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Deputado · Câmara

Sergio Vidigal

PDT

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Nome civil: Antonio Sergio Alves Vidigal · 69 anos

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6 discursos na tribuna · de 21/02/2019 a 18/02/2020.

  • 18/02/2020Breves Comunicações

    Realização da reforma tributária. Defesa de redução dos tributos incidentes sobre a energia elétrica.

    Palavras-chave oficiais: REFORMA TRIBUTÁRIA, SONEGAÇÃO FISCAL, ISENÇÃO TRIBUTÁRIA, CARGA TRIBUTÁRIA, ENERGIA ELÉTRICA, COMBUSTÍVEL. PRESIDENTE DA REPÚBLICA, REDUÇÃO, PREÇO, GASOLINA, CRÍTICA. AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA (ANEEL), TRIBUTAÇÃO, ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA, FONTE ALTERNATIVA DE ENERGIA.

    Ler a transcrição oficial
    O SR. SERGIO VIDIGAL (PDT - ES. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, quero cumprimentar todos que estão nos acompanhando agora pela TV Câmara ou pela Internet. Sr. Presidente, utilizo esta tribuna para falar um pouco sobre um tema que está envolvendo todos os brasileiros: a reforma tributária. É lógico que temos muita preocupação. Nós sabemos que é um tema muito importante, mas precisamos ter com ele um cuidado muito especial. Nós temos que entender que, ao mesmo tempo que a população tem a expectativa de que vai se reduzir a carga tributária, os Municípios, os Estados e a União precisam manter suas capacidades de investimento. Eu diria que, como primeira etapa da reforma tributária, o Governo deve, primeiro, fazer um trabalho de combate à sonegação e, segundo, reduzir as isenções e os incentivos fiscais que existem no País. Nós estamos com uma preocupação muito grande. Recentemente o Presidente da República, num ato que eu diria ser até de irresponsabilidade, começou a divulgar que haveria redução do preço da gasolina. Isso nos preocupou muito, primeiro porque colocou Prefeitos e Governadores numa situação muito desconfortável. Lembro ao Presidente da República e àqueles que querem fazer palanque com a redução do preço do combustível que poderíamos iniciar o debate reduzindo a carga tributária da energia elétrica no Brasil. A gasolina no Brasil, Deputado Afonso Motta, é a 94ª mais cara do mundo, enquanto a nossa energia elétrica é a sexta mais cara do mundo. E nós sabemos muito bem que nem todo mundo que consome energia elétrica consome combustível. Então, é preciso que tenhamos responsabilidade neste momento. Se tivermos de fato interesse em atender a população, se estivermos de fato preocupados em reduzir o preço desse insumo, que pesa muito no orçamento familiar e diminui a competitividade brasileira, vamos fazer uma discussão, então, sobre energia elétrica. O Governo Federal me parece estar na contramão disso. Enquanto se discute a redução do preço da energia elétrica, a ANEEL está querendo sobretaxar quem produzir energia solar fotovoltaica com geração distribuída em 60%. Eu acho que este é um momento de muita reflexão por parte desta Casa. Nós não podemos ficar mais brincando com a sociedade. Nós criamos no Brasil um grupo de demagogos, um grupo de pessoas que ficam no palanque brincando com a sociedade brasileira. Se quisermos que este País realmente atenda os mais humildes e de fato faça uma reforma para reduzir o custo de um produto, vamos trabalhar pela energia elétrica no Brasil. É preciso também que a ANEEL comece a enxergar a importância da produção de energias renováveis, energias alternativas, não as sobretaxando em 60%, como está querendo sobretaxar a energia solar fotovoltaica. Nós sabemos que, dentre os países europeus, o maior produtor de petróleo e de gás é a Noruega, que é o país que tem o maior preço de gasolina na Europa.
  • 05/09/2019Homenagem

    Transcurso do Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.

    Palavras-chave oficiais: SESSÃO SOLENE, DIA MUNDIAL DE PREVENÇÃO DO SUICÍDIO.

    Ler a transcrição oficial
    O SR. SÉRGIO VIDIGAL (PDT - ES) - Sr. Presidente Deputado Dr. Leonardo, demais Parlamentares aqui presentes, Deputado Fábio Trad, Deputado Marx Beltrão, quero saudá-los. Quero também deixar uma saudação especial ao meu colega de profissão e ex-colega desta Casa, hoje representando o Governo Federal, através do Ministério da Cidadania, pela Secretaria Especial do Desenvolvimento Social, o nosso companheiro Lelo Coimbra. Quero cumprimentar a Sra. Leila Herédia, Diretora do Centro de Valorização da Vida - CVV; a Sra. Fernanda Benquerer, representante da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio - ABEPS; o Sr. Leonardo Sérvio Luz, Conselheiro do Conselho Federal de Medicina, e o Sr. Marcelo Couto Dias. Quero cumprimentá-los e dizer que este é um momento muito importante. Trata-se de um tema muito importante não somente para ser abordado, mas também para ser enfrentado. Lembro que essa cor amarela iniciou-se com a morte do jovem Mike Emme, em 1994, ao dirigir um Mustang amarelo, exatamente aos 17 anos de idade. Em 2003, a Organização Mundial da Saúde oficializou esta data, dia 10 de setembro, como o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio. No Brasil, nós demoramos um pouco mais a enfrentar esse problema. Em 2006, houve uma portaria que estabeleceu uma estratégia de prevenção do suicídio, e, em 2011, o Ministério da Saúde iniciou algumas ações ainda muito tímidas para o enfrentamento desse tema tão importante, que é o suicídio, através da Rede de Atenção Psicossocial - RAPS, capitaneadas pelo Centro de Atenção Psicossocial - CAPS. Infelizmente, hoje há uma escassez muito grande no atendimento na rede de base. E, quando falo de atendimento à saúde, uma grande parte dos pacientes que chegam ao suicídio são os que têm algum tipo de transtorno mental ou alteração de humor. Trata-se de um grande percentual. Lembro que mais de 90% dos suicídios podem ser evitados. Algo que nos deixa muito preocupados é que o suicídio está crescendo no Brasil. Enquanto a Organização Mundial da Saúde está conseguindo reduzir o número de suicídios no mundo, no Brasil está ocorrendo o caminho inverso. Nós estamos ampliando o número de pessoas que cometem suicídio. Hoje, a última pesquisa mostra que, em jovens entre 15 e 29 anos, o suicídio é a segunda causa de morte. Lembro que entre homens e mulheres - principalmente entre homens -, acima de 70 anos, também há um alto índice de suicídio. Isso nos deixa muito preocupados, porque falamos muito em fazer divulgação e propaganda, mas precisamos agir e investir na saúde, a fim de atender a essa população que depende de atendimento. É bom lembrar que há aqueles críticos que dizem ser falso quando alguém diz que quer se matar. Leve a sério, porque pode ser uma frase afirmativa. Há aqueles que dizem que, quando tentam se suicidar uma vez, não vão tentar novamente. Isso também é uma frase falsa. E há aqueles que acham que isso só pode acontecer com os outros e não com ele. Eu quero aqui me associar à frente parlamentar que vai ser instalada, que acabou de ser aprovada pelo Presidente, não somente de prevenção ao suicídio, mas principalmente de valorização à vida. É bom lembrar que o Brasil hoje é o País que tem o maior índice de depressão da América Latina: são 12 milhões de brasileiros hoje sofrendo de depressão. Lembro também que estamos quase chegando ao número de 12 mil pessoas por ano que cometem suicídio no País. Acho que esse é um tema importante. Não é um tema só para debate. Esta Casa tem que apresentar propostas importantes. Não deve haver somente legislação que garanta investimentos, mas, sim, ações importantes, através do nosso Ministério da Saúde, porque é fundamental, neste momento, que se façam ações efetivas. É bom lembrar que hoje, na rede pública, a coisa mais rara é um paciente com depressão conseguir um medicamento que não tenha mais efeitos colaterais do que efeitos positivos. Já há medicamentos hoje que garantem a funcionalidade do paciente, mas, às vezes, há dificuldade de acesso a eles na rede pública. Eu quero aqui deixar, Sr. Presidente, o registro da importância desta audiência pública. Sugiro que não fiquemos somente em fase de comemoração. Não adianta comemorar e criar o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. Precisamos de ações efetivas, porque hoje o índice de jovens que cometem suicídio é muito grande, é muito alto. O Deputado Lelo Coimbra lembrou a questão da área rural, dos agrotóxicos. Às vezes, os casos da área rural não aparecem tanto, Deputado Lelo, porque é uma situação mais silenciosa. Já aqui, em regiões metropolitanas, em área urbana, onde acontece a grande maioria dos casos, a mídia está presente. E é bom lembrar que é extremamente negativa a divulgação disso pela mídia. Não significa que o suicídio vire onda, mas a dor é tão grande que a pessoa acha que a única forma de superar a dor é cometendo o ato. Quero encerrar dizendo aos presentes o seguinte: na verdade, mesmo que haja o planejamento de sua morte, o suicida não quer eliminar a sua vida, ele quer eliminar a sua dor. Muito obrigado, um abraço a todos. Parabéns, Presidente.
  • 03/07/2019Homenagem

    Homenagem à memória do ex-Governador Leonel de Moura Brizola, ao ensejo do transcurso dos 15 anos do seu falecimento.

    Ler a transcrição oficial
    O SR. PRESIDENTE (Pompeo de Mattos. PDT - RS) - Então, para encerrar a nossa sessão solene em homenagem ao Dr. Brizola, convido o Deputado Sérgio Vidigal, do Espírito Santo, com a missão de encerrar esta sessão. Deputado aguerrido, lutador, que nos orgulha muito pela sua trajetória. V.Exa. tem a palavra. O SR. SÉRGIO VIDIGAL (PDT - ES) - Muito obrigado, Sr. Presidente. Quero aqui saudar o Presidente desta sessão solene, Deputado Pompeo de Mattos, autor do requerimento. Diria que ai do Brasil se não tivesse na sua história o Rio Grande do Sul. Cumprimento o nosso Secretário-Geral do PDT e também Presidente da Fundação Leonel Brizola, nosso companheiro Manoel Dias. Cumprimento a nossa Deputada Silvia Cristina em nome de todas as Deputadas Federais, Estaduais, Vereadoras e Prefeitas do PDT. Lembro que elas são uma representação que nos orgulha muito. No mandato anterior nós só tínhamos uma única Parlamentar; neste nós temos três Parlamentares na nossa bancada, e isso é uma honra para a gente. Cumprimento também o nosso Secretário-Geral da Juventude Socialista do PDT, nosso amigo João Carlos Cirilo. Nós precisamos realmente incrementar e incentivar a força da juventude no nosso partido. Quero saudar todos os presentes, os Deputados que por aqui passaram e os que estão aqui. Primeiro quero pedir desculpas ao Presidente porque tive de sair para relatar dois projetos de uma companheira do PDT, Deputada Flávia Morais, inclusive por esta razão ela não está aqui neste momento. Mas eu não poderia perder a oportunidade, porque falar do Brizola é ter uma oportunidade. E conviver com o Brizola, uma oportunidade maior ainda. E Deus permitiu que um dia eu conhecesse este homem chamado Leonel de Moura Brizola. Estou no PDT há 31 anos, meu primeiro e único partido. A minha ida para o PDT - normalmente, quando se vai para um partido, procura-se saber qual é o mais fácil para se disputar eleição, onde há Deputados mais fracos - se resume exclusivamente em acompanhar a história e a vida do nosso grande líder Leonel de Moura Brizola. Eu diria que Leonel de Moura Brizola era um misto de perseverança, era um misto de resistência, era um misto de transparência, de honestidade, de seriedade e de competência. Pena que em 1989 o Brasil não enxergou isso. Se em 1989 o Brizola tivesse ido para o segundo turno, vocês podem ter convicção de que a história do nosso País seria totalmente diferente. Até porque esta foi a história do nosso líder Leonel Brizola desde o início da sua carreira. Aqui disse o Deputado Pompeo de Mattos que, como Governador naquela época do Rio Grande do Sul, ele construiu mais de 6100 unidades de ensino. Olha o homem visionário que era Leonel Brizola. Eu, da mesma forma que tive a alegria e o prazer de conhecer Leonel Brizola, também tive a tristeza de acompanhar o seu funeral lá no Palácio da Guanabara, no dia 21 de junho, de 2004. Foi um momento muito triste para a população brasileira, para o nosso partido. O nosso partido - é bom deixar bem claro nesta Casa -, o PDT, mantém todas as bandeiras defendidas pelo nosso líder Leonel Brizola. Lógico que sabemos que o grande sonho de Leonel Brizola, quando voltou do exílio, era realmente reassumir o PTB, porque o PTB foi o início da sua história. Mas a sua iniciativa de fundar o PDT foi fundamental, pois somos um partido que está há 40 anos orgulhando a classe política brasileira, há 40 anos orgulhando a nós filiados, a partidos políticos e a nós que militamos na política. É muito bom ver a história de alguém, e esse era de fato um estadista, porque até hoje, quando se fala em educação, Leonel Brizola é referência. Quando se fala em reduzir desigualdade social, a referência é Leonel Brizola. Quando se fala em privilegiar e prestigiar as minorias, a referência é Leonel Brizola. Então, para nós do PDT é uma honra, é um prazer muito grande ser filiado ao PDT e entrar neste partido pelas mãos e pela história do nosso grande líder Leonel Brizola. Eu tenho dito que às vezes nós ficamos aqui amargando a morte, mas nós que somos cristãos sabemos que as pessoas que amamos, admiramos e respeitamos não morrem. Elas nascem para uma nova vida. Mas eu tenho certeza absoluta de que a sua história realmente ficou aqui entre nós. Neste Parlamento hoje nos honra muito ser um dos 28 Deputados Federais do PDT. E a nossa proposta e a nossa defesa aqui hoje é muito simples: nós defendemos o quê? O direito do trabalhador. "Ah, você é contra a reforma?" Não somos contra reforma nenhuma, apenas não permitimos que se retire direito do trabalhador. Se houver privilegiado, podem retirar direitos, mas privilegiado não é penalizado neste País. Já sabemos disso. Os privilegiados são protegidos. Neste País se retira direito exatamente daqueles que mais necessitam. Votamos contra a reforma trabalhista. E a resposta está aí: milhões de brasileiros desempregados, subempregados e desalentados. A reforma da Previdência está aqui nesta Casa. Mas não podemos permitir que uma reforma retire direito exatamente de quem ganha até dois salários-mínimos. Esse não é o privilegiado do nosso País. Para encerrar, quero aqui parabenizar, Deputado, a sua iniciativa de propor esta sessão em que celebramos hoje 15 anos da morte deste grande líder, Leonel Brizola. Há uma frase de Leonel Brizola que gostaria aqui de repetir porque ela diz tudo. E parece que esta frase de Leonel Brizola foi dita hoje. E não foi dita logo que ele faleceu, não, foi dita bem antes. A frase é muito simples, ele diz o seguinte: "A educação é o único caminho para emancipar o homem. Desenvolvimento sem educação é criação de riquezas apenas para alguns privilegiados". Vocês acham que é assim que o Brasil vive hoje? Está aqui o que Leonel Brizola já identificava para este País. Parabéns, Sr. Presidente. Parabéns a todos os companheiros do PDT, a todos que estão aqui. Nós sabemos que Leonel Brizola vive. Ele vive na nossa memória e na nossa história. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Pompeo de Mattos. PDT-RS) - Muito obrigado, Deputado Sérgio Vidigal.
  • 29/05/2019

    Orientação de bancada na votação de requerimento de retirada de pauta da Medida Provisória nº 867, de 2018, sobre a extensão do prazo para adesão ao Programa de Regularização Ambiental.

    Palavras-chave oficiais: ORIENTAÇÃO DE BANCADA, REQUERIMENTO DE RETIRADA DE PROPOSIÇÃO DA ORDEM DO DIA, MPV 867/2018, MEDIDA PROVISÓRIA, PARTIDO DEMOCRÁTICO TRABALHISTA (PDT), OBSTRUÇÃO PARLAMENTAR.

    Ler a transcrição oficial
    O SR. SERGIO VIDIGAL (PDT - ES. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sra. Presidente, o PDT também é favorável à medida provisória na sua forma original, como chegou nesta Casa. Somos favoráveis à prorrogação. O que foi incluído na medida provisória realmente violenta todos os princípios ambientais que nós defendemos. Há até um requerimento do Cidadania, para que se possa votar a MP original, a que nós seremos favoráveis. Por esta razão, neste momento, o PDT entra em obstrução.
  • 23/05/2019Comunicações Parlamentares

    Transcurso do Dia da Colonização do Solo Espírito-Santense. Prejuízos advindos com perdas de receita do Fundo de Desenvolvimento de Atividades Portuárias - FUNDAP. Transcurso do 129º aniversário de fundação do Diário Oficial do Espírito Santo.

    Palavras-chave oficiais: DIA DA COLONIZAÇÃO DO SOLO ESPÍRITO-SANTENSE, HOMENAGEM. ATIVIDADE PORTUÁRIA, IMPORTAÇÃO, EXPORTAÇÃO, CAFÉ, ESPÍRITO SANTO (ESTADO), PREJUÍZO, PETRÓLEO, CRISE, ANÁLISE. DIÁRIO OFICIAL DO ESPÍRITO SANTO, ANIVERSÁRIO DE FUNDAÇÃO, HOMENAGEM.

    Ler a transcrição oficial
    O SR. SERGIO VIDIGAL (PDT - ES. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Deputado Coronel Chrisóstomo, Sras. e Srs. Deputados, todos aqueles que estão neste momento nos assistindo pela TV Câmara e nos ouvindo pela Rádio Câmara, internautas, primeiramente quero registrar que, nesta tarde, uso esta tribuna num momento muito especial da minha vida, porque hoje, dia 23 de maio, comemora-se o Dia da Colonização do Solo Espírito-Santense. Talvez poucas pessoas, quando olham um mapa, conseguem localizar o Espírito Santo, mas eu tenho convicção de que, depois da nossa fala, veremos que para o crescimento deste País concorre a participação efetiva do nosso Estado do Espírito Santo. No dia 23 de maio de 1535, desembarcava na hoje Prainha de Vila Velha, conhecida como Vila do Espírito Santo - e o nome é Espírito Santo porque aquele 23 de maio era um domingo do Espírito Santo -, o fidalgo Vasco Fernandes Coutinho, um homem vivido na navegação, que já tinha ido à África e à Índia, e recebeu de Dom João III a capitania hereditária que era o Espírito Santo. E o Espírito Santo tem uma história de muita resistência. Vasco Fernandes, ao chegar ao Espírito Santo, viu que em nosso Estado tínhamos várias tribos indígenas. Hoje eu fico observando, Deputado Edmilson Rodrigues, que essas tribos indígenas nos ajudaram muito para que este País não fosse tomado pelos estrangeiros já naquela época, lá atrás. As tribos indígenas resistiram à ocupação, resistiram bravamente à ocupação. Estavam lá os índios botocudos, aimorés, goitacazes. E Vasco Fernandes Coutinho, que achou que era um presente do Rei a Capitania do Espírito Santo, viu que fora um castigo para ele, porque teve que gastar todos os bens que tinha para tentar manter a vila, e morreu pobre e desvalido. Mas o Espírito Santo não para aí. O Espírito Santo começa a receber a imigração europeia. Recebemos italianos, recebemos alemães, e o Estado iniciou um projeto interessante, com a agricultura familiar, as pequenas propriedades. E o Estado do Espírito Santo começou a ser o maior produtor de café do nosso País, naquela oportunidade. O café do Espírito Santo, naquele momento, chegou a representar 95% do PIB do nosso Estado. Isto exigiu que o Espírito Santo investisse principalmente na área portuária. Houve a implantação de portos e ferrovias. O nosso Estado, de lá para cá, tem demonstrado que é aguerrido nas suas lutas. Quero lembrar que a primeira revolução abolicionista do Brasil, antes da abolição da escravatura, aconteceu no Espírito Santo, exatamente na região de Queimados, no Município da Serra, em 1849, o que mostra que o Estado do Espírito Santo é um Estado de resistência, é um Estado de persistência. Isso nos deixa muito felizes e, por essa razão, sinto-me muito à vontade de falar do nosso Estado e da importância que representa hoje para a Nação. É um Estado que tem uma atividade portuária muito forte. O comércio exterior participa efetivamente da atividade econômica do Espírito Santo. Somos hoje o segundo maior produtor de café do Brasil e o maior produtor de ovos do País, produzidos na nossa cidade pomerana de Santa Maria de Jetibá. Somos hoje o maior produtor e exportador de rochas ornamentais do País. Mais de 50% da produção e exportação das rochas ornamentais do País advêm do Espírito Santo. Porém, em 2012, o Espírito Santo sofreu um revés muito grande, porque nós perdemos um incentivo na importação, o FUNDAP - Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias. Posteriormente, veio a crise do petróleo. Mas eu quero falar do Espírito Santo como gestão pública, que é o tema mais importante para se falar do Espírito Santo. Talvez os senhores tenham assistido recentemente à atribuição de notas, pelo Tesouro Nacional, para as contas públicas de cada Estado. O Espírito Santo recebeu a nota A. Perdeu o FUNDAP, houve queda no valor do petróleo, mas o Estado não desorganizou suas contas. De 2002 para cá, o Espírito Santo tem tido um cuidado muito especial, através de seus gestores, ao fazer uma gestão transparente, limpa e de qualidade para a população. Eu até gostaria de fazer um apelo ao Governo Federal, porque todas as vezes que votamos projetos nesta Casa para criar benefícios e arranjar recursos, sempre ajudamos aqueles que não fazem seu dever de casa. Aliás, esta é uma prática no Brasil: aquele que não é um bom pagador é anistiado; aquele que cumpre suas obrigações é esquecido e, às vezes, até penalizado. O Espírito Santo cumpriu o seu papel. A prova disso são os nossos resultados. O menor índice de mortalidade infantil do Brasil é do Espírito Santo, 8,4 para cada mil nascidos vivos. Recentemente, saiu a avaliação do ensino médio. A melhor nota de ensino médio do País, com todo o respeito que temos por Pernambuco, foi a do Espírito Santo. Reduzimos drasticamente os índices de violência no nosso Estado. Tudo isso é fruto de planejamento e, diga-se de passagem, sem nenhuma contribuição especial por parte do Governo Federal. Estou falando tudo isso porque nós capixabas temos que sentir orgulho. Por isso estou nesta tribuna hoje, para falar da minha felicidade, da minha satisfação de ser capixaba! Até os Parlamentares que o Espírito Santo, ao longo dos últimos anos, tem mandado para esta Casa têm honrado o nosso País e têm honrado o nosso Estado. Portanto, para mim é muito importante vir falar da data de hoje, dia 23 de maio. Há 484 anos, começamos por Vila Velha. Ao se implantar a Ilha de Vitória, que se chamou Vila Nova e hoje é a capital do Espírito Santo, Vila Velha passou a receber este nome, porque foi a primeira vila implementada no nosso Estado. Quero parabenizar nossos governantes e nossa população! É uma população aguerrida, que recebeu a imigração europeia. E a nossa grande vantagem é que, quando houve a abolição da escravatura, acabaram-se os latifúndios. Hoje, 90% das áreas territoriais rurais do Espírito Santo são de agricultura familiar e de grandes cooperativas, após a imigração europeia, com imigrantes advindos da Itália, da Alemanha, da Suíça e de outros países. Nós também recebemos, com muito carinho, muitos conterrâneos e baianos, e mineiros e pessoas de outros Estados que lá chegam. Lembro que, em determinado momento, o Espírito Santo chegou a fazer parte da Capital brasileira, que era Salvador. Era anexado à Bahia naquela oportunidade. Está aí a história de um Estado que deu certo, de um Estado que tem mostrado a sua eficiência e a sua competência em gestão pública, não com discursos, com resultados. Porque o melhor resultado para avaliar a gestão pública são os índices do Estado, principalmente os índices das políticas sociais. Eu quero parabenizar o Espírito Santo, que, de 20 anos para cá, tem demonstrado comprometimento e transparência na aplicação de recursos públicos. Hoje nós temos no Estado atividade econômica diversificada. O Espírito Santo tem dado exemplo até para os nossos Estados vizinhos, como Minas Gerais e Rio de Janeiro, que passaram por dificuldades e até hoje não conseguiram realmente se recuperar. E o Espírito Santo está lá para oferecermos como exemplo. Quero aproveitar, Sr. Presidente, para dizer que hoje também se comemora no nosso Estado o transcurso dos 129 anos do nosso Diário Oficial. O Diário Oficial do Espírito Santo é o segundo mais antigo do Brasil. Ele foi implementado ainda na época da Monarquia. Hoje ele é todo digitalizado e está presente em 78 Municípios do Estado. Para mim, isso não é nenhuma surpresa, porque essa é também uma prática de gestão pública do Estado do Espírito Santo. Quero agradecer por este momento e parabenizar todos os capixabas, os capixabas que nasceram no Espírito Santo e os que foram para o Espírito Santo. Hoje somos mais de 4 milhões de capixabas. Se olharmos no mapa, vamos ver que, na verdade, o Estado até passa desapercebido, devido ao seu tamanho e a sua localização, mas quero dizer para todo o País que não se consegue falar do Brasil sem se lembrar da importância do Espírito Santo. Parabéns a todos os capixabas! Muito obrigado, Sr. Presidente.
  • 21/02/2019Homenagem

    Comemoração do Dia Nacional do Imigrante Italiano.

    Ler a transcrição oficial
    O SR. SÉRGIO VIDIGAL (PDT-ES) - Sr. Presidente, Deputado Rubens Bueno, autor do requerimento, Sras. e Srs. Parlamentares, internautas que estão nos assistindo neste momento pela TV Câmara, pela Rádio Câmara, ocupo esta tribuna para registrar que hoje, dia 21 de fevereiro, celebramos o Dia Nacional do Imigrante Italiano em todo o território nacional. A data comemorativa foi criada pela Lei nº 11.687, de junho de 2008. Eu quero aqui registrar, Sr. Presidente, que esta lei foi de iniciativa de um Senador capixaba chamado Gerson Camata, brutalmente assassinado no último dia 26 de dezembro. A chegada dos primeiros italianos foi exatamente no dia 21 de fevereiro de 1874, a bordo do navio La Sofia. A expedição comandada por Pietro Tabacchi trouxe 388 camponeses para trabalhar em lavouras de café em Santa Cruz do Espírito Santo, Estado conhecido como berço da imigração italiana no Brasil. Ainda no que tange ao território capixaba, é importante salientar o reconhecimento do Município de Santa Teresa, na região do nosso Estado, como pioneiro da imigração italiana no Brasil. O reconhecimento se deu recentemente por meio da sanção da Lei nº 13.617, de 2018. A lei teve origem no projeto de lei de nossa autoria, o PL nº 2.619, de 2015. A chegada dos italianos no Espírito Santo deflagrou o novo e massivo movimento migratório no Brasil que tanto contribuiu cultural e socialmente com a formação do nosso País. Convém lembrar que a Itália, recém-unificada na década de 1870, ainda vivia momentos turbulentos, e muitos de seus cidadãos procuravam no exterior melhores oportunidades e condições de vida. Sabe-se que parte dos imigrantes veio para o Brasil em razão das guerras e das dificuldades econômicas do seu país de origem. Cumpre lembrar aqueles que, atraídos pelas riquezas naturais ou pelo clima e outras características brasileiras, vieram empreender e prosperar seus negócios no País. Os italianos que aqui chegaram foram desbravadores, sim, numa terra estranha e às vezes até hostil. Trabalharam com determinação sem perder a identidade cultural que os caracteriza como um povo. Formaram e mantiveram suas famílias. Trouxeram sua religiosidade e o espírito de comunidade. Povoaram terras vazias, criaram colônias, cultivaram café e uva produzindo importantes mudanças socioeconômicas no campo e nas cidades. Sr. Presidente, quero encerrar dizendo a frase final de um poema que muito nos toca quando nos lembramos dos imigrantes italianos no Brasil, porque foi o interesse e a necessidade deles de saírem da recessão italiana e a necessidade do Brasil de receber desbravadores para fortalecer a nossa agricultura que deu ensejo a este movimento. O final do poema diz o seguinte: Hoje temos orgulho de sermos seus descendentes. Imigrantes, vocês foram valentes. Registramos nosso respeito, carinho, gratidão e amor. E agradecemos a quem os guiou. Agradecemos, sim, ao nosso Senhor. Parabéns a todos imigrantes italianos do nosso País. Muito obrigado, Sr. Presidente.

Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 15/12/2015 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.