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Detector de Bananada
Foto de Carla Ayres

Deputada · Câmara

Carla Ayres

PT · SC

Esquerdapor que esse rótulo?Fora de exercício

Nome civil: Carla Simara Luciana da Silva Ayres · 38 anos

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Bananômetro

Bananômetro: 80 de 100, Tá no Caminho0406080100

80/100

Tá no Caminho

período curto: nota baseada em 79 votações

Trabalha bem, com espaço para melhorar.

Nota maior que a de 60% dos deputados · média do partido: 80

Por que essa nota?
  • Presença em sessõespeso 40% · 100%

    Aparece para trabalhar?

  • Participação em votaçõespeso 35% · 92%

    Vota quando precisa? (votações com registro de nome)

  • Iniciativas que avançarampeso 15% · 28%

    Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)

  • Atividade na tribunapeso 10% · 29%

    discursos na tribuna (percentil)

A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?

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Como vota · Mandato atual (2023–2027)

Vota com o governo 97%das 59 votações em que o líder do Governo pediu Sim ou Não e ela votou

Vota com o próprio partido 99%das 72 votações em que o partido (ou a federação) pediu Sim ou Não e ela votou

Números de Mandato atual (2023–2027)

Presença nas sessões

100%

Esteve em 23 de 23 sessões

Melhor que 94% dos deputadosMédia do partido: 95%

Votou nas votações

92%

Registrou voto em 73 de 79 votações nominais

Melhor que 88% dos deputadosMédia do partido: 83%

Iniciativas que viraram lei

0

de 22 projetos apresentados (0%)

1 avançaram · 19 em andamento · 2 arquivados ou rejeitados

Alinhamento com o governo

97%

Em 59 votações em que o Governo orientou

Mais governista que 88% dos deputadosMédia do partido: 98%

A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.

9 discursos na tribuna · de 26/06/2024 a 15/10/2024.

  • 15/10/2024Breves Comunicações

    A Deputada relembrou os quatro meses de seu mandato na Câmara dos Deputados, destacando atuação em defesa da mobilidade urbana, mudanças climáticas, direitos das mulheres e da população LGBT. Celebrou sua participação na votação da reforma tributária, que classificou como decisiva para o futuro econômico do Brasil, e elogiou os esforços de reconstrução do Governo Lula. Agradeceu ao Deputado Pedro Uczai e à bancada do PT pelo apoio recebido, além dos funcionários da Câmara e Ministérios pela colaboração. Por fim, mencionou seu retorno como Vereadora à Câmara Municipal de Florianópolis (SC).

    Palavras-chave oficiais: Deputada federal,Atuação parlamentar,Florianópolis (SC),Vereadora,Candidato eleito

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. CARLA AYRES (Bloco/PT - SC. Sem revisão da oradora.) - Boa tarde, nobres colegas. Eu venho à tribuna hoje, na verdade, para dizer que há 4 meses subi a esta tribuna pela primeira vez, para proferir o meu primeiro discurso como Deputada Federal, com a tarefa de representar o Estado de Santa Catarina, especificamente a Grande Florianópolis, a nossa capital. Temas como mobilidade, mudanças climáticas e defesa do serviço público, dos direitos das mulheres e da população LGBT estiveram sob a nossa atenção e a nossa atuação nesses 4 meses de ação. De quebra, eu ainda tive a oportunidade de votar a proposta de reforma tributária, que mudará os rumos econômicos do País no próximo período. Presenciar as ações constantes de união e reconstrução do País, pelo Governo Lula, é uma honra, assim como contribuir para este momento. Que ladre a Oposição, mas a nossa caravana da esperança tem passado e reestruturado tudo aquilo que golpistas e negacionistas tentaram destruir no período mais recente da história brasileira. Esta oportunidade faz parte de um gesto e de uma construção, junto com o Deputado Pedro Uczai, a quem eu aproveito para agradecer, assim como a toda a sua equipe, que ajudaram a materializar este momento. Agradeço à bancada do Partido das Trabalhadoras e dos Trabalhadores, na pessoa do nosso Líder, o Deputado Odair Cunha, e da nossa líder, das mulheres, a Deputada Jack Rocha, pela recepção. Aos funcionários desta Casa eu agradeço a acolhida. Aos funcionários das Comissões, bem como aos dos Ministérios agradeço pela atenção e por pautarem os temas que levamos, para visibilizar a nossa região e as nossas pautas. Volto para a minha Floripa reeleita, como a Vereadora mais votada da história do PT naquela cidade e com uma bancada que agora está em dobro, depois de 20 anos. Aos colegas e a esta Casa, nobre Presidente, o meu muito obrigado. A todas e a todos, até breve.
  • 29/08/2024Breves Comunicações

    A Deputada destacou a urgência de realizar concursos para a FUNDACENTRO e equiparar os bônus salariais dos Auditores Fiscais do Trabalho aos da Receita Federal, discutidos com a Ministra Esther Dweck. Enfatizou o papel crucial dos auditores no combate ao trabalho análogo à escravidão, citando o caso de Sônia Maria de Jesus. Também abordou a necessidade de valorizar os profissionais da cultura e expressou preocupação com as negociações da greve do INSS.

    Palavras-chave oficiais: Concurso público,Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (FUNDACENTRO),Bônus,Auditor fiscal do trabalho,Auditor-fiscal da Receita Federal do Brasil,Redução a condição análoga à de escravo Greve,Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. CARLA AYRES (Bloco/PT - SC. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Sr. Presidente. Bom dia a todas e a todos, os poucos, mas valorosos, presentes a este plenário na manhã desta quinta-feira. Sr. Presidente, eu quero trazer aqui alguns informes e também solicitações de uma rodada de discussões que o nosso mandato construiu com uma série de categorias profissionais no nosso País, em Santa Catarina, de onde venho. Ontem despachamos com a Ministra Esther Dweck, do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos — MGI, algumas necessidades. A primeira delas diz respeito à urgência em realizarmos concursos para a FUNDACENTRO, uma instituição extremamente importante na saúde do trabalho em nosso País, que há muito tempo não se reconstrói. É uma categoria que, por vezes, está a caminhar para a extinção. Muitos quadros têm se aposentado, garantido o seu direito constitucional da aposentadoria, e não têm sido repostos, minha querida Deputada Lídice da Mata, aqui presente. Então, nós debatemos com a Ministra Esther — a categoria já tem discutido esse ponto também, que está inserido no PLN 19, que vem para cá — sobre esse concurso que urge e é extremamente necessário. Outra discussão que também foi feita com a Ministra diz respeito à reivindicação dos Auditores Fiscais do Trabalho para equiparação dos seus bônus salariais aos dos Auditores da Receita Federal. Foi-nos informado que a Mensagem nº 871, de 2024,também do PLN 19, que está nesta Casa, prevê em seu anexo esse reajuste ou essa equiparação dos bônus das duas categorias de auditores. Isso é extremamente importante, porque sobretudo os Auditores Fiscais do Trabalho têm cumprido um papel preponderante no País, especialmente na busca e na denúncia dos trabalhos análogos à escravidão, por vários rincões do nosso País. Esses auditores têm feito um trabalho excepcional. Lembro aqui o caso emblemático de Sônia Maria de Jesus, uma mulher negra, surda, trabalhadora doméstica, encontrada em situação análoga à escravidão na casa de um desembargador de Santa Catarina, Estado de onde eu venho. Foram os auditores que fizeram o seu resgate. Mas, lamentavelmente, por se tratar de uma família de poderosos, uma liminar do STF garantiu o "desresgate" dessa mulher, que há 1 ano voltou para a casa do seu algoz. Por isso, inclusive, protocolamos nesta Casa, na tarde de ontem, um PL que busca padronizar esse tipo de trabalho, para que situações como essa não voltem a acontecer em nosso País. Outro encaminhamento que nós fizemos e reivindicamos com a Ministra Esther tem a ver com PCCCULT, o projeto de planos, cargos e carreiras dos profissionais da cultura, uma categoria que foi muito negligenciada no último período no Brasil, quando o Governo golpista que retirou Dilma do centro do poder do nosso País extinguiu o Ministério da Cultura, mal reestruturado como Secretaria no Governo anterior. Agora ele volta a protagonizar políticas culturais no nosso País, a partir do Governo Lula, que tem o objetivo de unir e reconstruir o País também pela cultura, que é onde as nossas identidades, Deputada Célia, se constituem, e que precisamos valorizar. Mas, para isso, precisamos de profissionais que trabalhem e que sejam valorizados. Infelizmente, até onde fui informada, a reivindicação desses profissionais não entrou no PLN, mas é algo que precisamos sempre voltar a discutir para que isso seja alcançado o mais breve possível. Por fim, nós também discutimos uma questão relacionada à greve do INSS. No momento em que estávamos em reunião com a Ministra, acontecia uma mesa de negociação ligada ao MGI. Agora pela manhã, eu fui informada de que essa mesa de negociação e esse acordo não contemplam a discussão que foi feita ao longo de todo o dia com o Ministro da Previdência e com as diferentes centrais que estão discutindo a valorização da carreira do INSS. É importante que sejam ouvidas todas as perspectivas, porque não se pode negociar só com aquilo que interessa ou não. Sou da base deste Governo, tenho compromisso com o Presidente Lula e com os rumos do País, mas nós precisamos também garantir o direito constitucional de greve e a valorização das categorias. Para finalizar mesmo, Sr. Presidente, eu queria ressaltar aqui a presença da mobilização nacional dos trabalhadores e técnicos da educação básica do nosso País que está a semana toda nesta Casa pedindo que o Requerimento nº 2.609, de 2024, que requer a urgência do PL 2.531/21, que institui o piso salarial de pessoal técnico e administrativo da educação básica, seja pautado nesta Casa. Então, eu faço uma solicitação ao Colégio de Líderes e também à Presidência desta Casa que pautem o mais rápido possível, pois já está pronto para ir a plenário, o Requerimento nº 2.609, de 2024. Muito obrigada.
  • 26/08/2024Breves Comunicações

    A Deputada destacou o início da Semana da Visibilidade Lésbica, ressaltando a necessidade de políticas específicas de reparação e dignidade para a população lésbica. Alertou para o aumento de mais de 50% na violência contra mulheres lésbicas na última década, incluindo o chamado "estupro corretivo". Enfatizou a importância de ampliar a representação dessas mulheres e convidou a sociedade para eventos que ocorrerão nos dias 28 e 29 de agosto, incluindo audiências públicas sobre as políticas governamentais que impactam a população LGBTQI+.

    Palavras-chave oficiais: Dia Nacional da Visibilidade Lésbica,Semana,Estupro corretivo,Violência contra a mulher,Movimento LGBT

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. CARLA AYRES (Bloco/PT - SC. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente. Boa tarde, nobres colegas e quem nos acompanha ao vivo pela TV Câmara. Quero fazer o registro, na tarde deste dia 26, Deputada Reginete, de que iniciamos hoje a Semana da Visibilidade Lésbica. Eu, como uma das duas Parlamentares abertamente lésbicas nesta Casa, digo que é extremamente importante pautarmos, neste plenário, nas Comissões, no Governo, políticas específicas de reparação e de dignidade para a nossa população. Por dia, no País, seis mulheres lésbicas são vítimas do que se chama de estupro corretivo, com o qual tentam nos corrigir em relação a algo que a sociedade não aceita. Na última década, a violência contra os nossos corpos aumentou mais de 50% no Brasil. As pessoas que cometem essas violências são, em sua maioria, conhecidas das vítimas. Cometem essas violências nas ruas, nas casas, nos espaços de lazer. Esta Casa não pode, jamais, silenciar diante disso. A ampliação da nossa representação é extremamente importante, assim como a luta das mulheres de modo geral, que já foi histórica neste País, das mulheres negras, do povo indígena, da população LGBTQI+ e, especialmente, de nós mulheres lésbicas. Quero fazer um convite a todos os colegas, a todas as colegas e a quem nos acompanha. No dia 28 de agosto, na próxima quarta-feira, será realizada uma audiência pública conjunta, desta Casa e do Senado, em coautoria com o Senador Paim, para tratar das entregas do Governo Federal e também das políticas que impactam a nossa população. No dia 29, o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, realizaremos nesta Casa, às 14 horas, na Comissão de Legislação Participativa, uma audiência pública para fazer um balanço histórico do nosso movimento, desde sua organização até os dias de hoje. Faço o convite a todas e a todos. Sr. Presidente, peço que esta fala seja veiculada no programa A Voz do Brasil e pelos canais de comunicação desta Casa. Muito obrigada.
  • 13/08/2024Breves Comunicações

    A Deputada expressou solidariedade ao Deputado Alencar Santana, vítima de violência política durante campanha eleitoral em Guarulhos (SP). Ademais, saudou a presença na Câmara dos Deputados do Presidente do Partido dos Trabalhadores de Garopaba (SC) e candidato a Vereador, Rodrigo.

    Palavras-chave oficiais: solidariedade,Deputado federal,Partido dos Trabalhadores (PT),Violência política (crime),Campanha eleitoral,Guarulhos (SP) Candidato a cargo eletivo,Vereador,Garopaba (SC),Presidente,Partido dos Trabalhadores (PT),Câmara dos Deputados

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. CARLA AYRES (Bloco/PT - SC. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Presidente Pompeo de Mattos. Quero, em primeiro lugar, registrar a minha solidariedade ao nosso Deputado Alencar Santana e dizer que esse tipo de atitude já extrapolou o âmbito da narrativa e do discurso e se transformou em práticas que ameaçam vidas no Brasil. Nós precisamos cessar com isso, começando por esta Casa. Quero aproveitar a oportunidade para registrar a presença do nosso Presidente do Partido dos Trabalhadores de Garopaba, interior e litoral de Santa Catarina, também candidato a Vereador e condutor socioambiental na cidade. Quero dizer que é muito importante que essas articulações aconteçam em Brasília. O senhor tem todo o nosso apoio, Rodrigo. Obrigada, Presidente.
  • 11/07/2024

    A Deputada orientou a bancada na votação do requerimento de adiamento, por 5 sessões, da votação da Proposta de Emenda à Constituição nº 9, de 2023, que altera a Emenda Constitucional nº 117, de 5 de abril de 2022, quanto à aplicação de sanções aos partidos que não preencheram a cota mínima de recursos ou que não destinaram os valores mínimos em razão de sexo e raça em eleições, bem como nas prestações de contas anuais e eleitorais.

    Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Requerimento de adiamento da votação,Proposta de Emenda à Constituição,Federação Brasil da Esperança (FE BRASIL),Voto contrário

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    A SRA. CARLA AYRES (Bloco/PT - SC. Pela ordem. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, demais colegas, em nome da federação, quero registrar o enorme esforço feito neste plenário na tarde de hoje, numa construção com parte da bancada feminina, da Bancada Negra, com as Lideranças, para recuperar um projeto que apresentava uma anistia total aos partidos, sem nenhum compromisso com as mulheres e com o povo negro, com as eleições negras neste País. Nós não estamos promovendo essa anistia, mas recuperando algo que iria para o fundo do TSE e recolocando no investimento das candidaturas negras deste País. Para que isso saia do papel urgentemente, a Federação do PT, PCdoB e PV vota "não" ao adiamento desta votação.
  • 10/07/2024

    A Deputada discutiu o Projeto de Lei Complementar nº 68, de 2024, que regulamenta a reforma tributária, institui o Imposto sobre Bens e Serviços - IBS, a Contribuição Social sobre Bens e Serviços - CBS, o Imposto Seletivo - IS e dá outras providências.

    Palavras-chave oficiais: Discussão,Projeto de lei complementar,favorável

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. CARLA AYRES (Bloco/PT - SC. Sem revisão da oradora.) - Presidente, nobres colegas, quero dizer que os Deputados que sobem a esta tribuna para dizer que a reforma tributária, um dos principais avanços das últimas décadas para a história do desenvolvimento econômico e social do Brasil, é aumento de impostos, é oneração para os mais pobres, que a carne não está sendo afetada com esta reforma, e fazem esse proselitismo são os mesmos que apoiavam os pobres catando ossos nos bastidores dos supermercados durante o Governo anterior. É essa mesma gente que aqui faz esse proselitismo. Eu quero parabenizar o Governo Lula, o grupo de trabalho, que está elaborando este texto há tanto tempo, e o conjunto dos Parlamentares que têm entendido, na tarde de hoje e nos últimos meses, a importância desta reforma e dos avanços que ela traz, sobretudo, para a justiça tributária. A reforma tem o objetivo central de justamente pôr fim a uma injustiça: o pobre, que tem a sua renda prejudicada pelo consumo e comprometida com o consumo, acaba pagando muito mais impostos. Por isso, os itens da cesta básica estão com imposto zerado, e nós temos a cesta básica estendida, que vai beneficiar a maioria da população, especialmente aqueles que estão inseridos no CadÚnico. Obviamente, nós temos que avançar. Poderíamos ter feito muito mais avanços na tributação dos agrotóxicos, das armas, dos ultraprocessados, dos açucarados, das joias. Poderíamos avançar nesse sentido. Poderíamos, sim, pensar — e acho que ainda há tempo — em incluir as proteínas nos 100% de cashback para os mais pobres, mas é uma inverdade esse setor não esteja sendo beneficiado. A proteína está no rol de produtos com imposto reduzido de 60%. Isso vai abarcar não aqueles que queriam foie gras, mas sim o pobre, que precisa comer carne todos os dias e vai ter um avanço significativo nesse sentido. Por isso, Presidente, espero que todos aqui, no fim deste dia, possam depositar o seu voto "sim" a este avanço histórico no desenvolvimento econômico e social do nosso País. Muito obrigada.
  • 10/07/2024Breves Comunicações

    A Deputada expressou apoio aos povos indígenas que marcham em Brasília contra a Proposta de Emenda à Constituição nº 48, de 2023, destacando que o relatório dessa PEC representa um retrocesso nos direitos dos povos originários e civilizatórios do Brasil. Enfatizou a importância de focar nas emergências climáticas e na demarcação das terras indígenas, já julgadas constitucionais pelo Supremo Tribunal Federal, ao invés de atender a interesses de especulação e grilagem de terras. A Parlamentar reafirmou a urgência de pautar questões ambientais e a reforma tributária, que trarão dignidade ao povo brasileiro, e manifestou solidariedade e apoio à luta indígena.

    Palavras-chave oficiais: Senado Federal,Proposta de Emenda à Constituição,Marco temporal da ocupação,Demarcação de terra,Terras indígenas

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. CARLA AYRES (Bloco/PT - SC. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Sr. Presidente. Na manhã de hoje, eu quero me somar à mobilização dos povos indígenas, que, mais uma vez, marcham a Brasília para tentar barrar um equívoco histórico e político por que o nosso País tem passado. Após o STF julgar a inconstitucionalidade do marco temporal e esta Casa e o Senado também colocarem em pauta projetos sobre esse tema, mais uma vez o Senado pauta hoje a PEC 48/23. Está sendo lido, na CCJ do Senado, neste momento, o relatório, que é um atraso em todos os direitos dos povos indígenas, dos povos originários, e também nos direitos civilizatórios do nosso País. Nós precisamos pautar o País que vai sediar a COP 30 e que precisa ter urgência em discussão. O nosso Congresso Nacional precisa estar em consonância com esse debate civilizatório, democrático, de desenvolvimento, que passa pelos direitos dos povos indígenas, e com outras urgências, que não é a especulação da terra, que não é a grilagem, que não é o interesse daqueles que tentam cassar os direitos dos povos originários. A urgência no Brasil, neste momento, é pontuar a emergência climática e apresentar soluções para ela. Nós, o Governo Federal e este Congresso, temos que pautar a demarcação das terras indígenas, que está parada há muito tempo, a partir de uma constitucionalidade que já foi julgada pelo STF. Nós precisamos pautar com urgência — e este Congresso hoje o fará, esta Câmara irá pautá-la — a reforma tributária, que trará dignidade para o povo brasileiro e também para o povo mais pobre. Nós precisamos colocar na urgência a defesa do meio ambiente. Não é isso o que, mais uma vez, o Senado tenta fazer ao pautar a PEC 48/23, que é um ataque direto aos povos originários. Por isso, toda a minha solidariedade, o nosso mandato, o nosso partido, ao lado da defesa dos povos originários e também da luta indígena. Lá em Santa Catarina, que é o Estado que dá origem à tese do marco temporal, nós precisamos nos somar a essa defesa e barrar mais essa atrocidade. Muito obrigada, Presidente.
  • 03/07/2024Breves Comunicações

    A Deputada denunciou a persistência do trabalho análogo à escravidão no Brasil em pleno 2024. Destacou que, em 2021, mais de 50 milhões de pessoas no mundo foram vítimas dessa prática, incluindo mulheres e crianças. Entre 1995 e 2023, o Brasil resgatou mais de 61 mil pessoas, principalmente na agricultura, a maioria sendo parda ou negra, com baixa escolaridade e até 40 anos. Mencionou o caso de D. Sônia Maria de Jesus, uma mulher negra e surda, resgatada após viver 40 anos em situação análoga à escravidão na casa de um desembargador em Florianópolis (SC). Criticou a liminar do STF que permitiu o retorno de Sônia à casa da família exploradora e pediu ações efetivas para erradicar o trabalho escravo e proteger os fiscais do trabalho.

    Palavras-chave oficiais: Trabalho,Redução a condição análoga à de escravo,Florianópolis (SC),Desembargador,Mulher,Negros,Supremo Tribunal Federal (STF),Medida liminar

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. CARLA AYRES (Bloco/PT - SC. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, desde já eu peço que minha fala seja divulgada pelos meios de comunicação da Câmara e também no programa A Voz do Brasil. Estamos em 2024, e ainda precisamos subir à tribuna do Parlamento brasileiro para denunciar a existência de trabalho análogo à escravidão. O trabalho escravo moderno acometeu, só em 2021, mais de 50 milhões de pessoas no mundo todo, mulheres, crianças, por suas culturas, por exploração sexual. Vários países, inclusive o Brasil, são signatários dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que estabelecem o desafio de que, até 2030, seja erradicado o trabalho escravo. Entre 1995 e 2023, o Brasil resgatou mais de 61 mil pessoas do trabalho análogo à escravidão na agricultura, principal setor em que essas pessoas são resgatadas. Em sua maioria, são pardas ou negras, têm baixa escolaridade e até 40 anos de idade. Em Santa Catarina, meu Estado, a cada ano, 38 pessoas, em média, são resgatadas de situações análogas à escravidão. Por que estou dizendo isso? Porque em 2023 a Capital Florianópolis, de onde venho, foi palco de um escândalo que envolveu a D. Sônia Maria de Jesus, uma mulher negra e surda que foi resgatada da casa de um desembargador do Estado, onde viveu por mais de 40 anos em situação análoga à escravidão, sem documento, sem alfabetização, sem desenvolvimento da linguagem, sem direito ao convívio social. Esse desembargador conseguiu algo inédito no Brasil: uma liminar no STF de "desresgate" de uma vítima. D. Sônia voltou para a casa daquela família, que foi seu algoz por mais de 4 décadas. O Brasil precisa, de uma vez por todas, tomar medidas efetivas para cumprir os compromissos internacionais e nacionais de erradicar o trabalho análogo à escravidão e, inclusive, parar de perseguir os fiscais do trabalho, como aconteceu no caso de D. Sônia, em que eles atuaram para que ela fosse libertada. Trago essa denúncia para o centro do Poder brasileiro, pois nós queremos Sônia livre! Obrigada, Presidente.
  • 26/06/2024Breves Comunicações

    A Deputada celebrou sua eleição, marcando o retorno do PT da capital catarinense ao Parlamento após 18 anos. Comprometeu-se a representar a Região Metropolitana de Florianópolis (SC), com foco em mobilidade, saúde, infraestrutura, transição energética, habitação social e educação. Agradeceu à sua família e ao movimento lésbico, destacando seu compromisso com a democracia e os direitos dos trabalhadores, LGBTI+, mulheres e outros grupos marginalizados. Prometeu representar as lutas feministas e antiproibicionistas, buscando fortalecer a confiança no Parlamento.

    Palavras-chave oficiais: Mandato parlamentar,Eleição,Florianópolis (SC),Deputada federal,Partido dos Trabalhadores (PT),Santa Catarina,Atuação parlamentar

    Ler a transcrição oficial
    A SRA. CARLA AYRES (Bloco/PT - SC. Sem revisão da oradora.) - Obrigada, Sr. Presidente. Gostaria de agradecer a oportunidade de me apresentar e me pronunciar neste momento. Agradeço a todas as pessoas amigas que estão aqui acompanhando este momento, às 39.609 pessoas que tornaram em Santa Catarina este momento possível, um momento singular e de grande importância para o Partido dos Trabalhadores e das trabalhadoras catarinenses, não só pelo gesto do Deputado Pedro Uczai, a quem agradeço pela construção desta oportunidade, mas também singular pela responsabilidade de ocupar um espaço aqui no Congresso que já foi engrandecido por nomes como Luci Choinacki, na Câmara dos Deputados, e Ideli Salvatti, no Senado. É um momento singular ainda, porque o PT da capital catarinense volta ao Parlamento Federal após 18 anos sem representação, e volta num momento de união e reconstrução do Brasil. Nesta legislatura, Florianópolis foi a única capital brasileira sem representante nesta Casa, e o meu compromisso nos próximos dias é representar republicanamente esse mais de 1 milhão e meio de catarinenses da Região Metropolitana de Florianópolis, que anseia por ações mais concretas de mobilidade, saúde, integração regional, infraestrutura, transição energética para o enfrentamento das mudanças climáticas, habitação de interesse social e investimentos robustos nas nossas universidades e nos nossos institutos federais. Quero agradecer à minha família aqui presente e dizer, Sr. Presidente e demais colegas Deputados e Deputadas, que minha mãe, meu tio e minha esposa, lado a lado nesta sessão, reafirmam que nossas famílias existem, as famílias plurais e diversas, tão constantemente atacadas nesta Casa. (Palmas.) Por isso, eu saúdo todo o movimento lésbico brasileiro, que também lutou muito para que uma representação como a minha chegasse neste Parlamento, aos LGBTI+ que constroem resistência neste País há décadas. Faço essa saudação em nome da minha Secretária Nacional LGBT do PT, Janaína Oliveira, também aqui presente. (Palmas.) Nobres colegas, meu compromisso é com a democracia, com a minha região e com o meu partido, democracia que não estará completa se os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, da população LGBTI+, das mulheres e de outros grupos socialmente marginalizados não forem plenamente garantidos. Portanto, nós que subimos a rampa do Planalto no dia 1º de janeiro de 2023 queremos exigir também que esta Casa não retroceda na garantia da nossa cidadania e dos direitos do povo brasileiro. Nesse período de 120 dias, minha voz neste Parlamento será um reforço e um eco não só do povo catarinense que resiste, mas também das lutas dos corpos dissidentes, das lutas feministas e da luta antiproibicionista. Esta Casa tem o dever de assegurar os direitos civilizatórios e pôr fim aos tensionamentos que em nada contribuem para a harmonia entre os Poderes e para o bem-estar da nossa população. Somente assim poderemos recuperar o nível de confiança da opinião pública junto a este Parlamento. Floripa voltou à Casa do Povo pela voz de uma mulher, e esta voz jamais se silenciará por aqueles que tentam atacar as nossas vidas e os nossos direitos. Muito obrigada, Presidente.

Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 16/10/2024 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.