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Foto de Milton Vieira

Deputado · Câmara

Milton Vieira

REPUBLICANOS · SP

Direitapor que esse rótulo?● Em exercício

Nome civil: Milton Vieira Pinto · 64 anos

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Bananômetro

Bananômetro: 74 de 100, Tá no Caminho0406080100

74/100

Tá no Caminho

período curto: nota baseada em 132 votações

Trabalha bem, com espaço para melhorar.

Nota maior que a de 42% dos deputados · média do partido: 76

Por que essa nota?
  • Presença em sessõespeso 40% · 92%

    Aparece para trabalhar?

  • Participação em votaçõespeso 35% · 79%

    Vota quando precisa? (votações com registro de nome)

  • Iniciativas que avançarampeso 15% · 45%

    Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)

  • Atividade na tribunapeso 10% · 31%

    discursos na tribuna (percentil)

A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?

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Como vota · Mandato atual (2023–2027)

Vota com o governo 66%das 79 votações em que o líder do Governo pediu Sim ou Não e ele votou

Vota com o próprio partido 96%das 28 votações em que o partido (ou a federação) pediu Sim ou Não e ele votou

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Este é o canal oficial para você cobrar seu representante.

E-mail
dep.miltonvieira@camara.leg.br
Telefone
(61) 3215-5926
Gabinete
Gabinete 926, Anexo IV, 9º andar – Câmara dos Deputados, Brasília-DF

Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.

Números de Mandato atual (2023–2027)

Presença nas sessões

92%

Esteve em 96 de 104 sessões

Melhor que 37% dos deputadosMédia do partido: 94%

Votou nas votações

79%

Registrou voto em 104 de 132 votações nominais

Melhor que 40% dos deputadosMédia do partido: 80%

Iniciativas que viraram lei

0

de 14 projetos apresentados (0%)

2 avançaram · 9 em andamento · 3 arquivados ou rejeitados

Alinhamento com o governo

66%

Em 79 votações em que o Governo orientou

Mais governista que 31% dos deputadosMédia do partido: 75%

A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.

47 discursos na tribuna · de 27/03/2019 a 29/04/2026.

  • 14/08/2019

    Desatenção do Secretário Especial da Receita Federal, Marcos Cintra, para com o orador.

    Palavras-chave oficiais: MARCOS CINTRA, SECRETARIA ESPECIAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL, OFENSA, MILTON VIEIRA, DEPUTADO FEDERAL.

    Ler a transcrição oficial
    O SR. MILTON VIEIRA (PRB - SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, mais uma vez, quero usar este instante para criticar e repudiar a atitude do Sr. Marcos Cintra, Secretário Especial da Receita Federal, que, apesar de ter sido Parlamentar nesta Casa, desfaz dela, quando desmarca uma agenda, depois de 60 dias, e não dá nem sequer a mínima condição para que nós saibamos onde ele estava. Ele não me atendeu, colocou outra pessoa para me atender, que também não resolveu nada, não deu atenção a mim. Eu, que tenho sido atendido por todos os Ministros do Sr. Presidente Jair Bolsonaro, que nos têm tratado com todo o respeito, deixo aqui o meu repúdio ao Sr. Marcos Cintra. Espero que o Presidente da República reveja a posição que ele ocupa, por ser tão arrogante como tem sido com este Parlamentar e talvez com outros também desta Casa.
  • 14/08/2019Breves Comunicações

    Repúdio ao tratamento dispensado ao orador pelo Secretário Especial da Receita Federal, Marcos Cintra.

    Palavras-chave oficiais: MARCOS CINTRA, SECRETÁRIO, SECRETARIA ESPECIAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL, REUNIÃO, DEPUTADO FEDERAL, RECLAMAÇÃO.

    Ler a transcrição oficial
    O SR. MILTON VIEIRA (PRB - SP. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados, neste momento, faço uso da palavra para trazer aqui um protesto. O Presidente Jair Bolsonaro e os seus Ministros têm sido atenciosos, têm-nos dado atenção. Nós pedimos uma audiência, e temos a audiência imediatamente marcada. Eles têm sido atenciosos e têm até atendido algumas demandas. Porém, a 60 dias atrás mais ou menos, bem antes do recesso, eu pedi uma audiência com o Secretário Especial da Receita Federal, o Sr. Marcos Cintra, que, diga-se de passagem, já foi Deputado nesta Casa e a conhece muito bem, sabe como ela funciona. Porém, ao chegarmos a essa audiência ontem, no horário das 17 horas, que é um horário de trabalho neste plenário - como ontem houve demora, nós fomos à audiência -, nós e um grupo de São Paulo, de uma instituição que passa por dificuldades por causa de problemas com a Receita Federal, fomos lá, então, para tentar uma solução. O Sr. Marcos Cintra, além de não nos atender, além de não nos dar uma satisfação, com total descaso para com um Parlamentar, não apenas comigo, porque outros também têm reclamações, colocou lá um secretário adjunto para nos atender, e não chegamos a caso algum. A atenção que nos foi dada foi parcial. Pelo visto, ele estava querendo vender a reforma tributária para este Deputado. Isso é inaceitável. Nós Parlamentares fomos eleitos com o voto popular. A pessoa a que me refiro foi Deputado e sabe do sentimento da população, mas não nos dá atenção quando precisamos. Então, aqui fica registrado o meu protesto. Eu chamo a atenção do Presidente Jair Bolsonaro para essas pessoas arrogantes que estão no seu Governo. Sr. Presidente, eu gostaria que este pronunciamento fosse divulgado no programa A Voz do Brasil. Era isso o que eu tinha a dizer. Obrigado.
  • 11/07/2019

    Orientação de bancada na votação do requerimento de destaque para votação em separado da Emenda Aglutinativa nº 5, apresentada à Proposta de Emenda à Constituição nº 6, de 2019, sobre a reforma da Previdência Social.

    Palavras-chave oficiais: ORIENTAÇÃO DE BANCADA, REQUERIMENTO DE DESTAQUE DE VOTAÇÃO EM SEPARADO, EMA 5/2019, EMENDA AGLUTINATIVA, PEC 6/2019, PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO, REFORMA PREVIDENCIÁRIA (2019), PARTIDO REPUBLICANO BRASILEIRO (PRB), VOTO FAVORÁVEL.

    Ler a transcrição oficial
    O SR. MILTON VIEIRA (PRB - SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sra. Presidente, o PRB vota "sim", tendo em vista que nós entendemos, pelo acordo que foi feito aqui, que nenhuma viúva deixará de receber a pensão, que nenhum brasileiro ficará sem uma renda mínima de um salário. Por isso, nós orientamos que se vote "sim". Apoiamos todas as mulheres que, com esta aglutinativa, serão atendidas. Então, o nosso voto é "sim".
  • 02/07/2019Pequeno Expediente

    Visita do orador aos Municípios de Paraibuna, Jambeiro e Salesópolis, no Estado de São Paulo. Realização da Festa do Tropeiro no Município de Jambeiro.

    Palavras-chave oficiais: VITÃO, CASQUINHA, PREFEITO, PARAIBUNA (SP), FESTA DO TROPEIRO DE JAMBEIRO (34:2019), SALESÓPOLIS (SP), MILTON VIEIRA, DEPUTADO FEDERAL, ATUAÇÃO PARLAMENTAR, EMENDA AO PROJETO DE LEI ORÇAMENTÁRIA, DESTINAÇÃO, RECURSOS ORÇAMENTÁRIOS, SAÚDE PÚBLICA.

    Ler a transcrição oficial
    O SR. MILTON VIEIRA (PRB - SP. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados, desde já agradeço a V.Exa. por me conceder este tempo. Quero cumprimentar o Prefeito Vitão da minha cidade de Paraibuna, que visitei ontem, e cumprimentar também o Prefeito Casquinha da cidade de Jambeiro, onde haverá esta semana a Festa do Tropeiro de Jambeiro, que vai até domingo que vem, no dia 7. Quero cumprimentar o povo de Jambeiro, de Paraibuna e de Salesópolis, cidade que também visitamos ontem. Vimos ali a grande necessidade desses pequenos Municípios, para os quais este Deputado, através do orçamento, está enviando recursos para a saúde, a fim de ajudar aquela população e os menos favorecidos. Deixo aqui os nossos cumprimentos a esses Prefeitos amigos pelo brilhante trabalho que vêm fazendo. Por fim, reitero novamente a realização da Festa do Tropeiro, na cidade de Jambeiro, no Estado de São Paulo, no Vale do Paraíba. Sr. Presidente, peço a V.Exa. que o meu discurso seja veiculado no programa A Voz do Brasil. Obrigado.
  • 22/05/2019

    Orientação de bancada na votação de requerimento de destaque para votação em separado do art. nº 38, VII, da Medida Provisória nº 870, de 2019, sobre o estabelecimento da organização básica dos órgãos da Presidência da República e dos Ministérios, para fins de sua aprovação e incorporação no texto final e, por decorrência, do art. nº 14 da Lei nº 9.613, de 1998, alterado pelo art. nº 72 da medida provisória.

    Palavras-chave oficiais: ORIENTAÇÃO DE BANCADA, REQUERIMENTO DE DESTAQUE DE VOTAÇÃO EM SEPARADO, ART 38, ARTIGO (TEXTO LEGISLATIVO), DISPOSITIVO LEGAL, MPV 870/2019, MEDIDA PROVISÓRIA, PARTIDO REPUBLICANO BRASILEIRO (PRB), VOTO CONTRÁRIO.

    Ler a transcrição oficial
    O SR. MILTON VIEIRA (PRB - SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, o PRB entende que o COAF deve permanecer com a Economia tendo em vista o que alguns colegas já colocaram: ele sempre foi um órgão que funcionou bem, com eficácia, um órgão que, sempre que lhe foi requerida alguma informação para combater corrupção e tantas outras informações, prontamente estava ali. Então, o PRB encaminha "não".
  • 02/04/2019Grande Expediente

    Transcurso do 70º aniversário de emancipação político-administrativa do Município de Suzano, no Estado de São Paulo. Tragédia ocorrida em estabelecimento escolar na municipalidade. Temas enfatizados nos debates do pleito eleitoral de 2018. Importância de discussão, pela Casa, da situação da Previdência Social e da saúde pública, e de propostas destinadas ao crescimento econômico e à geração de novos empregos no País. Desafios impostos à área de segurança pública. Responsabilidade da Câmara dos Deputados pela construção de agenda positiva para o Brasil. Empenho do PRB na geração de emprego e renda no Brasil. Participação do orador nas votações das propostas de criação da Lei da Ficha Limpa e do Programa Minha Casa, Minha Vida. Inconformismo com a paralisação do Programa. Atuação insatisfatória de concessionárias de rodovias no Estado de São Paulo e no País. Prioridade da Casa na discussão de assuntos fúteis, individuais e partidários, em detrimento da busca de soluções emergenciais para o Brasil. Maior atenção do Governador Ibaneis Rocha para com as necessidades da população do Distrito Federal. Defesa de realização da reforma tributária. Necessidade de punição dos praticantes de crimes contra crianças e mulheres. Razões da prisão de ex-Governadores do Estado do Rio de Janeiro.

    Palavras-chave oficiais: MILTON VIEIRA, DEPUTADO FEDERAL, ATUAÇÃO PARLAMENTAR, CAMPANHA ELEITORAL, REDE SOCIAL DIGITAL, SÃO PAULO (ESTADO), REFORMA PREVIDENCIÁRIA (2019), SAÚDE PÚBLICA, BRASÍLIA (DF), GERAÇÃO DE EMPREGO, DESEMPREGO, SEGURANÇA PÚBLICA, LEI DA FICHA LIMPA, PROGRAMA MINHA CASA, MINHA VIDA (PMCMV), CORRUPÇÃO, CARAGUATATUBA (SP), INTERDIÇÃO, RODOVIA, CONCESSIONÁRIO (ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA), CHUVA, VIOLÊNCIA, RIO DE JANEIRO (RJ), DEBATE, BRASIL, APOIO POLÍTICO, POPULAÇÃO DE BAIXA RENDA, FRENTE PARLAMENTAR CONTRA O ABUSO E EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES, DEFESA, FAMÍLIA, POBRE, PRISÃO, EX-GOVERNADOR, RIO DE JANEIRO (ESTADO), REFORMA TRIBUTÁRIA. LUTO, CHACINA, ESCOLA PÚBLICA, SUZANO (SP), ANIVERSÁRIO DE FUNDAÇÃO.

    Ler a transcrição oficial
    O SR. MILTON VIEIRA (PRB - SP. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, inicialmente eu quero agradecer a Deus, o nosso criador supremo, Ele que é sabedor de todas as coisas. Voltando a esta tribuna, eu quero dizer que sou apenas um dos 513 Deputados, homens e mulheres valorosos trabalhando em prol do povo brasileiro, mais de 210 milhões de pessoas, segundo estimativas recentes. Quero antecipadamente dizer que o meu compromisso é dar o melhor de mim em prol da nossa gente. Eleito pelo Estado de São Paulo, defenderemos aqui, conjuntamente com Deputados e Deputadas daquele Estado tão importante da Federação e locomotiva do nosso País, os interesses de cerca de 45 milhões de concidadãos. Será um grande desafio. E, por falar no meu Estado de São Paulo, eu quero citar uma das nossas cidades, dos 645 Municípios, Suzano, que todos aqui passaram a conhecer por ter sido palco de uma grande tragédia no mês passado, quando vários alunos morreram, inclusive os que cometeram tamanha crueldade. Hoje Suzano completa 70 anos da sua emancipação, mas não pode comemorar, por conta de tamanha violência que houve na cidade. A cidade está de luto. Eu quero aqui cumprimentar o Prefeito da cidade de Suzano e toda a população, onde eu obtive mais de 3 mil votos, e dizer que nós também estamos de luto por essa tragédia. Sr. Presidente, ao longo da minha vida pública, tendo sido eleito por quatro Legislaturas como Deputado Estadual, e ainda assumindo aqui, no ano de 2009 a 2011, como Deputado Federal, pude adquirir uma experiência não muito grande, mas eu queria colocar essa aprendizagem, essa vivência a serviço daqueles que nos confiaram o seu voto. Permita-me aqui, neste momento, apresentar algumas breves considerações relacionadas ao pleito de que participamos no final de 2018. Como eu disse, depois de servir à população do meu Estado na Assembleia Legislativa de São Paulo, através da vontade soberana dos eleitores, fomos, mais uma vez, conduzidos, desta feita a esta Câmara Federal, numa eleição disputadíssima, acirrada, competida palmo a palmo e com ingredientes jamais vistos em pleitos anteriores. Todos nós pudemos perceber, ouvindo as ruas durante a campanha eleitoral, um sentimento forte de mudança, a começar por uma campanha mais informativa, uma campanha com a prevalência das redes sociais. Os debates foram intensos, e temas como crise econômica, desemprego, privatizações, pautas morais e religiosas, saúde, educação, previdência, segurança pública e corrupção, polarizaram os debates e deram o diapasão ao processo eleitoral e levaram as discussões aos mais longínquos e distantes rincões desse imenso continente chamado Brasil. Convém aqui lembrar a modernidade dos meios eletrônicos como inovação neste pleito que passou, a presença das redes sociais, o compartilhamento de notícias, vídeos, e a rapidez das informações através do Facebook, Twitter e Instagram. Por outro lado, isso possibilitou a postagem e a distribuição deliberada de desinformação ou boatos, com repercussão via jornal, televisão, rádio etc., ou seja, as notícias falsas, as famosas fake news, que tomaram conta dos mais variados noticiários. Caros colegas, em algum momento um experiente homem público me relatou, e nos reportou, "A insegurança e o medo atingiram o psicológico das massas e baixaram ao extremo os níveis de confiança nos homens públicos e nos poderes constituídos". Em resumo, os eleitores resolveram reagir utilizando o único instrumento que tinham em mãos, que é o voto. Acabaram mudando os políticos que não os representavam, elegendo novos mandatários e mantendo aqueles que entendiam estar a seu favor. Na verdade, a democracia ainda é o melhor regime que conhecemos, pois, mesmo com suas deficiências sobejamente conhecidas, permite que a população, mesmo errando nas suas escolhas, possa corrigir-se, mandando para casa após 4 anos aqueles que não os representam dignamente. Vejam só, Sras. e Srs. Parlamentares, o tamanho da responsabilidade que temos aqui. Já estamos nos debruçando e debatendo nesta Casa temas que são primordiais e estão na vanguarda da pauta nacional e que acabam mexendo muito com o direito dos cidadãos e das cidadãs, com o povo brasileiro. Aqui, elencamos alguns deles: a reforma previdenciária, tema atualíssimo e crucial, pois, embora seja fundamental para reorganizar as finanças públicas e os déficits orçamentários, é necessário discutir com maturidade as propostas visando garantir os direitos igualmente assegurados aos trabalhadores, e, ao mesmo tempo, imprimir o equilíbrio econômico e financeiro da Previdência social; a saúde pública, visto que hoje o brasileiro clama por um serviço de saúde mais inclusivo e humanizado; o crescimento e a geração de empregos. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, todos aqui sabem que há mais de 12 milhões de desempregados. Eu quero ressaltar aqui que, na semana passada, nós tivemos um cenário no meu Estado, São Paulo, mais precisamente na capital: uma fila de 15 mil pessoas no Vale do Anhangabaú, tentando conseguir uma senha para se credenciar a um emprego para o qual havia 6 mil vagas. Havia pessoas formadas e pessoas de todos os níveis desesperadas em busca de um emprego para sustentar suas famílias. Não dá mais para conviver com essa vergonha nacional. Sobre a segurança pública e o sistema prisional, hoje os índices de criminalidade são desafiadores, e precisamos dar um grito em favor da vida e contra a insegurança. E por aí vai. São tantos os temas e tantas as coisas que temos que discutir nesta Casa! Chamo mais uma vez a atenção para a responsabilidade que nós trouxemos sobre os nossos ombros ao chegar a esta Casa. São muitos os desafios. É preciso construirmos juntos novos caminhos. Assim exige nossa população. Vamos construir uma agenda positiva para expressar o nosso compromisso com a Nação, na busca de um novo ciclo de desenvolvimento para o nosso País. O meu partido, o PRB, vem trabalhando nesse sentido, para sairmos deste quadro de desalento que tomou conta da nossa Nação. Vamos atuar nos limites de nossas forças e inteligência, objetivando a geração de investimentos, empregos e oportunidade para todos. Sras. e Srs. Deputados, os desafios que enfrentaremos são reais. Eles são sérios e são muitos, mas eles serão encarados um a um. Este é o meu compromisso; este é o compromisso do meu partido, o PRB. Eu quero ressaltar que, quando passamos por esta Casa, no ano de 2009 e 2010, eu participei aqui de duas votações importantes. Aliás, eu diria mais, mas votamos aqui a Lei da Ficha Limpa, que é uma importante iniciativa, pois hoje muitos daqueles que estão aí com a ficha suja não puderam mais fazer parte do quadro político, foram excluídos por conta de uma iniciativa desta Casa de Leis. Votamos aqui também o Minha Casa, Minha Vida, um programa habitacional dos mais importantes já vistos na história deste País. Mas hoje pela manhã ouvi no noticiário que nós temos déficit nos últimos 10 anos, depois que foi criado esse programa, um déficit habitacional de 7%. Vejam só: é um programa que vinha caminhando, e, por conta de pensamentos ideológicos, de disputas políticas, está ficando de lado. Na semana passada, ouvimos aqui sobre projetos em que temos que avançar para facilitar também a vida dos empresários, a questão fiscal, os projetos do Minha Casa, Minha Vida, porque não podemos olhar somente para o nosso umbigo. Nós não viemos aqui para isso; viemos representar aqui, conjuntamente todos nós, os 210 milhões de brasileiros. Vejamos o meu Estado, que é um Estado grande, um Estado de potencial, que é o Estado de São Paulo, representado aqui por 70 cadeiras, 70 Deputados, a maior bancada desta Casa, e temos diversos problemas. Estamos vendo lá problemas de corrupção que envolveram o Desenvolvimento Rodoviário S.A. - DERSA, o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo; estamos vendo problemas com concessionárias. Eu moro na cidade de São José dos Campos. Agora, com essas chuvas, tivemos deslizamentos na serra na Rodovia dos Tamoios, uma obra grande, para a qual nos orgulhamos de dizer aqui que quando Deputado Estadual, em São Paulo, lutamos para alocar recursos que estavam parados em obras inacabadas na cidade de São Paulo. Conseguimos realocar mais de 700 milhões de reais para fazer essas obras de duplicação na Rodovia dos Tamoios, na região do Vale do Paraíba, e uma concessionária chamada Nova Tamoios, que administra essa rodovia, está fazendo essa obra, um consórcio. É uma vergonha termos que dizer aqui que a população da cidade de Caraguatatuba fica isolada quando chove, porque essa mesma concessionária faz ali 10 canteiros de obras, e não consegue uma só fase da obra. Quando vêm as chuvas fortes, os barrancos que eles deveriam fazer, os acabamentos com concreto, para não ter problema, vêm e interditam toda a estrada. Isso para nós é uma vergonha! Estou falando aqui de um ponto. Vemos estradas de terra no nosso País. Onde já se viu estradas de terra, em que o Exército Brasileiro tem que ficar lá puxando os caminhoneiros! Há pais de família, que transportam cargas pelo Brasil todo, e têm que entrar numa BR dessas e ficar parados lá num lamaçal, porque ninguém toma uma providência. Ora, senhoras e senhores, acho que chegou o momento de nós neste Parlamento, tendo em vista um novo Governo - que, no meu ponto de vista, ainda não se sintonizou, mas torcemos para que venha a dar certo... Nós viemos aqui torcendo para que o Brasil dê certo. Mas nós não podemos ficar com essa ladainha de dizer "nova política", "velha política". Não existe isso. Nós temos que viver a política. Nós temos que discutir o Brasil. Nós não temos que ficar aqui neste plenário discutindo ideologias, pensamentos fúteis, pensamentos individualistas ou partidários. Nós precisamos de soluções emergentes em favor do Brasil. Eu estava vendo, hoje pela manhã, os noticiários, antes de vir para esta Casa, e vi aqui, na Capital Federal - na Capital Federal, aqui em Brasília -, nos hospitais, pessoas jogadas, sem ter onde sentar, doentes, sem um leito para recebê-las. Uma vergonha nacional! Uma vergonha para o País todo! A Capital Federal vive um descaso na saúde! Então eu quero chamar a atenção dos Governadores, do Governador que assumiu aqui agora, Dr. Ibaneis, que nós vemos que tem boa vontade, que veio com boa vontade: Governador, olhe para o povo, não olhe só para as obras, não olhe só para coisas grandes, para inauguração de delegacias! Não! Olhe para o povo que está sofrendo, que chega às unidades de saúde com dores, esmagado pela situação em que vive. E lá não há um médico para atender, não há uma cadeira para se sentar. Numa unidade básica de saúde de Brasília, não há cadeira para a pessoa se sentar. Eu imagino como é pelo Brasil afora, no Norte, no Nordeste, no Acre, em Roraima, Estado do nosso Líder Deputado Jhonatan, que enfrenta ainda os problemas da Venezuela que acabam chegando lá. É um Estado massacrado, judiado. Olhem a violência no Rio de Janeiro! Há tiroteios. É uma coisa impressionante! Se nós nos assustamos ao ver pela televisão, imaginem a população que vive lá. E aí vimos para cá, numa representação de todos os Estados, e não discutimos essa situação. "Mas, Deputado, nós temos na pauta a reforma da Previdência." Sim! Nós não podemos fugir de que a reforma da Previdência é importante, de que a reforma trabalhista foi importante e tem que ser ainda revista. Mais do que isso, há a reforma tributária, que, quando chegar aqui, será até mais importante do que a reforma da Previdência. Há também o pacto federativo. Mas eu vejo aqui, desde o dia em que cheguei a esta Casa - eu tomei posse no dia 1º de fevereiro -, a instalação de várias frentes parlamentares, muitos grupos de amizade formados pelo Brasil e outros países, muitas ações. Mas não é só isso. Precisamos levar o Brasil adiante, precisamos discutir o Brasil. O Brasil é formado por um povo que merece respeito. O nosso povo é bom. Por mais que o Brasil seja um país próspero, em que reina a paz, que é sonho de estrangeiro, nós não podemos, Sras. e Srs. Deputados, fechar os olhos para os mais necessitados, aqueles que gemem, aqueles que sofrem, aqueles que estão verdadeiramente necessitados. Então, aqui fica o nosso apelo para que possamos dar as mãos, Deputado Silas Câmara, meu querido amigo que foi eleito Presidente da Frente Parlamentar Evangélica, da qual tenho a honra de participar. Eu aproveito para cumprimentar V.Exa. O Sr. Silas Câmara - Deputado Milton, V.Exa. me permite um aparte? O SR. MILTON VIEIRA (PRB - SP) - Pois não, Deputado Silas Câmara. O Sr. Silas Câmara - Querido amigo e irmão Deputado Milton Vieira, eu acompanho o seu pronunciamento com a característica de um homem que veio para esta Casa, de fato, comprometido com a defesa dos interesses da população do Brasil, dos homens, das mulheres, do povo cristão, das famílias brasileiras. Portanto, parabenizo o povo de São Paulo, que sabiamente elegeu V.Exa. e colocou aqui um homem que tem o coração, a alma e a mente comprometidos com um Brasil melhor, mais próspero, que seja protagonista da sua história e que aproveite este tempo, que é tempo de remissão, de mudança, de construção. Que nós todos, principalmente o povo, possamos celebrar este novo momento que a população espera que o Brasil comece a viver. Portanto, parabéns a V.Exa., parabéns ao Estado de São Paulo. É uma honra ser seu companheiro tanto no Partido da República Brasileira, o PRB, como também na Frente Parlamentar Evangélica, onde estamos todos juntos construindo para que a família brasileira se sinta de fato protagonista de um Governo cuja única solução real está na família. Se a família der errado, o Brasil vai dar errado, e é por isso que eu e o senhor juntos estamos construindo, combatendo o bom combate e fazendo-nos sentinelas daquilo que o Brasil precisa ter como protagonismo: as famílias. Muito obrigado a V.Exa. O SR. MILTON VIEIRA (PRB - SP) - Eu que agradeço, Deputado Silas Câmara. Caminhando para o final do meu discurso, Sr. Presidente, eu aproveito a oportunidade aqui lembrada pelo Deputado Silas Câmara para falar um pouco de família e das nossas crianças, que têm vivido injustiças dentro de sua própria casa. Eu participei, na semana passada, do lançamento de uma frente parlamentar proposta pelo Deputado Roberto Alves, pelo combate ao abuso sexual contra as crianças. Essa é uma prática inaceitável, uma prática sobre a qual temos que nos debruçar aqui e punir aqueles que cometem crime de feminicídio, crime contra a criança, contra a mulher. Nós não podemos mais permitir isso aqui. Para encerrar, Sr. Presidente, eu queria dizer aqui, como cidadão brasileiro, como homem público, como pai de família, como avô que sou - eu tenho três netos - que prezo pelas famílias. Eu prezo pela minha família e por isso eu prezo pelas famílias, como um homem que tem compromisso com Deus. Tenho um ministério com o Senhor Jesus Cristo. Eu não posso deixar de citar o nome dele, que é o meu Senhor. Quero deixar aqui um versículo bíblico, para lembrar a todos, porque serve para todos nós. Hoje nós estamos vendo isso pelo Brasil afora: "Aquele que oprime o pobre insulta aquele que o criou", ou seja, o que oprime o pobre insulta Deus. Então aqueles que têm feito de seus mandatos, que têm feito de suas posições políticas, da sua caneta, algo em benefício próprio, como nós vemos hoje pelo Brasil afora, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, em Minas Gerais, em São Paulo, insultam Deus. Aqueles que estão condenados a anos e anos de cadeia já estão tendo, com certeza, esse sentimento cumprido, porque oprimiram o pobre. Hoje o Rio de Janeiro vive aquilo que vive porque aqueles que passaram por aquela cidade saquearam tudo, levaram tudo: o dinheiro da saúde, da educação, o dinheiro da infraestrutura, o dinheiro da segurança pública, e permitiram que o crime organizado entrasse dentro daquela cidade, e tantos outros. Estou citando o Rio de Janeiro porque é o Estado que mais chama a atenção. Há cinco Governadores presos, na cadeia. Isso é um absurdo! Por quê? Porque eles oprimiram o pobre. Eles oprimiram o pobre, insultaram Deus, e agora vão pagar. Não tenham dúvida! Por isso, estamos aqui, de peito aberto, com a cabeça erguida, para trabalhar pelo povo brasileiro com honestidade, com seriedade, com retidão, para buscar o que é melhor, principalmente para aqueles que não têm ninguém por eles, aqueles que estão vivendo em desalento, aqueles que estão vivendo sem a saúde pública, que todos os dias batem à nossa porta, como se fôssemos um balcão dos desesperados; aqueles que precisam de um favor, que precisam de um exame médico, que precisam de uma consulta, que precisam tirar um documento, porque a burocracia ainda toma conta do nosso País. Eu encerro aqui, Sr. Presidente. Eu quero agradecer e desejar a todas as Sras. Deputadas e todos os Srs. Deputados desta Casa, Deputado Alexandre Frota, que nós tenhamos êxito em tudo aquilo que acontecer daqui para a frente. Contem comigo! Aqui há um soldado para lutar com cada um dos senhores e senhoras Deputados. Quero aproveitar também para agradecer à minha família por algo difícil, Deputado Alexandre Frota, porque não é fácil para uma família aguentar um Parlamentar, porque nós não temos vida própria. Assim é a minha vida. Então obrigado à minha família! Obrigado, senhoras e senhores!
  • 27/03/2019Pequeno Expediente

    Importância da votação, pela Casa, da Proposta de Emenda à Constituição nº 2, de 2015, sobre a obrigatoriedade de execução da programação orçamentária. Nota assinada por Líderes partidários a favor da retirada do Benefício de Prestação Continuada do texto da proposta governamental de reforma previdenciária. Elevado número de trabalhadores desempregados no Estado de São Paulo e no País. Prioridade dos Parlamentares na discussão de assuntos de cunho partidário-ideológica, em detrimento da aprovação de pauta positiva para o Brasil. Necessidade de realização da reforma previdenciária e de aprovação de propostas destinadas ao combate à criminalidade.

    Palavras-chave oficiais: PEC 2/2015, PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO, ORÇAMENTO IMPOSITIVO. PEC 6/2019, PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO, REFORMA PREVIDENCIÁRIA (2019), RETIRADA, BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA (BPC). DESEMPREGO, AUMENTO. FIM, DISCURSO DE ODIO, APROVAÇÃO, MATERIA, INTERESSE NACIONAL.

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    O SR. MILTON VIEIRA (PRB - SP. Sem revisão do orador.) - Sra. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, é com muita satisfação que ocupamos, mais uma vez, esta tribuna. Eu queria cumprimentar esta Casa pelo gesto de grandeza, ontem, do Presidente Rodrigo Maia e dos Líderes, quando colocaram para votar uma PEC tão importante, a PEC nº 2, de 2015. Acho que foi uma votação importantíssima para que o Parlamento deste País mostrasse a sua força, e não apenas para o Governo. Não estamos querendo mostrar força para o Governo ou para quem quer que seja. Queremos mostrar que este Parlamento está acima de tudo. Ontem foi exercida aqui a verdadeira democracia, que representa o povo. O povo que estamos representando, este sim é o responsável por estarmos aqui, para podermos levar resultado para os nossos Estados e Municípios. Essa PEC é de suma importância! Quero cumprimentar todos os Deputados que ontem votaram, que fizeram aquele esforço, que votaram favoravelmente. Trago outra questão, Sra. Deputada. Quero cumprimentar também os Líderes por terem elaborado ontem uma nota oficial que retira do texto do projeto da Previdência os Benefícios de Prestação Continuada - BPCs relativos àqueles que têm mais de 65 anos de idade e já trabalharam, mas vivem uma situação de miserabilidade e têm mais necessidades. Esta Casa e seus Líderes reconheceram que essa é uma medida muito difícil de aprovarmos na reforma da Previdência, bem como a questão dos agricultores. Para terminar, Sra. Presidente, eu queria relatar, com muita tristeza, matéria de que todos tomaram conhecimento, pois a imprensa a noticiou ontem: no Vale do Anhangabaú, no centro da capital do meu Estado de São Paulo, formou-se uma fila com 15 mil pessoas à procura de um emprego. O que me causa admiração é que nós viemos para esta Casa com muita responsabilidade. Nesta eleição, todos nós, sem exceção, viemos para cá com um peso muito grande, com a responsabilidade de discutir o Brasil, de discutir a situação que vive o nosso País e a nossa população. Ontem foi o retrato disso. Há 1 milhão e 700 mil desempregados somente na Região Metropolitana de São Paulo. Esse é um número assustador! Por outro lado, vimos para cá e aqui vemos apenas discussão ideológica e partidária. Não se vê uma pauta positiva para discutirmos o Brasil, para discutirmos essas questões. Temos que fazer as reformas. Temos que encarar a reforma da Previdência, porque ela é necessária. Todos nós entendemos isso. Porém, é preciso que nós tenhamos olhos para a população, para aqueles que nos trouxeram para cá para representá-los. Temos que deixar de lado um pouco o discurso ideológico e partidário e colocar na pauta essas questões tão importantes. Uma dessas questões é o pacote do Ministro Sergio Moro, mas há também propostas vindas do Supremo Tribunal Federal, como as do Ministro Alexandre de Moraes. Não importa quais sejam. Precisamos votar aqui a questão da segurança pública, aplicar mais penas para aqueles que cometem crimes. Temos que deixar algumas questões mais polêmicas para depois, mas, naquilo que é de suma importância, que vai colocar bandido na cadeia, diminuir ou acabar com a criminalidade, nós temos que tomar essa providência sim. Temos que, sobretudo, discutir o Brasil. O Governo precisa ter nesta Casa um interlocutor. Precisa ter alguém que venha dizer o que realmente se quer fazer para o País, porque não adianta continuarmos com o discurso de campanha. Todos nós fizemos campanha e viemos para cá para debater as questões do nosso País e da população, que tanto sofre com a violência, com a saúde pública falida, com o desemprego, com essa enorme injustiça social. Estamos vendo a questão dos deficientes, com tantos problemas, e às vezes perdemos muito tempo discutindo pensamentos ideológicos. Vamos colocar na pauta o Brasil! É Brasil acima de tudo, mas é justiça acima de todos! Deus é Justiça, e Ele fará isso. Obrigado, Sra. Presidente.

Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 09/12/2009 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.