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Detector de Bananada
Foto de Tadeu Veneri

Deputado · Câmara

Tadeu Veneri

PT · PR

Esquerdapor que esse rótulo?● Em exercício

Nome civil: Antonio Tadeu Veneri · 73 anos

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Bananômetro

Bananômetro: 85 de 100, Cara Bom0406080100

85/100

Cara Bom

Aparece, vota e trabalha.

Nota maior que a de 79% dos deputados · média do partido: 80

Por que essa nota?
  • Presença em sessõespeso 40% · 98%

    Aparece para trabalhar?

  • Participação em votaçõespeso 35% · 84%

    Vota quando precisa? (votações com registro de nome)

  • Iniciativas que avançarampeso 15% · 45%

    Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)

  • Atividade na tribunapeso 10% · 94%

    discursos na tribuna (percentil)

A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?

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Como vota · Mandato atual (2023–2027)

Vota com o governo 97%das 749 votações em que o líder do Governo pediu Sim ou Não e ele votou

Vota com o próprio partido 98%das 776 votações em que o partido (ou a federação) pediu Sim ou Não e ele votou

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E-mail
dep.tadeuveneri@camara.leg.br
Telefone
(61) 3215-5952
Gabinete
Gabinete 952, Anexo IV, 9º andar – Câmara dos Deputados, Brasília-DF

Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.

Números de Mandato atual (2023–2027)

Presença nas sessões

98%

Esteve em 385 de 391 sessões

Melhor que 84% dos deputadosMédia do partido: 95%

Votou nas votações

84%

Registrou voto em 944 de 1.128 votações nominais

Melhor que 57% dos deputadosMédia do partido: 83%

Iniciativas que viraram lei

0

de 17 projetos apresentados (0%)

2 avançaram · 9 em andamento · 6 arquivados ou rejeitados

Alinhamento com o governo

97%

Em 749 votações em que o Governo orientou

Mais governista que 89% dos deputadosMédia do partido: 98%

A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.

293 discursos na tribuna · de 08/02/2023 a 13/10/2026.

  • 29/10/2025Breves Comunicações

    O Deputado classificou a operação policial no Rio de Janeiro (RJ) como uma chacina, destacando que moradores inocentes ficaram isolados e foram vítimas de ações equivocadas do Governo Estadual. Criticou declarações que acusavam a Esquerda de defender criminosos e denunciou o uso político da violência, afirmando que episódios semelhantes ocorrem em diversas regiões do País. Defendeu a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição nº 18, de 2025, que altera os art. 21, art. 22, art. 23, art. 24 e art. 144 da Constituição, para dispor sobre competências da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios relativas à segurança pública, argumentando que ela permitiria um ciclo completo de atuação policial e mais efetividade no combate ao crime, diferente de operações que resultam em mortes sem resultados concretos. Comparou a situação com operações da Polícia Federal que conseguiram bloqueios de recursos sem mortes, reforçando a necessidade de políticas de segurança baseadas em inteligência e resultados, não em palanques eleitorais.

    Palavras-chave oficiais: Operação policial,Rio de Janeiro (RJ),Crime organizado,Favela,Chacina Proposta de Emenda à Constituição,Segurança pública

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, certamente aqui vai ser debatido e repetido várias vezes o que aconteceu no Rio de Janeiro ontem e hoje de madrugada. Não é uma operação policial; é uma chacina. "Ah, mas estão defendendo o lado A ou B." A Deputada Benedita bem disse ontem que morou na favela durante muitos anos e que lá há pessoas honestas. Como ela mesma lembra, são as pessoas que cuidam das casas dos bacanas, são as pessoas que cuidam dos cachorros, das crianças, são as pessoas que não têm muitas alternativas de onde morar, Sr. Presidente. E, ontem, essas pessoas ficaram isoladas dentro das casas por um ato absolutamente eleitoreiro do Governador Castro. Nós sabemos que há muita gente da extrema direita que defende exatamente isso. Hoje, apareceram mais 54 corpos. Agora, há pouco, a Deputada Jandira Feghali nos lembrou de que há mais 20 corpos dentro de uma Kombi. Ora, isso não estava registrado ontem. Que tipo de operação é essa que o Governador diz que pediu ajuda ao Governo Federal e foi negada, mas, meia hora depois, liga para a Ministra Gleisi Hoffmann e diz que ele se equivocou e que, na verdade, para essa operação, ele não pediu nada. É uma falta de vergonha alguém defender esse tipo de coisa! "Ah, vocês defendem os terroristas, os narcoterroristas", como quis dizer o Governador Castro. "Vocês defendem os traficantes." Isso é cara de pau! Vocês são sem-vergonha! Vocês são contra a PEC da Segurança Pública! Vocês querem, na verdade, fazer palanque ali para se eleger no ano que vem, para enganar a população, para mentir, como sempre fizeram. Vocês não têm moral para falar em segurança pública diante do que estão fazendo aqui! O que acontece no Rio de Janeiro acontece todos os dias nas periferias das cidades; acontece no Estado do Paraná, não na mesma proporção; acontece em São Paulo; acontece em Rondônia; acontece no Acre; acontece no Rio Grande do Sul. E vocês ficam fazendo discursinho bonitinho. Essa tropa que está do outro lado não tem vergonha nenhuma porque fala exatamente aquilo que o seu eleitor quer ouvir. "Ah, precisamos matar mais. Precisamos colocar os vagabundos na cadeia. Precisamos mandar para não sei onde." Quando é para votar uma PEC da Segurança Pública que faz com que a gente possa ter segurança, de fato, as três esferas... Aliás, quem é da polícia sabe que a grande reivindicação da polícia é o ciclo completo da polícia. Isso os senhores não defendem, porque não interessa. Interessa mesmo é ficar no seu Estado fazendo aquela política pequena. Por isso, Sr. Presidente, nós temos que votar a PEC da Segurança Pública aqui. Se há erros na PEC, corrijamos os erros. Agora, não dá mais para continuar fazendo de conta que nada aconteceu. Quando houve uma operação perto da residência de Bolsonaro, com 120 fuzis, não aconteceu nada. Recentemente, a Polícia Federal fez uma megaoperação: não houve um único morto e bloquearam 80 milhões de reais. Isso, sim, é o que nós precisamos fazer, e não discursinho eleitoreiro apenas para ser reeleger no ano que vem! Obrigado, Sr. Presidente.
  • 28/10/2025Breves Comunicações

    O Deputado alertou que a proposição da Reforma Administrativa, a Proposta de Emenda à Constituição nº 38, de 2025, que altera normas sobre a Administração Pública brasileira para aperfeiçoar a governança e a gestão pública, promover a transformação digital, impulsionar a profissionalização e extinguir privilégios no serviço público; representa uma ameaça grave ao Estado brasileiro e ao serviço público. Explicou que a proposta acaba na prática com os concursos públicos, permitindo contratações precárias de até 10 anos, fragilizando a estabilidade e abrindo espaço para indicações políticas — um retrocesso ao período anterior à Constituição de 1988. Criticou o fato de a PEC não ter sido debatida com a sociedade, sem audiências públicas nem discussões amplas, e afirmou que ela fere o pacto federativo ao propor uma carreira única nacional. Também advertiu que a medida precariza serviços essenciais, como saúde, educação e pesquisa científica, ao permitir alta rotatividade de profissionais. Destacou ainda que parte da bancada do Paraná assinou a proposta e cobrou explicações desses Parlamentares. Por fim, anunciou mobilizações nacionais e estaduais contra a PEC, com um ato em Brasília (DF) no dia 29, reafirmando o compromisso de derrotar a proposta.

    Palavras-chave oficiais: Dia do Servidor Público,Servidor público,Homenagem Proposta de Emenda à Constituição,Reforma Administrativa (2025),Servidor público,Pacto federativo,Concurso público,Precarização do trabalho

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Sr. Presidente. Sras. Deputadas e Srs. Deputados, hoje eu ouvi muitos elogios aos servidores públicos, pelo transcurso do Dia do Servidor Público — e são merecidos —, mas não bastam elogios, Sr. Presidente. A Proposta de Emenda à Constituição nº 38, de 2025, já está protocolada e, se vier a ser aprovada — e eu espero que não venha, Sr. Presidente —, praticamente vai destruir o Estado brasileiro, a forma como nós conhecemos o Estado brasileiro. Quando eu digo "vai destruir o Estado", é porque dificilmente haverá concurso público, uma vez que funcionários públicos não serão contratados por concurso, mas admitidos de forma precária, por 5 anos, com intervalo de 2 anos, e mais 5 anos. A mesma pessoa poderá ficar 10 anos ou mais na instituição. A proposta é de carreira única, do Estado do Acre ao Estado do Rio Grande do Sul, o que invade competências e quebra o próprio pacto federativo. Então, Sr. Presidente, parece-me que nós estamos diante de uma situação extremamente grave. No nosso Estado do Paraná, dos trinta Deputados que temos, quatorze assinaram favoravelmente à PEC. Eu espero que tenham argumentos para sustentar isso. Se aprovada a PEC, Deputada Jack Rocha, o servidor entrará no serviço público ganhando um piso salarial e depois, ao término da sua carreira, terá 50% além daquele piso, e só. Progressão, promoção? Esqueça isso. Esqueça as formas que nós temos hoje de garantir o mínimo de estabilidade para o servidor, esqueça o usuário. Nós falamos de pesquisadores que fazem pesquisas há 10 anos, há 15 anos nas universidades, e todo mundo elogia. Como é que ficam essas pesquisas, Sr. Presidente? Não vão mais existir. Como é que fica o usuário que procura um médico e, um mês ou 2 meses depois, volta àquele mesmo local, mas é atendido por outro médico? Um professor entrará na escola na metade do ano, e, na metade do ano seguinte, será outro o professor a dar aula, e assim por diante. Então, Sr. Presidente, é um desastre. O desastre maior é que essa PEC não foi debatida. Foi exposta aqui pelo Deputado que fez o seu relatório, mas ela não foi debatida nem na Comissão, nem em audiências públicas. Ela não foi debatida por ninguém. A pergunta que faço é a seguinte: essa PEC serve a quem? Serve para que, a cada eleição, um grande número de servidores, se o candidato deles a Prefeito não for eleito, sejam exonerados, e sejam contratados outros, que fizeram campanha, como ocorria antes de 1988. Isso serve para dizer que os servidores públicos terão um brutal assédio moral, inclusive por conta da tal forma de avaliação. Para nós, Sr. Presidente, essa PEC não serve para absolutamente nada, a não ser para destruir o Estado. Por isso nós seremos contra, faremos todo o movimento contrário. Sr. Presidente, para concluir, lembro que amanhã, dia 29, um grande ato nacional será feito em vários Estados e aqui em Brasília também. No nosso caso, vamos recepcionar todos aqueles que vierem do Paraná para cá. Vamos debater nesta Casa, vamos debater nas Câmaras de Vereadores, vamos debater nas Assembleias Legislativas e vamos derrotar a PEC 38 em plenário, se ela vier a plenário. O Estado tem que continuar sendo Estado para todos, e não apenas para alguns. Obrigado, Sr. Presidente e Srs. Deputados. Peço que meu pronunciamento seja divulgado nos meios de comunicação da Casa e no programa A Voz do Brasil.
  • 27/10/2025

    O Deputado orientou a bancada na votação do requerimento de urgência ao Projeto de lei nº 1.249, de 2022, que acrescenta inciso XIII ao art. 473 do DECRETO-LEI Nº 5.452, DE 1º DE MAIO DE 1943, para garantir licença de três dias consecutivos, a cada mês, às mulheres que comprovem sintomas graves associados ao fluxo menstrual.

    Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de urgência,Projeto de lei ordinária,Maioria parlamentar,Voto favorável

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sra. Presidente, a Maioria orienta "sim", por uma razão: o argumento que eu ouço aqui, principalmente de homens, dizendo que isso não é possível porque as mulheres não encontrariam emprego — os homens não menstruam, e por isso mesmo não têm essa compreensão —, é o mesmo argumento de que as mulheres não tinham direito à licença-maternidade. Depois diziam, quando ampliamos a licença-maternidade, que as mulheres não iriam conseguir emprego. Os mesmos homens falam que as mulheres não têm direito de acompanhar seus filhos ao médico. Esses são os mesmos homens que, muitas vezes, nunca entraram em uma penitenciária feminina e não entendem que existem mulheres na penitenciária feminina que não têm sequer um absorvente. Há meninas nas escolas que não têm sequer um absorvente. Há meninas que têm crises, sim, crises graves, inclusive, que ficam em casa. Mesmo assim, essas meninas não são reconhecidas. Aqui faço um apelo. Por isso mesmo, nós somos a favor, Sra. Presidente. Nós estamos trazendo um mínimo de civilidade para as mulheres que trabalham. É muito fácil o homem falar: "Não tem nada a ver. Vão perder o emprego". Ora, eu queria que esses mesmos homens tivessem a mesma dureza do tratamento com um Deputado que está nos Estados Unidos há 6 meses que não tem nenhum problema. Eles acham que ele deve ficar lá, inclusive os representando. Nós somos a favor das mulheres. Somos a favor do emprego, mas a favor da dignidade das mulheres, que têm dificuldades, sim. Por isso, a orientação é "sim", Sra. Presidente.
  • 27/10/2025Breves Comunicações

    O Deputado destacou que a Oposição está enfrentando dificuldades em seus discursos políticos diante do prestígio internacional do Presidente Lula e da queda da inflação. Ademais, comemorou a reunião entre Lula e o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Além disso, criticou o ex-Presidente Bolsonaro e seus aliados e afirmou que Bolsonaro irá para a prisão. Elogiou ainda a melhora na economia, com redução de preços e ampliação de programas sociais como o Pé-de-Meia e o Minha Casa, Minha Vida. Ao final, parabenizou o Presidente Lula pelo aniversário e a Chancelaria Brasileira pela condução da política externa.

    Palavras-chave oficiais: Discurso político,Oposição política,Presidente da República,Política externa,Política econômica,Inflação,Programa social,Programa Pé-de-Meia,Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) Reunião,Presidente da República,Brasil,Estados Unidos,Diplomacia,Ministério das Relações Exteriores,Política externa Ex-presidente da República,Partido Liberal (PL),Prisão Aniversário de nascimento,Presidente da República,Homenagem

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, está difícil para a Oposição. Eu até entendo que tenham que arranjar alguma coisa para dizer, porque, afinal de contas, hoje sai outra prévia da inflação, e a inflação caiu. Além disso, o Presidente Lula, em reunião com o Presidente Trump, uma reunião de alto nível, entre estadistas, não fez aquilo que muitos vira-latas aqui queriam, não fez aquilo que alguns achavam que ele deveria fazer, que era entregar, como disse o Governador de São Paulo, alguma vitória para o Trump. Lula tampouco não entregou o Brasil numa bandeja. E, apesar de a família Bolsonaro ter pedido que os Estados Unidos viessem bombardear o Brasil, apesar de ter dito bobagens como essa, não há nenhuma perspectiva de que isso venha a acontecer. Eu acredito que a Oposição deva estar confusa, porque a inflação cai, o Presidente Lula é recebido por Trump como Chefe de Estado, como ele de fato é, ambos chegaram ao entendimento, Deputado Rubens, de que agora é a Chancelaria que vai dar encaminhamento à questão das tarifas, e o Brasil tem hoje uma das melhores expectativas em relação aos acordos, principalmente no que diz respeito à carne, à madeira e a outros produtos que são essenciais na nossa pauta de exportação, embora, mesmo nessa situação, Sr. Presidente, nós tenhamos aumentado, e muito, os nossos mercados. Então, eu entendo que, para aqueles que fazem parte da Oposição e que sempre estão torcendo pelo "quanto pior, melhor", deve estar doendo, deve estar chato para caramba. Então, o que eles vão dizer? "Ah! o descondenado...". Não se preocupem, porque o condenado, daqui a alguns dias, será Jair Bolsonaro. Hoje, ele está com tornozeleira, mas vai para a Papuda. É só esperar um pouquinho. Vai para a Papuda e não vai ter para quem chorar. Os filhos dele, inclusive aquele que ainda recebe como Deputado aqui — nunca vi um Deputado receber por quase 5 meses sem aparecer em plenário —, devem estar dando tratos à bola para resolver a situação familiar, porque, afinal de contas, as coisas estão ficando cada vez mais complicadas. Alguns acreditavam que daria tudo errado para nós, porque iam aumentar em 100% as tarifas, como aquele que está lá nos Estados Unidos, o Bolsonaro americano, que dizia: "Agora vamos dobrar as apostas, porque nós estamos aqui junto com o Figueiredo, pressionando o Trump, e tivemos uma conversa...". O único jeito de o Bolsonaro dos Estados Unidos e o Figueiredo entrarem na Casa Branca é se arrumarem uma casinha de bonecas para pintar de branco e entrar nela. Fora disso, é como disse o Trump: "Bolsonaro não é problema nosso". Aliás, eu estou vendo que muita gente está tirando o pé, Sr. Presidente. O tal Governador do Paraná, aquele que vende escolas, que fala tanto, que se arvorava como o grande candidato, já baixou a bola também. As pesquisas mostram que ele não está com tudo isso. Hoje ele fala, mas não toca mais em assunto algum. Não fala sobre o que aconteceu nesse encontro na Ásia. O mesmo aconteceu com o Governador de São Paulo, que disse que ia negociar com os americanos, e com aqueles empresários que queriam tanto resolver rapidamente a situação, desde que Lula fizesse o que a União Europeia fez, um péssimo acordo, ou que fez a Argentina, que teve que se endividar até o pescoço para pagar 20 bilhões de dólares do empréstimo de Trump — inclusive por isso Milei acabou ganhando as eleições no último domingo. Agora, volto a dizer, Sr. Presidente, que fico pensando como é que a Oposição vai se resolver, porque todas as pesquisas mostram que Luiz Inácio Lula da Silva, no ano que vem, se for candidato a Presidente, e será, ganhará de todos eles, no primeiro turno e no segundo turno. E não vai haver terceiro turno, como tentaram com o golpe de 8 de janeiro, até porque vão todos estar presos. Portanto, Sr. Presidente, para nós brasileiros que queremos um País de fato melhor, que queremos o Pé-de-Meia — que hoje começa a pagar a sexta parcela —, que queremos o Minha Casa, Minha Vida entregando casas, que queremos a população comendo, que queremos o preço dos alimentos baixando, como, de fato, está acontecendo, e o combustível baixando também... Aliás eu vi um dos Bolsonaros — acho que houve algum equívoco, ele deve estar muito confuso — dizer: "Que saudade do tempo de Bolsonaro!" Nesse tempo, o preço da gasolina era 8 reais e 97 centavos. Que saudade é essa? Ele tem saudade de pagar 8 reais no litro da gasolina? Eu acho que está dando um nó na cabeça desse povo, Sr. Presidente! Deixo aqui esse registro. Parabéns ao Presidente Lula pelo seu aniversário! Parabéns à Chancelaria brasileira! Parabéns aos empresários e ao Vice-Presidente, que acreditaram que é possível ter uma relação com outro país com altivez, sem se dobrar, sem entregar o nosso País! "Ah, mas não vai acontecer nada!" Nós vamos esperar para ver, Sr. Presidente. A verdade é que hoje o Presidente Lula e o Presidente Trump conversaram, sem nenhum tipo de piadinha, sem nenhuma humilhação, com respeito. E Trump disse claramente: "Bolsonaro não é problema nosso". De fato, ele é problema da Papuda. Sr. Presidente, peço que este pronunciamento seja divulgado no programa A Voz do Brasil e nos órgãos de comunicação desta Casa. Obrigado.
  • 15/10/2025

    O Deputado criticou a Resolução nº 575, de 2025 da Secretaria de Segurança Pública do Paraná, que criou um grupo de trabalho para aprimorar investigações de ocorrências policiais com lesão corporal ou morte. Demonstrou preocupação com o artigo que permite à própria Polícia Militar investigar casos em que suas ações resultem em morte de civis. Também afirmou que essas investigações deveriam ser conduzidas pela Polícia Civil ou pela corregedoria, e não pelas corporações envolvidas.

    Palavras-chave oficiais: Paraná,Secretaria de Estado,Segurança pública,Resolução,Ocorrência policial,Falecimento,investigação,Crítica,Polícia civil,competência

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, no dia 12 de outubro causou estranheza, no mínimo, a Resolução nº 575/2025, da Secretaria de Segurança Pública do Paraná, que dispõe sobre um grupo de trabalho interinstitucional que visa ao aprimoramento das persecuções referentes a ocorrência policial com resultado lesão corporal e/ou morte. A orientação, Sr. Presidente, no art. 5º — é isso que me surpreende e por isso eu venho aqui —, é que as ações da Polícia Militar do Paraná decorrentes do exercício da profissão ou que em razão dela resultem em lesão corporal ou morte de civis e de restauração de inquérito da Polícia Militar ou inquérito policial serão conduzidas pelas corporações envolvidas com o máximo de respeito e serenidade. Eu não tenho dúvida de que serão conduzidas com o máximo de respeito e serenidade, dentro daquilo que nós temos por obrigação fazer, mas me surpreende, Sr. Presidente, que, em caso de morte de civis, a própria Polícia Militar e a corporação, o batalhão façam a investigação, quando o certo é que a Polícia Civil faça a investigação, a corregedoria faça a investigação e não fique a cargo, muitas vezes, das pessoas que estão envolvidas diretamente nessas ações letais. Lembro que o Paraná, em 2024, registrou 434 mortes e, de 2019 para cá, 2.134 mortes. Então, no mínimo, é estranho, Sr. Presidente, que a própria Polícia Militar passe a autoinvestigar quando houver morte de civis. Nós vamos ter que investigar isso também. Obrigado, Sr. Presidente, Srs. Deputados.
  • 14/10/2025Breves Comunicações

    O Deputado repudiou a solicitação da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) para utilizar agrotóxicos na Área de Proteção Ambiental (APA) do Iraí, responsável por cerca de 60% da água consumida em Curitiba (PR). Lamentou que o pedido tenha sido feito justamente na Semana do Meio Ambiente e destacou que a área é referência em produção orgânica há 14 anos. Criticou o uso de substâncias tóxicas no Estado, citando o elevado consumo de glifosato e outros venenos agrícolas. Ao final, defendeu a rejeição definitiva da proposta e o fim do uso de agrotóxicos no Brasil.

    Palavras-chave oficiais: Faculdade,Agronomia,Universidade Federal do Paraná (UFPR),Agrotóxico,Governo estadual,Paraná,Área de Proteção Ambiental (APA),Água,Curitiba (PR),Glifosato

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Sr. Presidente. Sras. e Srs. Deputados, Curitiba tem, na região metropolitana, a APA do Iraí. Nós temos, na Universidade Federal do Paraná, a Faculdade de Agronomia, que faz todo o seu processo de desenvolvimento de pesquisas sobre plantas produzidas sem agrotóxicos há 14 anos. E é a APA que produz praticamente 60% de toda a água consumida em Curitiba. Mas, para a nossa surpresa, Sr. Presidente, justamente agora, na semana em que nós trabalhamos, a semana do meio ambiente, a semana da alimentação, a direção do curso de Agronomia solicitou autorização ao Governo do Estado para usar agrotóxico na APA do Iraí. Para aqueles que não conhecem, é uma área de proteção ambiental que envolve não só uma represa, mas também algumas centenas de hectares de áreas alagadas. Deputado Padre João, V.Exa. tem uma experiência muito próxima não com APA, mas com a Serra do Curral, que está sendo destruída por ganância em Belo Horizonte. Nós temos hoje uma situação absurda: uma universidade pública que tem por objetivo pesquisar produtos agroecológicos pede autorização ao Estado para que possa usar agrotóxico na principal fonte de produção de água da cidade de Curitiba, que tem 2 milhões de habitantes. Hoje, nós temos uma nota da UFPR, uma solicitação dos professores da Universidade Federal, que eu espero que seja negada. Mas o que nos surpreende é que isso tenha sido pedido num período em que nós sabemos que o Brasil consome quantidades absurdas de agrotóxicos. Por exemplo, aqui, a quantidade de glifosato no feijão é 5 mil vezes maior do que em outros lugares. Nós não temos organismos diferentes dos europeus. Entretanto, consumimos uma carga de agrotóxicos no nosso Estado do Paraná que chega a ser de 6 a 7 litros de veneno por ano. E, agora, a universidade, que deveria ser referência e que até hoje foi referência, e o curso de Agronomia solicitam algo inusitado. Começaram a produzir com agrotóxico aquilo que, até hoje, produziram de forma orgânica. Sr. Presidente, nós não vamos admitir, nós não vamos aceitar, e certamente a universidade também não. Eu não entendo exatamente de onde partiu essa solicitação. Agora, eu sei muito bem que ela não pode ser coisa boa para nós que estamos em Curitiba e que consumimos a água da APA do Iraí. Por isso, deixo registrado aqui o meu repúdio a essa determinação, a essa solicitação feita pelo curso de Agronomia. Obviamente, há uma expectativa de que não só seja negado, mas definitivamente não seja retomado este que é um debate que nós queremos superado. Nós queremos, ao contrário, o fim dos agrotóxicos, nós queremos o fim da contaminação, nós queremos o fim das mortes por agrotóxicos. Muitas vezes, agrotóxicos banidos na Europa continuam sendo usados aqui. Então, não há o que se aceitar disso. Sr. Presidente, peço que o meu pronunciamento seja colocado em todos os órgãos de divulgação da Casa e no programa A Voz do Brasil. Obrigado.
  • 08/10/2025Breves Comunicações

    O Deputado denunciou a execução de um jovem de 18 anos pela Polícia Militar no bairro Parolin, em Curitiba (PR), relatando que a vítima foi baleada dentro de casa e arrastada pelas pernas antes de receber novos disparos. Afirmou que exibiu o vídeo do abuso policial na Comissão de Direitos Humanos e que está requerendo uma audiência pública no Paraná, com a presença do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, das Polícias, do Ministério Público, entre outras autoridades, para tratar da violência policial. Ao final, criticou a impunidade diante das mais de 2.400 mortes registradas desde 2019 no Paraná e defendeu investigações sobre grupos de extermínio formados por policiais, ressaltando que a corporação deve proteger, não executar.

    Palavras-chave oficiais: Violência policial,Homicídio,Jovem,Curitiba (PR),Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM),Audiência pública (processo legislativo),Paraná,Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania,Polícia,Ministério público,Política de segurança pública,Impunidade,Investigação criminal,Grupo de extermínio,Policial

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados, em Curitiba, o Bairro Parolin, uma das ocupações mais antigas da cidade, com cerca de 2 mil a 3 mil pessoas, constantemente tem sido palco de violência policial. É claro que lá, como em todos os lugares — em Curitiba, não é diferente —, há tráfico de drogas, mas também há trabalhadores e trabalhadoras. Ontem, às 7 horas da manhã, Sr. Presidente, a Polícia Militar entrou na casa do Yago Pires, de 18 anos, que estava dormindo com o seu irmão, atirou nele e o levou — isso é o pior de tudo, é uma barbárie! — arrastado pelas pernas. Desceram as escadas arrastando-o pelas pernas. Ele estava sangrando. Ele foi arrastado no meio do lixo, pois morava num barracão de catadores de material reciclável. Depois se afastaram e deram uma série de tiros. Fala-se em oito tiros. O que aconteceu nesse bairro, Sr. Presidente, é recorrente. No Paraná, já houve mais de 2.400 mortes desde 2019. Só no ano passado, houve 433 mortes, 97% delas pela Polícia Militar. É óbvio que foram feitas todas as reclamações. Você manda carta para o Secretário de Segurança Pública, reclama para o Ministério Público, mas nenhuma providência é tomada. A alegação é sempre a mesma: houve confronto. No entanto, esse confronto é estranho, porque a pessoa é baleada e arrastada pelas pernas — isso está filmado, e eu demonstrei hoje na Comissão de Direitos Humanos. Depois, dizem que estão esperando uma ambulância, mas, ao lado, a pessoa leva mais sete ou oito tiros. Não dá para admitir isso! Posteriormente, a polícia, sem mandado, entra na casa de familiares, de pessoas próximas, recolhe telefone, recolhe computador. Alegam que houve um tiroteio entre facções há 2 meses, 3 meses, e, então, estavam fazendo isso. O papel da Polícia é nos proteger. Nós respeitamos a Polícia Militar, nós respeitamos a Polícia Civil, mas nós não vamos continuar convivendo com esse tipo de ação. Eu estou protocolando hoje, na Comissão de Direitos Humanos, um pedido para que façamos, Sr. Presidente, uma audiência pública no Estado do Paraná, com o Ministério dos Direitos Humanos, com a Polícia Federal, com a Polícia Militar e a Polícia Civil do Paraná, com o Ministério Público, com todos os órgãos envolvidos, com os moradores do Parolin, porque não podemos mais conviver com isso. Nós sabemos que há facções, nós sabemos que há milicianos lá, uma série de problemas, e que isso acontece há 30 anos, há 40 anos, há 50 anos, ou mais, desde que o bairro existe, mas não é possível aceitar pacificamente que alguém entre numa casa, encontre uma pessoa dormindo com seu irmão de 9 anos, atire nessa pessoa, leve-a arrastada para fora e execute-a com mais oito tiros. Nós não vamos admitir isso. Este ano a situação passou de todos os limites no Paraná, não só em Curitiba, mas no Estado todo, inclusive em Londrina. Nós temos dois grupos de extermínio, em Londrina e em Curitiba. Obviamente, o Ministério Público, o Gaeco precisa investigá-los. A Polícia Federal precisa investigá-los. Nós já tivemos casos de crime cometido pela Polícia Militar em que os policiais alegavam confronto, mas que, depois de reabertos pelo STJ, comprovou-se que de confronto não tinham nada. Nós não queremos criminalizar a Polícia, nós queremos que ela nos defenda, mas não vamos mais aceitar execuções. É preciso levantar a voz contra isso. Isso diz contra a Polícia Militar, diz contra a Polícia Civil, diz contra as forças de segurança. Se meia dúzia resolve ser criminosa, que saia da Polícia. Se meia dúzia resolve ser miliciana, que saia da Polícia. Se meia dúzia resolve roubar dentro das casas, que saia da Polícia. Eu tenho procurado sempre os policiais e conversado com eles, em nome da Comissão de Direitos Humanos. Sempre que havia qualquer problema com a Polícia eu os procurava, e vou continuar procurando. Nós não vamos aceitar execuções. Obrigado, Sr. Presidente.
  • 07/10/2025Breves Comunicações

    O Deputado críticou a Operação Lava Jato e o papel do ex-Juiz e atual Senador Sergio Moro.Afirmou que a história deu voltas e que Moro, antes visto como justiceiro, agora enfrentava a possibilidade de se tornar réu no Supremo Tribunal Federal. Também lembrou episódios em que a operação agiu com arbitrariedade e perseguição política, citando o impacto econômico e social causado pelas decisões da época. Mencionou ainda o tratamento dado ao então ex-Presidente Lula durante o processo judicial e afirmou que a chamada “República de Curitiba” perdeu o status de símbolo de moralidade e poder.

    Palavras-chave oficiais: Operação Lava Jato,Juiz de direito,Senador,julgamento,Supremo Tribunal Federal (STF),Perseguição política,Ex-presidenta da República

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados e Sras. Deputadas, todos conhecem e todos se lembram da operação dita "redentora", chamada Lava-Jato, e do seu principal personagem, um juiz da cidade de Curitiba que posteriormente passou a ser Ministro e cúmplice e que agora pode se transformar em réu. É impressionante como a história dá voltas. Nessas voltas, quem fez uma, entre aspas, "piada", disse que iria mandar comprar talvez um habeas corpus de um Ministro do Supremo Tribunal Federal, essa mesma pessoa, esse mesmo senhor hoje pode ser julgado por essa, entre aspas, "piadinha". Não era piadinha. Ele e Deltan Dallagnol se julgavam tão acima de todos, que podiam fazer com que pessoas fossem condenadas por fatos indeterminados. De uma forma absolutamente covarde, ele não ouvia absolutamente ninguém e fazia quase que uma cruzada contra aqueles que dele divergiam. Hoje o Senador Sergio Moro está numa situação em que a imprensa não pode mais fazer a sua blindagem. As pessoas na rua já não o olham mais como se fosse aquela pessoa inatingível. O famoso Power Point já não é suficiente. Os 2,5 bilhões de reais que se tentou buscar para criar uma fundação, o que foi impedido pela Justiça, já estão quase no esquecimento. Entretanto, essa mesma pessoa, que está agora para ser julgada, não pelos seus atos, pelos seus crimes de lesa-pátria, por destruir a economia, por deixar milhares de pessoas desempregadas, por quebrar a indústria pesada brasileira, está lá como um cidadão qualquer. O justiceiro virou cúmplice e, de cúmplice, virou réu. Agora sabemos que o homem que acreditou ser o Estado de Direito será julgado e, como já foi dito, talvez muito tarde, depois de todo o estrago que fez, mas talvez ele se lembre muito de uma das suas principais vítimas, da qual ele foi algoz, o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva. Sergio Moro impediu que Lula fosse ao velório do seu irmão. Fizeram piada na Lava-Jato sobre a morte da esposa do Lula, fizeram piada sobre a morte do neto de Lula. Agora eu lembro o que o Lula falou no dia em que estava em uma das oitivas. Ele disse: "O senhor tenha a certeza de uma coisa: se o senhor não puder me condenar, as coisas voltarão para o senhor com muito mais força do que estão hoje fazendo comigo". Acreditou Deltan Dallagnol e acreditou Sergio Moro que estavam absolutamente acima de qualquer lei, de qualquer justiça, e hoje Sergio Moro, como um cidadão qualquer, como ele nunca se julgou, será julgado. O resultado nós não sabemos, Sr. Presidente, mas o fato é que a "República de Curitiba" e Sergio Moro não são mais o "mito" da cidade. Obrigado, Sr. Presidente e Srs. Deputados.
  • 01/10/2025

    O Deputado registrou um caso no Rio de Janeiro em que policiais do BOPE foram flagrados roubando uma residência durante uma operação, após esquecerem a câmera corporal ligada. Ressaltou que episódios assim reforçam a necessidade de punição exemplar e de transparência nas ações policiais. Nesse sentido, destacou a importância do Projeto de lei nº 3.295, de 2024, que estabelece a obrigatoriedade do uso de câmeras corporais pelos policiais, garantindo segurança tanto para os agentes quanto para a população.

    Palavras-chave oficiais: Projeto de lei ordinária,Policial,Câmera corporal,utilização,obrigatoriedade,Defesa

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, eu quero só fazer o registro aqui de um fato que aconteceu no Rio de Janeiro ontem e que me preocupa muito, está em todos os jornais, passou em rede de televisão, quando o Bope entra em uma favela, os policiais entram em uma casa, e, por um cabo esquecer, segundo os jornais, ligada a câmera corporal — aliás, nós sempre insistimos que toda polícia deveria ter câmera corporal —, a cena é revelada. É chocante, Sr. Presidente! Os policiais dizem: "Preciso encontrar um aparelho tal. Ah, o JBL não cabe na minha mochila! Ó, achei um perfume bom!" Roubam literalmente! O Bope roubou aquela casa! É preciso haver punição exemplar. Se não houver, a população vai acreditar que a polícia, o Bope, entra nas casas para roubar! Nesta Casa, há um projeto, que não é só meu, mas de vários Deputados, para que seja obrigatório o uso de câmera corporal pelas polícias. Isso dá segurança para o policial e para a população. O que não dá é para ter esse tipo de ação sem que ninguém saiba. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, eu fico me perguntando: quantas centenas de vezes já não aconteceu de policiais sem identificação, tendo desligado a câmera corporal, roubarem a população? Eu acho fundamental e urgente a votação da matéria que trata das câmeras corporais. Obrigado, Sr. Presidente.
  • 30/09/2025

    O Deputado afirmou que será um dia histórico para a Câmara, a votação do Projeto de Lei nº 1.087, de 2025, que altera a legislação do imposto sobre a renda para instituir a redução do imposto devido nas bases de cálculo mensal e anual e a tributação mínima para as pessoas físicas que auferem altas rendas, prevendo isenção do imposto de renda para salários de até R$ 5 mil e redução para rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350,00. Além disso, destacou que Governos anteriores (Temer e Bolsonaro) não reajustaram a tabela. Explicou que o projeto representa justiça tributária e social, garantindo mais recursos e melhor qualidade de vida para os trabalhadores. Por fim, ressaltou que a proposta cumpre uma promessa de campanha do Presidente Lula, ao colocar o pobre no orçamento e o rico no Imposto de Renda.

    Palavras-chave oficiais: Projeto de lei ordinária,alteração,Legislação Tributária Federal (pessoa física) (1995),redução,Imposto,Rendimento tributável,Tributação,Votação,Justiça tributária,Governo federal

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, amanhã certamente teremos aqui, na Câmara Federal, um dia histórico, porque há muitos anos a gente vem falando de isenção do Imposto de Renda, algo que não aconteceu nos últimos anos. Aliás, durante os Governos do ex-Presidente Temer e do ex-Presidente Jair Bolsonaro, o que não tivemos foi o reajuste da tabela do Imposto de Renda. E amanhã teremos a oportunidade de fazer justiça tributária. Essa justiça tributária, justiça social, virá justamente para aqueles que mais precisam. Quem ganha até 5 mil reais terá isenção do pagamento do Imposto de Renda e, de 5 mil reais a 7.350 reais, terá isenção progressivamente. Isso traz para o trabalhador e para a trabalhadora mais recursos, melhoria de vida. Certamente, toda a população vai ganhar com isso, Sr. Presidente. Eu acredito que a Câmara Federal dará um passo extremamente importante e uma resposta positiva à sociedade, mostrando que os trabalhadores podem confiar na Câmara no momento em que mais precisam. E este será, não tenho a menor dúvida, o momento em que nós iremos votar a redução ou a isenção do Imposto de Renda, que trará um aumento da qualidade de vida da população. Mais uma vez, eu repito, isso é importante. O Presidente Lula cumpre uma de suas principais tarefas e uma de suas principais propostas de campanha, que é colocar o pobre no orçamento e o rico no Imposto de Renda. Obrigado, Sr. Presidente.
  • 24/09/2025

    O Deputado orientou a bancada na votação do Projeto de Lei Complementar nº 163, de 2025, que altera a Lei Complementar nº 200, de 2023, para excluir do cômputo dos limites de despesas primárias as despesas temporárias com educação pública e saúde de que trata o art. 6º da Lei nº 15.164, de 2025, e as despesas financiadas com recursos oriundos de empréstimos internacionais e suas respectivas contrapartidas, bem como excluir as referidas despesas com educação pública e saúde das metas fiscais, ressalvados os destaques. Na oportunidade, elogiou a atuação do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em audiência na Câmara, dizendo que ele “deu um baile” na oposição e respondeu com calma a provocações. Por fim, destacou que a Proposta de Emenda à Constituição nº 3, de 2021, que altera os arts. 14, 27, 53, 102 e 105 da Constituição Federal, para dispor sobre as prerrogativas parlamentares, foi enterrada no Senado, e criticou a tentativa de ressuscitá-la pelo Senador Sergio Moro.

    Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Projeto de lei complementar,Governo,Base de apoio político,Voto favorável Ministro de Estado da Fazenda,Audiência pública,Oposição política Proposta de Emenda à Constituição,Prerrogativa constitucional,Imunidade parlamentar,Senado Federal,Senador

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, o Governo orienta "sim", mas acho importante lembrarmos que hoje o Ministro Haddad esteve aqui. Acho que o Ministro Haddad trouxe uma série de esclarecimentos e, de fato, mostrou o rumo do Governo. Entendo que a Oposição fique bastante irritada, numa situação complicada, porque quem lá esteve, como nós estivemos, viu o baile que o Haddad deu nos Deputados da Oposição, inclusive naqueles que tentaram tirá-lo do sério de forma mal-educada, a quem ele soube responder muito bem. Obviamente, há 1 semana, estavam fazendo festa porque achavam que ia passar a tal da PEC das prerrogativas. Hoje ela foi não só enterrada no Senado; mais ainda, ela foi enterrada, Sr. Ministro, com uma situação muito peculiar. Aquele que se dizia, para muitos, ser o arauto do moralismo tentava ressuscitar a PEC. Eu me refiro ao Senador Sergio Moro. Perdeu Sergio Moro; perdeu também a Oposição. O voto é "sim", Sr. Presidente.
  • 23/09/2025Breves Comunicações

    O Deputado comentou as manifestações ocorridas em todas as capitais, no Distrito Federal e em centenas de cidades contra a Proposta de Emenda à Constituição nº 3, de 2021, que altera os arts. 14, 27, 53, 102 e 105 da Constituição Federal, para dispor sobre as prerrogativas parlamentares e dá outras providências. Afirmou que a proposta, aprovada na Câmara, buscava blindar Deputados, Senadores e Governadores, mas ressaltou que o Senado já anunciou que não dará continuidade ao texto. Destacou que a população rejeitou qualquer medida que possa gerar impunidade e defendeu que golpistas não recebam anistia, mas sim punição judicial. Mencionou ainda que Jair Bolsonaro está preso, que seu filho enfrenta processos e que a democracia deve ser garantida pelas ruas e pelo voto.

    Palavras-chave oficiais: Proposta de Emenda à Constituição,alteração,prerrogativa,Parlamentar,Impunidade,contrário,manifestação

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, nós acompanhamos domingo a resposta que a população do Brasil inteiro — do Brasil inteiro — deu aos Deputados que resolveram votar a tal PEC das Prerrogativas, ou PEC da Impunidade. O Brasil inteiro se manifestou de uma forma como há muitos anos nós não víamos. Há muitos anos nós não víamos as 27 capitais, o Distrito Federal e centenas de cidades com dezenas, centenas de milhares de pessoas nas ruas dizendo "não" à impunidade, "não" à blindagem de Deputados, "não" a uma PEC que permite que Deputados e Senadores possam cometer crimes, e ficarem impunes, porque é isso que foi votado aqui na última semana. Pior ainda, num processo extremamente difícil de entender, a partir do momento em que foi aprovada a PEC, nós tivemos uma emenda que dizia que não poderia ser secreta a votação. Pois bem, essa emenda não passou. Ainda assim, no dia seguinte, ela voltou. Mais uma vez, aqueles Deputados entenderam que era preciso "proteger" — entre aspas — os já protegidos, aqueles que já têm uma série de prerrogativas diferentes da população, e, ainda assim, a matéria passou. Entretanto, o Senado acabou de informar que vai enterrar a PEC da Impunidade, vai enterrar a PEC das Prerrogativas. E aqui nesta Casa fica o ônus, Sr. Presidente, de se ter votado algo absolutamente fora de qualquer contexto; de os Deputados acharem que, com isso, iam ficar liberados de qualquer tipo de ação judicial, em caso de delito. "Não passará": assim disse a população do Brasil inteiro. Assim falou Curitiba, São Paulo, Rio, Porto Alegre, onde milhares de pessoas foram às ruas dizer que não aceitam nenhum tipo de impunidade. E assim será também, Sr. Presidente, com a tal Lei da Anistia. Não haverá anistia para golpistas. Para golpista haverá cadeia. Não há por quê. E isso Jair Bolsonaro já está vendo, e o seu filho acaba de ver também. Seu filho achava que poderia fazer todo tipo de sedição, todo tipo de manifestação contrária ao nosso País, todo tipo de traição, e ainda assim virar Líder aqui nesta Câmara. Pois hoje o Diário Oficial informa que ele está formalmente barrado. Bolsonaro está na cadeia e seu filho será cassado — não temos dúvida, Sr. Presidente. O Brasil não aceita mais golpes. O Brasil não aceita a anistia. O Brasil não aceita que Deputados se beneficiem, pelos seus próprios votos, de algo que a população não tem, que é não ser considerado, de forma alguma, culpado por algum delito, e Deputados serem julgados só se esta Casa autorizar. Por isso, eu parabenizo todos aqueles que participaram. Eu acho que é um dia de lavar a alma. Finalmente, nós vamos nos encontrar, Sr. Presidente, com a democracia de fato, com a democracia que se faz nas ruas, com a democracia que se faz através do voto, com a democracia que faz com que a população possa escolher e dizer claramente a todos os Deputados: "Não aceitamos golpe". Para quem tinha alguma ilusão com relação ao Trump, eu recomendo que veja, hoje, as declarações com relação ao Presidente Lula, depois de um duro discurso de Lula, e de o Trump ter dito que tem simpatia por Lula. Peço que o meu discurso seja colocado em todos os órgãos de divulgação da Casa e no programa A Voz do Brasil. Obrigado, Sr. Presidente.
  • 10/09/2025

    O Deputado orientou a bancada na votação do requerimento de urgência para tramitação do Projeto de Lei nº 1.579, de 2025, que regulamenta o art. 6º da Constituição Federal para assegurar o direito à alimentação ao entregador que presta serviço por intermédio de empresa de aplicativo de entrega.

    Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de urgência,Projeto de lei ordinária,Federação Brasil da Esperança (FE BRASIL),Voto favorável

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - A federação orienta o voto favorável, Sr. Presidente, porque nós entendemos que é preciso urgência para a tramitação do projeto, que prevê que os entregadores de alimentos por aplicativos possam ter um valor mínimo de 20 reais a cada 4 horas trabalhadas, 20 reais para o auxílio-alimentação. Uma pesquisa aponta que de cada quatro entregadores — como esses meninos que trabalham com o iFood e entregam alimentos —, três estão em insegurança alimentar. Então, o que se propõe no projeto é que a gente possa ter um vale-alimentação mínimo para as pessoas. Por isso, nós aprovamos o regime de urgência e pedimos o voto "sim".
  • 10/09/2025Breves Comunicações

    O Deputado afirmou que o julgamento em curso sobre Jair Bolsonaro, generais e envolvidos no 8 de janeiro é histórico e expôs contradições no discurso de setores da extrema-direita. Criticou a defesa de que não há crime organizado sem armas, citando operações financeiras do PCC que movimentaram bilhões de reais sem violência armada. Também lembrou posições anteriores do Ministro Luiz Fux contrárias às decisões agora celebradas por opositores. Ressaltou ainda que o 8 de janeiro configurou tentativa de golpe, condenou o apoio a intervenções externas e à bandeira dos Estados Unidos em manifestações, e previu que Bolsonaro e aliados serão responsabilizados judicialmente.

    Palavras-chave oficiais: julgamento,Ex-presidente da República,General de exército,Tentativa (crime),Golpe de Estado (crime),Extrema direita,contradição,Crime organizado,ausência,Arma,Operação financeira,Ministro do Supremo Tribunal Federal,Bandeira,Estados Unidos,Dia da Independência do Brasil

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Boa tarde, Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas. Eu quero iniciar, Sr. Presidente, com uma frase de V.Exa., que é o Ouvidor-Geral desta Casa: "Ouvir a população sempre foi e sempre será o primeiro passo para a transformação de verdade". Hoje nós estamos vendo um julgamento histórico, com dois votos que foram dados ontem pela condenação de Jair Bolsonaro, dos generais que tentaram o golpe e daqueles que participaram do ocorrido no dia 8 de janeiro. Alguns disseram que não há golpe sem armas, não há crime sem armas e não há organização criminosa sem armas. Eu acho que essas pessoas não viram o que aconteceu recentemente, quando o Banco Central falou que foram retirados daquela instituição 1 bilhão e 200 milhões de reais, depois mais 400 milhões de reais através de Pix. E agora vemos o PCC praticando um roubo, senhoras e senhores, de mais de 30 bilhões de reais sem usar armas. Parece que alguns discursos só servem mesmo quando são favoráveis àqueles que o fazem. Eu lembro que o mesmo Ministro Fux, para quem hoje estão todos, ou alguns da extrema direita, aqui batendo palmas, há algum tempo falou exatamente o contrário. Ele disse que o julgamento não poderia retornar ao primeiro grau e não poderia ser anulado. Perdeu por 8 a 3. Vai perder agora por 4 a 1. Não sei o que há para comemorar, afinal de contas, devem ter os seus motivos, as suas razões. Olhem quanta contradição existe na fala daqueles que dizem: "Este País virou uma ditadura". Eu me pergunto se na ditadura um Ministro do Supremo Tribunal Federal — isso se, de fato, o STF estivesse aberto, coisa que não aconteceria — poderia divergir daqueles outros Ministros que pretendiam votar de acordo com a sua consciência e também naquilo que nós todos, enquanto população, temos dito e insistido: o que houve dia 8 de janeiro foi uma tentativa de golpe; o que houve com Jair Bolsonaro foi uma tentativa de assassinato; o que houve com aqueles que acamparam ao lado dos quartéis foi uma tentativa de golpe. Nós temos diferenças de opiniões e, obviamente, respeitamos todas. Agora, o que não dá, Sr. Presidente, é assistir passivamente à comemoração feita pelo Departamento de Estado americano dizendo que, finalmente, eles não vão precisar intervir aqui porque, afinal de contas, a democracia vai voltar. Quem são os americanos, os Estados Unidos, o Trump, para vocês louvarem, para vocês baterem palmas, para vocês estenderem bandeira americana e dizerem que realmente é preciso uma intervenção, como, aliás, faz aquele Deputado que já deveria ter sido cassado, inclusive por faltas, o tal do Bolsonaro, que está lá nos Estados Unidos fugido. Aquele que xingou o pai, xingou todo mundo. Agora parece que as pessoas esqueceram. Bolsonaro será preso. A sua quadrilha será presa. Vocês vão ter que engolir. Não vai ter jeito. Podem espernear, podem bater palmas para Fux, podem bater palmas para Trump, podem bater palmas para a América do Norte, mas Bolsonaro será preso. Peço que meu pronunciamento seja divulgado pelo programa A Voz do Brasil, Sr. Presidente.
  • 09/09/2025Breves Comunicações

    O Deputado criticou uma minuta de projeto que concede anistia a investigados pelos atos golpistas de 2019 em diante, alegando que o texto chegaria ao ponto de incluir “crimes futuros”. Relembrou episódios como acampamentos em frente a quartéis, explosões, bloqueios de rodovias e invasão das sedes dos Poderes como tentativas de golpe após a derrota eleitoral de Jair Bolsonaro. Classificou a proposta de anistia como absurda e inédita, defendeu a punição dos envolvidos e encerrou afirmando que “lugar de golpista é na cadeia”, rejeitando qualquer perdão aos atos praticados.

    Palavras-chave oficiais: minuta,Projeto de lei ordinária,anistia,Investigado,Tentativa (crime),Golpe de Estado (crime),Acampamento,Quartel,Explosão,bloqueio,Rodovia,invasão,Edifício público,Sede,Poder Executivo,Poder Legislativo,Poder Judiciário,perda,Eleições,Ex-presidente da República,punição

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, nós vimos hoje os dois primeiros votos de um julgamento que não tem nada de novo, Deputado Rui Falcão, o julgamento dos golpistas, que, não conformados com a derrota nas urnas, tentaram de tudo: Punhal Verde e Amarelo, para eliminar o Presidente da República, o Vice-Presidente e o Presidente do STF; acampamento em frente aos quartéis; explosão de bombas nos aeroportos; trancamento das rodovias. Tudo o que não poderiam fazer fizeram. Agora reclamam, porque na verdade tentaram o golpe e não conseguiram até por incompetência. Invadiram as sedes dos Poderes, os Palácios, e agora reclamam. Mas o mais absurdo é que, não conformados, e já sabendo que serão presos Bolsonaro e aqueles que tentaram o golpe, agora querem um projeto de anistia, Sr. Presidente. A minuta que circula diz o seguinte: "O Congresso Nacional decreta: Fica concedida anistia a todos aqueles que, no período compreendido entre 14 de março de 2019 e a data de entrada em vigor desta lei, tenham sido ou estejam sendo ou, ainda, eventualmente, possam vir a ser investigados, processados ou condenados em razão de tais condutas: que constituam manifestações verbais..." E aí segue. Eu nunca vi alguém pedir anistia para crimes futuros! A coisa é tão absurda — é um escárnio, na verdade —, que os golpistas da extrema direita não apenas tentaram o golpe — foram derrotados, e vão ser presos —, como agora já tentam, Deputada Erika, fazer com que os golpes futuros também possam ser anistiados. É uma coisa inédita no mundo alguém dizer que serão anistiados os golpistas de ontem e também os golpistas do futuro, por golpes que eles ainda não conseguiram realizar, mas talvez tentem. Volto a dizer: é caso único na história pessoas que deveriam proteger o País, como é o caso de um Presidente da República, tentarem o golpe, não conseguirem, e agora, amparados por uma... É uma situação tão esdrúxula, tão absurda, que não há o que dizer a respeito dela. Eu não sei como é que alguém pensa em anistia para golpes futuros, para golpes, Presidente, que ainda não aconteceram. Deveriam colocar na proposta que os golpes serão perdoados ad aeternum. Certamente, Sr. Presidente, eles não serão perdoados, porque golpistas irão para a cadeia. Jair Bolsonaro irá para a cadeia. Os seus generais irão para a cadeia. Aqueles que tentaram o golpe e disseram aos quatro ventos que iriam matar o Presidente Lula irão para a cadeia. E a anistia para crimes passados, presentes e futuros não passará, porque lugar de golpista é na cadeia. O lugar daqueles que atentaram contra a República é na cadeia e daqueles que lambem as botas dos Estados Unidos também. Sr. Presidente, peço que meu discurso seja colocado em todos os órgãos de divulgação da Casa e no programa A Voz do Brasil. Não à anistia e cadeia para os golpistas! Obrigado, Sr. Presidente.
  • 03/09/2025

    O Deputado comentou a operação da Polícia Federal, que investigou possíveis irregularidades envolvendo fintechs, a região da Faria Lima e o Porto de Paranaguá, especificamente o terminal PAR 50. Destacou que a concessão do espaço a uma empresa privada ocorreu por apenas 1 milhão de reais, quando o valor estimado seria de 300 milhões, com exclusão de grandes empresas do processo. Informou ainda que a denúncia foi encaminhada a vários órgãos, mas não houve suspensão do contrato. Afirmou que levaria o caso à Comissão presidida pelo Deputado Rogério Correia. Por fim, ressaltou que o terminal é suspeito de ligação com o PCC e de movimentar importações de metanol em esquema estimado em 120 bilhões de reais.

    Palavras-chave oficiais: Polícia Federal (PF),Porto de Paranaguá,Crime organizado,Fintech,Operação policial,São Paulo (SP)

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, quero deixar registrado que nós acompanhamos todo o processo que aconteceu na semana passada, a respeito de uma grande operação da Polícia Federal. Essa operação envolve, Sr. Presidente, as fintechs, envolve a Faria Lima, envolve uma série de coisas, mas envolve também o Porto de Paranaguá, não o porto como um todo, mas especificamente o PAR 50. Foi feita uma concessão a uma empresa privada, e essa concessão nós achamos muito estranha, porque o valor pago foi de 1 milhão de reais e era para ser 300 milhões de reais. Só houve um interessado, uma vez que as grandes empresas acabaram tendo que ficar de fora. Nós fizemos a denúncia ao Tribunal de Contas da União, ao Tribunal de Contas do Estado, à Antaq — Agência Nacional de Transportes Aquaviários, ao Ministério dos Portos e Aeroportos, à Transpetro, e, infelizmente, não houve nenhuma suspensão daquele acordo. Eu falei com o Deputado Rogério Correia, e nós vamos buscar trazer essas pessoas aqui para a Comissão que ele preside para termos esclarecimentos. O PAR 50, no Paraná, acabou sendo alvo dessa investigação, acusado de ser um dos braços do PCC, e um dos braços que fazia justamente a importação de metanol, que posteriormente era distribuído, só no Paraná, a mais de mil postos, e, no Brasil inteiro, a muito mais postos do que isso, em uma operação que se estima ter movimentado 120 bilhões de reais. Obviamente, o PAR 50, para quem não sabe, é um atracadouro, e tem que ser investigado. E nós vamos fazê-lo. Obrigado, Sr. Presidente, Srs. Deputados.
  • 27/08/2025

    O Deputado discutiu o Projeto de lei nº 1.707, de 2024, que altera a Lei nº 12.087, de 11 de novembro de 2009, para incluir cooperativas solares entre as entidades elegíveis para a garantia de risco às operações de crédito do Fundo de Garantia de Operações - FGO, nas condições que especifica.

    Palavras-chave oficiais: Projeto de lei ordinária,Discussão

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Presidente, nós sabemos da necessidade que temos de energia, mas nós sabemos da necessidade que temos de energia limpa. Acho que projetos como esse que o Deputado Pedro Uczai apresenta, com relatoria obviamente também consubstanciada na mesma lógica, Deputado Pedro, teriam que ser votados talvez por unanimidade. Há divergências? É claro que há divergências, e elas são naturais. Agora, não podemos negar o que um projeto como esse pode trazer não só para as pequenas comunidades. Ele também traz um alívio para todo o sistema, Deputado Pedro Uczai, que nós temos de geração de energia. Aqui eu quero fazer uma referência que nós temos no nosso Estado. A Itaipu Binacional passou a fazer, juntamente com toda a sua estrutura, um estudo para que todas as universidades, Deputado Pedro, do Paraná — estaduais, federais, institutos — sejam cobertas com energia limpa, ou seja, energia fotovoltaica. Isso significou um investimento de cerca de 116 milhões de reais da Itaipu e vai fazer com que essas universidades economizem centenas de milhões de reais todos os anos durante muito tempo. Então, eu fico me perguntando se, afinal, a oposição é ao projeto ou se a oposição é ao autor. Ao autor ou ao projeto? Parece-me, pelos discursos feitos, que é porque o autor é do Governo, se fosse da Oposição concordariam, porque é uma sandice, é surreal se opor a um projeto por sua origem e não pelo seu mérito. Nós defendemos a existência de cooperativas que não só irão ajudar, sim, pequenos agricultores, mas que também irão ajudar populações de cidades que muitas vezes não têm acesso a esse tipo de energia, para que possam, como bem lembrou o Deputado Pedro, entregar energia a um custo barato. Parece que a Oposição quer que seja quanto pior melhor. Então, que vão lá no Paraná e digam que são contra, porque lá eles são a favor, lá eles são pianinho. Mas aqui viram tigrões, dizendo que não querem, porque não querem, porque tem isso, porque tem aquilo. Na verdade, não são contra o projeto, são contra perder um debate que é extremamente necessário e que o Governo Lula vem fazendo. Eles se recusam a enfrentar esse debate de forma honesta. Fazem o debate de forma desonesta quando acusam, sem provas, que o projeto tem esse e aquele problema. Na verdade, ele não tem problema. O problema mesmo é ser um projeto muito bom; o problema é ser um projeto do Governo Lula, através do Deputado Pedro.
  • 26/08/2025Breves Comunicações

    O Deputado criticou declarações do Deputado Eduardo Bolsonaro, do Deputado Gustavo Gayer e de um advogado que sugeriram retirar recursos do Banco do Brasil, alegando risco de quebra da instituição. Classificou essas ações como covardes e criminosas, destacando que atacam não só o banco, mas também a população e a credibilidade do sistema financeiro brasileiro. Por último, ressaltou a importância histórica do Banco do Brasil, repudiou a conduta dos envolvidos e anunciou um ato em defesa do banco e da soberania nacional.

    Palavras-chave oficiais: declaração,Deputado federal,Advogado,sugestão,retirada,recursos,Banco do Brasil (BB),Sistema financeiro,Soberania nacional

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, eu comecei a trabalhar no Banco do Brasil no dia 13 de janeiro de 1975, e saí do banco em 2002. Durante o período da ditadura militar, nós vimos muitas vezes o uso político do banco. Posteriormente, continuamos assistindo a este processo, no Governo Collor e parte do Governo Fernando Henrique Cardoso, de tentativa de privatização. Esses Governos fizeram movimentos para que o banco fosse prejudicado e abrisse espaço para os bancos privados. Entretanto, Sr. Presidente, nunca — absolutamente nunca — na história do nosso País houve um movimento tão vergonhoso e tão covarde como este que está sendo feito pelo Deputado fugitivo Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos para não ser preso no Brasil. Também um Deputado desta Casa — o Deputado Gustavo Gayer — postou na sua rede social: "Retirem seu dinheiro dos bancos". E um advogado do Paraná, o Jeffrey Chiquini, disse que o Banco do Brasil poderia quebrar. Eduardo Bolsonaro diz que é para retirar o dinheiro do Banco do Brasil, porque o banco irá quebrar. Ora, isso não é só uma ação contra o Banco do Brasil, o que já é crime — nós sabemos que contra o sistema financeiro é crime —, mas também é uma ação contra o povo brasileiro. Sr. Presidente, não é admissível que alguém que deveria ter responsabilidade, na condição de Deputado, saia por aí, aos quatro ventos, dizendo bobagens, besteiras, como se fosse ingênuo e não soubesse que suas intervenções podem — não significa que vão — criar um processo extremamente pernicioso a todos os bancos e a todos os bancários do Brasil. Então, fica aqui o repúdio aos Deputados Bolsonaro e Gayer, que — volto a dizer —, de forma irresponsável e covarde, atacam o Banco do Brasil. Mais do que isso, hoje a AGU pede à Polícia Federal que investigue aquelas pessoas que estão fazendo esse movimento. Na verdade, essas pessoas são apenas ponta de lança. Esse movimento é muito maior. É um movimento para fazer com que nós tenhamos, Sr. Presidente, descrédito pelas instituições financeiras. Nós sabemos que o sistema financeiro do Brasil — ainda que tenhamos enormes críticas à política de taxa de juros — é um dos mais confiáveis do mundo. E agora, de repente, parece que essas pessoas descobriram que é possível fazer com que esses bancos sejam desacreditados, em especial o Banco do Brasil, e, com isso, lucrar politicamente. Volto a dizer: o Deputado fujão Bolsonaro, o Deputado Gayer e Chiquini fazem um desserviço ao País quando dizem, direta ou indiretamente, que o Banco do Brasil vai quebrar. Amanhã nós teremos um ato em defesa do Banco do Brasil e da soberania e contra essa covardia que esses pseudodeputados e esse pseudoadvogado fazem. Obrigado, Sr. Presidente. Peço que meu pronunciamento seja publicado no programa A Voz do Brasil.
  • 20/08/2025Breves Comunicações

    O Deputado denunciou a decisão do Governador Ratinho Jr. de privatizar a Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná, empresa pública de tecnologia do Paraná, contrariando promessa anterior. Explicou que o leilão, previsto para 2025, pode render até R$ 3,5 bilhões, mas coloca em risco a segurança de dados sigilosos de milhões de cidadãos, ameaça a Lei Geral de Proteção de Dados e pode gerar demissões em massa. Por fim, anunciou ações no Congresso e possível provocação ao Supremo Tribunal Federal (STF) para barrar a venda.

    Palavras-chave oficiais: Privatização,Empresa pública,Tecnologia da informação,Paraná,Governador,Leilão,Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPDP) (2018)

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Sr. Presidente. Srs. Deputados e Sras. Deputadas, diz um ditado popular que "a mentira tem pernas curtas". No ano passado, houve um debate no Paraná sobre a privatização da Celepar, empresa que faz todo o processamento de dados dos servidores públicos do Estado do Paraná, de toda a população, como, aliás, todas as demais fazem. Essa empresa, de 1960, é altamente lucrativa. O Governador, em agosto do ano passado, negou que houvesse qualquer possibilidade ou perspectiva de privatização. Entretanto, o mesmo Governador contratou, em setembro de 2024, uma consultoria para avaliar a possibilidade de desestatizar a Celepar — Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná. E agora já afirmou que está aberto o processo para que sejam recebidas propostas para a venda da Celepar. Essa venda pode gerar de 2 bilhões a 3,5 bilhões de reais. Alguns bancos já se mostraram interessados. Empresas da Itália, do Canadá e da Irlanda também já demonstraram interesse. O leilão está marcado, a princípio, para novembro de 2025. Qual é o problema disso, Sr. Presidente? É que nós vamos entregar para a rede privada todos os dados de paranaenses e daqueles que não são paranaenses, mas que têm os seus dados nessa empresa. Esses dados poderão ser vendidos e direcionados. Desde que isso foi aventado, em nenhuma das vezes houve a possibilidade de se ter a quantidade de dados que serão colocados publicamente à disposição. A Lei Geral de Proteção de Dados é considerada uma lei que nos protege e que, constitucionalmente, garante que nós tenhamos o sigilo e a proteção desses dados junto a uma empresa pública. Entretanto, a Celepar está sendo colocada à venda. A Celepar vai demitir centenas de trabalhadores. Nós não sabemos com quem e para quem ela vai operar. A Celepar contratou, sem licitação, esse processo por 2 bilhões e 600 milhões de reais no ano passado. No ano que vem, poderá não ser mais uma empresa paranaense, sequer uma empresa brasileira. Isso é altamente preocupante, Sr. Presidente. Por isso, nós estamos provocando uma audiência pública com a Comissão de Direitos Humanos. Vamos solicitar que a Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação participe e que o STF se manifeste. Afinal de contas, não é comum uma empresa com mais de 60 anos ser colocada à venda, com todos os dados. Eu só faço um questionamento, Sr. Presidente. Poderão ser publicados dados sigilosos de processos que estão em execução do Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas, inclusive de processos de pessoas que estão privadas de liberdade. Aqueles que têm seus dados na Celepar poderão ter seus dados expostos. Por isso, nós vamos fazer um grande movimento, para evitar que essa grande empresa paranaense, por conta do Governador Ratinho, com as suas mentiras de pernas curtas, seja vendida. Não é admissível que isso aconteça, e nós vamos resistir. Obrigado, Sr. Presidente.
  • 19/08/2025

    O Deputado orientou a bancada na votação do Projeto de Lei nº 41, de 2025, que autoriza a criação da Carteira Nacional de Docente no Brasil (CNDB). Ademais, contestou críticas à aplicação do piso salarial dos professores, afirmando que, quando não é pago, a responsabilidade recai sobre Municípios e Estados, que recebem recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Além disso, destacou que a omissão não pode ser atribuída ao Governo Federal. Citou ainda o exemplo do Paraná, cujo Governador é aliado do ex-Presidente Bolsonaro, para repudiar o programa “Prova Paraná”, que permite a aprovação de estudantes mesmo sem frequência ou nota, inflando os índices do Ideb. Por fim, elogiou o Governo Lula por investir na educação, criando universidades e institutos e garantindo melhores condições de vida e trabalho aos professores.

    Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Projeto de lei ordinária,Governo,Base de apoio político,Voto favorável Piso salarial,Professor,Município,Estado (ente federado),Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb),Recursos públicos,Governo federal,Presidente da República,Universidade,Instituto federal,Condições de trabalho Governador,Paraná,Política educacional,Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb),Aprovação,Estudante

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - O Governo orienta "sim", Sr. Presidente, porque entende que educação é uma prioridade. Eu ouvi aqui alguém falar que não adianta ter piso, se não é pago. Se não é pago, reclame lá no Município, reclame lá no Estado, porque o Fundeb recebe recursos para isso. Agora, muito Município não paga, e nós não sabemos o que faz com o dinheiro, mas com certeza isso não é por conta do Governo Federal. Sr. Presidente, acho que é preciso deixar algo claro aqui. Quanto a não existirem regras claras para a aprovação, como eu ouvi aqui, deviam pegar o exemplo do Paraná, cujo Governador inclusive apoia o Bolsonaro. O Governador do Paraná criou um tal de Prova Paraná, com que, mesmo sem ir para a aula e mesmo sem nota, o estudante é aprovado. Consegue-se, assim, o melhor Ideb do Brasil. Disso eles se esquecem. Por isso, o nosso voto é "sim", Sr. Presidente, porque este Governo, de fato, se interessa pela educação e faz pela educação aquilo com que se comprometeu, uma educação de qualidade, criando institutos, criando universidades e dando aos professores condições de vida e trabalho. Obrigado, Sr. Presidente.

Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 22/12/2023 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.