também a crise, o genocídio, tudo que acontece em Gaza ser resolvido de alguma forma, e não será a forma que Netanyahu quer. Lá, haverá a libertação da Palestina; aqui, a prisão de Jair Bolsonaro. Presidente, peço que este pronunciamento seja divulgado pelos meios de comunicação da Casa e no programa A Voz do Brasil. Obrigado. - 20/05/2025Breves Comunicações
O Deputado denunciou a crise humanitária em Gaza. Alertou que, segundo o Subsecretário-Geral da ONU para Assuntos Humanitários, 14 mil crianças corriam risco de morrer de fome devido ao bloqueio total de ajuda humanitária na região, que já durava três meses. Citou a decisão do Reino Unido de suspender o comércio com Israel, medida acompanhada por França e Canadá, em resposta à situação. Questionou o silêncio diante do que classificou como genocídio, mencionando também declarações do Presidente Lula sobre o tema. Defendeu que o Parlamento não pode se omitir diante da gravidade dos fatos.
Palavras-chave oficiais: Faixa de Gaza,Crise humanitária,Israel,Hamas,Genocídio Reino Unido,França,Comércio exterior,Canadá
Ler a transcrição oficial
O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, Prefeitos e Prefeitas e Vereadores e Vereadoras presentes na Marcha dos Prefeitos, Deputado Chico Alencar, que também atua na Comissão de Direitos Humanos, o que me traz aqui hoje é uma situação que não podemos ignorar. Apesar de o mundo ignorá-la, não podemos fazer isso, principalmente porque a questão não é de opção desse ou daquele lado, dessa ou daquela visão. Hoje o Reino Unido diz ter suspendido o comércio com Israel porque mais de 14 mil crianças podem, em 48 horas, morrer de fome em Gaza. Eu vou repetir, porque isso é chocante: 14 mil crianças podem morrer em Gaza nas próximas 48 horas, por ter sido suspenso qualquer tipo de ajuda humanitária. Lá, desde março, não entra água, não entra comida, não entra combustível, não entra auxílio médico, não entra absolutamente nada. Eu não estou abordando o mérito do que acontece, mas a verdade é que o Reino Unido afirma ter suspendido o comércio com Israel, devido ao bloqueio de ajuda humanitária, e que 14 mil bebês podem morrer de fome nas próximas horas. O Subsecretário-Geral da ONU para Assuntos Humanitários afirmou hoje que bebês palestinos podem morrer de fome porque não há nenhum tipo de auxílio, depois do bloqueio que foi feito, sem que seja possível nenhuma ajuda humanitária em Gaza. Isso já dura 3 meses. O Ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, portanto, acabou de anunciar a suspensão do comércio com Israel, devido ao mencionado bloqueio. França e Canadá também tomaram medidas. Eu digo isso porque esta é a Casa dos debates. Nós temos posições diferentes, temos visões diferentes, fazemos abordagens diferentes, mas, sem dúvida nenhuma, precisamos considerar que o que acontece em Gaza hoje, como disse o Presidente Lula, é um genocídio, é uma carnificina. Vamos ignorar que 14 mil bebês podem morrer de fome? Qual é a nossa humanidade? Qual é o sentido? Qual é a visão? O que nos move? Nós vamos ficar em silêncio? Nós vamos fazer de conta, Sr. Presidente, que absolutamente nada está acontecendo e que a vida continua normal? Quando aconteceu a tragédia com judeus, com ciganos, com negros, com comunistas, na Segunda Guerra Mundial, por intermédio dos nazistas, muitos dos Estados diziam que não sabiam de nada, porque não tinham conhecimento. Hoje nós temos conhecimento, nós estamos vendo, nós sabemos o que vai acontecer. Se não fizermos nada, nós também seremos responsáveis por esse genocídio. Obrigado, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados. - 07/05/2025Breves Comunicações
O Deputado criticou declarações do Governador do Paraná, Ratinho Junior, feitas durante palestra no Secovi, em que defendeu que os Estados tenham autonomia para legislar sobre matéria penal. Alertou que isso contraria cláusulas pétreas da Constituição e questionou o conhecimento jurídico do Governador, que é pré-candidato à Presidência da República. Também apontou contradições entre o discurso e a prática do Governador, mencionando a falta de reajuste salarial para servidores da segurança pública e a precarização do sistema penitenciário estadual.
Palavras-chave oficiais: Governador,Paraná,Ente federado,autonomia,Legislação penal,contrário,Cláusula pétrea,Constituição Federal (1988)
Ler a transcrição oficial
O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Obrigado. Sr. Presidente, Srs. Deputados, ontem, Ratinho Junior, Governador do Estado do Paraná e pré-candidato à Presidência da República, numa palestra no Secovi, defendeu que cada Estado tenha autoridade para fazer a sua própria legislação penal como forma de resolver o problema da violência no País. No discurso, ele afirmou que deveria ser delegada aos Estados autoridade para fazer suas legislações: "Eu tenho certeza de que, se eu mandar um projeto para a Assembleia do Paraná falando que um criminoso que matou um trabalhador vai ficar 40 anos preso, ela aprova". Ele fala mais uma série de coisas sem muito sentido: "Se um cara matar uma pessoa, após somente 2 anos de cadeia já vai estar solto". Ele afirmou que não está jogando a culpa no Congresso. Na verdade, o Governador tenta fazer um discurso que não tem nada a ver com a sua prática. O Governador do Estado do Paraná e pré-candidato à Presidência da República disse que os crimes são tratados de forma diferenciada regionalmente. Ele não é da área do Direito, mas resolve dar palpite na área do Direito. Será que ele ignora o que são as cláusulas pétreas da nossa Constituição? Se ignora, deveria aprender. Se não aprendeu, ainda há tempo. O Governador que diz que o problema não está na polícia, porque ela prende e a Justiça solta, é o mesmo Governador que há 7 anos não dá reajuste nenhum para os servidores públicos, inclusive para a Polícia Penal. No Paraná, não existe mais o Sistema Penitenciário. O órgão foi extinto. A Polícia Penal tomou conta, inclusive, de áreas que, constitucionalmente, não pertencem às forças policiais. O Estado mantém relações de trabalho precarizadas, com desvio de função, transposição de cargos de carcereiro, inclusive transformados em gestores, erros absurdos em contratos, que levam o Estado a ter prejuízos. Nós perdemos mais de trezentos técnicos nesse período todo, e o Tribunal de Contas, de forma recorrente, tem reprovado as contas e os ajustes que precisam ser feitos em função dos erros cometidos pelo Governador Ratinho. É preciso demonstrar que o Estado é inconstitucional em relação ao sistema prisional, carcerário, penitenciário. Sr. Presidente, é importante que se tome conhecimento disso nesta Casa. Afinal, aqui reverberam todas as informações do País. Uma pessoa que se diz pré-candidato a Presidente da República desconhecer a Constituição é, no mínimo, bizarro. O mesmo Governador que diz ser preciso dar 40 anos de cadeia para quem comete crime é aquele que estava dias atrás pedindo anistia para quem cometeu crimes. O mesmo Governador que diz ser preciso pagar bem os policiais é aquele que há 7 anos não reajusta o salário dos servidores. Governador Ratinho, menos, bem menos! Falar em São Paulo, no Secovi, ou em Nova York, onde irá agora, é uma coisa, mas cumprir de fato aquela que é sua função melhorar as condições de segurança do Estado, da Polícia Penal, dos ex-agentes penitenciários, para que possam desempenhar o papel deles, e não transformá-los em carcereiros, em gestores, em médicos e em enfermeiros é outra história. Primeiro, cumpra com sua função. Depois, fique tagarelando por aí, dizendo coisas que certamente não irá fazer. Sr. Presidente, peço a V.Exa. que autorize a divulgação do meu pronunciamento nos meios de comunicação da Casa e no programa A Voz do Brasil. Obrigado. - 07/05/2025
O Deputado manifestou-se contra a concessão de anistia a envolvidos em atos golpistas, argumentando que essa medida beneficiaria não apenas os que já respondem a processos, mas principalmente aqueles que ainda podem ser responsabilizados. Além disso, afirmou que a anistia incentivaria novos ataques à democracia, ao permitir a impunidade de figuras centrais, como o ex-Presidente Bolsonaro e militares de alta patente. Destacou que os recentes indiciamentos ampliam o receio entre os envolvidos e reiterou a necessidade de responsabilização para evitar novos episódios de ameaça institucional.
Palavras-chave oficiais: anistia,manifestação,Ato antidemocrático,Golpe de Estado (crime),Ex-presidente da República,Militar,Democracia,Impunidade
Ler a transcrição oficial
O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Sr. Presidente. Srs. Deputados, Sras. Deputadas, todos os dias, eu tenho ouvido muitos falarem da tal anistia para os golpistas, uma anistia por conta da pena que é muito grande, da pena que é muito pequena. Talvez isso esteja ocorrendo porque, com mais sete pessoas indiciadas ontem, há, de fato, muito mais gente com as barbas de molho. Muito mais gente está dizendo que é preciso conceder anistia, Sr. Presidente, mas, na verdade, essa anistia não é para quem está respondendo a processo hoje, é para quem pode vir a responder. Desde o início, nós dizemos que somos contra esse tipo de anistia, porque ela não resolve. E o pior: ela cria novas possibilidades de um golpe daqui a muito pouco tempo, porque esses que se pretende anistiar hoje Bolsonaro, seus coronéis, seus generais são os mesmos que arquitetaram o golpe e que vão tentar novamente. Por isso, é preciso que se diga todos os dias aqui na Câmara: sem anistia! - 05/05/2025
O Deputado orientou a bancada na votação do requerimento de adiamanto de votação do Projeto de Lei nº 6.366, de 2019, que institui o Dia Nacional das Defensoras e Defensores de Direitos Humanos.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de adiamento da votação,Projeto de lei ordinária,Maioria parlamentar,Voto contrário
Ler a transcrição oficial
O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, a Maioria orienta "não". Nós queremos votar o projeto hoje, porque entendemos que é importante. Sr. Presidente, com todo respeito à Deputada que me antecedeu, eu acho que nós não estamos discutindo a posição individual do Deputado ou da Deputada A, B ou C. Nós estamos discutindo um projeto que dá visibilidade aos defensores e às defensoras dos direitos humanos, o que é muito maior, o que é muito mais amplo do que cada um de nós individualmente. Por isso, nós orientamos "não", Sr. Presidente. - 05/05/2025
O Deputado discutiu o Projeto de Lei nº 6.366, de 2019, que institui o Dia Nacional das Defensoras e Defensores de Direitos Humanos.
Palavras-chave oficiais: Discussão,Projeto de lei ordinária,favorável
Ler a transcrição oficial
O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados e Sras. Deputadas, nós somos um dos países que mais matam defensores e defensoras de direitos humanos no mundo todo. Nós somos um dos países que têm a terceira ou a quarta maior população carcerária. Inclusive, aqui em Brasília, na Comissão de Direitos Humanos, acompanhamos um pedido feito e foi aprovado na Comissão este ano para que a própria Comissão, que também tem defensores e defensoras de direitos humanos, visite os presos do 8 de Janeiro. Ou seja, para fazer esse tipo de manifestação, para fazer esse tipo de intervenção, há defensores e defensoras de direitos humanos. Para ir, quando necessário, a locais aonde muitos não vão porque não querem, não vão porque não podem ou não vão porque não concordam com aquelas pessoas que estão lá, os defensores e defensoras vão. Para que nós façamos dias e dias, muitas vezes, de funerais de defensores e defensoras de direitos humanos, de homens e mulheres defensores de direitos humanos, nós servimos. Agora, para fazer um único dia para lembrar essas pessoas, parece que aí não pode. Aí ofende algumas suscetibilidades. Aí é dar demais para quem deu de menos. Ao contrário, nós deveríamos ter 365 dias dedicados a homens e mulheres que colocam a sua vida em risco para fazer a defesa daqueles que não têm vez, que não têm voz. Esse é o papel de homens e mulheres que entendem que, se nós temos uma sociedade desigual, nós não podemos nos conformar com a desigualdade, seguindo aquilo que, muitas vezes, nós ouvimos inclusive do Papa Francisco. Nós que fazemos políticas temos a obrigação de fazer com que a desigualdade não seja diminuída, mas que a desigualdade acabe. A desigualdade só acaba quando há pessoas que se interessam solidariamente por outras pessoas. A desigualdade só acaba quando aqueles que têm condições de falar possam fazê-lo em nome daqueles e daquelas que não o podem fazer, porque estão nos presídios, porque estão nas periferias, porque estão à margem da sociedade. Esses que fazem são justamente os defensores e as defensoras de direitos humanos. Nós estamos, Deputada Benedita da Silva, a vida toda fazendo isso numa situação privilegiada, porque estamos dentro do Parlamento. Agora, quem está, muitas vezes afastado das cidades, fazendo isso é um herói nacional. E é por eles que nós vamos aprovar hoje um projeto que institui o Dia Nacional das Defensoras e Defensores de Direitos Humanos, pois é um dia para esta Casa mais do que votar. É uma honra poder votar um projeto desse, porque isso nos dá dignidade, isso nos dá dimensão humana e nos dá empatia. Isso, de fato, nos torna humanos. Isso, de fato, nos torna solidários. Isso, de fato, nos torna homens e mulheres defensores de direitos humanos. Por isso, votamos "sim" ao projeto, Sr. Presidente. - 05/05/2025
O Deputado contestou as acusações que responsabilizam o atual Governo pelas fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), afirmando que a maior parte das entidades investigadas teve contratos firmados ainda durante a gestão Bolsonaro, a partir de 2019. Esclareceu que o escândalo só está sendo apurado agora porque a Polícia Federal (PF) atua com autonomia, ao contrário do que ocorria anteriormente. Por fim, defendeu a investigação completa dos fatos, mas criticou o uso político do caso e o que chamou de "informações tendenciosas e falsas" disseminadas por adversários.
Palavras-chave oficiais: Instituto Nacional do Seguro Social (INSS),Fraude,Governo federal,Polícia Federal (PF),investigação
Ler a transcrição oficial
O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Obrigado. Sr. Presidente, nós estamos assistindo todos os dias a uma série de informações a respeito do que aconteceu no INSS, mas algumas são absolutamente tendenciosas. Eu me refiro especificamente ao processo que começa em 2019. Das onze entidades que estão sendo investigadas, nove são do período do Governo Bolsonaro. Eu estou dizendo isso porque me parece que é preciso que se coloquem as coisas no lugar em que de fato elas devem estar. A situação deve ser investigada? Sim, com certeza. Mas por que não foi investigada em 2019? Por que não foi investigada em 2020? Aqueles que falam tanto, ou melhor, gritam, Sr. Presidente, que a culpa é do Lula, sabem que não é verdade, sabem que isso está sendo investigado pela Polícia Federal agora porque a Polícia Federal não tem amarras como tinha no Governo anterior. Eu espero sinceramente, Sr. Presidente, que isso seja esclarecido e que aqueles que erraram paguem pelo que fizeram, inclusive quando falam mentiras e besteiras. Obrigado, Sr. Presidente. - 29/04/2025
O Deputado orientou a bancada na votação do PRLP 2- art. 11.I. apresentado ao Projeto de Lei nº 3.469, de 2024, que altera a Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986 – Código Brasileiro de Aeronáutica, e a Lei nº 7.957, de 20 de dezembro de 1989, para dispor sobre medidas de aumento da capacidade de resposta do Poder Público frente às ocorrências de incêndios florestais e demais hipóteses que especifica.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Dispositivo legal,Projeto de lei ordinária,Base de apoio político
Ler a transcrição oficial
O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, o Governo orienta "sim", porque nós entendemos que o projeto prevê questões emergenciais, excepcionais. Acho que todos os argumentos podem ser válidos, mas precisam ter o mínimo de lógica, o mínimo de raciocínio. Eu fico me perguntando o que diriam se uma licitação feita no Rio Grande do Sul, durante a enchente, fosse deserta. O que diriam? "Vamos esperar mais um tempo. A licitação foi feita, mas houve recurso. Vamos esperar mais um tempo." Isso não existe! Talvez não saibam o sentido da palavra "emergência". É bom que peguem o dicionário e deem uma olhadinha, pois precisam saber o que significa a palavra "emergência". Este projeto é justamente para emergências climáticas, para situações em que não se está num momento normal, de naturalidade. Por isso, nós orientamos "sim", Sr. Presidente. Eu fico me perguntando se, no momento de um incêndio, a Oposição vai dizer que precisa... (Desligamento do microfone.) O voto é "sim", Sr. Presidente. - 29/04/2025
O Deputado orientou a bancada na votação do § 4º do Art 6º do substitutivo, apresentado ao Projeto de lei nº 3.469, de 2024, que altera a Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986 – Código Brasileiro de Aeronáutica, e a Lei nº 7.957, de 20 de dezembro de 1989, para dispor sobre medidas de aumento da capacidade de resposta do Poder Público frente às ocorrências de incêndios florestais e demais hipóteses que especifica.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Dispositivo legal,Projeto de lei ordinária,Maioria parlamentar,Voto favorável
Ler a transcrição oficial
O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - A Maioria vota "sim", Sr. Presidente. Mas eu quero fazer aqui um diálogo sobre o argumento. É verdade que a Oposição tem que derrubar o projeto, até porque ele permite que o Governo avance, e não é esse o objetivo da Oposição e ela está no seu direito. Agora, o argumento é muito ruim, Sr. Presidente. Se for por essa lógica, eu faço uma pergunta aos Srs. Deputados e às Sras. Deputadas que têm emenda parlamentar. Ao se fazer destinar uma emenda para uma Prefeitura ou para algum tipo de obra, e dá errado, é o Deputado que é responsável? Se for por essa lógica, V.Exas. vão pagar por todas as confusões que os Prefeitos fizerem quando usarem o dinheiro das emendas de forma irresponsável. Aí, meu Cristo, não vai mais... Aí, eu quero ver o argumento. Se vale para Chico, vale para Francisco. Então, quer dizer que o Deputado que destinou emenda para o Município X, mas o recurso foi utilizado de forma errada, ele vai pagar? Alguém aqui vai pagar? Conversa fiada! Portanto, vamos ter argumentos, mas argumentos lógicos, Sr. Presidente, senão eu acho que a coisa pega de um jeito que não funciona. Nós orientamos "sim" ao texto e "não" à emenda. - 29/04/2025Breves Comunicações
O Deputado repudiou as tentativas de responsabilizar exclusivamente o atual Governo pelo escândalo de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), afirmando que os desvios começaram em 2019, durante a gestão de Jair Bolsonaro, quando foram liberadas associações sem critérios e sem fiscalização. Destacou que apenas a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG) compareceu à convocação para prestar esclarecimentos, enquanto as demais entidades envolvidas se ausentaram. Defendeu uma investigação rigorosa, mas criticou o que chamou de tentativa de criar uma narrativa seletiva, similar à da Lava Jato. Além disso, denunciou o sucateamento do INSS sob o Governo anterior, com a perda de 8 mil funcionários e a falta de peritos, como na região de União da Vitória (PR), sem atendimento há dois anos. Finalizou pedindo responsabilidade e investigação ampla, rebatendo a ideia de que os problemas começaram apenas em 2023.
Palavras-chave oficiais: Instituto Nacional do Seguro Social (INSS),Aposentado,Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI),Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG),Operação Lava Jato,União da Vitória (PR)
Ler a transcrição oficial
O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, mais uma vez, hoje, nós ouvimos falar a respeito da situação do INSS, que, sem dúvida nenhuma, é preocupante. É preciso, Deputado Padre João, que as coisas sejam ditas como devem ser ditas. Parece que o escândalo do INSS começou em 2023, foi descoberto em 2023, em 2024, e não acontecia nada antes, Deputada Adriana Ventura, nada. Parece que antes era tudo correto, tudo certinho. Mentira! A roubalheira tem nome e identidade, começou com Jair Bolsonaro, em 2019, quando liberou uma série de instituições e de associações sem nenhum critério. Hoje, foram convidadas para vir aqui todas as associações. Sabe quem veio das onze? Só a Contag. Só a Contag estava lá. A Vânia, que é a primeira mulher Presidente da Contag, de 61 anos, estava lá para dar explicações. Os outros não apareceram. Ninguém veio. Ninguém falou nada, ninguém quis dar satisfação. Então, parece que a coisa começou agora. Ao contrário, a partir de 2023, começaram as investigações. Nós queremos, sim, que haja uma investigação rigorosa. E não venham querer fazer o mesmo jogo que fizeram lá na Lava-Jato, porque não vai colar. Quem fez, que pague. E quem iniciou, quem deixou, quem propiciou que essas coisas acontecessem, também tem que pagar, porque senão fica muito fácil. Parece que a coisa acontece de um dia para outro, como se nada houvesse antes, como se estivéssemos vivendo num mundo de seriedade, o que não é verdade. Jair Bolsonaro fez todas as suas estripulias durante a pandemia. Colocou vacina onde não deveria colocar, tentou comprar vacina errada, colocou oxigênio onde não deveria colocar, fez todo tipo de confusão possível. E agora parece que é um santinho, um coitadinho, aliás, um homenzinho coitadinho que está tentando dar os seus passinhos lá no hospital. Mentira! Todo mundo sabe o que ele fez. Nós temos problemas, sim, no INSS. Há falta de peritos. É preciso que se investigue por que os peritos não estão trabalhando, por que os peritos não vão, Sr. Presidente, ao local de trabalho. Como eu já falei aqui, União da Vitória, região centro-sul do Paraná está sem perito há 2 anos. É preciso que o INSS investigue isso. É preciso que o INSS responda por que houve o apagão hoje por isso, não há condições de ter dados; por que ele não tem funcionários suficientes; por que perdeu, durante o Governo Jair Bolsonaro, 8 mil funcionários. É isso que nós queremos que seja investigado, assim como os outros fatos. Então, não venham traçar um perfil que antes era uma maravilha, porque antes era uma roubalheira danada e nada se investigava. Só começou a se investigar em 2023, porque Lula terminou... Sr. Presidente, peço que meu pronunciamento seja divulgado no programa A Voz do Brasil e em todos os órgãos de comunicação da Casa. Obrigado. - 29/04/2025
O Deputado rememorou os 10 anos do episódio conhecido como massacre de 29 de abril, ocorrido no Paraná, durante a gestão do então Governador Carlos Alberto Richa. Relatou que, à época, milhares de servidores públicos protestaram contra um projeto que alterava as regras da previdência estadual e permaneceram acampados por mais de dez dias em frente à Assembleia Legislativa. Destacou que, no dia da votação, a repressão foi violenta e sem precedentes, resultando em mais de 280 pessoas feridas. Ressaltou que muitos manifestantes foram atingidos por balas de borracha e que a brutalidade policial marcou profundamente a memória dos servidores. Ao final, afirmou que, apesar da violência sofrida, os trabalhadores seguem mobilizados na defesa de seus direitos.
Palavras-chave oficiais: Violência policial,Paraná,Manifestação pública,Servidor público,Ex-governador,Direito previdenciário,Reforma previdenciária,Governo estadual
Ler a transcrição oficial
O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, hoje, dia 29 de abril, nós precisamos fazer o registro do que ocorreu 10 anos atrás no Paraná. Dez anos atrás, nós tínhamos um projeto que o recém-eleito Governador Carlos Alberto Richa, agora Deputado Federal, havia enviado à Assembleia Legislativa para mudar as regras da previdência. E houve uma grande manifestação de servidores públicos. Milhares de servidores públicos, durante mais de 10 dias, estiveram acampados nos gramados em frente à Assembleia Legislativa. Quando o projeto foi votado, houve uma repressão sem precedentes na história do Paraná. Nós tivemos mais de 280 pessoas feridas. Nós tivemos o estoque de bombas de gás lacrimogêneo da Polícia Militar praticamente esgotado, com muitas pessoas feridas com balas de borracha, e aquilo ficou para sempre na memória de todos os servidores públicos. Então, eu faço o registro do que ficou consignado como o massacre de 29 de abril, mas os servidores continuam lutando pelos seus direitos. Obrigado, Sr. Presidente. - 28/04/2025
O Deputado orientou a bancada na votação do Projeto de Lei nº 363, de 2025, que altera a Lei nº 14.399, de 8 de julho de 2022, que institui a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Projeto de lei ordinária,Base de apoio político,Governo,Voto favorável
Ler a transcrição oficial
O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - O Governo vota "sim", Sr. Presidente, por entender que é importante que nós possamos concluir a votação. Eu ouvi, muitas vezes, falarem: "Vamos consultar, vamos consultar e vamos consultar, porque é muito dinheiro". Muito dinheiro é pagar 970 bilhões de reais, todos os anos, de serviço de dívida, muito dinheiro é perder 6 bilhões de reais no INSS, o que começou lá no Jair Bolsonaro. Agora, disso ninguém quer falar. Portanto, votamos "sim", Sr. Presidente. - 28/04/2025
O Deputado orientou a bancada na votação do § 9º do artigo 6º da Lei nº 14.399, de 2022, alterado pelo artigo 4º do Substitutivo apresentado ao Projeto de Lei nº 363, de 2025, que institui a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.".
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Projeto de lei ordinária,Dispositivo legal,Maioria parlamentar,Voto favorável
Ler a transcrição oficial
O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, a Maioria vota "sim" ao texto e "não" ao destaque, porque entende que é preciso que a cultura, de fato, seja reconhecida. Nós estamos muitas vezes criando uma relação como, aliás, já falavam aqui de frente para a Europa e de costas para a América Latina. Muita gente conhece e admira, e obviamente tem motivos, a cultura europeia, vai para os Estados Unidos conhecer tudo o que tem lá, reconhece que há méritos, vai para a França, conhece mais os museus da França do que os do Brasil. Agora, quando há um projeto de lei para que se coloquem recursos de fato, parece que a ignorância... Ainda bem que ignorância não dói. Se doesse, muita gente ia ficar gritando o tempo todo. É impossível que não se veja que esses recursos estão sendo aplicados e geram mais recursos. Não é doação, não é doação, é investimento. A gente já falou aqui que o que se faz retorna, Sr. Presidente. Por isso, "sim" ao texto e "não" ao destaque. - 28/04/2025
O Deputado orientou a bancada na votação do § 7º do art. 6º da Lei nº 14.399, de 2022, alterado pelo art. 4º do Substitutivo apresentado ao Projeto de Lei nº 363, de 2025, que altera a Lei nº 14.399, de 2022, que institui a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. Em seguida, afirmou que o esquema fraudulento no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) teve início no Governo de Jair Bolsonaro, a quem responsabilizou diretamente pelo rombo.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Dispositivo legal,Substitutivo,Projeto de lei ordinária,Federação Brasil da Esperança (FE BRASIL),Voto contrário Ex-presidente da República,Fraude,Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
Ler a transcrição oficial
O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, a Federação Brasil da Esperança vota "sim" ao texto e "não" ao destaque. É preciso esclarecer, Sr. Presidente, que a indústria da cultura é a segunda em muitos países. Em alguns casos, ela é a primeira indústria. Eu não sei se o lado de lá conhece isso, mas deveria conhecer. Quando nós falamos em investir na cultura, é diferente do que eles pensam, porque é consultar a população, saber se a população quer colocar o seu imposto ali. Olhe, há outras coisas a serem consultadas, Sr. Presidente, inclusive emendas. Se for para consultar, vamos consultar tudo. Agora, quando falam isso, eu gostaria também de esclarecer que ouvi alguém aqui dizer que, depois, acontecerá como aconteceu no INSS. Não vai acontecer. Sabe por que, Sr. Presidente? Sabem por que, Srs. Deputados, não vai acontecer? Porque o INSS está vivendo hoje esta tragédia que começou no Governo de Jair Bolsonaro. O pai de toda a roubalheira do INSS chama-se Jair Bolsonaro. Mas ele não vai ter vez, porque, em breve, vai estar em um lugar muito tranquilo, com muito amigo, jogando futebol, talvez, à tarde. - 28/04/2025
O Deputado orientou a bancada na votação do substitutivo oferecido ao Projeto de lei nº 363, de 2025, que altera a Lei nº 14.399, de 8 de julho de 2022, que institui a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Substitutivo,Projeto de lei ordinária,Federação Brasil da Esperança (FE BRASIL),Voto favorável
Ler a transcrição oficial
O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - A Federação Brasil Esperança vota "sim", contra o obscurantismo, Sr. Presidente. É preciso aprovar o projeto para que, de fato, a cultura seja não só uma proposta, mas uma realidade. Voto "sim".
Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 22/12/2023 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.