
Nome civil: José Marcelo do Nascimento Nilo · 71 anos
Bananômetro
75/100
período curto: nota baseada em 63 votações
Trabalha bem, com espaço para melhorar.
Nota maior que a de 43% dos deputados · média do partido: 76
Por que essa nota?
- Presença em sessõespeso 40% · 100%
Aparece para trabalhar?
- Participação em votaçõespeso 35% · 89%
Vota quando precisa? (votações com registro de nome)
- Iniciativas que avançarampeso 15% · 0%
Propõe coisas que andam? (comparado aos colegas)
- Atividade na tribunapeso 10% · 37%
discursos na tribuna (percentil)
A nota mede só o básico do mandato (aparecer, votar, propor e debater), de qualquer lado. Não diz se o político é bom segundo uma ideologia, e um "Bananão" fala do político, nunca de quem votou nele. Dúvidas sobre a nota?
Personalizar pesosComo vota · Mandato atual (2023–2027)
Vota com o governo 73%das 40 votações em que o líder do Governo pediu Sim ou Não e ele votou
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Fonte: Câmara dos Deputados, dados abertos · consultado em 16/10/2026.
Números de Mandato atual (2023–2027)
Presença nas sessões
100%
Esteve em 51 de 51 sessões
Votou nas votações
89%
Registrou voto em 56 de 63 votações nominais
Iniciativas que viraram lei
0
Não apresentou projeto como autor principal neste período
Alinhamento com o governo
73%
Em 40 votações em que o Governo orientou
117 discursos na tribuna · de 06/02/2019 a 17/06/2026.
- 17/04/2019
Desencontro de declarações no âmbito do Governo Federal a respeito dos preços do óleo diesel. Despreparo do Presidente Jair Bolsonaro para a condução dos destinos da Nação brasileira.
Palavras-chave oficiais: COMBUSTÍVEL, ÓLEO DIESEL, PREÇO, PETRÓLEO BRASILEIRO (PETROBRAS), ANÁLISE. JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, GOVERNO FEDERAL, GESTÃO, CRÍTICA.
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O SR. MARCELO NILO (PSB - BA. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente Camilo Capiberibe, é sempre um prazer e uma alegria vê-lo presidindo a Câmara dos Deputados. Serei breve. Na semana passada, o Brasil foi surpreendido com o aumento do óleo diesel pela PETROBRAS em mais de 5%. E ficou mais surpreso quando o Presidente da República, numa intervenção no Banco Central, mandou suspender o aumento. Ficou o Brasil mais surpreso ainda quando o Ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou ao Brasil e desmentiu o Presidente da República, dizendo que quem mandava era a PETROBRAS e que o Presidente da República não iria interferir nos preços daquela empresa. Então, Sr. Presidente, gostaria de dizer que o Bolsonaro sempre disse que não entendia de economia; na política, é um desastre, porque a sua base aqui é completamente... (Desligamento automático do microfone.) O SR. MARCELO NILO (PSB - BA) - Sr. Presidente, peço apenas um tempo para que eu possa concluir. De que entende o Presidente da República? Não entende de economia; não entende do social. Aliás, diga-se de passagem, ele disse que não estava preparado para ser Presidente da República e que o que ele gostaria era de ser militar. Então, nós brasileiros vamos passar 4 anos sofrendo com um Presidente da República que assume que é despreparado para governar o Brasil. Obrigado, Sr. Presidente. - 16/04/2019
Não adoção, pelo Presidente Jair Bolsonaro, de medidas a favor da população brasileira nos 100 primeiros dias do seu governo. Paralisação do Programa Mais Médicos e do Programa Minha Casa, Minha Vida. Protesto contra a concessão de reajuste ao salário mínimo com base nos índices inflacionários. Comprometimento do Presidente da República com as elites.
Palavras-chave oficiais: JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, GOVERNO FEDERAL, GESTÃO, CONTRÁRIO, BALANÇO, AVALIAÇÃO NEGATIVA. PROGRAMA MAIS MÉDICOS, PROGRAMA MINHA CASA, MINHA VIDA (PMCMV), PARALISAÇÃO. REAJUSTE SALARIAL, INFLAÇÃO, ANÁLISE.
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O SR. MARCELO NILO (PSB - BA. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sra. Presidente, Deputada Geovania de Sá, Sras. e Srs. Deputados, ontem eu estava pensando: o que foi o Governo Bolsonaro nesses 100 dias? Desafiei os nobres Parlamentares que têm... Sra. Presidente, são 5 minutos. No painel consta 1 minuto. A SRA. PRESIDENTE (Geovania de Sá. PSDB - SC) - O Deputado Marcelo Nilo falará por 5 minutos. Por favor, peço que aumentem mais 4 minutos no tempo do Deputado. O SR. MARCELO NILO (PSB - BA) - Não, Sra. Presidente, começarei agora. Não posso perder...(Risos.) A SRA. PRESIDENTE (Geovania de Sá. PSDB - SC) - Tem V.Exa. a palavra por 5 minutos.(Risos.) O SR. MARCELO NILO (PSB - BA) - Sra. Presidente, estive ontem meditando, pensando nos 100 dias do Governo Bolsonaro. Já desafiei, no bom sentido, os Deputados corajosos que fazem, às vezes, a defesa desse Governo. Eu perguntei qual é a única medida do Governo atual em defesa do povo brasileiro, para a volta do crescimento, para a geração de empregos, para minorar o sofrimento do povo. Não existe, nobre Deputado Bacelar! O que existe são programas parados, que deram certo nos Governos passados. Aliás, cito dois: o Programa Mais Médicos e o Programa Minha Casa, Minha Vida. Quanto ao Programa Mais Médicos, houve um problema ideológico. O Presidente Jair Bolsonaro tentou humilhar os cubanos, que voltaram para Cuba. Inclusive, muitos deles formaram famílias no Brasil. O que ocorre? Os cubanos trabalhavam em cidades pequenas. Fizeram concurso, uma licitação, os médicos foram trabalhar em Municípios pequenos, mas em 2 meses abandonaram o trabalho. Centenas de Municípios de pequeno porte no Brasil não possuem médico hoje. O Programa Mais Médicos foi abandonado pelo Governo atual porque não tem o pensamento voltado para os mais necessitados. Médico brasileiro gosta de trabalhar em médias e grandes cidades, para poder criar seus filhos, enquanto os cubanos se sentiam orgulhosos de trabalhar em qualquer lugar: trabalhavam na zona rural, atendiam um, atendiam outro, formaram famílias e se apaixonaram pelo Brasil. O Programa Minha Casa, Minha Vida, programa do Governo Lula que deu certo, foi abandonado pelo Governo atual. Muitos empresários brasileiros estão indo à falência porque o Governo Federal não paga as obras realizadas nesse programa de habitação. Nós fizemos um convite ao Ministro do Desenvolvimento Regional - aprovado na Comissão de Desenvolvimento Urbano - para que ele mostrasse qual é o programa habitacional do Governo Bolsonaro. Aliás, o Governo Bolsonaro, nesses 3 meses, mostra que não gosta de pobre; mostra que o seu Governo é para as elites. Observem o que ele disse ontem, como mandou a LDO: sem ganho real do salário mínimo! Imagine, Deputada Benedita da Silva, viver com 998 reais, e em 2020 receber apenas a correção da inflação. No Governo Lula, no Governo Dilma Rousseff, havia ganho real. Portanto, Deputado Valmir, oriundo dos sem-terra, da zona rural, que sabe da fome e da sede por que passa o nordestino da zona rural - porque dois terços da população da Bahia pertence à zona rural, vive do Bolsa Família, vive do salário mínimo -, nobre Presidenta, eu gostaria de fazer um desafio, no bom sentido, aos corajosos Deputados que defendem o Governo Bolsonaro: digam uma única medida - não precisam ser duas - do Governo Bolsonaro que tenha sido tomada para promover a volta do crescimento, para minorar o sofrimento do povo, para melhorar a vida das pessoas. Este, infelizmente, é um Governo que protege a elite e penaliza aqueles que ganham salário mínimo. Talvez ele não saiba o que é sair de casa às 6 horas da manhã, com uma enxada nas costas, para ir trabalhar, plantar milho, plantar feijão, voltar para casa e sonhar com a aposentadoria. Mas Bolsonaro não quer isso. Bolsonaro quer privilegiar aqueles que ganham altos salários e penalizar os que são mais carentes, mais necessitados. - 16/04/2019Pequeno Expediente
Participação na comitiva do Governador do Estado da Bahia, Rui Costa, em visita ao Município de Morro do Chapéu para inauguração de rodovia entre a municipalidade e Lages do Batata. Empenho do Governador Estadual no atendimento às demandas das regiões interioranas.
Palavras-chave oficiais: RODOVIA, INAUGURAÇÃO, MORRO DO CHAPÉU (BA), RUI COSTA, GOVERNADOR, BAHIA, MARCELO NILO, DEPUTADO FEDERAL, ORADOR, PARTICIPAÇÃO.
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O SR. MARCELO NILO (PSB - BA. Sem revisão do orador.) - Obrigado, nobre Presidenta. Srs. Deputados, ontem nós estivemos no Município de Morro do Chapéu acompanhando o Governador Rui Costa, que completou 500 viagens para o interior do Estado. Fui levar investimentos, inauguramos o trecho da estrada Morro do Chapéu a Lages do Batata. Em 4 anos, o Governador Rui Costa fez 500 viagens, ou seja, mais de 100 viagens para o interior do Estado em 1 ano. Isso demostra o apreço, o respeito que o Governador tem com nosso Estado, principalmente com o interior da Bahia. É óbvio que na Capital ele é um dos Governadores mais bem avaliados da história, porque realizou grandes obras, como o metrô, as contenções de encostas; recentemente, inaugurou a Avenida 29 de Março. Ele é um Governador que está trabalhando. É por isso que ele teve 76% dos votos, não é, meu querido amigo Deputado Valmir Assunção? Ele teve 76% dos votos e é avaliado hoje positivamente por mais de 90% da população da Bahia. Quem está de parabéns é o povo da Bahia, que soube reeleger meu querido amigo, meu Governador Rui Costa! Muito obrigado, Sra. Presidente. - 15/04/2019Breves Comunicações
Prejuízos causados às classes menos favorecidas pela decisão do Governo Federal de não concessão de aumento real ao salário mínimo.
Palavras-chave oficiais: JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, GOVERNO, CORREÇÃO MONETÁRIA, SALÁRIO MÍNIMO, INFLAÇÃO, SUPRESSÃO, AUMENTO SALARIAL, LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS (LDO), PEC 6/2019, PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO, REFORMA PREVIDENCIÁRIA (2019), PREJUÍZO, POPULAÇÃO DE BAIXA RENDA, TRABALHADOR, POLÍTICA SALARIAL, CRÍTICA.
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O SR. MARCELO NILO (PSB - BA. Sem revisão do orador.) - Sra. Presidenta, Deputada Geovania de Sá, Sras. e Srs. Deputados, hoje, mais uma vez houve um anúncio do Governo Bolsonaro contra o humilde, contra o pobre, contra aquele que ganha salário mínimo. Imaginemos nós a pessoa viver com 998 reais, e o Presidente da República determinar que o salário mínimo será corrigido somente pela inflação no próximo ano, de 2020. Ou seja, o trabalhador rural, o servente, a empregada doméstica, o empregado doméstico não terão aumento real de salário, por decisão do Sr. Presidente da República, Jair Bolsonaro. O Presidente da República foi eleito pelo povo, nós temos que reconhecer. Imaginávamos que seria um Presidente que olharia para os humildes, para os mais carentes, para os mais necessitados, mas praticamente todas as suas medidas, todas as suas decisões políticas são contra o pequeno. A proposta de reforma da Previdência Social privilegia quem tem altos salários, mas penaliza o trabalhador rural e penaliza o idoso. Agora ele determina que na Lei de Diretrizes Orçamentárias, no Orçamento de 2020, não haja previsão de aumento real para o salário mínimo. Ora, Sr. Presidente da República, V.Exa. é capitão do Exército, foi Deputado Federal, salvo engano, por 28 anos, sempre teve bons salários e talvez não saiba o que significa um cidadão ou uma cidadã, principalmente do Nordeste brasileiro, sair com a enxada nas costas para ir trabalhar, talvez não saiba também o que significa um servente da construção civil trabalhar das 8 horas da manhã às 18 horas para ganhar 998 reais, salário que no próximo ano não terá aumento real. O Governo passado criou uma política de aumento real do salário mínimo que o trabalhador ganha, mas Bolsonaro, mais uma vez - e não é a primeira nem será a última -, adota políticas contra aqueles que ganham menos, pessoas humildes e carentes que, infelizmente, vivem na miséria no nosso querido Brasil. Eu concluo, Sr. Presidente, dizendo o seguinte: Bolsonaro, o povo humilde também é gente, também paga imposto. Muito obrigado. - 11/04/2019
Balanço negativo dos 100 primeiros dias do Governo Jair Bolsonaro.
Palavras-chave oficiais: JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, GOVERNO FEDERAL, GESTÃO, CONTRÁRIO, BALANÇO, AVALIAÇÃO NEGATIVA.
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O SR. MARCELO NILO (PSB - BA. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente Charles Fernandes, honra-me muito estar nesta Casa do Povo, numa sessão presidida por V.Exa. No meu discurso anterior, eu falei que, nos 100 dias do Governo Bolsonaro, não houve uma única ação em defesa do povo brasileiro. A prova desta verdade é que três nobres Parlamentares estiveram cedo no "beija-mão" do Presidente da República, por ocasião da comemoração dos 100 dias do Governo Bolsonaro, e não houve um único Deputado que citasse uma única ação do Governo Federal. Ouviu-se que, a partir de agora, os planejamentos e as execuções seriam realizadas. Portanto, os próprios Parlamentares que defendem o Governo mostram que os 100 dias foram um fracasso. Imaginemos nós que não tenha havido uma única ação! Havia dois grandes programas do Governo anterior, o Programa Minha Casa, Minha Vida e o Programa Mais Médicos. Por uma ação ideológica, tiraram os cubanos. Várias cidades do Brasil, em especial as pequenas cidades, estão sem médicos. Esse foi um programa feito com carinho, com afeto, porque os cubanos aceitavam e gostavam de ir para as cidades de 10 mil habitantes ou 5 mil habitantes. Contudo, tiraram os cubanos, por razão exclusivamente ideológica. Foi uma perseguição aos cubanos. Alguns já estavam inclusive formando famílias no nosso querido Brasil. O que ocorreu? Tiraram os cubanos. Fizeram uma licitação. Alguns médicos brasileiros foram para as respectivas cidades, mas já pediram demissão. Quem está sofrendo com essas ações do Governo Bolsonaro é o povo pobre, é o povo humilde, é o povo das pequenas cidades, que está sem médicos. Eu concluo, portanto, dizendo a V.Exas. que os 100 dias do Governo Bolsonaro já se refletem nas pesquisas de opinião pública. S.Exa. é o pior Presidente da República, desde o início das pesquisas de opinião pública, em 100 dias de Governo. É um fracasso, é um Governo sem planejamento, é um Governo que não tem perspectiva de geração de emprego e de volta do crescimento. Eu diria, Bolsonaro, que V.Exa. tem razão: V.Exa. não nasceu para ser Presidente da República. Muito obrigado, Sr. Presidente. Muito obrigado, Sras. e Srs. Deputados. - 11/04/2019Breves Comunicações
Balanço negativo dos 100 primeiros dias do Governo Jair Bolsonaro.
Palavras-chave oficiais: JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, GOVERNO FEDERAL, GESTÃO, CONTRÁRIO, BALANÇO, AVALIAÇÃO NEGATIVA. PEC 6/2019, PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO, REFORMA PREVIDENCIÁRIA (2019), CONTRÁRIO.
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O SR. MARCELO NILO (PSB - BA. Sem revisão do orador.) - Meu caro Presidente Charles Fernandes, primeiro, é uma honra muito grande falar na Casa do Povo, na Casa das Leis, na Casa do contraditório, presidida por V.Exa., que foi um grande Prefeito da cidade de Guanambi. Sr. Presidente, ontem completou 100 dias o Governo Bolsonaro. Eu não votei em Bolsonaro, votei no Haddad, mas é óbvio que, como brasileiro, torço muito para que o Governo Bolsonaro dê certo. Infelizmente, nesses 100 dias, eu não vi uma única ação do Governo Bolsonaro em defesa do povo brasileiro. Eles tiveram 3 meses, entre outubro e dezembro, para fazer um planejamento do futuro Governo. Já tiveram 100 dias, e qual é a medida concreta para gerar empregos? Qual é a medida concreta para que o Brasil volte a crescer? Eu não vi, até o momento, nobre Presidente Charles Fernandes, nada de planejamento por parte do Governo Bolsonaro. Ora, sobre liberar armas para o cidadão ou cidadã, a maioria do povo brasileiro é contrário a isso, porque, se se arma a população, consequentemente os crimes aumentarão. A reforma da Previdência que foi enviada para o Congresso Nacional privilegia aqueles que têm altos salários e penaliza aqueles que têm salários baixos, principalmente o trabalhador rural e o idoso. Portanto, foram 100 dias sem nenhum planejamento. Por isso, está despencando nas pesquisas de opinião pública. Eu quero dizer que esse Governo é uma decepção enorme para o povo brasileiro. A única frase perfeita do Presidente Bolsonaro foi quando ele disse que não havia nascido para ser Presidente da República, mas para ser militar. Ora, se ele queria ser militar, que não saísse candidato a Deputado Federal, salvo engano, por sete vezes. E aí saiu candidato a Presidente da República. Então, eu repito: o Governo Bolsonaro é uma decepção para o povo brasileiro. É um Governo sem planejamento, sem norte. Com certeza, até o fim do ano, não vai poder andar nas ruas do nosso querido Brasil. Parabéns, Deputado Charles Fernandes, por presidir esta sessão tão importante da Câmara dos Deputados. Muito obrigado. - 10/04/2019
Congratulações aos participantes na XXII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. Decepção de gestores municipais com o Governo Jair Bolsonaro.
Palavras-chave oficiais: MARCHA A BRASÍLIA EM DEFESA DOS MUNICÍPIOS, CONGRATULAÇÃO. JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, GOVERNO FEDERAL, GESTÃO, CONTRÁRIO, BALANÇO, AVALIAÇÃO NEGATIVA.
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O SR. MARCELO NILO (PSB - BA. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, eu gostaria de parabenizar todos os prefeitos do Brasil pela XXII Marcha, realizada aqui em Brasília nos últimos 3 dias. Hoje eu tive o prazer de almoçar com alguns prefeitos da minha querida Bahia, que demostraram a sua decepção com o Governo Bolsonaro. Pela primeira vez, nos últimos tempos, nos últimos anos, os prefeitos voltam para seus respectivos Municípios sem uma decisão concreta do Governo Federal a respeito de como vai ajudá-los. No Governo Dilma, no Governo Lula, no Governo Temer, eles saíram, pelo menos, com esperança, com informações concretas: vai aumentar "x" ou vai aumentar "y". Na segunda-feira, infelizmente, não houve nenhuma promessa do Presidente Bolsonaro para minorar o sofrimento dos municipalistas. Obrigado, Sr. Presidente. - 09/04/2019
Indignação do orador com o assassinato de cidadão civil por guarnição do Exército brasileiro, no Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro.
Palavras-chave oficiais: EVALDO SANTOS ROSA, EX-MÚSICO PROFISSIONAL, FAMÍLIA, EXÉRCITO BRASILEIRO, RIO DE JANEIRO (RJ), HOMICÍDIO.
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O SR. MARCELO NILO (PSB - BA. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, eu gostaria de dizer da nossa tristeza, da nossa decepção, da nossa vergonha com o que ocorreu no Rio de Janeiro, onde soldados do Exército metralharam uma família que ia para um chá de bebê, disparando 80 tiros contra ela. Mataram um pai de família, mesmo após sua esposa e seu filho saírem do carro e pedirem que parassem. O Exército lançou uma nota dizendo que foi uma reação do Exército contra bandidos que atiravam, mesmo tendo isso sido desmentido pelo Delegado Leonardo Salgado. Nós brasileiros, Sr. Presidente, estamos tristes, envergonhados, e gostaríamos de dizer que é uma vergonha para o Exército do Brasil metralhar uma família. Nós brasileiros nos sentimos envergonhados quando o Exército mata um pai de família que ia, repito, para um chá de bebê. Muito obrigado, Sr. Presidente, pela tolerância de V.Exa. - 09/04/2019Pequeno Expediente
Presença de Prefeitos Municipais no Distrito Federal, em busca de recursos para suas respectivas comunidades. Distribuição de maiores recursos às Prefeituras Municipais brasileiras, por meio do Fundo de Participação dos Municípios - FPM.
Palavras-chave oficiais: PREFEITO, BRASÍLIA (DF), REIVINDICAÇÃO, RECURSOS ORÇAMENTÁRIOS, FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS (FPM).
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O SR. MARCELO NILO (PSB - BA. Sem revisão do orador.) - Srs. Deputados, hoje quase todos os Prefeitos do Brasil estão na Capital, Brasília, para solicitar dos poderes constituídos recursos para que possam trabalhar. Praticamente todos os Municípios de pequeno e médio portes vivem hoje exclusivamente para o custeio, não têm recursos para investimento, porque o bolo fica no Governo Federal. Acho que nós devemos fazer uma campanha "Chega de Brasília! Vamos para os Estados!", porque os Prefeitos, infelizmente, não terão condições administrativas e políticas de administrar as Prefeituras se não houver melhorias principalmente no Fundo de Participação dos Municípios. Obrigado, Sra. Presidente. - 03/04/2019
Utilização de subterfúgios pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes, na discussão da proposta de reforma previdenciária na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Defesa do combate aos privilégios no âmbito da Previdência Social.
Palavras-chave oficiais: PAULO GUEDES, MINISTRO DE ESTADO DA ECONOMIA, REFORMA PREVIDENCIÁRIA (2019), COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA (CCJC), ATUAÇÃO. PREVIDÊNCIA SOCIAL, GESTÃO, ANÁLISE.
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O SR. MARCELO NILO (PSB - BA. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Sra. Presidenta Geovania de Sá, Sras. e Srs. Deputados, o Brasil hoje acompanhou o debate na Comissão de Constituição e Justiça, com a presença do Ministro da Economia Paulo Guedes. Eu estive lá, por algumas vezes, e vi vários Parlamentares questionando S.Exa., o Ministro da Economia, e as respostas eram sempre evasivas, sempre nos aspectos gerais, nada em especificidade. Perguntou-se a ele se tinha conhecimento de como é a vida de um trabalhador rural, que sai às 6 horas da manhã, com a enxada nas costas, para plantar milho, para plantar feijão. E qual é o sonho dessa pessoa? É o de voltar para a sua residência e um dia se aposentar, para ver seus netos crescerem. O Ministro não sabe o que é enxada, ele entende de banco e de aplicação financeira. Eu não vi, aliás, um único Deputado, nem do próprio partido do Presidente Jair Bolsonaro, fazer a defesa do Ministro Paulo Guedes. A defesa era feita de forma genérica. Nós perguntamos: "Esta reforma não era para tirar privilégios e manter o salário daqueles que recebem praticamente um salário mínimo?" Não, foi o contrário, ela mantém os privilégios e ataca o trabalhador rural, ataca o BPC, benefício recebido pelo idosos, cujo valor caiu de 1.000 reais para 400 reais e só volta a ser 1.000 reais, quando os idosos completarem 70 anos. O Ministro quer implantar o sistema de capitalização. Talvez o Ministro não conheça o que é a economia do Município pequeno. O que é a economia de um Município pequeno? É o benefício do Bolsa Família, são os recursos do Fundo de Participação, é o que ganha o trabalhador rural, quando chove e ele pode plantar milho, feijão. Se reduzirem a receita do trabalhador rural, que é quem compra no comércio local, podemos ter certeza absoluta de que isso será uma penalidade para os pequenos Municípios, principalmente os do Nordeste brasileiro. Por isso, Sra. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, eu fiquei muito preocupado. Quando Bolsonaro ganhou as eleições, nós imaginamos que ele mandaria para cá uma reforma para tirar os privilégios. A reforma de Temer, o Presidente Bolsonaro disse que era uma desumanidade. E notem que era uma reforma mais branda do que a de Bolsonaro. Por isso, Sra. Presidenta, nós brasileiros, em especial os Parlamentares, estamos preocupados. A taxa de desemprego está alta, são 13 milhões de desempregados, e aqueles que estão empregados estão ganhando salário mínimo, mas o banqueiro Paulo Guedes quer o quê? Ele quer manter os privilégios dos coronéis, dos desembargadores, dos ministros, dos juízes, dos deputados e dos prefeitos, mas quer penalizar o servente da construção civil. O que devemos fazer é uma reforma para retirar os privilégios. Se for para isso, podem ter certeza de que terá unanimidade nesta Casa. Mas, se for para prejudicar o trabalhador rural, podem ter certeza de que votaremos contra. Fico feliz em ver que Adolfo Viana e Leur Lomanto Júnior, com certeza, vão votar a favor do povo, e não para manter os privilégios. Muito obrigado. - 02/04/2019
Repúdio à iniciativa do Presidente Jair Bolsonaro de determinação aos quartéis de comemoração da Revolução de 1964. Inexistência, no âmbito do Governo Federal, de projetos de desenvolvimento econômico e de geração de emprego e renda.
Palavras-chave oficiais: JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, FORÇAS ARMADAS, COMEMORAÇÃO, GOLPE DE ESTADO (1964), DITADURA MILITAR, POLITICA ECONOMICA, POLITICA SOCIAL, CRITICA.
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O SR. MARCELO NILO (PSB - BA. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, na semana passada, o Presidente Bolsonaro, mesmo com graves problemas no Brasil, determinou que as Forças Armadas, que os quarteis comemorassem o início da ditadura, o dia 31 de março. Trata-se de uma época que nós brasileiros gostaríamos de esquecer, porque muitos perderam os pais, muitos perderam os filhos, muitos foram torturados. Quem não se lembra do fechamento do Congresso Nacional? É uma época triste que não gostaríamos de relembrar. O Brasil hoje vive um regime democrático, em que o povo é livre para votar. Enquanto o desemprego aumenta no Brasil, enquanto o Brasil acompanha a reforma da Previdência - uma reforma que vai tirar recursos daqueles que têm salários pequenos, que têm salários irrisórios, e vai manter os privilégios de quem tem grandes salários -, enquanto o Brasil tem graves problemas, o Presidente da República Jair Bolsonaro se preocupa em comemorar a ditadura, a tortura, o fechamento do Congresso Nacional. É isso que nós deveríamos comemorar? Não, Sr. Presidente. O que temos de comemorar é a democracia. O Presidente Bolsonaro, mesmo contra meu voto, foi eleito, e nós temos que respeitar o direito do cidadão de votar. Portanto, foi um momento triste, de infelicidade da Presidência da República. O desemprego está aumentando. Há mais de 13 milhões de desempregados no País. O Brasil hoje vive uma crise, eu diria, não só de falta de emprego, mas também de falta de perspectiva. Hoje o cidadão brasileiro não está mais procurando emprego, porque já sabe que vai receber um "não". E o Presidente da República, em vez de se preocupar em criar projetos para fazer voltar o crescimento e gerar empregos, questiona os métodos do IBGE, que sempre realizou a pesquisa dessa maneira, procurando sempre entrevistar e encontrar as pessoas que estão desempregadas. O IBGE sempre foi um órgão sério, em todos os Governos sempre levou para a sociedade dados verdadeiros, estatísticas verdadeiras, informações precisas com relação ao desemprego no Brasil. Portanto, Sr. Presidente, o que nós queremos são projetos voltados para o desenvolvimento do nosso País, projetos voltados para o meu querido Nordeste, que, infelizmente, vive com a seca constante. As estiagens são constantes. Felizmente, agora São Pedro foi generoso conosco e fez voltar a chuva, mas o Brasil precisa de projetos, o Brasil precisa de um presidente que defenda os reais interesses do nosso povo, em vez de um que defenda a ditadura. Muito obrigado, Sr. Presidente. - 27/03/2019Pequeno Expediente
Posicionamento do orador contrário à aprovação da proposta de reforma previdenciária, encaminhada à Casa pelo Governo Jair Bolsonaro.
Palavras-chave oficiais: PEC 6/2019, PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO, REFORMA PREVIDENCIÁRIA (2019), CONTRARIO.
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O SR. MARCELO NILO (PSB - BA. Sem revisão do orador.) - Sra. Presidenta Geovania de Sá, demais Sras. e Srs. Deputados, o Brasil acompanha com muita atenção o projeto do Governo Bolsonaro com relação à reforma da Previdência, que veio para esta Casa. Esta reforma é diferente de tudo o que imaginávamos. É uma reforma que tira de quem ganha pouco e privilegia aqueles que têm altos salários. Existem muitos pontos negativos nessa reforma, como o trabalhador rural ganhar salário mínimo. Como penalizar o homem ou a mulher que sai às 6 horas da manhã com a enxada nas costas para plantar milho ou feijão? Qual é o sonho deles? Voltar para casa, aposentar-se e ver seus netos crescerem. O BPC do idoso baixa de 1 mil reais para 400 reais, voltando quando o idoso completar 70 anos. A capitalização será, sem dúvida nenhuma, um desastre para a reforma da Previdência! Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, essa reforma penalizará principalmente os pequenos Municípios brasileiros. No nosso Nordeste, quais são as receitas dos pequenos Municípios? O Fundo de Participação dos Prefeitos, o Bolsa Família e a aposentadoria do trabalhador rural. Ora, se diminuir o salário do trabalhador rural, o comércio diminuirá a sua venda, uma vez que quem compra no comércio local são os pequenos, aqueles que percebem os menores salários. Trata-se de uma reforma que, sem dúvida nenhuma, vai atingir no coração aqueles que vivem em sacrifícios. No Nordeste, nós temos poucos empregos. O cidadão ou a cidadã olha para o céu às 5 horas da tarde, para saber se vem chuva. E fica sonhando com sua aposentadoria de 1 salário mínimo. O Presidente Bolsonaro votou contra todas as reformas que vieram para esta Casa. É óbvio que é uma qualidade dele reconhecer que errou, mas a reforma de Bolsonaro é muito mais complexa, muito mais penalizadora do que aquelas que vieram de outros Presidentes. Sras. e Srs. Deputados, eu diria a V.Exas. que realmente é uma desumanidade o que o Governo Bolsonaro quer fazer com os trabalhadores. Na reforma dos militares, por incrível que pareça, os coronéis, os majores e os capitães melhorarão os seus salários. Ora, se é um sacrifício, tem que ser um sacrifício de todos. Portanto, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, eu quero dizer, em alto e bom som, que vou trabalhar para inviabilizar essa reforma, porque, sem dúvida nenhuma, é a pior das reformas da Previdência vieram para esta Casa. Esta aqui é a Casa do Povo, a Casa das Leis. Esta é a casa do contraditório, onde se discutem os grandes problemas do Brasil. Fico triste. Nós imaginávamos que esta seria uma reforma para tirar dos juízes, dos desembargadores, dos coronéis, dos deputados, daqueles que têm salários, em tese, razoáveis. Não, a reforma atinge no coração o pequeno trabalhador. Não aceitamos! Vamos trabalhar incansavelmente no sentido de mostrar isso para a população. Aliás, eu acho que a população brasileira tem de ir para as praças, tem de ir para as ruas, para mostrar que essa reforma é, sem dúvida nenhuma, para matar quem ganha menos, para matar o trabalhador, o servente da construção civil, o professor primário - e esta profissão é, sem dúvida nenhuma, a mais bonita criada pelo cidadão e pela cidadã. Quem aqui não passou pela mão de um professor primário? Mas o Governo Bolsonaro quer penalizá-los. E nós, independentemente de conotação partidária, Sra. Presidente, sem dúvida nenhuma, temos que dizer "não" à reforma do Presidente Bolsonaro! - 26/02/2019Pequeno Expediente
Repúdio à decisão do Ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, sobre a obrigatoriedade de execução e gravação do Hino Nacional em estabelecimentos escolares e repetição, pelos discentes, do slogan da campanha eleitoral do Presidente Jair Bolsonaro.
Palavras-chave oficiais: HINO NACIONAL, RICARDO VÉLEZ RODRÍGUEZ, MINISTRO DE ESTADO, MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, DECISÃO, CONTRÁRIO.
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O SR. MARCELO NILO (PSB - BA. Sem revisão do orador.) - Sra. Presidenta, Deputada Geovania de Sá, Sras. e Srs. Deputados, ontem nós vimos uma notícia, inicialmente num site - imaginávamos que era fake news -; depois, todos os sites do Brasil deram a notícia de que o Ministro da Educação enviou uma correspondência para todas as escolas do Brasil, obrigando os alunos a cantar o Hino Nacional, o que seria filmado e enviado para o Ministério. No último parágrafo, era para dizer em alto e bom som: "Brasil acima de tudo e Deus acima de todos", que é o slogan da campanha do Bolsonaro. Há coisas que só acreditamos vendo - isso veio de um Ministro que recentemente disse que o brasileiro, quando vai para o exterior, só faz bobagem. - 20/02/2019
Posicionamento do orador acerca do conjunto de medidas anticrime apresentadas ao Congresso Nacional pelo Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.
Palavras-chave oficiais: LEI ANTICRIME, SÉRGIO MORO, MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA.
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O SR. MARCELO NILO (PSB - BA. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sra. Presidenta, Deputada Geovania de Sá, Srs. Deputados, o Governo Bolsonaro enviou ontem para esta Casa o projeto anticrime, do Ministro Moro, e hoje o Presidente trouxe pessoalmente o projeto da reforma da Previdência. São dois projetos polêmicos, importantes, que deverão ser debatidos nesta Casa. É óbvio que nós ainda vamos estudar o projeto anticrime, mas, pelas informações da imprensa, pelas informações que o Ministro Moro deu em Comissão desta Casa, existem alguns pontos positivos e existem outros pontos negativos. O ponto positivo, por exemplo, é o "informante do bem". Eu acho que é fundamental esse informante, uma vez que ele não praticou nenhum crime e pode dar informações para que se tragam recursos de volta para o Estado, penalizando pessoas que cometeram irregularidades. A redução das saídas temporárias também é outro item muito importante. Quem não se lembra da Suzane, em São Paulo, que matou os pais e, no Dia dos Pais, saiu, uma vez que teve o direito, por decisão judicial? Mas é óbvio que existem muitos pontos negativos. O primeiro ponto negativo é a licença para matar. Policial civil ou militar e cidadão civil não podem cometer um crime e ser absolvidos sem nenhum julgamento, sem nenhuma decisão, sem nenhuma discussão. Qualquer crime tem que ser discutido, se houve legítima defesa, se realmente matou por vingança. Mas não pode um juiz absolver sem um julgamento, sem uma discussão judicial. Quanto à decisão de prisão em segunda instância, nós somos contrários, uma vez que, na nossa visão, primeiro, o projeto foi enviado com um equívoco grave, tinha que ser uma emenda constitucional. Hoje a Constituição diz que o cidadão só pode ser preso depois de percorrer todas as instâncias e depois do transitado em julgado. Ora, se a Constituição tem de ser modificada, tem de ser por meio de uma PEC, não por uma lei ordinária. Somos favoráveis ao transitado em julgado, até a última instância. Quem não lembra o caso da semana passada, em São Paulo, quando um assassino matou o filho de uma comerciante, e um inocente foi preso, reconhecido pela mãe do cidadão que sofreu aquele atentado? É obvio que ela estava em emoção. Posteriormente, encontraram o inocente, e a própria mãe reconheceu o seu equívoco. Há equívocos que podem ser consertados, e há equívocos que não podem. Se o cidadão vai ser preso, para, depois, na terceira instância, ser absolvido, quem vai pagar o crime que foi cometido contra aquele cidadão que por acaso foi absolvido? Portanto, nós somos favoráveis à discussão desse projeto. A sociedade clama por medidas urgentes e eficazes, pois a população brasileira não suporta mais o índice de criminalidade. Infelizmente, essa peste social chamada crack está enraizada em todos os Municípios do Brasil. Do menor Município brasileiro até o maior, que é São Paulo, há crack e cocaína constantemente hoje para quase toda a população, e uma grande parte da juventude está sendo dizimada, uma vez que está entrando na criminalidade porque é usuária. Quero dizer, alto e bom som, que os traficantes têm de ser penalizados, os grandes criminosos têm que ser penalizados. Eu vi na palestra do Ministro Moro a preocupação com o terrorista, mas não vi preocupação com os altos traficantes, que são muito piores do que os próprios terroristas. São dois crimes bárbaros, mas os traficantes têm que ser penalizados com o rigor da lei. Portanto, esse projeto anticrime do Ministro Moro tem que ser debatido nesta Casa. A sociedade brasileira acompanha a Casa do Povo, a Casa das Leis, e nós Parlamentares... (Desligamento automático do microfone.) - 20/02/2019Pequeno Expediente
Necessidade de esclarecimento, por parte do Presidente Jair Bolsonaro, das razões da exoneração do Ministro-Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno.
Palavras-chave oficiais: GUSTAVO BEBIANNO, MINISTRO DE ESTADO CHEFE DA SECRETARIA-GERAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, EXONERAÇÃO.
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O SR. MARCELO NILO (PSB - BA. Sem revisão do orador.) - Sra. Presidente, Srs. Deputados, o Brasil acompanhou, na semana passada, a provável a demissão do Ministro Bebianno, que fora confirmada nesta semana. Primeiro, houve uma denúncia na Folha de S.Paulo de que existiam laranjas no PSL coordenadas pelo Bebianno. Posteriormente, o filho do Presidente da República e próprio Presidente da República disseram que Bebianno havia mentido. Mas aí vem um áudio que prova que, na realidade, quem havia mentido não era Bebianno. Houve uma conversa entre ambos. Não tenho procuração, nem conheço o Bebianno, mas naqueles áudios o ex-Ministro respondeu ao Presidente com educação e mostrou que, na verdade, ele não estava mentindo. Portanto, é preciso que o Presidente da República venha a público explicar os verdadeiros motivos da demissão do Ministro Bebianno. - 14/02/2019Breves Comunicações
Excelência da gestão do Governador do Estado da Bahia, Rui Costa.
Palavras-chave oficiais: RUI COSTA, GOVERNADOR, BAHIA, GESTÃO PÚBLICA, INAUGURAÇÃO, ESTRADA, ARAMARI (BA), OURIÇANGAS (BA), ELOGIO.
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O SR. MARCELO NILO (PSB - BA. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados, ocupo esta tribuna para parabenizar a gestão do Governador Rui Costa, um dos melhores Governadores do Brasil. Além de pagar os salários em dia, está fazendo uma grande gestão em infraestrutura. Inaugurará este ano mais de quinze policlínicas, além de diversas estradas, escolas e postos de saúde. Amanhã, por exemplo, estaremos nos Municípios de Aramari e Ouriçangas inaugurando aquela estrada, que foi um pleito nosso junto ao Governador Rui Costa. Conhecido como Rui Correria, Rui Costa é um Governador que paga o salário em dia, cumpriu todos os compromissos assumidos e faz uma gestão diretamente para os mais necessitados. Parabéns, Governador Rui Costa, pela sua grande gestão! - 06/02/2019Pequeno Expediente
Compromisso de atuação parlamentar em defesa dos interesses da população do Estado da Bahia, especialmente da região semiárida. Propósito do orador de votação de matérias em sintonia com os anseios do povo brasileiro. Saudações aos Deputados Cacá Leão, Otto Alencar Filho e Charles Fernandes.
Palavras-chave oficiais: MARCELO NILO, DEPUTADO FEDERAL, AGRADECIMENTO, ELEITOR, ATUAÇÃO PARLAMENTAR, SEMIÁRIDO.
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O SR. MARCELO NILO (Bloco/PSB - BA. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Deputados, chego a este Parlamento, na Câmara dos Deputados, depois de ter passado 28 anos na Assembleia Legislativa da Bahia. Por decisão de 115 mil baianos e baianas, venho para o Congresso Nacional num momento muito importante na vida pública do nosso País. O povo hoje acompanha os trabalhos parlamentares principalmente pelas redes sociais. Sou um Deputado do PSB e honra-me muito estar nesse partido, mas serei o Deputado da Bahia. Defenderei o meu Estado, vez que dois terços do nosso território pertencem ao Semiárido. Sei que as prioridades sempre serão saúde, educação, segurança pública e geração de emprego, mas colocarei mais uma prioridade, que é a estrutura hídrica, recursos hídricos, vez que dois terços da Bahia pertencem ao Semiárido. Na Bahia temos rios, como o São Francisco, que passam a 10 quilômetros de onde o povo passa sede. Sei que a Bahia hoje tem um Governador muito bem avaliado, o Governador Rui Costa, que foi reeleito com 75% dos votos, que faz, portanto, um excelente Governo. É, talvez, um dos Estados no Brasil que paga em dia o salário do seu servidor. Mas nós procuraremos ajudá-lo, no sentido de fortalecer a Bahia, tendo em vista que, comparando a população com a receita, salvo engano, nós temos o 24º pior per capita fiscal do nosso País. A Bahia é sem dúvida nenhuma um Estado que necessita fazer parcerias com o Governo Federal. Serei um Deputado de oposição, mas uma oposição que vai procurar estar sintonizada com o povo brasileiro, em especial com o da nossa querida Bahia. Hoje, todos nós temos uma responsabilidade enorme. Essas eleições foram, sem dúvida nenhuma, uma grande renovação. Nós Parlamentares chegamos aqui como fruto do voto. Sou apaixonado pela democracia, sou apaixonado pelo voto. Todos nós que chegamos aqui temos a responsabilidade enorme de trabalhar por aquilo em que acreditamos. Aqui existem Parlamentares de diversos partidos, de ideologias e pensamentos políticos diferentes, mas acredito que todos vão convergir para defender os reais interesses do povo brasileiro. Vamos estudar cada projeto. Estão chegando a reforma da Previdência e o projeto anticrime. Vamos estudar, vamos analisar item por item. Sem dúvida nenhuma, procurarei votar sintonizado com o povo, procurarei sempre ouvir a sociedade. Por isso, estou no oitavo mandato. Procuramos sempre conversar com o povo. Não adianta votarmos se não estivermos próximos do pensamento popular. É óbvio que cada Deputado tem seu interesse regional, tem seu interesse partidário, tem seu interesse político. Mas nós precisamos, cada vez mais, trabalhar por aquilo em que acreditamos. Você só deve ser político se você gostar de gente. Você só deve ser político se você tiver noção exata do seu papel perante aqueles que delegaram o poder para que você fosse o representante do povo brasileiro aqui na Câmara dos Deputados. Quero saudar meus três queridos Deputados conterrâneos: Cacá Leão, que faz um excelente mandato e foi meu colega como Deputado Estadual; o Deputado Otto Alencar Filho, que com certeza vai fazer um excelente mandato e o ex-Prefeito de Guanambi, Deputado Charles Fernandes, que ontem inaugurou esta tribuna, defendendo sua região. Sr. Presidente, eu agradeço muito a tolerância de V.Exa.
Dados oficiais da Câmara dos Deputados. 1º voto registrado: 17/12/2019 (o início do mandato está na aba Trajetória). Como calculamos: metodologia.