
Nome civil: Benedita Souza da Silva Sampaio · 84 anos
Bananômetro
84/100
Aparece, vota e trabalha.
Nota maior que a de 75% dos deputados · média do partido: 80
Por que essa nota?
- Presença em sessõespeso 40% · 89%
Aparece para trabalhar?
- Participação em votaçõespeso 35% · 81%
Vota quando precisa? (votações com registro de nome)
- Iniciativas que avançarampeso 15% · 68%
Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)
- Atividade na tribunapeso 10% · 94%
discursos na tribuna (percentil)
A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?
Personalizar pesosComo vota · Mandato atual (2023–2027)
Vota com o governo 98%das 721 votações em que o líder do Governo pediu Sim ou Não e ela votou
Vota com o próprio partido 99%das 738 votações em que o partido (ou a federação) pediu Sim ou Não e ela votou
Fale com Benedita da Silva
Este é o canal oficial para você cobrar seu representante.
- dep.beneditadasilva@camara.leg.br
- Telefone
- (61) 3215-5330
- Gabinete
- Gabinete 330, Anexo IV, 3º andar – Câmara dos Deputados, Brasília-DF
Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.
Números de Mandato atual (2023–2027)
Presença nas sessões
89%
Esteve em 348 de 391 sessões
Votou nas votações
81%
Registrou voto em 913 de 1.125 votações nominais
Iniciativas que viraram lei
1
de 21 projetos apresentados (5%)
Alinhamento com o governo
98%
Em 721 votações em que o Governo orientou
A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.
705 discursos na tribuna e 2 entregues por escrito (não contam no Bananômetro) · de 05/02/2019 a 13/10/2026.
- 03/03/2026
A Deputada criticou o fato de a Câmara não estar debatendo de forma prioritária o feminicídio e a segurança das mulheres, alertando para o crescimento da violência de gênero no Brasil, incluindo casos de estupro, assédio e violência doméstica. Citou o caso recente de uma adolescente violentada no Rio de Janeiro como exemplo de uma cultura machista que banaliza a violência contra mulheres e defendeu a necessidade de políticas públicas eficazes, prevenção, responsabilização dos agressores e fortalecimento da rede de proteção às vítimas. Cobrou também maior responsabilidade dos Parlamentares, especialmente dos homens, afirmou que não se calará diante do feminicídio e pediu mais ações concretas do Estado para garantir segurança e respeito às mulheres.
Palavras-chave oficiais: Câmara dos Deputados,prioridade,Debate,Feminicídio,Violência contra a mulher,Violência de gênero,Rio de Janeiro (Estado),Estupro compartilhado de vulnerável,Política pública,prevenção,Rede de proteção,Vítima
Ler a transcrição oficial
A SRA. BENEDITA DA SILVA (Bloco/PT - RJ. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados, ah, como eu lamento esta Casa não estar debatendo o feminicídio! Ah, como eu lamento esta Casa não estar discutindo a segurança das mulheres! Ah, como eu lamento não termos aqui um debate propositivo para a construção de uma política nacional! Mas é o que temos para hoje. O Brasil precisa encarar, com urgência, a gravidade de todas as formas de violência contra a mulher: violência doméstica, feminicídio, estupro, assédio moral e assédio sexual. Isso segue crescendo e espalhando medo em lares, ruas, escolas e ambientes de trabalho. Os números aumentam e apavoram o País, revelando a realidade de que muitas mulheres ainda vivem sob ameaça constante. O caso recente da adolescente no Rio de Janeiro, violentada por quatro rapazes, é mais uma demonstração cruel dessa cultura de violência que insiste em tratar o corpo feminino como objeto e em banalizar a brutalidade. Não se trata de um episódio isolado, mas o reflexo de uma estrutura machista que silencia vítimas e, muitas vezes, falha em garantir proteção e justiça. As mulheres brasileiras ficam desprotegidas quando faltam políticas públicas eficazes, prevenção nas escolas, responsabilização rigorosa dos agressores e uma rede de acolhimento forte e estruturada. Elas ficam desprotegidas quando denúncias não são levadas a sério e a sociedade relativiza a violência. Enfrentar essa realidade exige uma ação coordenada do Estado, investimento em educação para a igualdade, fortalecimento da segurança pública e mudança cultural profunda. O Brasil não pode aceitar que meninas e mulheres tenham seus direitos e corpos violados, e suas vidas ameaçadas diariamente. Falar sobre isso é romper o silêncio. E romper o silêncio é o primeiro passo para transformar a indignação em justiça e em proteção real para todas. Eu venho a esta tribuna, em meio a debates inúteis que não levam a nada e não cooperam para o desenvolvimento do País, a fim de proclamar a paz no País. Como podem os homens não dar atenção às vítimas que nós estamos vendo? A cada dia, quatro mulheres morrem no Brasil. Como podem os Parlamentares masculinos não entender que o feminicídio é praticado pelos homens? Como podem ser insensíveis a isso? Não, eu não posso. Como mulher, eu não posso. Eu compreendo perfeitamente que isso é uma indignidade. Eu não sei o que será dessa moça, se ela voltará para a mesma escola. Eu não sei se ela vai encarar os amigos e as amigas, pensando que ela é que teve culpa de ser estuprada. Nesta Casa, eu tenho certeza de que as mulheres sempre terão uma voz: a minha, ainda que tentem me calar. Eu não me calarei diante do feminicídio que vem acontecendo. Alerto os Parlamentares masculinos desta Casa: os senhores têm responsabilidade com isso quando querem só armar os homens para matar as mulheres. Vamos dar segurança às nossas mulheres! Obrigada, Sr. Presidente. - 03/03/2026
A Deputada orientou a bancada na votação do Projeto de Lei nº 4.254, de 2025, que reconhece a Poesia do Pajeú, expressão cultural da região do Pajeú, no Estado de Pernambuco, como manifestação da cultura nacional.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Projeto de lei ordinária,Voto favorável,Federação Brasil da Esperança (FE BRASIL)
Ler a transcrição oficial
A SRA. BENEDITA DA SILVA (Bloco/PT - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, esta é uma grande homenagem, um resgate cultural que fazemos neste momento à poesia do Pajeú. Eu quero cumprimentar o Deputado Túlio por esta brilhante iniciativa e o Deputado Veras por ser o Relator desta matéria. Nós precisamos, ainda, falar deste Brasil que muitos não conhecem. Falar, neste momento, destes poetas é falar da brasilidade, do sentimento, de uma cultura forte que, mesmo esquecida, é resistente. Sua resistência faz com que cada vez mais, particularmente, eu ame Pernambuco. Nós votamos "sim". - 03/03/2026Breves Comunicações
A Deputada destacou a sub-representação feminina, especialmente de mulheres negras, nos espaços de decisão da administração pública, afirmando que, embora as mulheres sejam maioria na sociedade, ainda ocupam parcela reduzida dos cargos ligados a orçamento, planejamento, desenvolvimento e infraestrutura. Nesse contexto, apresentou a iniciativa “Maré de PLs – Cotas na gestão pública”, articulada pela Rede A Ponte, da qual atua como embaixadora. Explicou que a proposta defende que Estados e Municípios estabeleçam reserva de vagas para mulheres em cargos comissionados e funções de confiança do Poder Executivo, com objetivo de avançar para a paridade e incluir recorte racial. Também conclamou Parlamentares a levarem a proposta para suas bases políticas, estimulando a apresentação de projetos semelhantes em assembleias legislativas e câmaras municipais, além de dialogar com Prefeitos e Governadores para ampliar a presença feminina nos espaços de decisão da gestão pública.
Palavras-chave oficiais: Mulher,Participação política,Gestão pública,População negra,Administração pública,Representatividade feminina,Cota,Poder Executivo
Ler a transcrição oficial
A SRA. BENEDITA DA SILVA (Bloco/PT - RJ. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, eu venho a esta tribuna para fazer uma pergunta a toda esta Casa: se somos maioria na sociedade, por que ainda somos minoria na discussão sobre orçamento, prioridades e rumos do Estado? Quero lembrar a todos e a todas que, nos dias de hoje, mulheres ocupam pouco mais de um quarto das secretarias estaduais e municipais, e, em geral, concentradas nas áreas sociais. Quando falamos de orçamento, planejamento, desenvolvimento e infraestrutura, ainda somos exceção. E, quando olhamos para as mulheres negras, a desigualdade é ainda mais profunda. Isso não se dá por falta de capacidade, mas por barreira estrutural, por um modelo de poder que ainda não reflete a diversidade do povo brasileiro. Por isso, apresento aqui uma ação concreta: a Maré de PLs de cotas na gestão pública. A iniciativa é articulada pela Rede A Ponte, organização que atua no fortalecimento de mandatos e na ampliação da presença de mulheres na política institucional. Estou como embaixadora dessa mobilização porque acredito que disputar a gestão é disputar poder real. A proposta objetiva é que Estados e Municípios estabeleçam reserva de vagas para mulheres nos cargos comissionados e funções de confiança do Executivo, caminhando para a paridade, com recorte racial. Se já reconhecemos a importância de ações afirmativas em outros espaços, precisamos reconhecê-la também na gestão pública. Faço um chamado direto a este Congresso: que cada Parlamentar leve essa proposta para sua base, que dialogue com Deputadas Estaduais e Vereadoras em seus Municípios; que apresente essa agenda a Prefeitos e Prefeitas, estimulando a implementação dessa política nos Estados e nas cidades; que incentive o protocolo de projetos de lei nas Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais; que fortaleça o compromisso dos Executivos com essa transformação. Não basta eleger mulheres, é preciso garantir mulheres decidindo! Muito obrigada, Sr. Presidente. Eu peço a divulgação do meu pronunciamento nos meios de comunicação da Casa. - 26/02/2026
A Deputada parabenizou o Presidente Lula e a Presidenta da Petrobras Magda Chambriard após a Petrobras alcançar o valor de cerca de 100 bilhões de dólares e retomar a posição de empresa mais valiosa da América Latina, superando Mercado Livre e Itaú. Ademais, criticou a Direita bolsonarista por divulgar notícias falsas sobre a falência da estatal e afirmou que o Governo Lula promoveu o planejamento e o fortalecimento da empresa. Além disso, agradeceu aos Parlamentares da Bancada Negra da Câmara dos Deputados, sob sua coordenação, registrou a primeira reunião do grupo e informou que buscará equiparação às Secretarias vinculadas à Mesa Diretora. Ao final, anunciou diálogo com o Supremo Tribunal Federal (STF) e com o Governo Federal sobre demandas da população negra.
Palavras-chave oficiais: Presidente da República,Governo federal,Partido dos Trabalhadores (PT),Presidenta,Petróleo Brasileiro (Petrobras),Valor de mercado,América Latina,Direita política,Extrema direita,Notícia falsa (fake news),Falência,Empresa estatal Bancada Negra,Mesa Diretora da Câmara dos Deputados,Secretaria,Parlamentar,coordenação,Diálogo político,Supremo Tribunal Federal (STF),Governo federal,Negros,População,Atuação parlamentar
Ler a transcrição oficial
A SRA. BENEDITA DA SILVA (Bloco/PT - RJ. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, eu venho a esta tribuna para mais uma vez parabenizar o Presidente Lula e a nossa querida Presidenta da Petrobras, Magda Chambriard. Aqui nesta Casa, fake news criadas pelos bolsonaristas dizem que o Governo do PT destruiu e faliu a Petrobras. Isso é impressionante! Essa mentira sempre foi tão absurda e tão fora da realidade, que esta semana os veículos de comunicação repercutiram uma das melhores notícias que a Petrobras poderia receber: a Petrobras voltou a ser a empresa com maior valor de mercado da América Latina, com cerca de 100 bilhões de dólares. Enquanto muita gente continua repetindo mentira como se fosse verdade absoluta, a Petrobras, empresa brasileira, está lá no topo do ranking continental, superando gigantes como, por exemplo, Mercado Livre e Itaú. Isso não é invenção, Sr. Presidente. Os números oficiais de consultorias e bolsas de valores estão divulgando isso. Enquanto os bolsonaristas criam mentiras sobre a Petrobras e torcem pela destruição dessa empresa, o Governo Lula, com planejamento, ajuda a Petrobras a crescer, a se valorizar e a liderar o mercado latino-americano. Finalizo esse breve comunicado, deixando esta mensagem, desta tribuna, para os bolsonaristas: antes de repassarem a próxima fake news aos seus grupos de WhatsApp, acessem e analisem os dados reais, verdadeiros, pois a Petrobras não quebrou, mas, sim, voltou a brilhar no cenário global! Eu quero parabenizar a Presidenta da Petrobras, Magda Chambriard, e toda a sua equipe por esse trabalho excelente à frente dessa importante empresa brasileira e também o Presidente Lula por sempre defender e acreditar no Brasil. Dá gosto ver uma mulher presidindo uma empresa como a Petrobras e entregando realmente os produtos, que são o crescimento e a exploração da Petrobras. Sr. Presidente, antes de finalizar, eu quero aqui agradecer à Bancada Negra desta Casa, que agora está sob a minha Coordenação. Ontem tivemos a nossa primeira reunião, uma reunião com pauta robusta, já com entendimento para conversar com o Supremo e conversar com o Governo Federal sobre as demandas que estão sendo colocadas para a população negra neste País. Esperamos que essa Bancada, ainda este ano, chegue ao mesmo nível das Secretarias que temos nesta Casa, seja vinculada à Mesa Diretora; que, com muita dignidade, possamos fazer reuniões em espaços maiores, levar as nossas demandas à Presidência da Casa, trazê-las para este plenário e, é lógico, conversar muito com o Governo. Nós sabemos que temos projetos grandes. E, para serem executados, é preciso que o Legislativo dialogue com o Executivo. Por isso, fica aqui o meu agradecimento àqueles que compareceram à reunião ontem, a primeira reunião sob a minha Coordenação da Bancada Negra desta Casa. Presidente, peço que meu pronunciamento seja divulgado no programa A Voz do Brasil e nos meios de comunicação desta Casa. Muito obrigada. - 24/02/2026Breves Comunicações
A Deputada manifestou apoio à proposta de fim da escala 6 por 1 (Proposta de Emenda à Constituição nº 8, de 2025), ao relatar experiência pessoal como trabalhadora desde a infância e destacar a importância do reconhecimento de direitos laborais. Sustentou que a redução da jornada permitirá melhor conciliação entre trabalho e vida familiar, ao possibilitar maior convivência com filhos e tempo de descanso aos trabalhadores. Além disso, afirmou que a medida não tem o objetivo de reduzir o lucro do empregador, e defendeu que trabalhadores com menos horas de trabalho podem produzir mais, em razão de melhores condições físicas e emocionais. Por fim, registrou apoio aos autores da proposta e afirmou expectativa de que a matéria seja aprovada pela Câmara.
Palavras-chave oficiais: Proposta de Emenda à Constituição,Jornada de trabalho,Escala de revezamento de trabalho,Direitos do trabalhador,redução,Qualidade de vida,Família,Repouso semanal,Lucro,Empregador,Empregado,Saúde emocional
Ler a transcrição oficial
A SRA. BENEDITA DA SILVA (Bloco/PT - RJ. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, esta Casa em breve votará a questão da escala 6 por 1. Eu, como trabalhadora desde os 7 anos de idade, sei da importância de se ter um trabalho e ser reconhecido no trabalho, mas sei também que é uma carga muito pesada não ter direitos adquiridos. Vamos fazer este debate e aprovar um projeto no qual o trabalhador e a trabalhadora vão trabalhar, de um ponto de vista, menos, mas vão produzir muito mais, porque vão ser um trabalhador e uma trabalhadora que sabem que vão ter tempo de chegar a casa e olhar para o filho, brincar com o filho. Nós temos trabalhadores que saem de madrugada, e o filho está dormindo; quando voltam, o filho está dormindo, porque chegam às tantas da noite e trabalham duro para colocar o pão de cada dia na mesa. Então, Sras. e Srs. Deputados, não é nenhum favor, muito menos querer tirar do empregador seu lucro, porque acredito que, na medida em que nós tivermos mais tempo para dormir, mais tempo para olhar nossos filhos ou filhas ou, quem não tem filhos, para passear ou visitar um amigo, uma amiga, um parente, nós nos tornaremos pessoas muito mais alegres, muito mais felizes. Por isso é que nós estamos todos empenhados e agradecidos ao meu companheiro Deputado Reginaldo e também à Deputada Erika Hilton, que são os autores deste projeto, que esta Casa, pelo visto, vai absorver. Nós teremos, então, trabalhadores e trabalhadoras com menos horas de trabalho e mais produção. Muito obrigada, Sr. Presidente. - 24/02/2026
Ler a transcrição oficial
A SRA. BENEDITA DA SILVA (Bloco/PT - RJ. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, eu venho a esta tribuna para celebrar, no dia de hoje, 24 de fevereiro, uma das datas mais importantes e históricas para nós mulheres, uma conquista real e concreta, que é o voto feminino no Brasil. Em 1932, as mulheres brasileiras tiveram reconhecido o direito de participar das decisões políticas do País, uma vitória construída com coragem, organização e muita luta. Nada foi dado de presente, cada direito foi conquistado por mulheres que enfrentaram o machismo, o silenciamento e a exclusão para afirmar que a democracia de verdade só existe com a participação de todos e todas. O voto feminino não foi apenas a permissão para apertar um botão ou mesmo depositar uma cédula na urna, foi o reconhecimento da mulher como sujeito político, como cidadã plena, como protagonista da história política brasileira. De lá para cá, nós avançamos, as mulheres ocuparam espaços nas universidades, nos movimentos sociais, nos sindicatos, nas artes, na ciência e na política, mas ainda seguimos lutando por mais representação, por igualdade salarial, pelo fim da violência de gênero e por respeito às nossas vozes. A presença das mulheres na política fortalece a democracia, amplia o olhar sobre as políticas públicas e coloca no centro do debate os temas essenciais para que haja um cuidado com as pessoas: a educação, a saúde, o combate à fome, o cuidado com a criança, com os idosos, com a família trabalhadora. Quando uma mulher ocupa um espaço de poder, ela abre caminho para muitas outras. Eu quero, neste momento, celebrar este dia 24 de fevereiro e reafirmar nosso compromisso com a democracia. Quero honrar os que vieram antes de nós para fazer, então, essa construção maravilhosa, essa construção bela. A democracia só é forte quando as mulheres estão dentro dela com voz, com vez e com poder. Viva esta grande data! Salve este grande dia! Que nós possamos ver uma paridade aqui, neste plenário, para que nós possamos, então, dizer que essa é uma conquista plena porque haverá aqui, nesta Casa, a paridade. Este é um dia importantíssimo em comemoração à participação da mulher no processo eleitoral. Obrigada, Sr. Presidente. - 24/02/2026Breves Comunicações
A Deputada afirmou que o País acompanhou o julgamento, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), do processo penal contra os acusados de serem mandantes do assassinato da Vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Declarou que o caso representou marco no enfrentamento à impunidade e destacou que o crime expôs a necessidade de fortalecimento das instituições democráticas. Informou também que o que esteve em jogo foi a confiança da população na Justiça e a garantia de que ninguém estaria acima da lei. Destacou que o STF cumpriu seu papel constitucional ao assegurar devido processo legal, ampla defesa e julgamento com base em provas, defendendo verdade e responsabilização.
Palavras-chave oficiais: Homicídio,Vereadora,Rio de Janeiro (RJ),Motorista,Autor intelectual,julgamento,Supremo Tribunal Federal (STF)
Ler a transcrição oficial
A SRA. BENEDITA DA SILVA (Bloco/PT - RJ. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho a esta tribuna para destacar que, no dia de hoje, o Brasil volta os seus olhos para a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, que julga o processo penal contra os acusados de serem os mandantes do assassinato da Vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Não se trata apenas de um julgamento. Trata-se de um marco na luta contra a impunidade. Marielle foi executada por representar a voz das mulheres, da população negra, das periferias e dos direitos humanos. Anderson, trabalhador, pai de família, também teve sua vida brutalmente interrompida. O crime chocou o mundo e expôs a necessidade de fortalecermos nossas instituições democráticas. O que está em jogo é a confiança do povo brasileiro na Justiça, é a afirmação de que ninguém está acima da lei, seja qual for o cargo que ocupe, o poder econômico que tenha ou a influência política que exerça. O STF cumpre o seu papel constitucional ao garantir o devido processo legal, a ampla defesa e o julgamento com base em provas. A democracia só se consolida quando crimes políticos são investigados com rigor e julgados com coragem. O Brasil precisa virar essa página com verdade e responsabilização. Marielle presente! Anderson presente! Hoje e sempre, na luta por justiça e por um país onde a política não seja silenciada pela violência. Sr. Presidente, peço que meu pronunciamento seja divulgado no programa A Voz do Brasil e nos meios de comunicação desta Casa. Obrigada. - 10/02/2026
A Deputada registrou os impactos das fortes chuvas no Estado do Rio de Janeiro, com alagamentos e quedas de árvores. Pediu mobilização da bancada fluminense e apoio do Ministério das Cidades para atendimento emergencial às áreas afetadas, mencionando que já apresentou a situação ao Presidente Lula.
Palavras-chave oficiais: Chuva,Alagamento,queda,Árvore,Rio de Janeiro (Estado),mobilização,Bancada parlamentar,Ministério das Cidades,Presidente da República,atendimento emergencial,População
Ler a transcrição oficial
A SRA. BENEDITA DA SILVA (Bloco/PT - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, quero fazer um registro e pedir a colaboração de todos, inclusive da bancada do Estado do Rio de Janeiro. As chuvas trouxeram grandes estragos, que vieram da cidade do Rio de Janeiro e estão, agora também, na Baixada Fluminense. Além de Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Rio Bonito, outras quedas de árvores estão acontecendo em outros Municípios. Então, é preciso que a gente faça um esforço de buscar um SOS junto ao Ministério das Cidades. Hoje eu tive a oportunidade de estar com o Presidente Lula. Coloquei esta situação e levei a ele também os vídeos, para que ele visse que as cidades estão inundadas. Portanto, faço este apelo para que a nossa bancada do Estado do Rio de Janeiro possa também estar solidária com aquelas pessoas. - 09/02/2026
A Deputada celebrou a eleição presidencial em Portugal e afirmou que o resultado representou fortalecimento da democracia e rejeição ao autoritarismo. Parabenizou António José Seguro pela vitória e destacou a importância do diálogo, da justiça social e da cooperação entre Brasil e Portugal. Também registrou preocupação com dificuldades para obtenção da palavra em plenário e apontou tratamento desigual durante solicitações feitas em nome da Secretaria da Mulher e de sua bancada. Por fim, afirmou que representa eleitores do Estado do Rio de Janeiro e cobrou respeito institucional.
Palavras-chave oficiais: Portugal,Eleição,Congratulação Deputada federal,Plenário,Uso da palavra,dificuldade,Crítica
Ler a transcrição oficial
A SRA. BENEDITA DA SILVA (Bloco/PT - RJ. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, eu ocupo esta tribuna para dizer que hoje é um dia de celebração da democracia em Portugal e em todos os países que lutam contra o autoritarismo, o fascismo e a extrema direita. Nesse sentido, eu quero parabenizar António José Seguro pela sua vitória nas eleições para a Presidência de Portugal, um resultado que representa esperança, equilíbrio e compromisso com o diálogo. Em tempos em que o extremismo tenta dividir sociedades, a escolha do povo português reafirma que a política pode, e deve, ser feita com respeito, escuta e responsabilidade. A eleição de Seguro, com quase 70% dos votos, mostra que a maioria acredita na força das instituições, na justiça social e na construção de pontes, não de muros. O povo português deu uma resposta firme contra a intolerância e contra a extrema direita, que aposta no medo e na desinformação. Portugal escolheu o caminho da serenidade, da democracia viva e da convivência plural. Eu tenho certeza de que seu mandato será marcado pela defesa dos direitos, pela valorização do povo trabalhador e pela busca de soluções coletivas para os desafios do nosso tempo, pois liderar é unir, e este é o espírito que essa vitória simboliza. Também celebramos o fortalecimento da parceria histórica entre Portugal e Brasil. Somos países irmãos, ligados pela cultura, pela língua e por sonhos em comum. Que essa nova etapa aprofunde a cooperação, gere oportunidades, trocas econômicas, educacionais e culturais e fortaleça ainda mais os laços entre nossos povos! Parabéns ao Presidente António José Seguro. Que seu governo seja de diálogo, paz e avanços sociais. Portugal ganha, a democracia ganha, e todos nós que acreditamos em um mundo mais justo também ganhamos. Sr. Presidente, dando continuidade à minha fala, quero, neste momento, não fazer uma reclamação, mas registrar que parece haver uma invisibilidade nossa no plenário. Uma das coisas que a gente observa é que, quando pedimos a palavra, demora-se a concedê-la. Se estamos coordenando, como estamos, e solicitamos os 5 minutos o mesmo tempo de Líder, como está previsto , temos que ser atendidas. Falo isso em meu nome e em nome da Secretaria da Mulher, que é uma das secretarias que pertencem à Mesa. Portanto, o tratamento deve ser igual: é preciso prestar atenção no que as pessoas estão falando e solicitando, porque eu não represento apenas a mim mesma; represento, nesta Casa, os eleitores do Estado do Rio de Janeiro, o Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras e também a minha bancada. Então, quando eu quis fazer a orientação, solicitei a palavra por mais de uma vez e deixei claro que era em nome da bancada. Não é uma questão pessoal; é uma questão institucional. Precisamos estar atentas ao fato de que, muitas vezes, a nossa invisibilidade no plenário desta Casa é incrível, é impressionante. Outra coisa que quero registrar e não que V.Exa. faça parte disso; pelo contrário, sempre me tratou com respeito é que, para mim, é inadmissível que qualquer pessoa, seja da Oposição, seja da Situação, fique fazendo chacota e rindo da minha cara. Eu quero respeito, porque eu não sou quenga de ninguém nesta Casa. Portanto, eu exijo respeito, assim como respeito todas as outras pessoas. Muito obrigada, Sr. Presidente. - 03/02/2026
A Deputada manifestou apoio aos trabalhadores dos Correios diante da suspensão de direitos trabalhistas e conquistas históricas decorrentes de negociação coletiva, após a greve de dezembro de 2025, em razão de decisão liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido da direção da empresa. Destacou a supressão de benefícios como ticket extra, gratificação de férias de 70%, adicional por trabalho em dias de repouso e mudanças no custeio do plano de saúde, alertando para o impacto sobre empregados da ativa e aposentados em contexto de salários defasados. Ademais, apelou pela revisão da liminar, ressaltando o papel histórico dos Correios na integração nacional. Por fim, enalteceu a atuação do Deputado Lindbergh Farias na liderança da bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) e celebrou a posse do Deputado Pedro Uczai como novo Líder.
Palavras-chave oficiais: Greve,Trabalhador,Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT),Direito do trabalho,Negociação coletiva de trabalho,Medida liminar,Supremo Tribunal Federal (STF),Suspensão cautelar,Política salarial Deputado federal,Partido dos Trabalhadores (PT),Líder do partido,Bancada parlamentar,Câmara dos Deputados
Ler a transcrição oficial
A SRA. BENEDITA DA SILVA (Bloco/PT - RJ. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, eu ocupo esta tribuna para expressar meu apoio aos funcionários e às funcionárias dos Correios diante da suspensão de pontos fundamentais das garantias de direitos aos trabalhadores e trabalhadoras dos Correios após a greve de dezembro de 2025. Nós sabemos que, ao atender o pedido da Direção dos Correios, a decisão liminar do Supremo Tribunal Federal retira benefícios conquistados pelos trabalhadores e pelas trabalhadoras ao longo da sua história e representa um forte retrocesso para a negociação coletiva, para a mobilização e organização da classe trabalhadora e para a Justiça do Trabalho. Entre os pontos suspensos estão o ticket extra, a gratificação de férias de 70%, o adicional para trabalho em dias de repouso e a alteração no custeio do plano de saúde, que pode representar para milhares de funcionários da ativa e aposentados uma situação de vulnerabilidade. Nesse sentido, Sr. Presidente, eu apelo ao Supremo Tribunal Federal para que tal decisão seja revista, pois a ação, que se dá em um momento de asfixia financeira para esses trabalhadores e trabalhadoras que já estão há meses com os salários congelados, amplia perdas imediatas e atinge o orçamento da família desses trabalhadores e trabalhadoras. Pelo papel fundamental que os Correios desenvolvem em nosso País ao longo de sua história, contribuindo para a integração do território nacional e para a circulação de bens, informações e serviços essenciais, eu peço que tal liminar seja revista, pois toda luta em defesa dos Correios é importante para a nossa população. Sr. Presidente, neste momento eu ocupo esta tribuna também para fazer um reconhecimento público e necessário ao trabalho do Deputado Federal Lindbergh Farias como Líder da bancada do Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras. Ele exerceu essa missão com muita coragem e determinação, com muita política, com firmeza ideológica e, sobretudo, com compromisso com o povo brasileiro. Num Congresso muitas vezes hostil aos direitos sociais, ele foi voz ativa na defesa da democracia, do Governo Lula, dos trabalhadores, das mulheres, da juventude e das políticas públicas que combatem a fome e as desigualdades. Quero aqui expressar este meu sentimento a esse grande Líder, pois, tenho certeza, sua tarefa não foi fácil. E deixo registrado o meu desejo de que o nosso novo Líder também tenha sabedoria e sucesso. O Deputado Pedro Uczai assume essa responsabilidade com a missão de dar continuidade a esse trabalho coletivo, de ampliar a articulação, de fortalecer ainda mais a bancada, na defesa do Brasil que cuida do seu povo. Que siga firme, com unidade, coragem e compromisso social, porque, acima de tudo, nossa Liderança é a liderança do povo brasileiro! Muito obrigada, Deputado Lindbergh Farias! Seja bem-vindo, Deputado Pedro Uczai, o novo Líder da bancada do Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras! Sr. Presidente, peço a V.Exa. que divulgue meu pronunciamento nos meios de comunicação desta Casa e no programa A Voz do Brasil. E terminei no tempo. Muito obrigada. - 16/12/2025Breves Comunicações
A Deputada elogiou as manifestações realizadas no fim de semana em todo o País, com ênfase no Rio de Janeiro (RJ), que reuniram multidões em defesa da democracia e do Estado Democrático de Direito. Ressaltou que as mobilizações rejeitaram qualquer anistia a responsáveis por crimes contra a democracia, especialmente os ocorridos em 8 de janeiro de 2023, incluindo ataques ao patrimônio público e às instituições. Ademais, defendeu que não haja acordos para impedir a responsabilização dos envolvidos. Por fim, sustentou que a punição penal não representa vingança, mas garantia para que a ameaça de autoritarismo não se repita.
Palavras-chave oficiais: Manifestação pública,Rio de Janeiro (RJ),Democracia,anistia,Ato antidemocrático,Crime contra o Estado Democrático de Direito,punição,Autoritarismo
Ler a transcrição oficial
A SRA. BENEDITA DA SILVA (Bloco/PT - RJ. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, eu ocupo esta tribuna para registrar o ato realizado neste final de semana em todos os Estados do Brasil, especialmente no Rio de Janeiro, na Grande Rio de Janeiro, onde as ruas e praças ficaram lotadas, cheias da nossa manifestação, transformadas num símbolo de resistência democrática. Ali nós nos colocamos contra toda forma de barbárie política, contra toda irregularidade na questão do Estado Democrático de Direito. Foi uma demonstração histórica da força do povo brasileiro, do popular, da consciência democrática de brasileiros e brasileiras que estiveram conosco nas ruas do Rio e de outros Estados. Sr. Presidente, esses milhares e milhares de pessoas que ocuparam a orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, disseram em alto e bom som que não haverá anistia para crimes, que não haverá anistia para golpistas, que não haverá anistia para aqueles que cometeram crime contra o patrimônio público, contra a democracia no 8 de Janeiro. Nós não podemos deixar que se apague esse momento da nossa história. Todos nós, temerosos que somos, zelosos que somos pela democracia brasileira, não poderíamos aceitar com naturalidade tudo o que naquele dia aconteceu. Então, foi um ato de defesa da democracia, da instituição do Estado Democrático de Direito, dos direitos dos homens e das mulheres, dos jovens, de senhoras e senhores, de idosos e idosas, da juventude, do homem e da mulher, de todos os que lá compareceram, de todos nós que ali estávamos, de estudantes, militantes, partidários, servidores, trabalhadores e trabalhadoras. Quem atenta contra a democracia, não pense que vai ficar assim, pura e simplesmente, sem uma punição, uma punição que todos nós entendemos que é de fato e de direito. Nós não aceitamos acordos por cima, acordos esses que levem a sociedade brasileira a ser colocada como intolerante. É um absurdo que nós não possamos ainda garantir que a justiça será feita. Que isso não seja considerado como vingança. Essa é a garantia de que nunca mais viveremos uma situação como essa, de ameaça, de autoritarismo. É isso o que tem acontecido, é sobre isso que nós nos manifestamos e continuaremos mobilizados. Sr. Presidente, eu peço que seja divulgado no programa A Voz do Brasil o meu pronunciamento. Muito obrigada. - 11/12/2025
A Deputada celebrou o Dia Internacional dos Direitos Humanos e destacou o reconhecimento por sua atuação parlamentar nessa área. Ademais, ressaltou sua contribuição para a qualificação profissional de mais de trezentos jovens em comunidades, com foco na empregabilidade. Ao final, defendeu que emprego e educação são essenciais para a inserção social e a proteção da juventude, especialmente nas periferias.
Palavras-chave oficiais: Homenagem,Dia Internacional dos Direitos Humanos,Deputada federal,Atuação parlamentar,Educação e formação profissional,Comunidade,Periferia urbana,Política educacional,empregabilidade,Integração social,Juventude
Ler a transcrição oficial
A SRA. BENEDITA DA SILVA (Bloco/PT - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, sei que já deu meia-noite, e eu não poderia... O SR. PRESIDENTE (Julio Lopes. Bloco/PP - RJ) - Por favor, Deputado Reimont. Tem a palavra a Deputada Benedita da Silva. O SR. REIMONT (Bloco/PT - RJ) - O senhor não me repreenda, é ele que está interrompendo. A SRA. BENEDITA DA SILVA (Bloco/PT - RJ) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, ontem foi o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Eu tive oportunidade de, nessa data, receber comemorações a partir do trabalho que sempre desenvolvi como tarefa do meu mandato na área dos direitos humanos. Quero dizer que eu tenho, neste momento, a satisfação de colaborar com a qualificação de mais de trezentos jovens nas nossas comunidades, com futura empregabilidade. Esse é um ato de direitos humanos, pois sabemos que uma das seguranças que precisamos dar a nossas crianças, à nossa juventude, é empregabilidade, educação. Portanto, deixo aqui o meu registro. É uma homenagem que faço pelo Dia Internacional dos Direitos Humanos, para que possamos ter ações mais adiante e realmente dar aos nossos jovens essa oportunidade de trabalhar, principalmente nas periferias, que é onde eles vivem hoje. Eles precisam estar inseridos com segurança na educação. É a sua inserção social e sua proteção propriamente dita na área de segurança pública. Obrigada. - 10/12/2025
A Deputada defendeu que a Câmara deveria respeitar a vontade popular expressa nos votos recebidos por Glauber Braga e evitar a cassação de seu mandato, argumentando que a punição adequada seria apenas a suspensão por seis meses, conforme Emenda de Plenário nº 1 apresentada ao Projeto de Resolução nº 86, de 2025. Afirmou ainda que cassar um Parlamentar de trajetória digna significaria retirar dos eleitores o direito à representação política e aos sonhos depositados naquele mandato. Destacou sua relação pessoal e política com Glauber e com sua família, exaltou sua atuação, seu compromisso com os trabalhadores e sua importância para o futuro político, especialmente para o Estado do Rio de Janeiro, e fez um apelo às bancadas, em particular à fluminense, para que prevalecessem o bom senso e o consenso, preservando o mandato do Deputado.
Palavras-chave oficiais: Emenda de plenário,Mandato parlamentar,Deputado federal,Projeto de resolução da Câmara dos Deputados,Perda de mandato parlamentar,Atuação parlamentar,Suspensão (penalidade),Representação política
Ler a transcrição oficial
A SRA. BENEDITA DA SILVA (Bloco/PT - RJ. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, esta é uma noite em que esta Casa tem em suas mãos o total direito de externar o respeito ao povo brasileiro, que tem dedicado a nós o seu voto e, assim, estamos nesta Casa. Neste momento, nós temos a oportunidade de dar ao nosso Deputado Glauber que recebeu do povo do Estado do Rio de Janeiro, referendado pelos seus milhares de votos o direito de manter sua representação nesta Casa, para que possamos, por unanimidade, fazer valer o direito do voto do cidadão e da cidadã. Fazemos um apelo, neste momento, no sentido de que a suspensão por 6 meses de Glauber é a única coisa que devemos votar nesta Casa. É muito duro cassar o mandato de um Parlamentar cuja trajetória é digna, é correta. Eu nem quero falar sobre a questão de ele não ser um homem corrupto, porque ele é muito mais do que isso. A representação do povo por qualquer um de nós Parlamentares é o sonho, é o desejo, é a vontade daquela população que vê naquele Parlamentar a oportunidade de se expressar e de realizar seus sonhos. Nós não temos o direito de tirar os sonhos daqueles que depositaram, com muita confiança, o seu voto no nosso Deputado Glauber Braga. Eu conheci a sua mãe, Deputado Glauber, e quero lhe dizer que cheguei a fazer campanha com ela, uma mulher destemida, corajosa, que enfrentou uma das maiores enchentes de Friburgo. Friburgo ficou embaixo de água, arrasada totalmente. Ela, com muita dignidade, soube colocar a cidade de Friburgo de pé. Quando eu estava iniciando a minha trajetória, V.Exa. estava nascendo. Aqui estou para dizer que conheço o Deputado Glauber Braga. Por conhecê-lo, eu tenho orgulho. A minha idade e a minha trajetória política me permitem dizer que olhar para ele é garantir um futuro político para todos nós. É essa a juventude que se complementa, é essa a juventude que dá continuidade aos sonhos, aos desejos dos trabalhadores e das trabalhadoras, dos homens e mulheres que incansavelmente saem às ruas para levantar as nossas bandeiras e para dizer que queremos Glauber o nosso Deputado Federal. Nesta noite, nesta Casa, no meu último mandato de Deputada Federal, eu quero dizer que o Deputado Glauber não apenas me representa, mas também representa multidões que me acompanharam até aqui, multidões essas que esperam a continuidade desse projeto, Deputada Laura, que é também do Estado do Rio de Janeiro. O Estado do Rio de Janeiro não poderá ficar sem o nosso Deputado. Por isso, o único caminho de consenso e de bom senso que temos nesta noite é não permitir que ele seja cassado, mas que haja uma suspensão, a qual também garantirá que ele possa se reeleger. Neste momento, faço um apelo principalmente à nossa bancada do Estado do Rio de Janeiro. Não podemos perder um Deputado dessa envergadura. Por isso é que nós dizemos em alto e bom som: Fica, Glauber! - 10/12/2025
A Deputada orientou a bancada na votação do art. 359-M-B do Decreto-Lei 2.848, de 1940, constante no art. 2º do substitutivo apresentado ao Projeto de Lei nº 2.162, de 2023, que dispõe sobre a dosimetria das penas.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Dispositivo legal,Substitutivo,Projeto de lei ordinária,Governo,Base de apoio político
Ler a transcrição oficial
A SRA. BENEDITA DA SILVA (Bloco/PT - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, o Governo está em obstrução. Nós entendemos que essa anistia vai colaborar, como aqui já foi dito por tantos outros colegas, para a lavagem de dinheiro, contra o Estado Democrático de Direito. E, principalmente, é importante frisar a hipocrisia que se vê neste plenário. As pessoas mentem sorrindo. Nem elas acreditam no que estão dizendo, mas precisam dizer algo, algo que não tenha conteúdo, algo que não comprometa em absolutamente nada aqueles e aquelas que eles querem enganar. Se existe inocente nisso, a responsabilidade por os inocentes estarem hoje criminalizados é deles mesmos, que alimentam e incentivam a dissensão. - 10/12/2025
A Deputada invocou o art. 17, §2º, do Regimento Interno para lembrar que o Presidente da Câmara não pode emitir opiniões sobre o debate sem antes transferir a Presidência ao substituto. Criticou a manifestação anterior de Hugo Motta, que afirmara que o PT votou contra a Constituição, e pediu respeito recíproco ao falar. Esclareceu que ela própria, juntamente com toda a bancada do PT, assinou a Constituição de 1988, citando nominalmente a mesa diretora da época e reafirmando sua participação histórica na promulgação do texto constitucional.
Palavras-chave oficiais: Questão de ordem,Presidente da Câmara dos Deputados,opinião,transferência,Presidência,Substituto (administração pública),esclarecimento,Partido dos Trabalhadores (PT),Assinatura,promulgação,Constituição Federal (1988)
Ler a transcrição oficial
A SRA. BENEDITA DA SILVA (Bloco/PT - RJ. Para uma questão de ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, o art. 17, § 2º, do Regimento Interno, diz que, "para tomar parte em qualquer discussão, o Presidente transmitirá a presidência ao seu substituto, e não a reassumirá enquanto se debater a matéria que se propôs discutir". Digo isso por conta da manifestação de V.Exa., quando disse que o Partido dos Trabalhadores sequer assinou a Constituição brasileira... O SR. PRESIDENTE (Hugo Motta. Bloco/REPUBLICANOS - PB) - Eu tenho muito respeito por V.Exa., mas eu disse que o PT votou contra a Constituição, e é verdade. (Palmas.) (Manifestação no plenário: Boa!) A SRA. BENEDITA DA SILVA (Bloco/PT - RJ) - Sr. Presidente, eu estou falando! Sr. Presidente, eu estou falando com V.Exa. com todo o respeito regimental e com toda a educação que eu tive até agora, pelo menos, neste plenário e esperamos reciprocidade. O que diz esse artigo é que V.Exa., ao manifestar-se, ou contra ou a favor, ao emitir qualquer opinião no momento em que estejamos fazendo um debate, antes de colocar sua posição, precisa passar a Presidência ao seu substituto para fazer essa manifestação, não como Presidente, porque é Presidente da Casa, então é Presidente de todos nós. Eu quero lembrar a V.Exa., porque talvez esta Casa não esteja informada, o seguinte: Brasília, 5 de outubro de 1988. Ulysses Guimarães, Presidente, Mauro Benevides, 1º Vice-Presidente; Jorge Arbage, 2º Vice-Presidente; Marcelo Cordeiro, 1º Secretário; Mauro Maia, 2º Secretário; Arnaldo Faria de Sá, 3º Secretário; Benedita da Silva" que assinou, com toda a sua bancada, a Constituição de 1988. - 09/12/2025
A Deputada afirmou que, em mais de quatro décadas de vida pública, nunca presenciara algo semelhante ao ocorrido naquele dia na Câmara. Declarou que, pelo Regimento Interno, a sessão não poderia prosseguir após a convulsão no Plenário, que resultou em Parlamentares feridos e na retirada truculenta de Deputados, assessores e da imprensa. Classificou o episódio como uma das maiores vergonhas já vividas pelo Parlamento e pediu a suspensão imediata da sessão, argumentando que não se podia tratar como normal uma situação em que Parlamentares foram empurrados e quase enforcados.
Palavras-chave oficiais: Câmara dos Deputados,Regimento Interno da Câmara dos Deputados,Plenário da Câmara dos Deputados,Violência,Uso da força,retirada,Deputado federal,Assessoria parlamentar,Imprensa,interrupção,Sessão
Ler a transcrição oficial
A SRA. BENEDITA DA SILVA (Bloco/PT - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, eu quero, neste momento, não fazer uma questão de ordem, mas, apenas dizer, como Parlamentar no sexto mandato de Deputada Federal, com 42 anos de vida pública, que nunca aconteceu nesta Casa o que se passou no dia de hoje. Segundo o Regimento Interno desta Casa, a esta sessão jamais se poderia dar prosseguimento, na medida em que houve, sim, aqui uma convulsão da qual Parlamentares saíram machucados. Foram, com truculência, afastados deste plenário tanto a imprensa quanto Parlamentares e assessores. Sr. Presidente, essa é a maior vergonha que um Parlamentar pode ter, no dia de hoje, neste País... (Desligamento do microfone.) O SR. PRESIDENTE (Hugo Motta. Bloco/REPUBLICANOS - PB) - Concedo a palavra ao Deputado Tarcísio Motta. A SRA. ERIKA KOKAY (Bloco/PT - DF) - Questão de ordem, Presidente. O SR. PRESIDENTE (Hugo Motta. Bloco/REPUBLICANOS - PB) - Após a fala do Deputado Tarcísio. A SRA. BENEDITA DA SILVA (Bloco/PT - RJ) - Para concluir, Presidente. (Desligamento do microfone.) O SR. PRESIDENTE (Hugo Motta. Bloco/REPUBLICANOS - PB) - Deputada Benedita, V.Exa. tem a palavra enquanto o Deputado Tarcísio se dirige à tribuna, para discutir contrariamente à matéria. Peço que conclua rapidamente, Deputada. A SRA. BENEDITA DA SILVA (Bloco/PT - RJ) - Sr. Presidente, neste momento, o que eu solicito a V.Exa. é que haja a suspensão desta sessão, para que não passe como natural o fato de nós termos sido empurrados, quase enforcados, e tenha continuidade esta sessão. E o apelo que faço, em nome da democracia, neste plenário é que possam ouvir os dois lados e assim dar prosseguimento. - 09/12/2025Breves Comunicações
A Deputada destacou o protesto das mulheres nas ruas contra o feminicídio, organizado pelo movimento Levante Mulheres Vivas com participação da Secretaria Nacional de Mulheres do PT. Enfatizou a responsabilidade coletiva, especialmente dos homens, para proteger as mulheres e combater as agressões diárias. Emitiu um SOS à Câmara, majoritariamente masculina, para proteger as mulheres. Defendeu ainda ações nos Poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, regionalizadas nos Municípios, com levante de mulheres e homens. Além disso, parabenizou o movimento negro pela marcha de homens negros contra o feminicídio, que vitima majoritariamente mulheres negras.
Palavras-chave oficiais: manifestação,Mulher,Poderes da União,Feminicídio,combate,Movimento negro,Violência contra a mulher
Ler a transcrição oficial
A SRA. BENEDITA DA SILVA (Bloco/PT - RJ. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, no domingo passado, as mulheres tomaram as ruas por este País afora para denunciar, mais uma vez, que nós queremos viver. O feminicídio está no Brasil como uma fonte jorrando todo dia. Todos os dias, nós vemos no noticiário a mortalidade das mulheres brasileiras. As mulheres foram organizadas pelo movimento Levante Mulheres Vivas, no Rio de Janeiro, com a participação da Secretaria Nacional de Mulheres do PT. Nós mulheres do Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras entendemos que não é possível apenas prestar solidariedade a essas mulheres. É preciso que tomemos atitude e que, principalmente, os homens deste País façam as suas marchas em defesa das mulheres, porque mulheres estão sendo assassinadas a cada dia. Essa é uma responsabilidade também de todos nós. Isso é muito importante. Quando vamos à rua, nós nos sentimos falhas, inúteis, diante de tanta mortalidade apresentada e da falta de sensibilidade desse povo, principalmente do mundo masculino. É preciso chamar a atenção, porque são nossos filhos, nossos esposos, nossos irmãos que devem abraçar a causa contra o feminicídio neste País. Nós temos que ter firmeza. Nós temos que ter coragem para que nenhuma agressão seja invisibilizada, para que a mulher tenha o direito de ser protegida. É preciso ser assegurada a ela proteção. Nós estamos fazendo, Presidente, um chamado urgente. Esse chamado é um SOS, é um pedido de socorro a esta Casa, principalmente, onde a maioria são Parlamentares masculinos. Que nós possamos olhar para essas mulheres, porque elas poderão ser, amanhã ou hoje mesmo, aquelas que estão tão próximas de nós, e nós não fizemos nada, absolutamente nada. Esse é um movimento que passa pelo Poder Judiciário, pelo Poder Legislativo e pelo Poder Executivo. E ele tem que ser regionalizado, porque as pessoas moram em Municípios; não moram no Estado ou na União. É preciso que haja realmente esse levante não só das mulheres, mas também dos homens a favor de que nós possamos garantir vida às nossas mulheres. Eu quero ainda, Sr. Presidente, parabenizar o movimento negro, que está fazendo reuniões para realizar uma grande marcha dos homens negros em favor das mulheres e contra o feminicídio, porque também sabem eles que a maioria das mulheres que está sendo assassinada é mulher negra. E não somente as mulheres negras importam, todas importam, seja negra, seja branca. Nós temos que trabalhar para o feminicídio acabar em nosso País. Parem de matar as nossas mulheres. Parem de matar aquela que o criou. Parem de matar aquela que o amou. Parem de matar aquela que lhe deu colo, que o amamentou e o fez homem. Está demais, Sr. Presidente! É de chorar! O coração fica apertado, quando nós assistimos a mais uma mulher arrastada, degolada, queimada, separada. E ultimamente nós temos assistido praticamente à morte de famílias inteiras. Matam as mulheres na frente dos filhos, na frente das mães. Isso é muito sério. Eu peço, Sr. Presidente, que este meu pronunciamento, no dia de hoje, seja divulgado no programa A Voz do Brasil e nos meios de comunicação desta Casa, como um chamamento à sociedade brasileira. Socorram as mulheres brasileiras. Parem de matar as mulheres. Parem de assassinar as mães. Parem de assassinar as irmãs. Parem de assassinar as esposas, as namoradas. Parem de assassinar cada uma de nós. Obrigada. - 09/12/2025
A Deputada solicitou que o Deputado-mirim João Miguel, de São Gonçalo (RJ) pudesse defender, da tribuna, suas propostas legislativas.
Palavras-chave oficiais: Criança,Deputado,Discurso parlamentar,Proposição legislativa,Tribuna,Câmara dos Deputados
Ler a transcrição oficial
A SRA. BENEDITA DA SILVA (Bloco/PT - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, nós estamos aqui com o João Miguel, o nosso Deputado mirim do Estado do Rio de Janeiro, em São Gonçalo. Ele está visitando esta Casa e conhecendo o nosso trabalho. E ele tem quatro propostas a fazer. Uma, nós já resolvemos, mas as outras três, a respeito da educação, se V.Exa. me permitir, ele vai falar o que ele quer que a gente faça juntamente com ele, o nosso Deputado mirim. - 09/12/2025Breves Comunicações
A Deputada criticou a inclusão na pauta do Projeto de Lei nº 2.162, de 2023, que concede anistia aos participantes das manifestações reivindicatórias de motivação política, ocorridas entre o dia 30 de outubro de 2022 e o dia de entrada em vigor desta Lei, afirmando que não é possível perdoar quem acampou diante de quartéis pedindo golpe, depredou as sedes dos Três Poderes e até tentou explodir bomba em aeroporto. Ressaltou que os condenados não são inocentes e devem cumprir pena, pois o País vive um regime democrático com poderes independentes. Alertou que votar anistia às pressas, no fim do ano legislativo, sem debate adequado, é irresponsável e pode gerar judicialização. Em seguida, declarou ser absurda a comparação entre o caso de Glauber Braga, que reagiu em situação pessoal ao defender a mãe no fim da vida, e o caso de Carla Zambelli, que sacou uma arma na rua por discordância política. Por fim, pediu que o Presidente da Câmara, Hugo Motta, conduza a pauta com justiça e diálogo, como prometido, e advertiu que a condução atual desgasta o Parlamento e provoca repulsa na sociedade.
Palavras-chave oficiais: Projeto de lei ordinária,anistia,Tentativa (crime),Golpe de Estado (crime),Pauta (processo legislativo) Perda de mandato parlamentar,comparação,Decoro parlamentar,Mãe,Arma,Pauta (processo legislativo),Opinião pública,Deputado federal,Deputada federal
Ler a transcrição oficial
A SRA. BENEDITA DA SILVA (Bloco/PT - RJ. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, eu descobri, agora há pouco, que temos uma pauta que tratará da votação da anistia. Esta não seria a manifestação que eu faria neste momento, mas não posso me calar diante de tanta agressão política. Por que nós vamos conceder anistia àqueles que ficaram, não inocentemente, pressionando, nas portas dos quartéis, com barracas, dia após dia, pela derrubada do Governo, não aceitando, evidentemente, a eleição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, querendo criar todos os conflitos possíveis?! Como podemos dar anistia a quem saiu depredando o patrimônio público, violando nossas instituições, fazendo o que fizeram no Supremo, nesta Casa, no Senado e no Palácio? Como podemos achar que são inocentes, simples, coitadas, aquelas pessoas que estavam no aeroporto com uma bomba armada para explodir?! Minha gente, a coisa é séria! Nós estamos brincando de política, e isso terá consequências graves, e não é para nossa reeleição ou para nosso mandato, mas para o País. Nós temos que ter responsabilidade com este País. Ninguém está preso inocentemente, e os condenados devem cumprir suas penas, porque nós temos um governo democrático. Nós temos, evidentemente, o Poder Executivo, o Poder Judiciário e o Poder Legislativo, e temos que defender a harmonia entre eles. Faltando poucos dias para entrarmos em recesso, como podem fazer uma pauta dessa natureza? Não nos deram tempo de fazer sequer um debate firme ideológico também , para dizermos se, nesta Casa, constitucionalmente, temos ou não temos o direito de anistiar quem já está processado. É importante dizer isso, porque nós levamos esta Casa à judicialização quando tomamos rumos que não são democráticos e constitucionais. Sr. Presidente, eu peço a V.Exa. mais alguns segundos, pois quero dizer que, conhecedora do mandato de V.Exa., considero inadmissível que se comparem os fatos e queiram cassar o seu mandato, dado legitimamente pelo povo do Estado do Rio de Janeiro, por causa de uma intervenção feita por V.Exa. para defender a figura e a personalidade daquela que lhe era cara: vossa mãe. Não é possível fazer uma comparação dessa natureza, minha gente! Nós vimos que a Deputada saiu de arma em punho, no meio da rua, porque um eleitor não concordava com o pensamento dela. Como podem fazer essa comparação? Aqui nesta tribuna, nesta Casa podemos verificar as notas taquigráficas , quantas ofensas nós fazemos uns aos outros?! São feitas ofensas violentas e até com palavras de baixo calão. Como nós podemos aceitar cabisbaixos que se casse o mandato do nosso Deputado Glauber, do Estado do Rio de Janeiro? Eu quero, desta tribuna, pedir ao Presidente Hugo Motta, pelos votos que todos nós demos a ele e pela confiança que ele tem desta Casa, que faça justiça e converse com os Líderes, para que a pauta seja preparada como era preparada antes, quando se discutia com os Líderes a pauta da semana seguinte. Nós podemos considerar que, ultimamente, as pautas são golpes. Isso não é bom. Quem está nesta Casa há muitos anos fica perplexo com a condução desta Casa neste fim de ano, com promessas que causam repulsa na sociedade brasileira por causa das nossas atitudes. Muito obrigada, Sr. Presidente. - 03/12/2025Breves Comunicações
A Deputada destacou dados do IBGE, divulgados pelo UOL, que apontam redução da pobreza no Brasil, resultado da continuidade das políticas do Governo Federal de combate à fome, à miséria e de fortalecimento da renda. Ressaltou medidas como a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil a partir de janeiro e a articulação entre políticas sociais e econômicas, que impulsionam a geração de empregos, a inclusão social e o consumo nas periferias.
Palavras-chave oficiais: Dados,Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),redução,Pobreza,Política pública,combate,Fome,Isenção tributária,Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF),Geração de emprego,Inclusão social,Consumo,Periferia urbana
Ler a transcrição oficial
A SRA. BENEDITA DA SILVA (Bloco/PT - RJ. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, nem só de má notícia se vive neste País. O UOL acaba de destacar, baseado nos dados do IBGE, que houve uma redução da pobreza em nosso País. Isso acontece porque o Governo Federal está mantendo a sua trajetória de combate à fome, de combate à miséria, fazendo com que a população mais pobre do Brasil tenha mais recursos para se manter. Uma das decisões tomadas pelo Presidente que já anima a população se refere aos assalariados que ganham até 5 mil reais mensalmente, porque, a partir de janeiro, não terão mais que pagar Imposto de Renda. Nós temos destacado essas medidas e as consideramos boas, excelentes notícias. Isso significa a continuidade das políticas sociais e estruturais do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reflete o resultado da articulação entre a política social e econômica, o que incide fortemente nas políticas do Governo Federal. Nós vamos combinar geração de emprego, formalização de programa de transferência de renda e inclusão social. Se a pessoa ganha mais um pouco, ela vai gastar mais um pouco. Isso vai ser importante para o que nós chamamos de capital de giro regional, que é onde se encontra a maioria dessas pessoas assalariadas. Elas não estão morando na Barra, nem na Vieira Souto; sabemos que a maioria mora nas favelas, nas periferias. Essa excelente notícia representa para nós mais do que um dado estatístico, é um retrato concreto da combinação entre a retomada econômica, a geração de emprego e a continuidade das políticas sociais estruturadas. Esse cenário, sem dúvida, é positivo. Isso não é mágica nem coincidência, é responsabilidade. Obrigada.
Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 14/12/2011 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.