
Nome civil: Otoni Moura de Paulo Junior · 49 anos
Bananômetro
74/100
Trabalha bem, com espaço para melhorar.
Nota maior que a de 41% dos deputados · média do partido: 73
Por que essa nota?
- Presença em sessõespeso 40% · 95%
Aparece para trabalhar?
- Participação em votaçõespeso 35% · 63%
Vota quando precisa? (votações com registro de nome)
- Iniciativas que avançarampeso 15% · 27%
Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)
- Atividade na tribunapeso 10% · 98%
discursos na tribuna (percentil)
A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?
Personalizar pesosComo vota · Mandato atual (2023–2027)
Vota com o governo 63%das 558 votações em que o líder do Governo pediu Sim ou Não e ele votou
Vota com o próprio partido 83%das 337 votações em que o partido (ou a federação) pediu Sim ou Não e ele votou
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- dep.otonidepaula@camara.leg.br
- Telefone
- (61) 3215-5682
- Gabinete
- Gabinete 682, Anexo III – Câmara dos Deputados, Brasília-DF
Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.
Números de Mandato atual (2023–2027)
Presença nas sessões
95%
Esteve em 371 de 391 sessões
Votou nas votações
63%
Registrou voto em 714 de 1.128 votações nominais
Iniciativas que viraram lei
0
de 21 projetos apresentados (0%)
Alinhamento com o governo
63%
Em 558 votações em que o Governo orientou
A maioria dos projetos de qualquer parlamentar nunca chega a ser votada. Por isso, poucos viram lei — e isso vale para todo mundo.
1.355 discursos na tribuna e 2 entregues por escrito (não contam no Bananômetro) · de 05/02/2019 a 13/10/2026.
- 05/05/2026
O Deputado manifestou preocupação com o julgamento definitivo marcado para o dia seguinte sobre a Lei nº 12.734, de 2012, que alterou a distribuição dos royalties de petróleo. Argumentou que a lei é prejudicial ao Rio de Janeiro, pois redistribui recursos que compensam os riscos ambientais suportados pelo Estado para outros entes que não produzem petróleo nem sofrem impactos ambientais. Por fim, alertou que uma decisão contrária ao Rio de Janeiro poderia levar o Estado à falência.
Palavras-chave oficiais: Supremo Tribunal Federal (STF),Ação Direta de Inconstitucionalidade,Royalty,Petróleo,distribuição,julgamento,Rio de Janeiro (Estado),Prejuízo
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O SR. OTONI DE PAULA (Bloco/PSD - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, o Rio de Janeiro aguarda com expectativa o julgamento marcado para amanhã o julgamento é definitivo sobre a Lei nº 12.734, de 2012, que altera a distribuição dos royalties do petróleo. Essa lei absurda tira do Rio de Janeiro aquilo que lhe pertence, que é a compensação dos royalties do petróleo, para distribuí-la para todo o Brasil aleatoriamente. Os riscos ambientais continuam com o Rio de Janeiro, mas quem não corre nenhum risco ambiental e nem sequer produz petróleo vai receber recursos. Eu espero que, amanhã, haja um julgamento justo, porque o julgamento de amanhã, se for contrário ao Rio de Janeiro, será a falência do Estado do Rio de Janeiro. - 05/05/2026Breves Comunicações
O Deputado rebateu vídeo do ex-Governador Cláudio Castro, que reagiu a declarações anteriores sobre responsabilidades políticas pela crise no Rio de Janeiro. Apontou o ex-Governador como o mais corrupto da história do Estado e associou o Governo de Castro a um esquema de corrupção na Fundação Ceperj, com mais de 27 mil funcionários fantasmas. Além disso, assinalou irregularidades em diversas secretarias do Governo anterior, incluindo a Secretaria de Educação, e mencionou a prisão do Deputado Estadual Thiago Rangel pela Polícia Federal. Por fim, defendeu a própria integridade e desafiou o ex-Governador a apresentar provas de corrupção contra a sua pessoa.
Palavras-chave oficiais: Rio de Janeiro (Estado),Crise institucional,Ex-governador,responsabilização,Fundação Centro Estadual de Estatística, Pesquisa e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (CEPERJ),Secretária Estadual,Corrupção,Deputado federal,atuação
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O SR. OTONI DE PAULA (Bloco/PSD - RJ. Sem revisão do orador.) - O ex-Governador Cláudio Castro fez um vídeo em que tentou me responder por que ele ficou magoadinho por eu ter dito, em entrevista à BBC, que quem quebrou o Rio de Janeiro foi a Direita, e não a Esquerda. O Governador, num contorcionismo retórico, deu a entender que o único Governador de direita no Rio foi ele, e que todo o resto foi de esquerda. Eu vou corrigir, porque sou um cara humilde. Eu vou refazer minha fala: nenhum Governador foi mais corrupto do que o Governador "Claudinho Lalau". Eu pergunto ao Governador "Claudinho Lalau": você é de direita ou é de esquerda? É de direita. E mais: você não é só de direita, não! Seu Governo foi bolsonarista. Aliás, eu acho que não foi com o Bolsonaro que você aprendeu a meter a mão no bolso do povo brasileiro, ou melhor, do povo carioca e do povo fluminense. Eu acho que Bolsonaro não lhe ensinou isso. Talvez sua parceria com Flávio Bolsonaro tenha tido alguma coisa neste sentido; com Bolsonaro, não! Preste atenção! Você é a prova, Cláudio Castro, "Claudinho Lalau", de que, para ser vagabundo, não é preciso ser de direita nem de esquerda: é preciso não ter caráter. Foi no seu Governo, de direita bolsonarista, que foi armado um dos maiores esquemas de corrupção para promover sua reeleição na Fundação Ceperj. O Ministério Público do Rio de Janeiro identificou seu esquema com mais de 27 mil funcionários fantasmas, que iam buscar dinheiro na boca do caixa! Sua quadrilha, Claudio Castro, "Claudinho Lalau", acabou com o dinheiro da Cedae! Vocês torraram o dinheiro da Cedae! No seu Governo, houve esquema de corrupção em quase todas as secretarias. O Deputado Estadual Thiago Rangel foi preso esta manhã; estava fazendo o quê? O que a Polícia Federal descobriu? Estava roubando a secretaria, sua Secretaria de Educação, "Claudinho Lalau"! E você ainda vem dar uma de moralista, de direitista, de bolsonarista?! Deixe-me falar só uma coisa. Você citou o nome, nesse seu videozinho, do Deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha. Lave a boca, lave sua boca para falar do Deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha, uma das luzes morais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro! Outra coisa: para tentar me provocar, tentou dizer que eu era um político de direita e agora de esquerda. Claudinho Lalau, você não me ofende fabricando fake news, não! Não me ofende nem me chamando de esquerdista. Você não me ofende! Eu quero olhar nos seus olhos, desta tribuna, e dizer uma coisa: me chame de corrupto, me chame de corrupto! Faça um vídeo dizendo que eu sou corrupto, porque eu lhe chamo de ladrão e de quadrilheiro do bolsonarismo! - 29/04/2026
O Deputado orientou a bancada na votação do recurso contra a tramitação conclusiva do Projeto de Lei nº 580, de 2023, que submete a desconstituição da coisa julgada tributária, contrária à decisão proferida em controle concentrado ou em sede de repercussão geral, à ação rescisória. Afirmou ter feito denúncia relacionada à política do Estado do Rio de Janeiro. Citou o ex-Governador Cláudio Castro e o Deputado estadual Douglas Ruas, apontando proposta de ampliação do volume de emendas parlamentares na Assembleia Legislativa. Informou que a medida representaria aumento do poder de destinação de recursos e teria impacto sobre o orçamento público. Também mencionou decisão do Desembargador Ricardo Couto e fez referências a investigações, citando a Polícia Federal. Ao final, associou a iniciativa a interesses políticos no Estado e mencionou o Senador Flávio Bolsonaro.
Palavras-chave oficiais: Orientação de bancada,Recurso (proposição legislativa),contra,Projeto de lei ordinária,Voto contrário,Partido Social Democrático (PSD) (2011) Rio de Janeiro (Estado),Corrupção,Ex-governador
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O SR. OTONI DE PAULA (Bloco/PSD - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - O bloco encaminha "não", Presidente. Eu quero aproveitar este momento para fazer uma denúncia ao povo do Estado do Rio de Janeiro. Essa turma ligada ao Cláudio Castro é tão hábil na arte de meter a mão no bolso do povo carioca e fluminense que agora, diante de um Governador austero, que fez com que a roubalheira acabasse, o Douglas Ruas, que é candidato a Governador, criou uma nova forma de meter a mão no bolso do povo carioca e fluminense: está criando o orçamento secreto do Douglas Ruas. Sim, ele vai aumentar eles querem aumentar em quatro vezes as emendas, o poder de emenda parlamentar, ou seja, vai dividir para os Deputados da Alerj, já que a mamata foi cortada pelo Desembargador Ricardo Couto. Essa turma gosta de roubar. Alô, Polícia Federal, de olho no Douglas Ruas e na quadrilha do Cláudio Castro, patrocinada pelo Senador Flávio Bolsonaro, lembrando isso. - 28/04/2026
O Deputado defendeu o Advogado-Geral da União, Jorge Messias, contra notícias falsas sobre seu parecer relativo à assistolia fetal e sua atuação nos atos de 8 de Janeiro de 2023. Sustentou que Messias não defendeu a ampliação do aborto, mas a competência do Congresso Nacional para legislar sobre matéria penal e os limites do aborto legal no Brasil. Além disso, argumentou que o Advogado-Geral da União não pediu a prisão de todos os participantes do 8 de Janeiro, mas a punição de quem foi flagrado depredando patrimônio público. Por fim, lamentou que os ataques à indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) recorressem à mentira contra homem cristão e conservador.
Palavras-chave oficiais: Notícia falsa (fake news),Advogado-Geral da União,Parecer,Assistolia fetal,Ato antidemocrático,Prisão,competência,Congresso Nacional,Matéria penal,Aborto legal,punição,depredação,Patrimônio público,indicação,Ministro do Supremo Tribunal Federal,Cristão,Conservadorismo
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O SR. OTONI DE PAULA (Bloco/PSD - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." O apóstolo Paulo disse que nada podemos contra a verdade, a não ser pela verdade. O fato de eu não gostar do Governo ou do Presidente da República não permite que o meu caráter se coadune com a mentira e com o engano. É fake news dizer que o Ministro Jorge Messias foi a favor da assistolia fetal como técnica de aborto. É mentira! E é mentira por quê? Porque, ao ler o parecer do Ministro Jorge Messias, Srs. Deputados e Sras. Deputadas, o Ministro reafirma que apenas o Congresso Nacional, e não o Conselho Federal de Medicina, pode regulamentar matéria penal e definir limites sobre a prática do aborto legal no Brasil. Não pode fazer isso o Conselho Federal de Medicina nem a Suprema Corte. No seu parecer, o Ministro Jorge Messias estava defendendo o direito do Parlamento de legislar. A resolução do Conselho Federal de Medicina, ao proibir a técnica de assistolia fetal, que é uma técnica horrorosa, que todos nós somos radicalmente contra, estava usurpando uma função do Congresso Nacional. Além disso, a manifestação de Jorge Messias, como Advogado-Geral da União, em nenhum momento promoveu a ampliação ou a permissividade do aborto no Brasil. Pelo contrário é que V.Exas. não leram o parecer! , ele reafirma que a regra normativa brasileira permanece sendo de criminalizar o aborto, com as exceções previstas no caso de estupro, risco de vida da gestante ou fetos com anencefalia. Outra mentira, outra fake news, é que Jorge Messias pediu a condenação dos patriotas que participaram do 8 de Janeiro. Vamos à verdade. A verdade é que o Ministro Jorge Messias não saiu pedindo a prisão dos que estiveram naquele ato, naquele fatídico dia. O que ele pediu é que aqueles que foram pegos em flagrante depredando o patrimônio público fossem penalizados. O Ministro não poderia tomar outra decisão, pois seria prevaricação. Alguém entra neste Parlamento, sai quebrando tudo, e o Advogado-Geral da União diz: "Não, liberem todo mundo e deixem depredar". Pelo amor de Deus, senhores! Presidente, eu peço só mais 30 segundos. O SR. PRESIDENTE (Charles Fernandes. Bloco/PSD - BA) - Peço a V.Exa. que conclua, Deputado. O SR. OTONI DE PAULA (Bloco/PSD - RJ) - Obrigado pela sua benevolência. Portanto, o que nós fazemos aqui, muitas vezes, é usar a mentira para tentar atrapalhar a indicação de um homem cristão, de um homem conservador. Se não for o Messias, vai ser outro que o Presidente Lula vai indicar. Pelo menos Jorge Messias é um cristão, conservador e vai respeitar a nossa fé. - 28/04/2026
O Deputado criticou o uso da Polícia Federal para perseguir brasileiros por ofensas ao Presidente Lula e afirmou que essa prática enfraquece o Estado Democrático de Direito. Comparou a situação às críticas dirigidas ao ex-Presidente Bolsonaro e defendeu que chamar o Presidente da República de “ladrão” faz parte da democracia. Ao final, aconselhou o Presidente Lula a orientar a Polícia Federal a não interferir na liberdade de expressão dos cidadãos.
Palavras-chave oficiais: Polícia Federal (PF),perseguição,Ofensa,Presidente da República,Democracia,Estado Democrático de Direito,Liberdade de expressão,Governo federal,Eleições
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O SR. OTONI DE PAULA (Bloco/PSD - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Srs. Deputados, Sras. Deputadas, nós precisamos entender que o Estado brasileiro e o Estado Democrático de Direito se enfraquecem quando a Polícia Federal, de alguma forma, é instrumentalizada para perseguir o brasileiro que emite a sua opinião contra o Presidente da República. Lá atrás, chamava-se Bolsonaro de genocida, quem quisesse chamava, faz parte da democracia. Chamar o Presidente Lula de ladrão faz parte da democracia. O que não pode acontecer, Presidente, é a Polícia Federal enquadrar brasileiros porque estão xingando o Presidente da República. Só mais 30 segundos Presidente, por favor. Eu quero dar um conselho ao Governo. Às vésperas de uma eleição, é melhor que o Presidente da República faça um pronunciamento dizendo: "Não quero a Polícia Federal se intrometendo na liberdade do brasileiro me xingar". Isto vai ser melhor para ele do que continuar permitindo a Polícia Federal ser aparelhada. - 28/04/2026
O Deputado afirmou que, seis meses após a operação nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro (RJ), que resultou em 122 mortes, entre elas cinco policiais, ainda não havia respostas conclusivas sobre o caso. Questionou o envolvimento dos mortos com o tráfico, a existência de inocentes entre as vítimas, o funcionamento de câmeras corporais e possíveis alterações na cena do crime. Defendeu que a atuação policial em confronto armado não poderia envolver execuções e mencionou desigualdade no tratamento entre áreas da cidade. Destacou a necessidade de esclarecimentos por parte do Governo estadual sobre a operação.
Palavras-chave oficiais: Chacina,Operação policial,Rio de Janeiro (RJ),Favela,Crime organizado
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O SR. OTONI DE PAULA (Bloco/PSD - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente e Srs. Deputados, 6 meses depois da chacina no Complexo da Penha e no Complexo do Alemão, em que houve 122 mortos, entre eles cinco policiais, não há nenhuma resposta. O Governo do Estado não consegue responder o que aconteceu naquele dia. Tinham todos envolvimento com o tráfico? Morreram todos realmente no confronto? E mais: havia inocentes ou não? Por que as câmeras corporais estavam desligadas e algumas, danificadas? Por que a cena do crime foi alterada e os corpos, removidos? A sociedade do Rio precisa de respostas a estas perguntas. A polícia tem o direito, ao ser recebida com balas e tiros, de revidar, mas não tem o direito de executar ninguém. Policial nenhum tem o direito de executar ninguém. Entrar na favela sem respeitar os favelados e tratar a elite do Rio de Janeiro de outra forma é discriminação social. Se o que aconteceu na favela acontecesse na Zona Sul, o Estado já teria dado uma resposta. - 28/04/2026Breves Comunicações
O Deputado relatou o assassinato de um empresário no Rio de Janeiro (RJ), atribuído a policiais militares, e afirmou que o caso expôs problemas estruturais nas forças de segurança. Mencionou a existência de corrupção em setores da polícia, ao mesmo tempo em que reconheceu a atuação de profissionais que cumpriam suas funções. Questionou a confiança da população nas instituições diante de denúncias de envolvimento com o crime organizado e citou a sensação de impunidade. Defendeu debate no Parlamento sobre reformas nas corporações policiais e alertou para riscos de agravamento do cenário caso não houvesse enfrentamento do problema.
Palavras-chave oficiais: Homicídio,Rio de Janeiro (RJ),Polícia militar,Crime organizado
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O SR. OTONI DE PAULA (Bloco/PSD - RJ. Sem revisão do orador.) - O Brasil assistiu estarrecido a dois bandidos, fantasiados com a farda de policiais, executando o empresário do Rio de Janeiro Daniel Patrício Santos de Oliveira, de 29 anos. Esse empresário foi executado em uma emboscada patrocinada por dois policiais militares, dois bandidos de farda. Até quando nós vamos nos esconder atrás da hipocrisia? Nós temos uma polícia corrupta, assim como temos um Parlamento corrupto. Infelizmente, nós não temos mais como esconder que nós temos no Rio de Janeiro uma banda podre na polícia, a despeito dos bons policiais, dos policiais honestos. Há uma banda podre, e parte dessa banda podre está no alto comando da nossa Polícia Militar. São comandantes que recebem arrego arrego do crime organizado e depois não sabem por que a favela não confia na polícia. Como a favela vai confiar na polícia se vê a Patamo entrando... Não, não para libertá-la do crime, mas para levar o arrego para o comandante do batalhão, para levar a propina para o delegado da delegacia da área. E aí? Eu agora sou defensor de bandido porque estou falando isso aqui? Eu agora defendo o bandido porque estou dizendo que nós precisamos de uma reforma urgente na nossa polícia? Não é admissível que dois homens de farda, protegidos pelo Estado brasileiro, sejam executores. E, se fosse um caso isolado, ainda ia, mas não é, não é! Nós precisamos urgentemente colocar o dedo nessa ferida. E outra coisa, já não temem nem mais as câmeras. Não! Tudo filmado por eles próprios. É a certeza da impunidade! É a certeza de que nada será descoberto! Portanto, nós precisamos que este Parlamento trate desse assunto com equilíbrio e com seriedade, porque nós temos um câncer chamado corrupção instalado nas nossas polícias. E, se fingirmos que ele não existe, vai haver metástase. E, daqui a pouco, não vamos diferenciar polícia de bandido. - 14/04/2026
O Deputado criticou relatório apresentado no Senado no âmbito da CPI do Crime Organizado, ao afirmar que o documento não incluiu políticos entre os investigados. Mencionou a situação do Estado do Rio de Janeiro e apontou preocupação com a relação entre crime organizado e agentes públicos. Também afirmou que a condução do processo representou perda de oportunidade para ampliar a responsabilização. Ao final, registrou insatisfação com o resultado apresentado.
Palavras-chave oficiais: Senado Federal,Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI),Crime organizado,Relatório (processo legislativo),Agente político,investigação,ausência,Crítica
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O SR. OTONI DE PAULA (Bloco/PSD - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - O povo do meu Estado do Rio de Janeiro se sentiu desamparado com o relatório do Senador Alessandro Vieira, que indiciou alguns Ministros da Suprema Corte. Nada contra isso, mas deixar o crime organizado de fora do relatório, não indiciar políticos?! Onde estão os políticos do Rio de Janeiro? Onde está o ex-Governador do Estado nesse relatório? O Rio de Janeiro está se afundando no acumpliciamento entre o crime organizado e a política, e o Senador Alessandro Vieira deixou de fora do seu relatório a política e os políticos. Lamentavelmente, nós estamos perdendo mais uma grande oportunidade. - 14/04/2026Breves Comunicações
O Deputado repudiou a Lei estadual votada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina que afasta a aplicação da Lei de Cotas no Estado, classificando-a como medida criminosa e defendendo sua invalidação pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ademais, ressaltou a importância das cotas como política de Estado para enfrentar desigualdades históricas e promover inclusão da população negra no acesso à educação e oportunidades. Além disso, condenou Parlamentares catarinenses, a quem atribuiu postura racista, e associou a formação histórica do País a privilégios concedidos a imigrantes europeus em detrimento da população negra. Por fim, defendeu a manutenção e ampliação das políticas de ação afirmativa, destacando seus efeitos na ampliação do acesso de negros e indígenas às universidades.
Palavras-chave oficiais: Assembleia Legislativa,Santa Catarina,Lei de Cotas (2002),julgamento,Supremo Tribunal Federal (STF),Lei estadual,Desigualdade social,Inclusão social,Negros,Direito à educação,Racismo,Deputado estadual,Ação afirmativa,Indígenas,Universidade
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O SR. OTONI DE PAULA (Bloco/PSD - RJ. Sem revisão do orador.) - Os Ministros da Suprema Corte têm a chance de resolver um crime cometido pela Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, que é o fim da Lei de Cotas em Santa Catarina, antes que este crime seja perpetuado e replicado em todos os Estados do Brasil. A Lei de Cotas é fundamental para reduzir a desigualdade e promover a equidade no País. A política de cotas busca compensar séculos de exclusão da população negra do acesso à educação e a oportunidades, construindo um país mais justo. Fechar os olhos para a necessidade de uma reparação histórica é negar a realidade cruel que homens e mulheres negras sofreram neste País, onde por muito tempo se perpetuou o regime escravocrata, e abolir a escravidão. Este País preferiu não abolir, mas manter esse sistema infernal. Essa é uma política de Estado. Por isso, eu quero me dirigir aos Srs. Deputados racistas de Santa Catarina. O Estado brasileiro criou o sistema de colonato, que nada mais era do que um sistema de parceria entre o Estado e os brancos europeus, imigrantes que tinham o direito de cultivar terras de grandes fazendeiros e receber moradia, parte do café que plantavam, além de poderem cultivar o alimento para si. Srs. Deputados racistas de Santa Catarina, seus avós e bisavós chegaram a este País com passagem paga pelo Governo do Brasil. E até a herança que suas famílias possuem hoje veio de terras doadas pelo Governo do Brasil, por causa do ódio que os antigos donos de escravizados tiveram de nossos pais, de nossos avós e bisavós quando ousaram se sentir livres nesta Nação. Srs. Deputados racistas de Santa Catarina, o ódio foi tão grande que a monarquia foi derrubada. A república não nasce por um clamor popular; ela nasce como sinal de revolta dos escravocratas contra a monarquia, que aboliu a escravidão. A república, neste País, portanto, é fruto da luta não do povo brasileiro, mas dos senhores de escravizados. Eu vou terminar esta fala perguntando: será que o filho do negro não quer ser doutor? Será que o filho do negro não quer ser CEO de grandes empresas? Será que o filho do negro não quer ser Senador ou Presidente desta Nação? Ou será que cabe ao filho do negro ser apenas bandido ou trabalhador braçal? Agora vocês estão reclamando que o filho do pedreiro não quer ser mais pedreiro. A elite branca está reclamando que está faltando trabalhador e ainda culpa o Bolsa Família por isso. Desde a implementação da Lei de Cotas, houve um aumento significativo da presença de estudantes negros e indígenas nas universidades. As cotas são ferramentas de ação afirmativa que visam diminuir o abismo social entre diferentes grupos raciais neste País. Portanto, que a memória nunca nos falte e que a Suprema Corte conserte este erro colossal, criminoso, que é o fim das cotas em Santa Catarina! - 08/04/2026Breves Comunicações
O Deputado manifestou solidariedade ao Senador Cleitinho diante de críticas recebidas após posicionamento sobre declarações atribuídas ao Presidente Donald Trump. Afirmou que o Senador foi alvo de questionamentos por adotar postura contrária a falas consideradas inadequadas, mesmo sendo identificado com a direita política. Também criticou o que classificou como reações seletivas dentro de grupos ideológicos e defendeu coerência nas posições diante de temas internacionais.
Palavras-chave oficiais: Senador,Crítica,Estados Unidos,Presidente,declaração,solidariedade
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O SR. OTONI DE PAULA (Bloco/PSD - RJ. Sem revisão do orador.) - O Senador Cleitinho está sendo agora enxovalhado, enxovalhado pelo lado bolsonarista, sendo chamado de traidor, Deputado Bebeto, porque ele se posicionou, embora sendo de Direita, embora sendo bolsonarista, contra as atitudes desumanas, descabidas e imorais do Presidente dos Estados Unidos, que ameaçou eliminar a civilização persa e riscá-la do mapa! É claro que nós sabemos, é claro que nós sabemos que o Presidente Trump é fanfarrão, gosta de brincar com o discurso fácil. Nós tivemos esse problema aqui no Brasil desse jogo de emoções, 72 horas, tique-taque, é agora que vai acontecer. O Trump gosta disso, mas tudo tem limite. Agora, eu pergunto: Se fosse o Putin, se fosse o Xi Jinping, falando que ia eliminar a nação de Israel, qual seria o nosso posicionamento? Nós, da Direita ou da extrema-direita, estaríamos aqui propondo moção de repúdio. E por quê? Porque é Israel. Agora, porque é o Irã, nós vamos aplaudir? Quer dizer que, diante de Deus, Israel vale mais do que o Irã? Quer dizer que, diante do Cristo, o Irã é menos do que um judeu? O iraniano é menos do que um judeu? Infelizmente, a extrema-direita se tornou aquilo que ela sempre criticou na Esquerda, que é a revolta seletiva, ou seja, se o ataque é contra quem eu não gosto, eu aplaudo. Se é contra mim, então eu me junto. Como cristão, eu não posso admitir, aplaudir, isso que Trump fez. É um absurdo esse culto a Donald Trump. É um absurdo essa religião trumpista, que está tomando conta da Nação brasileira e de um espectro ideológico que é a extrema-direita. Todas as barbáries, todo o esgoto que sai da boca de Trump tem que ser aplaudido. E quem é contra Trump é contra o País, é contra o Brasil? Esta Nação não pode se curvar a ser uma lambedora de botas do que Donald Trump diz. Portanto, eu quero manifestar todo o meu carinho e solidariedade ao Senador Cleitinho pelos ataques que tem sofrido. - 08/04/2026
O Deputado registrou a presença do influenciador Luciano da Luz na Câmara dos Deputados e destacou sua atuação nas redes sociais. Informou que o trabalho consiste em entrevistar pessoas com diferentes posicionamentos políticos, ao apontar que a iniciativa evidenciaria a polarização no debate público.
Palavras-chave oficiais: Influenciador digital,Plenário,Saudação
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O SR. OTONI DE PAULA (Bloco/PSD - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, que honra é receber na Casa do Povo o influenciador Luciano da Luz, um cara do bem, que está fazendo um trabalho interessante nas redes sociais. Ele vai às ruas e entrevista o povo brasileiro, aqueles que são bolsonaristas e aqueles que são lulistas, ou seja, aqueles que estão mais ao extremo. Ao entrevistar essa parte da população tanto da extrema direita quanto da extrema esquerda, o Luciano da Luz mostra que não há racionalidade nos extremos. Quando você vai para os extremos, o debate acaba, o diálogo acaba; a polarização passa a ser de pessoas, não de ideias. O que faz com que haja a boa política é o debate de ideias. Luciano, parabéns pelo seu trabalho! O Luciano é um cara iluminado, um iluminista, um cara que procura ouvir as duas partes. Ele é pré-candidato a Deputado Federal. Eu torço para que, na próxima legislatura, um cara do bem esteja nesta Casa. Seja bem-vindo, Luciano! - 08/04/2026Comissão Geral
O Deputado discursou na Comissão Geral sobre feminicídio, destacando a importância do engajamento dos homens no enfrentamento da violência contra a mulher e do feminicídio. Também defendeu que crianças sejam educadas para o respeito e a igualdade de gênero, como forma de prevenir futuras violências.
Palavras-chave oficiais: Comissão geral,Feminicídio,Igualdade entre os sexos,Educação
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O SR. OTONI DE PAULA (Bloco/PSD - RJ) - Subi a esta tribuna neste dia tão marcante, tão importante, em que esta Casa está debatendo o crime de feminicídio e a violência contra a mulher, porque é importante que os homens desta Casa, que representam a maioria deste Plenário e a maioria do Congresso Nacional, subamos aqui e nos comprometamos com esta pauta, porque, se alguém pratica violência contra a mulher, esse alguém somos nós, homens. Portanto, é necessário que parta de nós a contracultura da violência contra a mulher. E essa contracultura, Deputada Helena, precisa começar na escola dos nossos filhos, na educação doméstica. Nossas crianças, que hoje não são violentadores de mulheres; nossas crianças, que hoje não são feminicidas; nossas crianças, que hoje não são estupradoras; nossos meninos, que hoje ainda não sabem o que é o ódio à mulher, precisam aprender o que é o respeito. Se a família peca na formação desse menino para que ele seja um homem respeitador, um homem que olhe para a mulher e a veja como alguém igual a ele, e não como ser subserviente, o Estado não pode falhar nessa promoção de igualdade. Portanto, para aqueles que já são adultos e atentam contra as nossas mulheres, a força da lei. Agora, para os futuros homens, que hoje são crianças, a educação é necessária. Muito obrigado, Presidente. (Palmas.) - 07/04/2026
O Deputado solicitou a votação de requerimento de moção de repúdio a declarações atribuídas ao Presidente Donald Trump sobre o povo iraniano. Classificou o tema como questão de caráter civilizatório e defendeu posicionamento da Câmara em defesa da vida e da democracia.
Palavras-chave oficiais: Estados Unidos,Presidente,Irã,declaração,Moção de repúdio,requerimento
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O SR. OTONI DE PAULA (Bloco/PSD - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Presidente, enquanto os Deputados estão votando, eu gostaria de rogar a V.Exa. que nós votemos hoje, neste dia tão importante mundialmente, um requerimento que eu encaminhei à mesa de V.Exa., para que se faça uma moção de repúdio às falas genocidas do Presidente Trump, que disse que até às 21 horas horário do Brasil ele iria exterminar a civilização persa, numa total covardia com o povo iraniano. Esse tema, Sr. Presidente, não é um tema de direita ou de esquerda, mas um tema civilizatório. Esta Casa, que defende a democracia e a vida humana, pode e deve se posicionar contrariamente a essa fala de Trump, ainda que seja ele apoiado pela extrema direita, pela Direita. Não importa! Uma fala como essa não pode passar despercebida por esta Casa. Por isso, eu rogo a V.Exa. que nós votemos hoje esta moção de repúdio. - 07/04/2026
O Deputado defendeu a reestatização de ativos da Petrobras, como refinarias, distribuidoras e unidades de fertilizantes, afirmando que o tema deve ser tratado como questão de soberania nacional, e não ideológica. Argumentou que a privatização desses setores reduziu a capacidade de controle do mercado pelo Estado, impedindo que reduções de preços cheguem ao consumidor final. Por fim, também destacou a dependência do Brasil da importação de fertilizantes e afirmou que a retomada do controle estatal é necessária para garantir interesses estratégicos do país.
Palavras-chave oficiais: Soberania nacional,Reestatização,Petróleo Brasileiro (Petrobras),Refinaria,Distribuidor,Fertilizante,Privatização,Política de preços,Consumidor,Importação,Controle estatal
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O SR. OTONI DE PAULA (Bloco/PSD - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, falar sobre a reestatização das refinarias, dos postos de distribuição e das fábricas de fertilizantes da Petrobras não é falar sobre campos ideológicos. Esse não deveria ser um debate de esquerda ou de direita, mas, sim, uma discussão sobre soberania nacional. Por mais eficiente que seja a iniciativa privada, ela não trabalha pelo interesse público nas questões estratégicas. Quando o outro Governo vendeu os postos de distribuição da nossa Petrobras, nós perdemos o poder de equilíbrio do mercado. Todas as vezes que a nossa Petrobras abaixa o preço da gasolina, essa redução não chega à ponta. E não chega à ponta por quê? Porque nós vendemos os nossos postos. Está acontecendo a mesma coisa com os nossos fertilizantes. Hoje o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes. Portanto, a reestatização das nossas refinarias, dos nossos postos de distribuição de combustíveis e das unidades de fertilizantes da nossa Petrobras é uma questão de soberania nacional. - 07/04/2026
O Deputado solicitou a realização de um minuto de silêncio na Câmara dos Deputados pelo falecimento do bispo Jodenir. Na oportunidade, lembrou que o religioso teve relevância não apenas na Igreja Universal, mas também em toda a comunidade evangélica do Brasil.
Palavras-chave oficiais: Bispo,Falecimento,Igreja Universal do Reino de Deus (IURD),Homenagem póstuma,Igreja evangélica
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O SR. OTONI DE PAULA (Bloco/PSD - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, somente para colaborar com a fala do nosso Senador Marcelo Crivella, eu gostaria de solicitar a V.Exa. 1 minuto de silêncio desta Casa pelo falecimento do Bispo Jodenir, um homem que, sem dúvida alguma, marcou não somente a Igreja Universal, nossos irmãos da Universal, mas também toda a comunidade evangélica do Brasil. O SR. PRESIDENTE (Icaro de Valmir. PL - SE) - Muito obrigado, nobre Deputado Marcelo Crivella e nobre Deputado Otoni de Paula. Peço ao Plenário que façamos 1 minuto de silêncio. (O Plenário presta a homenagem solicitada.) - 07/04/2026
O Deputado repudiou as declarações do Presidente Donald Trump, que afirmou: "Uma civilização inteira morrerá esta noite". Classificou a fala como perigosa e infeliz, ressaltando que a condenação não depende de alinhamento ideológico, mas do princípio humanitário e civilizatório. Argumentou que, caso líderes como Xi Jinping ou Vladimir Putin tivessem feito declarações similares sobre Israel, o Parlamento reagiria de forma unificada. Destacou que Trump se dirigiu aos iranianos e não apenas aos líderes do regime, e afirmou que o Parlamento não poderia permanecer em silêncio diante de uma ameaça que atinge diretamente um povo.
Palavras-chave oficiais: Presidente,Estados Unidos,Genocídio,Guerra,Irã,Repúdio
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O SR. OTONI DE PAULA (Bloco/PSD - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, eu estou pedindo ao Presidente da Câmara, o Deputado Hugo Motta, que nós votemos e aprovemos hoje, neste Parlamento, uma moção de repúdio às declarações do Presidente Trump. Ele fez uma declaração altamente perigosa e infeliz, quando disse: "Uma civilização inteira morrerá esta noite". Não há campo ideológico aqui, Presidente. Nós, que somos humanos civilizatórios, temos que condenar esse tipo de declaração. Suponhamos que Xi Jinping ou Putin dissesse a mesma coisa sobre Israel. Nós estaríamos todos aqui agora unidos dizendo que isso seria um absurdo. Por que não condenar esta fala quando parte da extrema direita contra os iranianos? Trump não está falando contra os líderes do Governo e o cruel regime dos aiatolás. Trump está falando sobre os iranianos. Esta Casa, que abraça e anda com a democracia, não pode ficar calada diante desse absurdo. - 07/04/2026
O Deputado defendeu a realização de eleições diretas para o Governo do Estado do Rio de Janeiro, afirmando que a escolha indireta pela Assembleia Legislativa não representaria a vontade popular. Criticou a possibilidade de decisão pela Alerj e citou investigações envolvendo parlamentares estaduais. Também propôs a realização de um único processo eleitoral ainda no ano, com manutenção de um Governador interino até a posse do eleito. Informou que a medida buscava assegurar a escolha do novo chefe do Executivo pelo voto direto e garantir a condução administrativa do Estado após o pleito.
Palavras-chave oficiais: Eleição direta,Governador,Rio de Janeiro (Estado)
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O SR. OTONI DE PAULA (Bloco/PSD - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, o povo do Estado do Rio de Janeiro pede eleições diretas já! Não termos eleições diretas significa aceitarmos a tentativa de golpe do ex-Governador Cláudio Castro, que é o cabeça da quadrilha que tomou conta do Estado do Rio de Janeiro. Nós não podemos aceitar que se entregue essa eleição à Assembleia Legislativa, onde mais de quarenta Deputados Estaduais, segundo a Polícia Federal, têm algum tipo de envolvimento com o crime organizado. Portanto, entregar o povo do Rio de Janeiro e o futuro do Rio de Janeiro à Alerj é sedimentar, é pavimentar o caminho para os quadrilheiros que dilapidaram principalmente a honra do carioca, a honra do fluminense. Precisamos de eleições diretas já! Talvez nós não consigamos fazer duas eleições. A nossa proposta é que se faça uma única eleição em outubro, que o atual desembargador permaneça na sua função como nosso Governador interino e que, finalmente, no mês de outubro ou, caso haja segundo turno, no mês de novembro, imediatamente, portanto este ano, o novo Governador, eleito democraticamente, escolhido democraticamente pelo povo do Rio de Janeiro, possa tomar posse. O que nós não podemos é permitir que essa quadrilha ganhe e continue no poder. - 25/03/2026
O Deputado apresentou e elogiou a liderança política de Nino da Autoescola, suplente de vereador de Itaboraí (RJ), destacando sua pré-candidatura a Deputado Estadual e ressaltando seu compromisso com uma atuação política séria e voltada à transformação social.
Palavras-chave oficiais: Suplente,Vereador,Itaboraí (RJ),Pré-candidatura,Deputado estadual,Atuação parlamentar
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O SR. OTONI DE PAULA (Bloco/MDB - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Nobre Presidente, é com muita alegria que eu quero apresentar à Casa do Povo o nosso querido Nino da Autoescola. O Nino é suplente de Vereador na nossa gloriosa cidade de Itaboraí, é uma grande liderança política naquela cidade. Ele aceitou agora o nosso desafio de ser candidato a Deputado Estadual pelo Rio de Janeiro. Nino, seja muito bem-vindo à Casa do Povo! Parabéns pelo seu trabalho, pela coragem que você tem de fazer política com credibilidade, com seriedade, sem rabo preso. Isso prova o seu caráter. É bom estar ao lado de quem tem caráter e faz da política um meio de transformação social de verdade. Seja muito bem vindo, Nino da Autoescola! Muito obrigado, Presidente. - 25/03/2026
O Deputado criticou Vereadores alinhados ao bolsonarismo na Câmara Municipal do Rio de Janeiro por cobrarem relatórios sobre a Força Municipal de Segurança. Afirmou que a prioridade deveria ser investigar denúncias envolvendo batalhões da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e possíveis vínculos com o crime organizado. Atribuiu a crise no Estado a gestões associadas ao ex-Presidente Jair Bolsonaro, citando Wilson Witzel e Cláudio Castro. Também mencionou investigações envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro e o miliciano Adriano da Nóbrega.
Palavras-chave oficiais: Vereador,Rio de Janeiro (RJ),Guarda municipal,Polícia militar,Crime organizado Rio de Janeiro (Estado),Ex-governador,Ex-presidente da República,Partido Liberal (PL),vinculação Pré-candidato,Partido Liberal (PL),Eleição,Presidência da República,Milícia,envolvimento
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O SR. OTONI DE PAULA (Bloco/MDB - RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Os Vereadores bolsonaristas da Câmara Municipal do Rio de Janeiro parece que não têm outra coisa a fazer a não ser tentar achar pelo em ovo. Por que eu estou dizendo isso? Porque agora eles querem que haja um relatório mensal sobre a condução da Força Municipal de Segurança, criada pelo ex-Prefeito Eduardo Paes e futuro Governador do Estado, um relatório minucioso, mensal, de como está sendo conduzida a Força Municipal de Segurança. Eles deveriam pedir um relatório mensal, diário não sei quantas vezes , aos batalhões da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro! Deveriam pedir relatório sobre as denúncias que surgem quase diariamente do envolvimento de batalhões com arrego do crime organizado. É isso que deveriam investigar. Vocês, prestem atenção, afundaram a segurança pública do Rio de Janeiro! O Presidente Bolsonaro indicou Wilson Witzel, que deixou Cláudio Castro governar o Estado. Uma verdadeira quadrilha se montou no Estado do Rio de Janeiro, uma quadrilha que não apenas dilapidou as finanças do Estado, mas também corroeu a segurança pública do Estado, com o conluio entre alguns batalhões e o Comando Vermelho no Estado do Rio de Janeiro. Todo mundo sabe disso! Agora, vocês querem, como se não tivessem responsabilidade pela falência do Rio de Janeiro... Aliás, eu vou dizer uma coisa, nobres Deputados. O povo do Rio de Janeiro só vai votar em outro indicado pelo Presidente Bolsonaro se tiver perdido a memória. Nada tenho contra o Presidente Bolsonaro, mas, Deputado Ricardo Abrão, vá ser dedo podre para indicar Governador como fez Bolsonaro! Foi ele que indicou Wilson Witzel. Foi ele que pediu voto em prol de Cláudio Castro. É fácil dizer que a Esquerda rouba, que existe bandido na Esquerda. Beleza! Mas que tal tocar na ferida da Direita bolsonarista? O Rio de Janeiro está falido. O Rio de Janeiro está quebrado. E quem quebrou o Rio de Janeiro não foram os políticos de esquerda, porque eles não governam o Rio. Quem quebrou o Rio de Janeiro? Foi o lado de cá, ao qual eu pertenço. Eu só não pertenço ao bolsonarismo, à extrema direita. Pelo amor de Deus, existe muita coisa para vocês investigarem! Querem ver uma coisa que vocês vão ter que explicar? O Ministério Público do Rio de Janeiro acabou de denunciar a mãe de Adriano da Nóbrega. Quem foi Adriano da Nóbrega? Ele era um ex-policial militar, miliciano, no Rio de Janeiro, que foi homenageado pelo Senador Flávio Bolsonaro, mesmo este sabendo que Nóbrega era miliciano. A mãe do miliciano e a esposa do miliciano, que já está morto, estavam no gabinete do Senador, na época Deputado Flávio Bolsonaro. Vocês vão ter que explicar que o Senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República, não tem nada a ver com milícia, mesmo tendo dentro do seu gabinete a esposa e a mãe de um miliciano assassinado, um miliciano morto. O medo de vocês é que Eduardo Paes se torne Governador do Estado, mas isso vai acontecer. Por favor! Sabem por que isso vai acontecer? Porque nós não aguentamos mais a mesma quadrilha. Wilson Witzel é Cláudio Castro; Cláudio Castro é Douglas Ruas. É simples assim! São a mesma cabeça e o mesmo corpo. O que muda é a face. Trata-se do mesmo grupo que destruiu o Estado do Rio de Janeiro e quer continuar destruindo-o agora. Cuidem da Polícia Militar e deixem a Prefeitura do Rio de Janeiro, agora na gestão de Eduardo Cavaliere, cuidar da Força de Segurança Municipal! - 25/03/2026Breves Comunicações
O Deputado denunciou supostas irregularidades na gestão municipal de Seropédica (RJ), atribuindo ao Prefeito Lucas falhas apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado. Citou indícios de desvio de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação — Fundeb, com determinação de devolução de valores, além de problemas no fundo previdenciário local, que afetariam aposentados e pensionistas. Também mencionou contratações irregulares sem concurso público e questionou motivações políticas na gestão. Ao final, afirmou não se intimidar com ameaças e cobrou explicações formais ao TCE.
Palavras-chave oficiais: Seropédica (RJ),Prefeito,Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb),Concurso público,ausência,Fundo previdenciário,irregularidade,Tribunal de contas estadual,atuação,Deputado federal,intimidação
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O SR. OTONI DE PAULA (Bloco/MDB - RJ. Sem revisão do orador.) - Mais uma vez eu subo a esta tribuna em defesa do povo de Seropédica. E não adianta o Prefeito me ameaçar, não adianta o Prefeito me mandar recados. Eu não me intimido, eu não me acovardo, Prefeito Lucas. V.Exa. é que terá que se explicar agora ao Tribunal de Contas do Estado, que listou algumas irregularidades da sua gestão, irregularidades sérias, seriíssimas, das quais eu vou listar apenas três aqui. O senhor terá que explicar ao Tribunal de Contas do Estado o desvio do dinheiro do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação Fundeb. O senhor fica desviando dinheiro das crianças, dinheiro de pagamento de professores, dinheiro da estruturação da educação, já tão combalida no Município de Seropédica. O Tribunal de Contas do Estado está obrigando o senhor a devolver mais de 3 milhões de reais desviados, roubados do Fundeb, da Secretaria de Educação, na sua gestão. Bem, o TCE também aponta desequilíbrio previdenciário. Atenção, trabalhadores e trabalhadoras de Seropédica que dedicaram a sua vida ao bom funcionamento da cidade de Seropédica! O Prefeito Lucas está assaltando o fundo de pensão, o fundo previdenciário de Seropédica! E quem está dizendo isso não é este Deputado, não, que ele ameaça. Quem está dizendo isso é o Tribunal de Contas do Estado! Lucas está quebrando o fundo de previdência! Isso é covardia com os nossos aposentados e os nossos pensionistas! Há mais! Há mais! O Tribunal de Contas do Estado vê irregularidade na gestão de pessoal. É o seguinte: ele está contratando todo mundo todo mundo, todo mundo , mas o Tribunal está dizendo: "Por que você não faz concurso público?" É preciso fazer concurso público, Lucas! Mas ele não quer fazer concurso público. Por quê? Porque ele precisa eleger um Deputado Federal. Eu sei até quem é, mas eu não vou citar o nome, porque eu não cito nome de família eu não cito. Eu sei quem ele quer lançar, mas eu não vou citar o nome aqui, porque família é santa, é sagrada. Ainda que ele coloque a própria família na lama, eu vou respeitar a família. Como ele quer eleger a candidata dele a Deputada Federal, o que ele faz? Está contratando gente no Estado todo e fazendo da Prefeitura penduricalho. Povo de Seropédica, o Lucas está pegando gente de todos os Municípios do Estado e pagando com o dinheiro de vocês! E o TCE já viu isso! A pergunta que eu quero fazer ao Prefeito Lucas é esta: Prefeito Lucas, o senhor vai chamar o TCE para a porrada também, da mesma forma que o senhor me chamou? Vai chamar os Conselheiros do TCE para o mano a mano? Machão! Machão! Meu Deus, que medinho! Que medinho do Luquinhas, meu Deus do céu! Ele quer resolver o problema na porrada! Não é na porrada, Lucas! Você vai ter que responder ao TCE, vai ter que responder aos Conselheiros. Ou vai usar o Brazuca, a sua milícia digital, para atacar a honra dos Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado, como você usa para atacar a dos seus opositores? Seu covarde! Covarde! Há mais! Fique tranquilo, Lucas. Já vou lhe avisando: está para nascer o homem que me intimide. E olhe que eu não ando armado não, nem mesmo com segurança. Só ando com Deus no coração e tenho a minha vida limpa limpa! Se eu tenho moral para falar aqui é porque a minha vida é limpa! O Alexandre Moraes pegou meu celular, invadiu todas as minhas contas, e eu o desafiei nesta tribuna. Eu disse que, se ele não encontrasse nada, nada, que ele abrisse o seu celular também, que o entregasse à Polícia Federal. Eu não estou aqui para fazer politicagem, não, moleque! Respeite-me, rapaz! Você vai se ver com a Polícia Federal, que chega aí daqui a pouquinho! (O orador imita o som da sirene de carro de polícia.) Às 6 horas da manhã, você vai ouvir a campainha. (O orador imita o som de campainha.) Você vai estar de macacão, ou de macaquinho não sei o que você usa para dormir, se você dorme de sunguinha , mas vai ter que atender à Polícia Federal, porque lugar de bandido é na cadeia, e não na cadeira de Prefeito.
Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 17/12/2019 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.