
Nome civil: Heber Gomes Neiva · 51 anos
Bananômetro
75/100
período curto: nota baseada em 56 votações
Trabalha bem, com espaço para melhorar.
Nota maior que a de 45% dos deputados · média do partido: 78
Por que essa nota?
- Presença em sessõespeso 40% · 100%
Aparece para trabalhar?
- Participação em votaçõespeso 35% · 95%
Vota quando precisa? (votações com registro de nome)
- Iniciativas que avançarampeso 15% · 0%
Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)
- Atividade na tribunapeso 10% · 22%
discursos na tribuna (percentil)
A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?
Personalizar pesosComo vota · Mandato atual (2023–2027)
Vota com o governo 72%das 39 votações em que o líder do Governo pediu Sim ou Não e ele votou
Vota com o próprio partido 100%das 16 votações em que o partido (ou a federação) pediu Sim ou Não e ele votou
Números de Mandato atual (2023–2027)
Presença nas sessões
100%
Esteve em 41 de 41 sessões
Votou nas votações
95%
Registrou voto em 53 de 56 votações nominais
Iniciativas que viraram lei
0
Não apresentou projeto como autor principal neste período
Alinhamento com o governo
72%
Em 39 votações em que o Governo orientou
9 discursos na tribuna e 4 entregues por escrito (não contam no Bananômetro) · de 26/02/2019 a 08/07/2026.
- 08/07/2026Breves Comunicações
O Deputado fez um balanço de seu mandato, marcado pela defesa dos Vales do Mucuri, do Jequitinhonha e do nordeste de Minas Gerais, regiões que descreveu como historicamente esquecidas pelo poder público. Relatou atuação na Comissão de Saúde, com ênfase na Política Nacional de Enfrentamento ao HIV e à AIDS, na criação de auxílio para deslocamento de pacientes e na valorização das mães de crianças neurodivergentes e dos artesãos locais. Além disso, afirmou ter exercido o mandato com independência, diálogo e compromisso com a dignidade do povo, agradeceu apoios recebidos e declarou que deixaria a cadeira sem abandonar a missão de servir à Medicina e à população.
Palavras-chave oficiais: Deputado federal,Minas Gerais,Atuação parlamentar,Balanço
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O SR. VAVÁ (AVANTE - MG. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, subo a esta tribuna com o coração tomado por dois sentimentos, gratidão e dever cumprido. Cheguei a esta Casa sabendo que este mandato seria breve, mas aprendi que o valor de uma missão não se mede pelo tempo que ela dura, mas pelas causas que escolhemos defender. Por isso, não medi minha passagem pelo relógio, medi pela grandeza das causas que abracei. Não vim a Brasília para falar de mim, vim para dar voz aos Vales do Mucuri, do Jequitinhonha e do nordeste de Minas Gerais, marcados pela exploração histórica, pela distância do poder público e muitas vezes pelo esquecimento do Estado. Quis ser a voz das famílias sem água tratada, dos pacientes que atravessam longas estradas em busca de tratamento pelos SUS, das pessoas que vivem com HIV e ainda enfrentam o peso do preconceito, das mães de crianças neurodivergentes, que tantas vezes renunciam aos próprios sonhos para cuidar de quem amam. Procurei trazer para esta Casa a voz deles que o sistema tornou invisível. Na Comissão de Saúde, tive a honra de relatar a Política Nacional de Enfrentamento ao HIV e à AIDS. Fiz isso sustentado por mais de 20 anos como médico infectologista, atendendo pacientes no SAIS de Teófilo Otoni e Itaobim e vivendo de perto a dor de cada um. Levei para a legislação o que aprendi na vida. Ninguém deve perder tratamento por morar longe, por não ter dinheiro para o deslocamento ou por medo de ter sua dignidade exposta pelo preconceito. Defendi a criação do auxílio de deslocamento para garantir o acesso ao tratamento, porque saúde não pode ser apenas um direito escrito na Constituição. Precisa ser um direito que chegue à vida real, especialmente de quem mais necessita. Também me orgulho por ter defendido a proposta Mãos dos Vales, em reconhecimento aos artesãos do Jequitinhonha e do Mucuri, homens e mulheres cujas mãos transformam o barro em memória, cultura, identidade e sustento. Atuei com a independência, sem me render a conchavos ou interesses pessoais, sem transformar essa cadeira em palco de vaidades. Mas independência nunca significou isolamento. Dialoguei, articulei, construí pontes, porque causas justas se defendem com firmeza e se transformam em realidade pelo diálogo. Passei por esta Casa sem vender minha palavra, porque caráter não muda de endereço. Seja em um casebre do Vale do Jequitinhonha, seja nos gabinetes e palácios de Brasília. A grandeza de um homem não está no cargo que ocupa, mas nos princípios que carrega. Não afirmo que resolvi todos os problemas; seria desonesto. Mas posso afirmar com serenidade que não desperdicei a oportunidade que me foi confiada. Mandatos começam e terminam. Cargos são passageiros. As causas permanecem. Agradeço ao meu partido, o Avante, na pessoa do Presidente Deputado Luis Tibé, pela confiança. Agradeço aos colegas servidores desta Casa, à minha equipe e à minha família, que sustentou cada ausência. E agradeço, sobretudo, ao povo dos meus vales, aos meus conterrâneos, às comunidades, distritos e povoados da minha terra natal, como Queixadinha, Corujas, Vinhático, Santo Antônio, Peniche, Cascalho, Barreiras, Batatal, Ribeirão de Santana e tantos outros lugares de toda a região, que trago no coração. A vocês eu digo, os vales do Mucuri e do Jequitinhonha não são vales da pobreza. São vales de dignidade, resistência e esperança. Foi a Medicina que me ensinou que toda dor merece ser ouvida; e foi a vida pública que me ensinou que todo povo merece ser representado. No próximo dia 31, devolvo essa cadeira, mas não devolvo a missão que ela me confiou. Mandatos terminam, o compromisso com o povo, não. Seguirei servindo à Medicina e aos meus pacientes, à docência e aos acadêmicos, ao aperfeiçoamento no meu doutorado. Enquanto houver injustiça, abandono ou alguém precisando de voz, continuarei servindo onde Deus e a vida me permitirem. Porque quem ama sua terra nunca deixa verdadeiramente de servi-la. Muito obrigado. - 17/06/2026Breves Comunicações
O Deputado denunciou irregularidades na atual administração de um pequeno Município mineiro do Vale do Jequitinhonha, com base em relatos de moradores e lideranças locais. Ademais, sustentou que a cidade avançou durante sua gestão como Prefeito, mas enfrenta retrocessos sob o atual Governo. Além disso, reprovou o abandono de estradas vicinais, aumento elevado dos gastos com transporte escolar, contratos suspeitos com máquinas e combustível, indicações políticas na educação, acúmulo de lixo urbano e cobrança irregular de pedágio de prestadores de serviço. Por fim, sustentou que pobreza e vulnerabilidade não admitem desrespeito, injustiça nem desvio da finalidade dos recursos públicos.
Palavras-chave oficiais: irregularidade,Governo municipal,Prefeito,Município,Vale do Jequitinhonha,Minas Gerais,Ex-prefeito,Deputado federal,Gestão pública,Pobreza,Vulnerabilidade social,Desvio de poder,Recursos públicos
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O SR. VAVÁ (AVANTE - MG. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, tenho a honra, mais uma vez, de ocupar esta tribuna para relatar uma abordagem, emotiva, simples, mas de profundo impacto, que me fizeram. Nas minhas andanças pelo Vale do Jequitinhonha e pelo nordeste de Minas Gerais terra que conheço com o afeto de quem nasceu e se criou entre o seu povo , fui alertado e posto a par, por moradores e lideranças de um pequeno Município do Vale do Jequitinhonha. Abordaram-me na rua com aquela mistura de respeito e desabafo que só quem carrega uma dor de longa data sabe expressar. Venho, agora, contar neste plenário. Em um pequeno Município, a memória viva dos moradores que, no passado, testemunharam a gestão que todo gestor honesto temia herdar: caixas vazias, dívidas escondidas, servidores sem receber, estradas que humilhavam o homem do campo, pontes que pediam socorro e unidades de saúde em abandono total, uma Prefeitura cheia de pessoas apadrinhadas, sem qualificação, sem compromisso com o povo. Foi assim, e sou testemunha, que eu recebi o Município no meu primeiro mandato. Deus me abençoou e me auxiliou para que eu erguesse tudo e desse dignidade ao meu povo, deixando, assim, uma memória de quem construiu ruas pavimentadas, ergueu unidades de saúde, construiu pontes que eram um sonho virando realidade e saneou contas. E o que mais importa: servidores foram contratados por qualidade, por concurso, especialmente os professores da educação. Uma escola boa não se faz com cabo eleitoral na sala de aula. Essas conquistas não eram de um Prefeito, eram do povo. Eram a prova de que, quando há vontade e honestidade, mesmo os Municípios mais humildes e distantes do Brasil podem avançar. Segundo moradores de um pequeno Município do Vale do Jequitinhonha que me abordaram, com um relato sentimental e angustiante, com a nova gestão, veio o retrocesso. As estradas vicinais voltaram ao abandono, travando o homem do campo. O transporte escolar saltou para mais de 1 milhão de reais ao mês, sem que as crianças e as famílias vissem um único centímetro de melhora. Há pagamentos astronômicos por máquinas que ninguém viu trabalhar e combustível consumido apenas no papel que, em quantidade, daria para dar a volta ao mundo algumas vezes, mas não levou ninguém a lugar nenhum. Além disso, as pessoas que necessitam sequer têm acesso ao transporte para os locais devidos. Os servidores da educação estão sendo contratados, não pela competência, mas pelo favor e pelo vínculo político, como se a lei não existisse. A área urbana virou matagal, esquinas foram transformadas em depósitos de lixo, com ratos e baratas adentrando as casas das famílias. Peço mais um instante, Sr. Presidente, por favor. E, pasmem, prestadores de serviço público sendo obrigados a pagar pedágio para ir trabalhar, como se serviço público fosse concessão de coronel. Assim, parece que dividiram o Município em pequenos territórios onde os coronéis tomam conta. O que me revolta, Sr. Presidente, é que cada real desviado da sua finalidade, cada contrato inflado, cada criança com o professor sem a devida qualificação em sala, tudo isso dói. Mas, onde a necessidade se faz maior, o dano é ainda maior e mais impactante. Quero aqui alertar, Sr. Presidente, que a pobreza e a vulnerabilidade não admitem desrespeito nem injustiça. Esses moradores que me abordaram disseram, com a voz firme de quem não aguenta mais: "Deputado, o povo aqui já está no limite". Eu ouvi com calma, com atenção, e trago aqui a voz dessas pessoas. Quero dizer que quem tem olhos veja; quem tem ouvidos ouça. Aqui não vou dar nome ao pequeno Município do Vale do Jequitinhonha, mas um Prefeito que tem consciência deve estar em consonância com a responsabilidade e com a justiça social. Muito obrigado, Sr. Presidente. - 09/06/2026Breves Comunicações
O Deputado chamou atenção para as dificuldades enfrentadas por famílias de pessoas com Transtorno do Espectro Autista, especialmente em regiões com menor acesso a serviços especializados. Além disso, destacou a realidade dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, onde muitas famílias percorrem longas distâncias em busca de diagnóstico e atendimento médico. Afirmou ainda que a falta de centros de referência e de profissionais especializados compromete o acesso a direitos garantidos em lei. Ademais, ressaltou os desafios enfrentados por mães que deixaram suas atividades profissionais para cuidar dos filhos e encontravam obstáculos para obter o Benefício de Prestação Continuada. Ao concluir, defendeu a criação de centros regionalizados de atendimento e a implementação de políticas públicas voltadas às pessoas neurodivergentes e suas famílias.
Palavras-chave oficiais: Transtorno do Espectro Autista (TEA),Família,Mãe atípica,Benefício de Prestação Continuada (BPC),Atendimento especializado,Política pública,Vale do Jequitinhonha,Vale do Mucuri,Diagnóstico médico,inclusão,Pessoa com transtorno do espectro autista
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O SR. VAVÁ (AVANTE - MG. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, há um Brasil que parece não ter sido notado pela janela do poder em Brasília. Há um Brasil que acorda às 4 da manhã, pega criança no colo e enfrenta deslocamentos por estradas de terra, por rio e, algumas vezes, a pé; que chega a uma fila do INSS antes de o sol nascer para ouvir, ao fim do dia, que, mais uma vez, o benefício lhe foi negado. Eu vim falar hoje, Sr. Presidente, desse Brasil, do Brasil das famílias neurodivergentes da comunidade autista. Mais de dois milhões de brasileiros vivem com o Transtorno do Espectro Autista e pedem, não piedade, mas estrutura, política pública, dignidade e, acima de tudo, visibilidade. E o que encontram essas famílias? Encontram um país sem centros especializados suficientes e adequados para o atendimento. Nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, minha região, a região que represento, uma mãe percorre mais de 600 quilômetros para uma consulta com um neuropediatra na capital. O Brasil reconheceu recentemente em lei que a pessoa com autismo é pessoa com deficiência, mas direito que não chega à ponta vira promessa vazia. Para milhares de famílias nas regiões mais vulneráveis o que existe não é cuidado integral, é abandono silencioso. Eu quero falar especialmente das mães que abandonaram suas profissões, renunciaram aos seus sonhos, seus sentimentos, seus desejos, enfim. E o que é que receberam? Elas recebem a ausência do Estado. Muitas dessas mães, por sinal, Sr. Presidente, foram abandonadas pelos esposos, pelos parceiros, pelos companheiros, que não suportaram mais a realidade e foram embora. Ficaram sozinhas, sem renda, sem apoio, sem rede. E aí vem o absurdo que precisa ser dito em voz alta nesta Casa. Essas mães tentam acessar o BPC, ao qual seus filhos têm direito por lei, e o INSS exige laudo especializado, diagnóstico, comprovação técnica de uma condição que escancarou a vida dessas famílias ao sofrimento. Como apresentar laudo especializado quem não consegue chegar a um especialista, quem não tem centro de referência no Município, na região ou em localidades próximas? É como se a gente acionasse os bombeiros e eles pedissem uma prova do incêndio enquanto as pessoas queimam no fogo. Mesmo aquelas mães que conseguem a documentação têm o benefício negado ou aguardam meses, anos por um direito que no papel não virou realidade, como se a condição pudesse esperar, como se a criança pudesse pausar o seu desenvolvimento, como se essas mães, Sr. Presidente, não estivessem sendo desafiadas todo dia pela falta de comida, de fralda, pelo preconceito e pela discriminação. Esse círculo perverso é uma crueldade institucionalizada. Nós aqui temos responsabilidade sobre ele. Precisamos de centros regionalizados de diagnóstico, de tratamento especializado, de atenção, de uma política nacional de neurodivergência que chegue aonde o Estado ainda não chegou. Essas mães precisam de aplausos. Elas precisam de respostas, de cuidado, de respeito e, acima de tudo, de dignidade! - 29/04/2026Breves Comunicações
O Deputado trouxe o apelo de Dona Augusta, moradora do Vale do Jequitinhonha, para retratar a situação de milhares de famílias dos vales do Mucuri e do Jequitinhonha que sofrem com a ausência de saneamento básico e água tratada. Apontou que a precariedade afeta escolas, postos de saúde, comércios e grupos vulneráveis, como idosos, pessoas com deficiência e pacientes acamados. Além disso, contrastou essa realidade com o lucro líquido de R$ 1,4 bilhão registrado pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA), em 2025, e a distribuição de cerca de R$ 850 milhões em dividendos aos acionistas, questionando a omissão da empresa diante de Municípios pobres ainda sem acesso a serviços essenciais. Por fim, cobrou dos órgãos fiscalizadores, reguladores e do Governo de Minas um plano emergencial da COPASA e da Copanor, com metas e responsabilização pelo descumprimento.
Palavras-chave oficiais: Vale do Jequitinhonha,Saneamento básico,Água,Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA),Governo estadual,Minas Gerais
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O SR. VAVÁ (Bloco/AVANTE - MG. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, nobres Deputados e Deputadas, subo a esta tribuna hoje para fazer um pedido de socorro e um desabafo de Dona Augusta, humilde cidadã de uma comunidade rural do Vale do Jequitinhonha. Na voz dela, trago a voz de milhares de famílias dos vales do Mucuri e do Jequitinhonha que sofrem com a falta de saneamento básico e de água tratada. Esse tema não é apenas uma questão básica; é uma questão de saúde pública, dignidade humana e responsabilidade do Estado. Nos vales, a vida já é marcada por desafios históricos: insegurança alimentar, longas distâncias até o serviço de saúde, dificuldade de transporte, dependência das redes públicas de assistência. Quando, além de tudo isso, falta água tratada e falta coleta de esgoto, não falamos de simples desconforto; falamos de adoecimento, sofrimento e violação dos direitos do cidadão. A ausência de água atinge a casa, a escola, o posto de saúde, o pequeno comércio e a pessoa acamada. Atinge a mãe, que não consegue fazer a higiene adequada do filho antes de mandá-lo para a escola. Atinge o comerciante, que não consegue abrir sua porta. Atinge unidades de saúde e escolas, que têm dificuldade de funcionar ou precisam suspender suas atividades. Atinge, sobretudo, os mais sensíveis: idosos, pessoas com deficiência e pacientes acamados por sequelas de AVC, que precisam de água para higiene pessoal, cuidado e proteção contra infecções, que são intensas. E o que se vê, Sr. Presidente, é o tempo passar, os problemas se repetirem e as providências não chegarem com a urgência que o povo merece. A Copanor, braço da Copasa responsável por atender regiões do norte e nordeste de Minas, foi criada para prestar serviços de abastecimento de água e coleta de esgoto em pequenas localidades da região. Portanto, não se trata de favor; trata-se de obrigação contratual, legal. Enquanto isso, a Copasa, que controla a Copanor, só no ano de 2025, encerrou o ano com um lucro líquido de mais de 1 bilhão 1 bilhão 400 milhões de reais e uma distribuição de dividendos para os acionistas de cerca de 850 milhões de reais. A pergunta que faço é simples: como explicar que uma companhia com lucros gigantescos permita que Municípios pequenos e pobres continuem padecendo com falta de água e com esgoto a céu aberto, contaminando nossos rios? Também é preciso falar da destruição do patrimônio público. Ruas, calçamentos e asfaltos são quebrados para consertos de tubulações. Muitas vezes, o abastecimento não é resolvido, e as ruas ficam danificadas. Há ainda o dano ambiental. Rios são transformados em canais de esgoto na parte urbana, e essa água contaminada atinge famílias que dela dependem para sobreviver, molhar uma horta, criar animais e manter alguma forma de subsistência. O dano é muito maior do que parece: começa na torneira vazia, passa pelo esgoto lançado nos rios e termina no corpo adoecido do povo pobre. Por isso, Sr. Presidente, deixo aqui minha indignação e meu apelo. Peço que este pronunciamento seja registrado nos Anais desta Casa, divulgado nos canais oficiais da Câmara dos Deputados e encaminhado ao programa A Voz do Brasil. Peço providências urgentes aos órgãos fiscalizadores e reguladores e ao Governo de Minas. Que se cobre da Copasa e da Copanor um plano emergencial para os Municípios que são afetados, com compromisso público, metas e responsabilização pelo descumprimento de suas obrigações. Água tratada não é luxo. Esgoto coletado e tratado não é favor. Saneamento é saúde, é dignidade, é vida. Que a ganância do capitalismo selvagem pelo lucro jamais se sobreponha ao dever do poder público de servir. Muito obrigado. - 15/04/2026Breves Comunicações
O Deputado fez um apelo à preservação da memória cultural no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, Em seguida, relembrou a criação de um museu a céu aberto em sua gestão como Prefeito Municipal, com obras inspiradas em artesãos como Ulisses de Santo Antônio e Noemisa Batista, e denunciou a destruição dessas peças pela administração atual. Criticou a negligência com o patrimônio cultural e afirmou que isso compromete a legitimidade de gestores públicos. Além disso, citou dificuldades enfrentadas pelos artesãos dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri, como exploração por atravessadores e condições insalubres de trabalho, e anunciou a apresentação de projeto de lei voltado à proteção social da categoria. Por fim, defendeu medidas de apoio e valorização do setor.
Palavras-chave oficiais: Patrimônio cultural,Minas Gerais,Gestão administrativa,Projeto de lei ordinária,Proteção social,Artesão,Vale do Jequitinhonha,Vale do Mucuri
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O SR. VAVÁ (Bloco/AVANTE - MG. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho a esta tribuna para fazer um pronunciamento, mais o chamamento para uma reflexão. Diz a sabedoria popular que os filhos que não honram a memória de seus pais perdem a própria dignidade e, sem dignidade, não podem esperar ser lembrados e honrados no futuro. Eu trago essa reflexão hoje porque, na minha cidade, onde eu tive a honra de ser Prefeito reeleito, nós construímos muito mais do que obras de pedra e cimento, nós construímos um museu a céu aberto, nós construímos a base do sustento da cultura dos nossos antepassados, o museu a céu aberto do Vale do Jequitinhonha. Lá providenciamos réplicas em tamanho gigante das obras dos nossos mestres artesãos, pessoas extraordinárias como Ulisses de Santo Antônio e a saudosa Noemisa Batista, do Ribeirão de Capivara, artesãos que, com suas mãos sujas de barro, elevaram o nome da nossa região, do nosso Estado e do nosso País para o mundo inteiro. E nós fizemos o favor de deixar o legado da memória cultural do nosso povo. Mas hoje, Sr. Presidente, o meu coração dói quando nós chegamos na entrada da cidade, os braços abertos da nossa Cidade Amizade para nos receber, e o que vemos é uma destruição total do museu, das peças da memória do povo. Neste mês de abril, quando completamos 2 anos do falecimento da nossa saudosa artesã Noemisa, as estátuas daquele museu, inclusive o seu busto, que fizemos em homenagem e reconhecimento ao seu trabalho, estão quebradas, danificadas e destruídas. Um gestor público que não cuida da memória do seu povo perde a legitimidade de governar. Um Prefeito que permite a destruição do patrimônio cultural da sua gente não tem dignidade de pedir um voto de confiança a quem quer que seja, seja um voto para si mesmo ou para quem ele diz representar. Lá no Céu, Noemisa deve estar chorando ao ver o desrespeito com a obra de uma vida inteira. Um Prefeito que não cuida da memória do nosso povo não tem legitimidade para cuidar do próprio povo. Pensando nisso, Sras. e Srs. Deputados, pensando os artesãos da nossa região, dos Vales do Mucuri e do Jequitinhonha, mas servindo de exemplo para todo o Brasil, que eu subo aqui hoje para propor algo inédito para todos nós lá. Para dar voz àqueles que moldam a nossa história, eu apresento o meu primeiro projeto de lei e tenho certeza, um dos mais impactantes deste mandato. Sem falsa modéstia, bem como com a humildade que se pede deste Parlamento, proponho a Lei da Salvaguarda Cultural e da Proteção Social do Artesanato dos Vales do Mucuri e do Jequitinhonha. O que diz essa lei? Ela diz que chega de injustiça. A nossa região deve ter um papel fundamental no Estado brasileiro. Foi no Arraial do Tejuco, atual Diamantina, que Portugal extraiu nossa riqueza, deixando para nós um legado de abandono que dói até hoje. Foi em Teófilo Otoni que a construção da ferrovia deixou um rastro de desmatamento, epidemias e pobreza para os índios. E hoje, em Itinga e Araçuaí, onde estão extraindo o nosso lítio, exportando a riqueza, deixa-se um passivo ambiental e negando a contrapartida do desenvolvimento social que o nosso povo tanto precisa. Foi no Vale do Jequitinhonha que nasceu um dos maiores políticos deste País, o saudoso Juscelino Kubitschek. E é nesta região, Sr. Presidente, que milhares de homens e mulheres sobrevivem do artesanato. Eles não fazem apenas arte, eles fazem história com as mãos e nos brindam com a perpetuação e manutenção da história de um povo. Esse povo é humilde, acolhedor, sofredor, mas batalhador, trabalhador, que não deixa de ser vencido pelo descaso e abandono. A realidade por trás da beleza das peças de artesanato regional é terrível. Artesãos são vítimas de atravessadores que compram o suor do nosso povo por preços miseráveis e revendem por uma fortuna nas grandes capitais. O artesão vende porque precisa sobreviver e tem condições de trabalhar. O que eu proponho, Sr. Presidente? Assim como os pescadores, que têm o auxílio-defeso quando não podem pescar, que os nossos trabalhadores artesãos também tenham o auxílio, porque eles trabalham de forma insalubre água contaminada com dejeto humano, por vezes, fogo à lenha, fumaça que pode causar doenças no pulmão e, muitas vezes, têm problemas ortopédicos, porque ficam horas com a mesma atividade. Dito isso, Sr. Presidente, conto com a sensibilidade de todos e com esta Casa para que a gente faça justiça social, levando, de fato, a justiça para o sentido da equidade: dar mais para quem mais precisa. Obrigado a todos. - 08/04/2026Breves Comunicações
O Deputado destacou sua origem no Vale do Jequitinhonha e no Vale do Mucuri, em Minas Gerais. Descreveu a realidade de regiões ricas em recursos naturais, mas marcadas pela pobreza da população local. Pediu apoio dos demais parlamentares para reduzir desigualdades e melhorar as condições de vida, citando dificuldades como falta de alimento e acesso à água. Defendeu a união da Casa para promover desenvolvimento e dignidade. Também agradeceu a acolhida recebida e parabenizou o Deputado Bruno Farias pela atuação em defesa da enfermagem, mencionando avanços recentes na área.
Palavras-chave oficiais: Deputado federal,Atuação parlamentar,Balanço,Minas Gerais
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O SR. VAVÁ (Bloco/AVANTE - MG. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho à tribuna desta Casa me apresentar. Tomei posse na semana passada. Venho de uma região muito simples, muito humilde, mas de povo muito determinado: o Vale de Jequitinhonha, no Nordeste de Minas Gerais, o Vale do Mucuri. Lá nós temos, por longo tempo, muitas riquezas, que são extraídas e exportadas: o nosso povo pisa na riqueza e vive na pobreza. Venho convocar vocês e pedir a sua ajuda. As ideologias são importantes, o debate é muito importante, mas peço união para diminuirmos as desigualdades naquela região, onde o povo, mais do que evoluir, quer sobreviver. A nossa responsabilidade, a responsabilidade desta Casa, é imensa, porque ainda tem gente padecendo de falta de comida, de falta de água. Certamente, a união de todos nós desta Casa pode levar um pouco mais de dignidade àquela região. No mais, quero lhes agradecer pela acolhida e agradecer ao Sr. Presidente pela oportunidade do tempo. Aproveito para parabenizar o nosso Deputado Bruno Farias, da minha região, pela luta da enfermagem. Hoje tivemos uma conquista enorme. Certamente a nossa população está orgulhosa do seu trabalho. Sr. Presidente, Deputados, obrigado. - 19/11/2019entregue por escrito
Não fiscalização das Centrais Elétricas do Pará S/A - CELPA, pela Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL.
Palavras-chave oficiais: AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA (ANEEL), FISCALIZAÇÃO, CENTRAIS ELÉTRICAS DO PARÁ (CELPA), INSTITUTO DE DEFESA DO CONSUMIDOR (PROCON), CRÍTICA.
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DISCURSO NA ÍNTEGRA ENCAMINHADO PELO SR. DEPUTADO VAVÁ MARTINS. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, subo a esta tribuna hoje para denunciar o que vem acontecendo no Estado do Pará, na concessionária de energia elétrica CELPA. Toda agência reguladora deve ficar em cima da prestação do serviço, sendo esse o papel do órgão fiscalizador, ou seja, fiscalizar, averiguar o andamento e o funcionamento da prestadora do serviço. Dessa forma, a operadora e fornecedora de energia assume o compromisso de apresentar melhor qualidade no fornecimento de energia. No Estado do Pará, porém - pasmem, Sras. e Srs. Deputados -, quem fiscaliza a Rede Celpa é a própria CELPA. Caso alguém ligue para o PROCON para reclamar do serviço prestado pela CELPA será atendido pelo PROCON que fica dentro da Rede Celpa. Num país decente, onde a lei funciona, isso jamais poderia acontecer, mas é o que tem acontecido no Estado do Pará. Repito: se alguém ligar para o PROCON para reclamar da CELPA, será atendido dentro da Rede Celpa. Isso é impressionante, isso não pode acontecer. Subo a esta tribuna para fazer essa denúncia e para dizer que estamos trabalhando para que a ANEEL implante no Estado do Pará uma agência reguladora que faça valer o respeito quanto ao fornecimento de energia elétrica, pois o nosso povo não aguenta mais. Obrigado a todos. Sr. Presidente, solicito que este meu discurso seja divulgado pelos meios de comunicação da Casa e no programa A Voz do Brasil. Muito obrigado. - 19/11/2019
Repúdio à reação de Deputado contra o cartaz sobre o racismo e à sua exposição nas dependências da Casa.
Palavras-chave oficiais: RACISMO, COMBATE, CARTAZ, EXPOSIÇÃO (EVENTO), PREJUÍZO, CORONEL TADEU, DEPUTADO FEDERAL, RETRATAÇÃO, DECORO PARLAMENTAR, NECESSIDADE. POPULAÇÃO NEGRA, NEGROS, SAUDAÇÃO. CONSTITUIÇÃO FEDERAL (1988), LIBERDADE DE EXPRESSÃO ARTÍSTICA, DEFESA. POLÍCIA, ATUAÇÃO, AVALIAÇÃO POSITIVA.
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O SR. VAVÁ MARTINS (REPUBLICANOS - PA. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, eu queria repudiar veementemente a atitude do Deputado que foi lá e, de forma descabida, quebrou a placa, arrancou tudo ali, e também a de quem colocou aquela placa lá, porque policial não sai por aí matando todo mundo só por ser negro e vestindo a camisa do Brasil. Isso aí é uma alusão ao racismo também. Amanhã é o Dia da Consciência Negra. Quero aqui defender a classe policial, que não sai por aí matando todo mundo. Repudio as duas atitudes, tanto a de quem colocou a placa como a de quem quebrou essa placa. - 15/08/2019entregue por escrito
Importância da adoção do conceito Lixo Zero, acerca do aproveitamento máximo de produtos e materiais e o correto encaminhamento de resíduos recicláveis e orgânicos.
Palavras-chave oficiais: VAVÁ MARTINS, DEPUTADO FEDERAL, GABINETE PARLAMENTAR, GESTÃO AMBIENTAL, LIXO ZERO, PRESERVAÇÃO AMBIENTAL, DESCARTE, RESÍDUO, POLIETILENO TEREFTALATO (PET).
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DISCURSO NA ÍNTEGRA ENCAMINHADO PELO SR. DEPUTADO VAVÁ MARTINS. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, ouvi outro dia do Presidente do Instituto Lixo Zero, Rodrigo Sabatini, a seguinte frase: "Se você não é a favor do Lixo Zero, por quanto lixo você é?" Reflita sobre isso! Agora, pense nas suas atitudes diárias e observe como os seus hábitos têm sido. A minha esposa, Débora Martins, apresentou-me esse conceito e, assim, aderimos a ele, passando a praticá-lo juntos em nossa vida. Primeiramente, em nossa casa e, a partir daí, o trouxemos para o nosso dia a dia, em prol de uma causa maior: a preservação do meio ambiente. Hoje, o meu gabinete é o primeiro gabinete Lixo Zero do Brasil, totalmente certificado, o que representa para mim uma enorme satisfação. O conceito Lixo Zero consiste no máximo aproveitamento e correto encaminhamento dos resíduos recicláveis e orgânicos, e a redução - ou mesmo o fim - do encaminhamento desses materiais para os aterros sanitários ou para a incineração. Segundo o conceito estabelecido pela Zero Waste International Alliance, Lixo Zero é "uma meta ética, econômica, eficiente e visionária para guiar as pessoas a mudar seu modo de vida e práticas, de forma a incentivar os ciclos naturais sustentáveis, em que todos os materiais são projetados para permitir sua recuperação e uso pós-consumo". Com isso, em meu gabinete, reaproveitamos materiais, fazemos o reúso de vidros e não utilizamos garrafas plásticas de água que ali são entregues toda semana - abrimos mão delas. Dessa forma, economizaremos, por ano, aproximadamente R$ 1.267,00, equivalentes a 576 garrafas; deixaremos de utilizar também 1.800 sacolinhas plásticas nas lixeiras. Devolvemos ainda uma das duas impressoras a que o gabinete tem direito, já que o consumo consciente também faz parte do Lixo Zero. Com o material orgânico, fazemos compostagem; encaminhamos os reciclados para a destinação correta, e cooperativas de reciclagem tiram o sustento desses materiais. Por fim, uma gestão Lixo Zero é aquela que não permite a geração do lixo, que é a mistura de resíduos recicláveis, orgânicos e rejeitos. Esse conceito de vida - urbano e rural - fez com que o indivíduo e, consequentemente, todas as organizações das quais faço parte passassem a refletir sobre os caminhos e as finalidades conscientes do descarte de resíduos. Está nas mãos de cada um a mudança. Quando você compra água, refrigerante ou qualquer outro item em uma garrafa PET, enquanto você usa aquele recipiente ele não é lixo. Certo? Afinal, você o manuseia, bebe nele. Então, por que após o uso você o joga em qualquer lugar? Agindo assim, você tira o direito daqueles que tiram o sustento como catadores de trabalharem de maneira digna, sem colocar a mão em toda a sujeira contaminada. Milhares de catadores sobrevivem a partir da separação desses materiais. Então, vamos nos sensibilizar, vamos agir, vamos mudar! Sr. Presidente, solicito que seja publicado este meu discurso nos meios de comunicação desta Casa e em A Voz do Brasil. - 09/07/2019
Registro de voto. Inadmissibilidade de maus-tratos aos animais.
Palavras-chave oficiais: PL 8240/2017, PROJETO DE LEI ORDINÁRIA, VAQUEJADA, DECLARAÇÃO DE VOTO.
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O SR. VAVÁ MARTINS (PRB - PA. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Sra. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares. O Deputado Vavá Martins votou com o partido nas últimas votações. Nós precisamos cuidar e defender os animais, não devemos maltratar os animais. Obrigado, Sra. Presidente. - 10/04/2019
Orientação de bancada na votação do Projeto de Lei nº 2.542-C, de 2015, sobre a alteração da Lei nº 11.107, de 2005, com vista à limitação das exigências legais de regularidade na celebração de convênios com a União ao próprio consórcio público envolvido.
Palavras-chave oficiais: ORIENTAÇÃO DE BANCADA, PL 2542/2015, PROJETO DE LEI ORDINÁRIA, PARTIDO REPUBLICANO BRASILEIRO (PRB), VOTO FAVORÁVEL.
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O SR. VAVÁ MARTINS (PRB - PA. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sra. Presidente, o PRB orienta "sim", porque entende que esse projeto beneficia os nossos Municípios. Aliás, quero agradecer aos Prefeitos que estiveram aqui hoje em Brasília, quando pudemos conversar e dialogar. O PRB é favorável, orienta "sim". - 14/03/2019entregue por escrito
Defesa de revisão da proposta governamental de reforma previdenciária, em benefício dos segurados menos favorecidos.
Palavras-chave oficiais: PEC 6/2019, PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO, REFORMA PREVIDENCIÁRIA (2019), EQUILÍBRIO FISCAL, IDADE MÍNIMA, PREJUÍZO, POPULAÇÃO DE BAIXA RENDA, TRABALHADOR RURAL, AUMENTO, TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO, APOSENTADORIA RURAL, CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA, SEGURADO ESPECIAL, REDUÇÃO, BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA (BPC), PREVIDÊNCIA SOCIAL, POLÍTICO, JUIZ DE DIREITO, EMPRESÁRIO, CRÍTICA.
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DISCURSO NA ÍNTEGRA ENCAMINHADO PELO SR. DEPUTADO VAVÁ MARTINS. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, não vou questionar aqui a necessidade da reforma da Previdência. Parece já não haver dúvida de que tal medida é indispensável ao equilíbrio das contas públicas. É o que dizem os técnicos do Governo; é o que dizem muitos estudiosos do assunto; é o que diz a imprensa, de modo geral. Isso eu não vou discutir. Entretanto, acho importante lembrar algo que já é do conhecimento de todos: a reforma, como está proposta, vai impor sacrifício muito grande à população. Em sua propaganda, o Governo afirma que pretende combater os privilégios, principalmente os das pessoas que trabalham pouco, ganham muito e se aposentam cedo. Então, por que não começar justamente pelos privilegiados? Por que não começar a reforma pelos políticos, pelos integrantes do Judiciário, pelos empresários, deixando os trabalhadores comuns para o fim? A esse respeito convém destacar: qualquer coisa que se retire dos que têm muito pouco já representa enorme prejuízo para eles. Por exemplo, dados do próprio Governo mostram que os mais pobres se aposentam, em geral, pela regra da idade mínima, hoje 60 anos para mulheres e 65 anos para homens, uma vez que têm dificuldade de manter o emprego com carteira assinada por longos períodos. Sem levar em conta essa dificuldade, a nova regra aumentará o tempo de contribuição exigido de 15 para 20 anos, complicando ainda mais a vida de quem realiza os trabalhos pesados, desgastantes e pouco valorizados. Outro exemplo: a nova regra vai aumentar a idade mínima para a aposentadoria rural das mulheres de 55 anos para 60 anos, igualando-a à exigida até agora dos homens. Além disso, será requerido um tempo de contribuição de 20 anos, em vez dos atuais 15 anos de comprovação de atividade. Ademais, será cobrado um valor anual de contribuição previdenciária do grupo familiar de R$ 600, cobrança essa hoje inexistente. Tais exigências são totalmente desvinculadas da realidade do trabalhador rural brasileiro, que não tem condições de arcar com tamanha cota de sacrifício. Por último, sou obrigado a mencionar o corte absurdo no Benefício de Prestação Continuada, que, para as pessoas entre 65 anos e 69 anos, passará de um salário mínimo para R$ 400. Ora, não existe matemática capaz de me convencer de que essa mesquinharia praticada contra pessoas vivendo em situação de miserabilidade vá salvar a Previdência Social. Pelos três exemplos citados, volto a insistir: é preciso inverter a pirâmide na reforma da Previdência e começar as mudanças não pelo trabalhador comum, que deve ser deixado para o final, mas sim por políticos, integrantes do Judiciário e empresários. Quem pode mais tem a obrigação de dar uma contribuição maior. Senhor Presidente, solicito que seja publicado este meu discurso nos meios de comunicação desta Casa e no programa A voz do Brasil. Muito obrigado. - 26/02/2019entregue por escrito
Renovação da representatividade política no Congresso Nacional. Agradecimento aos eleitores do Estado do Pará pela eleição do orador. Compromisso de atuação parlamentar em defesa dos pescadores e do meio ambiente. Maior atenção do Governador Helder Barbalho com o setor pesqueiro.
Palavras-chave oficiais: VAVÁ MARTINS, DEPUTADO FEDERAL, AGRADECIMENTO, ELEITOR, PARÁ, ELEIÇÃO. VAVÁ MARTINS, DEPUTADO FEDERAL, ATUAÇÃO PARLAMENTAR, LIMPEZA PÚBLICA, SEGURO-DEFESO, PESCADOR PROFISSIONAL.
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DISCURSO NA ÍNTEGRA ENCAMINHADO PELO SR. DEPUTADO VAVÁ MARTINS. Sra. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, neste primeiro discurso, eu não posso deixar de agradecer aos meus eleitores. É uma honra ter sido escolhido para participar deste momento histórico. Tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado Federal passaram pela maior renovação das últimas décadas nas eleições de 2018. Os brasileiros decidiram que o nosso país não podia continuar como estava. Precisávamos tomar um novo rumo, e isso não aconteceria sem que a política se abrisse para novas lideranças, com novas ideias, propostas e ações. Saber que 158.717 cidadãos paraenses confiaram em mim, acreditando que eu posso ser parte da renovação de que o Brasil precisa, é algo que me enche de orgulho. E garanto a cada um desses eleitores que, assim como eu me orgulho de ter recebido seus votos, vou trabalhar para que eles também sempre se orgulhem de ter votado em mim. Tenho consciência da enorme responsabilidade que assumo a partir de agora. O Brasil espera mudanças e vai cobrar isso de nós. O Pará vai cobrar isso de mim. Estou preparado. Ouso dizer que sou um dos Parlamentares que melhor conhece a realidade do Estado que o elegeu. Desde muito antes da campanha eleitoral eu venho me dedicando a conhecer cada pedacinho do Pará. É um território enorme, maior que o de muito país: o Pará sozinho é maior que a Colômbia, maior que a África do Sul. Trabalhando como jornalista ou exercendo o ministério pastoral na minha igreja, eu pude visitar os mais distantes rincões do Estado e conhecer gente de todas as origens e modos de vida. Foi por isso, acredito, que recebi votos em todos os 144 Municípios paraenses. Muito obrigado a todos os meus eleitores de todo o Estado - nas cidades, nas pequenas povoações, nas fazendas, nas aldeias indígenas. Agradeço em especial à população evangélica, lembrando sempre que o Pará foi o berço do pentecostalismo no Brasil. Agradeço ainda aos pescadores. Quem já morou no Pará ou pelo menos visitou o Estado sabe o quanto a pesca é importante para a culinária local. Visitei várias colônias de pescadores, para conhecer os problemas dessa população. Espero que o novo Governador do Pará, Helder Barbalho, dê uma atenção especial ao setor, uma vez que ele mesmo foi Ministro da Pesca e Aquicultura em 2015. O que o Governo fizer em benefício dos pescadores terá meu apoio, o que deixar de fazer suportará minha cobrança. Quero lutar pelos direitos dos pescadores, com destaque para o recebimento do seguro-defeso. O Pará é a unidade federada de onde se origina o maior número de requerimentos desse benefício: 29% do total. O período de defeso é perfeitamente previsível; mesmo assim, ano após ano, milhares de pescadores ficam sem receber a quantia a que têm direito. Temos que corrigir isso. Do contrário, os pescadores se verão forçados a continuar em atividade mesmo na época de reprodução das espécies, em prejuízo do meio ambiente e de todos nós. Falando em meio ambiente, eis aí outra das minhas principais bandeiras. Quem acompanha a minha trajetória sabe que eu lidero o projeto Quem ama cuida: Cidade limpa, que promove a limpeza das ruas em várias cidades do Pará. Acredito que a renovação política que o povo espera de nós abrange também a questão da sustentabilidade. Viver na Amazônia nos dá uma consciência aguda da necessidade de conciliar o respeito à natureza com o desenvolvimento econômico. O meu será o primeiro gabinete parlamentar com certificação Lixo Zero, expedida pelo Instituto Lixo Zero Brasil. E é a partir dele que quero espalhar boas práticas de manejo de resíduos sólidos por todo o País. Cuidar do meio ambiente é cuidar das pessoas. Quem ama cuida. Nasci em Pelotas, mas fui acolhido com muito carinho pela população paraense e quero retribuir isso todos os dias desta legislatura. Mais uma vez, muito obrigado a todos os meus eleitores. O orgulho que sinto por estar aqui é o que vocês sentirão por haver me enviado para cá; o carinho que tiveram por mim é o carinho com que trabalharei por vocês. Sra. Presidente, solicito a V.Exa. que este discurso seja publicado no programa A Voz do Brasil. Muito obrigado.
Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 14/07/2026 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.