
Nome civil: Célia Nunes Correa · 37 anos
Bananômetro
82/100
Aparece, vota e trabalha.
Nota maior que a de 70% dos deputados · média do partido: 82
Por que essa nota?
- Presença em sessõespeso 40% · 86%
Aparece para trabalhar?
- Participação em votaçõespeso 35% · 75%
Vota quando precisa? (votações com registro de nome)
- Iniciativas que avançarampeso 15% · 86%
Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)
- Atividade na tribunapeso 10% · 89%
discursos na tribuna (percentil)
A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?
Personalizar pesosComo vota · Mandato atual (2023–2027)
Vota com o governo 85%das 667 votações em que o líder do Governo pediu Sim ou Não e ela votou
Vota com o próprio partido 99%das 726 votações em que o partido (ou a federação) pediu Sim ou Não e ela votou
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- dep.celiaxakriaba@camara.leg.br
- Telefone
- (61) 3215-5619
- Gabinete
- Gabinete 619, Anexo IV, 6º andar – Câmara dos Deputados, Brasília-DF
Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.
Números de Mandato atual (2023–2027)
Presença nas sessões
86%
Esteve em 335 de 391 sessões
Votou nas votações
75%
Registrou voto em 844 de 1.128 votações nominais
Iniciativas que viraram lei
2
de 49 projetos apresentados (4%)
Alinhamento com o governo
85%
Em 667 votações em que o Governo orientou
A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.
187 discursos na tribuna · de 07/02/2023 a 11/08/2026.
- 05/11/2025
A Deputada encaminhou a votação do Capítulo VI, "Das Atividades Reguladas", e do art. 19 do substitutivo do Projeto de Lei nº 8.889, de 2017, que dispõe sobre a provisão de conteúdo audiovisual por demanda (CAvD) e dá outras providências.
Palavras-chave oficiais: Encaminhamento de votação,Dispositivo legal,Substitutivo,Projeto de lei ordinária,favorável
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A SRA. CÉLIA XAKRIABÁ (Bloco/PSOL - MG. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, primeiro, é importante dizer que nós somos contra este destaque do NOVO. Eu até falo com o Deputado que o NOVO tem a cabeça mais antiga. O nosso Estado de Minas Gerais bem o sabe. Esse destaque suprime todo o capítulo que diz sobre as empresas e fala do pagamento e da responsabilização, sobretudo, das empresas estrangeiras. Por que não regulamentar? Aqui não é uma terra sem lei. Se existe regulamentação para o Brasil, é preciso fazê-la, sim. Muita gente fala do patriotismo, mas pensar na responsabilização do streaming, pensar na regulamentação das plataformas... É muito importante também que as empresas estrangeiras se responsabilizem. Quando nós estamos falando do audiovisual, essa emenda nos fere diretamente, sobretudo porque quer livrar a responsabilização dessas empresas. Por isso, nós somos contra esse destaque, porque nós sabemos que o audiovisual brasileiro, assim como o que pode ser chamado de outras plataformas, que não são exatamente concorrentes, devem ter os mesmos critérios. Nós sabemos que, no Brasil, estamos votando essa importante matéria nesta Casa, hoje. As pessoas têm medo de ferir a soberana internacional, mas, na verdade, o que nós vamos fazer é dar segurança jurídica. - 05/11/2025
A Deputada, durante a votação do Projeto de Lei nº 8.889, de 2017, que dispõe sobre a provisão de conteúdo audiovisual por demanda (CAvD), defendeu a valorização do audiovisual brasileiro como instrumento de expressão da diversidade cultural e narrativa nacional, com destaque para as produções independentes que retratam histórias dos territórios, florestas, povos indígenas, comunidades quilombolas e realidades urbanas. Além disso, afirmou que o audiovisual tem ampliado a presença internacional do Brasil, gerando investimentos e reconhecimento. Ainda, assinalou que os ataques ao cinema nacional e aos artistas, como o ator Wagner Moura, refletem resistência à pluralidade cultural. Por fim, afirmou atuar em defesa dos cinegrafistas, roteiristas e curadores, ressaltando sua importância para a construção de uma Nação plural e representativa.
Palavras-chave oficiais: valorização,Emissora de televisão,Televisão,Filme brasileiro,Novela,Telenovela,Cinema,Diversidade cultural,Minoria étnica,Indígenas,Quilombolas,Indústria audiovisual
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A SRA. CÉLIA XAKRIABÁ (Bloco/PSOL - MG. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, quero primeiro dizer que o audiovisual está aqui, a nossa companheira Joelma, nossa Secretária, está aqui. Essa tem sido uma luta, sobretudo do Ministério da Cultura, porque nós estamos aqui e vamos usar o audiovisual brasileiro para contar a história dos territórios, das florestas. No dia de hoje, incentivar o audiovisual brasileiro é reconhecer o cinema brasileiro, o cinema independente, a produção independente. Nós sabemos que cultura não somente cura, mas também evita o adoecimento. A essas pessoas que estão dizendo aqui que querem escolher o que as pessoas vão escutar dentro de casa, quero dizer que, na verdade, o audiovisual brasileiro mostra a nossa diversidade, porque a nossa história não é colonial; a nossa história é diversa. Ao contar as histórias mais longínquas, da floresta, das águas, do quilombo, dos povos indígenas, o audiovisual brasileiro tem conseguido, inclusive, ganhar espaço nas plataformas internacionais, destacando a nossa valorização, o nosso compromisso, e trazendo investimento. Nós sabemos que as pessoas que são contra o investimento do audiovisual são aquelas pessoas que pensam as telas de maneira monocultural. As nossas telas são coloridas, as nossas telas precisam, inclusive, pensar o imaginário da sociedade brasileira. Quem senta para assistir novela, por exemplo, às 5 horas, às 8 horas, às 9 horas da noite? Nós não temos tempo de assistir novela, mas é importante que no audiovisual tenha essa diversidade. Nós sabemos que das plataformas que houve grandes ataques, quando o Ministério da Cultura foi extinto. Sabemos que a cultura é que constrói a diversidade, pilar importante da cultura do Brasil. Por isso, hoje, fazemos uma grande defesa dos cinegrafistas, roteiristas, pessoas curadoras de cinema, porque sabemos que só se pode construir uma Nação diversa, uma Nação que respeita o Brasil com "s", o Brasil plural, que conta a história do Sudeste, a história do Nordeste brasileiro, por meio do audiovisual. Na semana passada, muita gente, inclusive, atacou aqui o Wagner Moura, que, como nós sabemos, tem sido um dos maiores defensores da cultura, assim como sempre orienta a nossa grande companheira Deputada Jandira, que também faz toda a defesa da cultura. Sabemos que aqueles que são contra a defesa da cultura e daqueles que produzem o cinema brasileiro e fazem esse investimento são contra a diversidade. Sempre digo que esporte, música, cultura... (Desligamento do microfone.) - 05/11/2025
A Deputada comemorou a aprovação do requerimento de urgência para tramitação do Projeto de lei nº 2.274, de 2023, que trata da exploração mineral em terras indígenas. Ressaltou a importância de garantir consulta livre, prévia e informada às comunidades afetadas, especialmente no dia em que se completam dez anos do desastre de Mariana (MG).
Palavras-chave oficiais: Projeto de lei ordinária,Terras indígenas,Extração mineral,Crime ambiental,autorização,ausência,Requerimento de urgência,Aprovação,Mariana (MG),Desastre ambiental
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A SRA. CÉLIA XAKRIABÁ (Bloco/PSOL - MG. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, o requerimento foi aprovado, e quero agradecer ao Deputado Túlio Gadêlha e à Deputada Joenia Wapichana. É um importante requerimento de urgência para o PL que trata da exploração de mineração em territórios indígenas. Agradeço ao NOVO, ao UNIÃO e até à FPA, que também alterou o texto aqui, para pensar nos territórios indígenas, sobretudo neste momento em que falamos da mineração. Hoje, quando se completam 10 anos do desastre de Mariana, não podemos permitir que essa lavra seja feita de maneira descoordenada, sem consulta livre, prévia e informada aos territórios indígenas. A então Deputada Joenia Wapichana conduziu a discussão desta matéria, que foi apensada ao projeto do Deputado Túlio Gadêlha, e eu, com muito orgulho, sou a Relatora. É preciso compreender a necessidade de critérios, sobretudo quando nós discutimos que a mineração não é a solução, e sim a demarcação, a legalização e a regularização dos territórios indígenas. - 05/11/2025
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A SRA. CÉLIA XAKRIABÁ (Bloco/PSOL - MG. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, o Brasil hoje nos dá uma importante resposta. Ano passado, o Acordo de Escazú já tinha sido aprovado na COP da Sociobiodiversidade, na Colômbia. Parabenizo aqui o Relator, que fez um esforço, porque nós sabemos do acesso à informação ambiental. O Brasil segue um ranking. A Colômbia segue em primeiro lugar como país que mais mata defensores ambientais. O Congresso, assim como na ECO 92, votou a proposta com a preocupação de que o Brasil não pode seguir esse ranking orgulhoso de matar defensores ambientais. É o Tratado da América Latina e do Caribe. Nós, que estamos sob uma situação de crise climática, neste momento, no Congresso Nacional, sabemos que guardiões merecem ser guardados e protetores merecem ser protegidos. Esse Acordo de Escazú, mesmo para aqueles que votaram contra, dá uma importante resposta ao Congresso Nacional, à pauta ambiental e, sobretudo, à lei mais importante do Brasil, que é a lei que tem sido mais eficaz nos territórios. Nós precisamos refletir sobre o papel das leis e sobre as leis de papel. Mesmo tendo garantida a legislação ambiental, que tem sofrido enfraquecimento com o PL da devastação, hoje, no Brasil, o Acordo de Escazú é uma resposta para a floresta, o meio ambiente, o Cerrado, o Amazonas, a Caatinga, o Pampa, o Pantanal e aqueles que os protegem. - 05/11/2025
A Deputada orientou a bancada na votação do substitutivo ao Projeto de Lei nº 2.809, de 2024, que altera a Lei nº 7.797, de 10 de julho de 1989, a Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, e a Lei nº 12.187, de 29 de dezembro de 2009, para incluir a previsão de educação para reação a desastres climáticos.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Substitutivo,Projeto de lei ordinária,Voto favorável,Maioria parlamentar
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A SRA. CÉLIA XAKRIABÁ (Bloco/PSOL - MG. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, 10 anos de Mariana; 10 anos que não podem ficar impunes. Hoje, Minas Gerais, vive mais um momento de luto. Estou aqui com os nomes de dezenove mulheres grávidas, mulheres que perderam a sua vida durante o crime de Mariana; crianças que morreram ainda no útero da mãe. A educação climática é como um grande voo de emergência. Todo mundo fala que está preparado para assentar, mas, na verdade, será uma saída para todo mundo. As pessoas podem ter religião diferente, interesse econômico diferente, sentido da economia diferente, mas a verdade é que nós compartilhamos o mesmo planeta. É preciso relembrar e ter responsabilidade. A questão da educação climática não é uma ideologia. É uma realidade, porque os casos do Rio Grande do Sul, de Brumadinho e de Mariana e agora a tentativa de exploração das terras raras não podem passar despercebidos. É preciso lembrar para não esquecer, para que não fiquem impunes aquelas pessoas que cometeram crime climático. - 04/11/2025
A Deputada encaminhou a votação do Projeto de lei nº 3.935, de 2008, que acrescenta arts. 473-A a 473-C à Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, para regulamentar a licença-paternidade a que se refere o inciso XIX do art. 7º da Constituição Federal.
Palavras-chave oficiais: Encaminhamento de votação,Projeto de lei ordinária,favorável
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A SRA. CÉLIA XAKRIABÁ (Bloco/PSOL - MG. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, nesta Casa, este é um momento único. Eu sou filha também lá no território eu falei das mães rurais , e nós sabemos que em grande parte os nossos pais saem para trabalhar e não acompanham nem o nascimento, nem o período do resguardo. A realidade é que somente depois de 1 ano nós conseguimos fazer o nosso registro. E nós sabemos, assim como disse a Deputada Tabata Amaral, que várias mulheres sofrem traumas, além da depressão pós-parto, sobretudo aquelas que na primeira gestação perderam o seu filho, seja por aborto espontâneo, seja por alguma complicação no parto. Imaginem, na segunda gestação, quando nasce o seu filho e o pai da criança não pode acompanhá-la por mais de 5 dias! Neste momento, sobretudo mulheres que deixaram de ter a garantia do seu trabalho... Nós discutimos, Deputada Sâmia, a escala 6 por 1, e lá não está dito que várias mulheres têm que escolher entre cuidar do seu filho... Porque nós sabemos que esta ainda é a realidade de muitos lugares. Assim como a universidade fala: "Aqui não é lugar para criança", o mercado de trabalho diz: "Se você é mãe, não tenho espaço para você". Então, é uma realidade. Quando nós falamos que o adoecimento do século XXI se dá por questões mentais, nós sabemos que isso se refere à família, porque é no período do nascimento que as crianças devem receber todo o carinho, todo o afeto do pai e da mãe. Então, esta Casa hoje dá um passo importantíssimo. Eu até comentava com a Deputada Sâmia que agora, sim, já estou preparada também para maternar, porque nós sabemos que a responsabilidade com a criança não é somente da mulher. Várias Parlamentares, inclusive, chegaram à nossa Comissão quando estavam no período de licença-maternidade, e saiu notícia no jornal como se elas fossem faltantes. Não respeitaram o período da licença-maternidade. Imaginem! Quando Parlamentares como Talíria e Sâmia estavam no período de licença-maternidade, ainda assim apareciam no jornal como se fossem faltantes. Neste momento, damos ao pai a oportunidade de estar presente na família quando do nascimento do seu filho porque nós sabemos da importância de termos um Brasil onde o cuidado com a infância é garantido. Quando nós falamos do Estatuto da Criança e do Adolescente, consideramos que, certamente, o carinho não somente cura; o carinho evita adoecimento, o carinho evita que uma criança passe para a vida adulta traumatizada. - 04/11/2025
A Deputada ressaltou que o Projeto de lei nº 3.935, de 2008, em discussão, beneficia mães urbanas e rurais, lembrando as dificuldades enfrentadas por famílias em regiões marcadas pela ausência paterna. Também afirmou que a nova lei representa um passo importante para o Brasil e reforça a corresponsabilidade dos pais nos cuidados com os filhos, especialmente em casos de maior vulnerabilidade materna.
Palavras-chave oficiais: Projeto de lei ordinária,Licença-paternidade,ampliação
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A SRA. CÉLIA XAKRIABÁ (Bloco/PSOL - MG. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, nos últimos 15 dias, enquanto Presidenta da Comissão, eu, junto com a Deputada Sâmia e a Deputada Chris, fiz também um apelo para que aprovássemos esta matéria. Quero parabenizar o Deputado Pedro. Esta é uma matéria que trata de mães urbanas e de mães rurais. Nós sabemos que quando falamos de "viúva da seca", estamos nos referindo às mães cujos companheiros vão trabalhar e não têm o direito de assistir essa infância. Muitas vezes, quando o pai volta, já tem 1 ano o seu filho. Deputado Pedro, gostaria de parabenizar o senhor também e todas as pessoas envolvidas na aprovação deste projeto, porque nós acreditamos que paternizar é algo que só se pode fazer no momento único da infância. A aprovação desta lei é um apelo do Brasil. Ninguém pode se tornar um bom Deputado, uma boa Deputada, se não for um bom pai, um bom humano, uma boa mãe. Certamente, quando ocorre a cesariana eu discuti isso com a Deputada Sâmia Bomfim , as mães sofrem muito mais, sobretudo quando são mães atípicas. Nós sabemos das necessidades dessas mães. Há crianças que passam por desnutrição, e as mães não têm nem energia para amamentá-las. O Brasil dá um passo importante hoje, Deputada Laura Carneiro. Eu sei que a palavra de trás orienta a palavra da frente. Vocês, mulheres como a Deputada Jandira, umas das primeiras a amamentar no plenário, a partir de hoje terão em casa os pais também ajudando a cuidar da criança na verdade, o correto não é dizer "ajudando a cuidar", mas "assumindo a sua responsabilidade". - 28/10/2025
A Deputada manifestou-se contra o projeto em votação relacionado às terras indígenas, destacando que recebeu mais de dez cartas de entidades contrárias à proposta. Afirmou ainda esperar que, em 2026, haja Parlamentares indígenas de Roraima para defender diretamente esses territórios. Lembrou que iniciativas que permitem atividades econômicas e a criação de Municípios em terras indígenas aumentam a violência, especialmente contra mulheres, citando a mineração como exemplo desse impacto. Concluiu lembrando que, embora famílias não indígenas estejam há séculos nesses locais, os povos indígenas habitam o Brasil há mais de 525 anos.
Palavras-chave oficiais: Projeto de lei ordinária,Pacaraima (RR),Área de Livre Comércio de Boa Vista (ALCBV),Terras indígenas,Parlamentar,Defesa,Indígenas,Atividade econômica,Violência contra a mulher,Mineração
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A SRA. CÉLIA XAKRIABÁ (Bloco/PSOL - MG. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sra. Presidenta, eu espero que, no ano 2026, esta Casa tenha Parlamentares indígenas de Roraima para fazer essa defesa diretamente. Nós recebemos mais de dez cartas que se posicionaram sobre esse projeto. Eu respeito o Deputado Defensor, que até votou contra o marco temporal. É contraditório que o autor deste projeto seja também autor do PDL para sustar efeitos da demarcação feita em 2018. Primeiro, vem a instalação nas terras com o pretexto da atividade econômica. Depois, deixam que haja um Município dentro do território indígena. Nós sabemos que, junto com todo esse processo, vem o aumento da violência contra mulheres, porque a mineração, como nós já experimentamos no Estado de Minas Gerais e em diversos outros lugares, é responsável por isso. Muito obrigada. Sr. Deputado Defensor, com todo o respeito, as famílias estão lá há mais de 200 anos, mas os povos indígenas têm mais de 525 anos de Brasil. - 28/10/2025
A Deputada discutiu o Projeto de Lei nº 6.579, de 2019, que altera a Lei nº 8.256, de 25 de novembro de 1991, para incluir o Município de Pacaraima, no Estado de Roraima, na Área de Livre Comércio de Boa Vista (ALCBV).
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A SRA. CÉLIA XAKRIABÁ (Bloco/PSOL - MG. Sem revisão da oradora.) - Sra. Presidenta, primeiro, quero agradecer. Estou aqui desde cedo para votar matéria de interesse dos indígenas, sobre violência obstétrica. Infelizmente, ela foi retirada da pauta, mas ainda assim estou aqui de plantão. Esta matéria é antiga. Na análise de toda matéria, nós fazemos uma consulta de maneira muito cuidadosa. Com todo o respeito aos Parlamentares que são do Estado de Roraima, esta é uma matéria sobre a qual poderíamos ter solicitado uma audiência, por exemplo, enquanto eu estava Presidente da Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais, tanto em 2023 como nos anos seguintes. Digo isso porque os povos, pelo menos o macuxi e o taurepangue, que serão atingidos diretamente, não foram consultados quando se fez o apelo para tratar dessa matéria. Nós sabemos que áreas de livre comércio vão atingir diretamente esses territórios, que inclusive já foram sede da Aldeia São Marcos. Mesmo não sendo meu Estado, eu conheço um pouco da região. Certamente respeito os Parlamentares que são da região, mas o mais perigoso deste projeto é que, além de atingir os territórios macuxi, taurepangue e wapixana, ele está orquestrado diretamente com um PDL que tem a intenção de sustar o efeito da demarcação dos territórios indígenas nessa localização, que foi feita em 2008 e já foi homologada. O Senador que é autor desta matéria também é o autor deste PDL. Então, há aqui um conflito de interesses. Nós sabemos que provavelmente o garimpo na região, em todas as áreas que foram abertas para essa exploração, foi o que intensificou, por exemplo, a crise ianomâmi e a mortalidade por malária. E nós sabemos que todo processo de consulta livre, prévia e informada deve ser garantido. Mais uma vez, respeitando os Parlamentares, quero dizer que eu sou a única Deputada indígena, então eu não poderia deixar de registrar, nesta noite de hoje, o nosso voto e o nosso posicionamento contrário. Inclusive, a nossa assessoria se preocupou em fazer todo um levantamento do ponto de vista econômico, para demonstrar que vai haver mais dano do que ganho. Eu entendo as questões tributárias, mas, por exemplo, deixou-se de arrecadar 120 bilhões de reais quando não se tributou agrotóxico no Brasil. Isso representa cinco vezes mais do que o que seria arrecadado para as áreas de preservação. O meu posicionamento aqui se refere a um projeto sobre o qual levantamos todo um estudo. Além disso, recebemos cartas de várias entidades presentes, respaldadas pelas comunidades, e escutamos lideranças do território wapixana, do território macuxi e do território taurepangue. Então, o nosso posicionamento é "não", porque a solução continua sendo gestão ambiental e territorial, demarcação e menos exploração. - 28/10/2025
A Deputada orientou a bancada na votação da expressão "exceto" contida no parágrafo único do art. 7º do substitutivo apresentado ao Projeto de Lei nº 1.881, de 2025, que visa instituir o Fundo de Fortalecimento do Acesso à Justiça, Promoção dos Direitos Fundamentais e Estruturação da Defensoria Pública da União (FDPU).
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Dispositivo legal,Projeto de lei ordinária,Partido Socialismo e Liberdade (PSOL),Voto favorável
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A SRA. CÉLIA XAKRIABÁ (Bloco/PSOL - MG. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sra. Presidenta, nós votamos "sim" à manutenção do texto anterior e contra o destaque, tendo em vista que o assunto já foi esclarecido. Estão aqui o Dr. Leonardo, o Dr. Diego, o Deputado Defensor Stélio Dener. Em nossa Comissão, a CCJ, como tive oportunidade de ver no ano passado, sempre soubemos da importância da Defensoria Pública da União, sobretudo com atuação em prol de pessoas com alta vulnerabilidade, que não têm condições. Nós prezamos não somente os direitos da maioria, mas sobretudo os direitos da minoria. Onde, muitas vezes, o Estado nem chegou, a Defensoria Pública da União chega. Para isso, pode ser que haja um preço, mas o valor é muito alto. - 28/10/2025
A Deputada orientou a bancada na votação do Projeto de Lei nº 1.881, de 2025, que cria e estrutura o Fundo de Fortalecimento do Acesso à Justiça, Promoção dos Direitos Fundamentais e Estruturação da Defensoria Pública da União (FDPU).
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Projeto de lei ordinária,Partido Socialismo e Liberdade (PSOL),Voto favorável
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A SRA. CÉLIA XAKRIABÁ (Bloco/PSOL - MG. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Sra. Presidenta. Cumprimento o Dr. Leonardo, que fez a Defensoria Pública da União chegar aos territórios mais longínquos, às terras indígenas, aos territórios quilombolas, às comunidades tradicionais. É importante nós criarmos esse fundo, porque sem ele não é possível fazer justiça. Nós falamos de modernidade, e modernidade é acesso. Nas comunidades, as pessoas não tinham condição de nomear as crianças na data do nascimento. Demorava o registro das crianças. A Defensoria Pública da União, junto com outras instâncias, tem feito diversos mutirões. Com isso, não apenas está devolvendo a cidadania, mas, sobretudo, está fazendo uma reparação histórica. Hoje uma resolução do CNJ garante o acesso a essa documentação e, sobretudo, a possibilidade de os nomes serem indígenas. Isso é uma reparação histórica. Por isso, é importante a criação desse fundo. No Brasil, não é possível acessar os territórios pela água, de barco, sobretudo no período de chuva, se não houver recursos. Esse fundo representa uma verdadeira reparação histórica à Defensoria Pública da União. - 28/10/2025
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A SRA. CÉLIA XAKRIABÁ (Bloco/PSOL - MG. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Sra. Presidenta. Quero dizer que matar não é a solução, violência não é a solução. Quero dizer às mães do Rio de Janeiro que Auto de Resistência, que eu assisti, é um filme real do Rio de Janeiro, onde a população negra é a mais atacada. Ao falar de maternidade, é importante avançar no Projeto nº 1.527 nesta manhã de hoje, o único projeto que está na pauta, que trata da violência obstétrica contra as mulheres indígenas. E, se o Brasil não sabe, as mulheres indígenas morrem 72 vezes mais durante o parto, em decorrência da violência obstétrica, assim como as mulheres negras, porque essa violência tem identidade, essa violência tem corpo, e, se ela acomete de maneira diferente, nós precisamos ter uma legislação diferente. Faço um apelo, nesta manhã de hoje, à votação desse projeto, para que mais mulheres não viajem de maneira prematura, quando dar à luz é uma gratificação, que não exatamente signifique o caminho da morte. Nós queremos que as mulheres que têm "mãedato", que as mulheres que "mãetriarcam" a política possam ter a sensibilidade de fazer essa votação nesta manhã de hoje, porque é uma reparação histórica salvar a vida das mulheres. - 02/09/2025
A Deputada destacou a importância do Plano Safra ganhar segurança jurídica, apontando que essa medida fortalece também a segurança alimentar. Enfatizou o papel central das mulheres na agricultura familiar, responsáveis por grande parte da produção de alimentos de qualidade no Brasil. Ademais, alertou que 150 milhões de mulheres no mundo correm risco de serem empurradas para a pobreza e a fome. Também defendeu políticas de compra com doação simultânea e da agricultura familiar, ressaltando que garantir alimentos saudáveis é um ato político e que, sem o campo, a cidade não se alimenta com qualidade.
Palavras-chave oficiais: Plano Safra da Agricultura Familiar,Segurança alimentar e nutricional,Segurança jurídica,Mulher,Pobreza,Agricultor familiar
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A SRA. CÉLIA XAKRIABÁ (Bloco/PSOL - MG. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, primeiro quero parabenizar a Deputada Benedita da Silva. O Plano Safra, que era considerado infralegal, hoje vai ter segurança jurídica e vai garantir também a segurança alimentar. E agora eu vou fazer um recorte para as mulheres, novamente, porque 150 milhões de mulheres vão ser empurradas para a zona da pobreza no mundo inteiro, vão ter a fome acentuada. Nós sabemos que o problema do Brasil não é falta de comida, e sim falta de pensar a comida com qualidade, e a comida com qualidade está, na maioria das vezes, na agricultura familiar, e é produzida pelas mãos de mulheres. A nossa luta é para fazer as pessoas pensarem que, se alimentar é um ato político, compartilhar é revolucionário. Nós estamos falando da possibilidade de compra com doação simultânea e de compra pela agricultura familiar. Não se trata de privilegiar assentado. Na verdade, neste momento vamos dar segurança àquelas pessoas que mais necessitam, e que são as que fazem a comida chegar com qualidade a todos os lugares do Brasil. Se o campo não planta, a cidade não janta com qualidade. - 02/09/2025
A Deputada e Presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher (CMULHER) parabenizou as Deputadas Maria do Rosário, Sâmia Bomfim, Talíria Petrone e Benedita da Silva pela pauta do cuidado materno. Lembrou que a Deputada Jandira Feghali foi a primeira mulher a amamentar no plenário e destacou Belo Horizonte (MG) como referência em políticas de cuidado. Enfatizou que a estafa materna decorre também do despreparo social, defendendo que o Parlamento, ao aprovar a matéria, fortalece o "mãedato" de "mãetriarcar" políticas públicas. Por fim, ressaltou que 93% das mulheres sofrem de estafa mental, sobretudo pela falta de reconhecimento do trabalho do autocuidado.
Palavras-chave oficiais: Projeto de lei ordinária,criação,Programa de Apoio à Maternidade sem Estafa Mental e Burnout,Estafa mental,Síndrome de burnout,Saúde mental,Maternidade,Mulher,Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher (CMULHER),Pauta (processo legislativo),Belo Horizonte (MG),Amamentação,Atuação parlamentar,Mãe,Autocuidado
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A SRA. CÉLIA XAKRIABÁ (Bloco/PSOL - MG. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, como Presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, quero parabenizar aqui, nesta noite, a Deputada Maria do Rosário, a Deputada Sâmia Bomfim, a Deputada Talíria Petrone, a Deputada Benedita da Silva. A Deputada Jandira foi a primeira mulher a amamentar aqui neste plenário. Belo Horizonte é referência na política do cuidado no Brasil, e nós sabemos que a estafa materna se dá também pelo despreparo da sociedade. Desconfiem do lugar onde não há crianças, porque pode não ser bom para ninguém. Esta Casa votar isso no dia de hoje mostra o quanto o Brasil ganha com um Parlamento que tenha mulheres eleitas para cumprirem o seu "mãedato" de "mãetriarcar" essa política. Nós sabemos que quem não cuida da mãe possivelmente não vai cuidar do filho. A saúde mental foi algo pautado no século XXI, e hoje 93% das mulheres sofrem de estafa mental, sobretudo por um trabalho que não é reconhecido, o autocuidado. Obrigada, Sr. Presidente. - 02/09/2025
A Deputada parabenizou a Parlamentar Camila Jara, o Deputado Dagoberto Nogueira e um Senador presente, defendendo que a pauta ambiental seja tratada como questão humanitária, assim como a pauta das mulheres. Destacou a campanha “Sem Mulher não Tem Clima”, lançada na Colômbia, ressaltando que mulheres são essenciais na luta ambiental. Além disso, informou que ela e Camila Jara foram as únicas Parlamentares a destinar recursos ao Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) neste ano, lembrando que a luta vai além de apagar incêndios, Concluiu afirmando que, sendo o Pantanal a maior planície alagada do mundo, não pode ser abandonado, mas sim exigir uma consciência ambiental mais ampla.
Palavras-chave oficiais: Meio ambiente,Pauta (processo legislativo),Mulher,Colômbia,Política ambiental,Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo),Pantanal,Atuação parlamentar,recursos,Desenvolvimento sustentável
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A SRA. CÉLIA XAKRIABÁ (Bloco/PSOL - MG. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, gostaria de parabenizar a Deputada Camila Jara, uma mulher tão necessária, o Deputado Dagoberto Nogueira e o Senador que está aqui nesta Casa. Nós precisamos tomar, Deputada Benedita, assim como a pauta das mulheres, a questão ambiental como uma questão humanitária. Nós acabamos de lançar na Colômbia a campanha Sem Mulher não Tem Clima. Sem mulher, não existe planeta. Eu e a Deputada Camila Jara somos as únicas Deputadas do Parlamento a enviar recurso esse ano para o Prevfogo, porque nós sabemos que nossa luta não é só para acabar com o fogo, não é só para apagar o incêndio, mas sobretudo para reconstruir este Brasil e o Pantanal, que queimou uma área três vezes maior do que a cidade de São Paulo no ano anterior. Nós sabemos que o Pantanal é tão importante para toda a fauna brasileira. Assim como a Deputada Camila Jara diz que é a planície mais alagada do mundo, essa planície não pode ser largada. O que nós precisamos é alargar a consciência. Obrigada, Sr. Presidente. - 13/08/2025
A Deputada orientou a votação do requerimento que solicita o adiamento da discussão do Projeto de lei nº 3.163, de 2023, que altera o inciso IV do Artigo 60 da Lei nº 14.597, de 14 de junho de 2023, para determinar, nos processos eleitorais das organizações esportivas, sistema de recolhimento de votos imunes a fraude, assegurada a votação não presencial. Além disso, agradeceu ao 1º Secretário da Mesa pelo apoio à realização da 1ª Conferência Livre das Trabalhadoras Terceirizadas da Câmara, destacando a importância de dar voz às mulheres que atuam na limpeza e no serviço da Casa, permitindo que suas demandas sejam discutidas no Parlamento pela primeira vez.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de adiamento da discussão,Projeto de lei ordinária,Federação PSOL REDE,Voto contrário Câmara dos Deputados,Trabalhador terceirizado,Mulher,limpeza,Encontro (evento),agradecimento
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A SRA. CÉLIA XAKRIABÁ (Bloco/PSOL - MG. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, nós orientamos "não" a este adiamento. Caros companheiros, o placar merece transparência, assim como o nosso placar de votação aqui. Isso é importante. Para democratizar o sistema esportivo no Brasil, nós queremos que haja transparência e autonomia, não importa se a entidade é de Minas Gerais, se é de outro Estado. É importante dizer que isso já está previsto. No dia de hoje, ficar postergando a apreciação da matéria como forma de obstrução é não garantir a democratização do esporte nesse lugar que é tão crucial. Na oportunidade, Sr. Presidente, eu gostaria de agradecer a V.Exa. também enquanto 1º Secretário da Mesa. Amanhã nós vamos ter, pela primeira vez na história, a Conferência Livre das Trabalhadoras da Casa, terceirizadas, que nunca tiveram a oportunidade de sentar e, neste Parlamento, ter as suas demandas discutidas. São mulheres, terceirizadas, que servem café, que limpam também nossos gabinetes. Por isso, eu gostaria de agradecer também a atenção da Mesa com a importante deliberação dessa Conferência Livre das Trabalhadoras da Casa. - 13/08/2025
A Deputada encaminhou a votação das Emendas de Plenário do Projeto de Lei nº 582, de 2015, que acrescenta o art. 232-A ao Decreto-Lei 1.001, de 21 de outubro de 1969, Código Penal Militar, tipificando o assédio sexual.
Palavras-chave oficiais: Encaminhamento de votação,Emenda de plenário,Projeto de lei ordinária,favorável
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A SRA. CÉLIA XAKRIABÁ (Bloco/PSOL - MG. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, quero, mais uma vez, falar da importância deste assunto. Se há uma coisa neste Congresso Nacional que tem chamado muito a atenção é que a luta das mulheres tem se colocado num lugar independente de esquerda ou de direita. Então, gostaria de parabenizar a Deputada Talíria Petrone, a Deputada Coronel Fernanda e o Deputado Pedro Aihara pelo esforço que fizeram em prol desta importante pauta. Nós dizemos que quem tem fome tem pressa. As mulheres que estão sob violência têm muito mais pressa ainda, pois, quando não se mata o corpo pelo feminicídio, matam-se o corpo e a alma pelo mulhericídio, porque existem diversas mulheres que, mesmo no ambiente militar, são vítimas de violência sexual. Temos aqui a possibilidade de fazer essa tipificação e, assim, reconhecer que todas as pessoas que cometem esse crime devem ser responsabilizadas. O Brasil, nesta noite, ganha sobretudo por termos Parlamentares comprometidas em pensar que a defesa das mulheres não é uma pauta que deve ser tratada somente como uma responsabilidade de mulheres. Nós dialogamos na Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres da qual muito me orgulho por ter como membros a Deputada Delegada Adriana Accorsi, também delegada, e diversos Parlamentares, como a Deputada Silvye Alves e a Deputada Erika Hilton que, no recorte de mulheres, não há diferença quando se trata do combate à violência. A violência sexual tem sido um dos principais crimes que tem ocorrido não somente no ambiente militar, mas também, e sobretudo, com meninas em situação de alta vulnerabilidade. Nós chamamos a atenção para a importância da responsabilização das plataformas digitais porque sabemos que essas mulheres estão expostas, independentemente de serem militares. Nós pensamos, muitas vezes, que, por ser militar, determinada mulher está protegida nesse ambiente. Por tudo isso gostaria, mais uma vez, de encaminhar favoravelmente à matéria. O Parlamento brasileiro só aprimora a verdadeira democracia quando compreende que mulheres boas no poder são mulheres vivas. E, para elas estarem vivas, precisa estar vivo não somente o seu corpo, mas também a sua alma. Uma mulher que é vítima de violência sexual pode permanecer com o corpo vivo, mas certamente sua alma morre. Muito obrigada, Sr. Presidente. - 13/08/2025
A Deputada discutiu o Projeto de Lei nº 582, de 2015, que acrescenta o art. 232-A ao Decreto-Lei 1.001, de 21 de outubro de 1969, Código Penal Militar, tipificando o assédio sexual.
Palavras-chave oficiais: Discussão,Projeto de lei ordinária,favorável
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A SRA. CÉLIA XAKRIABÁ (Bloco/PSOL - MG. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, primeiro quero falar da importância deste projeto aqui nesta Casa, no dia de hoje, quando, de maneira histórica, nós empossamos na 3ª Vice-Presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher a nossa querida companheira Deputada Erika Hilton. Semana passada houve a tentativa de obstrução e o sequestro do Parlamento brasileiro. No outro dia, houve ataques cometidos contra a Deputada Erika Hilton e o Deputado Pastor Henrique. É um absurdo que na Comissão vizinha à Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, onde a Deputada Erika Hilton toma posse, a Comissão de Direitos Humanos, S.Exa. seja sistematicamente atacada pelo Deputado que acaba de vir de uma suspensão. Ele veste verde-amarelo, mas não honra o patriotismo. O Brasil começa por mulheres, mulheres indígenas. Na semana passada, com muito orgulho, depois da tentativa de sequestro deste Parlamento brasileiro, nós ocupamos esta tribuna com 500 mulheres indígenas para demonstrarmos que não vai existir democracia se não existir respeito às mulheres. Este Parlamento tem menos de 19% de mulheres e não respeita as mulheres nas Comissões, não respeita a nossa participação nos projetos em discussão. Alguns aqui são até grileiros de lugares, Deputada Duda Salabert, porque não suportam nem ver os nossos papéis espalhados pelas Comissões. Eles nos retiram desses lugares. E é no Parlamento brasileiro que, ao mesmo tempo, neste dia, parabenizo também a nossa querida Relatora, a Deputada Talíria Petrone, que, incansavelmente, junto com outros Parlamentares, tem tratado desta pauta de mulheres, que não vai ser exatamente reconhecida como uma pauta partidária, mas, sim, como uma pauta humanitária. É impossível que um Parlamento que tenta obstruir as vozes das mulheres caminhe para o futuro. Caro companheiro Deputado Pastor Henrique, quero registrar minha solidariedade também a V.Exa. Sabemos que, neste momento, aqueles e aquelas que verdadeiramente lutam pela proteção das mulheres, pela proteção daquelas que são, muitas vezes, silenciadas, seja no âmbito militar... Qual o exemplo que um Parlamentar licenciado da Polícia Federal vai dar quando violenta uma mulher numa Comissão de Direitos Humanos? Quando mexem com uma mulher, todas nós nos levantamos. Aquele que agride uma mulher agride a democracia, agride o Brasil. - 17/07/2025
A Deputada orientou a bancada na votação da Emenda nº 3 do Senado Federal, para fins de supressão, apresentada ao Projeto de Lei nº 2.159, de 2021, que dispõe sobre o licenciamento ambiental; regulamenta o inciso IV do § 1º do art. 225 da Constituição Federal; altera as Leis nºs 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, e 9.985, de 18 de julho de 2000; revoga dispositivo da Lei nº 7.661, de 16 de maio de 1988; e dá outras providências.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Emenda,Senado Federal,Federação PSOL REDE
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A SRA. CÉLIA XAKRIABÁ (Bloco/PSOL - MG. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Primeiro, quero dizer que este foi um cocar sagrado utilizado pelo povo Fulni-ô. Quem conhece o povo Fulni-ô sabe disso. O Deputado Sóstenes sabe que eu respeito muito todo mundo na Casa. As pessoas estão mais preocupadas não com o que vão perder em floresta, que é proporcional ao tamanho do Estado do Paraná, mas com o meu cocar. Primeiro, para fazer um cocar de pavão, eles perdem as penas naturalmente. Ninguém pergunta ou está preocupado em saber de onde vem a bolsa de exportação ou o sapato de couro. Mas eu gostaria de dizer que se trata de um elemento muito sagrado, Sr. Presidente da Casa. As pessoas podem ter bancadas inteiras para defender os próprios interesses, mas não atacar uma mulher indígena pelo que ela veste. Eu não tenho problema de saber de onde venho. Eu não preciso ser chamada de cosplay, porque isso é um racismo televisionado daqui, e certamente eu tomarei as medidas necessárias... (Desligamento do microfone.) - 17/07/2025
A Deputada reagiu a declarações anteriores de outro Parlamentar, a quem chamou de “Deputado estrangeiro” e “reborn”, dizendo que ele não tem legitimidade para falar sobre a questão indígena. Criticou a negligência em relação ao caso dos ianomâmis e responsabilizou a Vale por tragédias ambientais, como a contaminação por metais pesados de 98% das crianças Xikrin no Pará. Acusou o Parlamentar de ignorar a história e desrespeitar os mais de 300 povos indígenas do Brasil. Enfatizou que os povos originários continuam sofrendo os efeitos de empreendimentos que promovem a devastação.
Palavras-chave oficiais: Contestação,Discurso parlamentar,Indígenas,Mineração,Impacto ambiental
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A SRA. CÉLIA XAKRIABÁ (Bloco/PSOL - MG. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, primeiro, essa pessoa, esse Deputado estrangeiro, esse Deputado reborn, que acabou de falar, nem sequer tem o direito de falar da questão indígena. O caso dos ianomâmis não pode ser tratado como um caso despercebido. Essa mesma Vale, que matou o Rio Doce e o Rio Paraopeba, já é responsável por contaminar com metal pesado, Deputado Rogério Correia, 98% das crianças xikrin lá no Carajás, no Estado do Pará. O senhor não sabe da história! Portanto, o senhor fique quieto! O senhor é estrangeiro aqui! Teria que pedir perdão aos povos indígenas! Quando fala de Hilux, de tribos, o senhor nem sabe falar! São povos indígenas! São mais de trezentos povos! Isso é diversidade. O senhor, primeiro, estude a história! Aqueles que vêm sofrendo desde o projeto de invasão do Brasil hoje morrem por causa dos grandes empreendimentos. O senhor, que não sabe a história, por favor... (Desligamento do microfone.)
Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 22/12/2023 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.