
Nome civil: Reginete Souza Bispo · 63 anos
Bananômetro
75/100
Trabalha bem, com espaço para melhorar.
Nota maior que a de 43% dos deputados · média do partido: 80
Por que essa nota?
- Presença em sessõespeso 40% · 98%
Aparece para trabalhar?
- Participação em votaçõespeso 35% · 80%
Vota quando precisa? (votações com registro de nome)
- Iniciativas que avançarampeso 15% · 0%
Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)
- Atividade na tribunapeso 10% · 73%
discursos na tribuna (percentil)
A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?
Personalizar pesosComo vota · Mandato atual (2023–2027)
Vota com o governo 97%das 371 votações em que o líder do Governo pediu Sim ou Não e ela votou
Vota com o próprio partido 98%das 452 votações em que o partido (ou a federação) pediu Sim ou Não e ela votou
Redes oficiais de Reginete Bispo
Fora de exercício: o gabinete não atende mais. Restam as redes informadas à Câmara.
Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.
Números de Mandato atual (2023–2027)
Presença nas sessões
98%
Esteve em 194 de 197 sessões
Votou nas votações
80%
Registrou voto em 460 de 573 votações nominais
Iniciativas que viraram lei
0
de 5 projetos apresentados (0%)
Alinhamento com o governo
97%
Em 371 votações em que o Governo orientou
A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.
65 discursos na tribuna e 3 entregues por escrito (não contam no Bananômetro) · de 03/02/2023 a 10/12/2024.
- 27/03/2023Breves Comunicações
Transcurso do 251º aniversário de fundação do Município de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul. Votos de pronta recuperação da saúde ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Saudações aos moradores da Vila Kédi pelo recebimento do certificado de comunidade remanescente de quilombo.
Palavras-chave oficiais: Porto Alegre (RS),Aniversário de fundação,População quilombola,Bairro,Congratulação,Titulação,Defesa Presidente da República,Tratamento de saúde,restabelecimento
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A SRA. REGINETE BISPO (Bloco/PT - RS. Sem revisão da oradora.) - Boa tarde, Presidente. Boa tarde, colegas, companheiros, companheiras. Subo à tribuna aqui para saudar a minha cidade, Porto Alegre, que ontem completou 251 anos e que tem um histórico de diversidade, de participação dos diferentes povos, diferentes grupos étnico-raciais. Também venho desejar melhoras ao Presidente Lula, que está acamado, e dizer que ele se recupere rápido. O Brasil precisa dele, então não pode ficar adoecido. Nós estamos enviando boas energias para o Presidente. E quero também falar para o povo de Porto Alegre e saudar a comunidade de Vila Kédi, que, no último dia 20, finalmente recebeu a sua certificação de comunidade remanescente de quilombo. Agora vai poder efetivamente garantir o seu território, a sua permanência num bairro que historicamente vem expulsando os mais pobres, vem expulsando a população negra daquele território. Parabéns ao Quilombo da Vila Kédi! Agora nós vamos trabalhar para que a titulação saia o mais rápido possível, porque sabemos que titular os territórios quilombolas é um compromisso do Presidente Lula e do seu Governo. Por isso nós estamos cheios de esperança. Quero tranquilizar as comunidades quilombolas do Brasil, mas especialmente as do meu Estado e da minha cidade. Nós vamos trabalhar efetivamente para que a titulação aconteça. Parabéns a Porto Alegre! Viva essa Capital que, na sua pluralidade, na sua diversidade, hoje tem 12 comunidades remanescentes de quilombo e 3 comunidades indígenas. É uma Capital que tem muita luta, muita resistência e muita participação popular, e nós queremos que Porto Alegre continue assim. Um grande abraço a todos os porto-alegrenses, na verdade, aos gaúchos, porque Porto Alegre é a Capital de todos os gaúchos. Presidente, por favor, gostaria que este pronunciamento fosse divulgado pelos meios de comunicação. - 16/03/2023Breves Comunicações
Participação em seminário de debate do trabalho escravo, realizado no Município de Caxias do Sul, Estado do Rio Grande do Sul. Apresentação do Projeto de Lei nº 1.102, de 2023, sobre a expropriação de propriedades rurais/urbanas, denunciadas por prática de trabalho em condições análogas à escravidão.
Palavras-chave oficiais: Caxias do Sul (RS),Seminário,Empresa,Trabalho,Redução a condição análoga à de escravo,Trabalho escravo Projeto de lei ordinária,Desapropriação,Propriedade rural,Trabalho,Redução a condição análoga à de escravo,Trabalho escravo Câmara dos Deputados,direitos,Trabalhador,Trabalhador rural,Tráfico de pessoas,atuação
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A SRA. REGINETE BISPO (Bloco/PT - RS. Sem revisão da oradora.) - Bom dia, senhoras e senhores. Bom dia, quem nos acompanha pelas redes. No último dia 10, sexta-feira passada, em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, participei de um importante seminário chamado pelas centrais sindicais e movimentos sociais para tratar da utilização massiva do trabalho por setores econômicos do Rio Grande do Sul e do restante do Brasil e tratar da mão de obra escrava. Como os senhores e as senhoras têm acompanhado pelos meios de comunicação, o Rio Grande do Sul tem, tristemente, figurado na imprensa como um Estado onde se têm resgatado centenas de trabalhadores escravizados. Quero manifestar o nosso repúdio a essa prática hedionda da escravização de seres humanos, que ainda permanece presente no nosso País. Depois de quase 4 séculos de escravização e utilização de mão de obra escrava de homens, mulheres e crianças negras, essa prática ainda persiste. Mas o que mais choca, Presidente, é que hoje essa prática se dá por setores econômicos estruturados, por empresas nacionais e transnacionais. Por isso, eu protocolei nesta Casa o PL 1.102/23, que regulamenta o art. 243 da Constituição para responsabilizar toda cadeia produtiva que utilizar mão de obra escrava. Nesse sentido, nós o encaminhamos para que, através da Justiça do Trabalho, sejam expropriados todos os bens móveis e imóveis das empresas que utilizam essa prática hedionda de escravização de seres humanos. Quero dizer que basta de racismo! Basta de desumanização da força do trabalho! Nós sabemos, Presidente, que a desregulamentação da legislação trabalhista vem agravando essa situação. Por isso, esta Casa também precisa se debruçar sobre propostas para recuperar os direitos legais dos trabalhadores e das trabalhadoras do nosso País, especialmente dos trabalhadores e das trabalhadoras do campo, que hoje estão sendo tristemente vitimados por uma organização criminosa, articulada com diversos setores da economia, que trafica seres humanos de um Estado para o outro, de um país para outro, para explorar a mão de obra a troco de nada. Vamos lutar para reverter essa situação dos trabalhadores. E reafirmamos que esse PL 1.102/23 é fundamental para a garantia dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras escravizados no nosso País. Presidente, gostaria que esta fala fosse incluída nos meios de comunicação desta Casa. Obrigada. O SR. PRESIDENTE (Marcelo Crivella. Bloco/REPUBLICANOS - RJ) - Nós que agradecemos. Peço a V.Exa. que leve um abraço ao Senador Paulo Paim, bravo companheiro do Rio Grande do Sul. A SRA. REGINETE BISPO (Bloco/PT - RS) - Ele fez aniversário ontem, Presidente. O SR. PRESIDENTE (Marcelo Crivella. Bloco/REPUBLICANOS - RJ) - Eu soube do aniversário do bravo Senador. A SRA. REGINETE BISPO (Bloco/PT - RS) - Deixo aqui um grande abraço para o nosso Senador Paulo Paim. - 14/03/2023
Transcurso dos 5 anos do assassinato da Vereadora Marielle Franco e do seu motorista, Anderson Pedro Gomes, no Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro. Necessidade de elucidação do crime. Instituição do Dia Nacional Marielle Franco de Enfrentamento da Violência Política de Gênero e Raça. Defesa de criação da CPI das joias ilegais.
Palavras-chave oficiais: Vereadora,Motorista,Rio de Janeiro (RJ),Homicídio,Aniversário de morte,Projeto de lei ordinária,Dia Nacional,Violência política de gênero Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI),Joia,Arábia Saudita,Ex-presidente da República,Partido Liberal (PL),entrada irregular,Refinaria,Propina
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A SRA. REGINETE BISPO (Bloco/PT - RS. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sras. e Srs. Deputados, subo a esta tribuna para lembrar hoje, dia 14 de março, os 5 anos do assassinato de Marielle Franco, mulher, negra, de periferia, do Movimento de Mulheres Negras e Vereadora do Rio de Janeiro. Marielle Franco, em muitas de suas falas, dizia o seguinte: "Que nós possamos viver com respeito a todas, cada uma com seu corpo, cada uma à sua maneira, cada uma na sua forma de resistência diária". Marielle Franco era uma defensora dos direitos humanos e foi brutalmente assassinada, junto com Anderson Gomes. Ocorre que até hoje esse crime não foi desvendado. O dia 14 de março, 5 anos após o assassinato de Marielle Franco, a partir de hoje, por determinação do Governo Lula, passa a ser o Dia Nacional Marielle Franco de Enfrentamento da Violência Política de Gênero e Raça, porque, infelizmente, neste País ainda não se respeita a participação política das mulheres e dos negros. Portanto, em referência a Marielle Franco e a Anderson Gomes, em respeito à sua luta, nós ainda nos perguntamos: quem mandou matar Marielle Franco? Trata-se de um crime, meus colegas, que precisa ser desvendado, assim como nós precisamos saber por que o Governo Bolsonaro recebeu mais de 16 milhões em propina, em joias. Nós queremos saber o que isso tem a ver com a PETROBRAS e com a entrega da refinaria por menos da metade do preço. Então, esses são crimes de lesa-humanidade, crimes que afrontam a democracia e que precisam ser investigados. Por isso, viva Marielle Franco! Viva a luta de Marielle Franco! E viva a CPI das joias! Nós vamos trabalhar para que ela seja efetivamente implementada. - 09/03/2023Breves Comunicações
Aplausos ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à Ministra das Mulheres, Aparecida Gonçalves, pelo lançamento de conjunto de políticas públicas em benefício da classe feminina. Importância de combate à violência de gênero e à desigualdade salarial entre homens e mulheres.
Palavras-chave oficiais: Mulher,Dia Internacional da Mulher,Casas da Mulher Brasileira,Política pública,Violência de gênero,Violência política contra a mulher,Violência política de gênero,Vereadora,Homenagem póstuma,Partido dos Trabalhadores (PT),Governo federal
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A SRA. REGINETE BISPO (Bloco/PT - RS. Sem revisão da oradora.) - Sra. Presidente, Sras. e Srs. Deputados presentes, senhoras e senhores que nos acompanham pelas redes sociais, venho à tribuna registrar um conjunto de ações do Governo. Quero parabenizar o Presidente Lula e a Ministra Cida Gonçalves pelo conjunto de políticas públicas anunciadas ontem em referência ao Dia Internacional da Mulher. Destaco aqui algumas ações de profunda relevância para o enfrentamento da violência de gênero. A primeira é a equidade salarial. O Governo está trabalhando um plano de ação para romper com o ciclo de desigualdade salarial, em que nós sabemos que as mulheres, especialmente as negras, são profundamente atingidas. Outra ação é o combate à violência de gênero. Fazendo referência ao que aconteceu ontem, aqui, nesta tribuna, em relação ao Deputado Nikolas, quero dizer que nós mulheres não precisamos ser caricaturadas neste plenário, porque falamos por nós mesmas. A caricatura que foi feita, ontem, aqui, é uma violência de gênero, uma violência de gênero praticada no dia 8 de março, o dia internacional de luta contra a discriminação às mulheres. O Governo anunciou que 14 de março será o dia de enfrentamento à violência de gênero na política, em homenagem à Vereadora Marielle Franco, que foi assassinada em 14 de março de 2018. Então, o nosso Governo, o Governo do Presidente Lula, junto com a Ministra Cida, tem dado passos largos no sentido de promover a igualdade de gênero em vários setores, tanto para as mulheres da cidade como para as do meio rural, porque anunciou a liberação de 50 milhões de reais para a assistência técnica rural voltada às mulheres do campo. Anunciou também a implantação de 40 unidades da Casa da Mulher Brasileira e a doação de 270 viaturas para as Patrulhas Maria da Penha, com um investimento de 372 milhões de reais. Esses são passos largos em defesa dos direitos das mulheres. E nós mulheres deste Parlamento devemos caminhar juntas, fazer o enfrentamento e incentivar essas medidas para que sejam exitosas nos Municípios, porque serão os Municípios que irão implementá-las. Então, é importante que os Prefeitos e as Prefeitas acolham e implementem esse conjunto de medidas. - 02/03/2023Breves Comunicações
Fracasso de medidas de proteção às mulheres ameaçadas de morte no País. Assassinato da Sra. Kelly Lidiane Moreira pelo seu ex-companheiro. Escalada do crime de feminicídio no Estado do Rio Grande do Sul. Apelo à Casa por apreciação de proposições relacionadas aos direitos das mulheres.
Palavras-chave oficiais: Dia Internacional da Mulher,Feminicídio,Negros,Governador,Rio Grande do Sul,Política pública,Câmara dos Deputados,Proposição legislativa,apreciação
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A SRA. REGINETE BISPO (Bloco/PT - RS. Sem revisão da oradora.) - Sra. Presidenta Benedita da Silva, meus colegas, todos os que nos acompanham pelas redes de comunicação, ontem iniciamos o mês de março, um mês de luta pelos direitos das mulheres, e tivemos esta Casa ocupada por dezenas de movimentos de mulheres estabelecendo o diálogo com os Parlamentares, com as Parlamentares. Estamos, também, às vésperas de completar 9 anos da lei que pune os feminicidas, da Lei do Feminicídio. E, infelizmente, nós temos observado que a vida das mulheres tem sido ceifada e pouco se tem feito para evitar isso. E o que mais assusta é que boa parte dessas mulheres que são assassinadas pelo simples fato de serem mulheres já haviam buscado a Justiça, já haviam pedido medidas protetivas, e o Estado falhou com essas mulheres. Eu quero aqui fazer referência à gaúcha Kelly Lidiane Moreira, que foi assassinada brutalmente assassinada pelo ex-companheiro quando saía da delegacia de polícia, após denunciar a violência doméstica que ela sofria. Entretanto, a polícia liberou esse homem, que imediatamente cometeu o feminicídio contra a Kelly. Eu quero dizer que, no Rio Grande do Sul, em 2022, tivemos 122 feminicídios, um aumento brutal, sem que houvesse nenhuma política pública voltada ao atendimento a essas mulheres. E nós sabemos que a maioria das mulheres que são assassinadas neste País são mulheres negras, pobres, trabalhadoras, que têm dificuldade de acessar a Justiça. Por isso, nós queremos que neste 8 de Março, neste mês de março, as políticas públicas voltadas para as mulheres, especialmente para as mulheres negras, estejam no centro desse debate e que o Governo do Estado do Rio Grande do Sul adote uma política mais ofensiva no sentido de proteger as mulheres, capacitando as polícias, sobretudo aqueles que acolhem as mulheres quando vão fazer a sua denúncia, promovendo esse debate nas escolas, para que as meninas e os meninos, desde cedo, aprendam a respeitar as mulheres e a reivindicar os seus direitos. Por isso, senhores e senhoras, nós pedimos que todos os projetos que forem apresentados aqui nesta Casa sobre o tema sejam tratados com muita atenção, com muito cuidado, sobretudo no que diz respeito às mulheres às mulheres negras. Deputada, peço que o meu comunicado seja divulgado no programa A Voz do Brasil. - 28/02/2023Breves Comunicações
Adoção, pelo Governo Luiz Inácio Lula da Silva, de medidas emergenciais em prol dos atingidos pela estiagem prolongada no Estado do Rio Grande do Sul. Congratulações ao Presidente da República pelos investimentos realizados no setor agropecuário, especialmente na agricultura familiar. Resgate de trabalhadores em situação análoga à escravidão em vinícolas gaúchas. Exigência ao Ministério do Trabalho e Emprego, pelo Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado do Rio Grande do Sul, de ajuizamento de ação civil pública contra empresas denunciadas por exploração de mão de obra análoga à escravidão.
Palavras-chave oficiais: Seca,Rio Grande do Sul,Agricultura familiar Rio Grande do Sul,Vinicultura,Negros,Trabalho escravo,Bento Gonçalves (RS),Denúncia,Redução a condição análoga à de escravo
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A SRA. REGINETE BISPO (Bloco/PT - RS. Sem revisão da oradora.) - Boa tarde, Sras. e Srs. Deputados. Eu venho a esta tribuna mais uma vez para falar um pouco da situação que vive o Rio Grande do Sul em função da seca, da estiagem, mas também quero parabenizar o Presidente Lula pelas medidas emergenciais que tomou para enfrentar a seca, a estiagem no nosso Estado. Sabemos que o projeto, além de liberar 430 milhões de reais imediatamente, para socorrer as famílias e os produtores, também retoma algo que é fundamental, que é o pacto federativo, que é o diálogo permanente com os Governadores, para a construção de alternativas para nosso Estado, especialmente depois que a agricultura familiar, os trabalhadores do campo, as comunidades quilombolas e indígenas foram durante 7 anos abandonadas pelo Governo, sem um investimento, sem socorro às vítimas da seca, da estiagem no nosso Estado. Parabéns, Presidente Lula, por acreditar na agricultura familiar, por acreditar no campo e por investir no setor! Mais do que o investimento de 430 milhões de reais, há a renegociação de dívidas, além da adoção de medidas preventivas para que, nos próximos anos, os trabalhadores do campo possam enfrentar com dignidade a seca e a estiagem. Também venho a esta tribuna para manifestar indignação em relação às manchetes que, infelizmente, colocaram nosso Estado de novo no cenário nacional, denunciando graves crimes contra os trabalhadores e as trabalhadoras da viticultura do nosso Estado. Em operação do Ministério do Trabalho, foram resgatados 207 trabalhadores que viviam em situação análoga à escravidão, trabalhando em vinícolas do nosso Estado. Quero aqui manifestar nossa indignação e também prestar solidariedade às famílias e aos trabalhadores que foram resgatados. O Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado do Rio Grande do Sul, em nota sobre essa grave e infame situação, está exigindo o ajuizamento de uma ação cível pública por parte do Ministério do Trabalho contra as empresas que cometeram esse crime hediondo com esses trabalhadores e trabalhadoras, na sua maioria homens negros. Muitíssimo obrigada. Esperamos que a justiça seja feita. - 14/02/2023Breves Comunicações
Necessidade de julgamento e condenação dos participantes e financiadores de atos atentatórios à democracia brasileira. Democratização do acesso ao ensino no País pelas politicas de cotas sociais e raciais. Atuação da oradora na implementação de ações de combate ao racismo estrutural e na garantia do acesso ao ensino superior como medida de redução das desigualdades sociais e raciais. Indignação com proposta de resolução normativa da Universidade Federal de Santa Maria - UFSM, Estado do Rio Grande do Sul, contrária ao Sistema de Seleção Unificada - SISU. Solicitação ao Conselho Universitário e à Reitoria da UFSM de revisão da proposta e de garantia da reserva de vagas nos cursos de graduação às populações indígenas e quilombolas pelo SISU.
Palavras-chave oficiais: Sistema de Seleção Unificada (Sisu),Universidade Federal de Santa Maria (UFSM),Sistema de cotas raciais,Sistema de cotas sociais manifestação,Vandalismo,Edifício público,Golpe de Estado,punição
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A SRA. REGINETE BISPO (Bloco/PT - RS. Sem revisão da oradora.) - Boa tarde, meus colegas, Deputado Pompeo de Mattos, do Rio Grande do Sul, que preside os trabalhos. Eu venho a esta tribuna para dizer que o Brasil hoje está cheio de esperança porque finalmente a democracia retornou. Nós queremos e o Brasil pede que aqueles que atentaram contra a democracia sejam responsabilizados, porque golpe de Estado é crime hediondo, retira a soberania do povo. Então, eles precisam ser julgados e precisam ser condenados. Queremos, sim, que os que fizeram aquela quebradeira nas sedes dos três Poderes sejam condenados, assim como aqueles que injetaram dinheiro durante meses para financiar acampamento em frente a quartéis e aqueles que, mesmo exercendo o serviço público, colaboraram para que a tentativa de golpe acontecesse. Presidente, estou aqui também para falar a respeito de uma política pública que foi implementada e que é fundamental para a democratização do ensino no Brasil. Eu me refiro às cotas sociais e às cotas raciais neste País. Quem me conhece sabe que, desde o início da minha vida política, tenho estado atenta e trabalhado pela implementação de ações de combate ao racismo estrutural e pela garantia do acesso ao ensino superior, fiel aos objetivos de democratização do acesso e da permanência nas universidades, para diminuição das desigualdades sociais e raciais. Manifesto, portanto, minha indignação pela proposta de resolução sobre as formas de ingresso nos cursos de graduação da nossa querida Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Dispõe contra o Sistema de Seleção Unificada SISU, que amplia o acesso de estudantes de todo o País às universidades. Eu peço, Sr. Presidente, que o Conselho Universitário, que a Reitoria da universidade reveja essa proposição e garanta a reserva de vagas para as populações indígenas e quilombolas, o SISU, o sistema de cotas, 50% para as cotas sociais e raciais. - 03/02/2023Breves Comunicações
Agradecimento aos familiares, às organizações do movimento negro brasileiro, ao PT, à Federação Brasil da Esperança e correligionários pela eleição da oradora. Compromisso de atuação contra a fome, o racismo e o machismo, e pelo acesso universal à moradia, à educação e à saúde.
Palavras-chave oficiais: Deputada federal,Atuação parlamentar,agradecimento,Eleição
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A SRA. REGINETE BISPO (Bloco/PT - RS. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Deputado Marcel van Hattem. Eu inicio esta fala agradecendo a oportunidade de estar nesta Casa. Agradeço aos meus ancestrais, que chegaram aqui há mais de 500 anos, escravizados, mas que lutaram e lutam até hoje por justiça e liberdade. Então, trilho esse longo caminho para estar nesta Casa. Agradeço à minha família, aos meus pais, que, seguindo a trajetória dos nossos ancestrais, lutaram para que tivéssemos estudo, trabalho e dignidade. Agradeço aos meus filhos, Marwan e Fayola, pela caminhada, pelo respeito e pela solidariedade na luta política, na luta por justiça, na luta por igualdade. Agradeço às organizações do movimento negro brasileiro, especialmente das mulheres negras; do movimento de mulheres, especialmente do Rio Grande do Sul, que acreditaram que a luta antirracista no País é importante, é fundamental, para que a democracia seja, de fato, estabelecida. Agradeço ao meu partido, o Partido dos Trabalhadores, que vem, ao longo da sua existência, ao longo desses 43 anos, lutando pelos trabalhadores, mas também pelos historicamente invisibilizados: as mulheres, os negros, os povos indígenas. Agradeço também à Federação Brasil da Esperança, que formou uma unidade para eleger Lula Presidente e restabelecer a esperança e a democracia no País. Amigos e amigas, companheiros e companheiras, eu me elegi defendendo que precisamos construir um Brasil sem fome, sem racismo e sem machismo. O nosso mandato será pautado por um Brasil sem fome, em que cada família tenha alimento na mesa, tenha moradia, tenha direito à saúde e à educação; em que nós tenhamos uma segurança pública que respeite a cidadania, especialmente as cidadãs e os cidadãos negros e periféricos deste País; em que todo... (Desligamento automático do microfone.) O SR. PRESIDENTE (Marcel van Hattem. NOVO - RS) - Deputada, se V.Exa. quiser, pode repetir a última parte do seu discurso, cujo som foi cortado. Perdoe-me, porque eu acabei não lhe dando mais tempo. A SRA. REGINETE BISPO (Bloco/PT - RS) - Obrigada, Deputado. Quero agradecer àqueles que lutaram e continuam lutando por justiça e liberdade. Por isso, eu vou estar nesta Casa lutando por isso junto com o Presidente Lula e todos aqueles que acreditam na democracia e na liberdade. E que nós negros e negras possamos também estar representados nesta Casa. Então, muitíssimo obrigada a todos e todas.
Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 22/12/2023 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.