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Detector de Bananada
Foto de Gleisi Hoffmann

Deputada · Câmara

Gleisi Hoffmann

PT · PR

Esquerdapor que esse rótulo?● Em exercício

Nome civil: Gleisi Helena Hoffmann · 61 anos

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Bananômetro

Bananômetro: 67 de 100, Tá no Caminho0406080100

67/100

Tá no Caminho

Trabalha bem, com espaço para melhorar.

Nota maior que a de 18% dos deputados · média do partido: 80

Por que essa nota?
  • Presença em sessõespeso 40% · 84%

    Aparece para trabalhar?

  • Participação em votaçõespeso 35% · 67%

    Vota quando precisa? (votações com registro de nome)

  • Iniciativas que avançarampeso 15% · 27%

    Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)

  • Atividade na tribunapeso 10% · 53%

    discursos na tribuna (percentil)

A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?

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Como vota · Mandato atual (2023–2027)

Vota com o governo 98%das 352 votações em que o líder do Governo pediu Sim ou Não e ela votou

Vota com o próprio partido 98%das 428 votações em que o partido (ou a federação) pediu Sim ou Não e ela votou

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E-mail
dep.gleisihoffmann@camara.leg.br
Telefone
(61) 3215-5232
Gabinete
Gabinete 232, Anexo IV, 2º andar – Câmara dos Deputados, Brasília-DF

Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.

Números de Mandato atual (2023–2027)

Presença nas sessões

84%

Esteve em 220 de 262 sessões

Melhor que 10% dos deputadosMédia do partido: 95%

Votou nas votações

67%

Registrou voto em 437 de 651 votações nominais

Melhor que 16% dos deputadosMédia do partido: 83%

Iniciativas que viraram lei

0

de 8 projetos apresentados (0%)

1 avançaram · 7 em andamento · 0 arquivados ou rejeitados

Alinhamento com o governo

98%

Em 352 votações em que o Governo orientou

Mais governista que 93% dos deputadosMédia do partido: 98%

A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.

173 discursos na tribuna · de 06/02/2019 a 30/04/2026.

  • 03/09/2019Breves Comunicações

    Crítica à política econômica neoliberal do Governo Jair Bolsonaro. Utilização de reservas internacionais acumuladas pelo Governo Luiz Inácio Lula da Silva para a superação da crise econômica brasileira.

    Palavras-chave oficiais: GOVERNO FEDERAL, CRISE ECONÔMICA, DESEMPREGO, POLÍTICA CAMBIAL, CRÍTICA. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, RESERVAS INTERNACIONAIS, ELOGIO.

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, eu quero falar aqui sobre a crise da economia brasileira. Ontem, o Presidente Jair Bolsonaro disse que o problema da economia são os economistas. Eu quero dizer que são os economistas dele, Paulo Guedes e companhia. São eles que estão implantando uma política neoliberal extremada no Estado brasileiro. Estamos com alto índice de desemprego, falta de renda, endividamento do povo, e não há uma proposta para tirar o povo da crise. Aliás, o Brasil só não está pior, Sr. Presidente, porque nós temos as reservas internacionais, deixadas por Lula, que agora estão sendo queimadas para fazer política cambial. Então, eu queria deixar registrado neste plenário, onde eu ouvi várias vezes culparem Lula e Dilma pela crise econômica, que quem está salvando a economia do Brasil hoje é Luiz Inácio Lula da Silva, por ter deixado as reservas internacionais. Obrigada.
  • 22/08/2019

    Responsabilidade do Presidente Jair Bolsonaro pelas queimadas na Amazônia. Prejuízos causados à economia nacional e à imagem do País no exterior pela política ambiental adotada pelo Governo brasileiro. Combate ao desmatamento pelos Governos petistas. Exigência de retratação, pela Rede Globo de Televisão, de reportagem veiculada pelo Jornal Nacional comparativa do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o Presidente Jair Bolsonaro. Anúncio de apresentação, à Organização das Nações Unidas - ONU, de denúncias sobre a situação do meio ambiente e dos direitos humanos no Brasil. Convocação da militância petista e de movimentos sociais para participação em manifestações em defesa da floresta amazônica.

    Palavras-chave oficiais: JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, RESPONSABILIDADE, INCÊNCIA FLORESTAL, QUEIMADA, FLORESTA AMAZÔNICA, DESMATAMENTO ILEGAL. FUNDO AMAZÔNIA, DOAÇÃO, RECURSOS FINANCEIROS, ALEMANHA, NORUEGA. GOVERNO, PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT), PRESERVAÇÃO AMBIENTAL, REDUÇÃO, DEMASTAMENTO ILEGAL, FLORESTA AMAZÔNICA. REDE GLOBO DE TELEVISÃO, JORNAL, COMPARAÇÃO, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, POLITICA PÚBLICA, PRESERVAÇÃO AMBIENTAL, AGRICULTURA SUSTENTÁVEL. RELATÓRIO (DOCUMENTO ADMINISTRATIVO), DENÚNCIA, ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU), POLITICA PÚBLICA, DIREITOS HUMANOS, PRESERVAÇÃO AMBIENTAL. MANIFESTAÇÃO PÚBLICA, DEFESA, FLORESTA AMAZÔNICA.

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Eu lhe agradeço. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, aqueles que nos acompanham pelas redes sociais, pela TV Câmara e pela Rádio Câmara, venho com muita tristeza a esta tribuna na tarde de hoje falar sobre o desmatamento e as queimadas na nossa Amazônia, bem como sobre o desrespeito ao meio ambiente brasileiro. Nota técnica do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia diz que as queimadas na Amazônia em 2019 seguem o rastro do desmatamento, não da seca. O número de focos de calor registrados na Amazônia já é 60% mais alto que o registrado nos últimos 3 anos. O pico tem relação com o desmatamento, não com a seca. Não há fogo natural na Amazônia, diz o instituto. O que há são pessoas que praticam queimadas, que podem piorar e virar incêndios. Isso é muito triste! Isso depõe não apenas contra nosso meio ambiente, mas também contra a vida dos nossos povos originários, das populações indígenas, dos quilombolas. Esta prática depõe contra a saúde das populações que vivem na Região Amazônica. Isso depõe contra a produção brasileira. Nós demoramos muito para receber um selo ambiental para nossos produtos, para nossa agropecuária. Agora isso está sendo jogado no lixo, e isso está acontecendo pela ação de um Presidente da República, a meu ver, ilegitimamente eleito, mas que hoje se senta na cadeira da Presidência da República. É esse Presidente da República que incentiva o desmatamento, que incentiva as queimadas! Ele, que já se orgulhava de se intitular o Presidente motosserra, agora se orgulha de ser o Presidente Nero. É por causa da posição desse Presidente, que acha que a Amazônia tem que ser desmatada, que fazendeiros do Pará tristemente instituíram o Dia do Fogo. Um pequeno jornal do Pará, a Folha do Progresso, de Novo Progresso, publicou matéria dizendo que os produtores rurais do Município se organizaram e, amparados nas palavras de Jair Bolsonaro, coordenaram a queima de pastos e de áreas em processo de desmatamento na mesma data: escolheram o dia 10 de agosto. Pois bem. Essa queimada insana trouxe prejuízos imensos não apenas para a população da região, mas também para todo o Brasil. O dia virou noite em São Paulo. Tivemos problemas de fumaça, tivemos agravado o problema ambiental das nossas comunidades e dos nossos animais. Pois bem, é esse Presidente, o Presidente motosserra, que está incentivando manifestações como essas. Aliás, o Brasil está sendo rechaçado no mundo inteiro, Deputado Célio, porque o desmatamento na Amazônia registrou um aumento de 278% em relação ao mesmo mês do ano passado. Esses são os dados registrados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE, um instituto reconhecido internacionalmente, no qual Bolsonaro interveio, mandando proibir a divulgação dos dados. A gravidade é tanta na questão ambiental brasileira que a Alemanha e a Noruega suspenderam o dinheiro - 283 milhões - que passavam para o Fundo Amazônia, uma cooperação internacional criada por Lula em 2008. Bolsonaro disse que não precisa desse dinheiro. Mas, na semana passada, ele disse que está sem dinheiro, que o Brasil não tem dinheiro nenhum, que os Ministérios não têm dinheiro. Então, como ele rechaça um dinheiro que pode ajudar a nossa proteção ambiental? E aí eu me pergunto: nesta proteção ambiental, na defesa da nossa Amazônia, onde estão as Forças Armadas? Onde está a Força Nacional de Segurança? As Forças Armadas e a Força Nacional de Segurança sempre foram um ponto importante nas políticas dos Governos Lula e Dilma para a proteção da região da Amazônia. Generais que estão no Governo do Bolsonaro, respondam, por favor: o que vocês estão fazendo com as Forças Armadas Brasileiras? Estão ajudando o Brasil a passar vergonha! Falam aqui de Lula e de Dilma. Eu queria resgatar o que significou esses governos para a questão ambiental. Em 2014, o Brasil ganhou o reconhecimento das Nações Unidas como um exemplo que o mundo deveria seguir no combate ao desmatamento. A entidade atribuía o resultado ao sucesso das políticas de preservação da floresta iniciadas por Lula nos anos 2000. Diz a ONU: "As mudanças na Amazônia brasileira na década passada e sua contribuição para retardar o aquecimento global não têm precedentes". Isso é de um relatório da ONU. Lula reduziu o desmatamento anual na Amazônia de 27.772 quilômetros quadrados em 2004 para apenas 7 mil quilômetros quadrados em 2010, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial, o INPE, esse que Bolsonaro quer fechar. Sabe o que é mais trágico, Deputado Célio Moura? O Itamaraty, a mando do Bolsonaro, fez um telegrama para todas as embaixadas no exterior colocando esses dados para que os embaixadores defendessem o Brasil dos ataques que está recebendo por não cuidar de seu meio ambiente. Mas eles são tão fraudadores - canalhas, eu diria - que eles não colocaram que esses dados se referiam aos Governos de Lula e de Dilma, até porque, no Governo Bolsonaro, eu já disse, o aumento do desmatamento foi de 278%. Então, fraudaram o período. É uma vergonha isso! A queda no desmatamento nos Governos Lula e Dilma foi de 82% - 82%! Eu era a Chefe da Casa Civil e tive a honra de estar junto com a Ministra Izabella, do Meio Ambiente. Nós mobilizávamos as Forças Armadas e a Força Nacional de Segurança para atuarem em solo amazônico. As vantagens e as melhorias do Lula e da Dilma nessa área foram imensas, tanto que o Itamaraty está usando os nossos dados, os dados dos nossos Governos, para tentar proteger o Brasil. É muita canalhice isso! Eu queria também repudiar o que fez o Jornal Nacional, da Rede Globo, ao comparar Lula a Bolsonaro. Lula nunca permitiu que nenhum país interviesse aqui no Brasil e sempre disse, em relação à questão ambiental, que nenhum país podia cobrar do Brasil o que não fez no seu solo, e ele tinha razão. Mas, ao contrário de Bolsonaro, Lula disse que ia mostrar para o Brasil e para o mundo que podia fazer preservação ambiental e ter produção agrícola sustentável. E fez isso. Na época de Lula, nós combinamos expansão da produção agrícola com proteção do meio ambiente, tanto que o ex-Ministro Blairo Maggi deu uma entrevista há 2 semanas dizendo que teme pelo comércio internacional dos nossos grãos, da nossa produção agrícola, pelas besteiras que Bolsonaro está falando e fazendo. Nós vamos perder o selo ambiental. Isso é prejudicial para a economia do Brasil. É isso que essa gente estúpida politicamente tem que entender. Então, quero repudiar a atitude do Jornal Nacional de fazer essa comparação. A diferença é imensa, Jornal Nacional! Vocês se retratem. Nós temos um pedido de retratação. Quero dizer que fui incumbida, como Presidente do PT, pelo Fórum dos Partidos de Oposição, a dirigir um documento ao escritório do coordenador-residente do Sistema Nações Unidas aqui no Brasil pedindo que nos receba - e aí eu convidaria todos os partidos políticos que defendem o meio ambiente e os direitos humanos, que não são uma questão ideológica ou uma questão política, para nos acompanhar -, porque nós queremos solicitar uma conferência com Michelle Bachelet para entregar a ela um relatório sobre o que está acontecendo no Brasil. As Nações Unidas, que já elogiaram o Brasil, precisam estar aqui, precisam observar o que está acontecendo com relação aos direitos humanos e ao meio ambiente, precisam ajudar o Brasil. E queremos também que uma comissão de Parlamentares desta Casa - e vamos solicitar isto ao Presidente Rodrigo Maia - se dirija às Nações Unidas, ao Secretário-Geral da ONU, para falar sobre a situação do meio ambiente e dos direitos humanos no Brasil. É fundamental que façamos essa denúncia sobre o que está acontecendo no Brasil. Nós queremos de novo o respeito e o reconhecimento mundial pela forma como tratamos as nossas florestas, os direitos das comunidades originárias, os direitos da nossa população. Por isso, nós vamos recorrer, sim, ao Sistema Nações Unidas, do qual o Brasil faz parte, para denunciar o que está acontecendo aqui. Mas, mais do que isso, queria conclamar a nossa militância do PT e os movimentos sociais para que se unam às manifestações que estão sendo convocadas nas ruas - e são muitas, Deputado Célio, muitas - para este final de semana em defesa da Selva Amazônica, que é uma das maiores riquezas que nós temos, um diferencial entre todos os países, com a qual, infelizmente, pela estupidez, pela ignorância, pela má-fé e pelo descompromisso com a soberania nacional, Jair Bolsonaro está querendo acabar. Eu faço aqui um apelo a todos os nacionalistas para que se juntem a nós em defesa do Brasil.
  • 20/08/2019

    Questão de ordem sobre a necessidade de adoção, pela Casa, de providências a respeito do mandado de busca e apreensão expedido por juíza de primeira instância contra a Deputada Professora Rosa Neide.

    Palavras-chave oficiais: QUESTÃO DE ORDEM, JUÍZA DE DIREITO, BUSCA E APREENSÃO, DOMICÍLIO, PROFESSORA ROSA NEIDE, DEPUTADA FEDERAL, INCONSTITUCIONALIDADE, VIOLAÇÃO, IMUNIDADE PARLAMENTAR, MANDATO PARLAMENTAR, COMPETÊNCIA JURISDICIONAL, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF), DEFESA, CONGRESSO NACIONAL.

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Para uma questão de ordem. Sem revisão da oradora.) - Muito obrigada, Deputada Soraya. A minha questão de ordem é com base no art. 21, do Regimento Interno, combinado com o art. 53 da Constituição Federal. Tivemos na semana passada um ato de violência praticado contra um membro desta Casa, contra a nossa Deputada Professora Rosa Neide, do Mato Grosso: um mandado de busca e apreensão expedido por uma juíza de primeira instância. A Polícia Civil entrou na casa da Deputada para fazer a busca e apreensão. A Deputada não é investigada, não é indiciada, não é denunciada, não consta de nenhum processo criminal. Não é possível que continuemos tendo a inviolabilidade do mandato parlamentar dessa forma. Não é direito da Polícia Civil ou de uma juíza de primeira instância determinar busca e apreensão na residência de um Parlamentar. Isso viola a Constituição Federal. Portanto, quero deixar registrado esse fato e pedir a esta Casa, a Câmara dos Deputados, que tome os procedimentos necessários para corrigir essa violência feita com a Deputada Professora Rosa Neide. Não é uma violência à Deputada Professora Rosa Neide apenas, é uma violência ao Parlamento brasileiro. Qual é o direito, qual é a prerrogativa em que se baseiam uma juíza de primeira instância e a Polícia Civil, para entrar na casa de um Parlamentar e fazer busca e apreensão? Ainda que esse Parlamentar fosse investigado, a Constituição Federal é clara: cabe ao Supremo Tribunal Federal qualquer decisão que possa vir sobre o mandato parlamentar. Portanto, quero pedir para que a Casa tome as providências em defesa da Deputada Professora Rosa Neide, que é inocente. Repito: não há qualquer indiciamento, qualquer denúncia, qualquer investigação sobre ela. Isso é uma violência ao mandato e à soberania popular. A SRA. PRESIDENTE (Soraya Santos. PL - RJ) - Deputada Gleisi Hoffmann, quero apenas deixar registrado que a Mesa já tem ciência do caso e que fizemos questão de lhe dar a palavra para que pudesse ser feito o registro em plenário. Tão logo a Mesa vai se pronunciar sobre o assunto. Chamei para fazer o encaminhamento a favor do requerimento o Deputado Airton Faleiro.
  • 20/08/2019

    Transcurso dos 500 dias da prisão do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pedido ao Supremo Tribunal Federal de determinação da soltura do ex-Presidente da República.

    Palavras-chave oficiais: CRÍTICA, SÉRGIO MORO, MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA, PRISÃO, PERSEGUIÇÃO POLÍTICA, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, ELEIÇÃO, JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF), DEVIDO PROCESSO LEGAL, JULGAMENTO.

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Obrigada. Hoje se completam 500 dias de injustiça, 500 dias que resultam de uma perseguição implacável ao Presidente Lula por um juiz, Sergio Moro, esse juiz que se tornou Ministro de Bolsonaro após ter tirado Lula do caminho político, após ter impedido sua candidatura, após ter impedido que Lula disputasse e ganhasse as eleições. São 500 dias de muita indignação para nós. Tudo o que nós pedimos é que Luiz Inácio Lula da Silva tenha um julgamento justo, com direito a um juiz isento, e possa provar nos autos a sua inocência. Não queremos mais do que isso, nem ele quer. Pedimos ao Supremo Tribunal que faça justiça neste País, que restabeleça a ordem e garanta a liberdade de Lula e um julgamento justo para ele, com um juiz isento.
  • 15/08/2019

    Solidariedade ao Deputado Márcio Jerry. Inexistência, no âmbito do Governo Jair Bolsonaro, de propostas para enfrentamento da crise econômica brasileira. Apresentação, pelo PT, do Plano Emergencial de Emprego e Renda.

    Palavras-chave oficiais: PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT), DOCUMENTO, ECONOMIA, GERAÇÃO DE EMPREGO, RENEGOCIAÇÃO, DÍVIDA, FAMÍLIA, OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL, INFRAESTRURA, CONSUMO, INCENTIVO.

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Sr. Presidente. Começo manifestando a minha solidariedade ao Deputado Márcio Jerry. Hoje eu vim falar de um problema muito grande que afeta o povo brasileiro e que traz crise. Refiro-me à falta de emprego, à falta de renda, à dor por que o nosso povo está passando. Infelizmente, este Governo do Jair Bolsonaro não tem uma palavra, não tem uma proposta para tirar o povo brasileiro desta crise. O PT faz oposição a este Governo, sistemática e contundente, mas o PT também tem responsabilidade com o País. Por isso, nós apresentamos ao Brasil o Plano Emergencial de Emprego e Renda, com propostas para tirar o nosso povo da crise. (Exibe documento.) É um conjunto de medidas articuladas entre si para gerar emprego e renda e para renegociar a dívida das famílias - mais de 62 milhões de pessoas estão hoje endividadas. Esse programa se baseia em dois vetores, compreende dois vetores: a aceleração das obras de infraestrutura, com a retomada de obras paradas, e o estímulo ao consumo das famílias. Cada uma das ações que nós propomos nesse programa tem uma fonte de financiamento, e ela não vai elevar o déficit público. Com o dinheiro que temos hoje já disponível no Orçamento da União e com outras fontes, temos condições de tirar o povo da crise. O primeiro conjunto de medidas diz respeito a infraestrutura e obras emergenciais e cria 3 milhões de empregos de imediato, através dos empregos emergenciais, da retomada de pequenas obras em Estados e Municípios, de serviços temporários e da realização de manutenção de prédios públicos. É preciso retomar quase 8 mil obras paradas no Brasil. Como V.Exas. sabem, é a construção civil o setor que mais emprega hoje no País. Obra parada não emprega e também queima dinheiro público que já foi investido. Outra medida proposta é a revisão e a ampliação do Programa Minha Casa, Minha Vida. Nós investíamos na construção de 500 mil casas todos os anos. Hoje são construídas menos de 200 mil casas. Além de habitação, nós também ofereceríamos emprego, com a retomada dessas obras. Como fim desse conjunto de primeiras medidas, cito a implantação de um processo de retomada de concessões, de reorganização dos contratos, de renegociação dos contratos de concessão de estradas, de aeroportos, de portos, e de retomada do financiamento pelo BNDES. O segundo conjunto de medidas diz respeito ao consumo das famílias. Além de gerar empregos, nós precisamos pagar bons salários. Portanto, a primeira medida seria recuperar o valor real do salário mínimo, aquela política que o Presidente Lula implantou: além da inflação, a variação do PIB, da riqueza acumulada do Brasil. Nunca - nunca - o salário mínimo deveria ter reajuste menor do que 1% todos os anos, para garantir renda às pessoas. A maioria do nosso povo ganha um salário mínimo. Além disso, nós precisamos valorizar o Programa Bolsa Família. Há muitos pobres no Brasil. Muita gente está passando fome. Precisamos fazer uma política ativa, de busca de famílias em estado de pobreza, e colocar mais 1 milhão de pessoas no Bolsa Família. Sobre esse 13º salário criado por Bolsonaro, nós não precisamos de 13º no Bolsa Família. Nós pegaríamos esse dinheiro e passaríamos para as parcelas do Bolsa Família, agora, a partir dos meses de agosto e setembro, e voltaríamos com o reajuste da inflação. Nós faríamos também a correção da tabela do Imposto de Renda. É um absurdo a isenção do Imposto de Renda atingir quem ganha até 1.900 reais somente. Temos que ampliar essa margem, pelo menos para quem ganha até 4 mil reais não pagar Imposto de Renda, e cobrar mais, aí sim, das faixas de renda mais elevadas. Nós faríamos também uma renegociação das dívidas das famílias. Não é possível que 62 milhões de pessoas tenham dívidas no País. As pessoas não podem consumir, não podem mais ter crédito. Os bancos públicos entrariam como o motor primeiro para isso. Os bancos estão tendo muito lucro. Não seria problema retirar um pouquinho do lucro dos bancos para dar a essas famílias um abatimento nas suas dívidas, para alongar o prazo, renegociar suas dívidas. Com isso, nós colocaríamos de novo o consumo das famílias para girar a economia brasileira. Essas medidas que o PT está propondo custam pouco e têm grande impacto. Nós também faríamos uma política de preços de combustíveis. A PETROBRAS não tem que internacionalizar e dolarizar os preços dos combustíveis. Podemos produzir gasolina no Brasil. Por que temos que importar? Com isso, diminuiríamos muito o custo e retomaríamos os investimentos da PETROBRAS. Agora, para isso, a PETROBRAS tem que parar de ser privatizada. O custo total desse programa que o PT apresenta ao Brasil é de 184,8 bilhões de reais. Isso será financiado, primeiro, pela cessão onerosa do pré-sal, por recursos que a União vai receber quando fizer as licitações dos campos de petróleo do pré-sal. São 50 bilhões, que eles querem usar no pagamento da dívida e no abatimento do déficit público. Se nós colocarmos esse dinheiro para circular na economia, o déficit público será abatido, porque vamos aumentar a arrecadação com o aumento da atividade econômica. Nós também pegaríamos dinheiro das reservas internacionais, pegaríamos 10% das reservas, o que dá 34 bilhões de dólares. O próprio Fundo Monetário Internacional disse que temos essa margem para trabalhar com as reservas. Pegaríamos mais 100 bilhões de recursos fiscais que já estão no Orçamento da União para investimentos e também das estatais. Isso daria, portanto, para nós, os 184 bilhões, e recuperaríamos a economia brasileira, dando para o povo brasileiro condições dignas de vida. Esse é o plano emergencial que o PT apresenta ao País. Tenho certeza de que, se ele for posto em prática, nós melhoraremos as condições de vida do povo brasileiro e o tiraremos da crise. O plano está à disposição. Se este Governo tiver coragem realmente de enfrentar a crise, ele pode utilizar esse programa. Nós vamos debater com a sociedade. O que queremos é resolver o problema do povo. Bolsonaro tem que parar de falar besteira e cuidar da administração do País. O PT vai estar onde sempre esteve: ao lado do povo.
  • 14/08/2019Breves Comunicações

    Dificuldades financeiras enfrentadas pela população brasileira. Retirada de direitos dos trabalhadores pela Proposta de Emenda à Constituição nº 6, de 2019, sobre a reforma da Previdência Social. Repúdio à atuação do Presidente da República. Apresentação, pelo PT, do Plano Emergencial de Emprego e Renda.

    Palavras-chave oficiais: PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT), OPOSIÇÃO POLÍTICA, PLANO EMERGENCIAL, EMPREGO, RENDA, COMBATE, CRISE ECONÔMICA, DESEMPREGO, CRÍTICA, GOVERNO FEDERAL.

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Sem revisão da oradora.) - Colegas, nosso País está sofrendo, nosso povo está sofrendo - está sofrendo com o desemprego, com a baixa renda e com as dívidas que tem; está tendo dificuldades para criar seus filhos, a sua família. Enquanto isso, esta Casa aprova um conjunto de reformas que retira ainda mais direitos dos trabalhadores, como aconteceu aqui ontem, como ocorreu com a reforma da Previdência. E o Presidente da República só fala besteiras e bobagens, pratica arbitrariedades, ofende as pessoas e os movimentos. O PT é oposição sistemática a este Governo, mas nós temos responsabilidade e apresentamos ao Brasil o Plano Emergencial de Emprego e Renda. Quero falar amanhã, da tribuna, em detalhes, sobre o que estamos propondo. É um plano viável, um plano possível e, mais do que tudo, um plano necessário para tirar a nossa população da crise. O PT está onde sempre esteve: ao lado do povo brasileiro.
  • 13/08/2019Breves Comunicações

    Mensagem do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Presidente da Casa e Líderes partidários, em agradecimento pela participação em ato a seu favor no Supremo Tribunal Federal.

    Palavras-chave oficiais: LEITURA, MENSAGEM, AGRADECIMENTO, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, DEPUTADO FEDERAL, REUNIÃO, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF), REVOGAÇÃO, DECISÃO JUDICIAL, TRANSFERÊNCIA DE PRESO, PRESÍDIO, TREMEMBÉ (SP), DEFESA, ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO.

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, caros colegas, ocupo a tribuna para vocalizar uma mensagem do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele, sensibilizado e agradecido a vários Líderes deste Congresso Nacional e também ao Presidente da Câmara, o Deputado Rodrigo Maia, pediu que eu fosse portadora de uma mensagem a esta Casa, mensagem que passo a ler: Caros Deputados e Deputadas; Presidente Rodrigo Maia; Vice-Presidente Marcos Pereira; Líderes Tadeu Alencar, Fábio Ramalho, Arthur Lira, André Figueiredo, Luiza Erundina, Ivan Valente, Fábio Trad, Rubens Bueno, Paulinho da Força, Paulo Pimenta, Daniel Almeida, Wellington Roberto, Bacelar, Jandira Feghali, Alessandro Molon, Marcelo Ramos; Presidentes do PT, Gleisi Hoffmann, e do PDT, Carlos Lupi; e Parlamentares de diversos outros partidos que compõem a Câmara dos Deputados, a todos que, na última quarta-feira, 7 de agosto, participaram, no Supremo Tribunal Federal, do ato contra mais uma arbitrariedade da Vara de Execuções Penais no processo em que fabricaram a minha condenação, sem prova de qualquer crime. Manifesto que assisti a uma oportuna e inequívoca demonstração de defesa das garantias individuas e do Estado Democrático de Direito. Com fé no Brasil e a certeza de que ainda vamos reencontrar a justiça, a prosperidade e a paz, agradeço o gesto de solidariedade. Saudações democráticas. Curitiba, 12 de agosto de 2019. Luiz Inácio Lula da Silva Muito obrigada, Sr. Presidente.
  • 13/08/2019

    Incapacidade do Governo Federal de apresentação de propostas de combate à crise econômica brasileira. Contestação ao pronunciamento de Deputado governista sobre o envolvimento do PT com organização criminosa.

    Palavras-chave oficiais: CRISE ECONÔMICA, JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, GOVERNO FEDERAL, GESTÃO, CRÍTICA. PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT), ASSOCIAÇÃO, ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, CONTRA, GLEISI HOFFMANN, DEPUTADA FEDERAL, ORADORA, DEFESA.

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Quero dizer a esse Deputado, que é da base do Governo, que só lhe resta esse discurso, porque o Governo não propõe nada para o povo brasileiro. O povo está desempregado, passando fome, com baixa renda, e esse Governo é incapaz de tirar o povo da crise. Segundo, quero dizer que esse Deputado não me vê no plenário porque quem vem pouco aqui é ele. Eu estou sempre no plenário. Sinto muito se ele não consegue me ver. E, em terceiro lugar, quero dizer que essa situação armada por Sergio Moro, armada pelo Governo de Bolsonaro para nos ligar ao crime, já foi desmentida pelo promotor de São Paulo, que deu uma entrevista no UOL e disse que nunca houve indícios e nunca houve nenhuma ligação do PT com qualquer tipo de organização criminosa. Isso é típico de gente que não tem proposta para o Brasil, não consegue mudar o disco. Eu gostaria muito que a bancada governista - e o Deputado, inclusive - viesse aqui dizer como é que se gera emprego para o povo brasileiro.
  • 13/08/2019

    Realização da Marcha das Margaridas; da 1ª Marcha das Mulheres Indígenas e de movimento contra os cortes na educação, em Brasília, Distrito Federal.

    Palavras-chave oficiais: MARCHA DAS MARGARIDAS (2019, BRASÍLIA (DF)). MARCHA DAS MULHERES INDÍGENAS (2019, BRASÍLIA (DF)). EDUCAÇÃO, DEFESA.

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    A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, colegas desta Casa, eu quero fazer um registro sobre o grande movimento social, colorido, forte, de resistência, que toma hoje as ruas de Brasília. São milhares de mulheres camponesas, agricultoras, trabalhadoras da cidade que vêm participar da Marcha da Margaridas. Essa é uma referência a Margarida Maria Alves, que lutou como ninguém pelos direitos dos trabalhadores rurais. Essa marcha já se realiza há muitos anos, e agora ela tem uma simbologia muito especial, de resistência à retirada de direitos e contra esse Governo que destrói as conquistas do povo brasileiro. Mas também quero registrar o movimento dos professores, das professoras, da juventude e dos trabalhadores da educação, que hoje pela manhã tomou a Esplanada dos Ministérios, contra os cortes na educação, pela nossa universidade pública, pelo ensino público e gratuito, pelos direitos da juventude brasileira e da população brasileira. Quero registrar ainda a I Marcha das Mulheres Indígenas, realizada em Brasília, uma marcha grande, com a participação de lideranças indígenas femininas de todas as regiões do Brasil. Hoje, a Esplanada dos Ministérios foi tomada pelo colorido e pela diversidade do povo brasileiro. É um povo que começa a acordar para a situação que o País vive, e só nas ruas, só com movimentos fortes, só com protestos e só com luta nós vamos poder reverter essa situação. Deixo a minha homenagem a todos aqueles trabalhadores da educação e da agricultura, aos indígenas, que estão indo à luta e às ruas para reverter a destruição pela qual passa o País. Nós queremos o Brasil de volta, o Brasil para o povo brasileiro, em que os direitos sejam respeitados. Sr. Presidente, também peço que esta fala seja registrada no programa A Voz do Brasil.
  • 07/08/2019

    Agradecimento ao Presidente Rodrigo Maia, ao Senador Nelsinho Trad e aos Parlamentares pelo apoio ao PT na solicitação ao Supremo Tribunal Federal de reparação de arbitrariedade jurídica e antidemocrática cometida contra o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Elogio à Suprema Corte pelo restabelecimento do Estado Democrático de Direito. Expectativa quanto ao julgamento do pedido de soltura do Líder petista.

    Palavras-chave oficiais: ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO, DEMOCRACIA, DEFESA, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, TRANSFERÊNCIA DE PRESO, PERSEGUIÇÃO POLÍTICA, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF), DECISÃO, RODRIGO MAIA, PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, ATUAÇÃO PARLAMENTAR, CONGRATULAÇÃO, AGRADECIMENTO.

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    A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Deputado Paulo Pimenta. Colegas, companheiros e companheiras, eu subo a esta tribuna com a alegria de uma vitória, a vitória sobre uma injustiça, sobre uma violência. Falo da situação que foi restabelecida em relação ao Presidente Lula. Mas a alegria maior, por que subo a esta tribuna, não é esta vitória, que já seria o bastante: é a vitória da unidade que tivemos em defesa da democracia hoje, indo ao Supremo Tribunal Federal, entendendo que garantir, que defender a nossa legislação, o Estado Democrático de Direito e o devido processo legal é fundamental para que possamos ter democracia efetiva neste País. Eu queria fazer um agradecimento muito especial ao Presidente desta Casa, o Deputado Rodrigo Maia, pela pronta solidariedade que demonstrou em relação à situação do Presidente Lula, mas sobretudo pela ação articuladora com as diversas forças políticas desta Casa que nos acompanharam ao Supremo Tribunal Federal. Obrigada, Deputado Rodrigo Maia! Em nome do Partido dos Trabalhadores, em nome do Presidente Lula, eu lhe faço este agradecimento.(Palmas.) Quero agradecer a cada colega que se manifestou, que foi à tribuna desta Casa durante a tarde para falar sobre a situação do Presidente Lula e a injustiça que estava acontecendo, a violência que estava acontecendo. Parlamentares que nos acompanharam no Supremo Tribunal Federal e divergem de nós em ideias, que têm posicionamentos políticos distintos, com os quais muitas vezes fizemos embates duros neste plenário, entendem que há medida para tudo. Entendem que as regras, que o processo, que as leis devem ser consideradas e devem ser respeitadas. Esta Casa deu um exemplo ao Brasil, deu um exemplo, no processo que nós estamos vivendo, de como é possível resguardarmos a democracia apesar das nossas divergências. Fiquei emocionada, Senador Nelsinho Trad, com o seu depoimento no Supremo! Fazendo este agradecimento a V.Exa., eu agradeço a todos aqueles que também se manifestaram.(Palmas.) Foi de uma grandeza absoluta. E eu sei que V.Exa. falou com o coração, com aquilo em que acredita, aquilo que defende. E por isso eu acho que nós conquistamos essa vitória. E, é claro, quero reconhecer também o papel do Supremo Tribunal Federal, que prontamente reagiu a uma situação de violência e se manifestou, restabelecendo a ordem no País. O Ministro Toffoli nos disse que não se lembrava de ter recebido tal diversidade de forças políticas em torno de um objetivo comum, como a que recebeu lá. Eu tenho certeza de que, a partir de hoje, nós mudamos as relações institucionais, mostrando que há coisas maiores que nos unem no processo da defesa do nosso País e da nossa democracia. Por isso, a gratidão, a gratidão aos meus companheiros e companheiras de caminhada do Partido dos Trabalhadores, dos nossos partidos irmãos de esquerda, do PSOL, do PDT, do PSB, do PCdoB, que estavam lá, e estavam em primeira hora na nossa luta. Manifesto gratidão àqueles que também compreenderam o momento que nós estávamos vivendo e que colocaram a defesa da democracia e do nosso processo legal à frente de qualquer divergência política. Por fim, eu quero falar ao Presidente Lula. Nós sabemos a dor que você sente aí, sabemos a indignação que tem! Mas você tem sido altivo, tem sido forte. Tem feito a sua defesa, tem enfrentado todas as agruras. E eu tenho certeza, Presidente Lula, de que esta é a primeira de uma série de vitórias que nós vamos obter. Vão começar sim, se Deus quiser, com a força que nós temos e com o entendimento do devido processo legal e do Estado de Direito, com a sua liberdade no próximo julgamento a ser feito pelo Supremo Tribunal Federal, porque não há outro resultado possível, diante de tantas injustiças praticadas, que não seja Lula livre!
  • 06/08/2019

    Inconsistência de informação veiculada nas redes sociais sobre o ajuizamento, pela oradora, de ação perante o Supremo Tribunal Federal contra a redução dos preços do Gás Liquefeito de Petróleo - GLP, o gás de cozinha.

    Palavras-chave oficiais: NOTÍCIA FALSA (FAKE NEWS), GLEISI HOFFMANN, DEPUTADO FEDERAL, AÇÃO JUDICIAL, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF), CONTESTAÇÃO, REDUÇÃO, PREÇO, GÁS LIQUEFEITO DE PETRÓLEO (GLP). PL 371/2019, PROJETO DE LEI ORDINÁRIA, FIXAÇÃO, PREÇO, GÁS LIQUEFEITO DE PETRÓLEO (GLP).

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    A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, eu queria registrar nesta Casa que está circulando nas redes sociais uma informação falsa de que eu teria ajuizado uma ação no STF para impedir a redução do valor do botijão de gás de cozinha. É mentira! Eu tenho sido uma das pessoas que mais defende a redução do preço do botijão de gás de cozinha, desde a campanha eleitoral, junto com Haddad, e agora como Deputada. Um dos primeiros projetos de lei que apresentei a esta Casa, o Projeto de Lei nº 371, de 5 de fevereiro, busca exatamente reduzir o preço do botijão para 49 reais e fixá-lo neste preço. Eu entendo que a PETROBRAS é uma empresa pública, e seu lucro precisa ajudar a subsidiar o preço do gás, para que o povo não passe necessidade e tenha condições de ter o gás de cozinha. Portanto, quero dizer que é mentira esta matéria. Ela foi disseminada por um site apócrifo chamado midiafive.com e reproduzida por amhoje.com.br. Estou entrando com um processo de investigação dessas redes sociais e vou requerer danos morais por essa mentira. Trata-se de fake news! Eu defendo a redução do preço do botijão de gás de cozinha e quero fixar, por projeto de lei de minha autoria, seu preço em 49 reais. O povo brasileiro precisa receber os benefícios da PETROBRAS pagando barato pelo gás de cozinha. Portanto, reitero: trata-se de fake news, e quero fazer este registro no plenário, a bem da verdade. Muito obrigada.
  • 06/08/2019Breves Comunicações

    Denúncia de irregularidades no acordo sobre o cronograma de compra de energia da Usina Hidrelétrica de Itaipu, estabelecido entre os Governos do Paraguai e do Brasil.

    Palavras-chave oficiais: GOVERNO FEDERAL, GOVERNO, PARAGUAI, ACORDO, VENDA, ENERGIA ELÉTRICA EXCEDENTE, USINA HIDRELÉTRICA DE ITAIPU, IRREGULARIDADE.

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    A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados, eu subo a esta tribuna para deixar o registro de uma denúncia que considero muito grave, uma denúncia envolvendo a hidrelétrica Itaipu. Fui Diretora Financeira em Itaipu, conheço o Tratado de Itaipu e conheço o sistema financeiro de Itaipu. E a denúncia a que me refiro aqui está em uma ata secreta feita no dia 24 de maio com aquiescência do Governo brasileiro e do Governo paraguaio para elevar o preço da tarifa de Itaipu ao Paraguai, isto é, aumentar a energia contratada por aquele país para que pagasse mais caro pela energia. O problema maior não está aí, está justamente numa cláusula secreta - e, portanto, a ata ficou secreta também -, que garantia que o Paraguai pudesse vender a sua energia excedente a uma empresa comercial brasileira chamada Léros. Ocorre que o Paraguai, que só tem energia de Itaipu, não pode comercializar a energia excedente de Itaipu, a não ser com a ELETROBRAS. O pior disso tudo é que essa empresa Léros foi representada nessas negociações com o Paraguai pelo Sr. Alexandre Giordano, do PSL, suplente do Senador Major Olimpio, também do PSL, homem de confiança da família Bolsonaro, portanto. E Alexandre Giordano falou em nome do Presidente Bolsonaro. Essa Léros é uma empresa que explora jazidas de diamante e nióbio no Brasil. O nióbio, tão apreciado por Bolsonaro, foi propagado por ele na reunião do G-20, no Japão, quando disse que tinha um potencial comercial enorme. Essa empresa queria comprar a energia excedente do Paraguai, fazendo um bypass sobre a PETROBRAS, num negócio escuso, colocando inclusive em risco a segurança energética brasileira e um dos nossos bens estratégicos, que é a energia comercializada em Itaipu. Agora, o mais grave disso tudo é que essa empresa, que tem relações com a família Bolsonaro, pelas informações que nós temos de altas autoridades do Paraguai, teve uma reunião em março aqui no Brasil com o Ministro da Economia paraguaio, irmão do Presidente paraguaio, na Embaixada do Paraguai, e com o Deputado Eduardo Bolsonaro, filho do Presidente Bolsonaro. Eu gostaria que esta Casa cobrasse explicações sobre se, de fato, isso aconteceu, se o Deputado Eduardo Bolsonaro se reuniu em março, clandestinamente, na Embaixada do Paraguai, com representante da empresa Léros, com o Ministro da Economia paraguaio, para fazer negociação de energia de Itaipu. Isso é grave. Aliás, é gravíssimo, porque coloca mais uma vez a segurança energética brasileira em risco e fere o Tratado de Itaipu. Esse caso é tão grave que parte do Parlamento paraguaio estava pedindo o impeachment do Presidente do Paraguai. A família Bolsonaro tem que explicar as negociatas que faz. A família Bolsonaro e o PSL têm que dizer ao Brasil por que queriam que essa empresa Léros, que explora nióbio, ficasse com a energia do Paraguai, uma energia proveniente de Itaipu e que só pode ser comercializada, por força de tratado, com a ELETROBRAS e com nenhuma outra empresa. A família Bolsonaro - o Deputado Eduardo Bolsonaro e o Presidente Jair Bolsonaro -, o Senador Major Olimpio e o seu suplente devem explicações ao Parlamento brasileiro e a esta Casa, ao Congresso Nacional. Estamos falando aqui de um acordo estratégico para o Brasil. E isso também coloca em risco as relações do Brasil com o Paraguai, um país irmão, com o qual sempre tivemos, na condução do Tratado da Itaipu, uma manifestação de solidariedade, uma manifestação de auxilio, de ajuda, no seu desenvolvimento. Foi assim nos Governos do ex-Presidente Lula, foi assim nos Governos da ex-Presidenta Dilma. Agora, Itaipu está virando moeda de negociação nas mãos dessa família. Eles têm que vir a público explicar o que está acontecendo, em razão da gravidade que envolve essas negociações. Quem é a Léros? A quem ela está ligada? Por que Bolsonaro quer tanto explorar nióbio? Por que Bolsonaro queria que a Léros comprasse a energia de Itaipu que cabe ao Paraguai? São essas as explicações que eles têm que dar a esta Casa e ao povo brasileiro. Muito obrigada.
  • 12/07/2019

    Orientação de bancada na votação do requerimento de destaque para votação em separado do § 2º art. 26 do Substitutivo adotado pela Comissão Especial à Proposta de Emenda à Constituição nº 6, de 2019, sobre a reforma do sistema previdenciário, com vista à sua rejeição.

    Palavras-chave oficiais: ORIENTAÇÃO DE BANCADA, REQUERIMENTO DE DESTAQUE DE VOTAÇÃO EM SEPARADO, DISPOSITIVO LEGAL, SUBSTITUTIVO, COMISSÃO ESPECIAL, PEC 6/2019, PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO, REFORMA PREVIDENCIÁRIA (2019), PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT), VOTO CONTRARIO.

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    A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, peço a V.Exa. que reponha o tempo em que fui interrompida. Para que fique claro aquilo de que nós estamos falando, eu quero dar um exemplo simples. Assim fica claro para a população que está nos ouvindo e vendo, assim como fica claro para a base da direita desse Governo, que é destruidor da Previdência Social. Hoje o trabalhador que tem a expectativa de se aposentar daqui a 5 anos, ganhando 1.800 reais, terá que trabalhar por 9 anos para ganhar 1.200 reais, depois desta reforma. É sobre isto que estamos falando: trabalhar mais, contribuir mais e ganhar menos. Onde está a justiça social e onde está o combate de privilégios? Não existem. Combater privilégios seria não ter dado 84 bilhões em benefícios fiscais para exportadores e ruralistas. Isso envergonhou a Comissão e envergonhou esta Casa. Nós vamos olhar de cabeça erguida para o povo brasileiro. O voto é "não", Presidente.
  • 10/07/2019

    Consequências negativas da aprovação da proposta governamental de reforma previdenciária.

    Palavras-chave oficiais: PEC 6/2019, PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO, REFORMA PREVIDENCIÁRIA (2019), APROVAÇÃO, CRÍTICA.

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    A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Sr. Presidente. A alegria externada hoje nesta Casa em breve vai contrastar com o aumento da pobreza entre os aposentados, em breve vai contrastar com as dificuldades das viúvas que vão ter sua pensão reduzida, em breve vai contrastar com a esperança daqueles que queriam se aposentar e vão ter que trabalhar muito mais. Os senhores não fizeram isso para o Brasil e pelo Brasil; os senhores fizeram isso para o sistema financeiro, fizeram isso para e pelos banqueiros, fizeram isso para o povo rico deste País. Vocês não querem um Estado para os pobres; vocês querem um Estado assegurando renda para aqueles que especulam na Bolsa de Valores. Não é esse o Estado que nós queremos construir. O Brasil tem mais de 200 milhões de pessoas. A maioria dessas pessoas é pobre. É por elas que nós lutamos hoje. O PT sempre ficou ao lado do povo... (Desligamento automático do microfone.)
  • 09/07/2019

    Orientação de bancada na votação do requerimento de retirada de pauta da Proposta de Emenda à Constituição nº 6, de 2019, sobre a reforma do sistema previdenciário.

    Palavras-chave oficiais: ORIENTAÇÃO DE BANCADA, REQUERIMENTO DE RETIRADA DE PROPOSIÇÃO DA ORDEM DO DIA, PEC 6/2019, PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO, REFORMA PREVIDENCIÁRIA (2019), PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT), OBSTRUÇÃO PARLAMENTAR.

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    A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, se esta Casa realmente quisesse economizar 1 trilhão de reais no Orçamento público e fazer o ajuste fiscal, estaria aqui hoje discutindo um projeto de lei para reverter os benefícios dados às petroleiras estrangeiras que exploram o nosso pré-sal. É um escândalo isso! Estaria aqui discutindo aumentar imposto para jatinho e para iate. Estaria aqui discutindo a contribuição sobre o lucro que as empresas precisam dar e os dividendos também. Em vez disso, quer economizar em cima do povo pobre brasileiro, quer economizar em cima da viúva, do trabalhador assalariado, quer tirar recursos daqueles que mais precisam. Esta Casa tem sido pródiga com os ricos e tem sido cruel com os pobres deste País. O PT está em obstrução, Sr. Presidente.
  • 09/07/2019

    Discussão do Projeto de Lei nº 8.240, de 2017, sobre alteração da Lei nº 13.364, de 2016, com vista à inclusão do laço, bem como das respectivas expressões artísticas e esportivas, como manifestação cultural nacional e elevação de tais atividades à condição de bem de natureza imaterial integrante do patrimônio cultural brasileiro, e sobre as modalidades esportivas equestres tradicionais e a proteção ao bem-estar animal.

    Palavras-chave oficiais: DISCUSSÃO, PL 8240/2017, PROJETO DE LEI ORDINÁRIA, REJEIÇÃO.

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    A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Sra. Presidente. Eu quero manifestar minha posição contrária a esta matéria. Quando essa discussão esteve no Senado Federal, eu fui contra. Não tem cabimento elevarmos o rodeio e a vaquejada a atividades de natureza imaterial e integrantes do patrimônio cultural brasileiro. Não sou contra manifestações culturais, mas não há sentido nem justificativa, para defendermos a cultura e o esporte, em impormos dor, humilhação e degradação a seres vivos. Por muito tempo fez parte da cultura humana, do esporte colocar os cristãos nas arenas para serem mortos por animais. Isso era a diversão do povo e também uma atividade econômica. Por muito tempo fez parte da cultura humana escravizar outros seres humanos, principalmente por serem negros ou índios, e também imolá-los, vendê-los e degradá-los. Isso também era atividade econômica. Essas pessoas não tinham livre-arbítrio, assim como os animais não têm livre-arbítrio. Se um ser humano que entrar num ringue de MMA, se quer lutar, é pelo livre-arbítrio dele. Agora, o animal que entra para uma exposição ou para um rodeio ou para uma vaquejada não está exercendo o seu livre-arbítrio. Nós não precisamos impor nenhuma humilhação aos animais, não precisamos impor nenhuma dor aos animais para termos a nossa diversão. Os animais já nos servem com a sua carne, já nos servem de comida. Precisamos respeitá-los. Eles já nos servem com os seus serviços. Precisamos respeitá-los. Aliás, aqui foi dito que os bois e os cavalos são bem tratados. O destino final de bois e cavalos bem tratados nas laçadas, nas vaquejadas e nos rodeios continua sendo o matadouro, para ter continuidade a atividade econômica e para servirem de alimento à humanidade. Nós já vencemos neste País a chaga da farra do boi e a chaga da briga de galo. Temos que vencer essa chaga também. Podemos nos divertir, podemos ter atividade cultural e esportiva sem submeter os animais a essa humilhação. Uma sociedade tem a sua avaliação de evolução medida pela prática que tem com os animais. Uma sociedade que não protege seus animais também não protege os seus seres humanos. É isso o que nós vemos hoje no Brasil. A fome está voltando, as pessoas estão ficando pobres, e esta Casa opta por votar uma reforma da Previdência que retira mais direitos dos mais pobres. Quem não tem sensibilidade com os animais não tem sensibilidade com os seres vivos em geral. Faço um apelo daqui para que nós votemos "não" a este projeto, como já fiz um apelo para que votemos "não" à emenda constitucional.
  • 27/06/2019Breves Comunicações

    Repercussão do transporte de cocaína por sargento da Aeronáutica em aeronave presidencial. Necessidade de esclarecimento do caso pelo Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Augusto Heleno. Desqualificação do Ministro da Educação, Abraham Weintraub.

    Palavras-chave oficiais: COCAÍNA, AERONAVE MILITAR, FORÇA AÉREA BRASILEIRA (FAB), COMITIVA, JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, MILITAR, PRISÃO, CORRELAÇÃO, ABRAHAM WEINTRAUB, MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, AUGUSTO HELENO, GENERAL DE EXÉRCITO, ATUAÇÃO, CRÍTICA.

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    A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Sem revisão da oradora.) - Bom dia, Sr. Presidente, Srs. Deputados e aqueles que nos assistem pelas redes sociais. O Brasil e o mundo estão estarrecidos com a prisão do sargento que foi preso com 39 quilos de cocaína no avião presidencial. Agora, mais espantados estamos nós com a posição do General Heleno: ele, que bateu na mesa, xingou o Presidente Lula, xingou a Presidenta Dilma, fez verborragias e ofendeu muita gente, é o responsável pela segurança das aeronaves presidenciais, uma vez que é o Gabinete de Segurança Institucional - GSI. General Heleno, não adianta dizer que não tem bola de cristal e que foi falta de sorte. O senhor é responsável pela segurança das aeronaves presidenciais. O que dizer, para o Brasil e o mundo, de uma aeronave presidencial que carrega 39 quilos de cocaína? O senhor deve explicações ao Brasil! Mais do que ser um general que bate em mesa, diga por que não cumpriu a sua função. Deveria ter vergonha na cara e pedir demissão. É uma vergonha o que está acontecendo neste Governo Bolsonaro! Quero aqui também deixar registrado o meu protesto ao Ministro da Educação, o tal de Weintraub, um desqualificado, um Ministro de quinta categoria e fica postando twitters deselegantes, com falta de educação, atacando as pessoas. Isso não é papel do Ministério da Educação. Esse senhor diz dos outros o que ele é: uma droga para a educação brasileira. Ele pode esperar, que nós vamos processá-lo pelo que falou de Lula e de Dilma. Haverá representação no Ministério Público e também na Comissão de Ética da Presidência da República, que, embora contaminada, eu espero que cumpra o seu papel e averigue e julgue o que o senhor falou. Este Governo tem que se recompor. O povo está passando fome, as pessoas estão desempregadas, o Brasil está afundando na economia, e essa gente fazendo a balbúrdia que está fazendo! Também Bolsonaro deve explicações pelo avião da Força Aérea Brasileira - FAB. Há responsabilidade dele nesse caso, pelo estímulo que faz ao crime, o estímulo que faz às armas, pelo estímulo que faz a bandidos como os que mataram Marielle. Bolsonaro estimula a bandidagem e, portanto, deve explicações sobre o que carregava o avião da FAB.
  • 12/06/2019

    Solidariedade ao Deputado David Miranda e ao jornalista Glenn Greenwald. Improbidade do Ministro a Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e do Procurador da República Deltan Martinazzo Dallagnol. Gestão desastrosa do Presidente Jair Bolsonaro. Defesa da instalação de CPMI para investigação da legitimidade da condenação e prisão do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros, determinada pela Operação Lava-Jato.

    Palavras-chave oficiais: APOIO POLÍTICO, GLENN GREENWALD, JORNALISTA PROFISSIONAL, DAVID MIRANDA, DEPUTADO FEDERAL, CRÍTICA, PERSEGUIÇÃO POLÍTICA. REQUERIMENTO (PROPOSIÇÃO LEGISLATIVA), COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO (CPI), SÉRGIO MORO, MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA, DELTAN DALLAGNOL, PROCURADOR DA REPÚBLICA, OPERAÇÃO LAVA JATO, ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, PERSEGUIÇÃO POLÍTICA, PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT), PRISÃO, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, INFLUÊNCIA, ELEIÇÃO, JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, GOVERNO, INDICAÇÃO, MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, CRÍTICA.

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    O SR. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Sra. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, pessoas que nos acompanham pelas redes sociais e pela TV Câmara, quero começar aqui prestando a minha solidariedade a Glenn Greenwald e ao Deputado David Miranda, que, aliás, ocupou o microfone desta Casa hoje, para fazer uma denúncia grave sobre a perseguição que vem sofrendo. Quero dizer a eles que estamos juntos, que estamos do seu lado, que estamos do lado da justiça e da verdade. E quero dizer mais: que o Estado brasileiro é responsável pela integridade deles e que qualquer coisa que lhes acontecer será responsabilidade direta da Presidência da República e do Ministério da Justiça do Brasil. Quero aqui também deixar registrado o repúdio a Sergio Moro e Dallagnol, os fundadores da República de Curitiba. Gostaria de saber o que eles têm hoje a dizer ao Paraná, o nosso Estado, o que têm hoje a dizer a Curitiba, o que têm hoje a dizer ao Brasil. Eles envergonham o nosso País perante os brasileiros e perante o mundo. Moro e Dallagnol, os paladinos da moralidade, os acusadores de malfeitos, aqueles que, com dedo em riste, viraram para muita gente, para acusar! Dallagnol chegou a dizer que cumpria uma missão divina na Operação Lava-Jato. Deus não dá a missão de mentir, Deus não dá a missão de fazer conluio, Deus não dá a ninguém a missão de prejudicar o outro. Portanto, Moro e Dallagnol, o que vocês fizeram foi, na realidade, uma associação criminosa, uma vergonha. Cometeram um crime, sim, com uma associação criminosa que, usando-se de expediente escusos e ilegais, prejudicou pessoas, prejudicou instituições, para ter vantagens próprias. Que vergonha, Sergio Moro! Que vergonha, Dallagnol! Vocês se organizaram para ter vantagens políticas. Não queriam Lula governando este País porque sabiam que nunca teriam a oportunidade de ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Vocês se organizaram para ter vantagens no poder institucional deste País. Fizeram uma associação criminosa. Aliás, mais do que isso, praticaram também crimes de corrupção, logo vocês, os arautos da moralidade e dos bons costumes. Que vergonha! Orquestraram uma ação! Orientaram! Aliás, Sergio Moro, o grande orientador do Ministério Público Federal paranaense, orientou, montou, armou, produziu testemunhas. Para quê? Para condenar e prender o Lula. Nós dizíamos isso, porque nós sabíamos o que havia acontecido. Eles estavam fazendo exatamente aquilo que nós sabíamos, aquilo que nós dizíamos. Por diversas vezes a defesa do Presidente Lula colocou, sim, o Sergio Moro como alvo de questionamentos, mas não recebemos, por parte de nenhuma instituição, a justiça de que precisávamos. Sinceramente, eu espero que, depois disso que está acontecendo, possa ser feita justiça não só ao Presidente Lula, que é vítima dessa injustiça, mas a muitos que com certeza também são vítimas desses conluios. Mas esse não é o único produto de crime de Sergio Moro. Há um pior! O produto de crime de Sergio Moro é ter permitido que Bolsonaro presidisse este País, destruindo a Nação brasileira. Sim, porque o Bolsonaro só foi eleito Presidente porque prenderam o Lula, só foi eleito Presidente porque não deixaram o jogo da democracia ser jogado, quando impediram o Lula de dar entrevista porque tinham medo que o Lula pudesse fazer o candidato à Presidência da República Fernando Haddad ganhar as eleições. Isso está lá registrado. Usaram a Justiça para fazer perseguição política e para fazer jogo político, e assim elegeram Bolsonaro. Por isso que entendemos agora o silêncio de Sergio Moro em relação às milícias de Bolsonaro. Por isso que entendemos agora o silêncio de Sergio Moro em relação ao laranjal do PSL, em relação às denúncias ao Flávio Bolsonaro. Ele ficou quieto porque era o seu candidato, o candidato que lhe faria Ministro do Supremo Tribunal Federal, com um estágio no Ministério da Justiça. Mas isso está desmontando. Elegeram um governante que está destruindo o Brasil. Não bastasse a destruição da democracia, a ofensa ao Estado Democrático de Direito, hoje nós temos, na Presidência da República, um homem que entrega o Brasil aos Estados Unidos; um homem que vende o nosso patrimônio, que está desconfigurando a PETROBRAS; um homem que não sabe de economia e, portanto, deixa o povo brasileiro passando fome; um homem que não entende de economia e deixa o povo brasileiro sem renda; um homem que não entende de economia e deixa o povo brasileiro sofrendo. É esse o Presidente da República que elegeram Sergio Moro e Dallagnol, um Presidente da República que pratica a violência, um Presidente da República que pratica e incentiva o preconceito, um Presidente da República que distribui armas, um Presidente da República que quer transformar o carro das pessoas em armas para matar os outros. É esse o produto da Operação Lava-Jato, que condenou e prendeu o Presidente Lula, que condenou outras pessoas, que perseguiu o Partido dos Trabalhadores. É esse o resultado que nós estamos vendo no Brasil, feito logo por aqueles que se diziam salvadores da pátria, heróis nacionais. Este Congresso tem a obrigação de investigar. Nós estamos propondo uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para investigar o que está acontecendo. Aqueles que são tão corajosos aqui para criticar todo mundo que vem a esses microfones ou para acusar as pessoas nas redes sociais tenham a coragem de aprovar essa CPI! Venham aqui falar de Sergio Moro e venham aqui falar sobre os crimes que eles cometeram! Tenham coragem de defender uma associação criminosa, tenham coragem de defender a corrupção deles, a mentira e a farsa em que se transformou a Operação Lava-Jato. Da nossa parte, nós queremos esclarecimentos e, sobretudo, justiça com o Presidente Lula, com o Partido dos Trabalhadores e com todos os que foram injustiçados. Nós também queremos a defesa da democracia, do Estado Democrático de Direito, das nossas instituições, da Justiça como verdade, da Justiça como condutora do que é justo. O que nós queremos é um país para o povo brasileiro, para que não tenhamos mais fome, mais miséria e a situação que de novo está voltando. Portanto, Congresso Nacional, vamos honrar o voto que nos deu o povo brasileiro, vamos instalar essa CPI, vamos averiguar a fundo. Quem não deve não teme, ouviu, Sergio Moro? Quem não deve não teme. E você devia ser o primeiro a defender a instalação de uma CPMI, até para que você tenha o direito de vir aqui se defender, direito que muitas vezes você negou ao Presidente Lula e negou a tantos outros que você condenou pela imprensa e pela mídia. É isso que nós queremos. E vamos te dar o direito de se defender perante o Brasil.
  • 12/06/2019Breves Comunicações

    Regozijo com a decisão do Supremo Tribunal Federal contrária à extinção de colegiados da administração pública federal.

    Palavras-chave oficiais: SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF), DECISÃO, CONTRARIEDADE, EXTINÇÃO, ÓRGÃO COLEGIADO, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ELGOIO.

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    A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Sem revisão da oradora.) - Obrigada. Quero apenas fazer o registro de uma notícia boa para a nossa democracia. O Supremo Tribunal Federal atendeu há pouco a um pedido do Partido dos Trabalhadores e, pela primeira vez, em plenário, analisa uma ação que contesta um decreto presidencial. O Plenário do Supremo formou maioria nesta quarta-feira, impedindo que o Presidente Jair Bolsonaro extinga os conselhos da administração pública federal, que são amparados por lei. Ainda não terminou a votação, mas temos a maioria. Isso para a democracia tem que ser louvado. Os conselhos representativos, no âmbito da gestão federal, são fundamentais para a elaboração dos programas, das propostas, dos projetos de Governo, e para a participação da sociedade. Quero louvar essa decisão do Supremo Tribunal Federal, porque é uma vitória da democracia brasileira. Ou seja, nossos conselhos serão preservados. Sra. Presidente, peço que meu discurso seja divulgado nos órgãos de comunicação desta Casa.
  • 21/05/2019

    Críticas à política econômica do Governo Jair Bolsonaro. Apoio às manifestações de estudantes e trabalhadores contra medidas adotadas pelo Governo Federal.

    Palavras-chave oficiais: GOVERNO, JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, POLÍTICA, ECONOMIA, CORTE, RECURSOS ORÇAMENTÁRIOS, POLÍTICA PÚBLICA, PREJUÍZO. JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, COMPORTAMENTO, CRÍTICA. MOVIMENTO DE PROTESTO, POLÍTICA EDUCACIONAL.

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    A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Muito obrigada, Sr. Presidente. Agradeço também aos colegas. Quero dizer que infelizmente a política econômica do Governo Bolsonaro/Guedes está destruindo o País. Há aumento de desemprego, baixa renda, as pessoas estão sendo excluídas do mercado de trabalho ou estão em empregos precários. A fome voltou ao Brasil. E os cortes que estão ocorrendo no orçamento público só vão agravar essa situação. É sobre isso o meu pronunciamento, para o qual peço registro na Casa e também divulgação no programa A Voz do Brasil. Muito obrigada. O SR. PRESIDENTE (Pastor Sargento Isidório. AVANTE - BA) - Vosso pedido será atendido. DISCURSO NA ÍNTEGRA ENCAMINHADO PELA SRA. DEPUTADA GLEISI HOFFMANN. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o Governo destruidor de Jair Bolsonaro está custando caro ao País. Sob a política neoliberal de Paulo Guedes, o descalabro corre a passos lagos e a sombra da recessão econômica voltou a assustar o Brasil, com o país vivendo um período de estagnação sem precedentes. O cenário, no entanto, pode ser ainda pior, segundo relatório da consultoria AC Pastore, que não é de esquerda, publicado ontem no jornal Folha de S.Paulo: o Brasil não apenas está vivendo a mais lenta retomada da história, como "caminha para a depressão". Para chegar a esse diagnóstico, o relatório A Depressão depois da Recessão leva em conta como principal critério a estagnação da renda per capita. O PIB avançou apenas 1,1% em 2017 e 2018, enquanto a população do País cresce 0,8% ao ano, o ganho de renda para cada brasileiro foi de "magnitude insignificante" no período, aponta o relatório. "No fim de 2018, a renda per capita estava 8% abaixo do trimestre imediatamente anterior ao início da recessão", diz o texto, indicando uma queda de quase 10% em relação ao período pré-golpe. Ou seja, a população pobre do Brasil, que é a maioria, está ficando cada vez mais pobre, sem renda e sem emprego. O programa austericida que vem sendo implantado no Brasil, a partir da adoção da emenda constitucional do teto dos gastos públicos, vai paralisar a gestão do Estado e por fim às políticas sociais. Os cortes feitos no orçamento pelo Governo Federal já atingem áreas essenciais, conforme alerta Estudo da Associação Contas Abertas, publicado no Estadão. Cerca de 140 projetos de 11 Ministérios estão com 100% de seus recursos bloqueados, a maioria deles na área de infraestrutura, como contenção de cheias e inundações, prevenção de uso de drogas, assistência à agricultura familiar e revitalização de bacias hidrográficas na região do São Francisco, informa a publicação. A tesourada do Governo Bolsonaro conteve também o avanço de diversas políticas públicas que estavam em andamento. A insistência da equipe econômica em apostar na reforma da Previdência, solapando direitos dos mais humildes, como solução para os problemas brasileiros se mostrou inócua. Dia a dia, Bolsonaro expõe a incapacidade de Paulo Guedes em apresentar, depois de 5 meses de governo, propostas que estimulem a atividade econômica e a geração de empregos. Esse austericídio, que teima ter um Estado pequeno para um país imenso e pobre como o Brasil, não tem como dar certo. Se não bastasse um Governo voltado ao capital financeiro e que drena o orçamento público, temos um Presidente da República inábil, que prega o ódio e a violência contra os diferentes, estimulando o confronto e despreparado para as adversidades. A deterioração mostra-se ainda mais preocupante quando Bolsonaro resolve se socorrer aos apoiadores digitais para atacar as instituições e ameaçar a democracia, numa clara demonstração de autoritarismo. O Presidente disse considerar impossível governar o Brasil respeitando as instituições democráticas, especialmente o Congresso. Para ele abre-se caminho para uma "ruptura institucional irreversível". Assim, Bolsonaro admitiu a incapacidade de garantir a governabilidade pela via democrática, flertando com o autoritarismo. Para completar o cenário caótico de um frágil Presidente e um péssimo Governo, investigações revelam o envolvimento da família Bolsonaro com nepotismo, lavagem de dinheiro e organização criminosa, apontando até mesmo para ligações com milícias. Depois de posar como baluarte da família e da moral, caem as máscaras dos ditos homens de bem que decidiram criminalizar a política e se mostrarem acima de todos. Depois da paralisação de 15 de maio, quando estudantes professores ocuparam as ruas em defesa da educação brasileira, agora aparecem as pretensas manifestações do dia 26, na tentativa de segurar seu Governo desastroso e destruidor. Mas, isso não será suficiente. Estaremos todos juntos, solidários e unidos com as manifestações do dia 30 de maio, quando os estudantes, os defensores do ensino público voltarão às ruas, e também no dia 14 de junho, quando trabalhadores demonstrarão todo o repúdio à política neoliberal e supressão dos direitos do povo levada ao cabo por esse Governo.

Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 17/12/2019 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.