
Nome civil: Taliria Petrone Soares · 41 anos
Bananômetro
75/100
Trabalha bem, com espaço para melhorar.
Nota maior que a de 45% dos deputados · média do partido: 82
Por que essa nota?
- Presença em sessõespeso 40% · 77%
Aparece para trabalhar?
- Participação em votaçõespeso 35% · 65%
Vota quando precisa? (votações com registro de nome)
- Iniciativas que avançarampeso 15% · 83%
Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)
- Atividade na tribunapeso 10% · 95%
discursos na tribuna (percentil)
A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?
Personalizar pesosComo vota · Mandato atual (2023–2027)
Vota com o governo 84%das 584 votações em que o líder do Governo pediu Sim ou Não e ela votou
Vota com o próprio partido 98%das 637 votações em que o partido (ou a federação) pediu Sim ou Não e ela votou
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- dep.taliriapetrone@camara.leg.br
- Telefone
- (61) 3215-5193
- Gabinete
- Gabinete 193, Anexo III – Câmara dos Deputados, Brasília-DF
Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.
Números de Mandato atual (2023–2027)
Presença nas sessões
77%
Esteve em 300 de 391 sessões
Votou nas votações
65%
Registrou voto em 731 de 1.128 votações nominais
Iniciativas que viraram lei
0
de 44 projetos apresentados (0%)
Alinhamento com o governo
84%
Em 584 votações em que o Governo orientou
A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.
1.062 discursos na tribuna · de 05/02/2019 a 02/09/2026.
- 02/09/2026
A Deputada defendeu o fim da escala 6 por 1 como parte da trajetória histórica de redução da exploração do trabalho no Brasil, que relacionou à herança da escravidão e às desigualdades de classe, gênero e raça. Ressaltou conquistas trabalhistas anteriores e contestou argumentos sobre possíveis impactos econômicos da redução da jornada. Além disso, apontou acidentes, mortes e afastamentos por transtornos mentais associados ao trabalho e argumentou que os avanços tecnológicos deveriam permitir maior produtividade com mais tempo livre, sem redução salarial. Por fim, atribuiu a mobilização pelo fim da escala 6 por 1 aos trabalhadores, movimentos sociais e sindicatos e classificou a mudança como avanço na ampliação de direitos.
Palavras-chave oficiais: Jornada de trabalho,redução,Escravidão,Desigualdade social,Direitos do trabalhador
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A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Sra. Presidente, colegas... Quero tratar de um tema muito importante. Ao avançar na pauta do fim da escala 6 por 1, o Congresso Nacional faz história. Eu sou uma mulher negra. Isso significa que sou descendente de pessoas escravizadas neste País. E, quando eu subo a esta tribuna para defender o fim da escala 6 por 1, eu não estou falando apenas de uma vitória imediata; eu estou falando de uma vitória histórica, de longa duração. Eu estou falando de mais um importante capítulo da luta do povo brasileiro contra a exploração. O Brasil foi construído com quase quatro séculos da chaga da escravidão, uma das formas mais brutais de exploração que a humanidade já conheceu. Milhões de homens e mulheres foram sequestrados do continente africano, escravizados e transformados em força de trabalho. Produziram açúcar, produziram café, extraíram ouro, construíram cidades, construíram fortunas, construíram este País e não receberam nada em troca além de violência. A escravidão terminou formalmente apenas há 138 anos e terminou sem terra para os libertos, sem indenização, sem acesso à educação, sem políticas de integração, sem nenhuma reparação. A exploração escravista acabou como instituição, mas não como cultura. A sociedade escravista não desapareceu no dia 14 de maio de 1888. E foi essa sociedade que moldou o trabalho chamado livre no nosso País. Entrou nas relações de poder, entrou na desigualdade salarial, entrou na divisão racial e sexual do trabalho, entrou na ideia tão profundamente brasileira de que o trabalho de alguns vale menos do que o de outros; de que alguns seres humanos podem ser mais explorados do que outros. É impossível compreender o trabalho no Brasil sem compreender essa história, sem olhar para trás. Somos um país de maioria negra, de maioria de mulheres negras. A escravidão não é a história de outro povo, é a história do nosso povo. E eu sou uma dessas brasileiras. Quando eu lembro do trabalho de telemarketing e do curtíssimo tempo de ir ao banheiro, essa também é a história dos meus antepassados escravizados. E é por ter vivido essa história que eu digo: não é possível um Brasil melhor sem enfrentar contundentemente a superexploração do trabalho. A história dos direitos trabalhistas é a história da construção dos limites à exploração. No início do capitalismo, os trabalhadores chegavam a trabalhar 12 horas, 14 horas, 16 horas por dia; crianças faziam parte da força de trabalho. Foram os sindicatos, as greves, o enfrentamento aos patrões e aos governos, as mortes de muitos trabalhadores e trabalhadoras que nos legaram a jornada de 8 horas. E se não houver limite, a exploração não vai encontrar limite sozinha. Nenhum direito trabalhista nasceu da generosidade de quem explorava. Foi preciso lutar por limite para a jornada, limite para o trabalho infantil, limite para a exploração da gente que é mulher, para o direito ao descanso, a férias, à aposentadoria, ao salário mínimo. Todo direito trabalhista é, no fundo, uma frase gritada pela sociedade: "Daqui, a exploração não passa". No Brasil, também foi assim. Em 1932, conquistamos a jornada de 8 horas. Em 1988, o movimento sindical chegou à Constituinte, com Lula à frente, exigindo as 40 horas semanais. Nós não conseguimos tudo lá atrás, colegas, mas conseguimos reduzir a jornada constitucional de 48 horas para 44 horas. E o que disseram naquela época? Que a economia não ia suportar, que haveria desemprego, que as empresas iam quebrar. E a jornada diminuiu, o Brasil continuou produzindo, as empresas continuaram lucrando. E é importante nos lembrarmos disso, porque, agora, estamos ouvindo exatamente o mesmo discurso. Mudam os personagens, mas o argumento contra o trabalhador é quase sempre o mesmo. Hoje, milhões de trabalhadores são explorados na escala absurda 6 por 1. Ao mesmo tempo, outros milhões já estão na escala 5 por 2, com 2 dias de descanso. Então, eu faço uma pergunta muito simples: por que aquilo que já é possível para um conjunto de trabalhadores seria impossível para os demais? Por que 2 dias de descanso isso é o mínimo, é o mínimo , para determinadas profissões, vira uma ameaça à economia? Por que isso vira uma ameaça quando chega à caixa de supermercado, à trabalhadora do comércio, à balconista da farmácia, ao garçom, à trabalhadora do shopping, à população que está nos empregos mais cansativos e, muitas vezes, mais mal remunerados? Isso tem nome. Isso se chama capitalismo, superexploração. E a superexploração no nosso País é herança de um País escravocrata que ainda permanece viva. Aqui, a exploração tem classe, tem gênero, tem cor. Ainda hoje, trabalhadores negros recebem menos que trabalhadores brancos. Ainda hoje, mulheres negras permanecem concentradas em algumas atividades mais precarizadas do mercado de trabalho. É a longa duração de uma sociedade formada pela escravidão. Por isso, esta luta tem uma dimensão tão profunda. Nós não estamos dizendo que trabalhar é indigno, ao contrário, indigno é aqueles que produzem a riqueza receberem como recompensa a exaustão. O problema não é o trabalho: o problema é a exploração. Em 2025, o Brasil registrou mais de 800 mil acidentes de trabalho. Foram mais de 3.600 mortes relacionadas ao trabalho. Foram mais de 540 mil afastamentos por transtornos mentais ligados ao trabalho. O mundo do trabalho está adoecendo os trabalhadores brasileiros, adoecendo quem sustenta o nosso País! E diante disso, ainda querem nos convencer de que reduzir a jornada é um exagero? Exagero? Exagero é morrer trabalhando! Exagero é adoecer trabalhando! Exagero é passar 6 dias da semana trabalhando e ter um sétimo para descansar o corpo às vezes, porque é para cozinhar, passar, lavar, mulheres sobrecarregadas, mães solo sobrecarregadas , e depois começar tudo de novo. Eu peço mais um tempo, Presidente, como a senhora me prometeu. O desenvolvimento tecnológico deveria significar uma humanidade capaz de produzir mais trabalhando menos. A produtividade aumentou, as máquinas avançaram, a automação avançou, a inteligência artificial avança infelizmente, sem regulação , a riqueza produzida cresce. Mas se todo avanço tecnológico servir apenas para aumentar o lucro e intensificar o trabalho, a gente vai ter máquinas do século XXI e condições de trabalho do século XIX. Essa é a escolha que está diante de nós: quem vai ficar com os ganhos de um suposto progresso? Apenas o capital? Apenas os patrões? Ou o trabalhador também terá direito a uma parte desse avanço? Porque reduzir jornada sem reduzir salário significa exatamente isso: transformar produtividade em tempo livre para o trabalhador. Eu já estou caminhando para terminar, Presidente. A luta pelo fim da escala 6x1 não começou neste Congresso; ela veio de baixo, ela veio das ruas. Tenho muito orgulho de dizer que ela também veio do PSOL, veio de trabalhadores que disseram "chega!", de mulheres exaustas, veio do Movimento Vida Além do Trabalho, veio de uma geração que finalmente colocou de novo a redução da jornada no centro do debate nacional. E essa geração está retomando uma luta muito antiga: de operários que lutaram pelas 8 horas, de sindicalistas brasileiros, de trabalhadores que conquistaram direitos na década de 30, dos que enfrentaram a ditadura, dos trabalhadores do ABC, das trabalhadoras domésticas que demoraram, mas conquistaram, a partir da liderança de Benedita da Silva, seus direitos aqui nesta Casa , dos homens e mulheres que chegaram à Constituinte exigindo 40 horas semanais. Nós somos parte dessa mesma história uma história que não terminou. A escravidão foi abolida, a jornada limitada, mas ainda há muita luta pela frente. Agora chegou a vez da nossa geração colocar um novo limite. Eu sou descendente de pessoas que foram exploradas sem qualquer limite neste País. E justamente por isso sei que nenhum limite à exploração caiu do céu e finalmente estou concluindo, Presidente : cada um deles precisou ser conquistado. O fim da escala 6x1 é parte dessa história. Não é o fim da exploração, não é a emancipação completa dos trabalhadores, mas é um imenso passo concreto nessa direção e talvez por isso incomode tanto. Porque toda vez que um trabalhador conquista um pouco mais de poder sobre a sua própria vida, alguém perde o poder de explorá-lo um pouco mais. É disso que estamos falando: menos exploração, mais direitos, mais poder para quem trabalha. Viva a luta histórica pela emancipação da classe trabalhadora brasileira! Viva o fim da escala 6x1! - 01/09/2026
A Deputada elogiou o parecer da Relatora à Mensagem do Poder Executivo nº 85, de 2023 e ao Projeto de Decreto Legislativo nº 996, de 2026, que aprova o texto da Convenção nº 156, de 1981, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), sobre Igualdade de Oportunidades e de Tratamento para os Trabalhadores Homens e Mulheres: Trabalhadores com Responsabilidades Familiares, assinada em Genebra, em 23 de junho de 1981, durante a 67ª sessão da Conferência Internacional do Trabalho (CIT). Defendeu o reconhecimento do trabalho de cuidado não remunerado, que, segundo estimativas citadas, representaria 11% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Por fim, ressaltou a sobrecarga das mulheres e defendeu maior participação do Estado no compartilhamento das responsabilidades de cuidado, conforme previsto no Plano Nacional de Cuidados.
Palavras-chave oficiais: Mensagem do Poder Executivo,Organização Internacional do Trabalho (OIT),Igualdade de oportunidade,Homem,Mulher,Responsabilidade familiar,Conferência Internacional do Trabalho (CIT),Relatora,Plano Nacional de Cuidados,Projeto de decreto legislativo
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A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. Eu queria parabenizar a Relatora, Deputada Benedita. Todo mundo precisa de cuidado ao longo da vida; cuidado é uma necessidade humana quando nasce, quando envelhece. As pessoas com deficiência às vezes precisam de mais suporte de cuidado. Hoje há uma sobrecarga por esse cuidado, em especial das mulheres, que muitas vezes são expulsas do mercado de trabalho ou ficam conciliando a sobrecarga no trabalho com a sobrecarga doméstica. Nesse sentido, reconhecer que o trabalho de cuidado não remunerado é trabalho aliás, há estimativas de que ele representa 11% do PIB brasileiro é fundamental para garantir mobilidade social para as mulheres, para garantir que o Estado se implique, como a gente já aprovou inclusive aqui o Plano Nacional de Cuidados, por compartilhar esse cuidado com as famílias. Parabéns, Benedita! Parabéns ao Governo Lula! - 01/07/2026
A Deputada orientou a bancada na votação do requerimento de urgência para apreciação do Projeto de Lei nº 896, de 2023, que altera a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, e o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), para dispor sobre crimes praticados em razão de misoginia.
Palavras-chave oficiais: Requerimento de urgência,Projeto de lei ordinária,Orientação de bancada,Federação PSOL REDE,Voto favorável
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A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, pelo menos quatro mulheres são assassinadas por dia vítimas de feminicídio só por serem mulheres, e a gente sabe que o feminicídio é a ponta do iceberg. Para essas mulheres serem assassinadas, há toda uma cadeia de desproteção, que também tem como ponto de partida o ódio a essas mulheres , a ideia de que o homem pode tocar no corpo dessa mulher sem o consentimento dela, a ideia de que o homem é dono dessa mulher, a ideia de que o homem é proprietário da vida mulher. O ódio a mulheres, disseminado em ambientes digitais, disseminado aqui no plenário, muitas vezes, faz com que seja possível desferir sessenta socos em uma mulher no elevador, por exemplo, Sr. Presidente. Eu tenho certeza de que quem defende o Brasil, as mulheres quer enfrentar toda forma de violência e criminalizar a misoginia. Isso passa também por acabar com o ódio a mulheres, criminalizando a misoginia. O PSOL, a Federação PSOL REDE orienta "sim", Presidente. - 27/05/2026
A Deputada lamentou casos de trabalhadores assassinados por forças policiais após objetos cotidianos serem confundidos com armas, como tripés, guarda-chuvas, pedaços de madeira, peças de skate, macacos hidráulicos e Bíblias. Citou vítimas como Rodrigo Alexandre, Jefferson de Araújo, Carlos Augusto, Thiago Guimarães e Antônio Marcos, em ocorrências registradas no Rio de Janeiro e em São Paulo. Além disso, assinalou que a violência policial contra trabalhadores representa mais uma forma de ataque à classe trabalhadora brasileira.
Palavras-chave oficiais: Homicídio,Trabalhador,Violência policial
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A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, infelizmente, não é só a escala 6 por 1 que ataca os trabalhadores brasileiros. Hoje, no Jardim Catarina, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, dois pedreiros foram assassinados pela polícia. Eles tiveram um tripé confundido com um fuzil. Foi assim com Rodrigo Alexandre, que teve o guarda-chuva confundido com um fuzil e foi assassinado. Foi assim com Jefferson de Araújo, que teve um pedaço de madeira confundido com um fuzil e foi assassinado em Manguinhos. Foi assim com Carlos Augusto, que foi assassinado com uma peça de skate na mão, em São Paulo. Infelizmente, foi assim com Thiago Guimarães, que teve um macaco hidráulico confundido com um fuzil e foi assassinado no Rio de Janeiro, na Zona Norte, na Pavuna. Foi assim com Antônio Marcos, com uma Bíblia na mão, e foi assassinado, porque a Bíblia... Conceda-me mais 30 segundos, por favor, Presidente. - 27/05/2026Breves Comunicações
A Deputada relatou a dificuldade de conciliar a vida parlamentar com a maternidade para destacar como a escala 6 por 1 afeta especialmente as mulheres, em particular as mães solo. Também evocou sua experiência como atendente de telemarketing e professora para ilustrar as condições de trabalho extenuantes e a exploração enfrentada por diversas categorias essenciais. Argumentou que trabalhadores como caixas, farmacêuticos, motoristas, enfermeiras e professoras sustentam o País, mas são privados de convívio familiar e têm a saúde mental afetada pela jornada. Concluiu afirmando que o fim da escala 6 por 1 seria uma conquista histórica para proteger trabalhadores e trabalhadoras e que a extrema direita seria derrotada naquele debate.
Palavras-chave oficiais: Proposta de Emenda à Constituição,redução,Jornada de trabalho,Carga horária,Semana,Trabalhador,Qualidade de vida,Mulher,Mãe solo,Experiência profissional,Telemarketing,Professora,Convivência familiar,Saúde mental,Extrema direita,perda,Debate
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A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Sem revisão da oradora.) - Colegas, na semana passada, depois de uma viagem que fiz pelo interior do Estado do Rio de Janeiro rodei o interior, conversei com os eleitores, com a população , eu cheguei à minha casa tarde da noite, e meus filhos estavam dormindo. Eu olhei para eles deitados na minha cama, com as pernas compridas, e me deu uma saudade enorme deles! Eu achei as pernas dos meus filhos mais compridas do que na semana anterior. Falo isso emocionada. Eu disse: "Nossa, como eu estou longe dos meus filhos!" Imaginem aquela mãe que não tem como cancelar uma agenda! Imaginem aquela mãe que não tem como escolher se vai ao interior ou se não vai, aquela mãe que tem apenas um dia para cozinhar, passar roupa, fazer a marmita da semana, organizar a logística da casa são 10 milhões de mães-solo no País! Imaginem aquela mãe que nem sequer vê as pernas dos filhos crescerem! Eu trabalhei muitos e muitos anos como atendente de telemarketing. Eu tinha 5 minutos para fazer xixi. Às vezes, eu queria fazer xixi de novo, durante o horário de trabalho, mas eu não tinha mais 5 minutos, e eu tinha que segurar o xixi. Repito: eu tinha que segurar o xixi. Esta é a realidade em que vivem muitos trabalhadores, colegas, que sustentam este País com seu trabalho. Não há indústria que funcione, não há banco que funcione sem o trabalho destes explorados e destas exploradas neste País! Se a operadora de caixa parar, os empreendimentos fecham. Se o atendente da farmácia parar, não há remédio para a população. Se o motorista de ônibus parar, os outros trabalhadores nem sequer circulam pela cidade. E as enfermeiras, as técnicas de enfermagem, as professoras e todos mais? Eu trabalhei 1 década em sala de aula. Trabalhadoras sustentam este País, e a escala 6 por 1 impede àqueles que sustentam este País o convívio com a família, com os filhos; a escala 6 por 1 ataca a saúde mental, ataca, inclusive, a produtividade no trabalho. Por isso, o dia de hoje é histórico. Acabar com esta nefasta escala 6 por 1 significa cuidar das trabalhadoras e dos trabalhadores que cuidam da nossa gente; significa, acima de tudo, cuidar de todo este País. A extrema direita, que tentou atrasar este debate agora finge que não! , será derrotada hoje, porque nós vamos entregar ao Brasil o fim da escala 6 por 1. - 12/05/2026
A Deputada agradeceu às colegas pela aprovação consensual do Projeto de Lei nº 1.054, de 2019, que garante o acesso pleno de gestantes e puérperas a concursos públicos. Relatou ser mãe de duas crianças e ressaltou os obstáculos enfrentados por mães no mercado de trabalho e no cotidiano. Em seguida, destacou que a proposta representa um avanço na inclusão dessas mulheres. Além disso, elogiou o parecer aperfeiçoado pela Relatora e celebrou o passo dado pela Casa.
Palavras-chave oficiais: Aprovação,consensualidade,Projeto de lei ordinária,regulamentação,exame,Aptidão física,Candidato,Concurso público,Mulher,Gestante,Puérpera,Mercado de trabalho,Maternidade,inclusão
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A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Eu precisei sair, mas quero dizer rapidamente que nós fizemos um acordo que permitiu que esta matéria pudesse ser aprovada consensualmente, como está acontecendo. Eu pedi a palavra para agradecer às Deputadas. Como sou mãe de duas crianças, sei bem que são muitos os empecilhos que gestantes e puérperas enfrentam no mercado de trabalho e no cotidiano de uma sociedade que ainda não acolhe plenamente as mães. E garantir o pleno acesso das gestantes ao concurso público, assim como às puérperas, é fundamental para a inclusão. Quero agradecer pela sensibilidade que possibilitou que nós avançássemos para votar consensualmente esta matéria. O relatório ficou muito bom, e o projeto foi aperfeiçoado pela Relatora. Que bom que estamos dando este passo nesta Casa hoje! - 06/05/2026
A Deputada reconheceu a importância da regulação dos minerais críticos e alguns avanços do texto, mas fez uma crítica ao Projeto de Lei nº 2.780, de 2024, sob três aspectos: no mérito, argumentou que ele perpetua o modelo primário-exportador, avança pouco na transferência de tecnologia e contraria o art. 176 da Constituição; no processo legislativo, criticou a ausência de Comissão Especial e a votação em sessão virtual e esvaziada para uma matéria de tamanha relevância; e na dimensão geopolítica, alertou para os riscos à soberania nacional, citando o caso da Serra Verde como exemplo da cobiça estrangeira sobre os recursos minerais brasileiros.
Palavras-chave oficiais: Projeto de lei ordinária,Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE),Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM). Comitê de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE),Terras raras,Mineral estratégico,Mineral crítico,Exportação,Transferência de tecnologia,Comissão especial,Sessão virtual,Soberania nacional,Compra,Mineradora,Goiás,Estados Unidos,Recursos minerais
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A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. Primeiro, eu acho fundamental reconhecer a necessidade da regulação da mineração de minerais críticos. Aliás, o Brasil está bastante atrasado neste que é um tema geopolítico e estratégico. Colegas, eu quero trazer a seguinte questão: justamente por isso, este é um tema que nos traz a necessidade de uma discussão sobre um projeto de país, ou seja, sobre qual projeto de país nós queremos: se queremos espelhar nosso passado e seguir exportando minério a preço de banana esta é a verdade; se queremos continuar apostando em um modelo primário exportador, que constituiu o Estado brasileiro; ou se vamos exercer nossa soberania, como ocorreu na década de 1950, quando encampamos a campanha O Petróleo é nosso, quando decidimos que o petróleo era nosso e que iríamos avançar na diversificação da nossa indústria. O que está colocado deveria ser uma oportunidade para avançarmos a partir desta regulação, mas o projeto apresenta claramente incentivos para este setor econômico, fundamental para a geopolítica global, mas deixa muito a desejar, em se tratando do objetivo de industrialização das cadeias de valor ligadas a estes minerais. Ele avança pouco, colegas, no que diz respeito às condicionantes relativas à transferência de tecnologia. Além disso, há uma questão. Embora o projeto tenha avançado em relação ao texto inicial, é preciso reconhecer, há uma questão de princípio, que tem a ver justamente com esta dimensão de um projeto de país, já que este é um tema tão estratégico. É verdade que, com o avanço do texto do relatório, o Estado passa a ter um pouco mais de controle na exploração destes minerais, mas o fato é que a decisão de explorar, de exportar e de lucrar segue em poder do setor privado. É preciso lembrar o art. 176 da nossa Constituição, que afirma categoricamente que estes recursos precisam ser utilizados também para diluir os impactos ambientais eu nem estou entrando no mérito dos impactos ambientais que a mineração em si gera, pois qualquer mineração gera impacto nas comunidades atingidas. Isso é algo estratégico para nosso desenvolvimento nacional. O modelo que está sendo proposto pelo Relator vai na contramão do que está explícito, no nosso entendimento, no art. 176. No mais, já que este é um tema fundamental, eu preciso dizer que este projeto foi distribuído para doze Comissões, porque, de fato, ele é um projeto muito importante. Para tratar deste tema, deveria ter sido criada uma Comissão Especial, diante do que prevê o Regimento da Casa. Portanto, eu não posso concordar com o fato de que um projeto fundamental destes seja votado sem passar pelas Comissões, sem a criação da Comissão Especial, votado numa sessão esvaziada, numa sessão virtual, numa semana em que todas as sessões foram virtuais, porque é, como se diz, um debate estratégico. O mundo inteiro está olhando para nossos recursos. O Brasil é o segundo país com maior disponibilidade de minerais críticos. Nós vimo agora o que aconteceu em Serra Verde. Aliás, nós entramos na Justiça. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos estava aportando recursos para a compra de parte das ações, tornando os Estados Unidos acionistas majoritários de um recurso que é fundamental até mesmo para a guerra, que pode ser utilizado para fortalecer e ferir a soberania brasileira e a de outros países. Apesar da importância da regulamentação do tema, este texto não dá conta da oportunidade que teríamos de avançar no desenvolvimento nacional. Obrigada. - 05/05/2026Breves Comunicações
A Deputada criticou Flávio Bolsonaro e a seus aliados políticos no Rio de Janeiro, apresentando uma série de casos que, segundo ela, evidenciam a mistura entre crime e política no Estado. Citou o esquema da rachadinha, com movimentação de R$ 1,2 milhão na conta do assessor Fabrício Queiroz, considerada atípica pelo Ministério Público, além da relação de Flávio Bolsonaro com Adriano da Nóbrega, apontado como chefe do Escritório do Crime, e a nomeação de familiares de milicianos em seu gabinete. Mencionou ainda o escândalo da Fundação Centro Estadual de Estatística, Pesquisa e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (CEPERJ), com R$ 220 milhões movimentados em dinheiro vivo e mais de 20 mil funcionários fantasmas, envolvendo aliados como o ex-Governador Cláudio Castro e o ex-Vice-Governador Thiago Pampolha. Acrescentou os casos do ex-Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar e do ex-Deputado TH Joias, ambos presos e acusados de relações com o Comando Vermelho, e a prisão recente de Thiago Rangel, acusado de superfaturamento em obras na educação, todos apresentados como aliados de Flávio Bolsonaro. Encerrou com apelo eleitoral, convocando o Rio de Janeiro e o Brasil a escolherem, nas eleições do ano, entre o que classificou como um passado marcado por corrupção, milícia e crime organizado, representado por Flávio Bolsonaro, e um futuro de cuidado com o País e as famílias brasileiras.
Palavras-chave oficiais: Rachadinha (crime),Corrupção,Deputado federal,Assessor Parlamentar,Ministério público,Crime organizado,Milícia,Gabinete parlamentar,Fundação Centro Estadual de Estatística, Pesquisa e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (CEPERJ),Assembleia Legislativa,Rio de Janeiro (Estado),Eleições
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A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Sem revisão da oradora.) - Presidente, este é o Rio de Janeiro defendido pela família Bolsonaro, um Rio onde crime e política se misturam de maneira nojenta. Vamos lá. Eu me refiro agora ao próprio Flávio Bolsonaro. Todo mundo se lembra do esquema de rachadinha denunciado pelo Ministério Público. Foi movimentado 1,2 milhão de reais na conta de Fabrício Queiroz, então assessor de Flávio Bolsonaro. Essa movimentação é considerada atípica. Cito ainda a relação com o chefe do "Escritório do Crime", o Adriano da Nóbrega, e a nomeação de familiares de milicianos para o gabinete de Flávio Bolsonaro. Vamos continuar. Cláudio Castro, aliado de Flávio Bolsonaro, foi acusado de abuso de poder político-econômico. Thiago Pampolha, aliado de Flávio Bolsonaro, então Vice-Governador de Cláudio Castro, também foi acusado de abuso de poder político-econômico, e agora é membro do Tribunal de Contas do Estado, o TCE. (Riso.) Vamos lá. Todo mundo lembra que a acusação tem a ver com o escândalo do Ceperj. Foram movimentados 220 milhões de reais, em dinheiro vivo, por funcionários do Ceperj. Havia mais de 20 mil funcionários fantasmas. Vamos continuar. Rodrigo Bacellar, ex-Presidente da Alerj, foi preso, acusado de relação com o quê? Com o Comando Vermelho. E ele é o quê? Aliado de Flávio Bolsonaro. Vamos continuar? TH Joias, ex-Deputado, também foi preso. Aliado de quem? De Flávio Bolsonaro. Ele é acusado de relação com o Comando Vermelho. Ele lavava dinheiro para o Comando Vermelho, era braço político do Comando Vermelho. Vamos continuar? Hoje vimos que aconteceu a prisão de Thiago Rangel. Vejam que coincidência! É aliado de quem? De Flávio Bolsonaro. Esse Deputado foi acusado em decorrência de uma denúncia do Deputado Estadual do PSOL Flavio Serafini sobre obras superfaturadas na educação. Minha gente, para o Rio e para o Brasil, Flávio Bolsonaro representa crime, corrupção e milícia. Representa retrocesso. O Brasil, este ano, vai ter que decidir se quer olhar para um passado horrendo, representado por Flávio Bolsonaro, que nós não queremos que volte mais, ou se quer olhar para o futuro. Eu tenho certeza de que o futuro é nosso, o futuro que já estamos construindo, o futuro de quem quer cuidar do Brasil. Quem é amigo de miliciano, quem tem acusação de corrupção, de lavagem de dinheiro, quem está até a cabeça envolvido com o crime organizado pelo menos parece que está envolvido com o crime organizado não pode cuidar do Brasil e das famílias brasileiras. Atenção, Brasil! Qual é o caminho que vamos tomar mais uma vez este ano? - 30/04/2026
A Deputada levantou questão de ordem para contestar a prioridade concedida à votação do Veto nº 3, de 2026, aposto ao Projeto de Lei nº 2.162, de 2023, que trata da dosimetria da pena, em detrimento de vetos anteriores. Ademais, criticou o pré-candidato à Presidência da República por ter homenageado o miliciano Adriano da Nóbrega e ter mantido familiares do ex-policial em seu gabinete enquanto exercia o mandato de Deputado Estadual do Rio de Janeiro. Além disso, associou o bolsonarismo às milícias e ao crime organizado, sustentando que a defesa da anistia aos condenados pelos atos antidemocráticos buscava beneficiar o ex-Presidente Bolsonaro. Ao final, defendeu a manutenção do veto pelo Presidente Lula e a observância das regras regimentais na apreciação da matéria.
Palavras-chave oficiais: Questão de ordem,Deliberação,Veto total,Projeto de lei ordinária,Dosimetria da pena,Processo legislativo,Regimento Interno do Senado Federal Pré-candidato a cargo eletivo,Presidência da República,Partido Liberal (PL),Ex-,Deputado estadual,Rio de Janeiro (Estado),Homenagem,Criminoso,Milícia privada,Crime organizado,Dosimetria da pena,anistia,Condenado,Ato antidemocrático,Ex-presidente da República,Veto presidencial,Projeto de lei ordinária
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A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Para uma questão de ordem.) - Minha questão de ordem se baseia no art. 1º da Constituição Federal, que diz que todo o poder emana do povo, combinado com o art. 412, inciso III, do Regimento do Senado, que trata do princípio geral do processo legislativo e que diz que há uma impossibilidade de prevalência sobre norma regimental de acordo de Lideranças ou decisão de Plenário, exceto quando tomada por unanimidade. E, com todo respeito a V.Exa., Presidente Senador Davi, a decisão de ignorar os vetos anteriores a esse veto foi tomada a partir da cabeça de V.Exa., ignorando um dispositivo regimental. E queria aproveitar a oportunidade para fazer uma consideração. Eu sou do Rio de Janeiro. O Rio de Janeiro tem metade do território da sua região metropolitana dominada por milícias metade! As milícias extorquem comerciantes, aterrorizam população, vendem drogas e são aliadas a facções de drogas. E a gente tem aqui um pré-candidato a Presidente do Brasil que é do meu Estado, berço do bolsonarismo, mas também berço de muita resistência, que, quando foi Deputado Estadual, homenageou o Adriano da Nóbrega, chefe do Escritório do Crime. Deixou em seu gabinete, por anos anos! , a mulher dele, a mãe dele, miliciano, matador, torturador. E, mais do que isso, ele defendeu explicitamente, enquanto Deputado, as milícias. Quando Patrícia Acioli, juíza, foi assassinada por milicianos, olhe só o que ele tuitou é só ir lá, está no Twitter dele até hoje: "Que Deus tenha essa juíza, mas a forma absurda e gratuita com que ela humilhava policiais nas sessões contribuiu para ter muitos inimigos". Agora quer falar que quer cuidar do povo brasileiro? Nunca cuidou do Rio de Janeiro, nunca cuidou de enfrentar o crime organizado. E tudo indica que é parte do crime organizado. E isso tem tudo a ver com o tema da anistia, porque defender golpista, defender anistia para golpista, defender redução de pena para o pai dele, que é acusado, condenado e preso por liderar uma organização criminosa e por atentar contra o Estado Democrático de Direito, é a mesma coisa que defender miliciano, coisa que aquele que quer ser Presidente do Brasil sempre fez. Nesse sentido, eu peço que a gente se atente ao Regimento e não vote esse veto absurdo, que a gente vote os vetos anteriores a esse, que tem que ser mantido como foi feito pelo Presidente Lula. - 28/04/2026Breves Comunicações
A Deputada destacou o aniversário de sua colega Parlamentar e candidata a Senadora, Benedita da Silva, liderança política histórica, ressaltando sua trajetória desde o trabalho doméstico até a atuação como Constituinte e sua contribuição na ampliação de direitos para a categoria, como a regulamentação de benefícios trabalhistas. Além disso, relacionou a data ao Dia Nacional da Trabalhadora Doméstica, apontando desigualdades estruturais e condições precárias ainda presentes na atividade. Citou dados sobre o impacto econômico do trabalho doméstico e de cuidado, indicando sua relevância para o funcionamento da economia. Na oportunidade, mencionou caso de trabalho análogo à escravidão envolvendo trabalhadora resgatada por órgãos públicos. Por fim, defendeu o fortalecimento de políticas para garantir direitos, combater a exploração e enfrentar o racismo.
Palavras-chave oficiais: Aniversário de nascimento,Deputada federal,Pessoa homenageada,Candidata,Senadora,Trabalhador doméstico,Constituinte,Dia do Trabalhador Doméstico,Trabalho doméstico,Escravidão,Redução a condição análoga à de escravo,Racismo,Atuação parlamentar
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A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. No último domingo, nós celebramos o aniversário da nossa futura Senadora Benedita da Silva, uma mulher que foi trabalhadora doméstica e veio da favela. Aqui, como Deputada Constituinte, se consolidou como um pilar que abriu caminho para a nossa democracia. A Deputada Benedita foi Relatora e peça fundamental da aprovação da PEC das Domésticas, que garantiu direitos, férias, 13º Salário para essas trabalhadoras. Aliás, direitos garantidos muito tardiamente. O que isso nos mostra? Que a democracia brasileira só é possível, de verdade, quando nós, mulheres negras, quando mulheres como Benedita ocuparem, de fato, espaços de poder para olharem para a maioria do povo brasileiro. E por que trago isso? Porque, um dia depois do aniversário da nossa Bené, a gente celebrou, na segunda-feira, o Dia Nacional da Trabalhadora Doméstica. Essa data expressa um contraste que evidencia as desigualdades do nosso País, contraste esse que nós queremos deixar para trás. Quem nunca entrou em um apartamento gigante, inclusive o nosso apartamento funcional, e viu um quartinho de empregado, um quarto de serviço, sem sequer uma janela? Quantas trabalhadoras domésticas sem nenhum direito? O contraste está evidenciado nisso. Também já está sendo construído um outro Brasil por mulheres, como a Deputada Benedita, que ocupam este Parlamento. Se o nosso passado foi forjado na exploração dessas mãos, eu não tenho dúvida de que o futuro deste País também só será possível se for liderado por elas. E, vejam, a Organização Internacional do Trabalho mostra que o trabalho do cuidado sustenta a economia global. No nosso País, se o trabalho doméstico fosse contabilizado, ele representaria 11% do nosso PIB, mais do que a indústria. Se essas mãos pararem, o Brasil para. Essas mãos cuidam para que o Brasil possa produzir, mas, raramente, este País produz cuidado para essas mãos. Presidente, para concluir, eu queria dizer que, além da exploração que ainda chega às trabalhadoras domésticas, infelizmente, há mais. Nós ainda convivemos com um trabalho análogo à escravidão, como o caso de Sônia Maria de Jesus, mulher negra, surda, não alfabetizada, que foi resgatada de um trabalho análogo à escravidão, em junho de 2023, por uma ação conjunta do Ministério Público do Trabalho, Defensoria Pública e da Polícia Federal. Mas, veja, a Justiça possibilitou ela voltasse para a Casa do Desembargador, eu vou dar o nome dele, Jorge Luiz de Borba, que foi aquele que impediu que ela estudasse, que ela tivesse convívio social. Veja que País é esse! Eu juro que eu vou concluir, Presidente. Eu sei que tem muita gente para falar, porque esse é um tema de muita importância. Esse dia, então, ele é mais do que uma celebração de exaltar essas mulheres que sustentam com seu trabalho o nosso País. Esse é um dia para a gente mais do que homenagear essas mulheres, exigir um compromisso de todo o Congresso Nacional, de todo o povo brasileiro, para erradicar o trabalho análogo à escravidão, para efetivar, definitivamente, o direito das trabalhadoras domésticas e para acabar com o racismo que chega ao nosso corpo todos os dias. Viva a Benedita da Silva! Obrigada. - 14/04/2026
A Deputada relatou o desaparecimento de Paloma Fragoso Gomes de Rio das Ostras, no Rio de Janeiro. Informou que a estudante de enfermagem e mãe de uma criança foi vista pela última vez há quatro meses ao sair da moradia estudantil da Universidade Federal Fluminense, com destino ao bairro Âncora. Destacou que não houve avanço conclusivo nas investigações e mencionou o contexto de violência no estado, incluindo casos de feminicídio e atuação de grupos criminosos. Cobrou respostas sobre o paradeiro da jovem e reforçou a necessidade de esclarecimento para a família.
Palavras-chave oficiais: Estudante,Enfermagem,Rio das Ostras (RJ),desaparecimento,Universidade Federal Fluminense (UFF)
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A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, obrigada. Eu queria falar de uma situação no Município de Rio das Ostras, lá no meu Estado. Paloma Fragoso Gomes está desaparecida há 4 meses. Ela é estudante de enfermagem, mãe de uma menina de 9 anos, e foi vista pela última vez saindo da moradia estudantil da Universidade Federal Fluminense em direção ao Bairro Âncora, um bairro popular lá do Município. A investigação ainda não apresentou nenhum parecer sobre o paradeiro dela, num Brasil com altos índices de feminicídio, num Município dominado pela milícia e com outras denúncias de outros desaparecimentos. Isso traz para nós um alerta e uma cobrança para que as investigações apresentem à família de Paloma resposta sobre o seu paradeiro. Onde está Paloma? O Rio de Janeiro quer saber, Sr. Presidente. Obrigada. - 14/04/2026Breves Comunicações
A Deputada destacou o papel central de trabalhadores na sustentação do País e apontou desafios como jornadas extensas, baixos salários e redução do tempo de convivência familiar. Defendeu o fim da escala 6 por 1 e criticou argumentos contrários à medida, ao relacioná-los a resistências históricas a direitos trabalhistas. Também abordou a situação de motoristas e entregadores por aplicativos, ao afirmar que o Projeto de Lei Complementar nº 152, de 2025, que regula os serviços de transporte remunerado privado individual de passageiros e de coleta e entrega de bens prestados pelas empresas operadoras de plataforma digital.
Palavras-chave oficiais: Projeto de lei complementar,regulamentação,Serviços de transporte,Entregador por aplicativo,Aplicativo de entrega,Vínculo empregatício Jornada de trabalho,alteração
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A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. Definitivamente este País é sustentado por trabalhadoras e trabalhadores. Imaginem os senhores se, por um dia, a caixa de supermercado não trabalhasse, o motorista de ônibus não trabalhasse. A trabalhadora doméstica também não iria trabalhar porque não chegaria à casa de vocês. Imaginem se a técnica de enfermagem e a professora não trabalhassem; se os entregadores de aplicativo, os motoristas de Uber não trabalhassem. Definitivamente os trabalhadores sustentam o País. Mas o que eles recebem de volta? Uma escala exaustiva de trabalho, salários baixos, pouco tempo de convivência com a família. Por isso, está chegando a hora de a gente acabar com a escala 6 por 1. Eu vi bolsonarista aqui defendendo o trabalhador. Eu quero ver é votar a favor do fim da escala 6 por 1! Nossas elites estão contra, dizendo que isso vai falir o Brasil. Foi assim na escravidão: "Acabar com a escravidão vai falir o Brasil". Foi assim na conquista de 13º Salário, de férias, quando diziam que esses direitos iriam falir o Brasil. E agora é a mesma coisa. A gente sabe que o que vai falir o Brasil são os altos juros, que roubam renda das famílias brasileiras endividadas para colocar no bolso de banqueiro banqueiro defendido por bolsonarista; é a manutenção de 6 dias de trabalho exaustivo com um salário de fome. No Governo Bolsonaro, não houve aumento real de salário algum, diferentemente do Governo atual. É isso que quebra o Brasil. Também está mais do que na hora de a gente cuidar dos trabalhadores de aplicativo. Infelizmente, como ficou na Comissão, o PLP 152/2025 legaliza a já atual precarização com a ausência de piso mínimo, com o desamparo dos trabalhadores em acidentes, com a não remuneração do tempo de espera o entregador fica esperando alguém pegar o lanche e não é remunerado. O PLP nem sequer garante pontos de apoio para os trabalhadores fazerem as suas necessidades. Nós temos um projeto para garantir uma espécie de vale-refeição a esses trabalhadores. É fundamental garantir dignidade tanto àqueles que têm carteira assinada e estão na exaustiva escala 6 por 1 quanto àqueles que não têm nenhuma regulamentação da sua atividade, nenhum direito, que trabalham como se fossem autônomos, que são os trabalhadores de aplicativo e motoristas de Uber. Na verdade, quem é contra essas duas coisas são aqueles que nunca pegaram um trem, nunca pegaram um ônibus, nunca tiveram carteira assinada, nunca pegaram no batente. Muitos, inclusive os bolsonaristas que fingiram defender trabalhador aqui, estão ao lado de banqueiro, ao lado daqueles que exploram os trabalhadores, que sustentam o nosso País. Obrigada, Presidente. - 04/03/2026
A Deputada discutiu a Proposta de Emenda à Constituição nº 18, de 2025, que altera os art. 21, art. 22, art. 23, art. 24 e art. 144 da Constituição, para dispor sobre competências da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios relativas à segurança pública.
Palavras-chave oficiais: Discussão,Proposta de Emenda à Constituição,contrário
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A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Sem revisão da oradora.) - Boa noite, colegas. É óbvio que todo mundo quer viver em paz, sair de casa e voltar seguro, ver os seus filhos irem estudar, irem trabalhar e saber que eles vão voltar para casa seguros. Nesse sentido, é muito corajoso e importante que o Governo tenha mandado para esta Casa essa PEC, que se propunha a ser uma resposta efetiva à violência e se propunha também a enfrentar, de forma contundente, o horror das organizações criminosas no nosso País. Quero ressaltar a importância de colocarmos na Constituição o Sistema Único de Segurança Pública, de conferirmos na Constituição o papel da União na articulação entre as polícias, de ampliarmos o papel da Polícia Federal no combate às milícias, no combate aos crimes ambientais. Mas eu preciso dizer que, infelizmente, o Relator trouxe vários e graves problemas ao texto, inclusive reduzindo o próprio papel da União, que na proposta do Governo era um papel de coordenação das polícias. E, infelizmente, também, o Relator não incorporou a necessidade de garantir os direitos dos trabalhadores da segurança pública, que foram retirados no Governo Bolsonaro. Eu queria, nesses 3 minutos, citar quais são os problemas graves que fazem o PSOL, infelizmente, se manifestar contra essa PEC. Primeiro, há a alteração do art. 5º. Pela primeira vez, a gente altera uma cláusula pétrea da Constituição restringindo direitos diversos, como o direito à progressão de pena, o direito à liberdade provisória, acabando com o caráter ressocializador da pena. No nosso entendimento, isso não está restrito a criminosos de alta periculosidade. O tipo penal, o texto que trata disso está amplíssimo. Eu pergunto para os senhores: o que é grave ameaça? Golpe de Estado é grave ameaça? Tentar matar o Presidente da República é grave ameaça? Eles vão estar incluídos aqui? Isso está amplo demais, no nosso entendimento, e vai superlotar os presídios, com impacto na ponta, que não é o impacto que deveria ter. Também nos preocupa muito o jabuti absurdo incluído que extrapola o papel do Legislativo e faz com que a gente possa sustar regulações do CNJ, do CNMP. É um jabuti, que descaracteriza o texto do Governo. Nós sabemos que, muitas vezes, esta Casa e o Senado também se isentam de definir direitos fundamentais de grupos minorizados. Hoje, as pessoas só têm direito a amar e a construir formalmente a sua família, mulher casar com mulher, homem casar com homem, porque houve uma decisão do CNJ de regular a atuação dos cartórios para permitir a possibilidade de amar. Vejam também na luta antimanicomial o papel do CNJ. O nosso entendimento é que é muito grave e absurdo também nesse sentido esse jabuti. E, por fim, havia mais dois, e não dará tempo, mas vou falar de mais um aspecto, que é a criação do sistema de política penal. Parece-nos haver uma consequência grave quando se retira o poder do juiz de execução penal sobre a regulação dos presídios e se passa para o agente penal a regulação da visita, a determinação de sanções. Isso gera um impacto para esses próprios agentes, que ficarão sujeitos, ali na ponta, dentro do sistema penitenciário, a ameaças dos faccionados, dos membros de facção. Para nós, isso é bastante grave. Nesse sentido, há um conjunto de outras coisas, como a ampliação das polícias penais, mas eu não vou entrar nesse aspecto, porque não dará tempo. Mas há a descaracterização do texto. Em nosso entendimento, apesar da vitória do Governo e da mobilização social de retirar o absurdo da tentativa de redução da maioridade penal, por conta desses jabutis e desses problemas do texto, o nosso voto será contrário. Quero falar para as famílias brasileiras... Para concluir, Presidente, solicito mais 30 segundos, por gentileza. - 03/03/2026
A Deputada orientou a bancada na votação do requerimento de urgência para tramitação do Projeto de Lei nº 4.183, de 2024, que garante o internamento voluntário de menores para tratar dependência química, bem como, a permanência, destes quando estejam sob a tutela de pais ou mães dependentes químicos em tratamento voluntário, de forma a garantir a continuidade do vínculo familiar durante o processo de recuperação, em instituições de tratamento credenciadas pelos órgãos públicos, assegurando ambiente apropriado e recursos especializados.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de urgência,Projeto de lei ordinária,Federação PSOL REDE,Voto contrário
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A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, eu queria apenas fazer duas considerações. A primeira consideração: é muito lamentável que tenha havido um acordo no Colégio de Líderes para que este requerimento não entrasse na pauta de votações, e que ele tenha entrado assim, de supetão, contrariando o que foi deliberado, pelo que me consta, pelo que o nosso Líder apontou. A segunda consideração: nós precisamos deixar as coisas claras. Há, sim, o avanço de uma matéria que leva à internação compulsória. Quando você diz que a internação é voluntária, mas no art. 3º você diz que o termo de internação voluntária pode ser assinado pela pessoa ou pelos pais, quer dizer que são os pais que vão internar involuntariamente muitas vezes os jovens. Nós queremos cuidar dos nossos jovens, nós queremos cuidar das famílias em sofrimento por causa do uso abusivo, problemático, de álcool e outras drogas. Para isso, temos que fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial, temos que fortalecer os Centros de Atenção Psicossocial. Eu ouvi um colega falar aqui da cidade de Niterói. Cadê os Caps AD Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas para cuidar desses jovens e dessas famílias? Não se deve internar esses jovens, porque, daqui a pouco, eles vão sair e vão continuar fazendo uso abusivo de drogas. Isso está errado. Queremos orientar a retirada de pauta deste requerimento absurdo. - 02/03/2026
A Deputada orientou a bancada na votação do § 13 do artigo 148-A do Código Penal, acrescido pelo artigo 2º do Substitutivo, apresentado ao Projeto de Lei nº 6.240, de 2013, que acrescenta art. 149-A ao Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), para tipificar o crime de desaparecimento forçado de pessoa, e acrescenta inciso VIII ao art. 1º da Lei nº 8.072, de 25 de julho de 1990, para considerar esse crime hediondo. Relembrou o caso dos jovens da favela de Acari, cujas mães, conhecidas como Mães de Acari, não puderam identificar os corpos nem ver os responsáveis punidos, bem como mencionou desaparecidos da ditadura militar. Além disso, afirmou que se trata de crime permanente e que a medida representa avanço da democracia e dos direitos humanos.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Dispositivo legal,Substitutivo,Projeto de lei ordinária,Voto favorável,Federação PSOL REDE
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A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, na década de 90, onze jovens da favela de Acari foram sequestrados possivelmente por agentes do Estado, por policiais. Suas mães nunca puderam identificar seus corpos. Eu sou mãe de duas crianças. Podem imaginar o que é isso? Suas mães nunca viram os responsáveis serem punidos. E o crime prescreveu. As mães se organizaram são as Mães de Acari. Aprovar essa tipificação é necessário também por essas mães que lutaram tanto por justiça pelos seus filhos. Também na ditadura militar, os corpos de desaparecidos daquele tempo não voltaram. As suas famílias não puderam enterrar esses corpos. Esse crime é permanente. Ele não pode prescrever. Essa é uma vitória da democracia e da luta pelos direitos humanos, Presidente. A Federação orienta "sim". - 26/02/2026
A Deputada agradeceu ao Presidente Hugo Motta e à Relatora Camila Jara pela inclusão em pauta do Projeto de Lei nº 6.140, de 2025, de sua autoria, que fortaleceu a divulgação do Ligue 180. Em seguida, alertou que a violência contra a mulher configurou emergência nacional, com quase 1.500 feminicídios no último ano, o que representou até cinco mortes diárias. Ademais, destacou que a medida determinou a divulgação do canal sempre que casos fossem noticiados, inclusive com atualização para atendimento por telefone e WhatsApp. Por fim, afirmou que ampliar o acesso à informação foi passo decisivo para romper ciclos de violência, sobretudo no interior do País.
Palavras-chave oficiais: Projeto de lei ordinária,divulgação,Telefone de emergência,Central de Atendimento à Mulher,Violência contra a mulher,Feminicídio
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A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Obrigada. Quero agradecer a V.Exa., Presidente, por trazer este projeto e este tema, tão relevante para o País, à pauta. Agradeço aos colegas que, tenho certeza, acompanharão o voto favorável a este projeto, e também à Relatora, Deputada Camila Jara. Infelizmente, a violência contra a mulher é uma epidemia no Brasil, é uma urgência. Se a gente olhar para os indicadores e observar que quase 1.500 mulheres foram assassinadas no último ano por serem mulheres, veremos que 4 a 5 mulheres são mortas por dia por serem mulheres. E o feminicídio é a ponta do iceberg, a face mais horrenda da violência contra a mulher. Nós sabemos que, até chegar ao feminicídio, muitas dessas mulheres sofrem violência psicológica e violência física caladas, porque, às vezes, não têm condições materiais de sair de um ciclo de violência, às vezes não têm informação sobre o fluxo de políticas públicas para que possam ser acolhidas e, às vezes, não têm coragem de denunciar. Eu fico bastante emocionada diante da aprovação do projeto. Acho que muitas de nós já vivenciamos violência de diferentes formas, nas nossas relações, inclusive, mas muitas vezes, daí a importância do projeto, quando uma violência doméstica ou uma violência contra a mulher é apresentada numa notícia, nas plataformas digitais, nas redes sociais, na rádio ou na televisão, é justamente naquele momento que aquela mulher, que está sentada no sofá, se encoraja a denunciar. Nesse sentido, é importante garantir que, sempre que a violência contra a mulher for noticiada, que se divulgue o canal Ligue 180. E temos uma atualização importante: hoje esse canal pode se apresentar de diferentes formas, no telefone, no WhatsApp. Então, existe uma atualização importante na lei também. Reitero ser necessário que essas plataformas informem sobre o canal Ligue 180, a fim de possibilitar que essas mulheres se levantem e denunciem. Isso é fundamental, porque haverá uma consequência concreta ali na ponta, em especial no interior do Brasil, onde, às vezes, essas violências se aprofundam, são mais graves e invisibilizadas. Portanto, espero que a gente possa seguir vivas, felizes, com dignidade! Mas, para que isso aconteça, o Parlamento, o Brasil inteiro, tem que enfrentar a chaga da violência contra nós, por sermos mulheres. Agradeço aos colegas. Agradeço ao Presidente. - 24/02/2026Breves Comunicações
A Deputada abordou o julgamento dos mandantes do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, destacando o momento como marco de memória, justiça e responsabilidade institucional. Ressaltou o impacto político e simbólico do crime, ocorrido em 2018, e relembrou a atuação da Vereadora na defesa de direitos humanos, moradia e enfrentamento às milícias. Apontou a existência de articulação entre crime organizado e agentes públicos no Rio de Janeiro, afirmando que o domínio territorial por milícias atingia milhões de pessoas e produzia desigualdades econômicas. Defendeu a responsabilização dos envolvidos como resposta necessária à democracia e propôs ações coordenadas para enfrentar o avanço dessas organizações em diferentes Estados. Ao final, afirmou que o julgamento deveria representar um recado institucional contra a influência das milícias na política.
Palavras-chave oficiais: Vereadora,Rio de Janeiro (Estado),Homicídio,julgamento,Supremo Tribunal Federal (STF),Milícia,Crime organizado,Direitos humanos,Habitação
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A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. Boa tarde, colegas. Eu vim hoje tratar de um tema que mexe afetivamente com a gente, que interessa ao nosso partido, mas interessa à democracia brasileira. Hoje é um dia de memória, de justiça, mas também de responsabilidade histórica. Está em curso neste momento, hoje e amanhã, o julgamento dos mandantes da execução política de Marielle Franco, nossa Vereadora Marielle Franco, e de Anderson. Naquela noite, naquele 14 de março, algo mudou. Mudou no nosso partido, mudou na Esquerda brasileira, mudou nas nossas vidas, na vida da gente que era amiga de Marielle e na vida da família de Marielle. Saímos daquela noite devastados. Não era uma mulher negra da favela, LGBT, casada com outra mulher, que foi executada. Ela era isso tudo, mas também era uma mulher socialista, defensora dos direitos humanos. Era uma mulher que tinha um mandato delegado pelo povo do Rio de Janeiro, pelo povo carioca, um mandato exemplar, que lutava por creche para as crianças, pelos direitos de quem morava na favela, lutava por moradia digna, moradia popular. Essas lutas tentaram silenciar. E Marielle também era uma figura que lutava para enfrentar um horror do Rio de Janeiro, que é o domínio das milícias. Embora esse julgamento mexa com a gente, que amava a Marielle, é um julgamento que dá o recado de que não é possível aceitar o domínio de milícias no território do Rio de Janeiro e no Brasil. Há uma relação nojenta e espúria entre crime e política no Rio que precisa ser contundentemente enfrentada. Membros do Tribunal de Contas do Estado, Deputado Federal conosco, chefe de polícia, todos esses envolvidos mandaram executar uma Vereadora. Cinquenta por cento do território do Rio de Janeiro é dominado por milícias. A gente está falando de 4 milhões de pessoas que vivem nesses territórios. Essas pessoas têm uma renda, Deputado Chico, três vezes menor do que a renda das pessoas que vivem em territórios livres das milícias. A gente está falando, para dar um exemplo só, de gás de cozinha 30% mais caro do que em outros territórios do Rio de Janeiro. A diferença entre qualquer organização criminosa e a milícia é que a milícia tem projeto de poder, tem político, Deputado, ex-Presidente que sustentam o que é milícia. Por isso, é fundamental o papel do Governo Federal. É fundamental perseguir o dinheiro que sustenta a milícia. É fundamental que a gente tenha uma força-tarefa nacional para livrar não só o Rio de Janeiro, mas também outros 15 Estados da Federação que são dominados por milícias, por esse domínio que mata, esse horror que impede a liberdade de viver. O SR. PRESIDENTE (Charles Fernandes. Bloco/PSD - BA) - Obrigado, nobre Deputada Talíria Petrone. A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ) - Só para fechar, Presidente, sei que já passei do tempo, quero dizer que esse é um assunto sensível, que mexe muito com a gente. Eu fui Vereadora em Niterói. A Marielle era Vereadora no Rio de Janeiro. São cidades muito próximas. Nós éramos muito amigas. O que a gente quer é que, no dia de amanhã, haja a responsabilização contundente daqueles que mandaram matar Marielle Franco e que mataram também Anderson. Isso não é só fazer justiça para a família e para nós, mas é também dar um recado de que a milícia não pode governar nem no Rio nem em nenhuma cidade brasileira. Obrigada, Presidente. - 11/02/2026
A Deputada relembrou dados sobre fome e insegurança alimentar durante o Governo Bolsonaro, citando milhões de brasileiros afetados e impactos da pandemia, incluindo atraso na vacinação. Afirmou que o Brasil passa por processo de reconstrução e defendeu a atuação do PSOL em pautas sociais e trabalhistas. Também mencionou o debate sobre a escala 6 por 1, relacionando a jornada a categorias profissionais com rotinas exaustivas e baixa remuneração. Ao final, destacou propostas de enfrentamento ao feminicídio e a defesa da taxação de grandes fortunas.
Palavras-chave oficiais: Ex-presidente da República,Partido Liberal (PL),Governo,Fome,Pandemia do Coronavírus,gestão,Crítica Governo federal,reconstrução,Partido Socialismo e Liberdade (PSOL),atuação,Defesa Proposta de Emenda à Constituição,Jornada de trabalho,redução
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A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Obrigada pela gentileza, Deputado Marcel. Eu preciso aqui lembrar o período duro que nós vivemos durante o Governo Bolsonaro, dos senhores. Para quem não lembra, foram 33 milhões de famintos que o Brasil enfrentou. Metade da população brasileira passou a conviver com algum grau de insegurança alimentar. A gente viu mães na fila do osso, da pelanca, desesperadas, porque não tinham como alimentar seus filhos. Todo mundo perdeu alguém durante a pandemia, e a vacina demorou a chegar. Foi esse Governo que fez negócio com vacina, que foi negacionista, que teve um Presidente que imitou pessoas com falta de ar, enquanto as famílias perdiam os seus, sem ar. Agora a gente reconstrói o Brasil, e o PSOL faz isso com muita energia e muita alegria. A escala 6 por 1 tem a ver com o motorista de ônibus, com a faxineira do prédio de V.Exas., com pessoas exaustas demais por trabalharem demais, mas ganharem pouco. A gente também enfrenta, contundentemente, o feminicídio, algo para o qual V.Exas. fecham os olhos quando algum caso de violência acontece. A gente quer taxar os bilionários, enquanto V.Exas. estão do lado deles. Por isso, quero defender o PSOL e dizer que tenho orgulho de fazer parte do Partido Socialismo e Liberdade. Um abraço, querido colega. Boa luta! - 11/02/2026
A Deputada fez um balanço de sua atuação como Líder da Federação PSOL REDE, destacando um ano que classificou como difícil e marcado por disputas políticas intensas no Congresso. Criticou iniciativas que, segundo ela, ameaçaram a democracia, o meio ambiente e os direitos sociais, além de apontar pressões externas sobre a soberania brasileira. Ressaltou conquistas que atribuiu à mobilização popular e à articulação política, como medidas tributárias voltadas à população de menor renda. Também destacou a importância da participação das ruas na defesa da democracia e anunciou a transição da liderança para o Deputado Tarcísio Motta.
Palavras-chave oficiais: Deputada federal,Federação PSOL REDE,Líder,Atuação parlamentar
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A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Obrigada. Presidente, colegas, definitivamente, a história não vai nos julgar pelo conforto dos nossos gabinetes. A história vai nos julgar pelas decisões que nós, enquanto Deputadas e Deputados eleitos, tomamos quando o povo está sob ataque. Eu fui Líder da Federação PSOL REDE no último ano, um ano de lutas importantes, um ano duro. Eu assumi a liderança da Federação PSOL REDE com duas missões: aprovar medidas concretas para melhorar a vida do povo brasileiro, mas também enfrentar com coragem e contundência aqueles que, aqui dentro do Congresso, se voltam todos os dias contra o povo e são muitos, infelizmente. Esse foi o ano em que o Congresso Nacional revelou sua face mais horrenda, no meu entendimento: um Congresso que tentou livrar da Justiça os golpistas; um Congresso que tentou blindar privilégios, enquanto empurrava o povo para o sacrifício, que ameaçou o meio ambiente, a democracia, os direitos sociais, em nome de interesses de elites bilionárias e poderosas. Como se não bastasse, foi também durante a minha Liderança que nós vimos uma potência estrangeira atacar a soberania do nosso País, a partir de Donald Trump, que tentou impor tarifas, pressionar nossa economia, afetando nossa democracia, atacou nossa Justiça. E o que nós vimos, Deputados? Parte deste Congresso, desta Câmara, aceitou atacar o Brasil, se uniu aos estrangeiros para atacar a soberania brasileira. Mas nós vencemos! Mesmo com um cenário tão adverso, foi também um ano de vitórias. Foram vitórias que não nasceram de belas cabeças políticas institucionais, mas que nasceram da luta, da pressão popular, da articulação política. Foi aqui que nós aprovamos a isenção do Imposto de Renda, mandada pelo nosso Presidente Lula, para quem ganha até 5 mil reais. Foi aqui que conseguimos reduzir o imposto para quem ganha até 7.350 reais. Isso não é apenas um número; é comida no prato, é remédio comprado, é aluguel pago, é a dignidade, que foi jogada no lixo no Governo anterior, devolvida ao povo, apesar de um Congresso que tantas vezes se volta contra nós. Também foi um ano em que finalmente o Brasil voltou a ocupar as ruas, o povo se levantou contra os seus inimigos, que infelizmente ainda habitam o Congresso Nacional. Vimos ruas cheias de gente, de vozes, de histórias, de cultura, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, e de tantas mães, tantos jovens, tantos trabalhadores, que sabem da sua responsabilidade com o futuro do nosso País, indignados com a PEC da blindagem e derrubaram a PEC da blindagem , indignados com a anistia, que o Presidente Lula vetou, indignados com qualquer tentativa de ataque à democracia. A democracia é o bem mais precioso do povo. Destruir a democracia é destruir um povo inteiro. Toda vez que o povo é atacado por este Congresso, o povo também reage. Foi assim ao longo de toda a história. E, quando este Congresso se afasta do povo, é a rua que puxa o Congresso de volta para o seu lugar. Nós conhecemos a história do nosso País. Sem pressão popular, não há mudança estrutural, mudança verdadeira. Sem povo em movimento, não há democracia viva. Eu encerro, colegas, a minha tarefa de Líder com a consciência muito tranquila. Eu liderei pela segunda vez o PSOL e agora a Federação PSOL REDE. Passo o bastão para o nosso querido Deputado Tarcísio, que vai seguir honrando o nosso combativo partido. Estou certa de que vou seguir entregando o meu corpo, a minha vida e a minha história para as lutas de que o povo precisa. Tenho muito orgulho de construir o PSOL, que está na linha de frente pelo fim da escala 6 por 1, que chega à trabalhadora doméstica, à caixa de supermercado, ao motorista de ônibus. O PSOL luta sem tréguas contra o feminicídio, que está aqui. Eu quero me lembrar da Deputada Luiza Erundina defendendo incansavelmente a tarifa zero e uma mobilidade que garanta que o povo viva a cidade, ame a sua cidade. Há muito que fazer neste ano, e o PSOL vai estar no lugar certo, como sempre esteve, também neste ano: na luta para reeleger o Presidente Lula, para elegê-lo no primeiro turno. Peço só mais um minutinho, Presidente, para eu concluir meu raciocínio. Essa será a última dança do Presidente Lula, o último Governo do Presidente Lula. Nós temos a responsabilidade de elegê-lo no primeiro turno, mas também de ajudá-lo a fazer o melhor governo de todos, entregar as melhores coisas, para o povo brasileiro ser ainda mais feliz, e, junto com isso, construir aqui a maior bancada do povo que este Congresso já viu, mandar embora todos os inimigos e ampliar a bancada de esquerda, ampliar a bancada democrática, ampliar a bancada comprometida com um futuro feliz para a minha Moana, para o meu Kalu, meus filhos, para os filhos das brasileiras e dos brasileiros, para o nosso Brasil. A luta continua! Viva o PSOL! Quero agradecer à minha bancada por esta segunda vez em que me depositou essa confiança. E vou seguir ao lado dela, para travar as melhores lutas para o povo brasileiro. Obrigada, Presidente. - 17/12/2025
A Deputada afirmou que as mulheres, apesar de representarem mais da metade da população, enfrentaram violência e sobrecarga no cuidado familiar e nos serviços públicos. Citou dados sobre feminicídio e anunciou a intenção de apresentar projeto para exigir a divulgação do telefone 180 em notícias sobre violência contra a mulher. Relacionou a violência à negação de direitos e ao impacto de orçamentos insuficientes em áreas como saúde, creches, assistência e educação, ressaltando que essas lacunas recaíram sobre as mulheres. Defendeu a ampliação de recursos públicos para fortalecer políticas públicas e garantir direitos às mulheres e às famílias brasileiras.
Palavras-chave oficiais: Feminicídio,Violência contra a mulher,Desigualdade entre os sexos
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Presidente, embora sejamos mais da metade da população brasileira, somos nós, as mulheres deste País e eu falo isso com todo o respeito aos meus colegas e ao Sr. Presidente , que sustentamos este País e o construímos pedra sobre pedra. Apesar disso, a nossa existência no Brasil ainda é uma existência carregada de violência. Temos visto o horror de assassinato de mulheres todos os dias; nós vemos a imprensa divulgar notícias de feminicídio. O Brasil é o quinto país com maior índice de feminicídio do mundo! Nós temos ainda no lar um espaço que não é seguro para nós mulheres. Eu vou apresentar amanhã, no Colégio de Líderes, um projeto importante. Ele é simples, mas é superimportante. O projeto garante que, toda vez que surja uma notícia de feminicídio, de violência contra a mulher, seja apresentado o Ligue 180 de forma explícita ali na televisão e nas redes sociais, porque, muitas vezes, é nesse momento que a mulher se encoraja para denunciar uma violência que ela vivencia no lar. Em geral, o feminicídio ou a violência contra a mulher é praticada nos lares por ex-companheiros ou companheiros. A violência contra as mulheres se dá de muitas formas. Ela se dá a partir do feminicídio, da violência física, mas também a partir da negação dos direitos. Vamos pensar: quem leva um idoso ao hospital? Em geral, é uma mulher. Quem cuida de uma pessoa com deficiência? Em geral, é uma mulher. Quem leva uma criança à creche? Em geral, é uma mulher. E o que tem a ver isso tudo com esse projeto? Se nós temos um orçamento que não permite garantir um SUS forte, financiado, em todos os cantos deste País de proporções continentais, o impacto de não ter ali um posto de saúde perto da casa daquela mulher, daquela família, recai sobre a mulher que precisa levar o idoso para ter atendimento. Se não há creche e, minha gente, para termos creche temos que ter dinheiro , o impacto é sobre quem? Sobre aquela mulher. Quando não se tem um orçamento robusto para garantir direitos, para ter serviços públicos ali na ponta, são as mulheres as maiores impactadas. Por isso, colegas, falei aqui pela Bancada Negra e estou agora falando pela Bancada Feminina porque eu entendo que pensar a vida da população negra brasileira e pensar a vida das mulheres brasileiras é pensar na necessidade de ampliação dos direitos do acesso à saúde, do acesso à assistência, do acesso à educação, do acesso à segurança. E não temos como universalizar creche no País sem dinheiro; não temos como reduzir fila de exame, fila para uma cirurgia sem dinheiro; não temos como cuidar das pessoas com deficiência sem dinheiro; não temos como cuidar das crianças brasileiras sem dinheiro. E quem está fazendo esse cuidado são as mulheres. Nesse sentido, esse projeto impacta profundamente a vida das mulheres brasileiras. Eu sou mãe de duas crianças e sei bem o impacto do cuidado. Por isso, colegas, eu peço que avancemos nesta matéria. E avançar nesta matéria é, por um lado, garantir mais grana, mais dinheiro, no orçamento público a partir da redução de isenções e benefícios fiscais e da revisão desses benefícios de 5 anos em 5 anos. Por outro lado, a parte da taxação de bets e de fintechs é para que possamos ter um orçamento robusto, para garantir direitos às mulheres brasileiras e, com isso, às famílias brasileiras.
Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 11/12/2019 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.