
Nome civil: Andre Luis Gaspar Janones · 42 anos
Bananômetro
79/100
Trabalha bem, com espaço para melhorar.
Nota maior que a de 58% dos deputados · média do partido: 77
Por que essa nota?
- Presença em sessõespeso 40% · 92%
Aparece para trabalhar?
- Participação em votaçõespeso 35% · 88%
Vota quando precisa? (votações com registro de nome)
- Iniciativas que avançarampeso 15% · 58%
Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)
- Atividade na tribunapeso 10% · 24%
discursos na tribuna (percentil)
A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?
Personalizar pesosComo vota · Mandato atual (2023–2027)
Vota com o governo 98%das 696 votações em que o líder do Governo pediu Sim ou Não e ele votou
Vota com o próprio partido 88%das 134 votações em que o partido (ou a federação) pediu Sim ou Não e ele votou
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- dep.andrejanones@camara.leg.br
- Telefone
- (61) 3215-5687
- Gabinete
- Gabinete 687, Anexo III – Câmara dos Deputados, Brasília-DF
Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.
Números de Mandato atual (2023–2027)
Presença nas sessões
92%
Esteve em 331 de 358 sessões
Votou nas votações
88%
Registrou voto em 885 de 1.008 votações nominais
Iniciativas que viraram lei
0
de 10 projetos apresentados (0%)
Alinhamento com o governo
98%
Em 696 votações em que o Governo orientou
A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.
52 discursos na tribuna · de 06/02/2019 a 14/05/2026.
- 14/05/2026
O Deputado criticou a ausência de Parlamentares de Direita no Plenário, atribuindo-a ao constrangimento gerado pelas revelações sobre supostos vínculos entre o Senador Flávio Bolsonaro, o Banco Master e seu controlador Vorcaro. Questionou a alegação de que não houve uso de dinheiro público no financiamento do filme da família Bolsonaro, argumentando que os recursos do Banco Master têm origem em fundos garantidores lastreados em dinheiro público. Por fim, afirmou que Bolsonaro e o caso Master são indissociáveis, citou o financiamento de campanhas eleitorais por Vorcaro e concluiu que Flávio Bolsonaro não reúne condições morais para candidatar-se à Presidência da República.
Palavras-chave oficiais: Direita política,ausência,Plenário,Banco Master,Senador,comprometimento,Recursos financeiros,Financiamento,Filme,Campanha eleitoral,Candidato a cargo eletivo,Presidente da República
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O SR. ANDRÉ JANONES (Bloco/REDE - MG. Como Líder. Sem revisão do orador.) - População brasileira, é uma pena que as imagens da TV Câmara, que transmite esta sessão, não conseguem pegar a imagem que está bem em frente a mim. Para que quem está em casa possa entender, explico. Eu falo de uma tribuna. À esquerda ficam os Deputados da Esquerda e à direita ficam os Deputados da Direita. É a primeira vez que eu vejo isto aqui vazio. E não é de hoje, não. Desde ontem, às 3 horas da tarde, sumiram tudo, vazaram, correram daqui. Saíram igual rato. Eu não sei o que aconteceu às 3 horas da tarde, que eles desapareceram. Ontem eu fiquei até às 8 horas da noite ali. Fui ali à tribuna onde eles costumam pagar de valentões, bater no peito, chamar o Lula de ladrão, falar que são o pai da ética e da moral. Revirei lá tudo e achei um monte de coisa. Achei uma camisa da Seleção, achei um frasco de detergente Ypê, achei até uma chupeta caída. (Exibe objetos.) Alguém que saiu correndo deve ter deixado esta chupeta lá. Achei também um comprimido jogado no chão. Eu deduzo que seja um comprimido de cloroquina. Só não achei bolsonarista. Achei de tudo lá, menos bolsonarista. Agora eu queria entender o porquê dessa fuga, por que saíram igual rato. Pergunto se é porque hoje prenderam o pai do Vorcaro. O tempo mostrou que o "Peleleco" é o Flávio Bolsonaro. Ele que é o caso do Vorcaro, e quem dera fosse um caso conjugal: é um caso de corrupção sistemática, de captura do Estado, de quem não tem moral, não tem dignidade para falar em combate à corrupção e tem a petulância, a cara de pau de querer presidir, colocar o seu nome para presidir o nosso País. Ou se saíram porque eles não têm condições de explicar os áudios que vazaram ontem, principalmente depois da justificativa do Flávio Bolsonaro. O (expressão retirada por determinação da Presidência) do Flávio Bolsonaro (expressão retirada por determinação da Presidência), ladrão, miliciano, apoiador do tráfico, batedor de carteira veio ontem dizer: "Pelo menos não foi a Lei Rouanet. Eu não utilizei da Lei Rouanet para financiar o filme do meu papaizinho e também não utilizei 1 centavo de dinheiro público". Flávio, seu bandido, ladrão, safado! Primeiro, você usou, sim, de dinheiro público, porque tem 1,8 bilhão de reais que foram (expressão retirada por determinação da Presidência) do Vorcaro, do Fundo Garantidor, e que era dinheiro público, dinheiro do povo pagador de impostos deste País. Segundo, que pena que não usou a Lei Rouanet! Seguramente não teve Lei Rouanet, porque, se fosse oriundo da Lei Rouanet, teria que seguir critérios, teria fiscalização, a gente saberia para onde foi o dinheiro. Mas não, não houve Lei Rouanet porque foi dinheiro roubado. Foi assim que a família Bolsonaro chegou e se manteve no poder durante todos esses anos. E hoje repito, os ratos da Extrema Direita, os vermes travestidos de Deputados sumiram. Enrolaram o rabo, sentaram em cima e estão escondidos embaixo da cama. Estou esperando o anão de jardim que se autointitula Nicole Chupeta vir aqui dar explicação, porque até ontem o Flávio era o honesto e o Lula era o ladrão. Agora não vem ninguém aqui para dar explicação, para mostrar o que está acontecendo. Para finalizar, quero dizer o seguinte: Bolsonaro não tem ligação com o caso Master. Vocês não ouviram errado, não. Vou repetir: Bolsonaro, sua família, Flávio, eles não têm ligação com o caso Master, porque Bolsonaro e caso Master são uma coisa só! Não tem como ele estar ligado com ele mesmo: é uma coisa só! Vorcaro é autorizado a operar no sistema financeiro por um presidente do Banco Central nomeado por Jair Messias Bolsonaro. O dinheiro do Vorcaro financiou a campanha do (expressão retirada por determinação da Presidência) do Tarcísio, em São Paulo; financiou a campanha de Jair Bolsonaro. E agora de manhã, no dia hoje, a gente descobre que o Chico Bento lá do meu Estado, lá de Minas Gerais, safado, (expressão retirada por determinação da Presidência), que colocou as mineradoras para comprar licença ambiental dentro da Secretaria de Estado do Governo dele, que triplicou o seu próprio salário, aumentando 300% o valor o nome desse (expressão retirada por determinação da Presidência) e ladrão é Romeu Zema , ontem quis se descolar da imagem do Flávio. Falou: "Não, tem que investigar. Isso é uma decepção para o País". Quero lhe dizer o seguinte, Romeu Zema: gambá cheira gambá. E a prisão hoje do pai do Vorcaro, que financiou a sua campanha, mostra que vocês são todos farinha do mesmo saco. O Brasil está de olho. Flávio Bolsonaro não é mais candidato à Presidência da República, porque não tem condições morais para se sustentar. E agora nós temos a absoluta convicção de que o maior líder popular da história deste País conquistará o tetra. O tetra vem. - 29/04/2026Breves Comunicações
O Deputado fez um apelo para votação da Proposta de Emenda à Constituição nº 221, de 2019, que prevê o fim da escala 6 por 1 de trabalho. Além disso, criticou a criação de comissão para ouvir empresários, ao argumentar que benefícios fiscais não passam por consulta aos trabalhadores. Em seguida, afirmou que há tratamento desigual entre interesses patronais e demandas da população trabalhadora. Também mencionou críticas a iniciativas voltadas a empresários, apontando uso de recursos públicos. Ademais, defendeu celeridade na tramitação da proposta e cobrou posicionamento dos Parlamentares. Ao final, relacionou o tema ao cenário eleitoral e indicou que o posicionamento dos Deputados será avaliado pela população.
Palavras-chave oficiais: Proposta de Emenda à Constituição,redução,Jornada de trabalho,Empresário,Benefício fiscal,Trabalhador,Votação,Eleição
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O SR. ANDRÉ JANONES (Bloco/REDE - MG. Sem revisão do orador.) - Boa tarde, Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas. Eu venho hoje a esta tribuna para fazer um apelo para os Deputados que estão atuando para atrasar a tramitação da PEC que estabelece o fim da escala 6 por 1. Em nome do povo brasileiro, eu quero pedir, pelo amor de Deus, que a gente vote logo essa proposta e acabe com essa maldita escala 6 por 1! Criaram, agora, uma tal de Comissão Especial para ouvir os empresários, porque dizem que nós não podemos acabar com a escala 6 por 1 sem antes ouvir os empresários, para saber se eles estão de acordo ou não. Agora, na hora que votamos benefício fiscal para esses empresários, nós não consultamos o trabalhador brasileiro para saber se ele estava de acordo ou não. A gente tinha que ter agido da mesma forma. Vamos passar a criar uma Comissão Especial antes de aprovar cada benefício fiscal? Assim, a gente coloca nessa Comissão um representante de cada categoria profissional do nosso País. Depois a gente chama esse pessoal e pergunta: "Vem cá, você autoriza que eu pegue o seu dinheiro, o dinheiro do seu imposto, e soque no bolso de empresário milionário? Você autoriza que eu pegue o dinheiro suado que você paga ao Governo, todo mês, em imposto, e destine para empresário ter isenção de IPVA em lancha, iate e jatinho?" Quando é para ferrar com o povo brasileiro, a gente aprova as matérias da noite para o dia. Agora, quando é para beneficiar o trabalhador, há essa demora toda. Quando a gente tem que votar aqui matéria que traz benefício para o trabalhador, a gente tem que ouvir o patrão primeiro. Mas, quando o benefício é para o patrão, a gente não precisa ouvir o trabalhador primeiro? É só empurrar tudo no lombo do trabalhador, enfiar tudo goela abaixo? O povo não aguenta mais isso e exige a votação rápida, acelerada, da PEC do fim da escala 6 por 1. E a gente viu aqui um sem-vergonha de um Deputado, um que usou o jatinho do Vorcaro para fazer campanha e que está atolado até o pescoço no escândalo do Banco Master, ter a coragem de propor o "Bolsa Patrão". Você que está assistindo à sessão sabe o que é o "Bolsa Patrão"? Sabe o que ela significa, se for aprovada? Significa que vão pegar o seu dinheiro, o dinheiro do seu imposto, e dar para o bonitão do empresário. Eles dizem: "Coitadinho do empresário. Ele vai ter que implementar a escala 6 por 1 e vai ter prejuízo!" A quem está agindo para impedir a votação da escala 6 por 1 só quero dizer uma coisa: o que é de vocês está guardado. O povo não é bobo e está vendo os acontecimentos. Este é um ano de eleições. Quem for contra essa proposta não adianta vir pedir votos depois com o rabinho entre as pernas, não, porque o povo não é bobo, e o recado está dado: quem for contra o fim da escala 6 por 1 não volta! - 22/04/2026Breves Comunicações
O Deputado criticou declarações do Governador de Minas Gerais sobre beneficiários do Bolsa Família, contestando a ideia de que o programa incentivaria dependência. Afirmou que o benefício funciona como complemento de renda e destacou que parte dos beneficiários deixa o programa ao conseguir emprego. Também mencionou dados sobre saídas voluntárias do Bolsa Família. Além disso, criticou políticas econômicas e decisões do Governo Estadual, incluindo incentivos a empresas e reajustes salariais.
Palavras-chave oficiais: Governador,Minas Gerais,declaração,Beneficiário,Bolsa Família,Contestação,Dependência econômica,Emprego,Governo estadual,Política econômica,Incentivo fiscal,Empresa,Reajuste salarial,Secretário Estadual
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O SR. ANDRÉ JANONES (Bloco/REDE - MG. Sem revisão do orador.) - Normalmente, eu utilizo esta tribuna para falar de coisas grandes, de assuntos que têm relevância para o nosso País. Mas, hoje, eu vou abrir uma exceção, para falar de um verme. Romeu Zema declarou esta semana que vai obrigar os marmanjões que recebem o Bolsa Família a trabalharem. Ficou valentão, machão, bateu no peito e disse que vai obrigar essas pessoas a trabalharem, porque, segundo ele, querem deixar o Bolsa Família para os filhos, para os netos, como se fosse uma herança. Com essa fala, o Zema prova que ele não entende absolutamente nada de dois assuntos. Não entende do Programa Bolsa Família, porque não sabe que o programa tem requisitos e que não é possível você deixá-lo de herança para o filho, para o neto, etc. E, principalmente, mostra que não entende absolutamente nada de povo, de gente, porque realmente acha que as pessoas vivem com um benefício de 600 reais do Bolsa Família. Bolsa Família, Romeu Zema, é um complemento de renda. A mãe de família que recebe esse benefício, para poder sobrevier, faz bico, faz uma unha, vende produto de beleza. O pai de família também faz bico, serve mesa de bar, vende espetinho. Ninguém vive de 600 reais, não. Ninguém quer ser pobre. Ninguém gosta de ser pobre não, Zema. E olhe que dado interessante que provavelmente você não saiba: só neste ano de 2026, 1 milhão e 300 mil pessoas saíram do programa Bolsa Família voluntariamente. Essas pessoas foram lá e falaram: "Governo, Lula, olhem aqui, eu não quero mais receber o Bolsa Família porque eu não preciso; eu estou trabalhando". Isso é o sonho de todo mundo que está nesse programa. Agora, eu tenho absoluta convicção de que é fácil obrigar marmanjão que recebe o Bolsa Família a trabalhar; difícil é obrigar marmanjão dono da Localiza a faturar os milhões que ele fatura sem o dinheiro do povo pagador de imposto deste País que você enfia nele todo mês; difícil é fazer os marmanjões donos de mineradoras continuarem faturando bilhões, arregaçando o meio ambiente no nosso Estado, sem as licenças ambientais que são compradas e negociadas dentro do seu Governo, que virou um balcão de negócios, agora mantido pelo Mateus Simões diziam que o Alckmin era "picolé de chuchu". Isso é porque vocês não conhecem o Mateus. Esse está aquém de um chuchu, de tão sem graça, sem sal nem açúcar, que é. Mais difícil ainda é fazer os marmanjões Secretários do seu Governo sobreviverem do salário sem os 300% de aumento que você deu para eles e também para o seu salário. Para finalizar, eu quero dizer para você, Romeu Zema, o seguinte: lave a sua boca para falar dos beneficiários do Bolsa Família, porque você não sabe o que é ter que ralar para colocar comida na mesa. Você não sabe o que essas pessoas passam, os obstáculos que elas têm que superar todos os dias, porque você nunca trabalhou. Você é herdeiro, não sabe o que é ter que trabalhar para colocar comida na mesa. Agora, sim, para finalizar, como nós estamos na Semana da Inconfidência Mineira, eu quero citar o poema Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles, em que ela diz: "Pelos caminhos do mundo, nenhum destino se perde: há os grandes sonhos dos homens, e a surda força dos vermes". Você, Romeu Zema, é esse verme, que, graças a Deus, em outubro, vai ser jogado de volta para o lixo da história, de onde você nunca deveria ter saído. - 15/04/2026Breves Comunicações
O Deputado criticou o adiamento da votação, na Comissão de Constituição e Justiça, da proposta que trata do fim da escala 6 por 1. Também defendeu que o tema ultrapassa divisões políticas e envolve interesses da classe trabalhadora. Ao final, cobrou posicionamento dos Parlamentares sobre a matéria e destacou a repercussão do tema entre eleitores.
Palavras-chave oficiais: Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC),Proposta de Emenda à Constituição,Jornada de trabalho,Pedido de vista,Crítica,redução
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O SR. ANDRÉ JANONES (Bloco/REDE - MG. Sem revisão do orador.) - Boa tarde, Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas. A CCJ adiou a votação do fim da escala 6 por 1. Eu queria perguntar para esses Deputados que pediram o adiamento: V.Exas. têm rede social? V.Exas. saem na rua, conversam com o povo? V.Exas. não estão vendo o clamor popular pelo fim dessa maldita escala 6 por 1? O povo brasileiro não aguenta mais trabalhar como uns condenados, de segunda a sábado, acordando às 4 horas da manhã, pegando transporte público lotado, deixando menino em creche, em escola, tendo que ralar igual a uns condenados, depois terem só 1 dia na semana para descansar. O povo não está pedindo a nossa escala aqui, não, de 3 por 4, porque a gente trabalha 3 dias na semana e folga 4 dias. O povo está pedindo só dois diazinhos de descanso. No nosso País, não há juiz que trabalhe 6 por 1, não há promotor que trabalhe 6 por 1, não há desembargador, Deputado, Vereador, Prefeito. É só o povo trabalhador quem carrega este País aqui nas costas, que tem que trabalhar todo dia e não tem direito a descanso. A gente fala tanto contra a tal da polarização. Está aí uma chance para a gente romper, superar a polarização. Todo mundo sabe que eu tenho lado. Eu sou um Deputado de esquerda. Eu defendo o Presidente Lula, mas essa pauta não é uma pauta da Esquerda, não é uma pauta da Direita. Essa é uma pauta do povo brasileiro, é uma pauta do trabalhador. Lá na ponta, existem bolsonaristas ralando, acordando às 4 horas da manhã, querendo que se acabe com essa escala, existem petistas lá na ponta, ralando, acordando às 4 horas da manhã, querendo que se acabe com essa maldita dessa escala. Eu sei que aqui dentro, há muita gente que, assim como eu, sabe o que é trabalhar na escala seis por um, já teve carteira assinada, já foi CLT. Esses eu não tenho dúvida de que vão votar pelo fim da escala. Mas eu sei também que aqui há herdeiros, gente que nunca precisou trabalhar, gente que é filho de ex-Deputado, sobrinho, parente não sei de quem. Esses muito provavelmente estão se lixando com o povo. Querem que o povo se dane, se lasque. Vocês que querem que o povo se dane, se lasque, se vocês não votam pelo povo, se vocês não se doem pelo trabalhador, então votem pelo próprio bolso, votem para continuar na mamata, para continuar trabalhando 3 dias na semana e ganhando 46 mil reais por mês. Mas votem! Porque quem está nas ruas sabe, o recado é claro: quem votar contra o fim da escala não volta. Está fora! O recado está dado! - 08/04/2026
O Deputado orientou a bancada na votação, em primeiro turno, da Emenda Aglutinativa nº 2 apresentada à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 383, de 2017, que altera a Constituição Federal para garantir recursos mínimos para o financiamento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Primeiro turno,Emenda aglutinativa,Proposta de Emenda à Constituição,Rede Sustentabilidade (REDE),Voto favorável
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O SR. ANDRÉ JANONES (Bloco/REDE - MG. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, tenho muito orgulho em dizer que, antes de exercer o mandato como Deputado Federal, sou fruto de um programa de políticas sociais para pessoas carentes. Hoje, emocionado, tenho orgulho e a honra de orientar o voto da Rede Sustentabilidade pela aprovação da PEC 383/2017. "Sim" ao Suas; "sim" ao acolhimento às pessoas em situação de vulnerabilidade e às pessoas em situação de rua; "sim" à valorização dos profissionais de assistência social; "sim" a uma melhor estrutura para os Cras dos mais de 5 mil Municípios brasileiros em situação extremamente precária; "sim" a um atendimento digno às pessoas que realmente necessitam de um Estado forte, que ampare as pessoas mais vulneráveis. A Rede Sustentabilidade orienta "sim", Presidente. - 09/12/2025Breves Comunicações
O Deputado manifestou sua admiração pelo Deputado Glauber Braga, destacando que se inspirou em sua postura combativa desde antes de assumir o mandato. Ademais, recordou episódio exibido no documentário Democracia em Vertigem, no qual o Deputado Glauber confrontou um ex-Presidente da Casa, e afirmou que essa coragem orientou sua atuação parlamentar. Além disso, informou que também é alvo de processo de cassação e declarou que prefere perder o mandato de forma honrada a ceder a pressões políticas. Criticou ainda a ampliação dos mecanismos de suspensão cautelar do mandato parlamentar e elogiou a defesa das prerrogativas parlamentares realizada por Glauber. Ao final, reafirmou solidariedade ao Deputado Glauber, disse que não será intimidado e reforçou as acusações contra o Deputado Gustavo Gayer.
Palavras-chave oficiais: solidariedade,Deputado federal,Partido Socialismo e Liberdade (PSOL),Representação contra deputado,cassação,Perda de mandato parlamentar,Filme documentário,Atuação parlamentar,Ex-,Presidente da Câmara dos Deputados,Suspensão cautelar,prerrogativa,Parlamento,Acusação
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O SR. ANDRÉ JANONES (Bloco/AVANTE - MG. Sem revisão do orador.) - Boa tarde, Sr. Presidente. Boa tarde a todos os Srs. Deputados e Sras. Deputadas. Deputado Glauber, inicialmente, antes de falar sobre o absurdo que será votado aqui no dia de hoje, eu quero trazer um relato pessoal. A gente trocou muito poucas palavras aqui neste plenário. Apesar da nossa pouca diferença de idade, V.Exa. é só 2 anos mais velho do que eu, eu quero dizer que já o acompanho há muito tempo. Lá do interior de Minas Gerais, muito longe dos holofotes da política nacional, eu já o acompanhava. Muito provavelmente, V.Exa. não vai se lembrar disso, mas no meu primeiro dia nesta Casa eu lhe fiz um elogio e o parabenizei porque eu tinha assistido havia pouco tempo um documentário chamado Democracia em Vertigem, em que aparecia um trecho em que V.Exa. se dirigia ao maior gangster que já ocupou essa cadeira em que está sentado. V.Exa. apontava o dedo e dizia para ele: "Você é um gangster". Desde aquele dia, eu sempre tive comigo que, se um dia eu chegasse a esta Casa, eu me inspiraria, entre muitos outros nomes, em V.Exa., com relação à sua coragem. Hoje, Deputado Glauber, eu sou vítima do mesmo processo que imputaram a V.Exa., um processo onde nos colocam como reféns. Lembro que, quando houve a aprovação de algumas alterações aqui, como, por exemplo, a que autorizou a suspensão cautelar do mandato, muitos se calaram. Mas o Deputado Glauber foi uma das vozes mais ativas. Ele, sim, sempre esteve preocupado com as nossas prerrogativas, porque o nosso mandato não é do Presidente Hugo Motta, não é do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, é daqueles que nos colocaram aqui. Muito provavelmente, daqui a muito pouco tempo, acredito que em 4 meses ou 5 meses, a minha cassação estará sendo votada aqui. E eu confesso, Deputado Glauber faço uma confissão pública aqui que, em alguns momentos, cheguei a cogitar recuar. Porque muitas propostas chegam para a gente. Eu ouvi muita gente, quando V.Exa. foi julgado no Conselho de Ética, dizendo o seguinte: "Mas o Deputado Glauber exagera também, ele passa do limite. O Deputado Glauber é louco". Esse "louco" é porque, em nenhum momento, V.Exa. recua. Em nenhum momento V.Exa. deixa de chamar bandido de bandido. Eu, depois de muito pensar, decidi que prefiro perder o meu mandato de uma maneira honrada, onde vou continuar olhando nos olhos das pessoas, onde vou continuar de cabeça erguida, do que manter um mandato cujo custo para mantê-lo é andar de cabeça baixa, é andar escondido nos corredores do Congresso como um rato, com medo do que os poderosos que se sentam nessa cadeira possam fazer. Eu quero lhe agradecer, Deputado Glauber, pela sua luta e dizer que é inspirado em V.Exa. que decidi que também não irei recuar. Conte com a nossa luta, conte com a nossa voz, conte com a nossa mobilização, porque é como se diz: "Podem matar uma, duas flores, mas não podem deter a chegada da primavera". Continuarei a minha luta, estarei ao seu lado na sua luta também, em nome, principalmente, do povo do Rio de Janeiro, que, de forma democrática, o elegeu. Só para finalizar, quero dizer que a minha cassação está sendo votada já foi aprovado o relatório preliminar , porque eu chamei o Deputado Gustavo Gayer de corrupto, bêbado e assassino. Então, em homenagem ao Deputado Glauber Braga, eu quero repetir aqui da tribuna: Gustavo Gayer, você é corrupto, bandido, bêbado e assassino. Muito obrigado. - 10/04/2025Breves Comunicações
O Deputado celebrou a aprovação de proposição de sua autoria, o Projeto de Lei nº 127, de 2024, que altera a Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003, que dispõe sobre o Estatuto da Pessoa Idosa e dá outras providências, para dispor sobre a criação de um programa de saúde mental voltado à população idosa de baixa renda no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Destacou a importância de retomar o foco da política nacional para o chamado "Brasil real", que enfrenta problemas urgentes, como a solidão e a depressão na terceira idade. Apresentou dados alarmantes, segundo os quais 15% dos brasileiros entre 60 e 64 anos enfrentam depressão, e metade deles se declara solitária. Além disso, a taxa de suicídio entre idosos (8,9 por 100 mil habitantes) é o dobro da verificada entre os jovens. Ressaltou que com a nova lei, o SUS será obrigado a dar prioridade a esse público, ampliando o acesso a psiquiatras, psicólogos, medicamentos e apoio psicossocial. O objetivo não é apenas tratar os sintomas, mas também atacar as causas do sofrimento mental entre os idosos, promovendo sua reintegração à vida comunitária. O Deputado finalizou agradecendo o apoio dos colegas parlamentares pela aprovação da proposta.
Palavras-chave oficiais: Projeto de lei ordinária,alteração,Política Nacional de Saúde Mental,Idoso,Saúde mental,População de baixa renda,Suicídio,Depressão,Sistema Único de Saúde (SUS),Médico psiquiatra,Assistência psicossocial,Aprovação
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O SR. ANDRÉ JANONES (Bloco/AVANTE - MG. Sem revisão do orador.) - Presidente, primeiro, muito obrigado pelo apoio e pela menção ao nosso projeto. Sras. e Srs. Deputados, hoje eu venho aqui comemorar e agradecer o voto de cada um de S.Exas. No dia de hoje, os idosos de baixa renda do nosso País têm um motivo para comemorar, um motivo que não tem absolutamente nada a ver com aquilo que tem pautado as discussões ultimamente da classe política no nosso País e também nas redes sociais. Não estou falando aqui de alguma assinatura colocada ou retirada em nenhum projeto que prevê anistia, porque o povo brasileiro nem sequer sabe o que significa essa palavra. Eu venho tratar hoje de um tema que é um tema do chamado Brasil real, aqueles problemas que assolam a classe menos favorecida do nosso País. Infelizmente, nós Parlamentares temos virado às costas para essas pessoas. A aprovação do PL 127/2024, de minha autoria, que prevê um programa de saúde mental, por meio do Ministério da Saúde, para as pessoas idosas de baixa renda, vem dar um acalento, vem trazer uma esperança para que a população do nosso País, o povo brasileiro volte a ser realmente ouvido por nós Parlamentares. Gostaria de citar alguns dados aqui, rapidamente, para trazer a importância da aprovação desse projeto. A maior taxa de depressão hoje está entre os brasileiros de 60 a 64 anos de idade, cerca de 15% de pessoas estão em estado de depressão. Nessa faixa etária, 50% das pessoas se declaram como solitários, sofrendo as consequências da solidão. Além disso, a gente tem outros dados alarmantes, como por exemplo, a taxa de suicídio. Parece que essa conversa de bullying, de automutilação, de suicídio é um problema que aflige os jovens, muito se aborda sob a ótica dos jovens, mas entre os idosos essa taxa é de 8,9% para cada 100 mil habitantes, o dobro da taxa entre os jovens. Apesar desses números alarmantes, 66% dos idosos que passam por episódios de depressão não procuram atendimento médico e, quando procuram, levam com a porta na cara, vamos dizer assim, porque o nosso sistema de saúde não tem preparo para atendê-los. O nosso projeto que foi aprovado ontem, que agora será transformado em lei, muda esse cenário, pois o Sistema Único de Saúde passa a dar prioridade, obrigatoriamente por força da lei, com a aprovação desse projeto , a esses idosos de baixa renda. Então, vai haver mais médicos lá na ponta, mais psiquiatras, mais psicólogos, vai haver mais apoio a esses idosos, para que eles possam ser reinseridos na comunidade, possam voltar a se relacionar, possam ter o fornecimento de medicamentos ampliado. Mas, mais do que isso, mais do que tratar os sintomas, é importante tratar a causa, e se trata a causa através de psiquiatra, através de tratamento psicoterápico. Então, esse foi um grande avanço. Muito obrigado a cada um dos senhores. - 04/05/2022
Orientação de bancada na votação do requerimento de retirada de pauta do Projeto de Lei nº 2.564, de 2020, sobre a instituição do piso salarial nacional dos profissionais da enfermagem e da parteira.
Palavras-chave oficiais: ORIENTAÇÃO DE BANCADA, REQUERIMENTO DE RETIRADA DE PROPOSIÇÃO DA ORDEM DO DIA, PL 2564/2020, PROJETO DE LEI ORDINÁRIA, AVANTE, VOTO CONTRÁRIO. PARTIDO NOVO (NOVO), ATUAÇÃO, CRÍTICA.
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O SR. ANDRÉ JANONES (AVANTE - MG. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, o AVANTE orienta "não" à retirada de pauta e orientará "sim" ao Projeto de Lei nº 2.564, de 2020. Eu quero aproveitar a enorme audiência que temos no dia de hoje, tanto pela imprensa quanto pelas redes sociais, e também aqui nas galerias, para explicar didaticamente para vocês o que acontece aqui. Quem está propondo a retirada de pauta deste projeto é o Partido Novo. Vocês estão sendo apresentados ao Partido Novo. Esse é o modus operandi do NOVO ao fazer política. O Partido Novo já pode pedir música no Fantástico, pois, só no dia de hoje, conseguiu, pela manhã, na CCJ, votar contra um projeto que impede a discriminação contra estagiários; votar há pouco contra as crianças autistas; e, agora, votar contra um projeto que, pela primeira vez nesta Casa, une a Direita e a Esquerda. Esse é o Partido Novo, o maior câncer da história da política brasileira. - 27/04/2022
Apelo ao Presidente Arthur Lira de votação das Emendas de nºs 17 e 18, respectivamente, sobre a transformação do Auxílio Brasil em benefício de caráter permanente, e a ampliação do alcance dos inscritos no Cadastro Único - CadiÚnico ao Auxílio Brasil, apresentadas pelo orador à Medida Provisória nº 1.076, de 2021, sobre a instituição do Benefício Extraordinário destinado às famílias beneficiárias do Programa Auxílio Brasil, constante na Medida Provisória nº 1.061, de 2021. Pedido aos Parlamentares de aprovação das referidas emendas.
Palavras-chave oficiais: MPV 1076/2021, MEDIDA PROVISORIA, CRIAÇÃO, BENEFÍCIO EXTRAORDINÁRIO DESTINADO ÀS FAMÍLIAS BENEFICIÁRIAS DO PROGRAMA AUXÍLIO BRASIL, PROGRAMA AUXÍLIO BRASIL, CARÁTER PERMANENTE, CADASTRO ÚNICO PARA PROGRAMAS SOCIAIS DO GOVERNO FEDERAL (CADÚNICO), DEFESA.
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O SR. ANDRÉ JANONES (AVANTE - MG. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Boa tarde, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados. Normalmente, utilizo esta tribuna para falar a todo o povo brasileiro, mas hoje vou abrir uma exceção e vou me dirigir especificamente a um quarto dos brasileiros, cerca de 51 milhões de brasileiros, aqueles que o Governo Federal e a Presidência da República, por meio da Caixa Econômica Federal, insistem em chamar de invisíveis, mas que, para mim, sempre foram muito visíveis. E sempre foram muito visíveis porque eu venho de uma família de invisíveis, uma família contada entre esses 30 milhões, 40 milhões de brasileiros que vivem em situação de extrema pobreza e que são taxados como invisíveis. Refiro-me àqueles que fazem parte do Cadastro Único do Governo Federal e que aguardavam ansiosamente o dia de hoje para verem aprovadas duas emendas de minha autoria, a Emenda nº 17 e a Emenda nº 18, ambas apresentadas à Medida Provisória nº 1.076. A Emenda nº 17, Sr. Presidente, estabelece que, a partir da aprovação da MP, o Auxílio Brasil passa a ser um benefício permanente. Esse auxílio tem previsão de término em 31 de dezembro de 2022, e esta Casa tem a possibilidade de tornar esse auxílio um benefício permanente. E a Emenda nº 18 amplia a extensão do Auxílio Brasil, que hoje atende apenas 17 milhões de brasileiros, aqueles que já recebiam o Bolsa Família. A emenda amplia o alcance do Auxílio Brasil para todos os que estão no CADÚNICO, cerca de 51 milhões de brasileiros. Eu vi muitos que me antecederam utilizarem esta tribuna para falar da situação difícil dos brasileiros, da gasolina com preço nas alturas, do preço dos alimentos, que também está muito elevado, etc. Então, quero dizer a V.Exas. que hoje nós temos uma oportunidade clara de dar uma resposta a essas pessoas. Que possamos deixar a politicagem de lado. Há muita gente dizendo que pode votar contra porque isso beneficiaria o Presidente, etc. Eu estou me lixando para o Presidente da República, estou me lixando para candidato de oposição, estou me lixando para a eleição presidencial neste momento. Estou aqui não como pré-candidato à Presidência da República, mas como Deputado Federal no exercício do mandato, representando aqueles que aqui nos colocaram. Então aqui fica o meu pedido aos colegas de que votemos favoravelmente a essas duas emendas. Se não puderem votar a favor por altruísmo, por se comoverem com a situação dessas famílias, votem pelo menos por uma questão de inteligência, uma vez que o nome e o rosto de cada um que votar contra essas emendas, contra o povo brasileiro, vai ser exposto, não só através das redes sociais, mas também através dos veículos de comunicação, inclusive desta Casa. Deixo então o meu apelo ao Presidente da Casa, o Deputado Arthur Lira, a fim de que mantenha o compromisso de pautar as duas emendas no dia de hoje, e aos colegas Deputados, a fim de que aprovemos essas propostas para dar uma resposta a esses brasileiros tão sofridos, independentemente de serem eleitores do Presidente, da Oposição, da Direita ou da Esquerda. Que possamos dar uma resposta rápida e imediata a eles. Muito obrigado, Sr. Presidente. - 06/04/2022
Defesa de rejeição do Veto Total nº 18, de 2022, aposto ao Projeto de Lei Complementar nº 73, de 2021, relativo ao apoio financeiro da União aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, para garantia de ações emergenciais direcionadas ao setor cultural (Projeto Paulo Gustavo). Elevação dos preços de combustíveis e de alimentos. Maior atenção do Presidente Jair Bolsonaro para com as camadas menos favorecidas.
Palavras-chave oficiais: DERRUBADA DE VETO, VETO 18/2022, VETO TOTAL, PLP 73/2021, PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR, MEDIDA DE EMERGÊNCIA, SETOR CULTURAL, IMPACTO SOCIOECONÔMICO, PANDEMIA, CORONAVÍRUS, HOMENAGEM, PAULO GUSTAVO, ATOR. AUMENTO, PREÇO, COMBUSTIVEL, ALIMENTO, JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPUBLICA.
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O SR. ANDRÉ JANONES (AVANTE - MG. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados e Sras. Deputadas, eu venho aqui hoje a esta tribuna denunciar a todo o povo brasileiro que nos acompanha neste momento que, na noite de ontem, o Presidente Jair Messias Bolsonaro, mais uma vez, como fez incontáveis vezes durante o exercício do seu mandato, vetou um projeto de lei aprovado por esta Casa que tinha como objetivo principal colocar dinheiro na mão dos mais pobres deste País, de quem precisa, de quem, de fato, foi afetado pela pandemia do coronavírus no nosso País. E ele fez isso ao vetar a Lei Paulo Gustavo. Aí alguém pode me dizer: "Ora, Janones, você está mal informado. Essa lei previa destinar recursos apenas para a cultura". Não! Essa é a narrativa criminosa sustentada por Jair Bolsonaro, que busca, desde o início do seu mandato até o dia de hoje, criminalizar a cultura no nosso País, criminalizar a classe artística. Precisamos aqui deixar de maneira clara, para o povo brasileiro, quem faz e quem consome cultura no nosso País. Quem faz cultura no nosso País não é só a estrela principal de um espetáculo que está lá em cima do palco; quem faz cultura no nosso País é o pipoqueiro, é o vendedor de ingresso, é a camareira, é o vigilante, são todos os trabalhadores envolvidos na produção artística do nosso País. E quem consome cultura no nosso País não é só a elite financeira, não é só a elite intelectual. A pandemia mostrou claramente isso, mostrou a importância das atividades artísticas e culturais, inclusive para a saúde mental do brasileiro. Se não fosse pelas lives dos cantores, pelos filmes, pela Netflix, por aquele pouco que nos fez manter o acesso à cultura, os efeitos danosos para a saúde mental do nosso povo teriam sido ainda maiores. Então, está na hora de começarmos a desmistificar, a descriminalizar a atividade cultural no nosso País, derrubando o veto na próxima sessão plenária do Congresso Nacional, derrubando o veto do Presidente Jair Bolsonaro, que - repito - impede que o dinheiro chegue à mão dos trabalhadores do nosso País. Bolsonaro diz aqui, em suas razões de veto, que estava vetando o projeto porque ele apresenta contrariedade ao interesse público. O que contraria o interesse público, Presidente Bolsonaro, é um pacote de arroz a 25 reais; contraria o interesse público o litro de gasolina custar 8 reais; contraria o interesse público V.Exa. ter anunciado um empréstimo de mil reais para os mais pobres, para quem está com o nome negativado, e essas pessoas não estarem conseguindo acesso a esse crédito. Para finalizar, quero dar-lhe uma dica, Presidente. Sei que o V.Exa. não é muito afeito a livros, mas estude sobre o que é economia criativa, sobre o que o setor de eventos, o setor artístico traz para o País em termos de renda e de geração de empregos. E faço um último pedido: que V.Exa. tenha, pela primeira vez, sensibilidade com os mais pobres deste País, que estão muito mais preocupados com a necessidade de colocar comida na mesa do que com o debate ideológico que V.Exa. propõe para desviar a atenção do nosso povo. Muito obrigado a todos. Um grande abraço. - 13/10/2021Breves Comunicações
Elogio ao Presidente em exercício dos trabalhos pela atuação parlamentar. Presença, na Casa, dos Vereadores Boró Paiva e Vilsomar Paixão, da Câmara Municipal de Ituiutaba, Estado de Minas Gerais.
Palavras-chave oficiais: BORÓ PAIVA, VILSOMAR PAIXÃO, VEREADOR, ITUIUTABA (MG), SAUDAÇÃO.
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O SR. ANDRÉ JANONES (AVANTE - MG. Sem revisão do orador.) - Boa tarde, Sr. Presidente. Quero, primeiro, agradecer as elogiosas palavras e aproveitar para deixar registrada a minha satisfação em ver V.Exa. presidir esta sessão. V.Exa. tem feito um trabalho diferenciado e é um daqueles que eu considero da safra da chamada "nova política", que vem realmente imprimindo sua marca, sua identidade no trabalho por todo o Estado de São Paulo. Meus parabéns a V.Exa. pela atuação nesta Casa! Eu utilizo deste microfone no dia de hoje para registrar a presença de dois grandes amigos Vereadores da minha querida e amada cidade natal de Ituiutaba. Estou aqui com o Vereador Boró Paiva e o Vereador Vilsomar Paixão, que estão em visita hoje ao Congresso Nacional, à Câmara dos Deputados. Quero registrar o brilhante trabalho desses dois Parlamentares, que têm atuado de forma muito efetiva na cidade de Ituiutaba e contribuído muito com a gestão já vitoriosa da atual Prefeita, Leandra Guedes, que muito nos honra fazendo um trabalho magnífico à frente da Prefeitura Municipal daquela cidade. Esses Vereadores estão aqui hoje em busca de recursos, de emendas e de melhorias para todo o povo tijucano. Então, quero registrar a presença, agradecer e parabenizar pelo brilhante trabalho os nobres Vereadores. Muito obrigado, Presidente. - 02/09/2021Breves Comunicações
Esclarecimento à sociedade brasileira sobre a realização de mobilizações pró-bolsonaro no dia 7 de setembro de 2021, e de manifestações do Grito dos Excluídos pelo afastamento do Presidente da República, no dia 12 de setembro de 2021.
Palavras-chave oficiais: MANIFESTAÇÃO, DIA DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL, GOVERNO, JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, GESTÃO, DEFESA, MOVIMENTO DE PROTESTO, EXCLUSÃO SOCIAL, CONTRA, ESCLARECIMENTO.
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O SR. ANDRÉ JANONES (AVANTE - MG. Sem revisão do orador.) - Sra. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, povo brasileiro, nos próximos dias, nós teremos no nosso País não uma, mas duas manifestações: no dia 7 de setembro e no dia 12 de setembro. Tenho ouvido muitas pessoas confusas, sem entender, sem compreender os manifestos. Estou falando do povo brasileiro, não é dessa meia dúzia de fanáticos bolsonaristas ou lulistas. Estou falando de gente, de povo trabalhador, que tem que levantar cedo para colocar comida na mesa. Estou recebendo muitas indagações dessas pessoas confusas, que me perguntam: "A qual manifestação eu devo ir? Eu estou me lixando para Lula, para Bolsonaro! Eu quero comida na minha mesa, quero trabalho, quero dignidade. Então, que dia eu tenho que ir para a rua, 7 ou 12 de setembro?" Venho hoje dar uma breve explicação. É muito fácil identificar e saber a qual manifestação você deve ir. Você apoia milícia? Vá para a rua no dia 7 de setembro. Você apoia assassinato de Vereadora? Vá para a rua no dia 7 de setembro. Você é a favor do fim da Lava-Jato, da rachadinha? Vá para a rua no dia 7 de setembro. Você está feliz de pagar 50 reais no pacote de arroz, 13 reais no pacote de feijão, 10 reais no litro de óleo, 150 reais no botijão de gás? Vá para a rua no dia 7 de setembro. Agora, você quer que o auxílio emergencial continue sendo pago? Vá para a rua no dia 12 de setembro. Você defende a redução no preço de energia? Vá para a rua no dia 12 de setembro. Você é a favor do aumento do Bolsa Família? Vá para a rua no dia 12 de setembro. Você é a favor da Justiça, do fortalecimento do Ministério Público, contra político bandido, corrupto, vagabundo, seja ele quem for, filho de Presidente, assassino de Vereadora, gente que aluga mansão de 5 milhões de reais? Vá para a rua no dia 12 de setembro. Está na hora de separar o joio do trigo. Deixem os defensores de assassino fazer o barulho deles no dia 7 de setembro, porque, no dia 12, vamos mostrar quem é que dá as cartas neste País, quem manda, vamos mostrar quem é o povo de verdade, que tem que acordar cedo para levar menino na escola, para pegar transporte público, para garantir comida na mesa, para conseguir uma consulta em um hospital. Esse povo está por aqui, não aquenta mais!(Faz gesto com a mão na cabeça.) Esse povo que vai para a rua não é para defender Presidente, nem para pedir que o Presidente saia, nem para voltar ninguém que já foi no passado. Esse povo está preocupado consigo próprio, porque, se eles não se preocuparem com eles mesmos, nós da classe política não vamos nos preocupar. Eles já perceberam que são eles que vão se ferrar. Esse grito que eu chamo de "grito dos excluídos" será realizado no dia 12 de setembro. Portanto, a hora é de separar o joio do trigo. Para finalizar tudo isso que falei em uma única frase: está satisfeito com o Brasil, as coisas estão indo bem? Vá para a rua no dia 7 de setembro. Está revoltado, está de saco cheio, não aguenta mais essa patifaria, essa roubalheira, pagar esse absurdo na cesta básica? O seu lugar na rua é no dia 12 de setembro. É lá onde eu vou estar. Que Deus nos abençoe e abençoe o nosso País! Muito obrigado. - 10/08/2021
Orientação de bancada na votação da Proposta de Emenda à Constituição nº 135, de 2019, sobre a obrigatoriedade de emissão de cédulas físicas de votação em eleições, plebiscitos e referendos (voto impresso), ressalvados os destaques.
Palavras-chave oficiais: ORIENTAÇÃO DE BANCADA, PEC 135/2019, PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO, VOTO IMPRESSO, AVANTE, VOTO FAVORÁVEL.
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O SR. ANDRÉ JANONES (AVANTE - MG. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, o Avante orienta "sim" à soberania do povo brasileiro, que, por meio da votação eletrônica, na nossa urna eletrônica, trouxe até este plenário cada um dos 513 Deputados que aqui estão. O Avante orienta "sim" à soberania do povo brasileiro, que trouxe para este Parlamento os 81 Senadores eleitos. O Avante diz "sim" ao sistema eletrônico de votação, que colocou na cadeira de Presidente da República o Presidente Jair Bolsonaro. O Avante orienta "não" ao retrocesso; "não" à tentativa de nos melindrar e colocar em xeque a democracia brasileira; "não" à tentativa de fazer com que os velhos coronéis da velha política continuem forjando e manipulando os resultados das eleições para se perpetuarem no poder. O Avante diz "não" à contagem manual dos votos. O Avante diz "não" à tentativa das milícias de interferir no resultado eleitoral. Por fim, o Avante orienta "não" à PEC 135/19. Muito obrigado, Presidente. - 06/07/2021
Repúdio a narrativa do Presidente Jair Bolsonaro para manipulação do povo brasileiro contra o voto eletrônico e a favor do voto impresso.
Palavras-chave oficiais: ELEIÇÕES, PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, VOTO IMPRESSO, FAVORÁVEL, VOTO ELETRÔNICO, CONTRA, JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, REPÚDIO.
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O SR. ANDRÉ JANONES (AVANTE - MG. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Boa noite, Sr. Presidente, Sras. Deputadas e Srs. Deputados, eu venho, hoje, desta tribuna, fazer um desafio ao Presidente Jair Messias Bolsonaro, desafio esse que eu poderia fazer pelas redes sociais e, assim, utilizar este tempo de maneira mais produtiva, mas como ele me bloqueou nas redes sociais dele, é necessário que eu o faça desta tribuna. O Presidente tem sustentado, nas últimas semanas, uma falsa narrativa, com a intenção de manipular o povo brasileiro, contra o voto eletrônico e a favor do voto impresso. Nessa narrativa, o Presidente sustenta que o povo está com ele e que o povo não vai mais admitir o voto eletrônico. Primeiro, eu quero dizer ao Presidente da República para ele lavar a boca ao falar a palavra "povo", porque ele não sabe o que é povo. O povo para o qual o Presidente da República fala é o povo que mata Vereadora, é o povo da milícia, é o povo que ele paga com dinheiro público para vir à porta da Câmara defendê-lo. Esse é o povo que o Presidente da República cita. Agora, o povo de verdade, o povo trabalhador deste País, esse povo eu represento e encho a boca para falar que é o povão, que é a massa. Para esse povo, sabe qual é a opinião sobre o voto impresso? Não está nem aí, porque o povo brasileiro está preocupado com a alta da gasolina, com a alta dos alimentos, tudo fruto da política desastrosa do Ministro Paulo Guedes. Agora, o povo brasileiro está revoltado porque o auxílio emergencial foi reduzido por não haver recurso, mas, de repente, há recurso para gastar 2 bilhões de reais para voltar o voto no papelzinho. Quero dizer para o Presidente que essa narrativa de que ele vai perder as eleições se o voto for eletrônico, se existisse manipulação nas eleições, se existisse fraude, eu não estaria aqui, porque eu fui eleito com uma campanha simples. Eu não tenho ninguém na política, nunca tive filho na política fazendo rachadinha, nunca me envolvi com milícia. Eu me candidatei dizendo que ia entrar nesta Casa para descer o cacete em político bandido, em corrupto; que eu ia denunciar casos de corrupção! O senhor acha realmente que, se existisse manipulação, o sistema permitiria que eu estivesse aqui, quando eu entro nesta Casa com a proposta de representar o povo e quebrar o sistema? Eu tenho certeza de que jamais! O senhor vai levar uma taca nas eleições no ano que vem! Vai tomar uma lapada, um couro, uma coça, que vai perder até o rumo de casa! E, já ciente disso, começa a arrumar desculpas esfarrapadas, treinando gente para ir lá e falar: "Ó, votei num candidato, e aqui está o nome de outro". É tudo mentira, é tudo militante pago com dinheiro público! Então, Presidente, para finalizar, quero fazer um desafio: arrume o melhor hacker - não é do Brasil, não, mas do mundo - e venha até nós. Eu já falei com o Presidente da Comissão da Reforma Eleitoral para ele levar esse hacker no TSE. Se ele conseguir fraudar as urnas, Presidente, aí esta Casa passará a defender também o voto no papelzinho. O senhor está querendo é tumultuar, é arrumar desculpa para justificar o cacete que vai tomar nas urnas no ano que vem e que já viu que é irremediável! Para finalizar, quero repetir a frase que eu disse nas redes sociais e para a qual os capangas do senhor já começaram a olhar para tentar respondê-la. É melhor chorar na cama, que é lugar quente, do que aqui no plenário. Presidente, vou repetir aqui a frase que eu disse nas redes sociais e pela qual o senhor me bloqueou: "Eu espero que um dia Deus o perdoe, porque nós, os brasileiros, não o perdoaremos". Muito obrigado. - 18/05/2021
Defesa de aprovação do Projeto de Lei nº 827, de 2020, acerca do estabelecimento de medidas excepcionais em face da emergência de saúde pública decorrente da epidemia de coronavírus, com vista à suspensão do cumprimento de medida judicial, extrajudicial ou administrativa destinada à desocupação ou remoção forçada coletiva em imóvel privado ou público, urbano ou rural; à concessão de liminar em ação de despejo nos termos da Lei nº 8.245, de 1991, e ao estímulo à celebração de acordos nas relações locatícias.
Palavras-chave oficiais: PL 827/2020, PROJETO DE LEI ORDINÁRIA, SUSPENSÃO, PRAZO, EXECUÇÃO, ORDEM DE DESPEJO, INADIMPLÊNCIA, ALUGUEL, IMÓVEL RESIDENCIAL, IMÓVEL COMERCIAL, PANDEMIA, CORONAVÍRUS, CONTESTAÇÃO, POSIÇÃO, PARTIDO NOVO (NOVO), PREJUÍZO, SEGURANÇA JURÍDICA.
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O SR. ANDRÉ JANONES (Bloco/AVANTE - MG. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Boa tarde, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados. Estou muito surpreso em ver que conseguimos encontrar discordância em um projeto que prevê nada mais nada menos do que dignidade e condições para que as pessoas cumpram aquilo que nós, de forma hipócrita, estamos pedindo aqui da tribuna, das redes sociais, a todo momento, que é o chamado "fique em casa". Pela primeira vez, desde que eu estou aqui na Câmara, como Deputado, eu vejo um projeto de lei que, de fato, beneficia praticamente todos os brasileiros. Prova é que eu sou autor do projeto principal, porém, nós temos mais de 22 apensos dos mais variados partidos: PP, PMDB, PSDB, PT, tudo que é partido está representado nessa causa. Infelizmente, quando achamos que se está beneficiando todo o povo brasileiro, como de fato estamos, vemos que alguns ainda conseguem discutir, falar em segurança jurídica, em segurança de um contrato, em pacta sunt servanda, quando o povo está passando fome sem o mínimo de dignidade para continuar sobrevivendo, eu não diria nem vivendo durante esta pandemia aqui em nosso País. Então, eu quero dizer a um dos Deputados que me antecederam, que falou tanto sobre a segurança jurídica, que não podemos falar em segurança jurídica, quando o que está em jogo é a segurança alimentar do povo brasileiro, é a dignidade, é o direito básico à moradia. Só para ilustrar isso o que eu estou dizendo, para mostrar que nós temos embasamento, o próprio CNJ recomendou aos magistrados que, antes de conceder uma ordem de despejo durante a pandemia, fizessem uma análise mais criteriosa. O próprio CNJ pediu cautela. Então, o que o CNJ disse para os magistrados? "Olha, você só pode despejar a pessoa em casos excepcionais". Ora, o que nós estamos fazendo é justamente trazer segurança jurídica para os negócios em nosso País. Nós estamos mostrando que é o Legislativo quem legisla. Só estamos invertendo a ordem. O que o CNJ disse foi que a regra agora durante a pandemia é conceder o despejo, porém, com cautela, de modo que, analisando o caso à parte, essa liminar de despejo possa não ser concedida. Só estamos transformando o não despejo em regra. Em regra, é bom frisar, aqui, durante a pandemia. O Parlamentar do Partido Novo, quando vem fazer suas observações, manipula o debate, dando a entender que estamos aprovando aqui um projeto de lei que vai perdurar por toda a eternidade, até que seja revogado. Isso é mentira! Nós estamos falando de uma situação excepcional. Ninguém previa uma pandemia nesses moldes no mundo e, principalmente, aqui no Brasil, onde infelizmente várias medidas necessárias não foram adotadas, fazendo-nos chegar a essa situação calamitosa. Então, que possamos fazer um debate verdadeiro, sem manipulações, sem mentiras! É preciso contar a verdade para o povo brasileiro, de forma simples, resumida. Eu acho que estamos aqui para nos comunicar com quem está lá fora. Ficar fazendo jogo só aqui para dentro e se esquecer lá de fora não resolve os problemas de quem mais precisa. De forma resumida, o que está sendo votado aqui e agora é se vamos autorizar o Poder Judiciário a colocar na rua pessoas carentes, sem o mínimo de condições de sobrevivência, durante a pandemia. É isso o que está sendo debatido. Lembro também outro detalhe que, de forma muito conveniente, foi esquecido: o proprietário que tenha só um imóvel que seja para sua subsistência não será afetado pela lei. Então, eu peço aos senhores a aprovação. Muito obrigado, Presidente. - 10/03/2021
Corroboração pelo orador de termos atribuídos ao Ministro da Economia, Paulo Guedes.
Palavras-chave oficiais: PAULO GUEDES, MINISTRO DE ESTADO DA ECONOMIA, CRÍTICA, ATUAÇÃO.
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O SR. ANDRÉ JANONES (Bloco/AVANTE - MG. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Não retiro e acrescento: canalha, mau-caráter e bandido. Para se respeitar, primeiro você se dá respeito. Quem chama o povo brasileiro de vagabundo e fala que, se continuarem pagando 600 reais, o povo não vai querer trabalhar é canalha, mau-caráter e bandido, e não merece respeito. O SR. PRESIDENTE (Marcelo Ramos. PL - AM) - Obrigado. O Deputado Coronel Chrisóstomo... O SR. ANDRÉ JANONES (Bloco/AVANTE - MG) - E ele que venha se defender, e não V.Exas. - 10/03/2021
Necessidade de acatamento do Requerimento de Destaque nº 3 para a retirada do teto de recursos destinados ao auxílio emergencial, constante na Proposta de Emenda à Constituição nº 186, de 2019, a chamada PEC Emergencial, sobre a criação de mecanismos de ajuste fiscal.
Palavras-chave oficiais: DEFESA, DESTAQUE, SUPRESSÃO, DISPOSITIVO LEGAL, RETIRADA, LIMITE, VALOR, PAGAMENTO, AUXÍLIO EMERGENCIAL, PANDEMIA, CORONAVÍRUS, PEC 186/2019, PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO, PEC EMERGENCIAL, AJUSTE FISCAL.
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O SR. ANDRÉ JANONES (AVANTE - MG. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Boa noite, Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas. Eu venho a esta tribuna, na noite de hoje, e peço licença a V.Exas., para rapidamente ler uma manifestação de uma das milhões de brasileiras e brasileiros que nos acompanham nesta noite na expectativa de que demos uma resposta à questão do auxílio emergencial para o povo brasileiro. O depoimento é de uma brasileira de nome Niandra, uma cidadã da cidade do Rio de Janeiro. Ela diz: Sou mãe de duas crianças. O almoço hoje, aqui em casa, foi arroz, feijão e ovo. Graças a Deus, ainda temos isso para nos alimentar. Tenho filhos incríveis, que não reclamam. É por eles que peço ao Congresso Nacional auxílio justo. Só quem é mãe sabe a dor que é não ter um lanche para um filho. Eu quero dizer a V.Exas. que, na noite de hoje, nós temos uma grande oportunidade em nossas mãos, a oportunidade de dar uma resposta para a Niandra e para os outros milhões e milhões de brasileiros que, neste momento, nos aguardam com a expectativa de que esta Casa vai definir o valor do novo auxílio emergencial. O que circula lá fora é que nós seremos os responsáveis. E nós estamos prestes a cair numa grande armadilha do Governo Federal. Eu prevejo, daqui alguns dias, o Presidente da República e o canalha e mau-caráter Ministro Paulo Guedes repetindo o seguinte discurso: Nós quisemos dar um auxílio de 600 reais, mas a Câmara dos Deputados estipulou um limite de 44 bilhões. E, por culpa dos Deputados, que não têm responsabilidade, que estão se lixando para o povo, nós vamos ser obrigados a dar um valor de auxílio limitado a essa miséria de 150 reais a 250 reais por cidadão brasileiro - é o que quer o Ministro Paulo Guedes. A decisão e a oportunidade estão absolutamente em nossas mãos. Então, eu gostaria de fazer um convite a todos os Deputados que estão aqui e aos que nos acompanham de casa: que V.Exas. possam vir a ser, junto comigo, populistas nesta noite. Nós precisamos de mais políticos populistas neste País, na acepção técnica da palavra. Populista é, na essência, aquele que faz política com, pelo e para o povo, sem intermediários, sem reuniões, sem acordos escusos. E assim eu próprio me qualifico, como um populista, que faz política direto com o povo. Eu não preciso de intermediários, não preciso de Prefeito, não preciso de Vereador para intermediar a minha fala com o povo. Eu falo direto com aqueles que aqui me colocaram. E todos nós temos nesta noite uma grande chance de sê-lo, acatando o Destaque nº 3, que retira o teto de 44 bilhões. Aí, sim, começamos a pavimentar um caminho para um auxílio digno, um valor que atenda as necessidades básicas do povo brasileiro. Quem colocar sua digital contra o povo não se acovarde depois. Eu digo agora para os milhões e milhões de brasileiros que nos acompanham pelas redes sociais e pela TV Câmara: prestem bem atenção em quem votará contra o próximo destaque, que é o Destaque nº 3. Eu nem conheço o autor, mas eu sei que quem votar contra esse destaque estará colocando a sua digital e será responsável pela miséria de milhões de brasileiros, se eles forem condenados a um valor irrisório de auxílio emergencial. Muito obrigado, Sr. Presidente. - 24/02/2021Breves Comunicações
Protesto contra a votação pela Casa da Proposta de Emenda à Constituição nº 3, de 2021, sobre a alteração dos arts. 14, 27, 53, 102 e 105 da Carta Magna, com vista ao resguardo de prerrogativas parlamentares, em detrimento da apreciação das propostas de retomada do auxílio emergencial e de vacinação contra a Covid-19, bem como de outros temas de relevante interesse nacional. Repúdio à proposta do Ministro da Economia, Paulo Guedes, de vinculação do pagamento do auxílio emergencial à desvinculação de recursos orçamentários das áreas de educação e saúde.
Palavras-chave oficiais: PEC 3/2021, PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO, IMUNIDADE PARLAMENTAR, IMUNIDADE MATERIAL, FORO PRIVILEGIADO, PRISÃO EM FLAGRANTE, CRIME INAFIANÇÁVEL, DEFINIÇÃO, CUSTÓDIA, CÂMARA DOS DEPUTADOS, SENADO FEDERAL, PROIBIÇÃO, AFASTAMENTO CAUTELAR, DEPUTADO FEDERAL, SENADOR, PODER JUDICIÁRIO, JUSTIÇA COMUM, CRÍTICA. PAULO GUEDE, MINSTRO DE ESTADO DA ECONOMIA, DESVINCULAÇÃO, RECURSOS ORÇAMENTÁRIOS, ORÇAMENTO, SAÚDE, EDUCAÇÃO, PAGAMENTO, AUXILIO EMERGENCIAL, PANDEMIA, CORONAVÍRUS, CRÍTICA.
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O SR. ANDRÉ JANONES (AVANTE - MG. Sem revisão do orador.) - Boa tarde, Sr. Presidente. Boa tarde, Sras. e Srs. Deputados. Sr. Presidente, hoje, eu utilizei este microfone mais de uma vez para fazer um apelo aos colegas Deputados, a fim de que possamos conduzir esta Casa a uma aproximação com a sociedade. É preciso aproximar não só o Parlamento, não só os Deputados, não só os partidos políticos, mas também a sociedade. Infelizmente, nós vemos que este Parlamento, a Câmara dos Deputados, continua caminhando no sentido exatamente oposto aos anseios da população brasileira. No momento em que a população assiste a esta sessão, no momento em que milhões de pessoas acompanham esta sessão à espera de que nós nos pronunciemos acerca do auxílio emergencial, da vacinação e de outros temas relevantes, esta Casa se debruça sobre uma PEC que nada mais é do que o aumento da impunidade para a classe política no nosso País. Eu quero aproveitar a oportunidade para repudiar - já que a Casa não faz isso, eu faço através do meu mandato, em que represento os mineiros e boa parcela da população brasileira - a tentativa do Ministro Paulo Guedes de vincular a concessão do auxílio emergencial ao fim do investimento mínimo na área da saúde e na área da educação. O Ministro Paulo Guedes foi várias vezes muito desrespeitoso com o povo brasileiro. Chegou, inclusive, a chamá-lo de vagabundo, ao dizer que, se conceder mais auxílio, o povo não vai querer trabalhar, como se o auxílio emergencial fosse uma fortuna, como se desse para viajar para a Europa. Justo ele, que nunca trabalhou, que nunca teve uma carteira de trabalho, que não sabe o que é trabalho, desrespeitou diversas vezes o povo brasileiro. E agora vem com essa tentativa covarde de colocar o povo brasileiro como refém: "Escolham saúde, com médicos para atendê-los; ou uma escola pública de qualidade; ou o auxílio emergencial. Escolher os dois não dá!" Essa é a fala do Ministro Paulo Guedes. Eu espero que esta Casa responda à altura. Na discussão que, ao que tudo indica, vai chegar ao Parlamento nos próximos dias, a fim de definir o valor do novo auxílio emergencial, eu espero que esta Casa possa protagonizar o debate, para não deixar os mais vulneráveis de fora. O Ministro Paulo Guedes está tentando fazer com que os beneficiários do Bolsa Família não sejam contemplados. Mais de uma vez, ele mostrou a sua fúria contra os mais pobres deste País. Agora, esta Casa precisa responder à altura, sendo protagonista, como ocorreu na concessão do primeiro auxílio emergencial, quando o Ministro Paulo Guedes queria pagar a miséria de 200 reais para o povo brasileiro e esta Casa foi a responsável por chegarmos ao valor de 600 reais. Que nós possamos caminhar em consonância com os anseios do povo brasileiro! Muito obrigado, Sr. Presidente. - 01/02/2021outros
Saudação ao povo brasileiro. Não votação, pela Câmara dos Deputados, de proposições de relevante interesse da sociedade brasileira. Distanciamento entre os principais candidatos à Presidência da Casa e os anseios da população brasileira. Comprometimento do orador com as camadas excluídas. Alerta aos Deputados sobre as consequências da não apresentação, pelo Parlamento, dos pilares necessários para a reconstrução do País. Não participação do orador em negociatas, na condição de candidato à Presidência da Câmara dos Deputados.
Palavras-chave oficiais: PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, PAUTA (PROCESSO LEGISLATIVO), ATUAÇÃO PARLAMENTAR, PRORROGAÇÃO, AUXÍLIO EMERGENCIAL, PANDEMIA, CORONAVÍRUS, PRISÃO, CONDENAÇÃO CRIMINAL, SEGUNDA INSTÂNCIA, PODER JUDICIÁRIO, PROPOSIÇÃO LEGISLATIVA, ELEIÇÕES, MESA DIRETORA, CANDIDATO, ANDRÉ JANONES, DEPUTADO FEDERAL, ESQUERDA POLÍTICA, DIREITA POLÍTICA, POVO, DEMOCRACIA.
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O SR. ANDRÉ JANONES (Bloco/AVANTE - MG. Sem revisão do orador.) - Boa noite, Srs. Deputados, Sras. Deputadas. E o meu boa-noite, a minha reverência especial ao povo brasileiro, aos milhões e milhões de brasileiros que nos acompanham neste momento, seja pela TV Câmara, seja através das redes sociais, seja através da televisão aberta; milhões e milhões de brasileiros que infelizmente não se sentem representados por este Parlamento como instituição; milhões e milhões de brasileiros que infelizmente clamam lá fora, tentam fazer a sua voz ser ouvida, mas são ignorados diuturnamente por esta Casa. Foi assim que aconteceu quando milhões de brasileiros desempregados, sentindo a miséria bater à porta, clamaram por que esta Casa pautasse várias matérias que de fato fariam diferença em sua vida. Falo de matérias como a prorrogação do auxílio emergencial, que visava garantir a esses brasileiros que continuassem lutando por um mínimo de dignidade durante a pandemia do coronavírus; matérias como a prisão após a condenação em segunda instância, que, na prática, significava uma mensagem deste Parlamento de que vivemos em um País em que a justiça existe para todos, e não apenas para os mais pobres, para os mais necessitados, de que a Justiça brasileira não beneficia aqueles que têm infinitos recursos para recorrer ao Poder Judiciário. Eu faço essa menção em especial ao povo brasileiro e cito essas causas - essas, sim, são causas populares - porque me nego a admitir a existência de um regime democrático em que a vontade do povo é absolutamente ignorada. Os principais candidatos que hoje protagonizam a disputa nesta Casa não representam os anseios da população. Não são eles que o povo brasileiro quer ver sentados nessa cadeira. Eu ainda tenho esperança, na noite de hoje, quando cada um dos senhores votarem de forma secreta, com as consciências dos senhores, de que os senhores possam dizer a esse povo que ele não está só, que os senhores estão atentos ao clamor desse povo. Estar atento ao clamor desse povo não significa necessariamente votar no Deputado Federal André Janones para a Presidência desta Casa. São nove candidaturas colocadas nesta noite. São nove nomes que representam diferentes segmentos e parcelas da nossa população. Então, a minha candidatura e a candidatura de outros colegas já cumprem com o seu papel de jogar por terra o discurso levantado por alguns de que não há opção, de que vai votar no candidato tal, porque não existe outra opção. Existe opção, sim! Quem quer virar as costas para o povo brasileiro e votar nos candidatos que o povo não quer? Quem tem a hombridade de admitir isso e a coragem de dizer: "Olhe, eu tive opção! Eu tive a opção de caminhar lado a lado com o povo brasileiro. Eu tive a opção de ouvir o grito de socorro, o clamor do meu povo, mas eu optei por virar as costas"? Que virem as costas para o povo brasileiro, mas que não mintam descaradamente que não há opção, porque opção existe. Nós somos, repito, nove candidatos. Cada um com suas bandeiras, cada um com seu histórico, cada um com seu passado e cada um com seus compromissos. Os meus compromissos não são com partidos políticos, não são com grupos políticos, não nascem de conchavos, de reuniões madrugada adentro, como tem acontecido aqui em Brasília, mas nascem de um clamor popular, nascem da vontade e dos anseios dos excluídos deste País. A maioria que vira as costas responderá perante o povo brasileiro nas urnas no ano de 2022. Caso o cenário que se avizinha se concretize logo mais, com a nossa candidatura tendo um único voto - um voto com muito orgulho, caso eu venha a ter nesta noite -, eu quero dizer aos senhores que, no ano de 2022, usarei desta mesma tribuna e olharei nos olhos de cada um que teve a ousadia de virar as costas, repito, não para o André Janones, que nada mais é do que 1 entre 513, mas para o povo brasileiro. O povo brasileiro, repito, não clama por André Janones, não clama pelo candidato A ou B, mas clama por um candidato que fale a linguagem do povo, que fuja desse debate idiota, ridículo e ultrapassado de direita versus esquerda, que não representa o nosso povo. Este Parlamento está dentro de uma ilha, de uma bolha, e, repito, a resposta virá nas urnas. Continuem ignorando o povo. Continuem fingindo não ouvir os gritos que vêm das ruas. Continuem nessa falsa polarização Bolsonaro versus esquerda e vocês vão ver o que acontecerá em 2022. Já cometeram esse erro no passado. Ignoraram um candidato que tinha o apoio popular, que falava a linguagem do povo, e esse então candidato hoje está sentado na cadeira de Presidente da República do nosso País. Se nós acreditamos em um País melhor, se nós queremos de fato transformar este País, a chance se dará nesta noite. Eu quero dizer a vocês que acreditei, durante os 2 anos dessa minha primeira experiência como Deputado Federal, que esta Casa ensinaria ao Brasil como transformá-lo em uma grande nação. Cheguei a acreditar que a solução viria de dentro para fora, que o Parlamento apresentaria ao povo brasileiro uma solução para os problemas, mas para os problemas reais que o aflige e não para esses problemas criados por essa bancada, Esquerda versus Direita, que dependem uma da outra para existir e fazem esse teatro aqui dentro. Ou vocês acham que o povo brasileiro não viu que a Esquerda só veio a este microfone esbravejar pelo auxílio emergencial quando já tinha a garantia de que ele não seria prorrogado? O povo não é bobo, como alguns acham. Ele está atento ao teatro que V.Exas., que alguns de V.Exas., melhor dizendo, protagonizam aqui dentro. Antes de finalizar e voltando à minha fala, eu quero dizer que realmente cheguei a acreditar que a solução para os problemas que assolam o nosso País, que afligem a realidade de cada brasileiro, viria de dentro para fora e seria apresentada por este Parlamento. Mas, hoje - e não sei dizer se felizmente ou infelizmente -, vejo que, ao contrário, a solução virá de fora para dentro, já que este Parlamento não tem condições de apresentar para o povo brasileiro os pilares basilares para a reconstrução do nosso País. O jogo vai se inverter, pois será o povo brasileiro que mostrará para este Parlamento como modificar este País, como reconstruir este País e como levar este nosso País a ser de fato uma grande nação. Eu tenho certeza de que este meu discurso não afasta nenhum colega. Tenho certeza de que, independentemente do discurso que eu fizesse aqui, nada modificaria os votos que aparecerão nas urnas, porque esta eleição não é democrática, esta eleição não tem a participação popular. E eu faço minhas as palavras do ex-Presidente Abraham Lincoln, que disse que a democracia é um regime do povo, pelo povo e para o povo. Portanto, eu me nego a conceber como democrática uma eleição em que a vontade popular é absolutamente ignorada. Por fim, eu quero dizer que ainda acredito neste País. Conto com o voto de algum colega. E, na hora de depositá-lo na urna, deixe que sua consciência fale mais alto. Ao eleito, seja ele quem for, peço que consiga unir esta Casa e, mais do que isso, mais do que unir nós Parlamentares, que consiga unir esta Casa com o povo brasileiro. Que esta Casa passe a andar alinhada com os desejos do povo brasileiro! Adeus! A todos vocês o meu muito obrigado pela oportunidade. Não me corrompi. Não me vendi. Não negociei a minha candidatura. E assim prometo permanecer até o meu último dia na vida pública. Que Deus os abençoe! - 21/12/2020Breves Comunicações
Apelo ao Presidente Rodrigo Maia de votação da Medida Provisória nº 1.000, de 2020, sobre a instituição do auxílio emergencial residual para enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente do coronavírus, referida na Lei nº 13.979, de 2020. Agravamento da epidemia de coronavírus no País.
Palavras-chave oficiais: MPV 1000/2020, MEDIDA PROVISÓRIA, CRIAÇÃO, AUXÍLIO EMERGENCIAL RESIDUAL, CALAMIDADE PÚBLICA, PANDEMIA, CORONAVÍRUS, EMERGÊNCIA SOCIAL, CONCESSÃO, TRABALHADOR, BENEFICIÁRIO, AUXÍLIO EMERGENCIAL DE PROTEÇÃO SOCIAL A PESSOAS EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE, DEVIDO À PANDEMIA DA COVID-19, VOTAÇÃO, SOLICITAÇÃO. CORONAVÍRUS, PANDEMIA, CRISE SANITÁRIA, AUMENTO.
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O SR. ANDRÉ JANONES (Bloco/AVANTE - MG. Sem revisão do orador.) - Boa tarde, Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas. Eu me preparei hoje, Presidente, para fazer aqui um apelo ao nosso Presidente Rodrigo Maia para que a MP 1.000 fosse votada, mas inicio o dia com a surpresa de que a MP realmente não foi colocada em pauta. Nós temos a nítida e clara sensação de que mais uma vez o povo brasileiro foi usado, foi feito de massa de manobra, foi feito de idiota. Na quinta-feira, já no final da noite, o Presidente Rodrigo Maia anunciou que pautaria a MP 1.000. Mas, ao que parece, ele disse isso não porque estava preocupado com o povo brasileiro, com os milhões que estão passando fome, mas por uma birrinha, por uma briga com o Presidente Bolsonaro. Ele quis dar o troco, mostrar que ele é o poderoso. Aí, ele se utilizou da esperança das pessoas dizendo que pautaria a MP 1.000. A MP 1.000 foi pautada, mas, na sexta-feira, os Deputados da base governista se articularam para tirá-la da pauta, e a MP foi retirada. Hoje nós chegamos aqui com a notícia de que os colegas Deputados estão obstruindo. Vamos falar na linguagem popular, povo brasileiro. Sabe o que significa obstruir? Não marcar presença para não haver sessão. Enquanto isso, vocês continuam passando fome, sem emprego, sem renda. Ainda por cima, tem gente que tem a coragem de usar esta tribuna para desejar um feliz Natal ao povo brasileiro. Primeiro, eu não sei como as pessoas vão ter um feliz Natal sem emprego, sem renda, sem ter o que comer. Ninguém quer textão no Facebook nem mensagem de feliz Natal aqui desta tribuna, não. O que as pessoas querem e do que necessitam é uma possibilidade de recomeçar. E esse recomeço se dará através da extensão do auxílio emergencial. Nós aqui, eu não tenho nenhuma dúvida, teremos um baita Natal, porque ganhamos 33 mil reais por mês, com o salário em dia, ou melhor, com o salário antecipado. O meu já caiu na conta hoje, e acho que o de todo mundo aqui também. Nós teremos um feliz Natal. Agora, para o povo brasileiro, é difícil acreditar em um feliz Natal nessa situação, sem esperança, na miséria, na fome. Então, eu quero fazer aqui um último clamor, um último apelo para que esta Casa paute a MP 1.000, para que possamos dar aos brasileiros dignidade. Não é hora de falar em recesso, em descanso, em Natal, em Ano-Novo. É hora de trabalhar pelo povo. Se não dá para pautar a MP 1.000, vamos pelo menos estender o ano legislativo, para que possamos travar uma discussão maior e colocar em votação os projetos que beneficiam a população. Vamos acordar, gente! Estou falando principalmente para os colegas Deputados. Vamos parar de fingir que não ouvimos a voz do povo. Vocês estão vivendo dentro de uma bolha, onde viram as costas para o povo, fingem que não estão ouvindo o clamor do povo. O mundo está ouvindo o clamor do povo. Por que só esta Casa não está ouvindo? O número de infectados e de mortes aumentou de forma drástica. Precisamos dar uma resposta, senão, em 2022, vai vir mais um couro nas urnas, igual ao que muitos aqui levaram nessas eleições. Vão levar outro couro, para aprender a dar voz ao povo. Muito obrigado, Sr. Presidente.
Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 17/12/2019 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.