
Nome civil: Antônio da Luz Furtado · 54 anos
Bananômetro
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Personalizar pesosRedes oficiais de Delegado Antônio Furtado
Fora de exercício: o gabinete não atende mais. Restam as redes informadas à Câmara.
Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.
Números de Legislatura atual (2023–2027)
Sem números neste período
41 discursos na tribuna · de 07/02/2019 a 01/12/2022.
- 07/02/2019Pequeno Expediente
Agradecimento aos eleitores do Estado do Rio de Janeiro pelos votos recebidos nas últimas eleições para a Câmara dos Deputados. Sugestão de medidas para redução da criminalidade no País. Defesa de valorização dos profissionais das áreas de segurança pública e educação.
Palavras-chave oficiais: AGRADECIMENTO, ELEITOR, RIO DE JANEIRO (RJ), ELEIÇÃO, DELEGADO ANTÔNIO FURTADO, DEPUTADO FEDERAL. SEGURANÇA PÚBLICA, PREVENÇÃO, CRIMINALIDADE, RESSOCIALIZAÇÃO, PRESO, VALORIZAÇÃO, PROFISSIONAL DA SEGURANÇA PÚBLICA.
Ler a transcrição oficial
O SR. DELEGADO ANTÔNIO FURTADO (Bloco/PSL - RJ. Sem revisão do orador.) - Boa tarde, Sr. Presidente. Boa tarde, caros Deputados e Deputadas. Eu sou o Delegado Antônio Furtado. Este é o meu primeiro mandato nesta Casa, e estreio com a força da renovação. Quero agradecer aos eleitores do Estado do Rio de Janeiro que me concederam 104 mil votos. Estou muito feliz por estar aqui. Os ventos da mudança chegaram a esta Casa, e nós estamos aqui para fazer o bem e para servir ao povo do Estado do Rio de Janeiro e ao povo do Brasil. Eu começo com uma pergunta muito simples: "Quem aqui se sente verdadeiramente seguro?" Poucas pessoas. A insegurança está em todo o território nacional, e não é por culpa da polícia, não. Nós policiais civis e militares, guardas municipais, que se esforçam muito, e policiais federais, todos sempre nos esforçamos, mas, infelizmente, os batalhões estão sucateados, e a Polícia Civil quer realizar o seu papel, mas, muitas vezes, não tem estrutura, não tem policiais. É necessário que nós repensemos a segurança pública para dar aos policiais condições de trabalho. E precisamos olhar para a segurança pública sob o viés preventivo. Na minha opinião - eu tenho 10 anos como delegado -, infelizmente, hoje no Brasil a porta de entrada para o crime está aberta, e a porta de saída do crime está fechada. O que isso significa? Infelizmente, nós temos hoje 10 milhões de jovens entre 14 e 29 anos de idade que não trabalham e não estudam. Esses jovens, certamente, em razão da evasão escolar, acabarão muitas vezes sendo seduzidos pelo tráfico de drogas, em razão da falta de qualificação, e se transformarão, primeiro, em usuários e, depois, em traficantes. A partir daí, ou serão mortos ou irão conhecer as nossas prisões. Alguém aqui acha que uma prisão consegue ressocializar? Nós temos, Sr. Presidente, a terceira maior população carcerária do mundo - são 726 mil presos. Perdemos apenas para a China e os Estados Unidos. É necessário que o preso saia do presídio melhor do que entrou. Hoje, são gastos no Brasil 2.400 reais por preso. Ao final de 1 ano, isso dá mais de 20 bilhões de reais, um dinheiro mal empregado, porque, infelizmente, quem entra num presídio hoje sai muito pior depois. E quem paga essa conta é a sociedade. Chega! Os presos têm que estudar, os presos têm que trabalhar. É dessa forma, pensando na ressocialização, que nós de fato vamos ter uma segurança pública de qualidade. Como eu disse, eu sou delegado há 10 anos. Quantas vezes eu vi casos de crimes gravíssimos! E são sempre cometidos por reincidentes. São sempre cometidos por pessoas que acabaram de sair da prisão e voltaram ao mundo do crime. Precisamos eliminar os profissionais do crime. Como? Dando a eles trabalho, dando a eles estudo. Eu não quero transformar os presídios em hotel cinco estrelas, não. Eu quero apenas que haja dignidade para que toda essa massa carcerária ao retornar para as ruas não se volte contra a população brasileira. O nosso mandato aqui vai ter este objetivo: servir ao povo e fazer com que as pessoas andem nas ruas e se sintam seguras. O Rio de Janeiro passou recentemente por uma intervenção federal, quando os militares tiveram que intervir na segurança pública do Estado. O Ceará passou por momentos críticos de atentados. Meu pai, que hoje está no céu, era cearense. Eu tenho amor pelo Nordeste brasileiro. Então, nós precisamos nos unir. Só dessa forma nós chegaremos a vencer o problema da criminalidade. Isso pode não ser rápido, mas tem que começar. Eu acredito nisso. Estou aqui para ser uma voz de defesa e de valorização dos profissionais da segurança pública e também dos professores, porque eu entendo que, se nós valorizarmos os nossos professores, nós, certamente, teremos menos marginais. Para concluir, Sr. Presidente, agradeço muito por esta oportunidade. Tenho orgulho de estar aqui. Tenho muita alegria de fazer parte da equipe do PSL, da equipe do Presidente Jair Bolsonaro. Nós vamos mudar o Brasil. Chega de moleza para marginal. O marginal tem que ter chance de ressocialização, mas estuprador, traficante, homicida precisam, sim, ser punidos. O pacote anticorrupção e anticrime do Ministro Moro há de colocar as coisas nos seus devidos lugares. Vamos acabar com a inversão de valores que privilegia o marginal e coloca o cidadão de bem abaixo de tudo. Para fechar, Martin Luther King dizia: "Se você não puder voar, corra. Se não puder correr, ande. Se não puder andar, rasteje, mas continue em frente de qualquer jeito". Nunca desista do seu sonho. Não vamos desistir do Brasil novo com que sonhamos.
Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 17/12/2019 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.