
Nome civil: Heloísa Helena Lima de Moraes Carvalho · 64 anos
Bananômetro
85/100
período curto: nota baseada em 114 votações
Aparece, vota e trabalha.
Nota maior que a de 80% dos deputados · média do partido: 77
Por que essa nota?
- Presença em sessõespeso 40% · 89%
Aparece para trabalhar?
- Participação em votaçõespeso 35% · 82%
Vota quando precisa? (votações com registro de nome)
- Iniciativas que avançarampeso 15% · 89%
Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)
- Atividade na tribunapeso 10% · 72%
discursos na tribuna (percentil)
A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?
Personalizar pesosComo vota · Mandato atual (2023–2027)
Vota com o governo 89%das 76 votações em que o líder do Governo pediu Sim ou Não e ela votou
Vota com o próprio partido 98%das 87 votações em que o partido (ou a federação) pediu Sim ou Não e ela votou
Redes oficiais de Heloísa Helena
Fora de exercício: o gabinete não atende mais. Restam as redes informadas à Câmara.
Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.
Números de Mandato atual (2023–2027)
Presença nas sessões
89%
Esteve em 48 de 54 sessões
Votou nas votações
82%
Registrou voto em 94 de 114 votações nominais
Iniciativas que viraram lei
0
de 72 projetos apresentados (0%)
Alinhamento com o governo
89%
Em 76 votações em que o Governo orientou
A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.
62 discursos na tribuna · de 16/12/2025 a 10/06/2026.
- 03/02/2026
A Deputada encaminhou a votação do §5º do art. 10 do Projeto de Lei nº 179, de 2026, que dispõe sobre a modernização da Carreira Legislativa da Câmara dos Deputados, sobre a reestruturação da remuneração com base em critérios de desempenho, competências, metas, resultados, qualificação, crescimento profissional e dedicação contínua e dá outras providências.
Palavras-chave oficiais: Encaminhamento de votação,Dispositivo legal,Projeto de lei ordinária,Voto contrário
Ler a transcrição oficial
A SRA. HELOÍSA HELENA (Bloco/REDE - RJ. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, Deputados e Deputadas, votamos favoravelmente ao destaque. Primeiro, é importante deixar registrado para quem vem aqui dizer "um servidor vai ganhar mais do que o Presidente ou mais do que um Deputado" que eu não vejo nenhum problema nisso. Um servidor público, com longos anos de serviço, pode ganhar mais do que um Deputado ou mais do que o Presidente da República. O destaque não trata disso. Alto lá! Ninguém tem autoridade moral para dizer que nós não defendemos aqueles que têm vulnerabilidade econômica e social. A nossa vida foi de dedicação àqueles pobres que têm alta vulnerabilidade. O que nós estamos votando contra aqui? Que haja uma casta aqui na Câmara dos Deputados, que não se contemple a Taquigrafia, que não se contemple quem está na Consultoria Legislativa. Uma casta está sendo estabelecida aqui. E se fura o teto salarial, sim. Então, não tem nada a ver com ganhar mais do que Deputado ou Presidente. Quanto a isso não há nenhum problema. Não tem nada a ver com ter compromisso com o pobre ou não. O que está sendo votado aqui? A REDE e o PSOL fazem o destaque para votação em separado para deixar claro que nós somos contra furar o teto, que nós somos contra os supersalários, com a autoridade moral de quem dedicou toda a vida aos pobres e oprimidos. Portanto, ninguém vai dar lição em nós em relação a quem defende pobre. - 16/12/2025Breves Comunicações
A Deputada, em seu discurso de posse, manifestou solidariedade ao Deputado Glauber Braga, que teve o mandato suspenso por ter enfrentado um sistema corrupto e seletivo. Ademais, lembrou episódios de perseguição política vivenciados pela Parlamentar em mandatos anteriores, especialmente durante a Reforma da Previdência, relatando violência institucional contra Parlamentares e servidores que defendiam trabalhadores. Declarou ainda compromisso com o “Brasil real”, marcado por pobreza, violência, desigualdade racial, abandono de políticas públicas e sofrimento de mulheres, jovens e famílias vulneráveis. Além disso, condenou o Governo Bolsonaro pela condução da pandemia e pela tentativa de golpe de Estado. Afirmou também que atuará sem conciliação com o Governo Lula em medidas que favoreçam o capital financeiro, como a privatização de setores estratégicos e a entrega de terras raras. Ao final, defendeu a ampliação de direitos sociais, a criação de observatório da execução orçamentária e a instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master.
Palavras-chave oficiais: solidariedade,Deputado federal afastado,Suspensão (penalidade),Mandato parlamentar,Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) Perseguição política,Atuação parlamentar,Reforma previdenciária,Violência institucional Mandato parlamentar,Política pública,Direitos humanos,Pessoa vulnerável,Vulnerabilidade social,Pobreza,Desigualdade étnico-racial,Direitos sociais,Execução orçamentária,Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI),Banco Governo,Ex-presidente da República,Partido Liberal (PL),Pandemia do Coronavírus,Política de saúde,Saúde pública,Tentativa (crime),Golpe de Estado (crime) Governo federal,Mercado financeiro,Privatização,Terras raras
Ler a transcrição oficial
A SRA. HELOÍSA HELENA (Bloco/REDE - RJ. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente Deputado Fraga, Parlamentares, servidores da Casa, na verdade, eu nunca imaginei que voltaria ao Congresso Nacional por causa de uma injustiça tão grande como eu vi o Deputado Glauber vivenciar, assim como eu também já vivenciei. O Deputado Glauber foi suspenso porque desafiou um sistema, um sistema corrupto, carcomido, repugnante, cínico. Não é a primeira vez, não é a primeira vez. Aqui, neste plenário, há 22 anos, a Deputada Luciana Genro, o Deputado Babá, o Deputado João Fontes e eu, no Senado, passamos por circunstâncias absolutamente humilhantes, porque estávamos defendendo mais de 8 milhões de servidores federais, estaduais e municipais diante de uma maldita reforma da Previdência, que roubava direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores. E permanecia o roubo de mais de 10 anos de trabalho daqueles que estavam na iniciativa privada, na informalidade, das mulheres simples que não tiveram acesso à aposentadoria, como as donas de casa, num trabalho exaustivo, repetitivo, não remunerado e não reconhecido socialmente como trabalho. Aqui nós vivenciamos isso, inclusive fisicamente, o Deputado Fraga e os mais antigos, está aqui o meu querido José Antônio, servidor do Senado, que foi meu chefe de gabinete. Quando nós estávamos no prédio do INSS, no prédio do INSS, defendendo trabalhadores e trabalhadoras, imagina, do Rio de Janeiro, eu, alagoana, lá defendendo, e fomos arrancados de lá, arrancados pelo choque do Palácio do Planalto, jogados para fora do prédio do INSS, espancados covardemente, com bombas de gás lacrimogêneo. Então, a gente tem que dizer essas coisas porque a moral seletiva, a ética das conveniências, o moralismo farisaico, que condena no adversário, que protege no seu aliado, a gente não pode aceitar que isso seja feito. Pagamos um preço muito alto, fui derrotada eleitoralmente diversas vezes, pelos podres conluios palacianos, entre um setor de esquerda e a cínica oligarquia alagoana. Na verdade, se merecem. Vergonha eu teria se tivesse me vendido, mesmo agora e muito, muito tempo sem mandato, feito náufrago no maremoto, mas sem jamais assinar a rendição vergonhosa da covardia. Esta semana circularam pela Internet vídeos dos nossos duros combates, no mandato de Senadora por generosidade de Alagoas, e minha volta a este Congresso pela votação que o Rio me ofertou, o Rio de Janeiro que viu meu pai pedreiro voltar ao Nordeste com o coração partido, corpo quebrado, sonhos destruídos, com meu irmão mais velho nascido no Rio enrolado em trapos e acabou assassinado em Alagoas. Meu compromisso não é pautado nos malditos conluios da Realpolitik, na qual sorriso na frente e facada nas costas são comuns. Meu compromisso é com o Brasil real, é o Rio profundo, distante dos cartões postais, com pessoas em alta vulnerabilidade econômica, social e ambiental, com os filhos da pobreza que saem desesperados nas madrugadas para trabalhar, os que passam na madrugada entre urina e fezes nas ruas, os que vivem em territórios dominados pela maldita violência, sem poder viver a dignidade da infância, com escolas que não funcionam em horário integral, mesmo tendo a belíssima e visionária ação de Brizola e Darcy no Rio de Janeiro, dos jovens que são mão de obra escrava das facções criminosas neste País desmoralizado, que aceita como principal causa de morte da sua juventude a violência letal e intencional. Famílias desesperadas nas redes sociais, fazendo vaquinha para procedimento cirúrgico, exames, fármacos, demonstrando a vergonhosa omissão do poder público, pois temos a legislação mais avançada do mundo, com as mulheres, especialmente as chefes de família, sozinhas, que vivenciam a mais ofensiva das covardias machistas, em um emaranhado irresponsável do não cumprimento pelos governos da execução orçamentária para viabilizar a prevenção das violências. Mulheres gigantes, curvo-me a vocês, mulheres gigantes. Meu compromisso com trabalhadoras e trabalhadores da saúde, da educação, segurança pública, assistência social, que cuidam daqueles que foram deixados para trás, feridos, sangrando. Deixados para trás sem País, sem Nação, sem pátria, os sobreviventes, vítimas diretas de uma minoria que segue erguendo seus muros de injustiça social, explorando de forma predatória a natureza, parasitando a força de trabalho de um povo, para que uma maioria sofra porque uma minoria (falha na transmissão), e segue acumulando, de forma insaciável, mais riqueza, mais capital. Aqui lutarei como sempre lutei, sem ceder, sem me ajoelhar a nenhuma idolatria política, esteja ela onde estiver. O Governo Federal passado, infelizmente, agiu feito um soldado covarde e sem honra, deixando seu povo ferido para trás, com mais de 700 mil óbitos. Preferiu o tom jocoso, frio, ridículo, antes da responsabilidade presidencial. Não se comoveu com a imensa dor e ainda ousou tentar um golpe de Estado, e a história da humanidade mostra que todas as ditaduras apoiadas e aplaudidas por todas as vertentes ideológicas, todas as ditaduras são burocracias corruptas, assassinas totalitárias. Assim e aqui lutarei sem servilismo, sem conciliação com o atual Governo Federal em qualquer traição de classe, no entreguismo de terras raras, na privatização de rios e outros setores estratégicos. Estarei aqui sem abrir uma única concessão a quem concilia com o capital, enchendo a pança dos poderosos e do capital financeiro, às custas da imensa dor do povo brasileiro. Vamos derrotar a reforma administrativa que penaliza os setores que trabalham diretamente com os mais pobres. Vamos ampliar direitos dos mais frágeis, que vivenciam a hierarquia perversa pela cor da pele, pela forma de amar, pela religião que professam pelo lugar que vive. É fundamental criar o observatório das execuções orçamentárias para acabar com essa pouca vergonha da execução, que apenas beneficia o grande capital, os apodrecidos acordos políticos, e fragiliza todas as políticas sociais que dependem diretamente do orçamento público. E também temos a obrigação de abrir para investigar, com toda a nossa potência e coragem, a CPI do Banco Master, quem for podre, que se quebre, esteja onde estiver. A quem me respeita, um cheiro no coração. Meu profundo amor à minha família solidária, à minha mãe, que foi a mulher mais corajosa que já conheci na vida, aos que sempre estiveram ao meu lado, enxugando minhas lágrimas, me levantando das quedas, lutando ao meu lado nos duros combates da minha trajetória todos os dias. Obrigada aos militantes, dirigentes, Parlamentares da Rede Sustentabilidade, da Federação PSOL REDE. Muito obrigada, muito obrigada, muito obrigada. (Palmas.) Obrigada aos que nos acolhem e respeitam, independente das suas convicções ideológicas, independente do partido a que são filiados. Obrigada a quem respeita a coerência, a quem respeita a coragem, esteja ela onde estiver. E aos que me odeiam, estejam onde estiverem, em qualquer vertente ideológica: não se avexem, não, que o tempo passa rápido. Daqui a pouco o Deputado Glauber está de volta. Mas eu vou aqui trabalhar muito! Vou trabalhar muito. (Palmas.) Para quem me odeia pela minha coerência, quem me odeia pela minha coragem, quem me odeia pelo amor que eu tenho aos pobres, excluídos e marginalizados, podem continuar me odiando mais ainda. Um cheiro grande! Muito obrigada.
Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 17/12/2025 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.