
Nome civil: Taliria Petrone Soares · 41 anos
Bananômetro
75/100
Trabalha bem, com espaço para melhorar.
Nota maior que a de 45% dos deputados · média do partido: 82
Por que essa nota?
- Presença em sessõespeso 40% · 77%
Aparece para trabalhar?
- Participação em votaçõespeso 35% · 65%
Vota quando precisa? (votações com registro de nome)
- Iniciativas que avançarampeso 15% · 83%
Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)
- Atividade na tribunapeso 10% · 95%
discursos na tribuna (percentil)
A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?
Personalizar pesosComo vota · Mandato atual (2023–2027)
Vota com o governo 84%das 584 votações em que o líder do Governo pediu Sim ou Não e ela votou
Vota com o próprio partido 98%das 637 votações em que o partido (ou a federação) pediu Sim ou Não e ela votou
Fale com Talíria Petrone
Este é o canal oficial para você cobrar seu representante.
- dep.taliriapetrone@camara.leg.br
- Telefone
- (61) 3215-5193
- Gabinete
- Gabinete 193, Anexo III – Câmara dos Deputados, Brasília-DF
Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.
Números de Mandato atual (2023–2027)
Presença nas sessões
77%
Esteve em 300 de 391 sessões
Votou nas votações
65%
Registrou voto em 731 de 1.128 votações nominais
Iniciativas que viraram lei
0
de 44 projetos apresentados (0%)
Alinhamento com o governo
84%
Em 584 votações em que o Governo orientou
A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.
1.063 discursos na tribuna · de 05/02/2019 a 14/10/2026.
- 17/09/2025
A Deputada solicitou esclarecimentos ao Presidente da Câmara dos Deputados sobre o fundamento regimental para a elaboração da Emenda Aglutinativa nº 1, apresentada à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 3, de 2021, que dispõe sobre prerrogativas parlamentares. Sustentou que o Regimento Interno trata apenas de texto e de emenda, não de destaques. Ao final, defendeu que a decisão sobre sua questão de ordem precisa ser proferida antes da votação da matéria contestada.
Palavras-chave oficiais: esclarecimento,Presidente da Câmara dos Deputados,Questão de ordem,Emenda aglutinativa,Proposta de Emenda à Constituição,Prerrogativa constitucional,Parlamentar,Regimento Interno da Câmara dos Deputados,Texto legislativo,Emenda,Destaque,Votação
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. Qual é o motivo da minha insistência? É que a questão de ordem que eu apresentei a V.Exa. precisa de uma resposta antes da votação. E a votação já está aberta, o que, no meu entendimento, já prejudica a minha questão de ordem. Eu sei que V.Exa. precisa ganhar tempo, por isso está passando a palavra para os Líderes. Então, eu queria que, neste momento em que V.Exa. precisa ganhar tempo, V.Exa. respondesse a minha questão de ordem. A pergunta objetiva que eu fiz a V.Exa. é: fundamentados em que inciso e em que artigo do Regimento os senhores construíram esta emenda aglutinativa que junta dois destaques, já que o Regimento fala de texto, de emenda, e não de destaques? Estou aguardando, pacientemente, a resposta regimental, que precisa ocorrer antes da votação. Obrigada. - 17/09/2025outros
A Deputada afirmou ser escandalosa a condução da sessão, apontando contradição em reintroduzir o voto secreto na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 3, de 2021, PEC das Prerrogativas, após o Plenário tê-lo retirado. Sustentou que a emenda aglutinativa era inconstitucional, ilegal e antirregimental e afirmou que a Mesa estaria agindo “no tapetão”. Alertou também que a PEC permitiria que Deputados suspeitos de crimes graves só fossem investigados e processados com autorização da Câmara e por voto secreto. Por fim, anunciou que judicializaria o caso por considerá-lo um ataque à democracia e ao Parlamento.
Palavras-chave oficiais: Proposta de Emenda à Constituição,Prerrogativa constitucional,Parlamentar,Voto secreto,Emenda aglutinativa,investigação,Deputado federal,Inconstitucionalidade
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Sem revisão da oradora.) - Colegas, é escandaloso o que está acontecendo aqui. E olha que contradição: nós estamos discutindo a PEC sobre nossas prerrogativas, e ontem, usando as nossas prerrogativas, a maioria deste Plenário decidiu que retiraria desta PEC o voto secreto, ou seja, as próprias prerrogativas parlamentares estão sendo duramente violadas aqui. Eu entendo que a democracia é o bem mais precioso da nossa gente, do nosso povo. E o nosso exercício parlamentar é parte desse pressuposto democrático. Quando o Plenário decide que não quer voto secreto nessa PEC, e os senhores e V.Exa., com a responsabilidade de Presidente, sentado nessa cadeira, Presidente Hugo Motta, decidem votar de novo o que o Plenário derrubou, estão ferindo de morte a democracia. Ao dizer que estão defendendo prerrogativas parlamentares, estão atacando essas prerrogativas. A emenda aglutinativa que nós estamos observando agora é inconstitucional, ilegal, porque ela promove a votação de algo que já foi rejeitado ontem, mas ela também é completamente fora do que está previsto no Regimento, colegas e brasileiros que estão nos assistindo. O procedimento para criar essa emenda aglutinativa não está previsto no Regimento. Eu peço a V.Exa. que, por gentileza, responda à minha questão de ordem. Qual é o artigo do Regimento que V.Exa. utilizou para juntar destaque com destaque e fazer uma emenda aglutinativa? Isso não está previsto no Regimento. É no tapetão. O que V.Exas. querem? É dizer que Deputado que porventura dirigiu, bebeu e matou alguém, que bateu na mulher, Deputado corrupto, envolvido em escândalo de emenda parlamentar e orçamento secreto, Deputado que promove crime de ódio, Deputado que defende golpe de Estado, que esse Deputado só será investigado, só será processado criminalmente com autorização desta Casa. Mas não é só isso: com voto secreto! E mais do que isso e isso já seria grave , o voto secreto está sendo imposto no tapetão. Nós vamos questionar na Justiça essa ilegalidade, essa imoralidade, esse ataque à democracia e ao Parlamento brasileiro. - 17/09/2025
A Deputada apresentou questão de ordem com base no art. 162, inciso VI, do Regimento Interno da Câmara dos Deputados. Assinalou que a discussão não versou sobre diferenciar destaque para votação em separado (DVS) de destaque supressivo, conforme argumento utilizado pela Presidência pra responder questão de ordem sobre a regularidade da Emenda Aglutinativa nº 1 apresentada à Proposta de Emenda à Constituição nº 3, de 2021. Destacou a ausência de previsão regimental para emenda aglutinativa a partir de destaque e esclareceu que o Regimento definiu emenda aglutinativa como fusão de emendas ou destas com o texto.
Palavras-chave oficiais: Questão de ordem,Destaque para votação em separado,Destaque supressivo simples,Emenda aglutinativa,Proposta de Emenda à Constituição,Prerrogativa constitucional,Parlamentar
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Para uma questão de ordem. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. A questão de ordem é baseada no art. 162, inciso VI. Sr. Presidente, não se trata de diferenciar destaque para votação em separado, o DVS, de destaque supressivo, que foi o argumento que V.Exa. utilizou para responder nossas questões de ordem. O que ocorre é que não há previsão regimental para a elaboração de emenda aglutinativa a partir de destaque, Sr. Presidente. E o Regimento é claro, quando afirma que emenda aglutinativa é aquela que resulta da fusão de outras emendas ou destas com o texto. Eu digo isso, Sr. Presidente, e pergunto: com base em qual artigo do Regimento, V.Exa. aceitou uma emenda aglutinativa baseada em destaque, já que o nosso Regimento é explícito, ao dizer que emenda aglutinativa é a fusão de outras emendas? Com isso, já vou terminar e nem vou usar meu tempo todo, Presidente. Inclusive, quando houve a absurda decisão de Eduardo Cunha de votar duas vezes a PEC sobre a maioridade penal, ferindo de morte, no meu entendimento, a nossa democracia, nem ele fez o que V.Exa. está fazendo. O que foi feito lá atrás foi usar a fusão de texto com emenda. V.Exa. está inovando, ao usar a fusão de destaques, algo que não está, em absoluto, previsto no nosso Regimento. É um absurdo, Sr. Presidente, com todo o respeito que eu tenho a V.Exa. Estamos abrindo um precedente gravíssimo, não só porque, no mérito, estamos repetindo uma votação já derrotada, mas porque também, no procedimento, V.Exa. está utilizando algo sobre o que não há nenhuma previsão regimental. - 17/09/2025
A Deputada orientou a bancada na votação do requerimento de retirada da Ordem do Dia da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 3, de 2021, que altera os arts. 14, 27, 53, 102 e 105 da Constituição Federal, para dispor sobre as prerrogativas parlamentares e dá outras providências. Além disso, afirmou que a PEC dificulta o julgamento de Parlamentares ao exigir autorização da Casa para abrir processos. Criticou também a tentativa de reintroduzir o voto secreto já derrotado pelo Plenário e classificou a manobra como imoral e inconstitucional por desmoralizar o Parlamento. Por fim, anunciou que seu partido recorrerá à Justiça contra a ilegalidade.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de retirada de proposição da Ordem do Dia,Proposta de Emenda à Constituição,Federação PSOL REDE,Voto favorável Proposta de Emenda à Constituição,Prerrogativa constitucional,Parlamentar,autorização,Processo judicial,Voto secreto,Inconstitucionalidade
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, nossa federação orienta "sim" à retirada de pauta. O Brasil precisa olhar para esta Casa para entender o que está acontecendo. Já é grave votar a PEC da blindagem, que impede que Parlamentares que cometem crimes sejam julgados normalmente pela Justiça. A abertura de processo vai depender de autorização deste Parlamento. Ontem, por decisão da maioria deste Plenário, que é soberano segundo o Regimento e segundo a Constituição, foi derrotado o voto secreto, que foi trazido de novo por essa PEC de forma grave. O que se quer fazer hoje? Retomar algo que o Plenário, que é soberano, já derrotou, Presidente. Isso é imoral, isso é inconstitucional. Isso é um escândalo. Abre um precedente absurdo e desmoraliza este Parlamento. Desmoraliza V.Exa. Nosso partido vai entrar na Justiça contra a ilegalidade que está sendo cometida aqui. - 17/09/2025
A Deputada levantou questão de ordem para pleitear a inadmissão da Emenda Aglutinativa nº 1, apresentada à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 3, de 2021, que altera os arts. 14, 27, 53, 102 e 105 da Constituição Federal, para dispor sobre as prerrogativas parlamentares e dá outras providências. Ademais, argumentou que não há previsão regimental para elaboração de emenda aglutinativa a partir de destaques, mas apenas de emendas ou textos. Além disso, denunciou que a referida emenda propõe o retorno do voto secreto, já rejeitado em Plenário, para as deliberações sobre prisão e autorização de processo criminal contra Parlamentares. Ao final, repudiou a Emenda Aglutinativa nº 1 por considerá-la inconstitucional, absurda e comparável a manobras regimentais praticadas no passado pelo ex-Presidente da Casa, Eduardo Cunha.
Palavras-chave oficiais: Questão de ordem,inadmissibilidade,devolução,Emenda aglutinativa,Proposta de Emenda à Constituição,Prerrogativa constitucional,Parlamentar,Destaque de bancada,Emenda,Texto legislativo,Voto secreto,Prisão,autorização,Processo penal,Inconstitucionalidade,antirregimentalidade,Ex-,Presidente da Câmara dos Deputados
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Para uma questão de ordem. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. Nossa questão de ordem se fundamenta nos arts. 57 e 67 da Constituição e nos arts. 95; 118, § 3º; 161; e 163 do nosso Regimento Interno. Presidente, a nossa questão de ordem é referente à Emenda Aglutinativa nº 1, apresentada à Proposta de Emenda à Constituição nº 3, de 2021. Nós pedimos que ela seja inadmitida e, consequentemente, devolvida ao autor pelos fatos que se seguem. Na votação do segundo turno da PEC, realizada ontem, este Plenário, corretamente rejeitou a possibilidade de votação secreta na deliberação sobre a prisão, bem como na concessão de autorização para instauração de processo criminal contra membros do Congresso Nacional, deixando a PEC da Blindagem menos nociva. Tal rejeição ocorreu na votação do Destaque nº 16, que retirava a expressão "secreto" do § 3º do art. 53 da nossa Constituição. Eis que, para nossa surpresa, na data de hoje, foi apresentada pelo Relator da matéria uma emenda aglutinativa com base nos Destaques nºs 13 e 17, alterando o substitutivo. Acontece, Sr. Presidente, que não há previsão regimental alguma para elaboração de emenda aglutinativa a partir de destaques, mas, sim, a partir de emendas, de textos. É explícito nesses artigos que a emenda aglutinativa resulta da fusão de outras emendas ou dessas emendas com outro texto. Não há qualquer previsão ou mesmo precedente que justifique a apresentação de emenda que aglutine destaques, ainda mais destaques para votação em separado com a finalidade de suprimir trechos da matéria. Mais do que antirregimental, Sr. Presidente, essa emenda se mostra inconstitucional e absurda, uma vez que, além de aglutinar os §§ 3º e 5º do art. 53 e repetir o texto do art. 2º da PEC, ela retoma, colegas retoma a possibilidade de votação secreta para a deliberação sobre prisão e autorização para abertura de processos criminais, o que já foi derrotado na noite de ontem. Isso é, colegas, a desmoralização do processo legislativo, passando a impressão de que essa matéria vai ser votada de novo. Nós nos recordamos de um momento sombrio que não queremos que volte mais, com Eduardo Cunha, padrinho de muitos dos senhores, inclusive do Presidente. Inconformado com a derrota que teve lá atrás, ele refez a votação sobre a PEC da Maioridade Penal. Nesse sentido, nós pedimos que esta questão de ordem seja acatada pela Mesa, e a emenda devolvida, Presidente. No final das contas, o que está sendo colocado aqui, a partir de uma manobra regimental e não há previsão no Regimento para isso , no tapetão, é votar de novo aquilo que foi derrotado na noite de ontem, para reinclusão do voto secreto na PEC da blindagem. Isso é inadmissível! No tapetão não dá, Sr. Presidente. - 16/09/2025
A Deputada apresentou questão de ordem fundamentada nos arts. 10, 38 e 240 do Regimento Interno, criticando a possível indicação do Deputado Eduardo Bolsonaro para a liderança da Minoria. Nesse contexto, pontuou que o Parlamentar estaria ausente do País, recebendo salário sem exercer funções, além de responder a processo de cassação. Em seguida, pediu ao Presidente Hugo Motta definição sobre a legitimidade dessa escolha, defendendo que o respeito às normas e à soberania nacional deve prevalecer sobre disputas políticas. Ao concluir, enfatizou ser grave conceder a liderança a quem atuaria contra o Brasil enquanto mantém mandato.
Palavras-chave oficiais: Questão de ordem,Regimento Interno da Câmara dos Deputados,Liderança da minoria,Deputado federal,País estrangeiro,legitimidade,Perda de mandato parlamentar,ausência,Soberania nacional,Democracia
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Para uma questão de ordem. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. Eu gostaria da sua atenção. Minha questão de ordem se baseia no art. 10, no art. 38 e também no art. 240, inciso III, do nosso Regimento Interno. Antes de falar sobre a questão de ordem, quero dizer que é lamentável ouvir aqui falas vindas inclusive de pessoas acusadas de matar alguém por dirigir embriagadas, mas vou seguir. Presidente, peço novamente sua atenção. O art. 10 trata das atribuições dos Líderes, que são várias, entre elas: fazer uso da palavra; inscrever membros da bancada para as Comunicações Parlamentares; participar pessoalmente das Comissões para encaminhar voto, tendo direito a voz; encaminhar votações. Enfim, não vou gastar meu tempo todo lendo o art. 10. O art. 38 trata das ausências de Parlamentares em missão, estabelecendo, de forma taxativa, que um Parlamentar só pode se ausentar por até oito sessões, se em missão no País, e por até trinta sessões, se em missão no exterior. Na mesma linha, o art. 240, em seu inciso III, dispõe que um Parlamentar pode perder o mandato em razão do número de faltas que acumular. Por que trago esse arcabouço normativo, Presidente? Porque ouvimos que a Oposição informou que pretende indicar o Deputado Eduardo Bolsonaro exilado, fugido, desaparecido como Líder da Minoria. Estamos acompanhando esse assunto porque, primeiro, o Deputado tirou uma licença bancada pelo pai, ficou fora do País, e o tempo de ausência segue correndo. Eu sei o que a Oposição busca. Pode soar grosseiro, mas isso é necessário. É muito grave indicar alguém nessa condição para ser Líder, alguém que deveria ter assento inclusive no Colégio de Líderes, participando de decisões desta Casa. Pergunto a V.Exa. e depois protocolarei um ofício qual será o seu posicionamento sobre isso. Não é admissível que um Parlamentar receba salário da Câmara e, ao mesmo tempo, esteja fora do Brasil, atuando contra o Brasil, atacando nossa soberania, estimulando um país estrangeiro a agredir economicamente e até militarmente o nosso país. Indago se, ainda assim, esse Deputado será premiado com a função de Líder. Presidente, tenho muito respeito por V.Exa. e, para concluir, reitero: eu gostaria de saber qual será a posição desta Presidência diante da possibilidade de Eduardo Bolsonaro liderar um grupo nesta Casa, enquanto tramita, ainda que lentamente, um processo de cassação contra ele. Nosso entendimento é o de que deveria esse processo ser concluído o mais rapidamente possível, em nome da democracia. Não é sobre a Esquerda, a Direita, o Governo ou a Oposição; é sobre a democracia e a soberania brasileiras. Muito obrigada. - 16/09/2025
A Deputada criticou a Proposta de Emenda à Constituição nº 3, de 2021, conhecida como “PEC da blindagem”, que condiciona o processamento criminal de Deputados e Senadores à autorização do Parlamento. Afirmou que a proposta poderia proteger colegas acusados de crimes, citando casos de violência doméstica, racismo, transfobia e até homicídio. Também defendeu que a imunidade parlamentar deveria garantir liberdade de opinião, não impunidade. Em seguida, contrapôs a pauta à defesa de medidas de interesse social, como a isenção do Imposto de Renda para 20 milhões de trabalhadores, a redução da jornada 6x1 e a tarifa social de energia, que beneficiaria 60 milhões de brasileiros. Ao encerrar, ressaltou que a proposta significava retrocesso democrático, ao resgatar mecanismos como o voto secreto e dificultar a responsabilização de Parlamentares.
Palavras-chave oficiais: Proposta de Emenda à Constituição,blindagem,Deputado federal,Senador,Processo penal,Supremo Tribunal Federal (STF),autorização,Parlamento,Imunidade parlamentar,Imunidade material,Foro privilegiado,Impunidade,Pauta (processo legislativo),Projeto de lei ordinária,Isenção tributária,Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas Mínimo (IRPFM),Medida provisória,Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE),Jornada de trabalho
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. É muito importante que o povo brasileiro, que está vendo o que acontece nesta Casa, compreenda o que estamos votando. Está claro que estamos diante de dois lados. De um lado, um grupo político, a extrema direita brasileira, aliada a parte do Centrão, que defende duas agendas: a agenda da anistia para os golpistas e a agenda que estamos votando, a PEC da blindagem, que, no final das contas, defende deixar bandido para lá, sem responsabilização. De outro, nós, do campo da Esquerda, que queremos avançar nas agendas, colegas, que interessam ao conjunto dos trabalhadores brasileiros: isenção de Imposto de Renda, fim da escala 6 por 1, tarifa social da energia. Com todo o respeito aos colegas que falaram anteriormente, todos nós defendemos com unhas e dentes nossas prerrogativas, inclusive a imunidade parlamentar, porque isso não tem a ver com a gente individualmente; isso é uma conquista democrática e consiste em o Parlamentar poder falar, poder ter opinião política. Mas Parlamentar não pode tudo. A imunidade parlamentar não pode ser desculpa para se cometer qualquer violação constitucional ou qualquer crime. E o que está colocado aqui, colegas, é que, a partir da aprovação desta PEC, Deputados e Senadores só poderão ser processados criminalmente se o Parlamento autorizar. Se um Parlamentar, como já aconteceu e já foi citado, bebeu, bebeu, bebeu e matou alguém, quem vai decidir se ele pode ser investigado, se ele pode ser processado? O Parlamento. Se um Parlamentar resolveu bater na sua mulher, quem vai decidir se ele pode ser processado criminalmente? Os seus colegas, os seus pares, numa lógica corporativista que a gente sabe que funciona aqui. Se um Parlamentar defendeu golpe de Estado, se um Parlamentar foi transfóbico, se um Parlamentar foi racista... Eu conheço um monte de Parlamentares que cometeram uma série de ilegalidades como essas. Aliás, há um monte de Parlamentar que hoje é processado por crimes que eu citei aqui. A partir da aprovação da PEC da blindagem, esses Parlamentares só poderão ser processados criminalmente com autorização dos seus colegas Parlamentares! Como eu disse, de um lado, a defesa da causa própria, a blindagem, que pode, ali na frente, proteger criminoso, e, de outro, a defesa de uma agenda popular, de uma agenda que alcança, no caso do Imposto de Renda, 20 milhões de trabalhadores que terão sua renda ampliada com a isenção, graças a projeto que foi aprovado consensualmente na Comissão Especial e que está parado na mesa do Presidente. Eu quero votar a MP que vai beneficiar 60 milhões de brasileiros que terão a tarifa da conta de luz mais baixa. Então, brasileiros que estão olhando o que acontece aqui, vejam bem o que o seu Deputado quer votar. Colegas, para finalizar, quero dizer que o texto constitucional foi elaborado lá atrás, em um momento específico de abertura de regime, depois de vários atos institucionais que fecharam o Congresso, que cassaram partidos, que cassaram Deputados. Por isso o texto se deu na dimensão de proteger aquele Parlamento. Nós avançamos, nas últimas décadas, inclusive derrubando o voto secreto, que é uma forma de o Parlamentar não meter a cara e mostrar o que ele vota. Agora queremos dar passos atrás, num ambiente de normalidade democrática, em que a gente está batalhando, apesar de muitos de vocês quererem defender o golpe, para avançar na democracia. Nós acabamos com o voto secreto, e os senhores querem voltar com o voto secreto e com a necessidade de autorização pelo Congresso Nacional para a abertura de processo contra Parlamentar. Não! Não dá, colegas! "Não" à blindagem. "Não" à autodefesa a partir dessa blindagem. Nossa tarefa é atender ao interesse público. Isso significa isenção de Imposto de Renda, conta de luz mais barata, redução de escala de trabalho. As demandas dos trabalhadores, sem dúvida, não são anistia e blindagem. - 16/09/2025
A Deputada criticou os Deputados Federais que buscam proteger Parlamentares acusados de corrupção, crimes de ódio ou homicídio e que defendem a aprovação de anistia, beneficiando criminosos. Ademais, enalteceu as medidas propostas pela Esquerda em benefício da população, como o Projeto de Lei nº 1.087, de 2025, que trata da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até cinco mil reais; a Medida Provisória nº 1.300, de 2025, que amplia a tarifa social de energia elétrica para 60 milhões de brasileiros; e a Proposta de Emenda à Constituição nº 8, de 2025, que reduz a jornada de trabalho.
Palavras-chave oficiais: Atuação parlamentar,Deputado federal,Imunidade parlamentar,Crime de ódio,Homicídio,Corrupção,anistia,Criminoso,Agenda legislativa Esquerda política,Agenda legislativa,Pauta (processo legislativo),Projeto de lei ordinária,Isenção tributária,Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF),Medida provisória,Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE),Proposta de Emenda à Constituição,Jornada de trabalho,Atuação parlamentar
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, está claro aqui o que um lado defende e o que o outro lado defende. Uma parte deste Plenário quer duas agendas: quer blindar Parlamentares, inclusive aqueles que cometem crime porque é isso que se faz quando é a Câmara que tem que autorizar investigação de Parlamentar corrupto, Parlamentar que mata, Parlamentar que comete crime de ódio , e quer a pauta da anistia, ou seja, quer defender bandido. É isso que um setor desta Câmara quer. O outro, que é o nosso campo do lado de cá, mais para a esquerda, quer avançar com isenção de Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais. Vamos votar beneficiando 20 milhões de pessoas? Vamos votar a Tarifa Social de Energia Elétrica, beneficiando 60 milhões de brasileiros? Vamos reduzir a exaustiva escala 6 por 1? - 16/09/2025
A Deputada orientou a bancada na votação do requerimento de adiamento da discussão da Proposta de Emenda à Constituição nº 3, de 2021, que altera os arts. 14, 27, 53, 102 e 105 da Constituição Federal, para dispor sobre as prerrogativas parlamentares. Na oportunidade, reforçou que a sessão foi convocada como presencial e não poderia ter o regime alterado sem aviso prévio de 24h, acusando a Mesa de “mudar as regras do jogo”.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de adiamento da discussão,Proposta de Emenda à Constituição,Federação PSOL REDE,Voto favorável Convocação de sessão extraordinária,Aviso prévio,Mesa Diretora da Câmara dos Deputados,Reunião presencial,Regimento Interno da Câmara dos Deputados
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, nossa federação não quer votar essa matéria. Portanto, vota "sim" ao adiamento. Permita-me retomar um assunto, Presidente. O § 3º do ato da Mesa, que V.Exa. ignorou, diz literalmente o seguinte: § 3º O Presidente da Câmara dos Deputados poderá determinar regime de funcionamento diverso do previsto nos §§ 1º e 2º no ato de convocação da sessão vejam, está aqui , que deverá ser publicado com antecedência mínima de vinte e quatro horas. No ato de convocação, se puderem mostrar, está "presencial". Então, com todo o respeito, quero dizer que mudaram as regras do jogo durante o jogo. E para quê? Para confundir imunidade parlamentar com impunidade. Nós não achamos que o Congresso Nacional é que tem que deliberar se um Deputado que comete crime de corrupção, de assassinato, de ódio, tem que ser processado criminalmente ou não. Nós não temos que decidir isso. Quem tem que decidir isso é a Justiça. Portanto, não queremos votar a matéria. - 16/09/2025
A Deputada reforçou a Questão de Ordem levantada por Sâmia Bomfim sobre a mudança de regime de presença na sessão. Citou também o Ato da Mesa nº 1/2020, que exige 24h de antecedência para alterar o caráter presencial das sessões de terça a quinta-feira. Por fim, cobrou resposta imediata do Presidente, argumentando que a mudança sem aviso prejudica a organização dos Deputados.
Palavras-chave oficiais: Questão de ordem,Ato da Mesa,Registro eletrônico de presença
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Para uma questão de ordem. Sem revisão da oradora.) - Sim, Presidente, é o mesmo assunto, mas só queria reforçar um artigo. Na verdade, é sobre o Ato da Mesa nº 123, de 2020, somado ao ato mencionado pela Deputada Sâmia, que diz que as sessões presenciais são realizadas nas terças, quartas e quintas-feiras, e que, para mudar esse regime de presença e votação, nós precisamos de 24 horas. Eu entendo que V.Exa. recolha a questão de ordem, mas, neste momento, estamos em uma sessão em que não sabemos bem como ela está funcionando. Assim, não vai adiantar V.Exa. responder a questão de ordem depois, Presidente. Portanto, eu gostaria de receber uma resposta, como Líder da minha bancada. Por exemplo, eu não sei se a Deputada Luiza Erundina está em Brasília ou não. Eu gostaria de informar os meus Deputados se eles podem dar presença ou não. Dei esse exemplo, porque acho que qualquer bancada que queira informar o seu Deputado se ele pode dar presença fora daqui, sem estar em Brasília, precisa dessa informação. Nesse sentido, parece-me que V.Exa. recolher a questão de ordem e respondê-la depois não vai servir para nada. O SR. CABO GILBERTO SILVA (Bloco/PL - PB) - Pela ordem, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Altineu Côrtes. Bloco/PL - RJ) - Só um minutinho, Deputado. Deputada, conforme a Assessoria deve ter orientado ou dialogado com V.Exa., nas sessões semipresenciais, tanto a presença quanto a votação são prerrogativas da Presidência. Portanto, essa é a minha resposta para sua questão de ordem. A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ) - Mas em qual artigo está essa orientação, Presidente? O SR. PRESIDENTE (Altineu Côrtes. Bloco/PL - RJ) - Essa é uma prerrogativa da Presidência. Orientação de bancada. Como orienta o PL? - 16/09/2025
A Deputada questionou o Presidente da sessão sobre a forma de registro de presença. Pediu esclarecimento sobre a participação poderia ser feita de forma virtual, para que sua bancada tivesse os mesmos direitos que outros deputados ausentes fisicamente. Iinformou que a sessão seria semipresencial, mas que quem não estivesse no Plenário poderia registrar presença e votar pelo sistema Infoleg. Observou que havia informações conflitantes sobre a liberação da presença virtual e ressaltou que a mudança ocorrera durante a sessão. Ao final, confirmou que repassaria as informações à sua bancada, garantindo que todos pudessem participar do processo de votação.
Palavras-chave oficiais: registro,Presença,Sessão
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, eu peço a V.Exa. atenção, porque eu queria um esclarecimento para que eu possa informar a minha bancada. Pelo que me foi comunicado, a presença, que hoje deveria ser física, com votação virtual, também foi aberta por meios virtuais. Eu gostaria de saber de V.Exa. se isso procede ou não, para que eu possa informar a minha bancada, para que a minha bancada tenha o mesmo direito de quem não veio a Brasília de se posicionar sobre a PEC da blindagem, como outras bancadas. V.Exa. pode me responder? O SR. PRESIDENTE (Altineu Côrtes. Bloco/PL - RJ) - Sim, Sra. Deputada. Conforme foi comunicado à Assessoria, o regime de presença desta sessão será semipresencial. A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ) - Mas, então, não houve liberação de presença virtual? O SR. PRESIDENTE (Altineu Côrtes. Bloco/PL - RJ) - Não, será semipresencial. Quem não estiver no plenário pode usar o Infoleg para... A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ) - Para votar. O SR. PRESIDENTE (Altineu Côrtes. Bloco/PL - RJ) - ... para dar a presença e votar. V.Exa. terminou? A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ) - Presidente, desculpe-me, não é para causar confusão. É para eu poder entender. A votação hoje é virtual, depois da presença física. O SR. PRESIDENTE (Altineu Côrtes. Bloco/PL - RJ) - Sim, senhora. Será virtual. A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ) - Ela se mantém assim? O SR. PRESIDENTE (Altineu Côrtes. Bloco/PL - RJ) - Mantém-se assim. A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ) - É porque eu tenho informações de pessoas que deram presença, virtualmente. A informação é que foi liberado. O SR. FILIPE BARROS (Bloco/PL - PR) - A Deputada Talíria está querendo ir embora, Presidente. Pode liberá-la. A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ) - Só um instantinho, Deputado. Eu estou dialogando. Não tumultue. Uma coisa é o voto... O SR. PRESIDENTE (Altineu Côrtes. Bloco/PL - RJ) - Pessoal, vamos finalizar. Eu estou dando 1 minuto, e precisamos passar para a orientação. A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ) - Como Líder de bancada, eu quero saber. O SR. PRESIDENTE (Altineu Côrtes. Bloco/PL - RJ) - Eu vou dar 1 minuto à Deputada, 1 minuto ao Deputado General Girão e ao Deputado Ivan Valente, e nós vamos passar para a orientação. A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ) - Mas qual é a minha resposta, Presidente? Não tem resposta? O SR. FILIPE BARROS (Bloco/PL - PR) - Presidente, libere a Deputada. Ela está querendo ir embora. O SR. PRESIDENTE (Altineu Côrtes. Bloco/PL - RJ) - Eu estou respondendo a V.Exa. que na sessão semipresencial, pelo Infoleg, pode-se registrar presença e voto. Está bem? A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ) - Não, normalmente não é assim. Então, V.Exas. mudaram durante a sessão. Não tem problema. Então, vou avisar a minha bancada. O SR. PRESIDENTE (Altineu Côrtes. Bloco/PL - RJ) - Essa questão foi decidida pelo Presidente Hugo Motta. A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ) - Então, houve uma mudança durante a sessão. Obrigada, Presidente. - 16/09/2025
A Deputada orientou a bancada na votação do requerimento de retirada de pauta da Proposta de Emenda à Constituição nº 3, de 2021, que altera os arts. 14, 27, 53, 102 e 105 da Constituição Federal, para dispor sobre as prerrogativas parlamentares e dá outras providências. Além disso, destacou que a pauta do Congresso deveria priorizar medidas que beneficiem a população, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a redução do custo da energia para 60 milhões de brasileiros, em vez de atender a interesses corporativistas.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de retirada de proposição da Ordem do Dia,Proposta de Emenda à Constituição,Federação PSOL REDE,Voto favorável Congresso Nacional,prioridade,Pauta (processo legislativo),Isenção tributária,Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF),redução,Custo,Energia elétrica,interesse,Corporativismo
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, nós também consideramos que a imunidade parlamentar e as nossas prerrogativas são um bem maior do que nós mesmos, são um bem da democracia, mas isso não pode significar impunidade, isso não pode significar a noção, que querem colocar na Constituição, de que os Parlamentares podem tudo, inclusive cometer crimes, crimes de ódio, crimes contra a vida, e só serem processados criminalmente com autorização dos próprios Parlamentares, numa lógica corporativista que não interessa à democracia. Nossa federação, Presidente, quer avançar com as agendas de que o Brasil precisa. E eu pergunto para V.Exa.: quando nós vamos votar aqui o mérito da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais, beneficiando 20 milhões de brasileiros? Vamos votar logo a MP que garante que 60 milhões de brasileiros possam ter a sua conta de luz barata? Não, esta PEC não é a agenda de que o Brasil precisa nem de que a democracia precisa. - 16/09/2025outros
A Deputada encaminhou a votação do requerimento de retirada de pauta da Proposta de Emenda à Constituição nº 3, de 2021, que altera os arts. 14, 27, 53, 102 e 105 da Constituição Federal, para dispor sobre as prerrogativas parlamentares e dá outras providências.
Palavras-chave oficiais: Encaminhamento de votação,Requerimento de retirada de proposição da Ordem do Dia,Proposta de Emenda à Constituição,favorável
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Sem revisão da oradora.) - Colegas, é claro que todos nós, inclusive nossa Federação PSOL REDE, entendemos que a imunidade parlamentar é importante não só para nós, Parlamentares, mas para o conjunto da democracia. Nós temos que ter o direito de falar sem sermos perseguidos. Nós temos que ter o direito de exercer os nossos mandatos, para os quais fomos eleitos e eleitas, plenamente. Então, garantir prerrogativas parlamentares é um patrimônio da democracia. Mas, ora, o que se quer fazer neste momento? Voltar ao texto constitucional com algumas alterações. Eu preciso dizer que aquele texto, lá da Constituinte, é resposta a um tempo histórico, um processo de abertura depois de uma ditadura, em que tivemos vários atos institucionais que fecharam o Parlamento, que colocaram partidos na ilegalidade e que cassaram Parlamentares. A resposta naquele momento tinha que ser, obviamente, a afirmação deste Parlamento, a afirmação do Legislativo. Ao longo desses anos, dessas décadas, nós aperfeiçoamos a legislação. Meus caros, este é outro momento, porque, se nós defendemos a imunidade parlamentar, e isso é muito importante, as nossas prerrogativas, nós não podemos afirmar que a imunidade parlamentar é absoluta. Deputado e Deputada não pode tudo! E o que a PEC está propondo? Que só se pode processar criminalmente um Parlamentar com autorização do Congresso e mais: a partir de voto secreto. Ainda inclui presidentes nacionais de partido. Então, um Deputado pode ser transfóbico, tudo bem; pode ser racista; pode cometer crime hediondo; pode cometer crime de corrupção. E, para ele ser processado criminalmente, quem vai decidir são os seus pares. Quem vai decidir sobre isso é o próprio Congresso Nacional. Nós entendemos que há agendas que têm que avançar. E, definitivamente, esta não é a agenda que o Brasil espera de nós. O Brasil espera de nós que nós avancemos com a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais, beneficiando 20 milhões de brasileiros. O Brasil espera a sua tarifa de luz mais barata ou isenta com a MP que está em pauta, que espero que votemos, que vai beneficiar 60 milhões de brasileiros. Blindar a gente não é aquilo que o Brasil espera. Por isso, nós pedimos a retirada de pauta, Presidente. - 10/09/2025
A Deputada agradeceu a aprovação da urgência para o Projeto de Lei n° 1.579, de 2025, que garante crédito para alimentação a cada quatro horas de trabalho ininterrupto para trabalhadores de aplicativo. Ademais, esclareceu que estava no Palácio do Planalto durante a votação, mas ressaltou o acordo com o Deputado Passarinho, Presidente da Comissão Especial, e com o Relator, Deputado Augusto, de apreciar o mérito somente após a conclusão dos trabalhos da Comissão. Ao final, destacou que um terço dos entregadores enfrenta fome enquanto trabalha, reforçando a necessidade de assegurar-lhes alimentação e dignidade.
Palavras-chave oficiais: Requerimento de urgência,Projeto de lei ordinária,Crédito,Direito à alimentação,Trabalhador,Aplicativo de entrega,Entregador por aplicativo,Serviço de entrega por aplicativo,acordo,Votação,Plenário da Câmara dos Deputados,Relatório (processo legislativo),Comissão especial,Fome
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Só peço uma tolerância, porque não vou usar o tempo de Líder, Presidente. Colegas, quero só agradecer pela aprovação da urgência do projeto que garante que os trabalhadores de aplicativo tenham acesso a um crédito-alimentação a cada 4 horas de trabalho ininterruptas. Eu estava no Palácio do Planalto e não consegui estar aqui na hora da votação da urgência, mas queria reforçar um acordo que fiz com o Deputado Passarinho, Presidente da Comissão Especial, e com o Deputado Augusto, o Relator, de não pedirmos para votar o mérito dessa matéria agora, mas o avanço da urgência é fundamental. Eu peço mais 30 segundos, Presidente Reinhold Stephanes, pois combinei com o outro Presidente que não iria usar o tempo de Líder. (Pausa.) Obrigada. Combinamos de aguardar a conclusão da votação da Comissão Especial para avançarmos no mérito da matéria. Hoje, um terço dos entregadores de aplicativo passam fome, vão entregar comida com fome. Por isso, é fundamental garantir que as plataformas, de alguma maneira, garantam o direito a esses trabalhadores, que sustentam, muitas vezes, os lares brasileiros, fazendo com que as comidas cheguem a essas casas. Que tenham acesso também à dignidade, à alimentação! Agradeço a esta Casa o avanço dessa matéria. Obrigada, Presidente. - 09/09/2025
A Deputada afirmou que a ameaça militar feita pelo Presidente Donald Trump contra o Brasil representava um ataque direto à democracia e à soberania nacional. Destacou que o País não era colônia nem quintal de império e ressaltou a importância do julgamento em andamento no Supremo Tribunal Federal, que analisava a participação de um ex-Presidente e de membros das Forças Armadas na tentativa de golpe de 8 de janeiro. Também acusou o Deputado Eduardo Bolsonaro de conspirar contra o Brasil e defendeu sua cassação e responsabilização judicial.
Palavras-chave oficiais: Brasil,Estados Unidos,Operação militar,Ameaça,Supremo Tribunal Federal (STF),Ex-presidente da República,Partido Liberal (PL),Golpe de Estado,julgamento,Deputado federal licenciado,Perda de mandato parlamentar,Defesa
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. Nos meus 4 minutos, eu vou ser objetiva e direta. O que aconteceu ainda há pouco é inadmissível! O Presidente Trump declarou guerra à nossa democracia. Através da sua porta-voz, ele acabou, ainda há pouco, de ameaçar usar meios militares contra o Brasil! Mas nós estamos aqui para afirmar que o nosso País não é colônia, que o nosso País não é quintal de império nenhum e que a nossa Justiça não vai, como vimos hoje no julgamento que ocorreu no Supremo, se dobrar às armas estrangeiras. Esta semana está acontecendo o julgamento mais importante da história do nosso País. Estão sentados no banco dos réus um ex-Presidente e membros da alta cúpula das Forças Armadas que tentaram dar um golpe em nosso País. Esta é a semana em que nós vamos ver condenados aqueles golpistas do 8 de Janeiro, seja lá quem for. Colegas, logo depois, nós temos também que ir para cima dos traidores da Pátria, inclusive os traidores da Pátria membros do Congresso Nacional! Eduardo Bolsonaro não só conspirou contra o Brasil, incentivando tarifas em relação às nossas importações e atacando a nossa soberania, como agora resolveu defender a ameaça militar de Trump ao Brasil. Ele precisa ser não só cassado, como também responsabilizado pela Justiça brasileira. Bolsonaro se mostrou explicitamente fantoche de Washington, e seu filho Eduardo está há meses conspirando contra a soberania brasileira. Traidor do Brasil. Traidor da Pátria. Mas nós reafirmamos todo dia que aqui quem manda é o povo, que o povo não aceita chantagem e que a nossa bandeira... V.Exas. dizem tanto que a nossa bandeira não vai ser vermelha. A gente quer afirmar que a nossa bandeira não vai ser azul, vermelha e branca! A nossa bandeira é verde e amarela. V.Exas. são traidores da Pátria ao acharem natural um Deputado se articular contra o Brasil, ir ao Twitter e defender que um Presidente ameace militarmente nossa Pátria, ameaçando o conjunto do povo brasileiro. O Brasil tem sua soberania garantida e vai ter um futuro ainda mais soberano, de cabeça erguida, altivo diante do mundo. A insígnia "Independência ou morte!" nunca fez tanto sentido. Nosso Brasil teve quase 4 séculos de escravidão e algumas ditaduras. A anistia daqueles que, lá atrás, em 1964, com suas fardas, torturaram, mataram, fizeram pessoas desaparecerem, a anistia daqueles permitiu que eles se achassem no direito de, neste tempo presente, tentar mais uma vez dar um golpe de Estado. Esta é uma semana, colegas, decisiva para a democracia brasileira. O que está em jogo é o futuro do Brasil, o futuro dos meus filhos, o futuro da nossa soberania. É inadmissível a ameaça de Trump, e mais inadmissível ainda é um membro do Congresso Nacional defender uma ameaça militar ao povo brasileiro. - 09/09/2025
A Deputada orientou a bancada na votação do requerimento de urgência ao Projeto de Lei 4.392, de 2025, que altera o Estatuto do Pantanal, que dispõe sobre o uso, a conservação, a proteção e a recuperação do bioma Pantanal, para reforçar as medidas de proteção à integração entre planalto e planície. Na oportunidade, defendeu acordo no Colégio de Líderes para votação do mérito.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de urgência,Projeto de lei ordinária,Federação PSOL REDE,Voto favorável
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, a nossa federação vota "sim". Estamos ali num diálogo. Em primeiro lugar, quero reforçar que hoje se vota só a urgência. Em segundo lugar, quero relembrar o acordo feito no Colégio de Líderes. Não quero entrar no mérito do projeto. Nós só topamos votar, na semana passada, o mérito do projeto anterior, sobre o Pantanal, porque houve acordo de que haveria uma complementação do mérito a partir do projeto cuja urgência estamos votando hoje. Esse acordo, colegas, foi feito com o PT, com o PSOL, com o PL, com a Oposição, com o Governo. O apelo que eu faço e eu sei que já está havendo uma conversa ali é para que retomemos o acordo firmado no Colégio de Líderes, com todos os partidos, sobre a votação do mérito da semana passada e inclusive o Relator se comprometeu com isso, assim como a Senadora Tereza , também seja firmado aqui no plenário. É o apelo que faço. - 09/09/2025
A Deputada orientou a bancada na votação do requerimento de urgência do Projeto de Lei nº 226, de 2024, que altera o Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 (Código de Processo Penal), para dispor sobre as circunstâncias que recomendam a conversão da prisão em flagrante em preventiva, sobre a coleta de material biológico para obtenção e armazenamento do perfil genético do custodiado e sobre os critérios para aferição da periculosidade do agente para concessão de prisão preventiva, inclusive quando da audiência de custódia.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de urgência,Projeto de lei ordinária,Federação PSOL REDE,Voto contrário
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, nossa federação orienta contra a urgência, preocupada com as alterações feitas no texto do então Senador e agora Ministro Flávio Dino, que possibilitam, além da flexibilização da audiência de custódia, elementos preocupantes, como coleta compulsória de material genético e prisão preventiva automática. O apelo que a gente faz é pela retomada do texto do Senador Flávio Dino, que hoje inclusive mostrou que tem uma grande preocupação com o Brasil e com os brasileiros, assim como tinha quando era Senador. - 02/09/2025
A Deputada afirmou que o julgamento de Jair Bolsonaro e seus aliados não representava apenas a responsabilização individual, mas o julgamento de uma época da história do Brasil. Sobre o assunto, recordou os golpes passados e destacou que, pela primeira vez, golpistas estariam sendo julgados, o que representava justiça, memória e soberania. Lembrou as vítimas da ditadura e as atrocidades cometidas em nome do autoritarismo, além da negligência de Bolsonaro na pandemia e na fome. Também criticou tentativas de interferência estrangeira, como a de Donald Trump, e as sanções impostas ao Brasil, que classificou como chantagem política. Encerrou enfatizando que o processo simbolizava um recado claro: ditadura e imperialismo nunca mais.
Palavras-chave oficiais: julgamento,Ex-presidente da República,Democracia,Ditadura militar,Soberania nacional,História do Brasil,Pandemia,Fascismo,Imperialismo,Taxa,Estados Unidos,Importação,Produto nacional
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. Eu peço licença para compartilhar a leitura de um discurso que acredito ser um manifesto, porque hoje nós não falamos para este Plenário, nós falamos para a história, nós falamos para o futuro, colegas, Sr. Presidente e povo brasileiro. Esse julgamento definitivamente não é o julgamento de Bolsonaro e de seus cúmplices. É o julgamento de uma época, de um tempo, é o julgamento do Brasil diante de si mesmo. É preciso dizer que o julgamento dos golpistas de hoje é também o julgamento dos golpistas de ontem. Na história do Brasil, os golpes sempre julgaram o povo, mas o povo jamais pôde julgar os golpistas. Em 1964, quem foi levado aos tribunais, aos porões da tortura, ao exílio, à morte? Foram os democratas, como o meu avô, foram os socialistas, os estudantes e, não, nunca, os fascistas de farda. Por isso, cada palavra dita nesse processo, cada sentença que se anuncia contra os golpistas do 8 de Janeiro é também, colegas, um desagravo a Rubens Paiva, a Vladimir Herzog, a Dilma Rousseff, a Fernando Santa Cruz, a Edson Luís, a Inês Etienne, a Helenira Resende, a meu avô, ao Deputado Ivan Valente e a tantos, e tantos, e tantos. Os réus sentados hoje não são apenas homens de carne e osso, são também a sombra de um Brasil atrasado, autoritário e servil, que insiste em voltar. Lembrem-se de quantas vezes Bolsonaro, aqui neste Plenário, exaltou de forma nojenta o ditador Brilhante Ustra, aquele que estimulou que ratos fossem colocados em vaginas de mulheres torturadas na ditadura. Esse julgamento é a prova de que esse Brasil do atraso não tem mais lugar na nossa democracia. Esse julgamento é justiça, é memória, é soberania. É uma vitória, colegas, dos democratas, e uma derrota, sim, do fascismo não a derrota final, mas uma derrota histórica , e uma vitória civilizatória. O Brasil está sabendo se defender no momento em que é atacado inclusive por traidores da Pátria. Eu repito: esse julgamento é sobre este tempo e sobre o futuro. É justiça, é memória, é soberania. Esse julgamento não trata juridicamente de todos os crimes de Bolsonaro é preciso lembrar isso. Não é o julgamento da atuação de Bolsonaro na pandemia. Não é o julgamento pelos mortos de fome, pela fila do osso deixada por Bolsonaro. Não é o julgamento pelas mentiras e pelo ódio que ele espalhou. O povo brasileiro e as pesquisas estão mostrando isso sabe quem está sentado no banco dos réus. Trata-se do mesmo homem que zombou das famílias que perderam os seus, na maior crise sanitária vivenciada pelas gerações vivas. As famílias choravam os seus mortos, e Bolsonaro ria, Bolsonaro imitava pessoas com falta de ar. Trata-se do mesmo homem que deixou a fome voltar, que condenou milhões à fila do osso, que fez o Brasil chorar pela perda de mais de 700 mil vidas. É por isso que, apesar de este não ser o objeto jurídico do julgamento, há, sem a menor dúvida, um sentido moral mais profundo nele. Quando a Justiça alcança Bolsonaro, o povo brasileiro pode também acreditar que é possível haver um Brasil inteiro com justiça. Ver o algoz do nosso povo responder por seus crimes é um sopro de dignidade, é uma reparação simbólica, é a certeza de que nossa democracia não esqueceu nem esquecerá os que sofreram. Este julgamento fala também sobre a nossa soberania fala, não, colegas; grita, berra pela nossa soberania , porque, pela primeira vez na história, um Presidente dos Estados Unidos ousou questionar um julgamento no Brasil. Nunca antes a nossa Justiça foi tão afrontada por uma potência estrangeira afronta de forma tão vil articulada pelos senhores. Trump tentou deslegitimar o Supremo, tentou deslegitimar a democracia brasileira. Ao fazer isso, ele mostrou ao mundo inteiro que Bolsonaro não passa de um fantoche de Washington. Seu filho, um traidor da Pátria confesso, será também julgado e cassado por esta Casa. Não bastasse o insulto, vimos também ataques diretos à nossa economia, com tarifas impostas ao Brasil como forma de chantagem política, como um recado imperialista para intimidar o nosso povo, atacando a nossa indústria, a nossa agricultura, os nossos empregos. Esse julgamento vai deixar isto claro, colegas: Aqui, não! Aqui, nunca mais! Aqui, não se baixa a cabeça! O Brasil é e seguirá sendo um país livre e soberano. Aqui, não! Aqui, quem manda são os brasileiros. O único soberano que manda no Brasil é o povo brasileiro. Este é um recado também ao mundo de que o Brasil não será nunca mais colônia de ninguém, como o foi numa escravidão que durou quase 4 séculos. Não seremos nunca mais colônia de ninguém! Esse julgamento, colegas, vai além dos crimes cometidos e julgados. É sobre memória, é sobre dor, é sobre futuro, é sobre soberania. Que fique gravado na história, nesse julgamento, que é o mais importante que o nosso País vive: hoje o Brasil começa a dizer "não" ao golpismo; hoje o Brasil começa a dizer "não" ao fascismo; hoje o Brasil começa a dizer "não" ao imperialismo! Cada sentença proferida no dia de hoje e nos próximos dias desse julgamento é uma pedra na muralha que separa a democracia, que nós defendemos, da barbárie, que os senhores defendem. Que o mundo inteiro ouça a voz deste Plenário, daqueles que clamam por liberdades democráticas; que o mundo inteiro escute a voz que ecoa não só de nós, defensores da democracia, mas de um povo inteiro: "Neste País, ditadura nunca mais! Neste País, colônia nunca mais!" Viva o exemplo que o Brasil está dando para o mundo! As eleições virão no ano que vem, e mais uma vez os senhores serão derrotados e ficarão marcados na história brasileira como aqueles que odeiam a democracia, que atacam as liberdades democráticas e, ao atacarem as liberdades democráticas e a nossa soberania, atacam um povo inteiro. - 02/09/2025
A Deputada manifestou apoio ao Projeto de Lei nº 5.063, de 2023, que institui política de apoio e prevenção da estafa mental ou burnout relacionado à maternidade. Além disso, elogiou as Deputadas Maria do Rosário e Sâmia Bomfim, e destacou que cuidar das mães é cuidar do Brasil e das famílias. Por fim, como mãe de duas crianças, ressaltou a sobrecarga, solidão e invisibilidade enfrentadas pelas mulheres no cuidado, defendendo que apoiar a saúde mental materna é essencial também para o desenvolvimento das crianças e para o futuro do país.
Palavras-chave oficiais: Projeto de lei ordinária,criação,Programa de Apoio à Maternidade sem Estafa Mental e Burnout,Estafa mental,Síndrome de burnout,Saúde mental,Maternidade,Mulher,Criança,Desenvolvimento infantil,Família,Atuação parlamentar
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Obrigada. Rapidamente, quero só abraçar a Deputada Maria do Rosário, abraçar a Deputada Sâmia Bomfim, Relatora desta matéria, e abraçar todas as mães brasileiras. Eu sou mãe de duas crianças, uma menina de 5 anos e um menino de 2 anos e meio, e nós mães sabemos a sobrecarga que é o trabalho de cuidar dos nossos filhos e o quanto muitas vezes nos encontramos solitárias, abandonadas, a partir de uma invisibilidade desse trabalho. Por isso, cuidar dessas mães é cuidar do Brasil inteiro, é cuidar das famílias brasileiras. Cuidar da saúde mental das mães é cuidar da possibilidade de existir um futuro, porque, enquanto nós estivermos sobrecarregadas, cansadas, exaustas, nossos filhos também serão impactados, inclusive no seu desenvolvimento. Então, parabéns às Deputadas! De fato, esta matéria toca os nossos corações, de cada uma de nós que já experimentou essa sobrecarga do cuidado materno. Parabéns! - 02/09/2025
A Deputada orientou a bancada na votação do Recurso nº 7, de 2024, contra a tramitação conclusiva do Projeto de Lei nº 10.273, de 2018, que altera a Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências, para adequar a incidência da Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental — TCFA.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Recurso (proposição legislativa),Apreciação conclusiva,Comissão,Projeto de lei ordinária,Partido Socialismo e Liberdade (PSOL),Voto favorável
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Nossa orientação é "sim" ao recurso, Presidente. Esta matéria tem que ser votada em plenário, porque esta taxa é fundamental para o funcionamento do Ibama. Aqueles que querem não votar aqui, que querem deixar o projeto como conclusivo, atacam o meio ambiente num cenário de emergência climática e, assim, enfraquecem uma instituição tão importante como o Ibama.
Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 11/12/2019 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.