
Nome civil: Guilherme Castro Boulos · 44 anos
Bananômetro
83/100
Aparece, vota e trabalha.
Nota maior que a de 72% dos deputados · média do partido: 82
Por que essa nota?
- Presença em sessõespeso 40% · 93%
Aparece para trabalhar?
- Participação em votaçõespeso 35% · 80%
Vota quando precisa? (votações com registro de nome)
- Iniciativas que avançarampeso 15% · 58%
Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)
- Atividade na tribunapeso 10% · 85%
discursos na tribuna (percentil)
A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?
Personalizar pesosComo vota · Mandato atual (2023–2027)
Vota com o governo 85%das 559 votações em que o líder do Governo pediu Sim ou Não e ele votou
Vota com o próprio partido 99%das 613 votações em que o partido (ou a federação) pediu Sim ou Não e ele votou
Redes oficiais de Guilherme Boulos
Fora de exercício: o gabinete não atende mais. Restam as redes informadas à Câmara.
Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.
Números de Mandato atual (2023–2027)
Presença nas sessões
93%
Esteve em 278 de 299 sessões
Votou nas votações
80%
Registrou voto em 707 de 880 votações nominais
Iniciativas que viraram lei
0
de 34 projetos apresentados (0%)
Alinhamento com o governo
85%
Em 559 votações em que o Governo orientou
A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.
133 discursos na tribuna · de 07/02/2023 a 15/10/2025.
- 28/04/2025
O Deputado ironizou as críticas de Parlamentares bolsonaristas à nova camisa vermelha da Seleção Brasileira, sugerindo que será curioso vê-los usando a peça. Em seguida, rebateu acusações sobre supostos desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), afirmando que o esquema teve início em 2019, durante o Governo Bolsonaro. Destacou que o então Presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, solicitou acesso às investigações à Polícia Federal em 2023 para buscar soluções, mas não obteve retorno. Também criticou a postura de antigos membros do Governo anterior, lembrando práticas como o sigilo de 100 anos e o escândalo das joias, argumentando que não possuem autoridade moral para falar sobre corrupção.
Palavras-chave oficiais: Seleção Brasileira de Futebol,Uniforme esportivo,Vermelho,Parlamentar,Direita política Corrupção,Fraude,Instituto Nacional do Seguro Social (INSS),Ex-presidente da República,Polícia Federal (PF),Sigilo,Joia,Idoneidade,Direita política
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O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente. É até divertido ver os bolsonaristas bravos com a camisa vermelha da Seleção Brasileira. Como eles gostam de usar a camisa da seleção, eu quero vê-los usando a camisa vermelha da seleção. Vai ser divertido. Mas, Presidente, eu queria falar a respeito do INSS. Eu ouvi o Deputado Cabo Gilberto Silva falando sobre isso aqui, mas é importante lembrar que esse esquema de desvios do INSS começou em 2019. Quem era o Presidente do Brasil em 2019? Era Lula? Não. Era Jair Bolsonaro. Lula, quando entrou, mandou investigar. Inclusive, o Presidente do INSS, ex-Presidente hoje, Alessandro Stefanutto, há 1 ano isso foi divulgado hoje na imprensa , fez um pedido oficial à Polícia Federal para ter acesso à investigação para poder corrigir e resolver o problema, mas o acesso não foi dado. Presidente, as pessoas, antes de atacarem de maneira irresponsável, têm que olhar o que fizeram quando eram Governo, e o que fizeram foi isto: foram 100 anos de sigilo, foram joias... Então, bolsonarista não tem autoridade moral aqui para apontar o dedo para ninguém e falar sobre corrupção. Obrigado. - 28/04/2025
O Deputado criticou a decisão do Governo do Estado de São Paulo de despejar famílias da Favela do Moinho, localizada no centro da capital paulista. Denunciou que o despejo estaria relacionado a um projeto de centro administrativo que favoreceria a especulação imobiliária e atenderia interesses de grandes construtoras. Questionou a eficácia do auxílio-aluguel de 800 reais oferecido pelo Governo, afirmando que esse valor é insuficiente para garantir moradia digna na cidade. Declarou apoio às famílias e afirmou que seguirá ao lado da comunidade.
Palavras-chave oficiais: Despejo,Família,Favela,São Paulo (SP),Auxílio Aluguel,Habitação de interesse social
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O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Sr. Presidente. É um absurdo o que está acontecendo neste momento na Favela do Moinho, na cidade de São Paulo. É uma das últimas comunidades populares do centro de São Paulo, e o Governador Tarcísio de Freitas quer despejar as famílias da Favela do Moinho, para um projeto e o pretexto é o de construir um centro administrativo que, no fundo, vai favorecer a especulação imobiliária, vai favorecer grandes construtoras e tirar dali o povo trabalhador pobre que ainda conseguiu resistir e seguir morando no centro de São Paulo. O Governo do Estado está oferecendo um auxílio-aluguel de 800 reais. Eu desafio o Governador Tarcísio de Freitas a morar com a família dele numa casa cujo aluguel seja de 800 reais. Hoje não se aluga nem um cômodo mais em São Paulo com 800 reais. É uma vergonha! Nós não vamos permitir o despejo das pessoas da Favela do Moinho. Vamos estar junto com os moradores até o fim. Obrigado, Sr. Presidente. - 02/04/2025
O Deputado orientou a bancada na votação do requerimento de urgência ao Projeto de Lei nº 2.088, de 2023, que estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais, de investimentos e de obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual em resposta a medidas unilaterais adotadas por país ou bloco econômico que impactem negativamente a competitividade internacional brasileira. Aproveitou para manifestar apoio à mobilização nacional dos entregadores por aplicativo, conhecida como "Breque dos Apps", que paralisou atividades em mais de 60 cidades. Reforçou que as reivindicações são simples e justas, taxa mínima de R$ 10 por entrega e R$ 2,50 por quilômetro rodado. Criticou a postura intransigente do iFood nas negociações com os trabalhadores e anunciou que irá trabalhar para convocar o CEO da empresa a prestar esclarecimentos à Câmara. Encerrou reiterando solidariedade à luta dos entregadores por reconhecimento e melhores condições de trabalho.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de urgência,Projeto de lei ordinária,Federação PSOL REDE,Voto favorável Entregador por aplicativo,Greve,Direitos do trabalhador,Presidente,Empresa,esclarecimento,Condições de trabalho
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O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, a federação vota "sim". A reciprocidade é essencial. Aproveito a orientação de voto para deixar todo nosso apoio aos entregadores do Brasil, ao Breque dos Apps, que paralisou as atividades em mais de sessenta cidades. A pauta dos entregadores é muito simples: uma taxa mínima de 10 reais, mais 2,50 reais por quilômetro. Isso é justo, Presidente. São mais de 500 mil entregadores de aplicativo no Brasil que não recebem o reconhecimento e o respeito devido. Não adianta terem sido tratados como heróis na pandemia e não haver reconhecimento pelo seu trabalho, como tem que haver. É lamentável que o iFood tenha sido intransigente na negociação com os entregadores. Nós vamos trabalhar para convocar o CEO do iFood para vir à Câmara dos Deputados dar esclarecimento. Todo o apoio à luta dos entregadores de aplicativo. Obrigado, Presidente. - 25/03/2025
O Deputado tratou do julgamento de Jair Bolsonaro, afirmando que os golpistas começarão a pagar pelos crimes que cometeram. Destacou que Bolsonaro se tornará réu em breve e que será preso, sem receber anistia. Também convocou a população a ir às ruas no próximo domingo, dia 30, para apoiar a causa "Bolsonaro na cadeia".
Palavras-chave oficiais: Ex-presidente da República,julgamento,Tentativa (crime),Golpe de Estado (crime),Réu,Prisão,anistia,convocação,protesto,Rua
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O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente. Chegou o grande dia! Os golpistas vão começar a pagar pelos crimes que cometeram. Em poucas horas, Bolsonaro vai virar réu e, em breve, vai estar na Papuda. Aqueles que falavam grosso, que ameaçavam, que xingavam, que quebraram a sede dos Poderes, que faziam arminha com a mão achando que eram da SWAT, essa gente agora posa de vítima e começa a defender anistia. Eu quero dizer que nós não vamos permitir nenhum tipo de anistia. Isso não vai passar nesta Casa. Bolsonaro vai responder pelos crimes que cometeu, sim! Vai ser preso e não vai receber anistia. No domingo que vem, dia 30, nós vamos às ruas para defender o "Bolsonaro na cadeia!". - 26/02/2025
O Deputado informou que apresentou representação contra o Deputado Eduardo Bolsonaro por crime de lesa-pátria ao Ministério Público Federal (MPF), argumentando que o Parlamentar age contra os interesses nacionais nos Estados Unidos. Ademais, denunciou a Prefeitura de São Paulo (SP) por ameaçar com despejo a comunidade Esperança, em Ademar, na Zona Sul, sem a garantia dos direitos das famílias atingidas.
Palavras-chave oficiais: representação,Deputado federal,Crime contra a segurança nacional,Atuação parlamentar,Estados Unidos,Ministério Público Federal (MPF) Prefeitura,São Paulo (SP),Despejo,Favela,Obra pública
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O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente. Hoje nós entramos no Ministério Público Federal com uma ação contra o Eduardo Bolsonaro por crime de lesa-pátria, porque quem vai atacar os interesses do Brasil lá fora não é patriota, é lambe-botas de americano. Pode usar a bandeira no colo aqui, mas é lambe-botas de americano. Batem continência para a bandeira dos Estados Unidos. Atacam os interesses nacionais. Essa gente não é patriota, não. E eu queria falar de outra coisa, Presidente, da situação grave que está vivendo a comunidade Esperança, na cidade de Ademar, na Zonal Sul de São Paulo. Pessoas que estão lá há 40 anos, 50 anos estão sendo ameaçadas de despejo pela Prefeitura em troca de nada. Existe uma proposta de obra do córrego, sem a garantia dos direitos dessas famílias. Presidente, eu lhe peço mais 30 segundos, por favor. Estão querendo pagar a elas apenas um auxílio-aluguel de 400 reais, que não dá para nada. Por isso, nós estamos juntos e vamos apoiar as famílias da comunidade Esperança, da cidade de Ademar. Eu duvido que a Prefeitura ou o poder público faça isso no Morumbi ou em Higienópolis faz em comunidades populares. Nós não vamos permitir esse despejo arbitrário e sem alternativas. Obrigado, Presidente. - 25/02/2025
O Deputado contestou discurso parlamentar que o atacou. Ademais, criticou aqueles que atentam contra a democracia, tentam dar golpe de Estado, espalham notícias falsas e disseminam ódio e mentira para ganhar as eleições.
Palavras-chave oficiais: Discurso parlamentar,Democracia,Golpe de Estado,Notícia falsa (fake news),Discurso de ódio,Eleições,Atuação parlamentar
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O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, peço 1 minuto. Apesar de não ter sido citado nominalmente, quem me antecedeu na tribuna fez ataques baixos e desrespeitosos. (Manifestação no plenário. A carapuça caiu!) O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP) - Parece que o Deputado Hugo Motta vai ter que dar outra bronca na turma para ver se eles se comportam. Mas eu queria dizer o seguinte, Presidente: indecente é quem atenta contra a democracia e tenta dar golpe de Estado. Mentiroso é quem se vale de fake news, quem faz gabinete do ódio para tentar ganhar eleição com mentiras. Sem citar ninguém, se a carapuça serve, que gritem! É isso que eu queria dizer, Presidente. Obrigado. - 25/02/2025Breves Comunicações
O Deputado comentou a denúncia do Procurador-Geral da República contra Jair Bolsonaro e outros envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023. Detalhou provas, como anotações e mensagens, que evidenciam a trama golpista, incluindo ações que se iniciaram em 2021, com discursos de Bolsonaro e membros do Governo, e culminaram em planos de um golpe institucional. Também lembrou que, embora o golpe tenha falhado, as ações continuaram em outras tentativas de deslegitimar a eleição e atacar opositores. Por fim, informou que é essencial que os responsáveis sejam punidos para evitar a repetição de uma cultura de impunidade e fortalecer a democracia.
Palavras-chave oficiais: Denúncia,Procuradoria-Geral da República (PGR),Golpe de Estado,Ex-presidente da República,Processo eleitoral
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O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente. Eu venho hoje a esta tribuna para falar com os brasileiros e brasileiras que estão acompanhando a denúncia do Procurador-Geral da República contra o Bolsonaro e todos que tramaram o golpe, que acompanharam, às vezes, sem entender bem, a tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023. Quero dizer a esses brasileiros por que Jair Bolsonaro vai ser preso. Vejam, pela primeira vez, na história do Brasil, nós tivemos uma tentativa de golpe impressa e auditável. Está tudo em anotações, em trocas de mensagens, em celulares apreendidos pela Polícia Federal. Eles deixaram todos os rastros e todos os registros. E é isso que eu quero mostrar aqui hoje. Às vezes, faz-se um discurso para tentar confundir as pessoas: "Ah, não conseguiram dar o golpe, então não há crime". Gente, pensem bem! Se tivessem conseguido dar o golpe, quem seria punido? Se tivessem conseguido dar o golpe, nós estaríamos em uma ditadura no Brasil, e, logicamente, não iriam punir a eles próprios. É importante ler o art. 366 do Código Penal: Art. 366. Tentar, o funcionário público civil ou militar, depor o governo constituído ou impedir o funcionamento das instituições constitucionais: Pena reclusão, de quatro a doze anos. Isso é crime. Então, o crime está caracterizado. Eles disseram novamente, para tentar confundir: "A denúncia é fraca. Não há provas. Foi só com base em delação premiada". Eu tive o cuidado de ler as 272 páginas da denúncia do Paulo Gonet, Procurador-Geral da República, e vou trazer para V.Exas. os fatos. Na tentativa de golpe, houve quatro operações. Uma delas foi a operação preparatória, que começou ainda em 2021, logo que Lula teve sua elegibilidade retomada pela Justiça brasileira e que pesquisas começaram a mostrar que ele seria vitorioso nas eleições. No dia 5 de julho de 2021, houve uma reunião ministerial em que o então Ministro General Heleno, hoje denunciado, que vai ser réu e também vai para a cadeia, disse o seguinte: "Tem que virar a mesa antes das eleições". Está gravada a fala dele. Eles fizeram questão de fazer um processo golpista impresso e auditável. Deixaram todos os materiais. Logo depois, no dia 29 de julho de 2021, na mesma linha de jogar suspeição sobre as urnas eletrônicas e o processo eleitoral, Bolsonaro faz uma live com supostas provas sobre as urnas eletrônicas. Alguns meses depois, em 7 de setembro de 2021, ele radicaliza o discurso e diz aqui, na Esplanada dos Ministérios, diante dos seus apoiadores: "Só saio preso, morto ou com a vitória". E disse ainda: "Quero dizer, nunca serei preso". A história vai mostrar que ele mentiu mais uma vez. No dia 18 de julho, já em 2022, com as pesquisas mostrando a vantagem de Lula, eles, que diziam não acreditar em pesquisas, desesperaram-se, e Bolsonaro fez um evento com embaixadores no Palácio do Planalto para buscar apoio internacional para o ataque às urnas. Não deu certo, não funcionou. Foram para a eleição. Lula, por pouco, não ganha no primeiro turno. E, aí, no segundo turno, eles deflagram a segunda operação da tentativa golpista, que foi utilizar a Polícia Rodoviária Federal para tentar impedir os eleitores do Presidente Lula de chegarem às urnas. Encomendaram um estudo. Uma delegada bolsonarista da Polícia Federal, Marília Alencar, também denunciada e que também será presa, encomendou um estudo, e priorizaram no Nordeste as cidades onde Lula teve mais de 75% dos votos. Nesse momento, a Polícia Federal intercepta uma mensagem de Silvinei Vasques, outro futuro presidiário, que comandava a PRF. Ele diz o seguinte: "Chegou a hora de a Polícia Rodoviária tomar lado na disputa". E Marília Alencar, que trabalhou com ele, mostrou que a operação não aconteceu só no Nordeste. Foi interceptada uma mensagem dela que dizia: "O Prefeito de Belford Roxo, no Rio de Janeiro, é vermelho. Tem que haver operação lá". No Rio Grande do Sul, Lula ganhou em Porto Alegre "tem que haver operação lá". Está tudo registrado. Novamente não foi suficiente, e eles perderam a eleição. Aí entra a fase já mais radical do golpe, com ele já derrotado. No dia 6 de dezembro, Filipe Martins, assessor do Presidente da República, apresenta no Palácio do Planalto para Bolsonaro a minuta do decreto do golpe. O que dizia esse decreto? Que deveriam prender os Ministros do Supremo, o Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e opositores, declarar estado de sítio e estado de defesa e supostamente chamar novas eleições. No dia seguinte, 7 de dezembro, Bolsonaro pega esse decreto e o apresenta para o Ministro da Defesa, para o Comandante do Exército e para o Comandante da Marinha. Essa reunião foi feita no Palácio da Alvorada, e os registros de entrada da portaria do Palácio confirmam a presença de todos eles. Freire Gomes, Comandante do Exército, não aceita; melou. Uma semana depois, dia 14, Bolsonaro alivia um pouco a versão: não prenderia mais todo mundo e faz outra minuta, que foi encontrada com Anderson Torres, seu Ministro da Justiça. E o Ministro da Defesa, General Paulo Sérgio, apresenta novamente a minuta aos comandantes militares. O Comandante da Marinha, golpista, que vai ser preso, Garnier, aceita; o do Exército, Freire Gomes, e o da Aeronáutica, Batista Júnior, não aceitam. Não conseguiram levar adiante. Dia 15 de dezembro, Braga Netto dá orientações expressas, também registradas na denúncia, para fazer ataques virtuais contra esses militares que não aceitaram o golpe. Isso acontece. Ele diz: "Vamos jogar para o grupo dos malucos!" Eu fico imaginando como os bolsonaristas se sentem sendo chamados pelos seus líderes de malucos. E aí segue. Junto com isso, a operação Punhal Verde Amarelo. No dia 9 de novembro, paralelamente, o Mario Fernandes, Secretário-Executivo da Secretaria-Geral da Presidência, apresenta para Bolsonaro uma proposta de matar Lula por envenenamento e Alckmin e Xandão com tiro. Essa era a lógica. Fazem, no dia 12 de novembro, uma reunião para iniciar o plano na casa do Braga Netto. E aí se apresentam os valores: 100 mil reais para viabilizar o plano. E Braga Netto entrega esse valor numa sacola de vinho para Mauro Cid. E dia 21 de novembro fazem o monitoramento do Xandão. Por que não aconteceu o golpe? Não aconteceu porque dois militares não aceitaram: o Comandante do Exército e o Comandante da Aeronáutica. Só por isso não aconteceu! E isso está conectado com o 8 de janeiro, porque, depois, é a tentativa desesperada, já com o Lula empossado, dos bolsonaristas de tentarem a qualquer custo... "Ah, mas o 8 de janeiro foi um piquenique de senhoras, uma manifestação!" Está lá: Mario Fernandes e o General Braga Netto trocando mensagens com os líderes dos grupos que se organizaram. Quem era? Quem comandava a Polícia do Distrito Federal que permitiu que eles quebrassem tudo aqui? O ex-Ministro da Justiça Anderson Torres e a Subsecretária, a Delegada Marília Alencar, que falou do Prefeito vermelho de Belford Roxo. Está tudo ali! O que eles queriam? Que o Lula, na situação de emergência, decretasse a GLO Garantia da Lei e da Ordem e os militares ligados a eles aproveitassem a brecha para executar o plano. Vejam, isso tudo que eu falei aqui não são vozes da cabeça, não foi a tia do "Zap" que me mandou. Isso são provas, anotações impressas, auditáveis, trocas de mensagem. Está tudo ali. Então, gente, eles tentaram melar a eleição, mas não conseguiram. Depois, tentaram impedir os eleitores de Lula de votar. Isso não foi suficiente. Tentaram convencer os militares a aceitar um golpe por decreto, e não deu certo. Depois, fizeram um plano para matar pessoas, endossado e apoiado pelo Bolsonaro, mas não tiveram apoio. Foi isso que aconteceu. Se isso não é golpe, tentativa de golpe, o que será tentativa de golpe no Brasil? Agora, o canalha que gritava, que bradava, que falava em tortura, que era valentão, baixou a voz para pedir anistia e dizer que tem que pacificar o País. É muito cinismo! Na hora de quebrar tudo e tramar golpe, era valente. Agora, diz: "Por favor, Xandão, Supremo, deem-me anistia". Isso é muita hipocrisia. Paguem o preço da escolha que fizeram. Paguem o preço das ações que fizeram. É assim que as coisas têm que funcionar numa democracia e num Estado Democrático de Direito. O que está em jogo neste momento no Brasil e no julgamento do Supremo é algo histórico. Pela primeira fez, o Brasil tem oportunidade de punir golpistas. Quando houve o fim da ditadura militar, nós não aproveitamos essa oportunidade. Torturadores, ditadores saíram soltos e seguiram vivendo a sua vida. O que isso permitiu, Deputado? Isso permitiu uma cultura de impunidade na democracia brasileira, em que deixam passar. Aí, passam uns anos, e um vagabundo que ficou 27 anos nesta Casa sem fazer nada vem aqui e elogia Brilhante Ustra. Para quem não sabe, Brilhante Ustra torturava mulheres com ratos na vagina. É disso que nós estamos falando. A cultura de impunidade gerou Bolsonaro. Agora, o Brasil tem uma nova oportunidade de acertar as contas com o seu passado, inclusive, de fazer justiça com os mortos e torturados pela ditadura, de fazer justiça com Rubens Paiva, de fazer justiça com Frei Tito, de fazer justiça com Vladimir Herzog, de fazer justiça com Inês Romeu, que foi torturada e estuprada na Casa da Morte, em Petrópolis. Torturadores, bandidos, assassinos e estupradores ficaram impunes. Se o Brasil se acovardar e repetir essa história, o resultado será dizer que pode, que é permitido, solapará as bases da democracia brasileira. Eu acredito que ainda há juízes no Brasil. E, por isso, com uma multidão de provas, eu tenho a convicção de que Jair Bolsonaro vai ser preso com a sua corja de golpistas. Quero terminar chamando a sociedade brasileira para, no dia 30 de março, nas ruas deste País, fazermos uma grande mobilização contra a anistia e por Bolsonaro na cadeia. - 19/02/2025
O Deputado ironizou a hipocrisia de bolsonaristas ao falarem sobre ditadura, lembrando que Jair Bolsonaro foi denunciado pelo Procurador-Geral da República por tentativa de golpe de Estado. Afirmou que o ex-Presidente será preso e questionou se seus apoiadores, que criticam a "saidinha" de presos, irão defendê-la para Bolsonaro quando ele estiver na Papuda.
Palavras-chave oficiais: Parlamentar,Hipocrisia,Discurso parlamentar,Ditadura,Ex-presidente da República,Denúncia,Procuradoria-Geral da República (PGR),Tentativa (crime),Golpe de Estado (crime),Saída temporária,Preso,Presídio,Brasília (DF)
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O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente. Eu não pude me conter, porque, hoje, ouvir um bolsonarista falar de ditadura é uma hipocrisia sem limite. Ontem, Bolsonaro foi denunciado pelo Procurador-Geral da República pelo crime de tentativa de golpe de Estado, de instaurar uma ditadura. Era isso o que eles queriam. Bolsonaro vai para a cadeia, vai ser preso, vai para a Papuda. É isso o que vai acontecer. Eu fico em dúvida, vendo a hipocrisia deles. Presidente, fico em dúvida. Deputada Professora Luciene Cavalcante, será que eles vão defender saidinha para o Bolsonaro na Papuda? Vão ser hipócritas, vão defender a saidinha para o Bolsonaro na Papuda. - 12/02/2025Breves Comunicações
O Deputado criticou os Parlamentares bolsonaristas por atacarem o programa Cozinhas Solidárias e por solicitarem a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar uma irregularidade pontual. Ademais, sugeriu a abertura de uma CPI para investigar as isenções fiscais bilionárias das corporações do agronegócio, que exportam carne e encarecem seu preço no mercado nacional. Por último, defendeu o programa Cozinhas Solidárias e afirmou que participará de distribuição de alimentos na periferia de São Paulo (SP).
Palavras-chave oficiais: Oposição política,Programa Cozinha Solidária,Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI),Agronegócio,Exportação,Carne,Alimento,Inflação
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O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Sr. Presidente. Eu vi os bolsonaristas aqui atacando ontem o programa Cozinhas Solidárias e pedindo uma CPI, um programa que tem 2,7 mil cozinhas abertas no Brasil e serve 14 milhões de refeições por ano. Uma denúncia de irregularidade numa cozinha, que tem que ser apurada pela Justiça, e os que respondem por ela responsabilizados. Aí eles querem acabar com o programa e pedir CPI. Está bom, eu topo CPI, desde que eles topem uma CPI das corporações do agronegócio, que recebem 82 bilhões de isenções fiscais e exportam a produção em vez de colocar no mercado nacional. É por isso que o Brasil é o maior produtor mundial de carne, e o preço não abaixa. Mas eles não topam, porque estão ligados a esses interesses até o pescoço, ou seja, a turma é valentona para atacar a Cozinha Solidária, mas para combater a fome no Brasil, não, até porque no Governo deles a marca era a fila do osso. É a bancada da fila do osso. Sexta-feira agora, eu vou distribuir alimentos das Cozinhas Solidárias na periferia de São Paulo. Quero ver se eles vão lá. Quero ver se vão lá. Não vão. É a turma da fome. - 04/12/2024Breves Comunicações
O Deputado anunciou a presença da Deputada Estadual Ediane Maria, de São Paulo, na Câmara dos Deputados. Destacou a trajetória de Ediane, que foi empregada doméstica e tornou-se a primeira representante dessa categoria eleita para a Assembleia Legislativa paulista, com 175 mil votos. Informou que a Deputada participou de audiência pública sobre a PEC da escala 6 por 1. Além disso, criticou a política de segurança pública do Governo de São Paulo, comandada pelo Secretário Derrite, após um episódio em que um cidadão foi arremessado de uma ponte por um policial. Afirmou que o Secretário deveria ser afastado, considerando a gravidade do caso, e cobrou responsabilidade do Governador Tarcísio diante de ações violentas atribuídas à Polícia Militar.
Palavras-chave oficiais: São Paulo (Estado),Deputada estadual,Plenário,Saudação São Paulo (Estado),Segurança pública,Polícia militar,Violência,Secretário de Estado,afastamento,Governador,atuação
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O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente. Eu queria anunciar a presença nesta Casa, hoje, da Deputada Estadual Ediane Maria, de São Paulo, eleita com 175 mil votos. Esta mulher teve uma trajetória de vida muito forte. Ela trabalhou a vida toda como empregada doméstica e foi a primeira empregada doméstica a se tornar Deputada Estadual em São Paulo. Hoje ela está nesta Casa para participar de uma audiência pública sobre a PEC da escala 6 por 1. A Deputada Ediane, Presidente, tem um papel fundamental no enfrentamento da política de segurança pública criminosa do Governo do Estado de São Paulo, comandada pelo Secretário Derrite e pelo Governador Tarcísio. Todos viram a cena absurda e desumana independentemente da ideologia da pessoa que aconteceu ontem em São Paulo: um cidadão foi jogado de uma ponte por um policial em serviço. É inaceitável uma situação como essa! O Secretário Derrite não tem condição de permanecer no cargo. Ele tem que sair do cargo. Em qualquer lugar do mundo, uma situação como essa levaria à demissão do Secretário. Espero que o Governador Tarcísio não diga novamente que não está nem aí, como ele disse depois de tantos ataques violentos cometidos pela Polícia Militar. Obrigado, Presidente. - 19/11/2024Breves Comunicações
O Deputado afirmou que as máscaras dos golpistas no Brasil caíram, referindo-se aos acontecimentos do 8 de janeiro e ao plano de golpe, que teria como objetivo a morte do Presidente da República, do Vice-Presidente e do então Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Apontou que o plano teria sido articulado dentro do Palácio do Planalto, envolvendo o braço direito do ex-Presidente Jair Bolsonaro. Defendeu a prisão imediata do General Braga Netto e de todos os envolvidos no plano, além da prisão de Jair Bolsonaro, enfatizando que o Brasil não pode aceitar golpes contra a democracia.
Palavras-chave oficiais: Golpe de Estado (crime),Ato antidemocrático,Brasília (DF),plano,Homicídio,Presidente da República,Vice-presidente da República,Presidente,Tribunal Superior Eleitoral (TSE),Ex-presidente da República,Prisão,Democracia
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O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Sem revisão do orador.) - Presidente, hoje caíram as máscaras dos golpistas deste País. Para quem insistia me que o 8 de janeiro foi um piquenique de senhoras, para quem dizia que era absurdo falar em tentativa de golpe, hoje veio a resposta: o plano mais sórdido de golpe da jovem democracia brasileira, que pretendia matar o Presidente da República eleito, o Vice-Presidente e o então Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. E pior: urdido dentro do Palácio do Planalto pelo braço direito do Jair Bolsonaro. Se ainda existe democracia neste País, nós temos que pedir e garantir a prisão imediata do General Braga Netto e de todos os outros envolvidos no plano, seguida pela prisão do chefe da conspiração, Jair Bolsonaro. Não podemos aceitar golpe no Brasil. - 13/11/2024Breves Comunicações
O Deputado defendeu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de autoria da Deputada Erika Hilton, que reduz a jornada de trabalho e extingue a escala 6 por 1. Ademais, criticou os que defendem as emendas parlamentares, os cortes na educação e saúde, os privilégios do sistema financeiro, do agronegócio e das grandes empresas, mas se opõem aos direitos dos trabalhadores. Por fim, pediu apoio dos Parlamentares para o Projeto de Lei nº 4.413, de 2024, de sua autoria, que busca extinguir os supersalários, fazendo respeitar o teto remuneratório no setor público.
Palavras-chave oficiais: Proposta de Emenda à Constituição,Jornada de trabalho,Direito do trabalho,Política trabalhista,Atuação parlamentar,Autora (proposição legislativa),Deputado federal,Emenda,Sistema financeiro,Agronegócio,Ajuste fiscal Projeto de lei ordinária,Teto salarial,Setor público,Política salarial,Autor (proposição legislativa)
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O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Sem revisão do orador.) - Presidente, eu estava ouvindo discursos sobre a escala 6 por 1, em que se faziam críticas infundadas à PEC da Deputada Erika Hilton, que busca reduzir a jornada de trabalho de pessoas que estão trabalhando até o limite das suas condições de saúde mental. Nós estamos vendo algo impressionante. Quando se fala da desoneração de privilégios para o sistema financeiro, para o agronegócio, para grandes empresas, isso não gera uma grita aqui. Quando se trata de ter mais gastos para emendas parlamentares, isso também não gera uma grita aqui. Mas, quando se fala dos direitos do trabalhador, isso gera uma grita. O debate sobre cortes tem sido um negócio impressionante: querem cortar da educação, da saúde. Há uma pressão do mercado em relação a isso. Por isso, eu quero fazer um desafio aos Deputados que têm trazido o tema da economia, dos cortes e tudo mais. Nós estamos apresentando um projeto de lei que enfrenta privilégios como supersalários, salários acima do teto, penduricalhos no Legislativo, no Executivo, no Judiciário e no Ministério Público, uma iniciativa que pode gerar uma economia de 5 bilhões ao ano para o País. Eu quero pedir aos Deputados que estão tão preocupados com a economia que apoiem e assinem este PL. Muito obrigado. - 12/11/2024
O Deputado defendeu, a proposta de PEC de autoria da Deputada Erika Hilton, que propõe o fim da escala 6 por 1 de jornada de trabalho, destacando a iniciativa do movimento Vida Além do Trabalho. Criticou o que chamou de preconceito e "povofobia" nas redes sociais contra a proposta, comparando os argumentos contrários aos utilizados no passado contra conquistas como o salário mínimo e o 13º salário. Afirmou que a redução da jornada foi imposta em outros países sem prejuízo à produtividade e pediu apoio dos Deputados para alcançar as assinaturas permitidas para protocolar a PEC.
Palavras-chave oficiais: Proposição legislativa,Jornada de trabalho,redução,Apoiamento,Direitos do trabalhador
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O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente. É indignante vermos a postura de alguns Deputados que estão aqui em relação à PEC que propõe o fim da escala 6 por 1 de jornada de trabalho. A PEC é de autoria da Deputada Erika Hilton, a partir do movimento Vida Além do Trabalho VAT, criado por Rick Azevedo. É muito fácil atacar o fim da escala 6 por 1 quando se tem tranquilamente uma escala 3 por 4. É muito fácil apontar o dedo e dizer que quem não quer trabalhar pela escala 6 por 1 que se demita, que procure outro emprego, quando se tem tempo livre com a família, como todos aqui têm. Esse ataque que está sendo feito com palavras nas redes sociais é lamentável e só mostra o preconceito, a "povofobia" e a irresponsabilidade com os trabalhadores que vários aqui têm. O argumento de que isso vai atacar as empresas e destruir a economia era o argumento que usavam décadas atrás, há um século, quando se implementaram o salário mínimo, as férias, o 13º Salário. Tudo isso de direitos foi implementado, e não se destruiu a economia. Aliás, a redução da jornada tem sido implementada em vários países do mundo sem redução da produtividade. Por isso, nós vamos dialogar com cada Deputado e Deputada que ainda não assinou a PEC para que assine até amanhã. Aqui eu estou falando de Deputados que têm sensibilidade, que têm humanidade. Alguns ainda não assinaram. Há outros com os quais nem adianta dialogar, porque sempre atuaram contra os trabalhadores. Eu tenho muita convicção. Vou procurar um a um para conseguirmos as assinaturas para protocolar esta PEC ainda esta semana. A partir disso, que esta Casa possa votar este tema com rapidez! Esta Casa que, nos últimos anos, aprovou tanta lei contra os trabalhadores, que possa, ao menos uma vez, aprovar uma lei que defenda os trabalhadores! É isso o que nós vamos fazer, Presidente. Deixo este apelo aos Deputados e às Deputadas que têm sensibilidade, humanidade e compromisso com os trabalhadores do Brasil: assinem a PEC para que possamos protocolá-la até amanhã. Obrigado. - 03/07/2024
O Deputado abordou a privatização da SABESP. Criticou o Governador e o Prefeito de São Paulo por aprovarem a venda de uma empresa lucrativa e bem avaliada sem concorrência adequada, resultando em um leilão direcionado a uma única empresa que pagou significativamente menos que o valor estimado. Além disso, alertou para a falta de experiência da empresa Equatorial, que agora controlará o abastecimento de água de milhões de pessoas em São Paulo, apesar de seu histórico problemático na área de energia. Por fim, manifestou preocupação com possíveis impactos negativos para a população e prometeu trabalhar para reverter a privatização caso haja mudanças políticas em São Paulo (SP).
Palavras-chave oficiais: Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp),Privatização,Leilão,Concorrência (licitação),Equatorial Pará Distribuidora de Energia (EQTLPA),Prestação de serviços,População
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O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente. Olha, não basta privatizar. Eles têm que privatizar de maneira suspeita, com conflito de interesses, de modo malfeito. Foi isso o que aconteceu na privatização da SABESP, a maior companhia de saneamento e águas da América Latina. O Governador Tarcísio, junto com o Prefeito de São Paulo, que foi cupincha do Governador nesse negócio, aprovou a privatização da SABESP, uma empresa lucrativa, eficiente, bem avaliada pela população. Nós fomos contra. E fizeram o leilão de privatização. E vejam que apenas uma empresa participou do leilão, ou seja, não houve concorrência, porque o edital foi direcionado para uma única empresa, que, aliás, pagou 30% a menos do que o valor que os próprios analistas de mercado estimavam como o valor correto. E olhem que coincidência: a Presidente do Conselho de Administração da SABESP, há 7 meses, tinha deixado essa mesma empresa que ganhou esse leilão esquisito, a Equatorial. Essa empresa Equatorial que agora, se essa bandalheira não for barrada, vai controlar a água de 30 milhões de pessoas no Estado de São Paulo, inclusive da população de toda a capital paulista, a maior cidade do Brasil não tem experiência com água. Ela é do ramo de energia. A única concessão de água que ela ganhou foi no Amapá, que tem 700 mil habitantes, a população do Grajaú, um bairro de São Paulo. E, na área de energia elétrica, ela faz igual a Enel faz em São Paulo. Ela foi responsável por um dos maiores apagões da história do Piauí. E pior, foi no Ano-Novo, de 31 de dezembro a 3 de janeiro, que o Estado ficou sem luz. Ela também foi responsável por um grande apagão no Rio Grande do Sul às vésperas das grandes enchentes deste ano. É isso o que estão promovendo no Estado de São Paulo! Há coisa oculta por trás. Há conflito de interesses. Repito: a Presidente do Conselho de Administração da SABESP, há 7 meses, era funcionária da empresa que ganhou a concorrência, cujo edital foi direcionado, porque só ela se habilitou para concorrer. Olha, gente, isso está errado! Por isso, Presidente, quero deixar registrado aqui, alto e bom som: no ano que vem, eu espero que São Paulo tenha um novo Prefeito, e nós vamos trabalhar para reverter a privatização da SABESP na cidade de São Paulo, porque a cidade não pode ficar refém desse tipo de interesse oculto. Obrigado. - 08/05/2024Breves Comunicações
O Deputado denunciou a persistência da prática ilegal da Farra do Boi em Santa Catarina, promovendo o sofrimento animal e arriscando a vida dos participantes. Ademais, criticou a ação judicial movida pelo Presidente da Câmara dos Deputados, Deputado Arthur Lira, contra o youtuber Felipe Neto, enfatizando a importância da igualdade no tratamento de casos semelhantes e a defesa da liberdade de expressão para todos os cidadãos. Por fim, manifestou solidariedade a Felipe Neto e reiterou a necessidade de um debate civilizado e respeitoso no País.
Palavras-chave oficiais: Denúncia,Farra do Boi,Santa Catarina,Direitos animais,Ilegalidade Presidente da Câmara dos Deputados,Ação judicial,Youtuber Profissional,Liberdade de expressão,Princípio da igualdade,Debate
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O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Sr. Presidente. Obrigado, Deputado Coronel Ulysses, pela generosidade. Trata-se de duas questões muito rápidas, Sr. Presidente. Eu quero lamentar uma denúncia que chegou ao nosso gabinete, a respeito de uma prática ilegal que segue acontecendo, particularmente no Estado de Santa Catarina, que é a Farra do Boi. A Farra do Boi é proibida, ela implica sofrimento animal e risco para as pessoas que dela participam. Então, eu quero deixar aqui o apelo para que cessem essa prática ilegal da Farra do Boi. A segunda questão é que nós vimos, na semana passada, o Presidente desta Casa, o Deputado Arthur Lira, entrar com uma ação judicial contra o youtuber Felipe Neto por falas que o youtuber fez em relação ao Presidente Arthur Lira. Olha, o que não pode haver é dois pesos e duas medidas. Todo mundo defende um debate político civilizado no nosso País para todos os lados e de forma respeitosa. O próprio Presidente Lira chegou a dizer que era exagero quando Ministros do Governo Lula questionaram Parlamentares que tinham usado palavras ainda mais duras contra esses Ministros. Não pode haver dois pesos e duas medidas: ou há liberdade para os dois lados se expressarem, ou há o direito de as pessoas judicializarem cada caso. Não se pode tratar um lado como liberdade de expressão e o outro lado como crime. Por isso, eu quero deixar aqui também registrados a minha solidariedade e o meu respeito ao youtuber Felipe Neto. Obrigado, Sr. Presidente. Obrigado, Deputado, pela oportunidade da fala antes da sua intervenção. - 07/05/2024Breves Comunicações
O Deputado expressou solidariedade ao povo gaúcho afetado pela calamidade e destacou a importância de agir diante das mudanças climáticas. Mencionou a iniciativa do Programa Cozinha Solidária em Porto Alegre (RS), oferecendo alimentos às famílias desabrigadas. Ressaltou a necessidade urgente de reduzir as emissões de carbono globalmente. Para ajudar na reconstrução e no apoio aos desabrigados, propôs destinar pelo menos 10% das emendas parlamentares ao Rio Grande do Sul. Fez um apelo aos colegas Deputados para apoiarem essa medida diante da necessidade de mais de 4,4 bilhões de reais para auxiliar o Estado.
Palavras-chave oficiais: Chuva,Enchente,Inundação,Rio Grande do Sul,Desastre ambiental,Mudança climática,Programa Cozinha Solidária,Mercado de carbono,Recursos orçamentários,Emenda ao projeto de lei orçamentária
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O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Sr. Presidente. Eu quero estender a mão ao povo gaúcho, que tem sofrido esta calamidade inacreditável, e manifestar toda a nossa solidariedade a ele. Além de toda a atuação dos órgãos públicos municipais, estaduais e federais, nós temos atuado lá com o Programa Cozinha Solidária, na cidade de Porto Alegre, oferecendo alimentos para famílias desabrigadas. Nós sabemos que esse não é um caso isolado, que isso é resultado das profundas mudanças climáticas, do aquecimento global, que tem gerado fenômenos extremos, de cheias e de secas, no mundo inteiro. Já passou da hora de nos debruçarmos sobre a redução das emissões de carbono. Agora nós precisamos agir de maneira firme e imediata aqui. Por isso, Sr. Presidente, eu quero fazer um apelo aos Deputados e às Deputadas desta Casa. Hoje eu dei entrada a uma proposta de emenda à Constituição sobre o estabelecimento e eu já estabeleço o percentual de antemão da destinação de ao menos 10% das emendas parlamentares, sejam individuais, sejam de Comissão, sejam de bancada, ao Rio Grande do Sul, para a sua reconstrução e para apoio aos desabrigados. Serão necessários mais de 4,4 bilhões de reais para ajudar o povo gaúcho. Peço a todos os Deputados o apoio a esse gesto. - 17/04/2024
O Deputado criticou a tentativa de privatização da SABESP, a maior companhia de água e saneamento da América Latina, liderada pelo Prefeito Ricardo Nunes. Denunciou um esquema sombrio, afirmando que a cidade de São Paulo perderia com essa privatização. Destacou três motivos contra a privatização: a SABESP é lucrativa e bem avaliada; a conta de água aumentará; e o serviço tende a piorar, como ocorreu com a privatização da energia elétrica. Defendeu a realização de um plebiscito para que a população decida sobre esse tema crucial, garantindo que o interesse público não seja sacrificado por interesses políticos eleitorais.
Palavras-chave oficiais: Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp),Privatização,Plebiscito
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O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente. Água é para beber. Água não é para lucrar. Hoje, enquanto nós estamos aqui, na Câmara Municipal de São Paulo, estão tentando aprovar a privatização da SABESP, a maior companhia de água e saneamento da América Latina, a mando do Prefeito Ricardo Nunes, que é o candidato do Bolsonaro na cidade de São Paulo, por um esquema muito sombrio. Na verdade, ele está trocando os interesses da cidade de São Paulo, que perde com a privatização, que inclusive abre mão da recuperação de R$ 2 bilhões de cobranças indevidas da SABESP, unicamente para ter o apoio eleitoral do Governador. Essa é a troca. Isso acontece num momento em que a cidade de São Paulo está vivendo o drama de uma outra privatização que foi feita que é a privatização da energia elétrica. A toda hora, há apagão. Virou rotina. Não adianta quererem dizer que são contra a ENEL e tudo mais e quererem criar a ENEL da água, que é o que querem fazer com a SABESP. Eu quero dar três motivos pelos quais a SABESP não deve ser privatizada. Primeiro motivo, a SABESP é uma empresa lucrativa, bem avaliada pela população e a sua meta de universalização de saneamento, em que ela avançou muito, muito mais que outras companhias de saneamento, não será alterada pela privatização. Não é que a empresa privada vai assumir e vai universalizar antes, não, senhor. Segundo motivo, a conta de água vai aumentar se a privatizarem. Escrevam isso. A conta de água vai aumentar. Podem tentar, num primeiro momento, como estão anunciando, criar um fundo para fazer um abatimento. Agora, isso dura pouco, porque vão consumir esse fundo com o dinheiro da própria privatização. E é uma questão de tempo para aumentar a conta. Aumentou a conta de água em todos os lugares onde houve privatização. Terceiro motivo, o serviço vai piorar, como aconteceu com a ELETROPAULO na privatização com a ENEL. Querem criar a ENEL da água. Isso aconteceu em muitas cidades do mundo. Paris, que tinha privatizado o serviço de água e o saneamento, reestatizou-o, porque o serviço ficou ruim e as contas aumentaram. Em Berlim e Buenos Aires, aconteceu a mesma coisa. Então, querem aprovar isso, hoje, na Câmara Municipal de São Paulo, a toque de caixa, sem transparência, sem diálogo com a população, a mando de um Prefeito que está querendo fazer negociata. O que nós estamos defendendo, pura e simplesmente, é que se faça um plebiscito, para que a população possa decidir, para que o interesse da população não fique atrás de nenhum interesse eleitoreiro. Eu deixo esta mensagem aqui ao final. Nós não vamos aceitar que a população de São Paulo seja prejudicada por essa negociata com a SABESP. - 19/12/2023
O Deputado encaminhou a votação da Emenda nº 14680023 ao Projeto de Lei do Congresso Nacional nº 4, de 2023, que dispõe sobre as diretrizes para a elaboração e a execução da Lei Orçamentária de 2024. Na oportunidade, elogiou as políticas que priorizam o investimento público em momentos de crise econômica e afirmou que o programa do Presidente Lula, concentra-se na recuperação de emprego, renda e no combate às desigualdades.
Palavras-chave oficiais: Encaminhamento de votação,Emenda,Projeto de lei do Congresso Nacional,Projeto de lei de diretrizes orçamentárias Governo,Presidente da República,Desenvolvimento econômico,Política pública
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O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Para encaminhar. Sem revisão do orador.) Obrigado, Presidente. Como já foi dito aqui, esta emenda tem como objetivo não permitir que o Governo do Presidente Lula fique com uma amarra, com uma camisa de força em relação a gastos públicos e a investimentos sociais, particularmente. Muitas vezes, quando se fala de gastos às vezes, de uma maneira pejorativa: a gastança , nós estamos falando de investimento! Gasto em educação, por exemplo, é investimento no futuro, gasto em cultura é investimento em oportunidades para a juventude, gasto no SUS é investimento para a preservação da vida do povo brasileiro, para não falar em gastos preventivos como saneamento básico ou como moradia popular, pois um teto é o que garante a dignidade elementar de um cidadão. Olhem, foi feito um trabalho... E eu vejo aqui os bolsonaristas acusando o Governo do Presidente Lula de irresponsabilidade fiscal. O trabalho feito pelo Presidente no sentido, inclusive, de ampliação de receitas, de cortar privilégios tributários indevidos, comandado pelo Ministro Fernando Haddad, foi importantíssimo. Agora, o que não se pode é fazer um ajuste do ponto de vista da despesa pública que prejudique, por exemplo, o PAC. Quando nós falamos de uma obra de infraestrutura, de uma obra de moradia, de uma obra de saneamento, nós não estamos falando apenas de um benefício, de um direito que vai ser assegurado para uma população de determinada região; nós estamos falando de geração de emprego e renda na veia. Foi essa política que, em 2008, quando se abateu uma crise financeira sobre o mundo, permitiu que o Brasil continuasse crescendo e tivesse um crescimento extraordinário em 2010, sob o Presidente Lula, com uma política anticíclica, que não era de contração de investimentos públicos. É isso que nós defendemos. Essa é a defesa da Federação PSOL Rede. Por isso, a apresentação da emenda; por isso, a apresentação deste destaque em Plenário. Reitero aqui: no ano passado, mais de 60 milhões de brasileiros elegeram um programa nas urnas. O programa do Paulo Guedes, mão de tesoura, foi derrotado nas urnas. O programa que ganhou pela maioria do nosso povo foi o programa de recuperação de emprego, renda, crescimento econômico, com combate às desigualdades. É esse programa que nós reivindicamos nesta tribuna. Sabemos do compromisso do Presidente Lula e do seu Governo com a manutenção e a ampliação desses investimentos sociais, assim como sabemos da chantagem que é feita por setores do dito mercado em relação à economia brasileira. Os mesmos setores, Presidente Pacheco, no Governo passado apoiaram com entusiasmo, dizendo que cortes, cortes e mais cortes iriam levar à recuperação da confiança na economia, iriam levar à queda da inflação, e, no ano passado, nós vivíamos uma inflação próxima ao descontrole e uma economia ladeira abaixo. Quando se recuperou o investimento público, graças a este Congresso, em apoio com o Presidente Lula na transição e que aprovou a PEC da transição, nós descemos... Neste ano é o menor nível de desemprego desde 2015, e a inflação não subiu; ao contrário, baixou. (Soa a campainha.) O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP) Então não é a defesa de um gasto irresponsável; é a defesa de que o dinheiro público no Brasil vá servir de investimento para a maioria do povo brasileiro. Obrigado, Presidente. - 13/12/2023
O Deputado expressou preocupações sobre a proposta de reforma do ensino médio, criticando a falta de diálogo com o Governo e a comunidade educacional. Destacou que a primeira proposta surgiu durante a gestão do ex-ministro da Educação Mendonça Filho, questionando a falta de consenso com o governo eleito. Enfatizou a importância de formar cidadãos críticos, discordando da redução de horas dedicadas à formação básica. Fez um apelo para buscar entendimento e diálogo mais amplo antes de aprovar a reforma, citando Paulo Freire e a necessidade de uma educação libertadora.
Palavras-chave oficiais: Requerimento de urgência,Projeto de lei ordinária,Ensino médio,Carga horária,Ministério da Educação,Governo federal
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O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Presidente, querer encerrar um tema como esse de atropelo, de afogadilho, sem buscar consenso com o Governo, sem buscar um diálogo mais amplo com a comunidade educacional, de professores a estudantes, é de uma temeridade e profundamente antidemocrático. Aliás, não foi por acaso que a primeira proposta de reforma surgiu quando o Deputado Mendonça era Ministro da Educação de um Governo que não foi eleito pelo povo, diferente deste, que venceu com 60 milhões de votos. E me espanta, Deputado Mendonça, a dificuldade de buscar um consenso com este Governo, portanto, com agenda eleita nas urnas pelo povo brasileiro, para chegar a um modelo mais adequado, consensual, debatido em relação ao ensino médio. Não adianta entrarmos em falsa discussão, sobre ser contra ou a favor do ensino técnico. Quem aqui é contra o ensino técnico? Aliás, os Institutos Federais, feitos pelo Presidente Lula, desde o primeiro Governo, e agora retomados, permitem uma formação técnica exemplar para milhões de jovens espalhados pelo Brasil. A questão é diminuir o número de horas, como o seu relatório faz, em relação à formação básica e essencial. Este é o tema: estudantes terminarem o ensino médio sem terem um aprendizado adequado em história, em geografia. Nós temos que formar cidadãos, jovens e adolescentes. E digo isso não apenas como professor já dei aula em escola pública em São Paulo , mas também como pai de duas estudantes que agora estão entrando no ensino médio. Temos que formar a nossa geração para a vida, com capacidade de dialogar e lidar com os problemas do mundo, de fora do muro da escola, e não apenas para serem engrenagens puras e simples do mercado de trabalho. Formação é formação crítica. Formação educacional deve permitir visão e perspectiva de mundo. Termino, Presidente, lembrando aquele que é o patrono da educação brasileira, um dos maiores educadores que o planeta já produziu, chamado Paulo Freire. Educação libertadora é aquela que dialoga com a realidade do educando, e não aquela imposta com preconceitos de cima para baixo. Faço um apelo ao Deputado Mendonça e a esta Casa para que possamos chegar a um entendimento, a um diálogo com o conjunto do setor educacional, e não como imposição por uma urgência artificial como essa. Obrigado. - 29/11/2023
O Deputado orientou a bancada na votação do Projeto de Lei nº 3.268, de 2021, que declara feriado nacional o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Projeto de lei ordinária,Voto favorável,Federação PSOL REDE
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O SR. GUILHERME BOULOS (Bloco/PSOL - SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, em homenagem à Deputada Benedita da Silva, em memória de tantas lutadoras e lutadores negros na história deste País, em memória de Zumbi dos Palmares, de Dandara, de Carolina Maria de Jesus, de Luísa Mahin e de tantos outros, a Federação PSOL REDE não só orienta "sim" ao feriado da consciência negra como também parabeniza a formação da bancada negra nesta Casa e, além disso, lembra que, dos mais de 5 mil Municípios brasileiros, apenas 1.120 Municípios têm o 20 de novembro como feriado. Portanto, essa lei não é apenas simbólica. Essa lei é efetiva para que esse dia seja marcado no Brasil todo como um dia de combate ao racismo. Votamos "sim".
Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 21/12/2023 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.