Pular para o conteúdo
Detector de Bananada
Foto de Assis Carvalho

Deputado · Câmara

Assis Carvalho

PT · PI

Esquerdapor que esse rótulo?Fora de exercício

Nome civil: Francisco de Assis Carvalho Gonçalves

Baixar imagem para storyComparar com…

Bananômetro

Bananômetro: Dados insuficientes0406080100?

—/100

Dados insuficientes

Ainda não há dados suficientes para dar uma nota.

Por que essa nota?

O detalhamento da nota ainda não está disponível para este período.

A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?

Personalizar pesos

Números de Legislatura atual (2023–2027)

Sem números neste período

Não há dados de Assis Carvalho para este período. Escolha outro período acima.

45 discursos na tribuna · de 06/02/2019 a 24/06/2020.

  • 26/03/2019

    Defesa de inclusão na pauta e aprovação do requerimento de tramitação em regime de urgência da Proposta de Emenda à Constituição nº 22, de 2011, sobre a responsabilidade financeira da União pela política remuneratória e valorização dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias. Apoio à aprovação da propositura. Gestão caótica do Presidente Jair Bolsonaro. Aplausos à Presidência pela inclusão na pauta da Proposta de Emenda à Constituição nº 2, de 2015, sobre a execução obrigatória de emendas parlamentares de bancada.

    Palavras-chave oficiais: PEC 22/2011, PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO, RESPONSABILIDADE, UNIÃO FEDERAL, ORÇAMENTO GERAL DA UNIÃO, PAGAMENTO, VENCIMENTOS, AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE, AGENTE DE COMBATE ÀS ENDEMIAS, PISO SALARIAL, ADICIONAL DE INSALUBRIDADE, APOSENTADORIA ESPECIAL, AUTORIZAÇÃO, ESTADOS, DISTRITO FEDERAL, MUNICÍPIOS, CRIAÇÃO, GRATIFICAÇÃO, INCENTIVO, VALORIZAÇÃO, SERVIDOR, REQUERIMENTO DE URGÊNCIA, APROVAÇÃO, PAUTA (PROCESSO LEGISLATIVO), INCLUSÃO, DEFESA. JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPUBLICA, GOVERNO FEDERAL, GESTÃO, CRÍTICA. PEC 2/2015, PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO, CONSTITUIÇÃO FEDERAL (1988), EMENDA COLETIVA. PROJETO DE LEI ORÇAMENTÁRIA, OBRIGATORIEDADE, EXECUÇÃO, PROGRAMAÇÃO ORÇAMENTÁRIA, DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA, PORCENTAGEM, RECEITA CORRENTE LÍQUIDA, EXERCÍCIO FINANCEIRO ANTERIOR, PAUTA (PROCESSO LEGISLATIVO), INCLUSÃO, AVALIAÇÃO POSITIVA.

    Ler a transcrição oficial
    O SR. ASSIS CARVALHO (PT - PI. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, eu quero me somar à luta dos agentes comunitários de saúde e de endemias. Eles estão reunidos aqui hoje em Brasília, tentam dar prosseguimento à tramitação da PEC 22/11. Peço a V.Exa. que a paute o mais rápido possível. Já temos aqui um requerimento do nosso querido Deputado Zé Neto, do PT da Bahia. Espero que possamos aprová-lo, assim como essa PEC, com certa celeridade. Sr. Presidente, também quero aproveitar para registrar esses 85 dias do desgoverno Bolsonaro. Praticamente não cabe mais nos dedos das mãos a quantidade de confusão gerada por ele e por seus filhos, inclusive agredindo, em alguns momentos, V.Exa. e esta Casa. Isso mostra que este Governo não tem condições de dirigir este País. Quero, portanto, me solidarizar com V.Exa. e, ao mesmo tempo, parabenizá-lo por colocar a PEC 2/15 em votação, o que reafirma a autonomia desta Casa.
  • 20/03/2019Pequeno Expediente

    Transcurso do 196 anos da Batalha do Jenipapo, ocorrida no Estado do Piauí. Acerto da criação da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social. Posicionamento do orador contrário à reforma previdenciária.

    Palavras-chave oficiais: BATALHA DO JENIPAPO (1823), PIAUI, HOMENAGEM. FRENTE PARLAMENTAR MISTA EM DEFESA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL, INSTALAÇÃO, PEC 6/2019, PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO, REFORMA PREVIDENCIÁRIA (2019).

    Ler a transcrição oficial
    O SR. ASSIS CARVALHO (PT - PI. Sem revisão do orador.) - Sra. Presidenta, quero dar como lido pronunciamento em que parabenizo o Congresso pelo lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social, que aconteceu nesta manhã, em evento que continua ao longo do dia com a realização de oficinas para discussão de vários temas. Quero reafirmar a minha posição contra esse retrocesso que traz tantos malefícios para o povo brasileiro. Aproveito também, Sra. Presidente, para dar como lido um registro sobre o dia 13 de março, em que nós lembramos os 196 anos da Batalha do Jenipapo, no Piauí. Não foi possível fazer esse registro na última quarta-feira, pois, devido à tragédia em Suzano, a sessão foi encerrada. Quero aproveitar para parabenizar esse povo bravo do meu Estado que naquela época enfrentou a colônia portuguesa, que sugava o sangue do povo brasileiro, como acontece hoje infelizmente com os norte-americanos, que repetem a mesma exploração do povo brasileiro. Agora nós estamos num Governo vassalo, que está de joelhos, entregando as nossas riquezas, entregando o nosso petróleo e perseguindo o povo brasileiro, por meio de reformas violentas e perigosas como essa. É um Governo que, além de entregar o nosso patrimônio para os norte-americanos, tenta roubar os nossos sonhos, o nosso direito à aposentadoria. A nossa posição é contra a reforma da Previdência e contra o entreguismo que acontece neste País. Sra. Presidente, gostaria meu pronunciamento fosse divulgado nos meios de comunicação desta Casa e no programa A Voz do Brasil. A SRA. PRESIDENTE (Geovania de Sá. Bloco/PSDB - SC) - Deferido o seu pedido, nobre Deputado. DISCURSOS NA ÍNTEGRA ENCAMINHADOS PELO SR. DEPUTADO ASSIS CARVALHO. Sra. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, na última semana, dia 13 de março, lembramos os 196 anos da Batalha do Jenipapo. Ainda hoje, esse acontecimento tem uma atualidade impressionante. Em 1823, havia a exploração e a dominação do povo brasileiro pela colônia portuguesa, que sugava nossas riquezas naturais. E isso levou os trabalhadores - nossos heróis e heroínas do Jenipapo - a enfrentar o exército fiel à Coroa Portuguesa para libertar o Brasil. Hoje, a entrega do patrimônio público a multinacionais e a submissão à política econômica norte-americana coloca-nos numa situação, guardadas as devidas proporções, bem parecida. Nossa democracia, os direitos trabalhistas, os direitos sociais, conquistados à custa de muita luta, estão destroçados. A independência, a emancipação, a liberdade e a soberania brasileira estão sob ameaça. O Governo bate continência para a bandeira americana, entrega o petróleo e quer entregar as empresas estatais de áreas estratégicas, destrói o incentivo ao desenvolvimento dos talentos nacionais, submete-se às regras da economia que favorece outros países em detrimento da produção brasileira. A tática do fascismo é intimidar os sindicatos; silenciar a Esquerda, jornalistas; criminalizar universidades, líderes e movimentos; manipular consciências para impedir que a realidade seja dita e que o povo se revolte. Mas os fascistas não terão êxito. Que o digam as heroínas e os heróis do Jenipapo, que falam hoje pela nossa boca. A história deles - negada, excluída e escondida - atravessou o tempo. Nem mesmo o poder e a violência da elite foram capazes de impedir e esconder o protagonismo popular na construção da independência do nosso País. A Batalha do Jenipapo é mais uma, dentre tantos episódios históricos, que não foi contada nos livros da história oficial durante muitos anos. Entretanto, isso não apagou a força transformadora dos combatentes pela liberdade que viviam nas províncias do Nordeste e Norte - Piauí, Maranhão, Ceará, Pará. E é este legado que fortalece a resistência popular de hoje à reforma trabalhista, à reforma da Previdência, à entrega do petróleo brasileiro às multinacionais e a todos os outros absurdos que temos vivenciado. Os heróis e heroínas anônimos da Batalha do Jenipapo mantêm-se vivos dentro de todos os que resistem ao fascismo e aos retrocessos de hoje. Em 1823, num confronto desigual - de velhas espadas, facas, pedras e paus contra canhões e armas pesadas -, nossos heróis e heroínas do Jenipapo foram massacrados, centenas perderam suas vidas e centenas foram para a prisão. Entretanto, a batalha enfraqueceu e impôs baixas ao exército português, além de ter encorajado outros movimentos. Em julho de 1823, Fidié e suas tropas foram forçados à rendição, e a independência do Brasil foi consolidada. Nos dias de hoje, cada batalha que vencemos vai formando a derrota do fascismo que se instalou no País. Fascismo esse que se alimenta do ódio e incita o ódio entre as pessoas. Precisamos combater essas atitudes. O fascismo será derrotado pelo povo brasileiro! Não duvido jamais do protagonismo popular na construção da soberania nacional. É o povo, com sua corajosa resistência, que vai trazer de volta tudo que lhe tem sido negado. Salve o 13 de Março de 1823! Salve a Batalha do Jenipapo! Salve o povo brasileiro! Muito obrigado. Sra. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, registro aqui o lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social, da qual sou integrante, reafirmando minha posição contra o retrocesso, contra a retirada de direitos dos trabalhadores. É fato que as condições do País modificam-se e que é preciso manter os olhos e a mente abertos para revisar leis. Mas é fato também que os legisladores precisam ter a sensibilidade de saber o que pode e o que não pode ser alterado. Essa reforma proposta por Bolsonaro concentra um número tal de retrocessos que a tornam impossível de ser aprovada. Destaco aqui alguns pontos, dentre muitos: - o aumento do tempo de contribuição e da idade mínima de trabalhadores rurais, desconsiderando as condições de trabalho dessa categoria; - a capitalização, que coloca a seguridade dos trabalhadores nas mãos dos banqueiros. Seria como colocar a raposa para tomar conta do galinheiro. No Chile, esse modelo implantado pelo ditador Augusto Pinochet transformou adultos de classe média em idosos pobres. E essa tragédia social é o futuro que o Governo Bolsonaro quer construir para os brasileiros e brasileiras; - a redução do Benefício de Prestação Continuada para idosos pobres, essa esmola de 400 reais que o Governo Bolsonaro quer impor; - a desvinculação dos benefícios assistenciais do salário mínimo. Senhores, o mínimo é o menor valor, é o piso. Os trabalhadores não podem estar abaixo disso. E há muito mais pontos de retrocessos. Essa reforma não acaba com privilégios, acaba com a aposentadoria, especialmente a aposentadoria de quem é pobre, de quem trabalha para construir este País. Não podemos abrir mão de nenhum direito. Somos parceiros dessa luta aqui no Parlamento. E nas ruas o povo vai se manifestar. Na próxima sexta-feira, 22 de março, haverá atos em todas as partes do Brasil. Junto com o povo, vamos derrotar a reforma da Previdência de Bolsonaro, que acaba com a aposentadoria de milhões de brasileiros, especialmente a dos mais pobres. Muito obrigado.
  • 26/02/2019

    Críticas à nota técnica publicada pelo Governo Jair Bolsonaro sobre alteração da Política Nacional de Saúde Mental e das Diretrizes da Política Nacional sobre Drogas. Preocupação com o possível uso indiscriminado de aparelhos de eletrochoque em pacientes do Sistema Único de Saúde - SUS. Avanços promovidos pela Rede de Atenção Psicossocial no Estado do Piauí. Homenagem póstuma ao Desembargador aposentado Lédio Rosa de Andrade, do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina.

    Palavras-chave oficiais: SAÚDE MENTAL, POLÍTICA NACIONAL ANTIDROGAS, ARMA DE ELETROCHOQUE, SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS), REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (RAPS), PIAUI. LÉDIO ROSA DE ANDRADE, DESEMBARGADOR , TRIBUNAL DE JUSTIÇA, SANTA CATARINA, HOMENAGEM PÓSTUMA.

    Ler a transcrição oficial
    O SR. ASSIS CARVALHO (PT - PI. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, eu venho a esta tribuna tratar da nota técnica publicada pelo Governo Bolsonaro que modifica a Política Nacional de Saúde Mental e as Diretrizes da Política Nacional sobre Drogas, incluindo a compra de aparelhos de eletrochoque para o SUS. Na prática, a medida presidencial decreta o fim da política que substituía hospitais psiquiátricos por serviços abertos como os CAPS - Centros de Atendimentos Psicossociais e garantia o atendimento humanizado dessas pessoas. O desincentivo à ampliação de leitos nos CAPS estimula o retorno à lógica manicomial, impulsiona a hospitalização e o tratamento desumanizado. E este modelo, que coloca o hospital no centro do cuidado em saúde mental, isola os pacientes e os mantém presos, em depósitos de pessoas, num sistema que não oferece boas condições de recuperação. É um modelo desumanizado no qual essas pessoas perdem a relação com os familiares. Por outro lado, o incentivo ao aumento dos CAPS e, consequentemente, o aumento dos leitos para atendimento às pessoas com transtorno mental descentralizam o tratamento e possibilitam que os pacientes possam ser tratados perto de seus familiares, sendo assistidos e tratados como seres humanos, garantindo-lhes dignidade. A Rede de Atenção Psicossocial trouxe diversos avanços ao sistema de saúde mental. No meu Estado, o Piauí, essa rede vem sendo construída a várias mãos, concretizando-se em avanços relevantes e possibilitando o atendimento humanizado. Podemos citar a expansão e descentralização do serviço de saúde mental para o interior, composta hoje por 66 CAPS. Também citamos a implantação de leitos de saúde mental em hospital geral. São mais de 40 leitos distribuídos em unidades de referência e regionais como Maternidade Evangelina Rosa, Hospital da PM, hospitais regionais de Oeiras, Bom Jesus, São Raimundo Nonato, Mocambinho e Paulistana. Foram feitos investimentos na qualificação de recursos humanos que atuam na Rede de Atenção Psicossocial do Estado, sendo mais de mil profissionais qualificados. Sobre o uso de eletrochoques nos tratamentos pelo SUS, há casos e protocolos para situações muito raras e gravíssimas, quando o paciente não responde a nenhuma medicação, nos casos de impossibilidade da pessoa usar remédios, risco de vida e de suicídio iminente. O grande problema é que, afrouxando esses critérios de uso, há risco de uso indiscriminado. Sr. Presidente, solicito que meu pronunciamento seja dado como lido. DISCURSO NA ÍNTEGRA ENCAMINHADO PELO SR. DEPUTADO ASSIS CARVALHO. Sra. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, há quase 1 mês, no dia 29 de janeiro, a democracia perdeu um grande defensor. Falo do Desembargador aposentado Lédio Rosa de Andrade, que faleceu aos 60 anos. Árduo companheiro na luta em defesa da democracia, Lédio foi candidato ao Senado pelo nosso Partido dos Trabalhadores (PT) nas últimas eleições. Ele foi professor do curso de direito da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e atuou, por 35 anos, no Poder Judiciário. Na década de 80, aos 23 anos, tornou-se o juiz mais jovem do Brasil. Magistrado de carreira, ele iniciou os trabalhos em setembro de 1982, lotado na Comarca de Araranguá. Aposentado como desembargador, ele também era escritor e tinha formação em psicologia. Como forma de homenagear esse grande companheiro, faço minhas as palavras que ele proferiu em sessão solene fúnebre do Conselho Universitário e do Conselho de Curadores da Universidade Federal de Santa Catarina, em homenagem ao Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo: Essa noite, com dificuldade de dormir, eu fiquei a pensar quanto a humanidade errou e não parou Hitler no tempo certo. Quanto a humanidade errou e não parou Mussolini no tempo certo. E fiquei pensando... Eles estão de volta. Será que nós vamos errar de novo e vamos deixar eles tomarem o poder? Para nós termos que trocar as flores por armas e fazer outra guerra para derrubá-los? Será que já não basta? Será que já não é hora de todos nós nos unirmos e exigirmos consequências? De irmos até as últimas consequências, pedindo que sejam apurados esses atos de arbitrariedade? Já não é hora? [...] Já estão levando não só os vizinhos, já estão levando nossos amigos próximos, e vão nos levar. A vida é isso, companheiros. É luta permanente. E a democracia não permite descanso. [...] Porcos e homens se confundem. Fascistas e democratas usam as mesmas togas. Eles estão de volta, temos que pará-los. Vamos derrubá-los novamente. Era essa a minha homenagem ao grande companheiro Lédio Rosa. Fica registrada aqui a minha preocupação com os rumos democráticos do nosso País. Sra. Presidente, continuaremos na luta em defesa da nossa democracia. Muito obrigado.
  • 26/02/2019Pequeno Expediente

    Homenagem póstuma ao Desembargador aposentado, Lédio Rosa de Andrade, do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina.

    Palavras-chave oficiais: LÉDIO ROSA DE ANDRADE, EX-DESEMBARGADOR, TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL, SANTA CATARINA, HOMENAGEM PÓSTUMA.

    Ler a transcrição oficial
    O SR. ASSIS CARVALHO (PT - PI. Sem revisão do orador.) - Obrigado, Sra. Presidente. No dia 29 de janeiro, o Brasil perdeu um grande defensor da democracia: o Sr. Lédio Rosa de Andrade. Transcrevo uma homenagem que ele prestou a Luiz Carlos Cancellier de Olivo: Essa noite, com dificuldade de dormir, eu fiquei a pensar quanto a humanidade errou e não parou Hitler no tempo certo. Quanto a humanidade errou e não parou Mussolini no tempo certo. E fiquei pensando... Eles estão de volta. Será que nós vamos errar de novo e vamos deixar eles tomarem o poder? Para nós termos que trocar as flores por armas e fazer outra guerra para derrubá-los? Será que já não basta? Será que já não é hora de todos nós nos unirmos e exigirmos consequências? De irmos até as últimas consequências, pedindo que sejam apurados esses atos de arbitrariedade? Já não é hora? [...] Já estão levando não só os vizinhos, já estão levando nossos amigos próximos, e vão nos levar. Sra. Presidente, eu queria que V.Exa. desse como lido o meu pronunciamento em homenagem a esse defensor da democracia. A SRA. PRESIDENTE (Geovania de Sá. Bloco/PSDB - SC) - Obrigada, nobre Deputado. DISCURSO NA ÍNTEGRA ENCAMINHADO PELO SR. DEPUTADO ASSIS CARVALHO. Sra. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, há quase 1 mês, no dia 29 de janeiro, a democracia perdeu um grande defensor. Falo do Desembargador aposentado Lédio Rosa de Andrade, que faleceu aos 60 anos. Árduo companheiro na luta em defesa da democracia, Lédio foi candidato ao Senado pelo nosso Partido dos Trabalhadores (PT) nas últimas eleições. Ele foi professor do curso de direito da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e atuou, por 35 anos, no Poder Judiciário. Na década de 80, aos 23 anos, tornou-se o juiz mais jovem do Brasil. Magistrado de carreira, ele iniciou os trabalhos em setembro de 1982, lotado na Comarca de Araranguá. Aposentado como desembargador, ele também era escritor e tinha formação em psicologia. Como forma de homenagear esse grande companheiro, faço minhas as palavras que ele proferiu em sessão solene fúnebre do Conselho Universitário e do Conselho de Curadores da Universidade Federal de Santa Catarina, em homenagem ao Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo: Essa noite, com dificuldade de dormir, eu fiquei a pensar quanto a humanidade errou e não parou Hitler no tempo certo. Quanto a humanidade errou e não parou Mussolini no tempo certo. E fiquei pensando... Eles estão de volta. Será que nós vamos errar de novo e vamos deixar eles tomarem o poder? Para nós termos que trocar as flores por armas e fazer outra guerra para derrubá-los? Será que já não basta? Será que já não é hora de todos nós nos unirmos e exigirmos consequências? De irmos até as últimas consequências, pedindo que sejam apurados esses atos de arbitrariedade? Já não é hora? [...] Já estão levando não só os vizinhos, já estão levando nossos amigos próximos, e vão nos levar. A vida é isso, companheiros. É luta permanente. E a democracia não permite descanso. [...] Porcos e homens se confundem. Fascistas e democratas usam as mesmas togas. Eles estão de volta, temos que pará-los. Vamos derrubá-los novamente. Era essa a minha homenagem ao grande companheiro Lédio Rosa. Fica registrada aqui a minha preocupação com os rumos democráticos do nosso País. Sra. Presidente, continuaremos na luta em defesa da nossa democracia. Muito obrigado.
  • 06/02/2019

    Agradecimento ao povo do Estado do Piauí e ao PT pela recondução do orador à Casa e pela sua indicação para a Suplência da Mesa Diretora, respectivamente. Saudações ao Governador reeleito do Estado do Piauí, Wellington Dias, e aos Deputados petistas reeleitos. Contrariedade à proposta de reforma previdenciária apresentada pelo Governo Jair Bolsonaro. Compromisso de atuação em defesa dos direitos dos trabalhadores brasileiros. Confiança no resgate da credibilidade da classe política junto à opinião pública.

    Palavras-chave oficiais: ASSIS CARVALHO, DEPUTADO FEDERAL, AGRADECIMENTO, ELEITOR, REELEIÇÃO, ATUAÇÃO PARLAMENTAR. REFORMA PREVIDENCIÁRIA, CONTRARIO.

    Ler a transcrição oficial
    O SR. ASSIS CARVALHO (Bloco/PT - PI. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho a esta tribuna agradecer ao povo do meu Estado, o Piauí, a minha recondução a esta Casa, pelo Partido dos Trabalhadores, na qualidade de Deputado Federal pelo terceiro mandato consecutivo. Agradeço ao povo humilde e trabalhador do campo e da cidade do meu Estado, a todos os que saíram às ruas e que acreditaram no nosso trabalho, por me confiar quase 130 mil votos, e afirmo que mais uma vez estarei nesta Casa para trabalhar em prol das causas do Piauí e do Nordeste brasileiro. Posso dizer, de coração, que servir ao povo do Piauí tem sido a grande vocação de minha vida, e tenho me dedicado a essa tarefa com orgulho, satisfação, transparência e fidelidade em tudo, como sempre fizemos. Quero agradecer, ainda, ao meu Líder e a meus correligionários do Partido dos Trabalhadores pela confiança em mim depositada mais uma vez, confiando-me a indicação para o cargo de Suplente da Mesa Diretora para o biênio 2019-2020. Quero expressar também os parabéns a todos os colegas do meu partido que foram conduzidos e reconduzidos a esta Casa para mais um mandato. Seremos nesta Casa a maior bancada, saída das urnas com 54 Deputados e Deputadas. Infelizmente, por uma questão jurídica no Rio Grande do Norte, do meu amigo Mineiro, e na Bahia, do meu amigo Caetano, que espero que seja restabelecida, estamos com 54 Parlamentares nesta Casa. Saúdo o Governador Wellington Dias do meu partido, reeleito em primeiro turno para mais um mandato. Sr. Presidente, esse período que está diante de nós é cheio de grandes e relevantes interesses para o Brasil. Temos não só um novo Congresso, com duas Casas renovadas em aproximadamente 50%, mas também um novo Governo, do qual todos esperam muito, até mesmo porque muita expectativa foi gerada. Esperamos agora ações concretas, porque o momento das palavras e das promessas já passou. Saúdo a Mesa que está saindo, com destaque para meu colega de partido, o Deputado Pedro Uczai, que tão bem representou a suplência e seu Estado de Santa Catarina. Saúdo os demais membros da atual Mesa e, sobretudo, os Deputados Suplentes Rafael Motta, Geovania de Sá e Isnaldo Bulhões Jr., que neste momento preside esta sessão. Quero dizer que meus gabinetes na suplência e no Anexo IV estarão abertos a todos os Deputados e Deputadas, bem como à disposição do meu partido para o desenvolvimento de suas ações em prol do povo brasileiro. O PT é o partido que está historicamente 100% identificado com a intransigente defesa dos trabalhadores e das trabalhadoras deste País. Então, Sr. Presidente, para não ultrapassar o meu tempo, eu quero dar o meu pronunciamento como lido e solicitar a V.Exa. que o divulgue nos meios de comunicação desta Casa. Para atender ao que foi acordado entre os Líderes, estou mantendo a minha fala apenas por 3 minutos. Muito obrigado, Sr. Presidente. DISCURSO NA ÍNTEGRA ENCAMINHADO PELO SR. DEPUTADO ASSIS CARVALHO. Sr. Presidente, Sras. Deputadas e Srs. Deputados, venho a esta tribuna agradecer ao povo do meu Estado, o Piauí, a minha recondução a esta Casa, pelo Partido dos Trabalhadores, na qualidade de Deputado Federal pelo terceiro mandato consecutivo. Agradeço ao povo humilde e trabalhador do campo e da cidade do meu Estado, a todos os que saíram às ruas e que acreditaram no nosso trabalho, por me confiar quase 130 mil votos, e afirmo que mais uma vez estarei nesta Casa para trabalhar em prol das causas do Piauí e do Nordeste brasileiro. Posso dizer de coração que servir ao povo do Piauí tem sido a grande vocação de minha vida e tenho me dedicado a essa tarefa com orgulho, satisfação, transparência e fidelidade em tudo, como sempre fizemos. Quero agradecer, ainda, ao meu Líder e meus correligionários do Partido dos Trabalhadores pela confiança em mim depositada mais uma vez, confiando-me a indicação para o cargo de Suplente da Mesa Diretora para o biênio 2019-2020. Quero expressar também os parabéns a todos os colegas do meu partido que foram conduzidos e reconduzidos a esta Casa para mais um mandato. Seremos nesta Casa a maior bancada, saída das urnas com 54 Deputados e Deputadas. Saúdo o Governador Wellington Dias, do meu partido, reeleito em primeiro turno para mais um mandato. Sr. Presidente, esse período que está diante de nós é cheio de grandes e relevantes interesses para o Brasil. Temos, não só um novo Congresso, com duas Casas renovadas em aproximadamente 50%, mas também um novo Governo, do qual todos esperam muito, até mesmo porque muita expectativa foi gerada. Esperamos agora ações concretas, porque o momento das palavras e das promessas já passou. Saúdo a Mesa que está saindo, com destaque para meu colega de partido, o Deputado Pedro Uczai, que tão bem representou a suplência e seu Estado de Santa Catarina. Saúdo os demais membros da atual Mesa e, sobretudo, os demais Deputados suplentes Rafael Motta, Geovania de Sá e Isnaldo Bulhões. Quero dizer que meus gabinetes na suplência e no Anexo IV estarão abertos a todos os Deputados e Deputadas, bem como à disposição do meu partido para o desenvolvimento de suas ações em prol do povo brasileiro. O PT é um partido que está historicamente 100% identificado com a intransigente defesa dos trabalhadores e das trabalhadoras neste País. Vamos continuar nessa luta sem pestanejar. Não temos medo de gritos, nem de ameaças, nem do debate inteligente. Não temos medo do medo. Não vamos fugir, vamos enfrentar os novos desafios que se colocam para nosso partido e para nosso País. Estamos aqui para dar continuidade a nossa luta, que é a luta do trabalhador, do aposentado, dos bancários, dos professores, da mulher e do homem do campo, do servidor público, neste momento solene e até mesmo assustador da política brasileira, em que os direitos dos trabalhadores estão sendo ameaçados como nunca aconteceu antes na história deste País. A reforma vai transformar idosos e pobres em indigentes. A previdência de Bolsonaro jogará na miséria idosos e pessoas com deficiência. Esta proposta tem tudo para empurrar para a miséria absoluta milhões de brasileiros que não têm condições de poupar dinheiro ao longo da vida. Em nome de supostas reformas, estão querendo suprimir direitos, extinguir benefícios, e nós, do Partido dos Trabalhadores, temos certeza de que esse não é o melhor caminho. O estudo Previdência Social e Redistribuição de Renda Intermunicipal <http://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/5458/1/BRU_n2_previdencia_social.pdf>, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), apontou, e isso é do conhecimento de todos, que a Previdência Social tem se consolidado como a maior distribuidora de renda do País. Não podemos simplesmente concordar com os que advogam a supressão dessas garantias legais. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, os benefícios pagos retiraram cerca de 22,2 milhões de pessoas da linha de pobreza e têm uma forte presença nas áreas rurais. Esse volume de recursos mensais injetado na economia dos Municípios representa, principalmente para aqueles menores e mais pobres, a garantia da movimentação dos setores de serviço, comércio e transporte. Agora o Governo Bolsonaro está querendo acabar com tudo isso, para agradar os barões do mercado. O que vai acontecer? Um aumento incalculável da pobreza, da criminalidade, do desemprego. Esse biênio será muito importante para o Brasil. São muitas as matérias que estão pendentes nesta Casa. Temos muito a fazer neste período que se inicia e não vai faltar vigor e dedicação por parte do PT neste Parlamento. Temos esperança, Sr. Presidente, de que, nessa nova legislatura que chegou, a importância da atividade parlamentar possa ser resgatada e provida da sua real importância, sobretudo para aqueles que entendem a militância política como a incansável busca para resgatar os direitos dos cidadãos Todos nós somos meros representantes da sociedade, e não podemos permitir que o poder nos suba à cabeça, adotando um comportamento de arrogância, de excessiva autoestima ou de distanciamento dos reais problemas da população. Meu mandato será, assim como os anteriores, dedicado aos pobres, aos que lutam pelos seus direitos, por moradia, por educação, segurança, saúde. O constante desgaste com a classe política é um fenômeno que parece inexorável e que não podemos ignorar, mas essa realidade pode muito bem ser alterada por nós. Resgatar a confiança na política é nossa responsabilidade, e basta para isso que canalizemos os reais anseios sociais. O Congresso Nacional precisa urgentemente abandonar o papel de coadjuvante e assumir, de uma vez por todas, o seu real papel de protagonista. Era o que tinha a dizer, Sr. Presidente.

Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 14/12/2011 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.