
Nome civil: Carlos Alberto Rolim Zarattini · 67 anos
Bananômetro
84/100
Aparece, vota e trabalha.
Nota maior que a de 78% dos deputados · média do partido: 80
Por que essa nota?
- Presença em sessõespeso 40% · 98%
Aparece para trabalhar?
- Participação em votaçõespeso 35% · 87%
Vota quando precisa? (votações com registro de nome)
- Iniciativas que avançarampeso 15% · 45%
Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)
- Atividade na tribunapeso 10% · 80%
discursos na tribuna (percentil)
A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?
Personalizar pesosComo vota · Mandato atual (2023–2027)
Vota com o governo 98%das 764 votações em que o líder do Governo pediu Sim ou Não e ele votou
Vota com o próprio partido 99%das 784 votações em que o partido (ou a federação) pediu Sim ou Não e ele votou
Fale com Carlos Zarattini
Este é o canal oficial para você cobrar seu representante.
- dep.carloszarattini@camara.leg.br
- Telefone
- (61) 3215-5808
- Gabinete
- Gabinete 808, Anexo IV, 8º andar – Câmara dos Deputados, Brasília-DF
Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.
Números de Mandato atual (2023–2027)
Presença nas sessões
98%
Esteve em 383 de 391 sessões
Votou nas votações
87%
Registrou voto em 983 de 1.128 votações nominais
Iniciativas que viraram lei
1
de 9 projetos apresentados (11%)
Alinhamento com o governo
98%
Em 764 votações em que o Governo orientou
A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.
469 discursos na tribuna e 2 entregues por escrito (não contam no Bananômetro) · de 12/02/2019 a 02/09/2026.
- 09/05/2024
O Deputado encaminhou a votação do art. 2º do Substitutivo do Projeto de Lei do Congresso Nacional nº 4, de 2024, que altera a Lei nº 14.791, de 29 de dezembro de 2023, que dispõe sobre as diretrizes para a elaboração e a execução da Lei Orçamentária de 2024.
Palavras-chave oficiais: Encaminhamento de votação,Dispositivo legal,Substitutivo,Projeto de lei do Congresso Nacional,Projeto de lei orçamentária anual
Ler a transcrição oficial
O SR. CARLOS ZARATTINI (Bloco/PT - SP. Para encaminhar. Sem revisão do orador.) Senhoras e senhores, esse artigo que está sendo destacado agora justamente retira da LDO um artigo que propõe que os bancos oficiais Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Caixa Econômica Federal, BNDES só façam financiamento às empresas acima de 30 milhões se elas tiverem a política de integridade, se elas tiverem todo esse tipo de mecanismo de defesa anticorrupção. Nós não temos nenhuma lei hoje que exige isso das empresas. Se colocarmos essa condição na LDO, nós vamos travar todo o financiamento para as médias empresas, porque, aí, Senador Rogerio Marinho, acima de 30 milhões, nós estamos falando de financiamentos, em boa parte, para empresas médias. As grandes empresas nacionais já têm política de integridade. São as grandes empresas, todas têm mecanismos, todas têm... E, quando elas buscam financiamentos, são financiamentos de centenas de milhões de reais. Então, se não retirarmos esse artigo, nós estamos prejudicando as empresas médias. É lógico que elas também vão ter que ter as políticas de integridade, mas, para isso, nós precisamos fazer uma legislação específica, que diga a essas empresas que elas organizem, e não colocar na LDO um veto a uma política que elas não são obrigadas a ter. Então, nós queremos o apoio de todas as bancadas, para que a gente possa manter o texto do PLN 4 conforme aprovado, por acordo, na Comissão Mista de Orçamento. Muito obrigado. - 07/05/2024
O Deputado discutiu o Projeto de Lei nº 624, de 2023, que dispõe sobre o financiamento e a instalação de sistema de energia fotovoltaica para consumidores de baixa renda beneficiários da tarifa social.
Palavras-chave oficiais: Discussão,Projeto de lei ordinária,favorável
Ler a transcrição oficial
O SR. CARLOS ZARATTINI (Bloco/PT - SP. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, quero me desculpar aqui, porque eu estava no fundo do plenário e não consegui atender a tempo seu chamado, mas lhe agradeço a nova oportunidade. Eu quero dizer, Sr. Presidente, que este projeto é muito importante. É um projeto que alia três questões fundamentais. Primeiro, ele expande a utilização de energia limpa e renovável, expande a energia fotovoltaica, que é muito importante para limpar cada vez mais a nossa matriz energética. Em segundo lugar, ele permite que as pessoas de baixa renda possam ter acesso a essa energia, possam ter acesso à energia fotovoltaica. Em terceiro lugar, ele também reduz a necessidade de subsídios da CDE Conta de Desenvolvimento Energético, que é um dos fatores que mais pesa hoje na conta de luz de todo o povo brasileiro. Então, é um projeto que tem essa grande capacidade. Eu quero parabenizar o Deputado Pedro Uczai, que teve condição de atender aqueles que são beneficiários da Tarifa Social de Energia Elétrica, uma tarifa que nós criamos em 2010 e eu fui Relator do projeto aqui nesta Casa que beneficia 14 milhões de famílias hoje no Brasil e que, logicamente, tem condição de beneficiar ainda mais. Nós temos condição agora, a partir deste projeto que estamos votando, de atender essas famílias com energia limpa, garantindo que elas possam reduzir ainda mais seus gastos com energia elétrica. E isso é fundamental no Brasil de hoje. Vamos fazer com que o povo brasileiro tenha uma energia mais barata. E aquelas famílias que pagam a conta de luz, que não são beneficiadas pela tarifa social e pagam a CDE embutida na conta de luz vão ter também uma redução na conta de energia. Então, é uma montagem muito boa. Nós já havíamos aprovado aqui que Conta de Desenvolvimento Energético poderia ser destinada a esse fim. E, agora, somando investimento em energia limpa a esses recursos da CDE, nós vamos melhorar o meio ambiente brasileiro e garantir mais economia a todos os consumidores. Muito obrigado. Parabéns, Deputado Pedro Uczai! Vamos votar favoravelmente a este projeto. - 07/05/2024
O Deputado orientou a bancada na votação do requerimento de retirada de pauta da Medida Provisória nº 1.202, de 2023, que altera a Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, para limitar a compensação tributária dos créditos decorrentes de decisões judiciais transitadas em julgado.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de retirada de proposição da Ordem do Dia,Medida provisória,Federação Brasil da Esperança (FE BRASIL),Voto contrário
Ler a transcrição oficial
O SR. CARLOS ZARATTINI (Bloco/PT - SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, nós vamos orientar contrariamente a esse requerimento, porque este projeto é muito importante para a geração de empregos em nosso País. Nós queremos votar esse projeto hoje. - 06/05/2024Breves Comunicações
O Deputado elogiou o decreto do Presidente Lula reconhecendo o estado de calamidade pública no Rio Grande do Sul, garantindo recursos para superar o desastre natural. Destacou a mobilização rápida dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para auxiliar o Estado. Ressaltou a importância de reconstruir o Rio Grande do Sul com foco na preservação ambiental e controle ambiental efetivo. Expressou apoio às vítimas, voluntários e funcionários envolvidos nos esforços de socorro. Defendeu o papel ativo das Forças Armadas no auxílio às vítimas, refutando informações falsas sobre sua participação. Concluiu enfatizando a união nacional para ajudar o Rio Grande do Sul a superar a crise.
Palavras-chave oficiais: Decreto presidencial,Calamidade pública,Rio Grande do Sul,Inundação,Enchente,Recursos públicos,mobilização,Poder Executivo,Poder Legislativo,Poder Judiciário,reconstrução,Preservação ambiental,Forças Armadas
Ler a transcrição oficial
O SR. CARLOS ZARATTINI (Bloco/PT - SP. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados e Sras. Deputadas, na noite de hoje, nós vamos votar o importante decreto do Presidente Lula que reconhece o estado de calamidade pública no Estado do Rio Grande do Sul e, dessa forma, garante que todos os recursos necessários para superar essa crise sejam enviados, para recuperar o Estado, para dar atenção às pessoas que sofreram e às empresas que estão sem condições de produzir. O foco é a reconstrução da infraestrutura de logística e de armazenagem, para que efetivamente o Rio Grande do Sul consiga superar esse desastre natural tão grave. Parabéns ao Presidente Lula, porque foi rápido! Além de ter adotado medidas rapidamente, ele teve a capacidade de chamar os três Poderes o Supremo Tribunal Federal, o Congresso Nacional, através do Presidente Arthur Lira e do Presidente do Senado, o Senador Rodrigo Pacheco, e o Tribunal de Contas da União. Vamos superar todos os entraves que existem para podermos auxiliar o Rio Grande do Sul. É importante dizer que nunca houve neste País um desastre natural dessa envergadura, um desastre que, evidentemente, atinge a todos e a todas que moram no Rio Grande do Sul e, consequentemente, ao nosso País. Nós já vimos momentos em que ocorreram geadas fortíssimas que destruíram uma parte da agricultura do Estado de São Paulo, na década de 70. Aquilo levou à região uma decadência econômica que prossegue até hoje. Nós não podemos deixar que isso aconteça no Rio Grande do Sul. Nós precisamos rapidamente reconstruir o Estado, e reconstruí-lo em novos moldes, garantindo que haja maior preservação do meio ambiente, garantindo que haja efetivo controle da política ambiental, para que não vejamos esse fato se repetir. Não é possível que assistindo a tudo o que aconteceu agora, não tomemos medidas para garantir uma política ambiental efetiva no Rio Grande do Sul. Quero aqui deixar todo o meu apoio não só àqueles que sofreram diretamente as consequências das enchentes, mas também a todos aqueles voluntários, trabalhadores e funcionários públicos que estão empenhando-se para socorrer o povo daquele Estado. E também quero parabenizar as Forças Armadas, que, ao contrário do que dizem as fake news dizem que não estão participando, não estão trabalhando , estão lá, sim, e estão se solidarizando e trabalhando para que haja o mínimo impacto possível para o povo do Rio Grande do Sul. O Brasil está unido nesse momento e vai ajudar o Rio Grande do Sul a sair dessa crise. Muito obrigado, Sr. Presidente. - 23/04/2024Breves Comunicações
O Deputado expressou preocupação com os juros elevados praticados pelo Banco Central, destacando que, em 2023, as empresas brasileiras gastaram mais com o pagamento de dívidas do que com investimentos em produtividade. Ele comparou a situação do Brasil com a da China, enfatizando a necessidade de reduzir os juros para promover o crescimento das micro e pequenas empresas. Elogiou a iniciativa do Presidente Lula de criar o Programa Acredita, visando facilitar a renegociação de dívidas e o acesso a crédito para empreendedores, e também elogiou as críticas de Lula à política de juros altos do Banco Central.
Palavras-chave oficiais: Banco Central do Brasil (Bacen),Taxa de juros,Programa Acredita no Primeiro Passo,Governo federal,Crédito financeiro,renegociação,Microempreendedor,Pequena empresa,Política econômica,Medida provisória
Ler a transcrição oficial
O SR. CARLOS ZARATTINI (Bloco/PT - SP. Sem revisão do orador.) - Muito obrigado, Sr. Presidente. Nós temos constantemente combatido aqui os juros altos que o Banco Central insiste em manter no nosso País. Estudo divulgado pelo jornal Valor Econômico demonstra claramente os malefícios desses juros altos para as empresas brasileiras. Veja só, em 2023, as empresas gastaram 307 bilhões de reais para pagar as suas dívidas financeiras e investiram 299 bilhões de reais. Como se vê, já se gasta mais dinheiro pagando dívida, pagando juros, do que investindo para melhorar a produtividade, que sabemos que é fundamental para desenvolver o País. Isso representou um crescimento de 8,2% no pagamento de juros no ano passado. Estamos vendo um verdadeiro absurdo. As empresas aumentaram as suas receitas, mas, exatamente por esses juros altos, tiveram uma queda nos lucros, e os bancos tiveram 70% dos seus custos na forma de spread, spread bancário, que é a taxa de intermediação, que aumentou 0,5% e já está em 9,2% ao ano. Sr. Presidente, enquanto o sistema financeiro continua lucrando horrores com essa taxa de juros do Banco Central, vemos empresas brasileiras sofrendo, decaindo, perdendo as suas condições de sobrevivência e de competitividade. Estive recentemente na China e pude observar quanto se investe naquele país. Investe-se não só em infraestrutura, em habitação de forma grandiosa, mas também em tecnologia. Hoje, a China faz investimento em fábricas de robô, em fábricas de chip e, com isso, aumenta a produtividade. Aumentando a produtividade, ela consegue competir em vantagem inclusive com os Estados Unidos, que se sentem incomodados com essa competição. No Brasil, precisamos reduzir os juros. Quero parabenizar o Governo do Presidente Lula, que tomou a decisão de editar medida provisória que cria o Programa Acredita, um programa que garante condições de a microempresa, a pequena empresa e o microempreendedor individual renegociarem as suas dívidas e obterem crédito a custo baixo. Essa é uma decisão meritória do Governo. Esperamos que o Congresso Nacional aprove sem mais delongas essa medida provisória, para que possamos ter efetivamente um programa justo para incentivar o pequeno empreendedor em nosso País, a fim de que ele possa produzir mais, possa ter condições de competitividade e, consequentemente, baratear o custo de vida para o povo brasileiro. Essa tem que ser a nossa meta. Parabenizo então o Presidente Lula. Quero parabenizar novamente o Presidente Lula, que tem criticado constantemente a política do Banco Central de juros altos, que faz com que o Brasil não consiga competir com outros países, exportar mais, exportar produtos industriais, que é o mais importante agora. Muito obrigado, Sr. Presidente. - 26/03/2024
O Deputado orientou a bancada na votação do requerimento de urgência para apreciação do Projeto de Lei Complementar nº 233, de 2023, que dispõe sobre o Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito e altera o Decreto-Lei nº 73, de 21 de novembro de 1966, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Seguros Privados.
Palavras-chave oficiais: Requerimento de urgência,Projeto de lei complementar,Orientação de bancada,Federação Brasil da Esperança (FE BRASIL),Voto favorável
Ler a transcrição oficial
O SR. CARLOS ZARATTINI (Bloco/PT - SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o que esse projeto do Executivo propõe é manter exatamente o mesmo modelo de gestão do fundo do DPVAT para o pagamento dos acidentados. Esse modelo foi elaborado no Governo anterior e se baseia na gestão da Caixa Econômica Federal. Não estamos tratando aqui de consórcio de seguradoras e Seguradora Líder. Nós precisamos votar rapidamente esse projeto, e é por conta disto que é necessária a urgência: todos os meses, em média, 40 mil pessoas, homens e mulheres, são acidentados no Brasil. É uma verdadeira guerra civil! E esses acidentados não encontram cobertura de nenhum seguro. Na maioria, são pessoas que dirigem motocicletas, são pessoas atropeladas que não têm nenhum respaldo, nenhuma cobertura. É necessária a volta desse seguro. É um seguro importante, um seguro que ajuda o povo brasileiro, os mais necessitados. Queremos aqui pedir a todos os partidos que votem favoravelmente. Nós não estamos aqui reorganizando consórcio de seguradoras. Muito ao contrário, a gestão vai continuar com a Caixa Econômica Federal, que tem feito um bom trabalho. - 21/03/2024Breves Comunicações
O Deputado falou sobre as investigações da Polícia Federal acerca do golpe liderado por Jair Bolsonaro para evitar a eleição e posse de Lula. Destacou uma série de tentativas, desde descredenciar as urnas eletrônicas até ocupar o Palácio do Planalto, envolvendo membros da cúpula militar. Ressaltou a importância de punir os responsáveis e defendeu a retirada do papel político das Forças Armadas, propondo mudanças no artigo 142 da Constituição para garantir a separação entre militares e política. Destacou que o foco dos militares deve ser na segurança nacional, não na política interna.
Palavras-chave oficiais: Tentativa (crime),Golpe de Estado,Ex-presidente da República,Forças Armadas,Política,Segurança nacional,Golpe de Estado (crime)
Ler a transcrição oficial
O SR. CARLOS ZARATTINI (Bloco/PT - SP. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, nós estamos acompanhando, sem surpresa, mas cada vez com mais estarrecimento, as revelações das investigações da Polícia Federal sobre a tentativa de golpe de Jair Bolsonaro. Nós assistimos pela televisão, ouvimos pelo rádio e lemos no jornal as notícias. Está ficando claro que havia toda uma armação para evitar que Lula ganhasse a eleição. Se ganhasse, não tomaria posse. Se tomasse posse, não governaria. Esse era o objetivo dessa direita que se articulava no Palácio do Planalto. Iniciou articulando militares, maus militares, para tentar impedir a utilização das urnas eletrônicas. Depois, vieram as tentativas de descredenciamento das urnas eletrônicas. Este Parlamento, este Plenário rejeitou a mudança do sistema de votação, e o fez de forma muito objetiva e por expressiva maioria. Aqui nós não aceitamos que houvesse essa mudança que acabaria com as urnas eletrônicas. Posteriormente, houve a tentativa de se impedir a proclamação de Lula. Ocorreu atentado contra a Polícia Federal, mobilizações, paralisação de rodovias. Depois, tentou-se intimidar o Governo com a colocação de bombas em torres de transmissão. E se chegou ao absurdo de se ocupar o Palácio do Planalto, a Câmara, o Senado e o Supremo Tribunal Federal. Senhores e senhoras, essa tentativa foi um verdadeiro absurdo. Mas, por trás de tudo isso, havia uma articulação, uma articulação que partia do Palácio do Planalto e que envolvia membros da cúpula militar. Por sorte, e também pelo desejo do povo, que se expressou nas urnas, ficou impossível que essa articulação fosse para frente. Nós vimos a posse de Lula. Milhares e milhares de pessoas de todo o País vieram a Brasília. Evidentemente, isso demonstrou que havia uma expressiva parte do povo que referendava a posse de Lula e o seu Governo. Mas esses maus militares não se conformaram com isso, queriam ir além. Uma parte expressiva do comando militar não aceitou ir para frente com isso. Agora, aqueles que articularam, aqueles que tentaram montar esse golpe têm que ser punidos. Estamos chegando aos 60 anos do golpe de 1º de abril de 1964. Este é o momento exato de relembrarmos esse fato. Não queremos voltar a um período de ditadura como a que vivemos durante 20 anos. Precisamos preservar a nossa democracia. Preservar a democracia significa estabelecer claramente o papel dos militares na estrutura de poder do Brasil, e esse papel não pode ter nenhuma proximidade com a política. Eles têm que estar fora da política nacional. Eles têm que se dedicar aos seus afazeres de defesa da soberania, de defesa do território e de garantia da segurança do povo brasileiro. É isso o que se espera das Forças Armadas no País. Portanto, vamos lutar para que se modifique o art. 142 da Constituição Federal, para que se retire aquela parte que trata da chamada Garantia da Lei e da Ordem. Isso não é papel dos militares, Deputado. Isso é papel das forças democráticas, das forças instituídas. Os militares têm que cuidar da soberania nacional. Queremos afastar os militares da política. Se um militar quiser concorrer a um cargo de Deputado ou qualquer outro cargo, ele tem que se afastar da carreira, assim como fazem os juízes e os promotores. Se quiser assumir um cargo de natureza civil, da mesma forma. É uma opção, como fazem também os juízes e os promotores. Nós não estamos propondo nada diferente. Nós estamos propondo apenas isso e que os militares não tenham nenhum papel político, porque eles têm um dever que é guardar a segurança do nosso País. Nós temos navios pesqueiros piratas nos nossos oceanos, temos invasão do tráfico de drogas pelas nossas fronteiras e por via aérea. Então, eles têm que cuidar é dessa segurança, para que o nosso País tenha uma situação democrática e uma situação segura por mais tempo. Muito obrigado, Sr. Presidente. - 19/03/2024Breves Comunicações
O Deputado expressou preocupação com a falta de energia em São Paulo, atribuindo-a à distribuidora ENEL. Destacou incidentes recentes, como apagões no Aeroporto de Congonhas e na Rua 25 de Março, e criticou a falta de ação dos líderes políticos locais, mencionando a viagem do Governador, Tarcísio de Freitas, a Israel e a inércia do Prefeito Ricardo Nunes. Pediu por regras mais rígidas para a renovação dos contratos das distribuidoras de energia, enfatizando a oposição à renovação do contrato da ENEL.
Palavras-chave oficiais: São Paulo (SP),Energia elétrica,Enel Distribuição São Paulo,Blecaute,Concessão (administração pública)
Ler a transcrição oficial
O SR. CARLOS ZARATTINI (Bloco/PT - SP. Sem revisão do orador.) - Muito obrigado, Sr. Presidente. Eu quero usar a palavra por 1 minuto simplesmente para lembrar o que está acontecendo em São Paulo. A ENEL, a distribuidora de energia do Estado, está deixando São Paulo às escuras. Na sexta-feira, nós vimos o Aeroporto de Congonhas sem energia. No sábado, lojistas da Rua 25 de Março não puderam trabalhar, Presidente, por conta da falta de luz. E agora, ainda agora, o centro de São Paulo sofre. Não é possível acontecer o que está acontecendo em São Paulo! Enquanto isso, o Governador de São Paulo foi passear em Israel, o Prefeito está dormindo em berço esplêndido e o povo está completamente a sós. Nós aqui, no Congresso Nacional, temos que estabelecer regras muito rígidas para que haja renovação dos contratos dessas distribuidoras. E, no caso da ENEL, nós somos absolutamente contrários à renovação. Muito obrigado. - 22/12/2023
O Deputado discutiu os Projetos de Lei do Congresso Nacional que readequam recursos do orçamento de 2023. Destacou a aprovação de verbas para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), saúde e educação, salientando que esses recursos são essenciais para o governo Lula retomar investimentos no país. Mencionou o déficit habitacional e a importância de investimentos em moradia popular, infraestrutura rodoviária, ferroviária e portuária.
Palavras-chave oficiais: Programa de Aceleração do Crescimento (PAC),Infraestrutura rodoviária,Infraestrutura ferroviária,Infraestrutura portuária,Habitação,Saúde,recursos,Governo federal,Orçamento público,Projeto de lei do Congresso Nacional
Ler a transcrição oficial
O SR. CARLOS ZARATTINI (Bloco/PT - SP. Para discutir. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados e Srs. Senadores, nós consideramos importante aprovar estes projetos, que visam readequar recursos do orçamento deste ano de 2023. Queremos uma aprovação rápida, pois isso já foi bastante debatido na Comissão Mista de Orçamento, para que possamos concluir o ano votando o orçamento de 2024, um orçamento que vai dar ao Governo Lula as condições para retomar o investimento em nosso País. Nós conseguimos ontem a aprovação de 55 bilhões de reais para o Programa de Aceleração do Crescimento, conseguimos um aumento de 50 bilhões de reais para a saúde, conseguimos recursos que irão para a instalação de 100 novas unidades de Institutos Federais de Educação. Assim, o Governo começará o ano que vem com todas as condições de tocar em frente o seu projeto, que é o projeto de união e reconstrução do Brasil, retomando políticas públicas fundamentais para o desenvolvimento do País. O PAC com certeza vai possibilitar várias ações, entre elas as da moradia popular. O déficit habitacional em nosso País continua na faixa de 7 milhões de moradias. Nós precisamos de um investimento forte no setor, porque a maior parte desse déficit é para as famílias de baixa renda. Então, é necessário e fundamental que haja condições de investir recursos para subsídio a moradia popular. Precisamos também de recursos para fazer habitações fora de áreas de risco, para retirar pessoas que vivem nessas áreas, porque, todo verão, nós assistimos à mesma cena de pessoas sofrendo com desmoronamentos, alagamentos, inundações. Então, nós precisamos, de fato, atuar. O Governo tem esse projeto. O Ministério das Cidades vem trabalhando nesse caso. E nós temos as condições orçamentárias para avançar por aí. Também há necessidade de investimentos em infraestrutura rodoviária, ferroviária, portuária, para que a nossa produção chegue mais barata para o consumidor, seja aqui dentro do Brasil, seja na exportação, a fim de que o Brasil tenha maiores condições de competitividade. Portanto, pedimos a todos que votem favoravelmente a esses PLNs e, da mesma forma, favoravelmente a um orçamento que foi construído, evidentemente, com a iniciativa do Governo Federal, mas com grande participação do Congresso Nacional. Muito obrigado. - 19/12/2023
O Deputado orientou a bancada na votação da Emenda nº 30880002 ao Projeto de Lei do Congresso Nacional nº 4, de 2023, que dispõe sobre as diretrizes para a elaboração e a execução da Lei Orçamentária de 2024.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Emenda,Projeto de lei do Congresso Nacional,Projeto de lei de diretrizes orçamentárias,Federação Brasil da Esperança (FE BRASIL),Voto contrário
Ler a transcrição oficial
O SR. CARLOS ZARATTINI (Bloco/PT - SP. Para orientar a bancada. Sem revisão do orador.) Sr. Presidente, nós vamos orientar "não". Essa é a emenda da fake news, essa é a emenda do ódio. Essa é a emenda... O SR. ELI BORGES (PL - TO. Fora do microfone.) Encaminhar antes da orientação, Presidente... O SR. CARLOS ZARATTINI (Bloco/PT - SP) ... que quer continuar fazendo a disputa de uma suposta disputa ideológica na sociedade brasileira. Utilizar uma emenda dessas na Lei de Diretrizes Orçamentárias é uma vergonha. Na minha opinião, Sr. Presidente, isto nem deveria ser admitido, uma emenda totalmente fora do assunto que nós estamos discutindo. Então, a posição da Federação é "não". - 19/12/2023
O Deputado destacou que, em relação ao Projeto de Lei do Congresso Nacional nº 4, de 2023, que dispõe sobre as diretrizes para a elaboração e a execução da Lei Orçamentária de 2024 (LDO), não há acordo em relação à criação de um cronograma de pagamentos das emendas e quanto à fixação de um percentual sobre a receita corrente líquida para as emendas de Comissão.
Palavras-chave oficiais: Projeto de lei do Congresso Nacional,Projeto de lei de diretrizes orçamentárias,Acordo político,Cronograma,Emenda,Pagamento,Emenda de comissão,Receita corrente líquida
Ler a transcrição oficial
O SR. CARLOS ZARATTINI (Bloco/PT - SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) Antes da votação, nós estamos caminhando para um acordo para a retirada de destaques. Então, o PT vai retirar os Destaques nºs 1, 2 e 3. A gente retira esses destaques, aguardando que os demais partidos também retirem os destaques, mas eu queria deixar consignado aqui, Sr. Presidente, que, em nome do Governo, a gente tem que afirmar que não existe acordo em relação... (Soa a campainha.) O SR. CARLOS ZARATTINI (Bloco/PT - SP) ... a duas questões importantes que estão no texto do Relator, aprovado pela CMO, que trata, em primeiro lugar, de estabelecer um cronograma de pagamentos das emendas. Nós consideramos que a Lei de Responsabilidade Fiscal dá outro encaminhamento, outra orientação. E também em relação a fixar um percentual para as emendas de Comissão. Nós somos favoráveis às emendas de Comissão, sem nenhuma dúvida, não existe nenhum... (Interrupção do som.) (Soa a campainha.) O SR. CARLOS ZARATTINI (Bloco/PT - SP) ... problema em relação a isso. (Fora do microfone.) Mas queremos deixar consignada a divergência em relação à fixação de um percentual sobre a receita corrente líquida. Muito obrigado. - 19/12/2023
O Deputado discutiu o Projeto de Lei do Congresso Nacional nº 4, de 2023, que dispõe sobre as diretrizes para a elaboração e a execução da Lei Orçamentária de 2024 (LDO). Destacou a importância de buscar o déficit zero nas contas públicas e a necessidade de reorganizar o sistema fiscal brasileiro. Criticou a gestão do Governo anterior de Jair Bolsonaro pela falta de controle das contas públicas.
Palavras-chave oficiais: Discussão,Projeto de lei do Congresso Nacional,Projeto de lei de diretrizes orçamentárias Governo,Ex-presidente da República,controle,Contas públicas
Ler a transcrição oficial
O SR. CARLOS ZARATTINI (Bloco/PT - SP. Para discutir. Sem revisão do orador.) Muito obrigado, Sr. Presidente. Queria cumprimentar todos e cumprimentar, em especial, o Relator dessa matéria, Deputado Danilo Forte, que fez um debate bastante amplo, inclusive visitando alguns estados do Brasil, para discutir, ouvir opiniões, e encaminhou, dentro do projeto, uma questão fundamental para o Governo, que é exatamente a meta desse próximo ano, que é buscar lutar combater para atingir o déficit zero nas contas públicas. Isso tem uma grande importância no sentido da reorganização do sistema fiscal brasileiro. Nós precisamos retomar o equilíbrio que foi totalmente perdido durante o Governo anterior, de Jair Bolsonaro; um Governo que não se preocupou, em hipótese nenhuma, em momento nenhum, com as contas públicas; um Governo que deixou descambar tudo, com um único objetivo: buscar a reeleição. E isso, essa busca da reeleição, representou um gasto extraordinário de cerca de R$300 bilhões, segundo o Tribunal de Contas da União. E agora nós precisamos retomar isso, reorganizar essas contas públicas. Então, eu queria parabenizar o Relator por ter compreendido isso, mas também nós temos algumas questões que nós queremos debater em destaques, como, por exemplo, duas questões importantes. Uma, em cravar nessa lei o percentual que deve ser destinado às comissões temáticas. Ora, por tradição, o Relator do Orçamento é que faz essa destinação de recursos para as Comissões. Isso não é estabelecido em percentual na LDO. Portanto, é, sem sombra de dúvida, desnecessário cravar esse percentual num artigo dessa lei. Nós precisamos rever isso, e a proposta que o Governo traz aqui é de a gente retirar do texto esse artigo. Da mesma forma, não é possível que o Congresso estabeleça um cronograma de pagamento de emendas empenho e pagamento de emendas. Logicamente, o Governo tem todo o interesse em pagar as emendas o mais rapidamente possível, inclusive no ano que vem, que é um ano eleitoral, em que o tempo é reduzido. Porém, cabe ao Executivo, ao Poder Executivo, fazer esse cronograma. O Congresso não pode, pela própria Lei de Responsabilidade Fiscal, assumir essa decisão, até porque o Governo tem que gerir um orçamento que não se limita às emendas parlamentares. É um orçamento muito maior, em que muitas coisas têm que ser garantidas, e o Governo tem que exatamente cumprir aquilo que está na lei do orçamento, cumprir aquilo que está determinado, porém, tem que ter a sua condição de administrar o orçamento. Então, da mesma forma, nós achamos que não é correto colocar esse tipo de cronograma. Então, nós vamos fazer esses dois destaques. Queremos votar pela aprovação dessa matéria o projeto, na sua forma geral, está bastante positivo , porém, nós vamos fazer esse destaque e esse debate aqui no Plenário. Muito obrigado, Sr. Presidente. - 19/12/2023outros
O Deputado comemorou conquistas do primeiro ano do governo do Presidente Lula, destacando o novo marco fiscal, a recomposição de fontes de financiamento, e melhorias em programas sociais como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida. Ressaltou parcerias público-privadas no Plano de Aceleração do Crescimento. Também celebrou a vitória da democracia diante de uma tentativa de golpe em janeiro. Enfatizou o compromisso com a inclusão, mencionando a lei das cotas nas universidades públicas.
Palavras-chave oficiais: Governo,Presidente da República,Finanças públicas,Política social,Programa de Aceleração do Crescimento (PAC),Democracia,Lei de Cotas de Ingresso nas Universidades (2012)
Ler a transcrição oficial
O SR. CARLOS ZARATTINI (Bloco/PT - SP. Para discursar. Sem revisão do orador.) Sr. Presidente, Srs. Senadores... (Fora do microfone.) Está sem som... Está com som agora. Sr. Presidente, Srs. Senadores, Senadoras, Deputados e Deputadas, nós estamos aqui nesta derradeira semana de votação, aqui agora discutindo o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias, o projeto da Lei de Orçamento para 2024. E nós temos que comemorar este primeiro ano do Governo do Presidente Lula, que aprovou projetos fundamentais para a reconstrução do país. Nós não podemos deixar de lembrar aqui todo o trabalho que foi feito para reorganizar financeiramente o Brasil: a aprovação do novo marco fiscal, também chamado de arcabouço fiscal, que garante a organização das finanças públicas brasileiras; nós aprovamos a recomposição de diversas fontes de financiamento que tinham sido completamente abandonadas, favorecendo única e exclusivamente os mais ricos; retomamos uma arrecadação que permitirá que, no próximo ano, nós tenhamos uma situação muito mais favorável do ponto de vista da arrecadação e o Congresso teve papel fundamental, papel fundamental nessa discussão. E eu queria lembrar também que nós aprovamos projetos que vão fazer políticas sociais importantes para o país, como é o caso do Bolsa Família, que voltou a pagar para as famílias de acordo com o número de filhos crianças de até seis anos recebendo R$150; crianças de mais de seis anos até jovens de 18 anos, mais R$50. Recompusemos e reorganizamos o Minha Casa, Minha Vida, que é um importante projeto para retomar o investimento na moradia popular no Brasil, porque, se deixar por conta do mercado, nunca vai ter moradia popular; é necessário que o Governo entre nessa discussão investindo e subsidiando a moradia popular. Nós retomamos também o Programa Mais Médicos: já foram contratados 18 mil médicos para atuar em cidades onde nenhum médico dava atendimento ou em bairros de grandes cidades onde faltam médicos. Também o Farmácia Popular hoje tem uma garantia maior de atendimento, é mais extenso, mais amplo e são gratuitos os remédios para as famílias atendidas também pelo Bolsa Família. Então, são projetos que garantem o desenvolvimento do país. Sem dizer do PAC, o Plano de Aceleração do Crescimento. O PAC voltou agora reorganizando o nosso investimento público, fazendo com que no PAC a gente tenha não só investimento estatal, financiamento estatal, mas também parcerias com a iniciativa privada, através de concessões, através de autorizações para investimento em bens públicos. Mas, minha gente, o fundamental deste ano, sem sombra de dúvida, foi a vitória da democracia. No dia 8 de janeiro deste ano, nós tivemos uma tentativa de golpe neste país, uma tentativa de golpe com a invasão do Palácio do Planalto, do Supremo Tribunal Federal e desta Casa aqui, do Congresso Nacional. Foram centenas de pessoas que tinham um único intuito: não era apenas quebrar, não; era derrubar o Governo eleito. E contavam com a participação de militares, de forças armadas. E isso não se deu. Apenas por isso não houve o golpe. Apenas por isso nós temos hoje o Governo eleito governando, atuando de forma democrática no país. E essa foi a nossa maior vitória. O Brasil vai continuar se desenvolvendo, vai retomar o crescimento econômico, a distribuição de renda, as oportunidades para... (Soa a campainha.) O SR. CARLOS ZARATTINI (Bloco/PT - SP) ... todos, como nós votamos aqui a lei das cotas nas universidades públicas e nos institutos federais. Mas, mais do que isso, nós vamos garantir a democracia no Brasil, permitindo que todos possam ter voz, possam ter voto, possam ter seus direitos respeitados essa é a plataforma do nosso Governo, do Presidente Lula, que se cumpriu integralmente neste primeiro ano de governo. Muito obrigado. - 12/12/2023Breves Comunicações
O Deputado criticou o descumprimento do compromisso de campanha por parte do Governador de São Paulo, que disse que não privatizaria a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP).
Palavras-chave oficiais: Saneamento básico,Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp),Privatização,Governo estadual,São Paulo (Estado),Campanha eleitoral,Plataforma política
Ler a transcrição oficial
O SR. CARLOS ZARATTINI (Bloco/PT - SP. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, hoje venho aqui para constatar, Deputado Joseildo, mais uma mentira do Governador do Estado de São Paulo. Durante a campanha eleitoral, quando foi confrontado na discussão sobre a privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo SABESP, a maior empresa de saneamento do Brasil, ele negou que fosse fazer o processo de privatização. Ele ganhou a eleição, mal tomou posse, e o que ele falou? "Vou privatizar a SABESP, vou vender essa empresa." A SABESP é uma empresa que deu mais de 3 bilhões de reais de lucro no ano passado; é a empresa mais eficiente do País em saneamento e atende 325 Municípios, quase toda a Região Metropolitana de São Paulo; é uma empresa que tem um nível reduzido de reclamações, especialmente reclamações quanto ao valor da tarifa, diferentemente de empresas de energia elétrica como a Enel e outras, que têm muita reclamação de tarifa, muita reclamação de maus serviços. A SABESP, ao contrário, tem um nível pequeno de reclamação. Agora, depois de aprovar o projeto de privatização, absolutamente ilegal, porque a Constituição do Estado de São Paulo é que determina que a SABESP deve ser uma empresa pública, o Governador veio a público dizer o contrário do que ele disse até agora. Ele dizia que a tarifa ia baixar e agora ele vem e diz que a tarifa de água vai aumentar. Então, esse é um Governador que tem duas caras, é um Governador que uma hora fala uma coisa e outra hora fala outra, conforme o que lhe convém. O fato é que o povo de São Paulo está perdendo essa empresa. Mas engana-se o Governador se ainda acha que não vai haver resistência, porque essas trezentas e tantas Prefeituras vão ter que aprovar um novo convênio com a SABESP, com a nova SABESP, privada, a começar pela Capital de São Paulo. Nós vamos resistir, nós vamos lutar contra essa venda. Não terminou a batalha. É um absurdo vender uma empresa da qualidade da SABESP. Vamos resistir. O povo de São Paulo não votou a favor disso, o povo de São Paulo quer continuar com uma empresa pública, o povo de São Paulo não concorda com a privatização dessa empresa. Sr. Governador, o senhor já afirmou que vai aumentar a tarifa. Nós somos contra esse aumento. Muito obrigado, Sr. Presidente. - 29/11/2023
O Deputado orientou a bancada na votação do art. 22 do Substitutivo apresentado ao Projeto de Lei nº 1.1247, de 2018, Projeto de Lei nº 11.247, de 2018, que disciplina o aproveitamento de potencial energético offshore.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Projeto de lei ordinária,Federação Brasil da Esperança (FE BRASIL),Voto favorável,Dispositivo legal
Ler a transcrição oficial
O SR. CARLOS ZARATTINI (Bloco/PT - SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, o nosso bloco, a nossa frente vai orientar favoravelmente. Eu queria dizer aos companheiros do PSOL que este texto, em relação ao que está na lei, é um avanço, porque a lei fala só em térmicas a gás, e aqui existe uma diferenciação: térmicas a gás, PCH e hidrogênio. Portanto, há um avanço em relação ao texto que está em vigor. Queria dizer isso, que acho importante esse avanço, e deixar claro que todas as propostas feitas aqui, em termos de energia, atendem a interesses empresariais que existem, sejam sobre eólicas, sejam sobre a solar, sejam sobre a hidráulica, sejam sobre o que for. Aqui estamos tratando de sistema energético, e, obviamente... (Desligamento do microfone.) O SR. PRESIDENTE (Arthur Lira. Bloco/PP - AL) - A orientação é "sim" ou "não"? O SR. CARLOS ZARATTINI (Bloco/PT - SP) - A orientação é "sim". Já está no painel. - 29/11/2023
O Deputado orientou a bancada na votação da Subemenda Substitutiva Global ao Projeto de Lei nº 11.247, de 2018, que disciplina o aproveitamento de potencial energético offshore e dá outras providências.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Projeto de lei ordinária,Federação Brasil da Esperança (FE BRASIL),Voto favorável,Subemenda substitutiva global
Ler a transcrição oficial
O SR. CARLOS ZARATTINI (Bloco/PT - SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, nós vamos orientar favoravelmente a esse projeto. Inclusive eu queria informar aqui a toda a nossa bancada e a todos que estão nos ouvindo que houve um acordo no sentido de que esse projeto fosse aprovado. Houve a sugestão de inclusão dos arts. 22 e 23. Nós não nos opusemos a que eles fossem incluídos, mas o Governo não tem compromisso de sanção sobre esses dois artigos. Portanto, nós vamos votar favoravelmente para que o projeto avance e possa chegar ao Senado. Então, o PT, o PCdoB e o PV votam "sim". - 10/10/2023Breves Comunicações
O Deputado expressou consternação pelo ataque do Hamas contra comunidades israelenses na fronteira com a Faixa de Gaza. Ao mesmo tempo, repudiou o ataque, classificando-o como terrorista em face da agressão contra a população civil. Mencionou exemplos históricos de lutas armadas pela libertação de povos, mas ressaltou que qualquer ação contra civis merece repúdio. Criticou tanto os ataques do Hamas quanto as ações do governo israelense, incluindo o corte de água, gás e energia elétrica na Faixa de Gaza. Ressaltou que a expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia favoreceu a vitória do Hamas na Faixa de Gaza e a retirada da Autoridade Palestina da região, provocando a escalada da violência. O orador destacou a necessidade de se buscar uma solução pacífica, respeitando os Acordos de Oslo e cessando a violência de ambos os lados para alcançar a paz e reconstruir a convivência entre palestinos e israelenses.
Palavras-chave oficiais: Terrorismo,Agressão,Israel,Guerra,Palestina,Faixa de Gaza,assentamento
Ler a transcrição oficial
O SR. CARLOS ZARATTINI (Bloco/PT - SP. Sem revisão do orador.) - Muito obrigado, Sr. Presidente. Srs. Deputados e Sras. Deputadas, eu gostaria de manifestar aqui a minha consternação pelo ataque que foi feito pelo Hamas contra comunidades israelenses na fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza e repudiar esse tipo de ataque, que eu considero terrorista. Considero terrorista porque é uma agressão contra a população civil. Quero dizer aos senhores e às senhoras que, na história recente do mundo, muitas vezes ocorreram lutas armadas para libertação de povos. Vou citar aqui os partigianos italianos, que atacavam as forças nazistas e fascistas. Quero lembrar aqui o povo vietnamita, que atacava o Exército norte-americano e expulsou o Exército norte-americano do Vietnã. Foram ataques feitos contra forças militares, na luta pela libertação dos seus povos e dos seus países. Mas devo repudiar qualquer tipo de ação contra a população civil. Considero, sim, atos terroristas esses feitos pelo Hamas, da mesma forma como considero atos terroristas de Estado o que está sendo feito agora pelo Governo de Netanyahu contra a população civil da Faixa de Gaza, porque não é outra atitude que não terrorismo cortar a água, o gás, a energia elétrica e jogar bomba sobre prédios onde habita a população civil. Aliás, foi exatamente esse tipo de governo que expandiu os assentamentos israelenses na Cisjordânia e favoreceu a vitória do Hamas na Faixa de Gaza e a retirada da Autoridade Palestina daquela região, o que possibilitou essa escalada da violência a que estamos assistindo. Nós precisamos parar a violência. O Governo brasileiro deve atuar como está atuando, no sentido de buscar uma solução pacífica, uma solução que cesse a violência de um lado e outro contra o povo israelense e contra o povo palestino que habita a Faixa de Gaza. Não existe outra solução. Os Acordos de Oslo determinaram as fronteiras. Foram assinados pelos dois lados. São esses acordos que têm que ser respeitados e que são capazes de restabelecer a paz na região. Não existe outra saída que não essa de cessar fogo de todos os lados. Vamos parar com isso. Nós não queremos a morte de ninguém. Queremos a paz e com ela a reconstrução de uma convivência entre palestinos e israelenses. Muito obrigado. - 27/09/2023Breves Comunicações
O Deputado parabenizou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por dispensar a participação das Forças Armadas no transporte das urnas eleitorais, considerando essa decisão muito acertada. Ele ressaltou que nos últimos 30 anos, houve 22 operações de Garantia da Lei e da Ordem para transportar urnas eletrônicas, a maioria das quais não tinha relação com questões de segurança, mas sim com o transporte das urnas. Enfatizou a importância de afastar as Forças Armadas da política e propôs a alteração do artigo 142 da Constituição Federal nesse sentido.
Palavras-chave oficiais: Tribunal Superior Eleitoral (TSE),Urna eleitoral,dispensa,Forças Armadas,Transporte Constituição Federal,Dispositivo legal,alteração
Ler a transcrição oficial
O SR. CARLOS ZARATTINI (Bloco/PT - SP. Sem revisão do orador.) - Muito obrigado, Sra. Presidente. Queria parabenizar o Tribunal Superior Eleitoral, que resolveu dispensar a participação das Forças Armadas no transporte das urnas eleitorais. Esta é uma decisão muito acertada, até porque, nos últimos 30 anos, de 1992 a 2022, houve 22 operações de Garantia da Lei e da Ordem para transportar urnas eletrônicas um verdadeiro absurdo! Dessas 22, apenas uma teve a ver com segurança propriamente dita, que foi no Rio de Janeiro; as demais eram simplesmente para transporte de urna. Não precisa haver uma operação de Garantia da Lei da Ordem para transportar urna. Vamos afastar de vez as Forças Armadas da política! Vamos alterar o art. 142 da Constituição Federal! - 26/09/2023Breves Comunicações
O Deputado destacou o depoimento do General Augusto Heleno na CPMI do 8 de janeiro, enfatizando sua tentativa de deslegitimar a delação do Tenente-Coronel Cid, que envolveu militares na tentativa de golpe. Argumentou que é necessário rever o papel dos militares na política e manter o foco deles na defesa do território nacional, enfatizando a importância de afastá-los da administração civil. Concluiu pedindo o aprofundamento das investigações levadas a cabo pela referida CPMI.
Palavras-chave oficiais: Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI),manifestação,Brasília (DF),General de exército,Depoimento,investigação,Defesa
Ler a transcrição oficial
O SR. CARLOS ZARATTINI (Bloco/PT - SP. Sem revisão do orador.) - Muito obrigado, Sr. Presidente. Quero cumprimentá-lo, cumprimentar todos os Deputados e Deputadas e dizer que hoje nós assistimos ao depoimento do General Augusto Heleno na CPMI. Foi um depoimento bastante nervoso, em que o seu único intuito era tentar deslegitimar a delação do Tenente-Coronel Cid, que, por A mais B, mostrou o envolvimento de militares na tentativa de golpe do dia 8 de janeiro. Essa sequência de fatos tem demonstrado que nós, aqui no Congresso Nacional, devemos aprofundar a discussão do papel dos militares na gestão do País, do papel dos militares na segurança nacional, e justamente rever aquilo que está escrito no art. 142, que dá a esses militares a atribuição de também se envolverem na garantia da lei e da ordem. Ora, Sras. e Srs. Deputados, isso não é mais possível. Nós temos que, muito pelo contrário, afastar os militares da política. Os militares têm que ser profissionais, têm que se ater à defesa do território nacional, à defesa do nosso povo, à garantia da soberania no ar, na terra, nas nossas fronteiras e no nosso oceano. E isso não vem sendo feito a contento. Eles têm que se dedicar a isso. Nós vimos, durante esse Governo do Bolsonaro, o quanto os militares foram envolvidos na administração civil, o quanto eles se envolveram na política, e é isso que nós precisamos mudar agora. Nós temos evidências de que isso precisa ser mudado. Ora, a coisa não começou no dia 8 de janeiro, começou muito antes, quando o General Paulo Sérgio, como Ministro da Defesa, trabalhou para deslegitimar as urnas eletrônicas, deu prosseguimento, com consentimento dos comandantes militares, à permanência dos acampamentos na frente dos quartéis, e terminou quando nós soubemos agora Bolsonaro reuniu os comandantes militares para discutir o golpe de Estado. Esse assunto precisa ser cada vez mais investigado. Quero dizer aos Deputados e Senadores que participam da CPMI: Vão fundo! Vão fundo para puxar o fio desse novelo, porque muita coisa vai sair daí, e nós precisamos limpar a área e, de fato, colocar o Brasil no rumo da democracia e do desenvolvimento. Muito obrigado. - 17/08/2023Breves Comunicações
Evidência da participação do ex-Presidente Jair Bolsonaro nos atos antidemocráticos praticados contra as sedes dos Poderes da República. Denúncia do hacker Walter Delgatti Neto sobre o envolvimento do ex-Presidente da República na tentativa de violação de urnas eletrônicas e de incriminação do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Defesa de investigação dos envolvidos na tentativa de golpe de Estado pela CPMI da invasão das sedes dos Poderes da República.
Palavras-chave oficiais: Ex-presidente da República,manifestação,Brasília (DF),participação,Hacker,Denúncia,Urna eletrônica,Ministro do Supremo Tribunal Federal,Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI),investigação
Ler a transcrição oficial
O SR. CARLOS ZARATTINI (Bloco/PT - SP. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Deputados, Deputadas, a cada dia está ficando mais difícil para Bolsonaro escapar dessa CPMI que estamos realizado no Congresso Nacional. Nessa CPI Mista, está ficando evidente a sua participação na trama golpista de 8 de janeiro. O hacker Walter Delgatti acabou de denunciar o então Presidente da República por envolvimento na tentativa de fraudar urnas, na tentativa de invadir os sistemas da Justiça Federal e tentar culpar Alexandre de Moraes por algum tipo de crime. Ele denunciou claramente que Bolsonaro o chamou ao Palácio do Planalto para dizer que nada aconteceria com ele, que tudo seria resolvido, que ele poderia cometer tranquilamente aqueles crimes informatizados. Essa situação está ficando muito difícil, está ficando muito complicada, como se não bastasse o caso do Rolex, não bastassem as movimentações nas contas do Coronel Cid, não bastasse o envolvimento do seu pai, um general. É uma situação triste e calamitosa a que estamos vendo no Brasil. Foram feitas revelações sobre o que Bolsonaro e a cúpula do seu Governo para tentar ganhar as eleições! Mas é necessário que a CPMI investigue mais, porque não só ele está envolvido. Há muito mais gente envolvida num projeto de tentativa de perpetuação no poder. Muito mais gente está envolvida nessa trama golpista de 8 de janeiro! Devem ser investigados também aqueles que saíram da cúpula do Palácio, como o General Heleno. Tem que ser investigado Braga Netto, tem que ser investigado o General Paulo Sérgio, que comandava o Ministério da Defesa e, antes, comandava o Exército, tentaram envolver as Forças Armadas nessa trama golpista, e não conseguiram! Nós temos que saber a verdade, porque o Brasil tem que proteger a democracia. A nossa democracia tem que ser respeitada. O direito de voto do povo brasileiro tem que ser respeitado. As nossas instituições têm que ser respeitadas. Por isso, nós vamos apoiar as investigações da CPMI, vamos apoiar as investigações da Polícia Federal, que, a cada dia, traz revelações que aterrorizam, na verdade, a mente do povo brasileiro. Muito obrigado.
Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 27/11/2007 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.