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Detector de Bananada
Foto de Gleisi Hoffmann

Deputada · Câmara

Gleisi Hoffmann

PT · PR

Esquerdapor que esse rótulo?● Em exercício

Nome civil: Gleisi Helena Hoffmann · 61 anos

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Bananômetro

Bananômetro: 67 de 100, Tá no Caminho0406080100

67/100

Tá no Caminho

Trabalha bem, com espaço para melhorar.

Nota maior que a de 19% dos deputados · média do partido: 80

Por que essa nota?
  • Presença em sessõespeso 40% · 84%

    Aparece para trabalhar?

  • Participação em votaçõespeso 35% · 67%

    Vota quando precisa? (votações com registro de nome)

  • Iniciativas que avançarampeso 15% · 28%

    Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)

  • Atividade na tribunapeso 10% · 53%

    discursos na tribuna (percentil)

A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?

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Como vota · Mandato atual (2023–2027)

Vota com o governo 98%das 352 votações em que o líder do Governo pediu Sim ou Não e ela votou

Vota com o próprio partido 98%das 428 votações em que o partido (ou a federação) pediu Sim ou Não e ela votou

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E-mail
dep.gleisihoffmann@camara.leg.br
Telefone
(61) 3215-5232
Gabinete
Gabinete 232, Anexo IV, 2º andar – Câmara dos Deputados, Brasília-DF

Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.

Números de Mandato atual (2023–2027)

Presença nas sessões

84%

Esteve em 220 de 262 sessões

Melhor que 10% dos deputadosMédia do partido: 95%

Votou nas votações

67%

Registrou voto em 437 de 651 votações nominais

Melhor que 16% dos deputadosMédia do partido: 83%

Iniciativas que viraram lei

0

de 8 projetos apresentados (0%)

1 avançaram · 7 em andamento · 0 arquivados ou rejeitados

Alinhamento com o governo

98%

Em 352 votações em que o Governo orientou

Mais governista que 93% dos deputadosMédia do partido: 98%

A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.

173 discursos na tribuna · de 06/02/2019 a 30/04/2026.

  • 09/08/2023

    Lançamento do livro A voz do gesto, de Mário Milani, em Brasília, Distrito Federal.

    Palavras-chave oficiais: Livro,lançamento,Campanha eleitoral,Partido dos Trabalhadores (PT)

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. GLEISI HOFFMANN (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Sr. Presidente. Na realidade, eu quero fazer um registro. Está hoje aqui em Brasília o jornalista e publicitário Mário Milani para lançar um livro que, para nós, é muito importante e simbólico, intitulado A voz do gesto. Mário Milani foi o publicitário do Presidente Lula em 1989, e ajudou na campanha que lançou o gesto do L com o dedo, "Faça o L", indicando que está com Lula, e hoje ele lança esse livro falando da importância que teve e ainda tem esse gesto. Então, eu quero deixar este registro nos Anais da Casa e parabenizar o publicitário e jornalista Mário Milani.
  • 09/08/2023Breves Comunicações

    Prisão do ex-Diretor-Geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, por utilização dos serviços da corporação em prol da reeleição do Presidente Jair Bolsonaro. Gastos, pelo ex-Presidente da República, de exorbitantes recursos públicos no pleito eleitoral de 2022.

    Palavras-chave oficiais: Ex-,Diretor-Geral,Polícia Rodoviária Federal (PRF),Prisão,Impedimento,Eleitor,Região Nordeste,acesso,Urna eletrônica

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. GLEISI HOFFMANN (Bloco/PT - PR. Sem revisão da oradora.) - Está bem, Presidente. Muito obrigada. Sr. Presidente, colegas, pessoal que nos acompanha nas redes e nos sistemas de comunicação da Câmara, o Brasil amanheceu com a notícia hoje da prisão de Silvinei Vasques, ex-Diretor-Geral da Polícia Rodoviária Federal. Não me agrada vir falar desse assunto aqui na tribuna, mas eu não poderia deixar de registrar isso neste plenário, pela gravidade do que aconteceu nos dias que precederam o processo eleitoral de outubro de 2022. Quero ler aqui um tuíte que eu fiz. Exatamente no dia 28 de outubro, fiz o seguinte tuíte: Chegaram ao nosso conhecimento denúncias de que PF e PRF estariam sendo instrumentalizadas pelo governo para fazer operações com objetivo eleitoral. Diante de quem nunca hesitou em usar o Estado contra adversários, estamos pedindo providências ao TSE, em nome da lisura da eleição. E foi exatamente isso que nós fizemos. Assim que soubemos dessas movimentações, por uma série de informações que tivemos, inclusive por meio das redes sociais, solicitamos providências ao nosso jurídico — à época, o Coordenador Jurídico da campanha era o Deputado Paulo Teixeira, hoje Ministro — e oficiamos ao TSE. Não é que no domingo, no dia da eleição, aquilo que nos disseram naquela sexta-feira de fato aconteceu?! Nós tivemos blitz da Polícia Rodoviária Federal em quase todo o Nordeste brasileiro. Eu fico me perguntando: por que no Nordeste brasileiro? Exatamente porque era na Região Nordeste que o Presidente Lula tinha a preferência dos votos. Bolsonaro não hesitou em utilizar a máquina pública para tentar ganhar a eleição. E esse Silvinei, que, no dia da eleição, postou foto com Bolsonaro, declarou-lhe apoio, depois postou fotografia da Bandeira do Brasil com o número do Bolsonaro, 22 — apagou as postagens depois, mas postou, e nós temos isso documentado —, também não mediu esforços para utilizar a Polícia Rodoviária Federal, numa das operações mais feias da Polícia Rodoviária Federal da nossa história, que só, realmente, desrespeita a instituição e a corporação. Lamentamos muito isso. Foi muito providencial a prisão desse Silvinei, porque ele se utilizou do Estado, de uma força de Estado, de uma força de segurança, colocou esses policiais para serem escrachados pela opinião pública, desrespeitou a Polícia Rodoviária Federal e seguiu as orientações do seu chefe, o Jair Messias Bolsonaro, que tentou ganhar a eleição no tapetão. Além de utilizar a PRF, também tentaram utilizar a PF. Bolsonaro fez um dos maiores gastos da história do Estado brasileiro no momento eleitoral. Foram mais de 300 bilhões de reais, entre auxílios sociais, empréstimos e isenções fiscais para tentar ganhar a eleição. E, mesmo assim, não conseguiu. Então, a prisão de Silvinei hoje é pedagógica, para que nunca mais isso aconteça, para que nunca mais uma força de Estado seja colocada nessa situação, e nunca mais tenhamos ataque à democracia. Que as eleições do Brasil possam ser sempre livres, refletindo a vontade do povo.
  • 05/07/2023Breves Comunicações

    Pedido ao Presidente do Senado Federal, Senador Rodrigo Pacheco, por partidos políticos, de investigação da política monetária e das taxas de juros adotadas pelo Banco Central do Brasil.

    Palavras-chave oficiais: Petição (processo legislativo),Presidente do Senado Federal,investigação,Política monetária,Taxa de juros,manutenção,Responsabilidade,Presidente,Banco Central do Brasil (Bacen)

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. GLEISI HOFFMANN (Bloco/PT - PR. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, eu quero aqui reforçar a fala do Deputado Emanuel Pinheiro Neto. Nossa luta agora na arena econômica é contra os juros abusivos. Hoje, nove partidos protocolaram, diante do Presidente do Senado da República, uma petição de investigação da política monetária nacional e da responsabilidade do Presidente do Banco Central em relação à manutenção das exorbitantes taxas de juro em nosso País. Não há justificativa para termos uma taxa de juros de 13,75%. A inflação dos últimos 12 meses é de 3,40%, quando a meta a ser perseguida pelo Banco Central é de 3,5%; o câmbio está controlado; o dólar vem caindo. Todos os indicadores da área econômica são positivos, mas os juros continuam estratosféricos. O Brasil é o país que tem a maior taxa de juros. O México tem a segunda maior, mas sua taxa é menos da metade da nossa. Nossa taxa vai impedir a atividade econômica brasileira e vai ter consequências sérias para a vida do nosso povo. Na petição, nós pedimos a investigação da política monetária por ela estar desconectada da realidade: a inflação está caindo, nós estamos com o dólar e o câmbio controlados, e o juro continua em 13,75%. Isso não está de acordo com o que indicam os princípios da administração pública e precisa ser investigado para se saber o que está acontecendo. O comunicado do Banco Central é contraditório com a ata do COPOM que saiu depois. Também pedimos a apuração da responsabilidade de Campos Neto e do próprio Banco Central, porque há demora no cumprimento adequado e tempestivo do controle da inflação. Ele está lá há mais de 2 anos, ou quase 2 anos, e já teve que fazer duas justificativas, por não ter atingido a meta da inflação nem ter perseguido o pleno emprego, muito menos o desenvolvimento da atividade econômica. Há insuficiência na gestão do Banco Central, e a lei complementar que lhe deu autonomia diz que, em caso de insuficiência de gestão, os diretores têm que ser afastados. O Senado da República é o órgão responsável por isso. Está na lei complementar também que é ele que faz a fiscalização do Banco Central, e é para ele que o Banco Central, pelo menos duas vezes por ano, tem que prestar contas. Além disso, é o Senado da República que aprova as indicações dos diretores do Banco Central. Então, ele é corresponsável pela política monetária. Nós temos que dar um jeito nessa situação, porque, se a taxa de juro for reduzida agora, ainda vamos demorar muito tempo para sentir o efeito na economia. Vamos lembrar aqui: Campos Neto foi indicado por Jair Bolsonaro e por Paulo Guedes. O que ele está fazendo não é contra o Presidente Lula, é contra o Brasil, a economia brasileira e o povo brasileiro.
  • 03/07/2023Breves Comunicações

    Acerto da declaração de inelegibilidade do ex-Presidente Jair Bolsonaro pelo Tribunal Superior Eleitoral. Respeito da Esquerda ao regime democrático. Expectativa quanto à responsabilização, pelo Poder Judiciário, de envolvidos em ataques à democracia.

    Palavras-chave oficiais: Tribunal Superior Eleitoral (TSE),Inelegibilidade,Ex-presidente da República,Partido Liberal (PL),Extrema direita,Inelegível Esquerda política,compromisso,Democracia

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. GLEISI HOFFMANN (Bloco/PT - PR. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, colegas Deputados, Bolsonaro está inelegível. Foi essa a decisão tomada pelo Tribunal Superior Eleitoral na sexta-feira. E está inelegível porque não respeita a democracia, não respeita as instituições, não respeita as regras do jogo. Quem não respeita as regras do jogo não pode continuar jogando. Portanto, ele ficará fora do jogo. Por 8 anos, Bolsonaro não poderá concorrer nas eleições. Atentou contra as urnas eletrônicas, fez reunião para esclarecer sua posição, falou publicamente, atentou contra as instituições. Aliás, o Supremo Tribunal Federal foi uma das instituições prediletas do seu atentado. Fez verborragia, incitou a violência e incitou também ações golpistas durante todo o seu tempo na Presidência. Ele se elegeu pelas regras da democracia e depois não quis respeitar essas regras, ou quis se perpetuar no poder, ficar no poder, indo contra essas regras. Por isso ele não podia continuar jogando. Não adianta Bolsonaro se vitimizar. Como ele não respeitou as regras, não pode continuar jogando. E também não adianta Bolsonaro ou os bolsonaristas dizerem que Lula ou que o PT não respeitam a democracia. Nós participamos dos processos eleitorais desde 1989, ganhando ou perdendo. Aliás, quando perdíamos, íamos para casa lamber nossas feridas e nos preparar para as próximas eleições. A Esquerda nunca foi um risco para a democracia, nem no nosso País, nem no nosso continente; aliás, nem a Esquerda nem a Direita. Quem é risco para a democracia no nosso continente, no nosso País e no mundo é a extrema-direita. É a extrema-direita que se baseia no fascismo. É a extrema-direita que atenta contra as regras democráticas. Por isso a decisão do Tribunal Superior Eleitoral foi pedagógica, foi educativa. Quem não respeita as regras não pode continuar no jogo. E isso não vale só para Bolsonaro não. Existem muitos colegas nesta Casa que não respeitam as regras do jogo também e que, aliás, estão fazendo parte dos inquéritos que correm no TSE e no Supremo Tribunal Federal. Esses colegas também têm que responder por seus atos. Se eles não respeitam as regras pelas quais foram eleitos, eles não podem continuar onde estão. Eu espero, sinceramente, que o Judiciário brasileiro seja firme, seja forte e responsabilize todos aqueles que pensam como Bolsonaro e que agiram, quer por palavras, quer por ações, para atentar contra o processo democrático. E a melhor responsabilização é eles não estarem mais no jogo. A política neste País tem que ser feita através do processo democrático das eleições nas urnas, do voto popular. É essa a mensagem que fica com essa decisão de Bolsonaro inelegível.
  • 02/05/2023

    Discussão do Projeto de Lei nº 1.084, de 2023, sobre a alteração da Lei nº 10.891, de 2004, para garantia de direitos às atletas gestantes ou puérperas, no âmbito do Programa Bolsa-Atleta. Ações do governo petista em prol da mulher brasileira.

    Palavras-chave oficiais: Discussão,Projeto de lei ordinária,favorável Projeto de lei ordinária,Equiparação salarial,Gênero,Homem,Mulher Governo federal,Equiparação salarial,Gênero,Ministério,Mulher,Salário mínimo,Defesa

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. GLEISI HOFFMANN (Bloco/PT - PR. Sem revisão da oradora.) - Obrigada. Sr. Presidente, Srs. Deputados e Sras. Deputadas, hoje é um dia muito importante para esta Casa. Discutimos dois importantes projetos de lei que têm a ver com a vida das mulheres: o projeto agora relatado pela Deputada Nely Aquino, que concede a atletas do Bolsa Atleta, no período de gestação, o direito à licença-maternidade e à remuneração, e também o projeto de equiparação salarial. São dois projetos muito importantes. Eu quero enaltecer aqui o Governo do Presidente Lula por essas duas iniciativas. Vivemos tempos diferentes. Saímos daquele tempo tenebroso em que as mulheres eram atacadas, desrespeitadas, em que Bolsonaro dizia que a mulher tinha que ganhar menos exatamente porque ela tinha gestação, podia ser mãe, e que não empregaria mulheres com o mesmo salário, enfim, um desrespeito total, e passamos para um Governo onde as mulheres são respeitadas não só em relação a ter projetos de lei como esses que estão hoje aqui na Casa, mas também no resgate de políticas tão importantes que foram, no dia 8 de março, anunciadas para as mulheres brasileiras. Aliás, o primeiro passo começou já no resgate do Ministério das Mulheres. O Ministério das Mulheres voltou. Em um país em que mais de 50% da população são mulheres não tem justificativa a ausência de um órgão tão importante, e, além disso, a de programas e projetos, como a Casa da Mulher Brasileira, o reforço do Ligue 180 e outros programas de combate à violência contra a mulher. No dia 1º de maio, quando o Presidente anuncia o aumento real do salário mínimo, que passa para 1.320 reais, mas com uma política continuada de valorização real, nós sabemos que a grande parte dos trabalhadores atingidos são as trabalhadoras que ganham, em sua maioria, pelas funções que ocupam, o salário mínimo. Então, eu quero enaltecer aqui o Governo do Presidente Lula, um Governo com sensibilidade, um Governo que respeita as pessoas, um Governo que respeita as mulheres, muito diferente daquele Governo que nos antecedeu, que só gerou violência, desrespeito, aumentou a violência contra a mulher e que nunca foi capaz de mandar um projeto de lei que reconhecesse o papel das mulheres no desenvolvimento deste País e que também valorizasse as mulheres frente aos serviços de que nós precisamos e às políticas públicas. Parabéns, Presidente Lula! Nesta semana, o senhor ofereceu ao Brasil pautas muito importantes, e hoje nós temos a honra e o orgulho de votar dois projetos muito importantes para nós, mulheres.
  • 26/04/2023

    Repúdio ao discurso proferido pelo Deputado Eduardo Bolsonaro contra o PT.

    Palavras-chave oficiais: Pronunciamento parlamentar,Deputado federal,Crítica,Partido dos Trabalhadores (PT),Contestação,Ex-presidente da República,Depoimento,Polícia federal

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    A SRA. GLEISI HOFFMANN (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Obrigada. Falarei por 1 minuto. Eu não posso ouvir o que esse Deputado acabou de falar sem questioná-lo. Primeiro, ele que lave a boca para falar do PT. Quadrilha é a família dele, que tem que explicar as joias que vieram do exterior. Aliás, ontem a ex-primeira-dama estava com mais um pacote. O pai dele fez o segundo depoimento hoje, porque está sendo investigado como mentor dos atos que eles estão fazendo para dar o golpe. Vocês perderam a eleição! Aceitem que dói menos. Façam uma discussão política e não continuem com essa baixaria!
  • 29/03/2023

    Pedido à Presidência de retirada de termos constantes na questão de ordem suscitada pelo Deputado Deltan Dallagnol.

    Palavras-chave oficiais: Contestação,Discurso parlamentar,Deputado federal,Ameaça,Presidente da República,Partido dos Trabalhadores (PT),Questão de ordem,retirada,Expressão textual,Ata da sessão

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. GLEISI HOFFMANN (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - O Deputado tem todo o direito de remeter à Presidência da Casa e à Mesa Diretora um pedido para salvaguardá-lo de qualquer ameaça que seja feita. O que o Deputado não pode fazer são ilações, misturando o nome do Presidente da República e do Partido dos Trabalhadores. Eu peço que esses termos sejam retirados da ata e que não constem desta questão de ordem, porque se trata de ilação, o que não se deve fazer. Quero deixar isso registrado. É muito grave a ilação que o Deputado fez aqui, ligando uma ameaça que alguém fez a ele ao Presidente Lula e ao Partido dos Trabalhadores.
  • 29/03/2023

    Tópicos do artigo Desconstruindo Ata do BC, que sequestra o país. Fica assim, Lira e Pacheco?, de Reinaldo Azevedo, veiculado pelo site Uol. Defesa de destituição da diretoria do Banco Central do Brasil.

    Palavras-chave oficiais: Artigo de jornal,Jornalista,Crítica,Taxa de juros,Ata,Comitê de Política Monetária (Copom),Banco Central do Brasil (Bacen),Atuação parlamentar,Câmara dos Deputados,Senado Federal,autonomia,independência

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. GLEISI HOFFMANN (Bloco/PT - PR. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Sr. Presidente. Na realidade, eu subi a esta tribuna para fazer o registro de um artigo escrito hoje por Reinaldo Azevedo sobre a ata do COPOM do Banco Central, cujo Presidente foi nomeado por Guedes e Bolsonaro. O artigo é excelente. É um artigo grande, não terei tempo de lê-lo todo, mas eu queria destacar alguns pontos dele. Diz Reinaldo Azevedo: Desconstruindo ata do BC, que sequestra o país. Fica assim, Lira e Pacheco? (...) Se as lideranças do Congresso, incluindo suas respectivas presidências, e os representantes da economia real continuarem em silêncio obsequioso — como, aliás, recomendam, com ameaças, os valentes subscritores daquela estrovenga —, o país caminha para a recessão. E o abismo nos contempla. Vamos desconstruir o que é uma peça de chantagem. (...) A ata do COPOM é uma ameaça, não uma ameaça ao Governo Lula, mas uma ameaça ao Brasil. E é uma ata eminentemente política. Manda recados para o Governo Lula. O Banco Central de Bolsonaro e Guedes manda recados para o Governo Lula. A autonomia que foi aprovada nesta Casa não é para o Banco Central mandar recados, é para ele ter responsabilidade com o País. Diz Reinaldo: "Se o BC pode mandar recados ao governo — e, com efeito, mandou —, então inicio já a minha campanha: eleição direta para os membros do Copom. E estes, uma vez eleitos, indicam o presidente da República, que será um administrador das carências do povaréu". É muito petulante o Banco Central, porque também manda recados e ameaças ao BNDES, ao dizer: "O Comitê novamente avaliou a possibilidade de incorporar alguma elevação em sua estimativa de taxa neutra de juros, em direção ao movimento observado nas expectativas para prazos mais longos (...)". Ameaça aumentar os juros, que estão exorbitantes. Qual é o empresário neste País que vai investir, que vai gerar emprego, se pode ganhar no mercado financeiro, sem fazer nenhum esforço, 7% de juros ao mês? Isso é uma tragédia para o Brasil! Isso é criminoso! Nós não podemos continuar com essa situação. Parece retaliação. E ainda querem sequestrar o debate, porque dizem que nós não podemos discutir o Banco Central, não podemos discutir o que o Banco Central define. E a imprensa faz coro com isso! É lamentável que essa ata traga tal aberração. Diz ainda Reinaldo: "(...) resolveram ser o nosso Rivotril. O crédito está secando, as empresas estão quebrando, os juros reais estão em 7%, mas eles pedem calma e 'serenidade'." O pior, Presidente, está no item 4 da ata do BC. O BC prega a desaceleração econômica, dizendo: "No âmbito doméstico, o conjunto de indicadores divulgados desde a última reunião do Copom segue corroborando o cenário de desaceleração do crescimento esperado pelo Comitê". O COPOM espera a desaceleração do crescimento, assim como espera também contrair o mercado de crédito e derrubar o mercado de trabalho. Esta Casa, que aprovou a autonomia do BC, tem a responsabilidade de chamar o Banco Central à razão, e o Senado da República também tem essa responsabilidade. Quem pode colocá-los lá na diretoria também pode tirá-los. Nenhum membro, nenhum diretor do Banco Central é imexível. A lei que nós aprovamos aqui, Sr. Presidente, é clara em dizer que, se houver insuficiência de resultado — e há; aliás, o BC tem atuado contra aquilo que nós temos na lei, como geração de emprego, desenvolvimento e controle da inflação —, eles podem ser retirados de lá. Eu acho que esta Casa, que tem responsabilidade com o setor produtivo do País, tem que, junto com o Senado, tomar as providências para que o Banco Central pare de apostar contra o Brasil.
  • 08/03/2023Breves Comunicações

    Transcurso do Dia Internacional da Mulher. Atuação do eleitorado feminino contra a reeleição do ex-Presidente Jair Bolsonaro. Lançamento, pelo Governo Luiz Inácio Lula da Silva, de conjunto de ações e programas em prol da mulher brasileira.

    Palavras-chave oficiais: Dia Internacional da Mulher,Igualdade entre os sexos,Casas da Mulher Brasileira,Violência contra a mulher,Equiparação salarial,Homem,Mulher

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. GLEISI HOFFMANN (Bloco/PT - PR. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidenta Maria do Rosário. Quero saudar V.Exa. e a Mesa, que estava composta por várias Parlamentares mulheres. Isso é muito importante, especialmente porque hoje comemoramos o dia 8 de março, o Dia Internacional da Mulher, um dia não só para comemorar, mas também para continuar lutando. Para nós, ele tem um sabor especial: é um 8 de março diferente, porque, enfim, é um 8 de março livre de Bolsonaro, aquele Presidente machista, misógino, violento, que pregava o ódio e não gostava das mulheres. Portanto, é muito bom estar neste 8 de março sem Bolsonaro. É preciso lembrar que foi pelas mãos das mulheres que Bolsonaro foi majoritariamente derrotado — a maioria do eleitorado feminino votou no Presidente Lula. Para nós, é muito importante esta data. Hoje nós estivemos no Palácio do Planalto no lançamento de um conjunto de ações e de programas do Presidente Lula, do Governo do Presidente Lula, voltados para as mulheres. São ações para recuperar direitos, para o enfrentamento da violência, para a saúde, para o trabalho e para a economia. Trata-se de um conjunto de ações, e eu acho que vale muito a pena todo mundo se inteirar delas, para que possamos fazê-las chegar a todas as mulheres do Brasil. Uma das ações de governo mais importante que o Presidente apresentou foi o projeto de lei para que quem desempenha função igual receba salário igual. Isso será obrigatório, porque hoje, infelizmente, as mulheres ainda ganham cerca de 78% do salário que os homens ganham, ainda que exerçam funções iguais. Outra ação foi o decreto que cria o Programa Mulher, Viver sem Violência, que vai restabelecer as Casas da Mulher Brasileira, fortalecer o Disque Denúncia, fazer as Patrulhas Maria da Penha, ou seja, vai fazer o enfrentamento da violência contra a mulher. Também haverá a retomada de mais de 1.200 creches, cujas obras estão paralisadas, e outras tantas também serão lançadas; a ratificação da Convenção nº 190, que diz respeito ao trabalho livre de violência, incluindo a violência de gênero; a adesão do Brasil à Coalizão Internacional pela Igualdade Salarial; licença-maternidade para quem ganha o Bolsa Atleta; e a saúde menstrual. Enfim, estes são apenas alguns exemplos de programas que o Governo está estruturando por meio do Ministério da Mulher. Nós voltamos — que bom! — a ter o Ministério da Mulher, que é muito importante. Afinal, nós somos maioria na população brasileira e precisamos, sim, receber um olhar diferenciado, principalmente na aplicação das políticas públicas. Portanto, eu quero cumprimentar o Presidente Lula, todas as Parlamentares desta Casa e todas as mulheres brasileiras. Muito obrigada.
  • 05/07/2022Breves Comunicações

    Gestão desastrosa do Presidente Jair Bolsonaro. Caráter oportunista da Proposta de Emenda à Constituição nº 1, de 2022, sobre alteração da Emenda Constitucional nº 109, de 2021, para disposição sobre a concessão temporária de auxílio diesel a caminhoneiros autônomos, de subsídio para aquisição de gás liquefeito de petróleo pelas famílias de baixa renda brasileiras e de repasse de recursos da União com vistas à garantia da mobilidade urbana dos idosos, mediante a utilização dos serviços de transporte público coletivo, e autorização à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios de redução dos tributos sobre os preços de diesel, biodiesel, gás e energia elétrica, bem como outros tributos de caráter extrafiscal.

    Palavras-chave oficiais: JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPUBLICA, CRITICA. PEC 1/2022, PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO, RECURSOS, AUMENTO, BENEFICIO SOCIAL, CAMPANHA ELEITORAL, CONTRARIO.

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Sr. Presidente e colegas que nos acompanham pelas redes sociais. Presidente Vicentinho, o Bolsonaro está bem nervoso, não é? Aliás, o Governo está em desespero. Vão fazer reunião de Ministros para avaliar a situação política. E por que ele está nervoso? Porque ele faz um Governo com incompetência. Ele é despreparado, não tem capacidade de Governar, não sabe dar respostas ao País. Qual é o resultado que se tem hoje do Governo Bolsonaro? Primeiro, um contingente enorme de gente morta pela COVID, porque ele não tratou e não administrou bem a crise; segundo, trouxe de volta a inflação para o Brasil, coisa que nós já tínhamos debelado; terceiro, temos os combustíveis mais caros do mundo, inclusive o gás de cozinha. E, semana que vem, vai aumentar de novo o preço da energia elétrica. Além disso, ele está deixando 33 milhões de pessoas com fome, metade da população brasileira está em insegurança alimentar, e ele não conseguiu vencer o desemprego. Os postos de trabalho que são criados são precários, os trabalhadores ganham pouco, a renda é baixa. Essa é uma situação muito, muito difícil para o povo brasileiro. Há também o desmatamento na Amazônia, o estímulo ao preconceito contra negros, LGBTs e mulheres. Aliás, este é um Governo que tem escândalos. Olhem o que aconteceu no MEC! Não era este o Governo da moral? Não era este o Governo sério? Ele tem que explicar o caso do MEC. Há ainda as rachadinhas, há muita coisa. E há também esse escândalo na Caixa Econômica Federal. Soubemos agora que o assédio moral e sexual subiu muito durante o Governo do Bolsonaro. Isso é triste. Por isso ele está nervoso e vai perder a eleição, porque um Governo incompetente não ganha eleição. E aí ele surta e começa a falar besteira, além de usar dinheiro público para fazer campanha, já que as suas motociatas e as suas viagens são financiadas pelo Erário para ele aparecer. Ele não trabalha, fica só andando e falando besteira. Ele também ataca a urna eletrônica, sendo que se elege pela urna eletrônica desde a década de 1990. Agora ela não vale, porque ele acha que pode ser prejudicado. Não! Quem vai te derrotar, Bolsonaro, não é a urna eletrônica, é o povo mesmo, que não vai votar você! E agora o que ele quer fazer? Quer enganar o povo. Ele quer que esta Casa aprove um pacote de bondades a 3 meses das eleições. Nós defendemos 600 reais de auxílio emergencial desde o ano passado - desde o ano passado! -, e esta Casa não votou essa proposta. Bolsonaro não quis. Agora, a 3 meses das eleições, ele quer aumentar o auxílio para 600 reais. E quer dar vale a caminhoneiro, quer dar vale-gás aumentado. Ele acha que compra o povo. E esses benefícios só vão até dezembro, ou seja, são exatamente para o período eleitoral. Como disse o Presidente Lula, é que nem um picolé: você chupa e fica com o pau na mão. É isso que o povo vai ter: o palito do picolé na mão. É muito triste ele fazer esse proselitismo à custa das finanças dos Estados e dos Municípios ou de desestruturar o orçamento da União. Nós temos que denunciar esse oportunismo e dizer ao povo brasileiro que essas ações do Bolsonaro já poderiam ter sido tomadas há muito tempo. No início da pandemia, nós já poderíamos ter feito um plano. E esta Casa aqui liberou muito dinheiro para ele. Mas, infelizmente, não foi isso que ele fez. Então, o que nós temos hoje é esse plano de Bolsonaro. Tenho certeza de que a resposta virá no dia 2 de outubro, e esse homem sairá da cadeira do Palácio do Planalto, a bem do povo brasileiro, a bem do povo latino-americano, a bem daqueles que realmente querem o desenvolvimento para o nosso País. Não dá mais para aguentar. É muito triste ter que vir a esta tribuna e falar sobre isso. Não gostaria, como Deputada, de fazê-lo, mas falo da pura realidade que nós enfrentamos. Obrigada.
  • 22/06/2022

    Incompetência do Governo Jair Bolsonaro no combate à insegurança alimentar, ao desemprego e à carestia. Volta do Brasil ao Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura - FAO. Retrocesso dos indicadores econômicos e sociais do País, de acordo com a matéria publicada pelo jornal O Globo . Tentativa do Presidente da República de atribuição de culpa à PETROBRAS pelos reajustes dos preços dos combustíveis com a criação de CPI destinada à investigação da estatal (CPI da PETROBRAS). Adoção da política de Preço de Paridade Internacional - PPI pelo Conselho de Administração da PETROBRAS para geração de lucros e dividendos aos acionistas privados. Apoio a alterações na Lei nº 13.303, de 2016, acerca do estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios (Lei das Estatais).

    Palavras-chave oficiais: CRÍTICA, GOVERNO FEDERAL, MAPA DA FOME, DADOS, FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE), DESEMPREGO, CUSTO DE VIDA, INFLAÇÃO, CRIME, JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA. CRÍTICA, GOVERNO FEDERAL, POLÍTICA DE PREÇOS, COMBUSTÍVEL, PETRÓLEO BRASILEIRO (PETROBRAS), ELEIÇÕES, PREÇOS DE PARIDADE DE IMPORTAÇÃO (PPI), ACIONISTA, LUCRO, COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO (CPI), JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA. DEFESA, ALTERAÇÃO, LEI DE RESPONSABILIDADE DAS ESTATAIS, CRÍTICA, CRIMINALIZAÇÃO, POLÍTICA.

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    A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Sra. Presidenta. Colegas que nos acompanham pelas redes sociais e também pela TV Câmara, nosso País está sofrendo muito. É triste ver a situação do povo, da maioria do povo brasileiro, que tem sido perseguido por um Governo que não tem competência, que não tem preparo, que não tem condições de governar o País. A fome voltou no Brasil: 33 milhões de pessoas passam fome. E um estudo do IBGE revelou que, em 2021, 106 milhões de pessoas viveram com cerca de 415 reais por mês, ou seja, à beira também de ter restrição alimentar, de passar fome. É triste isso. A renda cai, o desemprego aumenta e a carestia voltou no Brasil. Temos uma inflação que não consegue ser controlada, porque é uma inflação causada pelo que nós chamamos de "preços administrados", que são os preços definidos pelo Governo, como é o caso da energia elétrica, como é o caso dos combustíveis. Então, o Governo gera um problema para o País e não consegue resolver. E esse círculo vicioso está prejudicando o nosso povo. Um país que já tinha se livrado da fome, um país que já tinha saído do Mapa da Fome, em que o povo tinha condições de viver dignamente, tem retrocesso. Aliás, matéria recente, publicada no jornal O Globo - portanto, bem isenta da visão de esquerda, inclusive com a opinião de pessoas que não eram do nosso campo político -, dizia que o Brasil regrediu cerca de 30 anos nos indicadores econômicos e nos indicadores sociais, uma tragédia! E não adianta dizer que é por culpa da pandemia ou da guerra. É óbvio que são eventos que afetam, mas um governante com capacidade, um governante que gosta do seu povo, um governante que quer o desenvolvimento do seu país teria enfrentado esses problemas diferentemente desse governante que está aí, que é incompetente, incapaz e tem má-fé. O pior de tudo isso é que ele tem má-fé: sabe que está cometendo crimes sistematicamente e continua fazendo isso. Não está preocupado com o povo: está preocupado com ele, com os filhos dele, com o que ele acha que é importante para a sua família. A questão dos preços da PETROBRAS é uma vergonha. Como é que pode um Presidente da República ficar brigando com uma empresa estatal, criminalizando a empresa estatal, como se ele não tivesse nada a ver com isso, Deputado Célio Moura, como se a empresa PETROBRAS não fosse majoritariamente do Governo, que é quem tem a maioria das ações e é o controlador da empresa? E ele começa a brigar com a empresa, tentando criminalizar a PETROBRAS. Ele quer criar uma narrativa política para justificar os crimes que comete contra a economia popular e poder disputar a eleição. Ele sabe que não vai ganhar essa eleição! Cada dia ele está pior. Então, ele quer ter argumento político. Como ele teria de resolver o problema e não resolve, ele diz que a culpa é a PETROBRAS. Vamos lembrar aqui como chegamos a essa situação dos preços dos combustíveis. Na época do Governo Temer, Pedro Parente, o Presidente da PETROBRAS, reuniu os acionistas e aprovou a política de Preços de Paridade de Importação - PPI dizendo que tudo tinha de ser em dólar, inclusive a gasolina produzida nas nossas refinarias sofre a taxação de imposto de importação. Todas as taxas relativas à importação são colocadas no custo também da produção local. Não era assim que nós fazíamos. A gasolina ou o diesel produzido no Brasil tinham o custo em Real para a formação de preço. Isso ajudava a manter o preço mais baixo e a ter equilíbrio. Não. Eles dolarizaram tudo. Por quê? Porque existem cerca de 800 ou 900 mil acionistas, estrangeiros na sua maioria, que querem otimizar o lucro. Então, a PETROBRAS, em vez de ser uma geradora de riqueza para o País, de energia, de petróleo ou de gasolina, passou a ser uma geradora de lucros e dividendos para os seus acionistas. Essa política de paridade foi aprovada pelo Conselho de Acionistas. Ora, se o Governo é maioria, ele tem condições de mudar isso. E por que quer criar uma CPI para discutir isso? É para fazer cortina de fumaça, porque ele não tem coragem de enfrentar o mercado, não tem coragem de enfrentar os acionistas. Esse é um Governo que está de joelhos para o andar de cima da sociedade brasileira. Só faz para os ricos, não faz para os pobres. Então, não governa o Brasil. Aí fica inventando uma bobageira de CPI, aí fica inventando de tirar imposto dos Estados, fica inventando negócio de dar vale, vale-gás, vale-caminhoneiro! Isso é ridículo! É humilhante para o povo brasileiro. Precisamos dar emprego para esse povo. Precisamos dar o preço justo de combustível. Precisamos ter desenvolvimento, e não essa política que o Bolsonaro está colocando. A única coisa que vi que acho que tem valor para discutimos aqui, que foi proposta até pela base do Governo, é a mudança na Lei das Estatais. Eu concordo com isso. Nós fomos contra a mudança que eles fizeram na Lei das Estatais, na época do Temer, porque criminalizaram a política. A Lei das Estatais diz que ninguém que participou de eleição há 4 anos pode ser indicado diretor da PETROBRAS ou diretor de uma estatal. Não pode ser político, não pode ser Líder de partido, como se ser político fosse crime. E nós sabemos como funciona. Quem pratica crime, quem vem para cima é a iniciativa privada. É isso que acontece, meu Líder Deputado Reginaldo, Deputado Vicentinho, que está aqui. É a iniciativa privada que corrompe, e aí eles fizeram isso: não pode ser político. E também não pode haver nenhuma decisão que contrarie os interesses econômicos da empresa e dos seus acionistas. Não fala nada de interesse social, como se uma estatal fosse meramente uma empresa privada. A PETROBRAS foi construída com o sangue e com o suor do povo brasileiro. Ali há dinheiro público, há dinheiro de imposto. Ali há investimento de Estado. Então, concordamos em mudar a Lei das Estatais. Se o Presidente Arthur Lira quiser trazer a Lei das Estatais, concordamos, porque é uma lei que criminaliza a política. Agora eles estão vendo o que eles fizeram. E não é para indicar político, não. É preciso parar com esta história. Estatal era subordinada ao Governo, e a maioria das ações da PETROBRAS é do Governo. Então, o governo eleito pelo povo, tendo uma linha política, tem que dar a linha para as estatais. Essas empresas têm de ser colocadas a serviço do desenvolvimento, não a serviço de um grupo minoritário de sócios que querem lucro. E o povo brasileiro? Onde está o lucro do povo brasileiro? É pagar gasolina cara, o diesel caro, gás de cozinha caro? Está errado. É vergonhoso! Aliás, é uma vergonha ter um Governo como o Bolsonaro. Dá vergonha de olhar o noticiário, vergonha do que ele fala, vergonha do que ele é, vergonha do governo que ele faz, vergonha do sofrimento a que ele submete a nossa gente. Mas isso vai passar logo, logo. Faltam menos de 100 dias - se Deus quiser, e Deus quer, pela mão do povo - para nos livrarmos deste traste.
  • 20/04/2022

    Criação, pelo PT em conjunto com o PCdoB e o PV, da Federação Brasil da Esperança - Fé Brasil. Leitura de trechos da carta-programa da federação.

    Palavras-chave oficiais: FEDERAÇÃO PARTIDÁRIA, PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT), PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL (PC DO B), PARTIDO VERDE (PV), CRIAÇÃO.

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    A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, colegas Parlamentares que nos acompanham pelas redes sociais e também pela TV Câmara, hoje eu venho aqui para oficialmente falar a esta Casa sobre a formação, a criação da primeira federação partidária, a Federação Brasil da Esperança, composta pelo Partido dos Trabalhadores, pelo Partido Comunista do Brasil e pelo Partido Verde. Faço esse comunicado em nome dos Presidentes do PCdoB e do PV: a companheira Luciana Santos, do Partido Comunista do Brasil, e o companheiro Luiz Penna, do Partido Verde. Nós iniciamos no dia 18 de abril, segunda-feira, o registro da nossa Federação Brasil da Esperança, que é resultado de muitas conversas, de muitas articulações e de muitas reflexões sobre o momento por qual passa o nosso País. A federação de partidos políticos é um instituto novo, criado pela Lei nº 14.208, de 2021, que tem, Deputado Reginaldo, nosso Líder, o objetivo de tornar mais nítido um campo político e a atuação dos partidos nesse campo. E ela veio muito a calhar neste momento, em que vivemos uma tristeza política no Brasil, em que este País é governado por um homem que não tem apreço pela democracia, que instiga o ódio, a violência, que instiga todas as coisas ruins como forma de fazer política e disputa. Nós temos que vencer isso, tirar o Brasil das trevas em que ele está. Portanto, devemos unir os partidos, os movimentos que realmente acreditam na democracia e por ela lutaram neste País. A Federação de Partidos - a Federação Brasil da Esperança - nasce como expressão do anseio de grande parcela do nosso povo pela inadiável superação da profunda crise social, econômica e política em que o Brasil se encontra. O imenso sofrimento e a falta de perspectiva da maioria da população é fruto de políticas neoliberais e autoritárias, aprofundadas por um governo que mantém sob ameaça constante a Constituição e o próprio sistema democrático em nosso país. Os partidos democráticos e progressistas que compõem esta Federação assumem o compromisso de enfrentar em conjunto esta grave crise nacional, colocando como questão central de seu Programa e objetivo político a tarefa da reconstrução e da transformação nacional. Assumem, portanto, um compromisso com a sociedade brasileira em torno da superação do Estado neoliberal e da consolidação de um Estado social assentado nos pilares da democracia, do desenvolvimento, da sustentabilidade ambiental, da soberania nacional, do combate às desigualdades, da ampliação e da retomada dos direitos da classe trabalhadora e da promoção do conjunto dos direitos da cidadania do povo brasileiro. Este compromisso enseja a promoção dos direitos individuais e coletivos diante dos retrocessos impostos por um governo de extrema-direita, racista, machista, preconceituoso, negacionista e pregoeiro do ódio e da violência. Trata-se, assim, de um compromisso com o fortalecimento e o equilíbrio dos Poderes, com a restauração plena do Estado Democrático de Direito e com o avanço do Estado social, conforme afirma a Constituição; com a transparência das ações de governo, a defesa do patrimônio público e o combate permanente aos desvios e à corrupção, em absoluto respeito ao devido processo legal. Os partidos que compõem a Federação assumem o encargo de construir um Projeto de desenvolvimento econômico, produtivo, social e ambiental, com democracia, inclusão e soberania, que dê respostas aos dilemas e desafios da contemporaneidade e que seja capaz de enfrentar as amarras do neoliberalismo contra as instituições, contra a cultura democrática e contra o crescimento econômico. É tarefa emergencial combater a fome, gerar empregos, aumentar salários e aposentadorias e acabar com a inflação. Isso exige retirar a economia nacional do atoleiro, da estagnação e empreender a reconstrução nacional, com a imediata retomada do crescimento da indústria, da infraestrutura e a geração de postos de trabalho. (...). Cito também a garantia da soberania alimentar com o avanço da reforma agrária e do apoio à pequena e à média propriedade agrícola. Isso exige proteger o patrimônio do país e recompor o Estado nacional e as empresas estatais para que cumpram seu papel de coordenação e indução do processo de desenvolvimento econômico e progresso social do país, promovendo um modelo de desenvolvimento econômico justo, solidário e sustentável. (...) A Federação de Partidos nasce quando celebramos duzentos anos de independência e de lutas sociais pela soberania nacional, com a responsabilidade de construir, na expressão democrática das urnas e na mobilização do povo, a legitimidade para alcançar uma vida melhor para brasileiros e brasileiras, promovendo as mudanças que o país precisa. A federação, com certeza, como um instituto novo, terá vários desafios. Mas quero saudar aqui o esforço de cada partido. Quero saudar o esforço do PSB, que iniciou as tratativas conosco durante a construção da federação. Infelizmente, não foi possível nos juntarmos nesse instituto, mas o partido segue conosco numa coligação a ser formada agora para as eleições de 2022. Quero saudar os partidos que fazem parte da federação, pelo esforço, pela dedicação que empreenderam e pela construção conjunta de um estatuto e de uma carta-programa ao povo brasileiro, da qual eu li trechos aqui, que será publicada na íntegra para que a sociedade brasileira conheça os nossos propósitos e, principalmente, o compromisso que temos com o povo brasileiro. A federação não é uma simples coligação. Ela é uma união dos partidos que a compõe por um período mínimo de 4 anos, para efetivamente demarcar um campo político e os partidos poderem lutar conjuntamente por aquilo em que acreditam. Por isso, saúdo todos aqueles que participaram desse esforço, os nossos Parlamentares, a bancada do PT, a bancada do PCdoB, a bancada do PV, que estiveram juntas na composição, na discussão e no avanço da federação. Viva a federação! Viva a união dos partidos de esquerda, de centro-esquerda, dos partidos da democracia, do progressismo! Viva a união daqueles que defendem a vida do povo brasileiro, daqueles que têm compromisso popular! Vamos vencer. Vamos vencer a barbárie, o ódio e a tristeza. Vamos, de novo, colocar o Brasil nas mãos do povo brasileiro.
  • 16/03/2022Breves Comunicações

    Perplexidade ante as críticas do Presidente Jair Bolsonaro à empresa Petróleo Brasileiro S/A - PETROBRAS. Protesto contra a manutenção da política de dolarização dos preços de combustíveis. Recebimento de 1 milhão de reais de dividendos pelo Presidente da PETROBRAS, general Joaquim Silva e Luna.

    Palavras-chave oficiais: COMBUSTIVEL, PARIDADE, DOLAR, PREÇO, POLÍTICA DE PREÇOS, REVISÃO, PETRÓLEO BRASILEIRO (PETROBRAS), GESTAO, JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPUBLICA, RESPONSABILIDADE. DIVIDENDOS, BONIFICAÇÃO, BENEFICIO FINANCEIRO, PREMIO, SALÁRIO, PRESIDENCIA, JOAQUIM SILVA E LUNA, GENERAL DE EXÉRCITO, PRESIDENTE, PETRÓLEO BRASILEIRO (PETROBRAS), ANALISE.

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    A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Sr. Presidente. Colegas, eu subo a esta tribuna estarrecida com o que presenciamos esta semana, nossa Deputada Alice Portugal. O Presidente Jair Bolsonaro veio a público criticar a PETROBRAS, dizendo que a PETROBRAS não tem sensibilidade para com o povo brasileiro e por isso aumenta o combustível. De que caminhão caiu esse homem? É o que eu me pergunto. A PETROBRAS é uma empresa estatal. A PETROBRAS tem comando do Estado brasileiro. Majoritariamente, é o Estado brasileiro que comanda a PETROBRAS. O Presidente da PETROBRAS quem nomeou foi Bolsonaro. O Conselho de Administração da PETROBRAS quem nomeou foi Bolsonaro. Como Bolsonaro não tem a direção e o comando da empresa, se foi ele que colocou todos os homens que estão lá? E Bolsonaro vem criticar a PETROBRAS, como se não tivesse nada com isso! É uma aberração! É um mentiroso, é a fake news ambulante, é a mentira ambulante esse Presidente! Ele faz mal ao povo brasileiro, é pernicioso ao povo brasileiro. Sabem o que Bolsonaro tinha que fazer? Dizer à PETROBRAS o que a PETROBRAS tem que fazer. Porque ele, como Presidente da República, representante do Estado, detém a maioria de ações da PETROBRAS e detém o seu comando político. Então, o que ele tinha que fazer? Mudar a política de preço, tirar a dolarização do preço dos combustíveis. Vamos fazer com o custo interno de produção do nosso petróleo. Esta, sim, é uma das produções mais baratas do mundo. Por que o povo brasileiro tem que pagar em dólar? Por que o povo brasileiro está subsidiando o combustível de outros países? Agora, Deputado Reginaldo, nosso Líder, ele mandou a PETROBRAS produzir mais petróleo para exportar, para melhorar a situação do combustível norte-americano. Ele é louco esse homem! E fala e faz discurso como se ele não tivesse nada a ver com isso. Ele está sentado na cadeira da Presidência da República. E não venha dizer que o problema é a guerra, porque a situação dos preços dos combustíveis no Brasil já estava exorbitante antes da guerra e iria continuar. Agora, baixou o preço do petróleo em âmbito mundial: o barril caiu de 130 para 100 dólares. O que aconteceu aqui dentro? Nada! Melhor dizendo, a PETROBRAS aumentou o preço. Isso é melhor para os acionistas privados. Sabe quanto aquele Luna, que é o Presidente da PETROBRAS, vai receber de dividendos? Um milhão de reais, cerca de 1 milhão de reais! Isso é uma indecência! É um tapa na cara do povo brasileiro! Pare de mentir, Bolsonaro! Assuma que é Presidente! Mexa na política de preço, não fique colocando a culpa nos outros e nem na guerra. A responsabilidade é sua!
  • 09/03/2022Breves Comunicações

    Transcurso do Dia Internacional da Mulher. Caráter eleiçoeiro de programas e projetos lançados pelo Presidente Jair Bolsonaro em benefício das mulheres. Desestruturação pelo Presidente da República de planos, programas, medidas e ações adotadas pelo Governo Luiz Inácio Lula da Silva a favor da classe feminina.

    Palavras-chave oficiais: DIA INTERNACIONAL DA MULHER, POLITICA PUBLICA, MULHER, JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPUBLICA, CRITICA. GOVERNO, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, POLÍTICA PÚBLICA, MULHER.

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    A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente Alexandre Frota, colegas da Câmara dos Deputados, ontem foi o Dia Internacional da Mulher, e o Presidente Jair Bolsonaro, este Presidente que não gosta de mulheres, lançou uma série de programas e projetos para beneficiar as mulheres: medidas protetivas, medidas para o empreendedorismo, medidas para o crédito. Eu me pergunto: por que agora, Bolsonaro, no seu último ano de Governo? Se estava tão preocupado com as mulheres, por que não lançou essas medidas no seu primeiro ano? Por que destruiu as medidas feitas pelos Governos do Presidente Lula e da Presidenta Dilma? Vou dizer quais foram essas medidas. Lula criou, no seu primeiro ano, a Secretaria de Políticas para as Mulheres, com status de Ministério; e Bolsonaro a destruiu. Lula fez quatro conferências nacionais para discutir políticas de mulheres e também lançou o Plano Nacional de Políticas para as Mulheres. Foi no Governo Lula que nós sancionamos a Lei Maria da Penha. Foi no Governo Dilma que nós sancionamos a Lei do Feminicídio. Foi nos nossos governos que a Rede de Serviços Especializados para as Mulheres aumentou de 332 pontos para 1.534 pontos. Foi nos nossos governos que nós fizemos a Casa da Mulher Brasileira, com a proposta de se criar uma unidade por Estado. Mas Bolsonaro não deu continuidade ao projeto e acabou fechando as unidades que estavam abertas. Foi no nosso governo que fizemos a Central 180, para as mulheres denunciarem violência. Mas esse serviço foi também fechado. Foi nos nossos governos que o SUS fez cirurgias plásticas para restaurar mulheres que foram deformadas pela violência. Foi nos nossos governos que as mulheres tiveram autonomia, pois 93% das famílias beneficiadas pelo Bolsa Família têm mulheres como responsáveis. Cerca de 94% das responsáveis por cisternas eram mulheres. No Minha Casa, Minha Vida, 54% das titularidades das propriedades foram para as mulheres. Foram feitas 3.088 creches. Houve inclusão previdenciária. Em 2006, as donas de casa foram autorizadas a contribuir para a Previdência e puderam se aposentar como donas de casa. Também houve medidas de igualdade e de oportunidade. No PRONATEC, 59% das matrículas foram de mulheres. No FIES, 58,9% dos contratos foram para mulheres, para as jovens. No PROUNI, 53% das bolsas foram para mulheres. A PEC das Domésticas deu às empregadas domésticas direitos similares aos dos demais trabalhadores. Em 2015, 48% dos microempreendedores individuais eram mulheres. Também houve política de microcrédito, que agora Bolsonaro diz que vai criar. Sessenta e dois por cento das operações de microcrédito foram para as mulheres. Houve políticas do campo e da floresta. Um milhão de documentos foram emitidos para mais de 559 mil mulheres. Foram disponibilizadas 53 unidades de ônibus e barcos para atuar no enfrentamento à violência. Oitenta e sete por cento das famílias extrativistas que receberam o Bolsa Verde eram chefiadas por mulheres. Trinta por cento dos recursos de assistência técnica foram para as mulheres. O PRONAF Mulher ajudou na linha de crédito para as mulheres e na titulação conjunta da reforma agrária e do crédito fundiário para homens e mulheres. É isso. Não é no último ano que se mostra o compromisso com as mulheres; é desde o primeiro ano de governo. As medidas que Jair Bolsonaro - esse machista, misógino, que não gosta de mulheres, que ataca mulheres, que diz que ter uma filha é dar uma fraquejada - adota no último ano é para ter benefício eleitoral. As mulheres não serão enganadas! As mulheres estarão juntas na luta para transformar este Brasil e tirar Bolsonaro de onde ele está.
  • 24/02/2022Breves Comunicações

    Alcance de lucros exorbitantes pela empresa Petróleo Brasileiro S/A - PETROBRAS. Elevados preços de combustíveis e gás de cozinha impostos aos consumidores brasileiros. Inocorrência de corrupção sistêmica na estatal durante o governo petista. Desinteresse do Presidente da República na alteração da política de dolarização de preços adotada pela PETROBRAS. Prática de corrupção pelo Governo Jair Bolsonaro.

    Palavras-chave oficiais: LUCRO, PETRÓLEO BRASILEIRO (PETROBRAS), DIVIDENDOS, ACIONISTA, CRÍTICA, GOVERNO FEDERAL, JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, POLÍTICA DE PREÇOS, INFLAÇÃO, GASOLINA, ÓLEO DIESEL, GÁS LIQUEFEITO DE PETRÓLEO (GLP), COMBUSTÍVEL, OPERAÇÃO LAVA JATO, CORRUPÇÃO. DEFESA, DILMA ROUSSEF, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, PETRÓLEO BRASILEIRO (PETROBRAS), POLÍTICA PÚBLICA, GOVERNO, PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT), GOLPE DE ESTADO.

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    A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente Célio Moura. Colegas da Câmara dos Deputados, a PETROBRAS deu lucro de 106,7 bilhões de reais em 2021, 1.400% de aumento em relação a 2020. Dá para comemorar? A quem está servindo esse lucro da PETROBRAS? Não é ao povo brasileiro. O povo brasileiro paga pela gasolina, pelo óleo diesel e pelo gás de cozinha preços que estão entre os mais caros do mundo. E a empresa pública que foi construída na década de 50 por Getúlio Vargas para garantir a extração do petróleo, para garantir combustível para este País, para garantir a nossa soberania e o nosso desenvolvimento, está sendo entregue aos interesses privados. Era isso que o golpe de 2016 queria ao tirar a Dilma da cadeira da Presidência e depois prender o Lula sob a acusação de corrupção. E a principal acusação de corrupção era exatamente na PETROBRAS. Eles queriam exatamente destruir a política que fazíamos na PETROBRAS, uma política que visava garantir gasolina, diesel e gás de cozinha baratos ao povo brasileiro. Graças à PETROBRAS, o Brasil se tornou autossuficiente em petróleo e tem uma exploração de petróleo com custo entre os menores do mundo. Mas estamos agora com esse preço escorchante dos combustíveis em cima do povo para distribuir 106 bilhões de reais para acionistas privados. Isso é uma extorsão! Isso aqui é corrupção! Isso aqui é roubo! Isso é roubo à luz do dia que deixa o povo brasileiro mais pobre, coloca o povo brasileiro em maiores dificuldades, deixa o Brasil sem desenvolvimento para que um grupo pequeno se beneficie desses lucros exorbitantes. Isso tem que ser denunciado! Foi para isso que deram o golpe! Foi por isso que prenderam o Lula! Não houve corrupção sistêmica na PETROBRAS, como querem fazer crer. E a PETROBRAS, nos nossos Governos, nunca deu prejuízo. No único ano em que houve um prejuízo contábil, ele foi imposto pela Price Waterhouse, que fazia a auditoria contábil da empresa, para justificar o que a Operação Lava-Jato dizia. Eles depreciaram ativos, tiraram valores do patrimônio da PETROBRAS, para dizer que havia prejuízo. Em todos os outros anos em que nós governamos, não tivemos nem prejuízo contábil. Sempre tivemos lucro, e lucro compatível com o das petroleiras internacionais. E foi com o golpe e com este Governo frouxo do Bolsonaro, entreguista, um Governo que não tem apreço pelo seu povo, que esta política começou a ser praticada. É uma vergonha isso aqui! E vem o Bolsonaro dizer que não pode mexer no preço da PETROBRAS! Pode sim, seu Presidente frouxo! Pode e deve! Sabe por quê? Porque quem está determinando o preço da PETROBRAS é o Conselho de Administração da PETROBRAS. Nós nunca antes tivemos paridade de preço internacional nos combustíveis. Nossos preços nunca foram dolarizados. Tinham referência externa, mas eram fixados com base no custo interno. Que história é essa de que não pode mexer nos preços? Que história é essa de que não pode alterar os preços, porque é interesse de mercado? O mercado tem que ter o interesse do povo brasileiro. Corrupção é isso, Bolsonaro! Corrupção está à luz do dia, no seu Governo, que está extorquindo o povo brasileiro com o preço dos combustíveis. E você é um Presidente frouxo, um Presidente que não consegue governar, que não tem competência e que entrega sempre os interesses do povo àqueles que têm mais dinheiro. É o Presidente dos ricos! Meus protestos aqui, Presidente. Nós temos que continuar firmes defendendo o Brasil, defendendo o povo brasileiro, para que possamos tirar o País da lama em que ele se encontra, com este Presidente de araque, que não tem capacidade e condições de fazer um Governo e proteger a população.
  • 23/02/2022Breves Comunicações

    Desativação, pelo Governo Jair Bolsonaro, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais - CEMADEN.

    Palavras-chave oficiais: CENTRO NACIONAL DE MONITORAMENTO E ALERTAS DE DESASTRES NATURAIS (CEMADEN), PREVENÇÃO, DESASTRE AMBIENTAL, IMPLANTAÇAO, GOVERNO, DILMA ROUSSEFF, EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, DESATIVAÇÃO.

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    A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, colegas, quem nos acompanha pelas redes da Câmara dos Deputados, eu venho falar aqui hoje sobre o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais. Nós - digo nós, o Estado brasileiro - poderíamos ter evitado a situação trágica, vivida em Petrópolis, e a maioria das mortes que foram causadas pelo deslizamento, pela quantidade de chuva e pelas inundações. Por que estou falando isso? Porque eu estava na Casa Civil, durante o Governo da Presidenta Dilma, em 2011, quando nós implantamos um programa de prevenção a desastres naturais e criamos o CEMADEN - Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais. E o que faz o CEMADEN, no âmbito do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações? Faz, exatamente, o monitoramento das áreas de risco e os alertas para evitar tragédias, não as chuvas, não os vendavais, não o desastre natural, mas a consequência deles. Com o CEMADEN, implantamos um grande sistema de monitoramento, em mais de 800 Municípios no Brasil, que eram considerados áreas de risco; instalamos 9 radares, só para fazer o monitoramento do tempo; instalamos 3 mil pluviômetros nessas regiões de risco que faziam a leitura dos acontecimentos; foram implantadas nas comunidades estações robotizadas; fizemos 27 salas de situação, no Brasil inteiro, para acompanhar a situação meteorológica e avisar Estados e Municípios; mapeamos os setores de risco;também tivemos resposta do CENAD, o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Naturais, e da Defesa Civil; começamos a monitorar e a ajudar os Municípios a prepararem pessoas para intervir em áreas de risco; fizemos kits de apoio humanitário; capacitamos a Defesa Civil e fortalecemos as Forças Armadas, com estoque e equipamentos de apoio para profissionais e equipes; estabelecemos 18 módulos; disponibilizamos pontes móveis em todas as regiões do País. Nós deixamos um sistema estruturado. E hoje noticiam os jornais que, desde 2018, o CEMADEN foi desativado. Os radares não estão funcionando, portanto, os pluviômetros não estão funcionando. Nada do que nós montamos, a partir de 2011, quando também enfrentamos um desastre natural, funcionou. Esse é o Governo do desastre, da desconstrução. É um Governo que não se preocupa com o povo. Esse é o Governo que implantou, defendeu o teto de gastos e está aí gastando com um monte de coisas que não são necessárias, nas emendas secretas, nos orçamentos secretos, colocando verba para coisas que não são necessárias. Enquanto isso, o povo está sofrendo as consequências de desastres naturais. Nós não evitaríamos o desastre, nem as chuvas, nem os deslizamentos, mas com certeza evitaríamos a maioria das mortes em Petrópolis, se esse sistema estivesse em funcionamento. Nós temos que dizer alto aqui: esse é o Governo da destruição! Bolsonaro, onde coloca a mão, causa morte e destruição!
  • 16/02/2022

    Protesto contra a privatização da empresa Centrais Elétricas Brasileiras S/A - ELETROBRAS. Reajuste de tarifas de energia elétrica. Manifestação do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a venda da estatal.

    Palavras-chave oficiais: CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS (ELETROBRÁS), PRIVATIZAÇÃO, CONTRÁRIO, AUMENTO, TARIFA DE ENERGIA ELÉTRICA, CRÍTICA. LEITURA, MÍDIA DIGITAL, OPINIÃO, LUÍS INÁCIO LULA DA SILVA, EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT), PRIVATIZAÇÃO, CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS (ELETROBRÁS).

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    A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, colegas, companheiros, aqueles que nos acompanham pelo sistema de comunicação da Câmara dos Deputados, ontem, infelizmente, nós tivemos mais uma situação triste vivenciada neste País, neste capítulo da história de desconstrução do Estado nacional: o Tribunal de Contas da União deu aval, por 6 votos a 1, para vender a ELETROBRAS. Sim, nossa empresa de energia elétrica! O único voto contra, Deputado Alencar, foi o do Ministro Vital do Rêgo, e foi um voto brilhante. Ele disse por que era contra: porque a ELETROBRAS estava sendo entregue por menos da metade do preço, 67 bilhões, quando, na realidade, a valoração tinha que ser de pelo menos 130 bilhões. Do montante, apenas 25 bilhões vão voltar para o Tesouro Nacional. Esta empresa, Deputado Carlos Veras, foi construída em 1962 para organizar o Sistema Elétrico Brasileiro. Ela tem 34 usinas hidrelétricas, mais um tanto de usinas térmicas e 58 mil quilômetros de linhas de transmissão. Tudo isso foi pago com dinheiro público e, agora, está sendo entregue como se o privado fosse eficiente e conseguisse minorar a crise energética brasileira, que é causada pela falta de investimentos no sistema. Não é por falta de dinheiro público. É porque represaram o dinheiro público para a ELETROBRAS ficar com ele, e eles a venderem para a iniciativa privada! A iniciativa privada é eficiente quando se trata de lucro, não para fazer a distribuição. Hoje, o megawatt/hora da ELETROBRAS é de 65 reais, enquanto o do mercado livre privado é de 194. Agora o da ELETROBRAS também vai ficar caro. O que está acontecendo é o seguinte: vende-se o patrimônio brasileiro para dar mais lucro a quem faz o negócio. É este o objetivo de Paulo Guedes, não é outro, porque já existe dinheiro privado na ELETROBRAS. Ela é uma empresa de capital aberto, de economia mista, mas o Governo tem o controle, que é exatamente levar o serviço à população mais pobre, que não pode pagar. Então, tudo isso é um absurdo! A conta de energia está pela hora da morte! Minha conta de energia aqui em Brasília custou mais de 100 reais em dezembro e pulou para 900 reais agora em janeiro, por causa da Neoenergia. O próximo Presidente da República terá que rever isso. Ele terá que recuperar o patrimônio do povo brasileiro. Segurança jurídica numa negociata é zero! Vai haver consequências para quem se aventurar. Eu quero terminar minha fala lendo o tuíte do Presidente Lula em que ele se manifesta sobre o assunto. Diz ele: "Eu espero que os empresários sérios que querem investir no setor elétrico brasileiro não embarquem nesse arranjo esquisito que os vendilhões da Pátria do Governo atual estão preparando para a ELETROBRAS, uma empresa estratégica para o Brasil, meses antes da eleição". Nós temos que lutar é pelo nosso patrimônio e pela soberania nacional! Muito obrigada, Presidente.
  • 08/12/2021

    Transcurso do Dia Nacional de Defesa do Emprego dos Frentistas. Contrariedade à instalação de bombas de autoatendimento nos postos de revenda de combustíveis.

    Palavras-chave oficiais: FRENTISTA, EMPREGO, DEFESA, DIA, HOMENAGEM, BOMBA DE ABASTECIMENTO DE COMBUSTÍVEL, DEFESA. AUTOSSERVIÇO, POSTO DE GASOLINA, CONTRARIO.

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    A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Eu gostaria de registrar, Sr. Presidente e colegas, que hoje é o Dia Nacional de Defesa do Emprego dos Frentistas, dos trabalhadores dos postos de gasolina. Mais de 500 mil trabalhadores e trabalhadoras atendem nos postos de combustíveis, servindo gasolina e atendendo aqueles que precisam dos serviços dos postos. Esses empregos estão ameaçados. Há duas iniciativas nesta Casa que querem implantar nos postos de combustíveis o autosserviço. Isso retirará o emprego desses trabalhadores. Nós somos contra. Então, estamos apoiando essa luta. Eu apoio todas as entidades sindicais e o faço na pessoa do nosso companheiro Lairson Sena, o Presidente do SINPOSPETRO do Paraná. Parabéns pela luta! A bancada do Partido dos Trabalhadores está junto com os frentistas contra a implantação do autosserviço nos postos de gasolina.
  • 25/11/2021

    Discussão da Medida Provisória nº 1.061, de 2021, sobre a instituição do Programa Auxílio Brasil e do Programa Alimenta Brasil. Protesto contra a extinção do Programa Bolsa Família.

    Palavras-chave oficiais: DISCUSSÃO, MPV 1061/2021, MEDIDA PROVISÓRIA. CRÍTICA, REVOGAÇÃO, LEI DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA, GOVERNO FEDERAL, JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, PROGRAMA AUXÍLIO BRASIL, EXTREMA POBREZA.

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    A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Sem revisão da oradora.) - Colegas, por que nós estamos votando aqui o fim do Bolsa Família? Por que esta Casa está votando essa medida provisória? Por que, Presidente Lira, V.Exa. está conduzindo essa matéria, acabando com um programa de 18 anos, premiado internacionalmente, um programa que ajudou milhões de pessoas a saírem da miséria? Aliás, em seu Estado de Alagoas, em todo o Nordeste, esse programa foi vital para incluir as pessoas. Por que estamos fazendo isso? Estamos fazendo isso com a desculpa de que se tem que aumentar o benefício? Não era mais simples aumentar o benefício do Bolsa Família, aumentar o corte do que se chama linha de pobreza e extrema pobreza? Não, é preferível desestruturar um programa que era reconhecido, fácil, direto, objetivo, que as pessoas, que as famílias já conheciam, e ceder aos caprichos de Bolsonaro para se criar um programa dele, com o nome dele, um programa de caráter eleitoreiro. Isso é ceder aos caprichos de um Presidente que sempre atacou o Bolsa Família. Dizia que era um programa para vagabundo, que era um programa que impedia as pessoas de trabalharem. Agora está ele criando um programa seu. E esta Casa, que acompanhou os 18 anos do Bolsa Família, em sua maioria está querendo o fim do Bolsa Família e a criação do Auxílio Brasil. Eu sei que o Relator melhorou muito a medida provisória que veio para cá, como alguns colegas já disseram, mas não tirou a centralidade do problema, Ministro Patrus Ananias: é uma medida eleitoreira, que desorganiza a proteção e que vai colocar os pobres em vulnerabilidade. Como diz a gíria popular "Não vai dar bom!" Não vai dar bom porque V.Exas. estão desestruturando algo que já é conhecido da população, e muitas vezes sem ter na cabeça o que significa ser pobre e ter que ganhar um auxílio. Não pensem os senhores que as pessoas gostam de ganhar auxílio, não! As pessoas querem ganhar salário para viver da dignidade do seu trabalho. O auxílio vem quando o País não consegue gerar emprego para o seu povo. É por isso que nós estamos aqui. E as pessoas que estão no Bolsa Família trabalham, sim, 70% trabalham. Agora devem estar sem emprego, mas trabalham com carteira assinada, ao contrário do que eu ouvi o Relator dizer numa entrevista, na televisão. Por isso, o que nós tínhamos que estar fazendo nesta Casa era tentar aumentar para uma renda de 600 reais o Bolsa Família e cuidar da transição daqueles 25 milhões que não estão no Bolsa, que saíram do Auxílio Emergencial e que não tiveram nenhuma transição humanitária para aderirem ao Cadastro Único. A partir de dezembro, milhões de pessoas estarão na extrema pobreza e não terão auxílio. Esta Casa está sendo condescendente com esse crime que está se cometendo contra os mais pobres.
  • 17/11/2021Breves Comunicações

    Redução do número de beneficiários pelo Programa Auxílio Brasil, lançado pelo Governo Federal. Insensibilidade do Presidente Jair Bolsonaro diante do quadro de fome reinante no País.

    Palavras-chave oficiais: GOVERNO, JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, POLÍTICA, EXTINÇÃO, BOLSA FAMÍLIA, AUXÍLIO EMERGENCIAL, PROGRAMA AUXÍLIO BRASIL, INTERESSE, ELEIÇÃO, REDUÇÃO, BENEFICIÁRIO, DADOS, CRÍTICA.

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    A SRA. GLEISI HOFFMANN (PT - PR. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados, aqueles que nos acompanham pelas redes sociais, é com grande tristeza que subo hoje a esta tribuna. O Governo Federal, o Governo de Bolsonaro começa a pagar hoje o benefício do tal Auxílio Brasil, programa que eles criaram para substituir o Bolsa Família. Acabaram com o Bolsa Família, um programa de 18 anos, estruturadíssimo, que foi um dos responsáveis por tirar milhões de pessoas da miséria. Bolsonaro, como tem interesse eleitoral, fez um programa dele. Só que o programa de Bolsonaro jogará mais gente na miséria. Os dados são estarrecedores, e os dados que eu tenho aqui são do Governo, do VIS Data, que fala sobre quem recebia auxílio emergencial, e do MDS, que diz quem vai receber o auxílio-Brasil neste mês, novembro. Os senhores têm conhecimento de que milhões de pessoas estão hoje nas filas em frente a agências da Caixa Econômica, em frente a Prefeituras para saber o que vai acontecer com o auxílio. Pois é, essas pessoas terão uma profunda decepção. Vão sentir mais do que isso, sentirão a dor da fome. Das 39 milhões e 355 mil pessoas que recebiam o auxílio emergencial, apenas 14 milhões e 506 mil receberão o auxílio-Brasil. É isso mesmo, 25 milhões de pessoas não receberão auxílio nenhum do Governo este mês, apesar de estarem em situação de miséria, de não terem como comprar comida decente para sustentar as suas famílias. Eu pergunto: como essas pessoas vão fazer? O que essas pessoas vão fazer sem ter dinheiro, sem ter os 300 reais para comprar comida? São 25 milhões de pessoas. E as 14 milhões e 506 mil pessoas que não receberão 300 reais nem os 400 reais anunciados por Bolsonaro. Receberão, em média, 200 reais. Pergunto aos senhores: a fome espera? Quantos dos senhores conseguem ficar 3 ou 4 dias sem comer ou ficar comendo o mínimo? A fome não espera. A fome dói, a fome humilha. E foi isto que este Governo de quinta categoria fez com o Brasil: desestruturou um programa e cortou um auxílio emergencial. No meu Estado, o Estado do Paraná, 1 milhão e 800 mil pessoas recebiam o auxílio emergencial, até outubro. Neste mês, apenas 400 mil pessoas receberão o auxílio-Brasil, o auxílio de Bolsonaro, e receberão cerca de 200 reais. Isso é inconsequência, irresponsabilidade, maldade, é algo de gente que não tem caráter! E onde está Bolsonaro? No Catar, passeando de motocicleta. Ontem, em um país do Oriente Médio, estava tirando fotografias do quarto luxuoso, cuja diária custa 46 mil reais. Ele disse: "não, mas foi o rei que pagou", mas não foi o rei que pagou a viagem dele. Não foi o rei que pagou o secto de gente que ele levou junto, que não tem nada a ver com a viagem que ele fez. O que ele está fazendo lá? Por que ele não responde à fome deste País? Enquanto isso, o seu povo, Bolsonaro, come osso, come pé de galinha, passa fome. Quero saber o que ele vai fazer para 25 milhões de pessoas que não receberão o auxílio e para essas que receberão a mesada.

Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 17/12/2019 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.