
Nome civil: Elvino José Bohn Gass · 64 anos
Bananômetro
82/100
Aparece, vota e trabalha.
Nota maior que a de 68% dos deputados · média do partido: 80
Por que essa nota?
- Presença em sessõespeso 40% · 99%
Aparece para trabalhar?
- Participação em votaçõespeso 35% · 92%
Vota quando precisa? (votações com registro de nome)
- Iniciativas que avançarampeso 15% · 0%
Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)
- Atividade na tribunapeso 10% · 99%
discursos na tribuna (percentil)
A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?
Personalizar pesosComo vota · Mandato atual (2023–2027)
Vota com o governo 98%das 804 votações em que o líder do Governo pediu Sim ou Não e ele votou
Vota com o próprio partido 99%das 833 votações em que o partido (ou a federação) pediu Sim ou Não e ele votou
Fale com Bohn Gass
Este é o canal oficial para você cobrar seu representante.
- dep.bohngass@camara.leg.br
- Telefone
- (61) 3215-5873
- Gabinete
- Gabinete 873, Anexo III – Câmara dos Deputados, Brasília-DF
Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.
Números de Mandato atual (2023–2027)
Presença nas sessões
99%
Esteve em 387 de 391 sessões
Votou nas votações
92%
Registrou voto em 1.035 de 1.128 votações nominais
Iniciativas que viraram lei
0
de 2 projetos apresentados (0%)
Alinhamento com o governo
98%
Em 804 votações em que o Governo orientou
A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.
1.292 discursos na tribuna · de 05/02/2019 a 13/10/2026.
- 09/12/2025
O Deputado orientou a bancada na votação das emendas de Plenário apresentadas ao Projeto de Lei Complementar nº 125, de 2022, que institui o Código de Defesa do Contribuinte. Além disso, registrou que o Presidente Lula já havia enviado proposta semelhante anteriormente, mas o Parlamento não a votou, enquanto Governos apoiados por opositores não apresentaram nenhuma iniciativa. Citou operações da Polícia Federal, como a Carbono Oculto, que expuseram grandes sonegadores e pressionaram o avanço do tema. Ademais, defendeu que o Governo Lula vinha adotando medidas para combater a sonegação e impulsionar crescimento, emprego e respeito internacional, afirmando que o debate precisava se manter fiel aos fatos.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Emenda de plenário,Projeto de lei complementar,Partido dos Trabalhadores (PT) Governo federal,Partido dos Trabalhadores (PT),Sonegação fiscal,Polícia Federal (PF),Crescimento econômico
Ler a transcrição oficial
O SR. BOHN GASS (Bloco/PT - RS. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, nós votamos "não" às emendas e "sim" ao texto. O SR. PRESIDENTE (Hugo Motta. Bloco/REPUBLICANOS - PB) - Então é "não", orienta o voto "não". O SR. BOHN GASS (Bloco/PT - RS) - Como é o voto? O SR. PRESIDENTE (Hugo Motta. Bloco/REPUBLICANOS - PB) - "Sim" ao texto, "não" às emendas. Então V.Exa. orienta "não". O SR. BOHN GASS (Bloco/PT - RS) - Isso, "sim" ao texto, "não" às emendas. Nós queremos aprovar o texto. Eu só preciso fazer um registro neste 1 minuto. O SR. PRESIDENTE (Hugo Motta. Bloco/REPUBLICANOS - PB) - Então a orientação do PT é voto "não"? O SR. BOHN GASS (Bloco/PT - RS) - Isso. O SR. PRESIDENTE (Hugo Motta. Bloco/REPUBLICANOS - PB) - A orientação do PL é "não" também. O SR. BOHN GASS (Bloco/PT - RS) - Mas o voto é "sim" ao texto, para garantir a sua aprovação. Eu só preciso registrar para o colega Deputado que falou anteriormente sobre os anos do Governo Lula e sobre só agora este projeto ter vindo que o Lula já havia mandado este projeto em outro momento, só que esta Casa não o aprovou, esta é a verdade. E outros Governos, que o Deputado apoiou, também não fizeram isso. O Lula mandou, mas esta Casa não votou. Foi preciso a Operação Carbono Oculto, o caso Refit e outras ações da Polícia Federal de identificação de grandes sonegadores para que esta Casa acordasse para a realidade. Há mais tempo o Presidente Lula apresentou esta matéria. É importante que se diga isto, para que não passe como verdadeira uma afirmação tão inverídica, na ânsia de falar contra o Governo Lula, que está dando certo o Brasil está crescendo e gerando emprego, o Brasil é respeitado no mundo, o Brasil está saindo do Mapa da Fome, o Brasil está cobrando dos sonegadores. Vamos ficar sempre com a verdade. É melhor. Obrigado. - 09/12/2025
O Deputado encaminhou a votação do requerimento de encerramento da discussão e do encaminhamento da votação do Projeto de Lei Complementar nº 125, de 2022, que institui o Código de Defesa do Contribuinte.
Palavras-chave oficiais: Encaminhamento de votação,Requerimento de encerramento de discussão,Projeto de lei complementar
Ler a transcrição oficial
O SR. BOHN GASS (Bloco/PT - RS. Sem revisão do orador.) - Presidente, o Brasil precisa recuperar toda a sua economia. O Brasil precisa continuar crescendo. O Brasil precisa manter os programas sociais. O Brasil precisa ter recursos. Estamos, inclusive, debatendo os orçamentos. Espero que possamos, ainda este ano, aprovar o Orçamento, como estamos trabalhando na Comissão Mista de Orçamento. Já votamos a LDO e queremos votar também a LOA, para garantir recursos e investir em todas as áreas fundamentais. O Brasil, com o Presidente Lula, está crescendo na economia, gerando empregos, descentralizando investimentos para que haja não apenas crescimento econômico, mas para que esse crescimento seja apropriado pela sociedade. Por isso reajustamos o salário mínimo acima da inflação, ampliando o poder de consumo, e estamos trabalhando para reduzir os custos dos alimentos para a população, ou seja, há um conjunto de programas sociais e de ações de infraestrutura que precisam de dinheiro. E combater o sonegador contumaz, que movimenta bilhões, é fundamental. Estamos falando, em média, de cerca de 2 mil CNPJs que são grandes devedores, com dívidas que chegam a milhões de reais. A possibilidade de o Governo recuperar esses recursos é essencial. Portanto, considero que este debate é salutar e que devemos promovê-lo. Por isso, Presidente, é importante que todos aqueles Deputados que queiram contribuir e que estejam interessados no desenvolvimento do País, que queiram debater, tenham a oportunidade de expressar suas ideias e posicionamentos sobre este projeto, neste momento tão relevante. O Presidente Lula tem trabalhado intensamente. E a Receita Federal, nas investigações que realiza, conseguia até então identificar problemas, identificar grandes empresas que sonegavam, que fechavam seus CNPJs, abriam outras empresas e continuavam sem pagar, mas ela não dispunha de mecanismos de ação para barrar esse verdadeiro modelo de negócio adotado pelos devedores contumazes. Este projeto traz esses instrumentos para que o Governo possa agir. Isso é importante. O simples fato de passarmos a ter tais instrumentos já inibe a sonegação. Termos instrumentos para investigar garante mais recursos e possibilita gestões públicas de qualidade. É disto que o nosso povo precisa. Quero, portanto, defender que possamos ampliar este debate. É importante que toda a sociedade acompanhe esse esforço, esse trabalho que o Governo Lula já vinha realizando há mais tempo. Este Congresso, muitas vezes, só vota quando há pressão popular externa ou quando há uma ação forte. Foi preciso que viessem as ações da Polícia Federal e da Receita para que nós apreciássemos esta matéria. Por isso, vamos valorizar este momento! Vamos fazer o debate, porque o País ganha com isso! - 09/12/2025
O Deputado discutiu o Projeto de Lei Complementar nº 125, de 2022, que institui o Código de Defesa do Contribuinte.
Palavras-chave oficiais: Discussão,Projeto de lei complementar,favorável
Ler a transcrição oficial
O SR. BOHN GASS (Bloco/PT - RS. Sem revisão do orador.) - Presidente, esta votação é muito importante, porque nós não estamos tratando aqui daquele pequeno empresário, daquela pessoa que não está em condições de pagar porque tem dificuldades em sua empresa. Essas, inclusive, têm ajuda do Governo para sair dessa situação em condições melhores, para ficar em dia com o Fisco e contribuir com o emprego e o desenvolvimento do País. Nós estamos falando é dos devedores contumazes. E quem são os devedores contumazes? São aqueles que, ao não pagarem, fazem desse não pagamento o seu negócio e, quando a empresa tem uma enorme dívida, fecham seu CNPJ, abrem outra empresa, continuam não pagando. E alguém paga essa conta: é você, cidadão brasileiro, que precisa de dinheiro para a educação, para a saúde. Então, alguém vai pagar essa conta; quem não a paga é o grande. Nós temos em torno de 64 milhões de CNPJs no País. Cerca de 2 mil CNPJs podem ter 200 bilhões de reais em sonegação. Então, são poucos CNPJs, mas com grande potencial devedor ao Estado. Essa proposta que nós estamos votando agora o Governo Lula, através do Ministro Haddad, já tinha apresentado em 2003, mas esta Casa não olhou. Depois, em 2004, para poder olhar os Pix das fintechs, o Governo também propôs que houvesse regulamentação, para não haver lavagem de dinheiro, para não haver estímulo ao contrabando. E também aqui se falou que o "Taxad" queria cobrar, exatamente para defender aquelas empresas que estavam sonegando e desviando, inclusive para o crime organizado. Precisou vir a Operação Carbono Oculto para esta Casa acordar e concordar com o Governo no sentido de que deve haver uma legislação que impeça que o devedor contumaz faça esse abuso com dinheiro que é da população brasileira. Parabéns à Receita Federal! Parabéns, Haddad! Parabéns, Presidente Lula, que coloca tanto a Polícia Federal, que muitos aqui querem que não atue, para que possam fazer seus escândalos, quanto a Receita Federal para atuar e ir atrás do dinheiro dos grandes sonegadores, que pagam, sim, ao crime organizado, além das armas que a extrema direita liberou para essa bandidagem. Então, este é o debate que nós estamos fazendo: ir atrás do devedor contumaz, criar mecanismos do Governo para fiscalizar, cassar os registros, bloquear suas operações, fazer uma operação mais dura, impedir que participem de licitações e recebam benefícios fiscais. Isso faz parte da transparência do recurso que é público. "Sim" ao projeto. - 09/12/2025
O Deputado encaminhou a votação do art. 2º-A do Substitutivo do Senado Federal apresentado ao Projeto de Lei nº 4.497, de 2024, que dispõe sobre a ratificação dos registros imobiliários decorrentes de alienações e concessões de terras públicas situadas nas faixas de fronteira e altera a Lei nº 13.178, de 22 de outubro de 2015.
Palavras-chave oficiais: Encaminhamento de votação,Dispositivo legal,Substitutivo,Senado Federal,Projeto de lei ordinária,contrário
Ler a transcrição oficial
O SR. BOHN GASS (Bloco/PT - RS. Sem revisão do orador.) - Se o texto desse artigo que veio do Senado for aprovado, o Congresso vai se tornar um cartório de registro de imóveis um cartório de registro de imóveis. Se bem que hoje já somos uma espécie de cartório para dar anistia a criminoso. Agora vamos virar cartório de registro de imóveis. Vou explicar. Não estamos aqui falando do agricultor familiar, de quem tem sua terra em fronteira, cumpre sua função social, respeita o meio ambiente, não promove trabalho análogo ao de escravo. Não estamos falando desse agricultor. Esse tem que ter seus registros reconhecidos, formalmente, dentro da lei, seus georreferenciamentos. Colegas Deputados, não acredito que vão votar a favor disto! Considerem alguém que tem mais de 2.500 hectares, pode ter 10 mil hectares, ser um grande fazendeiro. Ele deveria fazer o georreferenciamento, passar pelo Incra, fazer o encaminhamento ao cartório, que tem os documentos, e conseguir a aprovação, se estiver dentro das normas. O que se está fazendo aqui? Ele não vai passar pelos estudos técnicos. Ele vai ao cartório, que automaticamente manda o caso para o Congresso Nacional, que vai ter que se posicionar, dizer se essa terra pode ter o reconhecimento ou não, relativamente ao fazendeiro. E o pior: se, em 2 anos, o Congresso não se posicionar, ocorre aprovação tácita. Aqui ninguém é ingênuo, não é? Se a terrinha for de fazendeiro, vai dar um jeito para que não haja posicionamento. Passam-se 2 anos, ocorre tacitamente a aprovação dessa terra. Estamos virando cartório de registro de imóveis. É um absurdo! Eu quero sim, fazer um apelo para que haja georreferenciamento, encaminhamento de estudos técnicos conforme os conceitos previstos pela Constituição, como respeito ao meio ambiente, produtividade, função social, ausência de trabalho análogo ao de escravo, a fim de ser dada a autorização, como no caso daqueles agricultores familiares que têm seu direito e devem ter esse reconhecimento. Isto aqui não tem nada a ver com o pequeno agricultor que está dentro da lei, tem a ver exatamente com o agricultor que não tem o registro e a quem o Congresso outorgaria essa possibilidade. Esta Casa não pode se transformar num cartório de registro de imóveis. Obrigado, Presidente. - 09/12/2025
O Deputado orientou a bancada na votação do art. 2º-A do Substitutivo do Senado Federal apresentado ao Projeto de Lei nº 4.497, de 2024, que dispõe sobre a ratificação dos registros imobiliários decorrentes de alienações e concessões de terras públicas situadas nas faixas de fronteira e altera a Lei nº 13.178, de 22 de outubro de 2015.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Dispositivo legal,Substitutivo,Senado Federal,Projeto de lei ordinária,Federação Brasil da Esperança (FE BRASIL),Voto contrário
Ler a transcrição oficial
O SR. BOHN GASS (Bloco/PT - RS. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, nós orientamos "não", porque esse texto que veio do Senado prejudica o esforço que esta Câmara já fez para que, toda vez que houver o reconhecimento de uma terra em área de fronteira, ele seja feito dentro da lei, dentro das regras, respeitando-se o georreferenciamento, a questão da produtividade, a função social da terra. Espera-se que não se permita, neste caso, que grandes propriedades que não apresentarem o devido estudo sejam reconhecidas pelo Congresso Nacional. Esta Casa não pode virar um cartório de registro de imóveis. Não cabe essa aprovação . Orientamos "não" e assim votaremos. - 09/12/2025
O Deputado condenou a mera apresentação do cadastro do imóvel rural para comprovação da função social da propriedade necessária para a ratificação, prevista no Substitutivo do Senado Federal apresentado ao Projeto de Lei nº 4.497, de 2024, que dispõe sobre a ratificação dos registros imobiliários decorrentes de alienações e concessões de terras públicas situadas nas faixas de fronteira e altera a Lei nº 13.178, de 22 de outubro de 2015. Ademais, contestou como negacionista o discurso parlamentar que não reconhece a existência de trabalho escravo no País.
Palavras-chave oficiais: Substitutivo,Senado Federal,Regularização fundiária,Imóvel rural,Faixa de fronteira,comprovação,Função social da propriedade rural,cadastro,ratificação,Trabalho escravo,Discurso parlamentar
Ler a transcrição oficial
O SR. BOHN GASS (Bloco/PT - RS. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, eu gostaria de sugerir aos que tentaram inutilmente contestar meu argumento que leiam basta ler! O que está escrito? Que a observância da função social como pressuposto da ratificação é tida como satisfeita com a apresentação do cadastro de imóvel rural, sem outros documentos. Não leram e fazem um grande discurso. Quando eu disse e repito que só é preciso o cadastro, não estão aí as exigências mínimas para que uma terra tenha que produzir, que não pode ter trabalho análogo ao de escravo, que tem que respeitar o meio ambiente e ter função coletiva. Ora, no Brasil não há trabalho escravo? Volta e meia há notícia de trabalho escravo! Tapar o sol com a peneira, ser negacionista e descumprir a Constituição é uma pouca vergonha! - 09/12/2025
O Deputado orientou a bancada na votação do inciso VI do art. 1º da Lei nº 13.178, de 2015, alterada pelo art. 2º do Substitutivo do Senado Federal apresentado ao Projeto de Lei nº 4.497, de 2024, que dispõe sobre a ratificação dos registros imobiliários decorrentes de alienações e concessões de terras públicas situadas nas faixas de fronteira e altera a Lei nº 13.178, de 22 de outubro de 2015.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Dispositivo legal,Substitutivo,Senado Federal,Projeto de lei ordinária,Partido dos Trabalhadores (PT),Voto contrário
Ler a transcrição oficial
O SR. BOHN GASS (Bloco/PT - RS. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, o texto permite a seguinte interpretação: pode haver trabalho escravo, pode não respeitar o meio ambiente. Isso está escrito, é só ler. Mas alguns não querem ler, são negacionistas. Pode, então, haver trabalho escravo, pode agredir o meio ambiente, não precisa cumprir a função social um simples registro. Não é possível que o Congresso faça esse atentado contra terras que têm que servir para a coletividade! Nós tínhamos colocado critérios maiores na Câmara. O Senado fez alterações. Nós estamos votando aqui contra as alterações que o Senado fez, que permitem esse tipo de grilagem, por meio de interpretação. Portanto, nós somos contra as alterações do Senado, para manter o que nós fizemos aqui, que é garantir a lei, com critério, para a terra ter função social. - 09/12/2025
O Deputado encaminhou a votação do inciso VI do Art. 1º da Lei 13.178, de 2015, alterada pelo Art. 2º do Substitutivo do Senado Federal apresentado ao Projeto de Lei nº 4.497, de 2024, que dispõe sobre a ratificação dos registros imobiliários decorrentes de alienações e concessões de terras públicas situadas nas faixas de fronteira e altera a Lei nº 13.178, de 2015. Por fim, abordou o que chamou de desrespeito constitucional observado em defesas de anistia a envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro e afirmou que o Congresso não pode “rasgar” princípios definidos pela Carta de 1988.
Palavras-chave oficiais: Encaminhamento de votação,Dispositivo legal,Substitutivo,Senado Federal,Projeto de lei ordinária,favorável anistia,Tentativa (crime),Golpe de Estado (crime),Inconstitucionalidade,Democracia
Ler a transcrição oficial
O SR. BOHN GASS (Bloco/PT - RS. Sem revisão do orador.) - Colegas Deputados, o que diz a Constituição sobre critérios para que a terra possa ser considerada de função social? São praticamente quatro pontos. Primeiro, que ela possa ter produtividade. Segundo lugar, que o meio ambiente seja respeitado. Terceiro lugar, para uma terra ter função social, que ela não tenha trabalho escravo. Em quarto lugar, que ela colabore com o bem-estar social da coletividade. O que está escrito no texto que veio do Senado? Basta ter o cadastro, não preenchendo esses requisitos. Portanto, está fora da Constituição. O fato de nós permitirmos que alguém possa ter o reconhecimento da sua terra em área de fronteira, inclusive acima de 2.500 hectares... Nós não estamos falando de um pequeno terreno, do lote de um agricultor familiar, de alguém que está fazendo sua sobrevivência. Não! Nós estamos falando de áreas extensas, que podem, pela simples autodeclaração do seu cadastro, não cumprindo o que diz a lei, ter o reconhecimento de terra em área de fronteira. Eu quero alertar os colegas Deputados que nós estamos votando contra a Constituição. Eu compreendo que vocês não gostam de respeitar a Constituição, porque vocês pedem anistia para criminoso, para quem atentou contra a democracia, para quem fez terrorismo, para quem quebrou esta Casa, para quem quebrou o Palácio, para quem agrediu o Supremo Tribunal Federal, para quem fez o plano Punhal Verde e Amarelo para assassinar Presidente. Eu sei que vocês não gostam da Constituição. Vocês gostam de falar de Ulysses Guimarães, mas vocês precisam cumprir o que Ulysses Guimarães defendia, que é a democracia, que é a Constituição, feita a duras penas, lembrando históricos, acadêmicos, populares, com a população debatendo, para termos uma Constituição. Agora nós estamos rasgando a Constituição. Nós fomos eleitos para cumprir a Constituição, e não para rasgá-la. Pedir anistia e não permitir que a Constituição seja cumprida, neste caso de reconhecimento de terras em área de fronteira, é desrespeitar a Constituição brasileira. - 09/12/2025
O Deputado orientou a bancada na votação do Substitutivo do Senado Federal ao Projeto de Lei nº 4.497, de 2024, que dispõe sobre a ratificação dos registros imobiliários decorrentes de alienações e concessões de terras públicas situadas nas faixas de fronteira e altera a Lei nº 13.178, de 2015. Em seguida, criticou o Congresso, afirmando que a Casa tem dado demonstrações de ser “inimiga do povo” ao apoiar anistia para criminosos, blindagem e impunidade, enquanto evita enfrentar interesses de super-ricos e grandes empresas como as casas de apostas. Por fim, afirmou que a população percebe essas incoerências.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Substitutivo,Senado Federal,Projeto de lei ordinária,Federação Brasil da Esperança (FE BRASIL),Voto contrário Congresso Nacional,Pauta (processo legislativo),Opinião pública,População
Ler a transcrição oficial
O SR. BOHN GASS (Bloco/PT - RS. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, nós tínhamos votado para que essa área tivesse função social e não fosse permitida a grilagem deliberada, que é o que o Senado fez. Por isso, nós vamos votar "não". Mas é preciso refletir, porque muitas vezes o povo reclama lá fora dizendo que esta Casa é inimiga do povo. O Congresso está dando mostras concretas de que ele é inimigo do povo. No momento de se votar a anistia para criminosos, a Casa vota do lado da anistia dos criminosos; para fazer blindagem, defender a impunidade, ela vota a favor da impunidade. Quando é para taxar os super-ricos ou as bets, aí não, mexe nos grandões. "Eles são nossos amigos. Não pode!" O povo está enxergando! Agora, há Parlamentares que já deveriam ter perdido o mandato. Contra esses; não se faz nada; mas, contra um Parlamentar aqui, quer igualá-lo. Então, o povo está enxergando. - 09/12/2025
O Deputado discutiu o Projeto de Lei nº 4.497, de 2024, que dispõe sobre a ratificação dos registros imobiliários decorrentes de alienações e concessões de terras públicas situadas nas faixas de fronteira e altera a Lei nº 13.178, de 22 de outubro de 2015.
Palavras-chave oficiais: Discussão,Projeto de lei ordinária,contrário
Ler a transcrição oficial
O SR. BOHN GASS (Bloco/PT - RS. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, eu também quero fazer coro com todos aqueles que já falaram aqui e dizer que não tem nenhum sentido nós darmos continuidade a esta sessão. O projeto que nós vamos votar pode garantir a grilagem de terra em até 140 milhões de hectares. Nesse ambiente, na regularização das terras situadas na faixa de até 150 quilômetros da fronteira, onde alguém possui uma terra que não está devidamente registrada, com a votação que já havíamos feito na Câmara, teriam que identificar a função social, alegar o motivo e provar o registro perante órgãos oficiais. O Senado, infelizmente, detonou essa possibilidade. O Senado alterou a previsão sobre a regularização automática: em vez de alcançar propriedades de até quinze módulos rurais, passou essa previsão para 2.500 hectares. E ainda cometeu outro absurdo: aqueles que têm terras com área acima de 2.500 hectares nessas regiões não precisarão passar pelo Incra ou por qualquer outro órgão, apresentarão a sua documentação e enviarão à Câmara dos Deputados, que será a responsável por dizer que o fazendeiro tem terra grilada. E isso vamos votar no dia em que a pauta desta Casa prevê a votação da cassação de uma Deputada criminosa, que está refugiada, atuando contra o Brasil, e contra o colega Deputado Glauber Braga. Colocar este projeto em pauta, Presidente, na mesma Ordem do Dia, é inaceitável! E também é inaceitável ter a Polícia impedindo que a imprensa registre o desastre que foi a violência cometida contra os Parlamentares que foram feridos esta tarde. E também é inaceitável querer votar a anistia para quem cometeu crime. Então, não temos razão para votar agora grilagem em favor de fazendeiros, quando os Deputados vão se tornar exatores de contabilidade para escrituras de terras. Não é possível, Presidente! Esta sessão deve ser suspensa. - 09/12/2025
O Deputado celebrou a decisão judicial que determinou ao ex-Procurador da República e ex-Deputado Federal cassado Deltan Dallagnol o depósito de 146 mil reais ao Presidente Lula, destacando que a condenação decorre do powerpoint apresentado em 2016 para imputar crimes inexistentes. Ademais, afirmou que calúnia é crime, e que tanto Deltan quanto o ex-Ministro da Justiça Sergio Moro agiram como se estivessem acima da lei. Ao final, ressaltou que a legislação se aplica a todos e manifestou expectativa de responsabilização futura de Moro.
Palavras-chave oficiais: Decisão judicial,Condenação,Ex-,Procurador da República,Ex-deputado federal,Indenização (vantagem pecuniária),Presidente da República,Calúnia,Ex-ministro de Estado,responsabilização,Igualdade perante a lei
Ler a transcrição oficial
O SR. BOHN GASS (Bloco/PT - RS. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente Glauber Braga. Calúnia não é opinião, é crime. O ex-procurador chefe da farsa-jato, o Deputado Federal cassado Deltan Dallagnol, acaba de depositar 146 mil, que serão repassados ao Presidente Lula pela Justiça brasileira. Sim, Deltan foi devidamente condenado, por quê? Por causa daquele powerpoint canalha que apresentou em 2016 na tentativa de acusar Lula de crimes que ele não tinha cometido. Eu celebro esse fato, sim, porque ele define uma diferença muito importante. Calúnia não é liberdade de expressão. Deltan era Procurador, ele deveria saber disso. E, se não sabia, deveria ter sido alertado. Mas os dois, ele e o Moro, estavam cheios de si com a ideia falsa... Deltan e Moro estavam cheios de si com a ideia falsa de que eram heróis e, por isso, nem precisariam se preocupar com a lei. Aqui temos uma lição. A lei é para todos. Ninguém pode causar danos morais a outra pessoa sem ser impune. Deltan já foi, e eu espero que um dia a Justiça também leve o Moro, que cometeu esse mesmo tipo de atitude. - 03/12/2025
O Deputado destacou que o Governo Federal retomou as investigações sobre práticas de dumping na importação de leite, atendendo a demandas de cooperativas e produtores. Informou que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços reativou um grupo interministerial para apurar indícios de concorrência desleal envolvendo países do Mercosul, como Argentina e Uruguai. Também afirmou que a entrada de leite importado pressionou o setor nacional e levou muitos produtores a abandonar a atividade, especialmente no Rio Grande do Sul. Ao final, defendeu medidas adicionais, como incentivos para a compra de leite em pó nacional e maior aquisição pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar, para garantir renda ao produtor e preço justo ao consumidor.
Palavras-chave oficiais: Governo federal,Leite,Importação,Dumping,investigação,Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços,Mercado Comum do Sul (Mercosul),Concorrência desleal,Rio Grande do Sul,Prejuízo,Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae),Aquisição
Ler a transcrição oficial
O SR. BOHN GASS (Bloco/PT - RS. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, o Ministro Geraldo Alckmin tomou uma atitude correta. Ao atender a um pedido de cooperativas e produtores de leite brasileiros, o Governo vai retomar e reforçar a investigação sobre práticas de dumping, de concorrência desleal na importação do leite. O setor leiteiro é categórico: há prática de dumping por parte de outros países do Mercosul, como Argentina e Uruguai. O Governo brasileiro já vinha investigando isso, e, a partir do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, montou-se um grupo interministerial para retomar a busca de provas dessa prática desleal do comércio. Na prática, o Governo aumenta o rigor sobre as importações, porque a situação dos produtores de leite brasileiros fica muito difícil com a entrada de leite de outros países. Eu sou testemunha disso. No meu Estado do Rio Grande do Sul, muita gente parou de produzir leite. O preço pago ao produtor é muito baixo. Quero dizer que o Governo age bem, mas nós precisamos de mais medidas, precisamos debater, por exemplo, a concessão de benefícios para quem compra leite em pó nacional, a ampliação da compra do leite no Programa Nacional de Alimentação Escolar, nos programas sociais, porque é fundamental garantir renda a quem produz e garantir um preço justo ao nosso consumidor. Esse tema do leite segue na nossa pauta, para ajudar nossos produtores. Obrigado, Presidente. - 02/12/2025
O Deputado defendeu a votação urgente do Projeto de Lei Complementar nº 125, de 2022, que institui o Código de Defesa do Contribuinte e trata do devedor contumaz. Ademais, destacou que cerca de 2 mil pessoas jurídicas acumulam dívida de 200 bilhões de reais com a União e que esse endividamento configura fraude profissional, sonegação e prática mafiosa. Ao final, elogiou a atuação da Receita Federal e da Polícia Federal nas operações em andamento contra esses fraudadores profissionais.
Palavras-chave oficiais: Projeto de lei complementar,Código de Defesa dos Contribuintes,Devedor contumaz,Dívida tributária,União,Fraude,Sonegação fiscal,Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil,Polícia Federal (PF),Operação policial,Votação,Pauta (processo legislativo)
Ler a transcrição oficial
O SR. BOHN GASS (Bloco/PT - RS. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, eu quero apenas registrar aqui que nós temos a necessidade de votar o projeto do devedor contumaz. Atenção para este número! Em torno de 2 mil CNPJs têm uma dívida com a União de 200 bilhões de reais. Essa coisa de ficar devendo é coisa de máfia, é negócio, é sonegação, é fraude profissional. Parabéns à Receita, que já está trabalhando em várias operações junto com a Polícia Federal, mas, neste caso, precisamos dar mais instrumentos para que o País possa ir atrás desses fraudadores profissionais, que fazem do não pagamento o seu negócio. Então, isso é fundamental. Faço esse registro para que a gente vote o mais rápido possível o projeto sobre o devedor contumaz. - 02/12/2025
O Deputado retificou a orientação da bancada na votação da Proposta de Emenda à Constituição nº 72, de 2023, que altera o art. 155 da Constituição Federal para conceder imunidade do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) aos veículos que especifica.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Proposta de Emenda à Constituição,Governo,Base de apoio político,Voto favorável,retificação
Ler a transcrição oficial
O SR. BOHN GASS (Bloco/PT - RS. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, quero apenas corrigir a orientação. O Governo orienta "sim", porque o Governo do Presidente Lula concorda com a isenção de IPVA para carros com idade superior a 20 anos em todo o País. Então, o Governo do Presidente Lula orienta "sim". - 02/12/2025
O Deputado orientou a bancada na votação da Proposta de Emenda à Constituição nº 72, de 2023, que altera o art. 155 da Constituição Federal para conceder imunidade do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) aos veículos que especifica. Em seguida, ressaltou que o Presidente Lula voltou a dialogar com Donald Trump para tratar das tarifas impostas pelos Estados Unidos, destacando que a interlocução anterior já havia reduzido barreiras comerciais e reforçado a soberania brasileira. Também disse que a medida trouxe efeitos positivos para a economia interna, como estabilidade, geração de empregos e fortalecimento democrático, em contraste com o “tarifaço” apoiado por setores da extrema direita. Além disso, afirmou que Lula apresentou ao Presidente americano ações do Brasil no enfrentamento às facções e ao tráfico. Por fim, defendeu a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição nº 18, de 2025, que altera os art. 21, art. 22, art. 23, art. 24 e art. 144 da Constituição, para dispor sobre competências da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios relativas à segurança pública, a denominada PEC da Segurança, como forma de integrar as forças policiais.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Proposta de Emenda à Constituição,Partido dos Trabalhadores (PT),Voto favorável Tarifa,Produto importado,Estados Unidos,Presidente,Barreira comercial,Soberania nacional,Geração de emprego,Política externa,Extrema direita,Tráfico de droga,Organização criminosa,Segurança pública,Diplomacia,Estabilidade econômica,Democracia Proposta de Emenda à Constituição,Segurança pública,Governo federal,Política de segurança pública
Ler a transcrição oficial
O SR. BOHN GASS (Bloco/PT - RS. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente Lula da Fonte, nós orientamos favoravelmente, mas gostaria de fazer outro registro aqui hoje. O Presidente Lula conversou com o Trump. Já foram reduzidas as tarifas impostas pelos Estados Unidos, exatamente em defesa da soberania do nosso País. Isso produziu resultados positivos, tanto do ponto de vista da defesa da democracia quanto internamente: crescimento econômico, estabilidade, segurança interna e geração de empregos no Brasil. E nós nos preocupamos com esse tarifaço que a extrema direita a mesma que aplaude o Trump comemorou contra a indústria brasileira, contra o emprego brasileiro. O Presidente Lula voltou a falar com o Trump, desta vez dizendo que nós estamos aqui não nesse modelo de narcotráfico do qual ele se utiliza para se impor como império, mas que também temos ações concretas contra facções e contra o tráfico aqui no Brasil. Queremos, mais do que nunca, aprovar a PEC da Segurança, porque ela trata da integração inteligente, e não desastrosa, como ocorreu no caso do Rio de Janeiro, das polícias, permitindo uma atuação realmente eficaz contra quem comete escândalos, violência ou crimes no País. Portanto, esse gesto do Presidente Lula ao dialogar com o Trump demonstra, mais uma vez, a soberania do Brasil. O PT orienta sim. - 27/11/2025
O Deputado afirmou que a realização da COP 30 no Brasil reforçava a necessidade de compromisso com metas climáticas e com a alocação de recursos pelos países mais responsáveis pela poluição histórica. Destacou que justiça ambiental e justiça social eram interdependentes e defendeu políticas que mantivessem florestas em pé, com manejo sustentável e geração de renda. Criticou a flexibilização do licenciamento ambiental aprovada pelo Congresso, apontando riscos na redução de Estudos de Impacto Ambiental. Ao justificar os vetos do Presidente Lula ao Projeto de Lei nº 2.159, de 2021, que dispõe sobre o licenciamento ambiental, regulamenta o inciso IV do § 1º do art. 225 da Constituição Federal, e dá outras providências. Mencionou a importância do Conama, da proteção de comunidades originárias e da atuação de órgãos como Funai, ICMBio, Ibama e Iphan. Também alertou para a preservação da Mata Atlântica e defendeu a manutenção dos vetos.
Palavras-chave oficiais: Projeto de lei ordinária,alteração,Licenciamento ambiental,Veto presidencial,Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança de Clima (COP) (30:2025, Belém (PA)).
Ler a transcrição oficial
O SR. BOHN GASS (Bloco/PT - RS. Para discutir. Sem revisão do orador.) Sr. Presidente, colegas Deputados e Deputadas, Senadores, o Brasil sediou a COP 30. O mundo inteiro estava reunido, debatendo mitigações e prevenções frente à maior crise climática que a humanidade está vivendo. Nesse momento, o grande debate que estava posto nessa COP, na Amazônia que é outro processo importante, sem discriminação, em fazer no Brasil, em fazer na Amazônia, reunindo mais de 190 nações com recursos que nós desejávamos que fossem maiores, sim , era para que, dentro dos propósitos, dos acordos firmados em Kyoto e Paris, nas conferências anteriores, de fato, houvesse, por parte dos países, alocação de recursos e, principalmente, dos países e das nações que tiveram os seus modelos industriais e agrícolas mais degradadores em relação ao meio ambiente, que fossem eles que colocassem mais recursos e que os países assumissem nos seus NDCs que exatamente são suas metas de diminuição de envio de gases de efeito estufa. Então, neste momento em que o mundo realizou e realizou no Brasil a COP, com desafios enormes para nós termos sustentação, sustentabilidade, a biodiversidade respeitada, sabendo que justiça social só acontecerá com justiça ambiental e justiça ambiental só acontecerá com justiça social, é fundamental que a gente tenha projetos que preservem a natureza, que mantenham as florestas em pé e que façam, a partir desse uso, manejo sustentável, exatamente um desenvolvimento gerando renda, mas mantendo e preservando o que é necessário para a sustentabilidade ambiental. Nesta conjuntura, este Congresso, na Câmara e no Senado, aprovou uma flexibilização em relação ao licenciamento ambiental. E o que é central no licenciamento ambiental, que é exatamente o Estudo de Impacto Ambiental, ficou frouxo em alguns casos e, em muitos casos, não vai acontecer Estudo de Impacto Ambiental. O que fez o Presidente Lula? Responsavelmente, como é regra mundial... A regra mundial é a preocupação com o clima. Nós estamos sofrendo não só com o tornado recente agora no Paraná, mas nós tivemos rios secando na Amazônia rios secando na Amazônia , o Rio Grande do Sul coberto por água e, em outros momentos, secas e estiagens longas. Então, há a preocupação ambiental. Os sinais que são dados são evidentes. Há um aquecimento global. Então, quando nós formos desenvolver obras que são importantes, elas precisam respeitar o licenciamento, elas precisam ter o Estudo de Impacto Ambiental, o EIA/Rima. E, com a frouxidão que foi botada aqui, na Câmara e no Senado, foram necessários os vetos, e o Lula fez os vetos. Os 63 vetos colocados são exatamente para nós termos uma presença do Conama, para que a gente não deixe aos estados, ao bel-prazer, uma flexibilização feita só pelos órgãos estaduais. Então, nós temos que retomar uma força nacional do Conselho Nacional do Meio Ambiente, das regras nacionais. Ao mesmo tempo, a licença por adesão e compromisso (LAC) não pode não obedecer às regras básicas que façam os Estudos de Impacto Ambiental, não podem ser autolicenciamentos apenas. Nós precisamos ter respeito às comunidades originárias, que, atingidas, precisam ser ouvidas. Nós não podemos excluir as posições da Funai, do ICMBio, do próprio Ibama, do Iphan. Tem situações em que nós temos patrimônio histórico que será destruído se nós não ouvirmos mais o Iphan. Então, esses aspectos todos, e eu concluo, Presidente... (Interrupção do som.) O SR. BOHN GASS (Bloco/PT - RS) Para concluir, Presidente. (Fora do microfone.) Apenas 30 segundos para concluir. Esses aspectos todos precisam ser preservados, como também é o caso da Mata Atlântica. Nós não podemos destruir a nossa Mata Atlântica. Então, nesse sentido, nós estamos aqui para defender, sim, a manutenção dos vetos, porque eles dão segurança, numa crise mundial climática, para que nós façamos licenciamentos com Estudos de Impacto Ambiental. Era isso, Sr. Presidente. - 27/11/2025outros
O Deputado afirmou que a sanção do Projeto de Lei nº 1.087, de 2025, que altera a legislação do imposto sobre a renda para instituir a redução do imposto devido nas bases de cálculo mensal e anual e a tributação mínima para as pessoas físicas que auferem altas rendas, representou um compromisso do governo com trabalhadores. Destacou que a medida corrigiu a falta de atualização da tabela durante sete anos, período em que mais de 10 milhões de brasileiros passaram a pagar o tributo. Informou que a mudança ampliou a justiça tributária, injetou recursos na economia e beneficiou cerca de 20 milhões de pessoas, com entrada em vigor prevista para janeiro de 2026. Defendeu a manutenção dos vetos do Projeto de Lei nº 2.159, de 2021, que dispõe sobre o licenciamento ambiental, regulamenta o inciso IV do § 1º do art. 225 da Constituição Federal, citando crises climáticas recentes e a necessidade de estudos de impacto, além da atuação de órgãos como Conama, ICMBio, Ifam e Funai.
Palavras-chave oficiais: Projeto de lei ordinária,Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas Mínimo (IRPFM),Sanção presidencial,Justiça tributária Projeto de lei ordinária,alteração,Licenciamento ambiental,Veto presidencial,manutenção
Ler a transcrição oficial
O SR. BOHN GASS (Bloco/PT - RS. Para discursar. Sem revisão do orador.) Obrigado, Presidente do Congresso Nacional, Senador Davi Alcolumbre, Senadores, Senadoras, colegas Deputados e Deputadas. Quero, antes de entrar na pauta específica dos vetos em relação ao tema ambiental, falar da importância política do momento que estamos vivendo a partir da sanção, no dia de ontem, da isenção dos R$5 mil reais do Imposto de Renda. Esta Casa... Aliás, as duas casas, Câmara e Senado, votaram o projeto do Presidente Lula, que era um compromisso com os trabalhadores deste país, na sua grande maioria. Nós vamos atingir 20 milhões de brasileiros que estavam pagando Imposto de Renda. E a tabela do Imposto de Renda, quando o Presidente Lula assumiu, era a partir de R$1,9 mil, pelo fato de o Governo anterior não ter reajustado a tabela do Imposto de Renda. Ficaram sete anos sem atualização da tabela do Imposto de Renda, e só isso fez com que mais de 10 milhões de brasileiros passassem a pagar Imposto de Renda que não pagavam ; ou seja, o Governo passado fez mais de 10 milhões pagarem imposto. E o Presidente Lula, imediatamente, jogou para dois salários mínimos. Então, passa de R$3 mil a isenção que nós temos até o momento, mas o projeto foi de isentar até R$5 mil. E essa proposta foi aprovada por unanimidade. Projetos tão importantes, mesmo que tenham contrariedade... Os Deputados e Senadores foram forçados a votar favoravelmente, pela qualidade do projeto que o Presidente Lula apresentou. Está fazendo uma justiça tributária, fazendo com que as pessoas que pagavam o Leão, pagavam Imposto de Renda. E isso não gerava, diretamente, recursos na economia, para comprar mais comida, para fazer mais atividades para a educação, para a cultura, para qualquer atividade. Esse dinheiro não era injetado na economia. E ele passa pelo fato de as pessoas ficarem com esse recurso, que vai ser de R$200, R$300 ou R$400 por mês, o que, por ano, vai dar R$1 mil, R$2 mil, R$3 mil, R$4 mil, com o décimo terceiro e o décimo quarto, que nós passaremos a ter a partir do ano que vem. Essa lei, agora sancionada pelo Presidente Lula, entra em vigor dia 1º de janeiro de 2026, e nós passaremos a ter esse grandíssimo benefício direto para as pessoas e para a economia, ainda tendo um sinal fortíssimo na questão da Justiça tributária. E o Presidente Lula, na sua fala ontem, disse que, além de fazer esta grande ação para o nosso país e para as pessoas, vão ser R$27 bilhões que vão estar gerando na economia e que, com a Justiça tributária, vão fazer com que 140 mil pessoas que têm altíssimos salários e que não estão fazendo a contribuição passem a contribuir. Então, esse é para mim um fato histórico, que quero registrar nesta sessão do Congresso Nacional. E o segundo aspecto é a votação dos vetos. Frente a tantas crises climáticas, frente às enchentes que nós sofremos no Sul, frente às secas que houve no Norte, frente aos tornados, agora, que houve recentemente no Paraná e frente ao aquecimento global, frente a um modelo tão agressivo ao meio ambiente, nós precisamos ter todo o zelo e cuidado. Então, qualquer atividade do licenciamento ambiental deve ter os seus estudos dos impactos ambientais. E a forma como foi votado o processo do licenciamento, que ficou conhecido como o PL da devastação... Ele foi necessário ser corrigido; e a forma de ser corrigido pelo Presidente Lula foi colocar os vetos. E esses vetos precisam ser mantidos. Nós não podemos passar para a sociedade, ainda mais depois de uma COP, e prejudicar o meio ambiente, e não termos um programa vigoroso de estudo do EIA/Rima (Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental). Não é possível nós enfraquecermos as ações do Conama. Não é possível nós não ouvirmos o que o ICMBio, o que o Ifam e o que a Funai têm a dizer sobre os impactos ambientais. Então, esse processo precisa ser aqui avaliado, e com profundidade, e nós vamos trabalhar com toda a força para mantermos os vetos colocados pelo Presidente Lula, para mantermos um equilíbrio ambiental frente à grave crise climática que nós estamos vivendo. Então, esse é o grande debate, e é pela manutenção dos vetos. - 26/11/2025
O Deputado afirmou que a sanção do Projeto de Lei nº 1.087, de 2025, que altera a legislação do imposto sobre a renda para instituir a redução do imposto devido nas bases de cálculo mensal e anual e a tributação mínima para as pessoas físicas que auferem altas rendas, e dá outras providências, representou o cumprimento de um compromisso do Presidente Lula. Destacou que trabalhadores com renda entre 5 mil e 7.350 reais passariam a pagar menos, o que ampliou o poder de compra e beneficiou comércio e indústria. Afirmou que a mudança promoveu justiça tributária, ao direcionar a cobrança para salários mais altos que antes contribuíam menos. Ressaltou que a medida integrou o conjunto da reforma tributária, estimulou a economia e garantiu alívio financeiro para a maioria da população.
Palavras-chave oficiais: Projeto de lei ordinária,Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas Mínimo (IRPFM),Sanção presidencial,Justiça tributária
Ler a transcrição oficial
O SR. BOHN GASS (Bloco/PT - RS. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente. Vinte milhões de brasileiros não vão mais pagar Imposto de Renda. Haverá isenção para quem ganha até 5 mil reais mensais, e, para quem ganha entre 5 mil reais a 7.350 reais mensais, haverá desconto, vão pagar menos. Isso é um benefício para as pessoas. Trata-se de um compromisso do Lula, que se comprometeu e cumpriu, e nós aprovamos isso aqui. Esse recurso vai para as pessoas, vai para o comércio, vai para a indústria, vai gerar emprego e vai começar a fazer justiça tributária neste País. Nós não estamos nos dando conta disso. Quem vai pagar essa conta são os altíssimos salários. Eles vão pagar algo que não pagavam. Então, nós vamos fazer pagar quem não pagou, quem tem muito, para que a maioria das pessoas que estavam pagando possa estar isenta. Esse é um golaço, é um acerto na questão da reforma tributária, do benefício para as pessoas, do aquecimento da economia. Então, sob todos os aspectos, é mais um compromisso do Presidente Lula que foi assumido e está sendo cumprido. Parabéns, Presidente Lula! Isenção do Imposto de Renda! - 25/11/2025
O Deputado registrou a presença do Vereador Dr. Veleda, de São Luiz Gonzaga (RS), e do Vereador Professor Kleiton, de Alvorada (RS), que estiveram em Brasília em articulações junto a Ministérios e acompanhando os trabalhos da Câmara. Destacou que ambos participarão da cerimônia em que o Presidente Lula sancionará o Projeto de lei nº 1.087, de 2025, aprovado pelo Congresso que isentou do Imposto de Renda trabalhadores com renda de até 5 mil reais. Ressaltou que a medida ampliaria o poder de compra e impulsionaria a economia local.
Palavras-chave oficiais: São Luiz Gonzaga (RS),Alvorada (RS),Vereador,Plenário,Saudação Projeto de lei ordinária,Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas Mínimo (IRPFM),isenção,Contribuinte de alta renda,Tributação,Sanção presidencial
Ler a transcrição oficial
O SR. BOHN GASS (Bloco/PT - RS. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, apenas quero registrar a importante presença do Vereador Dr. Veleda, de São Luiz Gonzaga, no Rio Grande do Sul, e também do Vereador Professor Kleiton, de Alvorada, que estão aqui em diversas articulações nos Ministérios, acompanhando os nossos trabalhos e que participarão amanhã, com o Presidente Lula, da sanção do projeto que esta Casa e o Senado já aprovaram que isenta de Imposto de Renda todos os trabalhadores do Brasil que ganham até 5 mil reais. Esse é um benefício concedido pelo Presidente Lula a todas as pessoas que, ao deixarem de pagar o Imposto de Renda, vão ter mais dinheiro para si, o que vai fazer girar a economia na indústria, no comércio, nas lojas e nas cidades. Então, eu quero parabenizar o Vereador Professor Kleiton pelo trabalho em Alvorada e o Vereador Veleda pelo trabalho em São Luiz Gonzaga. Quero dizer que nós do Rio Grande do Sul ficamos felizes pelo trabalho que eles desenvolvem e por registrar isto neste momento da sessão da Câmara dos Deputados. Obrigado, Presidente. - 25/11/2025Breves Comunicações
O Deputado registrou a determinação judicial que impôs pena a Jair Bolsonaro e generais e elogiou o trabalho da Polícia Federal. Destacou operações como a Carbono Oculto, que investigou esquemas de lavagem ligados ao crime organizado e atingiu setores considerados influentes, incluindo o Banco Master. Afirmou que os resultados ocorreram porque a corporação atuou com autonomia durante o Governo Lula. Associou a radicalização da Extrema Direita aos avanços das investigações e citou iniciativas legislativas que buscaram limitar a atuação da Polícia Federal. Também mencionou Parlamentares foragidos e criticou tentativas de anistiar envolvidos em ataques à democracia. Encerrou defendendo a continuidade do enfrentamento ao crime.
Palavras-chave oficiais: Ex-presidente da República,General de exército,Prisão,Golpe de Estado,Extrema direita Polícia Federal (PF),Operação policial,combate,Crime organizado,Elogio
Ler a transcrição oficial
O SR. BOHN GASS (Bloco/PT - RS. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Presidente, Deputado Otoni de Paula. Colegas Deputados, hoje a Justiça determina o cumprimento da pena de cadeia de 27 anos e 3 meses por Jair Messias Bolsonaro e outros generais. Mas eu não quero falar disto agora, eu quero falar da Polícia Federal, eu quero elogiar a Polícia Federal pelo serviço inestimável que vem prestando ao Brasil. Vejam, por exemplo, a Operação Carbono Oculto, que revelou uma verdadeira máfia no setor de combustíveis, uma máfia que lavava dinheiro para o crime organizado. Essa operação pegou gente poderosa. Este é um exemplo de competência da Polícia Federal, que hoje avança não só sobre as facções criminosas, mas também sobre um banco inteiro, o Master, e desmonta um esquema típico de organização criminosa. Mas, gente, isso só foi possível porque a Polícia Federal tem liberdade para seguir o dinheiro, para investigar ricos e intocáveis. Agora não há telefonema de Presidente para proteger filho de amigo. Com Lula, a Polícia Federal não pede licença a político nenhum para agir. Aí entramos na política. Por que justamente agora vemos a radicalização da extrema direita nesta Casa? Não é estranho que esse grupo passe a atacar a Polícia Federal justamente quando ela atinge o crime organizado? Notem: foi a extrema direita que aprovou a PEC da blindagem e foi a mesma extrema direita que estragou o PL Antifacção do Lula, retirando recursos da Polícia Federal. Aliás, são da extrema direita três Deputados que hoje estão foragidos, e esta Casa deve resposta ao povo brasileiro sobre isso. Até quando a Carla Zambelli, até quando o Eduardo Bolsonaro, até quando o Delegado Ramagem vão continuar sendo sustentados pelo povo brasileiro e foragidos do Brasil? Ah! E não esqueçamos: foi a extrema direita que sequestrou este plenário para tentar aprovar a anistia aos golpistas. Então, povo brasileiro, perceba a ligação que existe. No mesmo momento em que a Polícia Federal, livre e autônoma, como deve ser, prende banqueiro rico, produz provas irrefutáveis de uma tentativa de golpe e ataca de fato o crime organizado, o que faz a extrema direita? Projetos de lei que têm um único objetivo: fazer a impunidade acontecer. Fica evidente que a radicalização da extrema direita não é patriotismo coisa nenhuma, é pânico. Os ataques à Polícia Federal são feitos porque ela está chegando forte ao crime do morro, mas também ao crime dos colarinhos-brancos. Então, é isto: de um lado o Governo Lula cria mecanismos e tem a coragem de enfrentar os grandes e históricos criminosos do Brasil, e do outro lado a turma desesperada da extrema direita trabalha a impunidade e pede anistia. Inaceitável essa postura deles... (Desligamento do microfone.) Peço que seja divulgado este pronunciamento no programa A Voz do Brasil. Obrigado, Presidente.
Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 14/12/2011 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.