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Detector de Bananada
Foto de Glauber Braga

Deputado · Câmara

Glauber Braga

PSOL · RJ

Esquerdapor que esse rótulo?● Em exercício

Nome civil: Glauber de Medeiros Braga · 44 anos

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Bananômetro

Bananômetro: 77 de 100, Tá no Caminho0406080100

77/100

Tá no Caminho

Trabalha bem, com espaço para melhorar.

Nota maior que a de 50% dos deputados · média do partido: 82

Por que essa nota?
  • Presença em sessõespeso 40% · 95%

    Aparece para trabalhar?

  • Participação em votaçõespeso 35% · 84%

    Vota quando precisa? (votações com registro de nome)

  • Iniciativas que avançarampeso 15% · 0%

    Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)

  • Atividade na tribunapeso 10% · 96%

    discursos na tribuna (percentil)

A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?

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Como vota · Mandato atual (2023–2027)

Vota com o governo 75%das 657 votações em que o líder do Governo pediu Sim ou Não e ele votou

Vota com o próprio partido 93%das 713 votações em que o partido (ou a federação) pediu Sim ou Não e ele votou

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Este é o canal oficial para você cobrar seu representante.

E-mail
dep.glauberbraga@camara.leg.br
Telefone
(61) 3215-5362
Gabinete
Gabinete 362, Anexo IV, 3º andar – Câmara dos Deputados, Brasília-DF

Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.

Números de Mandato atual (2023–2027)

Presença nas sessões

95%

Esteve em 316 de 334 sessões

Melhor que 53% dos deputadosMédia do partido: 91%

Votou nas votações

84%

Registrou voto em 845 de 1.007 votações nominais

Melhor que 58% dos deputadosMédia do partido: 83%

Iniciativas que viraram lei

0

de 8 projetos apresentados (0%)

0 avançaram · 4 em andamento · 4 arquivados ou rejeitados

Alinhamento com o governo

75%

Em 657 votações em que o Governo orientou

Mais governista que 38% dos deputadosMédia do partido: 85%

A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.

932 discursos na tribuna · de 05/02/2019 a 02/09/2026.

  • 30/06/2026

    O Deputado manifestou apoio à proposta de ampliar a participação popular na definição da destinação de emendas parlamentares, ao argumentar que parte significativa desses recursos carece de transparência. Além disso, afirmou que o mandato adotou emendas participativas definidas em plenárias públicas e defendeu a ampliação desse modelo de orçamento participativo, com maior participação da sociedade na definição e no acompanhamento da execução do orçamento público.

    Palavras-chave oficiais: Emenda,destinação,Participação popular,recursos,Transparência pública,Mandato parlamentar,Orçamento público,Orçamento participativo

    Ler a transcrição oficial
    O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, manchete: Governo Lula propõe que população escolha destino de emendas e contrata mais atrito com Congresso. Está certo, é um absurdo, é um escândalo, a gente ter um quarto do orçamento dominado, capturado pelo Congresso Nacional, parte significativa desses recursos sem transparência. O povo ampliar a participação, a decisão de onde a verba vai ser aplicada é um ponto positivo. No nosso mandato, 100% das emendas individuais são emendas participativas, definidas em plenárias públicas, nas quais o povo decide onde a verba vai ser aplicada e depois forma comitês de acompanhamento para saber se o recurso público está sendo utilizado corretamente. Tem que se ampliar, sim, o orçamento participativo para todo o Brasil. Medida correta adotada por parte do Governo na ampliação de emendas participativas. Eu espero que um dia emenda não mais exista e que o conjunto do orçamento público seja definido e acompanhado pelo povo através do poder popular de fato. Muito obrigado.
  • 30/06/2026

    O Deputado afirmou que, por considerar inadequada a privatização da Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobras), votaria pela derrubada do Veto nº 50 aplicado ao Projeto de Lei nº 1.791, de 2019, que acrescenta os arts. 8º-A e 8º-B à Lei no 12.783, de 2013, para dispor sobre o aproveitamento de empregados das empresas distribuidoras de energia subsidiárias da Eletrobras, incluídas no Programa Nacional de Desestatização (PND). Por fim, defendeu a reestatização da empresa e argumentou que, enquanto isso não ocorresse, seria necessário garantir os direitos dos trabalhadores e o reaproveitamento desses profissionais em outras estatais e órgãos públicos.

    Palavras-chave oficiais: Veto total,Projeto de lei ordinária,alteração,Lei federal,garantia,direitos,Empregado,Sociedade subsidiária,Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobras),Desestatização,Programa Nacional de Desestatização (PND),Derrubada de veto,Privatização,Reestatização

    Ler a transcrição oficial
    O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente, Deputado Charles. Eu quero dizer publicamente que vou votar pela derrubada do Veto nº 50 junto com trabalhadores e trabalhadoras da Eletrobras. Essa privatização foi um absurdo contra o nosso País. Nós não podemos permitir que ela se torne um fato consumado sem questionamento. A luta segue sendo pela reestatização da Eletrobras. Enquanto isso não acontece, o mínimo que nós podemos fazer é garantir que esses trabalhadores tenham os seus direitos garantidos e sejam reaproveitados em outras estatais e órgãos brasileiros. Repito, Presidente, é o mínimo. Espero que aconteça a sessão do Congresso Nacional e digo mais uma vez publicamente: votarei a favor da derrubada do veto de número 50, a favor dessa luta fundamental de trabalhadores e trabalhadoras da Eletrobras. Muito obrigado.
  • 17/06/2026

    O Deputado orientou a bancada na votação do requerimento de urgência para apreciação do Projeto de Decreto Legislativo nº 717, de 2024, que susta decretos sobre a demarcação de terras indígenas. Além disso, dirigiu-se ao Deputado Coronel Chrisóstomo para alertar que a aprovação da urgência poderia criar precedente para a reversão, pelo Poder Legislativo, de demarcações de terras indígenas já realizadas pelo Poder Executivo. Nesse contexto, citou a Terra Indígena Rio Guaporé, em Rondônia, e argumentou que uma medida adotada em Santa Catarina poderia futuramente alcançar outros Estados. Recordou ainda posicionamento anterior do Parlamentar na votação do projeto que originou a Lei nº 13.954, de 2019, que reestruturou a carreira e a proteção social dos militares das Forças Armadas.

    Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de urgência,Projeto de decreto legislativo,Partido Socialismo e Liberdade (PSOL),Voto contrário Precedência,Reversão,demarcação,Terras indígenas,Santa Catarina,Rondônia,Praça (militar),Forças Armadas,Carreira militar,Poder Legislativo,Poder Executivo

    Ler a transcrição oficial
    O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, eu quero falar com o Deputado Coronel Chrisóstomo. Deputado Coronel Chrisóstomo, V.Exa. disse no discurso que é do Município de Guajará-Mirim. Deputado Chrisóstomo, eu vi que em Guajará-Mirim está a Terra Indígena Rio Guaporé. É verdade? É uma terra indígena demarcada. Imagine V.Exa. se um Parlamentar, então, tomar a decisão de desfazer uma demarcação já realizada e fizer com que isso seja votado no Parlamento. Eu tenho certeza que V.Exa. não é a favor da revogação dessa demarcação já realizada, porque estaria extrapolando o poder regulamentar, que nesse caso é do Executivo, não do Legislativo. Imagine se isso cria um precedente, então, Deputado Chrisóstomo, para que aconteça a mesma coisa em Rondônia e em outros Estados brasileiros. É disso que nós estamos falando. Eu tomei a liberdade de falar sobre isso com V.Exa. porque eu acompanhei que na Lei nº 13.954, de 2019, V.Exa. foi contramajoritário na Comissão. Naquele projeto que tratava, durante o Governo Bolsonaro, de retirada de direitos de praças das Forças Armadas — V.Exa. sabe que até hoje Bolsonaro tem uma rejeição grande entre praças por conta daquele projeto —, eu vi que V.Exa. foi contramajoritário. Mesmo sendo coronel, V.Exa. votou contra a Lei nº 13.954, de 2019. Eu, naquele dia, quando vi essa posição de V.Exa., falei: "Não dá para dizer que ele segue o Governo Bolsonaro ou as posições do Bolsonaro em qualquer situação ou circunstância". Ali, por exemplo, o senhor votou diferente. O senhor sabe do que eu estou falando. Até hoje praças das Forças Armadas estão injuriados com a votação daquela matéria durante o Governo Bolsonaro. Eu digo isso, então, para fazer uma reflexão com o senhor: a votação que abre este precedente hoje em relação a Santa Catarina pode se espalhar para Rondônia e outros Estados brasileiros, porque ela faz com que haja reversão de uma medida que é do Governo Federal, e não do Legislativo, não da Câmara dos Deputados. Esse é o diálogo que eu gostaria de estabelecer. Exatamente por este e outros motivos, a bancada do PSOL orienta o voto "não" a esta urgência.
  • 17/06/2026

    O Deputado manifestou solidariedade aos Deputados e Deputadas do PSOL na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que estariam sofrendo perseguição política por parte do PL e de aliados, com ameaças de destituição das presidências de comissões. Afirmou que a atuação do PSOL nas comissões incomoda por promover enfrentamento político e acolher demandas de movimentos sociais e da sociedade civil organizada.

    Palavras-chave oficiais: solidariedade,Deputado estadual,Assembleia Legislativa,Rio de Janeiro (Estado),Perseguição política,Partido Liberal (PL),destituição,Presidência,Comissão,Movimento social

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    O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, eu gostaria de prestar solidariedade aos Deputados e Deputadas da bancada do PSOL na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, que estão, neste momento, Deputado e Líder Tarcísio, sofrendo uma perseguição política por parte do PL e dos seus aliados, que estão ameaçando destituí-los das presidências das respectivas comissões. Isso é inaceitável. A gente sabe que o PSOL incomoda quando está nas presidências de Comissão, e é para incomodar mesmo, é para fazer o enfrentamento político, mas, por outro lado, é também para acolher um conjunto de segmentos da sociedade civil organizada, dos movimentos sociais, que têm referência nessa atuação política. Toda solidariedade à bancada do PSOL na Assembleia Legislativa, contra essa perseguição política.
  • 16/06/2026

    O Deputado questionou o Deputado Cabo Gilberto Silva sobre as promessas atribuídas ao Senador Flávio Bolsonaro para obras rodoviárias na Paraíba. Perguntou se Flávio Bolsonaro também defenderia no Estado propostas como o pagamento do trabalhador por hora, que enfraqueceria o salário mínimo mensal, e a chamada “privatização das praias”, apontada como o único projeto de maior repercussão do Senador. Por último, classificou Flávio Bolsonaro como inimigo dos trabalhadores e afirmou que o povo da Paraíba derrotaria novamente a família Bolsonaro.

    Palavras-chave oficiais: questionamento,Deputado federal,Plataforma política,Senador,Pré-candidato,Presidência da República,Obra pública,Rodovia,Pagamento,Hora,Salário mínimo,Privatização,Praia,Paraíba

    Ler a transcrição oficial
    O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Deputado Gilberto, eu pergunto algo a V.Exa. V.Exa. falou que o Senador Flávio Bolsonaro prometeu que vai consertar, melhorar, duplicar estradas que são de interesse do povo Paraíba. Eu pergunto se V.Exa. vai levar o Senador Flávio Bolsonaro lá, para que ele também reafirme a proposta de que o trabalhador tem que ganhar por hora, o que, na prática, acaba com o salário mínimo mensal. Ele tem coragem de fazer a defesa dessa proposta lá na Paraíba? Eu pergunto também, Deputado Gilberto, se o Sr. Flávio Bolsonaro vai chegar à Paraíba e defender o único projeto dele que teve alguma repercussão, que foi o da privatização das praias. Ele vai fazer isso? Ele vai à Paraíba defender o projeto de privatização das praias? Eu duvido. O Sr. Flávio Bolsonaro é inimigo do trabalhador e da trabalhadora, e o povo da Paraíba vai derrotar a família Bolsonaro mais uma vez.
  • 16/06/2026

    O Deputado orientou a bancada na votação do Projeto de Resolução nº 33, de 2026, que instituiu a Comissão Permanente de Disciplina.

    Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Projeto de resolução,Voto contrário,Federação PSOL REDE

    Ler a transcrição oficial
    O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - O PSOL está fazendo uma avaliação desse texto neste momento, com a preocupação objetiva de que essa proposta vem a ser de prejuízo para os trabalhadores e as trabalhadoras da Casa — prejuízo que, talvez, não esteja sendo avaliado pelo conjunto dos Parlamentares, o que exigiria uma discussão mais profunda. Aqui não se está falando de cúpula dos Poderes, de Parlamentares, ou, se fosse fora, do Legislativo, do Judiciário ou do Executivo. Nós estamos falando de uma preocupação específica, objetiva, que foi apresentada agora. O PSOL, preventivamente, vota contra o Projeto de Resolução, solicitando, inclusive, que a gente tenha mais tempo para realização desse diálogo. Partidos, que não estão se dando conta, podem, em seguida, virem a ser cobrados pela votação apressada dessa matéria.
  • 16/06/2026

    O Deputado apresentou questão de ordem sobre a demora no encaminhamento à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania dos recursos apresentados contra as punições aplicadas pelo Conselho de Ética aos Deputados Marcos Pollon, Marcel Van Hattem e Zé Trovão, por participação na ocupação da Mesa Diretora em 5 de agosto de 2025. Além disso, alegou tratamento desigual em relação a outro recurso de sua autoria, que teria sido remetido imediatamente à CCJ, e pediu esclarecimentos sobre o cumprimento dos prazos regimentais previstos no artigo 139.

    Palavras-chave oficiais: Questão de ordem,adiamento,encaminhamento,Recurso (proposição legislativa),contra,punição,Deputado federal,Conselho de Ética e Decoro Parlamentar,Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC),desigualdade,tratamento,Parlamentar,descumprimento,Prazo regimental

    Ler a transcrição oficial
    O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Para uma questão de ordem. Sem revisão do orador.) - O Deputado Tarcísio Motta, inclusive, Líder da nossa bancada, já apresentou esse material por escrito a V.Exa. No dia 19 de maio deste ano, chegaram a esta Presidência os Recursos nºs 12, 13 e 14, de 2026, referentes às Representações nºs 27, 25 e 24, todas de 2025. Os recursos são contra as decisões do Conselho de Ética que aprovaram a penalidade de suspensão do exercício do mandato parlamentar dos representados Marcos Pollon, Marcel van Hattem e Zé Trovão, dois Deputados do PL e um do Partido Novo, pelo prazo de 2 meses, em virtude da ocupação da Mesa Diretora da Casa na sessão no plenário em 5 de agosto de 2025. Lembremos que o ato foi articulado com um Deputado que depois perdeu o seu direito ao mandato e que hoje foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por conta de uma conspiração, de uma coação em um processo contra a responsabilização dos golpistas. Como é do conhecimento desta Presidência, regimentalmente, os recursos, como proposições que são, devem ser recebidos pela Mesa, numerados e despachados à Comissão competente. Qual seja? A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Tal despacho é de competência do Presidente, que tem o prazo de duas sessões, após o recebimento na Mesa, para fazê-lo, conforme o art. 139. Embora isso ainda não tenha sido realizado, não tenha sido feito, chama atenção o fato de que, em outros casos, inclusive o do Parlamentar que fala a V.Exa., Presidente, o recurso que apresentei à Mesa foi imediatamente encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça. O meu questionamento direto e objetivo é: por que esses Parlamentares, que fizeram uma articulação de conspiração junto com um Deputado que estava nos Estados Unidos trabalhando contra o nosso País, tiveram seus recursos recebidos pela Mesa Diretora e, até este momento, não foram encaminhados à Comissão de Constituição e Justiça? Se é que não foram, gostaria dessa informação por parte da Mesa. Os prazos regimentais já foram extrapolados e são muito diferentes de outros casos em que a coisa andou de foguete, a jato. Essa é a questão de ordem, Presidente.
  • 16/06/2026

    O Deputado criticou o Senado Federal por adiar a votação do fim da escala 6 por 1 e afirmou que a medida atendia a uma exigência da classe trabalhadora brasileira, já aprovada na Câmara dos Deputados. Além disso, repudiou a resistência de parte dos Senadores e defendeu que o trabalhador brasileiro não fosse privado desse direito, usando a ideia de um reality show como forma de ironizar a dificuldade de cumprir essa jornada.

    Palavras-chave oficiais: Proposta de Emenda à Constituição,redução,Jornada de trabalho,Senado Federal,adiamento,Votação,Crítica,Repúdio,Trabalhador,Reality show

    Ler a transcrição oficial
    O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, o povo brasileiro gosta de reality show. Então acho que a gente poderia propor um reality show envolvendo os Senadores da República, já que eles não estão querendo votar o fim da escala 6 por 1. Coloquemos todos os Senadores que estão resistindo à aprovação do fim da escala 6 por 1 em um reality show em que trabalhem nessa escala. Vai ser a prova de resistência deles. Aqueles que não aguentarem vão sendo eliminados. Teriam um trabalho pesado, como infelizmente é a realidade da maioria do povo brasileiro. É um absurdo o que o Senado Federal está fazendo! Nós temos, sim, que atender àquela que é uma exigência da classe trabalhadora brasileira e acabar definitivamente com a escala 6 por 1. Registro nosso repúdio a essa fixação do Senado Federal em adiar aquilo que é fundamental, nosso repúdio ao Senado Federal por virar as costas à maioria da classe trabalhadora brasileira. Evidentemente que com minha ressalva àqueles que estão trabalhando para que essa votação se dê, mas com o nosso repúdio àqueles que estão fazendo de tudo para que o trabalhador brasileiro não alcance esse direito, que já foi aprovado na Câmara dos Deputados. Que tal um reality show com dois Senadores, sendo a prova de resistência ter que trabalhar na escala 6 por 1? Quem não aguentar é eliminado. Eu acho que todos serão eliminados.
  • 16/06/2026

    O Deputado reassumiu o mandato e manifestou solidariedade ao povo cubano diante das sanções e pressões impostas pelos Estados Unidos. Além disso, criticou a atuação do Presidente Donald Trump na política externa e mencionou intervenções militares realizadas durante seus mandatos. Na continuidade, afirmou que Cuba tem histórico de cooperação internacional e argumentou que medidas econômicas contra o país representariam uma forma de asfixia à população cubana. Por fim, estendeu sua solidariedade aos povos palestino, cubano e latino-americano, defendendo o respeito à soberania dessas nações.

    Palavras-chave oficiais: Mandato parlamentar,Suspensão disciplinar,retorno,Atuação parlamentar Cuba,População,solidariedade,Sanção internacional,Estados Unidos,Intervenção,Cooperação internacional,Política externa,Palestina,América Latina,Soberania nacional,Soberania popular,Interferência externa,Militar

    Ler a transcrição oficial
    O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, reassumo o mandato no dia de hoje e já reafirmo a minha solidariedade ao povo cubano contra as tentativas inconcebíveis de desestabilização, um ataque econômico criminoso por parte de Donald Trump e companhia, que nós não podemos aceitar. O Sr. Donald Trump, durante os seus governos, jogou 67 mil bombas, mísseis e munições em todas as regiões do mundo. Qual foi a guerra que Cuba fez ou começou? Cuba exporta solidariedade para o mundo todo. E, agora, tenta-se asfixiar o povo cubano de maneira criminosa, repito. Nós não podemos aceitar isso. Toda a solidariedade a Cuba. Toda a solidariedade àqueles e àquelas que não se entregam. Donald Trump, tire as suas garras do povo palestino, do povo cubano, do povo latino-americano. Muito obrigado.
  • 16/06/2026

    O Deputado associou seu retorno ao mandato à condenação do ex-Deputado Eduardo Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal por coação em processo relacionado à trama golpista. Além disso, cobrou a responsabilização de Parlamentares que atuaram em articulação com Eduardo Bolsonaro e participaram de ações contra as instituições democráticas. Em seguida, questionou a suspensão de dois meses aplicada a esses Deputados e criticou a condução do processo disciplinar. Ademais, alegou que o recurso referente ao caso deveria ter sido encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça, mas permanecia sem apreciação pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Por fim, declarou que seguirá atuando para cobrar a apuração dos fatos e a responsabilização dos envolvidos.

    Palavras-chave oficiais: Condenação,Ex-deputado federal,Supremo Tribunal Federal (STF),Coação,Golpe de Estado (crime),Mesa Diretora da Câmara dos Deputados,Processo disciplinar (processo legislativo),responsabilização,Deputado federal,Oposição política,Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC)

    Ler a transcrição oficial
    O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, veja que ironia: no dia em que eu retorno a este Plenário, o STF condena o Sr. Eduardo Bolsonaro por coação em processo sobre a trama golpista. E aqueles Deputados que sequestraram a Mesa Diretora, em articulação com o Eduardo Bolsonaro, nos Estados Unidos, conspirando contra o nosso País, esses pegaram 2 meses de suspensão. Mas cadê o recurso que já deveria ter sido encaminhado a CCJ? Até agora, nada. Está mofando em alguma gaveta da Mesa Diretora. Eu estou aqui, sim, para cobrar a responsabilização desses golpistas, seja de Eduardo Bolsonaro, que está fugido nos Estados Unidos, seja daqueles que, junto com ele, estavam conspirando contra o nosso País.
  • 16/06/2026Breves Comunicações

    O Deputado anunciou o retorno ao mandato com a apresentação de quatro medidas. Inicialmente, protocolou petição ao Supremo Tribunal Federal para apurar denúncia de ilegalidade e possível operação ligada ao orçamento secreto envolvendo Mariângela Fialek, conhecida como Tuca. Além disso, apresentou representação à Corregedoria da Câmara dos Deputados para investigar a origem de aproximadamente R$ 469 mil encontrados com o Deputado Sóstenes Cavalcante. Em seguida, encaminhou solicitação à Mesa Diretora para instalação de câmeras nos elevadores exclusivos de Parlamentares, atendendo reivindicação de trabalhadoras terceirizadas que relataram casos de assédio. Ademais, apresentou projeto para revogar a Lei nº 9.491, de 1997, que dispõe sobre o Programa Nacional de Desestatização. Por fim, formulou questão de ordem cobrando o encaminhamento à Comissão de Constituição e Justiça de recurso relacionado a Parlamentares acusados de participação em atos golpistas, alegando tratamento desigual em comparação ao processo disciplinar que enfrentou.

    Palavras-chave oficiais: Orçamento secreto,Supremo Tribunal Federal (STF),Petição (processo legislativo) Representação (processo legislativo),Corregedoria Parlamentar da Câmara dos Deputados,Deputado federal,Líder,Partido Liberal (PL) Mesa Diretora da Câmara dos Deputados,instalação,Câmera de segurança,Elevador,Deputado federal,Trabalhador terceirizado,Mulher Projeto de lei ordinária,Revogação,Programa Nacional de Desestatização (PND),Privatização,Companhia Estadual de Águas e Esgotos (RJ) (CEDAE) Questão de ordem,tramitação,Processo legislativo,Deputado federal,Oposição política

    Ler a transcrição oficial
    O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Sem revisão do orador.) - Senhoras e senhores, vamos lá. Retornei, volto hoje ao mandato, já anunciei a primeira medida: petição ao Supremo Tribunal Federal em relação a uma denúncia de ilegalidade, inconstitucionalidade, um crime cometido com a senhora Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, seguindo a fazer a operação de emendas do orçamento secreto no espaço da Câmara. Essa é a primeira ação. Se for verdade a denúncia recebida, a responsabilização tem que acontecer. Essa denúncia, inclusive, dá conta de que essa operação estaria acontecendo no gabinete do Vice-Presidente da Câmara dos Deputados. Eu entro hoje, também, com uma representação à Corregedoria da Câmara dos Deputados em relação ao Líder do PL, o Deputado Sóstenes Cavalcante. O Deputado Sóstenes, até hoje, não deu uma explicação que possa ser considerada razoável em relação à grana que foi encontrada dentro do seu armário, de aproximadamente 469 mil reais. E qual foi o "castigo" que o Líder do PL recebeu? Foi reconduzido à Liderança do seu partido. O que é esse dinheiro? É dinheiro do orçamento secreto? É dinheiro, de fato, de desvio da cota Parlamentar? As investigações é que vão dizer. Mas o Deputado tem a obrigação de prestar contas, de dar satisfação! Que grana é essa? Que conversa é essa de que o dinheiro saiu de Minas Gerais, veio de carro até Brasília por conta da venda de um imóvel, e aqui ele coloca o dinheiro dentro do seu armário — mais de 400 mil reais — e diz que não levou ao banco por "esquecer" de depositar. Qual foi o fórum da Câmara dos Deputados em que, até este momento, o Parlamentar respondeu por essa acusação gravíssima? De onde saiu essa grana? Repito: é dinheiro do orçamento secreto? É dinheiro de desvio da cota Parlamentar? O Líder do PL tem que responder! Estou entrando, no dia de hoje, com uma ação junto à Corregedoria da Câmara para que ele responda e seja devidamente investigado. A terceira iniciativa, Presidente, eu apresento também no dia de hoje. Os trabalhadores terceirizados e trabalhadoras da Câmara foram muito solidários contra a tentativa de cassação do mandato. Por onde eu passava, havia um trabalhador dizendo: "Vai em frente, não para, não desista, estamos contigo". Um dia, eu fui convidado para uma reunião de trabalhadoras da Câmara dos Deputados. Elas apresentam um conjunto de reivindicações. Entre essas reivindicações, há uma para que sejam colocadas câmeras nos elevadores que transportam os Deputados Federais. Porque todos os outros elevadores da Câmara têm câmeras, mas os elevadores dos Parlamentares não têm. Existe, então, por parte dessas trabalhadoras, uma reclamação permanente de assédios recebidos. Evidentemente, não estou aqui generalizando, mas estou falando de uma reivindicação que vem da base de trabalhadoras desta Casa. Se há câmeras nos outros elevadores, por que os elevadores exclusivos de Parlamentares não têm as mesmas câmeras? Então, estou apresentando à Mesa Diretora da Câmara Federal uma solicitação para que haja o atendimento a esse justo pleito dessas trabalhadoras. Presidente, não sei se há tempo para apresentar mais dois pontos ou se deixo para depois. O SR. PRESIDENTE (Charles Fernandes. Bloco/PSD - BA) - Pode apresentá-los, nobre Deputado. O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ) - Obrigado, Presidente. Trago aqui e divido com as senhoras e os senhores mais duas questões. A primeira delas: durante esses 6 meses, eu percorri todas as regiões do Estado do Rio de Janeiro. Foram 51 encontros, Deputado Chico Alencar, discutindo a conjuntura nacional e internacional, Deputado Bohn Gass, discutindo propostas de um programa de Governo para o Estado do Rio, discutindo também o que fazer. Nesses mais de cinquenta encontros, eu vi as dificuldades vivenciadas pelo povo no que diz respeito, por exemplo, à privatização de serviços públicos. O que aconteceu com a Cedae no Estado do Rio de Janeiro é uma vergonha completa, uma privatização que serviu para o ex-Governador, o Sr. Cláudio Castro, distribuir dinheiro entre os Municípios e, depois disso, garantir a sua reeleição. Existe uma demanda nacional para acabar com essa farra da privataria. Nesse sentido, o nosso mandato está apresentando uma proposta de revogação da Lei nº 9.491, de 1997, que trata do Programa Nacional de Desestatização. Por que o Brasil tem que ter um plano nacional de desestatizações, que na prática são privatizações? Por que uma categoria tem que vibrar quando determinada estatal é retirada dessa lista — uma celebração justa —, mas com a continuidade da existência da própria lista? Não tem que haver plano nacional de desestatização nenhum. Por esse motivo, como quarta medida, nós estamos apresentando, no dia de hoje, uma solicitação, um projeto de lei para acabar com o plano nacional de privatizações, de desestatizações. Para finalizar, Presidente, eu quero apresentar uma questão de ordem. Faço-a, neste momento, a V.Exa., mas gostaria de repetir essa questão de ordem, que já foi apresentada pelo Líder do nosso partido, o Deputado Tarcísio Motta, fisicamente, ao Presidente da Câmara, o Deputado Hugo Motta. Quando eu estava vivenciando a tentativa de cassação, eu recorri à CCJ. E qual é o procedimento? Sai do Conselho de Ética, o Parlamentar recorre, vem à Mesa Diretora e a Mesa, então, encaminha à Comissão de Constituição e Justiça para que esse recurso seja avaliado. No meu caso, foi de foguete: saiu aqui da Presidência e imediatamente foi lá para a Comissão de Constituição e Justiça. Eu pergunto: por que em relação aos golpistas que sequestraram a Mesa Diretora, em associação com o então Deputado nos Estados Unidos, o Sr. Eduardo Bolsonaro, o mesmo não acontece? As informações que tenho são de que essa representação — esse recurso, melhor dizendo —, que já deveria ter sido encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça, está mofando em alguma gaveta da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. No meu caso, 6 meses de suspensão, por defender a honra de minha mãe e por denunciar o orçamento secreto. No caso dos Parlamentares que se associaram a um Deputado nos Estados Unidos conspirando contra o nosso País, só 2 meses de suspensão, e, combinado com isso, se não fosse o suficiente, aquilo que já deveria ter sido encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça, segue mofando em alguma gaveta da Mesa Diretora da Câmara — não. Voltei, e não voltei pela metade. Voltei para fazer os enfrentamentos que são necessários, para exercer o mandato por completo. A todas as pessoas em todo o Brasil que foram solidárias, que seguem solidárias ao mandato, meu muitíssimo obrigado. Agora, se comigo foram 6 meses num processo de perseguição intensa e diária, por que no caso dos golpistas esse recurso à CCJ está mofando em alguma prateleira ou alguma gaveta da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados? Não. Voltei sim, para dar cumprimento à minha tarefa, para cobrar o que tem que ser cobrado, para exercer o mandato de forma plena e não pela metade. Muitíssimo obrigado, Presidente.
  • 16/06/2026

    O Deputado anunciou o encaminhamento de uma petição ao Ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, para solicitar a apuração de denúncias relacionadas ao orçamento secreto. Afirmou ter recebido informações, em maio e junho de 2026, segundo as quais Mariângela Fialek continuaria atuando na operacionalização de emendas parlamentares a partir do gabinete da Vice-Presidência da Câmara dos Deputados. Defendeu a realização de investigação e a responsabilização dos envolvidos caso as denúncias sejam confirmadas.

    Palavras-chave oficiais: Câmara dos Deputados,Servidor público,Emenda,Decisão judicial,descumprimento,Supremo Tribunal Federal (STF),Petição,investigação

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    O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, retorno hoje ao exercício do mandato. V.Exas. não podem imaginar a alegria que é estar aqui neste espaço neste momento. Nos dias 5 de maio e 12 de junho de 2026, fui informado por um servidor da Câmara dos Deputados de que a investigada Mariângela Fialek continua a operar o esquema das emendas parlamentares, o chamado orçamento secreto. As informações são de que a servidora está atendendo Parlamentares, para a operacionalização dessas emendas, diretamente do gabinete do Vice-Presidente da Câmara. Eu estou encaminhando hoje uma petição ao Ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, para que uma investigação seja realizada e que, se for confirmado que isso está acontecendo, aqueles que estão descumprindo a decisão judicial e continuando com a prática nefasta do orçamento secreto sejam devidamente responsabilizados.
  • 16/06/2026

    O Deputado assinalou irregularidade relacionada ao orçamento secreto e informou ter peticionado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Relatou que a Sra. Fialek, conhecida como Tuca, teria sido afastada pela Polícia Federal do manejo de emendas parlamentares, mas que, segundo denúncia recebida, seguiria exercendo esse papel a partir do gabinete do Vice-Presidente da Câmara dos Deputados. Por fim, requereu ao STF e à Polícia Federal que adotassem as medidas cabíveis para apurar o descumprimento da decisão judicial e questionassem o Vice-Presidente da Casa sobre os fatos relatados.

    Palavras-chave oficiais: Câmara dos Deputados,Servidor público,Emenda,Decisão judicial,descumprimento,Polícia federal,Supremo Tribunal Federal (STF),atuação

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    O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Obrigado. Presidente, apenas quero registrar que estou de volta, na primeira sessão legislativa, depois de 6 meses de injusta suspensão. Eu quero começar trazendo uma denúncia importante relacionada ao orçamento secreto, que estou, inclusive, peticionando ao Supremo Tribunal Federal. Houve uma decisão da Polícia Federal determinando que a Sra. Fialek, conhecida como Tuca, fosse afastada de qualquer manejo de emendas parlamentares, mais especificamente do orçamento secreto. Eu recebi uma denúncia, que formulo ao Supremo Tribunal Federal, informando que ela segue exercendo esse papel. A denúncia diz que o faz agora do gabinete do Vice-Presidente da Câmara dos Deputados. A denúncia recebida refere-se ao dia 15 de maio e a alguns dias do mês de junho. Se isso de fato estiver acontecendo e a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal — que determinou essa investigação à Polícia Federal — chegarem à conclusão de que se trata de um fato, nós estamos requerendo ao Supremo Tribunal Federal que adote todas as medidas cabíveis para que se restabeleça aquilo que foi determinado numa decisão judicial e estaria sendo descumprida pelo Parlamento brasileiro. Eu agradeço a V.Exa. o tempo concedido. Espero que a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal adotem imediatamente as iniciativas adequadas para que essa ilegalidade não perdure e o Vice-Presidente da Câmara dos Deputados seja questionado sobre se a denúncia que recebemos é verdadeira e se ainda existe a operadora do ex-Presidente da Câmara, Deputado Arthur Lira, fazendo com que o orçamento secreto continue sendo operado na Câmara dos Deputados. Voltei, Presidente. Muito obrigado.
  • 10/12/2025

    O Deputado contestou a Representação nº 5, de 2024, de autoria do Partido NOVO, em seu desfavor, por alegação de quebra de decoro parlamentar. Afirmou que não abriria mão de suas convicções políticas e rejeitou pedidos de desculpas pelo episódio que motivou a representação. Declarou que reagiu após provocações reiteradas envolvendo sua mãe, que estava doente e faleceu pouco depois, e disse não se arrepender da atitude. Sustentou que a tentativa de cassação não se relacionou ao fato em si, mas a disputas políticas e à sua atuação crítica, incluindo denúncias sobre orçamento secreto. Afirmou ainda não responder a acusações de corrupção desde 2009, criticou a condução do processo no Conselho de Ética e agradeceu manifestações de solidariedade de colegas, movimentos sociais e apoiadores em todo o País.

    Palavras-chave oficiais: Representação contra deputado,quebra,Deputado federal,Decoro parlamentar,Atuação parlamentar,Denúncia,Orçamento secreto,Corrupção

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    O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Sem revisão do orador.) - Congresso inimigo do povo! Se você não é Deputado inimigo do povo, você não deve se sentir ferido com a minha fala. Se você age de acordo com a consciência pública e acha que os seus eleitores não têm do que se envergonhar, eu tenho certeza de que não se zanga, como eu não me zango, como muitas Deputadas e Deputados não se zangam, quando essa expressão é dita. Agora, Deputadas e Deputados, não imaginem que eu vou ter as minhas convicções cerceadas e deixar de exercer o meu papel como Deputado para me salvar. Sobre a minha mãe e sobre o que aconteceu, eu confesso para os senhores e para as senhoras que, para defender a minha família, eu sou capaz de muito mais do que um chute na bunda, muito mais. Para defender a minha família, um chute na bunda, eu confesso a vocês, é nada. Todas as vezes que eu me lembro da minha mãe, eu me emociono. Minha mãe, uma mulher honrada, que cavou o chão com as unhas. Aquele pobre diabo, que por sete vezes me atacou em espaços públicos e, na quinta vez, falou o que falou da minha mãe, não sabia o que estava dizendo, não sabia. Ele não está mais na minha cabeça, e eu não mais carrego mágoa em relação àquele pobre diabo, não carrego. Agora, fale de minha mãe, fale de meu filho, ameace minha família, para ver o que eu sou capaz de fazer. Eu prefiro nem imaginar. Alguns dos senhores e das senhoras podem achar que a minha ação foi destemperada. Ação destemperada? Eu aguentei, por sete vezes consecutivas, um provocador indo atrás de mim nos espaços públicos, dizendo tudo o que disse de minha mãe. Eu não posso, senhoras e senhores, pedir desculpas por defender uma mulher honrada, que naquele momento não podia se defender pessoalmente porque estava com Alzheimer, e veio a falecer alguns dias depois. Não, eu não posso pedir desculpas, e nem posso dizer, mentindo para as senhoras e para os senhores, que me arrependo do que fiz. Pela minha família, eu sou capaz de muito mais do que um chute na bunda. Eu não vou deixar de defender as minhas teses aqui. Eu não vou deixar, senhoras e senhores, de denunciar o orçamento secreto. Que Deputado pequeno eu seria se hoje, a depender dos votos dos Parlamentares, eu subisse a esta tribuna e fingisse que esse assunto não existe. Não, não o farei! Eu vou continuar defendendo as teses que são caras não só ao meu mandato, mas também à sociedade brasileira. Eu atendi a uma solicitação que foi feita por amigos, por amigas, por aliados, pela minha família, por companheiros, no dia de hoje: "Faça a discussão prioritária dos temas em detrimento da adjetivação dos sujeitos". Vou continuar adjetivando as situações, as circunstâncias, os fatos. Agora, posso procurar um diálogo com as senhoras e com os senhores, de maneira firme e respeitosa, mas não vou fingir aquilo que não sou. Não vou chamar um Deputado no canto e dizer: "Deputado, me perdoe! Eu não falo mais sobre orçamento secreto". Não o farei. Eu não vou deixar de dizer aquilo que já disse em relação ao ex-Presidente da Câmara, o Sr. Presidente Arthur Lira. Todo mundo aqui sabe, convenhamos, que essa tentativa de cassação não tem absolutamente nada, absolutamente nada a ver com o chute na bunda dado no provocador. Os senhores e as senhoras sabem que quem deu força a essa representação foi o ex-Presidente da Câmara, mas eu espero que ele, do ponto de vista político, seja responsabilizado por aquilo que faz comigo hoje, mas também por aquilo que faz contra o Brasil. Eu lamento, lamento muitíssimo, inclusive, que o atual Presidente da Câmara, o Sr. Hugo Motta, hoje coloque esta matéria em votação, imaginando que gerará uma falsa simetria entre o meu caso e o de Carla Zambelli. Senhoras e senhores, do ponto de vista prático, Carla Zambelli já está cassada, porque já tem uma decisão do Supremo Tribunal Federal que lhe retira os seus direitos políticos. Essa Deputada hoje, inclusive, está presa na Itália pelos crimes cometidos. Não venham ainda querer me igualar com o caso de Eduardo Bolsonaro. Eu não conspirei contra o meu País no exterior! Eu não promovi ações de ataque à classe trabalhadora do nosso País! Você pode discordar daquilo que estou dizendo, mas você não pode calar a minha boca e me impedir de dizê-lo, senão eu serei um Deputado cassado antes da votação! Se for para não discutir os grandes temas, para não falar o que é fundamental, e simplesmente me comportar, imaginando que, com isso, possa ter a boa vontade de alguns para que a cassação não se dê, senhoras e senhores, o que eu estarei fazendo será me cassar previamente, e me corromper. Eu pergunto aos Deputados e Deputadas, e principalmente ao povo que está nos assistindo: durante todo esse período em que eu aqui estou, desde o ano de 2009, e não é pouco tempo, existe uma única denúncia de corrupção contra mim? Existe, Deputados? Não existe contra mim uma única denúncia de corrupção, desde o ano de 2009. E eu agora, então, sou retirado à força do mandato, sem ter cometido crime? Isso é tão evidente que o próprio Relator do meu caso — de quem hoje não tenho raiva, mas de quem, não tendo eu uma alma tão bondosa, não posso dizer que tenho pena — não utiliza o seu tempo todo para apresentar provas e convicções que levem ao processo de cassação. E não fez isso só hoje, na tribuna, não. No Conselho de Ética, sabem quantas perguntas o Relator fez à minha pessoa? Nenhuma, zero perguntas, até porque, no íntimo, ele sabe que, muito provavelmente, se estivesse no meu lugar, faria a mesma coisa. Faria? Não sei. As circunstâncias são diferentes; talvez fizesse pior. É tão grave, flagrante a situação, que o partido que representou pedindo a cassação do meu mandato, senhoras e senhores, sabem quantas vezes foi ao Conselho de Ética fazer alguma pergunta, ou defender que eu fosse cassado? Nenhuma vez, Deputado Chico. Nenhuma vez. Eu quero agradecer. Agradeço a vocês que estão solidários, solidárias. Agradeço à minha família; Sâmia está aqui. Não tem sido fácil esse período todo. Não teria sido possível vencer a batalha no Conselho de Ética durante a greve de fome se não fosse Sâmia partir para cima, assumir as tarefas. Agradecendo à Líder Talíria, eu agradeço a todas as bancadas de todos aqueles que estão solidários. Mas eu quero agradecer, prioritariamente, agora, neste momento, à militância espalhada por todo o Brasil. Eu ouvi algumas pessoas dizerem e ameaçarem: "Vou fazer greve de fome". Eu pensava comigo: acho que vai ser difícil, porque a questão da greve de fome não é se manter nela, é ter a convicção firme para tomar a decisão de entrar nela, assumindo as consequências do que possa vir a ocorrer. E isso exige uma firmeza de posição e uma convicção profunda do que se está fazendo. Não se trata de uma defesa exclusivamente de mandato, trata-se da certeza de que o que acontece aqui hoje pode servir de precedente para cassar a Vereadora no Município pequeno que tem relações com os movimentos sociais e que vai ser duramente atingida. Se se faz isso nacionalmente, onde existem todos os holofotes, o que não se fará como perseguição neste Brasil afora? Eu quero agradecer aos movimentos sociais, classe trabalhadora, militantes socialistas, militantes de esquerda e até aquelas pessoas que não são de esquerda, Fernanda, mas que chegaram para mim e disseram: "Olha, eu não tenho as mesmas convicções que você tem, mas é injusto aquilo que se está fazendo contigo durante esse período". Eu percorri, em 1 mês e 18 dias — e parecia impossível —, os 26 Estados brasileiros e o Distrito Federal, ouvindo as pessoas em plenárias públicas lotadas. Muita coisa ruim aconteceu nesse processo, mas aconteceu coisa boa também. Eu ganhei uma irmã, Celinha, que está aqui junto com a gente. Eu ganhei vários irmãos e irmãs espalhados, que me abraçam e dizem: "Nós estamos contigo. Segue firme. Não abaixe a cabeça. A injustiça não pode prevalecer". Eu recebi, durante esse período, muitas manifestações, que eu confesso que não esperava. Religiosas, das mais variadas orientações, diziam: "Estamos rezando, estamos orando, estamos pensando positivo". Eu agradeço profundamente a todas as pessoas que, a partir da sua fé, solidarizam-se, ou àqueles inclusive que não acreditam, mas que também se solidarizaram. Depois, uma jornada passando por 28 cidades, conversando com as pessoas, olhando no olho; passeatas dentro da Câmara e fora da Câmara. Hoje inclusive lamento, e não vou deixar de dizê-lo, lamento que o Presidente da Câmara Hugo Motta não tenha liberado as galerias, porque havia muita gente que queria acompanhar esta sessão e que foi impedida de fazê-lo. Eu pensei, inclusive, fazendo esse agradecimento profundo, que hoje aqui eu estaria nervoso, mas eu estou tomado por uma profunda calma, Deputado Lindbergh Farias, Deputada Benedita da Silva. Eu estou calmo, porque tenho a convicção de que estou cumprindo uma tarefa e de que estamos dialogando, Deputado Paulo, com uma juventude que vai olhar para o que está acontecendo aqui no dia de hoje e vai dizer: "Não se pode negociar princípios e convicções profundas". Taticamente, pode-se fazer negociações; agora, negociar princípios, isso não pode ser feito. Eu saio deste processo, independentemente do resultado que a gente vá ter a partir da aferição dos votos dos Parlamentares, com a consciência de que esta é uma etapa, para muitas outras que vêm pela frente, porque eu, senhoras e senhores — e falo isso com todo o respeito —, eu estou Deputado Federal, estou. Eu sou um militante socialista e serei por toda a minha vida. E isso não se negocia. Eu vou continuar fazendo a denúncia sobre a Refit. "Ah, mas isso vai desagradar..." Paciência. Não farei mandato, Deputada Duda, pela metade. A decisão, neste momento, é dos senhores. Quem vai definir o voto a ser dado e o resultado deste placar não sou eu, inclusive porque, pelo que eu entendi bem do que foi dito pelo Presidente, eu nem voto, não é isso? Então, o meu voto não contará e não valerá. Mas o voto de muita gente que não está aqui neste plenário — e eu não estou falando de campanha eleitoral — para mim vale com profundidade, Deputado Vicentinho. Quando eu cheguei aqui, em 2009, e acompanhei as primeiras audiências sobre as 40 horas semanais, eu tive a certeza, a ampliação da convicção de qual era o meu lado. Todos os dias, a gente se enfrenta com a luta capital-trabalho, e eu estou tranquilo porque estou do lado da classe trabalhadora. Hoje, a luta é pelo fim da escala 6 por 1, contra a pejotização, em defesa das nossas terras raras, da nossa soberania, na garantia de que a classe trabalhadora brasileira seja respeitada e de que o mandato não pode ser um fim em si mesmo, tem que ser um meio de articulação com a sociedade. Quando aprendi, inclusive, o que Lênin dizia sobre mandatos, que mandato no parlamento burguês tem que ser tribuno ou tribuna do povo, passei todos os dias, Deputado Arlindo, a exercer essa tarefa como convicção profunda. Talvez por isso eu me sinta tranquilo neste momento, porque atendi ao apelo dos amigos e das amigas de não adjetivar as pessoas, mas fiz, e estou fazendo, um discurso ou uma fala que é o mais íntimo do que eu sou, do ponto de vista político, sem abrir mão de princípios. Eu quero agradecer a uma pessoa que não está aqui neste momento, neste plenário, mas está com a gente — e hoje eu me emocionei muito com ela, inclusive, pelo telefone —, que é a nossa querida Deputada Luiza Erundina. (Palmas.) A Deputada Erundina, no telefone, hoje me disse que eu sou o filho que ela não teve. E o tamanho da emoção de sentir isso, de ouvir isso, de chorar com ela é algo que absolutamente não tem preço — não tem preço. Eu agradeço a essa companheira, que, com seus 91 anos, disse para mim hoje — e eu chorei junto com ela: "Meu filho, vai em frente! Eu não morro porque eu vejo em você a continuidade dos meus sonhos". (Palmas.) Ouvir de Luiza Erundina uma frase como essa, Deputado Orlando, é para mim a melhor recompensa — e que não é financeira — que alguém que está na militância e na luta política pode ter. Eu quero dizer, neste 1 minuto e 30 segundos que me restam, que meu filho Hugo tem hoje 4 anos de idade. Ele não entende o que está acontecendo aqui, não sabe o que está acontecendo neste plenário. Ele gosta de vir à Câmara, e talvez até tenha mais empolgação para vir do que eu mesmo. Ele gosta de subir nesses carpetes. Daqui a alguns anos, ele vai ver esse vídeo e vai saber o que aconteceu aqui no dia de hoje. E eu quero muito que o meu filho, vendo essa cena, vendo essas imagens, saiba que, assim como eu não tive nenhum motivo para me envergonhar da minha mãe, ele não tem motivo para se envergonhar do pai dele. (Palmas.) A vida não se resume a festivais, mas o ferimento às liberdades democráticas — e calar o mandato de quem não se corrompeu — é, sim, uma violência. Eu agradeço a todos os brasileiros e brasileiras que estão, neste momento, acompanhando esta sessão — espero que nunca mais se interrompa a transmissão — e estão agora olhando para o que está acontecendo aqui e sabendo que têm quem não se desvia dos seus propósitos e que mantém firme a sua militância e a sua vida. Muito obrigado. Um abraço grande!
  • 09/12/2025

    O Presidente da sessão interrompeu a fala do Deputado Rogério Correia para relatar que a Polícia Legislativa iniciava a evacuação do Plenário, interpretando a ação como prenúncio de uma medida coercitiva determinada pelo Presidente da Câmara, Hugo Motta, em contraste com a postura adotada diante de episódios anteriores envolvendo golpistas. Afirmou que a movimentação ocorre no contexto da votação de uma anistia que chamam de dosimetria (Projeto de Lei nº 2.162, de 2023), que pode reduzir a pena de Jair Bolsonaro, e denunciou que a TV Câmara teria sido tirada do ar para impedir que a população acompanhasse os acontecimentos.

    Palavras-chave oficiais: Polícia legislativa,esvaziamento,Plenário da Câmara dos Deputados,Medida coercitiva,determinação,Presidente da Câmara dos Deputados,comparação,comportamento,Golpe de Estado (crime),Votação,Projeto de lei ordinária,anistia,Dosimetria da pena,Diminuição da pena,Ex-presidente da República,TV Câmara,retirada,Ar

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    O SR. PRESIDENTE (Glauber Braga. Bloco/PSOL - RJ) - Muito obrigado, Deputado Vicentinho. Nossos cumprimentos a essas companheiras de luta que estão conosco no dia de hoje. Pediram a palavra o Deputado General Girão e o Deputado Rogério Correia. O Deputado Girão está no plenário? (Pausa.) Enquanto o Deputado Girão se dirige à tribuna, tem a palavra o Deputado Rogério Correia. O SR. ROGÉRIO CORREIA (Bloco/PT - MG) - Presidente Deputado Glauber, eu queria, em primeiro lugar, me solidarizar... O SR. PRESIDENTE (Glauber Braga. Bloco/PSOL - RJ) - Senhores, Deputado Rogério, eu queria dizer que neste momento está havendo uma evacuação do plenário pela Polícia Legislativa. A Polícia Legislativa conta com o meu respeito — ela sabe disso —, e não estou falando só do dia de hoje. Agora, isso é o prenúncio de uma ação adotada pelo Presidente da Câmara, o Sr. Deputado Hugo Motta, muito diferente daquela adotada quando os golpistas ocuparam esta Mesa em articulação com um Deputado nos Estados Unidos. A partir deste momento, o que nós estamos vendo aqui é o anunciar de uma ação violenta, muito diferente daquela que o Deputado Hugo Motta, Presidente da Câmara, fez com os golpistas que ocuparam esta Mesa e, digo mais, muito diferente também porque hoje eles estão sendo premiados com a votação de uma anistia que chamam de dosimetria e que pode levar a pena de Jair Bolsonaro para 2 anos. É isso que está em jogo neste momento. Está com a palavra o Deputado Rogério Correia. O SR. ROGÉRIO CORREIA (Bloco/PT - MG) - Presidente Deputado Glauber, eu quero, em primeiro lugar, me solidarizar com V.Exa. Não há o menor sentido em colocar na pauta a cassação de V.Exa. e o conjunto que foi anunciado. O SR. PRESIDENTE (Glauber Braga. Bloco/PSOL - RJ) - Deputado Rogério, desculpe. Está acontecendo uma coisa aqui. Eu acabo de receber a informação de algo que até então nunca tinha acontecido: a TV Câmara foi tirada do ar! A TV Câmara foi tirada do ar, para que o que está acontecendo neste momento aqui dentro não seja conhecido pela população brasileira. TV Câmara retirada do ar?! É isso mesmo, senhoras e senhores? Retiraram a TV Câmara do ar? É isso que os senhores querem? É isso que o Sr. Hugo Motta quer, uma ação violenta, sem a TV Câmara? O Sr. Hugo Motta acha que não vai haver nenhuma outra câmera para filmar o que venha a acontecer aqui dentro?
  • 09/12/2025

    O Presidente da sessão agradeceu o apoio do Deputado Orlando Silva e afirmou que, entre os casos pautados para votação, o único mandato realmente ameaçado é o dele. Explicou que Carla Zambelli já está inelegível por decisão do Supremo Tribunal Federal e que Eduardo Bolsonaro, mesmo desligado pela Mesa, mantém seus direitos políticos, enquanto especulações sobre anistia podem reduzir a pena de Jair Bolsonaro. Em contraste, argumentou que a ele se pretende impor 8 anos de inelegibilidade por ter reagido a provocações e denunciado o orçamento secreto e o então Presidente da Câmara, Arthur Lira. Criticou ainda o que considera uma ofensiva política seletiva e questionou se o Presidente Hugo Motta adotará com ele a mesma postura branda que teve com Parlamentares de extrema direita. Declarou que permaneceria no Plenário de forma pacífica e firme, denunciando o que vê como uma tentativa de fragilizar mandatos críticos e resistindo até o fim do processo.

    Palavras-chave oficiais: agradecimento,Apoio político,Deputado federal,comparação,situação,Parlamentar,Perda de mandato parlamentar,Inelegibilidade,Supremo Tribunal Federal (STF),Direitos políticos,anistia,provocação,Orçamento secreto,Ex-,Presidente da Câmara dos Deputados,Extrema direita

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    O SR. PRESIDENTE (Glauber Braga. Bloco/PSOL - RJ) - Deputado Orlando, eu queria agradecer muito a V.Exa. as palavras e dizer que, na votação que está marcada para este Plenário, nesta semana e na semana seguinte, há uma ofensiva na qual o único mandato de fato atingido é o mandato que me foi conferido pelo povo do Estado do Rio de Janeiro. Explico. A Deputada Carla Zambelli, independentemente da votação que aconteça neste Plenário, já está inelegível, pela decisão adotada pelo Supremo Tribunal Federal. O Deputado Eduardo Bolsonaro, apesar de estar conspirando contra o Brasil no exterior, ao ser desligado pela Mesa mantém os seus direitos políticos intactos. A anistia a golpistas do 8 de Janeiro, já se especula, pode levar Jair Bolsonaro a ter a sua pena diminuída para 2 anos! Em relação à minha pessoa, como V.Exa. disse, defendi a honra da minha mãe, de um provocador do MBL que me atacou por diversas vezes em espaços públicos. E, por ter denunciado o orçamento secreto e o ex-Presidente da Câmara, o Sr. Arthur Lira, querem gerar, em relação a mim, uma inelegibilidade por um período de 8 anos. A única coisa que eu quero saber é se o Presidente da Câmara, o Deputado Hugo Motta, vai ter para com a minha pessoa o mesmo tipo de comportamento que teve para com aqueles Deputados de extrema direita que vieram e ocuparam este espaço, em articulação com um Deputado que está nos Estados Unidos por uma tentativa de golpe de Estado; ou se ele vai tomar a decisão de solicitar à Polícia Legislativa que me arranque desta cadeira e me tire do plenário. Se esta for a decisão do Presidente da Câmara, muito diferente daquela que está tendo com os golpistas, ele está tomando a sua decisão. Eu vou ficar aqui calmamente, com toda a tranquilidade, exercendo o meu legítimo direito político de não aceitar como fato consumado uma anistia para um conjunto de golpistas, diminuição de pena para Bolsonaro de 2 anos, manutenção da mesma situação política, mantendo os direitos políticos de Eduardo Bolsonaro e gerando, para mim, que fiz esse enfrentamento, 8 anos de inelegibilidade. Ah, não é por mim! Não é por mim, é por muita gente que está acompanhando esta sessão neste momento e sabe que não é razoável essa ofensiva golpista que estão tentando impor. Hoje é comigo, amanhã é com outro Deputado fora deste Parlamento, com Vereadores. A ofensiva golpista, quando se realiza, tem, evidentemente, o objetivo de fazer com que as nossas ações possam ser fragilizadas. Eu vou me manter aqui, firme, até o final dessa história. Se o Presidente da Câmara dos Deputados quiser tomar uma atitude diferente da que ele tomou com os golpistas que ocuparam esta Mesa Diretora e que até hoje não tiveram nenhuma punição, essa é uma responsabilidade dele. Eu aqui ficarei até o limite das minhas forças — até o limite das minhas forças. Que história é essa?! Agora, Bolsonaro passa a 2 anos de pena, e quem bate de frente com eles tem o mandato cassado e pena de 8 anos. Eduardo Bolsonaro mantém seus direitos políticos! Não é cassado e pode se candidatar. Carla Zambelli já está com os direitos políticos cassados por decisão do Supremo, repito. Não, não o farei. Com toda a tranquilidade, de maneira democrática e não violenta, mas dialogando com a sociedade brasileira sobre o que está acontecendo aqui neste momento, eu aqui permanecerei. Com a palavra o Deputado Hildo Rocha. (Pausa.)
  • 03/12/2025

    O Deputado apresentou questão de ordem, com base nos artigos 95 e 41, inciso XII, do Regimento Interno, ao relatar ofensa pessoal proferida pelo Parlamentar Sargento Fahur fora do microfone, ameaçando presença policial em sua residência. Demandou que o Parlamentar explicasse a motivação ao microfone. Contextualizou seu pronunciamento sobre o afastamento do Presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, suposta ligação com o Comando Vermelho, desvio de 1 bilhão de reais pelo Governador no caso Banco Master e sonegação bilionária na Refit.

    Palavras-chave oficiais: Rio de Janeiro (Estado),Governador,Assembleia Legislativa,Presidente,afastamento,Crime organizado,associação,Banco,Refinaria de petróleo,Prejuízo,Questão de ordem,Deputado federal,Ofensa

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    O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Para uma questão de ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, questão de ordem, art. 95, combinado com o art. 41, inciso XII. Eu estava fazendo aqui um pronunciamento, Presidente, sobre o que está acontecendo no Rio de Janeiro e citando, inclusive, o afastamento do Presidente da Assembleia Legislativa. E citei também, Presidente, o caso Refit e o caso Banco Master. O Deputado Sargento Fahur, então, fora dos microfones, e não no microfone, partiu para uma ofensa pessoal, dizendo que amanhã a polícia estará na minha casa. Eu gostaria que o Deputado Sargento Fahur fosse ao microfone e dissesse qual seria a motivação da presença da polícia na minha casa. Deputado Sargento Fahur, especificamente no caso do Presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, ele está sendo acusado de ter relação com o Comando Vermelho; no caso do Governador do Estado, de um desvio de 1 bilhão de reais em relação ao Banco Master — colocou dinheiro dos aposentados do Rio de Janeiro numa operação de natureza fraudulenta. No caso da Refit, nós estamos falando de uma refinaria cujo agente está sendo investigado por uma sonegação de natureza bilionária. E o próprio Governador do Estado... O SR. GILVAN DA FEDERAL (PL - ES) - Presidente, onde está a questão de ordem aqui? É discurso de 3 minutos ou é questão de ordem? O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ) - Eu tenho 3 minutos, Presidente... O SR. GILVAN DA FEDERAL (PL - ES) - Não, não, é questão de ordem. Você não está fazendo questão de ordem. O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ) - ... de acordo com o que determina o Regimento Interno. O SR. GILVAN DA FEDERAL (PL - ES) - Não vai terminar, não. O Deputado está fazendo discurso. O SR. PRESIDENTE (Dr. Zacharias Calil. Bloco/UNIÃO - GO) - Deputado, a questão... O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ) - Depois o Deputado pode contraditar. O SR. GILVAN DA FEDERAL (PL - ES) - Ele tem que se ater ao Regimento, fazer a questão de ordem sobre o Deputado Sargento Fahur, mas está falando uma coisa que não tem nada a ver. O SR. PRESIDENTE (Dr. Zacharias Calil. Bloco/UNIÃO - GO) - Deputado, a questão de ordem dele foi acatada. O SR. GILVAN DA FEDERAL (PL - ES) - Tudo bem, mas ele está falando coisas que não têm nada a ver. O SR. PRESIDENTE (Dr. Zacharias Calil. Bloco/UNIÃO - GO) - Vamos esperá-lo terminar, por favor. O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ) - O Deputado, depois, pode pedir a contradita, não há problema. Em momento nenhum, eu estou ofendendo o Parlamentar. Muito pelo contrário, eu estou aqui falando sobre uma organização que se estabeleceu no Rio de Janeiro a partir de evidências públicas. Eu estou falando daquilo que está nos jornais, de informações que estão à disposição de todos os Parlamentares. E aí, eu me viro ao Deputado, de acordo com o que determina o Regimento, porque é assim que eu quero fazê-lo, e questiono, Presidente, o que o Parlamentar está querendo dizer quando fala que a polícia estará na minha casa. Foi exclusivamente porque o Deputado Sargento Fahur se doeu com o fato de eu falar de Cláudio Castro, do Presidente da Assembleia Legislativa, do Refit, do Banco Master? V.Exa., Deputado, pode ir ao microfone e fazer a luta e a disputa política. No entanto, falar fora do microfone, fazer uma agressão de natureza pessoal, imaginando que eu vou ficar calado com isso, o senhor está muito enganado, pois não ficarei calado.
  • 03/12/2025

    O Deputado afirmou que o Governo do Rio de Janeiro estava profundamente associado ao crime organizado e citou o afastamento do Presidente da Assembleia Legislativa como exemplo da gravidade da crise institucional. Mencionou casos recentes, como os envolvendo a Refit e o Banco Master, que representaram perdas bilionárias para a população fluminense. Também afirmou que a corrupção alcançava os espaços públicos e que a situação configurava uma verdadeira máfia, alertando que, após a Assembleia Legislativa, o próximo foco seria o Palácio Guanabara.

    Palavras-chave oficiais: Rio de Janeiro (Estado),Governador,Assembleia Legislativa,Presidente,afastamento,Crime organizado,associação,Banco,Refinaria de petróleo,Prejuízo

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    O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, eu falei, e disseram que eu estava exagerando. O Governador do Estado do Rio de Janeiro toma café, almoça e janta com o crime organizado. Hoje, foi o afastamento do Presidente da Assembleia Legislativa. Mas a gente poderia falar de ontem: da Refit, do Banco Master. Nós estamos falando de bilhões de reais que estão sendo tirados do povo do Estado do Rio de Janeiro. O Governador do Estado, o Sr. Cláudio Castro, tem que ser devidamente responsabilizado, porque ele não enfrenta o crime, ele é parte do problema. Vou repetir aquilo que já disse: o Governador do Estado do Rio de Janeiro almoça, toma café e janta com o crime organizado. É no Palácio Guanabara, onde fica o Governador do Estado do Rio de Janeiro, que se encontra o mais grave dos problemas, porque essa organização criminosa que tomou conta dos espaços públicos, uma verdadeira máfia no Rio de Janeiro, tem participação direta — eu lamento ter que dizer isto — dos poderes constituídos. Hoje foi a Alerj; amanhã será o Palácio Guanabara.
  • 27/11/2025

    O Deputado afirmou que ainda tinha dúvidas sobre o Projeto de Lei Complementar nº 121 de 2024, que institui o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), destinado a promover a revisão dos termos das dívidas dos Estados e do Distrito Federal com a União firmadas no âmbito da Lei nº 8.727, de 5 de novembro de 1993, da Lei nº 9.496, de 11 de setembro de 1997, da Lei Complementar nº 159, de 19 de maio de 2017, da Lei Complementar nº 178, de 13 de janeiro de 2021, da Lei Complementar nº 201, de 24 de outubro de 2023, e da Medida Provisória nº 2.192-70, de 24 de agosto de 2001; prevê instituição de fundo de equalização federativa; e altera a Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal), a Lei Complementar nº 178, de 13 de janeiro de 2021, e a Lei Complementar nº 201, de 24 de outubro de 2023, destacando que os Parlamentares do Rio de Janeiro buscavam apoiar medidas voltadas ao Estado, mas necessitavam compreender como seria a deliberação em globo. Mencionou a presença do Governador do Rio de Janeiro e cobrou esclarecimentos sobre a aplicação de recursos públicos, citando a movimentação de valores relacionados ao Banco Master e à Cedae. Defendeu que o Governo estadual prestasse contas à população sobre essas operações antes da análise dos vetos.

    Palavras-chave oficiais: Projeto de lei complementar,Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag),Veto presidencial,Rio de Janeiro (Estado)

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    O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Presidente, obrigado. Presidente, eu confesso que ainda estou com dificuldade de compreender como vai ser a votação em relação aos vetos relacionados ao programa de recuperação dos estados, como vai ser a deliberação. Porque, evidentemente, nós que somos Parlamentares do Estado do Rio de Janeiro queremos votar matérias ou medidas que possam auxiliar o estado. Só que... Como é que vai ser essa votação em globo? Agora é para auxiliar o estado mesmo. Aproveito que está aqui presente o Governador do Estado do Rio de Janeiro para dizer a ele que não pode pegar esse dinheiro para colocar no Banco Master, como ele fez. Aproximadamente R$1 bilhão... Tirar R$200 milhões da Cedae... Ele deveria prestar contas à população do Rio sobre... (Interrupção do som.)
  • 26/11/2025

    O Deputado contestou a tentativa de incluir no texto sobre GLO um dispositivo que considerou “evidentemente inconstitucional”, criticando a reação exaltada de alguns Parlamentares. Afirmou que apenas exercia o direito de contradita previsto no Regimento e acusou o Deputado Marcel Van Hattem de interromper indevidamente sua fala. Também sustentou que a Constituição estava sendo desrespeitada e associou a movimentação da Oposição à tentativa de anistiar “tentativas de golpe de Estado”.

    Palavras-chave oficiais: Projeto de lei complementar,Exército Brasileiro,Obra de engenharia,Obra pública inacabada,Dispensa de licitação,Oposição política,Emenda,Inconstitucionalidade,Crítica

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    O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, eu quero só compreender o que está acontecendo aqui. Quer dizer que queriam colocar neste texto da GLO uma matéria evidentemente inconstitucional, e isso gera essa gritaria toda, inclusive com Parlamentar se ajoelhando? E isso porque o Presidente da Mesa, no exercício da tarefa e da função, diz se tratar de matéria evidentemente inconstitucional? O SR. MARCEL VAN HATTEM (NOVO - RS. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Vamos pautar a expulsão do Glauber aqui? Vamos pegar o processo de cassação dele hoje, Presidente, porque não dá para aguentar. O cara chegou agora... (Tumulto no plenário.) (O Sr. Presidente faz soar as campainhas.) O SR. TARCÍSIO MOTTA (Bloco/PSOL - RJ) - O Deputado está no exercício da sua função! O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ) - Presidente, eu só quero concluir a minha fala. O SR. ODAIR CUNHA (Bloco/PT - MG) - Presidente, vamos concluir a sessão. (Tumulto no plenário.) (O Sr. Presidente faz soar as campainhas.) O SR. GLAUBER BRAGA (Bloco/PSOL - RJ) - Eu só quero concluir a minha fala no momento em que o Regimento me permite. O Regimento, em seu art. 95, § 6º, permite a contradita de questões de ordem formuladas. O Deputado foi ao microfone dizendo que o Regimento estava sendo desrespeitado. E, vejam só, no momento em que eu então estava fazendo a contradita, com toda tranquilidade, o que ele faz? Desrespeita o Regimento e vai ao microfone, desrespeitando aquilo que é a contradita regimentalmente concedida pela Mesa e pela Presidência. Com toda calma e com toda tranquilidade, eu entendo o nervosismo do Parlamentar — entendo. Ele fica tentando acusar outras pessoas, porque imagina que a responsabilização daqueles que são seus aliados pode acabar vindo para ele também, já que ele sequestrou a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados em articulação com um Deputado que estava nos Estados Unidos — mais uma vez, uma postura flagrantemente inconstitucional! Mas eu não vou perder a minha calma, não vou perder a minha tranquilidade a partir desse tipo de provocação barata e rasteira por parte do Deputado. O Regimento está sendo respeitado. Agora, não é novidade para nenhum de nós que o Deputado Marcel van Hattem quer, há muito tempo, rasgar a Constituição brasileira. Ele quer rasgar a Constituição nesta sessão e quer rasgar a Constituição colocando lá um artigo que permita perdão a tentativa de golpe de Estado. Não vai conseguir fazê-lo, e, com toda tranquilidade, tem que se ater ao Regimento.

Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 16/12/2009 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.