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Detector de Bananada
Foto de Tadeu Veneri

Deputado · Câmara

Tadeu Veneri

PT · PR

Esquerdapor que esse rótulo?● Em exercício

Nome civil: Antonio Tadeu Veneri · 73 anos

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Bananômetro

Bananômetro: 85 de 100, Cara Bom0406080100

85/100

Cara Bom

Aparece, vota e trabalha.

Nota maior que a de 79% dos deputados · média do partido: 80

Por que essa nota?
  • Presença em sessõespeso 40% · 98%

    Aparece para trabalhar?

  • Participação em votaçõespeso 35% · 84%

    Vota quando precisa? (votações com registro de nome)

  • Iniciativas que avançarampeso 15% · 46%

    Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)

  • Atividade na tribunapeso 10% · 94%

    discursos na tribuna (percentil)

A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?

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Como vota · Mandato atual (2023–2027)

Vota com o governo 97%das 749 votações em que o líder do Governo pediu Sim ou Não e ele votou

Vota com o próprio partido 98%das 776 votações em que o partido (ou a federação) pediu Sim ou Não e ele votou

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E-mail
dep.tadeuveneri@camara.leg.br
Telefone
(61) 3215-5952
Gabinete
Gabinete 952, Anexo IV, 9º andar – Câmara dos Deputados, Brasília-DF

Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.

Números de Mandato atual (2023–2027)

Presença nas sessões

98%

Esteve em 385 de 391 sessões

Melhor que 84% dos deputadosMédia do partido: 95%

Votou nas votações

84%

Registrou voto em 944 de 1.128 votações nominais

Melhor que 57% dos deputadosMédia do partido: 83%

Iniciativas que viraram lei

0

de 17 projetos apresentados (0%)

2 avançaram · 9 em andamento · 6 arquivados ou rejeitados

Alinhamento com o governo

97%

Em 749 votações em que o Governo orientou

Mais governista que 89% dos deputadosMédia do partido: 98%

A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.

293 discursos na tribuna · de 08/02/2023 a 13/10/2026.

  • 13/10/2026Breves Comunicações
    Ler a transcrição oficial
    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente em exercício, Deputado Messias Donato, quero cumprimentá-lo, bem como os Deputados e Deputadas nesta sessão, que praticamente reabre os trabalhos depois das eleições. Quero deixar claro, Sr. Presidente, que as nossas preocupações continuam sendo as mesmas. A nossa preocupação hoje, dia 13, é com o resultado da eleição que acontecerá, Deputado Bohn Gass, daqui a 12 dias. Nós não temos dúvida de que há hoje uma onda que preocupa muito Flávio Bolsonaro, preocupa muito a Direita e preocupa mais ainda a Extrema Direita, em que pese todo o resultado do primeiro turno, porque muitos daqueles que não votaram, se abstiveram ou não foram por alguma razão votar, hoje dizem claramente que neste segundo turno irão votar. E por que irão votar? Porque o processo mostra que, se nós continuarmos na caminhada que foi o primeiro turno — e não sou eu quem diz isso —, com a eleição em uma pessoa que, segundo o Estado de São Paulo, representaria alçar o crime organizado ao posto mais alto da República, que é a Presidência... Esse mesmo jornal, que é conservador — por isso a Direita não pode acusá-lo de estar fazendo qualquer tipo de proseletismo em favor dessa ou daquela candidatura —, retrata uma realidade. Se nós olharmos o histórico de Flávio Bolsonaro, se nós olharmos o histórico da sua campanha, com a falta de explicações, com a falta de um projeto político, com a falta de um programa de Governo que seja sustentável, e o histórico da sua família, do seu pai, nós não teremos dúvida de que o jornal Estado de São Paulo está correto quando diz que, elegendo Jair Bolsonaro, nós estaríamos numa situação difícil. Elegendo agora o seu filho, nós estaremos uma situação mais difícil ainda, porque é o mesmo homem que tem relações, ou teve relações, pelo menos, durante o período em que estava no Rio de Janeiro, com o escritório do crime, quando coloca no Capitão da Nóbrega uma medalha, e com outras situações ainda não explicadas, Sr. Presidente, como a compra de uma quantidade enorme de imóveis com dinheiro em espécie. nós não temos dúvida de que o Estado de S. Paulo está correto quando diz que elegendo Jair Bolsonaro nós estaríamos numa situação difícil. Elegendo agora seu filho, nós teremos uma situação muito mais difícil ainda, porque é o mesmo homem que tem relações, ou teve relações, pelo menos, durante o período em que estava no Rio de Janeiro, com o escritório do crime, quando coloca uma medalha no Capitão da Nóbrega, com outras situações ainda não explicadas, Sr. Presidente, como é a compra de uma quantidade enorme de imóveis com dinheiro em espécie. Ninguém explica isso. E Flávio Bolsonaro continua sendo aquela pessoa que não vai a debate, não participa de nenhum tipo de polêmica, se diz sempre a pessoa mais correta do mundo, mas não explica de onde saem os recursos para todas as aquisições que fez, e nós sabemos o que vai acontecer com o nosso País. Flávio Bolsonaro diz que o seu exemplo é Milei. Hoje, alguns jornais trazem, os senhores acompanharam, as senhoras acompanharam, alguns jornais trazem aquilo que está acontecendo na Argentina. Não é mais fila do osso; é briga por comer gatos; gatos, matando gatos na periferia. É briga por carne de burro. Argentina que foi um modelo, inclusive, de agricultura e pecuária. Esse é o modelo que querem trazer novamente para nós. Nós temos 12 dias, 12 dias que vão mudar essa história. E aqui, volto a dizer, independentemente de qualquer outra coisa, hoje há uma onda, que não houve no primeiro turno e há muito tempo, Deputado Bohn Gass, há muito tempo não se via. Foi no Rio Grande do Sul, foi no Paraná, foi em São Paulo, foi no Rio de Janeiro, foi na Bahia, em todos os Estados brasileiros, Deputado Messias Donato, há uma onda de centenas, de milhares de pessoas que estão nas ruas. E isso vai fazer com que Lula, daqui a 12 dias, ganhe as eleições presidenciais do nosso País. A preocupação é tão grande que nós temos, e eu, na Comissão de Direitos Humanos, aqui há 4 anos, e fiquei 14 anos, aliás, V.Exa. também na Comissão de Direitos Humanos, me preocupa muito, e eu não atribuo isso a uma candidatura, mas me preocupa muito, Sr. Presidente, que ontem alguns ditos pecuaristas, que eu não acredito que sejam pecuaristas, mandando recado para indígenas, dizendo que, a partir do dia 25, eles vão retomar áreas de terras que são ocupadas por indígenas. Está na Folha de S. Paulo de hoje. Ora, nós estamos solicitando à Comissão de Direitos Humanos que envie formalmente, à Presidenta da Comissão de Direitos Humanos formalmente envie uma solicitação à Polícia Federal para que apure isso. Não é possível que algumas pessoas, ou entidades, sabe-se lá quem, comecem a fazer, antes mesmo de acontecerem as eleições, determinadas ilações que nós já sabemos como terminam. Eu acompanhei a situação indígena no Paraná, acompanhei a situação indígena no Mato Grosso, e eu sei o que irá acontecer se esse tipo de ameaça prosperar. Por isso, Sr. Presidente, fica aqui o respeito a todos aqueles que concorreram, o respeito a todos aqueles que foram eleitos ou não foram eleitos, mas participaram, mas o meu repúdio àqueles que criam fake news todos os dias; o meu repúdio àqueles que dizem que se Lula ganhar a eleição, nós, primeiro iríamos virar uma Venezuela. Aliás, disse o seu Ministro anterior, Jair Bolsonaro, que primeiro iríamos virar Argentina, depois a Venezuela. Hoje, nós estamos vendo que é o que virou Argentina e o que virou a Venezuela. Então, Sr. Presidente, fica aqui a nossa expectativa, a nossa esperança. Dia 25, o Brasil vai, de fato, se reencontrar com o seu futuro, e não com o seu passado, elegendo Lula novamente, Lula, Presidente do Brasil. Obrigado, Sr. Presidente.
  • 02/09/2026Breves Comunicações

    O Deputado criticou a moral seletiva da Direita e de parte da imprensa no tratamento dado aos casos envolvendo Daniel Vorcaro, o Ministro Alexandre de Moraes e o Ministro André Mendonça. Sustentou que houve cobrança desigual de explicações, apontou supostas omissões sobre encontros com banqueiro, investigações e o caso ligado a Flávio Bolsonaro, e afirmou que a situação teria a finalidade de anular processos. Por fim, defendeu que todas as pessoas envolvidas prestassem esclarecimentos.

    Palavras-chave oficiais: Ministro do Supremo Tribunal Federal,Banco Master,Direita política,esclarecimento,investigação

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, eu acho estranho esse conceito seletivo que a Direita e parte significativa da imprensa têm tido com relação tanto ao caso Vorcaro quanto ao Ministro Alexandre de Moraes. É algo que chama atenção porque o Ministro Alexandre de Moraes tem que se explicar — obviamente que precisa —, mas o Ministro Mendonça parece que não tem que dizer nada. Não precisa falar por que o seu alfaiate ia fazer um terno para ele encontrar com o banqueiro. Não precisa dizer que encontrou com ele em São Paulo. Não precisa dizer que o recebeu no STF. Não precisa dizer que mandou fazer investigações sem que a PGR tivesse solicitado. Não precisa dizer que tudo o que está fazendo pode levar à nulidade, inclusive, das investigações sobre Bolsonaro. Não fala nada! O Ministro Mendonça não toca no assunto do famoso filme, nem nos 70 milhões que já foram, segundo ele, destinados ao filme. É uma moralidade seletiva. Uma moralidade seletiva! É fora para cá, fora para lá, mas, na hora de pegar aquele que protege Bolsonaro, aquele que protege a família, aquele que não quer de jeito nenhum que seja quebrado o sigilo fiscal e telefônico, nada acontece. Até agora, o Senador Flávio Bolsonaro não foi incomodado. Ele parece um santo. É aquele famoso "santinho do pau oco", de que se falava muito no Brasil Colônia, Deputada Erika Kokay. Usavam o santo para roubar ouro. Parece que o Senador Flávio Bolsonaro é o santinho do pau oco. É todo puro: "Ah, eu não sabia. É verdade que levaram mais 5 milhões? É verdade que colocaram mais 7 milhões? Eu não estava sabendo". E o filme? "Também não estava sabendo do filme." É quase um santo esse Senador Flávio Bolsonaro, se tudo isso não fosse mentira. Eu fico muito preocupado, Sr. Presidente, porque esse conceito de moral seletiva é o mesmo conceito da Lava-Jato; é o mesmo conceito que levou este País a uma desindustrialização sem precedentes; é o mesmo conceito daqueles que não têm argumentos. Não estou dizendo que o Ministro Alexandre de Moraes não deve dar satisfação. Deve sim, mas por que só ele? Por que Mendonça não precisa dizer por que recebeu o banqueiro na sua empresa em São Paulo? Por que ele não diz que recebeu o banqueiro no STF? Por que ele não disse que deu um drible, segundo os próprios juízes, na própria Polícia Federal? Na verdade, o que se está fazendo é uma grande encenação. O que se está buscando é a anulação de todo o processo que vai levar o Senador Flávio Bolsonaro para a cadeia. E não adianta chorar: faz, faz, faz, com uma mão e esconde com a outra. Sr. Presidente, eu acho que quem exige que o Senado faça com que o Ministro tenha que se explicar precisa dizer que o Ministro Mendonça também tem que se explicar. Ou será que só vale pau que bate em Chico e não bate em Francisco? Para nós, não. Se há explicação para ser dada, é para todos aqueles que estão envolvidos, e isso inclui o Ministro Mendonça.
  • 02/09/2026

    O Deputado orientou a bancada na votação do substitutivo oferecido ao Projeto de Lei nº 4.952, de 2026, que transforma os Cefets de Minas Gerais e do Rio de Janeiro em universidades federais. Esclareceu, ainda, que a preocupação dos professores com a carreira foi superada após o Tribunal de Contas da União (TCU) reconhecer que docentes da carreira de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) podem lecionar em universidades.

    Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Substitutivo,Projeto de lei ordinária,Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG),Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ),Universidade federal,transformação,Maioria parlamentar,Voto favorável Tribunal de Contas da União (TCU),Professor,Educação tecnológica,Universidade,atuação

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - A Maioria, Sr. Presidente, orienta "sim", porque entende o seguinte: nós, no Paraná, nós temos uma única universidade tecnológica, foi a primeira; era o Cefet, passou a ser a universidade tecnológica. É a universidade que tem o maior número de cursos de Engenharia do Brasil. Hoje, com as nossas duas novas universidades, que vão ser criadas, tanto em Minas Gerais como no Rio de Janeiro, nós vamos ter um sistema. E a preocupação que o Deputado Tarcísio colocou aqui com relação àqueles professores que estão lá, e que têm preocupação com sua carreira, essa preocupação foi superada, e nós já falamos com o Deputado Tarcísio, quando o TCU reconheceu que os EBTTs, mesmo tendo sido contratados para a escola técnica, podem dar aula na universidade. Acho que isso é um passo histórico, Sr. Presidente. Isso mostra, mais uma vez, o compromisso que o Governo Lula tem com ciência, tecnologia, extensão e pesquisa. Então, o voto é "sim", Sr. Presidente.
  • 02/09/2026

    O Deputado contestou as declarações do orador anterior e defendeu as ações do Governo Federal na educação, mencionando a expansão de universidades, a inclusão do ensino integral no Plano Nacional de Educação e a regulamentação da Educação a Distância (EaD), que concentra mais de 5 milhões de alunos. Além disso, contestou os índices do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) no Paraná, apontando distorções nos resultados estaduais e cobrando veracidade nos discursos em período eleitoral.

    Palavras-chave oficiais: Governo federal,Universidade,expansão,Plano Nacional de Educação (PNE),Ensino integral,Educação a distância,regulamentação,Paraná,Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb),Contestação

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, eu ouvi o orador que me antecedeu. São absolutamente injustas todas as afirmações que fez, é do meu Estado, eu respeito, mas está totalmente fora da realidade. Falar que nós temos um tanto de alunos no ensino superior — que é realmente maior no ensino superior privado do que no público — é esquecer a EaD que eles aprovaram. Hoje, essa EaD, que está sendo mudada por este Governo, tem mais de 5 milhões de alunos, Sr. Presidente. Parece que o Deputado não sabe disso; parece que não sabe que foi neste Governo que nós colocamos no Plano Nacional de Educação o ensino integral; parece que não sabe que este foi o Governo que mais criou universidades, inclusive, na sua região; parece que esqueceu que no Paraná nós temos, sim, o Ideb alto, mas porque ele é forjado, o que o seu Governador apoiou. Então, vamos parar de falar coisas que não são verdadeiras, porque eu acho que tempos eleitorais permitem tudo, menos mentira.
  • 01/09/2026Breves Comunicações

    O Deputado defendeu a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 221, de 2019, que extingue a escala 6 por 1 e reduz a jornada de trabalho, e criticou o Senador Flávio Bolsonaro por tentar impedir sua votação no Senado Federal. Além disso, destacou os benefícios da medida para o descanso, o convívio familiar, o lazer e os estudos dos trabalhadores. Ademais, recriminou o Senador por irregularidades relacionadas a recursos recebidos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e cobrou esclarecimentos sobre a destinação dos valores. Por fim, questionou os Parlamentares que cobram explicações do Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, mas não fazem a mesma cobrança ao Senador Flávio Bolsonaro.

    Palavras-chave oficiais: Proposta de Emenda à Constituição,redução,Jornada de trabalho,Senador,Partido Liberal (PL),Atuação parlamentar,Votação,Senado Federal Senador,Partido Liberal (PL),recursos,Ex-,Banqueiro,Banco Master,esclarecimento,Parlamentar,Cobrança,Ministro do Supremo Tribunal Federal

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Sr. Presidente. Srs. Deputados, Sras. Deputadas, nós hoje vamos ter certamente um dia histórico no Senado. Apesar de toda tentativa de Flávio Bolsonaro de impedir que a escala 6 por 1 possa ser votada no dia de hoje, nós teremos a votação e aprovação na CCJ. Espero que seja hoje levado ao Plenário o projeto que definitivamente faz com que todos os trabalhadores e todas as trabalhadoras possam descansar 2 dias na semana, aliás, como fazem os Deputados, como fazem os bancários, há muito tempo, como fazem vários segmentos da sociedade. Parece que o Senador Flávio Bolsonaro não gostou da ideia que todos tenham 5 dias de trabalho e 2 dias de descanso. Ele insiste em dizer que é preciso debater melhor o assunto. Debater melhor qual assunto, Sr. Presidente? Se ele já está em pauta há muitos meses. Esse tema vem se arrastando desde 1988. Talvez o Senador Flávio Bolsonaro esteja mais preocupado com a rachadinha, com a sua fábrica de chocolate milionária. Aliás, através do chocolate, ele conseguiu comprar uma mansão de 12 milhões de reais, 5 milhões de reais. Talvez o Senador Flávio Bolsonaro esteja mais preocupado em impedir que a sua candidatura afunde, definitivamente, porque sabe que o Presidente Lula articulou e conseguiu fazer com que esse projeto fosse aprovado aqui e, através do diálogo, seguisse para o Senado, onde deve ser aprovado. Eu sempre digo que o choro é livre, Sr. Presidente. Pode-se chorar, pode-se espernear. O Senador Flávio Bolsonaro impede que os trabalhadores tenham só 1 dia a mais de descanso — 1 dia! — para que as mulheres e seus maridos possam estar em casa e cuidar dos filhos, tenham direito ao lazer, ao estudo, ao descanso, Deputado Kim. Parece que o Senador não gosta disso. Para ele, talvez, tenha que haver descanso só para si. Afinal de contas, em uma hora está nos Estados Unidos, em outra está com o secretário, o Ministro Justiça e Segurança Pública de El Salvador, sempre articulando contra o nosso País. Ele vai lá pedir que haja uma série de taxações, depois diz que não pediu nada. Para o Sr. Senador Flávio Bolsonaro — o homem contra o 6 por 1 —, mais uma informação que não é novidade. Afinal, ele mentiu sobre a rachadinha, mentiu sobre os milicianos, mentiu sobre aquele a quem deu uma medalha e fez tudo o que fez. Hoje, mente novamente e é pego na mentira. Ele é pego na mentira quando a revista Piauí afirma que o Senador Flávio Bolsonaro mentiu sobre o volume de recursos que a família recebeu do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, mas foi desmascarado pelo Coaf. Esse rapaz tem uma memória seletiva! Ele disse que não se lembrava de ter recebido, além da primeira parcela relacionada ao irmão, mais de 1 milhão e 600 mil dólares em 16 de setembro de 2025. Afinal, o que é, Deputado Chico Alencar, 1 milhão e 600 mil dólares? Não é nada! O Senador Flávio Bolsonaro até esqueceu o que recebeu! O homem esqueceu 1 milhão e 600 dólares, ou seja, 7 milhões de reais. Para o filme? Não é para o filme. Aliás, não prestou contas até hoje disso. O seu irmão está lá fazendo todo tipo de presepada. Ele já foi cassado aqui, está lá dizendo que não pode voltar para o Brasil, faz todo tipo de estripulia e não explica. Nós queremos saber. Falam tanto em escândalos. Sabe por que isso chega até aqui? Aliás, falaram aqui bastante do Ministro Alexandre de Moraes, que precisa sim dar explicações. Mas por que o Ministro Alexandre de Moraes precisa dar explicações e o Senador Flávio Bolsonaro não? Porque é seletivo, Sr. Presidente. Acontece isso porque a Polícia Federal investiga. Diferente do seu pai, o Sr. Jair Bolsonaro, que impedia que a Polícia Federal nem sequer chegasse perto dos seus filhos, diferente do período em que ele falava palavrões, que ninguém iria ferrar — e não era esse o termo — a família dele. Agora, a Polícia Federal investiga e publiciza, o STF publiciza. Senador Flávio Bolsonaro, chega de mentira, chega de enrolação! Conte logo onde colocou o dinheiro do "meu irmão", como diz V.Exa. Flávio Bolsonaro, chega de mentira, chega de enrolação. Conta logo onde botou esse dinheiro do “meu irmão”, como diz você. Fala logo onde é que colocou... Mas esqueceu mais de 1 milhão e 600 mil dólares. Amanhã aparece mais 1 milhão. É coisa pequena, e tem aqueles que defendem uma pilantragem dessas. Tem gente que vai lá e fala, com a boca cheia: “Precisamos investigar...”. Investigar quem? Investigar os outros, porque aqueles que estão perto de vocês não querem investigar, não. O Flávio Bolsonaro, que está fundando a campanha, ninguém quer investigar. Mas não adianta espernear, não adianta chorar. O Flávio Bolsonaro vai ter que se explicar. O Senador que não tem nenhum projeto, o Senador que não sabe sequer que recebe 1 milhão e 600 mil dólares, o Senador que não sabe para onde foi o dinheiro do filme — que, aliás, não é nem filme —, o Senador que tem um irmão envolvido com um monte, uma quantidade enorme de falcatruas, vai ter que se explicar. Sr. Presidente, peço que o meu pronunciamento seja colocado em todos os meios de divulgação da Casa. Obrigado.
  • 12/08/2026

    O Deputado destacou decisão de quatro Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou a devolução de valores recebidos por magistrados acima do teto salarial, em seis Estados e no Distrito Federal. Além disso, citou casos de pagamentos superiores a 100 mil reais e mencionou o recebimento de 3 milhões e 300 mil reais por um desembargador aposentado no Maranhão. Por fim, considerou a decisão exemplar e defendeu o cumprimento dos limites estabelecidos pela lei.

    Palavras-chave oficiais: Teto salarial,Magistrado,Decisão judicial,Ministro do Supremo Tribunal Federal,Desembargador,Maranhão

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, eu acredito que é necessário que se registre aqui nesta Casa que, hoje, quatro Ministros do STF fizeram algo inédito no nosso Judiciário: determinaram que os juízes que ganharam acima do teto salarial devolvam o dinheiro recebido com os penduricalhos. Essa ordem vale para magistrados de seis Estados e do Distrito Federal. É a primeira vez que isso acontece. Nós sabemos que penduricalhos são aquelas verbas que não estão previstas. Pelas regras do STF, o teto de juiz é 46 mil reais. Em cima disso, a lei permite dois blocos, que elevam a mais de 78 mil reais os salários. Entretanto, os exemplos são, Sr. Presidente, absurdos. No Maranhão, um desembargador aposentado teria recebido 3 milhões e 300 mil reais. Trezentos magistrados passaram de 100 mil reais só em abril. No Rio, centenas de juízes também receberam 100 mil reais num único mês. Em Rondônia, isso vale para 90% dos magistrados. Essa decisão alcança Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia e Distrito Federal. Os Presidentes dos Tribunais têm 72 horas para identificar quem recebeu acima do permitido e determinar a devolução. Acredito que isso é exemplar, Sr. Presidente. Obviamente, ninguém está acima daquilo que a lei determina. E quero aqui registrar, mais uma vez, que sempre entendemos que "penduricalhos" não são, em hipótese alguma, aceitos nem por nós, nem pela sociedade. Obrigado, Sr. Presidente.
  • 12/08/2026

    O Deputado orientou voto “não” à Emenda de Plenário nº 1, apresentada ao Projeto de Lei Complementar nº 114, de 2026, que reduz as alíquotas de tributos federais sobre a importação, a produção e a comercialização de óleo diesel rodoviário, biodiesel, gasolina, etanol e querosene de aviação. Argumentou que a proposta reduzia gastos essenciais do Estado e exigia cortes em despesas primárias para justificar compensações. Além disso, afirmou que já havia redução de preços, como a dos combustíveis, e que a medida buscava ampliar o superávit para pagamento da dívida.

    Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Emenda de plenário,Projeto de lei complementar,fixação,Renúncia fiscal,Receita orçamentária,Impacto econômico,Mercado internacional,Fonte de energia,Petróleo,Combustível,Federação Brasil da Esperança (FE BRASIL)

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - A Federação orienta "não", Sr. Presidente, porque, na prática, o que nós estamos fazendo é reduzindo gastos do Estado, aqueles gastos fundamentais para manter o Estado. O que se coloca nessa emenda "o destaque apresenta dispositivo que obriga a redução de despesas primárias para justificar as compensações". Olha, nós já estamos tendo compensação, nós já estamos tendo redução no preço por exemplo, dos combustíveis. Além disso, pretende-se fazer mais superávit para pagar a dívida. Por isso, nossa orientação é "não", Sr. Presidente.
  • 12/08/2026

    O Deputado orientou a Federação Brasil da Esperança favoravelmente ao Substitutivo do Projeto de Lei Complementar nº 114, de 2026, que trata da redução das alíquotas de tributos federais sobre a importação, a produção e a comercialização de óleo diesel rodoviário, biodiesel, gasolina, etanol e querosene de aviação. Além disso, destacou o acordo construído entre os partidos da Federação e a Relatora e esclareceu que a utilização do excedente dos recursos arrecadados com a venda do petróleo, inclusive para cobrir eventual déficit fiscal, não altera os percentuais constitucionais destinados à saúde e à educação.

    Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Substitutivo,Projeto de lei complementar,Renúncia fiscal,Combustível,Combustível de aviação,Alíquota,Tributo federal,acordo,Relatora,Recursos públicos,Petróleo,Deficit,Percentual constitucional,Saúde pública,Educação pública,Federação Brasil da Esperança (FE BRASIL),Voto favorável

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, a Federação orienta "sim", mas, antes, eu quero deixar claro que nós agradecemos à Relatora pelo consenso construído com o PCdoB, com o PT, com o PV, porque o projeto é importante. E, mais ainda, Sr. Presidente, quero lembrar aquilo de que nós estamos tratando é o plus, o excedente a ser gasto aqui. O excedente do valor arrecadado com a venda do petróleo será gasto aqui, inclusive, para cobrir o déficit fiscal, quando houver. Mas não se mexe no percentual constitucional da educação, não se mexe no percentual constitucional da saúde. Então, eu acho que é um acordo construído com os partidos da Federação e também com a Relatora. Por isso, o voto é "sim", Sr. Presidente.
  • 11/08/2026Breves Comunicações

    O Deputado criticou o ex-Deputado Deltan Dallagnol por buscar registrar sua candidatura ao Senado Federal, apesar de sua inelegibilidade determinada pela Justiça Eleitoral. Além disso, condenou a atuação de Dallagnol, do Senador Sergio Moro e da Juíza Gabriela Hardt na Operação Lava Jato, atribuindo-lhes prejuízos econômicos, perda de empregos e perseguição ao Presidente Lula. Ademais, destacou o afastamento de Gabriela Hardt e recriminou Sergio Moro por não participar de debate eleitoral. Por fim, manifestou apoio à reeleição do Presidente Lula e previu que Dallagnol não conseguirá disputar o Senado Federal e que Sergio Moro será derrotado na eleição para o Governo do Paraná.

    Palavras-chave oficiais: Ex-deputado federal,Candidatura,Senado Federal,Candidato a cargo eletivo,Inelegibilidade,Justiça eleitoral,Senador,Juíza federal,Operação Lava Jato,perseguição,Presidente da República,Partido dos Trabalhadores (PT),Debate eleitoral,Reeleição,Governador,Paraná,Eleições

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Sr. Presidente. Srs. Deputados, Sras. Deputadas, nós retornamos do recesso, no nosso Estado, no Paraná, não poderia ser diferente daquilo que muitos aqui já conhecem: A história se repete, a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa. Deputado Glauber, V.Exa. que viveu um período muito difícil aqui, vai entender o que nós estamos dizendo quando falamos de farsa. Acredita V.Exa. que o Deputado Deltan Dallagnol, cassado aqui nesta Casa, quer registrar a sua candidatura, mesmo o Tribunal Regional Eleitoral e o TSE tendo decretado que ele é inelegível? Mesmo assim, ele resolveu, o que interessa o tribunal dizer isso ou aquilo? Ele vai procurar registrar a candidatura, o tribunal tem 3 dias para manifestar-se. A partir daí... Tudo bem, Deputada Gleisi, agora candidata ao Senado, o que muito nos orgulha, bem-vinda. Deltan Dallagnol está fazendo uma dobrada, não poderia ser diferente. Com quem? Com Sergio Moro. Essa dupla fez um estrago no Brasil, fez um estrago no Paraná. Agora, o cassado quer, de qualquer jeito, ser candidato ao Senado, disse que se não puder vai colocar a sua mulher. O Senador Sergio Moro, que, no último domingo, deveria ir para o debate, fugiu do debate, desapareceu. Disse que estava com outros processos para resolver e não poderia ir ao debate porque o questionariam sobre determinados temas que ele não tinha a menor intenção de responder. Para completar o trio — eu não vou falar qual é, porque os três são conhecidos —, há aquela juíza famosa, a Gabriela Hardt, que, no primeiro depoimento do Presidente Lula, quando Lula perguntou do que estava sendo acusado, investigado, ela falou que era ele quem deveria responder e, se continuasse naquele tom com ela, iria ter problemas. Realmente, ela teve problemas: foi suspensa agora por toda a presepada que fez. O Deltan Dallagnol foi cassado, e o Senador Sergio Moro ainda irá responder por tudo o que fez. O senhor tinha razão, Deputado Glauber: na primeira vez em que Sergio Moro veio aqui, o senhor falou que ele seria conhecido como um juiz corrupto, um juiz ladrão, um juiz que tinha destruído o nosso País. Só na Odebrecht, cortou mais de 220 mil empregos. Mais de 4 milhões de trabalhadores perderam seus empregos. Hoje estão lá, parceiro, o Deltan querendo ser Senador, o Sergio Moro querendo ser Presidente e a Gabriela Hardt, que não pode querer ser coisa nenhuma, afastada, mas ainda quer continuar como juíza. Talvez essa não seja a tragédia, mas a farsa daqueles que pretenderam derrotar Lula, Sr. Presidente, e que hoje estão olhando de camarote Lula, a cada dia que passa, aproximar-se mais do quarto mandato. Lula será reeleito Presidente da República, com todo o choro. Aliás, o choro é livre. Mas Deltan Dallagnol não vai conseguir ser Senador. Sergio Moro, no segundo turno, não será Governador. E Gabriela continuará cuidando da sua vida, nos seus 2 anos, e talvez muito mais, de esquecimento. Obrigado, Sr. Presidente, Srs. Deputados. Peço que meu discurso seja colocado no programa A Voz do Brasil.
  • 15/07/2026

    O Deputado homenageou os 94 anos de fundação do Sindicato dos Bancários de Curitiba (PR) e Região Metropolitana e ressaltou sua trajetória na defesa da categoria. Além disso, relembrou o período de intervenção sofrido pela entidade, bem como sua reorganização por meio das oposições sindicais e das greves promovidas pela categoria. Por fim, parabenizou a diretoria do sindicato e destacou sua atuação em defesa dos trabalhadores do setor bancário.

    Palavras-chave oficiais: Homenagem,Aniversário de fundação,Sindicato,Bancário,Curitiba (PR),Região metropolitana,Deputado federal,Atuação parlamentar

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Sr. Presidente. Eu quero só fazer um registro. Neste mês de julho, o Sindicato dos Bancários de Curitiba, ao qual eu sou filiado — inclusive, durante muito tempo, eu fui Banco do Brasil e do Itaú —, completa 94 anos. Este é um sindicato que tem uma história, Sr. Presidente, como um dos sindicatos de bancários mais antigos do Brasil. Nós éramos o Sindicato dos Bancários do Paraná até a década de 30; depois, foi fundado o Sindicato dos Bancários específico de Curitiba e Região Metropolitana. Hoje, é um dos sindicatos que está entre os maiores em número de filiados do Brasil todo e é um sindicato que tem uma longa e importante história de lutas. Eu acho importante fazer este registro nesta Casa — nós estamos praticamente na última sessão deste semestre —, porque nós não podemos nos esquecer de todas as lutas que foram feitas, inclusive no período em que esse sindicato sofreu intervenção. Depois, nós o recuperamos através das oposições sindicais e de todas as greves que foram feitas. Agora, eu estou aqui para parabenizar a Diretoria do Sindicato dos Bancários de Curitiba, uma diretoria que tem sido extremamente eficiente e que luta contra, talvez, os patrões mais cruéis que nós temos, que é o sistema financeiro. O sistema financeiro — hoje, falaram muito sobre bets e fintechs — faz tudo o que pode para tirar da população muito mais do que dá. Então, hoje, ter o Sindicato dos Bancários completando 94 anos, com resistência e com história, é uma honra para mim. Obrigado pelo espaço.
  • 15/07/2026Breves Comunicações

    O Deputado alertou para o que chamou de epidemia das bets e dos jogos eletrônicos no Brasil, destacando o crescimento das apostas, a forte presença da publicidade e o patrocínio de clubes de futebol por empresas do setor. Citou dados sobre grandes volumes de recursos enviados às casas de apostas, impacto no varejo, endividamento de apostadores e aumento de casos de ludopatia e comportamentos de risco. Criticou a regulamentação atual por não limitar adequadamente a publicidade e comparou a dinâmica das apostas ao funcionamento de pontos de venda para pessoas viciadas, afirmando que bloquear o usuário em uma plataforma apenas o leva a buscar outra. Por fim, defendeu que a Câmara aprove uma lei específica para restringir a propaganda e deixar claro que as bets causam dependência e transtornos mentais.

    Palavras-chave oficiais: Aposta esportiva,Ludopatia,Publicidade,Patrocínio,Clube de futebol,endividamento,Vício (comportamento),restrição,Propaganda,Dependência psíquica,Transtorno mental

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Sr. Presidente, Srs. Deputados e Sras. Deputadas. Nós fizemos, hoje, um debate a respeito de uma situação pela qual o Brasil e o mundo atravessam, o Brasil especificamente, e V.Exa. acompanha, Deputado Otoni, que é a epidemia das bets. A epidemia dos jogos eletrônicos, com a Copa do Mundo, mostrou, talvez, a sua face mais cruel. Eu peguei alguns dados que eu gostaria rapidamente de passar, Sr. Presidente. Primeiro, porque eu entendo que o que nós temos, hoje, é uma grande quantidade de pessoas que está deliberadamente viciada em jogos por meio de propaganda que mostra cores diferentes, bichinhos diferentes, dizendo que a bet é a alma do brasileiro, fazendo, a cada 30 segundos, uma intervenção. Dos vinte times que estão na Serie A do Brasileirão, treze são patrocinados por bets, e os jogadores fazem propaganda. Há uma publicidade para que você compre a ideia de que, em algum momento, você vai ganhar do algoritmo daquela empresa, daquela bet. Os números, Sr. Presidente, são assustadores! Só durante a Copa do Mundo, até 7 de julho de 2026, os brasileiros enviaram mais de 750 milhões de reais para as casas de apostas. Em 2024, os brasileiros transferiram, Sr. Presidente, 240 bilhões de reais para empresas de apostas. Apenas no primeiro trimestre de 2026, o setor movimentou aproximadamente 30 bilhões de reais por mês. Em 2025, as bets investiram mais de 1,4 bilhão em publicidade, sendo, hoje, uma dos principais fornecedoras de publicidade. Em 2026, além de treze clubes brasileiros da Serie A serem patrocinados pelas bets, nós temos também o efeito desse crescimento que já aparece na saúde pública. Hoje, 1,4 mil brasileiros preenchem os critérios de transtorno de jogo, ludopatia, doença reconhecida pela Organização Mundial de Saúde, e 10 milhões de pessoas apresentam comportamento de risco relacionado a apostas. O impacto também é econômico. Entre janeiro de 2023 e março de 2026, estima-se que 143 bilhões de reais tenham sido drenados do varejo brasileiro para apostas; 86% dos apostadores acumulam dívidas e 64% já estão negativados. Um último dado, Sr. Presidente: 79% dos brasileiros defendem limitar a publicidade. É sobre isso que eu quero falar nesses últimos segundos. Esta Casa, entre aspas, "regulamentou as apostas legais", porque as ilegais continuam sendo muitas, o crime organizado está lá, as fintechs estão lá. Agora, legalizou, mas não coibiu a publicidade que praticamente ocupa 24 horas todas as redes de televisão, rádio, todos os streamings, tudo o que existe. É impossível. Dizem: "Ah, não, a pessoa que tem menos de 18 anos não pode jogar, porque no Brasil temos identidade facial". Conversa! Hoje nós perguntamos a um dos representantes o que acontece quando uma pessoa está jogando compulsivamente porque está viciada. Aquela bet a suspende e não permite mais que ela jogue, mas ela pode jogar e outra? Pode. Então, Sr. Presidente, V.Exa. que é do Rio de Janeiro e conhece bem aquilo que a gente chama de pontos de tráfico, a pessoa vai a um ponto de tráfico e compra aquilo que, naquele momento, é necessário para ela porque é viciada. Se fechar o ponto, ela deixa o vício? Não. Ela passa a procurar outro ponto. As bets passaram a ser isso. Se você impede que ela jogue numa casa, ela procura outra. Então, Sr. Presidente, que, no segundo semestre agora, nós possamos ter uma lei específica não só limitando a publicidade, mas colocando claramente que bets viciam e trazem transtornos mentais. Obrigado, Sr. Presidente.
  • 15/07/2026

    O Deputado orientou a bancada na votação do requerimento de urgência ao Projeto de Lei nº 3.381, de 2015, que dispõe sobre a comercialização de sinalizador náutico em todo o território nacional. Em seguida, criticou discursos de Parlamentares da extrema direita sobre misoginia, sustentando que haveria contradição entre as manifestações em defesa das mulheres e episódios envolvendo integrantes do campo político bolsonarista. Por fim, mencionou declarações atribuídas a apoiadores de Jair Bolsonaro contra Michelle Bolsonaro e Damares Alves, bem como referência a fotografia envolvendo o Senador Flávio Bolsonaro, para reforçar as críticas apresentadas.

    Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de urgência,Projeto de lei ordinária,Federação Brasil da Esperança (FE BRASIL),Voto favorável Misoginia,Ex-presidente da República,Extrema direita,Senador,Senadora,Fotografia,ex-primeira-dama

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, a Federação orienta "sim", porque entende que há uma série de regulamentações que podem ser feitas. Agora, também, talvez seja preciso que a gente aqui oriente algumas pessoas em outro sentido. Eu ouvi muito discurso da extrema-direita falando sobre isso. Aliás, V.Exa. usou a tribuna também no sentido de fazer a defesa das mulheres e contra a misoginia. Parece que eles têm medo de mulher, mas têm medo de mulheres porque querem que permaneça aquilo que tem de mais odioso, que é justamente a misoginia. E fazem isso, Sr. Presidente, inclusive dentro do próprio partido. Olha o que fizeram com a Michelle Bolsonaro, olha o que fizeram com a Damares, disseram que iam empalar a filha dela — uma filha adotada, indígena — porque ela fez alguma crítica a Bolsonaro. Esses são os bolsonaristas. E parece que a crítica lhes agride. Então, quando a gente olha como agora acabou de sair uma fotografia de Flávio Bolsonaro junto com o Sicário, tudo fala por si.
  • 14/07/2026

    O Deputado orientou a bancada na votação do requerimento de urgência ao Projeto de Decreto Legislativo nº 171, de 2026, que susta os efeitos do Decreto nº 12.887, de 23 de março de 2026, que amplia a Estação Ecológica de Taiamã, localizada nos Municípios de Cáceres e Poconé, Estado de Mato Grosso.

    Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de urgência,Projeto de decreto legislativo,Base de apoio político,Governo,Voto contrário

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - O Governo orienta "não", Sr. Presidente. Sabemos que o Pantanal é uma das maiores áreas úmidas do mundo, se não for a maior. Estamos vivendo uma crise climática sem precedentes. Acredito que todos, mesmo aqueles que acham que a Terra é plana, sabem que a crise climática é algo que está acontecendo de fato. Precisamos ampliar áreas como essa. Houve o debate e, depois disso, votarmos aqui um projeto que dispensa, inclusive, a possibilidade de ouvirmos as Comissões desta Casa, até mesmo a Comissão do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Sr. Presidente, parece-nos extremamente perigoso, precipitado e inócuo, até porque sabemos que haverá, depois, contestações. Então, nós orientamos contrariamente ao pedido de urgência. Entendemos que o Pantanal é importante, mas não só para as pessoas que vivem lá, mas também para o Brasil inteiro, para toda a América Latina e para o mundo, assim como outras áreas do Brasil também são importantes e passam por esse debate. Por isso, a orientação é "não", Sr. Presidente.
  • 14/07/2026Breves Comunicações

    O Deputado criticou notícias sobre investigações envolvendo a indicação de emendas parlamentares por pessoas sem mandato eletivo e citou medidas judiciais de bloqueio de bens relacionadas ao presidente do Partido Liberal e ao ex-Deputado Eduardo Cunha. Além disso, questionou a atuação de agentes sem mandato na destinação de recursos públicos, argumentando que essa prerrogativa pertence exclusivamente a Deputados e Senadores em exercício. Por fim, defendeu o prosseguimento das investigações pela Polícia Federal, afirmou que eventuais irregularidades deveriam ser apuradas e sustentou que práticas dessa natureza comprometem a credibilidade da atividade política.

    Palavras-chave oficiais: investigação,Emenda,Presidente,Partido Liberal (PL),Ex-deputado federal,Supremo Tribunal Federal (STF),Recursos públicos,Prerrogativa legal,Deputado federal,Senador,Polícia Federal (PF),credibilidade,Política

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputados, Deputado Chico Alencar, alguns se lembram de uma música que começava assim: "O nome dele é Valdemar", e se lembram da sequência. Lembram-se também, depois, quando a Dilma foi cassada, de uma frase famosa: "Deus, tenha piedade desta Nação". Parece que as duas coisas estão muito interligadas, porque esta semana soubemos que o Presidente do PL, Sr. Valdemar da Costa neto, teve, por determinação do Ministro Dino, um bloqueio de 119 milhões reais, porque resolveu que poderia indicar — segundo a Polícia Federal — emendas parlamentares para o Estado de Minas Gerais, mesmo sem ser Deputado. Aí, descobriram que o Deputado Cunha, que é do Rio de Janeiro, que concorreu por São Paulo na última eleição e não foi eleito, que, parece-me, agora concorre pelo mesmo Estado, por Minas Gerais, também tem 6,5 milhões de reais bloqueados, por também ter indicado emendas parlamentares. Aí, houve uma série de desculpas absolutamente esfarrapadas, desculpas que não têm a menor lógica, porque falam que é uma prerrogativa. Prerrogativa de emenda parlamentar é de Deputado e Senador, com mandato; não é de terceirizados que porventura estejam nesta ou naquela função, ou em função nenhuma, e que tenham aqui dentro presença que lhes permite, inclusive, fazer indicação de emendas. Sr. Presidente, eu acho que esse deveria ser o tema que nós estivéssemos debatendo aqui. Afinal de contas, eu acredito que não deveríamos nem ter emendas parlamentares, porque isso é uma distorção daquilo que é a função do legislador. Porém, como temos, e muito, eu me pergunto: "Será que o Sr. Valdemar da Costa virou aquilo que criaram no regime militar, os Senadores biônicos, e virou Deputado biônico?" O Sr. Cunha, inconformado por não ter sido reeleito, depois de cassar a Dilma e pedir piedade à Nação, virou Deputado biônico? Só pode ser isso, porque pessoas que não têm mandato, pessoas que não estão aqui, pessoas que indicam valores significativos — ou mesmo que fossem centavos — não poderiam passar impunes nesse processo. Então, Sr. Presidente, Srs. Deputados, quando eu vejo situações como essas, que, de certa forma, ainda criam mais constrangimento para esta Casa, é óbvio que as pessoas começam a desacreditar a política de forma geral. Eu acredito que a Polícia Federal vai continuar suas investigações, com toda a choradeira que possa ocorrer. A Polícia Federal vai comprovar que não havia nenhuma condição de essas emendas serem feitas por essas pessoas, e vai haver punição, porque é isso que a gente espera. Vou concluir, Sr. Presidente. O nome dele é Valdemar, mas as emendas são da população, dos Deputados e Senadores eleitos, e não de um senhor que tenta explicar o inexplicável, busca uma série de artifícios e que cria um poder paralelo a esta Casa. Chega de poder paralelo e Deputados biônicos! Obrigado, Sr. Presidente.
  • 08/07/2026

    O Deputado ressaltou a importância dos trabalhadores da reciclagem, ao afirmar que milhares de pessoas garantiam o sustento por meio da coleta de materiais recicláveis e contribuíam para a preservação ambiental e para a economia de recursos. Além disso, assinalou o reconhecimento conferido pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva à categoria e defendeu a ampliação de direitos, da visibilidade e das condições de trabalho desses profissionais. Por fim, sustentou que a valorização social dos catadores deveria acompanhar os incentivos destinados ao setor da reciclagem.

    Palavras-chave oficiais: Reciclagem,Catador de material reciclável,Preservação ambiental,Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS),Direito do trabalho,Condições de trabalho,Governo federal,Política ambiental

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Sr. Presidente. Eu só queria registrar, Sr. Presidente, que nós temos hoje no Brasil todo uma grande quantidade de pessoas que tira o seu sustento diário recolhendo material reciclado. Fazemos com que a indústria possa receber esse material, processá-lo, além da questão ambiental, além de nós ter uma economia enorme, por exemplo, a energia elétrica, com relação a vidro, com relação a metal, eu acredito que é também um ato de reconhecimento que o Presidente Lula sempre fez, sempre teve, com aqueles que fazem desta função praticamente o seu dia a dia. Lembro que o Presidente Lula foi o único Presidente que todos os anos, desde que iniciou o seu primeiro mandato, em 2003, todos os anos, faz o Natal do Carrinheiro. Nós entendemos que há, sim, que se reconhecer isso e há, sim, que reconhecer o trabalho que centenas de milhares de pessoas fazem todos os dias no Brasil inteiro, da menor cidade a São Paulo, a nossa maior cidade, em um ato, muitas vezes, de total invisibilidade. Sr. Presidente, eu concluo, é necessário, além disso, nós estamos falando das indústrias, que nós possamos avançar também na condição social. E que em algum momento esta Casa, e também, obviamente, o Executivo, nós possamos transformar essas pessoas de anônimos em pessoas com direitos, de fato, com visibilidade, reconhecendo o trabalho que fazem e dando a elas as condições, inclusive, que damos às empresas que fazem a coleta e que recebem centenas de milhões de reais por isso. Obrigado, Sr. Presidente.
  • 08/07/2026

    O Deputado contestou críticas aos gastos com publicidade do Governo Federal ao comparar os valores com as despesas do Governo de Santa Catarina. Além disso, afirmou que, enquanto a União teria gastado 500 milhões de reais para atender uma população de 220 milhões de habitantes, Santa Catarina, com cerca de 6 milhões de habitantes, teria destinado 216 milhões em publicidade em 2025. Por fim, defendeu que a comparação dos dados fosse realizada de forma contextualizada.

    Palavras-chave oficiais: Publicidade institucional,Governo federal,Santa Catarina,Governo estadual,comparação,Despesa pública

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Sr. Presidente. Eu ouvi atentamente aqui um relato sobre gastos de publicidade do Governo Federal, no valor de 500 milhões de reais, para 220 milhões de pessoas. Eu peguei dados do Governo de Santa Catarina, Sr. Presidente, e vi que, com 3% da população brasileira, Santa Catarina, curiosamente, gastou 216 milhões em publicidade no ano de 2025, a metade do que gastou o Governo Federal. E mais: houve aumento de 136% nos gastos em relação aos gastos no primeiro ano da atual gestão. Em valores acumulados, isso dá mais de 400 milhões de reais. Então, Sr. Presidente, às vezes, as coisas parecem que são aquilo que se diz, mas não são. Se o Governo Federal gastou 500 milhões de reais, o que podemos achar muito, num universo de 220 milhões de habitantes, o que dizer de Santa Catarina, que tem 6 milhões de habitantes e gastou 216 milhões em publicidade, a metade do que gastou o Governo Federal? Arrancar os cabelos não dá, não é, Sr. Presidente? Então, temos pelo menos que registrar aquilo que é real. Obrigado.
  • 08/07/2026

    O Deputado apresentou dados sobre a educação de jovens e adultos e afirmou que mais de 60 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais não concluíram o ensino médio, muitos sem finalizar o ensino fundamental. Assim, sustentou que a falta de alfabetização compromete competitividade e excelência. Por fim, defendeu a revitalização do ensino noturno e pediu que a Casa debatesse o assunto.

    Palavras-chave oficiais: Educação,Ensino médio,Jovem,Adulto,Ensino fundamental,Alfabetização,Competitividade,Estado (ente federado),Ensino noturno,Pauta (processo legislativo)

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, hoje nós recebemos — V.Exa. provavelmente também recebeu, os Deputados receberam aqui — os dados de diversas fundações a respeito da educação do ensino médio, dos brasileiros com 15 anos ou mais. Esses dados nos chocam, porque nós sabemos que o ensino médio é de responsabilidade dos Estados, em sua ampla maioria, são os Estados que fornecem a educação do ensino médio. Nós estamos com mais de 60 milhões de pessoas acima de 15 anos que não concluíram o ensino médio, e muitos não concluíram sequer o ensino fundamental. Não adianta falar em competitividade — V.Exa. que foi do Ministério Público sabe disso —, não adianta falar em excelência, se nós não conseguirmos dar nem sequer condições para que essas quase 65 milhões de pessoas possam ler, escrever e compreender um texto. Talvez esse seja o problema mais grave que nós temos hoje, problema sobre o qual nós temos que debater todos os dias, que temos que enfrentar e para o qual temos que buscar soluções. Uma das soluções propostas é justamente que o ensino de jovens e adultos, o ensino à noite, o ensino noturno, seja revitalizado. Eu até solicitaria, Sr. Presidente, que as pautas que foram entregues hoje aqui pudessem ser colocadas em discussão, posteriormente, nesta Casa. Não é possível que nós continuemos sendo um país de 220 milhões de pessoas, das quais 65 milhões ainda não tenham concluído o ensino médio, não saibam ler e não saibam escrever. Obrigado, Sr. Presidente.
  • 08/07/2026

    O Deputado defendeu a Medida Provisória (MPV) nº 1.344, de 2026, em discussão, destinada a reduzir os impactos da alta do preço do diesel, afirmando que parte dos recursos seria financiada por uma tributação sobre exportações para evitar aumentos no combustível. Destacou a importância do diesel para o transporte público e para o escoamento de cargas no País, argumentando que a MPV contribuiria para conter os custos da economia. Também sustentou que, sem a iniciativa, os preços dos combustíveis poderiam alcançar níveis mais elevados e afirmou que a ação do Governo Federal buscou proteger a população e a economia brasileira.

    Palavras-chave oficiais: Medida provisória,Ministério de Minas e Energia,Crédito extraordinário,Preço,Óleo diesel,Subsídio,Financiamento,Transporte público

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, nós entendemos que é necessário que se faça isso e vem em boa hora. Primeiro, porque é preciso explicar que parte desses recursos vem justamente de um imposto, entre aspas, uma taxação sobre exportação para evitar que nós tivéssemos uma disparada do preço do diesel. É bom lembrar que o diesel hoje movimenta, praticamente, 100% do transporte público; lembrar também que o diesel é responsável por mais de 80% de todo o transporte de carga no Brasil, seja rodoviário, seja ferroviário, seja por navios. Então, é preciso que a gente olhe para esta medida que está sendo tomada para proteger a população brasileira. Talvez, alguns não queiram; talvez alguns prefiram que ela tivesse um preço de paridade internacional, que hoje estaríamos com o diesel aí com cerca de 10 reais a 12 reais, e a gasolina mais cara que isso. Por isso, entendo que o Governo age de forma correta, Sr. Presidente. Mais uma vez, eu digo que ele está protegendo a população brasileira, está protegendo o Estado brasileiro. Nós somos favoráveis, Sr. Presidente.
  • 08/07/2026Breves Comunicações

    O Deputado destacou que mais de 60 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais não concluíram o ensino médio, em grande parte porque precisam ingressar precocemente no mercado de trabalho. Além disso, defendeu a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 221, de 2019, que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6 por 1, sustentando que a medida ampliará o acesso à educação, melhorará a qualidade de vida dos trabalhadores e contribuirá para o desenvolvimento do País. Ademais, criticou a redução da oferta de vagas na educação de jovens e adultos — EJA, especialmente no Paraná. Por fim, lamentou que o debate sobre a maioridade penal e as investigações envolvendo o Senador Flávio Bolsonaro estejam desviando a atenção da sociedade sobre a redução da jornada de trabalho.

    Palavras-chave oficiais: Proposta de Emenda à Constituição,redução,Jornada de trabalho,Mercado de trabalho,Política trabalhista,Direito do trabalho,Política educacional,Qualidade de vida,Educação de jovens e adultos,Paraná,Maioridade penal,Investigação criminal,Senador,Partido Liberal (PL)

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente e Srs. Deputados, hoje vários Deputados receberam aqui a visita de algumas fundações que trabalham com a educação. Uma das coisas que me surpreendeu foi a conclusão, a partir das pesquisas feitas, de que nós temos mais de sessenta milhões de pessoas no Brasil com 15 anos ou mais que não concluíram o ensino médio. Muitos não concluíram sequer o ensino fundamental. Muitas razões existem para isso. Agora, é fundamental dizer que parte significativa dessas pessoas param de estudar para poder trabalhar. E, obviamente, vem a mesma pergunta que tem sido feita durante todo esse período, Sr. Presidente, que eu acredito que seja necessário fazê-la o tempo todo: por que essas pessoas param de estudar e vão trabalhar? Porque o estudo, para elas, é fundamental, mas não é o que lhes dá a condição e a garantia de vida. Nós votamos, nesta Casa, o fim da escala 6 por 1, que, agora, está para ser votada no Senado. Não se sabe quando será e se será votada ainda nesse período, mas é fundamental que a sociedade se organize para que a gente saia dessa relação quase escravocrata, uma relação em que aqueles que trabalham na 5 por 2, aqueles que trabalham na 4 por 3 e aqueles que, às vezes, nem trabalham julgam-se no direito de dizer que não é possível, no nosso País, reduzir a carga horária e os dias de trabalho. Ora, é justamente esse discurso que era feito, como nós já falamos aqui, no período em que a escravidão formalmente foi extinta no Brasil: que o Brasil iria quebrar. Este é o mesmo discurso mais de 100 anos depois. E a conclusão a que se chega é que mudou o período, mas não mudou a memória. Parece-me que algumas coisas acontecem hoje também muito mais como cortina de fumaça, Sr. Presidente. A gente discute, agora, a redução da maioridade penal. Discute-se sobre Flávio Bolsonaro, que, a cada dia que passa, enrola-se mais e, agora, está sendo chamado pela PGR para também fazer acordo e não ser colocado no processo por calúnia que fez contra o Presidente Lula. Parece-me que tudo isso é uma grande cortina de fumaça para que, de fato, a sociedade não discuta aquilo que é fundamental, que é a redução de jornada. Eu recebi hoje essas informações, Sr. Presidente. Surpreendeu-me o número, como eu falei, de pessoas que estão hoje sem estudar e sem trabalhar. A população de 15 anos ou mais está fora da escola, há demanda potencial por EJA e transições pelo trabalho. Mas como ela vai demandar se nós não temos, a cada dia que passa, vagas no EJA? No meu Estado do Paraná, nós temos menos vagas em escolas noturnas, e isso, claro, vai diretamente impactar, inclusive, na produção do País. Agora, falar que reduzir a jornada para que tenhamos oportunidade parece tabu, não se pode fazer isso quando o projeto foi aprovado aqui por mais de 470 votos. É preciso que não só esta Casa, mas também o Senado e principalmente a população enfrentem esse debate para que, definitivamente, a jornada 6 por 1 seja extinta no nosso País. Que nós possamos dar a todos e a todas o direito de estudar, o direito de trabalhar e o direito de viver! Obrigado, Sr. Presidente e Srs. Deputados.
  • 07/07/2026Breves Comunicações

    O Deputado criticou o comportamento do Senador Flávio Bolsonaro, que viajou aos Estados Unidos e, em reunião com autoridades americanas, teria defendido a extinção do Pix e solicitado a imposição de tarifas ao Brasil. Apontou tal conduta como uma tentativa de favorecer interesses estrangeiros em detrimento do País, comparando-a a um crime de lesa-pátria. Além disso, ironizou a afirmação do Senador de que o cenário político brasileiro mudaria em 90 dias, argumentando que a mudança seria favorável ao Presidente Lula.

    Palavras-chave oficiais: Senador,Partido Liberal (PL),Estados Unidos,Reunião,Pagamento Instantâneo (Pix),extinção,Tarifa aduaneira,Crime contra a segurança nacional,Crítica,Presidente da República,Reeleição,Defesa

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Obrigado . Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, é difícil conseguir entender qual é a lógica e a desinteligência, se é que essa palavra pode ser usada, do Senador Flávio Bolsonaro. Difícil de entender. Eu não vou chamar de burrice, porque seria um elogio. Difícil de entender, porque esse mesmo Senador, junto com o seu irmão, fugido do Brasil, cassado por esta Câmara, o seu irmão que propôs uma série de sanções ao nosso País, hoje corre para uma reunião nos Estados Unidos, que ele pediu. Ele diz que o Pix, se ele fosse Presidente, poderia ser extinto e, a partir dali, nem Visa, nem Mastercard teriam mais os prejuízos, segundo ele, que estão tendo por conta do Pix. E diz que ele faria uma transição com uma delegação americana. Não tem, Sr. Presidente, Srs. Deputados, não tem expressão para qualificar esse senhor desclassificado. É um lambe-botas, é um vira-lata. Eu diria, se nós estivéssemos no Paraná, que é um jaguara. Como é que alguém sai aqui do nosso País, Presidente, para ir aos Estados Unidos se oferecer como alguém que pode fazer ponte para que o Trump possa nos explorar? Como se já não viesse fazendo, com as tarifas absurdas, com as pressões que faz, com o cerco que faz na América Latina. Como é que alguém pode ser tão sem vergonha? Pois bem, Senador Flávio Bolsonaro chegou hoje de manhã para falar 5 minutos, falou em inglês - porque ele disse que tem inglês fluente, não deve ter português fluente, mas tem inglês fluente - falou inglês que, "O Brasil realizará eleições presidenciais em outubro. Em apenas 90 dias o cenário político do País mudará completamente." Aqui eu faço uma menção, mudará mesmo, ficará melhor, porque, no Brasil, vai ser reeleito o Presidente Lula. Ele se esqueceu de falar isso. Impor agora uma tarifa que ele mesmo pediu e que seria difícil de reverter recompensaria os responsáveis pelas ações em questão. Como é que alguém pode ser tão fora? Eu não diria que ele tem problema mental, porque não se trata disso, é sem-vergonhice mesmo! É cara de pau, é lambe-botas! Essa família, como já foi dito aqui pelo Deputado que me antecedeu, que hoje está mais envolvida em casos policiais do que políticos. O pai está preso; o irmão está cassado nos Estados Unidos; o outro irmão, que é Senador, está com a madrasta dizendo que viu um filme, e que aparece muita gente interessante nesse filme. E aquele filme do Vorcaro, que diz que era a noite das astronautas, termina dizendo "pátria, Deus e família". Não sei a quem ela quer se referir, mas ela deve saber de muita coisa. E o Senador Flávio Bolsonaro vai aos Estados Unidos oferecer o Brasil em bandeja para aqueles que querem nos explorar. Este mesmo senhor diz que quer ser Presidente da República, Deputado Pompeo. É impossível! Eu já vi! Nós temos divergências aqui dentro, é óbvio. Divergência na política é uma coisa, mas divergência quando você quer entregar o País... E fala-se muito em patriotismo, mas que patriotismo é esse? Este Senador, assim como o seu irmão cassado, o seu irmão que, agora, quer ser também Senador por Santa Catarina, e o outro, que quer ser Deputado Federal por Santa Catarina — é uma família inteira pendurada em cargos —, este Senador, que nunca fez absolutamente nada em 8 anos, não aprovou um projeto como Senador, vai lá e diz — nós não podemos ter tarifa, Deputado Pompeo, porque isso irá reverter favoravelmente ao Lula —, ele foi pedir a tarifação. Ele, Flávio Bolsonaro — o maior cara de pau, a cretinice em pessoa —, foi pedir a tarifação sobre o Brasil. Quando ele viu a confusão que vai dar — porque ele sabe que a tarifação vai ficar nas contas dele, não adianta querer fugir —, ele inventou: "Não, mas é por conta do Governo Lula". Aliás, disseram aqui que o Brasil perdeu a Copa por conta do Governo Lula, e não porque jogou muito mal. Agora, ele está apavorado, porque vê que o Lula pode ganhar a eleição no primeiro turno pelos seus acertos e também pelas barbaridades que Flávio Bolsonaro e a sua família cometem. A extrema direita, Sr. Presidente, perdeu completamente o rumo. Aliás, nunca teve rumo, agora, perdeu a vergonha. Por isso, Flávio Bolsonaro que se cuide. Quando ele voltar para o Brasil — ele vai ter que voltar —, talvez, o Ministro do STF, que, até agora, não se importou muito com a denúncia que foi feita sobre o filme, sobre os 60 milhões de reais, sobre algumas coisitas, escute aquele barulhinho da Polícia Federal batendo à porta. O que ele está fazendo é, em qualquer outro país, crime de lesa-pátria. Se fizesse isso nos Estados Unidos... Imaginem os senhores um Senador dos Estados Unidos vir ao Brasil pedir a taxação dos Estados Unidos, pedir prisão e bombardeio. Certamente, não seria nem senador, nem estaria solto. Flávio Bolsonaro é traidor da Pátria. Obrigado, Sr. Presidente. Eu peço que seja colocado este pronunciamento em todos os órgãos de divulgação da Casa.

Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 22/12/2023 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.