
Nome civil: Gulliem Charles Bezerra Lemos · 50 anos
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40 discursos na tribuna · de 05/02/2019 a 09/11/2022.
- 27/08/2019
Repúdio aos discursos repetitivos sobre as queimadas na Amazônia. Orientação de bancada na votação do requerimento de adiamento, por duas sessões, da discussão do Substitutivo do Senado Federal ao Projeto de Lei nº 2.999, de 2019, sobre a antecipação do pagamento dos honorários periciais em ações do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS.
Palavras-chave oficiais: QUEIMADA, INCÊNDIO FLORESTAL, FLORESTA AMAZÔNICA. ORIENTAÇÃO DE BANCADA, REQUERIMENTO DE ADIAMENTO DA DISCUSSÃO, SUBSTITUTIVO, SENADO FEDERAL, PL 2999/2019, PROJETO DE LEI ORDINÁRIA, PARTIDO SOCIAL LIBERAL (PSL), VOTO CONTRÁRIO.
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O SR. JULIAN LEMOS (PSL - PB. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, a narrativa é cansada, as fotos são falsas, as imagens são falsas, até os incêndios são provocados. Discutir aqui sobre essa questão da Amazônia está ficando praticamente desanimado. Não há debate para isso. Eu quero dizer que, de fato, o Brasil tem feito o que deve ser feito com aquilo que se chama de queimada. A Amazônia é patrimônio do País e do mundo, mas está sob a responsabilidade do nosso Brasil, e assim será. O PSL vota "não". - 27/08/2019Pequeno Expediente
Repúdio à perseguição empreendida contra o orador por parte de jornalistas no Estado da Paraíba.
Palavras-chave oficiais: CORRUPÇÃO, PARAÍBA, CABEDELO (PB), PATOS (PB), CAMPINA GRANDE (PB), PRISÃO, PREFEITO, VEREADOR. JULIAN LEMOS, DEPUTADO FEDERAL, ATUAÇÃO PARLAMENTAR, REPUTAÇÃO ILIBADA, FISCALIZAÇÃO, GOVERNO, PARAÍBA, IMPRENSA, ROMERO RODRIGUES, PREFEITO.
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O SR. JULIAN LEMOS (PSL - PB. Sem revisão do orador.) - Sra. Presidente, caros colegas Deputados e Deputadas, tenho um recado hoje para a minha Paraíba. Mais do que um recado, é uma sugestão de reflexão para os habitantes da minha grande Paraíba - grande de coração, grande de trabalho, grande de pessoas honestas - e para os jornalistas do meu Estado. Eu vou fazer aqui um breve relato ou trazer à lembrança o que acontece, é lógico, em todo País, mas eu vou me ater à Paraíba. Nós sabemos o que aconteceu nos últimos anos na cidade de Cabedelo, que hoje, graças a Deus, colocou o seu trem nos trilhos, com uma nova gestão. Antes teve Prefeito preso e Vereadores presos. Em Patos, o Prefeito foi afastado. No Governo do Estado, Secretários foram presos, homens de confiança do ex-Governador. Na atual gestão, também há os que foram presos. E agora, em Campina Grande, há Vereadores presos, Secretários presos. Já que o tema atual é floresta, é uma verdadeira floresta de corrupção. Hoje vivemos um momento em que devemos de fato, como nunca fizemos, defender os interesses republicanos e do povo decente. O dinheiro não é público, mas do contribuinte. Eu falo agora para a classe dos jornalistas, que quase foram dizimados pelas perseguições do antigo Governo do Estado da Paraíba. Peço a vocês que, como cidadãos que são, prestem atenção ao que eu vou dizer: não pervertam a verdade em mentira. Quando alguém se levanta para falar a verdade, assim como eu, Deputado Federal Julian Lemos, hoje me levanto e apenas exponho os fatos - e olha que eu nem sou oposição, porque dependendo de quem estiver em oposição a mim não aguenta 30 dias de debate comigo -, eu simplesmente mostro aquilo que compreendo que seja imoral. Pode até ser legal, mas não é moral. Quando eu faço uma crítica à gestão, por exemplo, do Prefeito Romero Rodrigues, não quer dizer que eu tenha animosidade contra ele. Mas eu tenho o direito de ofício de falar. Eu garanto uma coisa: não sou o tipo de homem que serei intimidado nem irei me calar. Sei como cheguei aqui e sei por que estou aqui. Assim como eu fiscalizo o Executivo Federal, fiscalizarei o Estadual e o Municipal. Eu fiscalizo o que achar que devo. Ontem, nas rádios de Campina Grande, tentaram me levar para vala comum de pessoas ligadas a uma administração que começa a mostrar rachaduras, que, pelo jeito como vai, não conseguirá - eu posso dizer - juntar os pedaços. Volto a dizer: não sou oposição. Se preciso for, serei. Mas eu quero deixar registrado aqui que de onde eu vim o meu combustível, o meu alimento chama-se ausência de medo. Não sou o tipo de gente que baixa a cabeça para nenhum tipo de ataque. E garanto uma coisa: sou respeitado pela classe jornalística do meu Estado de cima a baixo. Aqueles que ainda não concordam comigo me respeitam. Queria que vocês elevassem o discurso para algo que faça sentido. Atacar de forma pessoal não é inteligente, e não há robustez nesse tipo de coisa. Eu amo a minha Paraíba e irei, por dever de ofício, fiscalizar quem achar que devo. Achar que vai me intimidar pagando jornalistas em programas de rádio para me atacar é tempo perdido. Esse tipo de situação me estimula a me manter em pé e mais ainda guerreiro em cumprir a missão, porque eu disse: não é um mandato, é uma missão. E não haverá quem não seja fiscalizado no Estado da Paraíba se depender de mim. Paraibanos, prestem atenção - repito mais uma vez -, prestem atenção na minha postura como Parlamentar e no mandato que estou cumprindo e como o estou exercendo. Não tenho rabo preso, não tive nem tenho planos de ter. Agora, eu irei, sim, abrir os olhos daqueles que de alguma forma estão encantados pelo tempo - eu posso dizer - de vantagem ou de pessoas ligadas a administrações. Irei cumprir com o meu papel doa a quem doer e qualquer ataque a mim será potencializado em denúncias contra esses que pagam jornalistas para me atacar. Do pescoço para baixo é canela. Paguem para ver do que eu sou feito. - 09/07/2019
Orientação de bancada na votação do requerimento de apreciação em regime de urgência do Projeto de Lei nº 8.240, de 2017, sobre alteração da Lei nº 13.364, de 2016, com vista à inclusão do laço, bem como das respectivas expressões artísticas e esportivas, como manifestação cultural nacional e elevação de tais atividades à condição de bem de natureza imaterial integrante do patrimônio cultural brasileiro, e sobre as modalidades esportivas equestres tradicionais e a proteção ao bem-estar animal.
Palavras-chave oficiais: PL 8240/2017, PROJETO DE LEI ORDINÁRIA, VAQUEJADA, REQUERIMENTO DE URGÊNCIA, VOTO FAVORÁVEL.
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O SR. JULIAN LEMOS (PSL - PB. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Caros colegas, falar da vaquejada é falar da essência do povo nordestino. Eu fico até impressionado, muitas vezes, quando pessoas que não têm experiência com uma calopsita, com um preá, com um golado numa gaiola, querem opinar sobre isso e usam palavras como "crueldade" para se referir ao trato com os cavalos. Quem dera eu, Deputado Efraim Filho, fosse tratado em casa como o cavalo é tratado pelo seu vaqueiro. Só quem sabe é quem é de lá. Tem gente aqui que não sabe o que é um cavalo. Sei o que é isso, sei o que é um chapéu de couro. Eu quero dizer que sou a favor deste projeto que vem regulamentar a essência do povo nordestino. Não é apenas um esporte, é mais do que isso. O cavalo é a extensão do seu cavaleiro, do seu vaqueiro. Voto "sim". Se Deus quiser, sairemos vitoriosos hoje em relação a essa tradição, a essa essência nordestina que é a vaquejada, que é o rodeio, que é o laço, enfim, tudo o que é ligado ao cavalo. Aqui ficam os nossos votos de vitória. - 02/07/2019Pequeno Expediente
Aniquilação de quadrilha de marginais pela Polícia Militar do Estado de Pernambuco em ação conjunta com a Polícia do Estado da Paraíba.
Palavras-chave oficiais: POLÍCIA MILITAR, PERNAMBUCO, PARAÍBA, COMBATE, CRIMINOSO, ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, HOMICÍDIO, VÍTIMA, ANDRÉ JOSÉ DA SILVA, SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR.
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O SR. JULIAN LEMOS (PSL - PB. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, quero registrar e dar os parabéns, em nome de toda a Polícia Militar, ao brilhante trabalho da polícia de Pernambuco, que deu cabo de uma quadrilha com quatro elementos, quatro marginais que tocavam o terror em Pernambuco e acabaram tirando a vida do policial André Silva. Em um trabalho conjunto com a Polícia Militar do Estado da Paraíba, a Polícia de Pernambuco conseguiu dar cabo da vida de oito bandidos, entre eles, infelizmente, um Vereador - para vermos como o voto errado tem consequência. Também não posso deixar de registrar o áudio que a filha do policial mandou para o grupo de policiais que ajudou a tirar de circulação esses criminosos. (Reprodução de áudio.) Eu quero dizer que enquanto a sociedade brasileira não compreender que a morte de um policial, a morte de um homem das forças de segurança é uma agressão direta, descabida e impensada ao povo brasileiro, isso continuará sendo uma rotina. Estamos aqui para lutar contra isso. - 26/06/2019Pequeno Expediente
Transcurso do Dia Internacional de Apoio às Vítimas da Tortura. Solidariedade às vítimas de tortura física, psicológica, moral e sexual.
Palavras-chave oficiais: DIA INTERNACIONAL DE APOIO ÀS VÍTIMAS DA TORTURA, HOMENAGEM. TORTURA, ABUSO SEXUAL, PEDOFILIA, COMBATE.
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O SR. JULIAN LEMOS (PSL - PB. Sem revisão do orador.) - Boa tarde, caros colegas. Hoje é o Dia Internacional de Apoio às Vítimas da Tortura. Mas de que tortura estamos falando? Há um ditado no meu Nordeste que diz que "pimenta nos olhos dos outros é refresco". Nós vivemos um tempo em que tortura no corpo dos outros talvez seja diversão, ou não valha de nada. Eu não tive oportunidade de falar antes sobre o caso do menino Rhuan, que teve sua genitália extirpada por duas criminosas, duas pessoas do mal que torturaram durante 1 ano essa criança, até matá-la e esquartejá-la. Também vemos policiais passarem por torturas, mas parece que essas torturas não interessam. Por que não citar também o caso da Profa. Heley de Abreu Batista, de 41 anos, queimada viva defendendo seus alunos: 11 morreram e 43 ficaram feridos? Esse tipo de tortura, esse tipo de crime não ecoa no País. Parece que não existe, só falam naqueles que pegaram em armas para tomar o nosso País. Muitas vezes é jogado no rosto aqui de todos que essa tortura é a única que existe. Nós temos torturas psicológicas no nosso País, ao ponto de policiais atirarem na sua cabeça; são torturas psicológicas. E quero trazer aqui, sobretudo, a tortura do abuso sexual, que é a de que menos se fala no País. Só para que os senhores tenham uma ideia, o Brasil é o pior país para se ter uma menina, porque a cada dez meninas que nascem, três serão abusadas até os 18 anos de idade. Pelo menos é o que se tem de registro. A cada cem garotos, um apenas denuncia. E essas torturas levam ao suicídio, levam a um distúrbio social que as pessoas desconhecem. É algo terrível, mas é uma tortura que não é colocada como danosa em nossa sociedade. A tortura de que muitos falam é a tortura política, ideológica, é aquela que leva uma bandeira, é aquela do mi-mi-mi daqueles torturados que muitas vezes passam hoje melhor do que muitos milionários. Eu venho aqui falar que a tortura que temos que combater não é só a tortura daqueles que pegaram em armas para tomar nossa Nação. É a tortura que adoece a alma do ser humano e, sobretudo, a alma da sociedade brasileira. Quero também falar da tortura constante daqueles que estão nas ruas nos defendendo. Quero citar o meu Estado da Paraíba, onde a polícia que vem sendo torturada psicologicamente. Muitas vezes, o policial não tem condição de sustentar a sua família, mas tem que estar na rua, preparado psicologicamente para nos dar proteção e, por que não dizer, conservar nossa vida. É uma tortura que tem que ser vista, que tem que ser combatida, para que não se torne algo comum. Eu lembro que o caso da menina Nardoni, que foi jogada do alto do prédio, chocou sobremaneira todo o País. Depois, casos piores foram acontecendo, como o do garoto que foi arrastado por um carro, e nós ficamos insensíveis. É como aquela história da rã que é colocada em um balde gelado, e a água vai esquentando, chegando ao ponto de ela não ter mais reação alguma, sendo cozinhada viva. É assim que o povo brasileiro hoje se encontra. Estamos ficando insensíveis diante de tantas torturas psicológicas e morais, que têm feito muitos brasileiros tirarem suas vidas. A tortura do abuso sexual é uma das mais me preocupam. Fiz um manual, Saiba o que fazer para identificar casos de abuso sexual infantil, porque o maldito pedófilo não tem face, ele pode sair de qualquer buraco e pode estar mais próximo do que se imagina. Este Dia Internacional de Apoio às Vítimas da Tortura eu quero dedicar aos verdadeiros torturados do Brasil: as crianças abusadas e os policiais perseguidos, maltratados e tratados como cachorros, como acontece hoje no Estado da Paraíba. Esses são os que sofrem a tortura verdadeira. Eu espero ainda ver este Brasil livre. Brasil acima de tudo, Deus acima de todos! Muito obrigado a todos. - 12/06/2019
Natureza antiética da atuação da Esquerda brasileira, especialmente do PSOL e do PT.
Palavras-chave oficiais: PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT), PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE (PSOL), ESQUERDA POLÍTICA, ATUAÇÃO, CRÍTICA.
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O SR. JULIAN LEMOS (PSL - PB. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sra. Presidente, confesso que, às vezes, fico um pouco confuso. Ver a Esquerda brasileira, essa Oposição raivosa e desmoralizada, falar sobre moral, falar sobre ética, falar sobre defesa de jornalista, é um paradoxo que não entra na minha cabeça. Chega a ser surreal. Isso aqui mais se parece, muitas vezes, um teatro. É uma coisa absurda! Logo o PT e o PSOL, que é o PT de voz fina, acostumados a cuspir na cara dos outros, a meter, como dizemos lá no Nordeste, a faca no bucho dos outros, vêm dizem que não vão se intimidar aqui com peitadas e cabeçadas! Eu nem sei se houve cabeças aqui. Logo vocês que gostam de intimidar as pessoas, a exemplo do chefe da maior quadrilha que já teve neste País, que intimidou o próprio Boris Casoy pessoalmente! Então, vejam só: aqui não é questão de intimidar, é uma questão de moral. E o PT, o PSOL e essa Esquerda desmoralizada não têm moral, não têm ética e muito menos legalidade para falar sobre esses temas. Muito obrigado. - 04/06/2019
Início das festas juninas no Município de Campina Grande, Estado da Paraíba. Participação do orador na festa do Bode Rei, no Município de Cabaceiras, Estado da Paraíba. Cobrança ao Governador João Azevêdo de cumprimento de promessa de campanha relativa à valorização salarial dos profissionais paraibanos da segurança pública, ativos e inativos. Luta do Parlamentar em defesa dos policiais militares e civis e agentes penitenciários da Paraíba.
Palavras-chave oficiais: FESTA JUNINA, PARAÍBA, CAMPINA GRANDE (PB), CABACEIRAS (PB), TIAGO CASTRO, PREFEITO. JOÃO AZEVEDO, GOVERNADOR, CRÍTICA, REMUNERAÇÃO, JORNADA DE TRABALHO, EFETIVO MILITAR, APOSENTADO, POLÍCIA MILITAR, POLÍCIA CIVIL, AGENTE PENITENCIÁRIO, PARAÍBA. DEFESA, VALORIZAÇÃO, PROFISSIONAL DA SEGURANÇA PÚBLICA, PARAÍBA.
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O SR. JULIAN LEMOS (PSL - PB. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, caros colegas Deputados, venho, em primeiro lugar, relatar o início da comemoração das festas juninas pelas famílias. Refiro-me sobremaneira ao Estado da Paraíba, onde ocorre o maior São João do mundo na minha cidade querida, Campina Grande. Neste final de semana estive na cidade de Cabaceiras, onde existe a mundialmente conhecida festa do Bode Rei. Eu me emocionei, adotei aquela cidade. Gostaria de agradecer a atenção do Prefeito Tiago Castro. Gostaria de registrar de pronto que é tempo de alegria e de festa. Mas faço uma pergunta: alegria para quem, festa para quem? Pode ser para todo mundo, menos para as forças policias do meu Estado. A Polícia Militar, a Polícia Civil, os agentes penitenciários não têm o que comemorar. Vivemos uma situação deplorável, que foi construída dia após dia. A Polícia Militar, a Polícia Civil e os agentes penitenciários - especialmente a Polícia Militar, devido a seu volume de tamanho - não têm prestígio algum junto ao ex-Governo nem ao atual. Para que V.Exas. possam fazer uma ideia, eu pergunto: algum dos presentes neste plenário trabalharia por 5 reais e pouco a hora? Alguém trabalharia 24 horas, após o trabalho de um dia anterior, no meio da rua, combatendo crime, por 124 reais? Essa é a realidade do Estado da Paraíba, que trabalha hoje com praticamente 50% do efetivo que deveria ter. Só para que V.Exas. possam ter ideia, hoje a realidade é a seguinte: caso um policial não aceite trabalhar fazendo essa famigerada e desumana hora extra, o Regimento da Polícia Militar, as leis o obrigam. Isso faz com que ele seja punido e quiçá até tenha um pouco das suas gratificações retiradas. Eu venho aqui traçar um paralelo. Para que V.Exas. possam fazer ideia, enquanto o Ceará por um plantão de 6 horas paga 126 reais, a Paraíba paga por 24 horas 140 reais. Pernambuco por 12 horas, 200 reais; Rio Grande do Norte, 430 reais. Caros colegas, o pior salário da Polícia Militar de todo o País é o pago no meu Estado da Paraíba. O soldo principal, 988 reais, com mais umas gratificações, vai para 2 mil e tanto; com mais outras gratificações, vai para 3 mil e pouco. Entretanto, quando o policial se aposenta, tais gratificações deixam de existir, ele perde até 45% do que recebia, quando se aposenta. É triste saber disso. Eu peço à sociedade da Paraíba que, no momento das festividades, olhe para o policial e veja que debaixo daquela roupa existe uma família e que saiba que esse policial, de fato, não tem tido a atenção necessária. Peço ao Governador João Azevêdo que pelo menos honre a palavra do ex-Governador, que para se reeleger fez um compromisso com as forças e não cumpriu, tornando-se um mentiroso de primeira hora, enganando a quem não se devia enganar, aqueles que nos protegem e têm necessidade. Eu volto a um ponto grave. As juntas médicas policiais estão lotadas de policiais com problemas psicológicos, com alto índice de alcoolismo e até de drogas por não aguentarem isso. A Polícia Civil está da mesma forma. São 64 meses sem nenhum reajuste, com um dos piores salários, ocupando a 27ª posição na Federação. Eu peço, encarecidamente, tanto ao Comandante Geral da Polícia Militar, com quem estive, demonstrando o meu interesse de ajudá-lo, quanto ao Governador da Paraíba que, com atenção e respeito, velem por essas pessoas. Não posso deixar de registrar aqui os inativos. Após decisão judicial, à qual não cabem mais recursos, no sentido de que o Governo da Paraíba deveria equiparar os salários, esses também são ignorados como se fossem categoria de uma sub-raça. Faço esse pedido aqui para que eu não precise fazer um levante. Não duvidem: farei um levante na Paraíba para que os profissionais da segurança pública possam ser honrados e dignificados na sua profissão, que não apenas é vital, porque, sem ela, nenhum outro pilar da nossa sociedade paraibana pode funcionar. Agradeço o apoio. Essa briga, senhores da segurança pública, não pertence só aos senhores. Estou de pronto aqui colocando o meu mandato e a minha voz para que eu possa encorajá-los. Os senhores não estão sozinhos nessa guerra. A luta dos senhores é a minha luta. Muito obrigado a todos. - 28/05/2019
Consternação com o falecimento do cantor Gabriel Diniz.
Palavras-chave oficiais: GABRIEL DINIZ, CANTOR, FALECIMENTO, ACIDENTE AÉREO.
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O SR. JULIAN LEMOS (PSL - PB. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Muito grato, Sra. Presidente. Quero registrar o profundo pesar, tristeza e lamento pela morte tão prematura do nosso querido Gabriel Diniz, artista e cantor que residia na Paraíba. Realmente, foi uma perda irreparável! O mundo artístico, o mundo dos nordestinos, a música popular brasileira encontra-se em luto. Não é natural que os pais enterrem os seus filhos. Faço este registro e falo isso com profunda pena, pela pessoa do próprio Gabriel Diniz, que todos nós paraibanos e o Brasil conhecemos pelo seu mais recente sucesso, O nome dela é Jenifer. Era um rapaz muito dado, de que todos gostavam. Registro essa grande perda para o Brasil e para a música popular brasileira, a perda do cantor Gabriel Diniz. - 14/05/2019Pequeno Expediente
Inconsistência de denúncia divulgada contra o orador por jornalista comprometido com o Governo do Estado da Paraíba.
Palavras-chave oficiais: GOVERNO, PARAÍBA, CORRUPÇÃO, DESRESPEITO, AGRESSÃO, JORNALISTA. DENÚNCIA, IRREGULARIDADE, UTILIZAÇÃO, RECURSOS PÚBLICOS, JULIAN LEMOS, DEPUTADO FEDERAL, CONTESTAÇÃO.
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O SR. JULIAN LEMOS (PSL - PB. Sem revisão do orador.) - Muito boa tarde a todos. Presidente, meus colegas, mais uma vez venho trazer aqui fatos que ocorrem na república da corrupção chamada Paraíba, uma Paraíba que sempre foi governada com mão de ferro, sempre aparelhando, sobretudo a imprensa, cassando aqueles que se opõem a um governo ditatorial, corrupto, desonesto, em que secretários são presos, em que há delação premiada para tudo que é lado. Do jeito que está, praticamente, estou vendo a hora em que a atividade parlamentar, seja estadual ou federal, daqueles que se opõem ao Governo, ou que pelo menos denunciam os malfeitos do Governo, não será mais possível no Estado da Paraíba. Por quê? Porque a máquina da SECOM - ela é um mecanismo como aquele que era usado pela Gestapo para desconstruir as pessoas - é usada como uma fábrica de moer ossos, é usada para destruir reputações e matar pessoas politicamente. A grande questão é que, quando bate em um sujeito como Julian Lemos, que não comprou um voto, que não se dobra ao sistema, que não tem medo nem do ex-Governador, nem do atual Governador, nem da claque que serve a ele, nem dos subservientes que servem a ele, a coisa fica diferente. É muito provável que essas pessoas tenham se acostumado a destruir reputações. Digo isso porque chegou-se ao ponto de delegados fugirem do Estado da Paraíba por não aguentaram a pressão; outros deram um tiro na cabeça. E o resultado está aí: todo mundo está sendo preso. O nível de destempero, de nervosismo e de desespero que o jornalista Thiago Morais, ao fazer uma pergunta a uma Deputada Estadual, que é subserviente ao Governo, foi praticamente agredido. Ela só não agrediu o rapaz, porque não teve condições. Um jornalista sério, independente, do Estado da Paraíba, não pode fazer uma pergunta a uma Deputada Estadual que ela fica nervosinha. Esses mesmos jornalistas são perseguidos pelo Governo. O que vou dizer de pronto aqui não deixa de ser um documento: não me vou intimidar, vou continuar fazendo o meu trabalho. Destaco aqui jornalistas sérios do meu Estado, como o Suetani Souto Maior; o próprio Wellington Farias, que faz parte do Governo, eu posso dizer assim, não digo nem do Governo, não é alinhado com a minha ideologia, mas tem meu respeito, me critica; Heron Cid, que já foi injusto comigo, mas é um grande profissional, faz parte do jornalismo sério da Paraíba; Henrique Lima, do blog do Ninja; Helder Moura; Marcelo José; Écliton Monteiro; Rubens Nóbrega, Rubão; Laerte Cerqueira; Nilvan Ferreira, um grande amigo que eu tenho; João Costa, o velhinho, como diz Nilvan Ferreira; Pe. Albeni, uma sumidade no Estado da Paraíba; Gutemberg Cardoso, que é um jornalista muito bom, camarada, e, se você der bobeira, não brinque, não, mas tem o seu valor; Rui Dantas, nem se fala, de alto nível; e não posso deixar aqui de citar também a Cláudia Carvalho, uma jornalista competente e ética. O que essas pessoas têm em comum? Elas têm opiniões, escrevem bem, o seu material é bem posto. Agora, fica uma meia dúzia buscando colocar o óbvio. Só para os senhores terem ideia, qual o problema de o Parlamentar autorizar combustível dentro da sua cota? Eu utilizo muito menos da minha cota e eles colocam o abastecimento como se fosse algo ilegal, porque não tem como me pegar. Desanimem-se, percam qualquer tipo de vontade de querer me destruir, porque não vão conseguir. Eu não sirvo ao sistema imoral de vocês e digo mais: vão ter que me aguentar durante todo o meu mandato. Vou aqui denunciar inclusive blogueiros, bobos da corte que ganham 40 mil reais por mês no Estado da Paraíba, outros que levam quase 100 mil reais, porque colocam parentes lá dentro apenas para atacar pessoas, estes que servem a partidos, como o PSB. Enfim, eu sou madeira de dar em doido, não vou ceder e não me vou intimidar. Contem com um Deputado aguerrido e, digo mais, no decorrer da semana, vai vir muita novidade ainda aí, vai sair caro esse tipo de ataque a mim. Eu não cedo, não me dobro. O homem que aprendeu a se dobrar diante de Deus não se curva a homem da terra. Muito obrigado a todos. - 08/05/2019
Regozijo com a assinatura pelo Presidente Jair Bolsonaro do Decreto nº 9.785, de 2019, acerca da regulamentação da Lei nº 10.826, de 2003, sobre a aquisição, o cadastro, o registro, a posse, o porte e a comercialização de armas de fogo e de munição, e sobre o Sistema Nacional de Armas e o Sistema Nacional de Gerenciamento Militar de Armas.
Palavras-chave oficiais: ARMA DE FOGO, SISTEMA NACIONAL DE ARMAS (SINARM), LEI, REGULAMENTAÇÃO, DECRETO PRESIDENCIAL, JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, ASSINATURA, AVALIAÇÃO POSITIVA.
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O SR. JULIAN LEMOS (PSL - PB. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Muito obrigado, Sra. Presidente. Caros colegas, é com satisfação que quero comemorar o grande dia de ontem, quando o nosso Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, cumpriu mais uma de suas promessas, ao assinar o Decreto nº 9.785, de 2019. Não se trata apenas da liberação do uso de arma de fogo. Não é isso! A questão vai muito mais além da liberação de um objeto de defesa, de um equipamento de proteção e de segurança pessoal - é, sim, um direito que foi usurpado em 2005. A história nos mostra que desarmar uma sociedade, desarmar um povo é uma desonra. Ter direito a uma arma de fogo é uma prerrogativa de um homem livre, de um povo livre. Quando alguém queria humilhar uma nação, desarmava a população, estuprava suas filhas e suas mulheres e matava os cidadãos, deixando-os cativos. Graças a Deus, entramos em outro momento, um momento em que, caso tenhamos vontade ou necessidade, podemos ter uma arma de fogo, de acordo com a lei. É um momento que eu, como atirador, como homem, com a convicção de que o primeiro responsável pela minha segurança pessoal, pela segurança da minha família e do meu patrimônio sou eu - até porque o Estado, ainda que quisesse, não poderia ocupar todos os espaços -, quero comemorar junto com todos os CACs, Caçadores, Atiradores Esportivos e Colecionadores do Brasil; com as pessoas e os médicos que saem tarde do trabalho; com os profissionais da área de comunicação; e até mesmo com os Parlamentares, pois colocamos nossas vidas em risco quando peitamos sistemas de corrupção, como o do meu Estado da Paraíba, e alguns vassalos tentam nos ameaçar. É muito importante que tenhamos essa condição de defesa. Quero dizer que a vontade popular... Quero até fazer aqui uma ressalva, Deputado Fahur: não se trata apenas de um direito, de uma vontade do Presidente, mas sobretudo da vontade soberana do povo brasileiro. No referendo de 2005, 63% ou 64% da vontade popular não foi obedecida e foi usurpada com aquela gambiarra chamada de Estatuto do Desarmamento, que tirou um direito básico, que é o direito da defesa. Eu quero agradecer, mais uma vez, ao nosso Presidente Jair Bolsonaro e sobretudo ao povo brasileiro, que soube votar bem. Esse é o primeiro de um dos grandes direitos que teremos de volta. Viva o Brasil! Brasil acima de tudo. Deus acima de todos. - 07/05/2019Pequeno Expediente
Denúncia de escândalo de corrupção no âmbito do Governo do Estado da Paraíba.
Palavras-chave oficiais: CORRUPÇÃO, SAÚDE PÚBLICA, EDUCAÇÃO, GOVERNO ESTADUAL, PARAÍBA, PRISÃO, LIVÂNIA FARIAS, SERVIDORA PÚBLICA, DEMISSÃO, OPERAÇÃO CALVÁRIO, CRÍTICA. JULIAN LEMOS, DEPUTADO FEDERAL, ATUAÇÃO PARLAMENTAR, COMBATE, CORRUPÇÃO, PARAÍBA.
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O SR. JULIAN LEMOS (PSL - PB. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, caros colegas, dirijo-me, mais uma vez, ao povo da minha Paraíba. Gostaria muito de falar sobre outros temas, outras pautas, sobre desenvolvimento, sobre o Brasil, mas o que tem acontecido na Paraíba chega a beirar quase a insanidade do entendimento político - talvez todos nós possamos fazer ideia ou ter conhecido algo do tipo. O que tem acontecido na Paraíba, em termos de corrupção, só víamos em filmes de grandes mafiosos, em escândalos como os do Rio de Janeiro. Nos últimos dias, o que estamos testemunhando chega a ser mais do que imoral, incompreensível diante de um Estado que tem tanta carência, tanta necessidade, que precisa de uma administração séria. O que percebemos ali? Um esquema de corrupção que realmente é coisa para cinema. Como é que pode, após a eleição, em tese, de um novo Governador, toda estrutura de Governo passar para o outro lado e, como se fosse uma facada no coração, toda essa estrutura de Governo ser afetada com prisões, com pedidos de demissões porque todos estão envolvidos no maior escândalo de corrupção? Corrupção é uma palavra bonita para definir roubo do dinheiro do contribuinte. É o maior escândalo de corrupção de que se tem notícia talvez no Nordeste. A Operação Calvário poderia ser chamada de operação lamaçal, de operação mortal, já que atinge diretamente a saúde no nosso Estado, que mata pessoas porque não tem o mínimo, às vezes, para um atendimento à saúde. Após a prisão de Livânia Farias, braço direito do ex-Governador, ela fez uma delação comprometedora. Dizem - e só o tempo dirá - que há mais de 14 Deputados Estaduais envolvidos, 3 Deputados Federais e 1 Senador. Atentai bem, Paraíba! O Secretário de Planejamento Waldson de Souza foi afastado por envolvimento. O Procurador-Geral do Estado Gilberto Carneiro também foi afastado do cargo, assim como sua assessora Michele, que aparentemente era uma assessora fantasma, que trabalhava como se fosse uma espécie de banco para pagamentos. Amanda Rodrigues, esposa ou namorada - ninguém sabe - do ex-Governador, também foi afastada. Ela disse que pediu demissão. O que essas pessoas têm em comum? Todas faziam parte dos tentáculos de um polvo só que dominava a política do Estado da Paraíba com mão de ferro. Esse sistema de corrupção, de cooptação e de entrosamento fazia com que desde uma liberação de licença para funcionamento de um posto de gasolina até o domínio de quase todas as mídias do Estado da Paraíba estivessem entrelaçados e sob o domínio de uma mão de ferro de um grande ditador, sobretudo perseguidor. Eu vinha denunciando isso há muito tempo e virei aqui fazer outras denúncias. Aguardem! Isso será fichinha perto do escândalo na educação do meu Estado. Eu estou aqui fazendo o meu papel de voz do povo, uma voz independente que não está sujeita a nenhum tipo de conchavo, muito menos de intimidação de parte de quem quer que seja. Afirmo mais: todo aquele que se levanta para denunciar os descasos no Estado da Paraíba tem a sua vida colocada em risco. Cito aqui o Deputado Estadual Wallber Virgolino, o Deputado Estadual Cabo Gilberto e qualquer um que se levante, sobretudo jornalistas do meu Estado. Essas pessoas que foram citadas não estão sós. Elas contam com este Deputado Federal que não se intimidará. Começarei a partir de agora a dar nomes e a fazer uma investigação muito mais apurada. Espero que a Justiça do Estado da Paraíba mostre cada vez mais resultados junto com o GAECO. Muito em breve estarei junto do Ministro Sergio Moro pedindo providências para que isso realmente tenha um fim. Não é possível que um Estado como o nosso, dependente muitas vezes da misericórdia do Governo Federal, seja roubado pelos seus - posso dizer - próprios pares, aqueles que deveriam cuidar do Estado. Muito obrigado, Sr. Presidente. - 24/04/2019
Desmoralização da Esquerda brasileira. Falta de moral da Oposição para apresentação de suposta denúncia de liberação de recursos de emendas orçamentárias aos Parlamentares para aprovação da reforma da Previdência Social. Defesa de realização das reformas tributária, política e previdenciária. Congratulação ao Governo Jair Bolsonaro pela resistência às pressões políticas imorais.
Palavras-chave oficiais: ATUAÇÃO PARLAMENTAR, DISCURSO PARLAMENTAR, CRÍTICA, DEBATE, IDEOLOGIA POLÍTICA. ESQUERDA POLÍTICA, PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE (PSOL), PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT), CORRUPÇÃO, CRÍTICA, ACORDO, NEGOCIAÇÃO, GOVERNO FEDERAL, LÍDER DO PARTIDO, BASE DE APOIO POLÍTICO, LIBERAÇÃO, EMENDA AO PROJETO DE LEI ORÇAMENTÁRIA, VOTO FAVORÁVEL, REFORMA PREVIDENCIÁRIA. PEC 6/2019, PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO, REFORMA PREVIDENCIÁRIA (2019), DEFESA. JORNAL, OPOSIÇÃO POLÍTICA, CRÍTICA. JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, PARTIDO SOCIAL LIBERAL (PSL), PARTIDO NOVO (NOVO), REFORMA TRIBUTÁRIA, REFORMA POLÍTICA, LEI ANTICRIME, DEFESA.
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O SR. JULIAN LEMOS (PSL - PB. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Sra. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, sempre que eu posso venho à tribuna para fazer um discurso proativo, republicano, progressista, sobretudo para falar ao povo brasileiro, que muitas vezes não conhece como funciona o Parlamento. Mas eu confesso que em algumas horas eu me sinto incomodado com a falta de discurso. Neste local se trabalha muito, mas se produz muito pouco. Venho aqui também para dizer que eu tenho a convicção de que não interessa ao povo brasileiro aquele tipo de debate em que de um lado está a extrema Esquerda e de outro está a Direita, que, muitas vezes, também come muita pilha. Esse tipo de debate não interessa ao povo brasileiro. Nós temos uma agenda progressista pela frente com a reforma da Previdência. Ontem ocorreu uma grande vitória do povo brasileiro, porque foi o início da prosperidade do Brasil. Alguns usam a tribuna para fazer discursos políticos fracos, ralos, sempre usando o pobre como se fosse o grande empecilho para essas mudanças, quando, na realidade, essas pessoas não se preocupam com o pobre. Eu ouvi o discurso de um Deputado outro dia aqui que fala muito em pobre, mas anda com um Rolex de quase 100 mil reais no braço. Esse não está preocupado com o pobre. E digo mais: esse discurso, esse bate-boca desnecessário aqui tem cansado, sim, os eleitores. Os eleitores nem assistem mais a isso, porque isso não tem consistência. Eu não queria entrar na pilha da Esquerda - digo com toda a segurança - desmoralizada. Vejam só, senhores: a Esquerda, hoje representada pelo PSOL, que é o PT de voz fina, está querendo dar lição de moral, falando num suposto acordo ou em negociatas, como o colega ali falou, de 40 milhões em emendas. Confesso que, mesmo sendo Governo - não base -, não ouvi nada sobre isso. Mas se houver liberação de 40 milhões em emendas, eu não faço questão de receber, porque não é para mim, mas para o povo do meu Estado. Que crime tem isso? Não confundam 40 milhões em emendas, que não existem, com 40 ladrões que o PT tem aqui dentro. Não confundam! Não confundam 40 milhões em emendas, que não existem, mesmo se fossem 10 ou 5, com mensalões. É totalmente diferente! Eu queria pedir aos caros colegas que comecem a se dar o respeito. Hoje, parece que o Parlamento ficou menos valorizado do que já era. Por quê? Porque chega alguém com uma notícia, sabe lá Deus dizer aqui, que foi paga por eles mesmo, pelo O Globo. Aí, eu pergunto: que moral tem O Globo? Esse O Globo foi o mesmo que vivia dizendo que Jair Bolsonaro não venceria a eleição, é o mesmo que mete o pau no Governo de Jair Bolsonaro todos os dias. Isso serve de base para quê? Qual é a fonte? Eu digo mais a V.Exas. aqui: é muito fácil subir aqui à tribuna como paladino da moral. E digo mais, isso não chega nem a ser uma ficção. Chega a ser bizarro a Esquerda brasileira querer pagar de honesto aqui dentro. Eu cheguei agora aqui a esta Casa, Srs. Parlamentares. Eu não sei nem que danado é mensalão, não sei nem que danado é acordo de 10 milhões, nem de 20, nem de 30. Eu não vi pra cá para isso, mas também não vim para ser achincalhado por certos Parlamentares que sequer tem moral de apontar para alguém aqui. É preciso termos a consciência de que esse tipo de debate medíocre, mediano e atrasado não interessa ao povo brasileiro. Citaram aqui os nomes de alguns partidos, PSL, para atingir diretamente o Presidente, e, por exemplo também, o NOVO. Quem dera V.Exas. estivessem comprometidos com essa agenda republicana e progressista do Brasil, como o NOVO e como o PSL. Lavem a boca para falar. Vejam o perfil dos Parlamentares. Pelo contrário, estão prestando um excelente serviço. Eu tenho que dizer que quem está alinhado com o que é decente para esta Nação não está caminhando com esse tipo de discurso. A quem interessa esse tipo de discurso no Brasil? O Brasil produtivo busca unicamente o progresso desta Nação. Temos diante de nós reforma da Previdência, que, não tenho dúvida, irá passar, dentro dos moldes mais justos possíveis. Não tenho dúvida de que a reforma tributária, cuja falta hoje faz com que 40 bilhões deixem de entrar nos cofres públicos, possa também acontecer, como também, se Deus quiser, uma reforma política, para acabar com tanto desperdício e tantos esquemas nas eleições. E por que não dizer um fortalecimento de uma lei de combate à corrupção? E só assim saímos de um perfil de um pequeno País, ou de um País continental, como se diz, para uma grande e imensa Nação. É preciso que aumentemos o nível do debate. Eu confesso, Deputada Professora Dayane Pimentel, que estou extremamente frustrado. Eu pensava muitas vezes ver aqui grandes debates. Mas, desde que cheguei, só escuto "Cadê quem matou Marielle?", laranjal, e agora há essa história de 40 milhões. Se tirar a mentira, a Esquerda não tem absolutamente nenhum discurso, não tem consistência. E eu vou dizer um negócio a V.Exa., eu adoro a minha forma de falar do Nordeste, viu, Deputado Wilson Santiago? "Quem disso usa, disso cuida", é assim que a gente diz lá no Nordeste. Quem fala muito em corrupção, em propina e roubo é porque disso cuida e disso usa. Não me meçam com suas réguas, desmoralizados! Não me meçam com suas réguas, porque eu cheguei aqui agora. Então, eu não faço parte dessa hipocrisia política. E, digo mais, desta "seboseira política", como a gente diz lá. Eu não vim para cá para ser achincalhado por ninguém, nem me intimidar. Quero dizer que o Governo Jair Bolsonaro está de parabéns. Está de parabéns, porque não tem cedido às pressões políticas imorais e, sobretudo, por não ser achacado como muitos Governos eram aqui. Eu estou aqui para dizer o seguinte: estamos aqui para fazer o que deve ser feito. O povo brasileiro já deu o recado quando renovou praticamente 50% do Parlamento. E fiquem com as barbas de molho, porque as municipais vêm aí, e em 2022 será um arrocho maior. Então, tratem de fazer o que deve ser feito aqui, porque o povo não usará de misericórdia, nem a Justiça também, porque agora vai começar a ser preso um atrás do outro. Muito obrigado. - 23/04/2019Pequeno Expediente
Necessidade de superação de desavenças, divisões e contendas em prol da aprovação de medidas e projetos de desenvolvimento socioeconômico do País. Importância de retomada do diálogo entre o Vice-Presidente da República, General Hamilton Mourão, e o filósofo Olavo de Carvalho.
Palavras-chave oficiais: JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLIA, ATUAÇÃO PARLAMENTAR PREGRESSA. PROPOSIÇÃO LEGISLATIVA, DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO, DEPUTADO FEDERAL, ATUAÇÃO, APROVAÇÃO. GENERAL HAMILTON MOURÃO, VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, OLAVO DE CARVALHO, JORNALISTA, DISCUSSÃO, PREJUÍZO, POPULAÇÃO,GOVERNO, JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA.
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O SR. JULIAN LEMOS (PSL - PB. Sem revisão do orador.) - Sra. Presidente, muito obrigado. Caros colegas, gostaria de falar para o povo brasileiro, aquele povo que eu tenho certeza de que vai se conectar com aquilo que eu vou falar agora. Eu acompanhei o nosso Presidente Jair Bolsonaro no tempo em que ele era apenas um Deputado Federal, um Deputado do baixo clero, um Deputado muitas vezes chamado até de caricato. Em 2015, quando já pontuava 3% ou 4% nas pesquisas de intenção de votos para Presidente, os grandes portais do País até omitiam essa informação. A partir de 2016, passaram a colocá-lo com 5%, 7% das intenções de voto. Isso foi crescendo. Nós fomos plantando essas sementes de esperança, tomando como informações os fatos diários que aconteciam no Brasil de corrupção, de assassinatos, de verdadeiros absurdos, de devaneios terríveis da Justiça, ao que também assistimos atualmente. Essa semente foi sendo plantada e foi crescendo uma esperança até o ponto a que chegamos: Jair Bolsonaro Presidente. Entretanto, para que chegássemos aqui, houve ou teve que haver uma união. Quando falamos em união, estratégias ou aliados, não significa que tenhamos que andar juntos por amor, não. Trata-se apenas de caminhar juntos para fazer prosperar algo como uma vitória e uma mudança de rumo do País. Pois bem, para que chegássemos aqui, quem foi necessário dentro desse caldeirão de ingredientes? Os militares, os conservadores, os liberais, as vítimas de violência, as mães que tiveram seus filhos abusados, policiais, familiares de policiais, todos eles, sobretudo os que já não aguentavam a podridão da Esquerda brasileira no poder. Isso foi o que aconteceu. Mas tudo isso que estou falando não passou de um rascunho. A verdadeira obra começou em 1º de janeiro de 2019, e a obra de fato mesmo começou no dia 1º de fevereiro, quando tomamos posse no Parlamento. Embora sejamos um País regido pelo presidencialismo, nós sabemos a força do Parlamento nas decisões do País, que posso dizer que é praticamente total. E o que é que se vê hoje? Divisões, contendas, brigas absurdas e desnecessárias, que não interessam ao povo produtivo do País. Não interessam! Hoje fico pensando como foram úteis os militares, os liberais, os conservadores e muito mais aqueles que não entendem nada disso. Algumas pessoas que votaram no Presidente não sabem nada disso do que estou falando, mas tinham dentro do seu coração a esperança de mudança. E, hoje, o que vemos? Contendas, divisões. A Bíblia fala que reino dividido não subsiste e vira ruína. A quem interessa de fato todo esse atrapalho, toda essa contenda, que gera confusão no Planalto, tirando a linha de raciocínio, o alvo, que são as mudanças necessárias para este País? A quem interessa essa confusão entre Mourão, Olavo de Carvalho, colocando o Presidente muitas vezes em saia justa? A quem interessa isso? Não é ao povo brasileiro. Não é ao povo brasileiro, tampouco à massa que elegeu Jair Bolsonaro. Isso tem sido incômodo, tem sido constrangedor. E é isso que a Esquerda sem moral muitas vezes espera, que nós tenhamos confusão entre nós e nos batamos, mas não vai acontecer. Agora há pouco, um colega aqui falou sobre essa confusão que não interessa a ninguém. Ele tem razão. Mas, depois, outra colega chegou aqui e ficou, de certo modo, fazendo graça sobre esses episódios que estão acontecendo. Isso não nos interessa, ouviu, Deputada Edna Henrique? Nós somos da Paraíba, e a senhora sabe muito bem das necessidades do nosso Estado. A quem interessa confusão de Palácio com não sei com quem? Não interessa isso! O que interessa é exatamente esta agenda progressista de que precisamos aqui no nosso País: reforma previdenciária, reforma tributária, reforma política, combate à corrupção, para que nós possamos, de fato - não é redundante dizer -, andar para frente, e não para trás ou de lado, como caranguejo. Todos são importantes. V.Exa., Deputado Alexandre Frota, é importante. V.Exa. vota aqui; o seu voto tem peso. O seu também, querido colega Deputado Luiz. Todos aqui têm peso. E o que estamos vendo é exatamente essa desconexão com a realidade. É preciso saber de fato que a unidade se faz necessária para que nós possamos realmente avançar. Não é possível ficarmos insistindo em conversas sem futuro, como aquelas em que nós costumamos dizer "Eu adoro o meu sotaque", com esse arrodeio besta, que não vai resultar em nenhum tipo de fruto produtivo para a nossa Nação. Eu agradeço àqueles que têm consciência de que este País precisa de unidade. E vou dizer aqui para quem talvez não saiba o que se passa dentro de um Parlamento: é aqui dentro que o Brasil acontece, viu? É aqui dentro que o Brasil acontece. É preciso prestar atenção nisso. Não há quem seja forte aqui se não houver unidade entre esses Três Poderes. Cai qualquer um, a não ser que Deus seja muito misericordioso, como tem sido. É esse recado que eu queria dar aqui. Que Deus ajude a nossa Nação! Brasil acima de tudo, e Deus acima de todos. - 09/04/2019Pequeno Expediente
Homenagem a membros da família do orador, em especial ao avô do Parlamentar, João Bezerra. Ocorrência no Governo do PT do maior escândalo de corrupção na era moderna. Caráter demagógico do discurso da Esquerda. Capacidade técnica do Ministro da Economia, Paulo Guedes.
Palavras-chave oficiais: JULIAN LEMOS, DEPUTADA FEDERAL, ORADORA, JOÃO BEZERRA, EX-AVÔ, FAMÍLIA, HOMENAGEM PÓSTUMA. CORRUPÇAO, GOVERNO FEDERAL, PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT), GESTÃO, CRÍTICA. ESQUERDA POLÍTICA, DEMAGOGIA, CRÍTICA. REFORMA PREVIDENCIÁRIA (2019), ECONOMIA, DEBATE, PAULO GUEDES, MINISTRO DE ESTADO DA ECONOMIA, COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA (CCJC), PARTICIPAÇÃO, DEFESA.
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O SR. JULIAN LEMOS (PSL - PB. Sem revisão do orador.) - Sra. Presidente, caros colegas, primeiramente gostaria de começar fazendo homenagem a quatro desconhecidos do Brasil, mas os mais famosos da minha família: José Joaquim Bezerra, já falecido; José Bezerra, Comandante na 2ª Guerra Mundial; Joaquim Bezerra, que está vivo, o mais caçula deles; e João Bezerra, militar, meu avô, falecido neste final de semana, em relação a quem eu queria fazer aqui um registro especial. O que esses homens têm em comum? Eles têm um legado de caráter, um legado de honestidade. Meu avô partiu e me deixou lindas e, por que não dizer, valorosas lições de vida, que me ajudaram a ser forjado como o homem que sou hoje. Então, eu queria deixar registrado aqui para todo o Estado da Paraíba e para todo o meu Brasil que semente da família bem plantada gera frutos de honra, assim como esses quatro homens deixaram e, em especial, o meu avô. Agora, eu queria falar não sobre os 100 dias de Governo do meu Presidente Jair Bolsonaro, o Presidente da coragem e do Brasil, mas sobre os últimos 16 anos. Nos últimos 16 anos, tomamos conhecimento, é bem verdade, de muitas ações. Todo Governo tem seus acertos, todo Governo tem seus erros. Mas, de modo especial, no Governo PT no Brasil, houve o maior escândalo de corrupção da era moderna. O discurso da Esquerda brasileira, e não é nem mais da Esquerda, mas da extrema Esquerda, tem no alicerce a mentira. Se tirar a mentira, não tem força. Acabei de escutar agora há pouco um colega falar sobre uma prisão política. Não é prisão política! Trata-se de favorecimento, de propina através de apartamento, seja lá o que for. A gente não pode negar aqui 1 bilhão de reais na conta do Palocci, dinheiros e dinheiros e dinheiros que deveriam ter sido realmente usados para erradicar, pulverizar a pobreza, já que a base do discurso da Esquerda é sempre a pobreza. Eu sou do Nordeste, onde estão 34% da população brasileira, porém só temos 16% da renda. Por que não chamar aquilo da nossa China, caso o Governo tivesse interesse em fazer prosperar aquela região. De lá eu vim e lá eu conheço. Há esse discurso de que ninguém lembra da pobreza. Realmente, se tivesse lembrado, não tinha favorecido nações corruptas e comunistas em lugar de priorizar a erradicação da pobreza, a não continuidade da pobreza na Região Nordeste. Eu vim de lá. Existem dois Nordestes: esse que é explorado pela política, para se manter no poder, e existe o Nordeste que é o do litoral. A 150 quilômetros para dentro, temos outro Nordeste, com bolsões de pobreza semelhantes aos da África. Então, esse discurso demagógico não vai prosperar. O resultado final que a gente espera é que exatamente haja uma libertação não só política daquela região, mas econômica também. Queria deixar claro também algo a respeito da cobrança que houve durante a primeira audiência aqui do Ministro Paulo Guedes. Pois bem. Chamaram-no de covarde, disseram que ele tinha se acovardado, fugido, etc., quando na realidade, após toda a configuração daquela Comissão estar pronta, com Relator, etc., ele compareceu. O que vimos? Um homem gentil, altamente capacitado, disposto a prestar todos os esclarecimentos e a tirar dúvidas no que se fizesse necessário. Porém estava armado um circo, um verdadeiro teatro, ao ponto de, nada mais, nada menos do que o "tigrão" Dirceu, de forma rasteira, provocar praticamente um confronto físico com um homem de 69 anos de idade. Foi algo lastimável, repugnante e que merece resposta à altura no Conselho de Ética. O Ministro veio cumprir o seu papel de responder ao Parlamento, porém foi praticamente agredido; só não foi exatamente em razão de a bancada governista que estava ali o ter protegido. Caso o Deputado em questão - e isso aqui não é nenhum convite - queira tirar seu estresse, eu, o Deputado Frota ou outras pessoas podemos nos colocar à disposição num tatame. Isso é para o caso de ele querer realmente fazer um embate físico, porque aqui não é o lugar aqui. Que aquela atitude seja repudiada de maneira especial, principalmente porque sabemos que aqui há vários filhos da mãe, mas filho de Dirceu só há um. - 03/04/2019
Colapso da área de segurança pública no Estado da Paraíba. Tibieza e autoritarismo do Governo Estadual.
Palavras-chave oficiais: SEGURANÇA PÚBLICA, GESTÃO, GOVERNO ESTADUAL, PARAÍBA, AVALIAÇÃO NEGATIVA.
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O SR. JULIAN LEMOS (PSL - PB. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sra. Presidente, caros colegas, eu queria aqui falar rapidamente sobre o Estado da Paraíba, a "república da corrupção". Essa é também uma república que praticamente já entrou em colapso na área da saúde e agora, de fato, entrou em colapso na área de segurança pública. Cidades sitiadas, delegados fugindo, policiais militares tirando suas próprias vidas pela opressão, e agora as universidades federais sendo invadidas por bandidos com fuzis. Deram entrada no Hospital de Trauma 20 pessoas, após brutal assalto a um carro-forte. É triste dizer que o Estado da Paraíba está em colapso na segurança pública. O Governo faz de conta que faz segurança pública, e o povo sendo enganado pela força esmagadora da SECOM - Secretaria de Comunicação Social, recebendo falsas informações de uma segurança que não existe. Mais uma vez registro aqui o descalabro desse Governo fraco e totalmente autoritário do Estado da Paraíba. - 03/04/2019Pequeno Expediente
Importância de realização, pelo Congresso Nacional, das reformas previdenciária, tributária e política, e da adoção de medidas eficazes de combate à corrupção.
Palavras-chave oficiais: PEC 6/2019, PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO, REFORMA PREVIDENCIÁRIA (2019), RESPONSABILIDADE, PARLAMENTO, JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, DIÁLOGO POLÍTICO, DEFESA. OPOSIÇÃO POLÍTICA, ATUAÇÃO PARLAMENTAR, CRÍTICA. REFORMA TRIBUTÁRIA, REFORMA POLÍTICA, COMBATE, CORRUPÇÃO, DEFESA.
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O SR. JULIAN LEMOS (PSL - PB. Sem revisão do orador.) - Sra. Presidente, caros colegas, venho aqui para fazer uma breve reflexão sobre indagações que tenho recebido por onde ando no meu Estado, a Paraíba. Desde um garçom, um frentista no posto de gasolina, um empresário, sempre que eles me veem, perguntam: "E aí, Deputado, a Previdência vai sair ou não?" A sociedade já se conectou com a necessidade de se fazer as reformas que possam impulsionar o crescimento do País, e sairmos da condição de apenas um país para o de uma grande Nação. Antes, eu apenas ouvia falar do Congresso Nacional; hoje, os meus olhos e os meus ouvidos estão aqui. E muitas vezes nós não temos a total percepção, ou talvez fingimos não tê-la, da nossa responsabilidade quando discursamos, quando defendemos o nosso ponto de vista a respeito da Previdência. Primeiro, é preciso acabar com o mito de que essa é uma reforma da Previdência do Presidente Jair Bolsonaro, o qual chamo de "Presidente da coragem". Temos que ter consciência de falar para o povo a verdade. Essa Previdência não é do Governo; essa Previdência é do Brasil. E podemos dizer que é o projeto de Previdência que ainda vem. Na realidade, temos somente uma proposta de reforma da Previdência. É fato que a reforma propriamente dita não é feita pelo Governo, mas será trabalhada aqui no Parlamento. A responsabilidade é nossa, de cada um de nós que tem a legitimidade de falar aqui pelas pessoas que não a têm, com o nicho de informações que nós temos, mas compete a nos informá-las. O que tenho percebido é que algumas pessoas ainda não saíram do palanque eleitoral e buscam, de toda forma, nele permanecer, tratando de fatos que não condizem com a verdade. Nós temos hoje 10% da população aposentada, e a nossa Previdência já quebrou. Imaginem se aqui fosse como no Japão, onde há 40% de aposentados. As distorções que porventura possa haver serão aparadas aqui. O que nós não podemos fazer é engessar, colocando um plano de poder acima de um plano de país. Essa é a grande diferença do nosso Presidente Jair Bolsonaro. Esse problema era pequeno no tempo do Presidente Lula, mas ele não quis resolvê-lo para não mexer na sua popularidade, e tinha, como objetivo principal, apenas o seu plano de poder, que passou à mão de sua sucessora, Dilma Rousseff. Ela tinha consciência da necessidade da reforma da Previdência, mas também não a fez não sei se por questão moral ou porque já não tinha mais nenhum tipo de coeficiente ou, posso dizer, de gordura de popularidade. Depois, o Presidente Temer também tentou fazê-la. Mas, agora, o Presidente Jair Bolsonaro, o "Presidente da coragem", coloca não um plano de poder à frente disso, mas um plano de país para que isso possa acontecer. O que eu quero dizer, senhoras e senhores, é que a população brasileira quer saber do resultado. Não importa apenas o esforço, mas o resultado final disso. Temos que tratar aqui da reforma da Previdência - que talvez não seja a mais importante, mas é a mais sensível de se fazer -, da reforma tributária, da reforma política, do combate à corrupção, e isso precisa da ação total deste Parlamento. Temos que sair deste palanque, desse discurso confuso, e não só atacar as medidas ou as reformas que temos que fazer, mas também apresentar soluções. Vejo muitas vezes aqui - posso dizer - a extrema oposição, à qual não interessa o que o País ou o Governo tenha de bom, porque sempre vai jogar contra, não vai apresentar soluções para aquilo que desejamos ou precisamos. A nossa geração, entre aspas, "privilegiada", se nada fizer, estará condenando diretamente as novas gerações: meus filhos e netos. E eu preciso deixar claro, sobretudo ao povo que me elegeu, enfim, ao povo que nos elegeu, que existe aqui sim, muitas vezes, um teatro querendo uma quebra de braço entre Parlamento, Governo etc. Isso não é o que interessa ao povo brasileiro. As reformas são necessárias para fazer do Brasil uma grande Nação, e passam não pela mentira, porque, se tirarem a mentira, o discurso de muita gente acaba. Nós precisamos estar atentos ao seguinte: não existe planejamento do Governo para diminuir nada de quem não tem, mas, muito pelo contrário, para atacar os privilégios. E é para isso que estamos atentos nesta Casa. Eu peço a todos que tenham empenho em transformar o nosso Brasil em uma grande Nação. Isso é o que interessa ao povo brasileiro. Muito obrigado a todos. - 21/03/2019
Prisão do ex-Presidente Michel Temer. Indiciamento de filho do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por lavagem de dinheiro e tráfico de influência.
Palavras-chave oficiais: MICHEL TEMER, EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, PRISÃO. FILHO, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, INDICIAMENTO, TRÁFICO DE INFLUÊNCIA, LAVAGEM DE DINHEIRO.
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O SR. JULIAN LEMOS (Bloco/PSL - PB. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, quero fazer apenas um registro. Gostaria de me juntar ao PT para fazer o registro da prisão do ex-Presidente Temer e também dizer que o filho do Presidente Lula foi indiciado por lavagem de dinheiro e tráfico de influência. O pau que bate em Chico tem que bater em Francisco também. - 20/03/2019Pequeno Expediente
Corrupção, opressão e desmandos praticados pelo Governo do Estado da Paraíba.
Palavras-chave oficiais: GOVERNO ESTADUAL, PARAIBA, CRITICA.
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O SR. JULIAN LEMOS (Bloco/PSL - PB. Sem revisão do orador.) - Sra. Presidente, queridos amigos Deputados, eu queria trazer uma palavra a respeito da Paraíba, a república da corrupção, a república da opressão e da perseguição. Um Estado tirano tem características: é perseguidor, assassino de pessoas e de reputações; seus comandantes supremos enriquecem; é praticamente governado por uma cleptocracia. Estamos com quase 8 anos de Governo no meu Estado, que vem sido governado com mão de ferro. É um Governo opressor, em que policiais, por não aguentarem o regime, muitas vezes tiram suas próprias vidas; outros, como delegados, fogem do Estado, porque existe mão de ferro naquele, repito. A Paraíba tem sido notícia em todo o Brasil como, talvez, o segundo maior escândalo de corrupção da história do País. Se for falar de forma proporcional, talvez seja maior que o mensalão. Há mais de 1 bilhão de reais ligados à área da saúde, como o escândalo da Cruz Vermelha, deflagrado pela a Operação Calvário, como hospitais em que falta o básico. Mas o dinheiro é retirado para comprar casas, carros de luxo, 1 milhão em caixas de vinho, em propina. E, o pior, quem se levanta para denunciar ou comentar esses desmandos são atacados de forma covarde pela máquina de destruição de reputações da SECOM do Estado, que, na realidade, faz parte do mesmo Governo dos últimos 8 anos, que agora apenas mudou alguns atores. No fim de semana, todos os portais que recebem dinheiro do Estado praticamente me colocaram em um moinho. Eu queria deixar claro que não irei me intimidar. Quem me trouxe para cá foi o povo, que é quem me dá legitimidade. Deixo claro ao povo da Paraíba que todos esses desmandos estão já surtindo seus frutos: o braço direito do ex-Governador Ricardo Coutinho, a Sra. Livânia, está preso, assim como o braço direito do braço direito do Governador, o qual recebeu propina de 1 milhão de reais em caixas de vinho, como foi noticiado inclusive no Fantástico. Aqui fica o meu alerta ao povo da Paraíba: não se iluda! Não se iluda! Essa quadrilha assassina de reputações e dos sonhos da Paraíba está com seus dias contados. Há os casos Fazenda Cuiá, de Jampa Digital, que terminou com a morte de Bruno Ernesto, Operação Cartola, Gari Milionário, Mensalão, Farra dos Codificados - ninguém sabe quantos são -, enfim, escândalo das caixas... (Desligamento automático do microfone.) A SRA. PRESIDENTE (Geovania de Sá. Bloco/PSDB - SC) - Peço que conclua, nobre Deputado Julian Lemos. O SR. JULIAN LEMOS (Bloco/PSL - PB) - ... E há dinheiro que ninguém sabe para onde foi. A questão da saúde, que deveria ser de conforto para os habitantes do nosso Estado, é um escândalo que precisa ser visto de perto, inclusive pelo Ministério da Justiça, pois aquela quadrilha é mais do que sanguessuga. São os verdadeiros algozes do povo paraibano. Aqui fica o meu alerta ao povo da Paraíba e a minha promessa: estarei atento, não me intimidarei e não temo qualquer tipo de mentira, porque a minha rocha vem da verdade, e a verdade se estabelece e pulveriza qualquer tipo de agressão e mentira que vier. Muito obrigado, Sra. Presidente. - 06/02/2019Grande Expediente
Defesa de implementação de políticas públicas adequadas ao desenvolvimento da Região Nordeste.
Palavras-chave oficiais: DESENVOLVIMENTO, REGIÃO NORDESTE.
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O SR. JULIAN LEMOS (Bloco/PSL - PB. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, queridos colegas Deputados, o que eu tenho para falar aqui não precisará de tanto tempo. Falo com o meu coração, com o meu sentimento de nordestino. Tenho convicção de que nasci no melhor lugar do mundo. Não existe lugar melhor para morar do que o Nordeste. Quem é de lá sabe o que eu estou dizendo. Mas não é esse Nordeste que é pintado, o Nordeste que é feito como o lugar mais problemático do País, o Nordeste que serve apenas para a perpetuação de mandatos eleitorais, de oligarquias políticas. Falo do Nordeste da solução, do Nordeste que custa até pouco para resolver, com problemas que fazem parte da solução econômica do País. Falo isso não só pelo turismo, mas também pela mão de obra. Eu tenho algo para falar daqui, três recados para dar, digamos assim. Tenho um recado para o meu Governo, do qual sou base - posso dizer que sou mais do que base, que sou muito próximo do Governo, que fui uma das peças mais fundamentais para que chegássemos aqui. Tenho um recado para o meu Governo e tenho um recado também para o meu povo. O meu povo tem que perder o sentimento - e digo isto com muita tristeza - de cão vira-lata, com o qual muitas vezes se coloca à margem do que sobra do País. Quero dar um recado também para os Parlamentares do meu Nordeste que fingem que fazem alguma coisa e, na realidade, não fazem nada, a não ser para eles mesmos. Foi com muita força, a da legitimidade do voto que recebi - voto este não comprado -, que vim para cá. Vim para cá para ser a voz do empresariado, que é muito importante também, mas também e sobretudo a voz daqueles que não conseguem falar, daquela D. Maria e daquele S. Zé, daqueles coitados que muitas vezes não têm sequer condição de falar sobre a Região Nordeste. Vim para cá exatamente para isso, para ser a voz deles, para dizer que nós somos a solução. Somos a solução da parte econômica. Eu vou fazer uma conta muito simples, só para V.Exas. terem uma ideia. É no Nordeste, que representa mais de 30% do eleitorado da população brasileira, que recebe apenas 16% da renda que existe no País, que acontecem mais da metade dos 64 mil assassinatos do Brasil. Então, o Nordeste não pode ser visto apenas como algo político ou apenas social. A política direcionada para essa região tem que ser diferenciada. O Nordeste, que, como eu falei, nada mais é do que parte da solução econômica do País, precisa de atenção especial. É uma região que tem mão de obra barata, que tem um povo que não é malandro e que precisa de pouco para produzir. É preciso dar atenção especial para a Região Nordeste. Falo isso porque venho de uma de suas regiões mais pobres, que é o Estado da Paraíba. Mas é preciso compreender também, meus colegas Deputados, meu querido Filipe - que vem de uma região mais próspera, eu posso dizer -, que existem dois Nordestes, o que muitas vezes as pessoas não compreendem: o Nordeste da orla, onde se veem helicópteros, Ferraris, que não deve homenagem a nenhum tipo de grande centro; e aquele Nordeste que fica 150 quilômetros para dentro, onde existem bolsões de pobreza, que precisa urgentemente de uma libertação, não só política, como também econômica. Eu falo da necessidade iminente de prosperidade. Não basta apenas o discurso da água. Precisamos da liberdade e da libertação política naquela região. Como nordestino, vim para cá para ser a voz dessa região, mas cito como exemplo a minha Paraíba. Tenho convicção de que não faltam recursos para o nosso Nordeste. Vou citar um exemplo chulo, posso assim dizer: é inadmissível que saiam 1 milhão de reais daqui de Brasília para o Nordeste, e cheguem lá apenas 500 mil ou 300 mil reais. E, quando chega, esse valor vai para bolsões ou para redutos eleitorais. A pobreza de que tanto se fala aqui, contra qual tanto se diz que se luta, não acaba. Ela não acaba por um único motivo: é por causa dela que muitos conseguem voltar para cá. É por causa dessa pobreza, que se fomenta e que não acaba, que muitos retornam para cá. É preciso que haja essa consciência. Falei aqui do recado para o meu Governo, ao qual peço, como pedi ao meu Presidente querido, ao Presidente e meu amigo Jair Bolsonaro, uma leitura diferenciada da Região Nordeste. Não é apenas uma questão política, não é apenas uma questão social, é também uma questão de olhar de forma diferenciada para uma região que há muito tempo não recebe o devido valor, sobretudo por sua importância. Quem dera Israel tivesse o que o meu Nordeste tem. As soluções ali são simples. A coisa que deveria ser mais difícil de ter ele tem de sobra, que é a mão de obra, o povo aguerrido, o povo que tem coragem de produzir, o povo que precisa de pouco para produzir, o povo que automaticamente se dá soluções. Mas o Nordeste, pelo que eu vejo - pelo que vejo, não, pelo que testemunho -, muitas vezes é visto apenas como um problema. Vou citar aqui exemplos da minha Paraíba. Há 20 anos o Estado não tem uma única obra de grande porte que traga desenvolvimento. É bem verdade que depois de muito tempo chegou a transposição - precisamente, terminou ali na cidade de Monteiro. Chegou lá, a água escorre para Boqueirão, para algumas regiões, mas não há prosperidade. Uns tomam banho, outros de forma pessoal usufruem, mas o desenvolvimento não existe. Tudo é feito de forma às vezes até eleitoreira. É louvável o que foi feito, mas não é o suficiente. A obra custou praticamente 5 vezes o valor previsto, e o braço da transposição já começou a arrebentar. Foi uma obra malfeita que custou 5 vezes mais o valor inicial e demorou 3 vezes mais do que o previsto. É preciso ter sensibilidade para fazer algo com eficácia, que possa realmente libertar o povo economicamente. A minha Paraíba, volto a dizer, há 20 anos não recebe uma grande obra. Porém, é assolada por corrupção. No domingo que passou vimos mais uma vez a Paraíba em destaque em todo o País, mas não por algo decente, não por algo louvável, por corrupção. Ela está envolta em um escândalo de corrupção que envolve a famosa Cruz Vermelha, que também atua na Paraíba, um escândalo de corrupção de mais de 1 bilhão de reais. É provável que não haja boa vontade para acabar com isso nem de combater dessa forma. É preciso que haja sensibilidade, não só por parte da classe política, do Governo, mas também do próprio eleitorado, do próprio povo de lá, que tem que se dar valor. Eu vim para cá para, juntos, termos a possibilidade de apresentar alternativas para que a nossa Região Nordeste tenha o devido valor reconhecido e para que possamos juntos, como falei, fazer com que o turismo, por exemplo, que hoje beira os 2%, passe para - quem sabe? - 10%. O Nordeste é o melhor lugar para isso ser fomentado. Digo mais: quem sabe o Nordeste não é a nossa, entre aspas, "China", em termos de mão de obra e desenvolvimento? Eu digo isso pelo lado positivo, eu digo isso pelo lado do crescimento. A Paraíba, o meu Estado, carece de uma libertação, sim, não só econômica, como também política e de atenção especial. O Nordeste, volto a dizer, é parte da solução. Afirmo e quero que se registre: não haverá solução para o Brasil, não existe solução para o Brasil, se ela não passar pelo Nordeste. O Sr. Filipe Barros - Peço a V.Exa. que me conceda um aparte, Deputado. O SR. JULIAN LEMOS (Bloco/PSL - PB) - Pois não, Deputado Filipe. O Sr. Filipe Barros - Meu amigo, Deputado Julian Lemos, peço permissão para chamá-lo desta maneira, de meu amigo. Representando o nosso Presidente Jair Bolsonaro, não só no período eleitoral, mas também no período que antecedeu o período eleitoral, V.Exa. fez um trabalho excepcional em todo o Norte e o Nordeste do nosso País. Abriu frentes de trabalho, abriu o PSL em todos os Estados, fez com que os candidatos do PSL no Norte e no Nordeste tivessem condições de disputar a eleição. Eu tenho certeza de que, para todo o Brasil, é um orgulho termos V.Exa. nesta Casa e nessa tribuna, defendendo diariamente e ferrenhamente o seu Estado, a sua região e acima de tudo o nosso País. É motivo de orgulho para mim, como Deputado, tê-lo ao meu lado na bancada do PSL e, futuramente, em algumas Comissões, pois temos os mesmos interesses, Deputado Julian Lemos. Agradeço a V.Exa. por tudo o que tem feito pela nossa bancada. Seja bem-vindo a esta Casa! V.Exa. sabe que pode sempre contar comigo. Muito obrigado. O SR. JULIAN LEMOS (Bloco/PSL - PB) - Muito obrigado, Deputado Filipe. O Sr. Sóstenes Cavalcante - Deputado Julian Lemos, permita-me fazer um aparte. Eu gostaria de dar as boas-vindas a V.Exa. a esta Casa e dizer-lhe da importância e da grandeza do que termina de pronunciar em seu discurso. Apesar de ser um Parlamentar eleito pelo Rio de Janeiro, meu Estado de adoção, sou natural de Maceió, Estado de Alagoas. Como bom nordestino, entendo disso a que V.Exa. acaba de se referir da tribuna. Tenho convicção de que este Governo que ora se inicia, o Governo Bolsonaro, com os laços fraternos de irmandade e amizade que está celebrando com Israel, vai conseguir, de verdade, ser um governo que valoriza o querido Nordeste. Governos anteriores usaram a nossa pobreza, o nosso povo sertanejo, o nosso Semiárido, o nosso Sertão nordestino para manipular as pessoas de boa-fé do nosso querido Nordeste. Eu tenho certeza de que, junto de pessoas como V.Exa., de outras que chegam a esta Casa neste momento e deste Governo, com a irmandade que se entrelaçou entre Brasil e Israel, vamos enfrentar aquelas regiões de seca e vamos fazer aquelas terras que hoje não produzem serem produtivas, com geração de riqueza e de empregos de verdade para os nordestinos, e não simplesmente chegar com assistencialismo, que por ora é necessário, pela ausência de produtividade que aquelas terras podem ter. Nossas terras são produtivas, são ricas. Temos problemas com água, sim. Isso será solucionado, tenho convicção, pelo Governo que V.Exa. trabalhou muito para eleger, assim como nós lá no Rio de Janeiro. Parabéns pela chegada a esta Casa! Viva o seu Nordeste e, em especial, a sua Paraíba! Seja bem-vindo, meu querido amigo. O SR. JULIAN LEMOS (Bloco/PSL - PB) - Muito obrigado. O Nordeste, que muitos chamam de pobre, não é pobre. Pode estar pobre, por causa daqueles que detêm o poder e que usam o poder para escravizar - por que não dizer? - a nossa gente. O povo nordestino não é malandro, ele tem coragem de trabalhar, ele é conservador, ele é bem-humorado e ele precisa de pouco. Bem falou aqui o querido colega a respeito do que se usou para escravizar muitas vezes o nordestino. Sabem o que fizeram? Usaram o medo para escravizá-lo. Por exemplo, nos 14 anos do antigo Governo, nove dos dez piores IDH - Índice de Desenvolvimento Humano do País estavam nos Estados do Nordeste. É inadmissível isso. Faz-se necessária uma reflexão: por que isso perdura? Eu posso dizer que é porque, se acabar a necessidade de assistencialismo no Nordeste, acaba o discurso deles. Eles não consegue mais voltar para cá, para continuar o ciclo da escravidão. E digo mais: com pouco o povo se liberta, meu amigo e colega, Deputado Paulo. Essa é a grande questão. Tive o prazer de coordenar a campanha eleitoral do nosso Presidente pelo Nordeste. Consegui até levá-lo para a minha cidade de Campina Grande por duas vezes. Eu o levei quatro vezes à Paraíba. Pude ver a sensibilidade do nosso Presidente às necessidades da nossa região. Volto a dizer que me recuso, como paraibano e como nordestino, a aceitar que a minha região seja chamada de pobre. Ela pode ser chamada assim por aqueles que detêm o poder e têm má vontade com a sua gente. Costumo dizer até, Deputado Paulo, que a classe política corrupta do Nordeste é a pior que existe. Vão dizer: "Mas há diferença?" Há diferença, sim. Em outras regiões, o indivíduo rouba e deixa o outro roubar. Ele quer roubar, e é aquela roubalheira toda, que quebra o Estado, a exemplo do Rio de Janeiro. No Nordeste, não. O corrupto de lá é o pior que existe, porque ele rouba até a esperança do outro. Não há diferença, não, Deputado Paulo, para os bolsões de pobreza que existem na África. Refiro-me à escravidão. Os mais antigos aqui sabem disso. Eu quero aqui abrir um parêntese e dizer o seguinte: não é que o Governo do PT tenha sido bom, os outros é que eram ruins demais. Quando se tem como referencial o que é ruim, em relação ao que é pior não há referência. No tempo antes do PT, é bem verdade, alguns comiam rato nos grandes sertões do Nordeste. Isso é inadmissível, diante da prosperidade da orla, da parte praiana das Capitais do Nordeste, que não é diferente do Rio de Janeiro, não. Vemos Ferrari, vemos helicóptero, vemos festas com ingresso de 2 mil reais, 3 mil reais. Então, o Nordeste não é pobre. Existem dois Nordestes, aquele e o outro. Mas é preciso que tenhamos esta compreensão: a solução econômica do nosso País passa pelo Nordeste, pela mão de obra barata, por locais que são uns dos mais bonitos do mundo e sobretudo por um povo que precisa de pouco para viver. O que é preciso, Deputado Paulo, para um nordestino estar feliz? Comida e um filho bem tratado. O que o nordestino tem de mais precioso - não que os outros não sejam assim - é sua família, é seu filho. E não acontece isso. Deputado Paulo, é triste vermos as pessoas que têm oportunidade de estar aqui para fazer alguma coisa... Quando o homem público utiliza o poder que recebe... É bem verdade, como diz o nosso Capitão Jair Bolsonaro, que nós não podemos tudo, mas podemos muito, sobretudo quando conseguimos combater o malfeito. E é isso o que estamos fazendo aqui. A Paraíba hoje, Deputado Paulo, tornou-se praticamente... Eu geralmente falo da Paraíba dessa forma porque, por ser um Estado pequeno, é fácil resolver seus problemas. Por exemplo, se levarem 1 milhão de reais para São Paulo ou para o Rio de Janeiro, é pouco; se levarem 1 milhão de reais para a Paraíba, vai render mais. Isso é óbvio. Quando um Estado como a Paraíba aparece no Fantástico, como apareceu, em reportagem sobre um escândalo de mais de 1 bilhão de reais na saúde, vemos que há alguma coisa errada. Muito mais do que errada, é exatamente a oficialização da escravidão no Nordeste. Eu quero agora falar para o meu povo do Nordeste, mais uma vez, o seguinte: dê-se valor. Nós somos o melhor deste País, construímos São Paulo, construímos Brasília também. Nós temos a coragem, nós temos o histórico de trabalho em nossas veias. O homem nordestino precisa do trabalho para se sentir honrado e valorizado. Isso é muito pouco. Ele precisa da dignidade com trabalho, com justiça social, não de justiça política. A justiça social não é aquela que se utiliza apenas para se perdurar no poder. Que a justiça seja sobretudo voltada para a consciência de que somos todos brasileiros e de que ninguém é melhor do que ninguém. Como nordestino, eu amo a minha região. Volto a dizer que nasci no melhor lugar do mundo. Quando escuto o som da minha sanfona, eu me emociono. Não demorará muito para mudarmos de uma vez por todas os destinos da nossa Nação, junto com o nosso Presidente Jair Bolsonaro e com a equipe extraordinária que ele montou para fazer um governo que ficará na história. Isso também passa pela solução do nosso Nordeste. Quero daqui declarar o meu amor à minha região, ao meu País e dizer que não irei decepcioná-los. Cumprirei essa missão. Eu sempre digo que não é um mandato, que é uma missão, junto com meus colegas Parlamentares. Estou aqui pronto para cumprir tudo aquilo que disse, para mostrar coerência com o meu discurso e com a minha conduta de vida. Muito obrigado, Sr. Presidente. Muito obrigado, meus colegas. Deus salve a nossa Nação. - 05/02/2019
Agradecimento a Deus e ao povo paraibano pela eleição do orador.
Palavras-chave oficiais: JULIAN LEMOS, DEPUTADO FEDERAL, ORADOR, ELEIÇÃO, AGRADECIMENTO, PLATAFORMA POLÍTICA.
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O SR. JULIAN LEMOS (Bloco/PSL - PB. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sra. Presidente, colegas Deputados, quero dizer brevemente da gratidão que tenho a Deus por estar aqui. Agradeço ao povo da Paraíba pelos 71.899 votos, sendo o Deputado Federal mais bem votado da capital, do Curimataú, e o terceiro mais bem votado da minha linda cidade de Campina Grande. Fui votado nos 223 Municípios do meu Estado, um Estado assolado, como infelizmente se mostrou agora recentemente, no Fantástico, por corrupção. Só quem viveu sabe a história que vivi ali no Estado, como único Deputado eleito que não faz parte de nenhum clã político, poder econômico ou qualquer outro poder. Estou aqui representando minha Paraíba. Agradeço à minha família e a todos os paraibanos, dizendo que vim para cá não para cumprir apenas um mandato, mas uma missão em nome da Paraíba e do meu Nordeste. Quero de pronto agradecer mais uma vez ao meu Deus e dizer que tive o privilégio e a gratidão de poder agradecer a Deus por esse motivo, pois pedi a Ele que chegasse aqui sem comprar um único voto, porque muitas vezes temos a legitimidade do mandato, mas não temos a legitimidade moral, e é isso o que eu queria agradecer a Deus. Muito obrigado a todos.
Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 17/12/2019 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.