
Nome civil: Deltan Martinazzo Dallagnol · 46 anos
Bananômetro
81/100
período curto: nota baseada em 60 votações
Aparece, vota e trabalha.
Nota maior que a de 66% dos deputados · média do partido: 76
Por que essa nota?
- Presença em sessõespeso 40% · 98%
Aparece para trabalhar?
- Participação em votaçõespeso 35% · 98%
Vota quando precisa?
- Iniciativas que avançarampeso 15% · 28%
Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)
- Atividade na tribunapeso 10% · 37%
discursos na tribuna (percentil)
Números de Mandato atual (2023–2027)
Presença nas sessões
98%
Esteve em 44 de 45 sessões
Votou nas votações
98%
Registrou voto em 59 de 60 votações nominais
Iniciativas que viraram lei
0
de 4 projetos apresentados (0%)
Alinhamento com o governo
24%
Em 51 votações em que o Governo orientou
A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.
14 discursos na tribuna · de 28/02/2023 a 30/05/2023.
- 30/05/2023pela ordemOrdem do Dia
Inconsistência das acusações de tentativa de fraude à lei pelo orador. Ilegalidade da cassação do mandato do Parlamentar pelo Tribunal Superior Eleitoral. Refutação das manifestações preconceituosas contra a religião do orador. Caráter antidemocrático das comemorações pela cassação de mandato parlamentar legítimo.
Palavras-chave oficiais: Perda de mandato eletivo,Tribunal Superior Eleitoral (TSE),Deputado federal,Ilegalidade,Discriminação religiosa
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O SR. DELTAN DALLAGNOL (Bloco/PODE - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Excelência. Eu gostaria de dizer para a Deputada que me citou nominalmente que não houve nada de fraude à lei. Fraude à lei houve, na verdade, naquela praticada pelo Tribunal Superior Eleitoral, quando inventou uma hipótese de inelegibilidade que não existia, para me cassar, como uma reação do sistema corrupto contra quem combateu a corrupção, inclusive do Presidente de vocês, que hoje ocupa o poder. Eu queria ainda dizer que esta Casa não é lugar para preconceito de origem religiosa, porque cada um tem a sua fé. Eu respeito a de vocês; respeitem igualmente a minha. E eu queria terminar dizendo que as mesmas pessoas que defendem a democracia da boca para fora vários de vocês estão rindo hoje de eleitores meus que choram por não se verem representados aqui no Congresso Nacional. Isso, sim, é uma fraude à democracia. - 30/05/2023como líderOrdem do Dia
Hipocrisia dos discursos da Esquerda sobre a defesa da democracia. Arbitrariedade da cassação do mandato do orador pelo Tribunal Superior Eleitoral. Revanchismo, autoritarismo e associação a regimes ditatoriais como marcas do Governo Luiz Inácio Lula da Silva. Esperança de manifestação da Mesa Diretora da Casa contra a perseguição política praticada contra o Parlamentar e os abusos do Poder Judiciário.
Palavras-chave oficiais: Democracia,Perda de mandato eletivo,Deputado federal,Podemos (PODE) (2016),Paraná,Tribunal Superior Eleitoral (TSE),Crítica,Mesa Diretora da Câmara dos Deputados,atuação
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O SR. DELTAN DALLAGNOL (Bloco/PODE - PR. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Muito me preocupa que alguns Deputados da Esquerda defendam a democracia da boca para fora, mas, quando vem o Poder Judiciário tomar uma decisão fora das hipóteses legais de inelegibilidade, cassando um voto popular... A mesma soberania que trouxe vocês aqui, a qual eu respeito, o mesmo voto popular que vocês representam, que eu respeito, por representarem a população é o que me trouxe aqui. Só que, talvez, em relação a vários de vocês, a única diferença é que o número de votos que recebi é muito maior. São 345 mil brasileiros que querem fazer a diferença e transformar o Brasil por meio dos seus votos que estão tendo as portas da democracia fechadas na cara por conta das atitudes de senhores como vocês. Hoje me preocupa o enfraquecimento da nossa democracia, o enfraquecimento causado por abusos de pessoas que, como vocês, defendem a democracia da boca para fora, mas estendem tapetes para ditadores; pessoas que falam de democracia da boca para fora, mas defendem decisões em inquéritos ilegais, abusivos, instaurados por quem não tem competência, que cassam liberdades, que censuram, que prendem e que apreendem recursos de pessoas que estão simplesmente agindo corretamente. Preocupa-me que algumas pessoas como vocês defendam democracia da boca para fora, mas defendam decisões como aquela do TSE que proibiu a vinculação do Presidente Lula ao ditador Ortega, ao ditador da Venezuela, que, na verdade, agora, cada vez mais se comprova, ainda mais pela visita de hoje, mostrando esse vínculo muito claro. Preocupa-me, porque as democracias morrem lentamente. E vocês já invocaram em outros momentos nesta Casa o Steven Levitsky, autor do livro Como as democracias morrem. E vale invocá-lo. Ele diz: A via eleitoral para o colapso é perigosamente enganosa. Com um golpe de Estado clássico, como no Chile de Pinochet, a morte da democracia é imediata e evidente para todos. O palácio presidencial arde em chamas. O presidente é morto, aprisionado ou exilado. A Constituição é suspensa ou abandonada. Na via eleitoral na via de Lula, a democracia morre devagar , nenhuma dessas coisas acontecem. Não há tanques nas ruas. Constituições e outras instituições nominalmente democráticas restam vigentes, fazendo suas decisões recheadas de arbítrios. Autocratas eleitos mantêm um verniz de democracia como Lula faz enquanto corroem na verdade a sua essência. (Deputados exibem cartazes na tribuna.) Aqui nesta Câmara, no dia da promulgação da Constituição de 1988, o Presidente desta Casa disse: "Temos ódio e temos nojo da ditadura". Mas é isso que cada vez mais nós vemos acontecer neste Governo, que finge democracia, mas que estende o tapete para ditadores; que finge democracia, mas que se cala diante de abusos; que finge democracia, mas busca vingança de quem foi eleito por voto popular, cassando a sua própria corrupção e querendo cassar quem demonstrou essa corrupção, porque eles têm vergonha dos seus crimes e querem implantar uma narrativa de vingança, uma narrativa hegemônica, ao mesmo tempo em que abraçam os ditadores da América Latina. Eu vou seguir aqui lutando por democracia. E esta Mesa vai ter a oportunidade, na semana que vem, de dar uma resposta, ao se erguer, como heroína, contra as injustiças; ao se erguer, como heroína, contra a perseguição política; ao se erguer, como heroína, defendendo a democracia e o voto, aí sim, de verdade, de 345 mil brasileiros; ao se erguer, como heroína, para confrontar o desequilíbrio dos Poderes que vivemos hoje no Brasil o Judiciário que excede os seus poderes, que pratica arbítrios, que cassa uma graça concedida legalmente pelo Presidente da República a Daniel Silveira, contradizendo a sua própria decisão de 2018, quando disse que o poder para conceder graça e indulto é discricionário do Presidente da República. Nós vamos aqui lutar para reequilibrar os Poderes diante de um Tribunal Superior Eleitoral que cassa os meus eleitores, que toma decisões ilegais e que continua interferindo. Digo isso porque, hoje, eu recebi uma intimação da Polícia Federal para depor... (Palmas e apupos.) Mas isso passou por cima das prerrogativas Parlamentares, que nos garante a designação de dia e hora. E essa decisão arbitrária que vocês estão comemorando nem sequer diz se sou testemunha ou investigado. E qual é o crime que eu cometi senão colocar Lula na cadeia regularmente?! (Palmas e apupos.) Qual foi o crime que cometi se apenas coloquei bandido na cadeia? Qual crime cometi, se apenas exerci o meu direito a voz como Parlamentar? Ou vocês defendem a imunidade parlamentar para defenderem o que acreditam , ou amanhã serão vocês a serem calados. E aí eu quero ver vocês chorando a ausência de democracia. Eu vou estar aqui para defender a democracia, seja em um Governo de direita, seja em um Governo de esquerda, para defender o povo brasileiro, porque a Constituição diz que todo o poder emana do povo, que o exerce por meio dos seus representantes. Quando os representantes aqui são calados, o povo é calado! - 24/05/2023pela ordemOrdem do Dia
Informação à Presidência sobre a data de notificação do orador pela Corregedoria Parlamentar da Câmara dos Deputados.
Palavras-chave oficiais: Deputado federal,Paraná,Perda de mandato parlamentar,Notificação
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O SR. DELTAN DALLAGNOL (Bloco/PODE - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, posso só esclarecer? É que nós pedimos a data de notificação nominal, pessoal, para esta semana; mandamos um e-mail para a Corregedoria nos apresentando diretamente na quinta-feira. Se V.Exa. puder fazer esse esclarecimento, de fato, eu agradeço. - 10/05/2023pela ordemOrdem do Dia
Exemplos consubstanciadores do caráter vingativo do Governo Luiz Inácio Lula da Silva. Associação do governo petista com corruptos e ladrões. Endosso à censura pelo Partido dos Trabalhadores. Continuidade da luta do orador contra a corrupção e o Governo do PT.
Palavras-chave oficiais: Corrupção,Censura,Partido dos Trabalhadores (PT),Presidente da República,Governo federal,Operação Lava Jato,Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública,retaliação,Ex-deputado federal,Podemos (PODE) (2016)
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O SR. DELTAN DALLAGNOL (Bloco/PODE - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, o Ministro Flávio Dino disse ontem que ele é um vingador. E eu gostaria de dizer que ele está correto. Ele está correto, porque integra um governo de vingadores, um governo que quer vingança. E esse é um governo de vingadores, porque um dos Secretários de Justiça do Ministério da Justiça, o Wadih Damous, foi advogado de Lula, e, quando o Lula foi preso, ele disse que era para fechar o Supremo Tribunal Federal, por vingança. Esse é um governo de vingadores, porque Lula disse que ele só ficaria bem se pudesse ferrar Sergio Moro. Vingança. Esse é um governo dos vingadores, porque Lula alega que não deve seguir a lista tríplice para a escolha do Procurador-Geral da República, porque procuradores da República fizeram o trabalho corretamente em combater a sua corrupção. Vingança. Esse é um governo de vingadores, porque Lula cogita nomear para o Supremo Tribunal Federal apenas antagonistas da Lava-Jato, para poder perpetuar a sua vingança. Esse é, sim, um governo de vingadores, porque o Ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União, aquele que estava no jantar de lançamento da candidatura de Lula, perseguiu os procuradores da Lava-Jato com um procedimento declarado manifestamente ilegal pela Justiça, com o objetivo de vingança. Esse é um governo de vingança, porque, diante da ameaça à vida de duas famílias, Lula riu. Lula riu, Lula se divertiu com o fato de que pessoas, de pais que sofriam e sentiam dor ao ver o nome dos seus filhos no caderno do PCC. Esse é um governo de vingadores, que endossa a censura para calar o povo, o povo que ousou confrontar e acusar a corrupção do Partido dos Trabalhadores, a corrupção da Esquerda, a corrupção dos poderosos do nosso País. Esse é um governo de vingadores. Esse é um governo que inverte os valores. Esse é um governo que premia os corruptos, que premia e condecora os ladrões e pune os policiais. Esse é um governo de vingadores que diz que o agro é fascista. É um governo de vingadores que entra com medidas judiciais para reverter as eleições dos seus adversários políticos, como Moro e eu mesmo. Esse é um governo de vingadores que divide a Nação, que separa, que estimula o ódio, que faz separação entre nós e eles, entre pobres e ricos, entre empresários e trabalhadores. É um governo que estimula a divisão e que separa o povo brasileiro do seu objetivo de ter um país mais justo, mais próspero e mais fraterno. E quem mais perde com tudo isso é o povo brasileiro, que vê o seu sonho se distanciar. Diante do projeto desse Governo de vingadores, eu gostaria de dizer ao povo brasileiro que eu jamais vou desistir do Brasil, que eu vou seguir lutando contra a corrupção, contra a incompetência e contra esse Governo da vingança. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Pompeo de Mattos. Bloco/PDT - RS) - Muito obrigado, Deputado Deltan Dallagnol. A próxima inscrição é do Deputado Ricardo Maia, da Bahia. O Deputado Ricardo Maia foi resiliente e paciente, mas chegou a vez de S.Exa. (Pausa.) O SR. DELTAN DALLAGNOL (Bloco/PODE - PR) - Sr. Presidente, só quero agradecer e pedir que meu discurso seja incluído no programa A Voz do Brasil e nos meios de comunicação da Casa. - 10/05/2023discussãoOrdem do Dia
Discussão do Projeto de Lei nº 4.402, de 2016, sobre a alteração da Lei nº 13.146, de 2015, relativa à instituição da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência - Estatuto da Pessoa com Deficiência, com vista à validade de laudos médicos exigidos para participação de pessoas com deficiência em concursos públicos e processos seletivos.
Palavras-chave oficiais: Discussão,Projeto de lei ordinária,favorável
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O SR. DELTAN DALLAGNOL (Bloco/PODE - PR. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Sr. Presidente. Nós temos a responsabilidade de melhorar a vida de 5,5 milhões de pessoas autistas no nosso País. Segundo o Centers for Disease Control and Prevention, dos Estados Unidos, uma a cada 36 crianças é autista. Se aplicarmos esse dado à realidade brasileira, se considerarmos os mais de 200 milhões de brasileiros, veremos que há mais de 5 milhões de autistas no Brasil. Se incluirmos suas famílias, constataremos que mais de 20 milhões de pessoas podem, no caso, ter a sua vida impactada pelo Congresso Nacional. Hoje demos um importante passo na direção do cuidado com as pessoas autistas do nosso País, por meio da aprovação deste projeto de lei. Quanto a nesse ponto, eu tenho que honrar a Deputada Amália Barros, o Deputado Diego Garcia, o Deputado Alan Rick, a Deputada Yandra Moura, com quem tive a honra de propor o projeto que foi aprovado nesta data para estabelecer que os laudos de autismo vão ser permanentes, por ser essa condição também permanente. Isso vai aliviar a dificuldade de milhões de brasileiros que conseguem um laudo depois de esperarem, às vezes, 1 ano na fila do SUS. Começam a utilizá-lo, passa-se 1 ano, e descobrem que existe data de validade, que não é mais válido esse laudo, e eles precisam voltar para a fila só para exercerem o seu direito novamente. Conseguem um horário com o neurologista e, 1 ano depois, têm acesso a um novo laudo. Hoje alcançamos uma importante vitória em favor da comunidade autista: a garantia de que os laudos vão ter validade permanente para toda pessoa autista. Agora, isso não é suficiente, nós precisamos ir além, como temos feito, para estabelecer datas de conscientização relativas ao transtorno do espectro autista, porque ainda existem pessoas que espalham desinformação, e desinformação prejudicial à saúde, como no caso de um charlatão a respeito de quem fiz uma notícia-crime no último mês. Ele estava espalhando, com mais de 100 mil seguidores, que essa é uma condição espiritual e que merece apenas um tratamento espiritual, o que pode desviar as pessoas de terapias com base em evidências intensivas e precoces que podem mudar a vida de crianças e de adultos. Nós precisamos ainda dizer que o projeto aprovado hoje é um importante primeiro passo, mas temos uma dívida com a sociedade brasileira, precisamos dar passos adicionais. Enquanto crianças que têm acesso a planos privados têm direito a tratamento de 15, 25, 35, 40 horas semanais, a maior parte das crianças autistas do Brasil que são atendidas pelo SUS não têm 1 hora semanal de tratamento. O requerimento de urgência aprovado hoje, o Requerimento nº 1.362, de 2023, talvez ele nos dê uma janela de oportunidade para garantia de terapias baseadas em evidências adequadas, intensivas e precoces a todas as crianças autistas do nosso País. - 25/04/2023breves comunicaçõesBreves Comunicações
Contrariedade à aprovação do Projeto de Lei nº 2.630, de 2020, sobre a instituição da Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet (projeto de lei das fake news).
Palavras-chave oficiais: Requerimento de urgência,Projeto de lei ordinária,Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet,Notícia falsa (fake news),Liberdade de expressão,Democracia,Direitos fundamentais,Direito constitucional
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O SR. DELTAN DALLAGNOL (Bloco/PODE - PR. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Sr. Presidente. Eu tenho um grande medo de que hoje o Congresso Nacional coloque o Brasil no rumo concreto, real, iminente de uma grande censura. Está sendo votada nesta Casa hoje a urgência de um projeto que tem cinco imensos problemas. O primeiro grande problema desse projeto é que ele define a remoção de conteúdo ilícito, mas, ao falar de conteúdo ilícito, define isso de modo genérico, como tudo aquilo que viola direitos fundamentais. E nós sabemos que a lista de direitos fundamentais da Constituição é enorme. O segundo grande problema do projeto é que ele dá uma obrigação às redes sociais de derrubar esse conteúdo que é definido como ilícito genericamente, sendo que essa obrigação também é definida genericamente. E quem vai controlar o cumprimento ou não dessa obrigação? Vai ser o Governo, que recebe o nome nesse projeto de Entidade Autônoma de Supervisão, mas que vai ser, por meio de indicações políticas, aparelhada pelo Governo. Então vejam a situação que nós temos. Nós temos que o discurso vai poder ser derrubado quando genericamente se puder argumentar que ele viola direito fundamental, e que a entidade rede social vai ter que fazer isso sob pena de sofrer pesadas multas aplicadas por um Governo que pode querer, sim, restringir o direito fundamental. E estamos falando de plataformas sociais, de redes sociais que vão fazer essa remoção mediante algoritmos, de modo automatizado. Então, se houver lá uma expressão como "violência", pode ser que simplesmente caia o conteúdo. Se houver lá uma crítica ao Governo, pedindo impeachment, pode ser que caia o conteúdo, por se caracterizar golpe. Se houver uma crítica à ideologia de gênero, pode cair esse conteúdo, por ser classificado como risco de homofobia. Nós teremos uma grande restrição do debate político no nosso País. Então nós temos um projeto que é altamente perigoso. Nós precisamos recordar que, na semana passada, se alguém dissesse que o Governo foi omisso, ou, ainda, que o Governo atuou de modo negligente ou até criminoso no dia 8 de janeiro, permitindo a depredação de prédios públicos, o Governo chamaria isso de fake news. Mas hoje, se alguém disser isso, isso tem ampla evidência em cima das câmeras e das imagens reveladas pelas câmeras e pela imprensa. Nós precisamos defender a liberdade do brasileiro de se expressar, de criticar livremente. Além desses três grandes problemas que eu mencionei, que são conteúdos ilícitos escritos genericamente, uma imensa pressão sobre redes sociais que vão ser avaliadas de modo muito livre, amplo e com arbitrariedade pelo Governo, e um Governo controlando tudo isso, existe ainda a instituição de um chamado protocolo de segurança... O SR. PRESIDENTE (Leonardo Monteiro. Bloco/PT - MG) - Conclua, Deputado. O SR. DELTAN DALLAGNOL (Bloco/PODE - PR) - ...que é um estado de exceção sobre as redes sociais. E, por fim, está-se dando um cheque em branco para um Governo que, para manter o seu poder, já ultrapassou todas as regras, praticando corrupção, que é amigo... (Desligamento automático do microfone.) O SR. PRESIDENTE (Leonardo Monteiro. Bloco/PT - MG) - Passo a palavra ao Deputado Coronel Assis. (Pausa.) O SR. DELTAN DALLAGNOL (Bloco/PODE - PR) - Peço 10 segundos, Excelência. O SR. PRESIDENTE (Leonardo Monteiro. Bloco/PT - MG) - Conclua, Deputado. O SR. DELTAN DALLAGNOL (Bloco/PODE - PR) - Nós temos, então, um projeto de lei que vai ser votado que levanta os maiores temores. Nós temos um Governo que tem a faca e o queijo na mão, que já ultrapassou todas as barreiras da história, passando por cima de regras anticorrupção, sendo amigo de ditadores, e que tem a faca e o queijo na mão para amordaçar o Brasil. Nós não podemos deixar que amordacem e que calem a nossa liberdade e a nossa liberdade de expressão, de fazer a devida fiscalização e crítica ao Governo, de defender o nosso povo e a democracia. - 30/03/2023breves comunicaçõesBreves Comunicações
Ajuizamento perante o Supremo Tribunal Federal, por partidos governistas, de ação para impedimento da devolução aos cofres públicos de 12 bilhões de reais desviados por empresas empreiteiras. Desestruturação, pelo Governo Luiz Inácio Lula da Silva, de organismos de combate à corrupção. Anúncio de revogação da Lei das Estatais pelo Governo Federal. Institucionalização da corrupção no governo petista.
Palavras-chave oficiais: Corrupção,Operação Lava Jato,Governo,Partido dos Trabalhadores (PT) Esquerda política,Ação judicial,Supremo Tribunal Federal (STF),Impedimento,devolução,Recursos financeiros,Corrupção,Empreiteiro Lei de Responsabilidade das Estatais (2016),Revogação,Governo
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O SR. DELTAN DALLAGNOL (Bloco/PODE - PR. Sem revisão do orador.) - Eu quero reconhecer hoje que a Esquerda brasileira tem lutado com unhas e dentes em favor de uma minoria, a minoria dos políticos e dos empreiteiros corruptos do nosso País. Ontem, três partidos do Governo Lula entraram com uma ação no Supremo Tribunal Federal para impedir de devolverem dinheiro para os cofres públicos empreiteiras que confessaram crimes de corrupção, que confessaram crimes de formação de cartel e que desviaram bilhões. Há mais: se esta ação for procedente, vão anular os acordos de leniência, e vamos ter que devolver o dinheiro para os ladrões. São 6 bilhões de reais já devolvidos. Ao todo, são 12 bilhões de reais. Nós precisamos denunciar a hipocrisia de uma esquerda que diz defender os pobres, mas que, na verdade, está tirando dinheiro dos pobres, vítimas da sociedade, para entregar a empreiteiros corruptos, a pessoas que confessaram ter nos roubado. Esta é a hipocrisia da Esquerda que precisa ser denunciada, no Governo Lula, cuja missão é fazer a Odebrecht grande de novo: "Make Odebrecht great again". Refiro-me a um Governo que tem como plano principal fazer o "Programa Meu Tríplex, Minha Propina". Nós precisamos entender que tudo isso acontece num contexto em que o mesmo Governo está desmantelando o setor que há na Controladoria-Geral da União para o combate à corrupção. É por isso que eles estão desmantelando um setor que é responsável, inclusive, por esses mesmos acordos com as empresas para recuperar o dinheiro desviado. Por isso, o Presidente da PETROBRAS, Jean Prates, de dentro da empresa, está acabando, está lutando contra o departamento anticorrupção de dentro da PETROBRAS, que ele chamou de entulho da Lava-Jato. Também por isso, Lula fez um acordo com Pacheco, divulgado hoje, para acabar com a Lei das Estatais e, assim, permitir o loteamento político das estatais. Eles estão colocando todas as peças de novo no seu lugar, para que o Governo Lula não seja Governo Lula 2 ou Lula 3, mas, sim, o "Governo Roubalheira 3". Nós tivemos o mensalão, nós tivemos a Lava-Jato e nós vamos ter o "Roubalheira 3". Neste mesmo Governo, 50% dos Ministros são investigados. Houve quatro grandes escândalos que envolveram Ministros deste Governo, um deles condenado por peculato, por desvio de dinheiro. Nós estamos com tudo de volta no seu lugar: os mesmos políticos, vários deles acusados e investigados por corrupção; os mesmos empreiteiros, corruptos confessos que nos roubaram; os mesmos agentes públicos; o mesmo contexto; os mesmos interesses. Nós vamos ter de novo o quê? A mesma roubalheira! Nós lutamos pelo Brasil que nós queremos. Nós não vamos desistir. Não importa quanto queiram nos impedir de alcançar a justiça. Não importa quanto queiram nos impedir de lutar pela justiça. A impunidade é, sim, o maior mal brasileiro. A impunidade estimula os crimes, a impunidade alimenta a corrupção, a impunidade desilude o povo brasileiro. Nós não vamos desistir! E mais: nós vamos denunciar a hipocrisia de uma esquerda que diz que luta pelos pobres, mas que, na verdade, está lutando pelos corruptos, para que estes recebam de volta o dinheiro que roubaram. - 29/03/2023pela ordemOrdem do Dia
Pedido à Presidência da Casa de adoção das providências cabíveis diante de ameaças de morte contra o orador e o Senador Sergio Moro, veiculadas pelo blog Brasil 247. Tentativa pela Presidenta do PT, Deputada Gleisi Hoffmann, de impedimento de discurso do Parlamentar a respeito do assunto. Vingança, impunidade e ódio como marcas do Governo Luiz Inácio Lula da Silva.
Palavras-chave oficiais: Denúncia,Blog (internet),Ameaça,Senador,Deputado federal,Entrevista,Presidente da República,retaliação,Ex-juiz,Operação Lava Jato,Organização criminosa,planejamento,Atentado,Discurso de ódio,Investigação criminal,Polícia federal,Polícia legislativa,Supremo Tribunal Federal (STF),Contestação,Discurso parlamentar,Presidente,Partido dos Trabalhadores (PT),Questão de ordem
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O SR. DELTAN DALLAGNOL (Bloco/PODE - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, eu vim aqui hoje denunciar o fato de que um blog, o Brasil 247, veiculou uma ameaça de morte contra Sergio Moro e contra mim. Trata-se do mesmo blog que Lula honrou com sua primeira entrevista ao vivo como Presidente da República; do mesmo blog que tem no nome os números 2, 4 e 7, que, somados, dão 13; do mesmo blog que Lula usou para veicular uma ameaça contra a vida do Sergio Moro, dizendo que ele queria ferrar o Sergio Moro; do mesmo blog que antecipou o momento em que Lula, logo em seguida, riu diante de uma ameaça do PCC contra Moro. A ameaça foi feita por um colunista que é biógrafo de Lula. Esse colunista teve a audácia, a coragem, a desfaçatez de dizer: "Esse ex-juiz de merda sujou a magistratura. Esse verme desgraçado merece a sepultura" estou repetindo as palavras desse colunista do 247. Ele está dizendo que Moro deve morrer, incitando ódio político, incitando crime, incitando homicídio, incitando assassinato contra a vida de agentes da lei! E ele segue dizendo: "O seu fim está bem próximo". O fim está próximo? Vai morrer? E ele segue dizendo: "Dallagnol é outro lixo que também vai para o inferno. Seu nome está na lista, anotei no meu caderno". Sabe, Sr. Presidente, quem anotou os nomes dos agentes da lei em seu caderno? O PCC, o crime organizado. E ele segue dizendo: "Esse verme sem moral não verá outro inverno". Sr. Presidente, isso é uma ameaça contra as nossas vidas, feita por meio do blog Brasil 247, que tem os números do PT. Eu vim aqui denunciar isso e dizer que eu pedi uma investigação à Polícia Federal e à Polícia Legislativa. Eu noticiei isso ao Supremo Tribunal Federal, onde está tramitando o inquérito dos atos antidemocráticos. Esse mesmo partido que diz que o amor venceu prega o ódio. Esse mesmo partido que diz que o amor venceu, que diz que vai trazer o Brasil da esperança, trouxe o Brasil da impunidade, o Brasil do ódio, o Brasil da vingança. Em seguida à minha fala, a Presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, sobe à tribuna. E com o que ela se preocupa? Preocupa-se em se solidarizar comigo e pedir a exclusão dessa notícia que ainda está lá no site? Não! Ela sobe à tribuna para tentar impedir a minha fala. Ela faz uma questão de ordem e, depois, pede que se apague a palavra "Lula" da minha fala nos registros deste Congresso, sendo que eu só disse a verdade, Sr. Presidente. Assim nós vemos a insensibilidade de alguém que diz que o amor venceu. O que nós estamos descobrindo é que a vingança, o ódio e o desgoverno, sim, venceram, Sr. Presidente. Peço que a minha fala fique registrada e, mais uma vez, eu insisto em que a Mesa adote providências para proteger a vida dos agentes da lei que estão sofrendo retaliação dos grandes criminosos representados por esse veículo de imprensa. Muito obrigado. - 29/03/2023questão de ordemOrdem do Dia
Questão de ordem sobre a necessidade de adoção, pela Presidência, das medidas cabíveis a respeito da ameaça de morte contra o orador e o Senador Sergio Moro, por parte de colunista do blog Brasil 247.
Palavras-chave oficiais: Denúncia,Blog (internet),Esquerda política,Colunista,Ameaça,Deputado federal,Crítica,Presidente da República,Partido dos Trabalhadores (PT),retaliação,Senador,Ex-juiz,Operação Lava Jato,Entrevista,Violência política (crime),Discurso de ódio,Questão de ordem,Defesa,Câmara dos Deputados,Poder Legislativo,Notícia falsa (fake news),Segurança pública,providências,Polícia legislativa,Polícia federal,Supremo Tribunal Federal (STF)
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O SR. DELTAN DALLAGNOL (Bloco/PODE - PR. Para uma questão de ordem. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Sr. Presidente. Eu tenho um fato muito grave para denunciar hoje, relativo a uma ameaça à vida de Parlamentares, praticada por um colunista do blog Brasil 247 que é biógrafo de Lula e que fez ameaças contra a minha vida e a vida do Senador Sergio Moro. Nesse mesmo blog Brasil 247, o Presidente Lula falou em ferrar Sergio Moro. Esse mesmo blog Brasil 247 fez a primeira entrevista live do Presidente Lula. Nesse mesmo blog Brasil 247... A SRA. GLEISI HOFFMANN (Bloco/PT - PR) - Qual é o artigo para a questão de ordem, Sr. Presidente? O SR. PRESIDENTE (Gilberto Nascimento. Bloco/PSC - SP) - Deputada Gleisi Hoffmann, não há problema. Eu já vou... (Intervenções simultâneas ininteligíveis.) O SR. PEDRO UCZAI (Bloco/PT - SC) - Qual é o artigo do Regimento que define a questão de ordem? O SR. PRESIDENTE (Gilberto Nascimento. Bloco/PSC - SP) - Deputado, normalmente... O SR. PEDRO UCZAI (Bloco/PT - SC) - O Deputado se inscreve normalmente e usa a tribuna. O SR. PRESIDENTE (Gilberto Nascimento. Bloco/PSC - SP) - Normalmente, quando os Deputados pedem a palavra para uma questão de ordem, eu concedo a palavra a eles para que em seguida eles a façam. Eu imaginava que o Deputado Deltan Dallagnol começaria falando o artigo. Mas nós podemos perguntar a ele. Baseado em qual artigo V.Exa. está levantando a questão de ordem? O SR. DELTAN DALLAGNOL (Bloco/PODE - PR) - Sr. Presidente, baseado no art. 15, inciso IX, que atribui à Mesa Diretora a adoção das providências cabíveis, por solicitação do interessado, para a defesa judicial e extrajudicial de Deputado contra ameaça ou contra a prática de ato atentatório do livre exercício das prerrogativas. O SR. PRESIDENTE (Gilberto Nascimento. Bloco/PSC - SP) - O.k. É cabível a questão de ordem, Deputado. Por favor, faça sua questão de ordem. O SR. DELTAN DALLAGNOL (Bloco/PODE - PR) - Excelência, como eu ia dizendo, estou aqui para denunciar uma ameaça contra a vida praticada por uma pessoa do blog Brasil 247, que é biógrafa do Presidente Lula. Foi esse mesmo blog que Lula utilizou para fazer uma ameaça contra Sergio Moro, dizendo que iria ferrar o Sergio Moro. A esse mesmo blog Lula disse que era o preferido dele na cadeia e deu a primeira entrevista live desde que se tornou Presidente da República. Esse blog 247 coloca: "Esse ex-juiz de merda sujou a magistratura. Esse verme desgraçado merece a sepultura. O seu fim está bem próximo, filhote da ditadura". E segue dizendo: "Dallagnol é outro lixo que também vai para o inferno. Seu nome está na lista, anotei no meu caderno". Sabem onde também estava anotado o plano de morte para matar Sergio Moro, Sr. Presidente? Nos cadernos do PCC. E ele segue dizendo: "Esse verme sem moral não verá outro inverno", referindo-se a mim. Sr. Presidente, desde quando é aceitável que um veículo de imprensa ameace a vida, incite a violência política? Desde quando é possível esse "ódio do bem", esse "o bem venceu"? Este Brasil da esperança se tornou o Brasil da vingança. Esses atos, essas palavras manifestadas nesse blog atentam não só contra a vida de uma pessoa, mas também contra as prerrogativas parlamentares, contra esta Câmara dos Deputados, contra o Poder Legislativo, contra os brasileiros. Eu gostaria de pedir, Sr. Presidente, providências por parte da Mesa, a quem incumbe cuidar dos Parlamentares, de nossa vida e de nossas prerrogativas. Quero dizer que também estou oficiando à Polícia Legislativa, estou oficiando à Polícia Federal, estou oficiando inclusive ao Supremo Tribunal Federal para que o 247 seja inserido no inquérito das fake news. Vou lutar não só para defender a minha vida, mas também para defender a vida de todos os brasileiros contra o crime organizado. Sr. Presidente, esses fatos são gravíssimos. A minha esposa entrou em contato comigo extremamente preocupada. Nós acabamos de ver ameaças à vida de outros Parlamentares, e agora essas ameaças seguem nesse mesmo blog petista que deu espaço para o Lula e é o preferido dele, segundo disse o próprio Presidente Lula. Eu gostaria de encerrar, Sr. Presidente, pedindo a todos oração pelo nosso Brasil. E que Deus possa dar... (Desligamento automático do microfone.) - 22/03/2023pela ordemOrdem do Dia
Pedido à Presidência de concessão da palavra ao orador para réplica ao pronunciamento do Deputado Elmar Nascimento.
Palavras-chave oficiais: Uso da palavra,Acusação,esclarecimento,Deputado federal
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O SR. DELTAN DALLAGNOL (Bloco/PODE - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Eu fui citado duas vezes, Sr. Presidente, na fala do Deputado Elmar Nascimento. O SR. PRESIDENTE (Arthur Lira. PP - AL) - Com algum tipo de propósito pejorativo, Deputado Dallagnol? Não. Ele citou a fala de V.Exa. e fez o contraponto, como Relator da matéria. Há a opinião de V.Exa. e há a opinião do Relator. O SR. DELTAN DALLAGNOL (Bloco/PODE - PR) - Sim, mas não diz respeito a fatos. O SR. PRESIDENTE (Arthur Lira. PP - AL) - O simples fato de citarmos um Parlamentar aqui, Deputado Dallagnol, não dá a ele o direito de usar a palavra. Eu posso citá-lo, como estou citando agora, e isso não lhe dá o direito de usar a palavra. O SR. DELTAN DALLAGNOL (Bloco/PODE - PR) - Compreendo, mas não foi uma citação que diz respeito ao projeto. Eu fui chamado de punitivista, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Arthur Lira. PP - AL) - Não, não. O Ministério Público, talvez. V.Exa. é Deputado. O SR. DELTAN DALLAGNOL (Bloco/PODE - PR) - Eu fui chamado de alguém que ignora a presunção de inocência, Sr. Presidente. - 22/03/2023encaminhamento de votaçãoOrdem do Dia
Encaminhamento da votação do Projeto de Lei nº 3.453, de 2021, pertinente à alteração da Lei nº 8.038, de 1990, e do Decreto-Lei nº 3.689, de 1941. (Código de Processo Penal), para deliberação sobre o resultado de julgamento em matéria penal ou processual penal em órgãos colegiados e a concessão de habeas corpus de ofício.
Palavras-chave oficiais: Encaminhamento de votação,Projeto de lei ordinária,contrário
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O SR. DELTAN DALLAGNOL (Bloco/PODE - PR. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, eu gostaria de esclarecer algumas dúvidas que alguns Deputados trouxeram para mim. Esse projeto, do modo como está, não enfraquece o Ministério Público, não enfraquece o Judiciário; o que ele faz é fortalecer os criminosos, fortalecer os bandidos. Como funciona hoje o princípio do in dubio pro reo? O princípio do in dubio pro reo significa que quando se está discutindo fatos e provas, se houver dúvida, absolve-se nos fatos e provas, mas o juiz não examina só fatos e provas. O juiz examina o direito e o juiz não pode dizer que ele está em dúvida sobre o direito. Vários princípios do direito dizem isso. Um deles, o princípio iura novit curia, o juiz dá o direito. Outro princípio, dê-me os fatos que eu te dou o direito. São princípios muito conhecidos para quem está na área do direito. Então, o juiz não pode apresentar dúvidas sobre o direito. Quando se vai para um tribunal, como é que funciona? Se o tribunal tiver dúvida sobre os fatos, se eles tiverem dúvida, eles vão absolver o réu. Agora, a questão é, quando se está em uma discussão sobre direito, você não tem que absolver porque a turma se dividiu, porque houve empate, e sim chamar um outro julgador para desempatar, para discutir. Nós não perdemos os casos criminais, os grandes casos criminais por discussão de matéria de fato. Não, nós perdemos por discussão de matéria de direito. É nulidade, é prescrição, é filigrana jurídica. Se nós hoje aprovarmos a ideia de que o empate favorece o réu, nós vamos garantir que nas grandes operações os réus sejam absolvidos e alcancem a impunidade. O segundo problema técnico dessa proposta é que ela prejudica a governança do sistema judiciário. Veja, se for uma turma com cinco Ministros, um vai votar, e se esse Ministro for um político, for alguém que vai votar de modo indevido, basta ele conseguir outra pessoa que vote de acordo com ele e esperar que um dos outros três Ministros saiam para uma consulta médica para ele levar o caso à mesa e conseguir uma decisão favorável ao réu por empate. Um terceiro problema é que já existe uma posição formada e discutida sobre esse assunto no Supremo Tribunal Federal por altos juristas que debateram esse assunto com calma, com profundidade. Nós vamos discutir aqui na correria, de um dia para o outro e aprovar uma norma dessa gravidade, que coloca bandidos na rua, que coloca criminosos na rua. Por fim, essa regra vai favorecer o Presidente Lula e quem ele quer indicar, Cristiano Zanin, para o Supremo Tribunal Federal, porque ao chegar lá ele vai considerar-se impedido e suspeito em vários casos da Lava-Jato. A suspensão ou não julgamento por parte dele vai contar como voto favorável. Sempre que houver dois contra dois, porque ele se declarou suspeito, a resolução do julgamento vai ser a favor dos criminosos. - 22/03/2023discussãoOrdem do Dia
Discussão do Projeto de Lei nº 3.453, de 2021, pertinente à alteração da Lei nº 8.038, de 1990, e do Decreto-Lei nº 3.689, de 1941. (Código de Processo Penal), para deliberação sobre o resultado de julgamento em matéria penal ou processual penal em órgãos colegiados e a concessão de habeas corpus de ofício.
Palavras-chave oficiais: Discussão,Projeto de lei ordinária,contrário
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O SR. DELTAN DALLAGNOL (Bloco/PODE - PR. Sem revisão do orador.) - Hoje nós tivemos um atentado do crime organizado contra as instituições da nossa República. Hoje, nós tivemos uma tentativa de um atentado à vida de um Senador da República, que agiu na qualidade de agente da lei e está sofrendo retaliações por parte do PCC, do crime organizado. No mesmo dia em que o agente da lei sofre retaliações do crime organizado, eu gostaria de questionar esta Casa: é hoje que nós vamos apreciar um projeto de lei que favorece o crime organizado? É hoje, quando o agente da lei sofre retaliação do crime organizado, que nós vamos aprovar um projeto de lei que vai colocar bandido nas ruas, que vai favorecer a ida dos criminosos para as ruas num sistema já altamente injusto, que favorece o réu, o qual pode entrar com habeas corpus em três instâncias, e sempre que ele perde, ele pode recorrer, mas, sempre que o Ministério Público ganha, não pode recorrer? É nesse sistema em que, quando há uma questão jurídica discutida e discutível, em que exista divergência razoável entre juízes, 50% dos jogadores entende A, e 50% dos jogadores entende B, o Ministério Público, para ganhar aquele processo criminal, tem que ganhar nas três instâncias, no Tribunal, no STJ, no STF? Se ele tiver que ganhar com a probabilidade de 50% em cada instância, a chance de o Ministério Público ganhar em um processo que tem uma questão controvertida é de um dividido por oito de 12%. Se houver duas questões controvertidas num processo criminal, a chance de o Ministério Público ganhar cai para 1,5%. E, nesse processo já desequilibrado, em que é privilegiado bandido, o criminoso e não a sociedade, as vítimas, que ficam desprotegidas, nesse processo, a pergunta que eu faço é: vamos criar mais uma vantagem agora para o réu, para o criminoso, para que, quando exista empate entre jogadores, ele seja beneficiado? Existe uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que já está tomada sobre isso, já seis Ministros entendem que a divisão, o empate, não deve favorecer o réu. Aí, esta Câmara dos Deputados vai atropelar o Supremo Tribunal Federal e a decisão já alcançada por maioria de votos, para favorecer criminosos, para favorecer corruptos, para favorecer traficantes, para favorecer bandidos? Nós não podemos admitir isso, ainda mais no dia em que o crime organizado agiu contra um agente da lei. Nós, em nome dos agentes da lei, vamos decidir hoje a favor do crime organizado? Eu quero fazer um apelo a V.Exas.: hoje não é dia de votar isso. Hoje não é dia de desproteger as vítimas, as nossas famílias, a sociedade. Hoje eu apelo a V.Exas... (Desligamento automático do microfone.) O SR. PRESIDENTE (Arthur Lira. PP - AL) - Para que finalize seu pronunciamento, retorno a palavra, por mais 30 segundos, ao Deputado Deltan Dallagnol. O SR. DELTAN DALLAGNOL (Bloco/PODE - PR) - Obrigado, Presidente. Hoje eu quero fazer um apelo a V.Exas. Hoje é um dia de teste de força da Oposição. Para que a Oposição conservadora tomou este Parlamento? Para que a Oposição liberal tomou este Parlamento? Não é para fazer valer a lei? Não é para fazer valer a segurança pública? Não é para defender a nossa sociedade? E hoje como nós vamos votar e nos posicionar em relação a um projeto que livra bandidos, criminosos, traficantes, estupradores e corruptos? Eu apelo a V.Exas. para que hoje não... (Desligamento automático do microfone.) - 21/03/2023pela ordemOrdem do Dia
Contrariedade à indicação do advogado Cristiano Zanin Martins para o cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal.
Palavras-chave oficiais: Ministro do Supremo Tribunal Federal,Advogado,Presidente da República,Partido dos Trabalhadores (PT),indicação Operação Lava Jato
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O SR. DELTAN DALLAGNOL (Bloco/PODE - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, amanhã a Câmara dos Deputados vai votar o Projeto de Lei Cristiano Zanin, que vai abrir as portas das cadeias, de réus, de condenados e de corruptos por todo o Brasil. O Presidente Lula quer indicar Cristiano Zanin, seu advogado e amigo pessoal, para uma cadeira do Supremo Tribunal Federal. Mas nisso ele tem um problema. O problema é que Cristiano Zanin vai ser obrigado a se declarar suspeito e não vai poder votar nos casos da Lava-Jato. Isso deixaria de favorecer uma série de réus corruptos da Lava-Jato. Qual é a solução que se encontra? É a propositura de um projeto de lei que vai ser votado amanhã na Câmara dos Deputados, que determina que o caso de empate em todos os julgamentos favoreça os réus. Isso faz com que a declaração de suspeição de Cristiano Zanin se torne uma espécie de voto favorável aos réus, liberando de novo réus, condenados e corruptos por todo o Brasil por decisão dos tribunais. "Mas, Deltan, o empate em julgamentos não favorece os réus?" Não. Favorece, sim, no caso de habeas corpus, mas não na grande maioria dos recursos, recursos extraordinários, recursos especiais, e essa mudança está sendo feita para garantir que os réus sejam beneficiados. "Mas não deveria ser assim?" Não, mais uma vez. No Supremo Tribunal Federal, essa questão está sendo discutida e ainda vai ser decidida. O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos já decidiu que existem soluções alternativas. Lá se entendeu como legítimo, por exemplo, no caso de empate no julgamento, que a decisão recorrida seja mantida, em vez de a decisão por empate favorecer o réu. É possível ainda chamar outro julgador para participar do julgamento. Mas, não. O que se quer é fazer com que o empate favoreça o réu, o que, no contexto da nomeação do Cristiano Zanin, que vai se declarar suspeito, vai tornar várias decisões mais favoráveis a réus corruptos condenados na Operação Lava-Jato. Sr. Presidente, nós não podemos concordar que isso vá à frente, que isso aconteça, ainda mais quando essa discussão surgiu num pedido de urgência, surpreendendo todos aqui nesta Casa, sem discussão. A questão veio à tona nesta tarde, sem discussão, sem aviso, sem debate. Nós não podemos permitir que um projeto como esse, que nem sequer tinha urgência, embora a urgência tenha sido aprovada, vá à frente e seja aprovado e prejudique a Justiça no nosso País. Essa discussão sobre o que deve acontecer no caso de empate vem desde 2021, quando o Ministro Fux defendeu que o empate não deveria favorecer o réu, e o Ministro Gilmar Mendes defendeu que deferia favorecer o réu. Essa discussão vem desde 2021, por que teria urgência agora? Por que trazer de volta essa discussão agora, em 2023, quando o Cristiano Zanin está para ser indicado? É exata e objetivamente para que as decisões de suspeição do Cristiano Zanin, quando ele se afastar, acabem favorecendo mais uma vez os réus. E precisamos observar que esse projeto foi proposto por um Deputado petista, o que faz com que todas as peças desse quebra-cabeça se encaixem. Nós não podemos permitir que esse projeto da impunidade, esse projeto Cristiano Zanin seja aprovado amanhã, nesta Casa, no Congresso Nacional. Presidente, eu gostaria de pedir que esse discurso fosse inserido no programa A Voz do Brasil e nos meios de comunicação da Casa. Muito obrigado. - 28/02/2023breves comunicaçõesBreves Comunicações
Indignação com o afastamento do Juiz Federal Marcelo Bretas de suas funções, determinado Conselho Nacional de Justiça.
Palavras-chave oficiais: Crítica,Conselho Nacional de Justiça (CNJ),punição,Processo administrativo disciplinar,Juiz federal,Operação Lava Jato,Corrupção,Rio de Janeiro (Estado),Organização criminosa,Impunidade
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O SR. DELTAN DALLAGNOL (Bloco/PODE - PR. Sem revisão do orador.) - Hoje é dia de chorar! Hoje a mídia anunciou que o Juiz Marcelo Bretas foi punido, foi afastado das suas funções e foi iniciado um processo administrativo disciplinar contra ele por ter cumprido o seu dever. Hoje é dia de chorar com todas as pessoas e famílias que tiveram entes queridos que morreram de câncer no Hospital Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro, porque 5% da verba da saúde do Rio de Janeiro foi desviada. Hoje é dia de chorar pelas vítimas que morreram soterradas na Região Serrana do Rio de Janeiro porque, do dinheiro que deveria evitar essas catástrofes, bilhões de reis foram desviados na Secretaria de Infraestrutura e Obras, um trabalho feito por pessoas criminosas. E contra elas se ergueram Marcelo Bretas e a força-tarefa do Rio de Janeiro, trabalhando de modo abnegado, abrindo mão do tempo com a família e da vida para servir à sociedade brasileira. Hoje é dia de chorar junto com os filhos e com a esposa do Juiz Marcelo Bretas por terem visto um pai e um marido abrir mão da sua vida, abrir mão do tempo com a sua família, abrir mão do seu tempo para servir ao País e hoje receber a notícia de que a sua recompensa é uma punição. Hoje é dia de chorar com os milhões de brasileiros que, há 500 anos, esperam a punição dos governantes poderosos que nos roubam. E, como disse o Padre Antônio Vieira, em 1650, o verdadeiro ladrão do Brasil não é o ladrão de galinhas, que rouba e é enforcado, mas os governantes ladrões, que roubam e enforcam. De tudo o que veio a público, não há nada de consistente contra o Juiz Marcelo Bretas não há sítio, não há tríplex, não há joias luxuosas, não há contas no exterior, não há dinheiro escondido na cueca, não há diamantes, não há barras de ouro. O que existe de consistente em relação ao Juiz Marcelo Bretas é um trabalho feito com sangue, com suor e com lágrimas, para recuperar mais de 4 bilhões de reais desviados da população que mais sofre no Brasil e para colocar na cadeia quem cometeu esses crimes. Nós vivemos num país em que, em breve, as nossas crianças vão brincar de ladrão e polícia e de polícia e ladrão, só que vai ser o ladrão que vai perseguir e vai colocar na cadeia a polícia. É este o País que nós queremos? Nós precisamos usar a nossa indignação e transformar o nosso amor na nossa força política de transformação. Eu quero convidar todos a não desistirem. Eu quero convidar a população brasileira a usar essa indignação e esse amor como força, como móvel da transformação, para nós não desistirmos do nosso País. Lutar pelo nosso País é lutar pelas pessoas que nós mais amamos na face da Terra, e nós jamais desistiríamos deles. O brasileiro é aquele que não desiste nunca. Juiz Marcelo Bretas, hoje nós estamos chorando com a sua família, e, junto com o senhor, nós não vamos desistir do nosso País. Muito obrigado.
Dados oficiais da Câmara dos Deputados. Primeiro registro: 01/06/2023. Como calculamos: metodologia.