
Nome civil: Julia Pedroso Zanatta · 41 anos
Bananômetro
85/100
Aparece, vota e trabalha.
Nota maior que a de 81% dos deputados · média do partido: 78
Por que essa nota?
- Presença em sessõespeso 40% · 86%
Aparece para trabalhar?
- Participação em votaçõespeso 35% · 77%
Vota quando precisa? (votações com registro de nome)
- Iniciativas que avançarampeso 15% · 99%
Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)
- Atividade na tribunapeso 10% · 91%
discursos na tribuna (percentil)
A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?
Personalizar pesosComo vota · Mandato atual (2023–2027)
Vota com o governo 20%das 688 votações em que o líder do Governo pediu Sim ou Não e ela votou
Vota com o próprio partido 88%das 652 votações em que o partido (ou a federação) pediu Sim ou Não e ela votou
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- dep.juliazanatta@camara.leg.br
- Telefone
- (61) 3215-5448
- Gabinete
- Gabinete 448, Anexo IV, 4º andar – Câmara dos Deputados, Brasília-DF
Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.
Números de Mandato atual (2023–2027)
Presença nas sessões
86%
Esteve em 338 de 391 sessões
Votou nas votações
77%
Registrou voto em 863 de 1.128 votações nominais
Iniciativas que viraram lei
0
de 118 projetos apresentados (0%)
Alinhamento com o governo
20%
Em 688 votações em que o Governo orientou
A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.
210 discursos na tribuna · de 03/02/2023 a 01/09/2026.
- 04/03/2026
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A SRA. JULIA ZANATTA (PL - SC. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, queria parabenizar V.Exa. pela condução da sessão. Queria deixar bem claro, diferentemente do Deputado Fraga só para deixar mais claro , que o Governo Lula, na verdade, só atrapalhou esta PEC, porque tiraram um anseio popular que é a redução da maioridade penal, que, com certeza tinha, apoio da população. Eles só fizeram atrapalhar. Eu quero comemorar porque esta PEC vai frear o ativismo do CNJ, que tem usurpado competência do Congresso Nacional muitas e muitas vezes. Eu ouvi Deputados de esquerda dizerem que isso era prejudicial. Pois eu sugiro aos Deputados que trabalhem no CNJ ou no CNMP e não atuem como Deputado. Deputado que quer abrir mão de representar o povo não pode continuar neste Parlamento. Obrigada. - 03/03/2026
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A SRA. JULIA ZANATTA (PL - SC. Sem revisão da oradora.) - Presidente, hoje estamos diante, novamente, de propostas que ampliam a máquina pública num momento em que o Brasil deveria estar discutindo redução de despesas, eficiência administrativa e responsabilidade fiscal. Eu fico apavorada, porque é semana sim, outra também: aumento de cargos. Aqui, nós estamos falando de 240 cargos para o CNJ. Como foi falado aqui por quem me antecedeu, o CNJ, infelizmente, protege os privilégios, os penduricalhos. "Ah, mas são cargos efetivos por concurso público." E daí? Concurso público sai de onde? Do bolso do contribuinte. V.Exas. querem fingir que quem vai pagar essa conta não é o povo, de novo? É claro que vai! Há declaração de Ministro do Tribunal de Contas da União de que o Brasil, em 2027, vai colapsar. Será que ninguém se importa com isso? Ninguém se importa com a classe produtiva, com o trabalhador brasileiro? Os que dizem aqui defender os pobres só vejo defender rico, privilegiado. É isso que a gente está passando. Cada cargo efetivo criado gera despesa obrigatória por décadas. Cada função comissionada amplia o custo administrativo. Cada nova estrutura institucional exige orçamento próprio, equipe própria e manutenção permanente. Temos um Poder Judiciário inchado, que a cada dia mais aumenta em número de cargos. E a eficiência? Estamos num cenário de déficit fiscal causado pelo desgoverno Lula. Estamos em cenário de aumento de tributos do "Taxad". Semana passada, aumentaram impostos de importação para celular. Tiveram que recuar. Mas, para 800 itens, mantiveram o aumento de impostos. Não é coerente expandir o Estado enquanto o contribuinte é chamado a pagar mais. Toda semana a gente vê notícia de que querem taxar, querem fiscalizar, querem monitorar tudo, porque essas coisas que se votam aqui saem do mesmo bolso: o bolso do povo brasileiro. Vamos parar de fingir. Encontram toda forma de defender o absurdo aqui todos os dias. Parece que ninguém se importa com o Brasil! São poucos os que se importam com o dia de amanhã, com as próximas gerações, com o futuro deste País. Onde é que a gente vai parar? É um completo absurdo, com todo respeito a todos os servidores. Não é o momento. O Brasil não passa por um momento bom para que a gente vote isso. Vamos olhar a realidade do povo brasileiro, meus amigos. Quem diz defender os pobres aqui dentro só está deixando o pobre na pobreza. Talvez seja isso que eles defendam: que eles fiquem cada vez mais miseráveis. - 03/03/2026
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A SRA. JULIA ZANATTA (PL - SC. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, quero só lembrar aqui que o cara com a maior movimentação financeira atípica da Alerj era o André Ceciliano, que está empregado lá como secretário do seu Governo, do Governo Lula, e que o Flávio foi inocentado de todas as acusações. - 03/03/2026
A Deputada orientou a bancada na votação do requerimento de adiamento da discussão do Projeto de Lei nº 5.490, de 2025, que dispõe sobre a criação de cargos efetivos, cargos em comissão e funções comissionadas no Quadro de Pessoal do Conselho Nacional de Justiça.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de adiamento da discussão,Projeto de lei ordinária,Partido Liberal (PL),Voto favorável
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A SRA. JULIA ZANATTA (PL - SC. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, o PL orienta "sim" ao adiamento da discussão, pelos motivos já expostos aqui por diversos colegas. Para não dizerem que estou aqui detonando o Conselho Nacional de Justiça, quero parabenizar o CNJ por uma decisão recente num caso de retirada de guarda da família, em Arroio Grande. Ficou uma situação muito estranha. Foram feitas várias denúncias ao CNJ, que agiu. Vai investigar o juiz, cuja decisão não foi tomada para proteger a criança. O conselho está investigando esse caso. Quero parabenizar o CNJ. Infelizmente, quando um juiz é punido, é punido com aposentadoria compulsória. O CNJ é muito corporativista. É preciso mudar a composição desse conselho, senão, é óbvio, eles vão só se proteger. Nada contra os servidores, Presidente, mas, na situação em que o Brasil se encontra, não podemos aqui, a cada semana, aprovar aumento de cargos. Por isso, o PL orienta "sim" ao adiamento da discussão. - 03/03/2026
A Deputada criticou a tentativa de associar o Deputado Nikolas Ferreira ao escândalo envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro, classificando a acusação como uma inversão de narrativa. Afirmou que, durante reunião da CPMI do INSS, Parlamentares teriam evitado investigar outros possíveis envolvidos no caso, incluindo o “Careca do INSS” e Lulinha. Mencionou também acusações ao Ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, e manifestou solidariedade a Nikolas Ferreira diante das acusações.
Palavras-chave oficiais: Deputado federal,Banco Master,Corrupção,Esquerda política,Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI),Instituto Nacional do Seguro Social (INSS),ausência,investigação,Filho,Presidente da República,Ministro do Supremo Tribunal Federal
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A SRA. JULIA ZANATTA (PL - SC. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, é incrível a tentativa de colocar a história do Vorcaro, o escândalo do Banco Master, na conta do Deputado Nikolas. É vergonhoso, porque essa mesma turma ficou calada sobre o contrato de 129 milhões de reais; ficou calada sobre o Tayayá, do Toffoli; ficou calada sobre a viagem do Lulinha com o Careca do INSS, que ele mesmo confessou. Vimos em uma matéria ele ter confessado que o Careca do INSS pagou uma passagem para ele. Então, essas pessoas estão tentando inverter a narrativa porque, na última quinta-feira, na CPMI e eu estava lá , ficou muito claro que eles não querem investigar nada. Nós já dissemos que eles podem investigar quem quiserem, mas eles não querem. Eles votaram para blindar o sócio do Vorcaro e não só o Lulinha na última quinta-feira. Minha solidariedade ao Deputado Nikolas Ferreira. Muito obrigada. - 03/03/2026
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A SRA. JULIA ZANATTA (PL - SC. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, o PL orienta "sim" à retirada de pauta. Não é possível que nós vamos criar aqui, neste momento cidadão brasileiro, olhe bem quem vai votar , mais de duzentos cargos para o CNJ. Eu estou com um artigo intitulado: "Quem controla os controladores? CNJ, CNMP e a expansão dos penduricalhos". Este artigo diz que o CNJ foi criado por uma PEC, mas hoje atua de maneira muito corporativista. Como se pune hoje um juiz? Com aposentadoria compulsória! E nós vamos dar agora mais duzentos cargos ao CNJ? Não com a nossa digital! O PL orienta "sim" à retirada de pauta. - 03/03/2026
A Deputada afirmou que a vida de todas as pessoas possuía o mesmo valor e questionou a diferenciação de penas conforme as características da vítima, ao citar colegas Parlamentares para ilustrar que todas as vidas deveriam ser tratadas de forma igual. Defendeu o aumento de pena para todos os tipos de homicídio, sem distinção, e, embora tenha declarado apoio ao Projeto de Lei nº 4.716, de 2025, que trata sobre o gerontocídio, assinalou que a proposta estava equivocada ao criar hierarquia entre vidas no ordenamento jurídico brasileiro.
Palavras-chave oficiais: penalidade,Homicídio,Crime,diferença,Vítima,Projeto de lei ordinária,Gerontocídio
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A SRA. JULIA ZANATTA (PL - SC. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente Altineu, quero deixar registrado que, assim como falou o Deputado Gilson Marques, do meu Estado, a gente queria aumentar a pena de homicídio para todas as pessoas. Agora eu quero colocar aqui ao lado o Deputado Motta, o Deputado Fahur, o Deputado Cabo Gilberto. Qual é a diferença da vida desses homens? Qual é a diferença da vida? Todas as vidas importam. Foi isso o que foi dito aqui antes pelo colega catarinense Deputado Gilson Marques. Todas as vidas têm o mesmo valor. O que estão criando na legislação brasileira é diferenciar se uma vida vale mais, se uma vida vale menos. Isso não é possível! Há que se aumentar para todo mundo, para qualquer tipo de homicídio. A vida do Deputado Fahur vale mais do que a vida do Deputado Cabo Gilberto? A vida do Deputado Motta vale mais do que a vida do Deputado Cabo Gilberto? A vida do nosso decano Deputado Osmar Terra vale mais do que a vida do Deputado Nikolas? Não é possível! Mas a gente apoia este projeto. Se for para criar assim, tudo bem, mas está errado. - 03/03/2026
A Deputada orientou a bancada na votação do requerimento de retirada de pauta do Projeto de Lei nº 3.879, de 2024, que altera a Lei nº 13.316, de 20 de julho de 2016, que dispõe sobre as carreiras dos servidores do Ministério Público da União e as carreiras dos servidores do Conselho Nacional do Ministério Público. Ademais, contestou os dados do IBGE sobre o ganho real do salário mínimo durante o Governo Lula e criticou os que dizem defender os pobres, mas votam para aumentar os salários de categorias de servidores que já ganham bem.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de retirada de proposição da Ordem do Dia,Projeto de lei ordinária,Minoria parlamentar,Voto favorável Salário mínimo,Governo federal,Presidente da República,Política salarial,Remuneração,Servidor público,aumento,Atuação parlamentar,Pobre,Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
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A SRA. JULIA ZANATTA (PL - SC. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, a Minoria orienta "sim" à retirada de pauta. Estou absolutamente surpresa com mais uma semana em que nós vamos aqui fugir da realidade do povo brasileiro e votar o quê? Aumento de salário para quem já tem um salário bem acima do que recebe a maioria do povo brasileiro. E a gente vê aqui que aqueles que dizem defender os pobres são sempre os que votam para aumentar o salário de quem já ganha bem. Enquanto isso, os pobres continuam pobres, com as coisas muito caras, não conseguem comprar coisas no supermercado. O que falaram aqui não é verdade, só se a fonte consultada por alguns sobre ganho real do salário mínimo for o IBGE do Pokémon, que tem maquiado um monte de coisa. Isso não é verdade no nosso País. Portanto, a Minoria orienta "sim" à retirada de pauta. - 26/02/2026
A Deputada repudiou qualquer tipo de aliança ou coligação entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Liberal (PL). Destacou ainda que o Deputado Pedro Uczai, como Líder do Governo, tem a obrigação de devolver os recursos de Santa Catarina na forma de investimentos, uma vez que a cada cem reais pagos em impostos, o Governo só reinveste dez reais no Estado. Por fim, rejeitou a centralização política de poder e recursos defendida pelo PT.
Palavras-chave oficiais: Coligação partidária,Aliança política,Partido dos Trabalhadores (PT),Partido Liberal (PL),Líder do governo,Recursos públicos,Imposto,Tributação,Santa Catarina,centralização
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A SRA. JULIA ZANATTA (PL - SC. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Deputada, só para comentar, obrigada pelo respeito sempre, Deputado Pedro, mas quero registrar que essa aliança não é com a minha anuência. Eu não sou Presidente do partido e, se o fosse, proibiria essa aliança, com todo o respeito ao seu posicionamento. A gente sabe que o senhor está, praticamente, com a chave do cofre, como Líder do Governo Lula. Logo, é mais do que obrigação V.Exa. realmente levar um pouco do que Brasília rouba dos catarinenses. E o senhor sabe que é muito, porque, de cada 100 reais que se paga de imposto, o Governo só devolve 10 reais. É uma política de centralização de poder e dinheiro que o PT sempre apoiou. Nesse sentido, meus amigos, quero deixar registrado que não apoio coligação ou qualquer tipo de coisa entre o PT e o PL. Um abraço. - 26/02/2026
A Deputada defendeu a ampliação do direito de mulheres utilizarem spray de pimenta para legítima defesa, criticando restrições legais ao item, e afirmou que a medida contribuiria para o enfrentamento da violência. Também mencionou reportagem da Folha de S.Paulo sobre o uso de recursos discricionários pelo Ministério da Saúde, alegando falta de transparência na destinação dos valores e possível favorecimento político. Citou a situação do Hospital Azambuja, em Brusque (SC), onde uma ala oncológica não estaria funcionando por ausência de habilitação federal, e informou ter solicitado esclarecimentos formais sobre os repasses.
Palavras-chave oficiais: Mulher,direitos,utilização,Spray de pimenta,Legítima defesa,Defesa pessoal,Violência contra a mulher Ministério da Saúde,Poder discricionário,Recursos financeiros,Falta,transparência,favorecimento,caráter político,Hospital,Brusque (SC),Cancerologia
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A SRA. JULIA ZANATTA (PL - SC. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Presidente, o Brasil é um país brincante. Hoje teve que ser aprovado aqui um requerimento para que as mulheres vítimas de violência possam usar spray de pimenta. Sim, meus senhores, spray de pimenta é um negócio controlado. Teve que haver alteração no Estatuto do Desarmamento. Deve ser muito ruim a mulher usar o spray de pimenta e o bandido, o estuprador usar arma, usar faca. Meu Deus, é coisa de gente maluca, de hospício, uma pessoa ter quer ter autorização desta Casa Legislativa para utilizar spray de pimenta! Pois eu sempre utilizei spray de pimenta. Hoje utilizo outras coisas, porque a gente tem que ter direito à legítima defesa. É isso que vai acabar com o feminicídio, que tem aumentado no Governo Lula, porque eles não gostam das mulheres. Segundo assunto: em 11 de agosto de 2025, a Folha de S.Paulo revelou que o Ministério da Saúde do Governo Lula espero que o Deputado Pedro Uczai fique aqui passou a utilizar repasses do orçamento discricionário como uma espécie de emenda extra, fora do sistema formal de emendas parlamentares, sem controle do Supremo Tribunal Federal, Deputado Pedro Uczai! Segundo a reportagem, esse repasse já supera 2,9 bilhões de reais e é destinado a Estados e Municípios. Eu já fiz um requerimento de informação ao Ministério da Saúde e fiz um ofício à Secretaria da Saúde de Santa Catarina para saber disso, porque há serviços oncológicos que deveriam estar habilitados, e o Governo Lula não habilita, porque está usando o dinheiro do Ministério da Saúde para privilegiar os seus aliados em Santa Catarina. Há Deputado que liga e diz: "Olhe só, peça para habilitar lá no Ministério da Saúde aquela emendinha extra, que não vai passar pelo crivo do Supremo Tribunal Federal". Enquanto isso, meus amigos e minhas amigas, no Hospital Azambuja, em Brusque, há uma ala oncológica que não está em funcionamento, e pessoas com câncer não estão conseguindo tratamento, porque o Governo Lula prioriza esse orçamento secreto da saúde, essa grana discricionária, para os seus aliados. E faz isso também por vingança, porque empresários que não apoiam o Governo Lula ajudam muito o Hospital Azambuja. É uma vergonha, meus amigos! Imaginem pessoas com câncer que não conseguem ser atendidas hoje em um dos hospitais que eu estou aqui citando, como o Hospital Azambuja, pelo que faz Deputado aliado da base petista de Santa Catarina. E não é só em Santa Catarina que está acontecendo isso, é no Brasil todo. Não sou eu que estou dizendo isso; é a Folha de S.Paulo, que diz que alguns têm até registros de e-mail em que se fala "aquela emendinha extra". Então, quando eles criticam as emendas eu sempre falei que não sou Deputada só de entrega de emendas, sou Deputada de posicionamento , é porque eles querem o bolo todo só para os aliados desse desgoverno, como estão fazendo agora no Ministério da Saúde. Falaram de orçamento secreto, mas a Folha revelou que existe o orçamento secreto da saúde no Governo Lula. E agora, Flávio Dino? O que vai ser feito com esse orçamento secreto? Vamos para cima, Flávio Dino! Quem está ganhando, enquanto as pessoas que precisam de tratamento contra o câncer estão perdendo? Eu poderia citar aqui os Deputados que estão envolvidos nisso, mas todo mundo já sabe quem é a base do Governo Lula lá em Santa Catarina. É uma afronta ao pagador de impostos, mais uma vez! E é mais uma prova de que eles vivem de mentiras e narrativas! O que eles querem é pegar o orçamento todo para eles e dividir só entre seus asseclas. - 25/02/2026
A Deputada orientou a bancada na votação do requerimento de urgência à Mensagem nº 112, de 2026, que dispõe sobre o Acordo sobre a 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres, assinado em Nairóbi, Quênia, em 21 de dezembro de 2025.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de urgência,Mensagem do Poder Executivo,Partido Liberal (PL),Voto contrário
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A SRA. JULIA ZANATTA (PL - SC. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, o PL orienta "não" a este requerimento de urgência. Estávamos discutindo aqui o que isso vai custar para o povo brasileiro. No final do dia, é o povo que paga a conta. É aumento de cargos para o Poder Judiciário semana sim, a outra também nesta Casa, é festinha, como a COP 30, que chegou até a pegar fogo. Se querem fazer uma festa, um simpósio, qualquer coisa, juntem a iniciativa privada para pagar. Agora, o que não pode é gastarem 46 milhões de reais do pagador de impostos para promover esse tipo de coisa. É por isso que o Lula aumenta imposto a cada 37 dias, para ele gastar e para a Janja promover esse tipo de evento "ecológico" só que não. É um escárnio, é um absurdo, é uma vergonha! O PL orienta "não", "não" e "não". Chega de gastar! - 24/02/2026
A Deputada criticou decisão judicial do Tribunal de Justiça de Minas Gerais sobre caso de relação com menor de 12 anos, afirmando que o Código Penal, por meio do art. 217-A, não deixava margem para interpretações. Sustentou que a norma existia justamente para evitar relativizações e classificou a situação como grave. Argumentou que, ao afastar a aplicação literal da lei, decisões judiciais poderiam comprometer o Estado de Direito, substituindo regras gerais por entendimentos individuais. Também afirmou que, nesse caso, a responsabilidade não seria do Legislativo, mas da interpretação do Judiciário. Ao final, declarou que não deveria haver flexibilização em situações envolvendo crianças e criticou o que considerou tentativa de normalização de condutas ilícitas.
Palavras-chave oficiais: Relações afetivas,Menor de idade,Código Penal (1940),Decisão judicial,Criança,Vínculo afetivo,Estupro de vulnerável,Tribunal de Justiça estadual,Minas Gerais
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A SRA. JULIA ZANATTA (PL - SC. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, quando um juiz começa a dizer que a lei não vale porque o caso é diferente, deixamos de ter Estado de Direito e passa a haver direito pessoal. O art. 217-A do Código Penal existe exatamente para evitar interpretações subjetivas, morais ou convenientes. O caso de que estamos falando aqui é aquele de uma criança de 12 anos que recebeu autorização do Tribunal de Justiça de Minas Gerais para ter um relacionamento, vamos dizer assim. Costuma-se culpar os políticos, os legisladores, esta Casa, mas, desta vez, não, porque o Código Penal é muito claro. Quem tem 12 anos é criança. O que estão fazendo nesse caso? Normalizando por decisão judicial a pedofilia, sendo que a lei não deixa brechas. Esse caso é seríssimo. O Prof. Olavo de Carvalho dizia, há muito tempo, que, por decisões judiciais e administrativas, eles tentariam normalizar a pedofilia. Não podemos admitir isso. - 10/02/2026
A Deputada apresentou questão de ordem questionando a demora no despacho de proposições legislativas pela Mesa Diretora, argumentando que o atraso contraria dispositivos do Regimento Interno que estabelecem prazos para distribuição às Comissões. Afirmou ainda que diversos projetos, inclusive de sua autoria, estariam parados há meses ou mais de um ano, o que prejudicaria a tramitação e o exercício da iniciativa parlamentar, especialmente em matérias de fiscalização. Por último, pediu esclarecimentos à Presidência e solicitou atenção para o andamento de propostas, incluindo um projeto relacionado a impeachment automático de Ministros do Supremo Tribunal Federal.
Palavras-chave oficiais: Questão de ordem,Mesa Diretora da Câmara dos Deputados,Despacho,Proposição legislativa,atraso,descumprimento,Regimento Interno da Câmara dos Deputados,tramitação,Presidência da Câmara dos Deputados,esclarecimento,Impeachment,Ministro do Supremo Tribunal Federal
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A SRA. JULIA ZANATTA (PL - SC. Para uma questão de ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, apresento a seguinte questão de ordem. Com fundamento nos arts. 17, inciso II, alínea "a", 137, 139 e 142 do Regimento Interno, venho suscitar questão de ordem para questionar a demora reiterada e injustificada no despacho de proposições legislativas regularmente apresentadas e recebidas pela Mesa Diretora. Nos termos do art. 137 do Regimento Interno, toda proposição recebida deve ser numerada, datada e despachada às Comissões competentes, condição indispensável para sua publicação, distribuição e início da tramitação. O art. 139 é expresso ao dispor que a distribuição da matéria às Comissões será feita por despacho do Presidente em até duas sessões após o recebimento pela Mesa, dentro do fluxo regimental previsto, não se tratando de ato discricionário ilimitado no tempo. Ocorre que, conforme dados objetivos do sistema de tramitação da Câmara dos Deputados, diversas matérias permanecem há semanas ou meses aguardando despacho, em evidente afronta ao regular funcionamento do processo legislativo. Cito, de forma exemplificativa, matérias de minha autoria. Uma delas, aliás, é uma proposição que determina impeachment de Ministro do Supremo Tribunal Federal de forma automática, se tiver apoiamento da maioria do Congresso Nacional, não somente desta Casa, mas, sim, das duas Casas legislativas. Projetos de lei com mais de 500 dias de atraso: PL 1.705/2024, PL 1.904/2024, PL 3.314/2024. Projetos de decreto legislativo que também aguardam despacho: PDL 937/2025; PDL 1.013/2025; PDL 1.122/2025; PDL 1.213/2025. Esses atrasos impedem a distribuição às Comissões, a designação de relatoria, a apresentação de emendas e o exame de mérito, paralisando o processo legislativo por completo e esvaziando o direito de iniciativa Parlamentar. Chama atenção, ainda, que instrumentos típicos de controle e fiscalização, como os projetos de decreto legislativo e as propostas de fiscalização e controle, figurem de forma recorrente entre as matérias que mais demoram a receber despacho, o que não encontra amparo no Regimento Interno. O não despacho nessas condições funciona, na prática, como um bloqueio informal à tramitação e uma obstrução institucional aos trabalhos da Oposição, afetando a isonomia entre Parlamentares, o equilíbrio entre a Maioria e a Minoria e o próprio papel fiscalizador do Parlamento. Diante disso, questiono a Presidência pelo bom funcionamento da democracia. Se puder fazer um pedido especial para que o meu projeto de impeachment automático dos Ministros do Supremo Tribunal Federal tramite nesta Casa, eu agradeço, Presidente Hugo Motta. - 10/02/2026
A Deputada orientou a bancada na votação do requerimento de adiamento da discussão do Projeto de Lei nº 6.133, de 2025, que cria a Universidade Federal do Esporte.
Palavras-chave oficiais: Requerimento de adiamento da discussão,Orientação de bancada,Projeto de lei ordinária,Partido Liberal (PL),Voto favorável
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A SRA. JULIA ZANATTA (PL - SC. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, o PL orienta "sim" ao adiamento da discussão, porque entende que não há razão para se votar isso. Eu vejo todos os dias, inclusive no meu Estado, Santa Catarina, notícias de que as universidades não estão recebendo os repasses necessários. Na Universidade Federal de Santa Catarina está faltando tudo. E vemos isso em diversas outras notícias sobre universidades federais em vários Estados. Então, vamos ser realistas: o Governo Lula não consegue nem manter com qualidade as universidades que existem e está criando mais. De que adianta criar um lugar que depois não vai conseguir manter? Não é melhor aprimorar e fortalecer as universidades que já existem? É o que eu penso, Presidente. Vamos ser racionais. Obrigada. - 09/02/2026
A Deputada questionou sobre decisão judicial que determinou o acolhimento institucional de duas crianças em Arroio Grande (RS), após pedido do Ministério Público por suposto risco à saúde. Afirmou que houve possível violação de direitos dos pais e criticou o que classificou como interferência estatal nas decisões familiares. Também relatou caso semelhante ocorrido em Cunha Porã (SC), envolvendo vacinação compulsória. Ao final, mencionou entendimento do STF sobre limites em restrições de direitos e pediu atenção da Câmara ao episódio, solicitando esclarecimentos públicos e revisão do sigilo processual.
Palavras-chave oficiais: Arroio Grande (RS),Ministério público,Criança,Acolhimento institucional,Cunha Porã (SC),Polícia militar,Vacinação compulsória,esclarecimento
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A SRA. JULIA ZANATTA (PL - SC. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Presidente, eu gostaria de fazer um registro sobre esse tema que está pipocando há muito tempo entre as pessoas nas redes sociais, e eu já não posso deixar isso passar em branco. Duas crianças, um menino de 4 anos e uma menina de 1 ano e meio, foram retiradas de seus pais pela Justiça do Rio Grande do Sul, em Arroio Grande. Não é sequer o meu Estado, mas preciso falar sobre esse tema. Isso aconteceu após um pedido do Ministério Público e decisão judicial que determinou o acolhimento institucional delas em uma unidade de abrigo da cidade. A medida foi justificada com base no suposto risco à saúde dos menores, ainda que os detalhes do processo corram sob segredo de justiça, segredo de justiça este que tem sido contestado inclusive pela OAB do Estado do Rio Grande do Sul. Juristas apontam abuso em caso de Arroio Grande, diz matéria da Gazeta do Povo, porque até mesmo os advogados estão proibidos de falar sobre o processo! E aí eu não posso me calar. O que estão querendo esconder nesse caso de Arroio Grande? A justificativa é risco de saúde para as crianças. Mas a verdade é que existe, segundo a gente sabe, um atestado médico dizendo que essas crianças tiveram reação aos imunizantes da vacina após tomá-la. E agora a Justiça passa a questionar a autonomia médica?! Não vamos tão longe! Eu não acreditaria nesse caso de tão bizarro que ele é, com violações aos direitos dos pais, porque desculpem-me , para mim, os pais são aqueles que decidem pelos seus filhos. Estão invertendo toda a lógica ao dizerem que é o Estado que é o dono dos nossos filhos. O Estado não paga para nós a faculdade, nem o leite! Enfim, esse caso é tão bizarro que eu não acreditaria se eu não tivesse visto com os meus próprios olhos um caso parecido que aconteceu em Cunha Porã, no meu Estado de Santa Catarina. Um pai me ligou por chamada de vídeo com dois policiais militares à porta dele dois policiais militares e um oficial de justiça que queriam tirar a criança de casa à força à força, Deputado! , levá-la ao posto de saúde, vaciná-la e trazê-la de volta. Nem mesmo o Supremo Tribunal Federal permite isso. Em uma decisão, o então Ministro Lewandowski disse que restrição de direitos até podia, mas não à força. E agora esta Casa precisa olhar para esse caso de Arroio Grande, porque retiraram as crianças do convívio dos pais e as jogaram num abrigo. Já não bastam tantas crianças em abrigos por estarem abandonadas, por serem abandonadas por seus pais, e agora querem tirá-las dos pais por esses motivos que estão inventando na atualidade? Esse caso de Arroio Grande repito, não é meu Estado, eu não posso abraçar o mundo está muito absurdo, precisa ter o olhar desta Casa. Por que o sigilo até mesmo para os advogados, juízes e promotores? Se o negócio é grave assim como vocês dizem, por que vocês têm vergonha? Ninguém quer expor as crianças, mas nós precisamos saber o que há nesse processo. Se os senhores têm razão, retirem o sigilo desse processo, se manifestem, mostrem o que está ali. Por que o sigilo sobre colocar tão facilmente duas crianças em um abrigo? Esse é o registro que eu quero fazer. A Senadora Damares também já fez a denúncia dela, o alerta dela no Senado da República, e eu trago esse caso para cá, porque a gente precisa saber. Não pode ser assim. O Estado não pode ser dono dos nossos filhos. Será? Muito obrigada, Srs. Deputados. - 03/02/2026
A Deputada criticou a aprovação da Medida Provisória nº 1.313, de 2025, que altera a Lei nº 14.237, de 2021, para modificar a denominação do Auxílio Gás dos Brasileiros para Auxílio Gás do Povo, afirmando que a ampliação do benefício refletiu um cenário de empobrecimento da população. Sustentou que a classe média estaria sendo pressionada a financiar políticas públicas por meio de impostos e contestou a ideia de gratuidade, defendendo que os custos recaíam sobre os contribuintes. Além disso, acusou o Governo de estimular dependência do Estado e associou a expansão do programa a interesses político-eleitorais. Também afirmou que o aumento da vulnerabilidade social teria levado famílias a dependerem do auxílio para itens básicos, como o gás de cozinha. Ao final, declarou oposição ao modelo de assistência que, segundo ela, ampliava a dependência e comprometeria a autonomia econômica da população, reiterando defesa de políticas voltadas à liberdade individual.
Palavras-chave oficiais: Medida provisória,Auxílio Gás do Povo,Benefício assistencial,Vulnerabilidade social,Gás Liquefeito de Petróleo (GLP),Governo federal,Liberalismo econômico,Política pública,Eleições
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A SRA. JULIA ZANATTA (PL - SC. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, ontem ocorreu a aprovação da MP do Gás, mas o que eu queria dizer é que estão deixando o povo cada vez mais pobre. O brasileiro não aguenta mais. A classe média está pressionada a pagar tantas coisas de graça, mas nada é de graça. O Governo não produz nada. O Estado não produz nada. São as pessoas que pagam essas contas. Está ficando cada vez mais difícil. Estão empobrecendo a classe média brasileira para fazer campanha político-eleitoral, para iludir as pessoas. Essas pessoas precisam coitadas pedir gás, porque o PT as deixou pobres. Essa é a verdade. Revolta-me tanta mentira. Eu espero que o Brasil acorde de uma vez por todas dessas mentiras. O que querem é fazer aquilo que o Lula falou. "Ah, quem ganha até 2 salários mínimos tem a tendência de votar em mim". Ele quer deixar todo mundo na dependência do Estado, para a pessoa ter fome, para a pessoa não conseguir pensar. É uma crueldade. Eu voto sempre pela liberdade. Obrigada, Presidente. - 03/02/2026
A Deputada questionou à Presidência se a eventual aprovação de um projeto constante na pauta permitiria que diretores passassem a receber remuneração superior à de um Deputado, com extrapolação do teto. Em seguida, registrou que apenas 29 Deputados haviam se posicionado em defesa da responsabilidade fiscal em votação ocorrida em data anterior. Ademais, destacou que a população e a classe média enfrentavam carga tributária elevada e efeitos da inflação, e criticou a política econômica do Governo Federal, apontando aumento de impostos e contratos com empresas. Por fim, declarou que seu posicionamento estava associado à defesa do controle de gastos públicos.
Palavras-chave oficiais: Teto salarial,Responsabilidade fiscal,Reajuste salarial,Servidor público,Carga tributária,Governo federal,Economia,Despesa pública
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A SRA. JULIA ZANATTA (PL - SC. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, apenas uma dúvida: nesta questão que está sendo votada agora, os diretores passariam a ganhar mais do que um Deputado, extrapolando o teto? O SR. PRESIDENTE (Hugo Motta. Bloco/REPUBLICANOS - PB) - Sim. A SRA. JULIA ZANATTA (PL - SC) - Passariam a ganhar mais do que um Deputado? O SR. PRESIDENTE (Hugo Motta. Bloco/REPUBLICANOS - PB) - Com o banco de horas, sim. A SRA. JULIA ZANATTA (PL - SC) - Obrigada, Presidente. Se V.Exa. me permitir usar o resto do tempo, eu queria registrar que ontem apenas 29 Deputados tiveram a coragem de se posicionar pela responsabilidade fiscal no Brasil. O Brasil, o brasileiro e a classe média não aguentam mais pagar tanto imposto e ser tão penalizados pela inflação. Para acabar com isso, nós precisamos ter coragem e responsabilidade. O Governo Lula quer tirar o dinheiro do povo e quer fazer contratos com empresas porque não confia no brasileiro. Ele quer controlar o dinheiro do cidadão até na hora de dar um auxílio. Por isso, o nosso posicionamento... (Desligamento do microfone.) - 04/12/2025
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A SRA. JULIA ZANATTA (PL - SC. Para uma questão de ordem. Sem revisão da oradora.) - Arts. 131 a 133, Presidente. Sr. Presidente, com fundamento nos arts. 131 a 133 do Regimento Comum, levanto questão de ordem para questionar a aplicação no âmbito das Casas do Congresso Nacional da liminar proferida em decisão monocrática nas ADPFs 1.259 e 1.260. Tal decisão judicial avança sobre prerrogativas exclusivas do Senado Federal, o qual o senhor preside, estabelecidas em seu Regimento Interno, notadamente o art. 288, que disciplina seus próprios quóruns e formas de votação, o art. 377, inciso II, que versa sobre o processo e julgamento dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, e o art. 412, que garante o autogoverno daquela Casa na interpretação de suas normas regimentais. Ao redefinir efeitos jurídicos do voto e impor critérios de deliberação interna, a decisão interfere diretamente no funcionamento do Senado e, por consequência automática, repercute sobre o funcionamento institucional do próprio Congresso Nacional, incluindo a Câmara dos Deputados. Isso porque esta Casa delibera em sessões conjuntas, observando quóruns e votações separados, na forma dos arts. 43 a 48 do Regimento Comum, normas que pressupõem a autonomia plena de cada uma das Casas para reger sua própria mecânica decisória. Não é juridicamente e muito menos politicamente admissível que uma decisão monocrática anule ou invalide os Regimentos das Casas Legislativas, instrumentos aprovados por Parlamentares eleitos pelo povo, pelo voto democrático, que, repita-se, possuem força de lei. Diante desse quadro, Presidente, requeiro a V.Exa. que reconheça que decisões judiciais no âmbito das ADPFs 1.259 e 1.260 não produzem efeitos automáticos sobre o Congresso Nacional, quando tratam de regras de funcionamento interno de suas Casas, inclusive com usurpação de poderes de representantes eleitos democraticamente e representantes diretos do povo brasileiro, regras estas que, por força constitucional, possuem natureza jurídica equiparada à lei. Cabe ao Congresso interpretar e aplicar seu Regimento Comum e cabe a cada uma das Casas interpretar e aplicar o seu próprio Regimento Interno, sem ingerência de poder estranho. Assim, preserva-se a autonomia constitucional do Legislativo bicameral, a separação dos Poderes e o equilíbrio institucional assegurado pela Constituição Federal de 1988, que versa sobre o equilíbrio entre os Poderes, que a gente vê a cada dia sendo desequilibrado. E isso não é democrático. Então, Presidente, gostaria de ouvir V.Exa. sobre isso, porque é algo pelo qual a gente tem sido cobrado pela imprensa, pelos nossos eleitores, pelos cidadãos brasileiros. V.Exa., como Presidente do Congresso Nacional e também do Senado, Senador Davi Alcolumbre, acho que pode falar sobre isso, porque a população espera isso de V.Exa. Eu ouvi a sua manifestação ontem sobre esse assunto, mas já que estamos aqui na sessão conjunta do Congresso Nacional, acho que V.Exa. poderia falar mais uma vez sobre essa tentativa de calar o Parlamento brasileiro. Muito obrigada. (Palmas.) - 04/12/2025
A Deputada levantou questão de ordem para contestar a aplicação, no Congresso Nacional, de decisão monocrática do Supremo Tribunal Federal nas ADPFs 1.259 e 1.260. Afirmou que a medida interferiu nas prerrogativas exclusivas do Senado Federal e, por consequência, no funcionamento do Congresso, ao impor critérios sobre deliberações internas e redefinir efeitos do voto, inclusive em temas sensíveis como os previstos na Lei do Impeachment. Também defendeu que os Regimentos das Casas Legislativas, aprovados por representantes eleitos, têm força de lei e não podem ser anulados por decisão judicial. Por fim, pediu o reconhecimento da autonomia do Legislativo e criticou o que classificou como desequilíbrio entre os Poderes, conclamando o Presidente do Congresso a se manifestar sobre o tema.
Palavras-chave oficiais: Questão de ordem,Senado Federal,prerrogativa,Supremo Tribunal Federal (STF),Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental,Impeachment,Congresso Nacional,Autonomia legislativa
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A SRA. JULIA ZANATTA (PL - SC. Para uma questão de ordem. Sem revisão da oradora.) - Arts. 131 a 133, Sr. Presidente. Sr. Presidente, com fundamento nos arts. 131 a 133 do Regimento Comum, levanto questão de ordem para questionar a aplicação, no âmbito das Casas do Congresso Nacional, da liminar proferida em decisão monocrática nas ADPFs 1.259 e 1.260. Tal decisão judicial avança sobre prerrogativas exclusivas do Senado Federal, o qual V.Exa. preside, estabelecidas em seu Regimento Interno, notadamente no art. 288, que disciplina seus próprios quóruns e formas de votação, no art. 377, inciso II, que versa sobre processo e julgamento dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, e no art. 412, que garante o autogoverno daquela Casa na interpretação de suas normas regimentais. Ao redefinir efeitos jurídicos do voto e impor critérios de deliberação interna, a decisão interfere diretamente no funcionamento do Senado e, por consequência automática, repercute sobre o funcionamento institucional do próprio Congresso Nacional, incluindo a Câmara dos Deputados. Isso porque esta Casa delibera em sessões conjuntas, observando quóruns e votações separados, na forma dos arts. 43 a 48 do Regimento Comum, normas que pressupõem a autonomia plena de cada uma das Casas para reger sua própria mecânica decisória. Não é juridicamente e muito menos politicamente admissível que uma decisão monocrática anule ou invalide os Regimentos das Casas Legislativas, instrumentos aprovados por Parlamentares eleitos pelo povo, pelo voto democrático, que, repita-se, possuem força de lei. Diante desse quadro, Sr. Presidente, requeiro a V.Exa. que reconheça que decisões judiciais no âmbito das ADPFs 1.259 e 1.260 não produzem efeitos automáticos sobre o Congresso Nacional quando tratam de regras de funcionamento interno de suas Casas, inclusive com usurpação de poderes de representantes eleitos democraticamente e representantes diretos do povo brasileiro, regras estas que, por força constitucional, possuem natureza jurídica equiparada à lei. Cabe ao Congresso interpretar e aplicar seu Regimento Comum e cabe a cada uma das Casas interpretar e aplicar o seu próprio Regimento Interno, sem ingerência de Poder estranho. Assim, preserva-se a autonomia constitucional do Legislativo bicameral, a separação dos Poderes e o equilíbrio institucional assegurado pela Constituição Federal de 1988, que versa sobre o equilíbrio entre os Poderes, que a gente vê a cada dia sendo desequilibrado. E isso não é democrático. Então, Sr. Presidente, gostaria de ouvir V.Exa. sobre isso, porque é algo pelo qual a gente tem sido cobrado pela imprensa, pelos nossos eleitores, pelos cidadãos brasileiros. V.Exa., como Presidente do Congresso Nacional e também do Senado, Senador Davi Alcolumbre, acho que pode falar sobre isso, porque a população espera isso de V.Exa. Eu ouvi a sua manifestação ontem sobre este assunto, mas, já que estamos aqui na sessão conjunta do Congresso Nacional, acho que V.Exa. poderia falar mais uma vez sobre essa tentativa de calar o Parlamento brasileiro. Muito obrigada. - 03/12/2025Breves Comunicações
A Deputada comentou o Projeto de Lei nº 3.853, de 2019, que altera a Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003 (Estatuto do Desarmamento), para autorizar a aquisição, por residente em área rural, de uma arma de fogo de uso permitido, e afirmou que o avanço legislativo perdeu significado diante de decisões recentes do Supremo Tribunal Federal. Citou liminar do Ministro Gilmar Mendes que restringia pedidos de impeachment de Ministros ao Ministério Público, avaliando que a medida interferia no papel do Parlamento. Mencionou preocupação com declarações públicas de autoridades, críticas ao monitoramento de posições de Senadores e alertas sobre impactos para a relação entre os Poderes. Defendeu atenção do Congresso e de agentes políticos diante do que classificou como risco de diminuição das competências legislativas.
Palavras-chave oficiais: Projeto de lei ordinária,Arma de fogo,Área rural
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A SRA. JULIA ZANATTA (PL - SC. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. Eu gostaria de comemorar a aprovação, hoje, na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, de um projeto de lei que amplia as possibilidades de porte de arma de fogo para produtores rurais, para trabalhadores do campo, mas acho que não cabe comemoração de nada que se aprova nesta Casa hoje, porque ficou muito claro com a declaração do Exmo. Sr. Gilmar Mendes que quem vai decidir tudo agora é o Supremo Tribunal Federal. Ele concedeu liminar dizendo que só a Procuradoria-Geral da República pode pedir impeachment de Ministro do Supremo. Inclusive se demonstrou preocupado com o quórum de votação de pedido de impeachment de Ministro, o que demonstra que ele está tendo uma atitude política. Mais uma vez Gilmar Mendes está tomando atitudes políticas. Ele dá entrevistas políticas, ele debocha de todos os que estão aqui e dos que não estão, ele debocha do povo brasileiro, ele debocha do Senado Federal, ele debocha de todos, da Esquerda, da Direita. Porque vai chegar para vocês também, vai chegar para os que ficam caladinhos achando que ser Deputado é ser somente o que entrega emendas. Vai chegar, talvez antes para vocês do que para os outros. Agora Davi Alcolumbre dá uma declaração e diz que vai tomar uma atitude. Será que vai tomar mesmo uma atitude, Sr. Alcolumbre? Ou o senhor será cúmplice dos que vão terminar com o Brasil, dos que vão deixar este País seguir o rumo da Venezuela? Lá começou assim, com a Suprema Corte tomando o lugar do Congresso Nacional, dos eleitos pelo povo. Eu li agora no Twitter a seguinte frase: STF monitora Senadores que podem usar impeachment de Ministro como bandeira eleitoral. Essa informação foi trazida pela jornalista Andreia Sadi, com um tom de harmonia entre os Poderes. Porque é claro: que coisa normal não é mesmo? o Supremo Tribunal Federal monitorar Senadores, para saber se vão usar impeachment de Ministro como bandeira eleitoral. Jornalistas que tratam isso com normalidade são cúmplices disso também, porque o jornalismo tem uma função essencial na democracia. A Direita, a Esquerda, todos os espectros políticos também têm função essencial na democracia. É uma vergonha ver a que este Parlamento é submetido hoje, meus amigos, cada vez mais. Então, eu peço a compreensão de todos os políticos, de todos os políticos eleitos do Brasil, de todo o povo brasileiro, porque a humilhação está vindo, e não é só para um espectro político, é para todos. É um absurdo Gilmar Mendes achar que pode decidir o que vale ou o que não vale de uma lei já consolidada. Obrigada, Presidente.
Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 22/12/2023 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.