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Detector de Bananada
Foto de Tadeu Veneri

Deputado · Câmara

Tadeu Veneri

PT · PR

Esquerdapor que esse rótulo?● Em exercício

Nome civil: Antonio Tadeu Veneri · 73 anos

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Bananômetro

Bananômetro: 85 de 100, Cara Bom0406080100

85/100

Cara Bom

Aparece, vota e trabalha.

Nota maior que a de 79% dos deputados · média do partido: 80

Por que essa nota?
  • Presença em sessõespeso 40% · 98%

    Aparece para trabalhar?

  • Participação em votaçõespeso 35% · 84%

    Vota quando precisa? (votações com registro de nome)

  • Iniciativas que avançarampeso 15% · 45%

    Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)

  • Atividade na tribunapeso 10% · 94%

    discursos na tribuna (percentil)

A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?

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Como vota · Mandato atual (2023–2027)

Vota com o governo 97%das 749 votações em que o líder do Governo pediu Sim ou Não e ele votou

Vota com o próprio partido 98%das 776 votações em que o partido (ou a federação) pediu Sim ou Não e ele votou

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E-mail
dep.tadeuveneri@camara.leg.br
Telefone
(61) 3215-5952
Gabinete
Gabinete 952, Anexo IV, 9º andar – Câmara dos Deputados, Brasília-DF

Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.

Números de Mandato atual (2023–2027)

Presença nas sessões

98%

Esteve em 385 de 391 sessões

Melhor que 84% dos deputadosMédia do partido: 95%

Votou nas votações

84%

Registrou voto em 944 de 1.128 votações nominais

Melhor que 57% dos deputadosMédia do partido: 83%

Iniciativas que viraram lei

0

de 17 projetos apresentados (0%)

2 avançaram · 9 em andamento · 6 arquivados ou rejeitados

Alinhamento com o governo

97%

Em 749 votações em que o Governo orientou

Mais governista que 89% dos deputadosMédia do partido: 98%

A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.

293 discursos na tribuna · de 08/02/2023 a 13/10/2026.

  • 18/03/2026

    O Deputado defendeu o adiamento da votação do Projeto de Lei nº 3.780, de 2023, argumentando a necessidade de aprofundar o debate sobre seu conteúdo. Afirmou que a proposta, da forma apresentada, poderia limitar a atuação do Judiciário ao impor condições rígidas ao magistrado. Destacou que o Senado havia promovido aprimoramentos no texto, mas sustentou que ainda era necessário construir entendimento mais amplo antes da deliberação. Por fim, enfatizou a importância de garantir flexibilidade na aplicação da lei e de evitar decisões engessadas, defendendo maior diálogo entre os envolvidos no processo legislativo.

    Palavras-chave oficiais: Ordem do Dia do Plenário,adiamento,Projeto de lei ordinária,alteração,Código Penal (1940),Crime contra o patrimônio,Aumento da pena,Roubo,Furto

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, nós gostaríamos que esse projeto não fosse votado hoje, porque buscamos o seguinte entendimento: a possibilidade de, quando julgado, que haja para o juiz uma condição de não engessamento. O Senado melhora o projeto, faz o aprimoramento do projeto, mas entendemos que é preciso conversar mais a respeito, justamente porque o nosso entendimento, da forma como estava aqui, cria para o juiz uma condição absoluta.
  • 18/03/2026

    O Deputado orientou a bancada na votação do requerimento de adiamento da discussão do Projeto de Lei nº 3.880, de 2024, que altera a Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha), para incluir a violência vicária dentre as definições de violência doméstica e familiar contra a mulher de que trata o respectivo art. 7º.

    Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de adiamento da discussão,Projeto de lei ordinária,Federação Brasil da Esperança (FE BRASIL),Voto contrário

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, a Federação do PT, PCdoB e PV orienta "não", por uma razão simples. Nós não estamos tratando apenas das mulheres, nós estamos apenas dizendo que esses crimes são cometidos majoritariamente para atingir mulheres. Só para dar um exemplo, nós temos uma média de quatro feminicídios por dia no Brasil. Quantos assassinatos são cometidos por mulheres contra homens? Muito poucos, ou nenhum. O exemplo dado anteriormente não se aplica porque é uma exceção, Sr. Presidente. Nós não podemos pegar a exceção e transformar em regra. A verdade é que a mulher é a vítima desses crimes. Precisamos proteger a vítima, não a exceção. Nossa orientação é "não", Sr. Presidente.
  • 18/03/2026Breves Comunicações

    O Deputado manifestou insatisfação com a atuação do Senador Sergio Moro e assinalou o pedido de vista em proposta que previa a perda de cargo para magistrados envolvidos em fraudes, em vez de serem apenas exonerados e irem para a aposentadoria compulsória. Além disso, criticou a aproximação de Moro com o Partido Liberal (PL) e declarou haver incoerência política em face de posicionamentos anteriores contra a legenda. Por fim, evidenciou contradições éticas nas alianças partidárias e solicitou coerência no exercício do mandato.

    Palavras-chave oficiais: Senador,Vista de proposição legislativa,Magistrado,Fraude,Exoneração,Aposentadoria compulsória,Filiação,Partido Liberal (PL),Participação política,Exercício do mandato

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, hoje no Senado havia uma proposição, aliás, feita a pedido do Ministro do STF Dino, para que desembargadores, juízes e promotores perdessem o cargo quando ocorressem processos que comprovassem sua participação em fraude, não fossem apenas exonerados e tivessem a aposentadoria compulsória, como acontece hoje. Para surpresa de ninguém, quem pediu vista? O ex-juiz, quase que uma vestal dentro de todo o processo, Sergio Moro. Sergio Moro pediu vista para que o processo não caminhe. Se vai ser por uma semana, por duas, por dez, não sabemos. Mas isso vem numa caminhada do Senador Sergio Moro, ex-juiz, ex-Ministro do Jair Bolsonaro, que é bastante interessante. Vejam os senhores: Sergio Moro quer ser Governador do Estado do Paraná, mas não tem partido. Nenhum partido o aceitava. Agora diz que vai para o PL. O PL?! Mas que contradição! Ele dizia que jamais estaria num partido que tivesse alguém cassado por corrupção. Logo o PL?! De extrema direita, o partido está agora com três ou quatro Deputados já com sinalização — do STF, inclusive — de que deverão ser cassados. Ora, Sr. Sergio Moro, que discurso mais absurdo! O senhor, Senador Sergio Moro, quando era juiz, pediu a cassação do registro do PL no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, segundo um dos jornalistas aponta hoje. O mesmo juiz falou que não estaria mais, em hipótese alguma, com a família Bolsonaro, já que tinha acusado Jair Bolsonaro, o presidiário, de estar envolvido num monte de corrupção. Agora parece que Sergio Moro teve uma crise precoce de Alzheimer. Passou a procurar o PL. Passou a achar que Jair Bolsonaro, o presidiário, é um grande líder. Passou a achar que, afinal de contas, pediu — se de fato pediu — a cassação do registro de forma equivocada. Passou a ver aqueles que estão sendo cassados por corrupção dentro do PL como injustiçados. Claramente, Sr. Presidente, é preciso que a gente venha aqui. Quem tem mandato tem que ter pelo menos o mínimo de coerência. Se é para não ter coerência, tudo bem, mas então não venha falar. Agora eu vejo Sergio Moro, a vestal do Paraná, o grande homem da Lava-Jato, fazendo exatamente aquilo que dizia que jamais faria: estar junto de um partido que tem hoje três ou quatro Deputados já com pedido de cassação. Os outros têm também? É possível que tenham, mas em nenhum momento Sergio Moro disse que estaria com os outros. Disse que não estaria com o PL, que não estaria com presidiário, não estaria com esse grupo. E agora estão lá, de braços dados. A vida é engraçada, não, Sr. Presidente? No mesmo dia em que pede apoio do PL, pede para segurar o projeto que prevê a expulsão e a perda da aposentadoria de juízes e promotores. Esse é Sergio Moro. Muito obrigado.
  • 17/03/2026Breves Comunicações

    O Deputado criticou entrevista realizada com pré-candidatos do PSD à Presidência da República, apontando ausência de questionamentos incisivos. Em seguida, direcionou críticas ao Governador do Paraná, mencionando medidas adotadas em sua gestão, como privatizações, aumento de pedágios e política educacional. Contestou o posicionamento contrário do Governador Ratinho Júnior à proposta de redução da jornada de trabalho para o modelo 5 por 2 com 40 horas semanais. Argumentou que a resistência à mudança repetia discursos históricos contrários a direitos trabalhistas, e que a redução da jornada já era realidade em diversos contextos e poderia contribuir para melhores condições de vida dos trabalhadores.

    Palavras-chave oficiais: Gestão administrativa,Governador,Paraná,Pré-candidato a cargo eletivo,Presidente da República,Privatização,Educação,Pedágio,Jornada de trabalho,Partido Social Democrático (PSD) (2011)

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados, eu acho que alguns aqui assistiram, depois de muito esforço, a uma entrevista, pelo menos era esse o nome, num canal de televisão, a Band, com os três pré-candidatos do PSD à Presidência da República: o Governador do Paraná, o Governador de Goiás e o Governador do Rio Grande do Sul. E o que nos chama a atenção? Primeiro que não há nenhuma pergunta para constranger absolutamente ninguém. Mas esse é um problema de quem faz a entrevista. Parece-me que o Governador do Paraná, o Ratinho, que normalmente não responde a absolutamente nada — depois de 7 anos e 4 meses no Governo do Estado, depois de vender Copel, depois de vender Sanepar, depois de aumentar pedágios, depois de militarizar um terço ou um quarto das escolas públicas, depois de vender escolas públicas, depois de ficar 7 anos sem conceder reajuste salarial para os servidores públicos —, terá que cumprir os 583 dias da pandemia, que é uma lei aprovada por esta Casa. E, agora, o Governador Ratinho vem com uma pérola. Ele diz que é totalmente contrário à PEC que reduz a jornada de trabalho de 6 por 1 para 5 por 2, com 40 horas semanais. Ora, o Governador Ratinho provavelmente nunca trabalhou em jornada 6 por 1. O Governador Ratinho sempre teve uma relação com as empresas do seu pai, empresas de comunicação, obviamente, trabalhando em horários, às vezes, muito difíceis de serem cumpridos, de madrugada, de manhã, à tarde, à noite. Mas, por ele mesmo, sempre disse que não trabalhava por sete dias na semana. Agora, surpreende-me, Sr. Presidente, que um Governador diga publicamente que é contra e que, se for Presidente da República, não implantará em hipótese alguma a jornada a 6 por 1. Este é o mesmo discurso de 1889 e 1890, quando os escravos foram libertos. Este é o mesmo discurso de 1920 e 1930, quando se falava que, se houvesse férias para os trabalhadores, quebraria o País. Este é o mesmo discurso de quando se falava do 13º salário. Então, este é um Governador que, na verdade, está sempre com os olhos para o passado e não consegue enxergar que o seu Estado, o Estado do Paraná, o qual ele ainda governa, é um Estado que já aplica, em muitos casos, a jornada 5 por 2. Mas o Governador é contra. Talvez, seja o único Governador do Brasil, Sr. Presidente, contrário à redução de jornada de trabalho por dias. Ele é único Governador que continua, como eu falei, responsável por uma rede de televisão e jornais, mas que nunca, na sua vida, pelo menos publicamente, admitiu que trabalhava menos do que cinco dias por semana. Então, nunca falou que, realmente, a jornada 5 por 2 melhora o País. Este é o Governador do Paraná, que quer continuar com a escravidão, mas se coloca como um dos postulantes a ser o representante da extrema direita. Obrigado, Sr. Presidente. Eu peço que este pronunciamento seja divulgado nos meios de comunicação da Casa e no programa A Voz do Brasil.
  • 10/03/2026Breves Comunicações

    O Deputado criticou a atuação da oposição e comentou temas recentes do debate político nacional, mencionando a situação do ex-Presidente Jair Bolsonaro, preso por crimes relacionados à tentativa de golpe contra o Estado Democrático de Direito. Também questionou a tentativa de interlocução do ex-Presidente com representantes ligados ao Governo de Donald Trump. Em seguida, abordou investigações envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro, criticando o foco de debates e de comissões parlamentares sobre o tema e defendendo que irregularidades teriam origem em gestões anteriores. Afirmou ainda que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) perdeu foco e acusou setores da oposição de utilizarem o tema com objetivos políticos. Fez críticas a Governos Estaduais aliados da oposição, citando o Paraná como exemplo de políticas de privatização e de baixos salários para professores, comparando indicadores salariais com outros Estados. Concluiu afirmando que parte da direita estaria buscando novas narrativas políticas diante das próximas eleições e defendeu que o atual Governo prioriza políticas voltadas às camadas mais pobres da população.

    Palavras-chave oficiais: Ex-presidente da República,Preso,Tentativa (crime),Golpe de Estado (crime),Estado Democrático de Direito,Estados Unidos Banco Master,Empresário Instituto Nacional do Seguro Social (INSS),Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI),Oposição política Oposição política,Paraná,Governo estadual,Privatização,Salário,Professor Eleições,Direita política,População de baixa renda,Governo federal

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Sr. Presidente. Srs. Deputados, Sras. Deputadas, eu pretendia fazer um balanço desses 3 anos, mas acredito que há hoje situações que chamam mais ao debate do que quaisquer outras. Uma delas aconteceu precisamente no dia de hoje: o Jair Bolsonaro, que está preso por atentar contra o Estado Democrático de Direito, por planejar um golpe de Estado, condenado a 27 anos, o homem que caía da cama, que tem soluço, que todo dia diz que precisa de médico para cima e para baixo, agora quer receber na prisão um emissário do Governo de Donald Trump. Eu me pergunto, Sr. Presidente, o que um ex-Presidente que está preso, um ex-Presidente que reclamou de tudo a vida inteira, que diz que controlava a Polícia Federal para que ela não "ferrasse" — não foi esse o termo usado? — a família dele e que demitiria Ministros se fosse necessário, como, aliás, fez com Sergio Moro, o que esse senhor pretende com a visita de um assessor de Donald Trump, e num período em que nós sabemos o que acontece com o Governo americano. É interessante. Esse ex-Presidente, agora presidiário, beijou a bandeira americana, bateu continência para Trump. Na família dele, alguém disse que gosta de fritar hambúrgueres, disse até que poderia ser embaixador nos Estados Unidos, tal é o conceito que tem. Esse mesmo senhor, o Bolsonaro, durante o seu Governo disse que jamais aceitaria uma ordem emitida por Alexandre de Moraes. Agora parece um gatinho. Antes era tigrão; agora virou "tchutchuca". Está lá pedindo a Alexandre de Moraes que o deixe receber um assessor do Presidente Donald Trump. Eu acho engraçado. Parece que a extrema direita esquece umas coisas, a mesma extrema direita que hoje fala sobre a CPI, fala sobre o Banco Master, fala sobre tudo, e esquece inclusive que a CPI... Como eu já disse outras vezes, Sr. Presidente, a CPI do INSS, que no começou gerou aquela grande expectativa, virou a CPI do "fim do mundo". Para onde vai a CPI? Qual vai ser o seu relatório? Os convidados não vêm. Os que são chamados para vir, muitas vezes não dizem nada. Aqueles que poderiam falar já vêm com a determinação, do próprio Supremo, de não precisar dizer nada. Fazem trapalhadas. Aprovam a quebra de sigilo de oitenta pessoas de uma vez só. E aí, é claro, viram o foco para o Lulinha, viram o foco para alguém do Governo, agora viram o foco para o Banco Master. Parece que agora o Banco Master é o objetivo da CPI do INSS. Lembro que a roubalheira do INSS começa justamente no Governo desse que diz que não cumpriria nenhuma ordem de Alexandre de Moraes, que não cumpriria nenhuma ordem do Supremo, mas que agora está lá, como eu disse, mendigando, pedindo pelo amor de Deus que o deixem pelo menos receber o emissário de Donald Trump, pedindo para ir para casa porque não está bem de saúde. Quando ele podia andar de jet ski para cima e para baixo, estava ótimo. Depois de 3 meses preso, adquiriu todas as enfermidades do mundo. Esse é Jair Bolsonaro. Esse é o homem para quem batem tantas palmas. Aliás, Sr. Presidente, quando nós falamos de Banco Master, é bom lembrar que tanto o INSS quanto o Banco Master começaram as suas falcatruas no Governo de Jair Bolsonaro, que controlava a Polícia Federal, que não investigava absolutamente nada. A Polícia Federal servia, de fato, a uma família. Outra coisa me chama atenção, Sr. Presidente. A CPI, afinal de contas, convocou um monte de gente, mas não convoca o Zettel, não quer nem ouvir falar no homem da Lagoinha, no cunhado de Daniel Vorcaro, não quer nem ouvir falar sobre quem usou os aviões de Vorcaro, não quer nem ouvir falar de uma lista de Deputados que estão no telefone do banqueiro — até porque sabe que muitos nomes dos seus estão lá também. A CPI não quer nem saber disso, o que quer é fazer farofa, o que quer é levantar espuma, tenta de forma desesperada comprometer de algum modo o Governo. Já ouvi aqui, Sr. Presidente, dizerem que a corrupção começou neste Governo. É muita cara de pau! Por que não investigaram o INSS nos 4 anos que tiveram de Governo? Por que não investigaram o INSS? Por que não investigaram o crescimento do Banco Master? E por que não investigaram como o dono de uma pequena loja de chocolate conseguiu comprar uma mansão de 6 milhões de reais? Porque não interessa, Sr. Presidente. Eu vejo também a situação dos aliados do ex-Presidente nos Estados, entre eles o Governador do Paraná, que hoje se coloca como um possível candidato a Presidente da República e vai renunciar para poder concorrer — provavelmente em abril nós saberemos disso. Esse Governador deixa o Estado, depois de 7 anos e 3 meses, numa das piores situações possíveis. "Ah, nós estamos com caixa." É verdade que o Governo do Estado tem caixa, mas foi vendida a companhia de telecomunicações, foi vendida a companhia de eletricidade, foi vendida a companhia de gás, foram privatizadas as rodovias — a ferrovia, que diziam que sairia, não saiu de jeito nenhum. Hoje, o Paraná paga aos professores o terceiro pior salário do Brasil Sr. Presidente. O terceiro pior salário está no Paraná. E o segundo está onde? É pago por um aliado do Governador Ratinho. Está em Minas Gerais. E, para aqueles que gostam de dizer loas a esses Governos, o primeiro está no Rio de Janeiro, que paga o pior salário. Para aqueles que têm preconceito, aproveito para informar que o melhor salário pago no Brasil para professores que atuam 40 horas semanais é o do Mato Grosso do Sul, o segundo é o do Maranhão, e o terceiro é o do Pará. Vejam os senhores que o Pará e o Maranhão, Estados muitas vezes olhados, principalmente pelo Sul, como Estados que não produzem nada, que não têm absolutamente nada, estão entre os melhores Estados quando se trata do salário de professores e de servidores públicos, e os tais "melhores" Estados — Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro — são os piores. Isso me lembra da história do cavalo inglês. O dono do cavalo inglês queria que o animal aprendesse a viver sem comer, e foi deixando o cavalo com fome. Dia após dia o cavalo definhava, até que morreu. E o dono não entendeu por que o cavalo morreu de fome. Essa é a lógica dos Governos da extrema direita: matam o Estado, depois não entendem por que a violência aumenta, não entendem por que a corrupção aumenta, não entendem por que os preços de telefonia, de luz, de água aumentam. Não entendem porque não querem entender, porque sabem muito bem que o que faz com que isso aconteça, Sr. Presidente, é sua política suicida. E agora inventaram mais uma, Deputado Pedro Uczai, nosso Líder. Querem fazer a CPI do Supremo Tribunal Federal. Já que não dá para fazer a CPI do Banco Master, porque ela pegaria muita gente conhecida, nomes e sobrenomes já bastante conhecidos, e já que a CPI do INSS virou a CPI do "fim do mundo", porque não tem para onde ir, porque seu relatório não vai poder apontar absolutamente nada além do que já se sabia, porque não consegue explicar por que a Polícia Federal não investigou tudo isso antes, agora então se dirigem para o STF, querem a CPI do STF. Se eles têm assinaturas suficientes, que façam isso. Agora, é muita cara de pau, Sr. Presidente! Quem passou 4 anos fazendo tudo que podia e que não podia, quem passou 4 anos dizendo que defendia a família de qualquer jeito, quem contou 700 mil mortes na pandemia, quem ironizou tudo que aconteceu no Brasil, quem esteve envolvido em todos os escândalos possíveis, de toda natureza, agora não pode sentar ao lado da Santinha e rezar como se fosse santo. Na verdade, o que nós estamos vendo é uma tentativa desesperada da extrema direita de conseguir uma narrativa para que aquilo que nós sabemos que vai acontecer em outubro não aconteça, que é ela perder as eleições e mais uma vez ter que aguentar o País ser governado para os pobres, para aqueles que nunca tiveram vez nem voz, para homens e mulheres que de fato precisam do Estado, um País onde eles não possam fazer aquilo que sempre fizeram, que é criar narrativas, narrativas e narrativas — trabalho mesmo, absolutamente nenhum. Obrigado, Sr. Presidente, Srs. Deputados.
  • 04/03/2026Breves Comunicações

    O Deputado falou sobre a investigação envolvendo o Banco Master e a prisão de Vorcaro, apontando que o caso evoluiu de escândalo financeiro para investigação policial. Relatou que Vorcaro foi preso novamente após ameaçar testemunhas, tentar influenciar o Banco Central e envolver-se em esquemas de corrupção. Citou que o telefone de Vorcaro continha nomes de Deputados, Senadores e outras pessoas, que serão analisados pela Polícia Federal. Afirmou que o empresário e seu cunhado, Zettel, formariam uma quadrilha com patrimônio milionário e envolvimento em fraudes, incluindo recursos da Previdência. Destacou que Vorcaro pode permanecer em silêncio ou optar por delação premiada, e afirmou que a investigação deve trazer revelações significativas sobre aliados e envolvidos no esquema.

    Palavras-chave oficiais: Banco Master,Banqueiro,Corrupção,investigação

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados e Sras. Deputadas, a situação do Banco Master parece que não tem fim. Aquilo que, algumas semanas atrás, nós já achávamos um escândalo, hoje não é só mais um escândalo, mas é também um caso de polícia. Vorcaro foi preso, depois, com tornozeleira eletrônica, ficou em casa. Agora voltou a ser preso. Por que voltou a ser preso? Porque a polícia descobriu que ele ameaçava testemunhas; fazia declarações dizendo que ia quebrar os dentes de um jornalista e fazer parecer um assalto; fez movimento para que houvesse no Banco Central pessoas que pudessem interferir em favor de seu banco, hoje com 22 bilhões de reais bloqueados, para que continuasse fazendo as falcatruas que fazia; fez processo de corrupção com pessoas ligadas à polícia, a todos os órgãos. E Vorcaro e seu cunhado, o Sr. Zettel, aquele do avião, que é da Igreja Lagoinha, que já foi da Bola de Neve, diziam que estavam à disposição da Justiça. Agora, o Sr. Vorcaro diz que o seu telefone foi apreendido e que nele constam nomes de Deputados, Senadores e outras pessoas. Isso quem vai ver é a Polícia Federal. E o que nos chama a atenção é que todos aqueles que defendiam, que falavam que o problema estava no STF, que o problema estava neste ou naquele local, que o problema não estava no Banco Central, do Sr. Campos Neto, o problema não estava com alguns Senadores e Deputados que faziam lobby para Vorcaro, agora não têm o que falar. Eu acredito, Srs. Deputados, que Vorcaro vai ter duas opções: a primeira é ficar calado e passar um bom tempo recebendo cigarro na cadeia; e a segunda é fazer delação premiada e fazer com que muita gente passe a comprar cigarro para poder levar para a cadeia. Não há muita alternativa para o Sr. Vorcaro. Fez ameaças, como gângster que é, assim como o Sr. Zettel, que se entregou hoje, um gângster, um criminoso. Formam uma quadrilha. São pessoas que pousam de bacana, com terno e gravata caros, que têm mansões de não sei quantos milhões, que têm aviões de não sei quantos milhões e que roubaram a Previdência. O Governador Ibaneis disse que ia comprar o banco dele, e o Governador do Rio de Janeiro aplicou 1 bilhão de reais do servidor público lá. Agora parece que a extrema direita não tem mais discurso, porque afinal de contas o Vorcaro está na cadeia e vai denunciar muita gente. Preparem-se para grandes emoções!
  • 03/03/2026

    O Deputado orientou a bancada na votação do requerimento de adiamento da discussão do Projeto de Lei nº 5.490, de 2025, que dispõe sobre a criação de cargos efetivos, cargos em comissão e funções comissionadas no Quadro de Pessoal do Conselho Nacional de Justiça.

    Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de adiamento da discussão,Projeto de lei ordinária,Maioria parlamentar,Voto contrário

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - A Maioria orienta "não", Sr. Presidente. Acho que a situação precisa ser esclarecida. Primeiro, são 3 anos. Segundo, são 38 milhões de reais, o que equivale a menos do que cada Deputado dispõe no caso de emenda parlamentar. Por emenda parlamentar, mais de 38 milhões serão pagos em 3 anos. Terceiro, é importante lembrarmos — acho que a preocupação é pertinente — que, quando um desembargador ou um juiz é pego em delito, ele se aposenta. Só que isso não tem nada a ver com o projeto que estamos votando. Eu também acho que, se não é para se estabelecer punição desta forma, com aposentadoria, e não é, devemos mudar a legislação. Agora, é preciso haver honestidade no argumento. Não dá para misturar as coisas de uma forma que se passe a impressão de que, se este projeto não for aprovado aqui, automaticamente os juízes e os desembargadores não vão se aposentar dessa maneira. Isso é uma grande mentira. Por isso, a orientação é "não", Sr. Presidente.
  • 03/03/2026

    O Deputado orientou a bancada na votação do requerimento de retirada de pauta  do Projeto de Lei nº 5.490, de 2025, que dispõe sobre a criação de cargos efetivos, cargos em comissão e funções comissionadas no Quadro de Pessoal do Conselho Nacional de Justiça.

    Palavras-chave oficiais: Requerimento de retirada de proposição da Ordem do Dia,Projeto de lei ordinária,Orientação de bancada,Voto contrário,Base de apoio político,Governo

    Ler a transcrição oficial
    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - O Governo não orienta "não", Sr. Presidente. É preciso deixar claro, quando se fala em privilégios, que o CNJ tem sido justamente o órgão que combate os privilégios do Judiciário. Eu acho que há um equívoco quando as pessoas falam sobre juízes e sobre penduricalhos sem ver que quem está fazendo o debate para barrar os penduricalhos é justamente o CNJ. Não se pode comparar o Orçamento da União e o do Judiciário, que inclusive tem suas prerrogativas, Sr. Presidente, assim como tem a Câmara Federal. Às vezes, parece que as pessoas não conseguem entender que há um orçamento próprio para cada um dos Poderes: Judiciário, Executivo e Legislativo. Apegam-se a isso porque é bacana para a opinião pública, mas isso é um equívoco. Quem faz cumprir as determinações do Judiciário é o próprio CNJ. Quando falam em tirar poder do CNJ, estão querendo, na verdade, manter a mamata de muita gente dentro do Judiciário. Por isso, o Governo orienta "não", Sr. Presidente.
  • 03/03/2026Breves Comunicações

    O Deputado criticou o que classificou como discursos de julgamento moral recorrentes no debate político, citando uma passagem do Evangelho de Lucas sobre não julgar ou condenar outras pessoas. Em seguida, mencionou notícias divulgadas pela imprensa envolvendo o Deputado Nikolas Ferreira e o uso de aeronave ligada ao Banco Master, instituição associada ao empresário Daniel Vorcaro. Afirmou que reportagens apontariam que o banco teria disponibilizado avião utilizado por Nikolas Ferreira durante deslocamentos pelo país no período eleitoral. Também afirmou que não faria julgamento antecipado sobre os fatos, mas questionou a coerência de críticas feitas anteriormente pelo Deputado a outras autoridades em situações semelhantes. Por fim, defendeu que a conduta política deve ser pautada por coerência entre discurso e prática, criticando o que considerou postura contraditória de setores da extrema direita no debate público.

    Palavras-chave oficiais: Bíblia,julgamento,Condenação,Imprensa,Deputado federal,Aeronave,Banco Master,Período eleitoral,Extrema direita

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados e Sras. Deputadas, aqui muito se fala em evangelho. No evangelho de hoje, no livro de Lucas, há uma passagem que diz: "Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados". Hoje me chama muito a atenção uma informação dos jornais sobre quem sempre julgou, quem sempre condenou, quem, desde o primeiro dia em que está nesta Casa eu vejo falar da Esquerda com um ódio que é visceral. Estou me referindo ao Deputado Nikolas Ferreira, que fez sobre o Pix vídeos que não eram verdadeiros, que falou muito dos Ministros, que insuflou muitas pessoas a se colocarem contra os próprios Deputados daqui. De repente, o Deputado Nikolas — não sabemos exatamente se é ou não é verdade o que se diz, por isso não vamos julgar — é pego, segundo os jornais, "com a boca na botija", para usar uma expressão popular. O Banco Master, do Vorcaro, que deu 3 milhões de reais para Bolsonaro, segundo o Presidente do PL, é o mesmo banco que cedeu avião para que o Deputado Nikolas, no segundo turno das eleições, fizesse um tour de 10 dias pelo Brasil. Será que o Deputado Nikolas não sabia disso? É possível que sim. O Deputado Nikolas pode não saber de tudo, pode não saber a história do Vorcaro, pode não saber a história do Banco Master, como muita gente não sabe, mas ele não poderia ter julgado pessoas como o Ministro Dias Toffoli, que fez uma viagem ao Peru num avião em que foi junto um advogado ligado ao Banco Master e recebeu críticas duríssimas do Deputado Nikolas. Parece que o Deputado teve um esquecimento, porque ele mesmo, Nikolas Ferreira, extremamente respeitado, líder da extrema direita, ele que está em todos os comícios, ele mesmo se beneficiou do Banco Master, dos aviões do Banco Master, dos aviões do Vorcaro, para fazer pelo Brasil um périplo. Não adianta posar de santo de pé de barro, não adianta fazer caminhada para cima e para baixo, chorar, chegar molhado aqui, se, no segundo turno, andava no jatinho, belo e formoso, como se aquilo fosse algo normal. Deveria ter sido o primeiro a denunciar, quando o caso do Banco Master veio à tona. Talvez ele e a Igreja da Lagoinha não soubessem antes, mas, quando ele soube, deveria ter dito: "Eu usei avião do Banco Master. Eu não posso julgar ninguém". Entretanto, fez o papel de sepulcro caiado: bonito por fora, podre por dentro. É assim a extrema direita. Obrigado, Sr. Presidente.
  • 25/02/2026Breves Comunicações

    O Deputado criticou a condução da votação do Projeto de Lei nº 5.582, de 2025, que altera a Lei nº 12.850, de 2013, o Código Penal, o Código de Processo Penal, a Lei nº 8.072, de 1990, a Lei nº 7.960, de 1989, e a Lei nº 7.210, de 1984, para dispor sobre o combate às organizações criminosas no País. Argumentou ausência de deliberação nominal e a retirada da taxação das apostas, o que, segundo ele, comprometeu recursos estimados em R$ 30 bilhões para a segurança pública. Em seguida, também abordou o caso do assassinato de Marielle Franco, ao afirmar que, embora executores estejam identificados, permanecem dúvidas sobre os mandantes e lacunas na investigação. Por fim, contestou previsões econômicas negativas divulgadas, defendendo que indicadores recentes não confirmaram tais projeções.

    Palavras-chave oficiais: Projeto de lei ordinária,alteração,Código Penal (1940),Código de Processo Penal (1941),Organização criminosa,Crime organizado,Segurança pública,Aposta esportiva,recursos Homicídio,Vereadora,Rio de Janeiro (Estado),investigação Indicador econômico,previsão

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Obrigado. Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, ontem nós vivemos aqui uma noite que deixou pelo menos uma parte desta Casa extremamente frustrada. Quando aprovamos o PL antifacção, revertendo parte daquilo que o Senado já havia feito ao revogar diversos dispositivos que haviam sido aprovados aqui, nós acreditávamos que estávamos no caminho correto, um caminho, Deputado Otoni, que permitiria que nós pudéssemos finalmente ter a taxação das bets. Não foi isso o que aconteceu. Para surpresa de uns, e não surpresa de outros tantos, nós não conseguimos sequer fazer com que a votação fosse nominal, mesmo pedindo destaque de votação, mesmo pedindo verificação de votação. Não houve essa possibilidade. Hoje não se sabe quem era a favor, quem era contra. A verdade é que a Polícia Federal perdeu 30 bilhões de reais e a segurança pública perdeu 30 bilhões de reais, recursos que poderiam estar ajudando a segurança pública. E me surpreende, Deputados, que justamente aqueles que se dizem defensores da segurança pública — e não querem que se pague mais isso, não querem que se pague aquilo — e aqueles que se dizem contra os jogos foram os que ficaram, de certa forma, acobertados quando o Presidente não nos deu o direito de saber quem era a favor e quem era contra. Hoje, coincidentemente, nós temos o resultado do processo que acusa os irmãos Brazão de serem os assassinos de Marielle Franco. Diziam que o problema entre Marielle Franco e aquelas duas pessoas é que elas tinham loteamentos clandestinos, aos quais ela era contrária. Acontece que os loteamentos foram aprovados pela Câmara de Vereadores. Então, não havia motivo para isso. Diziam também que a família Bolsonaro, por exemplo, recebeu ligações. Depois, disseram que as ligações não eram mais deles. Disseram que o Sergio Moro intimidou, de certa forma, o porteiro — ninguém sabe aonde o porteiro foi parar hoje. Disseram que o Lessa estava lá. Disseram que Adriano, um dos homens de confiança de Bolsonaro e da sua família, também estava lá. Sr. Presidente, a Marielle Franco foi morta — nós sabemos por quem. Aqueles que dizem ter sido os assassinos estão presos, mas a pergunta que se faz é: quem é o mandante? Parece que o Ministério do Rio de Janeiro preferiu não saber. Parece que o inquérito que foi feito preferiu não apurar. Parece que até a pesquisa, a auditoria que foi feita dentro do telefone da portaria foi feita em uma tarde. Então, parece-me que tudo isso não passa de muitas coisas que vão precisar ser esclarecidas. No mais, Sr. Presidente, nós não temos a menor dúvida: nós sabemos quem matou Marielle Franco, nós sabemos aqueles que estavam envolvidos, nós sabemos que há queima de arquivo, mas nós não sabemos quem são os mandantes dessa história. A gente escuta muita conversa aqui, muita conversa de que o ano que vem vai ser ruim, de que o ano que vem vai ser isso, de que o ano que vem vai ser aquilo. No começo do ano — o senhor já tem experiência aqui —, quando eu vim aqui, todo mundo falava que o dólar iria a 15 reais, que o dólar iria a 10 reais, que a inflação iria aumentar. Nada disso aconteceu. Agora, para falar, de fato, de Marielle e para falar dos 30 bilhões, o ladinho de lá, a extrema-direita, fica quietinha. Obrigado, Presidente.
  • 24/02/2026Breves Comunicações

    O Deputado criticou declarações de dirigentes partidários contrários à redução da jornada de trabalho no modelo 6x1, defendendo a mudança para garantir melhores condições de vida aos trabalhadores. Argumentou que resistências a direitos trabalhistas já ocorreram em outros momentos históricos, como na abolição da escravidão, na instituição da carteira assinada, das férias e do 13º salário. Também contestou justificativas econômicas apresentadas contra a Proposta de Emenda à Constituição nº 8, de 2025 e defendeu a votação da proposição ainda neste período legislativo.

    Palavras-chave oficiais: Proposta de Emenda à Constituição,redução,Jornada de trabalho,Qualidade de vida,Trabalhador,Direito do trabalho,justificativa,Economia,Dirigente de partido político,declaração

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Sr. Presidente. Sras. Deputadas e Srs. Deputados, todos nós certamente vimos as declarações de dois Presidentes de partidos importantes desta Casa, na última semana, a uma plateia de empresários em São Paulo, dizendo que vão combater o combate da sua vida, vão dar a sua vida para que não passe a redução da jornada de trabalho, que hoje é 6 por 1. Eu fico me perguntando, Srs. Deputados, se esses Deputados, algum dia na vida, trabalharam na jornada 6 por 1. Deveriam dar a sua vida para que o trabalhador pudesse ter descanso com a remuneração que muitos têm sem nunca terem trabalhado. Um Deputado que recebe 46 mil reais por mês, trabalha 5 dias, 3 dias, 4 dias, certamente trabalha, diz que vai dar a sua vida para impedir que os trabalhadores possam desfrutar de 2 dias por semana para poderem ter minimamente condições de vida, condições de estar com suas famílias, de estudar e ter melhor produtividade, que, aliás, é algo de que tanto reclamam. Quando isso acontece, eu fico me perguntando se talvez tenha sido esse o argumento, Presidente e Deputado Rogério, usado em 1888, época em que diziam que não dava para acabar com a escravidão no Brasil, porque os fazendeiros de café iriam quebrar. Por isso mesmo, eles tiveram que ser recompensados. Posteriormente, na década de 30, quando veio a carteira assinada, Deputado Reimont, os bisavós desses que hoje falam contra a jornada 5 por 2 diziam que não daria porque o Brasil iria quebrar. Depois diziam que as férias, que, aliás, não havia antes, fariam com que os brasileiros, ou os italianos, os portugueses, aqueles que viviam no Brasil, ficassem extremamente vagabundos, porque, dos 7 dias de trabalho, em 1 dia não trabalhariam. Depois, quando veio o 13º Salário, na década de 60, a manchete de um grande jornal, o mesmo que hoje faz campanha contra o fim da jornada 6 por 1, o mesmo jornal da sua cidade, Deputado Reimont, dizia que o 13º seria a falência do empresariado. Agora, os mesmos empresários — a maioria deles jamais na sua vida trabalhou na escala 6 por 1, estudou nos melhores colégios, começou a trabalhar aos 20 anos, 30 anos, alguns, aliás, nem trabalharam — fazem este discurso, como se fosse o fim do País: "A inflação vai explodir!" Aí me dizem os empresários: "Precisamos desonerar a folha". Já são 600 bilhões de reais de desoneração. Já são centenas de bilhões, inclusive, de sonegação. E agora, candidamente, Sr. Presidente, eles vêm com um discurso de que nós não podemos deixar passar a escala 6 por 1. Num "sincericídio", diz o mesmo Deputado: "Vamos deixar para votar a escala 6 por 1 depois que passar a eleição". Isso é o calote já adiantado. Depois que passar a eleição, podemos discutir isso; antes não. Nós vamos votar o fim da escala 6 por 1 agora. Queremos jornada digna para todos os trabalhadores! Obrigado, Sr. Presidente.
  • 03/02/2026Breves Comunicações

    O Deputado lamentou caso ocorrido em Florianópolis (SC), onde adolescentes torturaram e mataram um cão comunitário, e alertou para práticas violentas incentivadas em redes sociais. Afirmou que episódios recentes indicaram expansão de grupos que incentivaram crimes e ações extremistas entre jovens. Também avaliou que discursos públicos e ambientes digitais contribuíram para processos de desumanização e perda de empatia social. Por fim, defendeu debate amplo sobre saúde mental, educação e responsabilização criminal, além de políticas públicas para prevenção da violência e proteção de crianças, adolescentes e animais.

    Palavras-chave oficiais: Florianópolis (SC),Cachorro,Falecimento,Adolescente,Responsabilidade,Saúde mental,Debate,Política pública,Violência,prevenção

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados, Srs. Deputadas, todos nós acompanhamos, mesmo aqueles que não se sensibilizam, Deputada Jandira, com extrema tristeza, o que aconteceu em Florianópolis: quatro adolescentes resolveram torturar e matar um cão comunitário — era como o chamavam. O que me chama a atenção — V.Exa. é médica — não é o fato trágico e horrível de adolescentes fazerem isso, mas o fato de não se tratar de um caso isolado de pessoas com problemas de psicopatia. Eu vejo que há a construção, nas redes sociais, de uma concorrência, de disputas — isso foi dito por uma delegada de São Paulo —, em que adolescentes e adultos são incentivados a se mutilarem, incentivados a verem e a repassarem vídeos de estupro de meninas vulneráveis, incentivados a fazerem uma competição em que aquele que mata com mais tortura gatos e cachorros recebe certo prêmio. Que tipo de sociedade a gente está construindo? Desde quando isso foi naturalizado? Nós passamos 4 anos com um psicopata no Governo, um psicopata chamado Jair Bolsonaro, que hoje está caindo da cama na Papudinha — um dia cai da cama, um dia reclama do ar-condicionado, um dia reclama disso e daquilo, mas tem um problema de psicopatia. Era o homem que dizia: "Não a estupro porque você não merece" ou "Dei uma fraquejada". Esse era o padrão dele. Aliás, é o padrão desse grupo que não é contra o Presidente Lula, é contra o Brasil. Essas loucuras pareciam casos pontuais, mas hoje a sociedade se depara com casos muito mais graves, que envolvem esses incentivos. Srs. Deputados, Sras. Deputadas, vejam a que ponto chegam esses incentivos: há 2 dias, houve a prisão de vários adolescentes e adultos que planejavam colocar bombas e usar coquetéis molotov no Rio de Janeiro e na Avenida Paulista, porque seriam da geração Z — seja lá o que isso for. Esse tipo de incentivo, essa forma de desumanização e os discursos que nós ouvimos aqui, Deputados, refletem diretamente nessa geração. Recentemente, eu li — e recomendo — um livro que analisa isso muito bem, chamado A Geração Ansiosa, que fala muito sobre isto: uma geração que não vê perspectivas. Não vê perspectivas porque está sendo educada para não ver perspectivas. O que aconteceu com o Orelha, o cachorro que foi morto, certamente não é um caso isolado, infelizmente. Trata-se de um caso que mostra o grande problema que nós estamos vivendo na sociedade brasileira, que está adoecendo do ponto de vista da generosidade, da empatia, do entendimento de que não se pode agir assim sem que haja alguma consequência. Essas pessoas serão punidas, mas quantos mais existem? Fala-se em 8 mil pessoas nessa rede, Deputados. São 8 mil pessoas que estão prontas para morrer, para matar e para fazer loucuras como essas. Peço que meu pronunciamento seja divulgado no programa A Voz do Brasil e em todos os órgãos de comunicação da Casa. Obrigado, Sr. Presidente.
  • 16/12/2025

    O Deputado apoiou a greve por tempo indeterminado dos petroleiros, deflagrada pelo impasse nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Ademais, cobrou que a Petrobras negocie o equacionamento do déficit da Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros), destacando que situação semelhante ocorre na Fundação dos Economiários Federais (Funcef), vinculada à Caixa Econômica Federal, com aposentados recebendo valores irrisórios. Ao final, defendeu solução articulada no Ministério da Fazenda e criticou o uso da polícia para enfrentar a greve, sustentando que conflitos trabalhistas se resolvem por negociação.

    Palavras-chave oficiais: Greve,Petróleo Brasileiro (Petrobras),Negociação coletiva de trabalho,Acordo coletivo do trabalho,Deficit,Fundação Petrobras de Seguridade Social (PETROS),Fundação dos Economiários Federais (Funcef),Caixa Econômica Federal (CEF),Aposentadoria,Ministério da Fazenda,Polícia,Conflito trabalhista

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Sr. Presidente. Sr. Presidente, só quero fazer um registro. Ontem, no Brasil inteiro, os petroleiros entraram em greve por tempo indeterminado. Eu acho que todos aqui sabem que é uma greve que ocorre por não termos conseguido chegar a um consenso, a um acordo coletivo de trabalho — ACT. Aqui a gente faz um apelo à Petrobras para que negocie, de fato, um dos pontos que é fundamental, Sr. Presidente: justamente esse equacionamento. Para aqueles que não sabem, eu coordeno a Frente Parlamentar Mista pelo Fortalecimento das Entidades Fechadas de Previdência Complementar — aliás, V.Exa. também faz parte dessa mesma frente. Hoje, existem petroleiros aposentados recebendo 300 reais, 500 reais, Sr. Presidente! A Caixa Econômica, através da Funcef, e a Petrobras, através da Petros, tiveram déficit nos seus fundos. Quem faz a complementação desses valores, por 10 anos, 15 anos, são os trabalhadores, e nós precisamos encontrar uma saída para isso no Ministério da Fazenda e também na Petrobras. O que a Petrobras não pode é fazer o que fez ontem: resolver o problema da greve com a polícia. A polícia não resolve greve; quem resolve greve é negociação. Portanto, fica aqui este apelo e o nosso apoio à greve dos petroleiros.
  • 16/12/2025Breves Comunicações

    O Deputado criticou a decisão da PGR que considerou constitucionais as leis que instituíram escolas cívico-militares no Paraná e no Rio Grande do Sul. Afirmou que a legislação estadual violava a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, pois alterou regras sobre a gestão democrática, a consulta à comunidade e a permanência de diretores militares nas escolas. Destacou que o modelo cívico-militar remonta a 1926, lembrando que militares sem preparo adequado não deveriam atuar diretamente na educação, citando riscos para alunos e profissionais de segurança. Afirmou que a PGR se equivocou ao validar a lei e defendeu que o STF acolhesse as ações de inconstitucionalidade, encerrando a militarização das escolas no Paraná e em todo o Brasil.

    Palavras-chave oficiais: Escola cívico-militar,Paraná,Rio Grande do Sul,Crítica

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, eu venho a esta tribuna no dia de hoje por causa de um parecer da PGR que afirma, num processo que questiona as leis das escolas cívico-militares dos Estados do Rio Grande do Sul e do Paraná, que não há nenhuma inconstitucionalidade nas leis, porque são atendidos os princípios legais, principalmente os princípios de consulta à população. Eu acredito que a PGR tenha se equivocado, Sr. Presidente, porque a lei do Paraná, de 2020, que está sendo analisada e já foi modificada por duas leis subsequentes, a lei que cria as escolas cívico-militares, da mesma forma que foi feito o Pecim, depois extinto, não tem previsão nenhuma na LDB. Não há na LDB nenhuma previsão de escola cívico-militar, apenas de colégios da Polícia Militar e dos colégios militares, conforme temos no Brasil inteiro. Sr. Presidente, a PGR disse que houve consulta e que por isso a lei se recobre de legalidade. Acontece que a escola cívico-militar do Paraná começa de uma forma, em 2020, e termina de outra, muito diferente, no ano de 2025. Em 2020, era preciso ser oficial para ser diretor; agora já não é preciso. Era preciso ter 6 meses fora da caserna; agora não mais. Era preciso que a escola não tivesse curso noturno, por exemplo, nem fosse escola de tempo integral; agora isso é permitido. Era dito que, se a comunidade recusasse o modelo ou a consulta não tivesse quórum, seria feita nova consulta; agora, se não houver quórum, a Secretaria de Educação entende automaticamente que houve adesão da população. Isso é uma distorção total daquilo que prevê a LDB. Nós aprovamos, no fim da noite de ontem e madrugada de hoje, o novo Plano Nacional de Educação, que diz que é obrigatório, entre outras coisas, que a legislação preveja a gestão democrática das escolas, com consultas. Isso não acontece, Sr. Presidente, porque o diretor da escola que é militarizada continua no cargo por muito tempo. O modelo da escola cívico-miliar é o mesmo modelo da Alemanha de 1926, é o modelo das escolas hitlerianas de 1926. Em 1936, nós já tínhamos 98% das escolas do mesmo modo. O senhor que é um coronel, Sr. Presidente, sabe que o lugar que nós sempre defendemos para os militares é o espaço militar. Nós não podemos colocar um militar dentro da escola sem lhe dar preparo — não há esse preparo. Imagine o senhor um soldado que saia hoje da caserna e, uma semana depois, já esteja dentro de uma escola. Não há como, nem emocionalmente, ele cuidar daquelas crianças. Esse é um equívoco da PGR, é um equívoco de quem defende o modelo, e esse equívoco penaliza os próprios profissionais de segurança. Fica registrado o nosso repúdio à decisão da PGR. Esperamos que ela não seja acatada. No Supremo Tribunal Federal tramitam duas ações de inconstitucionalidade sobre essa matéria, e esperamos que o STF dê guarida às duas ações, para que nós não tenhamos mais escolas militarizadas no Paraná, no Brasil. Obrigado, Sr. Presidente.
  • 09/12/2025Breves Comunicações

    O Deputado repudiou a pauta definida pelo Presidente da Casa, Deputado Hugo Motta, por incluir o Projeto de Lei nº 2.162, de 2023, que busca conceder anistia a criminosos que atentaram contra a democracia, ameaçaram matar o Presidente da República e depredaram o Parlamento. Ademais, condenou os acordos e negociações realizados sem transparência e destacou que a proposição beneficia o ex-Presidente Bolsonaro. Além disso, criticou a inclusão da deliberação da cassação do Deputado Glauber Braga juntamente com outros três Parlamentares, observando que uma Deputada está presa e os outros dois estão nos Estados Unidos. Ao final, alertou que a extrema direita trata a democracia conforme seus interesses e impõe custos graves ao País.

    Palavras-chave oficiais: Pauta (processo legislativo),Presidente da Câmara dos Deputados,Projeto de lei ordinária,anistia,Ato antidemocrático,acordo,negociação,Atuação parlamentar,Extrema direita,Ex-presidente da República,Partido Liberal (PL) cassação,Perda de mandato parlamentar,Deputado federal,Partido Socialismo e Liberdade (PSOL),Democracia,Pauta (processo legislativo)

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, nada vai superar o dia de hoje em termos de surpresa. Nós não acompanhamos algumas das negociações. Não se sabe exatamente a que horas foram feitas e de que tratavam, mas, obviamente, especula-se que as reuniões foram realizadas ontem, inclusive com o Presidente Hugo Motta, em que se determinou a pauta de hoje, que, eu diria, é a pauta da vergonha. O dia de hoje, independentemente do resultado, é uma vergonha para a Câmara Federal, é uma vergonha para o País, é uma vergonha para todos aqueles, Sr. Presidente, que, de uma forma ou de outra, acreditam na democracia e na Justiça. Não estamos aqui antecipando juízo, Sr. Presidente, mas não é possível que um tema sensível, quando se fala em dosimetria — na verdade, é anistia para criminosos que atentaram contra a democracia, que se propuseram a matar o Presidente da República, que quebraram este Parlamento —, seja discutido na calada da noite, sem que ninguém saiba, e, no dia seguinte, apareça do nada na pauta um projeto que muda a história inclusive deste Parlamento. É uma pena, Sr. Presidente, porque, a cada dia que passa, mais e mais as pessoas se convencem de que o Parlamento brasileiro não passa de um grande acordão, em que a extrema direita faz o seu circo, lança o seu candidato, e, num passe de mágica, esse mesmo candidato diz que tem preço e explica depois que, para renunciar à sua candidatura, o seu preço, expresso hoje num projeto dito de dosimetria ou qualquer outra coisa, é, na prática, uma aliança para que o criminoso Jair Bolsonaro saia da cadeia. Jair Bolsonaro não aguentou 2 semanas na cadeia. Não aguentou 2 semanas, Sr. Presidente, está choramingando em todos os cantos. O machão que dizia que aguentava tudo e todos, que disse que era preciso matar 30 mil, 40 mil, 50 mil, ficou preso por 2 semanas e hoje está apelando para todo lado, botando nisso a família, dizendo que tem que acertar isso, tem que acertar aquilo, que Michelle Bolsonaro é sua candidata, e o candidato é o seu filho. E seu filho diz com todas as letras, com a maior cara de pau possível: "Eu tenho preço e vou negociar o meu preço". É assim que a extrema direita trata a democracia: com os seus preços, e preços que vão custar muito para o nosso País, Sr. Presidente. E, de quebra, coloca o pedido de cassação do Deputado Glauber junto com os referentes a três Deputados que, inclusive, estão fora do País. É impressionante a pauta que foi estabelecida, Deputado Reimont, para anistiar o criminoso. Aliás, a extrema direita sempre diz que se tem que aumentar pena, mas, neste caso, diz que tem que ser diminuída. Afinal, os bagrinhos não interessavam, e agora interessam, sim, para aquele que negociou, segundo ele, o seu preço. Ao mesmo tempo, coloca-se na pauta a cassação do Deputado Glauber, que está aqui acompanhando as sessões, e a de três outros Parlamentares: uma Deputada está presa e dois Deputados que estão nos Estados Unidos. Realmente, isso é uma piada. Obrigado, Sr. Presidente.
  • 02/12/2025

    O Deputado relatou ter ingressado com mandado de segurança contra o Secretário de Educação do Paraná e o Diretor da escola João Turin após a divulgação de vídeos que mostraram estudantes de uma escola cívico-militar entoando músicas com conteúdo de violência. Considerou o episódio uma distorção do ambiente escolar e informou ter acionado o Ministério Público e o conselho tutelar. Também defendeu o afastamento da direção da escola, pediu providências ao Ministério da Educação e solicitou ampla divulgação de seu pronunciamento.

    Palavras-chave oficiais: Paraná,Escola cívico-militar,Música,Violência,Apologia,Secretário de Estado,Diretor,Mandado de segurança

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados, nós estamos entrando hoje com um mandado de segurança contra o Secretário da Educação do Paraná e contra o Diretor da Escola João Turin. Todos acompanharam, nesse final de semana, um número grande de crianças na escola cívico-militar fazerem um circuito dentro do ginásio com um militar, porque ele é quem as acompanhava, cantando músicas de ódio, que diziam, por exemplo: "Homem de preto, o que é que você faz? Eu faço coisas que assustam o Satanás. Homem de preto, qual é sua missão? Entrar na favela e deixar corpos no chão". É uma aberração que escolas com crianças de 14 anos, 13 anos, tenham orientação nesse sentido. Por isso, nós fizemos uma representação no Ministério Público, comunicamos ao conselho tutelar e entramos com um mandado de segurança para afastar o Diretor da escola e pedir uma resposta ao Secretário da Educação. Não é possível que a educação no Paraná, que a educação do Ratinho Júnior tenha como estímulo, Sr. Presidente, a cultura do ódio. O SR. PRESIDENTE (Icaro de Valmir. PL - SE) - Eu vou pedir aos Parlamentares que estão inscritos para falar por 1 minuto que se atenham a 1 minuto, porque nós estamos na iminência do início da Ordem do Dia. Por gentileza, conclua, Deputado Tadeu Veneri. O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR) - É inadmissível que a gente ainda tenha a cultura do ódio dentro de escolas. A gente sabe que as escolas militarizadas no Paraná estão virando uma praga. E esse é o resultado. Por isso, impetramos um mandado de segurança hoje, vamos fazer a denúncia aqui e no Ministério da Educação e esperar que as providências sejam tomadas. Eu peço que o meu pronunciamento seja colocado no programa A Voz do Brasil e em todos os órgãos de divulgação da Casa, porque é uma aberração o que aconteceu no Paraná na última semana. Obrigado, Sr. Presidente. A Escola João Turin é muito melhor do que isso.
  • 25/11/2025Breves Comunicações

    O Deputado afirmou que 25 de novembro de 2025 entra para a história como o dia em que Jair Bolsonaro começa a cumprir sua pena de 27 anos de prisão, lembrando declarações do ex-Presidente durante a pandemia, sua exaltação à ditadura e ao torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, além da tentativa de golpe de 8 de janeiro. Mencionou ainda apoiadores que fugiram do país ou foram condenados, destacando que não haverá anistia e que a democracia prevalece. Em seguida, fez um paralelo simbólico entre a prisão de Bolsonaro e os 50 anos do assassinato de Vladimir Herzog, ressaltando que, enquanto o jornalista permanece como símbolo vivo da luta democrática, Bolsonaro passa a cumprir pena. Por fim, afirmou que justiça, ainda que tardia, foi feita.

    Palavras-chave oficiais: Prisão,Ex-presidente da República,Tentativa (crime),Golpe de Estado (crime),Pandemia do Coronavírus,Ditadura militar,Apologia de ditadura militar,Tortura,Democracia,Jornalista,Homenagem póstuma,anistia,Homicídio

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, nós sabemos que o dia de hoje, 25 de novembro de 2025, fica para a história como o dia em que Jair Bolsonaro definitivamente foi para a cadeia cumprir sua pena. Quando as pessoas reclamavam das mortes durante a pandemia, Bolsonaro dizia: "Chega de mi-mi-mi! Parem de chorar! Eu não sou coveiro!" Ele dizia também que só compraria vacina se fosse na casa da sua mãe; que tinha porte atlético; que a ditadura matou pouco, tinha que ter matado mais de 20 mil. No dia em que a então Presidente da República Dilma Rousseff foi aqui afastada do cargo, Bolsonaro disse que votava pelo maior torturador da história, Carlos Brilhante Ustra, que ele tanto idolatrava. Ele se referia aos seus filhos como 01, 02, 03, 04, 05, e dizia que, se fosse eleito Presidente de fato, iria implantar uma ditadura. Aqueles que o apoiavam, batiam palmas, cantavam para pneus, ficavam na frente dos quartéis, pediam intervenção militar, diziam que a Esquerda deveria desaparecer do nosso País, apoiavam o golpe de Estado, tentaram o golpe de Estado, logo depois da eleição do Presidente Lula, no 8 de Janeiro. Outros fugiram do País, a exemplo do seu filho, da Deputada Carla Zambelli e do Deputado Delegado Ramagem, que hoje, aliás, também condenado está e fadado a perder seu cargo como Deputado Federal. Todos esses devem estar se perguntando como é que puderam apoiar uma pessoa tão insignificante na história do nosso País, mas que chegou à Presidência da República; como puderam apoiar um homem tão cruel e, ao mesmo tempo, tão difícil de ser entendido, sob qualquer circunstância, dada sua insignificância e dado seu processo mental. Pois bem, Sr. Presidente, esse homem, que está preso, condenado a 27 anos de cadeia, os generais que estão presos e os que os apoiaram e continuarão presos, certamente, devem se lembrar do que nós dissemos aqui: "Anistia, de forma alguma! Ditadura, nunca mais!" Não por acaso, Sr. Presidente, este dia é histórico porque, há 50 anos, era assassinado, nos porões da ditadura em São Paulo, Vladimir Herzog, um jornalista que foi depor sem saber exatamente do que era acusado e foi morto sob tortura, assim como foi Frei Tito, assim como foram tantos outros, cujas mortes e torturas foram enaltecidas por Jair Bolsonaro. Cinquenta anos depois, Vladimir Herzog continua vivo, continua sendo a pessoa que mais lutou pela democracia; e Jair Bolsonaro irá para a cadeia. Não poderia ser um dia mais significativo. Cinquenta anos depois, ainda que tarde, faz-se justiça: Bolsonaro irá cumprir os próximos anos na cadeia; e Vladimir Herzog continua vivo na memória de todos que querem democracia. Obrigado, Sr. Presidente.
  • 05/11/2025

    O Deputado orientou a bancada na votação da Emenda de Plenário nº 7, apresentada ao Projeto de Lei nº 347, de 2003, que tipifica como crime a comercialização de peixe ornamental e a venda, exportação, aquisição e guarda de espécimes da fauna silvestre quando praticado de forma permanente, em grande escala, em caráter nacional ou internacional, aumenta a pena quando houver tentativa de evitar o flagrante dentre outros.

    Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Emenda de plenário,Projeto de lei ordinária,Maioria parlamentar,Voto contrário

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, a Maioria orienta "não", porque entende que o texto, da forma como está, contempla inclusive todas as aspirações daqueles que trabalharam durante muitos anos para que houvesse proteção animal. Eu lembro que não só animais silvestres como também animais colocados para abate e para reprodução muitas vezes estão em situação de absoluto sofrimento, como, por exemplo, quando se põem galinhas poedeiras num espaço de uma folha A4 ou quando se colocam vacas para produção de leite que viram praticamente máquinas de produção. Não é possível aceitarmos isso. Por isso, a orientação é "não".
  • 05/11/2025

    O Deputado criticou a decisão do Governador do Paraná de retomar o processo de terceirização de escolas públicas, mesmo após rejeição em consulta às comunidades escolares. Afirmou que a medida pode custar mais 600 milhões de reais aos cofres públicos e denunciou a transferência da gestão das unidades a grupos privados, o que elimina concursos e fere decisões do Supremo Tribunal Federal. Também condenou a militarização de escolas de tempo integral e classificou as ações do Governador Ratinho Júnior como um ataque à educação pública. Ainda informou ter ingressado com ação popular contra o Prefeito de Curitiba (PR) pela distribuição de Bíblias em escolas, reforçando a defesa do Estado laico.

    Palavras-chave oficiais: Paraná,Educação em tempo integral,militarização,Prefeito,Escola pública,Curitiba (PR),Terceirização,Princípio do Estado laico

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, eu venho, mais uma vez, trazer uma preocupação relacionada ao Governo do Estado do Paraná. O Governador do Estado do Paraná, um tempo atrás, resolveu fazer uma consulta sobre algumas escolas que ele listou, sobre a possibilidade de serem terceirizadas. Isso custou e vai custar ao Paraná cerca de 1 bilhão de reais nos próximos anos. As escolas que, na consulta, não foram aprovadas pela comunidade, Sr. Presidente, o Governador resolveu agora, porque não sabe perder, recolocar na lista. Cerca de vinte escolas vão passar por consulta. Isso significará mais 600 milhões de reais para os cofres públicos, para que sejam transferidas, Sr. Presidente — e isto é inédito no Brasil —, essas escolas para a iniciativa privada, ou seja, para grupos privados, que vão administrar escolas públicas e vão receber por isso. Vão contratar professores, vão contratar funcionários. Não há mais concurso público. É o maior absurdo que se comete, Sr. Presidente, contra a educação no Brasil. O Supremo Tribunal Federal já determinou que isso não é possível, assim como não é possível que as escolas sejam militarizadas. Para piorar a situação do Paraná, além de terceirizar as escolas, Deputado Welter, o Governador agora resolveu militarizar as escolas de tempo integral. Imagine V.Exa. uma criança entrar às 7h30min e sair às 6 horas da tarde da escola com regime militar. O Governador Ratinho Júnior anunciou que é pré-candidato — e acredito que não será — a Presidente da República. Agora definitivamente é candidato a destruir a educação no Paraná. Não só o Governador faz isso. Parece que isso está sendo seguido por Prefeitos. Ontem nós entramos com uma ação popular contra o Prefeito de Curitiba, que resolveu distribuir exemplares da Bíblia para todas as escolas e fazer com que as crianças ouçam, querendo ou não, aquilo que está na pregação. Nós entendemos que o Estado é laico. Então, nós temos hoje o Prefeito que distribui exemplares da Bíblia e o Governador que privatiza escolas. Esse é o...
  • 04/11/2025

    O Deputado orientou a bancada na votação do requerimento de encerramento da discussão do Projeto de Lei nº 8.889, de 2017, que dispõe sobre a provisão de conteúdo audiovisual por demanda (CAvD) e dá outras providências.

    Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de encerramento de discussão,Projeto de lei ordinária,Base de apoio político,Governo,Voto favorável

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    O SR. TADEU VENERI (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - O Governo orienta "sim", Sr. Presidente, porque este projeto, na verdade, é para a cultura brasileira. O setor gera empregos. Aliás, a cultura e o entretenimento estão entre os maiores empregadores em qualquer país, o que não é diferente no Brasil. Eu não vou entrar no mérito, Sr. Presidente, sobre a Oposição ser contra a matéria ou alguns Deputados serem contra ela, pois têm suas razões. É contraditório defender taxação do Trump no Brasil e dizer que as empresas americanas não podem pagar, porque isso vai prejudicá-las na Bolsa de Valores. Meu Deus do céu, talvez eles assistam a tantos enlatados dessa tal empresa americana que se esquecem de que estão no Brasil! Eu acho que, para esse povo, a vida deve ser assim: "Liga lá para o Bolsonaro, vê se ele não está fritando hambúrguer, e pergunta como é que a gente tem que votar aqui, porque, afinal de contas, nós não falamos inglês, vemos tudo dublado". Isso é de uma ignorância, Sr. Presidente, que não tem tamanho! Então, o voto é "sim", Sr. Presidente.

Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 22/12/2023 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.