Pular para o conteúdo
Detector de Bananada
Foto de Jandira Feghali

Deputada · Câmara

Jandira Feghali

PCdoB · RJ

Esquerdapor que esse rótulo?● Em exercício

69 anos

Baixar imagem para storyComparar com…

Bananômetro

Bananômetro: 90 de 100, Cara Bom0406080100

90/100

Cara Bom

Aparece, vota e trabalha.

Nota maior que a de 92% dos deputados · média do partido: 84

Por que essa nota?
  • Presença em sessõespeso 40% · 97%

    Aparece para trabalhar?

  • Participação em votaçõespeso 35% · 95%

    Vota quando precisa? (votações com registro de nome)

  • Iniciativas que avançarampeso 15% · 58%

    Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)

  • Atividade na tribunapeso 10% · 96%

    discursos na tribuna (percentil)

A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?

Personalizar pesos

Como vota · Mandato atual (2023–2027)

Vota com o governo 97%das 835 votações em que o líder do Governo pediu Sim ou Não e ela votou

Vota com o próprio partido 98%das 852 votações em que o partido (ou a federação) pediu Sim ou Não e ela votou

Fale com Jandira Feghali

Este é o canal oficial para você cobrar seu representante.

E-mail
dep.jandirafeghali@camara.leg.br
Telefone
(61) 3215-5622
Gabinete
Gabinete 622, Anexo IV, 6º andar – Câmara dos Deputados, Brasília-DF

Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.

Números de Mandato atual (2023–2027)

Presença nas sessões

97%

Esteve em 378 de 391 sessões

Melhor que 70% dos deputadosMédia do partido: 96%

Votou nas votações

95%

Registrou voto em 1.077 de 1.128 votações nominais

Melhor que 96% dos deputadosMédia do partido: 89%

Iniciativas que viraram lei

1

de 17 projetos apresentados (6%)

1 avançaram · 15 em andamento · 0 arquivados ou rejeitados

Alinhamento com o governo

97%

Em 835 votações em que o Governo orientou

Mais governista que 90% dos deputadosMédia do partido: 96%

A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.

1.292 discursos na tribuna · de 12/02/2019 a 13/10/2026.

  • 14/07/2026

    A Deputada criticou manifestações de Parlamentares da oposição, afirmando que foram baseadas em informações falsas e interpretações incompatíveis com o texto do Projeto de Lei nº 896, de 2023, que dispõe sobre crimes praticados em razão de misoginia. Além disso, declarou que a proposta não tratava de liberdade de expressão nem de liberdade religiosa e defendeu que a prioridade da votação fosse a proteção da vida das mulheres. Por fim, assinalou que o tema não deveria ser tratado como instrumento eleitoral diante dos índices de violência contra as mulheres.

    Palavras-chave oficiais: Projeto de lei ordinária,Violência contra a mulher,Discriminação religiosa,Misoginia,Mulher,Religião,Eleições,Oposição política,Liberdade de expressão,Liberdade de religião

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. JANDIRA FEGHALI (Bloco/PCdoB - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, infelizmente, daquela tribuna da extrema direita só saem mentira, desrespeito, baixaria, debate sem qualidade e uma falsa narrativa sobre o que está se votando aqui. Nós não estamos fazendo de conta que não sabemos o que está no texto, não, porque a gente estuda, a gente debate com densidade, com qualidade, com compromisso e com dedicação. Eu tenho oito mandatos aqui e sei exatamente o que eu estou fazendo nesta Casa. Então, ficar ali dizendo coisas que o projeto não tem, dizendo que envolve liberdade de expressão e liberdade religiosa é mentira. Isso não existe no texto. O que a gente quer aqui é defender a vida das mulheres. A vida das mulheres não é moeda eleitoral. Nós estamos defendendo vidas! Não estou preocupada com a eleição neste momento, quando eu defendo a vida das mulheres. A vida das mulheres não é moeda eleitoral. Estou vendo muito Deputado dizer: "Eu posso até votar depois, mas na eleição não dá porque tem narrativa e fake news". Por favor! As mulheres estão morrendo! Não dá!
  • 14/07/2026Breves Comunicações

    A Deputada defendeu a votação de duas pautas consideradas prioritárias: a Proposta de Emenda à Constituição nº 221, de 2019, sobre o fim da escala 6 por 1, em análise no Senado Federal; e o Projeto de Lei nº 896, de 2023, que criminaliza a misoginia, em tramitação na Câmara dos Deputados. Além disso, afirmou que a proposta sobre misoginia busca combater crimes de ódio, o incentivo à violência contra mulheres e o feminicídio, sem restringir a liberdade de expressão, de culto ou de fé. Por fim, argumentou que a aprovação do texto contribuiria para a proteção da vida de mulheres e meninas e reforçou a necessidade de priorizar sua votação.

    Palavras-chave oficiais: Proposta de Emenda à Constituição,redução,Jornada de trabalho,Senado Federal Apoio político,Projeto de lei ordinária,Tipificação de conduta,Misoginia,Câmara dos Deputados,Liberdade de expressão,Violência contra a mulher,Liberdade de religião,Feminicídio,Mulher,Menina

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. JANDIRA FEGHALI (Bloco/PCdoB - RJ. Sem revisão da oradora.) - Presidente, eu estou em Brasília esta semana, mais uma vez, para garantir ou, pelo menos, trabalhar para que algumas pautas venham à votação neste plenário. Nesta semana, em particular, eu quero destacar duas preocupações: uma diz respeito a uma pauta que está no Senado e a outra, a uma pauta que está Câmara. No Senado, a pauta do fim da escala 6 por 1 está absolutamente paralisada. Isso não é aceitável para o povo brasileiro, depois de uma votação absolutamente massiva, em acordo, dentro da Câmara dos Deputados. Nós estamos gritando "Aprova, Senado!" porque essa é uma demanda da sociedade brasileira. Aqui na Câmara, a nossa pauta principal, esta semana, é exatamente a criminalização da misoginia, depois de termos votado a urgência do projeto. É muito difícil para quem nos ouve ver como as mentiras, as hipocrisias, as falsidades, gravemente, sobem à tribuna da Câmara, daquele outro lado, porque ali mulheres e homens se expressam contra a verdade, contra o que é, de fato, o conteúdo desse texto. E é preciso que a gente responda, porque o que nós estamos discutindo aqui é o término de uma tragédia nacional. São 1.500 mulheres que morrem por ano; quatro mulheres por dia. Será possível que isso não consegue sensibilizar mulheres da extrema direita, que vêm aqui falar em nome da família? Será que isso não consegue sensibilizar os homens da extrema direita, que vêm aqui falar em nome da liberdade de expressão? Esse projeto em nada cerceia a liberdade de expressão, nem a liberdade de culto, nem a liberdade de fé. Nós somos defensores intransigentes da liberdade de fé. Isso está na Constituição, inclusive, porque os comunistas colocaram a liberdade de culto na Constituição de 1946, e isso está na Constituição até hoje. Eu disse, há pouco, numa coletiva de imprensa, e repito aqui: nós estamos querendo enfrentar o crime de ódio, aversão, induzimento à violência contra a mulher e ao feminicídio. É disso que se trata. Isso é crime em qualquer lugar, nas redes digitais, na minha casa, na casa de quem quer que seja, no meio da rua, em qualquer ambiente. Quem incita violência contra a mulher está exatamente cometendo o crime de misoginia, porque as mulheres morrem por serem mulheres. É crime ser mulher neste País? É crime ser mulher em qualquer lugar? Nós precisamos garantir que esse projeto venha para a pauta e que seja cumprida a urgência, dando-se a ele prioridade, porque nós estamos aqui em defesa da vida das meninas e das mulheres. Essa é a nossa proposta, essa é a nossa decisão, essa é a nossa luta. E nós vamos perseguir isso. Essa é uma pauta fundamental para a sociedade brasileira, porque nós precisamos combater o feminicídio. Ninguém pode morrer por ser o que é. Misoginia é crime! (Exibe cartaz.) Pautem o projeto, por favor!
  • 07/07/2026

    A Deputada homenageou o Deputado Waldemar Borges, ressaltando sua trajetória de serviço público em Pernambuco como Vereador, Deputado Estadual e Secretário de Estado, além de lamentar a perda para a vida política. Também manifestou solidariedade à Ministra Luciana Santos, à filha e aos filhos de Waldemar, e registrou no Parlamento o legado deixado por ele e o afeto à família.

    Palavras-chave oficiais: Deputado federal,Pernambuco,Partido Socialista Brasileiro (PSB) (1987),Homenagem

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. JANDIRA FEGHALI (Bloco/PCdoB - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, quero registrar a homenagem a um grande homem público que fez muito por Pernambuco nas diversas funções que exerceu. Trata-se do Deputado Waldemar Borges, do Partido Socialista Brasileiro, que foi quatro vezes Vereador, quatro vezes Deputado Estadual e Secretário de Estado no Governo Eduardo Campos. Quem teve o privilégio de conhecê-lo e conviver com ele sabe da imensidão dessa perda. Eu falo tudo isso porque o conheci através de sua companheira, a nossa Ministra Luciana Santos, que hoje sofre muito, junto com sua filha e os filhos de Waldemar, e que merece aqui a nossa solidariedade, a nossa homenagem, o nosso carinho e o nosso afeto. Por isso, faço esse registro no Parlamento brasileiro, não só pelo legado de Waldemar, mas por solidariedade à nossa Ministra e Presidenta do PCdoB, Luciana Santos. Obrigada, Presidente.
  • 07/07/2026

    A Deputada justificou que a Deputada Alice Portugal, integrante da bancada e participante do GT da Misoginia, tentou votar favoravelmente ao Projeto de Lei Complementar nº 41, de 2026, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres e a destinação de recursos às ações de enfrentamento ao feminicídio e de garantia da vida de meninas e mulheres, mas não conseguiu abrir o aplicativo remotamente e, por conseguinte, não registrou o voto.

    Palavras-chave oficiais: Projeto de lei complementar,enfrentamento,Violência contra a mulher,Voto favorável

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. JANDIRA FEGHALI (Bloco/PCdoB - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidenta, apenas para justificar, a Deputada Alice Portugal — que é da nossa bancada, participou do GT da Misoginia e é uma feminista — tentou votar a favor do PLP 41, mas não conseguiu abrir o aplicativo remotamente. Portanto, eu quero justificar que a Deputada Alice Portugal votou a favor, mas não conseguiu registrar o voto. Obrigada.
  • 07/07/2026

    A Deputada agradeceu ao Governo e à Casa pela vitória obtida na votação do Projeto de Lei Complementar nº 41, de 2026, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres e a destinação de recursos às ações de enfrentamento ao feminicídio e de garantia da vida de meninas e mulheres e cobrou do Senado Federal celeridade para avançar pautas importantes. Além disso, afirmou que a sociedade esperava respostas objetivas para demandas ligadas à defesa da vida de meninas e mulheres, a fim de evitar mortes e violência.

    Palavras-chave oficiais: Projeto de lei complementar,enfrentamento,Violência contra a mulher,Aprovação,Elogio

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. JANDIRA FEGHALI (Bloco/PCdoB - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidenta, eu só quero agradecer ao Governo e a Casa por esta grande vitória. Agora, nós precisamos atuar no Senado Federal, que tem segurado pautas importantes da Casa, como o fim da escala 6 por 1, que aqui foi votado por amplíssima maioria. Este projeto agora só teve um voto contrário. É preciso que o Senado faça avançarem as pautas e lhes dê celeridade, porque a sociedade espera uma resposta objetiva às suas demandas, tão fundamentais como essas não só ao trabalho, mas também à defesa da vida de meninas e mulheres. Não queremos corpos caídos no chão, queremos evitar que elas morram. Muito obrigada, Presidente.
  • 07/07/2026

    A Deputada proferiu parecer à emenda de plenário apresentada ao Projeto de Lei Complementar nº 41, de 2026, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres e a destinação de recursos às ações de enfrentamento ao feminicídio e de garantia da vida de meninas e mulheres.

    Palavras-chave oficiais: Emenda de plenário,Parecer (proposição legislativa),Projeto de lei complementar,Sistema de informação,enfrentamento,Violência contra a mulher,Feminicídio,Política pública,prevenção,Violência de gênero

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. JANDIRA FEGHALI (Bloco/PCdoB - RJ. Para proferir parecer. Sem revisão da oradora.) - Sra. Presidente, durante a discussão da matéria foi apresentada uma emenda de Plenário, a Emenda nº 1, que propõe incluir parágrafo único no art. 7º a fim de vedar a utilização dos recursos de que trata a Lei Complementar proposta para o financiamento, custeio, promoção, publicidade ou execução de aborto. Na minha análise, assim como na análise de outros Líderes partidários, essa é uma matéria estranha, porque o projeto nada tem a ver com esse tema. Não há discussão neste projeto sobre direitos sexuais e reprodutivos; aqui a discussão trata de proteção à vida das meninas e mulheres, do combate a diversas violências e, particularmente, do combate ao feminicídio. Como disse um Parlamentar que nos antecedeu, mais de 1.500 vidas foram ceifadas, além de mais da ocorrência de mais de 83 mil estupros. E essa lei trabalha com a prevenção, com a responsabilização e com a punição que já existe hoje com a Lei Maria da Penha, mas que vai ser intensificada quando conseguirmos tipificar a misoginia. E o cansaço me levou a um branco aqui, pois não citei o nome do Ministro Hélio, que é o Ministro da Justiça, o do Secretário João Nobre — para corrigir o nome que eu citei. E também devo citar a participação e a presença, nessa luta, do Ministério das Mulheres, com a Ministra Márcia Lopes e a Ministra Eutália, hoje em exercício, que está conosco no Plenário neste momento. Então, em relação à emenda, vou concluir a leitura do parecer sobre a referida emenda. "A proposta, assim, afronta o disposto no art. 7º, incisos I e II, da Lei Complementar nº 95, de 26 de fevereiro de 1998, segundo os quais cada lei deve tratar de um único objeto e não pode conter matéria estranha ao seu objeto ou a ele não vinculada por afinidade, pertinência ou conexão. A alteração proposta, portanto, compromete a coerência material da proposição e não se revela adequada sob o aspecto da juridicidade — e também do mérito. Ante o exposto, no âmbito das Comissões de Defesa dos Direitos da Mulher, de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania, somos pela rejeição da Emenda de Plenário nº 1. Na Comissão de Finanças e Tributação, somos pela não implicação sobre as despesas ou receitas públicas da Emenda de Plenário nº 1. Na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, somos pela constitucionalidade, boa técnica legislativa, e pela injuridicidade da Emenda de Plenário nº 1." Este é o parecer sobre a emenda. E eu espero, sinceramente, que a gente hoje celebre uma grande vitória das mulheres brasileiras, porque esse projeto articulou de forma muito intensa recursos, dinheiro do Orçamento da União, que será distribuído pelos entes da Federação, para que todas as medidas de combate às violências e ao feminicídio possam ser exercidas em todo o País, capilarizando o recurso e possibilitando que essa execução de políticas seja feita para defender a vida de meninas e mulheres no Brasil. Espero que, com a aprovação, possamos eliminar essa tragédia nacional que é a morte de mulheres e também a violência contra meninas nesse País. Muito obrigada, Presidenta.
  • 07/07/2026

    A Deputada proferiu parecer ao Projeto de Lei Complementar nº 41, de 2026, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres e a destinação de recursos às ações de enfrentamento ao feminicídio e de garantia da vida de meninas e mulheres.

    Palavras-chave oficiais: Projeto de lei complementar,criação,Sistema de informação,enfrentamento,Violência contra a mulher,Feminicídio,Política pública,prevenção,Violência de gênero,Mulher,Parecer (proposição legislativa)

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. JANDIRA FEGHALI (Bloco/PCdoB - RJ. Para proferir parecer. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, eu agradeço a todos os Líderes da Casa por conseguir pautar este projeto. Agradeço à Deputada Soraya por ter construído a retirada da obstrução e do destaque, após uma longa conversa comigo, e por ter construído um acordo para o texto. Quero registrar, Presidente, que o caso que V.Exa. exemplifica na abertura desta discussão e votação do PLP 41/2026 expressa da forma mais dolorosa, dramática e trágica a situação das mulheres brasileiras. Encontrar uma mulher assassinada pelo seu, em tese, companheiro, com um filho de 1 ano e 2 meses agarrado ao seu peito para ser amamentado, talvez não haja imagem mais explícita do significado dessa violência. Este projeto enfrenta uma tragédia nacional. São mais de 1.500 vidas perdidas por ano, são mais de 1.500 mulheres assassinadas pelo fato de serem mulheres e, em grande parte, por violência doméstica e familiar. Eu fui Relatora da Lei Maria da Penha. Nessa peregrinação pelo Brasil, eu ouvi muita coisa — eu ouvi muita coisa. Foram relatos graves das violências, do porquê da denúncia, do porquê da não denúncia, da diferença de estruturas institucionais para responder questões culturais e econômicas de peso nessa possibilidade ou não de uma mulher sair de uma relação violenta. Tudo isso me ajudou a construir o texto que hoje está em vigor, que é a Lei Maria da Penha, que foi votada por unanimidade neste plenário, foi votada por unanimidade no Senado e sem nenhum veto do Presidente Lula no seu primeiro Governo. Agora, em agosto, faremos 20 anos da Lei Maria da Penha. É bom dizer que aí tem mãos do Governo Federal, mas o cumprimento da lei também precisa ter mãos dos Estados e dos Municípios. Neste momento em que nós votamos o PLP 41, nós estamos dizendo aos Estados e aos Municípios que um dos argumentos que são usados vai acabar, porque estamos colocando em torno de 1 bilhão e meio por ano, por 10 anos, para o combate ao feminicídio. A gente tem resistência no Judiciário, a gente tem resistência nos Governos Municipais e, muitas vezes, resistência nos Governos Estaduais, porque esta pauta não é prioritária, não tem a relevância que merece. Neste momento de tanta tragédia, eu espero sinceramente que, com os recursos que este projeto de lei complementar coloca, a gente consiga de fato fazer o combate ao feminicídio. Esse dinheiro é para cumprir a Lei Maria da Penha, mas também para cumprir as medidas do pacto de que participam esta Casa, o Senado, o Poder Judiciário e o Poder Executivo. Esse pacto foi lançado pelo Presidente Lula, que assumiu para si a luta e o combate ao feminicídio. Então, eu quero agradecer aos diversos Ministros que compuseram esse acordo: a Ministra da Casa Civil Miriam Belchior, o Ministro da Fazenda Dario Durigan, o Ministro do Planejamento Bruno Moretti, o Ministro da Justiça, que participou deste acordo por intermédio do seu representante João Gomes, e o Ministro José Guimarães. Então, agradeço ao conjunto por havermos construído uma unidade no Governo para este texto e este projeto. E também quero agradecer a todos os Líderes, inclusive o Líder da Maioria, o Deputado Silvio Costa, todos os Líderes que neste momento convergem para um grande acordo de aprovação deste projeto, que vem fazer um combate concreto, absoluto, ao feminicídio no Brasil. Este projeto tem a autoria da Deputada Jack Rocha, que encabeça uma lista de autoras da bancada feminina. Este projeto tem a minha relatoria e foi uma construção, até não demorada, mas uma construção densa, para que a gente chegasse ao acordo a que chegamos hoje para a votação deste texto. Inclusive a Fazenda nos trouxe a proposta da fonte dos recursos, junto com o Ministério da Justiça. E é aqui que a gente vota esta matéria. Eu quero também apresentar formalmente este parecer, o que é necessário por conta das formalidades da Casa, que passou por várias Comissões, porque teve urgência e veio ao Plenário. Passo a lê-lo: "II.1. Adequação orçamentário-financeira Relativamente à compatibilidade e à adequação financeira e orçamentária, o projeto original previa (...) 5 bi", em 3 anos. E nós estamos agora colocando 1,5 bi de recursos existentes por ano, durante 10 anos. São recursos que estarão inseridos no Propag, como também no Fundo de Segurança Pública, para que os Estados e os Municípios, em ação integrada, pelo texto, possam agir na prevenção e também na responsabilização dos homens violentos deste País que não conseguem compreender que essa relação é de igualdade e não de submissão. Essa é uma relação de poder e opressão que precisa acabar, para que as mulheres vivam. Este projeto defende a vida das meninas e mulheres, criando um sistema nacional de enfrentamento da violência a meninas e mulheres, de combate ao feminicídio e de defesa da vida. "II.2. Pressupostos de constitucionalidade Quanto à constitucionalidade formal, a matéria insere-se no âmbito da competência legislativa da União para estabelecer normas gerais e instrumentos de cooperação federativa em políticas públicas. (...) Sob o aspecto material, o projeto encontra fundamento direto na Constituição Federal, (...) na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal". Por isso, sou pela constitucionalidade e juridicidade. "Quanto à técnica legislativa, o projeto apresenta objeto definido, estrutura normativa coerente, cláusula de vigência adequada e articulação lógica entre diretrizes, governança, financiamento, planos de ação, execução e prestação de contas, compatível com a Lei Complementar nº 95, de 1998. Conclusão do Voto (...) No âmbito da Comissão de Finanças e Tributação, somos pela compatibilidade e adequação financeira e orçamentária (...). No âmbito da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, somos pela constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa (...)". Do substitutivo da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher somos pela total aprovação do mérito. Quero aqui dizer, Sra. Presidenta, Deputada Tabata Amaral, que neste momento preside a sessão representando a bancada feminina, que a iniciativa é deste Parlamento, mas com total acordo do Governo Lula, com acordo dos Líderes. Este Parlamento dá uma resposta objetiva, que não é eleitoreira nem eleitoral. Isso é uma resposta política, legislativa, definidora de recursos para defender a vida das mulheres e das meninas deste País, atuando na prevenção, como faz a Lei Maria da Penha, e também na punição e na responsabilização. Ao mesmo tempo, esta lei complementar dá insumos, dá recursos e os capilariza para que as medidas de combate à violência contra meninas e mulheres possam ser efetivadas. Eu me sinto muito privilegiada, depois de legislar na Lei Maria da Penha, por legislar também no PLP 41. E nós precisamos ainda evoluir para um projeto que também tramita na Casa, que é o projeto que tem como modelo a OEA, que confronta a incitação à violência no ambiente digital. Deputada Tabata, ficou um acordo para a votação da tipificação da misoginia na semana que vem. Nós estamos de acordo com que a misoginia também seja tipificada no Código Penal. Muito obrigada, Presidenta.
  • 01/07/2026

    A Deputada orientou a bancada na votação do requerimento de urgência para apreciação do Projeto de Lei nº 896, de 2023, que altera a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, e o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), para dispor sobre crimes praticados em razão de misoginia.

    Palavras-chave oficiais: Requerimento de urgência,Projeto de lei ordinária,Orientação de bancada,Federação Brasil da Esperança (FE BRASIL),Voto favorável

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. JANDIRA FEGHALI (Bloco/PCdoB - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, nós estamos tratando aqui da tipificação de um crime que se baseia no ódio e na aversão às mulheres. Essa é a base da maior tragédia nacional que nós estamos vivendo. Nós estamos perdendo 1.500 vidas de mulheres por ano! Não é possível que este Parlamento não consiga dar uma resposta a essa questão. Nós temos dois projetos na pauta. Este é um deles, ainda sobre a urgência. No mérito, eu quero aqui elogiar a capacidade de diálogo da Deputada Tabata, que tem conversado com todas as forças políticas, tentado construir um texto que identifique o conjunto do Parlamento, mas sem tirar do centro o que é principal: entender que a misoginia mata. A misoginia mata, e está matando as mulheres neste País! Então, quem quer proteger as mulheres tem que tipificar o crime para poder prender o bandido que as mata. Se não tipificamos, não prendemos também. Nossa Federação é a favor da urgência. Orientamos "sim".
  • 30/06/2026

    A Deputada rebateu as críticas da oposição sobre a Polícia Federal, lembrando declarações atribuídas ao ex-Presidente Bolsonaro nas quais ele teria condicionado a permanência de dirigentes da corporação à proteção de sua família. Atacou declarações do Senador Flávio Bolsonaro sobre um suposto governo de transição com os Estados Unidos, classificando-as como submissão e colonialismo, e condenou falas de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo que, segundo ela, teriam agredido a autonomia política das mulheres. Por fim, rebateu as acusações de corrupção dirigidas ao Governo Lula, apontou envolvimentos da família Bolsonaro em escândalos como as "rachadinhas" e o Banco Master.

    Palavras-chave oficiais: Ex-presidente da República,Partido Liberal (PL),Polícia Federal (PF),Família,proteção,autonomia,ausência,Crítica Senador,Partido Liberal (PL),Pré-candidato,declaração,Comitê de Transição de Governo,Estados Unidos,participação,Ex-deputado federal,Mulher,Autonomia política,Crítica Ex-presidente da República,Partido Liberal (PL),Família,Banco Master,Fraude,envolvimento

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. JANDIRA FEGHALI (Bloco/PCdoB - RJ. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, eu estou serenamente ouvindo os absurdos que vêm dos microfones da extrema direita. Não lembram do vídeo de Jair Bolsonaro, dizendo que a Polícia Federal não tinha autonomia e que, se não defendesse os filhos e a família dele, ele tiraria e recolocaria quem ele quisesse, desde que a Polícia Federal estivesse sob o seu comando, sem nenhuma autonomia de investigação, protegendo, inclusive, os seus filhos de qualquer investigação? É uma vergonha! É lamentável ver neste Plenário pessoas que não têm o mínimo de autocrítica, que têm a cara de pau — desculpem o termo, porque, em geral, eu tenho bom nível de debate — e que não têm nenhum limite para colocar aqui um debate mentiroso, falso, que realmente não leva absolutamente a lugar nenhum. Aliás, a gente não tem mais debate aqui. Só temos agressão, violência e baixaria. Sr. Presidente, eu quero alertar o Brasil sobre uma questão. O Sr. Senador Flávio Bolsonaro disse que, se ganhar as eleições para Presidente, fará um Governo de transição com o Governo norte-americano. Os amigos dessa família, como Paulo Figueiredo, um foragido da Justiça brasileira, junto com outro foragido chamado Eduardo Bolsonaro, hoje humilhou as mulheres profundamente. Vomitou coisas malcheirosas por aquela boca, agredindo a capacidade das mulheres de decidirem o seu voto e de decidirem o destino da política através do seu voto, dizendo que apenas as mulheres casadas, porque seguem os seus maridos, votam melhor. Isso é a marca, é o DNA dessa galera, dessa extrema direita que está por aí. O Senador Flávio Bolsonaro é a expressão maior da submissão, da cabeça do colonizado, de querer fazer deste País um quintal do Governo norte-americano e do império do capitalismo mais cruel, que mais concentra renda e exclui, que expropria riquezas, que subordina nações, que usa a sua capacidade bélica para assassinar, para realizar verdadeiros genocídios, aliado com o seu maior parceiro, o Sr. Netanyahu, um sionista sem dó, sem piedade nem respeito por absolutamente nenhuma criança, nenhuma mulher, nenhum idoso, nenhum povo. O Sr. Trump quer fazer disso aqui o seu quintal, mas é preciso dizer: "Trump, Flávio Bolsonaro, isto aqui não é quintal de ninguém! Nós não somos colônia de mais ninguém. Vocês não têm capacidade de dirigir este País, vocês não conhecem o nosso povo, a pobreza, as angústias, as profundas desigualdades, o que vivem as mulheres das nossas comunidades, que perdem filhos todos os dias em operações policiais e dentro do crime organizado. Vocês não conhecem a perspectiva da nossa juventude, que quer oportunidade, que quer emprego qualificado. Vocês não conhecem a criatividade, desconhecem a diversidade e a pluralidade do nosso povo, desconhecem o potencial das mulheres brasileiras que querem autonomia financeira, inclusive para sair de relações violentas. Vocês não sabem qual é o sonho deste País. Vocês desconhecem o que é o Brasil. Nós queremos um país que respeite os pontos de cultura, os quilombos, as aldeias, tudo que é discutido e pensado como bem comum, que se relaciona com a natureza de outro jeito. Vocês negam a ciência, negam a crise climática, vocês negam os avanços econômicos deste País e o aumento de renda, de empregabilidade da nossa população. Vocês negam por negar, porque os fatos estão na cara de vocês!" Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, família Bolsonaro e vários outros aliados estão envolvidos até o fio do cabelo em corrupção, desde as rachadinhas até o Banco Master. E não venham atribuir ao Presidente Lula essa discussão, até porque ele já disse que a Polícia Federal tem autonomia para investigar doa em quem doer e punir quem quer que seja. Todos devem ser investigados. Quem pediu CPI de fato aqui fomos nós. Nós assinamos e exigimos a instalação. O acordo que foi feito para votar a dosimetria foi não instalar CPI, os senhores sabem disso, mas negam publicamente. Nós queremos um Brasil que se desenvolva com autonomia, com independência, com soberania, com estabilidade democrática, respeitando a soberania do voto popular; que se industrialize, que respeite a ciência e a inovação, que fortaleça sua cultura, porque sem soberania cultural não há soberania nacional. Que nós possamos, de fato, avançar. Flávio Bolsonaro e sua trupe representam o atraso e a traição do povo brasileiro. Obrigada.
  • 30/06/2026

    A Deputada rebateu as críticas feitas anteriormente, esclarecendo que a Esquerda não dirige a Casa e, portanto, não seria responsável por eventuais falhas no registro de licenças-maternidade das Parlamentares.

    Palavras-chave oficiais: Deputada federal,ausência,justificativa,Licença à gestante,Parlamentar,Esquerda política,responsabilização,Discurso parlamentar,Contestação

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. JANDIRA FEGHALI (Bloco/PCdoB - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, eu estou inscrita para falar pelo tempo de Líder da federação, mas eu quero apenas dizer que a licença das mulheres que têm seus filhos não está em nenhum momento impedida pela Esquerda, até porque, até onde eu sei, não é a Esquerda que dirige a Casa. Então, se há uma construção para isso, tem que ser feita pela Casa. E é muito ruim entrar num debate onde os adjetivos são de tão baixo nível. Não dá nem para debater, nem para responder no mesmo nível, porque fica ruim para quem leva a sério o seu mandato. Obrigada, Presidente. Aguardo a chamada para falar pela federação.
  • 30/06/2026

    A Deputada contestou as críticas da Oposição ao Governo Federal, afirmando que os fatos não as sustentam. Atribuiu as dificuldades macroeconômicas, como o nível dos juros e o acesso ao crédito, à autonomia do Banco Central, aprovada durante o governo anterior. Além disso, defendeu a atuação do Governo Lula, citando entregas e investimentos realizados em todo o País, inclusive em Estados governados por opositores.

    Palavras-chave oficiais: Governo federal,Economia,gestão,Defesa,Discurso parlamentar,Contestação,Banco Central do Brasil (Bacen),autonomia,Partido Liberal (PL),Governo,Responsabilidade,Crítica

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. JANDIRA FEGHALI (Bloco/PCdoB - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Desejo todo mundo tem, Presidente, mas os fatos não comprovam esses discursos que nós estamos ouvindo aqui agora. Aliás, é bom a gente lembrar que restou ao Governo a política fiscal porque foi no Governo Bolsonaro que se votou aqui a autonomia do Banco Central, que bota os juros onde quer, que dificulta o crédito, porque o Banco Central autônomo é filho de Jair Bolsonaro. Então, é importante que, quando se discute aqui dívida pública, tamanho dos juros, dificuldade macroeconômica, que se dê a responsabilidade a quem a tem. O Governo Lula tem feito muita entrega no País inteiro, inclusive em Estados que são governados por opositores, porque a visão republicana do Governo possibilita que a maior obra de São Paulo esteja sendo feita no Governo Lula e que todas as coisas que estão acontecendo no Brasil sejam com recursos federais. É preciso reconhecer as entregas e os avanços e parar com hipocrisia neste plenário. Obrigada, Presidente.
  • 30/06/2026

    A Deputada orientou a bancada na votação do Projeto de Lei de Conversão nº 5, de 2026, relativo à Medida Provisória nº 1.341, de 2026, que dispõe sobre o prazo de isenção, redução ou suspensão de tributos previstos nos regimes aduaneiros especiais de drawback no caso de importação de cacau.

    Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Projeto de lei de conversão,Medida provisória,Federação Brasil da Esperança (FE BRASIL),Voto favorável

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. JANDIRA FEGHALI (Bloco/PCdoB - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, este projeto de lei do Governo garante a proteção da produção nacional. O cacau é uma produção importante no Brasil, que não pode ser penalizada por prazos e questões tributárias. É importante que a gente proteja essa produção para não gerar crise no setor, particularmente nas regiões Norte e Nordeste brasileiras. Portanto, nós votaremos a favor e apelamos que todos os Líderes orientem da mesma forma.
  • 30/06/2026

    A Deputada orientou a bancada na votação do requerimento de urgência na apreciação do Projeto de Lei nº 5.695, de 2023, que tipifica penalmente a alteração de fotos, vídeos e som com o uso de sistema de Inteligência Artificial para praticar violência contra a mulher.

    Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de urgência,Projeto de lei ordinária,Federação Brasil da Esperança (FE BRASIL),Voto favorável

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. JANDIRA FEGHALI (Bloco/PCdoB - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, nós vamos orientar “sim” à urgência, para entender melhor a condição do relatório. Mas eu já tenho uma lei aprovada sobre isso, uma lei de minha autoria, que exatamente dá uma qualificadora no Código Penal nos casos de uso de imagem ou de voz das mulheres pela Inteligência Artificial. Mas, de qualquer maneira, esta daqui altera a Lei Maria da Penha e tal. Nós precisamos olhar o que é o texto. Então, vamos deixar a urgência, mas eu quero, depois, discutir o mérito da matéria.
  • 10/06/2026Breves Comunicações

    A Deputada afirmou que buscou manter em pauta a defesa da democracia e da soberania nacional, ao relatar missão nos Estados Unidos para entregar documentos sobre cooperação no combate ao crime organizado, contestar tarifas contra o Brasil e rejeitar ameaças ao Pix. Além disso, pediu investigação sobre lavagem de dinheiro e corrupção ligada à família Bolsonaro, mencionando recibos e o caminho de recursos enviados a um fundo no Texas.

    Palavras-chave oficiais: Missão oficial,Deputada federal,Estados Unidos,Balanço

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. JANDIRA FEGHALI (Bloco/PCdoB - RJ. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, agradeço. Subo à tribuna para manter na pauta o que importa. Muitas vezes vemos aqui a extrema direita diversificando pauta para tirar o foco daquilo que é mais central: a articulação do Sr. Flávio Bolsonaro e de Eduardo Bolsonaro com o Governo Trump, através de Marco Rubio, para punir o Brasil. Nós estivemos agora em missão nos Estados Unidos — eu, o Deputado Pedro Uczai, o Deputado André Janones e o Deputado Pedro Campos — e lá nós entregamos alguns documentos muito robustos. Um deles solicita a cooperação daquele Governo — e não a intervenção — no combate ao crime organizado. Levamos um documento muito denso, com os pontos de cooperação que o Brasil pede — e exige que seja respeitada a sua posição. O segundo documento foi sobre as tarifas. A Embaixada do Brasil reuniu muitos especialistas e formulou um documento de 99 páginas, confrontando, uma a uma, as argumentações do Governo americano para impor tarifas ao Brasil, mostrando que não há nenhuma justificativa técnica ou política para esse tarifaço, seja de 25% ou de 12,5%; muito menos para a ameaça ao nosso Pix, que representa a soberania financeira do povo brasileiro, que não é substituível por um esquema americano. Essa é a posição de Eduardo Bolsonaro, que está de joelhos diante dos norte-americanos, pedindo a eles que tomem conta do Brasil — na prática, é isso. Nós reafirmamos que o Pix é imexível, porque ele significa a soberania financeira do povo brasileiro. O Pix não tem taxa e é a maneira mais simples de pagar contas e transferir recursos, a mais transparente e inovadora do mundo. Em terceiro lugar, nós pedimos investigação sobre a lavagem de dinheiro. Com documentação robusta e muitos insumos, os Parlamentares que vão se dirigir ao Departamento de Justiça norte-americano pedirão a investigação da lavagem de dinheiro do Sr. Vorcaro em remessas para os Estados Unidos. Ele já enviou 61 milhões de dólares. Eles pediram 25 milhões — os últimos oito filmes premiados no Oscar tiveram orçamento menor — para uma biografia que não merece dinheiro nenhum. De qualquer maneira, se querem fazer o filme, que o façam, mas, com fraude financeira e dinheiro ilícito lavado em território americano, não. Esse dinheiro foi para um fundo no Texas do advogado de Eduardo Bolsonaro, e, obviamente, a finalidade não era fazer filme, porque até a produtora nega que esse dinheiro tenha chegado lá. Ontem, o Intercept Brasil publicou os recibos, as provas, o caminho do dinheiro que saiu daqui e foi para esse Heaven's Gate, um fundo no Texas, que é onde Eduardo Bolsonaro mora e comprou uma casa. Então, é preciso investigar a corrupção da família Bolsonaro, da extrema direita no Brasil. Esse esforço nós fizemos. Tivemos uma boa sensibilidade dos Parlamentares democratas dos Estados Unidos e agora estamos mandando para eles as provas, os recibos, para que eles sigam o caminho desse recurso e apurem o que está sendo feito com esse dinheiro ilícito da maior fraude financeira do Brasil. Esse tem sido o nosso esforço. Nós fomos lá defender democracia e soberania e denunciar a corrupção da família Bolsonaro. Obrigada, Presidente.
  • 10/06/2026

    A Deputada destacou a Semana Nacional do Meio Ambiente e defendeu a importância das políticas voltadas ao desenvolvimento sustentável e ao enfrentamento das mudanças climáticas. Além disso, criticou posições que, em sua avaliação, minimizam os impactos da degradação ambiental e alertou para as consequências sociais e econômicas associadas aos desequilíbrios climáticos. Na continuidade, ressaltou ações do Governo Federal na área ambiental, mencionando a redução do desmatamento e das queimadas nos diferentes biomas brasileiros. Por fim, afirmou que os resultados obtidos refletem a atuação do Governo Lula e da Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, sustentando que houve avanços nos indicadores relacionados à sustentabilidade ambiental.

    Palavras-chave oficiais: Semana Nacional do Meio Ambiente,Desenvolvimento sustentável,Mudança climática,Degradação ambiental,Governo federal,Política ambiental,Desmatamento,Queimada,Bioma,Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima,Sustentabilidade ambiental

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. JANDIRA FEGHALI (Bloco/PCdoB - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, nós estamos na Semana Nacional do Meio Ambiente. E a gente já percebe o negacionismo ambiental de muitos que não conseguem entender a importância do desenvolvimento sustentável e da compreensão da questão climática no Brasil e no mundo. São muitas desgraças que ocorrem por conta dessa agressão ao equilíbrio ambiental, e nós precisamos reafirmar isso. Agora, nesse momento no Planalto, está ocorrendo a comemoração da Semana Nacional do Meio Ambiente, caracterizando inclusive a redução do desmatamento e das queimadas em todos os biomas brasileiros. É importante a gente dizer isso, porque a vida real na política é aquilo que você consegue também demonstrar e entregar, e o Governo Lula está entregando muito na área do meio ambiente, desde a gestão da Ministra Marina Silva, onde todos os índices foram melhorados na sustentabilidade ambiental. Obrigada, Presidente.
  • 09/06/2026

    A Deputada valorizou a aprovação, pela Câmara, da Proposta de Emenda à Constituição n° 221, de 2019, que trata da redução da jornada de trabalho, por ampla maioria, e afirmou que a decisão respondeu às demandas do País e contou com acordo das centrais sindicais. Além disso, criticou a PEC em tramitação no Senado, assinada por Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho, Magno Malta e outros, por retirar direitos, reduzir salários e ampliar a remuneração por hora. Por fim, defendeu mobilização da sociedade e da Câmara para derrotar a proposta e concluir a mudança ainda neste ano.

    Palavras-chave oficiais: Proposta de Emenda à Constituição,redução,Jornada de trabalho,Senado Federal,Aprovação

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. JANDIRA FEGHALI (Bloco/PCdoB - RJ. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, apenas para valorizar o trabalho que a Câmara fez, quando votou, por amplíssima maioria, apenas com 22 votos contrários, o fim da escala 6 por 1. Isso foi uma resposta da Câmara dos Deputados ao Brasil. Agora, a gente olha para o Senado, a PEC sequer foi despachada para a Relatoria ou para a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania, e entra lá, assinada por Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho, Magno Malta e outros uma proposta de emenda constitucional que piora a situação atual dos trabalhadores: retira direitos, reduz salário, paga por hora, uma PEC baseada, inclusive, no regime norte-americano em relação ao trabalho. Então, é preciso que a sociedade se mobilize, mas é preciso que também a Câmara se mobilize para defender o acordo que foi aprovado aqui, em acordo também com as centrais sindicais, e que a gente derrote a "PEC dos patrões" que está lá, e a gente consiga, este ano ainda, ter o fim da escala 6 por 1. Obrigada, Presidente.
  • 27/05/2026

    A Deputada encaminhou a votação da Proposta de Emenda à Constituição nº 221, de 2019, que altera o Art. 7º inciso XII da Constituição Federal, para reduzir a duração máxima semanal do trabalho.

    Palavras-chave oficiais: Encaminhamento de votação,Proposta de Emenda à Constituição,favorável

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. JANDIRA FEGHALI (Bloco/PCdoB - RJ. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, este é o momento da emoção deste Plenário, do País e de todos que acompanham esta sessão. A gente ouve aqui muitos argumentos, como o argumento da responsabilidade, o argumento da liberdade voluntária do trabalhador. Ora, esse argumento sempre foi usado na hora de defender o trabalhador para impedir que a gente saia do trabalho escravo, de um trabalho justo, para defender, na verdade, quem lucra com a exploração da mão de obra do trabalho. Quando a gente defendeu a licença-maternidade aqui de 120 dias, esse era o argumento; quando se aprovou o 13º Salário, férias, CLT, esse era o argumento. E a gente sempre provou que fazer o que os trabalhadores precisam melhora a economia, melhora a produtividade. As pessoas estão tendo burnout, as pessoas estão passando mal, as pessoas estão exaustas em razão dessa jornada de trabalho exaustiva. Ora, o que nós estamos fazendo aqui é o que o mundo todo já começou a fazer, exceto o que a extrema direita apoia, que é a reforma trabalhista da Argentina, que levou a carga horária para 12 horas. Aqui, nós temos que valorizar o acordo construído a partir da grande atuação do movimento sindical brasileiro. É preciso reconhecer que o Presidente da Câmara colocou em pauta e está sustentando a posição de fazer essa matéria ser votada. É importante reconhecer todos os autores das matérias — Inácio Arruda, Reginaldo Lopes, Erika Hilton, Daiana Santos, junto com a nossa bancada. É importante reconhecer o trabalho do Relator Léo Prates, que foi um gigante, ouviu o País inteiro. Vamos aplaudir esse Relator, que fez um grande trabalho, rodou o País e todas as regiões e construiu um acordo viável de ser aprovado e muito bom para os trabalhadores. (Palmas.) Este é o momento de firmarmos essa vitória histórica. Esta é o momento de firmarmos que este Parlamento pode, sim, dar uma resposta favorável às mulheres e homens que trabalham. Não está na hora de hipocrisia, de falsa defesa de trabalhador. Não está na hora de brincar. Digo isso porque, quando se fala do trabalho sob a ótica de quem produz, não podemos brincar. Este Plenário não é uma brincadeira, não é um parque de diversão da extrema direita, que mente, que manobra e quer fazer com todo mundo imagine e se iluda que eles, de fato, defendem o povo trabalhador. Ninguém acredita nisso aqui. Nós temos clareza de que, depois de tantas décadas, depois de tanta luta, a gente vai dar uma resposta verdadeira para as mulheres e homens que trabalham, que será o fim da escala 6 por 1.
  • 27/05/2026

    A Deputada discutiu a Proposta de Emenda à Constituição nº 221., de 2019, que altera o art. 7º da Constituição Federal para reduzir a duração máxima semanal do trabalho. Celebrou a votação da PEC que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais, resgatando a trajetória histórica dessa luta desde a Conclat de 1981 e a Constituinte. Destacou que mais de 38 milhões de trabalhadores CLT cumprem jornadas superiores a 44 horas e ressaltou o impacto desproporcional sobre as mulheres, que acumulam trabalho doméstico não remunerado. Além disso, mencionou a existência de jornadas específicas para categorias como enfermagem e aeronautas, todas abrangidas pelo limite máximo proposto. Por fim, criticou a Extrema Direita por votar contra a medida na Comissão Especial e convocou o Plenário à aprovação do acordo construído com as centrais sindicais.

    Palavras-chave oficiais: Discussão,Proposta de Emenda à Constituição,favorável

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. JANDIRA FEGHALI (Bloco/PCdoB - RJ. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, colegas, entidades sindicais, trabalhadoras e trabalhadores que aqui estão — podem levantar a mão para mostrar que vocês estão aqui acompanhando esta votação para aplauso do nosso Plenário (palmas) —, esta é uma batalha de décadas, é uma batalha histórica das mulheres e homens que trabalham neste País. A primeira vez que eu vi esta batalha ser feita presencialmente foi na Conclat, em 1981, quando a principal bandeira daquele evento sindical era a redução da jornada para 40 horas. Veio a Constituinte, em que nós conseguimos a redução, mas uma redução para 44 horas. Logo depois, em 1995, o Deputado Inácio Arruda, da bancada do nosso partido, o PCdoB, apresentou a primeira PEC de redução da jornada de trabalho, que tinha o mesmo conteúdo que nós estamos votando hoje. Foi aprovada na Comissão Especial, mas não conseguiu correlação de plenário e estava aqui tramitando. Entraram outras PECs. O importante é que a gente realce que este é o momento da grande resposta do Parlamento brasileiro à luta de décadas do movimento sindical, da sociedade brasileira, dos nossos partidos pela redução da jornada de trabalho. Hoje nós temos o dado de que mais de 38 milhões de trabalhadores CLT trabalham mais de 40 horas, acima de 44 horas. Isso é mais da metade dos trabalhadores que têm vínculo formal. Ainda há aqueles que não têm vínculo formal e que trabalham de forma precária, de forma difícil na relação com o patronato, para garantir que a sua vida tenha o mínimo de qualidade, para levar algum dinheiro para casa. Neste momento, a gente precisa falar para os homens trabalhadores, mas particularmente para as mulheres, cuja jornada é 7 por zero, porque, quando chegam em casa, ainda vão fazer a marmita, lavar roupa, fazer a faxina, cuidar dos filhos, dos companheiros, das pessoas com deficiência, dos idosos, dos familiares. Neste momento, nós temos grande responsabilidade. Já existiam projetos de lei sobre essa matéria tramitando — um deles, da bancada do PCdoB, cuja primeira signatária é a Deputada Daiana Santos, que foi agora Vice-Presidente da Comissão Especial. Temos um projeto do Governo Lula com urgência constitucional para garantir que depois da votação da PEC a gente possa regulamentá-la, tratando das especificidades de algumas categorias. Ninguém mais ultrapassa 40 horas, e existem jornadas específicas. Citaria aqui, no campo da saúde, a enfermagem, que tem 12 por 36, os aeronautas têm jornada específica, o pessoal embarcado tem jornada específica. O importante é que todos fiquem sob o guarda-chuva da carga horária máxima de 40 horas por semana. Este é um grande dia para o Parlamento brasileiro, é um grande dia para a sociedade brasileira. E aqueles que ficam hipocritamente falando em nome dos trabalhadores votaram contra na Comissão Especial, querem manobrar neste Plenário, querem likes, mas, no fundo, no fundo, sempre foram a favor da exploração imposta pelo patronato. A extrema direita é isto: exploração dos trabalhadores e trabalhadoras. Não se enganem com as manobras hipócritas que aparecem neste plenário. O que nós queremos é a vitória, e a vitória está no acordo que foi aprovado na Comissão Especial com a participação de todas as forças e das centrais sindicais. Pelo PCdoB eu digo: viva a nossa luta, viva o fim da jornada da escala 6 por 1 sem redução de salário, viva a sociedade brasileira, viva as mulheres e homens que produzem!
  • 27/05/2026Breves Comunicações

    A Deputada destacou a relevância da votação sobre o fim da escala 6 por 1, classificando o tema como uma pauta histórica para trabalhadores brasileiros. Além disso, manifestou preocupação com denúncias relacionadas à aplicação de recursos do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência) no Banco Master, defendendo a apuração dos fatos e a responsabilização dos envolvidos. Em seguida, citou o ex-Governador Cláudio Castro e mencionou investigações envolvendo o banco, seus dirigentes e agentes políticos ligados ao Estado do Rio de Janeiro. Por fim, defendeu a instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito e de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para acompanhar as investigações, bem como a atuação da Polícia Federal e de outros órgãos de controle na apuração das denúncias.

    Palavras-chave oficiais: Votação,Proposta de Emenda à Constituição,redução,Jornada de trabalho Denúncia,Fundo previdenciário,Rio de Janeiro (Estado),Banco Master,Ex-governador,Senador,Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI),Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI),investigação,Corrupção,Polícia Federal (PF)

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. JANDIRA FEGHALI (Bloco/PCdoB - RJ. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, colegas, hoje, daqui a pouco, nós vamos de fato encarar uma pauta histórica e fundamental para as mulheres e os homens que trabalham neste País. Estou inclusive paramentada com a bandeira pelo fim da escala 6 por 1. Nós teremos o momento para esse grande debate, durante a Ordem do Dia. Então eu queria, neste registro primeiro da tribuna da Câmara, hoje, falar de algo que preocupa muito o Brasil, particularmente o Estado do Rio de Janeiro: as denúncias reiteradas de corrupção, de uso do dinheiro do trabalhador do Estado do Rio de Janeiro, do servidor público do Estado do Rio de Janeiro, o dinheiro que estava no Rioprevidência e foi colocado no Banco Master. O Sr. ex-Governador Cláudio Castro, já cassado, já condenado, colocou 3 bilhões de reais do Rioprevidência no Banco Master. Já houve, inclusive, nova busca e apreensão na sua residência. É bom que a gente mostre isso para reafirmar que é exatamente essa turma defensora do bolsonarismo, essa turma da extrema direita, que está envolvida com o crime contra o sistema financeiro brasileiro, que está envolvida com a corrupção do Banco Master, que está envolvida com o Sr. Daniel Vorcaro. Aliás, Flávio Bolsonaro teve recentemente a sua máscara derrubada. Sabemos da autorização de funcionamento desse banco no Governo Bolsonaro, na gestão Roberto Campos, como também de todo o envolvimento da família Vorcaro e da família Bolsonaro com o esquema do Banco Master. É bom que a gente coloque as coisas no devido lugar, para que saibamos quem são os corruptos deste País, quem se envolveu com a maior fraude financeira da nossa história, com as pirâmides financeiras, com as pirâmides fiscais, e quem rouba dinheiro do povo trabalhador. O Sr. Cláudio Castro precisa ser investigado e responsabilizado. Não é possível que o dinheiro suado que foi colocado num fundo de previdência seja utilizado para benefício próprio e para a corrupção no Governo do Estado do Rio de Janeiro. O que a gente espera é não só que haja a instalação, neste Congresso Nacional, da CPMI, cujo requerimento nós já assinamos faz tempo — aliás, assinamos um requerimento de CPMI e um requerimento de CPI na Câmara, para que possamos contribuir com as investigações e esclarecer todas as falcatruas dessa turma da extrema direita —, mas também que haja uma investigação profunda no Estado do Rio de Janeiro, feita pela Polícia Federal e pelos demais órgãos de segurança, para que todos, inclusive o Sr. Cláudio Castro, sejam investigados, responsabilizados e punidos. Isso eu falo em nome do povo trabalhador do Estado do Rio de Janeiro.
  • 19/05/2026Breves Comunicações

    A Deputada criticou o silêncio da Extrema Direita diante de áudios e mensagens que associam suas lideranças ao empresário Daniel Vorcaro, fraudador do sistema financeiro. Além disso, destacou que o clã Bolsonaro e a família Vorcaro mantêm alianças incompatíveis com o discurso moralista da Direita de combate à corrupção. Ademais, defendeu a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master para aprofundar as investigações e recriminou os acordos que impediram sua criação. Ao final, alertou para as investigações envolvendo o ex-Governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e celebrou o crescimento do Presidente Lula nas pesquisas eleitorais e o desgaste de seus adversários políticos.

    Palavras-chave oficiais: Extrema direita,Gravação,Senador,Partido Liberal (PL),Pré-candidato a cargo eletivo,Presidência da República,Empresário,Banco Master,Família,Ex-presidente da República,Discurso político,Corrupção,Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI),investigação,acordo,Atuação parlamentar,Investigação criminal,Ex-governador,Rio de Janeiro (Estado) Pesquisa de opinião,Pesquisa eleitoral,Presidente da República,Partido dos Trabalhadores (PT),Eleições,Oposição política

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. JANDIRA FEGHALI (Bloco/PCdoB - RJ. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, primeiro, quero registrar aqui meu estranhamento. Eu nunca vi tanto silêncio na extrema direita, Deputada Benedita da Silva. Não vejo ninguém ir à tribuna fazer a defesa dos seus, desses líderes pré-candidatos a Presidente que estão mais sujos do que pau de galinheiro. Eu não os vejo mais aqui. Estou vendo um silêncio aqui que eu nunca vi antes. A gente está até com saudades de ouvir o que eles sempre colocam aqui, argumentos bastante desqualificados e que não conseguem convencer ninguém. É bom falar desse estrago entre áudios e mensagens que explicitaram a aliança dessa turma com o maior fraudador do sistema financeiro brasileiro, o Sr. Daniel Vorcaro e sua trupe: os aliados da Igreja da Lagoinha, o seu cunhado, o seu irmão, o seu pai. As duas famílias são mafiosas: o clã Bolsonaro e a família Vorcaro, e estão aliançadas, fazendo aquela nuvem de moralidade que, na realidade, nunca foi verdadeira. Essa nuvem de moralidade, de higidez, com acusações de que corruptos são os outros, de que corrupta é a Esquerda, está aí para todos verem. Acho que a vida não dá voltas mesmo; ela capota. A forma de a sociedade enxergar as coisas é trazer tudo a público. E é preciso que haja investigação e punição. A CPI do Banco Master, que a gente está reivindicando, precisa ser instalada. Não adianta, para se defender, dizer que está defendendo essa CPI, tendo feito acordo aqui, na votação da dosimetria, para não instalar essa CPI. Quem está querendo a CPI somos nós, para que a gente, de fato, vá fundo nessa apuração e entenda exatamente o que está acontecendo. Em segundo lugar, vamos olhar também para o Rio de Janeiro. O Estado do Rio de Janeiro precisa acordar. Basta ver os áudios, as buscas e apreensões, tudo o que está sendo encontrado com o Sr. Cláudio Castro e sua turma, outra turma que a sociedade precisa enxergar. Aliás, as pesquisas de opinião nacionais começaram a demonstrar que a sociedade já começou a enxergar e a entender quem é a favor do Brasil e dos seus direitos e quem rouba dinheiro público e está contra este País. É bom a gente olhar as últimas pesquisas para ver o crescimento do Presidente Lula e a derrocada dessa turma que se diz moralista e patriota, mas está contra o Brasil e desvia e rouba dinheiro público, dinheiro do povo brasileiro. Neste momento, nós precisamos fazer estes alertas, para que a sociedade continue acompanhando esse caso, e a gente possa ter aqui a CPI como instrumento de investigação. Muito obrigada, Presidente.

Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 15/10/2003 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.