
Nome civil: Erika Santos Silva · 33 anos
Bananômetro
79/100
Trabalha bem, com espaço para melhorar.
Nota maior que a de 59% dos deputados · média do partido: 82
Por que essa nota?
- Presença em sessõespeso 40% · 84%
Aparece para trabalhar?
- Participação em votaçõespeso 35% · 71%
Vota quando precisa?
- Iniciativas que avançarampeso 15% · 91%
Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)
- Atividade na tribunapeso 10% · 66%
discursos na tribuna (percentil)
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- dep.erikahilton@camara.leg.br
- Telefone
- (61) 3215-5636
- Gabinete
- Gabinete 636, Anexo IV, 6º andar – Câmara dos Deputados, Brasília-DF
Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.
Números de Mandato atual (2023–2027)
Presença nas sessões
84%
Esteve em 330 de 391 sessões
Votou nas votações
71%
Registrou voto em 805 de 1.128 votações nominais
Iniciativas que viraram lei
2
de 74 projetos apresentados (3%)
Alinhamento com o governo
86%
Em 631 votações em que o Governo orientou
A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.
50 discursos na tribuna · de 08/03/2023 a 27/05/2026.
- 27/05/2026pela ordemOrdem do Dia
A Deputada celebrou a aprovação da redução da jornada de trabalho no País, destacando o fim da escala 6 por 1, que classificou como desumana e prejudicial às mulheres, às mães e aos jovens trabalhadores. Reconheceu o papel do Presidente Lula, dos movimentos sociais, do movimento VAT e da comunidade LGBTQIA+ na conquista. Além disso, homenageou o Vereador Ricardo Azevedo, o Deputado Reginaldo Lopes e o Presidente Alencar pela condução do processo. Por fim, afirmou que a vitória representou um avanço histórico para milhões de famílias brasileiras.
Palavras-chave oficiais: Proposta de Emenda à Constituição,redução,Jornada de trabalho,Mulher,Mãe,Jovem,Trabalhador,Presidente da República,Movimento social,Movimento LGBT,Vereador,Deputado federal,Presidente,Comissão especial
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A SRA. ERIKA HILTON (Bloco/PSOL - SP. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. Quero cumprimentar os movimentos sociais, em especial o VAT, as forças sindicais, os Parlamentares, o Presidente Hugo Motta e o Presidente Lula, que trabalharam de maneira incansável para entregar ao povo brasileiro e à classe trabalhadora a redução da jornada de trabalho neste País. Muitos atuaram contra os interesses do povo, mas a luta organizada, o compromisso do Presidente Lula e a insistência dos movimentos sociais barraram qualquer tentativa de obstruir um avanço entregue à mão dos trabalhadores. A escala 6 por 1 é desumana, rouba a esperança e a dignidade e é ainda mais perversa para as mulheres, em especial as mães, e para a comunidade jovem, que se veem completamente massacradas em um regime de trabalho que não permite que tenham vida. As pessoas precisam trabalhar para viver, e não viver para trabalhar. Aqueles que sempre olharam para os interesses do patrão, aqueles que sempre lucraram com a exploração da classe trabalhadora não queriam ver esta entrega sendo feita. Mas o compromisso do Presidente Lula, o compromisso das nossas bancadas nesta Casa, o compromisso do movimento VAT, liderado pelo grandioso Vereador Rick Azevedo, que procurou o nosso mandato... É preciso fazer um reconhecimento: a comunidade LGBTQIA+ é uma grande protagonista desta luta, é uma grande protagonista desta entrega que na noite de hoje será dada a milhões de brasileiros, a milhões de famílias, a milhões de pessoas que diziam: "Deputada, eu quero ver os meus filhos", "Deputada, eu quero viver com o meu pai, com a minha mãe". Aqui mesmo, hoje, no plenário da Câmara, alguns diziam: "Deputada, minha mãe eu mal via porque ela trabalhava na escala 6 por 1, e eu criei as minhas irmãs para que a minha mãe pudesse trabalhar numa escala 6 por 1, desumana, em final de ano, voltando às 2 horas, às 3 horas da madrugada, porque trabalhava em loja". E a gente sabe como é o comércio em período de festividade. Presidente, nós estamos alegres, nós estamos felizes porque fizemos os inimigos da classe trabalhadora morderem a língua, voltarem atrás, recuarem em suas posições, reconhecerem que essa proposta é boa para o Brasil. Eles, que sempre bateram nesta proposta, estavam fazendo esse espetáculo. Hoje é uma noite de festa e de alegria! Quero agradecer ao meu companheiro Reginaldo Lopes e cumprimentá-lo ele propôs a matéria antes de mim e foi um parceiro ao longo dessa discussão; agradecer ao nosso Presidente Alencar, que conduziu a nossa Subcomissão com maestria, com grandiosidade; agradecer a todas as pessoas que acreditaram que era possível entregar algo para este Brasil. E, por último, agradeço imensamente ao nosso grande Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, relembrando que ele comprou essa briga, colocou-se ao lado dos trabalhadores brasileiros e vai nos permitir entregar isso à classe trabalhadora. Obrigada, Presidente. - 27/05/2026questão de ordemOrdem do Dia
A Deputada classificou como desonesta e teatral a postura da extrema direita no Plenário, ao questionar a credibilidade de Parlamentares que, após declararem publicamente contrariedade ao fim da escala 6x1, foram obrigados a mudar de posição. Além disso, afirmou que a votação da escala 5 por 2 ocorreu porque a Oposição teria obstruído a apreciação da proposta que previa a escala de quatro dias de trabalho por três de descanso. Também sustentou que os adversários políticos passaram a defender uma pauta que anteriormente rejeitavam, classificando essa mudança como contraditória. Ademais, rebateu críticas dirigidas à sua atuação parlamentar e defendeu a legitimidade da luta pela redução da jornada de trabalho. Por fim, manifestou apoio à classe trabalhadora, ao Presidente Lula e à continuidade da mobilização pelo fim da escala 6 por 1.
Palavras-chave oficiais: Votação,Proposta de Emenda à Constituição,redução,Jornada de trabalho,contradição,Atuação parlamentar,Oposição política,legitimidade,Trabalhador,Presidente da República
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A SRA. ERIKA HILTON (Bloco/PSOL - SP. Para uma questão de ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, é muito impressionante a cara de pau, a desonestidade intelectual e o teatro de biruta de aeroporto que a extrema direita está protagonizando dentro deste plenário. O Líder, o Presidente do partido deles, foi à imprensa dizer que daria o sangue para não aprovar o fim da escala 6 por 1. Se hoje nós estamos votando a escala 5 por 2, é porque eles obstruíram e impediram a votação da escala 4 por 3. Aí, levaram uma lambada da classe trabalhadora, levaram uma lambada das forças sindicais, levaram uma lambada da sociedade e agora estão fazendo esse teatro, esse papelão, essa farsa. (Palmas.) O trabalhador e a sociedade não são trouxas e vão mandar um recado nas urnas. Humilhados estão eles, que, da noite para o dia, tiveram que, na noite de ontem peço mais 30 segundos, Presidente, para concluir mudar a sua posição. (Palmas.) Humilhante, Presidente, é se tornar Deputado ensinando na Internet a fazer depilação íntima. (Palmas.) Isso é que é humilhante, e não mudar de posição. Humilhante é não defender as próprias posições. Viva a classe trabalhadora brasileira, viva o Presidente Lula e a nossa luta pelo fim da escala 6 por ! - 27/05/2026pela ordemOrdem do Dia
A Deputada orientou a bancada na votação da Emenda Aglutinativa nº 1 apresentada à Proposta de Emenda à Constituição nº 221, de 2019, que altera o Art. 7º inciso XII da Constituição Federal, para reduzir a duração máxima semanal do trabalho.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Emenda aglutinativa,Proposta de Emenda à Constituição,Federação PSOL REDE,Voto favorável
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A SRA. ERIKA HILTON (Bloco/PSOL - SP. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, a Federação PSOL REDE orienta "sim". A noite de hoje é histórica para a classe trabalhadora brasileira. Muitos tentaram impedir que esta matéria avançasse. Propuseram PECs, propuseram destaques que atrasariam o processo, mentiram ao povo brasileiro quando quiseram defender a retomada da nossa proposta. Nós estamos muito felizes com o acordo que foi feito para que esta matéria caminhasse, com o compromisso que esta Casa está colocando diante do trabalhador brasileiro. Nós daremos um fim a essa escala de trabalho desumana, a essa escala de trabalho opressora. Nós mostraremos que a classe trabalhadora brasileira também tem voz nesta Casa, que muitas vezes vota contra o povo brasileiro e espezinha a dignidade dos trabalhadores. Os trabalhadores querem tempo com a família. Os trabalhadores querem descanso. Os trabalhadores querem lazer. Os trabalhadores querem oportunidade. Hoje a extrema direita amarga... (Desligamento do microfone.) - 25/02/2026breves comunicaçõesBreves Comunicações
A Deputada destacou a condenação, pelo Supremo Tribunal Federal, dos responsáveis pelo assassinato da Vereadora Marielle Franco e de Anderson Gomes. Afirmou que o julgamento representou resposta institucional aguardada por diversos setores da sociedade. Além disso, apontou que a condenação simbolizou enfrentamento à impunidade e reforçou a defesa da democracia e dos direitos humanos. Depois, criticou a Câmara pela cassação do mandato do ex-Deputado Chiquinho Brazão por faltas e mencionou a permanência de remuneração ao Conselheiro Domingos Brazão, do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro. Apontou ainda a relação entre violência política, milícias e estruturas institucionais no País. Ainda defendeu um debate sobre violência política, proteção de mulheres e minorias, e destacou a necessidade de reparação institucional diante de crimes que atingem representantes eleitos.
Palavras-chave oficiais: julgamento,Supremo Tribunal Federal (STF),Homicídio,Vereadora,Condenação,Ex-deputado federal,Conselheiro,Tribunal de contas estadual,Rio de Janeiro (Estado),Direitos humanos,Violência política (crime),Mulher,População LGBT,Milícia,Minorias,Democracia
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A SRA. ERIKA HILTON (Bloco/PSOL - SP. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. Que alegria ter sido sorteada para dispor de 15 minutos e poder explanar as questões no plenário, não precisar falar correndo, apressada, organizando os pensamentos às pressas. Não poderia começar a minha fala, na tarde de hoje, sem citar o importante, histórico e exemplar julgamento que ocorre no Supremo Tribunal Federal. Aguardamos, durante anos, clamando, todos os dias, por justiça por Marielle Franco e Anderson, até que seus executores fossem condenados devidamente. Hoje, o Brasil, a democracia, os defensores dos direitos humanos, as mulheres negras, os crias de favela, as pessoas LGBTQIA+, aqueles e aquelas que acreditam na Justiça, recebem essa decisão do Supremo Tribunal Federal com alegria. Não há a alegria de termos a companheira entre nós, fazendo, atuando, construindo política e defendendo um projeto de Brasil plural, um projeto de Brasil diverso, um projeto de Brasil que não tolera a execução de uma mulher por ser ela quem é, por representar quem ela é. No entanto, há a alegria ao ver que, ao menos, aqueles que acharam que sairiam impunes ao derrubarem um corpo se enganaram, pois a execução de Marielle Franco e Anderson não se trata apenas da execução de uma mulher, mas também da execução de um projeto. Ao tombarem o corpo daquela mulher, esperavam que nós que somos semelhantes a ela, que nós que acreditamos no Brasil que ela defendia, que afrontamos os poderosos e suas estruturas de poder de cabeça erguida, nos intimidássemos, nos acovardássemos, voltássemos atrás, recuássemos e desistíssemos do projeto de País defendido pela companheira Marielle Franco. Eles se enganaram, pois atiraram contra um projeto e se esqueceram de que ele era semente. Dessa semente muitos, mas muitos frutos foram surgindo. Surgiram frutos para que nós hoje estivéssemos aqui dizendo isso, ainda que tardiamente, ainda que o Plenário desta Câmara não tenha tido a coragem, a dignidade, a decência de cassar o mandato do Deputado Brazão. É preciso deixar registrado que esse Deputado miliciano, envolvido no crime contra a Vereadora da cidade do Rio de Janeiro, não foi cassado pela Câmara dos Deputados por esse motivo, mas por excesso de faltas. Isso é uma vergonha! Mais vergonhoso ainda, se é que é possível, nesse caso, é nós sabermos que o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro continua, ainda que preso, recebendo salário. O que está colocado é que o povo brasileiro tem pagado salário de milicianos, de criminosos que se embrenham nas instituições brasileiras para se acobertarem, para se protegerem, para acobertarem os seus crimes. Há uma relação intrínseca, histórica e estrutural entre política, polícia, milícia, crime organizado no Estado do Rio de Janeiro, no Brasil todo. Hoje, nós recebemos com alegria a notícia a respeito dessa sentença, e esperamos que sirva de exemplo para que nenhuma outra de nós tenha a sua vida interrompida, tenha os seus direitos negados. Temos esperança de que possamos fechar esta ferida aberta, esta chaga profunda, a que foi deixada a partir daquele fatídico, triste e doloroso momento em 14 de março de 2018. Aproveito este tempo na tribuna para mandar um abraço à família de Marielle Franco, à sua irmã, a Ministra Anielle, à sua filha, aos seus pais, que incansavelmente, mesmo com muita dor, com muita angústia, sem respostas, não sossegaram um minuto sequer. São valentes, são corajosos, mantiveram a memória, o legado, o trabalho, a contribuição de Marielle Franco, mesmo diante de uma dor que é impossível mensurar. É impossível mensurar a dor de uma filha, a dor de uma mãe, de um pai, de uma irmã que recebe a notícia de que um ente querido seu, um familiar, foi executado da maneira como Marielle Franco foi. Que essa condenação, que a sentença dada hoje no Supremo Tribunal Federal, possa servir de afago! Também mando um abraço à sua companheira, a Vereadora Monica Benicio, que estava aqui em Brasília. Foi igualmente uma árdua lutadora em busca de justiça, de respostas, para que fossem descobertos os executores e os mandantes dessa bárbara execução. Este País persegue defensores dos direitos humanos, persegue as mulheres, persegue a comunidade LGBTQIA+, historicamente. O Brasil, que tem recorde em execução de defensores dos direitos humanos e da população LGBT, agora também demonstra aumento do número de feminicídios. A execução de Marielle Franco traz consigo todos esses elementos. Traz a violência contra as mulheres, traz a violência contra o povo de favela, traz a violência contra a comunidade LGBTQIA+. Há relatos de que muitos nomes foram cogitados antes da execução desse crime no Estado do Rio de Janeiro, mas, não à toa, Marielle foi escolhida. O voto da Ministra Cármen Lúcia diz isto: "É muito mais fácil matar politicamente, fisicamente, moralmente as mulheres". É um Estado misógino, patriarcal, odioso, que persegue e mata uma Vereadora, democraticamente eleita, e mata o tempo todo mulheres anônimas. Há um aumento brutal do feminicídio no nosso País. Eu usei esta tribuna ontem para me manifestar sobre aquela sentença nojenta, vergonhosa do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, que disse que uma criança de 12 anos era esposa de um homem de 35 anos. Esse crime e essa sentença vêm acompanhados desse Brasil, desse lugar. Nós precisamos fazer uma reparação profunda, para dar dignidade àquelas e àqueles que ainda são tratados e enxergados como indignos. Nós precisamos garantir a proteção das mulheres, da comunidade LGBT, das periferias, de todo esse povo que é invisibilizado aos olhos da sociedade, aos olhos da política pública, aos olhos do Judiciário, aos olhos dos Deputados desta Casa muitas vezes. E, quando são lembrados, não o são para busca de dignidade, de cidadania, de equidade, de direitos, são lembrados para serem alvo de chacota, de ridicularização, de humilhação, para que seus direitos sejam ainda mais roubados, sequestrados. É preciso fazer um debate qualificado sobre o Brasil que queremos, sobre o projeto de democracia que defendemos. Vimos ontem a exaltação à ditadura, à tortura, o rasgar da democracia. Isso ocorreu ontem, pouco tempo atrás. Precisamos, a partir desse caso e de tantos outros que ocorrem Brasil afora, discutir a respeito de qual Brasil queremos, de qual política queremos, de quais responsabilidades têm as instituições diante da barbárie, da violência, da desigualdade, do ódio e da intolerância. Eu não poderia usar esta tribuna hoje, Presidente, nobres Deputados, para falar de outra coisa senão dessa condenação, senão desse crime, que não termina aqui. Essa sentença é uma parte, é uma resposta, mas ainda há necessidade de busca por mais reparação, por justiça. Existe uma reparação que é impossível de ser alcançada. Depois que a vida é tombada, depois que se perde a pessoa, não existe mais nada que traga a pessoa de volta, não existe mais nada que repare a dor de uma família. É por isso que nós vamos continuar gritando que Marielle está presente, que Marielle vive. Vive em cada uma de nós, vive em cada uma das mulheres negras, LGBTs que sentam nas cadeiras deste Parlamento. Vive em cada uma das meninas e mulheres que estão fora deste Parlamento, lutando, gritando, brigando por justiça, por direitos, por cidadania, por equidade. Esse é o exemplo que deve ser seguido. Esse é o caminho que nós devemos seguir em busca de dignidade, em busca de reparação, de justiça, de uma sociedade, de um modelo de País cada vez mais humano para aqueles que foram desumanizados em suas essências, foram desumanizados ao nascerem, por sua cor de pele, pelo território onde nasceram, pela condição econômica, pelo CEP, pela sexualidade, pelo gênero. É inadmissível que sermos quem somos, com características humanas, sirva de instrumento para banalizar os nossos direitos e a nossa vida. É inadmissível que a nossa humanidade seja a justificativa para roubarem de nós as oportunidades, para roubarem de nós, muitas vezes, as nossas vidas. Seguiremos bradando por justiça. Seguiremos lutando pelos invisíveis. Seguiremos ocupando este Parlamento, a despeito daqueles que nos odeiam, porque a nossa presença deve ser incômoda. Nós não nos intimidaremos. Nós não nos acovardaremos diante do ódio, da intolerância, da barbárie, do preconceito, que muitas vezes são os pilares desta Casa, que deveria ter como pilar a democracia, a Constituição, o Regimento e não ódio. Mesmo diante disso, nós seguimos aqui e seguiremos apresentando um projeto de Brasil, um projeto de poder, que represente aquilo que representou o legado, o mandato e a vida da companheira Marielle Franco, porque acreditamos que o Brasil é maior e melhor do que essa gente amarga de cara pálida que ocupa os poderes deste País. Nós acreditamos que o Brasil possível emerge das vielas, das esquinas, dos guetos, das classes trabalhadoras. Nós acreditamos neste País. É por isso que hoje louvamos essa decisão. Nós nos sentimos inspiradas, mesmo que ainda seja doloroso, porque estamos dizendo de algo que não repara a violência que foi cometida, mas é um passo importante. Nós clamávamos, nós procurávamos, nós exigíamos que houvesse resposta, e hoje estamos vendo o desfecho desse caso. Esperamos que esse caso sirva para que nenhum outro caso como esse se repita no Brasil, porque, enquanto houver execução como a de Marielle Franco, enquanto continuar no Brasil o recorde de assassinatos e violência contra a população LGBTQIA+, enquanto não for assegurado nos bairros pretos e pobres deste Brasil um modelo de segurança efetivo, não haverá democracia, não haverá soberania, não haverá nada. O que há é uma simulação disso. É por ela e por todas nós que continuaremos aqui lutando, brigando, exigindo e acreditando que um Brasil melhor e maior do que este Brasil mesquinho, que assassina de maneira covarde e cruel uma Vereadora eleita, é possível. E ele só é possível porque é construído pelas mãos daquelas e daqueles que sofrem e amargam a dor deste Brasil desigual, bárbaro, cruel, intolerante e preconceituoso. Presidente, peço que esta fala seja divulgada no programa A Voz do Brasil e pelos órgãos de comunicação da Casa. Obrigada. - 24/02/2026breves comunicaçõesBreves Comunicações
A Deputada criticou decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que autorizou relação entre adulto e criança de 12 anos, tratando o ato como casamento. Afirmou que a medida representou legalização da pedofilia e expôs falhas do Estado na proteção infantil. Relembrou caso semelhante ocorrido há dois anos, em que um homem foi absolvido após se relacionar com uma menor grávida de 13 anos. Informou ainda que decisões como essas naturalizam violência sexual contra crianças e adolescentes e reforçam a necessidade de defesa da infância e da vida das mulheres. Por fim, relatou que acionou o Conselho Nacional de Justiça e destacou manifestações do Ministério Público, afirmando que continuará cobrando responsabilização e proteção legal para impedir a repetição de casos semelhantes.
Palavras-chave oficiais: Tribunal de Justiça estadual,Minas Gerais,reconhecimento,Casamento,Adulto,Criança,Estupro de vulnerável,Violência contra a mulher,Violência contra a criança e o adolescente
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A SRA. ERIKA HILTON (Bloco/PSOL - SP. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. Eu venho a esta tribuna hoje com o estômago enojado diante do que nós presenciamos no Tribunal de Justiça de Minas Gerais: a legalização da pedofilia, a autorização para que crianças e homens adultos mantenham relação e o fato de chamar esse ato nojento, criminoso de constituição matrimonial. Nós que estamos constantemente na luta pela defesa das crianças e das nossas adolescentes contra o feminicídio, na luta pela valorização da vida das mulheres, contra o Estado misógino, assistimos de maneira estarrecedora a legalização da pedofilia no Brasil. Trata-se de algo que assusta, choca e nos chama à responsabilidade. Mais chocante ainda é nós imaginarmos que a punição que pode ser empregada a esse Desembargador em razão de sua decisão é que ele receba uma aposentadoria vitalícia; é não haver um caminho que faça a revisão de uma decisão criminosa. O Estado brasileiro já negligenciou e abandonou esta criança porque 12 anos é uma criança, Deputados e Deputadas, uma criança que não deveria estar com um homem encontrado enrolando um cigarro de maconha e bebendo num ambiente em que mantinha relações sexuais com ele, uma criança que dizia: "Ele foi o melhor dos meus namorados". Imaginem só o que esta criança já não passou na mão de outros homens! E é importante lembrar que esta não é a primeira decisão que o Tribunal de Minas Gerais toma. Há 2 anos, também deu absolvição a um homem de 20 anos que havia se relacionado com uma criança de 12 anos e que estava grávida aos 13 anos. Este homem também foi absolvido pela Justiça do Estado de Minas Gerais. O que nós estamos aceitando e legalizando neste Brasil? Nós devemos defender as nossas crianças, nós devemos proteger as nossas infâncias. Enquanto fazem discursos que perseguem pautas inexistentes, pautas concretas, sérias, reais, acontecem debaixo dos nossos olhos, estarrecendo qualquer pessoa que tenha decência e bom senso. Nós assistimos a uma indecência, um escárnio, uma violência praticada pelo Tribunal de Minas Gerais contra esta criança, abrindo precedentes para que barbáries e crimes horrorosos como esse passem a ser consentidos e naturalizados. Que fique registrado o nosso repúdio. Já acionamos o CNJ para que se manifeste. O Ministério Público já se manifestou, e nós seguiremos clamando pela proteção de nossas crianças, de nossas adolescentes, de nossas meninas e mulheres brasileiras, para que decisões como essas não sejam naturalizadas no Brasil; para que o Estado não abandone as nossas crianças; e para que a pedofilia não seja naturalizada. Presidente, peço que divulgue meu pronunciamento nos portais da Casa e no programa A Voz do Brasil. - 25/11/2025breves comunicaçõesBreves Comunicações
A Deputada celebrou os 10 anos da Marcha das Mulheres Negras, destacando a força, a coragem e a resistência das mulheres negras que ocuparam a Esplanada dos Ministérios e que há séculos lutam por um Brasil sem racismo, misoginia e violência. Homenageou referências históricas como Benedita da Silva, Lélia Gonzalez, Beatriz Nascimento, Carolina Maria de Jesus, Sueli Carneiro, Tereza de Benguela, Xica Manicongo e Marielle Franco — esta última lembrada como símbolo da brutalidade ainda dirigida contra mulheres negras no País. Afirmou que a marcha é um ato coletivo para superar as heranças da escravidão, denunciar a violência que atinge territórios negros e reivindicar reparação, moradia, educação, trabalho e dignidade. Por fim, citando Conceição Evaristo — “eles juraram nos matar, nós prometemos não morrer” —, ressaltou que as mulheres negras seguem vivas, organizadas e presentes na política, ainda que em número reduzido, abrindo caminhos para gerações futuras viverem em uma sociedade mais justa, igualitária e livre de racismo e sexismo.
Palavras-chave oficiais: Mulher,Negros,População negra,Racismo,Misoginia,Violência contra a mulher,Escravidão,Homenagem,Brasília (DF),Direitos humanos,Manifestação pública
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A SRA. ERIKA HILTON (Bloco/PSOL - SP. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. Bom, venho a esta tribuna hoje para saudar, cumprimentar, honrar o legado histórico de mulheres negras por um Brasil sem racismo, sem violência, sem misoginia. São 10 anos da Marcha das Mulheres Negras, e a Esplanada dos Ministérios é tomada pela garra, pela ousadia, pela coragem, pela resiliência, pela força de mulheres negras por um mundo, por uma sociedade, por uma política, cada vez melhor. Hoje, nós saudamos nossas ancestrais, saudamos nossa decana, nossa mestra Deputada Benedita da Silva, mas também saudamos Lélia Gonzalez, Beatriz Nascimento, Carolina Maria de Jesus, Sueli Carneiro, Tereza de Benguela, Xica Manicongo, Marielle Franco, que foi executada brutalmente em um Brasil que ainda mata, persegue, ataca, viola o corpo, a história, o território e a dignidade de mulheres negras neste País. Nós estamos em marcha, porque nós acreditamos que, somente marchando na coletividade e organizadas, nós podemos superar as heranças da escravidão, nós podemos superar a violência que ainda acomete a nossa vida. Nós estamos em marcha pelo bem viver, por reparação, pela vida das mulheres negras, por trabalho, por moradia, por comida, por qualidade de vida, por acesso à educação, para que nós não mais presenciemos mães, avós, irmãs, tias, filhas chorando a morte dos seus nos territórios, como nós vimos recentemente. Nós estamos em marcha, nesses 10 anos de Marcha das Mulheres Negras, porque o Brasil ainda não reparou a sua história conosco, porque o Brasil ainda continua a nos atacar e a nos perseguir. Hoje, sem sombra de dúvida, é um dia de alegria, é um dia de festa, porque nós estamos vivas. Conceição Evaristo nos ensinou que eles juraram nos matar, mas nós prometemos não morrer. Nós não morremos. Estamos aqui, de pé, ocupando, ainda que poucas, as cadeiras deste Parlamento e disputando um projeto de Brasil que nos represente, que tenha a nossa cara, que nos coloque na centralidade, que garanta os nossos direitos e a nossa dignidade. Estaremos de pé, vivas, em festa celebrativa, comemorando os mais 10 anos, 20 anos, 30 anos de Marcha das Mulheres Negras e lutando para que a nossa história, a nossa voz, a nossa luta e o nosso caminhar possam abrir caminho para que as futuras gerações vivam em uma sociedade melhor. Nossas ancestrais lutaram para que hoje nós estivéssemos aqui. Nós já colhemos frutos desta luta, e nós marchamos, porque nós acreditamos que, no futuro, será possível que as futuras gerações vivam numa sociedade mais igualitária, mais fraterna, mais justa, sem racismo, sem sexismo, e que esta Casa e as instituições dos Poderes não continuem a passar por cima dos direitos e da vida das mulheres negras. Vivam as mulheres negras brasileiras que tomaram a Esplanada! Viva o movimento negro! Vivam as nossas ancestrais! Viva a nossa história! E vivam os 10 anos de Marcha das Mulheres Negras aqui em Brasília! Obrigada, Presidente. - 25/11/2025pela ordemBreves Comunicações
A Deputada registrou a presença da Vereadora Amanda Paschoal na Câmara dos Deputados durante as atividades dos 10 anos da Marcha de Mulheres Negras no Distrito Federal. Destacou que a Vereadora, atuante na Câmara Municipal de São Paulo, deu continuidade a um projeto político voltado à diversidade, à defesa dos direitos das mulheres, das populações LGBTQIA+ e ao enfrentamento do racismo, do machismo e da violência estrutural. Afirmou que a visita simbolizou a importância da participação das mulheres negras na vida pública e ressaltou a mobilização que ocupou a Esplanada dos Ministérios em defesa de uma sociedade comprometida com igualdade e justiça.
Palavras-chave oficiais: Vereadora,São Paulo (SP),Saudação
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A SRA. ERIKA HILTON (Bloco/PSOL - SP. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. Eu quero cumprimentar a nobre Vereadora de São Paulo Amanda Paschoal, que veio nos visitar nesta Casa e acompanhar também a Marcha das Mulheres Negras no Distrito Federal. Há 10 anos é realizada a Marcha das Mulheres Negras. A nossa Vereadora, que tanto nos orgulha em São Paulo, tem dado continuidade ao nosso trabalho, ao nosso legado, tem levado para a Câmara Municipal de São Paulo um projeto político de diversidade, em prol das mulheres, por cidadania, em defesa dos direitos das populações LGBTQIA+, e tem lutado contra o racismo, o machismo e a violência estrutural. É uma honra e uma alegria para esta Casa receber a visita da nobre Vereadora e de todas as mulheres negras que hoje ocupam a Esplanada dos Ministérios para constituir uma sociedade sem racismo, sem sexismo, sem machismo e sem violência. Obrigada, Presidente. - 17/09/2025pela ordemBreves Comunicações
A Deputada denunciou o Prefeito de São Paulo (SP), Ricardo Nunes, por agir de forma arbitrária e criminosa na destinação das emendas parlamentares ao privilegiar apenas Vereadores aliados. Alertou ainda que o Prefeito negou a emenda da Vereadora Amanda Paschoal, destinada para a Marcha Trans e a Marcha de Mulheres Negras, entre outras iniciativas. Criticou também a declaração de um Secretário da Casa Civil em reunião com a bancada parlamentar de São Paulo, afirmando que não haveria liberação de recursos para emendas parlamentares. Ao final, defendeu os Vereadores do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que precisam dos recursos para realizar suas ações políticas.
Palavras-chave oficiais: Prefeito,São Paulo (SP),Emenda,Parlamentar,Vereador,Base de apoio político,Vereadora,Partido Socialismo e Liberdade (PSOL),Recursos públicos,Manifestação pública,Transexual,Mulher,Negros,Minorias,Política pública
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A SRA. ERIKA HILTON (Bloco/PSOL - SP. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, uso os microfones desta Casa hoje para denunciar o Prefeito da cidade de São Paulo, Ricardo Nunes. O Prefeito tem se comportado como um gerente de banco no que diz respeito à destinação de emendas parlamentares. Ele olha quais Vereadores têm score junto dele, para autorizar a destinação e a liberação dessas emendas, o que eu classifico como arbitrário, criminoso. O recurso público precisa ser dividido para que todos os Vereadores possam executar a sua política, e não apenas os aliados e cúmplices do Prefeito. O Prefeito negou, inclusive, a emenda de uma Vereadora na cidade de São Paulo, a Amanda Paschoal, que era destinada para a realização da Marcha Trans e da Marcha das Mulheres Negras. E tantas outras emendas foram negadas. Inclusive um secretário da Casa Civil disse, em uma reunião com a nossa bancada lá em São Paulo, que poderíamos ficar tranquilos, porque que não haveria 1 real em emendas parlamentares. Arbitrário! Covarde! Nós o denunciaremos aqui e em outros espaços. Os nossos Vereadores do PSOL, eleitos na cidade de São Paulo pelo voto popular, precisam de recursos para fazer também a sua política. Obrigada, Presidente. - 16/09/2025pela ordemOrdem do Dia
A Deputada orientou a bancada na votação da expressão "os Presidentes Nacionais de partidos políticos com representação no Congresso Nacional", inserida na alínea b do inciso I do art. 102 da Constituição Federal, prevista no art. 2º do substitutivo apresentado pelo Relator à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 3, de 2021, que altera os arts. 14, 27, 53, 102 e 105 da Constituição Federal, para dispor sobre as prerrogativas parlamentares e dá outras providências.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Federação PSOL REDE,Dispositivo legal,Substitutivo,Proposta de Emenda à Constituição,Voto contrário
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A SRA. ERIKA HILTON (Bloco/PSOL - SP. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, a Federação PSOL REDE orienta "não" ao texto. Esta é uma noite muito triste para o Brasil. Nós estamos diante de um escárnio gigantesco. Além de encobertarem a PEC da bandidagem, Deputados e Senadores querem incluir presidentes de partidos no foro privilegiado. Isso é grave, é assustador, é preocupante. E nós estamos aqui resistindo, porque sabemos o que está colocado no final dessa decisão. Além de transformar a Câmara dos Deputados e o Senado em um ambiente profundamente fértil ao crime organizado, que pode se beneficiar dessa proposta, ainda querem incluir os presidentes de partidos, que muitas vezes o povo brasileiro nem sequer conhecem ou sabem quem são. Por isso, a nossa federação orienta "não" a este texto horroroso, perigoso, que está na boca do povo, conhecido como a PEC da bandidagem. - 12/08/2025breves comunicaçõesBreves Comunicações
A Deputada destacou a urgência em debater a exposição de crianças e adolescentes nas redes sociais, ressaltando que influenciadores apenas evidenciaram um problema que já vinha sendo denunciado por organizações sérias. Também questionou a omissão da Casa diante da vulnerabilidade digital e alertou para o lucro das big techs em cima da exploração infantil e do bullying. Criticou tentativas da extrema direita de usar o tema como palanque, confundindo regulamentação necessária com censura, e lembrou que projetos anteriores de proteção infantil foram barrados. Além disso, reforçou que a pauta não pode ser tratada de forma leviana e que a Câmara não pode ignorar mais o tema, enfatizando que a regulamentação das redes sociais visa proteger crianças e adolescentes de crimes graves e garantir um ambiente digital seguro.
Palavras-chave oficiais: Rede social digital,regulamentação,proteção,Criança,Adolescente,Câmara dos Deputados,Big techs,Bullying,Extrema direita,Censura
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A SRA. ERIKA HILTON (Bloco/PSOL - SP. Sem revisão da oradora.) - Presidente, venho a esta tribuna hoje para falar dos acontecimentos recentes do final de semana, da última semana, quando um influenciador trouxe à tona um debate profundamente relevante e importante, chamando a atenção da sociedade brasileira para o que tem acontecido quanto à exposição de crianças e adolescentes. O Felca, esse influenciador, foi gigante e prestou um serviço público essencial, mas eu quero perguntar a esta Casa: os nobres Deputados e Deputadas só tomaram consciência dessa grave problemática a partir desse vídeo? Há quanto tempo organizações e entidades sérias que trabalham na defesa das crianças e dos nossos adolescentes vêm denunciando essa terra sem lei que se tornaram as redes sociais, que se tornou a Internet, colocando em vulnerabilidade as nossas crianças e os nossos adolescentes, e esta Casa permaneceu calada diante dessa gravidade? Nós precisamos, sim, tomar providências rápidas, diante dessa terra sem lei, controlada pelos poderosos das big techs. Esta Casa não pode ficar de joelhos para essas empresas que lucram em cima da desgraça, da vulnerabilidade e da exposição sexual ou, através do bullying, de crianças e adolescentes. E nós temos agora a utilização dessa agenda como palanque na mão da extrema direita, que diz defender as crianças e os adolescentes, mas que já falou que vai criar uma obstrução a esse tema. Querem confundir censura com uma regulamentação necessária para transformar esse ambiente em algo controlado. Querem retomar aquele debate sobre a Ilha de Marajó, cujas denúncias, inclusive promovidas pela Senadora, não foram provadas. O debate sobre a sexualização de crianças e adolescentes não pode ser tratado de maneira leviana! Inclusive, eu quero lembrar que na semana em que o ex-Presidente Jair Bolsonaro teve a pachorra de dizer que "pintou um clima com garotas de 14 e 15 anos" e nós não vamos nos esquecer disso , o partido dele aqui, na Câmara dos Deputados, em 2022, barrou, barrou o projeto que transformava em hediondo o crime de pedofilia. E, agora, querem se colocar como defensores, sequestrando mais essa pauta. Esta Casa virou as costas às entidades, esta Casa virou as costas às organizações sérias que tecem esse tema e agora não poderá mais virar as costas para o debate que tomou conta do conjunto da sociedade. Neão é censura! É regulamentação para garantir a segurança digital! É regulamentação para garantir a proteção das crianças e dos nossos adolescentes, que estão expostos de maneira livre, muitas vezes financiados por essas plataformas, aos mais hediondos e bárbaros tipos de crimes. Lembraremos as inúmeras vezes que esses partidos viraram as costas a esse tema e também denunciaremos ao conjunto da sociedade brasileira a ameaça de obstrução ao andamento de pautas que regulamentam as redes sociais, que regulam as redes sociais no nosso País. Obrigada, Presidente. - 09/07/2025como líderBreves Comunicações
A Deputada denunciou o assassinato brutal do jovem Fernando, de 17 anos, em Manaus (AM), espancado até a morte após reagir a uma ofensa homofóbica. Em seguida, responsabilizou a LGBTfobia estrutural e criticou a omissão do Congresso Nacional na defesa da comunidade LGBTQIA+. Também mencionou que discursos de ódio, inclusive de Parlamentares, alimentam essa violência cotidiana. Ademais, informou ter acionado o Ministério dos Direitos Humanos e defendeu a responsabilização dos assassinos. Reafirmou o compromisso com a luta por dignidade, proteção e políticas públicas para a população LGBTQIA+.
Palavras-chave oficiais: Homicídio,Adolescente,Manaus (AM),Homotransfobia,Lgbtcídio,Direitos humanos,Congresso Nacional,Segurança pública,Discurso de ódio,Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania,Política pública
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A SRA. ERIKA HILTON (Bloco/PSOL - SP. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Obrigada. Presidente, venho a esta tribuna hoje para denunciar a morte brutal, violenta e bárbara de um jovem de apenas 17 anos, em Manaus. Por ter perguntado aos seus algozes por que o tratavam como veadinho, ele foi executado, espancado até a morte. Esse é o reflexo do Brasil que insiste em continuar a torturar, matar, violentar e ferir direitos da comunidade LGBTQIA+. Um jovem alegre, feliz, com irmã, com mãe, um jovem que cuidava de sua irmã, teve a vida ceifada, roubada, pela intolerância, pelo preconceito, pelo ódio e pela discriminação. Hoje, uma família chora em razão da LGBTfobia estrutural no nosso País. E não só a mãe, a irmã e a família choram. A comunidade LGBTQIA+ também chora, e chora em razão de um Congresso Nacional que não legisla para essa população; chora diante de um Congresso Nacional que assiste calado à morte brutal e recorrente da comunidade LGBTQIA+, realidade à qual essa população, da qual faço parte, é submetida cotidianamente neste País. Choramos pela morte desse jovem e de tantos outros jovens brasileiros que morrem pelo simples fato de serem quem são e, muitas vezes, por atitudes que Parlamentares tomam nesta Casa, nesta tribuna. Um Parlamentar, uma vez, colocou uma peruca na cabeça para ridicularizar, debochar de pessoas trans que fazem parte da comunidade LGBTQIA+. O deboche, a ironia, o descaso, o desprezo, o discurso de ódio praticado por Parlamentares dentro desta Casa são responsáveis, na ponta, pela morte de jovens, de adultos, de crianças e da nossa comunidade. A morte do jovem Fernando não passará esquecida. Nós gritaremos à sua memória. Nós combateremos com veemência, coragem, braveza e força o preconceito e a LGBTfobia, que nos mata a pauladas, à tortura, como foi o caso de Dandara dos Santos, entre tantos outros que já ocorreram neste País. Mais uma vez, uma vida é roubada, por causa de preconceito. Nós entramos com um pedido no Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania para que este acompanhe as investigações e dê uma resposta célere. Os algozes, executores e assassinos de Fernando devem ser identificados, punidos e responsabilizados por esse crime bárbaro, para dizermos que neste País nós não aceitaremos mais que nossa vida seja tratada como algo descartável. Nós não aceitaremos mais que nossa dignidade e nossa cidadania deixem de ser consideradas, que nossos jovens e nossas crianças, que têm uma vida inteira pela frente, não tenham o direito de viver por serem quem são. Tudo isso é inadmissível, doloroso, bárbaro, cruel, mas, infelizmente, é reflexo do Brasil, que não faz a lição de casa para reparar a dívida histórica que tem com a comunidade LGBTQIA+. Enquanto o Congresso Nacional continuar virando as costas para esta comunidade, enquanto não produzir leis de proteção e de dignidade a toda a população LGBTQIA+, casos brutais, covardes e cruéis como este continuarão a acontecer em todos os cantos do Brasil. Quero aproveitar esta tribuna para mandar um abraço solidário à família e aos amigos do jovem Fernando, executado em Manaus, e dizer que, enquanto nós estivermos dentro desta Casa, nós continuaremos defendendo os direitos de todo o povo brasileiro, de toda a comunidade LGBTQIA+. Continuaremos denunciando os horrores praticados aqui dentro contra nossa comunidade e continuaremos cobrando políticas públicas e legislações que retirem da marginalidade, do esquecimento, do assassinato e da execução grupos sociais que, muitas vezes, são esquecidos e, quando lembrados, o são para serem ridicularizados por Parlamentares que reforçam a violência na ponta, que, todos os dias, mata jovens nos quatro cantos deste País. Nós seguiremos lutando. Seguiremos de pé, valentes, corajosos, batalhando não só pela dignidade, mas também pela vida da nossa comunidade, que não pode ser roubada nem ceifada da maneira brutal como foi a do jovem Fernando. Registro nossa solidariedade à família de Fernando. Ele permanecerá em nossa memória, e nós seguiremos denunciando os abandonos promovidos pelo Estado e a violência praticada contra nossa comunidade. Muito obrigada. - 26/03/2025como líderBreves Comunicações
A Deputada celebrou a decisão da Justiça brasileira como um avanço para a democracia, rejeitando tentativas de minimizar os atos do dia 8 de janeiro de 2023. Acusou o ex-Presidente Jair Bolsonaro de ser o mentor de uma tentativa de golpe e criticou sua postura atual, contrastando-a com a firmeza de Dilma Rousseff. Destacou a violência dos atos antidemocráticos e afirmou que as instituições brasileiras saem fortalecidas, reforçando que não haverá espaço para anistia aos envolvidos. Concluiu defendendo que Bolsonaro deve ser responsabilizado e que a democracia seguirá firme.
Palavras-chave oficiais: Decisão judicial,Supremo Tribunal Federal (STF),Denúncia,Ato antidemocrático,Golpe de Estado (crime),Ex-presidente da República,responsabilização,Democracia,anistia
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A SRA. ERIKA HILTON (Bloco/PSOL - SP. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. Hoje o Brasil assistiu a um grande passo em prol da democracia. Nos últimos tempos, nós passamos por episódios de terrorismo, que agora querem retratar como protestos de senhorinhas com uma Bíblia embaixo do braço e de mulheres usando um batom. Fazem isso para tentar eufemizar esses episódios e diminuir a gravidade dos fatos que ocorreram aqui em Brasília, seja no dia 8 de janeiro, seja nos dias que antecederam o dia 8 de janeiro. O Brasil passou por uma gravíssima, violenta, covarde e criminosa tentativa de ruptura do Estado Democrático de Direito, que teve como mentor, líder e organizador o ex-Presidente da República Jair Bolsonaro, que hoje se porta de maneira indigna, porque não o faz de cabeça erguida e com toda a sua valentia. Quero relembrar a corajosa, valente e digníssima Presidente Dilma Rousseff, que enfrentou os horrores do golpe contra ela de cabeça erguida e sem derramar sequer uma lágrima. Já o machão Jair Bolsonaro não faz nada mais do que apenas chorar, chorar e chorar em todas as oportunidades. Na hora de instigar a violência, de organizar um crime, um plano para matar o Presidente Lula, o Vice-Presidente da República e o Ministro Alexandre de Moraes, não havia lágrimas. Não adianta dizer que eram senhoras com uma Bíblia embaixo do braço, porque o capacete de uma policial das forças de segurança pública foi amassado por uma paulada que desferiram contra a sua cabeça. Será que aquele amassado no capacete foi feito com um batom? Não! Foi feito com a covardia, a brutalidade e a agressividade daqueles que quiseram romper com a democracia brasileira. Hoje a democracia mostrou que está de pé. As instituições brasileiras saem desse episódio fortalecidas e mandam um recado aos golpistas, aos fascistas: não haverá espaço para anistia. Podem chorar! Chorem na cama, que é lugar quente! Aqui nesta Câmara, não haverá espaço para inocentar nem os criminosos que defecaram em cadeiras e mesas do Supremo Tribunal Federal nem o seu comandante, o comandante de uma facção criminosa, o comandante de uma quadrilha, que é Jair Bolsonaro. A verdade vem à tona, a democracia prevalece e o criminoso da República Jair Bolsonaro senta-se no lugar onde ele deve estar sentado: no banco dos réus. Com um processo claro, limpo, transparente, percorrendo todos os trâmites processuais, não há dúvida do que ocorreu em nosso País: um ato fascista, golpista, terrorista e antidemocrático. Nós não vamos permitir que diminuam a gravidade, a brutalidade e a covardia dos atos praticados contra as instituições, contra esta Casa, contra o Senado brasileiro e contra o Supremo Tribunal Federal. Sem anistia! Bolsonaro na cadeia, que é o lugar dele! A democracia brasileira prevalece e segue firme e forte! - 19/12/2024como líderOrdem do Dia
A Deputada parabenizou os Vereadores diplomados, destacando a importância da renovação política nos Municípios, com ênfase na diversidade e na representação da Esquerda. Mencionou a proposta de emenda à Constituição que propõe a redução da jornada de trabalho, defendendo melhores condições para a classe trabalhadora, frequentemente negligenciada. Criticou o foco do Congresso em interesses das elites e empresários, enquanto os mais vulneráveis são esquecidos. Reafirmou o compromisso com a luta pelos direitos dos trabalhadores e a busca por um tratamento mais digno para essa classe no próximo ano.
Palavras-chave oficiais: Eleição municipal,Vereador,Esquerda política Jornada de trabalho,Constituição Federal (1988),Direitos do trabalhador,Congresso Nacional
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A SRA. ERIKA HILTON (Bloco/PSOL - SP. Como Líder. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, venho a esta tribuna hoje, na reta final dos trabalhos desta Casa, antes do recesso parlamentar recesso parlamentar merecido, porque precisamos de descanso , primeiramente, para parabenizar os Vereadores e as Vereadoras diplomados neste País nas Câmaras Municipais dos seus respectivos Municípios, porque representam as renovações necessárias nas Casas políticas brasileiras. Nós precisamos que os nossos Municípios sejam tomados pela diversidade, pela juventude, pela Esquerda brasileira, que segue viva, organizada, defendendo os interesses dos mais pobres, dos mais vulneráveis, que muitas vezes são esquecidos ou, quando lembrados, são lembrados para ter os seus direitos pisoteados e violentados. Neste ano nós trouxemos a esta Casa um debate extremamente relevante e importante para classe trabalhadora brasileira. Refiro-me, sim, à PEC que os trabalhadores estão preocupados em ver avançar, que é a que trata da redução da jornada de trabalho neste País. Nós avançaremos no ano de 2025 com esse texto, apresentando à classe de trabalhadores do nosso País uma condição digna e humana de trabalho. Nós lembraremos aos trabalhadores que o Congresso Nacional, que deveria ser a Casa do Povo, não vai estar aqui se debruçando apenas sobre os interesses das elites e dos empresários, mas estará olhando de forma cuidadosa e respeitosa também para a classe trabalhadora, que é sucateada, violentada, massacrada e esquecida. Quando é para tratar de desoneração para os grandes conglomerados de empresas, quando é para tratar da não taxação das fortunas dos bilionários deste País, aí, sim, esta Casa se organiza, coloca-se em torno do debate e avança, defendendo o privilégio daqueles que já são privilegiados. Agora, quando é para tratar do povo, quando é para tratar dos mais vulneráveis, quando é para tratar dos mais esquecidos, esta Casa vira as costas para essa gente. E é por isto que nós estamos aqui: para dizer que a PEC que o povo brasileiro também quer ver pautada, a PEC que importa ao conjunto dos trabalhadores deste País, é a PEC que dá fim a essa escala desumana, a essa escala cruel e a essa escala que precariza a vida do trabalhador. Nós traremos para o Plenário desta Casa este debate. Nós quereremos ver se os Deputados e as Deputadas irão se posicionar ao lado dos trabalhadores, defendendo a dignidade do trabalho, defendendo a vida daqueles e daquelas que carregam este País e a economia nas costas. Este foi um ano duro, um ano difícil, mas nós o terminaremos de cabeça erguida, sabendo que lutamos ao lado do povo, sabendo que lutamos pela vida daqueles que são violentados e amargados pelas desigualdades sociais e pelas injustiças políticas. Seguiremos lutando e organizadas durante todo o ano de 2025. Obrigada, Presidente. - 18/12/2024pela ordemOrdem do Dia
A Deputada orientou a bancada na votação da Emenda aglutinativa substitutiva à Proposta de Emenda à Constituição nº 31, de 2007, que altera o Sistema Tributário Nacional, unifica a legislação do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação, dentre outras providências.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Emenda aglutinativa substitutiva global,Proposta de Emenda à Constituição,Federação PSOL REDE,Voto contrário
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A SRA. ERIKA HILTON (Bloco/PSOL - SP. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, a Federação PSOL REDE orienta "não", porque nós acreditamos que é importante o trâmite regimental e é importante termos tempo de qualidade para debater nas Comissões esse texto que trata de ajuste fiscal. Por isso, diferentemente da extrema direita que tem feito esse estardalhaço , ao lado da qual nós não estamos, pois sabemos exatamente o cinismo com que tem tratado esse tema, a nossa preocupação aqui é com a responsabilidade fiscal, é com o tempo que nós tivemos para fazer esta discussão. Nós achamos que, se a matéria tivesse tramitado de maneira regimental, nós teríamos mais fôlego e teríamos feito esse debate com a qualidade de que ele precisa e com o cuidado que ele merece. A nossa compreensão é essa e a nossa orientação é "não", Presidente. - 27/11/2024pela ordemOrdem do Dia
A Deputada celebrou a aprovação do projeto de lei que inclui Carolina Maria de Jesus no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.Ressaltou a importância de Carolina, uma mulher negra, catadora e escritora, que superou a miséria e a falta de escolaridade para criar uma obra literária, filosófica e política fundamental para o Brasil. Criticou o racismo ainda presente na sociedade, reforçando que a história e o legado de Carolina inspiram a luta contra preconceitos e desigualdades. Agradeceu às Deputadas Daiana e Benedita da Silva pelo trabalho na condução e aprovação da homenagem, afirmando que a força de Carolina continua viva em todas as mulheres negras brasileiras.
Palavras-chave oficiais: Projeto de lei ordinária,Escritora,Catador de material reciclável,Livro dos Heróis da Pátria,agradecimento,Racismo
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A SRA. ERIKA HILTON (Bloco/PSOL - SP. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente Benedita da Silva. É uma alegria podermos encerrar este Novembro Negro colocando, incluindo no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria uma mulher brilhante e excepcional como Carolina Maria de Jesus, não só por ser mulher negra, não só por ter sido uma catadora que criou seus filhos no Canindé, na precariedade, mas também porque, mesmo na miséria, com baixa escolaridade, produziu uma literatura fundamental para este País. Ela é uma mulher símbolo de coragem, de garra, de resistência, de perseverança. Se isso não é um exemplo à Nação, o que será? Não é de gueto, não é de nicho, mas é de uma produtora intelectual gigantesca, que, sem nada, sem recurso, sem escolaridade, sem ninguém acreditar nela, foi lá e produziu ciência literária, produziu conhecimento acadêmico. É estudada nas universidades deste País e tem sua história levada adiante a partir da sua literatura. Em uma semana, Presidente, em que nós ouvimos áudios circulando nas redes sociais menosprezando a imagem, o cabelo de mulheres negras, hoje, esta Casa termina os trabalhos lembrando que a herança das mulheres negras brasileiras, simbolizadas por Carolina Maria de Jesus, é a força motriz e matriz de uma sociedade progressista, revolucionária e que enfrenta os preconceitos e as desigualdades sociais. Carolina Maria de Jesus é um expoente literário, é um expoente de garra, de coragem, de força, de resiliência, de determinação e de afronta a um sistema que aponta aos corpos de mulheres negras a arma, a fome, a morte e a negação de todos os direitos, mesmo na sua dura realidade, mesmo enfrentando a fome, mesmo sem muitas vezes ter o que oferecer aos seus filhos. Carolina Maria de Jesus brindou a Nação brasileira com a sua obra de amor, de coragem e de política. A obra de Carolina Maria de Jesus, na minha opinião, não é apenas literária, é também filosófica, antropológica, política, social. Com essa obra profunda de uma heroína gigante, este País, calcado na escravidão, no racismo, no ódio às mulheres negras, precisará compreender que nós estamos avançando, percorrendo, sim, os passos e a obra de Carolina Maria de Jesus, assim como os de muitas outras mulheres negras, como V.Exa. e tantas outras que ocupam o Parlamento desta Casa. Quero agradecer à Deputada Daiana o seu relatório, agradecer a V.Exa. o relatório na Comissão de Cultura, e dizer que a voz, a obra e a coragem de Carolina Maria de Jesus seguem firmes em cada uma de nós. Vivam as mulheres negras brasileiras! Viva a resistência negra! Viva o povo preto deste País que luta contra o racismo, todos os dias, arduamente! Viva a obra, a vida e a história desta heroína Carolina Maria de Jesus! - 27/11/2024pela ordemOrdem do Dia
A Deputada orientou a bancada na votação do requerimento de adiamento da votação do Substitutivo do Senado ao Projeto de Lei nº 6.606, de 2019, que dispõe sobre a Política Nacional de Economia Solidária e os empreendimentos econômicos solidários, cria o Sistema Nacional de Economia Solidária e dá outras providências.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de adiamento da votação,Substitutivo,Senado Federal,Projeto de lei ordinária,Federação PSOL REDE,Voto contrário
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A SRA. ERIKA HILTON (Bloco/PSOL - SP. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, orientamos "não" ao adiamento da votação. É superimportante que votemos este projeto hoje, que saiamos desta Casa hoje com isso decidido, para que se constitua uma sociedade cada vez mais solidária, como disse o nobre Deputado Patrus Ananias. Precisamos avançar com isso. Adiar a votação na noite de hoje será lamentável. Portanto, a Federação PSOL REDE orienta "não" ao adiamento da votação. - 10/07/2024pela ordemOrdem do Dia
A Deputada orientou a bancada na votação da Emenda de Plenário nº 104 apresentada ao Projeto de Lei Complementar nº 68, de 2024, que regulamenta a reforma tributária, institui o Imposto sobre Bens e Serviços - IBS, a Contribuição Social sobre Bens e Serviços - CBS, o Imposto Seletivo - IS e dá outras providências.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Emenda de plenário,Projeto de lei complementar,Federação PSOL REDE,Voto favorável
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A SRA. ERIKA HILTON (Bloco/PSOL - SP. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, a Federação PSOL REDE orienta "sim", compreendendo que armas geram morte, violência, genocídio, brutalidade, feminicídio. O que o povo brasileiro precisa é de comida, de moradia, de trabalho e de dignidade. As armas são responsáveis pelo aumento da violência contra as mulheres. As armas são responsáveis pela brutalidade nos territórios. Elas irão parar nas mãos das milícias, do tráfico e da criminalidade gerando índices assustadores de brutalidade contra a vida das pessoas. Nós precisamos taxar as armas para diminuir o estímulo. Nós não podemos aceitar que não haja taxação sobre esse instrumento de morte. As armas não podem ser tratadas como modelo de segurança pública. Arma nas mãos erradas é causa de morte, de brutalidade, de genocídio, de violência e ceifa vidas inocentes. Por isso a orientação é "sim", pela taxação das armas, para que as pessoas não sigam comprando esse tipo de produto, essa ferramenta da morte, do genocídio, do feminicídio, da violência e da barbárie. Armas não! Livros sim! Educação sim! Armas jamais! - 10/07/2024pela ordemOrdem do Dia
A Deputada orientou a bancada na votação da Subemenda Substitutiva Global oferecida ao Projeto de Lei Complementar nº 68, de 2024, que regulamenta a reforma tributária e institui o Imposto sobre Bens e Serviços - IBS, a Contribuição Social sobre Bens e Serviços - CBS e o Imposto Seletivo - IS e dá outras providências.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Subemenda substitutiva global,Projeto de lei complementar,Federação PSOL REDE,Voto favorável
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A SRA. ERIKA HILTON (Bloco/PSOL - SP. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, a Federação PSOL REDE orienta o voto "sim", compreendendo a importância deste debate neste momento, por se tratar de um avanço. Este é um momento histórico, em que estamos simplificando o sistema tributário deste País. Nós sabemos, obviamente, que há pontos que poderiam ser melhores nada é como nos nossos sonhos , mas compreendemos que esta reforma conseguiu abarcar muitas coisas que são essenciais e importantes. Neste ponto, inclusive, quero destacar a inclusão do incentivo e da não tributação no debate sobre livros. Nós conseguimos avançar nesse ponto, o que para nós é uma grande vitória, entendendo, é claro, que talvez houvesse um ou outro ponto que pudesse ter sido mais aprofundado ou mais debatido. Este é um momento histórico, porque esta medida trará simplificação e transparência ao processo, enfrentará a guerra fiscal e trará avanços para o Brasil. Então, a orientação da Federação PSOL REDE é "sim", Presidente. - 09/07/2024pela ordemOrdem do Dia
A Deputada orientou a bancada na votação do requerimento de urgência ao Projeto de Lei Complementar nº 68, de 2024, que institui o Imposto sobre Bens e Serviços — IBS, a Contribuição Social sobre Bens e Serviços — CBS e o Imposto Seletivo — IS e dá outras providências.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de urgência,Projeto de lei complementar,Federação PSOL REDE,Voto favorável
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A SRA. ERIKA HILTON (Bloco/PSOL - SP. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, a Federação PSOL REDE orienta "sim" à urgência, entendendo a importância desse debate, a necessidade de que tenhamos um sistema tributário menos difícil de ser compreendido pelas pessoas, que enfrente as desigualdades. Obviamente, amanhã, ao longo do dia, teremos a necessidade de aprofundar a discussão sobre alguns pontos, mas entendemos que esse é um avanço importante. Desde a ditadura, nós não discutíamos uma reforma tributária há 40 anos. É hora de dar uma resposta, é hora de simplificar, é hora de trazer transparência, é hora de combater desigualdades e avançar. Então, a nossa orientação é "sim", Presidente. - 09/07/2024pela ordemOrdem do Dia
A Deputada manifestou oposição ao relatório do ensino médio, argumentando que o texto trabalhado no Senado era mais adequado e contemplava melhorias importantes. Criticou o Relator por desconsiderar as alterações do Senado e apresentar um texto significativamente diferente. Dessa maneira, justificou o voto contrário da Federação PSOL REDE ao relatório.
Palavras-chave oficiais: Substitutivo,Senado Federal,Projeto de lei ordinária,diretrizes,Ensino médio,Crítica
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A SRA. ERIKA HILTON (Bloco/PSOL - SP. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Presidente, primeiro, quero pedir a V.Exa. que respeite e preserve esse espaço da orientação, que para nós é extremamente importante. A nossa orientação é contrária ao relatório, porque nós temos a compreensão de que o texto trabalhado no Senado contempla aquilo que nós acreditamos ser uma reforma, uma estrutura importante para o ensino médio. O Relator desconsiderou, desacatou as melhorias apresentadas pelo Senado e apresentou um texto completamente diferente daquele que o Senado havia melhorado. Não há condição de votar favoravelmente ao relatório da maneira como ele se encontra. Por isso, a Federação PSOL REDE orienta o voto contrário ao relatório. Obrigada, Presidente.
Dados oficiais da Câmara dos Deputados. Primeiro registro: 22/12/2023. Como calculamos: metodologia.