
Nome civil: Glauber de Medeiros Braga · 44 anos
Bananômetro
77/100
Trabalha bem, com espaço para melhorar.
Nota maior que a de 50% dos deputados · média do partido: 82
Por que essa nota?
- Presença em sessõespeso 40% · 95%
Aparece para trabalhar?
- Participação em votaçõespeso 35% · 84%
Vota quando precisa? (votações com registro de nome)
- Iniciativas que avançarampeso 15% · 0%
Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)
- Atividade na tribunapeso 10% · 96%
discursos na tribuna (percentil)
A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?
Personalizar pesosComo vota · Mandato atual (2023–2027)
Vota com o governo 75%das 657 votações em que o líder do Governo pediu Sim ou Não e ele votou
Vota com o próprio partido 93%das 713 votações em que o partido (ou a federação) pediu Sim ou Não e ele votou
Fale com Glauber Braga
Este é o canal oficial para você cobrar seu representante.
- dep.glauberbraga@camara.leg.br
- Telefone
- (61) 3215-5362
- Gabinete
- Gabinete 362, Anexo IV, 3º andar – Câmara dos Deputados, Brasília-DF
Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.
Números de Mandato atual (2023–2027)
Presença nas sessões
95%
Esteve em 316 de 334 sessões
Votou nas votações
84%
Registrou voto em 845 de 1.007 votações nominais
Iniciativas que viraram lei
0
de 8 projetos apresentados (0%)
Alinhamento com o governo
75%
Em 657 votações em que o Governo orientou
A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.
932 discursos na tribuna · de 05/02/2019 a 02/09/2026.
- 25/11/2025
O Deputado afirmou que a reforma administrativa representa uma fraude e denunciou a Proposta de Emenda à Constituição nº 38, de 2025, que altera normas sobre a Administração Pública brasileira para aperfeiçoar a governança e a gestão pública, promover a transformação digital, impulsionar a profissionalização e extinguir privilégios no serviço público. Contestou o argumento de que a proposta enfrentaria privilégios. Alertou que a medida fragilizava áreas essenciais, como saúde e educação, ao ampliar contratações temporárias e reduzir garantias para servidores. Ressaltou que restavam quatro semanas no ano legislativo e defendeu mobilização contínua contra a iniciativa, apontada por ele como prejudicial à qualidade dos serviços oferecidos à população.
Palavras-chave oficiais: Proposta de Emenda à Constituição,Reforma administrativa,Crítica
Ler a transcrição oficial
O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente. Reforma administrativa é fraude. Nós não podemos aceitar o desmonte do serviço público brasileiro, de jeito nenhum. Essa história de que o objetivo é enfrentar privilégios é mentira. Se fosse isso, não tinham colocado em votação a PEC da blindagem, e, com todo o respeito, o Relator da reforma administrativa votou a favor da PEC da blindagem. Nós não podemos aceitar, repito, o desmonte do serviço público. Quem depende de uma operação, de uma cirurgia, de qualquer atendimento em saúde, de educação pública de qualidade, sabe que o que estão fazendo é fragilizar o serviço público ampliando contratações temporárias. Daqui até o final do ano legislativo, nós temos 4 semanas. Mobilização ativa e firme contra a reforma administrativa, que é um verdadeiro desmonte! - 18/11/2025
O Deputado discutiu o Projeto de Lei nº 5.582, de 2025, que altera a Lei nº 12.850, de 2 de agosto de 2013, o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, o Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 – Código de Processo Penal, a Lei nº 8.072, de 25 de julho de 1990, a Lei nº 7.960, de 21 de dezembro de 1989, e a Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984, para dispor sobre o combate às organizações criminosas no País.
Palavras-chave oficiais: Discussão,Projeto de lei ordinária,contrário
Ler a transcrição oficial
O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Sem revisão do orador.) - Este assunto, senhoras e senhores, está completamente espalhado pelo Brasil, e eu tenho certeza de que esta votação de hoje vai repercutir muito. Então, eu queria fazer algumas perguntas. É verdade que, nos cinco, agora seis relatórios, houve uma intenção de enfraquecer a Polícia Federal? Sim, é verdade. E isto continua no atual texto, que retira, do Fundo Nacional de Segurança Pública, recursos que são fundamentais e utilizados pela Polícia Federal. Isto ocorre a partir da lógica da diluição apresentada pelo Relator. Iniciada uma investigação da polícia no Estado, drena-se este recurso para o Estado e diminuem-se os recursos para a Polícia Federal. Portanto, é verdade que o texto segue fazendo isto. É verdade que não cairiam, neste projeto, os envolvidos ou aqueles que são de organizações criminosas de colarinho branco? Esta é uma pergunta objetiva que eu faço. Hoje, houve um grande escândalo nacional com o Banco Master. Será que a turma envolvida no Banco Master está preocupada com aquilo que vai ser aprovado por este relatório hoje? Pelo visto, não, porque eu recebi a notícia de que o Governador do Estado do Rio de Janeiro circulou pela Câmara, hoje, e foi celebrado por vários Parlamentares. O Governador do Rio de Janeiro botou bilhões de reais no Banco Master, mesmo depois do anúncio por parte do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro de que se tratava de um risco e, consequentemente, de uma fraude. Só da Cedae, ele tirou 200 milhões de reais para botar no Banco Master. Em que este relatório trata sobre isso? Em absolutamente nada! Esse relatório, na prática, é um incentivo à blindagem de organizações criminosas de colarinho branco. É isso que esse texto está fazendo. Falemos a verdade para a população brasileira! É verdade que esse relatório, no seu art. 2º, quer também criminalizar quem denuncia abusos por parte de abordagens? É verdade! Senhoras e senhores, esse texto não pode prevalecer. - 18/11/2025
O Deputado levantou questão de ordem perguntando ao Presidente se havia alguma autorização especial da Mesa Diretora que permitisse a Parlamentares portarem armas de fogo no Plenário. Caso não existisse, pediu esclarecimentos sobre as consequências e medidas cabíveis se um Deputado, mesmo sendo agente ou secretário de segurança, estivesse armado no recinto.
Palavras-chave oficiais: Questão de ordem,autorização,Parlamentar,Porte de arma,Plenário da Câmara dos Deputados,Agente de segurança,Secretário de segurança
Ler a transcrição oficial
O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Para uma questão de ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, art. 271, combinado com o Ato da Mesa nº 51. Eu queria perguntar a V.Exa. se existe alguma autorização especial da Mesa Diretora para que algum Parlamentar possa estar armado com arma de fogo no Plenário. E, se não existe essa autorização, qual é a consequência de um Deputado, ainda que seja agente de segurança ou secretário de segurança, estar armado no Plenário da Câmara dos Deputados? Isso configura uma ação ilegal por parte de quem o faça? Quais são as medidas a serem adotadas pela Mesa, caso essa informação venha a se confirmar? O SR. PRESIDENTE (Hugo Motta. Bloco/REPUBLICANOS - PB) - Diz o art. 271, que é aventado por V.Exa.: Art. 271. Excetuado aos membros da segurança, é proibido o porte de arma de qualquer espécie nos edifícios da Câmara e suas áreas adjacentes, constituindo infração disciplinar, além de contravenção, o desrespeito a esta proibição. Parágrafo único. Incumbe ao Corregedor, ou Corregedor substituto, supervisionar a proibição do porte de arma, com poderes para mandar revistar e desarmar. Iremos cumprir o Regimento. O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ) - Muito obrigado. Eu peço a V.Exa. que, se for formalizada uma denúncia específica nesse sentido à Mesa... O SR. PRESIDENTE (Hugo Motta. Bloco/REPUBLICANOS - PB) - Nós iremos cumprir integralmente o Regimento, que garante que nenhum Parlamentar, nenhum funcionário da Casa, a não ser os da Polícia Legislativa, pode estar armado nas dependências da Câmara dos Deputados, ainda mais no plenário. O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ) - Muito obrigado. - 18/11/2025
O Deputado relatou estar percorrendo os 92 Municípios do Rio de Janeiro para discutir seu futuro eleitoral e decidir entre a reeleição ou a disputa pelo Governo do Estado, destacando sua indignação com a política fluminense. Também mencionou a prisão do dono do Banco Master e acusou o Governador Cláudio Castro de aplicar bilhões do Rioprevidência e recursos da CEDAE em operações consideradas de alto risco pelo Tribunal de Contas. Afirmou ainda que a população não suportava mais desvios bilionários e defendeu que a reação popular poderia mudar o cenário e enfrentar o grupo político que governa o Estado atualmente.
Ler a transcrição oficial
O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, eu posso estar cometendo a maior loucura da minha vida. Iniciei, nos 92 Municípios do Estado do Rio, cem reuniões públicas, numa definição da tática eleitoral do próximo ano, perguntando às pessoas se eu devo ser pré-candidato à reeleição para Deputado Federal ou pré-candidato a Governador do Estado do Rio. Digo isso porque é de revoltar o que está acontecendo na política do Estado do Rio de Janeiro! A notícia de hoje do Sr. Cláudio Castro merece o repúdio não só de todos os cidadãos do Estado do Rio de Janeiro, mas também de todo o Brasil. Prenderam o dono do Banco Master. E sabe quanto Cláudio Castro botou do Rioprevidência, dos aposentados, nesse banco, mesmo sabendo que era de alto risco fazê-lo, porque ele recebeu essa informação do Tribunal de Contas do Estado? Bilhões de reais! Sabe quanta grana da Cedae ele colocou no Banco Master, mesmo sabendo que se tratava de uma operação de alto risco e fraudulenta? Duzentos milhões de reais! Olhe, Presidente, se der zebra, se alguém que não tem a estrutura e o poder econômico que eles têm, que não tem a força e a estrutura política que eles têm, se o povo do Rio de Janeiro disser que não quer mais esse tipo de política, que já se esgotou, o senhor pode ter certeza de que essa turma, essa máfia do Rio de Janeiro vai sofrer, e vai sofrer pesado, porque o morador do Rio de Janeiro não aguenta mais desvios bilionários como os que têm sido feitos pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. - 12/11/2025
O Deputado criticou o Governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, por descumprir promessas feitas aos praças da Polícia Militar, destacando o não pagamento das parcelas de recomposição salarial previstas para 2023 e 2024, a ausência de recomposição entre 2023 e 2025 e a falta de regulamentação do Regime Adicional de Serviço (RAS) compulsório e das escalas. Além disso, recriminou o Coronel Menezes, Secretário de Polícia Militar, por retardar a entrega de viatura blindada para fins políticos e citou deficiências estruturais, como coletes vencidos e falta de efetivo. Condenou ainda as perdas de direitos impostas pela Lei nº 13.954, de 2019, aos praças em todo o País. Ao final, declarou que o Governador Cláudio Castro não enganará nem a população nem a Polícia Militar.
Palavras-chave oficiais: Governador,Rio de Janeiro (Estado),Praça (militar),Polícia militar,Aumento salarial,Política salarial,Escala de revezamento de trabalho,Secretário Estadual,Veículo de segurança pública,blindagem,Lei federal,direitos,Policial militar
Ler a transcrição oficial
O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Deputado Fraga, o senhor é oficial da PM, mas, neste momento, a minha mensagem é para praças da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. O Sr. Governador do Rio de Janeiro, que estava em quarto lugar nas pesquisas, acredita que agora vai ter facilidade e vai conseguir uma vaga para o Senado Federal, só que praças não se esquecem daquilo que ele prometeu e não fez. Ele não pagou a segunda parcela da recomposição salarial em 2023 e também não pagou a terceira parcela, que era para ser paga em 2024. Ele não pagou a recomposição de 2023 para 2024, nem de 2024 para 2025. O Sr. Coronel Menezes fica retardando a entrega de viatura blindada para fazer política junto com o Governador. Não há efetivo, mas inaugura base do Segurança Presente, também para fazer política. Não regulamenta o Regime Adicional de Serviço RAS compulsório, nem as escalas, mas segue inaugurando bases. Sem contar, Deputado Fraga, os efeitos da Lei 13.954 isso os praças de todo o Brasil conhecem, e conhecem bem, porque sabem o quanto sofreram , que retirou licença especial, abono permanência, triênios, adicional de inatividade, auxílio-moradia. Além disso, instituiu pedágio de 17%, 35 anos de serviço e revogação da promoção para o posto acima, na transferência para a reserva. E eu poderia continuar falando de tudo aquilo que foi feito no Governo anterior e daquilo que o Sr. Cláudio Castro não tem feito em relação a praças no Rio de Janeiro. Este ano, o Governador fala em quatro mortes, mas são 62 mortes. E isso tem uma relação direta com a política dele: colete vencido, desestruturação completa. Ele acha que ganhar a vaga de Senador é o suficiente e que todo mundo vai achar bom e bater palmas para o que ele está fazendo. A última dele foi um anúncio que ele fez na Internet. Eu recebi uma mensagem de um policial militar no dia de hoje. Não vou identificá-lo para que ele não seja perseguido e prejudicado, mas ele diz: "Deputado Glauber Braga, sou policial militar, peço que não me exponha, estou indignado com a farsa do Governador. Ele disse que aumentou o valor do vale alimentação do policial militar, uma mentira, nem 10% do efetivo recebe o 'desarranchamento'", entre aspas. O Governador do Estado do Rio de Janeiro é uma farsa. A política que ele toca, achando que vai agradar a todos e vai subir nas pesquisas, para se blindar como candidato ao Senado porque ele não quer responder por tudo aquilo que ele deve, como no caso da Ceperj, que já está em julgamento pelo Tribunal Superior Eleitoral , não vai funcionar. O Sr. Cláudio Castro é conhecido por todos e por todas no Rio de Janeiro. Eu tenho certeza de que esse vídeo vai circular com muita força entre praças do Rio de Janeiro, que estão também esgotados, cansados de o Sr. Cláudio Castro utilizá-los, em vários momentos, como bucha e imaginar que se blinda de tudo aquilo que ele fez como candidato ao Senado. O Sr. Cláudio Castro tem que responder por aquilo que ele está fazendo. Não tente enganar nem a população do Brasil, nem a população como um todo do Estado do Rio de Janeiro. Não tente, porque não consegue isso e também não consegue enganar os praças do Estado do Rio de Janeiro. Muito obrigado. - 04/11/2025
O Deputado discutiu o Projeto de Lei nº 3.935, de 2008, que acrescenta os arts. 473-A a 473-C à Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, para regulamentar a licença-paternidade a que se refere o inciso XIX do art. 7º da Constituição Federal. Ademais, defendeu o Projeto de Lei nº 1974, de 2021, de sua autoria juntamente com a Deputada Sâmia Bonfim, que dispõe sobre o instituto da Parentalidade em todo território nacional.
Palavras-chave oficiais: Discussão,Projeto de lei ordinária,favorável Autor (proposição legislativa),Projeto de lei ordinária,Licença parental compartilhada
Ler a transcrição oficial
O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Sem revisão do orador.) - Brizola dizia que privilégios só para as crianças, mas aqui nós não estamos tratando de nenhum privilégio, e sim de direitos. Eu começo cumprimentando a Bancada Feminina pela luta para que essa matéria pudesse ser votada no dia de hoje. Isso é o mínimo, o mínimo. Sinceramente, eu não acredito... O homem que votar contra essa matéria no dia de hoje não pode ser considerado pai; se for, é um pai ruim, porque não quer ficar mais de 5 dias com seu filho, seu bebê recém-nascido. Nosso filho Hugo nasceu. Sábado e domingo foram dias corridos, e eu não tive o direito de permanecer ao lado dele como eu gostaria. E olhe que eu estou falando de um Parlamentar Federal. A gente tem flexibilidade nas nossas agendas, na forma de organizar a nossa vida. A maioria dos trabalhadores e das trabalhadoras do Brasil não tem essas condições. A Deputada Sâmia estava esgotada, evidentemente, nos primeiros dias do nascimento. Há a necessidade de compartilhamento das atividades, de cuidado com o nosso filho. Quem é que não quer isso? Quem não quer, evidentemente, vai ficar registrado como alguém que desrespeita de maneira profunda o direito das crianças, o direito dos bebês. Eu adoro ser pai, adoro! Quero saber, na escola do meu filho, se ele fez cocô, se comeu, se se alimentou, com quem conversou, como foi o dia. Pergunto a ele: "O que você achou bom e o que você achou ruim, meu filho?" Todos os dias eu me pergunto se sou um bom pai e trabalho para isso. E parte daquilo que precisamos fazer para sermos pais melhores depende de uma limitação que é estabelecida não pela vontade pessoal, mas pela legislação, que impede a hipótese de melhorar a paternidade. A Deputada Sâmia disse aqui nesta tribuna que eu e ela apresentamos o projeto da licença parental, no mínimo, 180 dias de compartilhamento de cuidados com a criança. Evidentemente, era essa a proposta que nós gostaríamos de votar neste Plenário. No entanto, hoje, o que se vota é a necessidade de um avanço para ganhar fôlego e para continuar a batalha em defesa dos direitos das crianças e dos bebês. Eu espero que a gente tenha uma votação, se não unânime, amplamente majoritária dessa matéria no dia de hoje. - 29/10/2025
O Deputado afirmou que o Deputado Otoni de Paula declarou na tribuna que quatro jovens de sua igreja foram assassinados pelo Governador Cláudio Castro, apesar de nunca terem tido envolvimento com o tráfico de drogas. Observou que, se tal denúncia tivesse sido feita por alguém da Esquerda, a chamada bancada da bala teria acusado de mentira. Questionou se farão o mesmo em relação a Otoni de Paula, que é conhecido por seu posicionamento conservador, e concluiu dizendo que a acusação é muito grave e que o Governador deve ser responsabilizado.
Palavras-chave oficiais: Parlamentar,Discurso parlamentar,Jovem,Igreja,Vítima,Homicídio,Operação policial,Rio de Janeiro (Estado),Governador,Responsabilidade,Esquerda política,Conservadorismo
Ler a transcrição oficial
O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, hoje o Deputado Otoni de Paula foi àquela tribuna e disse que quatro jovens membros de sua Igreja foram assassinados pelo Sr. Cláudio Castro jovens que nunca tiveram envolvimento com o tráfico de drogas. Se fosse alguém da Esquerda dizendo isso, a bancada da bala, do outro lado, estaria dizendo que é mentira. Vão falar a mesma coisa em relação ao Deputado Otoni, que é conhecido por ser conservador? É muito grave o que o Deputado disse: quatro jovens membros de sua Igreja foram assassinados pelo Sr. Cláudio Castro! O Governador tem que pagar por isso! - 29/10/2025
O Deputado orientou a bancada na votação do artigo 37 do substitutivo apresentado ao Projeto de Lei nº 458, de 2021, que institui o Regime Especial de Atualização e Regularização Patrimonial (Rearp) para atualização, por pessoa física, do valor de bens móveis e imóveis adquiridos com recursos de origem lícita e localizados no território nacional, e regularização, por pessoa física ou jurídica, de bens ou direitos de origem lícita que não tenham sido declarados ou tenham sido declarados com omissão ou incorreção em relação a dados essenciais.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Dispositivo legal,Substitutivo,Projeto de lei ordinária,Partido Socialismo e Liberdade (PSOL),Voto favorável
Ler a transcrição oficial
O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - O PSOL, mantendo a coerência, neste caso vota "sim". Nas compensações, não se está tratando especificamente de direitos sociais restringidos a partir de uma norma legal. Ampliar a arrecadação com base em elementos que, de fato, não atinjam o trabalhador, o pequeno, aquele que muitas vezes depende de verbas assistenciais para sua sobrevivência, não é um problema para nós. Inclusive, em nossa avaliação, não dá para ter essa quantidade de isenções, por exemplo, para o latifúndio, para o agronegócio, para o capital, que têm muita grana e se utilizam desse poder para fazer com que, dentro do Parlamento, seus interesses sejam sempre recompensados ou preservados. O PSOL vota "sim". - 29/10/2025
O Deputado orientou a bancada na votação da Emenda de Plenário nº 5, apresentada ao Projeto de Lei nº 458, de 2021, que institui o Regime Especial de Atualização e Regularização Patrimonial (Rearp) e dispõe sobre a tributação das operações de empréstimo de títulos ou valores mobiliários no País, a tributação das operações de cobertura de riscos (hedge) e alterações nas Leis nº 14.818, de 16 de janeiro de 2024, nº 9.796, de 5 de maio de 1999, nº 10.779, de 25 de novembro de 2003, nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, nº 8.213, de 24 de julho de 1991, nº 10.150, de 21 de dezembro de 2000, e nº 9.481, de 13 de agosto de 1997.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Emenda de plenário,Projeto de lei ordinária,Federação PSOL REDE,Voto favorável
Ler a transcrição oficial
O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - PSOL e REDE orientam "sim", a favor dos pescadores artesanais. A regra de que só se libera aquilo que está proposto no Orçamento, sem se levar em conta os critérios de quem tem direito a recebimento, evidentemente, é restritiva. "Ah, mas é preciso evitar fraudes." Isso não tem nada a ver com limitar orçamentariamente pagamentos que são devidos a quem está inserido diretamente nos critérios. Têm que ser taxados os bilionários, têm que ser taxadas as bets, têm que ser ampliados os impostos sobre fintechs, mas não se pode permitir política de arrocho em relação a auxílio-doença, ao pescador artesanal ou à educação pública brasileira. A posição do PSOL é firme nesse sentido, contra essa ação de austeridade. O PSOL orienta "sim". - 29/10/2025
Ler a transcrição oficial
O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, senhoras e senhores, evidentemente nós apoiamos o Pé-de-Meia, mas o recurso do Pé-de-Meia não pode sair daquilo que tem que ser realizado nos institutos federais, nas universidades, nas escolas públicas brasileiras. É por isso que tem que vir especificamente de um apoio assistencial, não competindo com os recursos do mínimo constitucional da educação. Sabem o que está acontecendo com os institutos e com as universidades federais? Estão ficando dependentes de emendas parlamentares. Eles têm que ir passando nos gabinetes para poderem fechar as suas contas com indicação de recursos que são fundamentais e que deveriam estar diretamente garantidos pelo Orçamento Geral da União, e não dependentes de emendas. Tem que haver o Pé-de-Meia, mas não pode haver recurso a menos para o conjunto da educação pública brasileira. O PSOL, portanto, vota "não", a favor do nosso destaque, o destaque apresentado. Obrigado. - 28/10/2025
O Deputado criticou a política de segurança pública do Governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, afirmando que não há política de segurança e nem plano concreto de redução de homicídios, e que a banalização da vida se tornou método de governo. Assinalou que, segundo o Atlas da Violência 2025, o Estado apresentou aumento de 14% nos homicídios, contrastando com a redução registrada no restante do País. Ainda, citou dados do Instituto Brasileiro de Segurança Pública que apontaram alta de 23% nos homicídios dolosos e 43% nos roubos de veículos em janeiro. Por fim, declarou que o enfrentamento desse quadro de violência precisa encarar também as organizações que estão dentro dos palácios, mais especificamente, dentro do palácio, destacando que elas se alimentam da violência e da dor do povo do Rio de Janeiro.
Palavras-chave oficiais: Crítica,Governador,Rio de Janeiro (Estado),Política de segurança pública,aumento,crescimento,Homicídio,Roubo,Furto
Ler a transcrição oficial
O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, o Governador do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, não tem política de segurança; tem um projeto de poder macabro. Onde é que está o plano de redução de homicídios? Onde é que estão as ações concretas para diminuir a violência no Estado do Rio de Janeiro? Não existe nada! O que existe é a banalização da vida como método de governo, e os números confirmam isso. Segundo o Atlas da Violência 2025, enquanto o Brasil reduziu o número de homicídios em todos os Estados, no Rio esse número aumentou em 14%. Em janeiro deste ano, o próprio Instituto Brasileiro de Segurança Pública registrou alta de 23% nos homicídios dolosos e 43% nos roubos de veículos no Rio de Janeiro. As mortes de ontem, as de hoje e, infelizmente, as de amanhã não importam para ele. O enfrentamento sério desse quadro dramático precisa encarar também as organizações que estão dentro dos palácios, mais especificamente, dentro do palácio. Elas é que se alimentam da violência e da dor do povo do Rio de Janeiro. Muito obrigado. - 22/10/2025
O Deputado defendeu o princípio do Estado laico ao criticar a aprovação, na Câmara, de proposta que criou uma estrutura institucional voltada a uma orientação religiosa específica. Afirmou que o Estado não deve se alinhar a nenhuma crença, ressaltando que sua função é garantir igualdade de direitos a todos, independentemente de fé ou ausência dela. Declarou voto contrário à proposta de criação da bancada cristã e reiterou que a mistura entre política e religião fere a laicidade e o respeito à diversidade religiosa e filosófica da sociedade brasileira.
Palavras-chave oficiais: contrariedade,Projeto de resolução da Câmara dos Deputados,criação,Bancada Cristã,Câmara dos Deputados,Laicidade
Ler a transcrição oficial
O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente. Se o Deputado é evangélico, é católico, é de umbanda, é do candomblé, é ateu ou não é de nenhuma religião, isso não é uma definição que um poder institucional tenha que dar ou orientar. O Estado é laico para garantir os direitos de todas as religiões e inclusive daqueles que não têm religião. O que foi votado aqui no dia de hoje para estabelecer uma estrutura própria para uma determinada orientação religiosa, filosófica, evidentemente, fere o conceito de Estado laico. Eu estou falando do Brasil, mas poderia estar falando de qualquer lugar onde a lógica ou a dinâmica do Estado capturado pelo interesse religioso não pode prevalecer. Por isso, o nosso voto é contrário a essa deliberação que cria a bancada cristã. O que foi aqui votado? A criação de uma estrutura específica. E aqueles Deputados que têm uma outra linha de orientação filosófica, política, de vida? E aqueles, inclusive, que não são de nenhuma religião ou são de outra religião? É preciso respeitar o direito de todos e de todas. Esse é o papel do Estado... (Desligamento do microfone.) O SR. PRESIDENTE (Sargento Gonçalves. Bloco/PL - RN) - Peço que conclua, Deputado. V.Exa. já usou 1 minuto e 30 segundos. O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ) - Vou concluir mesmo, Presidente. Esse é o papel do Estado, e não um definição em que o Estado se misture com uma concepção de natureza religiosa. O Estado laico tem que respeitar todas as religiões e inclusive as pessoas que não têm religião. - 21/10/2025
O Deputado criticou o Governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, chamando-o de “o pior Governador do Brasil”, com base em pesquisas de opinião. Denunciou que Castro estaria tentando privatizar a produção de água, vender 40 imóveis do Estado e, por meio do Projeto de Lei nº 6.035, de 2025, retirar cerca de R$ 5 bilhões do Rioprevidência — recursos destinados à aposentadoria dos servidores — para pagar dívidas com a União. Também alertou que a medida ameaça diretamente o pagamento dos aposentados e pensionistas e pediu que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro rejeite o projeto. Por fim, destacou a mobilização de servidores, movimentos sociais e aposentados contra a proposta e concluiu com palavras de ordem: “Fora, Cláudio Castro! Não à aprovação do PL 6.035!”.
Palavras-chave oficiais: Dívida pública estadual,União,Administração estadual,Projeto de lei ordinária,Royalty,Gestão pública,Assembleia Legislativa,Poder legislativo estadual,Aposentado,Água,Petróleo,Previdência social,Governador,Rio de Janeiro (Estado),Governo estadual,Imóvel público,Venda,Opinião pública,Pesquisa de opinião
Ler a transcrição oficial
O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente. Qual é o pior Governador do Brasil? Segundo as pesquisas de opinião, infelizmente, é o do Estado do Rio de Janeiro, o Sr. Cláudio Castro. Agora ele está querendo privatizar a produção de água e vender, em uma liquidação, quarenta imóveis do Estado, já tentando ser candidato, no ano que vem, para o Senado. Vejam qual é a última do Governador: ele está tentando tirar dinheiro dos aposentados, através do Projeto de Lei nº 6.035, de 2025, que autoriza o Executivo Estadual a utilizar quase 5 bilhões de reais da receita proveniente dos royalties de petróleo, atualmente destinados ao Rioprevidência, para pagamento de dívidas com a União. No ano passado, o Governo já tinha utilizado parte desse recurso. Se esse PL for aprovado, Presidente, haverá uma ameaça direta ao pagamento dos aposentados e das aposentadas do Estado do Rio de Janeiro. Isso é um absurdo! A Assembleia Legislativa não pode aprovar essa atrocidade mandada pelo Governador do Estado do Rio de Janeiro. Há ampla pressão dos movimentos sociais, dos servidores públicos, de aposentados e aposentadas, com manifestações contundentes contra a aprovação dessa matéria. Fora, Cláudio Castro! Não à aprovação do Projeto de Lei nº 6.035! - 15/10/2025
O Deputado manifestou preocupação com a possibilidade de a JBS ou o grupo J&F adquirir parte significativa da Eletronuclear, questionando a pertinência da atuação dessas empresas no setor de energia nuclear. Relatou ter recebido representantes da Associação dos Empregados da Nuclebrás Equipamentos Pesados (Nuclep), que expressaram preocupação com a conclusão da usina Angra 3. Ademais, indagou se o setor privado assumiu essa responsabilidade, afirmando que experiências similares não deram certo em outros países. Por fim, solicitou que a medida fosse revista, por ser temerária e inapropriada para o setor nuclear brasileiro.
Palavras-chave oficiais: contrariedade,contrário,Crítica,JBS,J&F Investimentos,Aquisição,Eletrobras Termonuclear (Eletronuclear),Usina Nuclear Angra 3,Nuclebrás Equipamentos Pesados (NUCLEP),Setor privado
Ler a transcrição oficial
O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, Sras. e Srs. Deputados, eu estou muito preocupado, e essa preocupação é de muita gente, com a notícia de hoje em relação à JBS comprando parte significativa da Eletronuclear. O que a JBS ou J&F tem a ver com o setor de energia nuclear? Recebi a Associação dos Empregados da Nuclebrás Equipamentos Pesados Nuclep no gabinete. Eles estão preocupados com a finalização de Angra 3. Agora, o setor privado assumiu uma eventual responsabilidade nisso? Olhe, isso não dá certo em lugar nenhum no mundo! Deixo aqui essa preocupação e uma solicitação objetiva para que se volte atrás em uma medida que é temerária. Energia nuclear não pode ficar com JBS! - 08/10/2025
O Deputado ironizou o anúncio de que o Governo poderia cortar R$ 10 bilhões em emendas caso a Medida Provisória nº1.303, de 2025, não fosse aprovada. Afirmou que a redução seria positiva diante do volume total de R$ 50 bilhões destinados às emendas parlamentares. Além disso, criticou o texto da matéria por excluir a taxação das bets, manter privilégios ao agronegócio e promover retrocessos em políticas sociais, como o auxílio-doença, o seguro do pescador artesanal e a educação pública. Ao concluir, reforçou a oposição à medida provisória.
Palavras-chave oficiais: contrariedade,Medida provisória,Tributação,Aplicação financeira,Aposta esportiva,Política social,Emenda,Agronegócio,Governo federal
Ler a transcrição oficial
O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, quer dizer que o Líder do Governo anunciou que, se não for aprovada essa medida provisória, serão cortados 10 bilhões de reais de emendas? Bato palmas. Parabéns! Excelente notícia! Tem que cortar mesmo. São 50 bilhões de reais de emendas. Cortar 10 bilhões de reais é uma ótima iniciativa, inclusive porque, nessa MP, tiraram as bets. Além de tirar as bets, tiraram também a ampliação do pagamento de impostos por parte do latifúndio, do grande agronegócio. Há ataques ao auxílio-doença e, mais grave, ao seguro do pescador artesanal e à educação pública. A melhor medida é cortar esses 10 bilhões de reais de emendas. - 07/10/2025outros
O Deputado discutiu a Proposta de Emenda à Constituição nº 14, de 2021, que altera o art. 198 da Constituição Federal para estabelecer o Sistema de Proteção Social e Valorização dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias, a aposentadoria especial e exclusiva, e fixar a responsabilidade do gestor local do SUS pela regularidade do vínculo empregatício desses profissionais.
Palavras-chave oficiais: Discussão,Proposta de Emenda à Constituição,favorável
Ler a transcrição oficial
O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Sem revisão do orador.) - Senhoras, senhores, Presidente, eu me surpreenderia se o Deputado do MBL votasse alguma coisa a favor de trabalhador, porque toda vez que ele vai à tribuna é para defender a retirada de algum direito de trabalhador. Então, evidentemente, ele não votaria, Deputado Túlio, Deputada Sâmia, Deputado Chico, a favor dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias, Deputado Rui. Agora, vamos aos fatos. Esta matéria garante nem vou chamar de aposentadoria especial, eu vou chamar de aposentadoria justa aposentadoria justa para agentes comunitários de saúde? Sim. Esta Proposta de Emenda à Constituição nº 14 garante a desprecarização? Sim. Ela garante direitos a quem dá a vida e o suor pelo fortalecimento do Sistema Único de Saúde? Sim. Com o Deputado Hildo Rocha, eu quero estabelecer um debate democrático, porque ele até foi conversar ali com a gente e levou seus argumentos, não é, Deputado Chico? Nós discordamos dos seus argumentos, mas queremos dialogar com ele. Uma das questões trazidas pelo Deputado Hildo são os casos específicos dos agentes que não realizaram concurso público, e cito especificamente o caso do Rio de Janeiro, em que mais de 5 mil pessoas passariam a ter os direitos garantidos. A ação tem um motivo. Qual é o motivo? A atividade de agente comunitário é muito específica. Em vários Municípios e regiões, é verdade, houve um processo de contratação, de seleção, relacionado especificamente ao local de moradia. Outros tiveram a possibilidade de realização de concurso público. O que nós não podemos fazer, de maneira alguma, como solução, é virar as costas para esses trabalhadores que não tiveram seus direitos respeitados. Se o Rio de Janeiro, por exemplo, tem um número maior de pessoas que vão passar a ter seus direitos garantidos, é fundamental que a PEC faça isto: desprecarize, amplie o direito, faça com que a pessoa possa ter sua atividade respeitada. Outro argumento utilizado é o de que já tramitou uma proposta de emenda à Constituição tratando da aposentadoria, mas dependia de uma regulamentação por uma legislação específica. Combinado com isso, ela não tratava da desprecarização. Esta proposta de emenda à Constituição avança. Eu fico pasmo quando vejo um Deputado Federal dizer que esta matéria, mesmo que aprovada, será derrubada pelo Supremo Tribunal Federal. Como assim? Mas quem é que vai entrar com uma ação no Supremo para derrubar esta medida? O Supremo não toma decisões a não ser que seja acionado. Talvez o Deputado do MBL diga isso porque já esteja com uma ação preparada para dar entrada junto ao Supremo Tribunal Federal, para que as senhoras e os senhores não tenham seus direitos garantidos. Mas a mobilização que vocês tocam não só aqui, hoje, na Câmara dos Deputados, mas também, de maneira permanente, nos Estados, eu não tenho dúvida, sensibiliza Parlamentares, mas sensibiliza também toda a sociedade brasileira, incluindo os Ministros do Supremo. Eu cumprimento neste momento o Deputado Antonio Brito, Relator desta matéria, que a defendeu e trouxe aqui pontos que são fundamentais. Cumprimento também a Deputada Sâmia Bomfim, que foi nossa representante, junto com o Deputado Túlio Gadêlha, nas articulações na Comissão. O voto dos dois Deputados que se manifestaram, com todo o respeito, não vai fazer diferença, porque nós vamos aprovar a PEC 14 no dia de hoje. Muito obrigado. - 07/10/2025
O Deputado afirmou que a proposta de reforma administrativa não visa cortar privilégios, mas retirar direitos dos servidores públicos. Criticou o modelo que permitiria contratações temporárias, sem estabilidade nem plano de carreira, e que substitui salários fixos por bônus dependentes da chefia ou de metas inalcançáveis. Ressaltou ainda que a medida enfraqueceria serviços essenciais, como saúde, educação e assistência social, e tramitava sem transparência. Por fim, classificou a reforma como um desmonte do Estado e anunciou resistência conjunta de Parlamentares, sindicatos e servidores públicos em defesa das garantias sociais e do serviço público de qualidade.
Palavras-chave oficiais: Reforma administrativa,Setor público,Estabilidade de emprego,Direito do trabalho,Serviços essenciais,transparência
Ler a transcrição oficial
O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, essa reforma administrativa não é para cortar privilégios; é para cortar direitos de quem mais trabalha. Querem transformar o servidor público em um trabalhador descartável. Querem, se puderem, contratar por tempo curto, sem vínculo, sem segurança, sem plano de carreira. Querem trocar salário estável por bônus incerto, para só ganhar bem quem agrade à chefia ou colocando metas que sejam impossíveis. E chamam isso de eficiência? Eficiência para quem? A verdade é que vão piorar o serviço público justamente onde o povo mais precisa: na escola, no posto de saúde, no CRAS. E fazem tudo às pressas, sem transparência, com cláusulas escondidas. A gente não aceita essa reforma. Isso é um jogo pesado, jogado nas costas do povo e dos servidores da base. Isso não tem nada de modernizar; isso é desmontar o Estado brasileiro nas suas garantias sociais. Nós vamos estabelecer aqui muita resistência, não só do ponto de vista parlamentar, mas junto com os sindicatos e com os servidores públicos de todo o Brasil. "Não" a essa reforma administrativa, que é um verdadeiro desmonte, uma demolição! - 01/10/2025outros
O Deputado discutiu o Projeto de Lei nº 1.087, de 2025, que altera a legislação do imposto sobre a renda para instituir a redução do imposto devido nas bases de cálculo mensal e anual e a tributação mínima para as pessoas físicas que auferem altas rendas, e dá outras providências.
Palavras-chave oficiais: Discussão,Projeto de lei ordinária,favorável
Ler a transcrição oficial
O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Sem revisão do orador.) - Deputado Chico Alencar, imagino que não tenha ido alguma vez ao Maracanã, com 150 mil pessoas. Eu perguntei isso para o Prof. Tarcísio, e ele me disse: "Atualmente, cabem umas 65 mil pessoas no Maracanã, mas, na final da Copa de 1950, havia lá 200 mil pessoas". Imaginemos, então, um estádio como o Maracanã com 144 mil pessoas, Deputado Ivan Valente. Esse é o número daqueles que têm altíssimo rendimento e que vão ter que pagar alguma coisa para que 16 milhões de brasileiros que ganham até 5 mil reais tenham isenção do Imposto de Renda um estádio como o Maracanã. Quem olha pode pensar: "Puxa, mas, então, é muita coisa". Não, não é, porque haverá outros 111 estádios como o Maracanã lotados com 140 mil pessoas, trabalhadores, que não vão pagar Imposto de Renda, que vão passar a ser isentos. Então, um estádio, com 140 mil pessoas, vai pagar um pouquinho, e outros 111 estádios vão ser isentos do Imposto de Renda. A diferença é que aquele um estádio que vai pagar um pouquinho mais vai continuar, no intervalo do jogo, bebendo um vinho do mais caro, vai continuar comendo caviar, vai continuar tendo muito dinheiro no banco. Eles vão deixar de ter, Deputada Duda, um pouquinho do dinheiro no banco. No entanto, quem está ali nos outros 111 estádios, onde há 140 mil pessoas, vai ter renda para comprar uma água no intervalo do jogo, para comprar o básico para se alimentar no seu cotidiano. Então, estamos aqui beneficiando, com a votação desta matéria, 16 milhões de brasileiros, e um número muito pequeno, comparado à quantidade de brasileiros que há no nosso País, vai pagar um pouquinho mais. Ainda é muito pouco, mas é uma necessidade urgente para quem não pode, de maneira alguma, continuar sustentando os privilégios de quem está no topo da pirâmide. Isenção do Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais não é um favor, é uma questão de justiça. Esperamos que este texto seja aprovado por este Plenário. - 01/10/2025
O Deputado denunciou o sequestro de várias pessoas pelo Estado de Israel, incluindo quatro brasileiros e a Deputada Federal Luizianne Lins, do PT do Ceará, enquanto estavam em águas internacionais. Afirmou ser fundamental que todas as autoridades brasileiras se manifestassem e exigissem a libertação imediata dos envolvidos, garantindo a segurança da Parlamentar. Nesse sentido, defendeu que a Câmara Federal e o Governo Federal emitam posição formal sobre o caso e registrou solidariedade aos que participam da ação humanitária, denunciando o genocídio praticado por Israel e apoiando a luta do povo palestino.
Palavras-chave oficiais: Denúncia,Sequestro,Brasileiro,Deputada federal,Governo,Israel,Águas internacionais,Governo federal,Câmara dos Deputados,Genocídio,Palestina
Ler a transcrição oficial
O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, neste momento, há várias pessoas sequestradas pelo Estado genocida de Israel. Entre elas, há quatro brasileiros e brasileiras e uma Deputada Federal, a Deputada Federal Luizianne Lins, do PT do Estado do Ceará. É fundamental, Presidente, que todas as autoridades da República manifestem-se e exijam a libertação imediata dos brasileiros e de todos aqueles que estão na flotilha. Neste momento, as informações dão conta de que foram sequestrados pelo Estado de Israel, já que estavam em águas internacionais. Não existia poder de Israel para esse sequestro. A Câmara dos Deputados precisa se manifestar, inclusive, em relação à nossa Parlamentar, a Deputada, para que, neste momento, ela esteja em segurança. É fundamental uma manifestação formal e contundente da Câmara Federal, do Governo Federal e de todas as autoridades brasileiras nesse sentido. Viva a luta do povo palestino! Não ao genocídio que tem sido promovido por Israel! Registro toda a solidariedade àqueles e àquelas que, nessa ação humanitária, estão denunciando o genocídio de Israel para o mundo. - 01/10/2025
O Deputado relatou o caso de Leninha, trabalhadora que moveu ação contra a Petrobras em razão de doenças adquiridas no exercício de sua atividade laboral e de uma demissão injusta e fraudulenta. Informou que a 7ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho decidiu, por unanimidade, permitir a apreciação do recurso que aponta as irregularidades. Por fim, assinalou que o julgamento foi suspenso por fator externo e defendeu que seja retomado o quanto antes para assegurar justiça à trabalhadora.
Palavras-chave oficiais: Trabalhador,Processo judicial,Petróleo Brasileiro (Petrobras),Doença ocupacional,Demissão sem justa causa,Recurso judicial,Justiça do trabalho,Tribunal Superior do Trabalho (TST),Direito do trabalho
Ler a transcrição oficial
O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente. Presidente, eu venho falar de uma companheira imprescindível, a Leninha. A Leninha vem, há muitos anos, numa luta, numa batalha para ter um direito seu reconhecido. Ela moveu uma ação contra a Petrobras, o que já faz muitos anos, devido a doenças ocasionadas por conta da sua atividade laboral. E houve uma vitória. Por unanimidade, os Ministros da Sétima Turma do TST permitiram a apreciação do recurso que aponta as irregularidades, inclusive a demissão de Leninha, que foi injusta, ilegal, fraudulenta. Já havia uma data para o julgamento acontecer, que era o dia 24, mas um fator externo suspendeu esse julgamento. Nós precisamos que o julgamento de Leninha seja realizado o mais rapidamente possível para fazer justiça a essa companheira. Muito obrigado.
Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 16/12/2009 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.