
Nome civil: Duda Salabert Rosa · 45 anos
Bananômetro
84/100
Aparece, vota e trabalha.
Nota maior que a de 77% dos deputados · média do partido: 82
Por que essa nota?
- Presença em sessõespeso 40% · 86%
Aparece para trabalhar?
- Participação em votaçõespeso 35% · 81%
Vota quando precisa?
- Iniciativas que avançarampeso 15% · 93%
Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)
- Atividade na tribunapeso 10% · 78%
discursos na tribuna (percentil)
Fale com Duda Salabert
Este é o canal oficial para você cobrar seu representante.
- dep.dudasalabert@camara.leg.br
- Telefone
- (61) 3215-5840
- Gabinete
- Gabinete 840, Anexo IV, 8º andar – Câmara dos Deputados, Brasília-DF
Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.
Números de Mandato atual (2023–2027)
Presença nas sessões
86%
Esteve em 335 de 391 sessões
Votou nas votações
81%
Registrou voto em 909 de 1.128 votações nominais
Iniciativas que viraram lei
2
de 126 projetos apresentados (2%)
Alinhamento com o governo
90%
Em 710 votações em que o Governo orientou
A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.
93 discursos na tribuna · de 08/03/2023 a 26/05/2026.
- 26/05/2026pela ordemOrdem do Dia
A Deputada orientou a bancada na votação do requerimento de urgência apresentado ao Projeto de Lei nº 68, de 2025, que altera a Lei nº 14.192, de 2021, que dispõe sobre a violência política de gênero, e a Lei nº 4.737, de 1965 (Código Eleitoral), para incluir medidas específicas de proteção e apoio a mulheres em espaços de poder que sofram violência política de gênero.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de urgência,Projeto de lei ordinária,Federação PSOL REDE,Voto favorável
Ler a transcrição oficial
A SRA. DUDA SALABERT (Bloco/PSOL - MG. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. A Federação PSOL REDE orienta "sim". Hoje conseguiremos uma vitória histórica nesta Casa: justamente proteger as mulheres, no período eleitoral, da chamada violência política de gênero. As mulheres são as maiores vítimas de misoginia, de machismo e de violência no contexto eleitoral. Defender as mulheres durante o processo eleitoral é, sobretudo, defender a democracia e a equidade. Parabéns ao Autor e ao Relator do projeto! Orientamos "sim". Esta é uma vitória histórica! Obrigada, Presidente. - 06/05/2026parecerOrdem do Dia
A Deputada proferiu parecer ao Projeto de Lei nº 466, de 2015, que dispõe sobre a adoção de medidas que assegurem a circulação segura de animais silvestres no território nacional, com a redução de acidentes envolvendo pessoas e animais nas estradas, rodovias e ferrovias brasileiras.
Palavras-chave oficiais: Parecer (proposição legislativa),Projeto de lei ordinária,adoção,Medida de segurança,Animal silvestre,Território nacional,redução,Acidente,Educação ambiental,Estrada,Rodovia,Ferrovia
Ler a transcrição oficial
A SRA. DUDA SALABERT (Bloco/PSOL - MG. Para proferir parecer. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. Eu começo o discurso, antes do relatório, com apenas uma questão: pelo fim do atropelamento de animais silvestres! Hoje é um dia histórico. Depois de 11 anos de luta, nós vamos aprovar nesta Casa um projeto de lei para evitar o atropelamento de animais silvestres. Para quem não sabe, no Brasil, a cada segundo, quinze animais silvestres são atropelados em nossas rodovias. São mortos, no Brasil, por ano, 500 milhões de animais em nossas rodovias. Vivemos esta contradição: temos a maior biodiversidade, mas somos também o país que mais atropela animais em rodovias. O projeto que vai ser votado e aprovado agora busca mudar esse cenário e vai mudá-lo ao criar o Plano Nacional de Segurança Viária para a Fauna Silvestre e um cadastro nacional para identificar pontos críticos, os locais onde há mais atropelamentos, que exigem mais influência e atuação do Estado. E vai trabalhar com o básico: sinalizações, cercas, redutores de velocidade, passagens de fauna. Porém, tudo isso só fará sentido se vier acompanhado de educação ambiental e o projeto prevê isso. Além dessas ações mitigatórias, haverá também campanhas de conscientização em rodovias e ferrovias e diálogo com a comunidade para preservar a nossa fauna, o que é fundamental. Eu quero agradecer a todas as organizações que construíram coletivamente este projeto: ao Ministério do Meio Ambiente, que também ajudou na produção do projeto; aos autores, os Deputados Ricardo Izar e Célio Studart, pelo trabalho fundamental nesses 11 anos de tramitação da matéria; e à Anita Pascali, que tanto articulou na redação do texto que vou ler agora. Sr. Presidente, passo ao voto. "I - Voto da Relatora Durante a discussão da matéria, foram apresentadas sete emendas de Plenário. A Emenda nº 1 objetiva incluir artigo que preveja que o descumprimento das obrigações impostas pela lei sujeitará o responsável à responsabilização por dano ambiental coletivo, além das sanções administrativas. Por sua vez, a Emenda nº 2 inclui o estudo de monitoramento de fauna em sistemas viários entre os instrumentos de Avaliação de Impacto Ambiental a serem realizados quando do planejamento, da construção, da reforma, da duplicação e do monitoramento de estradas, rodovias e ferrovias. A Emenda nº 3 modifica o inciso III do art. 3º para explicitar que as adoções de campanhas de informação serão direcionadas à população lindeira, além da geral. As Emendas nºs 4 e 6 explicitam que, no âmbito de aplicação das concessões que serão impactadas pela lei, também estão incluídas as ferrovias. Por fim, a Emenda nº 5 propõe o aperfeiçoamento do texto do inciso III do art. 3º do projeto para alterar as medidas que auxiliem a travessia de fauna. A Emenda nº 7 propõe a substituição integral do texto da proposição para instituir a Política Nacional de Redução de Acidentes de Fauna. A iniciativa tem por objetivo estabelecer medidas voltadas à circulação segura de animais silvestres em infraestruturas viárias terrestres, abrangendo estradas, rodovias e ferrovias em todo o território nacional. Em síntese, a emenda propõe uma política nacional de prevenção e redução de atropelamentos de fauna silvestre, combinando produção de dados, planejamento ambiental, deveres de monitoramento, medidas físicas de mitigação em infraestrutura viária e ações de educação e sinalização para usuários das vias. Após amplo diálogo com diversos Líderes partidários, organizações da sociedade civil e as discussões ocorridas no âmbito deste Plenário, concluiu-se pela aprovação das Emendas nºs 3, 4, 6, pois elas tornam o texto mais claro e completo, contribuindo para a melhor interpretação e aplicação da norma. Quanto à Emenda nº 7, diante dos diversos pontos propostos, foram aproveitados os dispositivos inovadores, com acréscimo de conteúdo ao texto da subemenda que apresentamos. Com relação à Emenda nº 1, entende-se que a inovação proposta está dissociada do conjunto de obrigações trazido no projeto. É possível perceber que o projeto de lei impõe ações ao poder público apenas de forma secundária e no âmbito dos contratos administrativos a agentes privados. Desta forma, não há correlação com o sistema de sanções administrativas ambientais de que trata a Lei nº 9.605, de 1998. No que se refere à Emenda nº 2, considerando que o cadastro criado está inserido em um sistema de levantamento de informações aptas a monitorar as interações entre fauna e trânsito em vias, rodovias e ferrovias, entende-se por desnecessária a inclusão proposta. Ainda, quanto à Emenda nº 5, não se vislumbra inovação material em relação ao texto atual, que está redigido de forma adequada. Por fim, no intuito de aperfeiçoar o texto do substitutivo aprovado pela CMADS, foram realizadas adequações textuais nos art. 3º, 4º e 6º, sem alterar o mérito das medidas aprovadas anteriormente. Ainda, considerando que cabe ao Poder Executivo estabelecer atribuições a seus órgãos, o Cadastro Nacional de Acidentes com Animais Silvestres foi movido para o art. 5º, estabelecendo seus objetivos, elementos mínimos e a obrigatoriedade de relatório anual. Assim, caberá à União implementar o cadastro, conforme as competências de seus órgãos, e aos entes federados e concessionárias alimentá-lo com informações, conforme o âmbito de competência de gestão da via. Ante o exposto, no âmbito da Comissão de Viação e Transportes CVT, somos pela aprovação das Emendas de Plenário nºs 3, 4, 6 e 7, na forma da subemenda anexa, e pela rejeição das Emendas nºs 1, 2 e 5. No âmbito da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável CMADS, somos pela aprovação das Emendas de Plenário nºs 3, 4, 6 e 7, na forma da subemenda substitutiva da Comissão de Viação e Transportes, e pela rejeição das Emenda nºs 1, 2 e 5. Na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania CCJC, somos pela constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa de todas as emendas de Plenário e da subemenda substitutiva da Comissão de Viação e Transportes." Para concluir, quero agradecer também ao Presidente Hugo Motta, que atendeu à sensibilidade da sociedade civil, que não aguenta mais ver onças, tamanduás e diversos outros animais atropelados em nossas rodovias e ferrovias. Tenho certeza de que este Plenário votará a favor. Saibam, Deputados e Deputadas, que hoje é um dia histórico. Nós estamos dando segurança viária e ferroviária para a nossa fauna. Parabéns, Deputado! V.Exa. entrou na história do movimento animal com um projeto tão importante como este. Obrigada, Presidente. - 06/05/2026discussãoOrdem do Dia
A Deputada discutiu o Projeto de Lei nº 2.780, de 2024, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), o Comitê de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE), vinculado ao Conselho Nacional de Política Mineral, e dá outras providências.
Palavras-chave oficiais: Discussão,Projeto de lei ordinária,contrário
Ler a transcrição oficial
A SRA. DUDA SALABERT (Bloco/PSOL - MG. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. Nós estamos discutindo aqui a possibilidade de entregar as terras-raras brasileiras para o capital estrangeiro. Nós estamos votando aqui o avanço da mineração no Brasil. Eu acho um erro avançar na mineração quando o atual modelo é ainda problemático no Brasil. Cito alguns dados, para entendermos como é hoje a mineração no Brasil. Nós temos mais de cem barragens em risco máximo de alerta. As mineradoras, nos últimos 10 anos, sonegaram mais de 20 bilhões de reais. As mineradoras têm financiado organizações criminosas, como foi revelado na Operação Rejeito, e continuam violando direitos humanos e não respeitando a legislação ambiental. Portanto, antes de avançar no debate sobre mineração, nós teríamos que criar novos parâmetros para a mineração no Brasil, porque o atual modelo mantém o Brasil numa condição de neocolônia, como se fosse uma eterna fazenda. O que se está propondo aqui é aprofundar mais ainda essa condição neocolonial, já que a geopolítica está mostrando o interesse, sobretudo norte-americano, nas nossas terras-raras. O Brasil tem que discutir transição energética? Tem. Mas nós temos que resolver coisas básicas, que ainda não foram resolvidas. Por exemplo, nós temos que discutir ainda a reciclagem do lixo eletrônico, que não existe ainda no Brasil ou é muito tímida. Temos que discutir ainda um projeto nacional de fomento ao transporte coletivo. Estamos discutindo o uso de carros elétricos, mas o transporte coletivo no Brasil é ainda um caos. Além disso, ainda não há nos territórios minerados uma política séria de diversificação econômica. Então, como avançar na mineração, se o atual modelo coloca o Brasil na atual crise socioeconômica? Nós não somos contra minerar terras-raras, somos contra o atual modelo que há no Brasil e que este projeto vai infelizmente aprofundar. Pode ter palavras bonitas o projeto, mas as práticas minerárias no Brasil são ainda, em muitos casos, medievais. Votarei contra este projeto, entendendo que o Brasil tem que superar essa minério-dependência, diversificar a economia, buscar superar a condição de neocolônia e garantir a soberania nacional. Se for minerar, que seja para garantir a riqueza no território, e não para alimentar sobretudo a postura imperialista dos americanos. Muito obrigada, Presidente. - 06/05/2026pela ordemBreves Comunicações
A Deputada defendeu o fim da escala 6 por 1 e disse que o principal desafio é fiscalizar a regra depois da aprovação. Afirmou que o Brasil tem 2.600 auditores fiscais do trabalho, quando a Organização Internacional do Trabalho (OIT) indicaria necessidade de 5.441. Por isso, pediu ao Governo Federal reestruturação da carreira e convocação dos aprovados em concurso. Segundo ela, mais auditores também ajudariam no combate ao trabalho escravo e ao trabalho infantil.
Palavras-chave oficiais: Auditor fiscal do trabalho,reestruturação,Carreira Auditoria-Fiscal do Trabalho,Organização Internacional do Trabalho (OIT),convocação,Candidato aprovado,Trabalho escravo,Trabalho infantil,fiscalização,Governo federal,Política trabalhista
Ler a transcrição oficial
A SRA. DUDA SALABERT (Bloco/PSOL - MG. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Muito obrigada, Presidente. Nós estamos na luta para aprovar o fim da escala 6 por 1. Mas, depois de aprovada, a pergunta fica: quem vai fiscalizar, quem vai garantir que o fim da escala 6 por 1 saia do papel? A Organização Internacional do Trabalho afirma que o Brasil precisaria ter 5.441 auditores-fiscais do trabalho, mas hoje, infelizmente, o Brasil tem apenas 2.600 servidores para fiscalizar as condições de trabalho de mais de 100 mil trabalhadores. Fica o meu pedido ao Governo Federal para que, primeiro, reestruture a carreira dos auditores-fiscais do trabalho e, segundo, convoque os já aprovados no concurso. Nós precisamos de auditores-fiscais do trabalho para fiscalizar não só o fim da escala 6 por 1, mas também a ocorrência de trabalho escravo que Minas Gerais lidera, infelizmente , de trabalho infantil, a condição do trabalhador em geral. Presidente Lula e seu Governo, convoquem os aprovados no concurso dos auditores-fiscais. Obrigada, Presidente. - 22/04/2026pela ordemOrdem do Dia
A Deputada informou que assumiu a relatoria do Projeto de Lei nº 466, de 2015, voltado à proteção de animais atropelados em rodovias. Comunicou a realização de reunião interministerial para aprimorar o texto, com participação do Governo. Também relatou compromisso, firmado com o Presidente da Câmara, para que a matéria fosse votada até a primeira semana de maio.
Palavras-chave oficiais: Projeto de lei ordinária,Animal silvestre,circulação,segurança,Rodovia,Acidente,redução,Relatoria,Pauta (processo legislativo)
Ler a transcrição oficial
A SRA. DUDA SALABERT (Bloco/PSOL - MG. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Muito obrigada, Presidente. Quero trazer uma informação importante. Antes, porém, quero agradecer, porque eu assumi a relatoria do Projeto de Lei nº 466, de 2015, que trata justamente da questão de animais que são atropelados em rodovias, para os quais temos que buscar maior segurança. A Casa Civil tinha alguns detalhes, porque o último relatório sobre este projeto é de 2016. Portanto, faz mais de 10 anos que este projeto está parado, é necessário atualizar os estudos para entendermos o real impacto econômico, como também ambiental, a partir desta proposição. Será realizada uma reunião interministerial, e o Governo se colocou a serviço de melhorar o texto do projeto e se comprometeu, com o Presidente Hugo Motta, com a votação do projeto até a primeira semana de maio, com o melhor texto possível, porque é urgente a defesa de animais que são atropelados nas rodovias. Não há nenhum suporte para que eles atravessem as rodovias com segura, enquanto as concessionárias lucram bilhões em cima das concessões. Até a primeira semana de maio o projeto será votado, e eu serei a Relatora. Obrigada. - 15/04/2026breves comunicaçõesBreves Comunicações
A Deputada apresentou dados do Mapa Autismo Brasil e afirmou que a realidade do autismo no País foi marcada por desigualdade e subnotificação. Destacou que a maioria dos diagnósticos ocorreu na rede privada, indicando dificuldade de acesso para pessoas de menor renda. Também apontou concentração de diagnósticos em crianças e adolescentes e baixo registro entre adultos e idosos. Ademais, mencionou que parte dos estudantes autistas não contou com suporte escolar. Afirmou que famílias, em especial mães, assumem a maior parte dos cuidados e cobrou políticas públicas voltadas ao tema. Relatou que faltam diagnósticos e houve influência de interesses de planos de saúde no debate.
Palavras-chave oficiais: Autismo,Pessoa com transtorno do espectro autista,Diagnóstico médico,atraso,Plano de saúde,Hospital privado
Ler a transcrição oficial
A SRA. DUDA SALABERT (Bloco/PSOL - MG. Sem revisão da oradora.) - Muito obrigada, Presidente. Parabéns pela condução dos trabalhos e pela trajetória de luta de V.Exa. em defesa da justiça social! Vim falar sobre um tema sensível. Qual é a realidade do autismo no Brasil? Foi divulgado esta semana o Mapa Autismo Brasil MAB, que é uma fotografia desta neurodivergência e o retrato mais rico que nós temos no País. E a palavra que define a realidade dos autistas do Brasil hoje é desigualdade, porque a maioria absoluta dos diagnósticos ocorreram em rede privada particular, ou seja, quem tem dinheiro consegue avaliar e ter o diagnóstico, mas quem não tem dinheiro tem que ficar na fila esperando e sofrendo com a neurodivergência. E, segundo, subnotificação. Diferentemente do que as pessoas falam, que o censo comum fala de que está tendo uma epidemia de autismo no Brasil, os números mostram o contrário. Olha só, 72% dos diagnósticos se concentraram em crianças e adolescentes, 27% em adultos e só 0,3% dos diagnósticos em idosos, ou seja, há muitos autistas adultos e idosos sem diagnóstico. Portanto, nós temos que democratizar mais diagnóstico no Brasil, porque autismo não é exclusivo de criança e adolescente. E mais, há uma total injustiça no Brasil, porque 40% dos autistas não tem um suporte sequer nas escolas. Então, enquanto vai médico no Roda Viva dizer que autista quer privilégio, na verdade a gente vê o oposto. E, por último, para terminar, nesse cenário de descaso com o Poder Público, sobra à família e, sobretudo, à mãe para tomar conta. Falta uma política de cuidado para quem cuida. Quando dizem que há uma epidemia de autismo no Brasil, essa fala só ajuda um setor na sociedade, que é justamente os planos de saúde. A própria Organização Mundial de Saúde mostrou que o Brasil tem o número abaixo da média nacional em número de autistas. Então, faltam diagnósticos e sobram, infelizmente, preconceito, capacitismo e lobby dos grandes planos de saúde no Brasil. Muito obrigada, Presidente. - 15/04/2026pela ordemBreves Comunicações
A Deputada registrou a presença de Vereadores do Município de Coronel Fabriciano (MG) em visita à Câmara dos Deputados, destacando agendas junto a ministérios em busca de recursos. Mencionou a destinação de mais de 1 milhão de reais por seu mandato para o Município e ressaltou a atuação de lideranças locais nas áreas de saúde e gestão pública.
Palavras-chave oficiais: Coronel Fabriciano (MG),Vereador,Plenário,Saudação,Deputada federal,Emenda,Recursos orçamentários
Ler a transcrição oficial
A SRA. DUDA SALABERT (Bloco/PSOL - MG. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. Quero aqui agradecer aos Vereadores de Coronel Fabriciano, que vieram visitar a Casa. Nosso mandato destinou mais de 1 milhão de reais para Coronel Fabriciano. Estamos aqui com o Reinaldo, da Saúde, que luta para melhorar a saúde ali no Vale do Aço. Queremos que logo, logo seja candidato a Deputado Estadual. O Presidente da Câmara, Luciano Lugão, que também está aqui conversando com os Ministérios; o Vereador Paulinho e o Vereador Adriano Martins de Oliveira. Todos aqui para mostrar que Coronel Fabriciano tem que se nacionalizar, não pode ficar preso a um debate local somente. Por isso, eles estão fazendo agendas nos Ministérios, conversando com lideranças, a fim de trazer mais recursos, e o nosso mandato se comprometeu em fortalecer a Saúde, a Segurança Pública e a Educação de Coronel Fabriciano. Muito obrigada, Presidente. - 08/04/2026pela ordemOrdem do Dia
A Deputada registrou a presença do Vereador Luizão de Caetanópolis (MG) na Câmara dos Deputados e elogiou sua atuação nas áreas de esporte e saúde. Destacou o trabalho do Parlamentar como relevante para o Município e para o Estado de Minas Gerais, afirmando que sua atuação contribui para a valorização da política. Por fim, manifestou apoio ao fortalecimento da cidade e incentivou a continuidade da atuação política do Vereador.
Palavras-chave oficiais: Vereador,Caetanópolis (MG),Câmara dos Deputados,Política,Minas Gerais,Saúde,Esporte,valorização
Ler a transcrição oficial
A SRA. DUDA SALABERT (PDT - MG. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Muito obrigada, Presidente. Quero mandar um grande abraço à cidade de Caetanópolis, da nossa querida e rainha Clara Nunes. Hoje, representando Caetanópolis, está aqui o Vereador Luizão, que faz um trabalho extremamente importante para o esporte, reconhecido não só em Caetanópolis, mas em toda Minas Gerais. Tenho certeza de que a sua vinda resultará em grandes recursos para a cidade. Quem sabe fica aqui a provocação , V.Exa. será o novo Prefeito de Caetanópolis, porque seu trabalho no esporte e na saúde é referência para o Brasil. A sua presença na política brasileira, Luizão, a enobrece. Você é um patrimônio da política de Minas Gerais e merece todo o aplauso desta Casa. Logo, logo, você estará aqui conosco. Obrigada, Presidente Hugo Motta. - 08/04/2026breves comunicaçõesBreves Comunicações
A Deputada parabenizou os novos Parlamentares e defendeu o respeito no debate de ideias. Em seguida, criticou a decisão da Câmara dos Deputados de não votar o Projeto de Lei nº 896, de 2023, chamado PL da misoginia, pois considerou inadequada a justificativa de que o tema seria polêmico. Além disso, relacionou o aumento dos feminicídios no País à omissão institucional e mencionou a não adesão de Minas Gerais ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios (PNPF). Por fim, apontou que a pauta eleitoral foi priorizada em detrimento da proteção às mulheres.
Palavras-chave oficiais: Deputado federal,Posse,Reassunção,Congratulação,Atuação parlamentar Projeto de lei ordinária,Tipificação de conduta,Misoginia,Pauta (processo legislativo) Feminicídio,omissão,Congresso Nacional,Minas Gerais,Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios,adesão
Ler a transcrição oficial
A SRA. DUDA SALABERT (PDT - MG. Sem revisão da oradora.) - Muito obrigada, Presidente. Parabenizo os novos Deputados. Sejam bem-vindos! Que briguem as ideias, nunca as pessoas, e que sempre busquemos neste espaço consenso e equilíbrio! Sejam bem-vindos! Mulheres do Brasil, atenção: a Câmara dos Deputados está dizendo que não vai votar o PL da misoginia, ou melhor, a Câmara dos Deputados está dizendo que combater a violência e o ódio contra as mulheres é algo polêmico exatamente isso. Os Deputados fizeram um acordo para não votar o PL da misoginia. E qual foi a justificativa? "É algo polêmico". Olhem, a polêmica verdadeira de fato é um Congresso Nacional composto por mais de 80% de homens, omissos ao fato de que a cada ano o número de feminicídios só cresce no Brasil. Vejam que absurdo: Minas Gerais é o segundo Estado com maior número de feminicídios no nosso País. E o que o Governador fez? Omisso também, não assinou o Pacto Nacional de enfrentamento ao feminicídio, porque, segundo ele, também é algo polêmico. Eu sou professora de língua portuguesa. "Polêmico", em sua etimologia, significa "guerra". Então, a polêmica verdadeira a guerra verdadeira já existe, que é o número de feminicídios no Brasil, que se assemelha a números de guerra, que nós temos que enfrentar. O que esse PL propõe é justamente criminalizar o ódio estruturado contra as mulheres, que se articula no mundo real e no mundo virtual, e ao qual esta Casa tem o dever de dar uma resposta. Porém, colocaram a eleição como prioridade: "Vamos discutir depois da eleição". Mais uma vez, o direito e a vida das mulheres são colocados em segundo plano, porque o mais importante agora é discutir eleição e se esquivar da verdadeira polêmica. Muito obrigada, Presidente. - 04/03/2026breves comunicaçõesBreves Comunicações
A Deputada abordou o crescimento do movimento conhecido como Red Pill no Brasil e afirmou que o grupo disseminou conteúdos misóginos em plataformas digitais como Discord e Telegram. Declarou que essas redes promoveram discursos que apresentam mulheres como inferiores e citou relatos de incitação a práticas violentas, incluindo estupro corretivo. Mencionou informações divulgadas pela Polícia Federal sobre possíveis conexões entre esses ambientes virtuais e casos de violência sexual, entre eles episódios de estupro coletivo. Defendeu criminalizar a incitação organizada à misoginia no ambiente virtual.
Palavras-chave oficiais: Misoginia,Rede social digital,Violência contra a mulher
Ler a transcrição oficial
A SRA. DUDA SALABERT (PDT - MG. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. Parabéns pela condução! V.Exa. fica muito bem na cadeira de Presidente. Está crescendo no Brasil a ideologia Red Pill. Para quem não sabe o que é isso, o movimento Red Pill defende a tese de que as mulheres são inferiores aos homens e de que os homens são vítimas das mulheres. Esse movimento se organiza em plataformas como Discord e Telegram. E, nessas plataformas, propagam a ideia de que lésbicas têm que sofrer estupro corretivo, defendem abertamente a misoginia e o ódio às mulheres. E o que a Polícia Federal tem mostrado é uma relação entre esse movimento virtual chamado Red Pill e alguns estupros que estão acontecendo, sobretudo, estupros coletivos. Por isso, eu protocolei um projeto de lei para criminalizar a incitação organizada à misoginia. O Brasil já lidera o ranking na América Latina de países com o maior número de estupros absolutos. E nós não podemos tolerar que uma rede social não regulamentada sirva de espaço para propagação de discursos misóginos, odiosos e criminosos, que, como eu disse, defendem estupro corretivo contra mulheres. Então, o que nós estamos exigindo é que aquilo que é crime no mundo real seja também no mundo virtual. E mais: que essas organizações que propagam e fomentam virtualmente a misoginia paguem pelos crimes que estão propagando. Muito obrigada, Presidente. - 25/02/2026discussãoOrdem do Dia
Palavras-chave oficiais: Discussão,Projeto de decreto legislativo,contrário
Ler a transcrição oficial
A SRA. DUDA SALABERT (PDT - MG. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. Eu me posiciono contrariamente ao acordo Brasil-Mercosul-União Europeia, primeiro, porque é um acordo desigual, é um acordo assimétrico. Pelo texto do acordo, o Brasil e o Mercosul vão exportar commodities, ou seja, soja, carne, minério, e a União Europeia vai exportar tecnologia com alto valor agregado, o que reforça a ideia e a lógica do Brasil de neocolônia, ataca a nossa soberania, e mais, ataca diretamente as nossas indústrias, que já estão sucateadas. Digo mais: no contexto de crise climática, é um erro incentivar e investir na destruição dos nossos biomas, é um erro incentivar e investir em mais agrotóxicos, é um erro achar que a América Latina vai se desenvolver na lógica de vender montanha moída. Por isso, eu me posiciono contrariamente. O que nós temos que incentivar é a reindustrialização do Brasil. Nós temos que investir é na indústria local, e não reforçar a dinâmica de manter uma lógica secular do Brasil e da América Latina como neocolônia, como uma grande fazenda. Posiciono-me contrariamente por dois motivos. Primeiro, pela dimensão econômica, porque é péssima para o Brasil. Segundo, pela dimensão ambiental, porque vai agravar a crise climática. E dou um terceiro motivo também, que é o motivo político: este acordo agrada, única e exclusivamente, à "bancada do boi", à "bancada da bala", que tem um grande lobby nesta Casa, no Congresso Nacional, e que não está em nada preocupada em reindustrializar o Brasil. O fato de hoje a indústria brasileira estar sucateada muito se deve a esta bancada, que quer exclusivamente vender montanha moída, vender soja, vender nossos rios e reforçar a lógica do Brasil na sua condição neocolonial. Por isso, eu votarei contrariamente a este acordo. Muito obrigada, Presidente. - 25/02/2026pela ordemBreves Comunicações
A Deputada registrou a presença da Vereadora Marcella Lins Gonçalves, de Santo Antônio do Amparo (MG). Destacou sua atuação voltada à justiça social no Município e ressaltou iniciativas relacionadas à educação e à responsabilidade social desenvolvidas ao longo de sua trajetória pública. Ao concluir, manifestou satisfação pela participação da liderança municipal nas atividades da Câmara e reiterou apoio à continuidade de sua atuação política.
Palavras-chave oficiais: Saudação,Vereadora,Santo Antônio do Amparo (MG),Atuação parlamentar,Educação,Responsabilidade social
Ler a transcrição oficial
A SRA. DUDA SALABERT (PDT - MG. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. Obrigada, Deputada Erika Hilton, pela sensibilidade. Eu quero anunciar que estou aqui com a Vereadora Marcella Gonçalves, de Santo Antônio do Amparo, que trabalha pela justiça social do Município. É uma estrela na política municipal, que vai virar uma estrela na política nacional, logo, logo. Seja bem-vinda! Parabéns pelo trabalho que a senhora tem feito na política social, que une dois pontos importantes: educação e responsabilidade social! Fico muito feliz em tê-la como Vereadora. Pode ter certeza de que, logo, logo, será uma nova Deputada Estadual ou Federal. Obrigada, Presidente. - 10/12/2025como líderOrdem do Dia
A Deputada defendeu a aprovação da Emenda de Plenário nº 1, apresentada ao Projeto de Resolução nº 86, de 2025, que propõe a substituição da cassação do mandato do Deputado Glauber Braga por suspensão de seis meses. Recorreu a referência à mitologia grega para sustentar que a moral não deveria ser submetida a decisões consideradas autoritárias e comparou a eventual cassação a uma pena de morte política. Afirmou ainda que a Câmara precisava agir com equilíbrio, reconhecendo a infração e aplicando sanção proporcional.
Palavras-chave oficiais: Voto favorável,Emenda de plenário,Projeto de resolução da Câmara dos Deputados,Perda de mandato parlamentar,Suspensão (penalidade),proporcionalidade
Ler a transcrição oficial
A SRA. DUDA SALABERT (PDT - MG. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. Deputado Glauber, na mitologia grega havia um rei autoritário chamado Creonte, que proibiu o enterro de um cidadão. Quem descumprisse a lei seria condenado à pena de morte. Antígona achou aquela lei injusta e autoritária. Antígona descumpre a lei de Creonte, porque, para ela, a moral está acima de qualquer lei autoritária. Porém, Antígona é punida com a pena de morte. A partir daí, Antígona vira símbolo da injustiça. Nenhuma lei autoritária deve estar acima da moral. Deputado Glauber, o senhor representa Antígona neste Parlamento agora, porque o senhor mostrou em sua trajetória que a moral da sua família, a moral da sua mãe, que estava no leito de morte com Alzheimer, está acima de qualquer regra ou decisão autoritária. O senhor corre o risco de sofrer uma pena de morte política, ao ficar 8 anos inelegível por ter reagido a uma provocação, que foi comprada, patrocinada para persegui-lo, zombar da sua família, zombar da sua mãe em leito de morte. O senhor mostrou que a sua moral tem que estar acima de qualquer coisa. Acredito que os Deputados que aqui estão concordam com isso. Por isso, nós não podemos replicar no seu caso o que foi feito com Antígona no passado: uma pena de morte, uma pena de morte política. Por isso, eu faço um pedido ao Plenário. O Deputado Glauber tem que ser punido por ter descumprido uma regra, e essa punição está em votação agora: 6 meses de suspensão. Agora, não se combate violência com mais violência. Não se combate injustiça com mais injustiça. Cabe a esta Casa o equilíbrio. E o equilíbrio é uma punição ao Deputado Glauber, mas não uma cassação, não uma pena de morte política, que resultará, companheiros, em 8 anos de inelegibilidade. Então, o que é médio, o que é equilibrado, é a gente votar favoravelmente agora à suspensão de 6 meses do Deputado Glauber. - 10/12/2025pela ordemOrdem do Dia
A Deputada orientou a bancada na votação do requerimento de retirada de pauta da Representação nº 5, de 2024, em desfavor do Deputado Glauber Braga, por alegação de quebra de decoro parlamentar. Além disso, afirmou que, mais do que decidir sobre a cassação do Deputado Glauber Braga, a Câmara estava julgando a coragem e a coerência no exercício do mandato. Criticou o fato de a Casa estar intimidando posicionamentos firmes em defesa da democracia, e alertou que a Câmara está se transformando em um "cartório do medo". Por fim, defendeu que existem outras formas de punição, considerando desproporcional tornar o Deputado inelegível por 8 anos, e lamentou o rumo vergonhosos que a Câmara está tomando, ao reprimir parlamentares.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de retirada de proposição da Ordem do Dia,Representação (processo legislativo),Partido Democrático Trabalhista (PDT),Voto favorável,Representação contra deputado Crítica,Câmara dos Deputados,julgamento,Votação,cassação,Perda de mandato parlamentar,Deputado federal,Partido Socialismo e Liberdade (PSOL),intimidação,Censura,Democracia,punição,sanção,desproporcionalidade,repressão,quebra,Decoro parlamentar
Ler a transcrição oficial
A SRA. DUDA SALABERT (PDT - MG. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - O PDT orienta "sim" à retirada de pauta. O que está sendo votado hoje não é só a cassação do Deputado Glauber; o que está sendo votado é a cassação da coragem, a cassação da coerência. Está sendo votado se esta Casa vai continuar sendo Câmara dos Deputados ou vai se transformar no cartório do medo. Esta Casa está dando um recado péssimo: não ousem ter coragem, não ousem radicalizar a defesa da democracia, senão serão cassados. Poderiam punir o Deputado Glauber de várias outras formas, mas deixá-lo 8 anos inelegível é uma vergonha! O PDT é contra a cassação. Por isso, é favorável à retirada de pauta. Esta Casa, a cada dia que passa, é uma vergonha! Antes batiam em Deputados. Agora cassam Deputados. Daqui a pouco, seremos proibidos de entrar nesta Casa. Uma vergonha! - 10/12/2025pela ordemOrdem do Dia
A Deputada orientou a bancada na votação do art. 359-M-B do Decreto-Lei 2.848, de 1940, constante no art. 2º do substitutivo apresentado ao Projeto de Lei nº 2.162, de 2023, que dispõe sobre a dosimetria das penas.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Dispositivo legal,Substitutivo,Projeto de lei ordinária,Partido Democrático Trabalhista (PDT)
Ler a transcrição oficial
A SRA. DUDA SALABERT (PDT - MG. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - O PDT orienta "obstrução". Olhem que absurda esta parte do texto: reduzir pena quando houver multidão. Mas o que é multidão? Dez pessoas, vinte, mil, cinquenta? Trinta e sete pessoas é multidão? Quarenta e uma é multidão? Olhem que abstração! Então, é um texto mal escrito, inconstitucional. O PDT vai orientar "obstrução". - 10/12/2025pela ordemOrdem do Dia
A Deputada orientou a bancada na votação do Art. 359-M-A do Decreto-Lei nº 2.848, de 1940, constante no artigo 2° do substitutivo apresentado ao Projeto de lei nº 2.162, de 2023, que dispõe sobre a dosimetria das penas.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Dispositivo legal,Substitutivo,Projeto de lei ordinária,Partido Democrático Trabalhista (PDT),obstrução
Ler a transcrição oficial
A SRA. DUDA SALABERT (PDT - MG. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - O PDT orienta "obstrução", como ato de repúdio ao fato de votações tão importantes ocorrerem na madrugada. Foi assim com a votação do PL da devastação; foi assim com a votação da PEC da blindagem; está sendo agora com a votação agora do PL do golpe. É cada vez mais natural e normal esta Casa votar pautas importantes na madrugada. Espero que não fique normal e natural mandar policial espancar Deputado, porque esse caminho que a Casa está seguindo é muito ruim. O PDT orienta "não". Nós orientamos "não" a espancamento de Deputados e orientamos "obstrução" ao texto. - 10/12/2025pela ordemOrdem do Dia
A Deputada orientou a bancada na votação do art. 112 da Lei nº 7.210, de 1984, com redação conferida pelo art. 1º do Substitutivo apresentado ao Projeto de Lei nº 2.162, de 2023, que dispõe sobre a dosimetria das penas. Ademais, sustentou que, com ou sem anistia, o ex-Presidente Bolsonaro passará para a história como um criminoso. Ao final, alertou que haverá manifestação popular contra a proposição e que se repetirá a vergonha sofrida pelos Parlamentares que votaram favoravelmente à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 3, de 2021, conhecida como PEC da blindagem, que dispunha sobre as prerrogativas parlamentares.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Dispositivo legal,Substitutivo,Projeto de lei ordinária,Partido Democrático Trabalhista (PDT),Voto contrário anistia,Criminoso,Ex-presidente da República,Partido Liberal (PL),Movimento de protesto,Atuação parlamentar,Proposta de Emenda à Constituição,Prerrogativa constitucional,Parlamentar
Ler a transcrição oficial
A SRA. DUDA SALABERT (PDT - MG. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - O PDT orienta "não" ao texto. Lembro que o está sendo votado aqui não é nada que beneficie o trabalhador. O objetivo é blindar mais ainda políticos criminosos. Por isso, o PDT orienta "não". Repito: com ou sem anistia, Bolsonaro é um bandido, e ele vai ficar na história como um bandido, um bandido anistiado na continuidade do golpe nesta Casa. Mas a luta não acabou, vai haver repercussão na rua, vai haver mobilização. Eu quero ver se vai se repetir o que aconteceu na PEC da blindagem: muita gente com vergonha. O PDT orienta "não" ao texto. - 10/12/2025pela ordemOrdem do Dia
A Deputada orientou a bancada na votação do Substitutivo ao Projeto de Lei nº 2.162, de 2023, que dispõe sobre a dosimetria das penas.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Substitutivo,Projeto de lei ordinária,Partido Democrático Trabalhista (PDT),Voto contrário
Ler a transcrição oficial
A SRA. DUDA SALABERT (PDT - MG. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Obrigada. O PDT orienta "não". Com anistia ou sem anistia, Bolsonaro continua ladrão, criminoso! Com anistia ou sem anistia, General Heleno, criminoso! Com anistia ou sem anistia, Braga Netto, criminoso, bandido! Bolsonaro, bandido! Braga Netto, bandido! O PDT, fazendo jus a sua história, ligada a Darcy Ribeiro, a Leonel Brizola, que acreditavam que a educação é um elemento fundamental para a democracia, vota "não". Bolsonaro é bandido! Bandido! Vocês adoram apoiar bandidos! Obrigada, Presidente. - 10/12/2025discussãoOrdem do Dia
A Deputada discutiu o Projeto de Lei nº 2.162, de 2023, que dispõe sobre a dosimetria das penas.
Palavras-chave oficiais: Discussão,Projeto de lei ordinária,contrário
Ler a transcrição oficial
A SRA. DUDA SALABERT (PDT - MG. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. Está ficando claro, cada vez mais, como a Direita defende bandido, como a ultradireita defende miliciano. O que está sendo votado aqui hoje não é o PL da Dosimetria, como querem nos fazer engolir e enfiar goela abaixo. O que está sendo votado, na verdade, é a anistia a anistia. Vamos ser claros: se for aprovado esse projeto, a pena do Bolsonaro cai de 27 anos para 22 anos. Na prática, isso quer dizer que, se o Bolsonaro ler umas revistinhas em quadrinhos e trabalhar, a pena cai para 3 anos e meio. Se considerarem o tempo que ele já pagou estando preso, no meio do ano que vem, ele estará solto. É este o presente que o Congresso Nacional quer dar no Dia dos Namorados do ano que vem: o Bolsonaro solto. Isso é vergonhoso! Eu não falo aqui em nome da Esquerda, eu não falo aqui em nome da Direita, eu falo em nome da democracia. Estão citando o Ulysses Guimarães aqui, mas ele deixou claro que tem nojo, que tem ódio da ditadura. Eu aprendi com o Leonel Brizola que esses filhotes da ditadura não se cansam. Como falava Bertolt Brecht, "a cadela do fascismo está sempre no cio". É isto o que a gente vê aqui: como é que a cadela do fascismo está sempre no cio. É um texto inconstitucional que corrobora o que está sendo dito lá fora: o Congresso é inimigo do povo, porque isto aqui não é pauta popular. A maioria dos brasileiros deixou claro que era contrária à anistia, mas sempre vão ter os filhotes da ditadura, aqueles que usam o nome do Ulysses Guimarães de forma burra e equivocada, ou aqueles oportunistas que se aproveitam de oportunidades para defender político bandido, porque esse projeto não vai defender o ladrão de galinha, não vai defender o trabalhador, vai defender político. É isto o que este Congresso sabe fazer: defender político ladrão, deturpar a memória de Ulysses Guimarães e mostrar, claro, que a cadela do fascismo está sempre no cio. Muito obrigada. - 09/12/2025pela ordemOrdem do Dia
A Deputada orientou a bancada na votação do inciso IX do art. 1º da Lei nº 13.178, de 2015, alterada pelo art. 2º do Substitutivo do Senado Federal apresentado ao Projeto de Lei nº 4.497, de 2024, que dispõe sobre a ratificação dos registros imobiliários decorrentes de alienações e concessões de terras públicas situadas nas faixas de fronteira e altera a Lei nº 13.178, de 22 de outubro de 2015. Ademais, repudiou as agressões ocorridas durante o dia, praticadas pela Polícia Legislativa, incluindo ataques a jornalistas, espancamento de seis Deputados e censura à transmissão da Rede Câmara. Ao final, exigiu apurações, responsabilizou a Presidência da Casa e afirmou que apresentará proposição para extinguir a Polícia Legislativa.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Dispositivo legal,Substitutivo,Senado Federal,Projeto de lei ordinária,Partido Democrático Trabalhista (PDT),Voto contrário Agressão,Violência,Polícia legislativa,Jornalista profissional,Deputado federal,Censura,Rede Câmara,Presidência da Câmara dos Deputados,Proposição legislativa,Atuação parlamentar
Ler a transcrição oficial
A SRA. DUDA SALABERT (PDT - MG. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - O PDT orienta "não", Presidente. Vamos lembrar o que aconteceu hoje: jornalistas foram agredidos; seis Deputados, espancados; a transmissão da Câmara foi censurada; pessoas agredidas pela Polícia Legislativa inclusive vou apresentar um projeto de lei para acabar com essa Polícia Legislativa e, digo mais, tudo isso sob o olhar da Presidência. Isso é um absurdo! Estão transformando esta Casa no quartel-general cuja linguagem não é mais o diálogo, a linguagem é a porrada. Isso é um absurdo. Todo o meu repúdio à Polícia Legislativa, que agrediu jornalistas. Isso tem que ser apurado... (Desligamento do microfone.)
Dados oficiais da Câmara dos Deputados. Primeiro registro: 22/12/2023. Como calculamos: metodologia.