
Nome civil: Gleisi Helena Hoffmann · 61 anos
Bananômetro
67/100
Trabalha bem, com espaço para melhorar.
Nota maior que a de 18% dos deputados · média do partido: 80
Por que essa nota?
- Presença em sessõespeso 40% · 84%
Aparece para trabalhar?
- Participação em votaçõespeso 35% · 67%
Vota quando precisa? (votações com registro de nome)
- Iniciativas que avançarampeso 15% · 27%
Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)
- Atividade na tribunapeso 10% · 53%
discursos na tribuna (percentil)
A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?
Personalizar pesosComo vota · Mandato atual (2023–2027)
Vota com o governo 98%das 352 votações em que o líder do Governo pediu Sim ou Não e ela votou
Vota com o próprio partido 98%das 428 votações em que o partido (ou a federação) pediu Sim ou Não e ela votou
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- dep.gleisihoffmann@camara.leg.br
- Telefone
- (61) 3215-5232
- Gabinete
- Gabinete 232, Anexo IV, 2º andar – Câmara dos Deputados, Brasília-DF
Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.
Números de Mandato atual (2023–2027)
Presença nas sessões
84%
Esteve em 220 de 262 sessões
Votou nas votações
67%
Registrou voto em 437 de 651 votações nominais
Iniciativas que viraram lei
0
de 8 projetos apresentados (0%)
Alinhamento com o governo
98%
Em 352 votações em que o Governo orientou
A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.
173 discursos na tribuna · de 06/02/2019 a 30/04/2026.
- 15/05/2019Comissão Geral
Corte de verbas orçamentárias destinadas à educação pública brasileira. Despreparo do Presidente Jair Bolsonaro.
Palavras-chave oficiais: COMISSÃO GERAL, DEBATE, CORTE, CONTINGENCIAMENTO, RECURSOS ORÇAMENTARIOS, EDUCAÇÃO, UNIVERSIDADE FEDERAL, INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA (INSTITUTO FEDERAL), JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPUBLICA.
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A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR) - Obrigada, Sr. Presidente. Minha saudação às grandes e fortes manifestações que tivemos hoje pela educação. Ministro, o senhor falou, falou, falou, mas não explicou nada sobre os cortes. Não falou sobre os cortes no ensino superior, tampouco no ensino básico, que V.Exa. diz que é prioridade, mas vocês cortaram 40% das verbas. Na realidade, o senhor se preparou e veio aqui para fazer provocações. O senhor atacou os Governos do PT, atacou Lula, atacou Dilma. Mas quero dizer uma coisa ao senhor e à sua base: o melhor Presidente da República para a educação foi Luiz Inácio Lula da Silva! (Palmas e apupos.) Gostem ou não, mas o nome de Lula está inscrito na história. O senhor disse que nós fizemos uma involução na educação e afirmou, recentemente, que a expansão na educação foi uma tragédia. Eu lhe pergunto, Ministro: é uma involução na educação ampliar recursos de 16 bilhões para 105 bilhões? Aloca-se recurso onde há prioridade. É uma involução ter criado 18 novas universidades, proporcionando a muitos jovens a oportunidade de cursar uma universidade pública, como o senhor cursou? É involução ter aberto 173 campi em universidades federais e criado mais 583 mil vagas, matrículas novas? É involução ter construído 430 escolas técnicas reconhecidas internacionalmente por sua qualidade?(Palmas.) Ainda assim, V.Exa. diz que não houve aplicação no ensino básico. Os governos que mais construíram creches foram os do PT. Foram contratadas 8.600 unidades no ensino infantil. Além disso, ampliaram-se o transporte escolar e a merenda escolar e se estabeleceu o piso nacional dos professores. Houve cotas para a população negra e indígena nas escolas públicas. Em 2001, 21,9% dos alunos em universidades eram pretos e pardos. Em 2015, este número era 43,5%. Criou-se o PROUNI e fez mais forte o FIES. O senhor se formou por uma universidade pública, apesar das suas baixas notas e do seu baixo desempenho. O senhor se acha uma tragédia por ter tido esta oportunidade? É por isso que o senhor quer tirar a oportunidade de milhões de jovens que estão na expectativa de entrar na universidade ou estão na expansão do ensino público universitário? O senhor fala aqui em não agredir, mas hoje o seu Presidente agrediu os manifestantes. Para mim, ele é um covarde, Sr. Ministro. Ele é um despreparado, assim como V.Exa. se mostrou aqui.(Palmas.) (Desligamento automático do microfone.) - 30/04/2019
Homenagem ao ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por ocasião do transcurso do Dia do Trabalho. Apoio ao Presidente da Venezuela. Inadmissibilidade de intervenção norte-americana naquele país.
Palavras-chave oficiais: DIA DO TRABALHO, HOMENAGEM, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, ENTREVISTA, CRÍTICA, POLÍTICA EXTERNA, JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, ESTADOS UNIDOS, MILÍCIA PRIVADA, FABRÍCIO QUEIROZ, EX-ASSESSOR PARLAMENTAR, FLÁVIO BOLSONARO, SENADOR, SÉRGIO MORO, MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA, DELTAN DALLAGNOL, PROCURADOR DA REPÚBLICA. VENEZUELA, ELEIÇÕES, ACORDO, DEMOCRACIA.
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A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, senhoras e senhores que nos assistem pelos meios de comunicação da Câmara, eu venho aqui hoje fazer uma homenagem ao povo trabalhador, e a faço em nome de um líder, o grande líder dos trabalhadores neste País: Luiz Inácio Lula da Silva. A última entrevista dada por Luiz Inácio Lula da Silva reverberou não só no País como também nos quatro cantos do mundo. Ele mostrou que é um líder sim. Lula é um líder que fala ao sentimento do povo, que entende a dor do povo, que defende os seus direitos, que defende a soberania do Brasil. Sabemos que por isso não deixaram Lula falar durante as eleições. Não tenho dúvida de que, solto, Lula seria Presidente. Se Lula tivesse falado durante as eleições, teria feito Haddad Presidente do Brasil, e nós não estaríamos com esse bando de loucos e vassalos governando o nosso País. Vale a pena lembrar alguns trechos da gloriosa entrevista do Presidente Lula, que calou tão fundo no coração do povo e tanta recursão teve. Lula, mesmo com sua dor, depois de mais de 1 ano preso, depois das mortes que aconteceram em sua família, principalmente a do seu neto, quando perguntado sobre o que mais lhe preocupava, disse: A situação do Brasil. Eu fico preocupado é com o Brasil. Não consigo imaginar os sonhos que eu tive para este País, quando a gente descobriu o pré-sal, para fazer este País virar gigante. Tenho orgulho e sonhei grande, porque passei a ser um Presidente muito respeitado. Aqui na América do Sul, o Brasil era referência. Fui o único Presidente a ser chamado para todas as reuniões do G-8. Eu digo porque eu era o Presidente, mas o Brasil foi muito importante no G-20. Tudo isso desmanchou. Agora o Prefeito de Nova York não quer fazer um jantar com o Presidente do Brasil. O dono do restaurante se recusa. A que ponto chegamos? Que avacalhação é essa com o nosso País? Lamento profundamente o desastre que está acontecendo no Brasil. E é por isso que eu me mantenho em pé. No dia em que eu sair daqui, eles sabem, eu estarei com o pé na estrada, para, junto com esse povo, levantar a cabeça e não deixar entregarem o Brasil para os americanos, acabar com esse complexo de vira-lata. Eu nunca vi um Presidente ficar batendo continência para a bandeira americana. Eu nunca vi um Presidente ficar dizendo: "Eu amo os Estados Unidos!" Alguém acha que os Estados Unidos vão favorecer o Brasil? Americano pensa em americano em primeiro lugar, pensa em americano em segundo lugar, pensa em americano em terceiro lugar, e, se sobrar tempo, pensa em americano. E ficam os lacaios brasileiros achando que os americanos vão fazer alguma coisa por nós. Quem tem que fazer por nós somos nós mesmos. Quando se fala em autocrítica, vem lá o Presidente com a sua sabedoria: "Vamos fazer uma autocrítica geral neste País. O que não pode é este País estar sendo governado por esse bando de malucos. O País não merece isso, e sobretudo não merece o povo. Imagina se os milicianos do Bolsonaro fossem meus amigos e da minha família". Agora eu pergunto: cadê o Queiroz? Lula continua preso, e o Queiroz, solto, fazendo vassalagem à família Bolsonaro. Mas Lula continua, um homem iluminado: "Quando sair da prisão, adoraria poder fazer um debate em uma universidade com o Moro e o Dallagnol juntos. Adoraria um debate". É um homem corajoso. "Eles levando as milhares de páginas em que contaram mentiras, e eu levando a minha verdade, cara a cara, tranquilo e - brinca ele - bonitão como eu estou hoje aqui." Na verdade, Lula não perde também o seu sentimento popular e, brincando, emenda: "Quero também comer um churrasco, uma bela picanha, uma panceta bem passadinha, e tomar, como diria o nosso querido José Alencar, um golo". São coisas simples do cotidiano do povo. Lula continua: "Eu tenho a consciência tranquila. Tenho a certeza de que durmo todo dia com a minha consciência tranquila. Dallagnol não dorme e o Moro não dorme. Aqueles juízes do TRF4 que me condenaram nem leram a sentença, fizeram um acordo lá. Era melhor que só tivessem lido e falado: 'Todo mundo aqui vota igual'". Sobre Moro e Dallagnol, continua Lula: Tinha muita gente que achava que eu deveria sair do Brasil, tinha muita gente que achava que eu deveria ir para alguma embaixada, como está lá agora o Guaidó e seu parceiro indo para a embaixada do Chile na Venezuela, tinha muita gente que achava que eu poderia fugir, e eu tomei como decisão que meu lugar é aqui, no Brasil. Eu tenho tanta obsessão em desmascarar o Moro, em desmascarar o Dallagnol e a sua turma, desmascarar aqueles que me condenaram, que eu ficarei preso 100 anos, mas não trocarei a minha dignidade pela minha liberdade. Eu quero provar a farsa montada. Sei muito bem qual é o lugar que a história me reserva, e sei também quem estará na lixeira. Então, eu tenho muitos momentos de tristeza aqui, mas o que me mantém vivo, é isto o que eles têm que saber, é que eu tenho um compromisso com este País, com este povo. Este é Lula, o grande líder político e popular da nossa história. Não há homem igual a ele. Vai demorar muito tempo para a história brasileira construir ou ter outro líder como Luiz Inácio Lula da Silva. Por isso, Presidente, eu o homenageio desta tribuna por ocasião do Dia do Trabalhador, porque foi o trabalhador que assumiu a Presidência deste País. Quando assumiu a Presidência, fez muito pelo povo pobre, pelo povo trabalhador brasileiro. Por isso, o senhor tem toda a razão, mais do que isso, tem todo o direito de dizer que este País está sendo governado por um bando de loucos e por um bando de vassalos que têm levado nosso povo a tanto sofrimento. Qual foi a repercussão, no mundo, da entrevista de Lula? Aqui, a Globo não quis mostrá-la, a Record não quis mostrá-la. Mas nós não precisamos que a Globo e a Record a mostrem. Globo e Record vão estar na lixeira da história, como disse Lula, porque se juntaram ao golpe, juntaram-se à sua prisão injusta e se juntaram à eleição desse louco e vassalo que é Bolsonaro. A entrevista de Lula repercutiu no The Guardian, repercutiu no Le Figaro, repercutiu na Fox News, repercutiu na TELESUR, mais do que isso, repercutiu, internacionalmente, em 50 mil sites, porque Lula é um líder. Ninguém vai apagar Lula dessa história. Enquanto Lula tiver voz, enquanto Lula falar, Lula vai estar gritando pelo povo brasileiro, vai estar gritando pela soberania do Brasil, vai estar gritando pelos direitos daqueles que mais precisam de um governo e, infelizmente, hoje não têm governo. Para concluir, Sr. Presidente, não posso deixar de falar do caso da Venezuela. É vergonhoso o que acontece lá, onde há um presidente autoproclamado, que não passou pelo crivo das urnas, não teve um voto. Respeitem o voto! Respeitem a eleição! É isso o que nós queremos, porque queremos paz na nossa fronteira. Os problemas que a Venezuela tem em sua fronteira só vão ser resolvidos com um grande acordo democrático e não com a intervenção daqueles que são lacaios dos americanos! Espero que o Brasil não entre numa aventura, trazendo dor e injustiça para o seu povo. - 16/04/2019
Protesto contra a apresentação pelo Presidente Jair Bolsonaro de proposta, no bojo do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias, de extinção da política de reajuste do salário mínimo com base na variação do Produto Interno Bruto - PIB. Conclamação à Casa para reação contra a medida.
Palavras-chave oficiais: POLÍTICA, VALORIZAÇÃO, SALÁRIO MÍNIMO, REAJUSTE, PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB), EXTINÇÃO, GOVERNO, JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPUBLICA, CRITICA.
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A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Sr. Presidente. Saúdo os Srs. Deputados, as Sras. Deputadas e todos que nos acompanham pelas redes sociais, pela TV Câmara ou pela Rádio Câmara. Eu venho aqui fazer algumas perguntas singelas, simples, para depois mostrar minha indignação. E eu começo perguntando: todos nós aqui sabemos quanto custa um botijão de gás? Todos nós aqui sabemos quanto custa uma cesta básica? Nós vamos ao supermercado? Nós vamos à venda para comprar o pão? Todos nós aqui sabemos quanto custa uma passagem de ônibus, quanto custa um ticket de metrô nas cidades onde há metrô? Nós realmente sabemos isso? Nós sabemos quanto custa ao povo brasileiro viver? Acho que a maioria aqui não sabe, porque ganha um salário que lhe permite não ter preocupações no fim do mês. A maioria aqui chega a um supermercado e compra a comida que precisa pôr na mesa para os seus filhos, não tem que escolher entre o arroz e o feijão, não tem que escolher entre o biscoito e o macarrão, não tem que fazer na hora da compra no mercado a seleção dos produtos que vai levar. A maioria do povo brasileiro volta do supermercado com o carrinho muito baixo, com muita vontade de comprar coisas para os seus filhos, mas sem dinheiro para isso. Esta é a realidade da maioria do povo brasileiro, meus senhores: 50% das nossas famílias têm renda média de dois salários mínimos. V.Exas. sabem o valor de dois salários mínimos? Não chega a 2 mil reais. E grande parte dessa população ganha um salário mínimo. Quase 70% dos aposentados brasileiros ganham 1 salário mínimo, 998 reais. Quem de nós nesta Casa consegue viver com 998 reais? Quem de nós se disporia a ficar 1 mês ou 2 meses vivendo com 998 reais? Quem de nós se disporia? Duvido que alguém aqui diga: "Eu abro mão do meu salário e vou viver por 2 meses com 998 reais". Pois 998 reais é o salário mínimo que Bolsonaro decretou para o povo brasileiro no fim do mês. Tinha condições de decretar 1.006 reais, porque esta Casa tinha aprovado um salário mínimo de 1.006 reais na Lei Orçamentária, mas ele tirou 8 reais. Para nós aqui, 8 reais são um troco. O que são 8 reais? Para nós não fazem falta, mas com 8 reais dá para comprar passagem de ônibus, com 8 reais dá para comprar pão no mercado. Esses 8 reais fazem muita falta para quem ganha um salário. Mas, não bastasse isso, não bastasse Bolsonaro ter tirado 8 reais de um salário aprovado nesta Casa, ele manda agora no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias uma proposta de reajuste do salário mínimo que quebra uma política que vem desde 2005, criada pelo Presidente Lula, que é a de reajustar o salário mínimo com base não apenas na inflação, mas também na variação do Produto Interno Bruto, ou seja, na variação do crescimento econômico do País. Sabem o que isso vai significar? Vai significar quase 20 reais por mês no salário do trabalhador. Sabem quanto isso vai significar por ano? Mais de 240 reais. Sabem quantos botijões de gás podem ser comprados com 240 reais? Podem ser comprados quatro botijões de gás, e quatro botijões de gás muitas vezes são suficientes para uma família viver durante 1 ano. Hoje as nossas famílias têm que escolher se vão comprar comida no mercado ou vão comprar o botijão de gás. A maioria opta por comprar comida. E sabem como cozinham? Com álcool comprado no posto de gasolina. Há muita gente se queimando por conta disso. Sabem como cozinham? Com carvão - com carvão, sim -, fazendo fumaça dentro de casa. V.Exas. acham justo fazer economia no Orçamento da União em cima do salário mínimo e tirando a renda dos aposentados? Quase 70% dos nossos aposentados ganham um salário mínimo. A política inaugurada por Lula em 2005 previa a valorização do salário mínimo. Se essa política não tivesse sido implantada, sabem quanto seria o salário mínimo hoje? Seria 573 reais. Essa política beneficiou os nossos trabalhadores e permitiu que o salário mínimo chegasse hoje a 998 reais, e ainda tungado pelo Bolsonaro, que tirou 8 reais. Poderia ser maior. Isso significa 425 reais a mais no salário mínimo. Isso significa renda na vida das pessoas. Isso significa, para um pai ou uma mãe de família, a possibilidade de comprar comida de melhor qualidade, uma cesta básica decente. Na época do Lula, gostem os senhores ou não dele, falem mal ou não dele, venham esculhambá-lo ou não aqui, uma família ia para o supermercado e voltava com o carrinho cheio, tinha condições de comprar carne, tinha condições de comprar uma cerveja para tomar no fim de semana, tinha condições de fazer um churrasco. Perguntem às famílias do Brasil o que tem ocorrido no supermercado. Elas põem e tiram, põem e tiram, põem e tiram do carrinho. Perguntem quantos trabalhadores têm vindo de bicicleta para o trabalho. Não precisam voltar aos seus Estados para perguntar isso. Perguntem aos trabalhadores daqui, ao pessoal que faz a limpeza, ao pessoal que faz a vigilância, ao pessoal que trabalha na cantina, quantos deles não vêm a pé ou têm que pegar carona, têm que se humilhar e pedir isso. Parem num sinaleiro e vejam a humilhação de uma pessoa que pede dinheiro para poder comer. É uma humilhação! Comer é direito de qualquer animal. Nós voltamos no tempo! Isso tinha que envergonhar este Congresso Nacional. Se há corrupção neste País, é essa, a de tirar dos mais pobres, de fazer com que o mais pobre fique mais pobre. Será que isso não toca ninguém dentro desta Casa? Será que não é uma violência ver alguém se humilhar, pedir dinheiro para poder comer? Você vai a um supermercado e vê pessoas na porta dizendo: "Pelo amor de Deus, compra um pacote de arroz, compra um pacote de feijão!" Qual é a dignidade de um homem ou de uma mulher numa situação dessas? E nós vamos olhar isso e achar normal? Nós não vamos dizer nada para esse Bolsonaro? Não vamos dizer que ele não pode fazer isso com o povo brasileiro? Nós vamos aceitar essa LDO? Nós vamos aceitar esse decreto? Tenhamos decência, senhores! Vamos honrar o papel que o povo nos deu. Vamos defender aqueles que mais precisam. - 11/04/2019
Balanço negativo dos 100 primeiros dias do Governo Jair Bolsonaro.
Palavras-chave oficiais: JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, GOVERNO, DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO, BOLSA FAMÍLIA, SUPRESSÃO, REAJUSTE, INFLAÇÃO, EXCLUSÃO, FAMÍLIA DE BAIXA RENDA, DESEMPREGO, PEC 6/2019, PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO, REFORMA PREVIDENCIÁRIA (2019), PREJUÍZO, APOSENTADO, BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA (BPC), ANISTIA TRIBUTÁRIA, FUNDO DE ASSISTÊNCIA AO TRABALHADOR RURAL (FUNRURAL), AGRONEGÓCIO, INDEPENDÊNCIA, BANCO CENTRAL DO BRASIL (BACEN), REPÚDIO. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, GERAÇÃO DE EMPREGO, VALORIZAÇÃO, SALÁRIO MÍNIMO.
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O SR. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, pessoas que nos acompanham pelas redes sociais, nesses 100 dias de Governo Bolsonaro, nós não conseguimos encontrar uma medida positiva sequer. Eu vim para esta tribuna algumas vezes e fiz um desafio: digam para nós apenas uma medida que seja positiva para a maioria do povo brasileiro. Não encontramos. Até mesmo um anúncio que Bolsonaro fará hoje sobre o 13º salário para o Bolsa Família não se constitui numa medida de todo positiva, porque é um engano. Na realidade, ela tenta fraudar a situação do Bolsa Família. Vou explicar por quê. O Bolsa Família é um programa complementar de renda. Foi pensado justamente porque nós temos uma população muito pobre no Brasil. Cerca de 50% da nossa população ganha, em média, dois salários mínimos por mês e grande parte desses 50% não chega a ganhar um salário mínimo, principalmente porque trabalha na informalidade. O Bolsa Família foi pensado como complemento de renda. Quando nós conseguimos fazer o maior enfrentamento à pobreza e à extrema pobreza? Quando nós começamos a criar empregos neste País e com a valorização do salário mínimo. Foi isso mesmo. O Governo do Presidente Lula criou quase 20 milhões de empregos e concedeu não só a correção da inflação ao salário mínimo, mas também o valor de crescimento da economia brasileira, dando, portanto, aumento real e aumentando o poder de compra. Sempre que o Presidente Lula aumentava o salário mínimo, fazia a correção do benefício do Bolsa Família pela inflação. Então, o Bolsa Família serviu sempre como complemento de renda ou como renda mínima para aquelas pessoas extremamente pobres que não conseguiam se colocar no mercado de trabalho por condições que eram as mais diversas possíveis. O Governo olhava por elas. Ocorre que Bolsonaro, ao dizer que vai dar o 13º salário para o Bolsa Família, está tirando a correção da inflação do benefício, ou seja, este ano o benefício do Bolsa Família não vai ser corrigido pela inflação, justamente no ano em que nós vamos ter uma inflação maior. Aliás, os dados que saíram ontem mostram que a inflação de março é a maior desde 2015. Ele vai dar o 13º salário no final e tirar a inflação. Além disso, cortou 400 mil famílias do Bolsa Família no momento em que o País passa por uma dificuldade econômica enorme. Nós temos 13 milhões de desempregados e as pessoas estão ganhando menos porque estão trabalhando em empregos precários, resultado da reforma trabalhista feita depois do golpe. Eu pergunto: que vantagem tem isso? É a velha história: eu dou com uma mão e tiro com a outra. Aliás, se ele desse a reposição da inflação, as famílias do Bolsa Família ganhariam mais no final do ano do que o 13º que ele quer dar. Por isso, nós queremos deixar este alerta aqui: cuidado com lobos em pele de cordeiro. É isso que esse Governo é. E o desemprego? O desemprego continua grassando no País. Há 13 milhões de desempregados, a renda está caindo, as pessoas estão mais infelizes. Isso é resultado de pesquisa, mas também de ouvirmos as pessoas na rua, de sentirmos o drama de cada um que vive à procura de emprego, batendo de porta em porta. Eu fico me perguntando: mas não era só tirar Dilma? Eu participei de todos os processos do impeachment. Os discursos eram fervorosos, de bater à mesa: "Tirem a Dilma, que melhora!" Tiraram a Dilma, e não melhorou. "Prendam o Lula, que melhora!" Prenderam o Lula, e piorou. Qual é a receita de vocês? Qual é a receita do Governo, do Guedes e do mercado? Como vocês vão melhorar a economia? Vocês disseram para o povo que isso era fácil, era quase mágico: vamos tirar a turma do PT! O problema do Brasil é o PT! O problema do Brasil é Lula! Eles nos acusavam de tudo, até agora sem comprovação de nada. Eu pergunto: e agora? E agora, Jair Bolsonaro? E agora, base aliada? Vocês não vão responder aos 13 milhões de desempregados que nós temos? Vocês não vão responder a quem tem renda baixa? Não. E ainda mandaram uma reforma da Previdência para esta Casa que vai tirar mais renda das pessoas, que vai tirar renda dos aposentados, porque não vai haver correção de inflação sobre os benefícios, que vai impedir as pessoas de se aposentarem, que vai retardar a aposentadoria de muita gente, que vai diminuir o BPC. É uma vergonha! É um escândalo! E hoje acordamos com a notícia, além da reforma tributária que ele quer mandar para esta Casa, para que os ricos paguem menos impostos, de que Bolsonaro vai perdoar 11 bilhões de reais dos devedores do FUNRURAL. Não está faltando dinheiro? Não estão fazendo a reforma da Previdência para economizar? Não vivem chorando que não têm dinheiro para pagar as obras que estão paradas? Não está faltando dinheiro no Orçamento da União? E vão perdoar a dívida de 11 bilhões de reais de devedores do agronegócio, de gente grande, com bufunfa? De gente grande, repito, com 11 bilhões de reais? E vão fazer uma festa porque vão dar o 13º ao Bolsa Família, que atinge quase 50 milhões de pessoas, mas não corresponde nem a 2 bilhões de reais? Isso é de perguntar, mas faltam responder. Por fim, só quero dizer que está vindo para cá a fatídica proposta do Banco Central independente. Se o Bolsonaro gosta tanto dos Estados Unidos, pelo menos podia copiar o modelo americano de autoridade monetária. O FED não é independente ou, se é independente, tem duplo mandato: cuida da inflação e cuida do emprego. Aqui o Banco Central só cuida da inflação. Portanto, é sindicato dos banqueiros. E agora quer ser independente. Banco Central é órgão de Estado, portanto, submetido a governo que é eleito. Ou temos a soberania popular efetiva ou, então, é conversa para boi dormir! Realmente, esse Governo é o Governo da destruição. É o que vimos nesses 100 primeiros dias. - 11/04/2019
Contestação ao discurso de Deputado a respeito da oradora e da Deputada Benedita da Silva.
Palavras-chave oficiais: GLEISI HOFFMANN, DEPUTADA FEDERAL, CRISTÃ, CONTESTAÇÃO, PRONUNCIAMENTO PARLAMENTAR, DEFESA, BENEDITA DA SILVA, CRISTIANISMO, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA.
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A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Eu apenas queria saudar o Deputado que falou da tribuna e dizer que Deus não é exclusivo de ninguém, de nenhuma religião, de nenhuma crença. Deus é amor. Deus está sobre todos nós nas bênçãos. Eu sou uma pessoa cristã, sobretudo. Tenho a minha formação. E fico muito impactada com um Deputado que não me conhece subir a esta tribuna e questionar que falo a paz do Senhor ou que falo em Deus. Nós não podemos chegar a esse nível de debate. Deus não serve à política, Deus serve à vida. Deus é vida. Portanto, Sr. Deputado, eu queria recolocar as questões em ordem e, em nome da Deputada Benedita, fazer um desagravo à referência feita a ela. Benedita da Silva é uma Deputada de muita fé, fervorosa, e citou sim Lula como um mártir, como uma pessoa que está sofrendo. Cristo sempre olhou para os sofredores. Aliás, Ele nunca estava do lado dos poderosos e daqueles que não entendiam quem sofria. Por isso... (Desligamento automático do microfone.) - 11/04/2019Breves Comunicações
Necessidade de esclarecimento, por parte do Presidente Jair Bolsonaro, das razões da exclusão de elevado número de beneficiários do Programa Bolsa Família; da não concessão de reajuste do benefício com base nos índices inflacionários e da concessão de anistia a devedores do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural - FUNRURAL.
Palavras-chave oficiais: JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO, BOLSA FAMÍLIA, REAJUSTE, INFLAÇÃO, EXCLUSÃO, BENEFICIÁRIO, ANISTIA TRIBUTÁRIA, DEVEDOR, FUNDO DE ASSISTÊNCIA AO TRABALHADOR RURAL (FUNRURAL), REFORMA PREVIDENCIÁRIA, CRÍTICA.
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A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Sr. Presidente. Sr. Presidente, hoje Bolsonaro anunciará o 13º salário do Bolsa Família. Seria importante que também explicasse por que cortou quase 400 mil famílias do programa no início do seu Governo e por que não vai reajustar os benefícios pela inflação, como fazia Lula. É o famoso "dar com uma mão e tirar com a outra". Ele deveria aproveitar também para explicar, nessa mesma solenidade, por que vai anistiar os devedores do FUNRURAL. Serão 11 bilhões de reais. Não é possível tanta demagogia ser feita em cima dos mais pobres deste País! Com isso tudo, ainda, a carga da reforma previdenciária, que deixará os pobres mais pobres neste País. - 04/04/2019
Transcurso do 1º ano de prisão do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Perseguição da Justiça contra o ex-Presidente da República. Denúncia de crimes cometidos pelo Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e pelo Procurador da República Deltan Dallagnol.
Palavras-chave oficiais: LIBERTAÇÃO, PRISÃO, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, VÍTIMA, DELTAN DALLAGNOL, PROCURADOR DA REPÚBLICA, SÉRGIO MORO, MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA, ACUSAÇÃO, CORRUPÇÃO PASSIVA, LAVAGEM DE DINHEIRO, ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, OPERAÇÃO LAVA JATO, PETRÓLEO BRASILEIRO (PETROBRAS), MULTA, FUNDAÇÃO PRIVADA, FUNDO PRIVADO, ESTADOS UNIDOS, PERSEGUIÇÃO POLÍTICA, JORNADA LULA LIVRE (2019).
Ler a transcrição oficial
A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Sra. Presidenta. Srs. Deputados, Sras. Deputadas, aqueles que nos acompanham pelas redes sociais, eu venho falar de 1 ano da prisão do nosso Presidente Lula. Agora, dia 7 de abril, faz 1 ano que um homem foi encarcerado, num processo em que não há provas, em que sequer há crime devidamente tipificado no ordenamento penal brasileiro. Lula é vítima de um Power Point, das convicções de um Procurador de 1ª Instância do Estado do Paraná, o Dr. Deltan Dallagnol, e da perseguição implacável de um juiz que se dizia neutro, Sergio Moro, mas que recentemente assumiu o Ministério da Justiça de Jair Bolsonaro, mostrando seu lado político. Lula foi vítima de condução coercitiva espetacular, de escutas ilegais, de abusos no processo penal. E agora nós descobrimos que tudo isso tem algo de mais forte por trás, e não só as acusações contra Lula de corrupção passiva ou de lavagem de dinheiro, como quiseram demostrar. O que está por trás é o interesse, sem precedente, do Departamento de Justiça norte-americano, que desde 2009 está treinando os componentes da força-tarefa da Lava-Jato. Em 2009, aquele Departamento de Justiça, o DOJ, fez aqui no Brasil um treinamento e tirou como objetivo uma primeira operação, uma operação prática de treinamento, que foi a Lava-Jato. Quem era o objetivo dessa operação, além de outras lideranças do PT? Luiz Inácio Lula da Silva. Hoje ficou claro por que Lula era o objetivo dessa operação: porque Lula era foco, porque Lula defendia a nossa soberania nacional. Foi Lula quem descobriu o pré-sal, foi Lula quem investiu nos BRICS, foi Lula quem investiu na União de Nações Sul-Americanas - UNASUL, foi Lula quem abriu novos mercados ao povo brasileiro, ao setor produtivo brasileiro, tirando o Brasil da posição subalterna aos americanos. Hoje nós estamos vendo exatamente o contrário: Bolsonaro devolve o Brasil à posição de bater continência aos Estados Unidos e subjugar-se aos interesses americanos. As indústrias das delações deixam evidente o caráter de perseguição a Lula. A OAS fez negociação com seus executivos, pagando a cada um deles 1 milhão de reais para que corroborassem com a delação de seu chefe, daquele que entregou Lula depois de duas vezes ter negado qualquer envolvimento com o Presidente. Refiro-me ao Sr. Léo Pinheiro. Depois ficou mais claro ainda, com os acordos de leniência que foram feitos com a PETROBRAS e com a Odebrecht. O acordo com a PETROBRAS é um acordo de lesa-pátria. Entregou o pré-sal, entregou informações relevantes para os americanos, sem sequer serem formalizadas. Aliás, está no convênio, assinado por Procuradores de 1ª instância e por Juízes de 1ª instância, que não precisava formalidade para entregar as informações. E descobrimos recentemente, nesta semana, um acordo feito com a Odebrecht na Suíça, mediado pelos Estados Unidos, para também se entregarem várias informações. Isso tudo rendeu ao Ministério Público Federal e ao Juiz Sergio Moro, da Lava-Jato, 9,3 bilhões de reais, a leniência paga, da qual 80% vieram para essas instituições. Portanto, eu venho fazer uma acusação. Quem teria que estar preso não é o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva. Quem teria que estar preso é Deltan Dallagnol e Sergio Moro. Estes, sim, incidiram em crime. Primeiro, o de corrupção passiva, conforme o art. 317 do Código Penal. Entregaram informações relevantes da PETROBRAS e da Odebrecht aos Estados Unidos e à Suíça, para prejudicar as empresas e o Brasil, e receberam por isso: 9,3 bilhões de reais. Segundo, eles incorreram também no crime de lavagem de dinheiro, conforme a Lei nº 9.613, de 1998. Criaram um fundo, que já tem dinheiro, e queriam criar uma fundação, a despeito da Procuradoria-Geral da República - PGR, para receber dinheiro em troca de terem dado as informações. Isso é lavagem de dinheiro. Terceiro, atuaram em conjunto e de maneira organizada e hierárquica para desviar recursos públicos por fora do orçamento, ao colocarem esses recursos em um fundo e em uma fundação. Portanto, eles incorrem em formação de quadrilha, com base no art. 288 do Código Penal. Por fim, eles usaram recursos obtidos de forma ilícita para sustentar e promover atividades de interesse pessoal e de seus gestores, além de interferir em questões de Governo. Isso é organização criminosa, conforme a Lei nº 12.850, de 2013. Portanto, eu acuso a Operação Lava-Jato de incorrer em quatro crimes, deixando preso um homem inocente. Mas nós vamos resistir e vamos tirar a limpo isso. A nossa luta é pelo direito do povo, a nossa luta é por soberania. Por isso, Deputada Benedita da Silva, está certa V.Exa., ao convocar todos para a Jornada Lula Livre, que começa no dia 7 de abril. Vai ser uma jornada sem tréguas, para liberarmos aquele que foi o maior Presidente que este País já teve. Tirou gente da miséria, deu dignidade ao Brasil, lutou pela nossa soberania. Foi uma época de desenvolvimento econômico e social sem precedentes na história deste País. Lula, você merece o nosso respeito! Nós estamos com você, jamais o deixaremos! E os seus algozes um dia vão, sim, confrontar-se com a história e com os crimes que cometeram. - 27/03/2019
Repúdio ao discurso em apoio à ditadura militar e ofensivo à ex-Presidenta Dilma Rousseff.
Palavras-chave oficiais: DEPUTADO FEDERAL, PRONUNCIAMENTO, APOIO, DITADURA, OFENSA, DILMA ROUSSEFF, EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, REPÚDIO.
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A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Bandido é quem está falando, Sra. Presidente, quem apoia o assassinato, quem apoia a tortura. Esses, sim, são bandidos. Nós nos envergonhamos dessa gente que vem ao plenário falar e enaltecer a ditadura e ir contra a Presidenta Dilma. A SRA. PRESIDENTE (Geovania de Sá. PSDB - SC) - Deputada Gleisi, V.Exa. está orientando? A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR) - É lamentável que pessoas como essas existam em nosso meio. - 19/03/2019
Necessidade de aprovação, pelo Congresso Nacional, de moção de repúdio à submissão do Presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos da América.
Palavras-chave oficiais: VIAGEM OFICIAL, JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, PAULO GUEDES, MINISTRO DE ESTADO DA ECONOMIA, SÉRGIO MORO, MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA, FACEBOOK, INVESTIGAÇÃO CRIMINAL, SUBMISSÃO, POLÍTICA EXTERNA, ESTADOS UNIDOS, IMIGRANTE, BRASILEIRO, ISENÇÃO, VISTO CONSULAR, VIOLAÇÃO, RECIPROCIDADE DE TRATAMENTO, CENTRO DE LANÇAMENTO DE ALCÂNTARA (CLA), BASE MILITAR ESTRANGEIRA, AGÊNCIA CENTRAL DE INTELIGÊNCIA (CIA) (ESTADOS UNIDOS), CONGRESSO NACIONAL, ACORDO INTERNACIONAL, BRASIL, IMPORTAÇÃO, TRIGO, ISENÇÃO TRIBUTÁRIA, PRIVATIZAÇÃO, CAMADA PRÉ-SAL, PETRÓLEO, PETRÓLEO BRASILEIRO (PETROBRAS), DEFESA, MOÇÃO DE REPÚDIO, CRÍTICA.
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A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Sra. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, público que nos acompanha pelas redes, é com indignação que eu subo a esta tribuna hoje, indignação pela humilhação que o povo brasileiro está tendo com essa viagem de Bolsonaro, Guedes e Moro aos Estados Unidos. Nunca se viu uma posição tão humilhante, tão subalterna a um outro país como estamos vendo agora, a começar pelo tratamento desrespeitoso com o povo brasileiro ao se dizer que os brasileiros que migram para os Estados Unidos não têm boa intenção. Quem não tem boa intenção é você, Presidente! Quem não tem boa intenção é o seu Governo, que não sabe os problemas do povo. Se alguém sai do seu país e vai para outro é porque tem muita dificuldade de viver no seu. Essa gente simples e trabalhadora, que se coloca sob risco, vai a outro país para ter oportunidades e melhorar de vida. Como se pode conceder visto livre para os americanos sem que eles o concedam para os brasileiros, com o argumento de que os brasileiros não têm esse direito porque podem ir para lá sem boa intenção? Jamais o Presidente Lula admitiria uma coisa dessas. Uma relação internacional nós fazemos olho no olho, de cabeça erguida, de maneira respeitosa, mas com decência. Não cabe humilhar o nosso povo, como aconteceu. Esta Câmara tem que votar uma nota de desagravo pelo que fez Bolsonaro ao povo brasileiro. Digo a mesma coisa em relação ao fato de ele entregar a Base de Alcântara sem nenhuma contraprestação, apenas com o aluguel de 10 milhões de dólares por ano. Isso é troco para os americanos! A Base de Alcântara é a única que pode fazer lançamento de foguete na América do Sul, e eles querem uma base militar aqui. Ela fica próxima da linha do Equador, portanto é necessário menos combustível para lançar satélites, e nós a estamos entregando sem contrapartida. Da mesma forma, é vergonhoso que Bolsonaro, seu filho e Moro tenham ido visitar a CIA. O que foram fazer numa agência de inteligência? Por que não foram visitar uma universidade ou o sistema de saúde, se é que lá tem um bom sistema? Pelo menos, já que gostam tanto de mercado, que fossem visitar as empresas americanas! Foram visitar a CIA para quê? Para grampear os brasileiros? É isso? O Brasil vai virar o Grande Irmão, e todos nós vamos ser grampeados? E o Moro agora quer um acordo com o Facebook e com o Twitter para poder ter acesso ao que nós falamos e decidir quem ele investiga, sem passar por este Congresso Nacional, sem passar pelo Judiciário. Eles estão dando uma banana para nós. Querem fechar o Congresso agora?! É vergonhoso o que estão fazendo! E o Paulo Guedes vai lá entregar o nosso trigo, Deputado Toninho, do Paraná. Não vão mais pagar imposto pelo trigo. Nós produzimos o trigo; o Rio Grande do Sul produz trigo. Temos um acordo com a Argentina porque também exportamos chocolate e carro. A nossa balança comercial com os Estados Unidos é menor que com o MERCOSUL, e nós vamos dar o nosso trigo sem nenhuma contraprestação? Por que isso? Por pena dos americanos? Mas não param aí as barbaridades: o Paulo Guedes disse que vai vender o pré-sal daqui a 3 meses. O petróleo é estratégico. Os países fazem guerra por petróleo, e nós estamos entregando o nosso. Aliás, já o entregamos de graça: o Dallagnol e o Moro já colocaram todas as informações estratégicas da PETROBRAS nas mãos dos americanos. Isso é uma vergonha! Se o Congresso Nacional tiver hombridade, decência, caráter, autoestima, e souber do seu papel constitucional, vai votar uma moção de repúdio a essa viagem, de indignação, em nome do povo brasileiro, em nome da nossa soberania, em nome da nossa altivez. Obrigada. - 27/02/2019
Contrariedade à proposta de reforma previdenciária apresentada pelo Presidente Jair Bolsonaro.
Palavras-chave oficiais: PEC 6/2019, PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO, REFORMA PREVIDENCIÁRIA (2019), VALOR, BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA (BPC), TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO, APOSENTADORIA, REAJUSTE, INFLAÇÃO, PREJUÍZO, POPULAÇÃO DE BAIXA RENDA, PREVIDÊNCIA SOCIAL, CRÍTICA, GOVERNO FEDERAL, PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT), DEFESA, TRABALHADOR.
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O SR. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Sra. Presidente, Srs. Deputados e Sras. Deputadas, eu subo à tribuna para fazer uma proposta a esta Casa, uma proposta ao Jair Bolsonaro, que mandou a esta Casa uma proposta de reforma da Previdência. Gostaria que aqueles que apoiam essa proposta pudessem viver 1 mês, 1 único mês, só 1 mês, com 400 reais, porque 400 reais é o valor do piso da aposentadoria ou da assistência que a proposta de previdência social traz para os trabalhadores brasileiros. Quatrocentos reais é o que a maioria dos membros desta Casa gasta num jantar, talvez numa garrafa de vinho, mas é o que o Governo Jair Bolsonaro está propondo para o povo, logo ele, o Presidente que se aposentou aos 33 anos de idade e que recebe 27 mil reais por mês. Não precisam olhar uns aos outros aqui para aceitar a proposta. Olhem para quem trabalha nesta Casa, para quem faz aqui os serviços gerais, para quem serve o nosso cafezinho, para quem limpa os corredores do Congresso: essa gente sacoleja nos ônibus que vêm desde a periferia para chegar aqui. Essa gente tem criança para criar, casa, família! Temos que dizer para eles que o que estão propondo para a Previdência é que, para eles se aposentarem com o salário que ganham agora - um salário já pequeno, um salário de dificuldade -, terão que contribuir por 40 anos, porque, se não contribuírem por 40 anos, ganharão 400 reais. É uma vergonha nacional o que se faz com o trabalhador e com a trabalhadora brasileira! Quem vive com 400 reais, 600 reais? Quem vive com o salário pequeno que as pessoas ganham, com o desemprego que há no País? Só um Governo que não discutiu, que não teve coragem de fazer o debate durante a campanha para propor isso. Devia ter dito a seus eleitores: "Vou mandar uma proposta de reforma da Previdência que vai aumentar o tempo de contribuição do trabalhador. Eu vou mandar uma reforma da Previdência que vai reduzir o piso de 1 salário para 400 reais. Eu vou mandar uma reforma da Previdência que vai retirar os direitos do trabalhador e da trabalhadora rural". É preciso ter vergonha na cara! Então, para esse pessoal que é vociferante aqui no plenário na defesa deste Governo tão moralista, vivam com 400 reais! Quem aqui conseguir viver com 400 reais por mês vai ter moral para votar a reforma da Previdência de Jair Bolsonaro. Agora, se não se conseguir isso, é melhor que nós coloquemos essa reforma no cesto do lixo. O povo brasileiro não merece uma coisa assim, quando 50% da nossa população vivem com até 2 salários mínimos e não conseguem estar empregados a vida toda. Como vão pagar a Previdência? Nós construímos no País um sistema de seguridade social para a proteção das pessoas, para que os mais pobres tivessem condições de sobreviver. Eu quero deixar esta proposta para a Casa: aqueles que gastam 400 reais em jantar que tiverem dignidade, que tiverem coragem, vivam com 400 reais! Só assim terão moral para votar uma reforma da Previdência tão atrasada e má com o povo brasileiro. Hoje ainda saiu a notícia de que sequer a inflação vai ser considerada para o reajuste desses salários. Pensem os senhores! Nos vivemos em um País onde a maioria é pobre, onde as pessoas se viram para viver. Então, os senhores, que ganham perto de 30 mil reais, tenham a decência de não votar uma reforma da Previdência que retira direitos dos mais pobres! Nós estaremos aqui, a bancada do PT, que sempre esteve ao lado do povo brasileiro, junto com Lula, que sempre deu dignidade ao povo brasileiro, defendendo o povo e os trabalhadores. Mas reitero a proposta: vivam com 400 reais e terão moral para votar a reforma da Previdência! - 14/02/2019
Falta de embasamento de ataques da base governista ao ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT. Inexistência de ações no âmbito do Governo Jair Bolsonaro em prol do povo brasileiro.
Palavras-chave oficiais: LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, EX-PRESIDENTE DA REPUBLICA, PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT), DEFESA. JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPUBLICA, CRITICA.
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O SR. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, quem nos acompanha pela TV Câmara e pelas redes sociais, fiquei aqui observando as falas que me precederam neste plenário. Entre manifestações pornográficas e de plágio explícito, depósitos em contas não explicadas, aos poucos, essa base do Governo vai transformando a política na sua cara, desqualificada e agressiva, infelizmente, para os desígnios deste País, que precisava ter no Congresso posturas firmes em defesa do povo brasileiro. Vêm aqui atacar Lula e o PT exatamente para esconder suas falhas. Por que até agora não explicaram o depósito na conta de Michelle Bolsonaro? Quantos depósitos acharam na conta de Marisa? Quantos depósitos acharam na conta de Lula? Quantos depósitos acharam na conta de seus filhos? Mas acharam vários na conta de Flávio Bolsonaro e de Michelle Bolsonaro também. Por que não explicam isto aqui? Porque isto não têm explicação. Por que não explicam a relação com as milícias que mataram Marielle, a que Bolsonaro, seus filhos e esta base aqui tanto dão graças e acham bonito? Por que não explicam isto, envolvidos com mortes violentas? Não, mas atacam o Presidente Lula, atacam o PT. Mas isso vocês não vão conseguir desconstruir. Sabem por quê? Porque o PT e o Presidente Lula têm história, história que vocês não têm. Nós não fomos criados no submundo da Internet, financiados por magnatas internacionais, nem somos filhos do ódio, do rancor e do preconceito. Nós nascemos da história de luta do povo brasileiro. O Presidente Lula foi forjado na luta dos sindicatos, na luta popular, tem base neste País. É por isso que vocês precisaram prender o Lula para poder ganhar a eleição. Essa é a realidade. Senão, vocês não ganhavam, não conseguiam vencer Lula. Mesmo com toda a desconstrução que vocês fizeram, Lula seria eleito preso da República. É isso que vocês não aguentam. Mas eu queria deixar um desafio aqui, que não é só falar das barbaridades que vocês fazem. Eu desafio as Lideranças do Governo a subirem à tribuna e me darem cinco, apenas cinco, boas ações do Governo Bolsonaro neste 1 mês e meio, porque eu vou dar cinco más ações. Quando podia aumentar o salário mínimo, porque o Congresso Nacional já havia aprovado o de 1.006 reais reduziu-o para 958 reais; cometeu o crime contra os produtores de leite do Brasil, e agora não sabe como recuar e resolver o problema; três, tivemos retrocesso e vamos ter um subsídio à agricultura, que eles estão querendo tirar; tiraram o subsídio da energia para o produtor rural, e nós perdemos o nosso mercado de frango para parte dos países árabes. Então, digam-me que espécie de Governo vocês estão fazendo. Não têm moral e não entregam ao povo brasileiro aquilo de que o povo precisa. Nós temos, sim, uma série de programas e projetos, que, com muita honra, entregamos ao povo brasileiro: aumento real do salário mínimo, renda distribuída, crédito, emprego gerado, e eu desafio vocês a fazer um terço do que o Presidente Lula e o PT fizeram no Governo. - 06/02/2019
Indignação da oradora com a nova condenação judicial imposta ao ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Natureza política da prisão do ex-Presidente da República.
Palavras-chave oficiais: REPÚDIO, CONDENAÇÃO, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, FALTA, PROVA JUDICIAL. DEFESA, PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT).
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A SRA. GLEISI HOFFMANN (Bloco/PT - PR. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, senhoras e senhores que nos acompanham pelas redes sociais desta Casa, não podia ser outra a minha fala, ao subir a esta tribuna, senão a de mostrar a indignação pela segunda condenação do ex-Presidente Lula, num processo completamente sem provas, aliás num processo sem tipificação criminal. Eu gostaria de saber quais são as provas de corrupção contra o Presidente Lula? Quais são as provas de lavagem de dinheiro contra o Presidente Lula? Nenhuma! Até agora, nenhuma! O absurdo da sentença exarada hoje pela juíza de plantão, deixada lá por Sergio Moro, diz o seguinte: Embora a defesa de Luiz Inácio Lula da Silva tente diminuir a credibilidade dos depoimentos prestados por colaboradores e pelos corréus Léo Pinheiro e José Aldemário, é fato que tais depoimentos são corroborados por relatórios de auditoria... Senhores, corréus Léo Pinheiro e José Aldemário? Trata-se da mesma pessoa! Uma juíza que dá uma sentença, citando isso, não é porque é incompetente do ponto de vista judicial; é incapaz e atua de má-fé. É um processo sem tréguas de perseguição a Lula. Sabem por que perseguiram Lula? Por que condenaram Lula? Por que prenderam Lula? Para impedir que Lula fosse Presidente da República. Este foi o serviço sujo do Sr. Sergio Moro, junto com sua equipe em Curitiba: tirar Lula do caminho para que a extrema direita pudesse chegar ao poder, porque, se tentasse chegar por meios lícitos, legais e de debate com o povo, não assumiria a Presidência da República. Junto a isso, as fake news de roldões no submundo da Internet! Aqueles que vêm aqui comemorar a prisão de Lula, no plenário, deveriam se envergonhar da forma como chegaram ao poder. Prenderam o líder mais popular da história deste País, aquele que tem o aceite do povo, aquele líder que, em 500 anos de história deste Brasil, proporcionou ao povo brasileiro o direito a comer, porque até então a fome fazia parte da paisagem deste País e todos achavam natural. Lula está preso pelos seus acertos. Lula está preso porque ousou colocar o pobre na agenda do País. Esses que vêm aqui comemorar são túmulos caiados, brancos por fora, podres por dentro. Têm que vir explicar aqui o laranjal da família Bolsonaro. Por que Flávio Bolsonaro não responde às acusações? Que história é essa de ligação com milícias, do assassinato de Marielle? Essa gente tem explicação a dar ao Brasil, de desvio de fundo partidário, de utilizar mulheres como laranja nas suas chapas eleitorais. É essa gente que vem falar de moral, quando não tem moral, tem uma vida pregressa que não passaria no crivo popular se o povo conhecesse. Esses que vêm aqui pregar o fim do PT não conhecem a história. Mas Lula e o PT são maiores do que isso, porque construímos lastro popular não nas redes de Internet, com fake news financiadas por Steve Bannon. E o construímos na luta, construímos no enfrentamento, construímos na representação. O PT sempre esteve ao lado do povo e ao lado do povo vai ficar. Nós vamos, com certeza, mostrar ao País e, sobretudo, à história a inocência do Presidente Lula, a injustiça, a maldade e a crueldade que essa gente está fazendo. Sergio Moro e sua turma, Bolsonaro e sua turma, todos esses que hoje o perseguem pagarão o preço da história, porque Lula já está inscrito no seu livro. O resto ficará no seu lixo! - 06/02/2019
Protesto contra a nova condenação judicial imposta ao ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Palavras-chave oficiais: REPÚDIO, CONDENAÇÃO, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA.
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A SRA. GLEISI HOFFMANN (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Sr. Presidente. Serei muito rápida. Eu só quero deixar registrado neste plenário que brutalidade é o que fizeram hoje com o Presidente Lula, ao condená-lo pela segunda vez num processo sem provas, com cerceamento de defesa. Quero deixar registrada a posição da Juíza de plantão que fez isso, ao dizer que Lula estava condenado, corroborando o depoimento de 2 delatores: Léo Pinheiro e outro, com o nome correto de Léo Pinheiro, José Aldemário, como sendo outro delator. Eles são a mesma pessoa, Sr. Presidente. Isso mostra não que a Juíza não era competente para o caso; mostra a incapacidade judicial. O que estão fazendo com o Presidente Lula é uma perseguição sem precedentes neste País, exatamente quando o Lula, agora, está para ser o próximo Nobel da Paz. Muito obrigada.
Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 17/12/2019 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.