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Detector de Bananada
Foto de Guilherme Boulos

Deputado · Câmara

Guilherme Boulos

PSOL · SP

Esquerdapor que esse rótulo?Fora de exercício

Nome civil: Guilherme Castro Boulos · 44 anos

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Bananômetro

Bananômetro: 82 de 100, Cara Bom0406080100

82/100

Cara Bom

Aparece, vota e trabalha.

Nota maior que a de 71% dos deputados · média do partido: 82

Por que essa nota?
  • Presença em sessõespeso 40% · 93%

    Aparece para trabalhar?

  • Participação em votaçõespeso 35% · 80%

    Vota quando precisa? (votações com registro de nome)

  • Iniciativas que avançarampeso 15% · 58%

    Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)

  • Atividade na tribunapeso 10% · 85%

    discursos na tribuna (percentil)

A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?

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Como vota · Mandato atual (2023–2027)

Vota com o governo 85%das 559 votações em que o líder do Governo pediu Sim ou Não e ele votou

Vota com o próprio partido 99%das 613 votações em que o partido (ou a federação) pediu Sim ou Não e ele votou

Redes oficiais de Guilherme Boulos

Fora de exercício: o gabinete não atende mais. Restam as redes informadas à Câmara.

Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.

Números de Mandato atual (2023–2027)

Presença nas sessões

93%

Esteve em 278 de 299 sessões

Melhor que 41% dos deputadosMédia do partido: 91%

Votou nas votações

80%

Registrou voto em 707 de 880 votações nominais

Melhor que 46% dos deputadosMédia do partido: 83%

Iniciativas que viraram lei

0

de 34 projetos apresentados (0%)

3 avançaram · 27 em andamento · 4 arquivados ou rejeitados

Alinhamento com o governo

85%

Em 559 votações em que o Governo orientou

Mais governista que 63% dos deputadosMédia do partido: 85%

A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.

133 discursos na tribuna · de 07/02/2023 a 15/10/2025.

  • 29/11/2023

    O Deputado encaminhou a votação do art. 22 do Substitutivo ao Projeto de Lei nº 1.1247, de 2018, que disciplina o aproveitamento de potencial energético offshore.

    Palavras-chave oficiais: Encaminhamento de votação,Substitutivo,Projeto de lei ordinária,Dispositivo legal

    Ler a transcrição oficial
    O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, eu acho que todos aqui, em sã consciência, nesta Casa, defendem a transição para energias limpas. Por isso, a energia eólica, assim como a energia solar, é sempre muito bem-vinda no debate de uma pauta verde. Agora, o que não se pode aceitar é a inclusão de jabutis num texto que trata de um tema importante e caro para o País e para o mundo, como é a transição energética para energias limpas, de um jabuti que envolve a ampliação do funcionamento de térmicas, que são as mais poluentes, particularmente um que favorece empresas privadas do sistema de gás. É o caso deste destaque com que nós entramos. Ser favorável à transição energética para energia eólica e, com isso, ter as eólicas offshore todos nós somos. Agora, acho que, aceitando este destaque, esta Casa colocará um limite para que uma pauta positiva, uma pauta necessária para o País, uma pauta que aponta para um novo modelo de desenvolvimento, não fique manchada pelo favorecimento de um setor e, particularmente, de empresas relacionadas ao setor privado do gás. Por isso, faço este apelo, para que todos os colegas olhem para este destaque e vejam que defender a pauta verde não pode se confundir com nenhum tipo de relação pouco transparente com interesses privados. Esta é a defesa do destaque.
  • 29/11/2023

    O Deputado criticou a proposta de privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP), apoiada pelo Governador Tarcísio de Freitas e pelo Prefeito Ricardo Nunes. Destacou a alta aprovação da empresa pelos clientes e seus lucros bilionários. Acusou a falta de diálogo com a população e comparou à privatização da Enel São Paulo, resultando em apagões. Mencionou a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (CEDAE), aumentando tarifas sociais em comparação com a SABESP. Anunciou a resistência no Supremo Tribunal Federal (STF) e na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) para impedir o que considera um crime contra o povo de São Paulo.

    Palavras-chave oficiais: Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp),Privatização,contrário,Enel Distribuição São Paulo,Companhia Estadual de Águas e Esgotos (RJ) (CEDAE)

    Ler a transcrição oficial
    O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente. Imaginem que uma empresa é aprovada por 82% dos seus clientes. Imaginem que essa mesma empresa tem lucros bilionários há décadas e, só no ano passado, teve lucro de 3 bilhões de reais. Vamos pensar: que gestor em sã consciência iria querer se desfazer de uma empresa como essa? Pois é! Essa empresa existe e se chama SABESP — Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. Esse gestor que quer se desfazer dela nessas condições existe também e se chama Tarcísio de Freitas, o Governador do principal Estado do Brasil, que é apoiado pelo Prefeito da maior cidade brasileira, o Ricardo Nunes. E há algo pior: eles querem se desfazer dessa empresa lucrativa e bem avaliada sem qualquer diálogo com a população, a toque de caixa, na pancada. Parece até, Deputado Cabo Gilberto Silva, uma obsessão. É aquela obsessão que alguns têm neste País: "Privatize tudo que melhora!" Nós vimos, neste mês, o que aconteceu com a transmissão de energia elétrica pela Enel em São Paulo e no Rio de Janeiro: milhões de pessoas ficaram sem energia por 3 dias, 4 dias. A empresa estatal foi privatizada e a Enel, na sua gestão, para aumentar o seu lucro, reduziu o número de funcionários e reduziu a sua capacidade de resposta a situações como essa. Eles dizem: "Privatize tudo que melhora!" Olhem o próprio saneamento básico do Rio de Janeiro, onde privatizaram a CEDAE — Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro, a empresa de saneamento do Rio. A tarifa social de água — é aquela cobrada de pessoas vulneráveis — cobrada em São Paulo pela SABESP, uma empresa pública, é de 22 reais. Sabem quanto é essa tarifa hoje no Rio de Janeiro? Ela é 102% mais cara. Em Cuiabá, onde o serviço também foi privatizado, é 84% mais cara. Em Campo Grande, onde o serviço também foi privatizado, é 130% mais cara. Então, vamos parar com essa hipocrisia, com esse discurso falso, que, na verdade, esconde quem eles querem favorecer — certamente, não é a população de São Paulo, que é atendida pela SABESP. Eu quero dizer que, apesar de o Governador Tarcísio ter pautado para a semana que vem a votação na ALESP para privatizar a SABESP, nós vamos seguir firmes, inclusive na Justiça, com a ADIN que apresentamos no Supremo Tribunal Federal para impedir esse crime contra o povo de São Paulo. Não vamos admitir que um projeto dessa natureza, sem diálogo com a população, com prejuízo para a população, seja aprovado no Estado de São Paulo. Obrigado.
  • 23/11/2023

    O Deputado expressou surpresa com a oposição ao Projeto de Lei nº 4.035, de 2023, que institui Agosto como mês de combate às desigualdades, que propunha discutir políticas públicas em agosto. Criticou a falta de critérios ao associar o mês à eleição, comparando com outros eventos no calendário. Alertou para a verdadeira disputa de concepções de País, apontando uma extrema direita que preserva desigualdades e estruturas injustas.

    Palavras-chave oficiais: Projeto de lei ordinária,Agosto,combate,Desigualdade social,Defesa

    Ler a transcrição oficial
    O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente. Mais uma vez, parabéns pela condução desta sessão, apesar daqueles que querem tumultuar, que querem dificultar o trabalho legislativo! V.Exa. conduziu muito bem os trabalhos, sem atropelos. Eu fiquei, de fato, admirado. Eu diria que esta é uma coisa que poucas vezes se viu neste Parlamento. Trata-se de um projeto que não produz nenhuma alteração estrutural; um projeto, eu diria, inofensivo, um projeto simples, que simplesmente coloca ao Parlamento a perspectiva de discutir as políticas públicas de combate às desigualdades sociais num período do ano, no caso, o mês de agosto. Alguns vão dizer: "Ah, mas o mês de agosto é próximo à eleição". Jesus amado! Quanta criatividade! O mês de março, o mês das mulheres, vem depois do carnaval. O mês de novembro, da consciência negra, vem antes do Natal. Que completa falta de critérios, que completa falta de argumentos! Na verdade, o que está em jogo são as concepções de país. Aqui nós temos, apesar de ocultar sua real face, uma extrema Direita ou um grupo da sociedade que não quer combater as desigualdades sociais e os privilégios. Temos aqui um grupo da sociedade que quer preservar estruturas hierárquicas e desiguais; um grupo que quer preservar o racismo estrutural; um grupo que quer preservar a estrutura de um país que tem uma das maiores concentrações de renda e riqueza do planeta. Nós queremos enfrentar essas desigualdades. Queremos realizar o programa que foi eleito nas urnas no ano passado. Foi isso que elegeu Lula Presidente deste País — Lula, que recebeu mais de 60 milhões de votos no ano passado. Eu fico admirado! Eu duvido de que esses que fazem chicana — alguns se comportam pior que garotos de 5ª série — consigam se colocar com essa mesma face que mostram aqui perante seus eleitores. Aliás, eu vi um Deputado aqui que adora botar câmera na cara dos outros ser constrangido no seu Estado quando botaram uma câmera na cara dele! Diante dos eleitores, eles são uma coisa; aqui, são outra. É disso que nós estamos falando. Combater as desigualdades é princípio constitucional, é princípio humano. Deveria, portanto, ser aprovado por aclamação neste Parlamento. É lamentável essa obstrução baixa e rasteira que estamos vendo. É lamentável essa Oposição rasteira, pequena, mesquinha. Essa Oposição não está à altura do Brasil, porque não quer debater os grandes temas. Essa Oposição fica fazendo chicana no Parlamento. É triste, à 1h33min da manhã, nós termos que aturar pessoas dessa natureza. Adicional de insalubridade já!
  • 23/11/2023

    O Deputado encaminhou a votação do artigo 1º do Projeto de Lei nº 4.035, de 2023, que institui Agosto como mês de combate às desigualdades.

    Palavras-chave oficiais: Encaminhamento de votação,Dispositivo legal,Projeto de lei ordinária

    Ler a transcrição oficial
    O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Sem revisão do orador.) - Presidente, eu lamento que este destaque tenha sido apresentado, porque é um mero procedimento de obstrução, um procedimento protelatório. O destaque visa tirar o primeiro artigo da proposta. O texto que nós acabamos de aprovar tem três artigos. O primeiro artigo diz que se institui o mês de agosto como o mês de combate às desigualdades. É isso o que o destaque quer retirar do texto, como parte de um procedimento de obstrução. Eu até imagino os Deputados e a assessoria da Oposição pensando: "O que nós podemos destacar? Ah, destaca isso, destaca aquilo!", de uma maneira aleatória, sem propósito. O fim do destaque é ele mesmo, buscar atrasar a sessão. E não é só para tentar dificultar a votação deste projeto, que nós já fizemos — eles sabem disso —, mas também para dificultar a votação da proposta que estava na pauta de hoje de instituição de feriado no dia 20 de novembro, para também dificultar a votação da renovação da Lei Paulo Gustavo. Eles não queriam votar isso e criaram um procedimento de obstrução. Então, isso não tem o menor cabimento. Nós já votamos o mérito do projeto. O centro do projeto é justamente ter o mês de agosto como o mês de avaliação de políticas públicas de combate à desigualdade. Portanto, não há sentido algum neste destaque. Por isso, a nossa orientação é pela manutenção do texto.
  • 22/11/2023

    O Deputado esclareceu ao Plenário sobre o teor do Projeto de Lei nº 4.035, de 2023, de sua autoria, que institui Agosto como mês de combate às desigualdades. Ressaltou que não há, no escopo da matéria, qualquer menção à ideologia de gênero.

    Palavras-chave oficiais: Projeto de lei ordinária,Agosto,Desigualdade social,Ideologia de gênero,Data comemorativa

    Ler a transcrição oficial
    O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Para uma questão de ordem. Sem revisão do orador.) - Usarei menos de 1 minuto, Presidente. Primeiro, quero parabenizá-lo pela condução. Eu vou me limitar a ler o texto que estamos submetendo à Casa, que não foi alterado pelo Relator, para que versões que não são verdadeiras não prosperem neste plenário. O texto tem três artigos: Art. 1º Esta Lei institui Agosto como mês de combate às desigualdades. Art. 2º Fica instituído Agosto como mês de combate às desigualdades, período do ano em que o Congresso Nacional analisará as políticas públicas do governo federal a fim de fiscalizar a implementação, consolidação e expansão de políticas públicas sociais em caráter nacional. Art. 3º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Não se fala em gênero, não se fala em ideologia de gênero, não se fala em nenhum dos devaneios que foram trazidos a este plenário de forma indevida. O texto trazido é simplesmente esse. É esse o texto mantido no relatório. E me espanta profundamente que haja obstrução de alguns Parlamentares e partidos desta Casa quando se trata de enfrentamento das desigualdades sociais. Fico inclusive profundamente desapontado com o Deputado Cabo Gilberto Silva, Parlamentar que respeito e que já chamei de o mais sensato dos bolsonaristas desta Casa (manifestações no plenário), quando ele se coloca contra o combate às desigualdade sociais. (Riso.) Presidente, agradeço a sua condução. Espero que possamos conduzir sem tumultos e contratempos esta sessão.
  • 22/11/2023

    O Deputado destacou a eleição na Argentina e fez uma analogia com eventos passados no Brasil. Ele mencionou a ascensão de figuras com discursos controversos e afirmou que essas situações não são casos isolados, mas parte de um método fascista e autoritário. Alertou para a necessidade de estar vigilante contra essas tentativas de impor um projeto autoritário. Ele expressou confiança na capacidade de resistência do povo argentino e destacou a importância de se organizar pela democracia, relembrando o contexto brasileiro em 2018.

    Palavras-chave oficiais: Argentina,Eleição,Autoritarismo,Democracia,Fascismo,Direita política,Luta política

    Ler a transcrição oficial
    O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente. Certa vez, um filósofo alemão disse que a história se repete. Aí veio um outro filósofo e completou: ela se repete, primeiro, como tragédia e, depois, como farsa. O que aconteceu na Argentina, no último domingo, lamentavelmente, é uma repetição farsesca do que aconteceu no Brasil em 2018. Aqui, em 2018, apareceu um cidadão dizendo que nunca existiu ditadura no País, que para botar o País nos eixos tinha que matar 30 mil pessoas. Depois, durante a pandemia, a maior crise sanitária dos últimos séculos, ele trabalhou contra a vacina e disse que era uma gripezinha. Terminou tentando dar um golpe de Estado no início deste ano. No último domingo, a Argentina elegeu um cidadão chamado Milei, que fala com um cachorro morto, por meio de um médium, e diz que recebe conselhos políticos da alma desse cachorro. Esse cidadão é a favor da venda de órgãos humanos. Esse mesmo cidadão também é contra a vacina. Vejam que coincidência! Agora, seria simplista seguirmos a nossa intuição e dizer que são loucos, doidos. Não, não é isso, não. Há método, não é loucura. Ou pior, tentar normalizá-los e dizer que são apenas ultraliberais. Não! É o método fascista, é o método autoritário, que não fala absurdos por loucura, fala absurdos por técnica, pelo algoritmo da rede social, porque isso forma leais exércitos de seguidores sem questionamento. São figuras como essas, por mais bizarras que sejam, que estão atuando para destruir a democracia na América Latina e no mundo. Nós precisamos estar alerta, porque o que aconteceu na Argentina, Deputada Professora Luciene Cavalcante, não foi um caso isolado. O que aconteceu no Brasil em 2018, lamentavelmente, também não foi um caso isolado. Por isso, contra essas aberrações — na verdade, usam de absurdos para impor um projeto autoritário — nós precisamos nos organizar pela democracia. Eu confio que o povo argentino terá a capacidade de resistência para superar este capítulo sombrio da sua história, da mesma forma que nós, brasileiros, tivemos a capacidade e a resiliência para superar o pesadelo do bolsonarismo e devolver o Brasil às trilhas do crescimento, do combate à desigualdade e da democracia. Obrigado.
  • 21/11/2023

    O Deputado encaminhou a votação do Requerimento de retirada de pauta do Projeto de Lei nº 5.496, de 2013, que acrescenta artigos à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, para dispor sobre o contrato de trabalho por prazo determinado para admissão de jovens entre 16 (dezesseis) e 24 (vinte e quatro) anos de idade que não tenham tido vínculo empregatício anterior, e dá outras providências.

    Palavras-chave oficiais: Encaminhamento de votação,Requerimento de retirada de proposição da Ordem do Dia,Projeto de lei ordinária,favorável

    Ler a transcrição oficial
    O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Sem revisão do orador.) - Presidente, nós propomos a retirada de pauta deste projeto porque, na prática, ele ressuscita uma tentativa de precarização ainda maior das relações de trabalho, um ataque aos direitos dos trabalhadores proposto durante o Governo anterior na forma da Carteira Verde e Amarela. Sob o argumento da liberalização da livre negociação entre empregado e empregador, na prática se atacam direitos dos trabalhadores historicamente conquistados. Muitos direitos trabalhistas já foram perdidos no Brasil com a aprovação da reforma trabalhista, em 2017. O projeto da Carteira Verde e Amarela, na prática, era a destruição completa da CLT e da carteira de trabalho, dos direitos que permaneceram. A livre negociação entre patrão e empregado é uma ilusão, porque a condição de negociação do patrão é muito mais favorável do que a do empregado, ainda mais numa economia de alta rotatividade da força de trabalho e de um nível de desemprego, apesar de menor a partir deste Governo, ainda relativamente alto, o que faz com que os trabalhadores acabem se sujeitando a aceitar condições que precarizem ainda mais a sua remuneração e os seus direitos. Nós achamos que, num momento como este, em que o Brasil volta a crescer numa perspectiva de distribuição de renda, em que nós começamos a reduzir o desemprego, a reduzir a inflação, um novo ataque ao direito dos trabalhadores é nefasto. Por isso, a nossa proposta e o nosso apelo aos colegas Deputadas e Deputadas é no sentido de que retirem de pauta esse projeto, que é uma forma de trazer, pela porta dos fundos, de uma maneira sorrateira, o projeto da Carteira Verde e Amarela. Nem no Governo Bolsonaro esta Casa aprovou isso. Não é agora que deve aprovar.
  • 08/11/2023

    O Deputado esclareceu que o Presidente Arthur Lira abriu uma exceção ao acordo firmado pelo Colégio de Líderes para incluir o Projeto de Lei nº 4.035, de 2023, na pauta da Ordem do Dia, sem relatório publicado tempestivamente, em razão de atraso na designação do Relator.

    Palavras-chave oficiais: Relatório (processo legislativo),Publicação,Projeto de lei ordinária,Pauta (processo legislativo),acordo,Colégio de líderes,Votação,Presidente da Câmara dos Deputados

    Ler a transcrição oficial
    O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, para poder esclarecer a sua questão, eu estava na reunião do Colégio de Líderes como Líder da Federação PSOL REDE. De fato, nesse sentido, o Deputado Evair tem razão quando diz que existe um acordo de que os projetos protocolados depois de sábado não devem entrar em votação. Isso é um acordo comum do Colégio de Líderes. Neste caso, foi estabelecida pelo Presidente Arthur Lira uma exceção, em razão de um erro, um erro que ocorreu na demora da designação do Relator. Nós pedimos a designação do Relator Henrique Vieira há duas semanas. Ele foi indicado, mas não foi designado no sistema. Ele estava com o relatório pronto muito antes de sábado passado, mas não pôde subir o relatório porque não houve a designação. Está aí o Luís, Secretário-Geral da Mesa... A SRA. BIA KICIS (PL - DF) - É assim que nós vamos combater a desigualdade? O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP) - Vou concluir, Presidente. Está aí o Luís, Secretário-Geral da Mesa, que acompanhou pari passu esse processo, junto com o Presidente Arthur Lira. Foi incluído na pauta. Nenhum projeto cai de paraquedas na pauta. Foi incluído por um entendimento de que houve erro na demora da designação, considerando a simplicidade do projeto e que o relatório mantém o texto original. Por isso, não há sentido em fazer toda essa chicana aqui.
  • 08/11/2023

    O Deputado defendeu a votação do Projeto de Lei, de sua autoria, que institui agosto como mês de combate às desigualdades, solicitando o apoio da Oposição para a aprovação simbólica.

    Palavras-chave oficiais: Oposição política,Votação simbólica,Projeto de lei ordinária,Agosto,combate,desigualdade

    Ler a transcrição oficial
    O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, o Relator é o Deputado Pastor Henrique Vieira, que está aqui ao meu lado. Houve um problema, não sei se o Luís, que é o Secretário-Geral da Mesa... Houve um problema que foi a designação. Ele estava, de fato, com o relatório pronto no sábado, mas houve um problema na designação. Ademais, o relatório simplesmente mantém o texto original, não traz nenhuma alteração. Foi acordado com o Presidente Arthur Lira que o projeto fosse pautado hoje, e por isso ele está na pauta desde ontem. É uma coisa simbólica. Eu quero aqui fazer um apelo, em nome do Deputado Cabo Gilberto Silva, da Paraíba, terra de minha mãe, que é de Campina Grande... O SR. ABILIO BRUNINI (PL - MT) - Ah, escolheu o nome errado. O SR. PRESIDENTE (Sóstenes Cavalcante. PL - RJ) - Por favor, vamos assegurar a palavra ao Deputado. O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP) - Quero fazer um apelo, porque não me parece razoável que, apesar das questões ideológicas que possam existir e que existem na Casa, a criação de um mês de combate às desigualdades sociais possa gerar qualquer tipo de obstrução no plenário. Então, faço um apelo ao bom senso da Oposição para que possamos fazer uma aprovação simbólica e facilitar o processo. Estendo esse apelo ao caro Deputado Evair e à cara Deputada Bia, para que possamos votar o projeto. De toda forma, insisto no cumprimento do compromisso e na votação.
  • 07/11/2023

    O Deputado denunciou a crise de energia em São Paulo, afetando milhares de pessoas. Criticou a Enel, a concessionária de energia, e o Prefeito, por sua inércia diante do problema, propondo uma taxa injusta à população. Convocou uma audiência pública para responsabilizar as autoridades e a concessionária pela crise.

    Palavras-chave oficiais: Blecaute,São Paulo (SP),Prefeito,Enel Distribuição São Paulo,Crítica,Crise energética

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    O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Presidente, hoje nós entramos no quinto dia em que milhares de cidadãos da maior cidade do Brasil, da cidade mais rica da América Latina, que é São Paulo, estão sem energia elétrica. É inacreditável que isso aconteça em uma cidade com quase 12 milhões de habitantes pelo descaso e pelo abandono completo. Foram famílias vendo sua comida, sua carne estragar no freezer, na geladeira; foram comerciantes tendo prejuízo; foram idosos impossibilitados de se locomover em prédios, porque não podiam usar o elevador. É uma tragédia, um drama! E, para completar, há o descaso da Enel, a concessionária privada de energia, que cortou 36% dos funcionários desde que assumiu e, logicamente, teve menor capacidade de reagir, de responder ao problema que nós vivemos, com grandes ventanias em São Paulo. Nós temos uma Prefeitura inepta. O Prefeito de São Paulo, em vez de buscar resolver o problema, comportou-se como o rei do camarote. Passou o fim de semana, enquanto o povo estava sem luz, em camarote de UFC, em camarote de Fórmula 1, e, quando resolveu falar, disse um absurdo. Ele propôs a criação de uma taxa para enterrar os fios da cidade, prejudicando a população. O Prefeito, que não cuidou da zeladoria e da necessária poda de árvores, que sequer cumpriu a meta de aterramento de fios da Prefeitura, agora quer que a população pague duplamente. É inacreditável! Aí, quando chega o Governador, ele joga a culpa no Governador, dizendo que o Governo deveria fiscalizar melhor a Enel. Nesse ponto, está certo. Já o Governador joga a culpa nele, dizendo que deveria podar as árvores. Nesse ponto, está certo. Na verdade, é um jogando a responsabilidade para o outro, e ambos não fizeram coisa alguma. Por isso, Presidente, através do nosso mandato, convocamos, pela Comissão de Desenvolvimento Urbano, uma audiência pública com a Enel, com a ANEEL, com a ARSESP, as agências reguladoras, amanhã, quinta-feira, nesta Câmara. Vamos fazer ainda uma diligência presencial nas instalações da Enel, em São Paulo, porque eles têm que assumir essa responsabilidade. A responsabilidade não é da população, não. A população não tem que pagar taxa nenhuma. A responsabilidade é da concessionária e do poder público municipal e estadual, que não fizeram a parte deles. Nós vamos cobrar, nós vamos estar ativos nessa cobrança, porque o povo de São Paulo não pode ficar à mercê desse descaso e desse abandono. Obrigado.
  • 31/10/2023

    O Deputado homenageou Danilo de Miranda, referência na cultura paulista e brasileira, e expressou solidariedade às famílias que lembrarão seus entes queridos no Dia de Finados. Criticou a privatização do serviço funerário em São Paulo, que resultou em aumento significativo nos custos, e destacou a piora na manutenção dos cemitérios, apelando por uma revisão desse processo para assegurar tratamento digno e respeitoso às pessoas em luto.

    Palavras-chave oficiais: Dia de Finados,Diretor,Serviço Social do Comércio (Sesc),Homenagem póstuma Funerária,Sepultamento,Privatização,Cemitério,manutenção,São Paulo (SP)

    Ler a transcrição oficial
    O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente. Antes de tudo, eu queria prestar minhas homenagens a Danilo de Miranda, que faleceu há poucos dias, uma grande referência da cultura paulista e brasileira que revolucionou e popularizou o trabalho do SESC. Danilo nos deixou aos 80 anos. Fica minha solidariedade aos familiares, aos amigos mais próximos, ao seu legado e ao seu trabalho. Eu queria dizer que, nesta quinta-feira, nós teremos mais um Dia de Finados. Quero também prestar minha solidariedade a todos os familiares que perderam seus entes queridos e vão aos cemitérios homenagear a memória destes na próxima quinta-feira 2 de novembro. No entanto, uma coisa que é insensível, para dizer o mínimo, algo desumano para todo mundo que vai ao cemitério no Dia de Finados ou que tem que enterrar seus parentes é ver como se faz da morte um negócio ou uma maneira para obter ganhos. Refiro-me a algumas empresas que operam no setor funerário. Quero falar, particularmente, sobre o que tem acontecido na minha cidade, São Paulo, a maior cidade do Brasil. São Paulo passou por um processo de concessão ou de privatização do serviço funerário há 1 ano, em que houve um aumento de 400% no preço dos enterros, dos velórios, dos caixões, de tudo, no serviço funerário. A sala de velório é a mesma, os trabalhadores que estão lá, muitas vezes, são os mesmos, mas o preço é cinco vezes maior, Deputado Paulão. Tornou-se um privilégio, um luxo, enterrar dignamente um parente na cidade mais rica do Brasil! É isso que nós estamos vivenciando. Os vinte e tantos cemitérios que há em São Paulo tinham um enterro social, gratuito, para as famílias inscritas no Cadastro Único. Agora, após a privatização, isso ocorre apenas em dois cemitérios. A privatização do serviço é mal avaliada por toda a população. Aliás, o Tribunal de Contas do Município fez um relatório e emitiu alertas que identificam uma piora considerável na manutenção dos cemitérios. É triste concluir que os milhões de pessoas que vão revisitar, na próxima quinta-feira, a memória dos seus entes queridos em São Paulo vão encontrar uma situação deplorável. Nós esperamos, francamente, que este processo seja revisto. Nós já apelamos, já entramos com uma representação — o Tribunal de Contas já o fez — para que as pessoas sejam tratadas com respeito e dignidade num momento de dor e de luto. Obrigado, Presidente.
  • 25/10/2023

    O Deputado celebrou a aprovação na Câmara dos Deputados do Projeto de lei n º 4.173, de 2023, que tributa os bilionários e offshores, promovendo a justiça tributária.

    Palavras-chave oficiais: Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF),Projeto de lei ordinária,Conta offshore,Justiça tributária

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    O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente Pompeo. Hoje é um dia histórico para a Câmara dos Deputados, porque, pela primeira vez, nós caminhamos para que o Brasil possa tributar os bilionários e colocar os super-ricos no Imposto de Renda. Jorge Paulo Lemann, Deputada Professora Luciene, o homem mais rico do Brasil, tem 20 offshore, segundo o Panama Papers, e até hoje não pagava 1 real de imposto pela movimentação de nenhuma delas. Deputado Chico Alencar, V.Exa. sabe quem mais tem offshore? Um cidadão chamado Paulo Guedes, que também não pagava nenhum imposto pelo rendimento de sua offshore. A partir do projeto de lei que aprovamos hoje na Câmara dos Deputados, quem tem offshore vai pagar imposto e quem tem fundo exclusivo também vai pagar imposto, porque é assim que tem que ser, porque não é justo o trabalhador, a trabalhadora, o motoboy, o médico, a professora, o pedreiro pagarem o Imposto de Renda, pagarem imposto sobre consumo em qualquer coisa que comprem, seja em uma venda ou em uma padaria, e o bilionário não pagar nada. Isso é inaceitável! Quem defende isso defende um País conflagrado. Quem defende isso defende a desigualdade mais obscena. Por isso, felizmente, hoje, a Maioria desta Câmara optou por taxar os bilionários. A partir de agora, como qualquer outro cidadão, esses vão ter que pagar imposto. O privilégio de bilionário com offshore e o privilégio de bilionário com fundo exclusivo que não pagava imposto vai acabar aqui. E é muito importante — porque sabemos como é o jogo das mentiras, das fake news — fazer um alerta: os fundos exclusivos têm uma partida de 10 milhões de reais de investimento. A maior parte dessas offshore são de bilionários, parte delas em paraíso fiscal, inclusive. Ninguém aqui hoje aprovou mais impostos para a classe média ou para os trabalhadores — esses, aliás, já pagam demais no Brasil. O que aprovamos foi uma correção de justiça tributária. Parabéns a todos os Deputados e Deputadas que contribuíram para que esse projeto histórico pudesse ser aprovado na noite de hoje. Obrigado.
  • 25/10/2023

    O Deputado orientou a bancada na votação do requerimento de adiamento da discussão, por uma sessão, do Projeto de Lei nº 4.173, de 2023, que dispõe sobre a tributação da renda auferida por pessoas físicas residentes no País em aplicações financeiras, entidades controladas e trusts no exterior.

    Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de adiamento da discussão,Projeto de lei ordinária,Federação PSOL REDE,Voto contrário

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    O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, a Federação PSOL REDE orienta "não" ao adiamento da discussão. O Brasil precisa quebrar esse tabu e taxar bilionários, taxar super-ricos. Isso é essencial para a justiça tributária e para a justiça social. Offshore, fundos exclusivos — não estamos falando aqui de pessoas de classe média que têm o seu patrimônio. Muitas vezes busca-se fazer essa confusão na opinião pública. Nós estamos falando de fundos nos quais o investimento inicial é de 10 milhões e que têm uma tributação ou zerada ou menor do que a do trabalhador comum brasileiro. É uma questão de justiça. Então, "não" ao adiamento de discussão e "sim" à taxação de bilionários no nosso País.
  • 10/10/2023

    O Deputado orientou a bancada na votação dos Requerimentos nºs 3458, 3459, 3461, 3464, 3467, 3468, 3479, 3482, 3484, 3485, 3496 e 3499, de 2023, que, nos termos do art. 117, requerem aprovação de moção de repúdio, voto de pesar, moção de pesar, relativos ao conflito envolvendo o grupo Hamas e o Estado de israel.  Na ocasião, condenou ataques a civis tanto pelo Hamas quanto por Israel, criticando qualquer forma de relativização da vida humana. O Parlamentar se manifestou como coautor do Requerimento nº 3.499 e defendeu uma moção de pesar às vítimas brasileiras dos conflitos, criticando o uso de critérios morais relativistas para avaliar os eventos.

    Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento (proposição legislativa),Moção de repúdio,Organização terrorista,Guerra,Palestina,Israel,Federação PSOL REDE,Voto favorável

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    O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, assim como foi dito aqui pelo Deputado Odair, a Federação PSOL REDE repudia os ataques violentos a civis inocentes, seja o ataque feito pelo Hamas a civis israelenses, seja o ataque feito pelo Primeiro-Ministro de extrema direita de Israel, Benjamin Netanyahu, aos civis palestinos. Nós não podemos aceitar que a defesa da vida seja relativizada. Nós somos contra assassinato de crianças, sejam elas palestinas, sejam elas israelenses. É lamentável que haja pessoas aqui que se utilizem de uma régua moral relativista, sobretudo, por conta do Requerimento nº 3.499, que nós subscrevemos, e pela moção de pesar às vítimas brasileiras desse ataque cruel. A orientação da Federação PSOL REDE é "sim", com a ressalva de abstenção dos Deputados Fernanda Melchionna e Glauber Braga.
  • 10/10/2023Breves Comunicações

    O Deputado manifestou solidariedade aos familiares das vítimas dos ataques realizados pelo Hamas, especialmente aos de dois brasileiros, no sul de Israel, e também aos familiares das vítimas dos ataques do Governo de extrema-direita de Benjamin Netanyahu. Afirmou que o conflito no Oriente Médio se agravou diante da atitude violenta do Premier israelense contra os palestinos e do descumprimento, por ele, de acordos internacionais. Protestou contra fake news criadas por setores da extrema-direita do Brasil, com objetivos eleitoreiros, sobre a associação entre seu grupo político e o Hamas. Enfatizou que é preciso tratar a questão com seriedade e responsabilidade, assim como garantir uma adequada posição do Governo brasileiro.

    Palavras-chave oficiais: Israel,Palestina,Faixa de Gaza,Conflito,Vítima,solidariedade,Acordo internacional,descumprimento,Governo federal,Ideologia política

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    O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Sem revisão do orador.) - Presidente, diante da situação trágica que nós estamos acompanhando no Oriente Médio, eu queria aqui me solidarizar com todos os familiares das vítimas dos ataques propagados pelo Hamas. Nada justifica o assassinato de civis inocentes. E é importante lembrar que o Hamas não representa o conjunto do povo palestino. Quero aqui me solidarizar também com todas as vítimas dos ataques feitos pelo governo de extrema direita de Benjamin Netanyahu, que, com a sua atitude de violência contra os palestinos nos últimos anos e de descumprimento dos acordos internacionais, só agravou o conflito. Lamento muito que, em um momento trágico como esse, dramático, setores de extrema direita aqui no Brasil inventem fake news e trabalhem com mentiras, com finalidades eleitoreiras, querendo fazer associações absurdas espúrias entre a nossa atuação aqui e o Hamas. O nosso foco neste momento, com muita seriedade e responsabilidade, precisa ser em nos solidarizarmos com todas as vítimas e suas famílias, particularmente as dos dois brasileiros que foram mortos no sul de Israel, assim como garantirmos uma posição do Governo brasileiro que seja adequada. Obrigado.
  • 03/10/2023

    O Deputado orientou a bancada na votação do requerimento de retirada de pauta do Projeto de Lei nº 5.497, de 2019, sobre alteração da Medida Provisória nº 2.228-1, de 6 de setembro de 2001, que estabelece princípios gerais da Política Nacional do Cinema, para prorrogar o prazo de obrigatoriedade de exibição comercial de obras cinematográficas brasileiras.

    Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de retirada de proposição da Ordem do Dia,Projeto de lei ordinária,Federação PSOL REDE,Voto contrário

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    O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, a Federação PSOL REDE orienta "não" à retirada de pauta, em defesa do projeto sobre a cota de tela, porque essa é uma forma de defender e preservar a cultura nacional, o cinema nacional, e também de valorizar os trabalhadores e trabalhadoras da cultura. Às vezes, as pessoas não se dão conta de que a cultura é um dos setores que mais gera emprego e renda neste País. A valorização da cultura nacional é extremamente importante. Por isso, defendemos não só que o projeto entre em pauta hoje, mas também que ele seja aprovado nesta sessão da Câmara dos Deputados.
  • 03/10/2023

    O Deputado orientou a bancada na votação das Emendas do Senado Federal nºs 4, 9, 10, 15, 24, 25, 28, 29, 35, 38, 42 - apenas o § 7º do artigo 37 da Lei nº 9.492, de 1997 - e 47 ao Projeto de Lei nº 4.188, de 2021, que institui o marco legal para o uso de garantias destinadas à obtenção de crédito no País, com parecer pela rejeição, ressalvados os destaques.

    Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Emenda,Senado Federal,Voto favorável,Federação PSOL REDE,Voto contrário

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    O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, a Federação PSOL REDE orienta "não". E não é a tentativa de alguns Deputados bolsonaristas de transformar este plenário no que foi o cercadinho do Palácio do Alvorada em anos passados que vai impedir o andamento dos trabalhos desta Casa... (Manifestação no plenário.) Podem vaiar. Não, não e não ao bolsonarismo, que foi derrotado nas urnas.
  • 03/10/2023

    O Deputado orientou a bancada na votação das Emendas do Senado Federal nºs 1, 2, 3, 5, 6, 7, 8, 11, 12, 13, 14, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 26, 27, 30, 31, 32, 33, 34, 36, 37, 39, 40, 41, 42 - exceto o § 7º do artigo 37 da Lei nº 9.492, de 1997 -, 43, 44, 45, 46, 49 e 50 ao Projeto de Lei nº 4.188, de 2021, que institui o marco legal para o uso de garantias destinadas à obtenção de crédito no País, com parecer pela aprovação, ressalvados os destaques.

    Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Emenda,Senado Federal,Projeto de lei ordinária,Partido Socialismo e Liberdade (PSOL),Voto favorável

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    O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, a Federação PSOL REDE orienta "sim" às emendas que foram acatadas pelo Relator. Quero destacar aqui em particular a garantia da impenhorabilidade do bem único, do bem de família, que impede os bancos de tomarem a casa de uma família em caso de inadimplência de empréstimo. Isso melhorou significativamente o marco de garantias. Por isso, votamos "sim" às emendas.
  • 03/10/2023

    O Deputado expressou sua preocupação inicial com o projeto Projeto de Lei nº 4.188, de 2021, que trata do marco legal para o uso de garantias destinadas à obtenção de crédito no País, especialmente no que tange ao fim da impenhorabilidade do bem único, como a casa de uma família. Segundo o Parlamentar, tal medida permitiria aos bancos tomar o imóvel de uma pessoa por conta de uma dívida, impactando diretamente o bem-estar das famílias. Na oportunidade, criticou os que acusam movimentos sociais de tomar casas, apontando que essa prática é mais comum entre os bancos em países como os Estados Unidos. No entanto, celebrou a decisão do Relator em acatar emenda proposta pelo Senado que mantém a impenhorabilidade, considerando isso avanço importante no processo legislativo brasileiro e uma garantia para o povo não perder suas casas para os bancos.

    Palavras-chave oficiais: Projeto de lei ordinária,Marco regulatório,garantia,Crédito,Operação de crédito,Lei do Bem de Família,impenhorabilidade,Bem de família,Crítica,Banco,Execução (direito civil),Hipoteca

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    O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente. Preocupava-me muito esse projeto do marco das garantias, por causa de um ponto que estava contido no texto inicial: o fim da impenhorabilidade do bem único. O que é isso? Hoje, de acordo com a legislação brasileira, se uma pessoa se endivida, ela pode sofrer execução de bens, pode perder carro, pode perder um monte de coisa, só não pode perder o bem de família, a casa, o imóvel no qual a família mora. O fim da impenhorabilidade do bem único acabava com isso, permitia que os bancos executassem a hipoteca da única casa da pessoa, jogando na rua a família por causa de uma dívida. Se alguém não pagasse uma prestação do carro, se não pagasse uma dívida, e o imóvel tivesse sido dado em garantia, perderia o imóvel, iria para a rua. Isso estava contido no texto original do marco das garantias. Eu acho muito curioso que algumas pessoas, na tentativa de atacar e de criminalizar o movimento social, gostem de dizer, Deputado Joseildo, que o Movimento Sem Teto toma a casa dos outros: "O Boulos toma a casa dos outros". Quem toma a casa dos outros é o banco. Nos Estados Unidos, onde é permitida essa hipoteca do bem único, os bancos executaram 185 mil imóveis só no primeiro semestre deste ano. E queriam trazer essa realidade para o Brasil! Felizmente... Quero cumprimentar o Relator, que atendeu ao nosso apelo hoje, em reunião de Líderes, e confirmou o acatamento da Emenda nº 19, proposta pelo Senado, que garante a impenhorabilidade do bem único, ou seja, garante que a pessoa que tem sua casa não vai perdê-la para o banco por causa de uma dívida. Esse é um avanço importante. Isso permite que votemos hoje o PL de garantias e que o povo brasileiro durma tranquilo, porque os bancos não vão tomar a sua casa. Grande vitória, hoje, do processo legislativo brasileiro!
  • 27/09/2023

    O Deputado apresentou questão de ordem contestando alteração feita no Projeto de Lei Complementar nº 92, de 2023, após a aprovação em plenário, alegando que houve mudança substancial de mérito e não apenas uma correção de texto. Solicitou que a matéria retorne à Câmara dos Deputados para ajustar o texto conforme o que foi votado e aprovado pelos deputados.

    Palavras-chave oficiais: Questão de ordem,Federação PSOL REDE,Erro material,Redação final,Votação,Projeto de lei complementar,Prazo,Lei da Ficha Limpa,Inelegibilidade,alteração,Mérito,Substitutivo,Ex-presidente da República,Partido Liberal (PL),retorno,Autógrafo,Câmara dos Deputados

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    O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Para uma questão de ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, eu só quero apresentar uma questão de ordem para a Presidência, com base nos arts. 95 e 199 do Regimento Interno. Esta questão de ordem, em nome da Federação PSOL REDE, tem a ver com a votação, no dia 14 de setembro, no plenário desta Casa, do PLP 192/23. Após a aprovação da redação final da matéria, o Relator comunicou ao Plenário que houve um erro material no texto aprovado. É importante observar que, no momento da comunicação, já havia pouquíssimos Líderes e Parlamentares presentes no plenário, tendo em vista que as deliberações já tinham sido concluídas. Nesse caso, houve uma flagrante ofensa aos trâmites legislativos, porque foi feita uma interpretação elástica do que prevê o art. 199 do Regimento Interno, que permite, após a aprovação da redação, mudança, se houver inexatidão do texto, o que não foi o caso. A mudança, no caso — é importante esclarecer isto a todos os colegas —, flexibilizou o mérito quanto ao prazo de inelegibilidade, o que, inclusive, pode beneficiar o ex-Presidente Jair Bolsonaro e torná-lo elegível já nas eleições de 2030. Então, houve alteração substancial de mérito e não inexatidão de texto. O novo texto impacta fortemente o prazo de inelegibilidade de candidatos condenados, que prevê 8 anos da data da decisão colegiada, e o texto que foi publicado do PLP coloca 8 anos da data da eleição na qual ocorreu a prática abusiva. O que foi deliberado no plenário da Câmara dos Deputados, por maioria absoluta de votos, foi o substitutivo apresentado pelo Relator em seu parecer às emendas de Plenário e não aquilo que foi publicado e foi ao Senado Federal. Da mesma forma, para que haja segurança nas decisões tomadas em plenário nesta Casa, é central que o texto que foi votado e aprovado pelos Deputados seja respeitado, não sofra qualquer tipo de alteração de mérito. Assim, eu solicito que a matéria retorne à Câmara dos Deputados, para que os autógrafos sejam reajustados para o texto deliberado e aprovado nominalmente em plenário. Essa é a questão de ordem. Espero resposta de V.Exa., pela Presidência desta Casa. O SR. PRESIDENTE (Lucio Mosquini. Bloco/MDB - RO) - Deputado Boulos, com todo o respeito e consideração que tenho por V.Exa., digo que as questões de ordem, quando aberta a Ordem do Dia, serão pertinentes apenas à matéria constante da Ordem do Dia. Em respeito a V.Exa., eu acolho a sua questão de ordem, que, posteriormente, vamos responder. Muito obrigado. Está acolhida a sua questão de ordem.

Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 21/12/2023 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.