
Nome civil: Taliria Petrone Soares · 41 anos
Bananômetro
75/100
Trabalha bem, com espaço para melhorar.
Nota maior que a de 45% dos deputados · média do partido: 82
Por que essa nota?
- Presença em sessõespeso 40% · 77%
Aparece para trabalhar?
- Participação em votaçõespeso 35% · 65%
Vota quando precisa? (votações com registro de nome)
- Iniciativas que avançarampeso 15% · 83%
Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)
- Atividade na tribunapeso 10% · 95%
discursos na tribuna (percentil)
A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?
Personalizar pesosComo vota · Mandato atual (2023–2027)
Vota com o governo 84%das 584 votações em que o líder do Governo pediu Sim ou Não e ela votou
Vota com o próprio partido 98%das 637 votações em que o partido (ou a federação) pediu Sim ou Não e ela votou
Fale com Talíria Petrone
Este é o canal oficial para você cobrar seu representante.
- dep.taliriapetrone@camara.leg.br
- Telefone
- (61) 3215-5193
- Gabinete
- Gabinete 193, Anexo III – Câmara dos Deputados, Brasília-DF
Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.
Números de Mandato atual (2023–2027)
Presença nas sessões
77%
Esteve em 300 de 391 sessões
Votou nas votações
65%
Registrou voto em 731 de 1.128 votações nominais
Iniciativas que viraram lei
0
de 44 projetos apresentados (0%)
Alinhamento com o governo
84%
Em 584 votações em que o Governo orientou
A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.
1.062 discursos na tribuna · de 05/02/2019 a 02/09/2026.
- 09/12/2025
A Deputada encaminhou a votação do requerimento de retirada de pauta do Projeto de Lei nº 2.162, de 2023, que dispõe sobre a dosimetria das penas.
Palavras-chave oficiais: Encaminhamento de votação,Requerimento de retirada de proposição da Ordem do Dia,Projeto de lei ordinária,favorável
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, colegas, o Brasil é um país lindo, potente, de gente trabalhadora, tem uma cultura que pulsa e uma potência que pode ensinar muito ao mundo, mas a nossa democracia ainda precisa ser consolidada, e, infelizmente, colocar em pauta o tema da anistia é um ataque à nossa frágil democracia. Nós vivemos na última década ataques duros a essa frágil democracia: golpe contra uma Presidenta eleita, prisão ilegal de um Presidente, que agora retornou pelo voto popular e está reconstruindo o Brasil que os senhores deixaram abandonado e com 33 milhões de famintos, com metade da população vivendo em situação de insegurança alimentar. Lá atrás, vivenciamos a relação com pessoas que perderam os seus torturados, que perderam os seus desaparecidos na ditadura civil-militar. Lá atrás, aqueles que ousaram atacar a democracia brasileira e torturaram pessoas como o meu avô não foram responsabilizados. Nós estamos diante do maior julgamento da história do País, que pela primeira vez colocou no banco dos réus militares da alta cúpula, um ex-Presidente que tentou liderar um golpe de Estado. O golpe de Estado tinha até nome, Punhal Verde e Amarelo, e previa assassinar o Presidente da República. Este Congresso foi fechado pelo AI-5, fechado, porque entendiam que esta Casa não podia funcionar. O autoritarismo era a regra. Sr. Presidente, não pode o senhor, que dessa cadeira, no dia da sua posse, exaltou Ulysses Guimarães e exaltou a Constituição, não pode o senhor achar natural anistiar aqueles que tentaram dar um golpe de Estado em nosso País. Nós, que lá atrás denunciamos os resquícios da ditadura, nós não podemos aceitar que aqueles que ousam atacar a nossa, ainda que frágil, democracia sejam anistiados ou tenham sua pena reduzida. E não estamos falando daqueles que nem sabiam direito o que estavam fazendo, estamos falando de Bolsonaro e da alta cúpula das Forças Armadas, que, num marco histórico, foram julgados e condenados e serão presos em breve, sem anistia. Se essa matéria avançar, será uma marca na sua história, Presidente Hugo, e na história do Parlamento brasileiro. - 09/12/2025
A Deputada orientou a bancada na votação do Substitutivo do Senado Federal ao Projeto de Lei nº 4.497, de 2024, que dispõe sobre a ratificação dos registros imobiliários decorrentes de alienações e concessões de terras públicas situadas nas faixas de fronteira e altera a Lei nº 13.178, de 2015. Em seguida, recordou que o país vive uma epidemia de feminicídios, com casos brutais ganhando repercussão nacional, e denunciou que, dentro da própria Casa Legislativa, policiais homens agrediram Deputadas mulheres durante confusão envolvendo a Presidência da sessão. Relatou que a Deputada Célia foi pisoteada, ficando sem conseguir apoiar o pé no chão, e que a Deputada Sâmia Bomfim ficou coberta de escoriações. Por fim, apontou que a violência institucional praticada contra mulheres no exercício do mandato é inaceitável e representa uma vergonha para o Parlamento.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Substitutivo,Senado Federal,Projeto de lei ordinária,Partido Socialismo e Liberdade (PSOL),Voto contrário Violência institucional,Violência contra a mulher,Polícia legislativa,Departamento de Polícia Legislativa (DEPOL),Deputada federal,Feminicídio,Decoro parlamentar,Violência física,Repercussão social,Plenário da Câmara dos Deputados
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, nós orientamos "não". Aproveito para reforçar a minha indignação com o que aconteceu hoje. Nesta semana, nós vimos mulheres se organizarem para denunciar os feminicídios que ganharam visibilidade no País. A gente viu que a violência contra a mulher é uma epidemia neste País. Há mulher tendo as pernas arrancadas; outras estão sendo queimadas vivas. E veja: não é possível que, dentro desta Casa, a partir da ordem do Presidente da Câmara, um homem, a gente tenha policiais, outros policiais homens agredindo Deputadas mulheres. Isso não é brincadeira! Não é sobre achar correto ou não o Glauber se sentar aí, é sobre a Deputada Célia ser agredida por um homem nesta Casa, no exercício do seu trabalho. Ela não está conseguindo pisar no chão, porque foi pisoteada. É sobre a Deputada Sâmia Bomfim estar cheia de escoriações. Houve violência contra a mulher provocada por homens dentro do Congresso Nacional. Isso é uma vergonha, e eu precisava registrar. - 09/12/2025
A Deputada afirmou que o Presidente da Câmara não tinha condições políticas de permanecer no cargo após o episódio envolvendo a retirada do Deputado Glauber Braga da cadeira da Presidência. Declarou que houve uso de “dois pesos e duas medidas”, lembrando a ocupação anterior da Mesa por Parlamentares ligados à Extrema Direita, que durou 48 horas sem ação semelhante. Relatou agressões a Parlamentares e criticou a retirada da imprensa e a interrupção da TV Câmara, classificando o fato como um retrocesso democrático. Afirmou que decisões recentes indicavam alinhamento do Presidente a agendas que representavam blindagem e anistia a golpistas. Encerrou lamentando a postura da Presidência e defendendo a reação da Oposição.
Palavras-chave oficiais: Deputado federal,Partido Socialismo e Liberdade (PSOL),Rio de Janeiro (Estado),ocupação,Presidência da Câmara dos Deputados,Mesa Diretora da Câmara dos Deputados,Violência
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Presidente, não é com alegria que eu farei esta fala, mas é com a franqueza necessária, na condição de Líder da bancada do Partido Socialismo e Liberdade da Federação PSOL REDE. No nosso entendimento, V.Exa. não tem mais moral para sentar nessa cadeira, porque, infelizmente, agiu com dois pesos e duas medidas. Ao contrário do que disse que agiu para defender a democracia e para impedir uma humilhação a este Parlamento , V.Exa. fez oposto. Vamos lembrar, meses atrás, quando, por 48 horas, Deputados que estavam defendendo um golpe de Estado sentaram na sua cadeira e nós, da Esquerda, fomos lá dentro tentar ajudá-lo, dialogar com V.Exa., e V.Exa. só dialogava com eles. Botaram o pé na sua frente, não deixaram o senhor sentar na sua cadeira. O senhor foi humilhado pelos Deputados golpistas. E o senhor esperou por 48 horas. Pensem a cena. E, ao sentar na sua cadeira, os Deputados que invadiram a sua cadeira estavam atrás do senhor. Humilhante! O Deputado Zé Trovão, que está a seu lado, não deixou o senhor sentar na sua cadeira. Agora, por pouco mais de 1 hora, o Deputado Glauber estava sentado na sua cadeira. Eu não vou entrar no mérito se é certo ou não. E o que o senhor fez? Mandou a Polícia Legislativa agredir o Deputado, agredir mulheres. A Deputada Sâmia não consegue colocar o pé no chão, o Deputado Glauber está no IML, a Deputada Sâmia está machucada. O senhor tirou a imprensa deste plenário. O senhor fez algo que não é feito desde a redemocratização, que foi desligar a TV Câmara. O senhor atacou de morte a democracia mais uma vez. No fundo, Sr. Presidente, o senhor escolheu uma agenda que está clara, o senhor escolheu a agenda da blindagem, e o povo se voltou contra esta Câmara. O senhor escolheu a agenda da anistia para golpista, e o povo, mais uma vez, vai se voltar contra o senhor. Não à toa, o senhor hoje é um dos políticos com maior rejeição popular. Nós não queremos isso. Isso não é bom para a política, mas essa é uma realidade fruto da agenda que está avançando nesta Casa. Eu queria lamentar que, apesar do seu discurso de posse exaltar a democracia, a Constituição e Ulysses Guimarães, o senhor hoje mostrou que escolheu um lado o lado dos extremistas, o lado dos golpistas, o lado daqueles que olham para este País que já teve algumas ditaduras e ousaram tentar novamente um golpe e o lado da cassação de um Deputado por falar e denunciar o orçamento secreto, por denunciar os esquemas desta Casa. Não aceitaremos. Queria, com tristeza, lamentar a postura de V.Exa. - 27/11/2025
A Deputada expressou preocupação com a conjuntura climática global e criticou a postura do Congresso diante de vetos presidenciais relativos ao licenciamento ambiental. Destacou que eventos extremos — como enchentes no Rio Grande do Sul, ciclones no Paraná e ondas de calor — exigem políticas de adaptação urbana, transição energética justa e redução do uso de combustíveis fósseis, defendendo metas como desmatamento zero. Além disso, advertiu que a derrubada dos vetos ao Projeto de Lei nº 2.159, de 2021, que dispõe sobre o licenciamento ambiental, pode fragilizar a proteção socioambiental ao ampliar autolicenças para empreendimentos de médio impacto, reduzir o papel de órgãos como Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e permitir que Estados e Municípios flexibilizem critérios, o que compromete direitos de povos indígenas e quilombolas. Por fim, afirmou que essa agenda aumenta a percepção negativa da sociedade sobre o Congresso, que deveria priorizar políticas ambientais alinhadas ao interesse público.
Palavras-chave oficiais: Veto presidencial,Licenciamento ambiental,Enchente,Rio Grande do Sul,Ciclone,Paraná,Transição energética,Combustível fóssil,Desmatamento zero,Derrubada de veto,Proteção social,Proteção ambiental,Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio),Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai),População indígena,Quilombolas,Política ambiental,Impacto ambiental,Projeto de lei ordinária
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela Liderança. Sem revisão da oradora.) Eu acho que a última pessoa que veio aqui era baixinha. Bem, colegas... (Soa a campainha.) A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ) ... é com muita tristeza e preocupação que eu venho a esta tribuna. Nosso país sediou, neste mês, a Conferência do Clima, no coração da Amazônia, num momento global gravíssimo, um momento de crise civilizatória por que não dizer? , que se expressa na crise climática; e a gente vive, enquanto mundo, um dilema humanitário. Nós vamos ter que decidir para onde vamos, para existir planeta vivível para gerações como a Moana e o Kalu, meus filhos. Nós estamos vendo os eventos extremos cada vez mais frequentes e intensos, o desastre no Rio Grande do Sul, o ciclone no Paraná, em Rio Bonito do Iguaçu, ondas de calor extremo, chuvas intensas, que geram deslizamentos, quando muitas das vezes, nas cidades, não há uma política habitacional que olhe, também, para a necessidade de adaptação. Nós deveríamos estar, aqui, pensando em soluções para esse cenário dramático; não é um debate teórico. É chocante ouvir os negacionistas ainda ignorarem esta realidade, diante das vidas perdidas e dos vínculos com os territórios perdidos. A gente tinha que estar, aqui, pensando em transição energética justa; a gente tinha que estar, aqui, pensando em como se afastar do uso de combustíveis fósseis, e não abrir mais postos de petróleo na Foz do Amazonas, por exemplo; a gente tinha que estar, aqui, pensando e olhando as cidades onde a crise climática se concretiza e pensando em políticas de mitigação e de adaptação, diante do cenário; a gente tinha que estar, aqui, pensando em como vamos chegar ao desmatamento zero, para poder ter vida neste planeta e reduzir o aquecimento global, mas não. Estamos diante de um "libera-geral", do vale-tudo, de uma boiada que vai passar. E aí, caros colegas, eu sei que nós temos posições muito diferentes, mas não vai ter mineração sem planeta, não vai ter agronegócio sem planeta. Não estamos falando de negar o desenvolvimento econômico do país; não há economia possível se não se cuida do meio ambiente, da natureza, num cenário de colapso climático que nós estamos vendo se realizar nos territórios. Derrubar esses vetos, que foram a redução de danos diante do nefasto projeto do fim do licenciamento ambiental, é cair num grave erro histórico. A gente está falando de licença por adesão e compromisso, autolicença para empreendimentos de médio impacto Mariana, Brumadinho. O empreendedor vai se autolicenciar, atingindo a saúde pública com a poluição, gerando uma falta de segurança territorial. Nós estamos falando de delegar a estados e municípios definições importantíssimas sobre licenciamento porte, potencial poluidor , o que vai gerar uma grande guerra ambiental, é a guerra de quem vai passar a boiada primeiro, a guerra de quem vai liberar mais geral para atrair o empreendimento, que no fundo pode atrasar algumas licenças, porque vai gerar uma grande insegurança jurídica. Nós estamos falando de violações aos direitos de povos e comunidades tradicionais. Num momento em que não se considera territórios indígenas não homologados, quilombos não titulados, num Brasil que é difícil à beça titular um quilombo, que é difícil à beça homologar um território indígena, a gente está violando os direitos desses povos. Da mesma maneira, violamos os direitos desses povos quando nós desconsideramos a posição, as posições de órgãos ambientais como ICMBio, como Funai, cujas decisões, posições sobre o licenciamento não vão ser vinculantes para a oferta, para a deliberação da licença. Nós tínhamos que interromper o ciclo de devastação que está em curso e que gera impossibilidade de vida, já, já, neste planeta. E eu termino, colegas. O Congresso Nacional não tem tido uma aprovação do povo brasileiro. Tentamos avançar com a PEC da Blindagem para blindar Parlamentar que cometeu crime. É aqui também que ainda se tenta avançar anistia para golpista. Aqui se tenta enfraquecer a Polícia Federal para impedir, por exemplo, investigações independentes. Digo isso porque o povo está olhando para cá e depois não adianta reclamar como um Congresso que não atende aos anseios do povo. E, mais uma vez, caso derrubemos o veto, os vetos do Presidente Lula, nós vamos dizer para esse povo: "Sim, é verdade, nós não atendemos aos anseios de vocês", quando nós deveríamos estar a serviço da população brasileira. Cuidar do meio ambiente, cuidar da natureza é cuidar de um Brasil inteiro, coisa que não estamos fazendo neste momento. - 27/11/2025
A Deputada criticou a pauta de vetos relacionados ao Projeto de Lei nº 2.159, de 2021, que dispõe sobre o licenciamento ambiental, regulamenta o inciso IV do § 1º do art. 225 da Constituição Federal, e dá outras providências. Afirmou que, apesar do acordo para retirar um item específico da votação, não houve concordância da bancada com a apreciação dos vetos ligados ao tema. Destacou a gravidade do conteúdo desses vetos e afirmou que a análise deles não poderia ser tratada como algo natural, classificando o projeto associado como prejudicial ao meio ambiente. Reiterou que sua intervenção buscou apenas impedir interpretações equivocadas sobre a posição do partido diante do processo de votação.
Palavras-chave oficiais: Projeto de lei ordinária,alteração,Licenciamento ambiental,Veto presidencial,manutenção
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela Liderança. Sem revisão da oradora.) É só para ficar registrado, Presidente, que, a despeito do pedido de retirar esse item específico do licenciamento aqui tudo bem , não há um desejo nosso de apreciar os vetos do licenciamento ambiental, pela gravidade que o conteúdo presente neles evidencia. Então, eu precisava deixar registrado isso aqui no microfone, para que não passe uma impressão de que nós estamos achando natural votar os vetos relativos ao projeto da devastação. - 25/11/2025
A Deputada apresentou questão de ordem para contestar a legalidade do afastamento do Deputado Alexandre Ramagem do território nacional e a validade de seu voto remoto em sessão deliberativa. Alegou que o Parlamentar está foragido nos Estados Unidos, descumprindo decisão judicial que proibia sua saída do País, e que não comunicou previamente seu afastamento à Casa. Ao final, pediu esclarecimentos sobre o fundamento que permitiu validar sua presença e seu voto, bem como as providências que a Mesa adotará diante da situação.
Palavras-chave oficiais: Questão de ordem,legalidade,afastamento,Deputado federal,Território nacional,Votação remota,Sessão deliberativa,Proposição legislativa,Fuga (direito penal),Estados Unidos,violação,Decisão judicial,Mesa Diretora da Câmara dos Deputados
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Para uma questão de ordem. Sem revisão da oradora.) - Agradeço, Presidente. A questão de ordem é baseada nos arts. 95, 228, 235, inciso II, 238, inciso III, e 240, inciso III, do Regimento Interno, e ainda no art. 55, incisos II, III e § 1º, e no art. 37, caput, da Constituição Federal. Apresento esta questão de ordem para obter informações acerca da legalidade do afastamento do Deputado Alexandre Ramagem do território nacional, bem como da validação de seu voto remoto ao PL 5.585. É bom, inclusive, que eu esteja falando sobre isso depois do Deputado que me antecedeu. Conforme noticiado, o Deputado Ramagem está foragido da Justiça nos Estados Unidos, onde ele está vivendo a sua vida normalmente, segundo vimos pela imprensa. No entanto, a despeito de estar foragido e contrariando determinação judicial de permanecer no País, o Parlamentar seguiu exercendo seu mandato à distância, votando, inclusive, o PL 5.585. O art. 228 do nosso Regimento determina que, "para afastar-se do território nacional, o Deputado deverá dar prévia ciência à Câmara, por intermédio da Presidência, indicando a natureza do afastamento e a duração estimada". Como não fez tal comunicação, qualquer ação parlamentar do Deputado está incompatível com as regras constitucionais e regimentais que condizem com o exercício do mandato, especialmente porque ele está no exterior. A nossa regulamentação diz que ele poderia exercer o mandato se estivesse em território nacional ou em missão autorizada pela Presidência da Casa. E imagino que V.Exa. não tenha autorizado isso, até porque ele está foragido, condenado, proibido de sair do País, foragido, mas votando a partir de uma falsa, no meu ponto de vista, licença-saúde. A própria Câmara afirma que não houve autorização. Nesse sentido, o ato de votar, naquele momento, constitui exercício irregular do mandato. A utilização, Sr. Presidente, da estrutura e das prerrogativas da Casa, como sistema de votação remota, para exercer o mandato em situação de ilegalidade ou foragido do sistema de Justiça configura um gravíssimo abuso de prerrogativa e um procedimento incompatível com a dignidade do cargo. Nesse sentido, eu pergunto: qual fundamento legal e regimental específico permitiu à Mesa ou à Secretaria-Geral validar o registro de presença e o voto do Deputado? E pergunto, para concluir, Sr. Presidente: quais as providências a Mesa Diretora adotará para avaliar a constitucionalidade e a validade dos atos de votação e a permanência do Deputado foragido no exterior? - 11/11/2025
A Deputada deu as boas-vindas ao Deputado Ricardo Galvão, empossado recentemente e apresentado como referência científica em um período marcado pelo negacionismo. Afirmou que sua trajetória reforçaria a Federação PSOL REDE e contribuiria para o desenvolvimento nacional, ao destacar que não havia progresso possível sem ciência. Também recordou sua atuação crítica durante o Governo Bolsonaro e disse que sua presença no Parlamento fortaleceria o esforço de reconstrução do País.
Palavras-chave oficiais: Saudação,Deputado federal,Federação PSOL REDE,Professor,Ciência,desenvolvimento,Negacionismo,Parlamento
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Quero só dar as boas-vindas ao nosso novo Deputado, o Prof. Ricardo Galvão, um grande cientista, que, em tempos de negacionismo, foi a voz da ciência neste País e que agora vai abrilhantar a nossa bancada da Federação PSOL REDE. Então, é com muita alegria que a nossa federação o recebe. Que bom que vamos ter a voz da ciência, a voz daquilo que é fundamental para o Brasil se desenvolver! Sem ciência não há desenvolvimento para este País. No Governo Bolsonaro, V.Exa. foi a voz denunciando o negacionismo e, sem dúvida, vai se somar à nossa bancada para nos ajudar a reconstruir este País. Bem-vindo, professor. Obrigada. - 11/11/2025
A Deputada afirmou que a cultura era elemento central da identidade nacional e lembrou que expressões artísticas foram invisibilizadas e criminalizadas. Destacou que a aprovação do Projeto de Lei nº 5.660, de 2023, sobre a criação do Dia Nacional do Hip-Hop e da Semana de Valorização da Cultura Hip-Hop, representava um gesto de reparação ao reconhecer a produção das periferias, favelas e do povo preto, cujas letras denunciavam dores e afirmavam saberes construídos no País. Disse ainda que a celebração daria visibilidade a essa manifestação cultural e reforçaria seu papel na formação brasileira.
Palavras-chave oficiais: Hip-hop (cultura),Identidade cultural,Periferia urbana,Produção cultural,Projeto de lei ordinária,criação,Dia Nacional do Hip-Hop,Semana de Valorização da Cultura Hip-Hop
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Serão 30 segundos, na verdade, muito rapidamente. Não existe povo sem a sua cultura. Muitas vezes, determinadas culturas são invisibilizadas, negadas e até criminalizadas. Por isso, instituir o Dia do Hip-Hop, para valorizar essa cultura das quebradas, das periferias, das favelas e do povo preto, que construiu, pedra sobre pedra, este País, é uma reparação. Significa poder dizer que aquelas letras que denunciam a dor do povo preto nas periferias, aquelas letras que valorizam os saberes do povo preto nas periferias expressas no hip-hop também terão um dia para serem celebradas e para a gente poder dizer que esta também é a cultura que constitui este País. Parabéns a esta Casa! Parabéns ao Relator! E parabéns ao Governo, por mandar para esta Casa esta matéria! - 11/11/2025
A Deputada declarou posição favorável ao requerimento de urgência para apreciação do Projeto de Lei nº 5.660, de 2023, que institui o Dia Nacional do Hip-Hop e a Semana de Valorização da Cultura Hip-Hop. Além disso, defendeu a valorização da cultura nacional, afirmando que um povo se reconhece por meio de suas expressões culturais. Também destacou que o hip-hop representa a cultura das periferias brasileiras e deve ser celebrado como parte essencial da identidade do País.
Palavras-chave oficiais: Apoio político,Requerimento de urgência,Projeto de lei ordinária,criação,Dia Nacional do Hip-Hop,Semana de Valorização da Cultura Hip-Hop,Hip-hop (cultura),Periferia urbana,Cultura (artes)
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Eu ia cantar uma música para V.Exa., mas vou poupar seus ouvidos. (Risos.) O SR. PRESIDENTE (Altineu Côrtes. PL - RJ) - Seria uma honra ouvir V.Exa. A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ) - A cultura brasileira tem que ser festejada, celebrada. Um povo é feito da sua cultura. Como pode um povo estar descolado da sua cultura? O hip-hop constitui a cultura das periferias brasileiras. Com todo respeito à opinião de V.Exa., Deputado Fraga, com quem eu dialogo muito, nós somos favoráveis. - 11/11/2025
A Deputada afirmou que o PSOL pretendia discutir o mérito do Projeto de Lei Complementar nº 18, de 2021, que inclui o inciso XIII no art. 3º e altera o inciso VIII do art. 4º, ambos da Lei Complementar nº 141, de 13 de janeiro de 2012, para permitir que os Serviços de Resgate Pré-Hospitalar dos Corpos de Bombeiros Militares de todos os Estados e do Distrito Federal possam perceber emendas individuais destinadas às Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS). Além disso, expressou preocupação com o deslocamento de recursos da área da saúde.
Palavras-chave oficiais: Ordem do Dia do Plenário,Debate,Projeto de lei complementar,Emenda individual,Atendimento pré-hospitalar móvel de salvamento e resgate,Corpo de bombeiros militar,Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF),Autoridade Certificadora,Recursos públicos,Saúde,Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, o PSOL vai discutir aqui no mérito, porque tem uma preocupação com o deslocamento de recursos da saúde, conforme já foi colocado aqui pelo Deputado Rui Falcão. Então, eu queria fazer este registro, de que nós vamos discutir o mérito no momento que for necessário. Obrigada. - 28/10/2025
A Deputada lamentou as pelo menos setenta mortes resultantes da operação policial mais letal da história do Brasil. Ademais, manifestou pesar ao ver o Estado do Rio de Janeiro sitiado e responsabilizou o Governador pelas mortes, inclusive de policiais. Além disso, criticou Parlamentares que culpam o Presidente Lula, lembrando que são os mesmos que se opõem à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 18, de 2025, que altera os art. 21, art. 22, art. 23, art. 24 e art. 144 da Constituição, para dispor sobre competências da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios relativas à segurança pública. Ressaltou ainda que o Governo Federal vem prestando apoio com agentes federais desde 2023. Ao final, defendeu o combate ao crime por meio do rastreamento de recursos e perícia independente, e agradeceu a criação de Comissão Externa para acompanhar a crise no Estado.
Palavras-chave oficiais: Falecimento,Vítima,Operação policial,Governador,Rio de Janeiro (Estado),Oposição política,Presidente da República,Governo federal,Polícia federal,Perícia criminal,rastreamento,recursos,Proposta de Emenda à Constituição,Política de segurança pública,Comissão externa,Crise
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Presidente, se puder agregar ao tempo da Liderança do PSOL o da Bancada Negra, que também chegou a delegação, eu agradeço. Presidente, primeiro quero dizer da minha tristeza de ver o Estado do Rio de Janeiro sitiado, de ver o meu Estado, que é lindo, diverso, que tem uma cultura potente, praias maravilhosas, gente trabalhadora, com o saldo de pelo menos setenta mortos nessa operação desastrosa. Essa é a operação mais letal da história do País. Eu vou repetir: essa é a operação mais letal da história do Brasil, não da história do Estado do Rio de Janeiro. E as três operações mais letais da história do Rio sabe quando ocorreram? Sob o Governo de Cláudio Castro. Eu lamento muito todas as mortes, inclusive as dos servidores públicos policiais. E sabe de quem é a culpa dessas mortes? Do Governador Cláudio Castro. Olhem que delírio! Aqueles que, diante de um cenário de sangue no Rio de Janeiro, de um Rio sitiado, culpam o Presidente Lula são os mesmos que são contra a PEC da Segurança Pública, que é aquela que propõe a integração das polícias, é aquela que propõe um papel do Governo Federal para integrar essas ações. E o crime ou vocês não conhecem o crime? não é reduzido a um Estado só, ele é interestadual. A gente tem que olhar para as fronteiras, tem que haver uma coordenação do Governo Federal, e os senhores são contra. Também mentem quando dizem que o Governo Lula negou ajuda. Hoje, cerca de quarenta, cinquenta agentes federais estão ajudando no policiamento rodoviário a pedido do Governo. E o que o Governador Cláudio Castro pediu no fim de setembro? Pediu que se mantivessem esses agentes. E o que o Governo fez? Manteve esses agentes. Isso foi renovado onze vezes, desde 2023. Parem de mentir! Olhem para o povo do Rio de Janeiro! Olhem para a mãe que perde o filho assassinado, para a esposa do policial! Olhem para a mãe que não consegue levar um idoso para o hospital, porque fecharam os postos de saúde! Olhem para aquela criança que ficou sem aula, porque mais de trinta escolas foram fechadas! A área atingida inicialmente pela operação tem, pelo menos, 280 mil pessoas. Eu peço que a gente tenha responsabilidade, a responsabilidade que, infelizmente, o Governo Cláudio Castro não está tendo. Presidente, o tempo da Bancada Negra sumiu, de repente. Eu tinha juntado os tempos das duas Lideranças. O SR. PRESIDENTE (Hugo Motta. Bloco/REPUBLICANOS - PB) - Deputada Talíria, V.Exa. utilizou o tempo da Bancada Negra hoje pela manhã, na sessão. É uma vez por sema. A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ) - Ah, então, peço só 1 minuto para concluir. Eu agradeço a V.Exa., Presidente. O SR. PRESIDENTE (Hugo Motta. Bloco/REPUBLICANOS - PB) - Darei 1 minuto a V.Exa., pela sua complacência com esta Presidência sempre. A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ) - Eu queria, então, para finalizar, pensar na nossa responsabilidade. Não é tempo de agitação midiática. Nós precisamos enfrentar as organizações criminosas. Isso se faz perseguindo o dinheiro, não se concentrando apenas em ostensividade. Vamos enfrentar o dinheiro que sustenta o crime? Vamos ter coragem de fazer isso? Vamos pensar em perícia independente para que a gente tenha mais elucidação dos homicídios no nosso País? Vamos tratar a segurança pública com seriedade? Vamos cuidar do Rio de Janeiro? Eu termino agradecendo ao Presidente Hugo Motta, que acatou o nosso pedido de instituir uma Comissão Externa para acompanhamento da grave situação do Rio de Janeiro, que exige uma responsabilidade de todos os entes públicos. Eu jamais vou comemorar a morte de setenta pessoas. Não se pode dizer que uma operação é planejada e tem sucesso quando setenta pessoas morrem! A gente tem que defender a vida, e não fazer agitação política com um tema que interessa ao povo brasileiro, que é o tema da segurança pública. Obrigada, Presidente. - 28/10/2025
A Deputada criticou operação policial realizada no Rio de Janeiro, classificada como a terceira mais letal da história do Estado, com pelo menos 20 mortos e dezenas de feridos. Afirmou que o Governador Cláudio Castro não solicitou apoio do Governo Federal e responsabilizou sua Gestão pela repetição de ações que resultaram em alto número de vítimas. Também denunciou a banalização da morte nas favelas e a lógica de confronto que, segundo ela, coloca em risco policiais e moradores, especialmente negros e pobres. Por fim, defendeu políticas de segurança baseadas em investigação, perícia independente e controle de armas, e criticou o avanço de medidas punitivistas.
Palavras-chave oficiais: Rio de Janeiro (Estado),Governador,Operação policial,Tráfico de droga,Contestação,Governo federal,participação,Segurança pública,investigação
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Nesse tempo da Liderança do PSOL e da Bancada Negra, eu queria tratar justamente do que está acontecendo no Rio de Janeiro, Sra. Presidente, algo que nos deixa imensamente tristes. Este é um dia que vai entrar para a história do Rio de Janeiro. Esta é a terceira operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro. Já há, pelo menos, vinte pessoas mortas e dezenas de pessoas feridas. Eu fico triste quando olham para uma operação dessas e tentam fazer guerra política. Tratam um tema tão importante, que é o direito à segurança, o direito a ir e vir, o direito a sobreviver, de forma populista, de forma pejorativa. Não é verdade que o Governador Cláudio Castro pediu a ajuda do Governo Federal. A verdade é que esta é a terceira operação mais letal da história do Rio de Janeiro. As outras duas foram feitas na gestão deste Governador, o Governador Cláudio Castro. Na primeira, realizada em Jacarezinho, houve 28 mortos. Nessa operação, pelo menos dois policiais civis perderam a vida: Marcus Vinícius, de 51 anos; e Rodrigo Veloso, trabalhador, servidor público, de 34 anos. Outras dezoito pessoas morreram, mas eu não posso dizer o nome delas aqui porque o jornal está dizendo que são suspeitas. Todas as pessoas que são mortas pelo Estado brasileiro, por meio da sua força armada, tornam-se suspeitas. E eu conheço muitas mães muitas mães de vítimas do Estado. Seus filhos, crianças, inclusive, depois de assassinados, até com roupa de escola, foram considerados o quê? Suspeitos. Esses policiais que são colocados na ponta, nessa lógica surreal de enxugar sangue que a gente vive há décadas no nosso Estado, perdem a vida e deixam as suas famílias, assim como as pessoas que moram na favela. Essa não é uma guerra para dizer quem tem que morrer ou quem não tem que morrer. Ninguém tem que morrer! É papel de todo poder público garantir o direito sagrado de viver. O Secretário de Segurança disse o seguinte: "Essa é a realidade. Lamentamos as pessoas feridas, mas é uma ação necessária e planejada". Foram 20 mortos! Alguma operação necessária e planejada gera 20 mortos?! O que é isso? Há a naturalização da morte, a banalização da morte, a ideia de que a vida daquele policial não vale, por isso ele pode ser jogado ali na ponta. Há o blindado que atira para a favela, o drone do criminoso jogando bomba, e o policial está ali, um trabalhador jogado para morrer. Para o morador da favela, a mãe que vai levar seu filho, 29 escolas estavam fechadas, cinco postos de saúde estavam fechados. Nós precisamos encerrar essa guerra, encerrar esse modo de achar que se faz segurança pública. O que o Governador Cláudio Castro está fazendo é colocando em risco 280 mil pessoas, o número de pessoas dessa região. Não é possível que cheguemos aqui para fazer luta política enquanto o meu povo do meu Estado está vivendo a dor de perder alguém assassinado ou está com medo de sair para a rua, porque há um domínio armado dos territórios. Mais da metade do território do Rio de Janeiro está dominado por grupos de milicianos, que têm braço no Estado, que mataram Marielle Franco, que têm braço aqui na Câmara de Deputados, parte dominada pelo tráfico. Aliás, a milícia hoje já vende droga no Rio de Janeiro. A milícia empresta blindado da polícia para uma facção invadir a outra. Vamos ficar aqui de brincadeira, vamos ficar aqui criando tipo penal, aumentando pena, numa lógica populista da segurança pública que, na ponta, não reduz os índices de homicídio? Este é o apelo que eu faço, porque é desesperador. Nós tivemos um encontro aqui com mais de cem mães de uma rede só do Rio de Janeiro, mais de cem mães que trouxeram a foto dos seus filhos assassinados. Essas mães relatavam o que foi enterrar um filho. Eu imagino que a esposa, a filha, o filho do policial Marcos Vinícius, do policial Rodrigo Veloso, das 18 pessoas que foram assassinadas e também filhos dessas cem mães são vítimas de uma política pública que não garante segurança pública para ninguém. Estamos enxugando sangue, apostando unicamente na lógica do confronto. A lógica do confronto não é uma lógica que está dando resultados. Se você olhar para o sistema prisional brasileiro, percebe que 40% dos presos são provisórios. Há uma baixa elucidação de crimes, porque, por exemplo, não há um Judiciário empenhado. As perícias independentes não existem. Você tem gente mexendo na cena do crime e não consegue ali na ponta responsabilizar o agressor. Você não tem uma política efetiva de câmeras nos agentes de segurança pública para garantir que, de fato, o bom agente seja cuidado, preservado, e que o mau agente público pago pelo Estado seja também responsabilizado. A maior parte dos filhos dessas mulheres não estava envolvida com o crime. Mesmo para quem estivesse, não há pena de morte no Brasil, minha gente! Quem é criminoso tem que ser preso. Isso é o que a lei diz. Hoje a lógica é esta: "Vamos abater o inimigo". E onde está o inimigo? Na favela! Qual é a cor desse inimigo? Preto! Há um banho de sangue, em que morre policial, morre gente da favela. A gente precisa ter medidas efetivas. O Governo Federal está avançando com a PEC da Segurança Pública para garantir que tenha um papel efetivo nessa engrenagem. Nós deveríamos avançar para ter uma perícia independente, para garantir a elucidação dos crimes. Nós deveríamos perseguir o que é mais importante: o dinheiro. Aposta-se no confronto no território da favela e não se perseguem as fronteiras, os portos, os aeroportos, para conter a circulação de armas. Não se persegue o dinheiro, porque o dinheiro que o tráfico de drogas movimenta e que a milícia movimenta não está na favela, não está em Costa Barros, não está na Penha, não está no Alemão. Não está no território onde centenas ou milhares de pessoas 280 mil pessoas! ficaram sem aula, sem conseguir ir a um atendimento de saúde. E podem morrer por isso, porque às vezes estavam aguardando aquele exame que demorou meses para ser marcado no SUS. O direito à cidade vou terminar com isto passa pelo direito à segurança pública. Infelizmente, o que temos feito aqui peço só mais 30 segundos para concluir, Presidente é olhar para essa agenda, que talvez seja uma das mais importantes para a democracia brasileira, e tratar dela com desprezo, com descaso, numa lógica agitativa, que divide o servidor público policial e o povo. E não estamos dando soluções concretas para o povo, que tem direito à segurança, para quem mora na favela, que tem direito a viver. Há uma lógica racista, violenta, ineficaz e incompetente, que é expressa pelo Governador Cláudio Castro e, infelizmente, é o modelo de segurança pública do Rio de Janeiro. Que a gente tenha responsabilidade! Isso não é uma questão da esquerda. Que nós tenhamos responsabilidade de adotar medidas efetivas e muitas mencionei aqui para mudar essa realidade que coloca o povo do Rio de Janeiro sujeito a tanta violência armada. Obrigada, Presidente. - 28/10/2025
A Deputada afirmou ser integrante da Comissão Especial Sobre Violência Obstétrica e Morte Materna e declarou não ter sido informada sobre a reunião com o Presidente Hugo Motta, apesar de reconhecer sua importância. Ressaltou que também possui projeto sobre violência obstétrica e demonstrou interesse em ver todas as proposições debatidas e votadas. Recordou que as deliberações da Comissão Especial ocorreram há dois anos, em outubro de 2023, e criticou o uso desse encontro como justificativa para adiar a pauta atual. Defendeu que a bancada feminina mantenha o compromisso consensual firmado entre partidos, do PL ao PSOL, e reiterou o pedido para que o último projeto da Comissão e o da pauta acordada sejam votados.
Palavras-chave oficiais: Ordem do Dia do Plenário,Pauta (processo legislativo),consensualidade,Bancada Feminina,Mulher,Projeto de lei ordinária,proibição,Episiotomia,Violência obstétrica,Indígena,Comissão especial
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Desejo esclarecer. Eu sou membro dessa Comissão. Que bom que houve essa reunião da Comissão como o Presidente Hugo Motta. Eu não fui informada como membro, mas que bom! Inclusive há projeto meu nessa Comissão. Eu tenho projeto sobre violência obstétrica. Todas trabalhamos pelo que foi deliberado nessa Comissão, cuja reunião foi há 2 anos, em 4 de outubro de 2023, é bom lembrar. Eu quero me dedicar junto com V.Exa. para que esses projetos sejam votados, inclusive o meu. Eu tenho total interesse nisso. Mas acho inadmissível que esse argumento de uma reunião, de um acordo com o Presidente Hugo Motta, sobre o qual nem sequer os membros da Comissão sabem eu acho ótimo, mas não fomos informadas , inviabilize uma pauta que foi deliberada consensualmente, do PL ao PSOL, nas reuniões de assessoria que temos sempre na Bancada Feminina, aprovada no Colégio de Líderes. Então, insisto que nos esforcemos para votar os projetos da Comissão e que votemos imediatamente o projeto deliberado na nossa reunião. - 28/10/2025
A Deputada afirmou que os projetos em votação foram definidos de forma consensual pela bancada feminina, com participação de todos os partidos, e não apresentavam contradições. Relatou que participou de Comissão Especial onde também se discutiu a inclusão de outras propostas sobre violência obstétrica, mas defendeu que não seria justo retirar da pauta matérias previamente acordadas. Ressaltou que o compromisso coletivo resultou de diálogo entre a bancada e o Colégio de Líderes e expressou a expectativa de que as duas proposições consensuais, consideradas relevantes para as mulheres brasileiras, fossem votadas o quanto antes.
Palavras-chave oficiais: Ordem do Dia do Plenário,Pauta (processo legislativo),consensualidade,Bancada Feminina,Mulher,Projeto de lei ordinária,proibição,Episiotomia,Violência obstétrica,Indígena,Comissão especial
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Ótimo. Eu acho que não têm que ser retirados, mas eu reforço que esses itens que estamos votando hoje foram acordados na Bancada Feminina com todos os partidos, e não há nenhuma contradição. Eu participei da Comissão a qual se refere a Deputada Soraya, e lá nós trabalhamos para os outros projetos entrarem em pauta, mas não vamos tirar e deixar de votar o que foi combinado, consensualmente, porque, senão, combinamos um negócio, trabalhamos para uma pauta consensual, trabalhamos para essa pauta no Colégio de Líderes, e, em meio a se ter discordância no mérito, tira-se de pauta. Então, que bom que não se tirou de pauta, e eu espero que votemos, o mais breve possível, essas duas matérias consensuais acordadas com todos os partidos, que são tão importantes para as mulheres brasileiras. - 28/10/2025
A Deputada perguntou se haviam sido retirados de pauta os Projetos de Lei nº 1.527, de 2025, que dispõe sobre normas e diretrizes para a prevenção e o combate à violência obstétrica contra mulheres indígenas, visando garantir o respeito às particularidades culturais e à integridade física e psicológica durante o período gravídico, no parto e no pós-parto; e nº 2.768, de 2025, que dispõe sobre a proibição da prática rotineira de episiotomia na assistência ao parto normal por profissional de saúde legalmente habilitado no âmbito das instituições de saúde públicas e privadas. Ademais, defendeu a continuidade das negociações para que as referidas proposições sejam votadas.
Palavras-chave oficiais: Retirada de proposição,Pauta (processo legislativo),Projeto de lei ordinária,Violência obstétrica,Mulher,Indígena,proibição,Episiotomia,Parto normal,Profissional de saúde,Diálogo político,Votação
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. Quero pedir um esclarecimento. A nossa Assessoria foi informada de que foram retirados de pauta o Projeto de Lei nº 1.527, de 2025, e o Projeto de Lei nº 2.768, de 2025. Pergunto se isso procede ou se ainda está sendo conversado. A SRA. PRESIDENTE (Jack Rocha. Bloco/PT - ES) - Acredito que nós estamos conversando sobre isso, Deputada Talíria. A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ) - Ótimo! A SRA. PRESIDENTE (Jack Rocha. Bloco/PT - ES) - Eu gostaria de responder na sequência, antes de passarmos ao próximo projeto. Há mais algum questionamento? A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ) - Não. É só isso. Se estamos conversando, seguimos com o diálogo em plenário. Então, os projetos ainda não foram retirados de pauta. Vamos seguir com o diálogo. Eu sei que foram apresentadas resistências a esses projetos, embora a inclusão tenha sido decidida consensualmente, por todos os partidos, na Bancada Feminina, e tenha sido aprovada no Colégio de Líderes. Eu fiquei um pouco surpresa quando disseram que haviam sido retirados, apesar de saber que uma Deputada havia demonstrado resistência a eles. Se não foram retirados, ótimo! A gente vai seguir com as conversas aqui. Não quero nem avançar no diálogo público. Vamos seguir com os acordos, com a negociação, para tentar votá-los. Obrigada, Presidenta. - 28/10/2025
A Deputada orientou a bancada na votação da Subemenda Substitutiva oferecida ao Projeto de Lei nº 265, de 2020, que altera a Lei 11.664, de 2008, que dispõe sobre a efetivação de ações de saúde que assegurem a prevenção, a detecção, o tratamento e o seguimento dos cânceres do colo uterino e de mama, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, para assegurar a realização de exames de detecção de mutação genética.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Subemenda substitutiva,Projeto de lei ordinária,Federação PSOL REDE,Voto favorável
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - A nossa federação orienta "sim", Presidenta. O que estamos aprovando é o uso da tecnologia para garantir cuidado às mulheres no SUS, a partir do fortalecimento da prevenção. No momento em que a gente pode identificar pelo SUS, pelo nosso SUS, tão valorizado pelo nosso Governo e tão abandonado pelo Governo anterior, se a mulher tem probabilidade de ter câncer de mama ou câncer de colo do útero, a gente consegue cuidar dessa mulher antes que a doença chegue, a gente consegue antecipar esse cuidado. Isso promove economias ao SUS é um debate econômico , mas, acima de tudo, promove cuidado com essas mulheres e redução da mortalidade. Parabéns à autora, à Relatora e a esta Casa por avançar nesta matéria muito importante! - 27/10/2025
A Deputada orientou a bancada na votação do requerimento de urgência ao Projeto de Lei nº 499, de 2025, que altera a Lei nº 11.664, de 2008, para assegurar às mulheres a partir dos 40 (quarenta) anos de idade o direito à realização anual do exame de mamografia para o rastreamento do câncer de mama. Na oportunidade, lembrou que o atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) está em sintonia com essa garantia às mulheres, defendendo a política de saúde pública do Governo Federal.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de urgência,Projeto de lei ordinária,Federação PSOL REDE,Voto favorável,Sistema Único de Saúde (SUS),Política de saúde,Governo federal
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Nossa federação orienta "sim", nossa Presidenta e nossa Coordenadora da Bancada Feminina. É fundamental garantir prevenção ao câncer de mama para a mulher a partir dos 40 anos de idade. Eu, como mulher de 40 anos, sei da importância de cuidarmos da nossa saúde. É importante a economia do poder público no SUS, mas também é importante a garantia do direito à saúde dessa mulher que pode ter um diagnóstico precoce. Lembro que o Governo Lula já havia dado orientação para que o SUS atendesse mulheres de 40 anos. Agora estamos transformando isso em lei. Há Governos que tratam a saúde como lixo, que deixaram 700 mil pessoas mortas na maior crise sanitária que a gente vivenciou, porque fez com que a vacina demorasse a chegar; e há Governos que cuidam do povo, que cuidam do SUS, que cuidam da saúde pública, que cuidam da saúde da mulher. Eu estou do lado certo da história. - 27/10/2025
A Deputada orientou a bancada na votação do requerimento de urgência ao Projeto de Lei nº 2.768, de 2025, que dispõe sobre a proibição da prática rotineira de episiotomia na assistência ao parto normal por profissional de saúde legalmente habilitado no âmbito das instituições de saúde públicas e privadas. Na oportunidade, defendeu que a violência obstétrica seja tratada de forma específica, e não diluída em outros tipos de violência contra a mulher. Citou práticas abusivas, como a episiotomia feita sem consentimento, que causa riscos e dor desnecessária. Além disso, destacou que o Brasil tem altas taxas de cesáreas e defendeu o parto humanizado e respeitoso, seja natural ou cirúrgico. Por fim, pediu um debate baseado na ciência e na liberdade de escolha das mulheres.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de urgência,Projeto de lei ordinária,Federação PSOL REDE,Violência obstétrica,Parto
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sra. Presidente, é verdade o que a Deputada Soraya Santos traz aqui: nós temos que combater todo tipo de violência contra as mulheres, desde a gestação falta de acesso a exames de pré-natal, falta de informação até as violências pós-parto. Mas também temos que enfrentar uma violência específica, a violência durante o parto. E a violência durante o parto tem nome: violência obstétrica. Não dá para diluir a violência obstétrica entre outras violências. Trata-se de uma violência específica, assim como o feminicídio e a violência psicológica. Quando falamos sobre episiotomia, a OMS deixa bem explícito que ela é indicada em casos muito específicos, não como rotina. E o que acontece, em geral, é que vai lá um profissional de saúde e corta a vagina da mulher, sem necessidade. Eu falo como alguém que pariu duas vezes e teve o corte natural dos meus partos, que foram dois partos naturais. E eu me recuperei muito tranquilamente. Mas há profissionais que cortam a vagina da mulher sem necessidade, sem consentimento, sem informação, gerando riscos de hemorragia e de uma recuperação difícil. A mulher terá que cuidar do bebê sofrendo com cortes desnecessários na vagina. Pelo amor de Deus, parir é algo natural! Eu peço 30 segundos para concluir, Presidente, porque concordo que nós temos que garantir que a mulher decida. Eu entendo que a mulher decide sobre o seu próprio corpo, mas é preciso também dizer que mulheres sabem parir, que bebês sabem nascer e que o Brasil tem altas taxas de cesárea. Nós precisamos incentivar partos respeitosos, seja cesárea, seja parto natural. O natural é parir naturalmente. A cesárea é criada como uma intervenção caso haja uma necessidade, como a de salvar a vida. Temos que conversar com calma, tranquilamente, mas temos que entender de fato o que a ciência nos informa. - 27/10/2025
A Deputada orientou a bancada na votação do requerimento de urgência ao Projeto de Lei nº 1.527, de 2025, que dispõe sobre normas e diretrizes para a prevenção e o combate à violência obstétrica contra mulheres indígenas, visando garantir o respeito às particularidades culturais e à integridade física e psicológica durante o período gravídico, durante o parto e no pós-parto. Na oportunidade, abordou a situação da mortalidade materna e da violência obstétrica no Brasil, destacando que esses problemas afetam de forma desproporcional mulheres negras e indígenas. Relatou ter vivido duas experiências de parto respeitosas, mas ressaltou que essa não é a realidade da maioria das brasileiras. Defendeu a importância de políticas específicas para garantir o direito das mulheres indígenas a um parto humanizado e seguro, com respeito cultural e cuidados adequados.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de urgência,Projeto de lei ordinária,Federação PSOL REDE,Voto favorável,Mortalidade materna,Violência obstétrica,Mulher,População negra,População indígena
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidenta, a mortalidade materna e a violência obstétrica são um drama em nosso País. Eu sou mãe de duas crianças e tive o privilégio de ter dois partos muito respeitosos, mas essa não é a realidade da maioria das mulheres brasileiras, em especial das mulheres negras e indígenas. Se você destrincha a taxa de mortalidade materna, vê que o impacto em mulheres negras e indígenas é muito maior. Então, é fundamental que haja um projeto que olhe especificamente para o direito das mulheres indígenas de parir, de parir com respeito, de ter acesso a um parto humanizado, porque isso tem um impacto muito grande no resto da vida do bebê que vai nascer. Os meus dois partos foram os momentos mais lindos da minha vida, porque eu pude parir de forma respeitosa, sendo cuidada, sendo respeitada. E é fundamental que a gente garanta isso ao conjunto das mulheres. Eu entendo o que a Deputada Soraya traz. Inclusive participei do grupo de trabalho que tratava dessa regulamentação, mas uma coisa não impede a outra. Vamos avançar nessa matéria e trabalhar muito para que os projetos que estão colocados como consequência do grupo de trabalho sobre violência obstétrica também avancem. Parabenizo a Deputada Célia Xakriabá, da nossa bancada, e a Deputada Dandara, Relatora, por essa importante matéria. - 27/10/2025
A Deputada destacou que o Estado do Rio de Janeiro vive uma encruzilhada política e social, com altos índices de desigualdade, violência e desemprego. Criticou o Prefeito Eduardo Paes por propor uma frente ampla contra o bolsonarismo enquanto se aliava ao PL e a Silas Malafaia, investigado no inquérito do golpe. Por fim, defendeu a união da esquerda em torno de um projeto democrático e popular que priorizasse o povo trabalhador, as mulheres e as periferias, para reconstruir o Rio de Janeiro e transformá-lo em um Estado comprometido com a democracia e os direitos sociais.
Palavras-chave oficiais: Crítica,Aliança política,Esquerda política,Periferia urbana,Rio de Janeiro (Estado),prioridade,Prefeito,Defesa,Pré-candidato a cargo eletivo,Política social,Trabalhador Rio de Janeiro (Estado),Crise política,Prefeito,Pré-candidato a cargo eletivo,Aliança política,Crítica,Esquerda política,Trabalhador,Periferia urbana,prioridade,Defesa
Ler a transcrição oficial
A SRA. TALÍRIA PETRONE (Bloco/PSOL - RJ. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidenta. Boa noite, colegas. Eu peço licença hoje, que é um dia mais tranquilo, para falar do meu Rio de Janeiro, Deputado Chico Alencar. O meu Rio de Janeiro tem tudo a ver com o que acontece no Brasil. O Rio vive uma encruzilhada. Nós vamos ter que tomar uma decisão: para onde levar o Estado do Rio de Janeiro. Seria a mesma decisão correta que foi tomada nacionalmente, quando, pela primeira vez, no banco dos réus, sentaram-se um ex-Presidente da República militar e homens fardados que tentaram dar um golpe de Estado no nosso País, e foram não só julgados, como também foram condenados por um tribunal civil. Isso é histórico para a democracia brasileira. Da mesma maneira, nós temos a responsabilidade de olhar para o Rio de Janeiro, esse Estado lindo, com belas praias, com uma cultura pulsante, com uma gente trabalhadora, mas que é um Estado tão desigual, com tanta violência, com índices de desemprego altíssimos; um Estado com crimes ambientais em curso, como em Volta Redonda, na CSN; um Estado que tem um Governador que está roubando o dinheiro dos velhinhos agora, a aposentadoria dos pensionistas para pagar bilhões de dívidas do Estado porque não quer aderir ao Propag; um Estado que entregou a água ao setor privado. Nesse Estado nasceu o bolsonarismo, que governa o Estado do Rio há tanto tempo, mas no berço do bolsonarismo existe uma Esquerda pulsante, no berço do bolsonarismo existe um povo que quer democracia. Não é possível... Há uma coisa curiosa acontecendo. O candidato ao Governo do Estado, o Prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse que precisamos de uma frente ampla para derrotar o bolsonarismo. E o que ele faz? Alia-se ao bolsonarismo, abraça-se ao PL, abraça-se a ninguém menos do que a Silas Malafaia, que está arrolado no inquérito do golpe. Vejam que contradição: propõe uma frente ampla para derrotar o bolsonarismo, mas abraça os afogados do bolsonarismo. Eis o apelo que eu faço neste 1 minuto que me resta o Deputado Lindbergh estava aqui, o Deputado Chico Alencar está ali: nós precisamos tirar o Estado do Rio de Janeiro do buraco. E fazemos isso nos agarrando verdadeiramente à democracia, às liberdades democráticas, sim, à unidade, se possível numa frente ampla. Mas não há frente ampla de defesa da democracia possível aliando-se ao bolsonarismo, aliando-se ao PL que defende golpe aqui e em todo canto do nosso País. Que a Esquerda se una, seja com partido A ou B, mas que tenha coragem de se unir para entregar ao povo do Rio de Janeiro de gente maravilhosa, onde eu amo viver, onde eu nasci e crio meus filhos de fato um governo que esteja ao lado do povo trabalhador, das mulheres, da favela, das periferias. Francamente, é o nosso campo político que tem a possibilidade de entregar esse governo de que o Rio precisa, que vai ter e vai se tornar o Rio do povo. Obrigada, Presidente.
Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 11/12/2019 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.