
Nome civil: Taliria Petrone Soares · 41 anos
Bananômetro
75/100
Trabalha bem, com espaço para melhorar.
Nota maior que a de 45% dos deputados · média do partido: 82
Por que essa nota?
- Presença em sessõespeso 40% · 77%
Aparece para trabalhar?
- Participação em votaçõespeso 35% · 65%
Vota quando precisa? (votações com registro de nome)
- Iniciativas que avançarampeso 15% · 83%
Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)
- Atividade na tribunapeso 10% · 95%
discursos na tribuna (percentil)
A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?
Personalizar pesosComo vota · Mandato atual (2023–2027)
Vota com o governo 84%das 584 votações em que o líder do Governo pediu Sim ou Não e ela votou
Vota com o próprio partido 98%das 637 votações em que o partido (ou a federação) pediu Sim ou Não e ela votou
Fale com Talíria Petrone
Este é o canal oficial para você cobrar seu representante.
- dep.taliriapetrone@camara.leg.br
- Telefone
- (61) 3215-5193
- Gabinete
- Gabinete 193, Anexo III – Câmara dos Deputados, Brasília-DF
Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.
Números de Mandato atual (2023–2027)
Presença nas sessões
77%
Esteve em 300 de 391 sessões
Votou nas votações
65%
Registrou voto em 731 de 1.128 votações nominais
Iniciativas que viraram lei
0
de 44 projetos apresentados (0%)
Alinhamento com o governo
84%
Em 584 votações em que o Governo orientou
A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.
1.063 discursos na tribuna · de 05/02/2019 a 14/10/2026.
- 27/10/2025
A Deputada destacou que o Estado do Rio de Janeiro vive uma encruzilhada política e social, com altos índices de desigualdade, violência e desemprego. Criticou o Prefeito Eduardo Paes por propor uma frente ampla contra o bolsonarismo enquanto se aliava ao PL e a Silas Malafaia, investigado no inquérito do golpe. Por fim, defendeu a união da esquerda em torno de um projeto democrático e popular que priorizasse o povo trabalhador, as mulheres e as periferias, para reconstruir o Rio de Janeiro e transformá-lo em um Estado comprometido com a democracia e os direitos sociais.
Palavras-chave oficiais: Crítica,Aliança política,Esquerda política,Periferia urbana,Rio de Janeiro (Estado),prioridade,Prefeito,Defesa,Pré-candidato a cargo eletivo,Política social,Trabalhador Rio de Janeiro (Estado),Crise política,Prefeito,Pré-candidato a cargo eletivo,Aliança política,Crítica,Esquerda política,Trabalhador,Periferia urbana,prioridade,Defesa
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidenta. Boa noite, colegas. Eu peço licença hoje, que é um dia mais tranquilo, para falar do meu Rio de Janeiro, Deputado Chico Alencar. O meu Rio de Janeiro tem tudo a ver com o que acontece no Brasil. O Rio vive uma encruzilhada. Nós vamos ter que tomar uma decisão: para onde levar o Estado do Rio de Janeiro. Seria a mesma decisão correta que foi tomada nacionalmente, quando, pela primeira vez, no banco dos réus, sentaram-se um ex-Presidente da República militar e homens fardados que tentaram dar um golpe de Estado no nosso País, e foram não só julgados, como também foram condenados por um tribunal civil. Isso é histórico para a democracia brasileira. Da mesma maneira, nós temos a responsabilidade de olhar para o Rio de Janeiro, esse Estado lindo, com belas praias, com uma cultura pulsante, com uma gente trabalhadora, mas que é um Estado tão desigual, com tanta violência, com índices de desemprego altíssimos; um Estado com crimes ambientais em curso, como em Volta Redonda, na CSN; um Estado que tem um Governador que está roubando o dinheiro dos velhinhos agora, a aposentadoria dos pensionistas para pagar bilhões de dívidas do Estado porque não quer aderir ao Propag; um Estado que entregou a água ao setor privado. Nesse Estado nasceu o bolsonarismo, que governa o Estado do Rio há tanto tempo, mas no berço do bolsonarismo existe uma Esquerda pulsante, no berço do bolsonarismo existe um povo que quer democracia. Não é possível... Há uma coisa curiosa acontecendo. O candidato ao Governo do Estado, o Prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse que precisamos de uma frente ampla para derrotar o bolsonarismo. E o que ele faz? Alia-se ao bolsonarismo, abraça-se ao PL, abraça-se a ninguém menos do que a Silas Malafaia, que está arrolado no inquérito do golpe. Vejam que contradição: propõe uma frente ampla para derrotar o bolsonarismo, mas abraça os afogados do bolsonarismo. Eis o apelo que eu faço neste 1 minuto que me resta o Deputado Lindbergh estava aqui, o Deputado Chico Alencar está ali: nós precisamos tirar o Estado do Rio de Janeiro do buraco. E fazemos isso nos agarrando verdadeiramente à democracia, às liberdades democráticas, sim, à unidade, se possível numa frente ampla. Mas não há frente ampla de defesa da democracia possível aliando-se ao bolsonarismo, aliando-se ao PL que defende golpe aqui e em todo canto do nosso País. Que a Esquerda se una, seja com partido A ou B, mas que tenha coragem de se unir para entregar ao povo do Rio de Janeiro de gente maravilhosa, onde eu amo viver, onde eu nasci e crio meus filhos de fato um governo que esteja ao lado do povo trabalhador, das mulheres, da favela, das periferias. Francamente, é o nosso campo político que tem a possibilidade de entregar esse governo de que o Rio precisa, que vai ter e vai se tornar o Rio do povo. Obrigada, Presidente. - 27/10/2025
A Deputada defendeu o Projeto de lei nº 1.249, de 2022, que trata dos direitos de mulheres em períodos menstruais e rebateu críticas de Parlamentares da Oposição. Também lembrou que, durante o Governo anterior, políticas de dignidade menstrual foram negadas, o que agravou a situação de meninas sem acesso a absorventes. Por fim, ressaltou que a atual Gestão garantiu a distribuição gratuita desses itens e afirmou que o projeto representa um avanço na proteção e no cuidado com as mulheres em situação de vulnerabilidade durante o ciclo menstrual.
Palavras-chave oficiais: Projeto de lei ordinária,Trabalhador,Mulher,Período menstrual,Falta ao trabalho,Prejuízo,ausência,Defesa Governo federal,Mulher,Absorvente feminino,Distribuição gratuita,Ex-presidente da República,Partido Liberal (PL),Dignidade menstrual,contrário
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, eu queria perguntar ao colega do PL se ele já menstruou, se ele já sentiu uma cólica tão forte que não conseguiu sair de casa para trabalhar ou para estudar, se ele entende o impacto de um ciclo menstrual na vida de determinadas mulheres. Colega, se o senhor acha que é preconceito entre homens e mulheres, vamos então incluir nesse projeto os homens trans, que também menstruam. Aí vocês não vão reclamar. Pelo amor de Deus! A gente está falando dos direitos das mulheres, dos direitos de pessoas que menstruam. Inclusive, no Governo Bolsonaro, negaram toda política que envolvia dignidade menstrual. Existem meninas que deixam de ir para a escola porque nem sequer têm um absorvente. Foi no nosso Governo que a gente conseguiu garantir acesso gratuito a absorvente. A gente está falando de saúde da mulher, de direito das mulheres, de cuidado com as mulheres. Sem dúvida, é um passo muito importante para a garantia dos direitos dessas mulheres que sofrem nos ciclos menstruais elas poderem ter um tempo maior afastadas do trabalho. Parabéns à Autora e à Relatora. - 27/10/2025
A Deputada orientou a bancada na votação do parecer da Comissão Mista, na parte em que manifesta opinião favorável quanto ao atendimento dos pressupostos constitucionais de relevância e urgência e quanto à adequação financeira e orçamentária da Medida Provisória nº 1.305, de 2025, que dispõe sobre a isenção da cobrança da taxa de verificação inicial e subsequente de taxímetro.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Parecer (proposição legislativa),Comissão mista,Relevância (pressuposto constitucional),Urgência (pressuposto constitucional),Adequação orçamentária,Medida provisória,Federação PSOL REDE,Voto favorável
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, nossa federação também orienta "sim". A medida provisória cuida de uma categoria de trabalhadores brasileiros que são os taxistas, garante que haja a redução dos encargos para a execução desse trabalho e aumenta o tempo para a revisão do taxímetro. Cuidar dos trabalhadores é algo fundamental para o Brasil se desenvolver. Então, obviamente, a nossa federação parabeniza o Presidente Lula por enviar a medida provisória e vota a favor dela. - 22/10/2025
A Deputada orientou a bancada na votação do Recurso nº 22, de 2025, que recorre contra apreciação conclusiva de Comissão ao Projeto de Lei nº 3.640, de 2023, que dispõe sobre o processo e o julgamento das ações de controle concentrado de constitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal, e altera a Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil).
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Recurso (proposição legislativa),Apreciação conclusiva,Projeto de lei ordinária,Federação PSOL REDE,Voto favorável
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, a situação em relação à decisão monocrática ou colegiada já havia sido pacificada no Supremo. Qual é, então, a questão que a nossa bancada traz? Quem são hoje os legitimados para entrar com ação no Supremo? Está lá na Constituição: todo partido que tiver representação, mesmo que seja de apenas um Deputado Federal ou de um Senador, pode entrar com ação no Supremo, assim como entidades da sociedade civil. O Supremo tem sido guardião da Constituição diante de tantos retrocessos impostos pelo Parlamento. Não dá para reduzir o número de partidos que podem acionar o Supremo, algo que está previsto na Constituição, colocando como condicionante a cláusula de barreira, por meio de lei. Se quiserem alterar a Constituição, é preciso fazer uma PEC. O PSOL é a favor do recurso, quer manter a possibilidade de partidos com representação no Congresso acessarem o Supremo. - 22/10/2025
A Deputada orientou a bancada na votação do requerimento de urgência ao Projeto de Resolução nº 71, de 2025, que cria a Bancada Cristã da Câmara dos Deputados e dá outras providências.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de urgência,Projeto de resolução da Câmara dos Deputados,Federação PSOL REDE,Voto contrário
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, a Bíblia diz: "A César o que é de César, a Deus o que é de Deus". Essa mesma Bíblia que estão defendendo aqui narra aquele episódio em que Jesus destruiu o comércio do templo porque sabia que aquele não era lugar de negociata. O que nós estamos fazendo aqui? Estamos misturando alhos com bugalhos, usando a política para privilegiar quem professa uma determinada fé religiosa. Os senhores usam argumentos falaciosos de que nós somos contra a família e contra os cristãos. Nós defendemos que todas as pessoas possam professar a sua fé e organizá-la aqui dentro numa frente parlamentar, como as que já existem, mas direito a voz e voto no Colégio de Líderes porque é cristão, porque se considera cristão, é um absurdo e é inconstitucional. Obviamente, votamos "não". - 22/10/2025
A Deputada levantou uma questão de ordem com base no art. 19, inciso I, da Constituição, argumentando que a criação de uma bancada cristã na Câmara viola o princípio do Estado laico. Destacou que o projeto, ao conceder à bancada funções institucionais como voz e voto no Colégio de Líderes, estabelece uma relação de aliança entre o Estado e uma religião, o que é proibido. Afirmou ainda respeitar a fé cristã, mas ressaltou que o espaço político não deve privilegiar nenhuma crença. Além disso, comparou a proposta às bancadas feminina e negra, que têm base em desigualdades históricas e não em religião.
Palavras-chave oficiais: Questão de ordem,Inconstitucionalidade,Projeto de resolução da Câmara dos Deputados,criação,Bancada parlamentar,Cristianismo,Princípio do Estado laico,violação
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Para uma questão de ordem. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. A minha questão de ordem se baseia no art. 19, inciso I. Colegas, eu queria a atenção dos senhores. Não é uma questão de esquerda, de direita. Eu vou ler o que está neste artigo. Abre aspas, "estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança". Esse artigo diz o quê? Que o Estado é laico, diz que a política não pode privilegiar nenhuma religião. Este PRC, colegas, ao instituir formalmente uma bancada cristã, com base na autodeclaração da fé cristã dos Parlamentares e ao conferir, atenção colegas, a essa bancada funções institucionais específicas voz, voto no Colégio de Líderes, comunicação de liderança , ele produz o quê? Uma relação de aliança e preferência de natureza religiosa dentro da estrutura do Poder Legislativo Federal, o que é expressamente proibido pelo princípio da laicidade, expresso no art. 19. Meus colegas, eu respeito muito a fé cristã. Fui da Pastoral da Juventude, cresci na Igreja Católica, hoje professo outra fé. Vamos ter aqui a bancada das religiões de matriz africana? Vamos ter a bancada de todas as religiões? A bancada do budismo? Vamos ter a bancada temática dos direitos humanos? A bancada do agronegócio? A bancada da agroecologia? A bancada do Emicida? Não pode, colegas. Isto não só é inconstitucional, como já há a instituição das Frentes Parlamentares para organizar os temas. Eu concluo dizendo o seguinte: Por que, então, uma bancada negra e uma bancada feminina? O Estado brasileiro é formado por desigualdades históricas de gênero e raça se não quiser usar gênero, não precisa para as mulheres e para as pessoas negras. É papel, também previsto na Constituição, garantir igualdade entre homens e mulheres, também por políticas afirmativas, para corrigir a desigualdade histórica, que não tem a ver com religião. Existe a bancada feminina e a bancada negra. Eu peço, Sr. Presidente, que V.Exa. respeite a Constituição. Se V.Exa. puder me dar mais 30 segundos, eu vou concluir, Presidente. Que a gente não transforme este tema numa batalha aqui entre quem defende e não defende religião, quem defende e não defende os cristãos. Eu acho que todas as pessoas precisam ter o direito garantido de professar sua fé. Nós estamos em um espaço político. O espaço político não pode privilegiar com voz e voto no Colégio de Líderes uma fé professada. Obrigada, Presidente. O SR. PRESIDENTE (Hugo Motta. Bloco/REPUBLICANOS - PB) - Recolho a questão de ordem de V.Exa., mas a constitucionalidade tem que ser apreciada e analisada, se o requerimento de urgência for aprovado e depois de termos um Relator designado, que poderá fazer a análise sobre a constitucionalidade ou não da matéria. Compete também à nossa Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Casa fazer essa análise. Orientação de bancadas. Como vota o PL? - 21/10/2025
A Deputada apresentou duas sugestões ao Relator do Projeto de Lei nº 226, de 2024, que altera o Código de Processo Penal, para dispor sobre as circunstâncias que recomendam a conversão da prisão em flagrante em preventiva, sobre a coleta de material biológico para obtenção e armazenamento do perfil genético do custodiado e sobre os critérios para aferição da periculosidade do agente para concessão de prisão preventiva, inclusive quando da audiência de custódia. Ademais, defendeu que a coleta de material biológico fosse realizada por perito criminal e que o texto fosse alterado para incluir a hipótese de prisão ilegal.
Palavras-chave oficiais: sugestão,Relator,Projeto de lei ordinária,Código de Processo Penal (1941),Prisão em flagrante,Prisão preventiva,coleta,Material biológico,Perfil genético,Preso,Perito criminal,Prisão ilegal
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Bem, Presidente, conforme conversado com o Relator a quem agradeço a presteza , apresento duas sugestões bem objetivas. Eu queria a atenção dos colegas, pois já existe a proposta de redação. No art. 2º e, também, no art. 310-A, § 2º, onde se lê "A coleta de material biológico será realizada por agente público treinado", nossa proposta é: "A coleta de material biológico será realizada por perito criminal". O perito é o agente responsável por esse tipo de coleta. Essa é a primeira alteração. A segunda alteração, na linha do que a Deputada Bia Kicis trouxe aperfeiçoando e também conforme conversei com S.Exa., o Relator , no art. 313, inciso III, onde se lê "(...) ter o agente já sido liberado em prévia audiência de custódia por outra infração penal, salvo se por ela tiver sido absolvido posteriormente (...)", sugerimos incluir: "(...) ou a prisão tiver sido considerada ilegal". Sugerimos a inclusão somente dessa frase. Portanto, foi o que a Deputada Bia Kicis trouxe, além dessa complementação. Obrigada. Estamos construindo um grande consenso neste Plenário. De nossa parte, se assim o Relator concordar, fica ótimo ótimo não, fica bom. - 21/10/2025
A Deputada defendeu a rejeição do Projeto de Lei nº 226, de 2024, que altera o Código de Processo Penal, para dispor sobre as circunstâncias que recomendam a conversão da prisão em flagrante em preventiva, sobre a coleta de material biológico para obtenção e armazenamento do perfil genético do custodiado e sobre os critérios para aferição da periculosidade do agente para concessão de prisão preventiva, inclusive quando da audiência de custódia. Ademais, criticou a permissão para coleta indiscriminada de material genético, sem a atuação obrigatória de perito criminal e sem o controle previsto em lei. Considerou ainda mais grave o dispositivo que transforma a prisão em flagrante em prisão preventiva no caso de reincidência. Advertiu também que a medida afronta o princípio da presunção de inocência e agrava a situação de um sistema carcerário já superlotado. Ao final, ressaltou que a impunidade decorre da falta de investigação de crimes graves e não da ausência de endurecimento penal.
Palavras-chave oficiais: Projeto de lei ordinária,Código de Processo Penal (1941),Prisão em flagrante,Prisão preventiva,coleta,Material biológico,Preso,Perfil genético,Periculosidade,Audiência de custódia,Perito criminal,Reincidência,Presunção de inocência,Sistema carcerário,Investigação criminal,Impunidade
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Presidente, eu vou fazer uso da palavra daqui mesmo, porque eu gostaria de tratar dessa matéria. Infelizmente, eu não estava inscrita para discutir, mas essa matéria para nós traz grandes problemas. O primeiro é em relação à coleta de material genético de forma generalizada, sem respeitar o que nós consideramos o que é correto, que é a coleta feita por um perito criminal, de acordo com um banco de perfil genético. Essa coleta de material genético passa a ser feita de forma indiscriminada e sem o controle que hoje está previsto na lei. Mas o mais grave, no nosso entendimento, é um segundo aspecto, que tem a ver com a audiência de custódia. Vamos supor que uma pessoa tenha cometido um delito, tenha sido presa em flagrante e, numa audiência de custódia, tenha sido liberada. Ela pode ter sido liberada porque não havia provas para se efetuar a prisão ou porque havia ilegalidade na prisão. Se essa pessoa for presa de novo em flagrante, o projeto diz o quê? Ele recomenda transformar a prisão em flagrante em prisão preventiva. A pessoa fica presa por mais tempo. A gente sabe que hoje o nosso sistema carcerário tem 40% de presos provisórios, que muitas vezes sequer são julgados. E alguns, depois de cumprirem a pena e terem ficado bastante tempo na prisão, têm a comprovação de que nem tiveram culpa do crime. Então, com este projeto, estaremos rompendo um princípio muito importante para o nosso direito penal: o princípio da presunção de inocência. Eu peço a atenção dos colegas, porque isso não é questão de direita, de esquerda, de centro. Trata-se de proteger aquilo que rege o direito na esfera penal. Hoje qualquer pessoa tem direito à presunção de inocência. Nós já temos um sistema carcerário lotado, com um estado inconstitucional de coisas lá dentro. E há algo mais preocupante: às vezes, quem comete crimes graves não é preso no Brasil. A impunidade está em homicídios que não são investigados, a impunidade está em estupros que não são investigados. E há uma massa de presos provisórios. Por isso, peço a atenção dos colegas. Nós vamos cometer um erro grave ao aprovar esta matéria, em especial, por conta desses dois pontos que, no meu entendimento, ferem de morte o direito à presunção de inocência, que é fundamental para o direito penal brasileiro. Obrigada, Presidente. - 21/10/2025
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, gostaria só de parabenizar os autores e o Relator e dizer da importância dessa matéria. Quantas pessoas no País possuem diabetes crônica, que não tem cura? E, se não tem cura, para que toda hora ter que renovar um pedido de laudo para comprovação da doença? Isso vai facilitar, desburocratizar o acesso a medicamentos, a exames, a atestados. Só para concluir o que eu estou falando, queria parabenizar a Casa por essa agenda tão positiva, que tem a ver com cuidado, com cuidar das pessoas que convivem e vão conviver a vida inteira com diabetes tipo 1. - 21/10/2025
A Deputada destacou que sua bancada manifestou preocupação com a possibilidade de o Projeto de lei nº 4.499, de 2025, em discussão, criminalizar movimentos sociais que realizassem mobilizações pacíficas em rodovias. Informou ter dialogado com o Relator e com representantes do PL, incluindo a Deputada Bia Kicis, para construir um acordo que garantisse a inclusão de um parágrafo no texto, assegurando que manifestações pacíficas, amparadas pela Constituição, não fossem alcançadas pela nova lei.
Palavras-chave oficiais: Projeto de lei ordinária,Domínio de cidades (crime),Crime hediondo,Tipicidade penal,Movimento social,criminalização,acordo
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Obrigada. Havia uma preocupação na nossa bancada de que essa tipificação, que corretamente protege a cidade de criminosos, pudesse atingir movimentos sociais que pacificamente se mobilizassem nessas estradas. Então, houve um acordo com o Relator, a quem eu agradeço, e também com o conjunto do PL, conversei com a Deputada Bia Kicis, para que seja incluído no texto um parágrafo que ressalve os movimentos sociais que pacificamente se mobilizem, conforme a Constituição garante, para que não sejam atingidos por essa lei. Essa lei não pretende atingir os movimentos sociais. Obrigada, Presidente. - 08/10/2025
A Deputada classificou como vergonhosa a sessão que rejeitou a Medida Provisória nº 1.303, de 2025, que dispõe sobre a tributação de aplicações financeiras e ativos virtuais no País. Afirmou que a extrema direita, o Centrão e a oposição ao Governo Lula votaram contra o povo brasileiro ao impedir a taxação de grandes fortunas, fintechs e bets; medida que liberaria cerca de 30 bilhões de reais para políticas públicas. Por fim, destacou que 2026 será o momento em que a população dará resposta nas urnas, reafirmando o apoio ao Presidente Lula e renovando o Congresso Nacional.
Palavras-chave oficiais: Medida provisória,Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro ou Relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF),Aplicação financeira,Aposta esportiva,Bolsa de valores,Tributação,Retirada de proposição,Oposição política,Política pública,Prejuízo,População,Eleição
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - O que aconteceu aqui hoje foi uma vergonha. Mais uma vez o povo brasileiro está olhando para o que acontece no Congresso Nacional. Eu escutei atentamente as falas, esse show de horrores. E escutei atentamente a fala vergonhosa do líder do PL. Mas numa coisa ele está certo: disse que 2026 está logo ali. Os senhores saibam que, de fato, 2026 está logo ali! O SR. PRESIDENTE (Márcio Marinho. Bloco/REPUBLICANOS - BA) - Deputado, há uma oradora na tribuna. Por gentileza, vamos respeitar aqui o tempo da Deputada! A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ) - De fato, 2026 está logo ali. O povo vai dar a resposta, assim como deu a resposta quando os senhores votaram a favor da PEC da blindagem, assim como deu a resposta quando os senhores tentaram avançar com a anistia, blindando golpista. E vai dar a resposta agora, quando os senhores, liderados pelo Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, resolvem antecipar o pleito eleitoral. E fazem isso para atacar o Governo Lula, mas atacam o conjunto do povo brasileiro. O povo não é bobo. O povo entendeu quem é financiado pelas bets e não quer taxá-las. O povo entendeu quem não quer taxar as fintechs. O povo entendeu quem não quer taxar o setor financeiro. O povo entendeu quem está do lado dele e quem não está. Nós vimos uma mobilização popular que enterrou a PEC da blindagem no Senado. Nós vimos uma mobilização popular que fez avançar a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais, reduzindo imposto para quem ganha até 7.350 reais. Mais do que isso, quem paga a conta desse projeto, porque o povo segurou essa onda, são os do andar de cima. E agora iríamos apreciar essa matéria que institui uma série de medidas tributárias progressivas. Há várias contradições na matéria. O PSOL tinha destaques, o PSOL tem críticas ao texto que estava colocado, mas o que constitui essa MP era taxar os de cima para liberar um espaço de 30 bilhões de reais para, ali na ponta, melhorar a vida do povo brasileiro. Mas, não, em nome da antecipação de uma disputa eleitoral, os senhores, mais uma vez... Os senhores quem? A extrema direita, o Centrão, a Oposição ao Governo Lula voltaram-se contra o povo brasileiro. Apesar de os senhores não entenderem isso, o povo é soberano, e o povo está olhando para o Congresso Nacional. Não à toa tem chamado o Congresso de inimigo do povo. A gente tem que lembrar que esse setor é o inimigo do povo. Sem dúvida, 2026 está logo aí. Nós vamos reeleger Lula e mudar a cara deste Congresso. Aqueles que odeiam o povo não vão voltar, porque o povo vai cobrar essa conta. - 08/10/2025
A Deputada orientou a bancada na votação do requerimento de retirada de pauta da Medida Provisória (MP) nº 1.303, de 2025, que dispõe sobre a tributação de aplicações financeiras e ativos virtuais no País e dá outras providências. Além disso, criticou a atuação da Oposição, que age sob liderança do Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, com o objetivo de enfraquecer o Governo Lula e antecipar o processo eleitoral. Ainda, afirmou que essa articulação compromete áreas sociais, ao impedir a destinação de recursos que poderiam garantir direitos à população, e alertou que a população brasileira está atenta às escolhas do Congresso Nacional. Por fim, comparou a situação à reação popular contra a PEC da blindagem (Proposta de Emenda à Constituição nº 3, de 2021) e advertiu que os Parlamentares serão igualmente cobrados por se posicionarem contra os interesses do povo.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de retirada de proposição da Ordem do Dia,Medida provisória,Federação PSOL REDE,Voto contrário Crítica,Oposição política,Governador,São Paulo (Estado),articulação,Governo federal,Eleição,Presidente da República,Congresso Nacional Proposta de Emenda à Constituição,blindagem,Prerrogativa constitucional,Apoio político,Movimento de protesto
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Mais uma vez, o povo brasileiro está olhando para o Congresso Nacional e vai saber quem está do lado do povo e quem está contra o povo. A Oposição, liderada pelo Governador Tarcísio, que, em vez de cuidar do seu Estado, está ligando para Deputado para votar contra o povo, quer antecipar a eleição e atacar o Governo Lula, mas, ao fazer isso, ataca o conjunto do povo brasileiro, tirando 30 bilhões de reais, que ali na ponta poderiam ir para áreas sociais e garantir direitos do povo. Assim como, quando os senhores aprovaram a PEC da blindagem, o povo foi para a rua e arrancou a isenção do Imposto de Renda, os senhores serão cobrados pela população brasileira, que vê que os senhores estão dando as costas para o povo. A nossa federação vota "não" à retirada. - 01/10/2025
A Deputada criticou a Oposição e afirmou que o Governo anterior deixou o País com 33 milhões de pessoas em situação de fome, sem reajuste do salário mínimo e marcado pela condução negacionista da pandemia. Destacou que a aprovação do Projeto de Lei nº 1.087, de 2025, que altera a legislação do imposto sobre a renda para instituir a redução do imposto devido nas bases de cálculo mensal e anual e a tributação mínima para as pessoas físicas que auferem altas rendas, e dá outras providências, beneficiando trabalhadores como professores, enfermeiros, garis e jornalistas. Ressaltou que a medida foi resultado da pressão popular e da vitória do Presidente Lula nas urnas. Defendeu a necessidade de avançar em reformas que enfrentem a concentração de renda, com a taxação de grandes fortunas e bilionários, e afirmou que a democracia só se fortaleceria com mais direitos sociais e igualdade tributária.
Palavras-chave oficiais: Projeto de lei ordinária,Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas Mínimo (IRPFM),Aprovação,Elogio
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Nos meus breves 4 minutos, quero dizer que o que eu ouvi ali foi um show de hipocrisia. O Brasil foi deixado com 33 milhões de famintos; o Brasil foi deixado pelo Governo deles com metade da população convivendo com algum grau de insegurança alimentar. Foi no Governo deles que o povo brasileiro este, que agora vai ter isenção do seu Imposto de Renda se ganhar até 5 mil reais não vivenciou 1 real sequer de aumento do salário mínimo. Foi no Governo deles que as famílias, que agora estão sendo cuidadas com uma reparação histórica e é isso que significa este primeiro passo para a justiça tributária , choraram a perda dos seus entes durante a pandemia, porque havia um Presidente que fez a escolha de não entregar vacina para a população; uma escolha de negacionismo; e, mais do que isso, uma escolha de rir, imitando pessoas sem ar, enquanto as famílias tinham fome e morriam na pandemia, vivendo a dor do seu luto. Mas nós vencemos, apesar da tentativa de golpe, nas urnas, essa eleição. O povo brasileiro venceu a eleição nas urnas, e o programa que nós disputamos e ganhamos! agora segue sendo implementado. Este é um momento histórico para o nosso País. O Brasil é uma potência: tem água potável, tudo o que se planta dá. O Brasil é um país rico, diverso, mas ainda é um país muito desigual. E, sem dúvida, a questão tributária é um dos pilares da desigualdade brasileira. A gente está falando aqui da enfermeira, da professora, da técnica de enfermagem, do gari; estamos falando de jornalistas, estamos falando de trabalhadores que sustentam este País, que, num Governo recente, foram abandonados, e agora estão sendo cuidados. Quando olhamos para a injusta situação tributária brasileira, entendemos que temos que isentar quem ganha até 5 mil reais e reduzir a carga tributária de quem ganha até 7.300 reais. Portanto, estamos olhando para aqueles que sustentam este País. E, colegas, este é o primeiro passo, porque não há democracia consolidada sem justiça tributária. O povo nas ruas fez este Parlamento se mexer e, finalmente, atender aos anseios de cada brasileira e de cada brasileiro. Eu digo que é o primeiro passo porque agora nós temos a tarefa de fazer a reforma da renda; nós temos a tarefa de olhar para a trabalhadora doméstica e para o porteiro submetidos a uma escala de trabalho exaustiva, e temos que enfrentar a escala de 6 por 1; nós temos a tarefa de olhar a concentração de renda do País e taxar as grandes fortunas, taxar os bilionários. Nós temos uma democracia que cada vez mais se consolida, apesar dos golpistas, apesar daqueles que odeiam a democracia e, ao odiar a democracia, odeiam o povo brasileiro. É com essa democracia e com a força do povo que nós estamos dando esse primeiro passo e ainda vamos dar muitos, não só neste último ano, mas também no próximo ano, quando nós vamos vencer de novo as eleições, porque o povo gosta de democracia e de direitos. - 01/10/2025
A Deputada orientou a bancada na votação do Recurso Contra Apreciação terminativa de comissão à Emenda de Plenário nº 94, apresentada ao Projeto de Lei nº 1.087, de 2025, que altera a legislação do imposto sobre a renda para instituir a redução do imposto devido nas bases de cálculo mensal e anual e a tributação mínima para as pessoas físicas que auferem altas rendas, e dá outras providências.
Palavras-chave oficiais: Emenda de plenário,Orientação de bancada,Recurso (proposição legislativa),Apreciação conclusiva,Projeto de lei ordinária,Federação PSOL REDE,Voto favorável
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, colegas Deputados e Deputadas, alguém consegue imaginar o nosso País na pandemia sem as enfermeiras? Alguém consegue imaginar a nossa democracia sem os jornalistas? Alguém consegue imaginar o futuro do nosso País sem os professores? Alguém consegue imaginar as nossas cidades sem os garis? São trabalhadores que sustentam o nosso País e, ao mesmo tempo, carregam em suas costas a maior carga tributária, com os impostos que pagam ao comprar produtos de higiene, arroz, feijão. Este ainda é um País eu quero trazer dados onde a renda dos 0,1% mais ricos é maior do que a renda de 80 milhões de pessoas. Ainda é um País onde a renda de 705 mil homens brancos é igual à renda de 33 milhões de mulheres negras. Essas desigualdades só são enfrentadas com justiça tributária. Parabéns a este Parlamento, que atendeu ao chamado das ruas! Nós votamos um retumbante "sim". - 01/10/2025outros
A Deputada discutiu o Projeto de Lei nº 1.087, de 2025, que altera a legislação do imposto sobre a renda para instituir a redução do imposto devido nas bases de cálculo mensal e anual e a tributação mínima para as pessoas físicas que auferem altas rendas, e dá outras providências.
Palavras-chave oficiais: Discussão,Projeto de lei ordinária,favorável
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Sem revisão da oradora.) - Boa noite, colegas Deputadas e Deputados. Finalmente, esta Casa está atendendo aos anseios do povo. A Câmara não deve servir para blindar seus próprios membros, para blindar seus Parlamentares, nem é lugar para flertar com quem gosta de golpe. Esta é a Casa do Povo e tem que servir ao povo. Finalmente, hoje nós estamos atendendo aos anseios da população, com a votação de um projeto que propõe justiça tributária para cuidar das famílias brasileiras. Estamos falando de professoras, enfermeiras, merendeiras, motoristas, mães que estão no corre todo dia para sustentar o Brasil. Quase 20 milhões de pessoas vão ser impactadas com o aumento da sua renda. Nós estamos deliberando sobre uma medida que, de fato, vai ter um impacto real no bolso do brasileiro e da brasileira. Quem ganha até 5 mil reais pode ter uma economia anual de mais de 4 mil reais é quase mais um salário que vai chegar para o trabalhador , e quem ganha até 7 mil e 300 reais terá uma redução da carga tributária. Essa, sim, é uma matéria urgente. Um País com tanto potencial, que está entre as dez maiores economias do mundo, que movimenta um PIB que chega a 14 trilhões de reais, ainda concentra a renda. Quem gera e produz riqueza não recebe essa riqueza de volta. E o nosso sistema tributário, que deveria corrigir as desigualdades, concentra a renda no topo e pesa no bolso da classe média, do consumidor, dos mais pobres. Não é aceitável que a renda dos 0,1% mais ricos do Brasil seja maior do que a renda de 80 milhões de brasileiros, metade da população adulta do nosso País. Não é possível que, em 2023, tenha sido distribuído quase 1 trilhão de reais em lucros e dividendos no Brasil esse valor está nas mãos de 160 mil pessoas. Estamos corrigindo uma desigualdade que estrutura o nosso País. É um primeiro passo. Serão impactados 20 milhões de brasileiros, e 141 mil pessoas do andar de cima vão pagar essa conta. E ainda ouvimos aqui que não existe andar de cima e andar de baixo. Nosso País ainda é profundamente desigual, e as desigualdades, inclusive racial e de gênero, impactam na ponta. Sem dúvida, esse é o primeiro passo para o início de uma reforma tributária no nosso País, que é necessária, inclusive, para a própria democracia. E que venha, em breve, a reforma da renda! Dizemos um retumbante "sim". - 30/09/2025
A Deputada destacou a relevância do debate sobre segurança pública e defendeu que o tema seja tratado com responsabilidade, urgência e cautela. Além disso, ressaltou a importância da apresentação da PEC da segurança pública pelo Governo Federal e criticou a fragmentação do Código Penal, agravada por sucessivos aumentos de pena e criação de tipos penais sem critérios claros. Nesse sentido, alertou para o risco de reforçar o chamado populismo penal e defendeu maior atenção ao mérito dos projetos. Ademais, elogiou o Projeto de Lei nº 4.498, de 2025, que prevê integração entre órgãos de controle e fiscalização para atingir financeiramente organizações criminosas, medida que mostrou eficácia em operações contra o PCC.
Palavras-chave oficiais: Pauta (processo legislativo),Câmara dos Deputados,Segurança pública,Proposta de Emenda à Constituição,Código Penal (1940),Populismo,Dosimetria da pena,Projeto de lei ordinária,colaboração,Órgão fiscalizador,Órgão de controle,Organização criminosa
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. Quero apenas dizer que, sem dúvida, o tema da segurança pública é um dos mais importantes sobre o qual o Parlamento deve se debruçar. Numa cidade, o sentimento de segurança e, de fato, o acesso ao direito à segurança mexem demais com o cotidiano da vida da população. Então, cada vez se torna mais imperativo que nós olhemos para esse tema com responsabilidade, com urgência e com cautela também. Por isso, quero ressaltar, por um lado, a importância de o Governo mandar para cá uma medida estrutural para tratar da segurança pública, que é a PEC da segurança pública. Sobre os projetos tratados aqui, a primeira consideração é que, nos últimos anos, nós votamos a criação de tipos penais, o aumento de penas não sei se vou conseguir concluir em 1 minuto, Presidente, mas, como não vou pedir o tempo de Líder, eu queria um pouco de tolerância , inclusive sem respeitar a lógica de dosimetria do Código Penal. Se você olha para o Código Penal hoje, vê que, hoje, há crimes mais graves com penas, às vezes, mais baixas que crimes menos graves. Portanto, virou uma colcha de retalhos. Eu acho que alguns projetos cuja urgência nós votamos seguem esse caminho, e, no mérito, nós precisaremos ter esse cuidado, para não capitular a lógica do populismo penal, que é essa lógica de aumento de pena sem pensar bem qual é o tipo de crime. A segunda consideração que quero fazer, Presidente, é um elogio em especial a um projeto, o Projeto de Lei nº 4.498, que estabelece mecanismos de colaboração entre os órgãos de fiscalização e controle Receita Federal, Coaf, Cade, Banco Central, Ministério Público , o que nos permite, aí sim, atacar a raiz das organizações criminosas, porque permite que se persiga o dinheiro, como aconteceu na última operação que atingiu o PCC, que se persigam as operações que vão de fato até o dinheiro das organizações criminosas e por isso conseguem ao final ter um êxito muito maior do que a lógica "agitativa" de aumento... (Desligamento do microfone.) - 24/09/2025
A Deputada orientou a bancada na votação do requerimento de retirada de pauta da Medida Provisória nº 1.301, de 2025, que institui o Programa Agora Tem Especialistas, dispõe sobre o Grupo Hospitalar Conceição S.A., altera as Leis nºs 8.080, de 1990; 8.958, de 1994; 9.656, de 1998; 12.732, de 2012; 12.871, de 2013; e 13.958, de 2019.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de retirada de proposição da Ordem do Dia,Medida provisória,Federação PSOL REDE,Voto contrário
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Para todo mundo que está nos assistindo, você que está na sua cidade e está numa fila para fazer uma cirurgia, está numa fila para ter acesso a um especialista, está na fila para fazer um exame, existe uma parte deste Parlamento que quer que a fila continue grande. O Governo Federal editou uma medida provisória para a diminuição dessas filas, para que você tenha acesso mais rapidamente ao seu direito à saúde, ao nosso SUS, e uma parte desta Casa quer que você continue na fila. Obviamente, nossa federação vota "não" à retirada de pauta, porque é papel do poder público cuidar das pessoas. O acesso à saúde salva vidas. Por isso, orientamos "não" à retirada. Queremos votar esta MP. - 23/09/2025
A Deputada afirmou que o mundo vive uma encruzilhada marcada pela fome, guerras, genocídio em Gaza e crise climática, mas também pela possibilidade de construir uma nova ordem internacional baseada na dignidade humana, paz e proteção ambiental. Destacou o discurso do Presidente Lula na ONU como a reafirmação da democracia e da soberania do Brasil, atribuindo ao País a responsabilidade de liderar alternativas globais. Também ressaltou a força da mobilização popular, que levou milhões às ruas e pressionou pela inclusão da isenção do Imposto de Renda para quase 20 milhões de brasileiros e pela votação de programas como o “Agora Tem Especialistas”.
Palavras-chave oficiais: Organização das Nações Unidas (ONU),Presidente da República,Pronunciamento,Soberania nacional,Democracia Projeto de lei ordinária,Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas Mínimo (IRPFM),redução,População,manifestação Fome,Faixa de Gaza,Genocídio,Crise climática,Crítica,Pacifismo,Proteção ambiental,Defesa,Relação internacional Proposição legislativa,Programa Agora Tem Especialistas,Defesa
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. Boa noite, colegas. O mundo está diante de uma encruzilhada, que revela uma questão civilizatória: de um lado, a fome que cresce em parte do mundo, guerras, genocídio em Gaza, devastação ambiental por todos os cantos, um cenário de emergência climática; de outro lado e eu queria me concentrar nisto , a chance de erguermos e estamos fazendo isto uma nova ordem internacional, que respeite os povos, que proteja a Terra, que coloque a dignidade humana no centro das políticas das nações. O nosso País, o nosso Brasil, tão atacado aqui dentro e também por potências estrangeiras, tem algo a dizer. Colegas, eu queria dizer que o discurso do Presidente Lula na Organização das Nações Unidas ONU hoje não foi apenas a fala de um estadista, que, como já foi dito aqui, reafirmou que democracia e soberania são inegociáveis. Ele fez a afirmação de que o nosso País carrega, pela nossa história, pelos recursos naturais de que dispomos e pela potência que é, uma enorme responsabilidade, a de oferecer ao mundo uma escolha nessa encruzilhada, a de oferecer ao mundo um caminho de paz, de justiça social, de proteção ambiental. Nós podemos, colegas Deputados e Deputadas, fazer isso, porque nós somos gigantes. Não somos apenas o quinto maior país do planeta, em termos territoriais, não somos apenas o País com um ecossistema diverso, com a maior quantidade de água doce, de água potável, nós temos um povo inventivo, um povo que cria, um povo que luta, um povo que resiste, que foi forjado na dor da colonização, que alguns insistem em reforçar, mas que também foi forjado na potência da resistência. O que nós vimos domingo foi a potência da resistência do povo brasileiro falar mais alto. Milhares, milhões de pessoas foram às ruas no Brasil inteiro. O nosso Rio de Janeiro contou com mais de 100 mil pessoas na rua dizendo que o mundo tem jeito, dizendo que aqui quem manda é o povo brasileiro. Nós já vimos o resultado. Vimos a proposta de isenção do Imposto de Renda entrar na pauta da próxima semana, proposta que vai beneficiar quase 20 milhões de brasileiros. Possivelmente amanhã vamos votar a medida provisória do Programa Agora Tem Especialistas e garantir acesso a exames e a médicos para quem está na fila há muito tempo. Eu queria dizer que nós estamos fazendo uma escolha neste caminho tão difícil que o mundo atravessa, que é a escolha de garantir dignidade, de garantir justiça para o povo brasileiro e de dizer ao mundo que o caminho possível é a democracia, é a soberania dos povos, mas também é a cooperação entre os povos, o que só é possível pela paz. Colegas, que consolidemos de fato essa virada. Eu tenho fé no povo brasileiro, que é quem está incidindo nisso, para que essa virada aconteça. Viva o povo brasileiro! Viva a nossa soberania! - 17/09/2025
A Deputada orientou a bancada na votação do requerimento de urgência para a apreciação do Projeto de Lei nº 2.162, de 2023, que concede anistia aos participantes das manifestações reivindicatórias de motivação política, ocorridas entre o dia 30 de outubro de 2022 e o dia de entrada em vigor desta Lei, e dá outras providências. Afirmou ainda que a medida era inconstitucional, pois o art. 5º da Constituição veda anistia a crimes de terrorismo, tortura e hediondos. Nesse sentido, destacou que o Supremo já reconheceu o 8 de Janeiro como ato de terrorismo e tentativa de golpe de Estado. Também lembrou que o Brasil historicamente não responsabilizou golpistas e ditadores, o que alimentou novas ameaças à democracia. Ademais, citou violações de direitos ocorridas durante a ditadura e no Governo Bolsonaro, defendendo que a responsabilização criminal de Jair Bolsonaro e de militares de alta patente foi um marco histórico. Ao concluir, enfatizou que a anistia significaria repetir erros do passado e enfraquecer o Estado Democrático de Direito.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de urgência,Projeto de lei ordinária,Federação PSOL REDE,Voto contrário,anistia,Manifestação pública,Golpe de Estado (crime),Inconstitucionalidade,Terrorismo,Ditadura,Democracia,Ex-presidente da República,Militar das Forças Armadas,Supremo Tribunal Federal (STF)
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Presidente, a questão de ordem que eu pedi desde o início da sessão, embora V.Exa. não a tenha concedido, era baseada no art. 5º da nossa Constituição, inciso XLIII, que diz que crime de terrorismo não é passível de perdão ou anistia, assim como a prática de tortura, assim como os crimes hediondos. Já o entendimento do Supremo é de que o que aconteceu no 8 de Janeiro foi, sim, crime de terrorismo explosivos e tentativa de se apropriar de instituições públicas. E aquilo foi a culminância de uma tentativa de golpe de Estado em curso. Sr. Presidente, com todo o respeito que eu tenho por V.Exa., ao tomar posse da sua cadeira, o senhor assumiu um compromisso contundente com a democracia, inclusive citou Ulysses Guimarães. Mas veja, Sr. Presidente, agora o senhor está manchando essa história ao colocar para avançar nesta Casa uma agenda inconstitucional, e, mais do que isso, uma agenda que fere de morte a nossa democracia. Nosso País viveu quase 4 séculos de escravidão e uma abolição inconclusa numa luta do povo negro por direitos. Nosso País viveu mais de uma ditadura e muitas tentativas de golpe de Estado. Infelizmente, em nosso País, nunca aqueles que tentaram dar um golpe de Estado foram responsabilizados. Isso mancha a história da democracia brasileira. Nosso País viveu 2 décadas de ditadura que começou em 1964. Uma ditadura, Sr. Presidente o senhor teria que ter vergonha de colocar essa agenda em pauta , que torturou, que matou, que perseguiu, que fechou este Parlamento, que elegeu os senhores que agora estão defendendo o golpe. Essa ditadura, que promoveu tortura em mulheres, em mulheres gestantes, que torturou o meu avô, que torturou o nosso Deputado Ivan Valente que hoje está aqui, defendendo firmemente a democracia , terminou como? Terminou com a anistia daqueles que, fardados ou não, achavam que o autoritarismo era a saída. Possivelmente, a anistia daqueles lá atrás fez com que esses mesmos fardados, que muitas vezes ocupam a cúpula das Forças Armadas, achassem que o golpe seguia sendo uma possibilidade. Nosso País viveu momentos muito duros o golpe contra a Presidenta Dilma, a prisão ilegal do Presidente eleito pelo povo Luiz Inácio Lula da Silva, a execução política de Marielle e viveu um Governo Bolsonaro, que deixou 33 milhões de famintos, metade da população, convivendo com algum grau de insegurança alimentar, que liberou arma para todo mundo e que, quando perdeu nas urnas, se apropriou das instituições públicas para impedir a posse do Presidente eleito pelo povo. Fez isso com a Polícia Rodoviária Federal, fez isso com a Abin paralela, perseguindo opositores. Depois, também organizou, com a alta cúpula das Forças Armadas, uma tentativa de inclusive matar o Presidente da República, o ex-Presidente, o Ministro do Supremo. Colegas, eu quero chamar os senhores, que têm responsabilidade democrática, para prestar atenção no que está acontecendo agora. Pela primeira vez na história brasileira, diferentemente de todos os outros momentos de golpe, de ditadura, nós vimos os algozes da ditadura, os algozes da democracia serem responsabilizados. O ex-Presidente Jair Bolsonaro, que deixou o País sob as trevas, e membros das Forças Armadas que participaram de um golpe liderado por Jair Bolsonaro foram condenados. Sentaram-se no banco dos réus e foram condenados, meus caros, por abolição violenta do Estado Democrático de Direito, por tentativa de golpe de Estado, por organização criminosa, entre outros crimes. E isso é histórico. Essa é a sinalização de que nós não aceitamos mais autoritarismo, de que nós não aceitamos tortura, e de que a democracia, meus caros, é o bem mais precioso do povo brasileiro. Isso não tem a ver com a Esquerda, em que me localizo, ou com a Direita. Isso tem a ver com a possibilidade de haver dignidade no País, porque um povo sem democracia é um povo fadado à dor, fadado ao silenciamento, fadado à censura. Nós não podemos aceitar que esses tempos que formaram a nossa história voltem. Por isso, a responsabilização contundente, que agora chega a Jair Bolsonaro, que agora chega a militares de quatro, cinco estrelas, é fundamental para aprofundar a nossa democracia, uma democracia jovem, incompleta, que nunca chegou plenamente a territórios de favela, de periferia, mas é a nossa democracia, é a democracia de que não podemos abrir mão. Sr. Presidente Hugo Motta, o senhor está sentado aí, rindo, conversando, brincando, mas eu sinto muito eu sinto muito! , porque o senhor vai ter a história marcada como o homem que colocou em votação a agenda da anistia golpista; como o homem que vai ter a história manchada, com todo o respeito que tenho por V.Exa., por dizer que o golpe é um caminho, por dizer que atacar as liberdades democráticas é um caminho. E isso a bancada do PSOL e da REDE, a nossa federação não pode e não vai aceitar, porque democracia para nós é princípio, porque soberania para nós é princípio, é o maior bem que um povo pode ter. Nós vamos lutar para derrotar o mérito dessa agenda inconstitucional e antidemocrática. E, mais do que isso, nós vamos lutar para aprofundar a democracia brasileira, para que todo mundo coma, tenha emprego, tenha renda, agendas que são tão importantes nesta Casa, mas que os senhores escolheram ignorar, para avançar com um ataque profundo à nossa democracia. Ditadura nunca mais! Viva a soberania e viva o povo brasileiro! Sem anistia! - 17/09/2025
A Deputada orientou a bancada na votação do requerimento de retirada de pauta da Medida Provisória n º 1.300, de 2025, que trata da Tarifa Social de Energia Elétrica, da liberdade de escolha dos consumidores e da divisão de custos. Também defendeu a votação da isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil e de pautas ligadas a trabalhadores, como jornada reduzida e direitos de trabalhadores de aplicativos e informais. Em seguida, apresentou questão de ordem com base no art. 95, §§8º e 9º, reclamando que a Presidência impediu recurso ao Plenário por não aferir, via Infoleg, o apoio de um terço dos presentes. Solicitou esclarecimento sobre como a Mesa verificaria esse quórum em futuras situações, garantindo o direito de recorrer de decisões no plenário.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de retirada de proposição da Ordem do Dia,Medida provisória,Federação PSOL REDE,Voto contrário Pauta (processo legislativo),Projeto de lei ordinária,isenção,Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF),Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas Mínimo (IRPFM),Direito do trabalho,Jornada de trabalho,Trabalhador autônomo informal Questão de ordem,Sistema de Tramitação e Informação Legislativas (Infoleg),Recurso (proposição legislativa),Quórum de apoiamento
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Para uma questão de ordem. Sem revisão da oradora.) - Tudo bem, Presidente. Sobre a orientação, obviamente, nossa federação é contrária à retirada de pauta. Veja, esta sim é uma matéria que interessa ao povo brasileiro. Nós estamos falando de 60 milhões de brasileiros que vão ser beneficiados com a redução da sua tarifa de luz, muitos desses isentos. Isso tem a ver com aumento de renda dessas famílias. Queremos votar esta matéria. Queremos também votar o mais rápido possível a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais e avançar em agendas que têm a ver com os trabalhadores, como a redução da escala de trabalho, como o direito dos trabalhadores de aplicativo, dos trabalhadores informais. Então, queremos votar esta matéria. Queria agora a atenção de V.Exa. sobre a minha questão de ordem, Sr. Presidente, que se refere ainda à matéria anterior. Ela se baseia no art. 95, §§ 8º e 9º. Veja, esses parágrafos sustentam a nossa possibilidade de exercer a democracia neste plenário. Por quê? Porque é a possibilidade de recorrer da decisão de V.Exa. sobre questão de ordem. O § 8º é explícito ao afirmar que o Deputado, no caso aqui, a Deputada que vos fala, poderá recorrer da decisão da Presidência para o Plenário, nesse caso sem efeito suspensivo, ouvindo-se a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. E ele diz lá o prazo que a Comissão tem. Mas o § 9º, Sr. Presidente espero que a assessoria esteja olhando, porque gostaria muito de uma resposta , diz que o Deputado, a Deputada, com o apoiamento de um terço dos presentes, poderá requerer que o Plenário decida. Quando eu fiz uma questão de ordem para V.Exa., discordei da sua resposta, eu disse que iria recorrer. E eu pedi para que o Plenário decidisse. Eu exerci o meu direito previsto aqui no § 9º do art. 95. V.Exa. me responde que não é possível aferir se há um terço de presentes porque a votação é via Infoleg. Aí eu devolvi para V.Exa.: "Então vamos aferir". Espero que V.Exa. esteja prestando atenção. "Vamos aferir no Infoleg. Gostaria de votação nominal". V.Exa. não pediu a votação nominal, ou seja, V.Exa. impediu que eu exercesse o meu direito, previsto no art. 9º, de recorrer em plenário, Sr. Presidente. E eu termino com uma pergunta, porque, assim como aconteceu hoje, pode acontecer em outros momentos. Como V.Exa. vai proceder em outros momentos? Ao pedirmos que o Plenário seja consultado para que a questão de ordem seja recorrida aqui, no caso de votação no Infoleg, como saberemos se V.Exa. negou a votação por Infoleg? Inclusive houve pedido de verificação. Então, gostaria de uma resposta para saber como será aferido se temos um terço, em outros momentos, se vamos ter um terço, para que a questão de ordem seja recorrida em plenário, conforme o meu direito, o nosso direito, como Parlamentares, previsto no art. 95, § 9º. Obrigada.
Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 11/12/2019 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.