
Deputado · Câmara
Luiz Philippe de Orleans e Bragança
PL · SP
Nome civil: Luiz Philippe de Orleans Bragança · 57 anos
Bananômetro
85/100
Aparece, vota e trabalha.
Nota maior que a de 80% dos deputados · média do partido: 78
Por que essa nota?
- Presença em sessõespeso 40% · 93%
Aparece para trabalhar?
- Participação em votaçõespeso 35% · 81%
Vota quando precisa? (votações com registro de nome)
- Iniciativas que avançarampeso 15% · 76%
Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)
- Atividade na tribunapeso 10% · 80%
discursos na tribuna (percentil)
A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?
Personalizar pesosComo vota · Mandato atual (2023–2027)
Vota com o governo 18%das 709 votações em que o líder do Governo pediu Sim ou Não e ele votou
Vota com o próprio partido 84%das 582 votações em que o partido (ou a federação) pediu Sim ou Não e ele votou
Fale com Luiz Philippe de Orleans e Bragança
Este é o canal oficial para você cobrar seu representante.
- dep.luizphilippedeorleansebraganca@camara.leg.br
- Telefone
- (61) 3215-5719
- Gabinete
- Gabinete 719, Anexo IV, 7º andar – Câmara dos Deputados, Brasília-DF
Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.
Números de Mandato atual (2023–2027)
Presença nas sessões
93%
Esteve em 365 de 391 sessões
Votou nas votações
81%
Registrou voto em 917 de 1.128 votações nominais
Iniciativas que viraram lei
0
de 52 projetos apresentados (0%)
Alinhamento com o governo
18%
Em 709 votações em que o Governo orientou
A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.
119 discursos na tribuna · de 16/04/2019 a 28/04/2026.
- 22/11/2023Breves Comunicações
O Deputado destacou as manifestações que ocorreram em capitais do Brasil no dia15 de novembro, expressando a indignação da população em relação à conduta do Governo e sua possível ligação com o crime organizado. Ressaltou a importância de ouvir os anseios da sociedade e a necessidade de um Governo que atenda às demandas do povo brasileiro.
Palavras-chave oficiais: Manifestação pública,Governo federal,Política de segurança pública,Crime organizado
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O SR. LUIZ PHILIPPE DE ORLEANS E BRAGANÇA (PL - SP. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente. No dia 15 de novembro houve manifestações na maioria das capitais do Brasil, convocadas por ativistas da sociedade, totalmente espontâneas. A população está indignada com a conduta do Governo, com a vinculação aparente do Governo com grupos criminosos, com o narcotráfico, com o terrorismo internacional. A população não consegue entender a legitimidade desse Governo, que se deslegitima cada vez mais ao não ter uma postura séria contra o crime organizado, ao não ter uma estratégia, uma proposta para a questão da segurança pública. O Governo está vulnerabilizando a sociedade brasileira, e a sociedade brasileira começou um grande movimento. Eu vi fui testemunha, porque participei em São Paulo as maiores manifestações espontâneas deste ano. Nenhum político as convocou. O Governo deveria estar preocupado, porque essas manifestações foram muito maiores do que as do início do "Fora, Dilma!" Essa mobilização já está maior do que aquela. O Governo precisa prestar atenção no que a população quer. A população quer um Governo legítimo, não um Governo vinculado a criminosos, que aterrorize a população. É isso, meus amigos. Vamos dar força aos ativistas. Parabéns a todos os ativistas que se mobilizaram no Brasil todo. Muito obrigado. - 09/11/2023
O Deputado abordou a exibição de um filme pela Embaixada de Israel, que mostrava atrocidades cometidas pelo Hamas. Expressou preocupação com a presença de radicalismo no Brasil e alegou que alguns indivíduos compartilham características com terroristas fanáticos. Mencionou a prisão de agentes do Hezbollah no Brasil e questionou a presença da mídia internacional em eventos de violência. Levantou a possibilidade de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a presença de agentes e organizações relacionados à desinformação, bem como, a conexão da mídia internacional com eventos de violência.
Palavras-chave oficiais: Terrorismo,Filme,Embaixada,Israel,Hamas,Radicalismo político,Mídia,Violência,investigação,Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI),Prisão,Hezbollah,Terrorista
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O SR. LUIZ PHILIPPE DE ORLEANS E BRAGANÇA (PL - SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, ontem, assistimos a um filme exibido pela Embaixada de Israel que demonstrava as atrocidades cometidas pelo Hamas. Sem dúvida, ali vimos detalhes que ainda não foram veiculados em mídia social. Eu diria que a bestialidade está muito além daquilo que possamos imaginar daqueles atos, mas o que me chocou pessoalmente foram os terroristas, aquelas pessoas cometendo aqueles atos e comemorando. Ao mesmo tempo, tinham aquele olhar esbugalhado de fanáticos, mas com plena consciência do que estavam fazendo. E eu já vi esse olhar antes. Em muitos aqui, em alguns Parlamentares, alguns mobilizadores sociais, alguns líderes estudantis, alguns reitores, eu já vi esse olhar ensandecido, fanático, consciente e frio. Esses são capazes de cometer as maiores atrocidades. Esse perfil já está no Brasil! Está aqui fomentando o radicalismo, e não só para as nossas causas. Recentemente, vimos a Polícia Federal prender agentes do Hezbollah que praticariam atos terroristas contra o povo judaico brasileiro, aqui instalado. Então, já temos um ecossistema que abriga esse tipo de personalidade, esse tipo de gente. Para mobilizá-los para uma insurreição civil, é muito pouco, é muito pouco. E o que nós estamos fazendo para combater isso? Também tivemos a notícia recente de que vários canais da mídia internacional estavam presentes nos atos do massacre e do sequestro. Aí falam assim: "Poxa vida, tem um pessoal lá da direita que é meio radical demais, que fica falando em teoria da conspiração, que tem toda uma armação". Como é que a mídia internacional está ali reportando atos que são crimes evidentes com toda a tranquilidade? Esses que foram denunciados por estar presentes a esses atos, essas grandes mídias, estão no Brasil também cobrindo e desinformando o povo brasileiro. E aí o descrédito é total, e não só naquela causa. Eles estavam ali representando uma empresa internacional que estava veiculando um crime patente. Então, eles sabiam dos atos previamente, sabiam que aquilo seria cometido. E isso descredencia completamente a mídia internacional, qualquer repórter, qualquer editor. E eu gostaria de saber também das ramificações disso. Talvez tenhamos que fazer uma CPI para identificar exatamente quem são esses agentes, quem é dono do que, quem está informando o povo brasileiro, porque são cúmplices de criminosos. Então, cúmplices de criminosos estão informando o povo brasileiro? É isso? Temos uma vinculação muito perigosa da mídia internacional como veículo que se dá a credibilidade de ser isento e de informar a população brasileira. Nós brasileiros temos que nos defender contra isso também. Meus amigos, as coisas estão muito complicadas nesse início de século. É bom que entendamos os nossos valores, o nosso destino e de onde nós viemos para traçar um futuro equilibrado, um futuro em que a discussão pode acontecer livremente sem radicalismos, mas dentro de um Estado bem informado, com informação livre, sem criminosos tomando conta disso, que é o que está parecendo aqui em todos os aspectos. Muito obrigado. Muito bom dia. - 09/11/2023Breves Comunicações
O Deputado criticou a aprovação em primeiro turno da Reforma Tributária pelo Senado, destacando que o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) não é adequado para o Brasil. Argumentou que esse modelo suprimiria a economia e resultaria em alíquotas cada vez mais altas para aqueles que não se beneficiam das isenções fiscais. Expressou preocupação com o impacto negativo da reforma na economia, no desemprego, na inflação e na autonomia dos Estados e Municípios. Alertou que a reforma é uma ameaça ao sistema econômico e político do país. Defendeu, como alternativa, a Proposta de Emenda Constitucional nº 7, de 2020, que altera o Sistema Tributário Nacional e dá outras providências.
Palavras-chave oficiais: Proposta de Emenda à Constituição,Reforma tributária,Senado Federal,Imposto sobre Valor Adicionado Federal (IVA-F),Imposto sobre Valor Agregado (IVA) Proposta de Emenda à Constituição,Sistema Tributário Nacional
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O SR. LUIZ PHILIPPE DE ORLEANS E BRAGANÇA (PL - SP. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente Sóstenes Cavalcante. Ontem, o Senado aprovou em primeiro turno a reforma tributária, que já era um desastre quando chegou lá e saiu muito pior. Mas vamos entender um pouquinho o que aconteceu. Eles agora estão entendendo o modelo. Esse modelo IVA não é um modelo adequado para o Brasil. Eu já avisei isso desde o início, há mais de 5 anos. Fizemos uma proposta contrária, com o modelo oposto, a Proposta de Emenda Constitucional nº 7, de 2020, que foi aprovada por unanimidade. Ali no Senado, eu achava que eles poderiam ter dado um passo atrás e avaliado se esse modelo IVA era adequado. Mas não, resolveram seguir adiante com o modelo IVA. Muito bem. Então, o que é o modelo IVA? Estão entre a cruz e a espada, ou talvez entre a frigideira e o fogo. Essa é que é a verdade! Se, de um lado, eles adotarem uma alíquota única para tudo, isso matará vários setores e vários subsetores da economia. Alíquota única suprime a economia do Brasil. Então, está bem, vamos trabalhar as isenções. Fizeram isenções aos montes. Mas, quando se fazem várias isenções e algumas delas podemos até questionar como sendo abusivas , essas isenções acabam tirando o poder arrecadatório do modelo completo. Assim, não fecha a conta do Governo. Então, aqueles que não estão num critério de isenção vão ter que pagar uma alíquota cada vez maior. Quanto mais isenção você der para manter os setores vivos, mais a alíquota vai subir. Esse é o modelo IVA! E ninguém teve a compostura, a liderança para dar um passo atrás e dizer que esse é o modelo errado. Não podemos discutir o IVA num País federativo, continental, com diversidade econômica, com IDHs díspares em todas as nossas regiões, com diferentes serviços e aptidões econômicas em cada ponto do Brasil. Precisamos ter, de fato, várias isenções ou vários critérios tributários para que a economia sobreviva. Então, não podemos falar de imposto único, uniforme, homogêneo. Isso suprime a economia! De outro lado, se nós fazemos as isenções, o modelo não se sustenta. E quem for pagar a conta, pagará com o maior IVA do mundo. Isso é o que está vindo para a Câmara! Já fizemos o trabalho errado ao aprovarmos 142 páginas sem ter lido o texto. Isso foi um descalabro, um tapa na cara de qualquer bom Parlamentar! Vários Parlamentares foram comprados, se venderam aos interesses do Governo. É assim que estão passando essas coisas tributárias. É no empurrão, é na compra de 250 Parlamentares. Isso não serve para absolutamente nada! E agora está vindo a questão tributária. Eu espero que a população esteja observando quem são os Parlamentares que vão votar, porque isso vai implicar desemprego, inflação, uma completa inércia do setor econômico do Brasil. Ninguém vai querer empreender num modelo arcaico, conturbado, burocrático, que onera as empresas, tira o poder de consumo, cria desemprego e tira poder dos Estados e Municípios de serem autônomos tem outro impacto político gigantesco. É por isso que eu tenho dito e digo nitidamente isso que isso é uma bomba atômica no sistema econômico, é uma bomba atômica no sistema político. Toda a discussão política vai para essa nova autarquia central que vai cuidar de todos os impostos da federação. E é ali que vão fazer fila, é ali que vai estar discussão do que é o certo e o que errado para o País, não aqui no Parlamento. Isso também não foi discutido. É inacreditável, meus senhores. Espero que o Parlamento tenha consciência, que haja pressão social sobre os Parlamentares daqui, porque essa é a última chance que temos. Muito obrigado, senhores. - 07/11/2023Homenagem
O Deputado discursou na sessão solene em homenagem aos 200 anos da Assembleia Constituinte de 1823.
Palavras-chave oficiais: Sessão solene,Assembleia Nacional Constituinte,Homenagem
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O SR. LUIZ PHILIPPE DE ORLEANS E BRAGANÇA (PL - SP. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente Lafayette de Andrada, e meus parabéns pela iniciativa, sempre honrando os seus ancestrais, sempre resgatando a história, seja a história do Parlamento, seja a história da Constituinte, seja a história da Constituição. Aqui estamos celebrando os 200 anos da Constituinte de 1823, que ocorreu em Portugal. É importante entender quais eram os conflitos que existiam naquela época e por que ela faliu, por que ela não deu certo. Ali houve uma confluência de dois pensamentos totalmente antagônicos. O que era o velho regime? No velho regime, o poder vinha pela herança, pela unção divina, pela hereditariedade, pela linha de legitimidade e pelo compromisso perpétuo em defender a Pátria e o território. E o território só podia ser defendido por aquele que era ungido por Deus, através do Papa. Era assim que funcionava a Europa no velho regime. Os reis cristãos tinham legitimidade perante a terra, na defesa do seu povo, do seu regime e do seu território. A Igreja servia como um cartório para oficializar todas as medidas do velho regime. Isso era impopular? Era extremamente popular. Havia uma adesão popular integral ao velho regime, mas nasciam também outras ideias, as ideias do liberalismo, as ideias de que o poder não vem da divindade, de que o poder não vem da unção divina papal, de que o poder não vem da hereditariedade e da legitimidade, o poder vem da vontade do povo. São dois movimentos completamente antagônicos. Eles convergem na Europa, através de um movimento que cresceu todo ao longo do século XVIII e início do século XIX. Já se tinha a experiência terrível dos exageros de uma revolução popular que aconteceu na França. Criou-se um período de terror. Esse período de terror foi sucedido por um império francês extremamente popular, com apoiamento popular. E, logo após o império de Napoleão, veio o resgate da legitimidade do velho regime, a Restauração dos Bourbons na França. E assim ocorreu com toda tentativa revolucionária exagerada na Europa. Não foi diferente com a Constituinte de 1823. As ideias liberais de que o poder não vem da legitimidade, da unção, da hereditariedade, mas sim do povo, ainda não estavam maduras o bastante. Existiam grandes defensores dessas ideias. Eles deram um passo adiante e disseram: "Isso é necessário. Temos que abraçar essas ideias". Muitos foram liderados pelos antecessores do nosso querido Presidente Lafayette de Andrada. Houve muita coragem para sair do molde, mas, ao mesmo tempo, a ação foi muito precoce, considerando a leitura do ambiente. O tipo de proposta que vinha, de radicalização, de redução total do poder do rei, de eliminação completa das estruturas de governança, especificamente a Igreja Católica, gerou um efeito muito grande, não só na Europa, mas também nas Américas. Em 1812, na Espanha, uma Constituição muito semelhante à que foi adotada em 1823 pelos portugueses gerou revolta do México. Mexicanos em situação colonial se revoltaram contra uma Constituição liberal na Espanha, em 1812. Estranho, não é? Não havia adesão completa e unânime com relação a essas novas ideias liberais. Então, esses radicalismos, a tese do velho regime confrontada com a antítese dos movimentos liberais republicanistas, tinha que ter uma síntese. E o que foi essa síntese? Foi a Constituição de 1824, outorgada aqui no Brasil por D. Pedro I. Ela era a síntese que equilibrava aspectos do velho regime e novidades do liberalismo. Foi isso que equilibrou o Brasil. E foi exatamente isso que combateram, unha e sangue, em Portugal para implementar. Em 1826, D. Pedro I fez a Constituição portuguesa semelhante à Constituição brasileira, que era um pouco menos radical do que a Constituição de 1822 de Portugal. Ela ainda dava esse equilíbrio. E depois teve que fazer uma guerra civil contra o irmão Miguel, que era absolutista. D. Pedro I representava a síntese dessas duas ideias. Ele dizia: "Nós não podemos radicalizar para um lado, porque aí não teremos governo. Nem a população está preparada, nem o ecossistema político burocrático está preparado para isso. Precisamos de uma transição". Foi isso que D. Pedro I fez. Ele fez uma transição que pacificou todo o século XIX do Brasil e, ao voltar para Portugal, lutou contra Miguel, que era absolutista e tinha vencido em 1823. O absolutismo estava reinando, com o completo apoio popular, inclusive. Não haveria uma Constituição liberal em Portugal se D. Pedro I não tivesse voltado e refincado o seu compromisso com o constitucionalismo. Aqui vale uma reflexão sobre o que temos hoje. Até então, no século XIX, não havia praticamente nenhuma república, a não ser nos Estados Unidos. Depois a Suíça tornou-se talvez a segunda república de sucesso, digamos assim. Naquela época, não existia essa ideia. Era uma experiência. Assumia-se que aquilo era democracia. Hoje temos um grande contrassenso no mundo. Vemos exatamente que essas monarquias que evoluíram para aceitar os preceitos liberais garantiram não somente a transição de um antigo movimento de legitimidade popular aceito, de historicidade e também de valores que se perderam completamente no republicanismo. Muitas das grandes democracias de hoje são lideradas por reis reis simbólicos, sem dúvida, sem o poder que tinha o rei no século XIX. As repúblicas, hoje, majoritariamente, ou boa parte delas, são lideradas por ditaduras, não necessariamente numa democracia. Vale essa reflexão, porque o segredo de uma dar certo versus a outra dar errado está na Constituição, está no texto constitucional, está em quanto poder se dá aos governantes, em quanta separação de poder se dá às diferentes forças políticas que compõem o ecossistema de todo o país. Quando não se faz essa reflexão, quando se exagera para um lado ou para o outro, tem-se um embate, não só um desequilíbrio social e político, que é perene, até se resolver isso com muito mais reflexão. Há muita miséria e muita injustiça quando não se tem um texto constitucional bem refletido. Temos aqui Parlamentares excelentes. O Deputado Andrada vem de uma longa linhagem de pensamento constitucional. Espero que, no nosso País, nós façamos essa reflexão considerando a atual Constituição de 1988, que é imperfeita em vários aspectos e que precisa ser corrigida, para que possamos ter equilíbrio, estabilidade, justiça e continuidade do que é a brasilidade, que está em jogo também. Meus amigos, muito obrigado. Essa é a minha reflexão. Bom dia. - 01/11/2023Breves Comunicações
O Deputado discutiu a resistência ao Projeto de Lei nº 3.780, de 2023, que propõe aumento de penas para vários crimes, incluindo o latrocínio. Sugeriu que, além de preocupações legítimas, alguns Parlamentares contrários à proposição podem estar influenciados por conexões com o crime organizado. Criticou a falta de ação efetiva do Parlamento e do Governo contra o crime organizado, enfatizando a importância de políticas mais rigorosas, como o aumento de penas, para combater a criminalidade e o financiamento ilícito de partidos e políticas públicas.
Palavras-chave oficiais: Projeto de lei ordinária,alteração,Código Penal (1940),Pena,aumento,Segurança pública,Política de segurança pública,Crime organizado
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O SR. LUIZ PHILIPPE DE ORLEANS E BRAGANÇA (PL - SP. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente. Ontem foi votado um projeto muito importante, o que aumenta a pena referente a vários crimes, sobretudo o de latrocínio. Para minha surpresa, houve quem fosse contrário ao projeto, talvez por ter expectativa de que estaríamos criando um Estado policialesco ou de que seria uma violação dos direitos humanos ou de que a política carcerária não teria nenhuma capacidade de reformar um indivíduo delinquente. Todas essas são justificativas interessantes. Imagino que alguns dos Deputados que votaram contra o aumento de pena pensavam assim alguns , mas outra grande parcela não. Essa grande parcela é que me preocupa, porque o tempo de cárcere de vários desses criminosos significa menos recurso para o crime organizado, e o crime organizado está financiando vários políticos e partidos, está crescendo no Brasil. Eu vejo com muita preocupação o fato de que o Parlamento ainda não tenha abordado esse problema de forma coesa. No caso do Governo, então, nem se fale, parece que está abraçando todos os grupos e organizações criminosas do mundo. Está fazendo de tudo para se colocar do lado de todas as organizações que todo Estado de Direito e toda civilização moderna já rechaçaram. Aqui, internamente, há Deputados dizendo o seguinte: "Não, não vamos aumentar a pena da população carcerária. Não vamos aumentar a pena daqueles que cometem crime". Por causa dessas razões, talvez até seja uma boa narrativa. Agora o ponto que eu quero abordar aqui é que existe de fato uma conexão entre o crime comum e o crime organizado. Os dois estão vinculados, são geradores de recursos que financiam partidos e campanhas de políticos. É importante que este Parlamento comece a falar a verdade, comece a colocar isso em pauta, para que tenhamos a defensoria da nossa cidadania, do nosso País. É isso que está em jogo. Isso ultrapassa qualquer ideia de esquerda ou de direita. Gostaria até de perguntar a muitos daqueles que defendem esses grupos se, por acaso, não é um grande risco entregar poder a essas organizações criminosas. E é o que está acontecendo. Quando se evitam políticas que combatem o crime organizado, ele cresce. Se ele cresce, ganha poder, ganha projeção, ganha controle. Como ficam então essas políticas que a Esquerda tanto defende? Será que é possível aplicar políticas de esquerda num Estado controlado por criminosos? Eu digo que não! A Esquerda crítica muito o patrimonialismo, critica muito o paternalismo, o patriarcado. O que é o crime organizado? Crime organizado é feudalismo! No crime organizado, a propriedade privada é deles! Alguém tente cobrar impostos em área do crime organizado! Tente aplicar política pública em área do crime organizado! Veja os países que são dominados pelo crime organizado. Lá não há política pública nenhuma. Lá o Estado está falido. Não existe socialismo. É um Estado falido. Quem exerce o comando? O crime organizado! E esses que se diziam socialistas são obrigados a agir em favor do crime organizado. É isso que está em jogo aqui. O projeto é do Deputado Kim Kataguiri. O meu outro colega Deputado foi muito feliz na relatoria. Fiquei muito satisfeito ao ver ampla maioria votar a favor desse projeto. Temos que aumentar as penas, tirar a população criminosa das ruas, colocar a população criminosa no cárcere, porque essa é também uma das maneiras de combater o crime organizado, além da limpeza dessas linhas espúrias de financiamento de políticas públicas e de partidos que crescem sem nenhum limite no nosso País. Presidente, colegas, muito obrigado. - 26/10/2023Breves Comunicações
O Deputado elogiou a aprovação de uma moção de louvor a cidadãos brasileiros combatentes contra o terrorismo em Israel, realçando o amplo apoio partidário à decisão da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional. Ademais, adotou um tom crítico ao avaliar o cenário político brasileiro, citando um artigo recente do Financial Times para reforçar sua visão de que o país regressa às práticas de corrupção e associações criminosas, prejudicando sua imagem internacional. Adicionalmente, reprovou reformas apressadas, como a tributária, e ações do governo federal que favorecem a corrupção em vez de promover o avanço do índice de desenvolvimento humano (IDH). Por fim, alertou para um futuro onde o Brasil poderia se assemelhar a um narcoestado, dominado por um governo autoritário, caso as atuais tendências não sejam revertidas.
Palavras-chave oficiais: Moção de louvor,Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN),Brasileiro,Combatente,Terrorismo,Israel,Guerra,Palestina,Hamas Reportagem,Corrupção,Governo federal,Parlamento,Organização criminosa,Tráfico de droga Política fiscal,Reforma tributária,Processo legislativo,Tributação,Conta offshore,Índice de Desenvolvimento Humano (IDH),Projeto de lei ordinária,Aplicação financeira,Investimento,País estrangeiro,Esquerda política
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O SR. LUIZ PHILIPPE DE ORLEANS E BRAGANÇA (PL - SP. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente. Colegas, ontem, na Comissão de Relações Exteriores, foi aprovada uma moção de louvor aos brasileiros israelitas, ou seja, aos brasileiros com dupla cidadania que foram para Israel combater o comunismo e o terrorismo os dois estão vinculados, sim. Parabéns a esses brasileiros, que bravamente se juntam às forças de defesa de Israel para combater o terrorismo! E me alegrou muito ver o amplo apoio de Deputados da Direita, do Centro e da Esquerda, inclusive aqueles da base do Governo, a essa moção de louvor. Mesmo assim, isso não é o bastante. Não é o bastante haver decência em vários Parlamentares, porque nós não somos todos os Poderes da República. Existe o Executivo, que não se posiciona; existe um Judiciário que protege criminosos. Então, temos um sistema falimentar se aliando a tudo o que há de pior no mundo. Não sou eu quem diz isso. O Financial Times até publicou recentemente que o Brasil está adotando as velhas práticas da corrupção, as velhas práticas de abraçar o crime organizado. Esse é um jornal muito importante para investidores, para pessoas que olham o Brasil com olhos de esperança. Agora esses olhos estão um pouquinho mais tristes, porque veem essa grande Nação do Ocidente voltando às velhas práticas da corrupção, liderada pelo Governo, liderada pelo Parlamento. Os chefes do nosso Parlamento vendem o nosso Parlamento. Isso tudo compõe o cenário internacional do Brasil, a imagem internacional do Brasil, além dessas associações com grupos internacionais, com o narcotráfico, com o terrorismo. Ou seja, o Brasil está ficando um país completamente inviável. Agora, somem a isso essas reformas que estão sendo pautadas, todas elas, no afogadilho. Vamos lembrar que nenhuma delas foi discutida. Nenhuma delas foi discutida. Foram todas feitas de forma atropelada. Em países desenvolvidos, mobiliza-se toda a população para discutir o sistema tributário, mobilizam-se todos os Deputados, em um amplo debate. Aqui tudo feito de forma atropelada. Ou seja, estão dizendo: "Olha, o povo é imbecil e não quer discutir reforma tributária. Os Parlamentares são desqualificados, não querem discutir nada que é tributário. Então, vamos atropelá-los, vamos atropelá-los". Todas essas reformas estão sendo feitas assim. Acabaram com o teto de gastos, aprovaram o "calabouço" fiscal, aprovaram a proposta de reforma tributária e agora querem tributar fundos offshore. Para quê? Para financiar um Governo corrupto, vinculado a terroristas e narcotraficantes. Agora vem essa coisa de imposto justiceiro: "Ah, vamos tirar do rico para dar para a população!" Não é nada disso! A população gostaria de ver as medidas de IDH. Alguém apresentou alguma medida de IDH aqui? "Olha, se tributar isso aqui da faixa mais rica, vamos aumentar isso no IDH da faixa mais pobre." Alguém ao menos fez essa pesquisa, alguém do Governo, que está se beneficiando dessas propostas de reforma tributária? Nada disso! Esse dinheiro não vai ser usado para a população. Ele nunca chega à ponta. Esse dinheiro morre na máquina pública, morre nas oligarquias que tomam conta dos Parlamentares, tomam conta dos serviços públicos. É para isso que serve esse discurso justiceiro. E mesmo assim é um discurso errado. Tributo tira poupança e renda da população para algum propósito específico, por um tempo determinado, com uma visão de impacto, com uma medida para ver se deu certo ou se deu errado. Nada disso está sendo oferecido aqui como contraproposta. Eles vêm com essa narrativa de justiça social, mas isso é balela. Isso é praticamente narrativa de criminoso que quer roubar de uma população inocente, que não discute questões tributárias. Nós precisamos acordar para o sistema tributário nacional. Estamos nos tornando inviáveis. Fechem logo a bolsa! Para que ter bolsa de valores e mercado de capitais? Isso é coisa de rico bandido que manda dinheiro para fora. Temos que fechar logo a bolsa. Tributa logo todos os altos salários. Acima de 2 mil reais já virou alto salário. Tributa todo mundo, porque é tudo bandido. Não é assim que pensa a Esquerda, que quer fazer justiça social através de tributo? Está totalmente errada essa visão. Vão afugentar as pessoas. Isso aqui vai virar terra de ninguém, uma Venezuela. O País vai acabar! Vai ficar aqui uma população completamente dependente e empobrecida. A classe média vai fugir, e um Governo tirânico vai ficar no comando do País. Esse é o modelo que eles querem criar. Que modelo tirânico é esse? É o modelo socialista ao menos? Nada disso. É um narcoestado. Eles estão se entregando ao narcoestado. Estão usando narcotraficantes como mercenários do poder. Como eles não têm poder efetivo, nem popularidade como foi muito bem colocado aqui pelo Deputado Coronel Chrisóstomo, eles não conseguem sair à rua de tão impopulares que são, porque o povo sabe o que eles são , eles usam o narcotráfico para desestabilizar a população e assim adquirir poder local em rincões da nossa sociedade, para forçar eleitores a votarem neles. Estão se entregando para o poder mercenário, que depois toma conta, e não se consegue tirá-lo mais. Isso é um perigo! Presidente e colegas, estou fazendo essa síntese aqui porque há um vínculo entre essa questão tributária, o Hamas e os grupos terroristas. Uma organização criminosa é que pensa assim, e é isso o que temos no Governo. Obrigado, Presidente e colegas. - 25/10/2023
O Deputado encaminhou a bancada na votação da Emenda de Plenário nº 27 apresentada ao Projeto de Lei nº 4.173, de 2023, que dispõe sobre a tributação da renda auferida por pessoas físicas residentes no País em aplicações financeiras, entidades controladas e trusts no exterior.
Palavras-chave oficiais: Encaminhamento de votação,Emenda de plenário,Projeto de lei ordinária,favorável
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O SR. LUIZ PHILIPPE DE ORLEANS E BRAGANÇA (PL - SP. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente. Esse destaque é muito simples, colegas. É só um ajuste de semântica, para acrescentar a palavra "bilateral" quando se trata de ações e trocas que existem dentro das bolsas de valores. O texto estava mencionando somente trocas multilaterais, o que talvez, numa interpretação, pode até ser tolerável, mas para evitar problemas futuros de interpretação queria somente incluir a palavra "bilateral", porque são trocas voluntárias entre dois agentes, não necessariamente entre um agente e um acordo de bloco. Então, isso expande um pouquinho o que de fato ocorre numa bolsa de valores, que são acordos bilaterais. Alguns, sim, são multilaterais. Então, trata-se de uma pequena inclusão semântica nesta proposta. Obrigado, colegas, pela compreensão. - 25/10/2023
O Deputado discutiu o Projeto de Lei nº 4.173, de 2023, que dispõe sobre a tributação da renda auferida por pessoas físicas residentes no País em aplicações financeiras, entidades controladas e trusts no exterior.
Palavras-chave oficiais: Discussão,Projeto de lei ordinária,contrário
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O SR. LUIZ PHILIPPE DE ORLEANS E BRAGANÇA (PL - SP. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, colegas Parlamentares, mais um projeto tributário está sendo aprovado no afogadilho, no atropelo, sem discussão nas Comissões. Até este processo tem sido extremamente penoso para pequenos ajustes de bom senso no texto. Fica até contraproducente para o próprio Relator trazer um projeto de tal magnitude para ser debatido nesse âmbito, com erros e pequenos ajustes de texto que estamos votando aqui sem sequer contemplá-los, porque não há espaço no número de destaques. É patética a maneira como está sendo tratada a questão tributária no Brasil. Há um atropelo, um desespero por arrecadação, e não estão olhando quem será impactado do outro lado. O que nós estamos fazendo aqui, sistematicamente, progressivamente, é punir todo aquele que atinge o sucesso, que tem poupança, que quer investir nas oportunidades mundiais. Mas, pelo contrário, ele não vai ter acesso, vai ser "sobretributado", vai ter um incentivo para não fazer esses investimentos, para não ter as oportunidades de investimento que outros cidadãos do mundo têm. Isso vai até estimular que ele se torne cidadão de outro país. É esse movimento que está acontecendo com a maioria dos investidores profissionais. Eles estão saindo do Brasil, estão deixando de ser brasileiros. Isso é um contrassenso. O Brasil é para todos, tem que abrigar todos, seja rico, seja pobre. Temos que ser completamente magnânimos em abraçar todas as classes sociais, e não punir uma em detrimento de outra, sendo que essa outra não recebe nada. Todos esses recursos vão para um buraco sem fundo. Eu até gostaria de desafiar aqui o Governo: quantos bilionários de fato vão ser tributados com todas as medidas? O bilionário não vai ser tributado em absolutamente nada. Todos esses projetos tributários vão impactar a classe média, vão limitar a classe média. A classe média, relativamente à dos outros países, será uma classe média pobre. É isso o que estamos sacramentando aqui. Temos que tomar muito cuidado nessas discussões tributárias. Não estamos tomando esse cuidado, porque o assunto deveria ter sido tratado nas Comissões. Esse projeto tem que receber o nosso "não" fervoroso, exatamente porque não sabemos os impactos dele e quem vai pagar. Algum investidor já veio falar sobre o lado dele da moeda, o que isso acarreta para a vida dele? Claro que não. É esse tipo de impacto que temos que medir. Estamos expulsando aqueles que geram riqueza, geram oportunidade, geram liquidez no nosso mercado. Estamos praticamente fechando o nosso mercado. Presidente, colegas, apelo aqui para que rejeitemos esse projeto. Muito obrigado. - 25/10/2023Breves Comunicações
O Deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança defendeu o debate aberto sobre os fundos offshore. Alertou contra o estigma de associá-los apenas a atividades ilegais, ressaltando a necessidade de acesso global para investidores brasileiros. Advertiu sobre o risco de criar barreiras e incentivar a busca por cidadania estrangeira. Destacou a importância de ponderar os impactos antes da votação.
Palavras-chave oficiais: Conta offshore,Defesa,Investimento,Investidor financeiro,País estrangeiro,Mercado financeiro
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O SR. LUIZ PHILIPPE DE ORLEANS E BRAGANÇA (PL - SP. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente Pompeo. Essa questão dos fundos offshore tem que ser muito bem explicada, debatida em Plenário e, melhor ainda, em Comissão Especial para isso. Não tivemos esse privilégio de debate. Muitos mitos são suscitados aqui: o de que fundo offshore é algo para bandido, o de que fundo offshore é para político corrupto. De fato, também são usados para isso, mas existe uma necessidade legítima da sociedade brasileira que hoje investe no mercado financeiro e estamos falando aqui, Presidente Pompeo e colegas, de mais de 5 milhões de brasileiros, talvez até 6 milhões de brasileiros. Eles ambicionam investir no mundo todo. Um fundo offshore viabiliza esses investimentos. Não há outro veículo para fazer esses investimentos investimento direto. Um brasileiro não pode comprar uma coisa diretamente na Turquia, na Rússia; tem que passar por alguma estrutura internacional. Cidadãos de outros países têm este benefício, têm mais liberdade para poder investir em tudo o que o mundo tem para oferecer. Quando nós começamos a olhar fundo offshore já com uma mentalidade punitiva, entendendo que só bandido, só gente mau-caráter é que tem fundo offshore, nós estamos privando uma classe crescente de investidores brasileiros de acesso a investimento no mundo todo. Praticamente estamos criando um cidadão de segunda classe e dizendo que brasileiro que pode investir no exterior tem que deixar de ser brasileiro porque aqui vai ser punido, enquanto que, em outros países, outras cidadanias têm liberdade de investimento no mundo todo. Então, temos que ter aqui muito cuidado quando julgarmos este tema, porque, de fato, estamos criando barreiras para uma classe de investidores que cresce no Brasil. Muitos deles já estão adquirindo cidadania fora do Brasil, criando uma onda de pedidos de outra cidadania, de outras residências, para não terem que sofrer as imbecilidades que são propostas com relação a este tema. Temos que ter muito cuidado, colegas, quando colocarmos este tema a voto, porque podemos estar punindo nós próprios brasileiros com relação àquilo que nós deveríamos almejar: sermos cidadãos do mundo capazes de investir e nos beneficiar de tudo o que o mundo tem para oferecer. Se punirmos demasiadamente essa questão dos fundos offshore, estaremos criando um grande problema para nós mesmos. Muito obrigado, colegas e Presidente. - 24/10/2023Breves Comunicações
O Deputado expressou preocupação com a crise da segurança pública no Rio de Janeiro e em outros Estados, destacando os recentes atentados a ônibus. Ele enfatizou que a situação reflete o aumento da criminalidade organizada, incluindo milícias e grupos ligados ao narcotráfico, que estão desafiando o controle do Estado. Argumentou que quando o crime organizado assume o controle, o País fica sob seu domínio, citando exemplos de outros países. Ele fez um apelo ao Ministro da Justiça por uma estratégia de segurança pública urgente.
Palavras-chave oficiais: Rio de Janeiro (Estado),Ônibus,Incêndio,Tráfico de droga,Milícia,Crime organizado,Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública,atuação
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O SR. LUIZ PHILIPPE DE ORLEANS E BRAGANÇA (PL - SP. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente e colegas. As últimas imagens do Rio de Janeiro de atentados a ônibus são simplesmente um termômetro do que está acontecendo com o Brasil em termos de segurança pública, de crimes organizados por milícias, de crimes organizados por diversos grupos vinculados a narcotráfico e outros tipos de crime, como contrabando de toda espécie, seja de minerais, seja de pessoas, seja de armamentos. O Rio de Janeiro já não é mais considerado um Estado que tem controle sobre seu próprio território. E como o Rio de Janeiro existem outros Estados quase na mesma situação, ou, se prestarmos atenção, em situação até pior, Estados fronteiriços que já estão dominados por interesses de países vizinhos, não de Governos, mas de grupos criminosos. Fica a questão: quem ganha com isso? Sabemos que vários grupos políticos tentam tirar algum proveito da existência de um grupo subversivo operando livremente na sociedade, sendo apadrinhado por juízes, fazendo crescer seus negócios. E, eventualmente, aqueles que usaram o poder dos criminosos para se tornar poderosos acabam sucumbindo. Nenhum país que entregou o seu poder aos narcotraficantes, ao crime organizado, de qualquer espécie que seja, de fato exerce o poder. Ele fica sucumbido ao poder criminoso. Basta perguntar como é que as coisas funcionam no México, basta verificar se o Governo de lá, que tem viés de esquerda, que é socialista, está implementando o socialismo no país. E quem está impedindo o socialismo no México? O narcoestado. Quem está impedindo o socialismo na Venezuela? O narcoestado. A mesma coisa sucede na Bolívia e nos demais países que sucumbiram. A realidade é esta: quando se entrega aos narcotraficantes, ao crime organizado, o poder de fazer política, de interferir na sociedade e criar o caos, acuar as forças de Estado, entrega-se o país inteiro, para sempre. Não há depois como debelar essas forças sem uma grande intervenção externa, que de fato nunca vai acontecer. Então, o Governo deixa de ser Governo, ou passa a ser parte do grupo criminoso. Fica o meu apelo ao Ministro da Justiça, que tem que tomar uma atitude. Precisamos de uma estratégia de segurança pública urgente! Obrigado, Presidente e colegas. - 18/10/2023Breves Comunicações
O Deputado expressou sua preocupação com o vínculo percebido entre o governo atual e ações consideradas atos de terrorismo e crimes. Criticou a omissão do governo e do Itamaraty em relação a essas questões, alegando que essa postura relativiza tais ações. Enfatizou a importância da decência e da moralidade na governança e condenou qualquer apoio a grupos que realizam atos bárbaros. Pediu uma ação do Parlamento para enfrentar problemas graves no governo. Por fim, expressou esperança de que Parlamentares de diferentes espectros políticos se posicionem contra a indecência no governo.
Palavras-chave oficiais: Crítica,Governo federal,Deputado federal,Esquerda política,Ministério das Relações Exteriores,Supremo Tribunal Federal (STF),Terrorismo,Organização terrorista,Guerra,Israel,Palestina
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O SR. LUIZ PHILIPPE DE ORLEANS E BRAGANÇA (PL - SP. Sem revisão do orador.) - Presidente Pompeo de Mattos, colegas, eu acho que está se tornando cada vez mais evidente o vínculo deste Governo com o que há de pior no mundo. Não é de hoje que esse Governo, esse partido e vários Parlamentares da Esquerda, com raras e nobilíssimas exceções, posicionam-se em defesa do terrorismo, do narcotráfico e de ditadores. A omissão deste Governo, do nosso Ministério das Relações Exteriores, do Itamaraty chancelando um posicionamento político de atos bárbaros, criminosos, relativizando essa ação, tentando justificar crimes como se fossem um ato político justificável, proporcional, não tem o mínimo cabimento dentro de um Estado de Direito que queremos construir, que é o Brasil. Os cúmplices dessas barbáries não podem governar país nenhum. Eles deveriam estar encarcerados, limitados, sim, na sua função, porque não há como um ser humano abraçar um ataque à humanidade como algo justificável, como se matar criança fosse justificável, como se sequestrar pessoas fosse justificável, independentemente da ideologia política. Temos uma questão de decência e de estabilização de Estado de Direito que temos de projetar ao mundo, mas não o fazem. O que temos aqui é uma omissão ou até um apoio a esses grupos bárbaros. É esse Brasil que os Parlamentares querem? É esse Brasil que o Itamaraty projeta ao mundo? É esse Governo que apoia a ditadura, que apoia narcotráfico e que apoia crimes bárbaros cometidos pelo terrorismo que queremos à frente do nosso País? Parlamentares chegam ao ponto de ultrapassar a linha, atravessar o rubicão da decência. Não temos moralidade nenhuma de abraçar a imoralidade que é cometida no mundo. Isso não é Governo. Isso é tirania imposta. O maior inimigo deste Governo é a decência do ser humano. É isso que esse Governo combate. Ele combate a humanidade, combate a natureza humana, combate a civilização, combate o Estado de Direito. Isso está bem nítido. Em que momento este Parlamento vai tomar uma atitude? Como se já não bastassem as interferências que o STF praticava em cima do Parlamento, agora temos um Governo completamente omisso na sua função precípua de governar com decência. Mas isso é exigir demais desse Governo, porque ele faz parte do grupo criminoso mundial, faz parte de uma rede absolutista que cresce no mundo. Precisamos estancar esse movimento. E é este Parlamento que tem de fazer isso. Nós já sabemos qual é o jogo. Cabe a todo Parlamentar, com um pingo de decência, posicionar-se e se unir contra o que esse Governo está projetando para este País, contra o que o STF está ajudando esse Governo a projetar para o País. Presidente e colegas, a questão é grave e muito triste. Não quero entrar em detalhes aqui das barbáries cometidas. No entanto, temos uma barbaridade muito maior de não reconhecer a decência. É isso que está faltando. E espero que os Parlamentares de bem da Esquerda, do Centro e da Direita se posicionem cada vez mais. Sei que existe decência no povo brasileiro. Ele não pode estar aqui representado por essa minoria. Essa minoria indecente que conduz o País não representa a totalidade do povo brasileiro. Gostaria de dizer em alto e bom som aos israelenses que têm sofrido essas barbáries, aos brasileiros que estão sequestrados, às pessoas de todas as etnias, religiões e nacionalidades que hoje estão sofrendo na mão da barbárie que existe decência no Brasil. Ela não está no Itamaraty, não está no Governo, mas existe aqui no Parlamento. Vários Parlamentares vão se pronunciar. Espero ainda ver aqui mais pronunciamentos de Deputados da Esquerda. Esses, sim, eu gostaria de ver se pronunciando contra a indecência. Alguns já foram nobres o bastante e vieram aqui, mas gostaria de ver mais. Muito obrigado, Presidente e colegas. - 20/09/2023Breves Comunicações
O Deputado alertou sobre preocupações econômicas emergentes, enfatizando desequilíbrio entre arrecadação e despesas governamentais. Na sua opinião, o atual modelo econômico pode resultar em inflação e alta de juros, prejudicando consumidores e gerando pressões sobre o Parlamento. Destacou ainda a necessidade de uma reforma administrativa para equilibrar as contas e conter gastos excessivos. Como Presidente da Frente Parlamentar pelo Livre Mercado, ele anunciou sua intenção de colaborar com outros líderes de frentes parlamentares e propôs um front amplo. O Parlamentar convocou seus colegas a se unirem neste esforço e mencionou reuniões e jantares planejados para debater a reforma administrativa. Concluiu convidando Deputados de todos os espectros a participar dessas discussões.
Palavras-chave oficiais: arrecadação,Despesa pública,desequilíbrio,Inflação,Juros,resultado Reforma administrativa,Defesa,Frente parlamentar,atuação
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O SR. LUIZ PHILIPPE DE ORLEANS E BRAGANÇA (PL - SP. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente. Colegas, eu gostaria de atentar para um fato que nos atinge diretamente, porque vai nos envolver, e espero que envolva a opinião pública também. A condução econômica que estamos vendo nos leva diretamente a um confronto com as obviedades. A arrecadação não está sendo suficiente para suprir as necessidades autoimpostas pelo atual Governo, e está se criando um rombo, porque a arrecadação está menor do que seria necessário para suprir essa sanha de gastança. Muito bem. O mercado como um todo está vendo que, neste ano e no ano que vem, não haverá como fechar a conta. Não fecharemos essa conta. Quem vai pagar o pato é o consumidor brasileiro, com inflação, alta de juros... Tudo isso impacta diretamente no pai de família, no trabalhador, e, por consequência, cria uma demanda direta contra nós, Deputados. Então, cabe a nós, Deputados, nos unirmos, para fazermos uma reforma administrativa. Várias frentes parlamentares estão se unindo. Eu sou o Presidente da Frente Parlamentar pelo Livre Mercado. Vou me unir aos demais Presidentes de frentes parlamentares e criar um front bem amplo para que nós, Parlamento, assumamos a responsabilidade de equilibrar a conta de fato, de trabalhar o problema, e não a consequência. O problema é o excesso de gastos. Há necessidade de ajuste da máquina pública condizente com aquilo que é arrecadado. Isso parece razoável. Mas, para muitos, de um lado ideológico, isso é completa heresia. Temos que desvincular o Estado da economia. Cabe a todos os Deputados se unir nesse novo front. Teremos reuniões já na semana que vem, na terça-feira, jantares para os Deputados, para explicarmos a reforma administrativa. Convido a todos, de todos os matizes, que queiram fazer a coisa séria, que queiram fazer a coisa razoável. Muito obrigado, Presidente e colegas. - 14/09/2023Breves Comunicações
O Deputado defendeu a importância da Operação Lava-Jato como a operação de maior sucesso no combate à corrupção na história do Brasil. Expressou preocupação com a reescrita da história e a negação da corrupção por parte de autoridades e políticos. Pediu aos colegas que, independentemente de suas filiações partidárias, se unissem em busca da verdade sobre a corrupção no Brasil. Enfatizou que o eleitor brasileiro deseja a verdade e não quer mais corrupção. O orador conclamou todos os Deputados a trabalharem juntos para preservar a verdade e resgatar a integridade do Parlamento e do povo brasileiro.
Palavras-chave oficiais: Elogio,Operação Lava Jato,Cooperação internacional,Crítica,Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública,Ministro do Supremo Tribunal Federal,Governo federal,Partido dos Trabalhadores (PT),Corrupção,Defesa,Atuação parlamentar,esclarecimento,Verdade dos fatos
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O SR. LUIZ PHILIPPE DE ORLEANS E BRAGANÇA (PL - SP. Sem revisão do orador.) - Presidente Pompeo de Mattos, colegas, gostaria de afirmar que a Lava-Jato foi a operação de maior sucesso no combate à corrupção da história do Brasil. Essa operação sempre teve envolvimento internacional, porque os países da região, a Europa e os Estados Unidos também sofreram as consequências da corrupção brasileira. Isso é público e notório há vários anos. Agora, temos um Ministro da Justiça que se faz de desinformante, temos um Ministro do STF que se faz de desinformado, e pronto. A verdade e a história estão sendo reescritas, mas não estão sendo reescritas para os Deputados e para aqueles que nasceram e conviveram com o problema. Elas estão sendo rescritas para a futura geração, para aqueles que estão saindo da faculdade, para aqueles que estão na escola, que aprendem que em 2016 houve um golpe da extrema direita contra uma completa incapacitada para ocupar a Presidência da República, que foi Dilma Rousseff. Eles aprendem que aquilo foi um grande golpe de Estado. Eles aprendem que não houve nada de corrupção em todo esse século. Os 20 anos de Governo e, de fato, estão ainda no Governo nunca deixaram de ter a mão do Estado através do seu aparelhamento permanente. Os 20 anos de Governo desse partido, que protagonizou todos esses escândalos de corrupção, simplesmente não existiram. E a corrupção agora também não existe. Então, eu gostaria de apelar para os Deputados sérios que estão aqui, de todos os matizes ideológicos, incluindo a base do Governo. Temos que resgatar a verdade, se há ou não há corrupção nos dias de hoje, se houve ou não corrupção no passado recente. É este o combate: o combate pela verdade. Precisamos definir o que é verdade. Certamente este Parlamento não está condizente com isso. Certamente o Ministro da Justiça não está condizente com a verdade. Certamente o Ministro do STF também não está condizente com a verdade. Isso porque eles sabem qual é a verdade. Eles estão omitindo a verdade. Essa é a realidade. Cabe a nós Deputados que de fato conhecem a verdade e querem preservá-la erguer todas os matizes ideológicos. Nós precisamos disso. O eleitor brasileiro não quer mais corrupção. O eleitor brasileiro quer a verdade. Não vamos sufocá-la, Deputados. É a nossa missão. Deputado Pompeo, Presidente desta Câmara, muito honrado, V.Exa. faz parte da Esquerda, e acredito que V.Exa. também queira a verdade, assim como eu e vários da Direita e do Centro. Vamos nos unir, vamos resgatar a verdade para este Parlamento, para o povo brasileiro. Muito obrigado, Presidente. - 13/09/2023Breves Comunicações
O orador enfatizou a importância de uma reforma administrativa como um passo essencial para enfrentar os problemas econômicos no Brasil. Ressaltou que o alto custo da máquina pública é a raiz dos desafios financeiros do País e que essa questão precisa ser abordada antes de outras reformas. Argumentou que a falta de flexibilidade nos gastos públicos torna a economia vulnerável e inibe o investimento, criando incertezas para os empresários. Expressou preocupação com a possibilidade de uma reforma tributária que aumente a carga fiscal, tornando-se impopular e prejudicial ao consumo e à produção. Defendeu a liberalização da economia como uma abordagem mais eficaz para aumentar a arrecadação e instou o governo a considerar uma reforma administrativa para conter os custos e tornar a entrega de serviços mais eficiente. O orador questionou se o Estado brasileiro está realmente medindo a eficiência na prestação de serviços e enfatizou a necessidade de medidas nesse sentido.
Palavras-chave oficiais: Frente parlamentar,Liberalismo econômico,Mercado,Reforma administrativa,Investimento,Contas públicas,Arrecadação tributária,Reforma tributária,Carga tributária,Despesa pública,Setor público,eficiência,Crítica,Governo federal,Política econômica
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O SR. LUIZ PHILIPPE DE ORLEANS E BRAGANÇA (PL - SP. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente. Hoje de manhã nós estivemos no café da manhã promovido pela Frente Parlamentar do Livre Mercado, ocasião em que demos o apoio a toda tentativa de fazer uma reforma administrativa. Essa reforma é extremamente importante, porque é daí que vem o grande problema. Nós nos debatemos aqui em tentar resolver as consequências de não fazer uma reforma administrativa, que deveria preceder todas as outras reformas. Nós estamos falando de reforma tributária e de todos os tipos de reformas com relação a juros, interferência em preços, controle disso e controle daquilo, mas não falamos do que gera esses problemas. O que gera o problema é não ter um Estado em que os custos sejam flexíveis e baseados na arrecadação. E o que está acontecendo? A arrecadação está caindo, e, proporcionalmente, o que nós arrecadamos não consegue suplantar aquilo que gastamos, o rombo aumenta, e isso gera todo tipo de impacto econômico, impacto monetário, impacto fiscal. Nós temos uma previsibilidade do Brasil que está completamente comprometida. Ninguém investe no momento de agora, todo mundo investe olhando para frente. Se, olhando para frente, o rombo vai estar maior ainda, todo mundo para de investir. Então, esta é a lógica de todo investidor. Agora, o que nós estamos fazendo aqui? Nós não estamos debatendo o problema. O problema é que nós temos um custo enorme! Nós temos que reformar e temos que ter flexibilidade para poder atuar nesse custo. Aí, sim, podemos até fazer uma reforma tributária. É isso que eu acho que está gerando um problema para o Governo agora. Eu acho até que é do interesse do Governo fazer uma reforma administrativa, porque ele está vendo que, com a arrecadação caindo e com o potencial de fazer uma reforma tributária com muito mais arrecadação e com muito mais alíquota subindo, isso vai se tornar extremamente impopular, vai criar uma implosão de consumo e de produção. Isso é certeiro! Então, eles têm que fazer uma reforma administrativa. O próprio Governo tem que fazer essa reforma administrativa. A narrativa do Governo é sempre de gastar mais, gastar mais, gastar mais; contratar mais, contratar mais, contratar mais; melhorar ainda mais o pagamento dos funcionários públicos, e a economia, como é que vai? Em vez de deixar a economia fluir, estão interferindo, controlando o preço e fazendo toda sorte de blindagem da livre iniciativa. Eles têm que fazer o contrário. Nós temos que liberalizar a economia para que até o próprio Governo tenha o benefício disso e entenda essa dinâmica. Concluindo, Presidente, nós temos aqui que, talvez, doutriná-los no que seria uma alternativa ao que está sendo debatido pelo Governo e Ministério da Economia. Não é o caminho certo querer restringir a economia e, ao mesmo tempo, aumentar arrecadação. Isso não funciona. Se quiser aumentar a arrecadação, tem que liberalizar a economia. E, como não vai dar tempo certamente não vai dar tempo para a economia reagir ao compasso do aumento de gastos que eles querem , temos que ter uma reforma administrativa, sim, para conter custos e para que esses custos sejam comensuráveis à entrega de serviços com todos os benefícios que a população brasileira tem por mérito. A população paga muitos tributos, comparada a outros países e a outros povos, e eu não vejo nenhuma medida de benefício, de fato, de eficiência. Nós estamos tendo eficiência na entrega desses serviços? Quem está medindo isso? Eu não vejo o próprio Governo medindo isso, o próprio Estado não faz a medida. Então, nós temos que ter uma reforma administrativa até para impor medidas de eficiência, que não existem no Estado brasileiro. Colegas e Presidente, muito obrigado. - 12/09/2023Breves Comunicações
O Deputado destacou a falta de apoio popular ao Governo durante as manifestações do 7 de Setembro. Ressaltou que, independentemente da orientação política, a população demonstrou sua insatisfação. Criticou partidos do Centro que aderiram em troca de ministérios e mais orçamento. Enfatizou que nem a Esquerda tem dado apoio à atual gestão. Apontou a desconexão de alguns deputados que parecem ignorar a opinião pública em favor de acordos palacianos e interesses partidários, questionando a moralidade de apoiar um Governo criminoso e corrupto. O orador ressaltou a importância de os políticos respeitarem os eleitores.
Palavras-chave oficiais: Governo federal,Dia da Independência do Brasil,ausência,popularidade,Deputado federal,atuação,Crítica
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O SR. LUIZ PHILIPPE DE ORLEANS E BRAGANÇA (PL - SP. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Sr. Presidente. Eu gostaria de dizer que constatei, no 7 de Setembro deste ano, que a população falou, que a população foi bem clara em não apoiar absolutamente nada que vem do Governo. A população, tanto de esquerda quanto de direita e de centro, foi nítida: "Não apoiamos o Governo". Em nenhuma cidade do Brasil onde houve desfile militar houve apoiamento popular. Está gritante a falta de popularidade do Governo. Aqui nós vemos partidos do Centro, que recentemente pularam do barco, que saíram do Centro e foram para a base do Governo, agora terem Ministério. Agora vão ter mais orçamento, vão ter mais apoio do Governo estão buscando apoio do Governo. Nem a Esquerda está apoiando o Governo! Ouço as discussões da Esquerda, as discussões entre eles e eles discutem abertamente. Parabéns à Esquerda, por discutir abertamente! É assim mesmo que tem que ser feito. A Direita já fazia isso. Agora estou vendo a Esquerda fazer isso. Perfeito, muito bonito! O apoiamento é zero. Agora, vemos Deputados aqui desconexos dessa realidade, completamente desconexos. Não importa a opinião pública, não importa o que a população está falando. Para eles, vale o acordo palaciano aqui em Brasília. Para eles, vale o Orçamento. Para eles, vale o Ministério. Isso envolve todo o seu partido. Os seus Líderes partidários se transformaram em corretores de interesses, em corretores de interesses, não representam absolutamente nada. É isso o que se tornaram os Líderes partidários. Aliás, esse é um fenômeno que só existe no Brasil, esse tipo de liderança que faz uma amálgama daquilo que é o interesse geral e negocia com o Governo. Não existe isso. O modelo é completamente falho. Os Deputados também estão falhos na sua moralidade, ao apoiar um governo que está defunto, um governo criminoso e corrupto. Temos que olhar isso com profundidade e respeitar o eleitor, que tem opinião e está exercendo a sua opinião, tanto ativamente quanto passivamente. Esse foi o nosso 7 de Setembro de 2023. Não há popularidade do Governo. Gostaria que os nossos Deputados representassem isso. Obrigado, Sr. Presidente. Obrigado, colegas. - 05/09/2023Breves Comunicações
O Deputado destacou a importância de um projeto de emenda constitucional proposto pelos Deputados Reinhold Stephanes e Padovani. O projeto visa garantir que o Congresso tenha o direito de votar sobre decisões legislativas tomadas pelo STF, reforçando a prerrogativa do Congresso de legislar. O parlamentar expressou seu apoio à proposta, argumentando que ela é essencial para conter possíveis excessos do STF. Além disso, ressaltou a importância do 7 de Setembro, afirmando que a data representa a independência e soberania do Brasil e pertence a todos os brasileiros, sem associação a partidos, governos ou famílias específicas. Por fim, incentivou a população a se manifestar livremente nesse dia.
Palavras-chave oficiais: Proposta de Emenda à Constituição,Supremo Tribunal Federal (STF),Súmula vinculante,Congresso Nacional,competência,Defesa Dia da Independência do Brasil,manifestação
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O SR. LUIZ PHILIPPE DE ORLEANS E BRAGANÇA (PL - SP. Sem revisão do orador.) - Presidente e colegas, muito obrigado. Eu gostaria de pontuar duas coisas. Existe um projeto de emenda constitucional que está circulando, de autoria do Deputado Reinhold Stephanes e do Deputado Padovani, do PSD e do UNIÃO, respectivamente. Este projeto é extremamente importante, porque dá o direito ao Congresso de legislar. Toda vez que o STF edita uma súmula vinculante, toda vez que decide legislar, o Congresso tem o direito de votar sobre o que foi legislado no STF. É nossa prerrogativa legislar. Nós já estamos com 50 assinaturas, acredito. Espero contar com o apoio de mais Deputados, até com os da Esquerda, e com os do Centro, sem dúvida, porque temos um Deputado do Centro que está propondo isso. Eu estou dando meu integral apoio a esta proposta porque, sem ela, os abusos que o STF está cometendo vão continuar, a ação legislativa do STF vai crescer. Aliás, na minha opinião, ela está batendo recordes neste ano. Isso não é um problema do STF. A PEC não mexe nas prerrogativas do Judiciário. A PEC simplesmente diz que o Congresso tem que se manifestar e se pronunciar toda vez que há uma súmula vinculante ou um ato legislativo do STF, o que não é sua prerrogativa. Pode até ser que o Congresso aprove o que o STF julgou e legislou. Caros Deputados e amigos, peço encarecidamente apoio a este projeto de emenda constitucional do Deputado Reinhold Stephanes e do Deputado Padovani. É fundamental para que nós resgatemos nossa atividade parlamentar com dignidade. O segundo ponto, Presidente e colegas, diz respeito ao 7 de Setembro. Quero deixar muito claro o que eu penso. Esta é a data do nascimento do nosso País como um país independente, livre e soberano. Não é uma data da família imperial. Não é a data de nenhum partido ou de algum viés político. Este dia é da população brasileira, é de cada um dos brasileiros. Cada um dos brasileiros se manifeste da maneira que bem entender! Que nenhum político, nenhum governo, nenhum partido defina como você vai ou não vai se manifestar! Esta é a sua data, faz parte da sua identidade. É isso que você tem que preservar. Meus amigos, muito obrigado. Bom dia. - 04/09/2023Breves Comunicações
O Deputado expressou preocupação em relação ao grupo de trabalho que discute a minirreforma eleitoral. Argumentou que o sistema proporcional atual não representa eficazmente a população, sendo caro e confuso. Defendeu o sistema distrital, por possibilitar o surgimento de representantes locais efetivos, e destacou a necessidade de distritalizar o orçamento municipal. Expressou descontentamento com a falta de vontade em relação ao tema e sugeriu que o Congresso tenha total controle sobre os gastos do Orçamento da União, seguro de que assim haverá mais transparência. Lamentou a dinâmica atual de trocas políticas e compra de votos e pediu aos Deputados união em prol de reformas significativas do sistema político e eleitoral do País.
Palavras-chave oficiais: Grupo de trabalho,Reforma eleitoral,Crítica,Representação proporcional,Câmara dos Deputados,Sistema eleitoral proporcional,Defesa,Voto distrital,Vereador,Emenda,Recursos orçamentários,Congresso Nacional,Orçamento,Política orçamentária,Clientelismo político,Poder Legislativo,Governo federal
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O SR. LUIZ PHILIPPE DE ORLEANS E BRAGANÇA (PL - SP. Sem revisão do orador.) - Obrigado. Presidente, colegas, eu temo que esse grupo de trabalho que discute a minirreforma eleitoral seja mais uma oportunidade perdida. A população está olhando para todos os sistemas representativos e está falando nítida e claramente: "Vocês não nos representam!" E por que nós não representamos a população? Porque temos esse modelo proporcional, que está vencido, não é transparente, é caro, é confuso ao determinar quem é Deputado e quem não é. E também quanto aos Vereadores, nós temos que distritalizar, criar representantes de fato locais, de bairro. Temos que distritalizar o orçamento dos Municípios, para que se saiba quanto é arrecadado em cada bairro e quanto é alocado. Imaginem que é possível que todos os Vereadores sejam de um bairro só. Isso não tem cabimento nenhum! Até para fazer o orçamento da Prefeitura fica confuso! Temos baixa representatividade. Será que esse grupo de trabalho vai atacar isso? Nesta legislatura, Deputada Bia Kicis, eu não sinto o fervor reformista. Parece que isso ficou para trás! Parece que o sistema está maravilhoso, parece que nós Deputados temos um exemplo de Câmara, um exemplo de sistema legislativo representativo da população brasileira. Não vamos falar de reforma nenhuma! Vamos só coletar emenda parlamentar, o que, na minha opinião, é contra a Constituição do Brasil. Não é nossa função ficar recolhendo emenda parlamentar. Aliás, vou até argumentar em prol de o Parlamento ter mais poder orçamentário isso, sim! Que seja transferido todo o gasto para o Congresso! O Executivo se encarrega da arrecadação, e o Congresso se encarrega dos gastos, com uma discussão orçamentária, aí sim, nas Comissões, nos grupos, por meio do processo legislativo que, na minha opinião, é muito mais transparente do que qualquer coisa do Executivo, que segue um modelo radical, que concentra uma série de opiniões ideológicas radicais. E não foi isso que o povo brasileiro elegeu. Se o povo soubesse do plano radical deste Governo, não teria votado nele. Nós do Congresso temos muito mais amplitude para discutir o Orçamento. Então, temos que propor isso também! Alguém vai propor isso? Alguém vai defender isso? É isto que eu sinto aqui em relação aos Deputados desta legislatura: têm zero vontade de mexer no sistema; querem apenas fazer pequenos ajustes paliativos para sobreviverem ao próximo pleito eleitoral. Isso é uma grande vergonha! Espero que os reformistas de fato entrem em contato e que façamos um movimento para pautarmos reformas importantes de sistema, porque isso não está sendo pautado e estamos indo à falência exatamente por causa dessa dinâmica de "toma lá, dá cá" entre Executivo e Legislativo, de compra de voto aberta. E não estamos discutindo isso, como se esse fosse o novo normal e aceito pela população. Grande vergonha! Deputados, ajudem-me! Muito obrigado. Obrigado, Presidente. - 22/08/2023
O Deputado discutiu o Projeto de Lei Complementar nº 93, de 2023, sobre a instituição do regime fiscal sustentável para garantir a estabilidade macroeconômica do País e criar as condições adequadas ao crescimento socioeconômico, nos termos do disposto no art. 6º da Emenda à Constituição nº 126, de 21 de dezembro de 2022.
Palavras-chave oficiais: Discussão,Emenda,Senado Federal,Projeto de lei complementar,contrário
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O SR. LUIZ PHILIPPE DE ORLEANS E BRAGANÇA (PL - SP. Sem revisão do orador.) - Presidente, obrigado. Meus amigos, estamos no vértice de cometer um grande erro com a aprovação de um projeto como esse. Já cometemos um grande erro com relação ao teto de gastos. O CARF foi outro grande erro, assim como a reforma tributária. Aqui temos o arcabouço fiscal, sob a premissa de que, se o Governo gastar de maneira consistente muito além do que arrecada, sem controle fiscal, atrairá investimento. É exatamente o contrário: isso é que afasta investimento. O investimento privado está estacionado, esperando ver as barbaridades que o Governo está fazendo na economia. E o arcabouço fiscal é a base dessa barbaridade. Vai ser gasto em cima de gasto, em cima de gasto, para depois correr atrás para ver se fecha a conta. E vai correr atrás do quê? Com uma economia travada, altamente regulamentada, burocratizada e sobretributada, como vamos atrair investimento? Está totalmente errada essa premissa. Temos que desvincular o Estado da economia, temos que liberalizar os grandes setores, temos que livrar desse entrave burocrático nossa economia. O arcabouço fiscal dá um sobrepoder ao Estado como fator gerador de investimento, e isso inibe o investimento privado. Por todas as considerações que trouxe aqui, somos totalmente contrários ao arcabouço fiscal. O projeto veio piorado do Senado. Temos que rejeitar todas as emendas que vieram de lá, para ao menos tentar salvar o menos pior: o texto produzido e muito bem conduzido pelo Deputado Cajado quando foi aprovado o arcabouço fiscal. Infelizmente, temos que voltar atrás e aprovar o texto do Deputado Cajado, que fez um bom trabalho, mas estava com um problema de proposta, de coração e alma ruins para o Brasil. Meus amigos, é isso que está em jogo agora. Depois desta votação, o Brasil muda, mas muda para uma sequência de instabilidade fiscal, instabilidade monetária e instabilidade política, o que certamente vai ter impacto no consumo, no emprego e no investimento. Espero que os Srs. Parlamentares ao menos parte de S.Exas. se conscientizem de que votar a favor de tudo o que está vindo do Senado em relação à questão tributária do Governo é votar com base em premissas erradas. O Governo não é o melhor mecanismo de fazer investimento. Muito obrigado, Presidente e colegas. - 22/08/2023Breves Comunicações
O Deputado criticou o Novo Programa de Aceleração do Crescimento - PAC) anunciado pelo Governo Luiz Inácio Lula da Silva. Questionou a capacidade do Governo petista de promover o crescimento do País e destacou a importância da livre iniciativa nesse processo. Expressou preocupação com a intervenção estatal na economia e a criação de um ambiente regulatório desfavorável para a iniciativa privada. O Deputado apontou que governos do PT têm histórico de corrupção e não seria confiável na coordenação de investimentos direcionados ao crescimento econômico brasileiro. Criticou a passividade do Poder Legislativo na fiscalização do Poder Executivo e a omissão do grupo político Centrão quanto aos erros governamentais. O orador incentivou a população a se mobilizar contra o imobilismo dos Parlamentares e alertou para o risco de retrocesso no avanço em transparência e justiça diante da passividade do Congresso Nacional e de investimentos tocados por um governo corrupto.
Palavras-chave oficiais: Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC),Presidente da República,Partido dos Trabalhadores (PT),Corrupção,Crescimento econômico,Economia,Intervenção estatal,Setor privado,Livre-iniciativa Poder Legislativo,Poder Executivo,Centrão,Crítica
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O SR. LUIZ PHILIPPE DE ORLEANS E BRAGANÇA (PL - SP. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente. Recentemente, o Governo anunciou o novo Programa de Aceleração do Crescimento PAC. Isso é coordenado pelo Governo. Desde quando governo acelera crescimento? Desde quando isso é possível, de maneira sustentável? Nunca! Estamos fazendo aqui uma repetição dos grandes erros do passado: o Governo coordenando um plano de crescimento. Mas que bobagem. Bobagem! É uma falácia entregar a este Governo o poder de acelerar crescimento. Não é o Governo que acelera crescimento, é a livre iniciativa que acelera o crescimento. Ela, sim, tem o dote de fazer o bom julgamento dos bons investimentos, de medir exatamente quanto e onde investir. Mas o que esse Governo faz? Esse Governo cria um ambiente regulatório impossível para a livre iniciativa tomar a iniciativa. Então, cabe a esses planos nacionais salvar a Pátria. E quem é que vem salvar a Pátria? Um governo desqualificado, com precedente de corrupção massivo, para coordenar crescimento com quem? Com empresas amigas? É isso que vai acontecer? Aí a contrapartida, cadê o nosso Legislativo para monitorar esses investimentos do Governo? As alocações do Governo certamente vão ser erradas, certamente. Quem se lembra dos elefantes brancos das Olimpíadas, dos Jogos Olímpicos, das milhares de obras inacabadas no Brasil? Isso é governo acionando a economia, incentivando arbitrariamente, desproporcionalmente, errando, não cumprindo regra. E, é claro, um monte de obras inacabadas, elefantes brancos. É para isso que está servindo esse Plano de Aceleração do Crescimento do Governo, uma falácia. E aqui, no Legislativo, cadê o Centrão? Será que o Centrão vai monitorar essas obras. Será que o Centrão vai monitorar essas obras ou faz parte dos acordos? Essa é a grande questão. A população quer saber. Cadê os inquéritos, requerimento de informação que o Centrão prestou junto ao Governo? Está cobrando? Está cobrando? Está querendo transparência do Governo? Eu sei que eu submeti vários, algumas dezenas. Uma pequena parcela foi respondida, ou seja, zero de transparência para os Deputados de oposição nos seus requerimentos de informação. E agora vamos ter 1,7 trilhão de reais investidos, sendo que o Governo está quebrado, não consegue equilibrar a conta e vai fazer investimento à maneira antiga, com o Centrão aí passando pano em tudo quanto é coisa errada, ainda mais nesta legislatura que eu não estou vendo nem vida do Centrão, não é? Até na legislatura passada, poder-se-ia dizer que havia vida, havia Centrão que queria reformar. Agora estou vendo aqui uma passividade do Legislativo inacreditável. Muito bem, meus amigos, a população precisa se levantar contra a imobilidade dos Parlamentares, contra esses planos do Governo que sempre foram do Governo. O Governo não tem culpa, ele sempre planejou fazer isso. Esse é o modus operandi desse tipo de Governo: intervenção, intervenção, intervenção, fazer plano, fazer plano, fazer plano, apadrinhar as empresas amigas. Não podemos retroceder no avanço à transparência, no avanço à Justiça, no avanço a ter um Legislativo mais forte. Estamos retrocedendo com esse Legislativo passivo e com o recorde de investimento na mão de um governo corrupto. Meus amigos, precisamos nos levantar! Muito obrigado, Presidente e colegas. - 17/08/2023Breves Comunicações
Enfrentamento pelo candidato da Direita à sucessão presidencial, Javier Milei, da herança deixada pelo peronismo na Argentina.
Palavras-chave oficiais: Candidato,Presidente da República,Argentina,Direita política
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O SR. LUIZ PHILIPPE DE ORLEANS E BRAGANÇA (PL - SP. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente. Gostaria de parabenizar o reformista que foi selecionado para as eleições da Argentina, que é o Milei. É muito importante a figura do Milei, porque o desafio que ele tem é monumental. Ele tem que combater um Estado que se petrificou ao longo de quase cem anos, desde que Perón iniciou uma série de reformas e umas políticas populistas, o que depois veio a ser o peronismo. Isso se solidificou na Argentina, virou o Estado social da Argentina. Mas o que é o peronismo, afinal? O peronismo é uma mistura de socialismo, assistencialismo, sindicalismo, corrupção, alta inflação, ineficiência estatal, geração de alta pobreza e instabilidade política. Isso é o peronismo. Depois de cem anos, nós podemos passar esse julgamento: alta instabilidade política. É isso o que o Milei tem que combater. Isso é muito similar ao que temos aqui no Brasil. É um Estado petrificado que faz tudo para todo mundo, que regulamenta absolutamente tudo na vida de todo indivíduo, na vida de todo empresário, empreendedor, pequeno, médio e grande, e que cria uma perversão do sistema em que somente os grandes conseguem sobreviver. Somente os grandes conseguem sobreviver com alta regulamentação e alta tributação. Para a população, não é nada disso. Para a população, o peronismo é bondade. Para a população, o que temos aqui como Governo é bondade. Mas a verdade é essa: são modelos que matam a população com bondades! É isso o que o Milei está enfrentando, com a cara lavada, dura, franca e está sofrendo. Há muita resistência, não tenho a mínima dúvida. Há uma série de dependências que vem com esse modelo, que são dependências históricas. Ele vai ter que vencer isso. Espero que ele tenha a maioria para poder vencer isso, mas espero, sobretudo, que a população entenda o problema, porque o que acontece sistematicamente também é que todos que aparecem para reformar o sistema não têm uma proposta efetiva contra o sistema que afete as bases do sistema. O Milei parece que tem, mas a população não entende isso. A população entende: Olha, esse sistema está me matando. Eu vou pela opção, mas não sabe bem o que é a opção. É um voto de fé, é um voto de risco, porque o momento é desesperador, com mais de metade da população argentina na pobreza. No início do século XX, a Argentina era um dos países mais ricos do mundo. Rico como argentino era o termo que usavam. Desapareceu esse termo, porque o peronismo se solidificou na Argentina. Boa sorte, Milei! Boa sorte, povo argentino! Vocês têm que estar conectados visceralmente pelo coração e pela cabeça, porque o sistema é muito complexo e exige da população consciência de como desarticular o sistema. Eu digo isso ao povo argentino, ao Milei e digo isso também ao povo brasileiro, porque temos exatamente o mesmo problema aqui no Brasil. Muito obrigado, Presidente e colegas.
Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 17/12/2019 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.